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A Visão de Deus

Tommy Tenney
CAPÍTULO 1: Colo, papai!
“EU NÃO CONSIGO VER DAQUI DE BAIXO”

CAPÍTULO 2: O poder do zero


MENOS BOM E NADA MELHOR

CAPÍTULO 3: Nada de DPA!


PATRULHA DE PAIXÃO A POSTOS 53

CAPÍTULO 4: Descubra o poder da posição


“SARACOTEANDO” PARA ENTRAR NA PRESENÇA DE DEUS

CAPÍTULO 5: Como fazer o Diabo de tolo


DEDOS-DUROS NÃO PODEM ENTRAR

CAPÍTULO 6: O princípio da ampliação


TRANSFORME MONTANHAS EM MONTÍCULOS OU HOMENS EM GAFANHOTOS

CAPÍTULO 7: Reconquistando a adoração


O MELHOR REMÉDIO PARA A DEPRESSÃO

CAPÍTULO 8: O poder da proximidade


CHEGUE MAIS PERTO, FALE MAIS BAIXO

CAPÍTULO 9: Reivindique sua entrada aos bastidores


ADORE ATÉ QUE VEJA COM OS OLHOS DE DEUS

CAPÍTULO 10: Personagens disfarçados


O CORDEIRO UM LEÃO, O BEBE o ANCIÃO DE DIAS,
O DRAGÃO UM LAGARTO
Encanadores lerão este livro.
Pastores também.
Balconistas, advogados e professores talvez examinarão 1itentamente suas páginas.
Mas este livro não foi escrito para encanadores, balconistas, idvogados ou professores.
Também não foi escrito para pastores.
Pastores podem ler e até pregar sobre seu conteúdo (o que endosso plenamente, quero deixar claro).

Este livro foi escrito para adoradores — seja qual for sua ocupação terrena.
Lembre-se, você não nasceu para ser apenas encanador, paslor ou professor.
Você nasceu para ser adorador!
O que fizer além disso é apenas uma atribuição temporária. Faça-a, e faça-a com esmero.

Mas enquanto aperfeiçoa sua ocupação terrena e passageira, não se esqueça de praticar aquilo que será
sua eterna ocupação celestial.
Que estas páginas sirvam de inspiração para que todos voemos bem alto na adoração, desvencilhando-nos
do tempo e do espaço, e que assim vejamos o mundo a partir da perspectiva divina, que vejamos com os
olhos de Deus.

“EU NÃO CONSIGO VER DAQUI DE BAIXO”

Muitas vezes as situações mais comuns servem de inspiraçi o para os pensamentos e recordações mais
extraordinários. Quando entro num elevador, por exemplo, quase sempre me pergunto: Como será que é
ver o mundo com os olhos de Deus?

O paralelo aparentemente desconexo ganha sentido se eu lhe contar que os elevadores sempre me fazem
lembrar do comportamento de minhas filhas quando tinham três ou quatro anos de idade. Naquele tempo
também viajávamos bastante, e minha esposa e eu fazíamos questão de levar nossas filhas conosco
sernpre que fosse possível.

Hoje, minhas três filhas estão quase da altura ou mais altas que a mãe, mas ainda me lembro do tempo em
que a visão da minha caçula, em meio a uma multidão, só alcançava uma fioresta de joelhos, fivelas,
popanças e bolsas. Tenho algunsflashes Lwm nítidos em minha memória da expressão no rosto dela
quando entramos no elevador de um hotel para descer ao térreo. ludo estava bem até que aquele luxuoso,
porém limitado espaço, começou a ficar apertado. A cada andar, mais pessoas se t’sI)rtnhiam ali dentro.

Algumas pessoas precisam lutar contra o pavor de lugares fechados, até a idade adulta, mas entre os
baixinhos este temor é universal. Se você estivesse naquele elevador no momento em que ficou
abarrotado, isso provavelmente não o teria incomodado muito. No entanto, a reação de minha filha era
totalmente previsível. Ela ergueu os bracinhos e cravou os olhos nos meus com urgente intensidade.
Você já parou para pensar como seria ver coui os olhos de uma criança de três ou quatro anos dentro de
um elevador superlotado? Nunca vou me esquecer da cena de minha filha levantando os braços e de como
seus olhos procuravam os meus em desespero silencioso. Ela estava dizendo: “Colo, papai. Eu não
consigo ver daqui de baixo. Tem de haver uma perspectiva melhor do esta que tenho aqui”.

PRESO ENTRE JOELHOS E BOLSAS DE ANSIEDADE

Assim que ela foi erguida ao mesmo nível de visão de seu pai, seus problemas acabaram. Se eu ficasse
distraído ou, por estar com as mãos ocupadas, deixasse minha filha presa entre o número cada vez maior
de joelhos e bolsas, sua mente infantil seria tomada de desespero e ansiedade. Posso imaginá-la dizendo a
si mesma: Não estou enxergando muito bem!

Adoração é o processo em que você levanta suas mãos aos céus no sinal universal de entrega e desespero.
Esta é a forma como criaturas presas à terra conseguem atrair a atenção de seu Criador Celestial. Quando
você adora, é como se olhasse para seu Pai Celestial e dissesse: “Papai, eu não gosto da visão que tenho
daqui. O Senhor pode me erguer? Quero ver aí do alto, do ponto de vista que o Senhor tem”.

os IIc’v1k1ores sempre me fazem lembrar de como a visão i eu tinha das coisas, e a visão que minhas
filhas tinham da L’sma situação, eram totalmente diferentes. Isso me ajuda a tender que a impressão que
temos das circunstâncias, nesta iissa posição presa à terra, é totalmente diferente da maneira tnmo Deus as
vê, a partir da sua perspectiva. Seu trono é “alto i exaltado”.

Deus nunca quis limitar sua visão à perspectiva do plano Inferior. Seu propósito sempre foi que você
visse as coisas de ii,n perspectiva mais alta, e adoração é a forma que Ele usa para nos elevar acima da
pressão terrena do nosso espaço fechido, a fim de fazer-nos ver as coisas com os seus olhos.
Se tudo isso parece complicado demais, volte à imagem mental daquela assustada criança de três anos,
com seus braços levantados em direção ao rosto de seu pai: esta é a postura da adoração.
Infelizmente, as incertezas e desafios da vida não se limitam a elevadores ou ambientes lotados. Enquanto
escrevia este livro, recebi uma ligação urgente dizendo que minha filha do meio fora acometida de uma
delicada condição física que requeria cirurgia imediata.

A cirurgia correu bem, mas as experiências anteriores à ela foram traumatizantes para a caçula. Ela não
estava preparada ver sua irmã sofrendo dores, enquanto uma enfermeira a levava de maca para prepará-la
para a cirurgia (e quem está preparado para situações como essa?).

Quando percebi como aquela crise a havia afetado, eu disse a minha esposa que se ela ficasse no hospital
com a filha que estava internada, eu passaria o dia em casa com a caçula.

ELA SÓ QUERIA ESTAR PERTO DO PAPAI

Em geral, ela é bastante independente, mas dormir sozinha em seu quarto aquela noite era a última coisa
em sua mente. Ela só queria estar perto do papai. Ela não precisava ouvir palavras.sábias sobre princípios
de filosofia ou religião; precisava ver a situação de um ponto de vista reconfortante, o ponto de vista do
papai.

Assim que me confirmaram que a cirurgia havia corrido bem, eu sabia que precisava erguer o ponto de
vista de minha filha também. Eu a tomei em meus braços e lhe disse: “Está tudo bem, querida. Sim,
tivemos um problema e ficamos todos preocupados, mas está tudo bem agora”.

No momento em que ela percebeu: O papai não está preocupado com isso, sua atitude mudou por
completo e, no mesmo instante, ela voltou ao seu jeito brincalhão. Seu Pai Celestial também não está
preocupado em vencer circunstâncias. Ele só quer que você atravesse a crise intacto.
Não importa quão educado, automotivado, bem-sucedido, ou independente você tenha se tornado na vida
adulta, a jornada da vida inevitavelmente o colocará de joelhos um dia. Você é como uma criança de três
anos num elevador lotado. O amontoamento de bolsas e joelhos não dá pistas sobre seu futuro e abafa
suas esperanças de uma visão melhor.

Quando isso acontece, você precisa de mais do que um ajuste de atitude; você precisa de um ajuste de
altitude. Você precisa ver as circunstâncias como seu Pai Celestial as vê.

Se alguém deveria ter pesadelos sobre o fim dos tempos, este alguém não é seu Pai. O Criador do cosmo
não passa um segundo em febril agitação, tentando descobrir onde achará recursos para custear o futuro.
Nem está pensando no valor que lhe darão pelo trono celestial em alguma casa de penhores no céu. Eu
duvido que Ele esteja ansioso sobre qualquer uma das coisas que tanto afligem a você e a mim.
A adoração permite que você veja as coisas como seu Pai Celestial as vê. Ergue-o de seu poço de
problemas humanos à perspectiva mais alta e cristalina do lugar onde Deus se assenta. O poder de uma
perspectiva mais alta é acessado através da adoração. Adoração eleva seu espírito. Adoração muda seu
destino. Adoração reorganiza seu futuro.

“PEGUEM SEUS CAPACETES, RAPAZES!”

()inimigo da sua alma não quer que esta verdade seja revelada. Sua adoração aciona os alarmes do inferno
e todos os demônios gritam: “Peguem seus capacetes, rapazes!”
O único ser que devia ter pesadelos reincidentes sobre o fim dos tempos é Satanás. As Escrituras nos
dizem que Deus disse i ele (em seu disfarce de serpente) e a Eva: “Porei inimizade entre VOCê e a
mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe f’rirá a cabeça, e você lhe ferirá o
calcanhar”.’ Não é de admirar que Satanás precise de um capacete!

Satanás é intimidado por qualquer pessoa que não tenha medo de se ferir no calcanhar no processo de
esmagar sua cabeça de serpente. Sim, um machucado no calcanhar pode fazê-lo mancar, mas uma cabeça
esmagada é fatal. O maior temor de Satanás é que você descubra que seu Deus é maior que qualquer
imagem ou manobra demoníaca que ele consiga criar na sua imaginação.

Ele teme o dia em que você se liberte de seus conceitos limitados a respeito de Deus e permita que a
adoração eleve sua perspectiva. O inimigo tem pavor do momento em que a adoração o fizer levantar as
mãos àquele diante de quem ele teme e treme. Ele sabe que seu jogo estará acabado no instante em que o
Pai Celestial elevar sua perspectiva aos lugares celestiais, de onde terá uma nova vista das paisagens
inferiores da vida.

As coisas que vemos e experimentamos no plano terreno não são os verdadeiros componentes da
realidade que ansiamos. A realidade é muito mais alta. A visão que ganhamos a partir da perspectiva de
nosso Pai Celestial faz com que cada problema doloroso e cada obstáculo avassalador pareçam pequenos.
Pequenos até que ponto? Pequenos o suficiente para que você pise neles. “Eu lhes dei autoridade para
pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano”

O SEGREDO FOI REVELADO

Se você estiver adorando agora, então Satanás está correndo para buscar seu capacete, rosnando sobre seu
ombro chamuscado: “Rapazes, estamos em apuros agora. Já descobriram o segredo, e esse pessoal vai
adorar até obter a vitória”.

Satanás tem medo da unção de adorar, que fere o calcanhar, mas esmaga a cabeça dele. Seu objetivo
sempre foi extinguir o fogo da unção, matar os profetas ou desacreditar o mensageiro — qualquer coisa
que protele sua destruição predeterminada.

A mesma adoração que eleva você, oprime os demônios. Em outras palavras, o que levanta você arrasta
Satanás para baixo. Para baixo, no “abismo”, será o último e definitivo endereço de Lúcifer, depois de
todas suas mudanças.

Não compre ações da Satã S/A. No início, ele era um arcanjo na diretoria celestial — Lúcifer, a estrela da
manhã, um príncipe celeste revestido de luz, e assistente pessoal do Chefe. Mas o próximo fato a seu
respeito que descobrimos nas Escrituras é que ele veio a ser apenas um príncipe e potestade do ar, que
envolve uma pequena mancha azul num modesto Universo da paleta cósmica do Criador.

ELE QUERIA SER IGUAL A DEUS

A próxima vez que você o encontra na Bíblia, sua carreira de perdição continua a vertiginosa espiral para
baixo. Agora já está sendo chamado “o deus deste século”, ainda pavoneando-se e agindo como se fosse
uma divindade, um anjo de luz com identidade falsa. Depois, aparece com o título mais apropriado de
Belzebu, o senhor das moscas. Que reino! Finalmente, o último item do seu currículo sórdido está no final
do Livro, num abismo sem fundo, onde está revestido apenas de fracassos e amarrado com os grilhões de
prisão eterna.

1 t’icift’r começou lá em cima, mas agora as ações da Satã S/A estão caindo a todo momento. Não
compre estas ações. Não deixe ser levado pelas aparências do momento. Não importa a tendência visível
do mercado, estas ações não vão subir. Invista o que você tem e tudo que você é naquele que foi sepultado
e ressuscitou, e foi o único a ascender ao alto para assentar-se direita do Pai. Não me importo com o que
dizem as outras pessoas da Bolsa de Valores. A qual notícia você dará crédito? ivlas as minhas
circunstâncias não são assim! As coisas estão piorando, e não melhorando!”

“Abra as asas” e voe nas alturas da adoração. Entenda o poder da perspectiva e descubra o que a adoração
pode fazer por você. A adoração tem o poder de fazer seus problemas parecerem menores, ao mesmo
tempo em que outras coisas parecerão “ampliadas”.

Em certo sentido, os problemas que enfrentamos quando adultos muitas vezes nos fazem sentir como
crianças de três nninhos num elevador apinhado de gente, no meio de bolsas e maletas grandes. Talvez
você esteja sentindo as dores de parto, geradas pela fé, aumentando sua intensidade em seu coração agora
mesmo. O Espírito Santo está lhe dizendo: Vá adorando, até achar o caminho de saída de suas
circunstâncias.

Se você não gosta da forma como vê as coisas “daqui de baixo”, então mude sua perspectiva. Deus lhe
deu a chave — a adoração pode proporcionar a você um entendimento completamente diferente e elevá-
lo a um novo plano de realidade. A adoração permite que você olhe lá da posição da realidade divina e, ao
ver o que a terra chama realidade, que diga com confi- ança: “Isto não é real. Tudo nesta terra passará. É
apenas temporário”.

O que realmente é real? Deus e sua Palavra. Ele disse: “A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra
de nosso Deus permanece para sempre”.3 Quantas vezes permitimos que o medo transforme as ervas
daninhas da vida em pesadelos de derrota com imagens paralisantes de dragões. Não está passando da
hora de nos firmarmos mais na Palavra de Deus do que nas circunstâncias?

Eu vivo no mesmo mundo que você, e também preciso enfrentar os problemas da vida. Já vimos nossas
filhas sendo internadas no hospital, tenho sofrido falsas acusações, perdido entes queridos para a doença e
a morte, e enfrentado desafios econômicos e espirituais em minha vida.

Seja o que for que se apresente, estou determinado a adorar ao Rei. Eu me recuso a permitir que as
circunstâncias ditem meu nível de adoração. Eu simplesmente “abro minhas asas” e começo a “voar”.
Você se lembra das palavras deste velho hino?

Senhor, eleva-me e ajuda-me a ficar firme Pela fé, no platô celestial, um plano mais alto do que já
alcancei: Senhor, planta meus pés na rocha que é mais alta que eu.

Você quer subir a nível mais alto? Está pronto a trocar a desanimada visão presa à terra pelo vitorioso
encorajamento da perspectiva avantajada do céu? O que há de tão especial em se ter um ponto de vista
mais alto?

Não sei quanto a você, mas eu já enfrentei os problemas da vida de meu ponto de vista deficiente, e
também já os vi, olhando com os olhos de Deus. Mesmo quando não encontro uma solução imediata, esta
experiência pessoal me deu a incrível vantagem de ver meus problemas de cima para baixo, recusando-
me a aceitar a intimidação que sempre me causam.

ADORAÇÃO É A FERRAMENTA PREFERIDA DO CÉU

Adoração é a ferramenta preferida do céu para reajustar as distorcidas perspectivas humanas. Adoração
possui a faculdade sobrenatural de corrigir os problemas de nossa visão espiritual e fazer tudo entrar em
foco divino. Se o Pai não está preocupado, por que vou me sentir abatido?

As pessoas olham para o Monte Everest e dizem: “Oh, veja — enorme!” Elas têm razão, eu creio, mas
qualquer pessoa pode L’ir num avião a jato, voar por sobre o cume mais alto da terra olhar aquele monte
de cima, a partir de uma perspectiva muito alta. Tamanho, massa e altura — tudo parece depender da
iItura de seu plano de visão. A altitude de seu ponto de observnç io determina se você dirá que está
olhando “lá para cima” ‘u “lá para baixo”.

1ncontrei um dos melhores exemplos para ilustrar esta situnç o numa das minhas lembranças menos
felizes como cliente num determinado restaurante. Já relatei um pouco desta históem meu livro Os
Descobridores de Deus, mas quero voltar a e acrescentar alguns detalhes importantes relacionados à
pespectiva de Deus sobre a vida.

Assim que meus colegas fizeram seu pedido à garçonete, ficou clara a premente necessidade de uma
mudança de ptlrspectiva. Eu havia decidido pedir itens simples como bacon e ovos. Meu pensamento era
guiado por décadas de experiências na estrada. Será possível alguém errar num pedido k ovos?
Quando fizemos nosso pedido, eu já deveria saber que o prohlema não era com o mestre-cuca ou com a
cozinha — era com a pontualidade do atendimento. Era a ausência de alguém para realmente nos servir
do nosso lado do balcão.

A garçonete finalmente trouxe o nosso pedido, mais ainda estou convencido de que enquanto o cozinheiro
esperava por elahavia passado tempo suficiente para que uma galinha botasse mais alguns ovos. Mesmo
assim, nossa espera ainda não havia terminado. A garçonete não se deu ao trabalho de nos trazer talheres;
simplesmente colocou os pratos na mesa e desapareceu tão rápido que nem,a vimos sair. Bastou correr os
olhos pelo salão para confirmar minha suspeita: ela estava de volta à cafeteira, absorta na conversa que,
sem dúvida alguma, nosso pedido havia interrompido.

Adoração possui a faculdade sobrenatural de corrigir


os problemas de nossa visão espiritual e fazer tudo entrar em foco divino.

Devo admitir que foi frustrante. Tive de esforçar-me muito para manter o pouco de controle que ainda
tinha. Por fim, ela voltou à mesa, após terminar a conversa iniciada anteriormente na cafeteira, a seu
contento (e depois de nossa comida ter esfriado, para o nosso desgosto). Meu palpite é que ela voltou para
ver se já estávamos prontos para pagar a conta e lhe dar uma gorjeta.

Era minha chance de cuidar da situação, e eu a aproveitei. “A senhora sabe quem é que paga o seu
salário?”

Com um modo de falar ríspido, aperfeiçoado em muitos anos de propositada encenação de superioridade,
esta rainha das garçonetes mal-humoradas informou-me com absoluta confiança que, seguramente, não
era eu. Ela me disse que seu patrão pagava seu salário. Fiquei contente por ela ter fisgado a isca. Com
satisfação, corrigi-a dizendo: “Não, seu contracheque vem de clientes como eu que freqüentam este
restaurante, pagam a refeição com seu dinheiro suado e ainda deixam gorjetas pelo atendimento que
recebem”.

Apesar de minha eloqüência, percebi que meus esforços não estavam adiantando nada, porque a moça
ainda não movera um dedo para buscar os talheres (confie em mim — não tente fazer isso com a próxima
garçonete que lhe causar problemas.Não funcionou, porém consegui me sentir um pouco melhor).

Agora deixe-me contar o que realmente funcionou. As coisas oraram — pelo menos um pouco — depois
que eu disse:

“Senhora, eu vou lhe dizer uma coisa. Já dei gorjetas maiores que o valor da conta quando o serviço o
merecia”.

Poucos segundos depois, os talheres já estavam na mesa. Misteriosamente ela passou a me dar mais
atenção do que s outras garçonetes no clube da fofoca reunido em volta da t’n íeteira.
O objetivo deste prolongado exercício em futilidade era simpies: eu queria que a garçonete entendesse
que o propósito do restaurante não era agradar a ela ou servir aos seus desejos; era ntender bem a clientes
como eu.

Numa estranha inversão de papéis dentro da mentalidade consumista, parece que decidimos que a igreja
deve centralizar- se em nós, embora Deus — o Cliente Divino — continue com esta estranha idéia de que
a igreja existe em função dele.

ABENÇOADOS, CONSOLADOS E CORROMPIDOS

Gastamos anos e multiplicamos fortunas para converter a igreja numa espécie sofisticada de “clube de
bênçãos” e num centro de total conforto pessoal, inconscientes de que com isso subvertemos inteiramente
o verdadeiro propósito da igreja. Este é apenas outro sintoma de nossa condição de visão espiritual
limitada: perdemos o rumo no elevador da vida, e não conseguimos ver o Pai no empurra-empurra à nossa
volta.

Talvez Deus esteja tentando nos ensinar a mesma coisa que tentei mostrar àquela garçonete: que a rotina
do restaurante e os assuntos que se debatiam ao redor da cafeteira não eram nada importantes em
comparação às necessidades dos clientes.

Quantas vezes e há quantos anos temos nos revestido dos nossos “uniformes” e chegado à igreja para uma
“reunião em volta da cafeteira”, para falar uns com os outros a respeito de Deus enquanto ninguém se
preocupava em atender a Ele mesmo, o Cliente Divino, em nosso meio? Nossa atenção, afeição e esforços
estão mais direcionados a nós mesmos do que a Ele.

Um líder de igreja e amigo estimado contou-me uma história que me deixou boquiaberto. As igrejas
associadas no seu estado reúnem-se todos os anos em sua cidade, para um grande acampamento de
famflias, e a freqüência não pára de crescer a cada ano. Ele me disse que os donos de um restaurante
familiar na região ficaram tão frustrados que decidiram fechar as portas durante o evento porque não
queriam tantos clientes!

Perdoe minha ignorância no assunto, mas eu pensava que as pessoas abriam restaurantes, oficinas, lojas e
outros tipos de comércio, especificamente para atrair clientes. O que distingue esta história de uma
centena de outros casos interessantes a respeito do estranho comportamento humano é sua impressionante
similitude com o comportamento de muitas igrejas hoje.

Às vezes temo que Deus esteja sussurrando aos nossos ouvidos tapados: Deste jeito, seria melhor
encerrar este culto. Por quê? Agimos como se de fato não quiséssemos ser interrompidos por nosso
Cliente Divino. Estamos ocupados demais abençoando e congratulando-nos uns aos outros por nossas
histórias divertidas, sermões superficiais, solos talentosos e esplêndidas apresentações dos corais.
Ficamos irritados por qualquer interrupção que possa nos afastar de nossas conversas ao redor da
“cafeteira”. É como se tivéssemos nos esquecido que sua Palavra diz: “Mas aqueles que esperam no
SENHOR renovam as suas forças”.

APERTANDO AS MÃOS EM VOLTA DO BULE DA APROVAÇÃO HUMANA

Nenhum de nós é o Cliente. Ele é o Cliente, e nós, seus servos. O preço total nunca poderia ser pago por
aqueles que dizem estar esperando e servindo àquele que é a Fonte. Não somos que “pagamos a conta”.
Nossa visão é obscurecida quando nos apertando as mãos uns dos outros ao redor do bule da rovação
humana. Ficamos olhando uns para os outros em de atendermos ao olhar do Cliente Divino que, educada
e cientemente, gesticula, chama e faz sinais, tentando inutilte atrair nossa atenção.
rmbora haja muitas versões e traduções da Bíblia, jamais encontrei uma única referência a um versículo
que diga: “Bendiga minha alma, ó meu Senhor”. Minha Bíblia ainda diz: “Ben SENHOR a minha
alma!”, e muito mais:

Bendiga O SENHOR todo o meu ser!


Bendiga O SENHOR a minha alma!
Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!

Isto que chamamos de igreja não existe para suprir a sua iecessidade de obter uma bênção ou uma gorjeta
divina. Parece que a única forma de ser abençoado é servir ao Senhor. E servimos a Ele adorando-o.

ERGUENDO AS MÃOS NO ELEVADOR SUPERLOTADO DA VIDA

Quando no elevador superlotado da vida, levantamos as mãos por nos sentirmos sozinhos, arrasados e em
circunstâncias que fogem ao nosso controle, Ele está pronto para nos tomar em seus braços e nos
proporcionar uma nova visão a partir de um plano mais elevado.

Alguns são incrivelmente descarados. Aproximamo-nos do mesmo Cliente Divino que ignoramos de
forma tão explícita durante nossos cultos de adoração, para pedir-lhe gorjetas e favores divinos, como se
tivéssemos feito algo especial para Ele.

Com respeito à garçonete de minha história, é verdade que suas habilidades de atendimento melhoraram
sensivelmente depois que lhe falei que costumo dar gorjetas maiores que o valor da conta quando o
serviço as justifica. Entretanto, o serviço dela aquela noite ainda não justificava tamanha generosidade.
Os meus melhores esforços só fizeram com que os serviços dela chegassem aos mínimos padrões
aceitáveis. Estou certo que não fui tão generoso quanto ela esperava que fosse.
Precisamos mudar nosso modo de pensar a respeito de Deus. Imagine, por um momento, que tipo de
gorjeta Deus deixaria sobre a mesa. Tente definir 15% para quem é o Dono do gado sobre milhões de
outeiros e que espalhou a essência de bilhões de estrelas pelo cosmo com as pontas dos dedos.
Considere o dia em que doze anos de dor, sofrimento, desespero e desolação financeira desapareceram
quando os dedos trêmulos de uma mulher tocaram o manto de Jesus. Um simples toque produziu uma
cura instantânea e permanente para uma condição de doze longos anos de hemorragia interna. Um rápido
encontro com Ele pode transformar seu destino também.

ASSENTOS CONFORTÁVEIS, PIPOCA E UM “ARTISTA CÓSMICO

Muitos de nós vêem a igreja como se fosse um cinema com assentos confortáveis e pipoca à vontade.
Queremos nos assentar confortavelmente, sem sermos perturbados, como se nós fôssemos os clientes e
Ele fosse um “Artista Cósmico”. Mas o processo exige que você sirva a Deus através de sua adoração (e
não simplesmente através da adoração emprestada de outros).

Uma das facetas mais previsíveis do comportamento humano pode ser vista sempre que duas ou três
crianças encontram- se numa situação de “eu quero” com um adulto. Na maior parte das vezes, uma das
crianças cutuca o membro mais agressivo ou ingênuo do grupo e dá a idéia. Depois, o representante dc)
grupo aproxima-se do adulto para pedir o dinheiro ou o favor que as outras crianças querem.
a mesma coisa quando promovemos e encoraja- nossos cultos “adoração” voltada para espectadores. irnos
adoradores profissionais para realizar o atendimento esperando os benefícios. Já não é tempo de
lançarmos nos ao ar? Qualquer pessoa que exalta ao Senhor será a por Ele!

o que quando pedimos a outros que busquem uma reatravés da adoração, para depois dividi-la conosco,
ess aviltando a presença de Deus. Mas se você esperar ao r, se você pessoalmente pagar o preço da
adoração que aminho à sua presença, Ele o tomará em seus braços e lhe tina visão que você jamais
esquecerá. Ele deixará uma em sua mesa que não perderá seu poder logo que deicantinho da cafeteira.
de a pena dar atenção a Ele. Muitas vezes ficamos tão abss em nossas próprias necessidades ou em nossas
sessões tapinhas nas costas uns dos outros, que nos esquecemos ir do elevador” para o local do encontro
divino. Às vezes mos nosso momento de visitação e habitação divinas porestamos tão ocupados com
nossas atividades na igreja que esquecemos de adorá-lo. Eu sei que estou abatendo alguvacas sagradas
agora, mas tudo bem — vacas sagradas produ— excelentes hambúrgueres.

PARE DE CONVERSAR COM OS OUTROS GARÇONS

igreja não é centrada em você. Pare de conversar com os tros garçons. Quando você ouve o tilintar da
pequena campainha da porta do restaurante da adoração, você sabe que o (.Iicnte Divino veio para tomar
seu lugar. Há sinais que mdia chegada dele em nossos cultos de adoração, mas é preci!4() antecipar a sua
chegada (e preparar-se também!).

Subitamente, você passa a ouvir com “ouvidos espirituais”. ()Cliente Divino entrou. Você pode ouvir seus
passos e o som de arrasto quando Ele puxa o assento de adoração que você lhe preparou de antemão.
Quando Ele se assenta, a primeira coisa que faz é buscar adoradores — Ele quer saber se há bons garçons
presentes.

Estou convencido de que Ele vem às nossas reuniões com uma certa expectativa, esperando que, pelo
menos uma vez, usemos nosso livre-arbítrio de forma sábia. Será que Ele vem esperando que, desta vez,
irá banquetear-se em nossa adoração? Há muitos benefícios no servir à Divindade. Será que o nosso
desejo pela aprovação divina por fim excedeu o desejo de auto- aprovação ou de receber os inconstantes
favores de outros supostos garçons?

Eu me lembro de ter lido em algum lugar: “Mas aqueles que esperam no SENHOR renovam as suas
forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam”.8
Nossa capacidade de adorar ao Senhor não é tão grande quanto a capacidade que Ele tem de recebê-la. Só
precisamos continuar adorando e adorando. Na verdade, a adoração coletiva não tem a ver com quantas
pessoas vêm a uma reunião; tem a ver com quanto da presença dele se manifesta.

ESPERANDO PELO PRIMEIRO ENCONTRO


Em algum momento sua fome por Ele deve se manifestar em sua disposição de adorá-lo e esperar por Ele.
Você sabe quanto tempo os discípulos de Jesus esperaram por seu primeiro encontro com o Espírito
Santo? Eles “ficaram”, ou esperaram, de sete a dez dias. Como escrevi em Os Descobridores de Deus:
As Escrituras indicam que muito mais de quinhentas pessoas viram Jesus antes de Ele ascender aos céus.
Isso significa que eles testem imharam pessoalmente ou conheciam o mandamento de Jesus feito na
Ascensão: “Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder
do alto”.

A palavra ficar significa “demorar-se, tardar ou esperar”. Você no pode apressar a Deus, nem forçá-lo a
encaixar-se em alguma programação feita pelo homem, assim como não pode forçá-lo a caber em uma
caixa de sapato em seu armário. Deus níio se conforma à programação de tempo do homem; o homem se
conforma a Deus.

Sabemos, através de registros divinos, que no momento em que o fogo desceu sobre os adoradores no
aposento superior e “fez o cabelo deles pegar fogo”, havia cento e vinte pessoas no aposento. O que
aconteceu com as outras trezentas e oitenta pessoas? Elas simplesmente não conseguiram esperar.
Quando você não consegue esperar, você pode perder o seu momento.

APÓS UM INCÊNDIO, 2500% DE CRESCIMENTO!

Deus se manifestou numa reunião no início do primeiro século cm que apenas 120 pessoas vieram das
500 que foram convidadas. Aquelas pessoas persistentes esperaram e adoraram até que Ele apareceu e
“fez o cabelo deles pegar fogo”. Em seguida, Ele os mandou para as ruas e, por volta da hora do almoço,
já formavam uma igreja incendiada de 3000 membros.1° Você conhece alguma igreja que pode orgulhar-
se de um crescimento de 2500% em apenas algumas horas — no primeiro dia de sua existência?
Você está pronto para viver a igreja agora? Eu não posso provar isto, mas é assim que penso: É possível
que a importância dos eventos espirituais tenha uma correlação direta com o investimento e a extensão
de espera envolvidos?

Quando os problemas cruzam nosso caminho, ou quando nos damos conta de que estamos parecendo
mais mortos vivos do que santos vitoriosos, a maioria de nós quer respostas rápidas. Esperamos por
milagres quando investimos um total de três canções rápidas, duas lentas, uma oferta medíocre e um
sermão cansativo.

Às vezes chegamos até a nos esforçar um pouco mais e convidamos um avivalista (isso seria equivalente
a chamar um encanador espiritual?) para abrir um furo nos céus, enquanto ficamos ali observando para
ver se Deus vai fazer alguma coisa. Quando estamos desesperados, até trazemos um artista cristão de
sucesso para ver se produz um pouco de impacto adicional.

Queremos programar um avivamento ou milagre da mesma maneira que marcamos um corte de cabelo ou
uma cirurgia. O único problema é que avivamentos e milagres só vêm de Deus e Ele realmente não tem
um histórico de agir dentro do cronograma do homem. Avivamentos e milagres estão ligados a algo que
vai muito além do nosso controle. Tudo que você pode fazer é dizer: “Vou esperar no Senhor”.
Muitos de nós podem citar esta passagem de cor: “Mas aqueles que esperam no SENHOR renovam as
suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam”. Citar a
passagem e caminhar na verdade expressa nela são duas coisas diferentes!

SABEMOS MAIS CITAR DO QUE AGIR

Infelizmente, na maioria das vezes, não somos tão bons em praticar a Palavra de Deus quanto somos em
citá-la. Alguém disse que a vida de um cristão é a única Bíblia disponível para a maioria das pessoas que
vivem fora do Reino de Deus. Se isso for verdade, então é possível que tenhamos reescrito de forma
grosseira a Palavra de Deus e que o cuidadoso observador esteja lendo algo assim: “Ensina-nos, Senhor,
como nos apressar porque já está quase na hora de terminar o culto. Faltam apenas vinte e cinco minutos
para o horário sagrado do meio-dia, e ainda temos de ouvir dois números especiais, recolher uma oferta,
anunciar a pessoa que irá levantar fundos para nossos programas sociais, e ser a primeira igreja a chegar
no restaurante”.
Ilii s’mpre afirmei em público e em meus livros que Deus ousa um relógio de pulso. O ponto que quero
enfatizar é que u I’ai Celestial não está preocupado com o seu tempo ou i m o meu. Ele não vive em nosso
tempo. Ele vive na eternidaIII ’ t apenas faz visitas à dimensão do tempo. O “calendário”
se parece mais com um álbum de fotos de famiia, onde i’sLo registrados as interseções divinas em que a
paixão humaii i fez contato com a sua presença, e onde seus propósitos cruzam a passagem do homem
(isto acontece, por exemplo, quando coisas profetizadas em sua Palavra passam a existir em nosso
tempo).

Nosso apetite por fast-food, serviços rápidos e religião rápida está entupindo nossas artérias. Isso faz
nossa pressão sangüínea numentar e nos distancia ainda mais daquele que disse: “Parem dc lutar!
Saibam que eu sou Deus!”11 É tempo de levantar nossas vozes (e talvez nossas mãos) e adorá-lo. “Eu
quero colo, Pai.”

O AVIVAMENTO GENUÍNO É RARO E DISPENDIOSO

Queremos que Deus nos conceda um “avivamento de microondas”, como se a sua presença pudesse ser
franqueada e parcelada como algum tipo de mercadoria daquelas redes mundiais. Sua presença não é
uma mercadoria e Ele não a oferece deste modo. Avivamento falso é produto do homem. Avivamento
genuíno — do tipo que transforma permanentemente a vida das pessoas e afeta comunidades, nações e
gerações inteiras — custa caro e, portanto, é raro. Deus somente confia sua visitação e habitação divinas
àqueles que seriam capazes de morrer para poder desfrutar de sua vida.

Deus somente confia sua visitação e habitação divinas àqueles que seriam capazes de morrer para
poder desfrutar de sua vida.

Se você realmente quer avivamento, deve estudar a vida e os sacrifícios daqueles que o desejavam e que
por fim receberam a visitação pela qual ansiavam. Este mesmo desejo tem impulsionado o estudo que
faço há vários anos sobre avivamento. Eu poderia contar sobre uma conferência em Detroit, Michigan,
que tinha previsão de durar três dias. Acabou durando cinqüenta dias, e a obra que Deus realizou ali fez
que missionários fossem enviados a cem nações. Por que Deus transformou sua visita de três dias numa
habitação de um mês e meio? E que sacrifícios aquelas pessoas fizeram para que pudessem permanecer
prostradas a seus pés durante todo aquele tempo?

Todos querem o resultado da visitação divina, mas poucos estão dispostos a investir o compromisso
pessoal requerido pelo processo.

TODOS QUEREM TESTEMUNHOS, MAS NINGUÉM QUER ENFRENTAR OS TESTES!

Todos querem poder contar testemunhos dinâmicos, mas ninguém quer enfrentar os testes dinâmicos
necessários para produzir tais testemunhos. Se você realmente deseja um encontro com a Divindade,
verifique se está disposto a mover sua humanidade à posição apropriada a esse encontro. Estou falando de
sua habilidade e disposição de abrir caminho através da adoração até a presença do Pai e depois de
esperar — como se estivesse numa gravidez espiritual — por um irromper da presença divina. Quando
você disser: “Estou pronto, Deus”, é melhor apertar os cintos de segurança.

CONTENTES COM “DEUSES MENORES”

Fico triste em dizer que, em geral, temos aprendido a “fazer a rotina de igreja” a cada semana com ou
sem a ajuda de Deus.

Temos nos contentado com os “deuses menores” do ritual religioso, da autoconfiança, e de uma forma de
piedade destituída de poder.

Tudo isso nos cai bem até que nos encontramos presos num elevador superlotado, aparentemente sem
saída. Então, sentimos um certo pânico crescendo em nossos corações, enquanto nossa visão vai-se
estreitando pela pressão de instabilidade, doenças, tragédia, desventura ou ataques diretos do inimigo.
Nesse momento, despojamo-noS de toda pretensão de piedade e competência espirituais. Estamos
confusos e, do nosso ponto de vista, as coisas não parecem estar indo muito bem. Há somente uma coisa a
fazer — levante suas mãos e clame: “Colo, Papai! Eu não consigo ver daqui de baixo”.
Muitas vezes o processo de esperar em Deus em adoração apaixonada e persistente parece quase um
esforço para nós; mas, para Satanás, essa adoração é algo muito mais dramático. O dia que o povo de
Deus dispuser seu coração para orar e adorar o Altíssimo, para o inimigo, será dia de temor e tremor. Isso
deve explicar por que Belzebu, o senhor das moscas, sempre aparece quando começamos a adorar a Deus
mais do que o habitual.

O inimigo sabe perfeitamente que apreciamos fórmulas religiosas e equações naturais. Ele nem se
aborrece muito quando começamos a cantar canções ungidas de salmistas e líderes de adoração talentosos
— a não ser que paremos de cantar de acordo com alguma fórmula de avivamento ou equação de
evangelismo eclesiástica. No momento em que a paixão é adicionada à receita, o reino das trevas começa
a temer a Luz!

GIAvIlz APAIXONADA E ESPERA PACIENTE

Satanás começa a ficar apreensivo quando o povo de Deus fica “grávido” de algum propósito divino. Só a
idéia de partos ungidos coloca o inferno em polvorosa. A receita divina para o verdadeiro avivamento é a
gravidez apaixonada definida pela espera paciente. Não há atalhos no processo de aproximação à
presença de Deus. Se você tentar apressar uma gravidez, provocará um aborto.

Como disse tantas vezes em tantos lugares: o “lugar secreto” da presença de Deus é um segredo novo,
cada vez. Não dê ouvidos a fórmulas que dizem: “Cantem a mesma canção que cantaram na última
visitação. Sentem-se nos mesmos lugares e sigam a mesma ordem de culto. Convidem outra vez aquele
grande pregador e o supersolista — eles sempre nos conduzem à presença de Deus” (se isso é verdade,
então é provável que a Presença também vá embora quando eles se forem).

Deus nos ama demais para nos deixar viver em presunção. É por isso que Ele “move a porta” que está à
nossa frente. Ele se recusa a permitir que seu relacionamento conosco se deteriore, caindo em rituais.

Ansiamos por rituais, mas Deus anela por relacionamento.

É tempo de levantar as mãos ao Pai e clamar: “Erga-me, Papai”.

Vá a Ele com antecipação e expectativa. Nunca subestime o potencial de um único culto ou encontro.
Nunca se esqueça que mesmo um breve encontro com a presença divina pode mudar seu destino.

MENOS BOM E NADA MELHOR

já deu duro debaixo do Sol quente para ver se consetia uma vaga em algum time do seu esporte favorito?
Você já Lurtseguiu se classificar para uma equipe de debates na escola ou gritou o bastante para merecer
um lugar na torcida organiznda do colégio? Testes de seleção só podem produzir um de dois resultados —
você alcança seu objetivo e entra para o time ou é eliminado por não ser “bom o bastante”.
Testes de seleção para o time de Deus são radicalmente diferentes dos que são realizados em qualquer
outro time do Universo. Para começar, ninguém é “bom o bastante”. Entramos
ara o time por causa de nossa necessidade de apoio e não porque somos jogadores habilidosos. Somos
classificados, não pelo potencial de nos tornarmos o destaque do time, mas pela capacidade de nos
humilharmos. As posições de destaque no time de I)eus vão para os menores entre nós, e os lugares de
maior honra vão para aqueles que vêm a Ele com corações esvaziados e famintos. Esta é a virtude do
zero, e um dos segredos de se conseguir ver a vida com os olhos de Deus.

Poder do zero

A forma com que Deus ama o mundo é algo que me deixa atônito, O amor divino o levou a sacrificar seu
único Filho para salvar uma raça que muitas vezes se recusa até mesmo a reconhecer sua existência.
A Bíblia nos diz que somente um tolo pode afirmar que não há Deus.’ Talvez seja mais tolo ainda dizer
que há um Deus e depois agir como se sua ajuda não fosse necessária. Isto deve explicar por que a
maioria das confrontações ao ministério de Jesus partiu de devotos e representantes cultos, porém
contaminados, da instituição religiosa, de quem se esperaria muito mais entendimento.
A verdade desagradável é que boa parte da mudança de nosso caráter ocorre próximo ao que podemos
chamar de nosso “ponto zero” pessoal. Os cientistas criaram este termo por volta de 1946 para descrever
o ponto em que uma explosão nuclear ocorre. Eu estou usando o termo para referir-me à “origem ou
centro de uma atividade ou mudança rápida, intensa ou violenta; o ponto de partida: a estaca zero”.2 Mais
recentemente este termo foi usado para referir-se ao local da devastação causada pela tragédia das Torres
Gêmeas do World Trade Center na cidade de Nova Iorque.

LOUCO, FRACO E ESCOLHIDO PARA VENCER

Por que alguém diria que boa parte da obra de Deus em nós ocorre no “ponto de partida” ou no centro de
uma mudança rápida ou violenta? A resposta não tem nada a ver com nossos esforços, forças ou
realizações. Eu li em algum lugar: Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a
fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem. Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram
chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de
nobre nascimento. Mas deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergo. rihar os sábios, e
escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo
é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se
vanglorie diante dele.

Deus já decidiu que revelará sua glória à raça humana, quer o desejemos, quer não. Também está claro
que Ele pretende fazer isso a seu modo, e o seu modo quase sempre envolve a participação de seres
humanos em toda nossa loucura, fraqueza, vergonha e incompetência. Onde você e eu nos encaixamos
nesta equação? Quanto mais inadequado você se sente, maior é o potencial de seu papel na equação
divina para esta geração. Os matemáticos chamariam isso de inversão; Deus o ‘hama simplesmente de
conversão.

Quando Saulo, o fanático assassino religioso, chegou a um ponto “baixo” na estrada para Damasco, este
se tornou o ponto de partida para o maior chamado de sua vida. Trinta segundos na presença manifesta de
Deus transformaram o assassino chamado Saulo no mártir chamado Paulo. Mas ele teve de chegar a seu
ponto zero pessoal. Ele se referiu a esta “rápida transformação” pelo resto de sua vida heróica. O ponto
zero tem o potencial de dar à luz heróis.

QUANTO MAIS ORGULHO, MENOS PROVISÃO

Alguns de nós, por outro lado, gostaríamos de dizer que temos ajudado muito a Deus. O único problema é
que se você tomar o mérito por provisões divinas, você pode impedir a provisão de Deus em sua vida, o
que levará sua conta bancária a cair e sua pressão sangüínea a subir. No momento em que você tomar a
glória para si mesmo, tudo passará a seguiLo — na direção errada.

Talvez isto explique por que Deus fez da atitude de servo o fundamento para a liderança em seu reino.5
Meu pai, T. F. Tenney e eu escrevemos em Secret Sources of Power (Fontes Secretas de
Poder):

Espera-se que os discípulos vivam num nível mais profundo de renúncia que os novos convertidos. De
igual modo, aqueles que lideram e alimentam o rebanho devem renunciar mais do que quando eram
discípulos.

Moisés cresceu à mesa de Faraó e foi submetido às disciplinas da casa real egípcia. Ele foi educado e
treinado em todos os caminhos do Egito. Esta disciplina levou Moisés a um nível mais alto dentro da
sociedade egípcia, mas representou quase nada no Reino de Deus...

Moisés era “poderoso em palavras” até que completou 40 anos e tentou cumprir seu destino com suas
próprias forças. Então, ele teve um encontro íntimo com Deus que, aparentemente, o deixou gago! Às
vezes o que consideramos “eloqüência religiosa” é, na verdade, “gagueira espiritual”...

O que é prestigioso no plano terreno tem o efeito oposto no celestial. Este é o poder da renúncia. Não
podemos orar:

“Venha o teu reino...” a menos que primeiro estejamos dispostos a orar: “Desapareça o meu”.

DEUS PLANTOU O DESTINO NO ÚTERO DE UMA PROSTITUTA

Deus se deleita em iniciar projetos de tamanho divino usando “zeros humanos”. Ele “dá vida aos mortos
e chama à existêncià coisas que não existem, como se existissem”.7 Você está caçando o Deus que
cumpriu suas promessas e trouxe o Salvador ao mundo através dos úteros estéreis de Sara, Rebeca e
Raquel, as esposas dos patriarcas do Antigo Testamento.8 Deus também usou o útero de uma prostituta de
Jericó chamada Raabe para dar continuidade à linhagem do Messias.9 Estas são histórias verdaeiras de
“zeros” que se tornaram heróis!

Finalmente, Ele gerou o Messias no útero de uma jovem virm chamada Maria que estava prometida a um
carpinteiro chamado José.

1° Nosso Deus adora o desafio do saldo zero.

Para nós, parecem casos perdidos e encerrados, mas do ponto e vista de Deus representam vazio gestante
e potencial inutili.do esperando apenas pelo toque divino.

Jesus seguiu os passos de seu Pai Celestial quando escoieu um grupo muito comum de doze homens —
“zeros” — ara transtornar o mundo, homens cuja única força comum ra sua determinação de seguir a
Jesus por onde quer que Ele sse. Eram “fãs apaixonados” que simplesmente amavam esr com Jesus.

Eles eram Caçadores de Deus, mas alguns céticos diriam: “E nada mais que isso”. Todos seus currículos
juntos não dariam ro na mente da elite religiosa — mas nos propósitos de Deus,
aquela equipe despreparada e inapta tinha todas as característis de seu favorito ponto de partida.

O Senhor se deleita naqueles momentos em que vamos a Ele m uma fé infantil e nos humilhamos para
suplicar que Ele re alguma coisa do nada. Deus sabe que se Ele agir numa ruação como essa, ninguém
poderá ficar de pé e dizer: “Eu fiz so” ou “Eu tive um dedo nisso”.

O ZERO É O PONTO DE PARTIDA FAVORITO DE DEUS

M uitas pessoas vêm a mim durante minhas viagens ministerinis e dizem: “Tommy, estamos com
problemas. Temos um problema dificflimo e as coisas continuam piorando!” Eu noto algumas reações
esquisitas quando respondo: “Este é um bom lugar para estar. Confie em mim. Você está num ótimo
lugar”.

Eu quase escuto os gritos dentro de suas mentes: Eu não vim de tlo longe para ouvir você dizer que estou
num lugar bom. Você não está v’t:do que estou ferido e sangrando aqui? Posso compreender a dor e o
sofrimento dessas pessoas, mas isto não muda a percepção de que o zero é o ponto de partida favorito de
Deus.

Deus prefere investir sua glória no impossível e no improvável, porque desta forma sempre ficará claro
que foi realização divina, e não da mão do homem. O ego aparece quando a humanidade entra em cena
para reivindicar a glória — que costuma subir à cabeça e poluir nossos espíritos. O mal entra pela porta
que o ego abre.

Dê a Deus toda a glória quando Ele fizer algo sobrenatural em sua vida, em sua igreja, ou em sua
comunidade. Isto explica por que na maioria das vezes Ele não nos chama para fazer coisas que podemos
realizar com nossa própria capacidade. Quando Ele nos chama para atingir o inatingível e realizar o
impossível, Ele recebe toda a glória. Quando o impossível se torna possível e o improvável se converte
em realidade, pelo braço divino, a humanidade é obrigada a admitir em humildade: “Deus fez aquilo”.
O Senhor normalmente investe mais de si mesmo em pessoas e situações que têm menos a oferecer.
Guarde este pensamento por um momento e pense em todas as vezes que você leu a parábola dos talentos
ou ouviu alguém pregar sobre ela. Quem recebeu a maior atenção na história — o homem que recebeu
cinco talentos, o que recebeu dois ou o “zero” que recebeu apenas um talento?

A meu ver, o homem que recebeu apenas um talento teve mais atenção na mensagem de Jesus, mesmo
que não tenha sido o tipo de atenção que ele realmente gostaria de ter recebido (tenho percebido que
muitas pessoas acreditam secre-tamente que Deus não deveria ter se aborrecido tanto com o homem que
recebeu um só talento). O que você acha?

Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe
será tirado. E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.
PLANTANDO ZEROS PARA COLHER MILAGRES

Aquele homem foi condenado porque era um “zero” ou pornão permitiu que Deus trabalhasse na sua
falta, produzindo milagrosa abundância? A palavra grega no texto original 1 rnduzida nesta passagem por
“grande quantidade” é perisseuo, que significa literalmente “superabundar (em quantidade ou
jualidade)”.’

Se tudo que você precisa semear na terra de Deus é sua fraqueza, seu louvor lastimável ou uma pequenina
semente Llt fé, então seu “zero” pode ser suficiente para dar à luz um milagre em sua vida! Deus está
esperando que corramos para 1 lo assim que acordarmos no ponto zero. Uma das maiores oportunidades
de lhe darmos glória será o dia que descobrirmos que somos desamparados, desesperados e inúteis — a
menos que Ele se manifeste.

Leitores descuidados são tentados a se perguntar por que o rei ou governante da parábola dos talentos
simplesmente não disse a si mesmo: “Ah, bem, este é aquele que só recebeu um tilento. Ele fez mais ou
menos o que eu esperava dele, por isso VOU deixar passar”.

Parece que Deus não pensa assim, mas por que? Por que o Senhor ficaria mais frustrado com o homem
que recebeu apenas um talento do que com os outros? Será que Deus está tão empobrecido que precisa
preservar cada talento possível para sua minguada tesouraria celestial? É bem improvável!
Seria possível que a dúvida, a incredulidade e o medo daquele homem roubaram de Deus a oportunidade
de revelar sua glória àqules que conheciam a impossibilidade de suas circunstâncias? Eu creio que Deus
queria fazer mais com o pouco daquele homem do que jamais poderia fazer com o “muito” que os outros
haviam recebido. Será que o “menos” daquele homcm seria este favorito ponto de partida de Deus?

Quando confrontado pelo rei da parábola, o homem de um talento respondeu:


Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por
isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence.’4
O medo daquele homem privou Deus da oportunidade de demonstrar seu princípio de prosperidade
divina, O pouco é muito quando Deus está nele!

MENOS É BOM E NADA É MELHOR

O medo o paralisou. Aquele homem não entendeu o princípio que diz que menos é bom e nada é melhor.

Ele deu uma desculpa:

“Eu tive medo que o senhor colheria onde não havia plantado”. Ele pensava que conhecia o bastante
sobre Deus (simbolizado pelo rei) para dizer que Ele estava constantemente colhendo onde não havia
plantado, mas não tinha a perspectiva de Deus sobre a situação.

Deus havia semeado o fôlego da vida naquele homem. Entregara o talento de ouro aos seus cuidados e
plantara a fé divina na sua carne humana. Na verdade, Deus nunca colhe onde não plantou — tudo que
somos, tudo que temos, e tudo que esperamos ser ou realizar, em última instância, vêm de Deus.
É verdade que Deus espera uma colheita da semeadura que fez em nós — e essa colheita sempre deve ser
muito maior do que a quantidade de sementes plantadas, mas aquéle homem não conhecia o poder do
zero. Ele não sabia como acessar a abundância de Deus. Talvez, se ao menos tivesse pedido a ajuda
divina, Deus lhe teria respondido: “Você precisa usar o meu método — comece com nada”.

re-se que preservar e plantar são dois processos com pleta;tintos. Deus não o salvou e libertou para que
você pupreservar o dom celestial numa jarra selada e viver uma

ium. Ele espera que você plante a sua vida, o seu dom e insuficiência no solo da fé e morra para que Ele
possa através de você. Ele o ama, mas também está olhando que está além de você, para a colheita que
vai produzir de você.

ão enterre o investimento que Deus fez em sua vida, não rta quão pequeno este seja. Ele quer usar o seu
vazio para rrar a todos a plenitude divina. Nunca se coloque ao lado pai da mentira e diga: “Bem, Ele já
terminou comigo”.
Não descarte aquilo que Deus está querendo usar — mesmo que você pense que não tem valor algum.
Nada é muito mais significativo para Deus do que alguma coisa.

Na verdade, Deus disse ao apóstolo Paulo: “O meu poder se ‘feiçoa na fraqueza”.15 Nada é muito mais
significativo para is do que alguma coísa. Quando você chegar ao ponto em e não puder ter qualquer
motivo de vanglória, você estará piido em terra fértil para a glória. Este é.o grande significado do iada”.
Agora uma revelação surpreendente: sua visão, seu ministé) e suas circunstâncias devem requerer um
milagre ou Deus irá eralmente diminuir seus recursos até colocá-lo no território los milagres.

A vida de Gideão é um dos melhores exemplos de como Deus diminui os recursos humanos para liberar
recursos divinamente milagrosos. Gideão era um clássico herói relutante, recruta indisposto e filho de um
idólatra, convocado por Deus para uma missão impossível em circunstâncias totalmente absurdas.

Este desconhecido zero, candidato a herói, do menor clã de Israel, precisava de uma lente para corrigir
sua vista. Sua visão da realidade estava turva e djstorcida pela estranha mistura de forças e temores
pessoais. Gideão ainda não havia chegado à estaca zero, mas já podia “avistá-la” de onde estava. Ele
disse: “Ah, SENHOR... como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou
o menor da minha família”.

Ele diminuirá seus recursos até que qualquer esperança de sucesso dependa exclusivamente de um
milagre.

Por duas vezes Gideão veio com seus virtualmente impossí“testes de lã”, esperando esquivar-se da
atribuição divina, s não funcionou. Deus estava ali para desmascarar a blefe quele homem tempestuoso e
reduzi-lo a zero, para poder lizar o impossível através dele.

Quando os inimigos de Israel se reuniram para a guerra, deão convocou um exército de 32 mil homens
para a batalha. io Deus lhe falou: “Você tem gente demais, para eu entregar raiã nas suas mãos. Afim de
que Israel não se orgulhe contra mim, zendo que a sua própria força o libertou..”19
I)eus disse a Gideão que mandasse para casa todos que tivessem timidos ou amedrontados. Para a tristeza
de Gideão 2 mil homens imediatamente pegaram suas trouxas e desapaceram nos outeiros. Se as coisas
começavam a parecer ruins sse momento, Gideão estava para ver o quanto ainda poiam pior.
Deus voltou a dizer: “Ainda há gente demais”. Por quê? Deus )nhece o coração do homem. Se eles
fossem à batalha com 10 ii homens, seriam tentados a tomar um pouco do crédito pela

300 VERSUS 135 MIL: AGORA VOCÊS ESTÃO EM MEU TERRITÓRIO

No teste final de Deus, Gideão teve de cortar drasticamente sua força de guerra — de 10 mil para
somente 300 soldados! Essa era a maneira de Deus dizer: “Ainda é possível que você tome um pouco da
glória, por isso vou diminuir seus recursos ainda mais”.

Depois que o exército de Gideão foi reduzido a uma diminuta força de apenas 300 homens, Deus pôde lhe
dizer: “Agora você está entrando em meu território” (a minúscula tropa de Gideão, composta de 300
soldados, teria de enfrentar um exército estimado em 135 mil homens — a desvantagem estava perfeita
para o nascimento de um milagre.

A primeira resposta de Gideão à manifestação divina é aparentemente inaudita nas Escrituras. Assim que
o Senhor apareceu na forma de anjo e chamou Gideão de “poderoso guerreiro”, ele imediatamente
desatou a retrucar: “Sim, se Deus é tão grande e se nos ama tanto, então por que todas estas coisas más
nos aconteceram? Por que não vemos mais milagres nos dias de hoje?”

DEUS VIU O INVISÍVEl EM GIDEÃO

A resposta do Senhor é igualmente estranha: “Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de
Midiã. Não sou eu quem o está enviando?”

Evidentemente, Deus viu alguma coisa em Gideão que ele próprio não via em si mesmo. Gideão via as
circunstâncias com os olhos do homem, mas estava prestes a receber a capacidade de ver com os olhos de
Deus!
Gideão pensava que era forte o bastante para criticar a Deus, mas quando o Senhor virou o jogo e lhe deu
uma atribuição sobrenatural, impossível ao homem, ele rapidamente mudou de tom.
Quando Deus chama você para fazer alguma coisa
(e Ele o chamará se você é cristão),
Mais uma vez, isto prova que a visão de Deus e a visão do homem não são iguais.

Tudo que Gideão deu a cada homem de seu exército simbólico foi uma trombeta, um jarro de barro e uma
tocha. Poderia ser a figura profética do exército de Deus? Nós marchamos para conquistar o mundo
armados somente com a trombeta da salvação, nossos frágeis corpos de “barro”, e a luz da presença de
Deus em nós que flui pelas fendas de nosso quebrantamento. Eu me lembro de ter lido em algum lugar:
Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Mas temos esse tesouro em vasos de
barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.

SE DEUS REALMENTE O CHAMOU, ENTÃO VOCÊ PRECISA DE UM MILAGRE

De uma situação que indicava derrota certa, Deus trouxe a vitória plena; contra exércitos combinados de
diversas nações, Gideão dirigiu seu bando de 300 homens com brados, o sonido dos chifres de carneiro, e
o estrépito de jarros espatifando. Esta também é uma figura profética de “guerra através da adoração” em
que o povo de Deus conquista a terra e derrota seus inimigos com a arma das suas vozes levantadas em
louvor triunfante, o sonido dos chifres de carneiro de sua música subindo a Deus, e a oferta de seus
corpos em sacrifício vivo a Deus.

Seja qual for o chamamento de Deus para você, será preciso um milagre para que você o execute. Do
contrário, seu chamado provavelmente não veio de Deus. Quando Deus chama você para fazer alguma
coisa (e Ele o chamará se você é cristão), Ele diminuirá seus recursos até que qualquer esperança de
sucesso dependa exclusivamente de um milagre.

Se as coisas às quais você se sente chamado não requerem recursos espirituais, além de esforço natural,
então é possível que não esteja cumprindo seu chamado em seu potencial máximo. Não fique surpreso se
Deus diminuir seus recursos até conseguir introduzi-lo no território dos milagres. Ele valoriza mais o
“menos” do que nós valorizamos o “mais”. Nós gostamos de plenitude; queremos barrigas cheias e
contas correntes gordas. Deus diz: “Eu valorizo afome. Busco o vazio humano sentindo desesperada
necessidade por minha plenitude”.

Estou convencido de que Deus nunca começa enquanto não falta o mínimo necessário para começar. Os
doze discípulos passaram três anos aprendendo que o zero era o preferido ponto de partida de Jesus.
Quando Jesus lhes pediu que acolhessem e alimentassem os famintos, Ele acrescentou o requisito
impossível de que a comida fosse multiplicada mil vezes para saciar a todos.

Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este é um lugar deserto, e já está
ficando tarde. Manda embora a multidão para que possam ir aos povoados comprar comida”. Respondeu
Jesus: “Eles não precisam ir. Dêem- lhes vocês algo para comer”. Eles lhe disseram: “Tudo o que Itrnos
aqui so cinco pães e dois peixes”. “Tragam-nos aqui iara mim”, disse ele.

Você pode dizer: “Eu sou chamado apenas para ser recepcionista na igreja” ou: “Tudo que faço é preparar
refeições para os sem-teto duas vezes por mês”.

Estou convencido de que Deus nunca começa enquanto não falta o mínimo necessário para começar.

Os olhos do homem dizem: “Isto é impossível”. Os olhos de Deus dizem: “Isto é perfeito!” A adoração é
o processo de levar o impossível a Jesus.

Jesus não agiu enquanto os discípulos não admitiram abertamente que não tinham o bastante. Enquanto
você continua dizendo: “Eu consigo”, Ele dirá: “Bem, então continue”. A Divindade não pode ajudar a
humanidade até que esta finalmente diga: “Deus, tu precisas fazer alguma coisa porque não temos o
bastante!”

Até mesmo a simples tarefa de ir a um povoado, buscar o meio de transporte de Jesus (um jumentinho),
requeria fé e coragem para entrar na esfera do inusitado armado somente com a sua Palavra. Os discípulos
provavelmente pensaram em servir-se dos recursos disponíveis da carne, emprestando um burro de um
parente ou comprando um, com recursos de seu limitado fundo ministerial. Jesus tinha outros planos que
os levariam diretamente à terra dos milagres: “Vão ao povoado que está adiante e, ao entrarem,
encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no
aqui. Se alguém lhes perguntar: ‘Por que o estão desamarrando?’ digam-lhe: O Senhor precisa dele “24
Na maioria dos países, a polícia prende as pessoas por esse tipo de coisa. Poderia ser interpretado como a
versão do primeiro século dos modernos furtos de veículo ou, na melhor das hipóteses, um passeio sem
autorização do proprietário. Jesus reduziu as opções dos discípulos até que só lhes restou uma coisa que
pudessem usar — a fé pura.
Deus só reduz seus recursos para ajudá-lo a atingir o ponto de humildade e vazio em que você diz: “Não
consigo fazer isso; não tenho o bastante”. Em sua misericórdia, Ele continua aparando-o, para que você
diminua — e Ele cresça.

O dia que você disser: “Não consigo fazer isso”, Ele agirá para preencher seu vazio com a plenitude
divina. A abundância da Divindade inundará o vazio de sua humanidade, e um milagre acontecerá diante
de seus olhos. Este é o processo que Deus usa para fazer sua vontade na Terra através de nós, assim como
é feita no céu.

Lázaro, o irmão de Marta e Maria, é um dos meus personagens favoritos no Novo Testamento. Ele
poderia ser chamado de professor sênior e reitor acadêmico do curso “Menos é Bom e Nada é Melhor”.
Ele aprendeu na prática que Deus leva o seu “alguma coisa” a ser nada a fim de poder realizar milagres
por seu intermédio.

Você se lembra da história de Lázaro? Marta e Maria enviaram uma mensagem a Jesus sobre a grave
condição de saúde de seu irmão, e a reação de Jesus foi incomum para padrões humanos:
Então as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele a quem amas está doente”. Ao ouvir
isso, Jesus disse: “Essa
A DIVINDADE ENTRA EM CENA QUANDO
A HUMANIDADE DIZ: “NÃO TEMOS O BASTANTE”
A parte surpreendente do processo é que Deus até concordará com a sua visão enquanto estiver
diminuindo seus recursos. Ele dirá: “Sim, esta é a visão, alcance o impossível. Ouse fazer o
inimaginável!”, ao mesmo tempo em que está meticulosamente removendo ou neutralizando todas
suas forças naturais, habilidades, dons e recursos com os quais você aprendeu a contar. Quanto mais
rápido você disser em adoração: “Eu não consigo”, mais rápido Ele dirá de forma majestosa: “Mas eu
consigo”.
QUANDO VOCÊ DIMINUI, ELE CRESCE

doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por
meio dela”. Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro. No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava
doente, ficou mais dois dias onde estava.

Quando cada uma de minhas três filhas deu seu primeiro passinho, minhas mãos estavam a apenas alguns
centímetros de distância para apanhá-la ao primeiro sinal de desequilíbrio. Todas elas, após os primeiros
passos sozinhas, acabaram empreendendo jornadas mais longas e mais arriscadas, mas não tinham a
vantagem do meu ponto de vista mais maduro a respeito do desenvolvimento infantil.
Quando minha filha mais velha viu sua irmãzinha arriscando-se em sua primeira aventura de múltiplos
passos, longe da segurança de minhas mãos, ela gritou alarmada: “Papai! ela vai cair! O senhor não vai
pegá-la?” Ela não sabia o que eu sabia. Ela sabia que sua irmã estava prestes a tropeçar e cair, mas eu
estava vendo o final, desde o início.

CAIR É TÃO IMPORTANTE QUANTO CAMINHAR

Embora eu soubesse que havia 100% de chances de minha segunda filha cairia em sua caminhada
insegura e desequilibrada, eu também sabia que cair era tão importante para o processo de maturidade
quanto o caminhar. Minha baixinha sobreviveria à queda e se colocaria de pé novamente mais forte do
que antes.

Imagine a reação dos discípulos quando Jesus decidiu demorar-se mais dois dias após receber o recado de
Marta e Maria. Provavelmente eles se sentiram melhor depois que Jesus os tranqüilizou, afirmando que a
doença de Lázaro não terminaria em morte, mas não imaginavam que a morte faria parte do processo.
Não tinham idéia que o destino de seu amigo o faria atravessar o portal da morte, para depois voltar por
ele novamente.

Da maneira que Deus via, a vida de Lázaro estava destinada prefigurar a jornada que Jesus faria ao reino
da morte e seu milagroso retorno da sepultura. Na visão dos discípulos, e do ponto de vista das
angustiadas Marta e Maria, a reação de Jesus rri além de qualcfuer possibilidade de compreensão.
Deus permite que os amigos dele fiquem doentes? A maioiii de nós entende que Deus não causa a doença
ou o mal em qualquer de suas formas,mas Jesus disse claramente que Ele ,seria glorificado através da
morte de Lázaro. A resposta é que Deus não recebe glória através da doença, calamidade ou morte. Ele é
glorificado por meio da cura, da libertação e da ressurreição dos mortos por sua própria intervenção.
Nosso Pai Celestial verdadeiramente vê o final desde o início.

DO PONTO DE VISTA TERRENO, JESUS CHEGOU TARDE DEMAIS

Do ponto de vista de cada testemunha humana, limitada ao iiível da Terra, Jesus chegou em Betânia tarde
demais para ajudar ii Lázaro — fazia três dias que morrera. Do privilegiado ponto de vista da eternidade,
é impossível que Deus se atrase. Como escrevi em Os Descobridores de Deus: Ele é o presente perpétuo,
o Eterno Eu Sou. Ele não se limita ao passado ou ao futuro; mora no constante estado do ser. Sabe o que
isso realmente significa? No reino onde Jesus mora, o da vida eterna, Lázaro nao estava morto...

No constante estado da presença de Deus, seus filhos já estão de volta para casa, com os joelhos dobrados
embaixo da mesa. Sua carreira já foi rearranjada. É no processo de espera e de adoração que Ele diz:
— Você crê em mim?

Deus nunca se atrasa; Ele nem ao menos usa um relógio de pulso. Se for nccessrio, alcançará o passado
para resgatar as promessas em seu presente. Ele vai ressuscitar algo que você pensou que estivesse
perdido.

Deus não vive no tempo, portanto nada é irrecuperável, nem está além do alcance de seu braço redentor.
Entender esta verdade pode ajudá-lo a compreender por que Deus está mais interessado em aperfeiçoar
seu caráter e perseguir seus propósitos divinos do que em cumprir com qualquer programa terreno.

“Deus, o Senhor está atrasado.”

“Não, eu nunca me atraso.”

“Mas, Deus, a igreja foi reduzida a nada. Vamos cair. O Senhor não vai nos pegar?”

“O cair é tão importante para sua maturidade e destino quanto o caminhar. Lembre-se: eu nunca me
atraso. ‘Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito
fruto’.Lembre-se como meu Filho ‘plantou’ sua vida na morte, e entenda que nada é irrecuperável ou
impossível para mim. Você confia em mim o bastante para esperar em mim em meio à sua dor?”

GOSTAIvIO5 DAS FORÇAS RENOVADAS; É A ESPERA QUE DETESTAMOS

Nós amamos os milagres e os testemunhos dramáticos a respeito da fidelidade de Deus, mas não
gostamos do processo que Ele usa para aparar nossos recursos até chegarmos ao lugar onde só Ele pode
fazer o que precisamos. Em especial, não gostamos de esperar. E não gostamos de renunciar ao controle
da situação. Sejam quais forem nossos sentimentos, a Palavra de Deus ainda diz: “Mas aqueles que
esperam no SENHOR renovam as suas forças”.3° Se você não tem forças suficientes, é possível que não
tenha esperado o suficiente.

O terreno acidentado entre o ter o bastante e o não ter o bastan1 presenta a mesma geografia que o lugar
entre o já prometido o ainda não recebido. Se dependesse de nós, escolheríamos o iinho mais fácil e
ficaríamos de um lado ou do outro. Mas não depende de nós.

Deus nos coloca no meio de propósito. Ele cuidadosamente planta em locais do destino onde nossa dor,
nossa fé e nos- paixão vão de encontro à sua abundância, fidelidade e comgiiX O. Tudo que você anseia
já foi prometido e pago por comk to, mas talvez ainda não foi entregue. O cheque visado com angue
divino está no correio.

Por desígnio de Deus, você e eu somos levados a precisar nstantemente de seus recursos infinitos. No
mesmo dia em acharmos que podemos lidar com nossas circunstâncias sem Iiiçar mão dos recursos
divinos começaremos a secar e cair.

No se preocupe — você nunca pode fazer um saque sem fundos na conta dos recursos ilimitados dos
céus.

SEU MONTE É GRANDE O BASTANTE?

S sua fé é fraca demais para realizar a tarefa que lhe foi atribuida, é porque provavelmente seu monte não
é grande o bastante! Se Você sente que Deus já reduziu seu “alguma coisa” a nada e continua vendo
apenas fracasso à sua frente, renove as esper inças. Um destino ainda maior do que aquele que você
suspeitnva o aguarda.

Lázaro, você não está doente o bastante. Não está na hora de diainá-lo do sepulcro porque você não está
morto o bastante. Você pensou que eu viria antes que o enfaixassem e o pusessem na gruta, iias eu ainda
não podia vir — mesmo depois de um dia. Mesmo depois de dois dias. Você terá de agüentar três dias
inteiros no sepulcro de sua ins:ficü’iicia, e depois eu virei.

Deus esperará até que seus sonhos, sua carne, sua ambição e seu ego estejam tão mortos que já comecem
a cheirar mal! É então que Ele diz: “Está na hora da ressurreição. É tarde demais para que a mão da carne
salve ou restaure alguma coisa. Ninguém mais receberá a glória, exceto eu, pois eu sou o único que pode
fazer isso”. Esta, amigo leitor, é a virtude do zero! Menos de mim mesmo é igual a mais de Deus. Nada
de mim mesmo é igual a tudo de Deus!

PATRULHA DE PAIXÃO A POSTOS

Você já viu outros fazendo isto, e talvez já foi pego em flagrante também. A cena é quase universal. Um
casal de adolescentes, no intervalo de uma aula, vai pelo corredor da escola de mãos dadas. Querendo
amenizar a dolorosa separação de mais urna aula de quarenta minutos, eles travam o olhar um no outro e
vão se aproximando cada vez mais, totalmente inconscientes da fervilhante atividade humana à sua volta.
Quando seus lábios estão quase se tocando, num selo atordoante de amor juvenil, uma ríspida voz desfaz
abrupta- mente o romântico estado de sonho do casal.

“Nada de DPA. Não toleramos DPA neste prédio ou em qualquer outra parte desta escola. Vocês
entenderam?”

“Sim, sim senhor”, o casal envergonhado resmunga, olhando nervosamente para baixo.

“Cada um para sua sala, agora! Se eu souber de mais um incidente sequer de DPA envolvendo vocês dois,
seus pais serão notificados, e vocês serão suspensos. Não tolero DPA em minha escola!”

Você se lembra de cenas como essa em seus tempos de escola, acampamentos de verão ou excursões em
companhia de adultos? Se não, então talvez você precise de uma definição de DPA. Eu não me recordo
onde ouvi o termo pela primeira vez, mas lembro-me de tê-lo ouvido repetidas vezes em acampamentos
de igreja e em assembléias de escolas colegiais.

A lembrança é tão vívida que parece ter acontecido ontem. Primeiro, ouvíamos o anúncio rangente
chiando através do sistema de som da escola, em seguida todos os estudantes se enfileiravam na quadra
com a precisão de um centro de detenção para preencher os lugares descobertos da arquibancada.

A PATRULHEIRA DE PAIXÃO DISSE: “NADA DE DPA!”


Ondas alternadas de risadinhas baixas e gemidos contrariados corriam pela multidão de jovens com o
sangue fervilhando de hormônios, quando aquela manjada figura da escola, afetivamente alcunhada de “a
Patrulheira de paixão”, pegava o microfone para repetir o mantra de controle à multidão de alunos: “Não
quero ouvir falar em DPA. Demonstrações públicas de afeto não serão toleradas em qualquer parte desta
escola. Não façam isso, senão sofrerão as conseqüências”.
A primavera era a pior estação para ofensas de DPA. Assim que a temperatura começava a subir e as cores
voltavam ao mundo exterior, os níveis hormonais pareciam aumentar também entre a população
estudantil. Estou certo de que a maioria do corpo docente entendia — e possivelmente recordava aquele
sentimento que eles próprios já tiveram — o êxtase imprevisível do amor adolescente.
Às vezes, alguns professores até demostravam um pouco de simpatia para com os românticos
angustiados. Pobre de você, contudo, se a diretora o pegasse andando pelo corredor de mãos dadas com o
alvo de seus sentimentos.
No momento em que este símbolo supremo de decoro público visse um casal de mãos dadas, sentados
perto demais ou fazendo qualquer coisa que colocasse dois corpos adolescentes do sexo oposto em
proximidade capaz de despertar seus hormônios, ouvia-se a repreensão instantânea:

“Nada de DPA!”

Obviamente, qualquer instituição ou grupo que trabalha com jovens e adolescentes precisa ter diretrizes e
políticas para evitar os problemas relacionados a DPAs. Quando jovens, nosso nível de atividade
hormonal é elevado. É uma parte natural do processo de maturação que precisa ser levada em conta
quando se reúne adolescentes em qualquer tipo de contexto. No entanto, uma política que pode ser
perfeitamente apropriada numa determinada situação pode ser absolutamente inapropriada em outra.
Por exemplo, certa vez fui advertido por ter cometido uma DPA quando estava num restaurante com
minha esposa e minhas três filhas. Enquanto esperávamos nosso pedido, peguei a mão de minha esposa e
senti aquela sensação calorosa e indefinida tomando conta de mim. Eu simplesmente me estiquei e dei um
demorado e apaixonado beijo em minha “noiva”.

As PESSOAS ESTÃO OLHANDO!

Eu gostaria que você tivesse visto a reação de minhas filhas. Uma delas em especial disse num tom
indignado: “Pai, as pessoas estão olhando!”

Sacudindo a cabeça, respondi: “Querida, sua mãe e eu estamos casados há vinte e cinco anos. Vou beijá-la
sempre que eu sentir vontade”.

Minha esposa estava com aquele olhar risonho, e minhas filhas estavam totalmente perdidas. Posso quase
adivinhar o que aquelas garotas estavam pensando: Onde podemos nos esconder? Isto é embaraçoso.
Este velho esh beijando nossa mãe, e não sabemos o que fazer.

Às vezes, quando chego em casa de uma longa viagem, minha esposa me recebe na cozinha e fica na
ponta dos pés para me dar um caloroso abraço e um beijo. Se o beijo for só um pouquinho mais
demorado, podemos ter certeza que uma de nossas filhas dirá num ataque infantil de indignação: “P-a-i-i-
i”.

Eu entendo que minhas filhas se sintam um pouco envergonhadas quando estamos num restaurante ou
lugar público, mas será que não posso beijar minha própria esposa em minha própria casa sem ouvir um
coro frustrado, gritando: “Pai!... Pai!...Pai!”?

Em parte, devido a anos de doutrinamento oficial, as demonstrações públicas de afeto costumam nos
embaraçar — até mesmo quando são legítimas. Podemos nos tornar tão zelosos e incomodados com as
DPAs que somos capazes de extinguir a paixão para nos proteger da opinião pública.
Minha esposa e eu já passamos o marco das bodas de prata há um bom tempo, e decidi que vou andar de
mãos dadas com ela sempre que assim o desejar. Tenho uma licença legal para isso, que obtive na noite
em que dissemos um ao outro: “Sim”.

EU TENHO UMA LICENÇA PARA DPA

Os casamentos são oficialmente “selados” diante das testemunhas por uma desinibida e pública exibição
de afeto: “Pode beijar a noiva”. A partir daquele momento, ouvimos (ou deveríamos ouvir): “De agora em
diante vocês podem mostrar publicamente seu carinho um pelo outro”.
Sim, eu entendo a necessidade de orientar, monitorar e limitar as exibições de carinho entre os jovens.
Entretanto, é um grave erro bíblico permitir que a mesma desaprovação oficial e policiamento de DPAs
sejam transportados à esfera tspiritual.

Muitas pessoas simplesmente se convenceram de que foram chamadas por Deus a integrar sua “patrulha
de paixão”, um grupo de pessoas frias, designadas e treinadas para controlar e inibir qualquer DPA —
demonstração pública de adoração — a Jesus que possa deixar a multidão menos apaixonada se sentindo
desconfortável.

Estes “antitérmicos espirituais”, autodesignados e humanamente ungidos, aproveitam com ousadia cada
oportunidade que têm de ficar diante de uma assembléia pública de adoradores e dizer: “Acalmem-se.
Não vamos tolerar quaisquer DPAs neste lugar santo”.

Está na hora dos Caçadores de Deus em todos os lugares tomarem uma decisão. Quando se trata de
demonstrações públicas de adoração ao nosso Deus, temos uma notícia importante para cada patrulheiro
de paixão autodesignado e para cada monitor que fica espreitando nossas reuniões de adoração: Temos
uma licença — assinada com sangue, que certifica a aliança de Deus e o nosso compromisso de abanar
as brasas do nosso primeiro amor desde agora e durante toda a eternidade.

QUERO DEMONSTRAR PUBLICAMENTE MINHA PAIXÃO

A última vez que examinei a Palavra buscando a palavra divina definitiva a respeito da igreja, ainda
éramos chamados de “noiva”, aquela que Jesus Cristo comprou e purificou por intermédio do seu próprio
sangue.’ Eu quero demonstrar publica- mente a minha paixão por Ele; eu tenho a permissão divina e o
comissionamento do Criador (e para ser sincero, não preciso da permissão ou aprovação prévias de
qualquer ser criado, seja homem, mulher ou espírito).

O desejo que Deus tem pela paixão humana não é limitado ao Novo Testamento. De acordo com a Bíblia,
pouco antei do profeta Eliseu morrer, o rei de Israel estava querendo dtpi radamente uma dose fresca do
poder e da presença.

Ora, Eliseu estava sofrendo da doença da qual morreria. Então Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo e, curvado
sobre ele, chorou gritando: “Meu pai! Meu pai! Tu és como os carros e os cavaleiros de Israel!” E Eliseu
lhe disse: “Traga um arco e algumas flechas”, e ele assim fez. “Pegue o arco em suas mãos”, disse ao rei
de Israel. Quando pegou, Eliseu pôs suas mãos sobre as mãos do rei e lhe disse: “Abra a janela que dá
para o leste e atire”. O rei o fez, e Eliseu declarou: “Esta é a flecha da vitória do SENHOR, a flecha da
vitória sobre a Síria! Você destruirá totalmente os arameus, em Afeque”?

O rei Jeoás estava dizendo ao profeta de Deus: “Você é a força de Israel; não queremos ver este período
de transmissão de poder desaparecer. Se você vai partir, então precisa nos deixar um pouco da sua força”.
Quando o profeta Eliseu pôs suas mãos sobre as do rei, ele estava ilustrando o processo de instrução,
orientação e treinamento espirituais. Ele estava dizendo: “Eu não quero que você apenas atire a flecha —
qualquer pessoa pode fazer isso. Coloque suas mãos no arco... agora deixe-me colocar as minhas mãos
sobre as suas”.

Esta é uma figura que ilustra como Deus coloca suas mãos sobre as frágeis mãos humanas para realizar
feitos sobrenaturais. As Escrituras dizem: “Bendito seja o SENHOR, a minha Rocha, que treina as
minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha “.

O rei deve ter pensado: Quem é este velho fraco para me dizer como atirar uma flecha? Mas o profeta
estava prestes a ensinar- lhe um novo nível de guerra. Eliseu queria introduzi-lo na esfera do verdadeiro
poder, onde as mãos não calejadas de um profeta idoso eram mais perigosas que as mãos destras de um
rei guerreiro.

Diferente dos tempos modernos em que a grande maioria IIOH líderes políticos são apenas diplomatas, os
reis dos tempos bíblicos eram mais parecidos com poderosos guerreiros e grandes caçadores. O rei de
Israel provavelmente sabia muito bem encaixar uma flecha no arco e como descontar a força do vento
para que a flecha voasse direto ao seu alvo.

AQUELE ERA UM CAMPO DE BATALHA ELEVADO


Contudo desta vez, nesta outra esfera, o rei Jeoás nem ao menos podia ver seu alvo — o que deveria lhe
ter sido um sinal de alerta, mostrando que a batalha não seria na esfera física. Somente as mãos destras de
um guerreiro de oração poderiam apontar a flecha. Este era um campo de batalha elevado, não da Terra,
porém do céu.

Como uma ação na esfera visível pode ter um significado eterno na esfera invisível? O velho profeta
impôs suas mãos sulcadas e trêmulas sobre as mãos calejadas e robustas do rei e atirou uma flecha pela
janela aberta através da intercessão.

Para um rei guerreiro já era muito difícil atirar uma flecha sob a orientação de um caçador celestial e não
de um guerreiro terreno. O passo seguinte o deixou decididamente incrédulo.
ATAQUE O INIMIGO ATÉ DESTRUÍ-LO

Depois que Eliseu conduziu o rei Jeoás pelo processo de atirar a flecha da libertação do Senhor, usando o
método “mão-doprofeta-sobreamãodorej /, ele profetizou: “Você destruirá totalmente os arameus, em
Afeque”. Uma outra versão da Bíblia diz: “Você deve atacar os sírios em Afeque até destruí-los por
completo” (observe que Deus falou pelo profeta antes que Eliseu lhe dissesse para pegar as flechas e
golpear o chão).

Você se lembra daqueles irritantes testes de compreensão que começavam com uma linha de instruções
no cabeçalho da foi ha? Por mais que um professor advirta seus alunos a lerem todas 1vi instruções antes
de iniciar o teste, a maioria deles faz o habituada a fazer — passa por cima das instruções e vai direto à
primeira questão, para poder terminar mais rápido.

Eu me recordo de uma ocasião em particular em que, após suar bastante para responder todas as questões
no teste, finalmente entreguei-o ao professor, só para ser informado no mesmo instante que acabara de
tirar zero. Por quê? As linhas de instruções que eu ignorara no alto da folha diziam claramente que
devíamos desconsiderar as questões, e simplesmente assinar o papel e devolvê-lo. O objetivo do teste era
aperfeiçoar nossa habilidade de seguir instruções; as perguntas em si não eram importantes. O rei Jeoás
estava diante do “teste de compreensão” mais importante de sua vida.

“Você destruirá totalmente os arameus, em Afeque”. Em seguida Eliseu mandou o rei pegar as flechas e
golpear o chão. Ele golpeou o chão três vezes e parou. O homem de Deus ficou irado com ele e disse:
“Você deveria ter golpeado o chão cinco ou seis vezes; assim iria derrotar a Síria e a destruiria
completamente. Mas agora você a vencerá somente três vezes”.

ELE ESTAVA TÃO INTERESSADO EM MILAGRES QUE NÃO CONSEGUIU OUVIR

O rei Jeoás não estava mesmo dando ouvidos ao profeta naquele dia. Ele estava ocupado demais
buscando por algo muito mais dramático. Milagres eram comuns no ministério de Elias e Eliseu, e o rei
esperava presenciar um naquele dia.

A última coisa que Jeoás esperava daquele encontro com o profeta moribundo era uma ordem que o
fizesse parecer tolo, justo ali diante de todos. Quando Eliseu lhe disse para atacar os sírios até destruí-los,
ele achou impossível acreditar que a des1 ruiço total de seus inimigos dependesse de uma ação tão ridíttil
4i, nais adequada a um insano qualquer do que a um hoii iin v4ilt’nte.

Ele pegou as flechas com relutância, pensando: Eu entendi a parte de atirar as flechas... mas golpear o
chão com elas? Golpear o chão seria mais apropriado se eu tivesse um machado ou um porrete, mas
para que as flechas produzam algum resultado, elas não devem ser atiradas?

Sabemos que o rei de Israel golpeou o chão três vezes, mas a Bíblia parece sugerir que ele ficou um
pouco envergonhado com aquela situação. Simplesmente não era algo que coubesse na dignidade de um
rei.

Espere um minuto, Eliseu. Eu vim à igreja para ter um encontro com um profeta; eu não vim até aqui para
brincar com flechas e terra, como um garotinho em seu tanque de areia no fundo do quintal.
Eu vim até aqui para lhe pedir um milagre e, em vez disso, você faz todas essas coisas esquisitas!
Primeiro você me trata como criança e põe suas mãos ossudas de profeta sobre as minhas, e atiramos
flechas pela janela que dá para o leste. Tudo bem, posso fazer isso.

As coisas começaram a melhorar quando você profetizou sobre a vitória de Israel, mas eu ainda não vira
milagre algum. E agora você me manda pegar estas flechas e golpear o chão. Ouça, Eliseu — eu quero
ver o milagre.

O rei conseguiu vencer seu acanhamento o suficiente para dar uma demonstração de obediência às ordens
do profeta, mas sua fé e seu coração não estavam naquilo. Os níveis de entusiasmo de Jeoás me lembram
dos tímidos aplausos que se ouve durante uma partida de golfe.

MANTENHA O VOLUME EM NÍVEIS BAIXOS

Golfistas fanáticos com certeza discordarão de mim, niãis pwtn não entende este esporte pode sintonizar
um canÉli l IV i cabo e usar os torneios televisionados de golfe como uma terapia para insônia. Os leigos
não conhecem as regras e não entendem os empolgantes aspectos e as sutis estratégias do jogo. Tudo que
sabem é que o cenário é bonito e que os níveis de volume são sempre baixos.

Os comentaristas deste esporte distinguem-se na imprensa esportiva por uma característica peculiar: eles
falam em tons baixos, sussurram na verdade, como se estivessem transmitindo o jogo de um berçário
repleto de bebês dormindo.

Quando se ouve algum aplauso no decorrer da partida, em geral é um aplauso educado, moderado em
natureza e volume. Eu chamo esses episódios de “palmas do golfe”. Às vezes vamos à igreja e agimos
como se estivéssemos com medo de despertar a Deus de sua soneca celestial. Falamos em tons baixos e
expressamos nossas raras expressões de louvor com manifestações que seriam equivalentes espirituais a
aplausos de uma partida de golfe. Talvez isso explique por que obtemos os mesmos resultados que o rei
Jeoás.

Depois que o profeta Eliseu ordenou ao rei para golpear o chão com as flechas, o rei obedeceu — com a
mesma intensidade das “palmas do golfe” modernas. Eliseu havia profetizado claramente que o rei
destruiria a Síria, em seguida mandou que pegasse as flechas e golpeasse o chão. O rei certamente
“entenderia”.

Ele não entendeu. “Ah, está em. Vou pegar as flechas.” Eu me sinto um idiota. Aqui estou, vestido em
trajes reais, tentando segurar minha coroa real com uma das mãos enquanto me curvo para golpear o
chão com estas flechas, na frente de todas essas pessoas. Acho que posso acabar logo com isso para que
o profeta passe logo para a parte verdadeiramente sobrenatural.

Enquanto ainda assistia ao seu desempenho desapaixonado, o velho profeta já sabia que a batalha estava
perdida. Uma sensação de desalento pulsou dentro do seu espírito ao ver o rei de Israel golpear o chão
sem paixão, com a indiferença de um menino sendo obrigado a fazer algo em público contra a sua
vontade.

REPROVADO NO TESTE, AINDA ARRUINOU SUA NAÇÃO

Ninguém sabe se o rei Jeoás estava ou não preparado para a ríspida reação do profeta idoso, mas ele teve
de enfrentá-la. Jeoás foi reprovado no teste e, ao mesmo tempo, arruinou sua nação e sua família também.

Ah, rei Jeoás, se você tivesse golpeado o chão cinco ou seis vezes, teria ferido a Sfria até destruí-la por
completo. Mas você manteve sua paixão sob controle!

Você demonstrou com postura em vez de paixão, e perdeu o momento de sua maior vitória! Você estava
mais preocupado com a sua dignidade do que com a vontade divina.

Agora terá de viver e morrer com a colheita das sementes que você plantou.
De alguma forma, entre o pegar as flechas e o golpear o chão, a incredulidade e o temor do homem
venceram a batalha e conquistaram o coração do rei.

Por reprimir sua paixão, o rei Jeoás sacrificou nesciamente a esperança de sua nação no altar da opinião
pública e da dúvida pessoal. Logo ele descobriria a extensão da ruína que sua falta de paixão na esfera
invisível causaria à sua nação na cruel esfera do visível.

Talvez, se soubesse que o futuro de sua nação e de seus descendentes dependia literalmente do grau de
sua paixão, o rei Jeoás teria agido de forma diferente. Será que não dava para perceber que estava
golpeando o chão com algo mais que apetias flechas feitas de madeira, metal e pluma?
Se o rei tivesse entendido que tinha em suas mãos as flechas do destino profético, creio que as teria
despedaçado e que seus Inimigos teriam sido vencidos no final.

PRECISOS DO QUE ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS

Seria muita precipitação supor que Deus jamais lidaria conosco da mesma maneira que lidou com o rei
Jeoás. Esta é uma pressuposição perigosa, baseada mais na limitada perspectiva humana do que nos
princípios eternos da Palavra de Deus.

Quando um líder de adoração ou um pastor sobe no púlpito e diz: “É tempo de orar” ou “É tempo de
adorar”, deveríamos saber que naquele exato momento a lei eterna da semeadura e da colheita é ativada.
A paixão com que respondemos no reino espiritual quase sempre predetermina nossa vitória no reino
físico.

Com muita freqüência, permitimos que nosso destino seja sabotado pela patrulha de paixão que está
sempre a rondar os ambientes de adoração.

Talvez isso explique por que pastores frustrados tentam desesperadamente atear o fogo da paixão em seus
rebanhos adormecidos, e por que líderes de adoração desanimados lutam à exaustão para levar o povo de
Deus à esfera da adoração apaixonada.

Creio que no dia em que as pessoas descobrirem que seu louvor apaixonado e sua adoração fervorosa
representam as flechas do destino profético, a sonolência e a apatia darão lugar a uma estrondosa
demonstração de paixão. Os inimigos 1 do povo de Deus se dispersariam ainda mais rapidamente que a
envergonhada patrulha de paixão, à medida que o próprio Deus se apressasse a chegar a esta cena de
manifestação de paixão, para poder dar sua resposta pessoal no mesmo tom.

Precisamos nos livrar do conceito equivocado de que Deus mudou. Ele ainda valoriza paixão e súplicas
quebrantadas, enquanto descarta as formalidades insossas da ostentação religiosa indiferente. A vitória
está a apenas um tiro de flecha apaixonada. A destruição de nossos inimigos invisíveis pode depende da
paixão de nossos gritos de louvor e das nossas súplicas de dependência.

Quando você põe a mão no arado da adoração, há muito mais envolvido do que apenas a sua mão. Deus
coloca a mão dele em cima da sua. Quando você impõe suas mãos sobre os enfermos, você precisa do que
há na mão dele, não do que há na sua. Isto é ser mentoreado pelo Mestre!

Às vezes ficamos tão satisfeitos com o conteúdo e trabalho de nossas próprias mãos que pensamos: Nós
realmente descobrimos como “fazer igreja”. Se a presença de Deus não se manifestar hoje, não há
problema. Aprendemos como manter uma igreja funcionando, em qualquer situação. Além disso, vamos
fechar o templo hoje na hora do jantar para que todos tenhamos um tempo de comunhão ao redor de
uma boa refeição.

Para ser honesto com você, eu realmente amo o Corpo de Cristo e aprecio muito a comunhão com outros
cristãos — mas eu não vou a reuniões de adoração para ter comunhão com o homem. Eu já tive reuniões
suficientes com homens. O que realmente desejo é um encontro com Deus!
Quando a paixão entra pelos corredores, a Presença retorna ao templo.

Quantas vezes vamos à igreja mais para uma confraternização do que para demonstrar nossa paixão por
Ele? Quantas vezes num culto de adoração nos preocupamos mais em prevrvar nossa dignidade do que
em agradar a Deus? Semana após semana, mês após mês e ano após ano, parece que focalizamos mais no
aspecto operacional de nossas igrejas no senlido de preservar nossa dignidade, do que em demonstrír
I)LI[)licamente nossa paixão pelo Senhor. A última coisa de que Precisamos é mais dignidade.
Precisamos de um encontro com Deus.

Quando pessoas oram por mim, sinto vontade de dizer-lhes:

“Eu realmente gosto do agradável toque de sua mão sobre a minha cabeça, mas estou precisando mesmo é
da mão do Senhor sobre o meu coração”.

Aprenda o processo de obedecer à Palavra do Senhor e entenda que quando você impõe as mãos sobre
alguém, na verdade, são as mãos do Senhor, em cima das suas, que realizam a obra. Esta é a forma como
Deus o ensina a “guerrear” com as mãos dele.

Não estou dizendo que entendo todo o processo, mas estou convencido de que este é um princípio
fundamental no reino de Deus. Algumas pessoas espiritualizam tudo a esse respeito, mas eu realmente
não me importo se o seu óleo de unção é aromatizado com olíbano ou se você faz uma cruz na testa de
alguém. Algumas pessoas estão convencidas de que quantidade é, no mínimo, tão importante quanto
qualidade, por isso quando você for até o altar para ser ungido por elas, é melhor se preparar para tomar
um banho e mandar suas roupas à lavanderia quando chegar em casa. No frigir dos ovos, é somente o
sangue de Cristo, suas mãos e nossa obediência.

PARA ONDE FOI TODA A PAIXÃO?

Somos atraídos a fórmulas e equações religiosas porque gostamos de acreditar que se nos sentarmos nos
mesmos lugares onde alcançamos uma bênção da última vez, encontraremos novamente a unção. Temos o
cuidado de cantar os mesmos três cânticos rápidos e os dois lentos que nos levaram à presença do Senhor
ontem; depois nos perguntamos por que a paixão desapareceu.

Eu não estou interessado em fórmulas, equações ou prograni is religiosos que prometem atear o fogo do
avivamento. Estini (lXortindo a que reacendamos a paixão dos tempos antigos
na igreja. Quando a paixão entra pelos corredores, a Presença retorna ao templo. A paixão precede a
Presença.

SATISFEITOS ENTRE OS INDIFERENTES

Quando vamos à igreja e ficamos satisfeitos entre os indiferentes ocupantes dos confortáveis assentos ou
bancos almofadados de nossos templos, perdemos todo o processo de adoração e habitação divinas.
Passamos pelos movimentos religiosos de sempre que incluem nossas canções favoritas e a rotina padrão
de exercícios espirituais que não produzem nenhum fruto duradouro.

Deus está esperando achar um lugar em nossas assembléias religiosas, mas nenhum assento pode ser
preparado para a Divindade enquanto houver ausência de paixão humana por sua presença. A incrível
transferência da Divindade para a humanidade só ocorre numa atmosfera de louvor apaixonado, adoração,
exaltação e fome pela presença de Deus.

Posturas arrogantes da carne e abordagens secas e intelectuais através de fórmulas religiosas criadas pelo
homem só causam dissabor a Deus que, pessoalmente, procura adoradores em cada geração.6 Deus tem
esta incrível noção — de que a igreja existe em função dele!

Quando a paixão invadir nossas reunjões e a fome impulsionar nosso louvor e nosso desejo pela habitação
divina, Deus dirá: “Eu habitarei em meio a esta adoração”. Deus ama aquela inacreditável “zona
intermediária” que nossa adoração cria.

Quando Davi e o filho do rei Saul, Jônatas, fizeram uma a liança entre si, disseram: “Quanto ao nosso
acordo, o SENf1o1 c testemunha entre mim e você para sempre”.7 Muitas gerações depois, Jesus nos
prometeu que Ele estaria em nosso meio sempre que, e onde quer que dois ou três se reunissem em seu
noin Iinalmente, quando chegou a hora em que EIc tomirii lugar e receberia o justo castigo merecido por
nós, o Filho de Deus escolheu morrer na cruz que ficava no meio, entre outras duas. Deus ama o lugar
intermediário porque é o lugar da paixão, do sacrifício e da habitação.
ENTRE NO LUGAR INTERMEDIÁRIO DA PAIXÃO NO MOMENTO CERTO

Tenho observado que todas as vezes que chego em casa de uma longa viagem e demonstro um pouco de
paixão para com minha esposa, por exemplo, abraçando-a demoradamente, coisas estranhas acontecem.
Quase que no mesmo minuto, uma de minhas filhas — em especial a mais nova — entra correndo e vai se
enfiando bem no meio de nossa cena apaixonada.

Há algo especial sobre o lugar intermediário. Talvez seja por isso que Deus sente uma atração tão especial
pela adoração apaixonada e unificada. Eu sinto que Deus quer despertar a paixão na igreja. Isto significa
que em algum momento precisaremos crucificar nossa compostura em nome da paixão. Estaremos em
boa companhia.

Bartimeu clamou a Jesus com todas as forças de seus pulmões.9 A mulher que sofria de uma hemorragia
crônica e incurável perseguiu Jesus em meio a uma multidão compacta. Ela arriscou tudo só para tocar
secretamente seu manto, o que indica que ela pode ter se aproximado de Jesus por trás, gatinhando,
usando uma de suas mãos para abrir caminho por entre a multidão que a comprimia pelos lados e por
cima.’°

A persistente mãe cananéia perseguiu Jesus além dos limites aceitáveis dos protocolos sociais, raciais e
religiosos. Ela ansiava desesperadamente pela libertação de sua filha.

O endemoninhado possuído por uma legião de demônios corIL’LI para encontrar-se com Jesus à margem
de um lago com ti•ti orpo coberto apenas pelo sangue de suas automutilações.’

Os amigos desesperados do homem paralítico que passava seus dias e suas noites numa maca, decidiram
danificar a propriedade alheia para poder entrar e colocar seu amigo diante de Jesus.

VOCÊ VAI MANTER A COMPOSTURA OIJ EXTERNAR SEU DESESPERO?

Se isto ainda não aconteceu, saiba que em breve você chegará ao ponto em que não poderi continuar sem
tomar uma decisão. Você vai manter a compostura ou externar seu desespero? Eu entendo a necessidade
de boas maneiras em eventos sociais, mas em situações de vida ou morte, elas são completamente
dispensáveis.

Pessoas treinadas em ressuscitação cardiorrespiratória (RCR) são ensinadas a dar um tapa firme no ombro
de qualquer pessoa atendendo uma vítima de parada cardíaca ou respiratória. Esse tapa indica ao pessoal
treinado em RCR que uma outra pessoa treinada e habilitada em resgate chegou e está pronta para
assumir.

Também serve para interromper e prender a atenção de curiosos e pessoas não treinadas que podem
dificultar o trabalho qualificado do resgate. Uma vida está em jogo e não é hora para atos de heroísmo
potencialmente fatais da parte de amadores desinformados.

A igreja está engasgada com porções gigantescas de rituais religiosos criados pelo homem e está
precisando de uma manobra Heimlich celestial para desalojar a carne que está bloqueando nossa
inspiração. Eu oro para que Deus opere uma ressuscitação cardiorrespiratória cósmica na igreja
desfalecente e lhe conceda o fôlego salva-vidas de sua presença.

Quando, passada a crise, voltarmos à mesa do jantar, a sas terão de ser diferentes. Francamente, estou
cansado 1’ fIii’ a sobre o homem. Precisamos falar sobre Ele. Ele disse: “Mas eu, quando for levantado
da Terra, atrairei todos a mim”.

ACEITAMOS O CATIVEIRO DA OPINIÃO DO HOMEM

Na maior parte do tempo, damos muito mais importância à opinião ou aprovação daqueles que estão à
nossa volta do que à aprovação daquele que é sobre nós. Com efeito, aceitamos o cativeiro da opinião do
homem, preocupando-nos mais com o que as pessoas vão pensar, em vez de fixar nossos olhos e afeições
no Rei exaltado. Está na hora de uma ruptura.
Bartimeu fez isso. De alguma forma, aquele mendigo cego do primeiro século rompeu as cadeias da
opinião pública e dos padrões estereotipados de comportamento religioso forjados pelo homem. Sua fome
já era tão intensa e suas circunstâncias tão adversas que ele decidiu não se preocupar com o que seus
amigos iriam pensar. Ele queria sua visão e a única Fonte de visão para seus olhos cegos estava prestes a
passar por ele. Ele não tinha nada a perder, e tudo a ganhar.

Para ter um encontro com seu destino, talvez será preciso sacrificar sua reputação com seus amigos.
Apenas uma coisa o impelirá ao ponto de não se preocupar mais com o que os outros possam pensar a seu
respeito — a sua paixão!

Por muito tempo temos retrocedido em temor cada vez que ouvimos o “fantasma da professora do
colégio” sussurrando à nossa assembléia de adoração: “Nada de DPA! Nada de DPA!” A triste verdade é
que o tempo todo a licença para adorar apaixonadamente estava bem ali em nosso bolso. Jesus pagou por
ela com seu próprio sangue.

Nada atrai a Deus ou perturba nossa autosatisfação tanto ItII’1L a adoração apaixonada. Quando a
mulher “pecadora” ê’iilnna pela porta aberta da casa do fariseu, e entrou na sala êhi,hi de discípulos,
carregava na caixa de alabastro algo que na iiilitl e41n’Ihava o que estava no seu coração.

A PAIXÃO É O “PENETRA” QUE DEUS DESEJA

Ela era uma penetra num jantar que homens religiosos estavam oferecendo a Jesus. Eu detesto admitir
isto, mas a paixão muitas vezes também é a “penetra” em nossas reuniões de adoração. A paixão fica na
porta sem saber se entra ou não, dizendo: “Eu não acredito que eles receberam o Senhor nesta casa e
ninguém me falou nada a respeito. Creio que não sou muito bem-vinda aqui”. O problema é que
desencorajamos oficialmente quaisquer DPAs em nossas reuniões religiosas.

Às vezes tentamos cativar o coração de Deus num salão repleto de discípulos que querem preservar seu
status, enquanto adoradores famintos buscam por Ele em vão. A mulher que apareceu na casa do fariseu
Simão não sabia como tudo acabaria. Tudo que sabia era: “Se o que estão dizendo for verdade, se Jesus
realmente estiver nesta casa, então tenho um coração quebrantado transbordando de adoração, e um
frasco de alabastro cheio de uma preciosa fragrância que estive guardando exatamente para uma ocasião
como esta”.

Na verdade, o que essa mulher fez não foi uma mera demonstração pública de afeto. Foi uma
demonstração pública de adoração! Isto foi adoração!

Você está esperando pelo “dia certo” para tirar a adoração mais preciosa e apaixonada de seu armário, e
demonstrá-la publicamente ao Senhor? Quem terá de pregar para que você decida ficar apaixonado? Que
canção favorita ou qual líder de adoração terá de apertar o “botão” para acender sua paixiu pela presença
do Senhor? Devíamos fazer como aquel.i mii lher na casa de Simão. Ela sabia que o propósito daqtwli
iveI ção era saciar a fome de Deus, não satisfazer as do homem.

Os discípulos estavam ali dizendo: “Nós não lhe mandamos um convite. O que ela está fazendo aqui?”
Eles não se deram conta que estavam constantemente alimentando Jesus de coisas que Ele não queria, ao
mesmo tempo que o privavam da única coisa pela qual anelava.

EU NÃO FUI CONVIDADA, MAS TENHO ADORAÇÃO

Maria ficou na porta e disse a si mesma: “Eu não fui convidada, mas tenho adoração e Ele está aqui”.
Então, ela caminhou por entre os olhares petrificados de todos os discípulos e dignitários religiosos,
pensando: Eu não me importo mais. Esse mesmo espírito está surgindo agora mesmo no coração de
Caçadores de Deus do mundo inteiro.

Se Ele está na casa, eu tenho um frasco de alabastro de óleo perfumado e um oceano de lágrimas. Vou
deixar os discípulos brigando sobre quem se assentará à sua direita ou à sua esquerda. Eles podem ficar
discutindo quem se sentará na plataforma e quem ocupará a seção reservada aos honrados dignitários.
O problema é que os mesmos discípulos, oficiais de igreja e pregadores que continuam empurrando para
Deus coisas que realmente não lhe interessam, também insistem na regra que proíbe DPAs em seus cultos
e funções religiosas.

Eu sinto a paixão brotar em mim enquanto escrevo estas palavras. Estou fazendo o melhor que posso para
manter minha dignidade, mas você não sabe o que Ele fez por mim esta semana! Ninguém tem qualquer
direito de me dizer quão apaixonado eu posso ou não posso ser por aquele que me redimiu e me curou.
Eu não quero conhecer mais a respeito de Deus do que posso conhecer dele próprio. Desde meu encontro
com a sua presença, o cIiinor de meu coração mudou. Já faz vários anos que viajo o mundo proclamando:
“A Presença acima do programa. A Presença acima das preliminares. A Presença acima de tudo!” Nós não
entendemos o que acontece quando Ele vem à igreja. Aparentemente, tudo que fazemos é falar a respeito
dele quando Ele anseia que falemos com Ele.

A PAIXÃO DELA ESPANTOU A TODOS EXCETO AQUELE A QUEM ELA AMAVA

A paixão motivou Maria a entrar naquela sala diante dos olhos de crítica e de justiça própria dos
discípulos. Ela ignorou o fariseu indignado que disse a si mesmo: “Quem é esta mulher indesejada? Se
Ele soubesse quem ela é, não a deixaria fazer isso. Se Ele realmente fosse o homem santo que diz que é,
não a deixaria tocar nele”. Quando aquela mulher irrompeu em lágrimas e começou a lavar os pés de
Jesus, ela espantou a todos, exceto aquele a quem ela amava.

Você se sente incomodado por algumas lágrimas rolarem de seus olhos? Você luta para manter a
compostura quando a paixão finalmente cativa seu coração na presença do Senhor? Se isso acontece é
porque, provavelmente, alguém lhe disse:

“Nada de DPAs!” Por que você deveria tentar reter suas lágrimas? Por que você desejaria manter a
compostura se Ele está presente? Ele veio em busca de sua fome e adoração, não em busca de sua
sabedoria ou protocolo religioso. Deus não está interessado em nossa perfeição; Ele está à procura de
nossa paixão.

Sua adoração não é perfeita quando sai de seus lábios. É perfeita quando entra nos ouvidos dele. “Da boca
dos bebês... o louvor é aperfeiçoado”.’6 A paixão toma a adoração e as orações imperfeitas e as aperfeiçoa
aos ouvidos de Deus. Eu li em algum lugar: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa íri queza,
pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito i,,Itrt’l’ por nós com gemidos inexprimíveis”.

É POR CAUSA DA SUA PAIXÃO

Deus pode receber sua adoração gaguejante e orações balbuciantes e transformá-las em eloqüência
celestial — não por causa de seu esforço pessoal em fazer “o melhor possível”, mas por causa de sua
paixão pela presença dele.

Rei Jeoás, você perdeu a sua chance. Em vez de manter a com postura, eu gostaria que você tivesse
extL’rnado sua paixão. Quando você apanhou timidamente as flechas da vitória de Deus e gol peou o
chão levemente três vezes — pá, pá, pá — você limitou o escopo de sua vitória porque teve medo de
demonstrar publicamente sua paixão.

O profeta Eliseu irritou-se com o rei Jeoás porque sua timidez fez com que ele perdesse a janela da
oportunidade divina e condenasse Israel à servidão de seu inimigo. Às vezes Deus revela janelas do
Espírito, momentos divinos de oportunidade que requerem atos oportunos de fé para produzirem uma
colheita sobrenatural.

Os filhos de Israel tiveram uma oportunidade divina quando os espias voltaram da terra prometida. Se
eles tivessem atravessado o rio Jordão para tomar posse da terra a despeito dos relatórios assustadores,
Deus teria pelejado por eles, e toda uma geração teria sido salva. Mas falharam por causa da sua
incredulidade.

No dia em que Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho, uma janela de oportunidade abriu-se
para a cidade santa — mas não foi aproveitada.

Quando Eliseu entregou sua palavra profética ao rei Jeoás e lhe deu as flechas da vitória, o rei estava
diante de sua oportunidade divina — mas ele também a tomou.
A igreja está num cruzamento decisivo agora; uma janela divina foi aberta no tempo. Escolhemos nosso
destino por meio ihn1iiilo que focalizamos e priorizamos, e Deus quer que escoIIi 1InI»4 ‘iitre Ile e
nossas idéias religiosas a respeito dele.

Deus está a procura de pessoas que saberão agarrar as flechas da oportunidade e dizer: “Se o Senhor nos
mandou golpear o chão, então vamos obedecer apesar de não saber o jeito certo. Tudo que sabemos fazer
é liberar nossa paixão diante da tua presença”.

DEMONSTRE SUA PAIXÃO POR ELE E DETERMINE SEU DESTINO

Esta é a nossa oportunidade de derrotar nossa autosatisfação e fazer a escolha que Maria fez. É tempo de
deixarmos para trás toda distração e trabalho religioso e nos prostrarmos a seus pés. Esta é a nossa chance
de nos tornarmos a geração que disse sim. O destino espera nossa decisão. É tempo de agarrar as flechas
da vitória e determinar nosso destino e o nosso futuro através da quantidade de paixão que estamos
dispostos a externar!

Vamos, Maria, não fique apenas aí na porta com vergonha de sua paixão e da extravagância de seu
frasco de alabastro. Há pés santos que podem ser afagados e uma cabeça sagrada para ungir em
adoração. Não dê ouvidos às negativas e aos resmungos do fantasma da professora ranzinza repetindo o
interminável mantra da religião humana: “Nada de DPAs!”

Sua licença para adorá-lo foi comprada e paga com o sangue do Cordeiro. Não é tempo de beijar o
Filho e regozijar-se em seu amor sem reservas ou timidez? Há alguém neste planeta que possa ser
comparado àquele que está chamando seu nome?

Deus está à procura de outro Davi na multidão. Onde está o homem que fica tão empolgado com a
presença divina que se dispõe a dançar, girar e saltar livre como um homem selvagem diante da presença
,na,,ifesta de Deus? O que falsos religiosos chamam de “indecoroso”, 1 )eus chama de “adoração”.
Quem responderá à voz insistente da profrsiíwvi ranzinza com o zelo de Davi, o dançarino delirante e a
atitude ilrNlIlbh lii da mulher que quebrava frascos de alabastro?

Eu já era um adorador muito antes de ouvir o que as pessoas pensam sobre DPAs. Se você me acha
radical agora, você ainda não viu nada! Eu ainda serei muito mais radical do que pensa que sou agora.
Eu quebrarei frascos de alabastro até que o óleo perfumado encha esta casa. Eu gol pearei o chão com
as flechas de Deus até despedaçá-las em minha paixão. Eu dançarei até não parar mais de pé, porque
decidi elevar sua Divindade acima de minha dignidade.

Estou determinado a elevar a presença de Deus acima da com- postura humana. Colocarei meu
desespero à mostra a qualquer custo — preciso dele e da plenitude de sua glória. Nada mais importa
para mim.

As flechas da vitória estão em suas mãos. O que você fará? Como você reagirá? Siga adiante com paixão.
Você jamais saberá o que pode acontecer cada vez que golpear o chão — a menos que o faça.
Quantas fortalezas espirituais serão destruidas em seu momento de paixão inspirada pelo Espírito? Você
pediu que o fogo de Deus o consumisse? Então, liberte-se do espírito de timidez e libere sua paixão pela
presença divina. Declare com Davi: “... e me rebaixarei ainda mais”. Descubra o poder da posição

“SARACOTEANDO” PARA ENTRAR NA PRESENÇA DE DEUS

persistência e a paixão são menos eficazes quando não estão na posição apropriada. Por exemplo, durante
minha estada numa cidade distante fui a uma loja de departarmentos, esperando achar alguns presentes
legais para minhas filhas. Enquanto caminhava pelo corredor de uma seção, uma garotinha correu na
minha direção, puxou algo de uma prateleira e disse com ousadia: “Senhor, compre isto pra mim!”

Eu disse: “Senhorita, eu nem sequer a conheço. Sinto muito, mas eu...”

“Senhor”, ela interrompeu. “Eu quero este brinquedo. Compre pra mim...”

A situação estava escapando ao meu controle, então perguntei: “Onde está a sua mãe?” O tempo todo, eu
tentava me afastar daquela menina insistente, enquanto pensava: E se ela começar a chorar? E se a mãe
dela chegar e me culpar por isso?

“Eu não sei”, ela respondeu. “Onde está o seu pai?”

“Ali.”

“Vá e fale com ele”, eu disse, esperando que isso nilvi’ní’ o problema.

Evidentemente, eu subestimei o nível de persistência daquela garotinha, porque ela olhou para mim como
se eu tivesse sugerido algo completamente fora dos seus planos.

“Mas eu quero que o senhor compre este brinquedo para mim!”

Ela continuou com a impertinência, mas não funcionou. Ela tinha persistência — e creio que se pode
dizer que tinha paixão — pelo que esperava obter. Contudo, faltava-lhe um ingrediente fundamental: o
poder da posição.

Eu sempre tive um carinho especial por crianças. Onde quer que o Senhor me leva, se estou na Tailândia
ou na China, em Fresno ou Boston (EUA), dificilmente deixo passar uma oportunidade de segurar bebês e
interagir com baixinhos. No entanto, há uma grande diferença entre o que sinto por crianças em geral e o
que sinto por minhas filhas.

Por que hesitei em comprar um brinquedo para aquela garotinha? Vou dar-lhe uma dica: não tinha nada a
ver com o fato de ela ser uma boa menina ou a garotinha mais persistente e descarada que já conheci em
minha vida. Minha hesitação em comprar algo para ela (ou para você, por falar nisto) tinha tudo a ver
com o fato de que ela não pertencia a mim.

SE FOSSE UMA 1W MINHAS MENINAS, SERIA DIFERENTE

Este conceito de pertencer cria um processo de avaliação totalmente diferente no coraçío de um pai. Se eu
virasse para um lado e visse uma de minhas meninas olhando alguma coisa na prateleira, minha atitude e
modo de pensar seriam completamente diferentes se ela me dissesse: “Papai, posso levar isto para mim?”
Um de meus amigos pastores tem um filho que entende perfeitamente o poder da posição. A artimanha
dele é levar dois brinquedos a seu pai, um em cada mão. Depois ele ergue os dois só para perguntar:
“Papai, com qual destes dois eu posso ficar?”

Se esperamos entender algum dia como Deus trabalha em nossas vidas e em nossas igrejas, então
precisamos entender que, apesar de Ele não fazer acepção de pessoas, há uma diferença no que diz
respeito à posição. Uma coisa é você fazer sua petição com paixão e persistência. A outra é fazê-la a partir
da posição correta.

A verdade simples é que há mais poder na palavra Papai do que na palavra senhor (sr. Tenney). Talvez
seja por isso que a Palavra de Deus diz especificamente:

Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o
Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba [Pai], Pai”. O próprio Espfrito
testemunha ao nosso espfrito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros;
herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que
também participemos da sua glória.

Esta é minha oportunidade de dividir um “segredo” com você. Minhas filhas me têm na palma de suas
mãos. Dentro dos limites do bom comportamento, tenho deixado que elas pensem que são as titereiras e
eu sou seu “papai títere”. De acordo com minha esposa, di pena de ver como o papai responde ao menor
movimento dos dedos delas e ao piscar de seus olhos.

ESTOU ORANI)() I)IISDKJÁ POR NOSSOS NETOS

Minha esposa diz brincando: “Tommy, você está perdido. Estou orando desde já por nossos netos. Se
você continuar tratando nossas filhas desse jeito, vamos ter sérios problemas”.
Há algum tempo, eu passei pelo quarto de minha caçula e percebi que ela e uma amiguinha estavam
conversando em tom de conspiração. Naturalmente, parei para escutar (todos os pais sabem que quando
um pai passa pelo quarto do filho, nota que há uma fresta de abertura na porta e ouve cochichos
conspirativos, então é legal espionar).

Minha filha estava dizendo à sua amiga: “Eu quero que você fique para jantar conosco”.
Sua amiguinha respondeu: “Bem, eu gostaria muito, mas seu pai não me convidou, e é ele que está
cuidando de nós”.

Minha filha respondeu imediatamente com total convicção: “Isso não é problema. Eu consigo tudo que
quero do meu pai “.

Sacudindo a cabeça, desci as escadas em silêncio e entrei na cozinha. Sentei-me numa cadeira da mesa e
comecei a cuidar do que estava fazendo no momento, alguns minutos mais tarde, minha filha fez uma
entrada triunfal na cozinha. Naquela época ela tinha oito anos e já era muito habilidosa na arte de
persuadir seu pai.

Eu não sei como são as coisas em sua região, mas posso descrever com precisão a forma como garotinhas
(e um bom número de mulheres adultas aqui em Louisiana) lidam com questões sérias que requerem o
máximo de diplomacia.

Em primeiro lugar, quando as garotinhas de Louisiana estão numa missão de persuasão, elas não entram
andando normalmente na sala ocupada pelo alvo de suas atenções (em geral, o pai). Como costumamos
dizer aqui no sul, elas entram na sala saracoteando. Você já deve ter visto uma menininha vindo na
direção de seu pai, girando o corpo de um lado para o outro, com as duas mãos fechadas atrás de si, a
cabeça inclinada para um lado, com um brilho de artimanha nos olhos.

COM PASSOS LEVES, SORRISO MAROTO, CONSPIRANI)O O TEMPO TODO

Se quiséssemos definir com mais precisão este jeito especial de andar, seria mais ou menos assim: “um
movimento artificioso que consiste em andar com passos leves, girando o corpo de um lado para o outro,
como uma garotinha tímida, bancando a acanhada, com sorriso maroto e um incrível ar de engraçadinha,
o mais irresistível possível — embora esteja conspirando o tempo todo”.

Ali estava eu, cuidando de minhas coisas e sentado à mesa da cozinha. Eu já sabia da trama incubada
naquelas mentes infantis. Eu sabia o que minha filha ia me pedir, e sabia exatamente o que estava para
acontecer.

Poucos minutos depois, ela apareceu na entrada da porta. Depois de verificar que minha posição me daria
uma boa visão de sua apresentação, ela entrou na cozinha saracoteando e chegou bem perto de mim.
Apoiando-se estrategicamente em meu ombro, ela disse: “Eu te amo, papai”. Tive o cuidado de fingir que
estava muito ocupado, enquanto, por dentro, desfrutava cada minuto da cena. “Eu também te amo, filha.”
Rapidamente minha pequena comandante engatou a segunda marcha. Ela passou os braços ao redor do
meu pescoço e esperou que eu terminasse o que estava fazendo. Fiz questão de continuar ignorando-a,
então, ela começou a me puxar em sua direção com os dois braços à minha volta.
Quando ela viu que o papai estava mais resistente que o normal à sua apresentação e às suas táticas do
nível dois, ela começou a usar a artilharia pesada. Ela mirou lá no fundo do coração, usando frases do
tipo: “Você é o melhor pai do mundo. Você faz tudo que pode para me ajudar”. Algumas pessoas o
chamariam de “aquecimento”.

Lembre-se, eu já sabia o que minha filha ia me pedir. Para ser honesto, eu não via nenhum problema em
sua amiguinha ficar para o jantar. Não era essa a questão. Eu já havia decidido que a pequena convidada
de minha filha poderia ficar para jantar conosco. Apesar disso, deixei que ela continuasse com seus
paparicos... beijo, beijo, amor, amor.

“Papai, preciso lhe fazer uma pergunta.”


“Tudo bem.” (Eu fiz de tudo para fingir surpresa.)
“Papai, eu quero que minha amiga fique para j1inti co nosco.”
EU QUERIA EXPLORAR AQUELE MOMENTO O MÁXIMO POSSÍVEL

Não fui logo me rendendo. Com muito cuidado, respondi apenas com um par de sobrancelhas erguidas,
olhares pensativos e sérios, e longos suspiros para prolongar o momento. Você sabe o que eu realmente
estava tentando fazer? Eu estava plenamente decidido a deixar a amiguinha dela ficar para jantar conosco,
mas eu queria explorar aquele momento o máximo possível. Meu motivo era simples: eu queria receber
todo o carinho que fosse possível receber dela. O problema não era seu pedido; o problema era que, como
pai, tenho um déficit constante de amor. Minha capacidade de receber abraços de minha filha parece ser
sempre maior do que a capacidade dela de me dar abraços.

Deus também tem seu déficit de amor paterno. Ele usou esta mesma filha para me ensinar isto. Embora já
tenha compartilhado uma versão abreviada desta história no primeiro capítulo de Os Descobridores de
Deus, ela merece um aprofundamento maior a fim de enfatizar um aspecto crucial da perspectiva que
Deus tem de nós como seus filhos.

Certo dia, depois que cheguei de uma longa viagem, minha filha voltou da escola e estatelou-se no chão
para brincar com suas bonecas. Eu estava cansado, mas queria muito que ela me agradasse com aquele
tipo de mimo de garotinha pelo qual ansiava há vários dias. Eu queria ouvir algo como: “Como você está,
papai? Que bom que chegou! Parece que faz tanto, tanto tempo que está viajando. Dê-me um abraço,
papai”.

IGNORADO E SUBSTITUÍDO POR UM BRINQUEDO!

Eu fiz o melhor que pude para parecer solitário, achando que ela fosse sentir pena de mim, mas ela
simplesmente me ignorou. Era difícil para mim aceitar uma posição de menor importância que uma
boneca de plástico de trinta centímetros de altura, mas era o que estava acontecendo. Por fim, não
consegui suportar o suspense por mais tempo.

“Querida”, eu disse, “dê um abraço no papai.”

Para minha surpresa, ela respondeu calmamente: “O senhor sabe que eu já tenho nove anos”.
Impassível, respondi: “Isto não tem nada a ver com o que estamos falando”. Minha filha mais velha
estava sentada no outro lado da sala, então puxei-a para o meio do debate.

“Veja sua irmã mais velha. Ela já está com vinte anos.” Então olhei para a mais velha e, com um sorriso e
um olhar especialmente intenso, disse-lhe: “Querida, dê um abraço no papai”. Sem deixar a mais nova
perceber, ela sorriu, sentou-se em meu colo e me deu um rápido abraço antes de cochichar em meu
ouvido: “Você está me devendo uma”.

Triunfante, eu disse: “Com nove anos ou vinte — não importa. Vocês são as meninas do papai. Agora
venha aqui e me dê um abraço”.

Apesar de meu truque espetacularmente persuasivo, a caçula respondeu: “Estou ocupada”.


Agora era hora da artilharia pesada na versão do papai. Eu olhei firme para as bonecas que haviam
conseguido roubar o carinho de minha filha e disse: “Você sabe quem lhe deu essas bonecas?”
Subitamente, um ar de compreensão relutante passou quase imperceptivelmente pelo seu rosto. Assim que
“a ficha caiu” e ela se lembrou que o papai era a fonte de seus brinquedos, ela concluiu — é melhor dar
um abraço nele.

Ela pegou uma boneca em cada mão, subiu no meu colo e me deu um abraço e um beijo rápido na
bochecha, sem perceber que o tempo todo estava espetando meus ouvidos com os pés pontudos das
bonecas. Depois foi logo se mexendo e se contorcendo para voltar ao chão e reiniciar a intensa conversa
com suas companheiras baixinhas.

Na minha conta de papai, aquele beijinho não era suficiente para cobrir meu déficit. “Não, não, não. Volte
aqui. Eu quero um abraço demorado.”

Então ela arregalou aqueles grandes olhos castanhos e disse:

“Esse é o problema com vocês pais”.


“O que você quer dizer?” perguntei.
“Vocês sempre querem amor demais.”
“Você tem razão”, respondi. “Assumo minha culpa.”

Naquele exato momento o Senhor falou ao meu coração: “Este também é o problema com o nosso Pai”.
Naquele momento recebi uma das revelações mais surpreendentes de minha vida.

é sempre maior que a nossa capacidade de oferecê-la.

Todos os dias, em nossas rotinas terrenas, costumamos negligenciar um dos dons mais poderosos que
recebemos de nosso Pai Celestial. Seu desejo por nossa adoração equivale a uma porta permanentemente
aberta à presença divina, e o sacrifício de Jesus na cruz nos deu um maravilhoso poder de posição que
não seria nosso de nenhuma outra forma.

Contudo, em nossa imaturidade, contentamo-nos em entrar com relutância na presença de nosso Pai, pelo
momento mais breve possível, apenas para dar-lhe um beijinho na bochecha, um rápido instante de mãos
levantadas em louvor e um cântico barulhento num culto da igreja. Aí dizemos: “Pronto, isso deve ser
suficiente. Vejo o Senhor na semana que vem”.

Enquanto isso, nosso Pai Celestial sente o déficit cósmico de amor paterno. Posso imaginá-lo pensando
consigo mesmo: Como posso fazer meus filhos passarem mais tempo em meu colo? Como posso atrai-los
a mim (e afastá-los de suas atividades, possessões e distrações) por tempo suficiente para que me dêem
mais do que um l’iJo rápido na bochecha?

Não entendemos que nosso Pai Celestial não tem problema algum em suprir nossas necessidades. Ele é
dono de todos os recursos do Universo. Mas Ele não pode e não irá criar louvor e adoração para si
mesmo. Ele decidiu contar com você, comigo e com o restante dos redimidos para receber esta que é a
mais rara de todas as commodities. Isto significa que seu maior problema é fazer que o adoremos de todo
o coração.

Nosso Pai Celestial conhece as nossas necessidades antes mesmo de as pedirmos.3 Ele estava passando
dentro do corredor do tempo e, espionando à porta de sua vida, andou ouvindo o que você disse. Ele já
ouviu seu pedido. É tão simples: você só quer que seu amigo fique ali.., você só quer que isto aconteça...
você só quer que aquilo aconteça.

COMO PERSUADIR UM PAI ONISCIENTE?

Quando você entra saracoteando na cozinha de Deus com o objetivo de persuadi-lo, Ele está sentado à
mesa da adoração (esperando por você em sua onisciência, embora você não saiba disso naquele
momento). Quando você começa a adorar, de seu ponto de vista, seus cânticos podem ser de primeira
qualidade ou talvez estejam um pouco abaixo dos padrões aceitáveis. Do ponto de vista dos céus, quase
tudo que você faz pode ser feito de maneira melhor pelos anjos — porém eles não são filhos efilhas!
As garotinhas de Louisiana que tentam persuadir seus pais com suas apresentações especiais são vistas
como gracinhas irresistíveis mas, para os padrões elevados dos céus, os mortais que se utilizam desse
artifício são simplesmente lamentáveis — com uma exceção fundamental. Aos olhos de seu Pai Celestial,
suas pobres tentativas de amá-lo são, virtualmente, irresistíveis. Estranhamente, quanto mais lastimável e
quebrantado você estiver, mais você o atrai.

Ele sabe com que freqüência e com que dificuldade Ititimos com tramas secretas, motivos errados e
atitudes mais. I’ ii( qti o a capacidade que Deus tem de receber adoração

sangue entra em cena. Somos parentes de sangue. A onda carmesim do sangue purificador de Jesus nos
cobre em nossa pior condição contanto que entremos em sua cozinha como seus filhos, com corações
contritos e quebrantados.

Quando nos achegamos a Ele com humildade, a graça de Deus é capaz de cobrir toda falta, fraqueza e
fracasso. Eu li em algum lugar que um apóstolo que pensava ser um fracasso disse: “Mas ele [Deus] me
disse: ‘Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza’. Portanto, eu me
gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim”.
Ele descansava na força de suas fraquezas para ter acesso a Deus!

A maioria de nós começa a louvar a Deus, pensando que Ele nem sequer sabe para onde vamos, mas Ele
conhece o final desde o início. Ele já ouviu nosso desejo e petição secretos. Ele sabe que um pedido está a
caminho, e sabe exatamente o que vai acontecer.

SEU PEDIDO EM TROCA DE SUA PAIXÃO

Na prática, você pode tentar bajular a Deus com seu louvor para que Ele conceda seu pedido, mas a
verdade é que seu Pai amoroso não tem a intenção de não responder suas orações. Ele está determinado a
estender o encontro e negociar suas respostas com sua paixão e adoração — é o seu pedido em troca de
sua paixão. De nosso ponto de vista terreno, às vezes temos a impressão de que o Pai Celestial está
fingindo estar ocupado e que não está ouvindo nosso pedido.

Vamos pedir outra vez? Vamos persistir no pedido apaixonado por seu favor e sua presença? (A
Divindade espera pela afirmação da humanidade: “Sim, vou buscá-lo logo cedo”
Jesus falou a seus discípulos a respeito do Deus Pai com seu coração generoso:

Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual pai, entre
vocês, se o filho lhe pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou se pedir um ovo, lhe dará um
escorpião? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que
está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir!

Imagine o que aconteceria se entrássemos correndo na cozinha de Deus com a exigência: “Pai, eu quero a
minha mesada. Eu quero o que o Senhor me prometeu agora mesmo”. Exigências nunca deram certo com
pais terrenos, também não funcionam com o Pai que está nos céus.

NÃO PEÇA UMA MESAI)A — PEÇA A1ENAS A SUA PRESFJVÇA

Minhas filhas sabem que quando faço um acordo com elas a respeito do valor da sua mesada, tenho
prazer em cumprir o que combinamos. No entanto, elas aprenderam “um caminho mais excelente”. Elas
não pedem uma mesada; elas pedem que o papai vá com elas ao shopping.

Muitos anos atrás, fui convidado a pregar numa grande conferência no Centro-Oeste do país juntamente
com alguns amigos. Estes homens são pastores bem conhecidos no Corpo de Cristo. Temos o costume de
ficar conversando sobre a Bíblia nos intervalos das conferências. Nós até abrimos nossos blocos de
anotações e, em geral, passamos momentos bastantes agradáveis.

Nesta conferência, contudo, decidi levar uma de minhas filhas. Sempre que posso, gosto de levar minhas
filhas em viagens ministeriais para poder passar tempo de qualidade individualmente com elas. Era a vez
da filha do meio.

Todos os meus amigos de ministério estavam de saída um restaurante para passar a tarde conversando a
resp’ik h Reino e das coisas de Deus. Quando me viram hesitandu, tiI seram: “Vamos, Tommy. É hora de
conversar”.

Eles estavam insistindo muito comigo e eu estava começando a me sentir um homem de mente dividida,
mas consegui tomar a decisão certa.

“Não”, respondi, “há algo que preciso fazer”. Para ser honesto com você, eu estava realmente um pouco
sem jeito para dizer-lhes que meu “algo” era cumprir a promessa de levar minha filha a um shopping cen
ter. Eu não queria que eles pensassem que eu não tinha interesse pela Palavra ou pelo reino de Deus, mas
eu fizera uma promessa importante.

PAI, O SENHOR PROMETEU

Por fim, minha filha deve ter percebido que minha vontade estava começando a diminuir, e que eu estava
dividido entre duas horas ao redor de uma mesa com meus amigos e duas horas num shopping com ela.
Como uma verdadeira Tenney, ela se aproximou de mim, pegou meu braço e disse: “Vamos, pai. Você
prometeu que me levaria ao shopping”.
Um dos pastores olhou para ela, e depois olhou para mim. Ele não pôde resistir à idéia de usar uma de
suas próprias técnicas de persuasão: “Você não quer fazer compras com seu pai, quer? Por que você não
espera para ir mais tarde às compras com sua mãe?” Ele não sabia em que havia se metido.
Ela cravou os olhos nele com um olhar intimidante e firme, e disse com total e inabalável convicção:

“Não, eu prefiro ir às compras com meu pai”.

Ele ainda pensou que poderia ter uma pequena chance. “É mesmo? Eu achava que as meninas gostavam
de ir às compras com a mãe.”

Foi então que ela respondeu com o que eu chamo de “uma pepita quinta-essencial de sabedoria”,
garimpada por minhas três filhas moderninhas: “Não, quando vou às compras com a minha mãe, tenho de
ficar implorando ou persuadindo-a o tempo todo. Quando vou com meu pai, basta olhar para alguma
coisa que meu pai a compra para mim” (não vou me dar o trabalho de descrever o olhar daquele pastor
naquele momento — não foi ele que teve de enfrentar três garotas Tenney saracoteando para dentro da
cozinha durante as últimas duas décadas).

Quero contar uma outra coisa sobre a diferença entre a perspectiva de um pai e a perspectiva de um filho
neste processo. Em sua imaturidade, minha filha acreditava que quando íamos ao shopping daquela
cidade, de onde sempre voltava com algum presente, ela era a maior beneficiária.
Deixe-me compartilhar meu ponto de vista como pai. Para ser honesto, não me recordo de ter comprado
uma única coisa para ela aquele dia. Tudo que sei é que ela voltou para o hotel de sacolas cheias. Eu me
lembro de outra coisa como se tivesse acontecido ontem.

Lembro da pausa que fizemos no meio da tarde num restaurante muito bonito de um hotel ligado ao
shopping. O lugar era tão requintado que quando você pedia chá, eles o serviam completo dentro da mais
fina tradição inglesa.

EU TIREI FOTOS MENTAIS DO SORRISO DELA

Minha filha estava com mais ou menos treze anos naquela ocasião, e eu ainda me lembro da alegria
estampada em seu rosto quando nos sentamos numa mesa luxuosa e os garçons nos serviram chá quente
em xícaras de louça fina. Havia uma quantidade suficiente de flocos de neve caindo do outro lado da
janela para tornar aquele momento inesquecível. Eu tirei fotos mentais do seu sorriso e da empolgação em
seus olhos quando ela disse: “Pai, isto é o máximo! Parece chá de verdade”. Em segredo, este pai
pensava: Fale mais sobre o chá, querida.

Eu queria mais de qualquer coisa que a fizesse continu’lr sorrindo, porque ela estava posando para o
álbum de recortt’s de minhas memórias. Enquanto ficamos ali, sentados dtiriiik’ . meia hora seguinte,
houve momentos especiais dt íIk’kIiI quando ela estendia devagar uma de suas mãos 1w11i iiwsn
colocava sobre a minha. Depois ela se recostava em mim e falava sobre coisas importantes para ela. Eu
saí daquela mesa com toalha de linho com meu Álbum de Memórias do Papai repleto de recordações
preciosas.

Quando voltamos ao hotel, meus amigos viram minha filha e disseram: “Como se saiu?” Ela ergueu duas
sacolas cheias e deu um sorriso tão orgulhoso como se fosse um pescador exibindo um enorme marlim
azul.

COMO VOCÊ AVALIA SEUS MOMENTOS COM O PAI?

Por mais que minha filha tenha se saído bem aquele dia no shopping, ela estava medindo seu sucesso de
acordo com o único parâmetro que tinha em sua imaturidade. Ela estava avaliando os momentos que
passara ao lado do papai por meio dos presentes que conseguira trazer do passeio.
Quem recebeu o verdadeiro benefício? Foi a filha que voltou de sacolas cheias ou o pai que saciou seu
coração com o amor de sua filha e com suas lembranças de momentos inesquecíveis vividos ao lado dela?
Você sabe de uma coisa? Meu déficit de amor paterno não estava tão grande depois daquelà tarde com
minha filha.

Os presentes de um pai proporcionam evidência objetiva do poder da posição. O depósito de uma filha no
déficit de amor de seu pai é a verdadeira força e o centro de seu poder de posição como filha na casa de
seu pai. Por mais que eu goste de estar com crianças, foi a posição e o poder de uma filha que me
influenciaram a deixar de lado meus amigos pastores.

Na maioria das vezes vamos à igreja e começamos a adorar com um pensamento fixo em nossas mentes:
Precisamos desta bênção e precisamos daquela também. No processo, alguns se esquecem de suas
bênçãos e começam a abençoar o Abençoador.

Quando saímos de um culto como esse curados e inteiros, ou quando Ele toca nossas emoções e remove a
nuvem de de-
pressão e preocupação em meio ao nosso louvor, costumamos apanhar nossas bênçãos e ir para casa
dizendo: “Oh, este foi um grande culto! Recebi o que estava precisando”.

Alguém precisa perguntar a Deus como Ele se sente em nossas reuniões quando deixamos de lado as
bênçãos que buscávamos, por estarmos tão deslumbrados com a beleza de sua face. Talvez ficássemos
surpresos com o relatório celestial.

“Senhor, como foi a reunião com teus filhos? Nós os vimos carregando sacolas cheias de bênçãos da tua
mão, mas como o Senhor se sentiu?”

“Vocês não imaginam a glória — milhares de pessoas clamaram pelo nome do meu Filho, derramando
sua adoração sobre mim. Mesmo durante a pregação — enquanto meditavam nas cartas que lhes enviei —
eles estendiam as mãos para tocar as minhas e ter comunhão comigo. Eu vi seus corações se
quebrantarem em amor por mim, e o toque mais leve de minha glória os fez cair com o rosto em terra.”

BRINQUEDOS NAS MÃOS, BÊNÇÃOS NA CONTA

Estou convencido de que Deus coleciona estes momentos. É como se Ele atravessasse a porta do tempo,
dizendo: “Será que alguém aqui vai me adorar?”

Muitas vezes estamos atravancados demais com brinquedos em nossas mãos e bênçãos em nossas contas
bancárias para subir no colo de sua presença. Nunca devemos nos esquecer de onde todas as bênçãos
vieram. É tempo de nos esquecer de suas bênçãos e subir no colo do Abençoador. Ele é a nossa Fonte e o
nosso Pai Celestial. Nunca devemos ficar zangados por causa de seu enfoque em adoração e adoradorc,
Este é o “problema” com nosso Papai — Ele sempre qtwr iu1ii a mor.

A capacidade humana de adorar é amplamente excedida pela capacidade divina de receber adoração, no
entanto, esta é a responsabilidade que advém dos privilégios e do poder da posição.
Até a adoração perfeita de toda a população angelical ao redor do trono de Deus não pode satisfazer o
déficit de amor do Pai com respeito à adoração. Foi para isso que Ele criou a você e a mim. Eu li em
algum lugar que somos “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para
anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Diis I)ESEJA A RICA MISTURA ENTRE A POSIÇÃO I)IVINA E A PAIXÃO HUMANA

Não que sejamos tão “bons” em oferecer a Ele louvor e adoração, mas há algo especial a respeito da
mistura divina entre o poder de nossa posição como seus filhos e o poder de nossa paixão por sua
presença que ajuda a satisfazer o desejo de Deus por adoração.

Parece que temos construído uma estrutura e um protocolo de igreja fundados em bênçãos e não no
Abençoador. Na maioria dos cultos, só dedicamos um curto período à adoração, apenas para reconhecer a
presença do nosso Pai, e logo nos precipitamos no assunto principal de exigir nossa mesada semanal.
Deus literalmente abençoa a todos, no mundo inteiro, todos os dias. É por sua misericórdia que recebemos
o próximo fôlego de vida, e Ele derrama sua chuva “sobre justos e injustos” da mesma maneira. A cada
minuto do dia, milhões incontáveis levantam suas vozes ao Deus invisível e fazem suas petições em
incontáveis idiomas. À medida que as pessoas caminham pela loja chamada vida, elas externam uma
necessidade ou desejo e começam a pedi-lo ao Deus Desconhecido: “Deus, eu preciso disso. Preciso de
esperança; preciso de ajuda; preciso de restauração em meu casamento. Eu realmente não o conheço, mas
preciso disso e daquilo”. Elas precisam, de verdade, é da habilidade de dizer: “Papai”. O poder da posição
coloca sua petição num nível completamente novo.
Depois que você recebe Jesus Cristo como Senhor e descobre o poder de sua nova posição em Deus, tudo
muda. Quando minha filha decidiu fazer sua petição, ela disse à sua amiguinha que ficasse no quarto
enquanto ela fosse à cozinha do papai. Ela disse: “Você fique aqui. Eu já volto. Vou fazer um pedido ao
meu pai”.

SAIA DO QUARTO DA VIDA E VÁ PARA A COZINHA DO PAPAI

Precisamos aprender a dizer à carne, aos nossos amigos, ao prestígio e à posição terrena: “Você fique
aqui. Vou sair do quarto da vida e entrar na cozinha da aceitação do meu Pai. Pode ser que tenha que
ignorá-lo por um tempo”.

Já sabemos como dar atenção às pessoas na igreja. Agora é tempo de aprender como dar atenção a Deus.
Esta é a chave que aciona o poder da posição.

Onde está a geração profética que irá olhar para aqueles que pedem uma palavra fresca do Senhor e dizer:
“Vocês fiquem aqui; eu vou ao monte para adorar”? Às vezes, precisamos nos separar e nos arrancar da
pressão diária de vozes e prioridades conflitantes. Ter proximidade com o Pai, requer muitas vezes que
nos distanciemos um pouco do terreno.

Precisamos aprender o processo de sair de uma esfera e entrar na outra através do poder da posição.
“Você fique no quarto; eu vou até a cozinha onde meu Pai está.” Ele está esperando que entremos
saracoteando em sua presença através de nossa adoração apaixonada e exuberante. Ele se deleita em
nossas pobres tentativas de atrair a atenção dos céus por meio de Ioii vor profuso. Ele se deleita quando
declaramos uns aos oiilt’os: “Não deixe que minhas ações o aborreçam. No estou tI41I1çflfl do para você,
não estou erguendo as mãos para você, e não estou adorando você — estou adorando a Ele”.
Quando você receber o poder da posição através do sangue da cruz, você aprenderá a deixar para trás as
opiniões do homem. Por quê? É por saber que seu Pai é o único que pode alterar seu destino.

O JEITINHO “CERTO” DE ENTRAR NA COZINHA DE DEUS

Qual é o jeitinho “certo” de entrar saracoteando na cozinha da adoração a Deus, através do poder da
posição? Não vamos entrar em detalhes aqui, mas talvez encontremos uma pista no Salmo 100:
Aclamem o SENHOR todos os habitantes da terra!

Prestem culto ao SENHOR com alegria;


Entrem na sua presença com cânticos alegres.
Reconheçam que o SENHOR o nosso Deus.
Ele nos fez e somos dele:
Somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.
Entrem por suas portas com ações de graças,
E em seus átrios, com louvor;
Dêem-lhe graças e bendigam o seu nome.
Pois o SENHOR bom
E o seu amor leal é eterno;
A sua fidelidade permanece por todas as gerações.

Você entra por suas portas com brados, cânticos e ações de graças. Este é o primeiro passo de saracotear
para entrar na cozinha de Deus. É a maneira de Deus de tirar você da propriedade do homem.
Quando você entra por suas portas, você pisa em terreno divino. As ações de graças o conduzem à
propriedade e às promessas da Divindade, O primeiro passo para sair desta dimensão nferior para uma
posição alta e exaltada de intimidade é a oferta de ações de graças. “Senhor, muito obrigado. Estamos
gratos pelo que o Senhor fez.”

Apesar de necessária e aprazível a Deus, a gratidão é o menor nível de adoração porque só é oferecida
depois que Elefez algo por você. As ações de graças representam apenas o primeiro passo para
saracotear para entrar na cozinha de Deus; você apenas cruzou o “limite de propriedade” do céu.

Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor.
O louvor é diferente das ações de graças. O que a minha fjlha fez quando entrou pela porta da cozinha foi
uma coisa; o que ela fez quando se pôs ao meu lado foi outra. Se você se lembra, ela colocou os braços ao
redor do meu pescoço e me puxou para mais perto de si. Ela não falou sobre o que queria, nem sobre sua
gratidão. Ela começou a falar sobre mim: “Você é o melhor pai do mundo”.

O louvor é independente das ações de graças. Embora seja maravilhoso agradecer a Deus por algo que
Ele fez, é ainda melhor louvá-lo. Lemos nos Salmos: “Entrem por suas portas com ações de graças, e em
seus átrios, com louvor; dêem-lhe graças e bendigam o seu nome”.9 O louvor não está associado ao que
Ele fez; o louvor está relacionado com o que Ele é! (Não importa se Ele fez ou não fez alguma coisa!)
Louve o potencial do seu caráter infalível.

Damos a Ele ações de graças quando oramos: “Obrigado por me curar”. Louvamos a Ele quando
declaramos: “Tu és o M&Iico divino (mesmo que ainda não tenhas curado a mim mi membros de minha
família)!”

Se você realmente quer entrar no lugar da intimiLlk com Deus, precisa ir além da arena onde sua
adoração é diid,i mariamente pelo que Ele fez por você. Se o que você precisa agora é algo maior do que
Ele já fez em sua vida, então o que você diz precisa ir além do que você o viu fazer até então. Vá além da
arena das ações de graças, e entre saracoteando na arena do louvor:

Senhor eu te louvo, pois tu és o Médico divino. Sim, é verdade que os médicos diagnosticaram os
sintomas do câncer em meu corpo, mas tu és o Médico dos médicos, que é digno de todo louvor. Seja
qual for minha condição ou a natureza de minhas circunstâncias, a tua glória, o teu poder e o teu amor
nunca mudam.

Eu sei que os problemas em minha vida ainda parecem estar aumentando, e que meu filho não está
andando por um caminho bom, mas tu és o mesmo ontem, hoje e eternamente. As coisas não vão bem no
escritório, estão demitindo na fábrica, mas seja como for, tu és a minha Fonte.

Vou te dizer uma coisa, Senhor. Vou louvar o Senhor por aquilo que tu és, sem levar em conta o que o
Senhor tem feito ou não por mim ultimamente.

Este nível de louvor transporta você da “mentalidade das portas” para a “mentalidade dos átrios”. É nos
seus átrios e cortes que reis, potentados e juízes governam e decidem o destino de seu povo. Se você
puder entrar nos átrios do grande Rei, estará a caminho da sala do trono. Uma vez nos átrios, você deve
apresentar suas petições formalmente, tal como é feito em átrios e cortes reais, e não se esquecer de pôr os
pontos nos is.

Quero apenas acrescentar que a adoração nos átrios ainda não é a forma mais elevada de adoração para os
membros da casa do Rei. No entanto, tudo começa com aquele primeiro passo de saracotear para entrar
na cozinha com ações de graças, seguidas de sacrifício de louvor, que atrai o Senhor para mais perto de
nós.

torno fazer o Diabo de tolo

DEDOS-DUROS NÃO PODEM ENTRAR


nossa conturbada sociedade moderna, os meios de comunicação, as agências jurídicas e as unidades
secretas de inteligência costumam pagar salários generosos e prêmios reais a informantes profissionais
que possuem o dom, ou a desventura, de revelar informações secretas por dinheiro.

Nós chamamos os melhores deles de informantes secretos (estes indivíduos podem realmente ajudar a
preservar a segurança nacional ou desmantelar organizações criminosas). Aos demais chamamos de
convidados de talk-shows sensacionalistas, comentaristas de tablóides, e em nossos momentos de maior
franqueza — fofo queiros tradicionais.

Nada disso é novidade; apenas a embalagem mudou. O primeiro dedo-duro da história humana foi Adão
que, diante do interrogatório divino, não hesitou em “delatar” sua esposa, Eva, tentando culpá-la por sua
própria queda. Isto não funcionou naquela época, e nío funciona hoje.’
O dedo-duro mais persistente e mortal de todos pode ser encontrado exercitando suas habilidades no livro
de Jó, diante do próprio Deus. Se você examinar com cuidado a maneira corno

Que tal fazer o Diabo de tolo? Até mesmo enquanto ele está tentando contar a Deus alguma história a seu
respeito? Provavelmente, ele tem muito para contar. Se formos sinceros, precisaremos admitir que o
munimos constantemente de tropeços, falhas, pecados e atos de desobediência, suficientes para preencher
muitas páginas de um processo de promotor (mesmo em nossos “melhores” dias).

Não se preocupe; você não precisa confiar em sua própria santidade ou virtudes pessoais para ganhar esta
causa. Deus lhe deu algo muito melhor — salvação, graça e uma posição privilegiada de poder,
disponível somente a seus filhos e filhas.

A adoração é capaz de elevar você a um plano mais alto onde você terá uma mudança divina de
perspectiva. Quando você se entrega à adoração a Deus, suas circunstâncias já não parecem ser as
mesmas. A adoração leva você aonde Satanás não tem acesso e libera o poder da posição. E, como você
verá mais adiante neste capítulo, a verdadeira adoração começa no momento em que você se arrepende de
seus pecados e recebe a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Talvez a melhor forma de explicar isso seja
através de um exemplo que pode lhe parever L’em familiar.

Quando eu era jovem, havia um garoto na minha vizinhança que era dedo-duro tradicional. Se algo saía
errado — se ai- guém o empurrasse de leve na disputa de uma bola, se ele não tivesse sua vez no
momento que queria, se alguém lhe dissesse algo depreciativo — ele dizia: “Vou contar tudo para o seu
pai e para a sua mãe”. Então, ele saía pelas ruas numa corrida desenfreada.

Toda vez que ele saía em disparada, nós já sabíamos o que ia acontecer e o principal ofensor do grupo
também saía correndo. Na maioria das vezes, era eu quem saía correndo desesperado. Por quê? Eu sabia
que o nosso amiguinho não estava indo na direção da casa dele contar a suposta maldade à sua mãe. Ele
estava correndo na direção da minha casa, queixar-se com a minha mãe.

Isso significava que minha única e pequena chance de chegar lá antes do dedo-duro era tomando alguns
atalhos. Eu dava saltos arriscados por cima dos canteiros de flores preferidos dos vizinhos e passava
pertíssimo do carteiro e dos cachorros que perambulavam nas calçadas e quintais. Minha estratégia era
seguir um percurso que me permitisse chegar à porta dos fundos de minha casa alguns minutos antes que
o dedo-duro do bairro chegasse à porta da frente e tocasse a campainha.

O objetivo do meu delator era simples: ele tentava correr até a porta da minha casa e tocar a campainha
antes que eu chegasse. Seu sucesso máximo seria ter acesso a alguma figura de autoridade da casa antes
de mim. Dessa forma, quando eu chegasse lá com aquela cara de assustado (isto é, culpado), ele já teria
praticamente convencido meu pai ou minha mãe de minha culpa.

O FILHO QUERIDO POR QUEM A MAMÃE SEMPRE ORAVA

O meu objetivo era chegar à porta dos fundos antes qiw meu acusador batesse na porta da frente. No
momento em Satanás se queixa a Deus sobre Já, vai perceber que ele não mudou de estratégia. Se ele se
queixou de Jó, você pode estar certo de que ele e seus parceiros de perdição já prepararam um portfólio
completo sobre você também.

A adoração é capaz de elevar você a um plano mais alto onde você terá uma mudança divina de
perspectiva.

VOCÊ PODE ENTRAR ONDE SATANÁS NÃO TEM ACESSO

Entrava com ímpeto pela porta dos fundos reservada exclusiva- mente para os membros da famiia e
amigos mais chegados, eu subitamente me tornava o filho querido por quem a mamãe sempre orava.
Quando o dedo-duro Johnny chegava e tocava a campainha, eu já estava no lugar secreto reservado
exclusiva- mente para um filho ou uma filha — o lugar ao qual ele jamais teria acesso na casa dos
Tenney.

O que isso tem a ver com mudar a nossa perspectiva ou com a capacidade de ver com os olhos de Deus?
Tudo. Existe alguém que a Bíblia chama de “seu adversário” e “acusador dos nossos irmãos, que os acusa
diante do nosso Deus, dia e noite”. 2 Este que é o dedo-duro dos dedos-duros trabalha 24 horas por dia e
7 dias por semana, e ele vem aperfeiçoando sua arte há vários milênios. Ele é mentiroso e pai da mentira,
cuja “língua nativa” é a inverdade.

A DESCRIÇÃO DE UMA EXPULSÃO

Satanás conhece o caminho até a porta da frente de nosso Pai porque no início este também era o
endereço dele e da sua gangue de perdedores. Entretanto, ele não mora mais ali. As Escrituras descrevem
sua expulsão em detalhes:

Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus
anjos revidaram.

Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi
lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus
anjos foram lançados à Terra.

O que isso significa? Significa que o dedo-duro celestial passa pelo mesmo apuro que o pequeno Johnny
enfrentava em minha vizinhança. Ele não tem mais os privilégios de família. Isto significa que ele foi
barrado, do lado de fora da porta da frente, aquela barreira projetada para manter pestes, insetos, cobras e
vendedores de pecados de segunda mão do lado de fora.

Já a porta dos fundos é reservada estritamente aos membros da família em boa comunhão com o Chefe da
casa. A única coisa que o acusador dos irmãos pode fazer é ficar esperando do lado de fora do portão
celestial e ver se consegue alguma permissão de falar aos ouvidos de Deus, para poder apresentar suas
histórias.

Isto cria um grande cenário para que você e eu façamos o Diabo de tolo! Se estivéssemos numa reunião
juntos, eu ilustraria este cenário com a ajuda de dois voluntários. Como não estamos, vou descrevê-lo e
deixar que você o pinte em sua própria mente.

Para criar a varanda celestial em sua mente, você pode pintar o quadro com todas as cores, usando uma
boa dose de imaginação ou pode preferir a versão mais rápida de um simples tablado elevado.

PEGO EM FLAGRANTE E ABSOLUTAMENTE CULPADO

Imagine que Satanás, o informante, está a apenas três passos da varanda da mansão divina. Você pode
posicionar-se em qualquer lugar — mas é mais provável que você fique no local definido por um pecado,
erro, fracasso ou ato de desobediência pelo qual você é indiscutivelmente culpado.

O Diabo está ansioso e faminto por uma vitória. O único objetivo dele é ter acesso aos ouvidos de seu Pai
Celestial antes que você obtenha o perdão. Ele pegou você fazendo alguma coisa ou abrigando falta de
perdão. Ele preparou uma acusaçio formal incontestável diante da qual o Juiz certamente o dccIrará
culpado, e ele está pronto para correr à porta da frente do céu. Ele espera que a justiça de Deus caia sobre
você e você lhe seja entregue para ser atormentado (é o ioriiwiilo que o atrai, não a justiça). Ou, pelo
menos, que seu Pai seja envergonhado.

No que lhe diz respeito, você sabe que foi pego em flagrante. Você não tem defesa, nem intenção de
preparar uma. Deus providenciou algo muito melhor para você. Você está pronto para a corrida através do
quarteirão da vida?

Assim que começa a contagem regressiva, Satanás arrasta suas garras no chão e visualiza o momento em
que vai bater na porta do céu — com a acusação perfeita em sua língua bífida. Um, dois, três. A energia
demoníaca é liberada e Satanás sai em disparada em direção aos portões do céu, deixando um rastro de pó
atrás de si.

TRÊS PALAVRAS (;ARANTFM A SUA SE(;URANÇÀ

O que você vai fazer? Vai correr até a igreja, à casa do pastor ou ao confessionário mais próximo? Não,
você tem acesso privilegiado ao coração de Deus. Seu Caminho vivo não é limitado a um local geográfico
ou perímetro externo. Três palavras garantem a sua segurança: “Deus, perdoa-me!”

Visto que Satanás não é um deus ou um ser onisciente, ele não tem como saber que você já está falando
de coração para coração com seu Pai Celestial. Ele corre à varanda do céu e bate na porta furibundo.
Quando a porta se abre, ele olha temerosamente para além de seus velhos inimigos, Miguel e Gabriel, os
arcanjos de Deus, e grita sua acusação cuidadosamente elaborada.

Eu acabei de ver fulano em pecado! Eu vi aquele teu filho inútil fazendo uma coisa que a tua lei condena
à morte. Agora há uma enorme confusão lá embaixo por causa disso, e o teu nome foi desonrado.
Eu reivindico meu antigo direito de apresentar minhas acusações contra este suposto santo. Ele é
culpado e eu exijo o direito de sangue.

O Senhor está aí? Ouviu minha reivindicação? O Senhor certamente viu o que ele fez.

A despeito de todos os esforços do inferno e de seu chefe supremo, suas simples orações de
arrependimento vencem a corrida e chegam ao trono do Pai antes das acusações de Satanás — todas as
vezes. Antes mesmo do anjo caído conseguir arranhar a porta da frente, sua breve oração de
arrependimento chega aos ouvidos de Deus mais rápido que a velocidade da luz por meio dc uma remessa
de coração para coração.

A ioitçAo u:vi VOCÊ A Lu(;ARES ONI)I ( ) 1 )I,I( ) ,JiMiUS I>( )I )K ( 1 1 K(AR

Como você leva o sobrenome de família, Você tem acesso ex- clusivo ao céu pela porta dos fundos do
sangue do Cordeiro. Jesus pessoalmente rasgou o véu que separava pessoas imperfeitas (o que inclui
todos nós) do nosso Deus perfeito. Jesus fez isso para que pudéssemos ter acesso imediato à graça e ao
perdão divinos. A adoração lhe dá acesso a lugares onde Satanás é proibido de entrar. Leva você a lugares
onde o Diabo jamais pode chegar.

Quando Satanás apresenta suas acusações venenosas contra você, o Senhor diz: “Espere um pouco. Vou
checar meus registros. Eles nunca mentem e registram cada incidente nos céus e na Terra. Muito bem,
qual é mesmo o nome da pessoa? Ah, Tommy Tenney... sim, o nome dele está bem aqui no Livro da Vida.
O que você disse que ele fez?”

“Ele disse isto e fez aquilo; e o pior de tudo foi quando ele...” “Vou verificar”, diz o Ancião de Dias.
O Mediador, Jesus Cristo, interpõe-se entre o acusador e o acusado e diz: “Não, ele não é culpado. Este
filho de Deus está justflcado”.

A resposta é imediata e intransigente. “Você, Diabo men tiroso, você ouviu meu Filho. Não há registro
aqui de que meu filho Tommy tenha frito isso! Não fale assim do meu filho; ele não faria isso.”

Você sabe por que não há registro? Não é porque eu seja inocente — eu sou contundentemente culpado. É
porque quando me arrependo, um anjo pega uma pena de escrever antiga, molha-a no sangue carmesim
do Calvário, e apaga ou encobre o registro. É por isso que você pode fazer o Diabo de tolo. Seu negócio
de acusação nunca mais foi o mesmo depois que Jesus morreu e ressuscitou.

EU O VI FAZENDO ISTO NÃO É JUSTO, DEUS

Repetidas vezes o acusador viu-se sozinho do lado de fora dos portões do céu, rosnando, golpeando o
chão com seu tridente, e gritando: “Mas eu o vi fazendo isto! Não é justo, Deus. Eu o vi. Eu o ajudei a
cair nisto. Eu sei que ele o fez”.

A resposta de Deus só empurra o Diabo a níveis mais profundos de desespero e frustração: “Eu não posso
mentir. Não há registro aqui”.

Você sabe por que? É porque eu estou justificado. Esta sofisticada palavra teológica tem uma explicação
simples. Significa que o registro está limpo tal como se eu jamais tivesse pecado. O registro foi
totalmente apagado.

Os advogados criam reputações imponentes e atraem grande atenção da mídia, nacional e internacional,
sempre que conseguem fazer defesas l’em-suced idas de clientes famosos acusados de praticar crinws
hediondos.

Mesmo sem citar casos específicos, posso afirmar com certeza que estes advogados argiinwnlam contra
as evidências para tentar convencer os jurados huiiianos de que seus clientes são “inocentes” das
acusações feitas contra eles.

Nosso Advogado, Jesus Cristo, tem o direito legal de fazer algo considerado totalmente ilegal em
qualquer corte de justiça humana. Ele não argumenta contra as evidências. Ele destrói por completo o
processo — incluindo as evidências — porque Ele já sofreu a pena pelo nosso crime.
DEUS INICIOU O TORMENTO DE SATANÁS MAIS CEDO

Imagine como o Diabo se sente estúpido diante de tudo isso! Deus já começou a atormentá-lo, forçando-o
a acusar você de ter cometido delitos dos quais Ele não se lembra. Não há registro do seu pecado — pois
foi coberto pelo san- gue de Jesus Cristo que pagou o preço do seu resgate. O problema de Satanás é que
ele se lembra de seus pecados — mas não pode fazer qualquer coisa a respeito. Isso o faz parecer o maior
tolo do Universo.

O que lhe dá acesso a este tipo de posição? Como você pode entrar pela porta dos fundos enquanto
Satanás é obrigado a ficar do lado de fora do portão de entrada para fazer suas inter- mináveis acusações?
A chave à casa dafamília é a adoraçao. A sua adoração começa no momento em que você se arrepende
de seus pecados e recebe a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Ela continua cada vez que você
clama por seu nome.

Adoração abre o caminho para o coração de Deus. Posso quase ouvir o Pai dizendo ao acusador mordaz:
“Não fale mal de meus filhos. Eles jamais fariam isto”.

ADORE A DEUS COMO UM FILHO QUE TEM PRIVILÉGIOS CELESTIAIS

Se você adorar o Senhor e permitir que Ele o eleve a um plano mais alto, Ele o fará lembrar que cada
momento de crise é apenas mais uma oportunidade para correr até a porta dos fundos de seu Pai e adorá-
lo como um filho que tem privilégios celestiais. Acima de tudo, lembre-se que suas orações de
arrependimento derrotarão as acusações de Satanás todas as vezes.

Você gostaria de ver a situação completa com os olhos de Deus? A Bíblia nos diz que, embora Deus tenha
feito o homem um pouco menor que os anjos, Ele nos colocou agora acima deles. Ela também diz que
Jesus nos convidou a nos sentarmos com Ele em lugares celestiais onde Lúcifer sempre quis estar ( mas
não pôde).7 A adoração nos conduz à “área do trono”. Tudo é possível ali!

Isso deve enfurecer o Diabo mais que qualquer outra coisa. Ele pensa que estamos tomando seu lugar e,
desta vez, ele tem razão — estamos. A diferença é que nós fomos convidados enquanto ele tenta chegar
ali por usurpação.

Em certo sentido, Satanás é uma parábola literal do salário do pecado. Na perspectiva terrena da raça
humana, este anjo caído ainda parece imponente. Ele promove o mito de que pos- sui os mesmos atributos
de Deus, como se tivesse conhecimento, poder e recursos praticamente ilimitados. A verdade é que ele é
literalmente um dedo-duro, barrado do lado de fora do portão, com uma mentira na boca e um sentimento
de desespero tornando conta do seu coração.

O 1 )iabo começou por cima e terminou por baixo. Ele começou como arcanjo num trono e foi rebaixado
a príncipe do poder do ar, cometi pó, tornou-se Beizebu (senhor das moscas), e no fim ac’abnr. num
abismo sem fundo. Eu diria que a tendên— cia para is ações da lúcifer S/A á dc forte queda. Este é um
resumi) da curta a rrei ra cek’stia 1 dc Satanás, Você foi tingido como um jtiertibini guardião,
pois para isso eu o designei.

Você estava no monte santo dc L)cus e caminhava entre as pedras fulgurantes.


Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você.

Por meio do seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou.


Por isso eu o lancei, humilhado, para longe do monte de Deus, e o expulsei, ó querubim guardião, do
meio das pedras fulgurantes. Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu
a sua sabedoria por causa do seu es- plendor.

Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.

Nós FAZEMOS o QUE LÚcIFER FOI CRIAI)O PARA FAZER

Lúcifer perdeu seu lugar de querubim guardião de adoração e recebeu um novo nome, Satanás, que
significa “inimigo” ou “adversário”. Quando começamos a adorar a Deus e a “cobri- lo” de glória e honra
através de nosso louvor e adoração, estamos fazendo coletivamente o que Lúcifer foi criado para fazer
nos céus.

A adoração eleva você! A adoração o faz assentar-se ao lado de seu Pai. Tudo parece melhor quando
vemos com os olhos de Deus!

Você conhece a verdadeira razão por que Satanás quer destruir você? Eu não queria desapontá-lo, mas
você não é o prêmio máximo que ele está querendo. Você é apenas um fantoche. O verdadeiro propósito
dele é usar seus fracassos e peca- dos para envergonhar seu Pai que está nos céus. O inimigo procura feri-
lo, só porque espera ferir a Deus através do amor que Ele tem por você. A boa notícia é que o acusador
não pode vencer se chegamos ao Pai antes dele.

O arrependimento e o perdão na verdade permitem que Deus açoite o Diabo ainda mais. Deus possui todo
o poder, mas Ele escolheu limitar a si próprio e operar dentro dos limites que estabeleceu para o mundo
criado. Quando o assunto é seus filhos, Ele estabelece um limite.

Uma coisa é alguém falar mal a meu respeito, mas se alguém começar a falar de minhas filhas ou de
minha es- posa, o caso muda completamente. É melhor eu não ouvir alguém dizer qualquer coisa
imprópria a respeito delas, porque tenho uma opinião tendenciosa a respeito da sua perfeição.
Deus não quer que Satanás ou qualquer outra pessoa fale mal de seus filhos. Ele vai tratar as áreas fracas
ou os problemas específicos da sua vida, mas Ele não quer que ninguém mais faça isso. Tudo que Ele
opera em nós é feito no contexto de um relacionamento de amor. Isto faz parte de ver com os olhos de
Deus e é esta perspectiva que devemos agarrar a todo custo.

NÃO SAIA À VARANDA PARA OUVIR A HISTÓRIA DO DEDO-DURO

Todas as horas do dia, filhos do Rei saem à varanda de Deus para fazer o inconcebível. Afligidos por uma
profunda amnésia espiritual, esquecendo-se das incontáveis vezes em que irromperam pela porta dos
fundos em busca do perdão do Pai, estes cristãos lavados e perdoados pelo sangue saem para a varanda
para acusar seus irmãos e ajudar o pai da mentira a contar sua história! (Não estou me referindo à
disciplina da igreja, que é autorizada por Deus e motivada pelo amor).

Quando você fica do lado de fora da porta da graça para acusar um irmão ou irmã, você está fazendo o
trabalho de Satanás no lugar dele. Quando você começa a dizer: “Deus, o Senhor viu o que o fulano fez?”
você está tentando lembrar Deus de coisas que, segundo Ele, não existiram. Não precisamos de mais
acusadores; precisamos de encorajadores.

Eu li em algum lugar: “Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso”.’° Em palavras simples, a
verdade é somente o que Deus diz ser verdadeiro. Ele diz às trevas: “Isto é luz”, e o que o homem tem a
ver com isso? É luz e ponto final. Ele diz ao pecado: “Isto é justiça”, e daí?

E o ato mais sublime da Divindade não é perdoar nossos pecados, mas esquecer por completo que algum
dia pecamos. Então, o que você está fazendo quando acusa seus irmãos ou irmãs na famflia de Deus?
Você está dizendo a Deus que eles fizeram algo que Deus diz que não fizeram.
Você pode ter sérios problemas por mudar de um lado para o outro da porta de Deus. O primeiro
problema é óbvio — você fica do lado defora olhando para dentro em vez de permanecer do lado de
dentro olhando para fora. A adoração o conduz ao lado correto da porta do céu — o lado de dentro!

SE VOCÊ NÃO PERDOAR, EU NÃO PERDOAREI


Talvez a complicação mais séria para quem se coloca ao lado do acusador é o fato de que,
invariavelmente, afalta de perdão e o ciúme estão de alguma forma envolvidos em sua atitude. E Deus
diz: Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai Celestial também lhes perdoará. Mas se não
perdoarem uns aos outros, o Pai Celestial não lhes perdoará as ofensas.

Arão foi o primeiro sumo sacerdote de Israel. Sua tarefa na antiga aliança era oferecer sacrifícios para
expiar os peca- dos do povo. Enquanto todos faziam seu trabalho do lado de dentro da porta de Deus, as
coisas iam bem para Moisés e sua famiia.

Tudo mudou no dia em que os irmãos mais velhos de Mois&, Arão e Miriã, decidiram criticar o irmão
porque nio aprovw1m a esposa que ele trouxera do deserto.

ELES NÃO PERCEBERAM QUE DEUS ESTAVA OUVINDO

Naquele momento, eles saíram pela porta da frente da casa de Deus e assumiram a tarefa do acusador dos
irmãos. Eles não perceberam que Deus estava ouvindo suas críticas a respeito de Moisés e sua esposa:
Miriã e Arão começaram a criticar Moisés porque ele havia se casado com uma mulher etíope. “Será que
o SENHOR tem fala- do apenas por meio de Moisés?”, perguntaram. “Também não tem ele falado por
meio de nós?” E o SENHOR OUViU iSSO...

Então o SENHOR desceu numa coluna de nuvem e, pondo-se à entrada da Tenda, chamou Arão e Miriã.
Os dois vieram à frente, e ele disse: “Ouçam as minhas palavras: Quando entre vocês há um profeta do
SENHOR, a ele me revelo em visões, em sonhos falo com ele. Não é assim, porém, com meu servo
Moisés, que é fiel em toda a minha casa.

Com ele falo face a face, claramente, e não por enigmas; e ele vê a forma do SENHOR.
Por que não temeram criticar meu servo Moisés?”

Então a ira do SENHOR acendeu-se contra eles, e ele os deixou. Quando a nuvem se afastou da Tenda,
Mirit estava leprosa; sua aparência era como a da neve. Arão voltou-se para Miriã, viu que ela estava
com lepra... Então Moisés clamou ao SENHOR: “Ó Deus, por misericórdia, concede-lhe cura!”2
Jesus chamou nossa atenção para o que Arão e Miriã descobriram de maneira bem mais difícil no deserto:
Deus ouve tudo que falamos. Ele o expôs desta forma: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens
haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiveremfalado.

ENTRANDO NO RITMO DO INIMIGO DE NOSSAS ALMAS

Deus sabe quais pessoas estão na sua varanda e por que elas estão ali. No momento em que decidimos
falar contra um ir- mão ou irmã em Cristo, estamos saindo pela porta da frente e juntando-nos ao acusador
— e Deus está ouvindo. Não consigo imaginar um lugar pior para um filho de Deus estar. Imagine o
ambiente que você tem de compartilhar quando senta na varanda e balança na cadeira junto com o
inimigo de sua alma.

Moisés não quis defender-se das acusações de seus ir- mãos. Ao que tudo indica, ele nem entrou na
história, exceto como espectador. Foi porque decidiu “ficar em casa com o Papai”. Ele simplesmente
ficou observando o Pai Celestial atender à porta e responder à acusação com justiça rápida.
Miriã, a irmã mais velha de Moisés, estava começando a empolgar-se quando Deus a chamou. Suas
palavras venenosas grudaram em sua pele e a tornaram imprópria para o convívio humano até que Moisés
orou por ela.

No Novo Testamento, Pedro foi quem mais se destacou por cometer asneiras desse tipo. Num momento
de profunda adoração e inspiração divinas, Pedro viu as coisas com os olhos dt Deus.
Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do DEUSvivo”. Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão,
filho ck Ioiin! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou SangrIe, IUfl por meu Pai que está nos céus.

FAZENDO O INCONCEBÍVEL NA VARANDA DE DEUS

Apenas alguns momentos depois, como indica o texto, Pedro saiu pela porta da frente e juntou-se ao
acusador. Seu erro não foi o de simplesmente acusar um irmão ou uma irmã de trans- gressão. Ele estava
prestes a fazer o inconcebível, e ele o faria em nome do “zelo” pela boa religião.
Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse
para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos
mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia. Então Pedro, chamando-o à parte, come- çou
a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” Jesus virou-se e disse a Pedro:
“Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas
nas dos homens”.

Pedro foi abençoado quando declarou a divindade de Cristo do lado de dentro da casa e reconheceu que o
Filho de Deus tinha uma missão divina que lhe havia sido confiada pelo Pai. Tudo estava bem até que
Pedro decidiu ficar do outro lado da porta da frente e criticar o Filho de Deus como se Ele fosse um mero
homem, lançando-se a uma morte prematura para razões meramente humanas.

PARA TRÁS DE MIM, SATANÁS! (PARTILHANDO DA REPUTAÇÃO DE SEUS AMIGOS

A resposta da Divindade à crítica de Pedro na varanda da acusação foi rápida e incisiva. Você é conhecido
por aqueles a quem se associa. No momento em que Pedro se apartou de Jesus para juntar-se a Satanás
como um presunçoso crítico da Divindade, ele não apenas fez o jogo do inimigo, mas foi cha mad
por seu próprio nome também. No momento em que se uniu a Satanás em seus esforços de impedir a
progressão do ministério de Jesus em direção ao Calvário, Pedro parou de agir como amigo de Deus e
ganhou uma nova reputação.

A divindade de Jesus dírigiu-se diretamente ao espírito de- moníaco que falou através do orgulho e da
presunção de Pedro, e pronto. Imediatamente, Ele passou a ensinar a Pedro e aos demais discípulos que
teriam de negar-se a si mesmos e tomar suas cruzes, para poderem segui-lo.

Satanás provavelmente pensou que Jesus faria descer fogo do céu para fazer churrasquinho do pescador
língua de trapo, mas, em vez disso, o Senhor pôs o fogo onde era necessário e voltou a ensinar, para que

Pedro não cometesse o mesmo erro no futuro.

Você quer a perspectiva celestial a respeito de seus peca- dos e dos esforços que Satanás faz para gritá-los
lá da varanda de Deus? Seu Pai Celestial conhece bem a agenda de dedo- duro de Satanás. Ele conhece
cada truque do inimigo em sua cartola roída de traças, e está sempre pronto a ajudá-lo a fazer o Diabo de
tolo. A adoração o conduz ao interior da casa! Da casa do Pai! Eu estou correndo em arrependimento
agora mesmo — preciso chegar a tempo à área do trono!
A VISÃO DE DEUS
O PRINCÍPIO DA AMPLIAÇÃO
Se você está voando alto na presença de Deus, isso significa que está olhando para seus problemas de
cima para baixo. Como você espera em Deus? Em adoração. Você antecipa as necessidades divinas e
discerne o que o Espírito Santo quer. O salmista Davi declarou sob a unção divina: “Proclamem a
grandeza do SENHOR comigo”.4 Ele se referia à adoração. Se a adoração amplia sua visão, então será
que a ausencia dela a reduz?
Séculos mais tarde, uma mulher judia, jovem, solteira e grávida, ecoou as palavras de Davi quando
declarou à sua parente que também esperava um filho: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu
espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.5 O que significa “engrandecer” ao Senhor?
NÃO PODEMOS TORNÁ-LO MAIOR DO QUE ELE JÁ É
Essas passagens revelam um princípio divino que chamo “o princípio da ampliação”. Você já se
perguntou: Como posso engrandecer a um Deus que, de tão grande, enche todo o Universo? Como você
pode tornar maior o Criador do Universo? A verdade é que não podemos torná-lo maior do que Ele já é —
“a plenitude daquele que enche todas as coisas”.
Quando eu era menino, meu pai costumava falar em acampamentos realizados em locais rústicos.
Durante aqueles períodos em que tinha bastante tempo livre e podia gastá-lo à vontade naquelas
maravilhas do campo, havia um brinquedo que se destacava em especial para mim. De fato, é um dos
poucos brinquedos dos quais nunca me desliguei totalmente com o passar dos anos. Ainda está lá, na casa
de meus pais em Louisiana, e minhas filhas sempre brincam com ele.
Esta magnífica ferramenta de diversão nada mais é que uma enorme lente de aumento, com um cabo de
cor âmbar. Naquela época, meu projeto favorito era ver se conseguia provocar pequenos incêndios —
agora não comece a dar risadas! Quando penso sobre isso agora, acho que nunca superei aquele instinto
de iniciar incêndios. Apenas transferi-o para o reino espiritual para fazer disso um ato legal.
No processo de aperfeiçoar minhas habilidades de provocar incêndios, descobri que quando você usa uma
lente de aumento para ampliar alguma coisa, como por exemplo um gafanhoto, na verdade você não o
torna maior. As propriedades de ampliação da lente simplesmente fazem o gafanhoto parecer maior, o que
lhe permite examinar seus mínimos detalhes e entender sua beleza (se é que existe tal coisa).

O PROCESSO I)A A1)ORAÇÃO FAZ COM QUE ELE NOS PAREÇA MAIOR
Quando você vê um gafanhoto através de uma lente de aumento, você não está tornando o inseto maior;
está apenas fazendo- o parecer maior. O processo da adoração não torna Deus maior; faz apenas que com
que nos pareça maior.
Diferente do gafanhoto, Deus já é maior que qualquer forma, matéria ou ser criado; contudo, o efeito de
ampliação causado pela adoração faz com que Ele pareça maior aos seus olhos. Subitamente, tudo que diz
respeito a Ele fica maior aos seus olhos. Isso significa que quando você engrandece ao Senhor as
habilidades dele parecem maiores, seu poder parece maior e a força de todas as suas promessas e
maravilhas é subitamen aumentada.
Por que o mundo tem uma visão tão distorcida de Deus? Uma das principais razões é que a igreja não o
tem engrandecido diante dos não-salvos. As pessoas olham para nossa representação errada (e muito
inferior) de Deus e do seu reino e dizem: “Nada do que estamos vendo ali pode nos ajudar. Essa gente é
tão atrapalhada quanto nós mesmos”.
Precisamos restaurar o princípio da ampliação. Como fazemos isso? A adoração engrandece a Deus
perante o mundo. Quando as pessoas nos vêem e nos ouvem adorando a Deus por seus feitos poderosos e
atributos, elas começam a entender que há muito mais nele do que se pode ver com os olhos. Quando os
não-cristãos ouvem como Ele transformou nossas vidas, começam a enxergar o Senhor pela primeira vez.
Então, dizem: “Se Deus fez isso por eles, pode fazer por nós também”. Este é o princípio da ampliação
em funcionamento.
ABRAÃO USOU O RIST() I)E SUA VIDA COMO UMA IiNTI I)I AUMENTO
Deus se revelou ao filho de um adorador da lua e lhe fez uma promessa “de proporções divinas”. Abraão
usou o resto de sua vida como uma lente de aumento para poder declarar e reafirmar a habilidade e o
poder de Deus em cumprir sua promessa “impossível”. Incontáveis indivíduos, tribos e grupos de pessoas
tiveram seu primeiro vislumbre de Deus através da adoração de Abraão e de sua fé em Deus. No final, a
promessa de Deus de que todas as nações da Terra seriam abençoadas por meio dele tornou-se realidade
em Jesus Cristo.

A vida de Abraão ilustra como a fé opera de acordo com o princípio da ampliação. Mesmo enfrentando
anos de circunstâncias adversas, Abraão constantemente engrandecia a capacidade de Deus em cumprir
sua palavra. O temor também opera de acordo com o princípio da ampliação. Se a fé é a marcha
propulsora que faz o carro andar para frente, o temor é a marcha a ré que faz o mesmo carro andar para
trás.

A fé e o temor seguem o mesmo princípio, O fato alarmante sobre esta questão é que nós, dos países
ocidentais, estamos deixando o temor infiltrar-se de tal modo em nossos idiomas que a “linguagem do
medo” está virando hábito. Quantas vezes você perguntou a alguém como ele ou ela estava se sentindo,
apenas para ouvir: “Acho que estou pegando uma gripe”?
Jó declarou: “O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu”.7 Será que esta frase já se
tornou nosso slogan cultural?
OLHANDO PELO LADO ERRADO DO BINÓCULO
Você pode terfé em alguma coisa até que ela aconteça; igualmente, pode temer alguma coisa até que ela
aconteça. Algumas pessoas no Reino de Deus estão com tanto medo que perderam sua fé. Qual é o
problema delas? Pegaram o binóculo da vida e estão olhando pelo lado errado. Tudo que devia ser
grande torna-se pequeno, e tudo que devia ser pequeno torna-se grande.
Foi exatamente isso que aconteceu com os espias de Israel que Moisés enviou para o outro lado do Rio
Jordão para fazer o reconhecimento da terra de Canaã. A missão deles era trazer um relatório sobre a
produtividade da terra e a natureza de seus habitantes e cidades. Quando voltaram, os relatórios eram tão
diferentes que temos a impressão de que os homens haviam explorado duas terras diferentes!
Dez dos doze homens viram a terra de Canaã pelo lado errado de seus binóculos. Primeiro admitiram com
relutância que havia coisas boas ali (um único cacho de uva era tão grande e pesado que foi preciso dois
homens adultos para carregá-lo e, como todo o vale estava cheio destas uvas, os homens o chamaram de
“Cacho” ou Escol, em hebraico).

Aqui está o primeiro relatório a respeito da terra de Canaã dado a Moisés e à multidão de peregrinos
cansados que aguardava a volta deles:

1. A terra é verdadeiramente abundante em leite e mel e aqui estão alguns dos seus frutos.
2. Entretanto, o povo que habita na terra é forte [citaram os amalequitaS, os hititas, os jebuseus, os
amorreus e os canafleUS].
3. As cidades são fortificadas e muito grandes.
4. Vimos também os descendentes de Enaque [os gigantes].

Este relatório é fatual, mas parece ter sido “editado” por testemunhas tendenciosas. Simplesmente
mostraram ao povo o fruto da terra mas neste ponto não lhes deram explicações (meu palpite é que Josué
e Calebe completaram os detalhes).

Então, Calebe se levantou para acalmar o povo preocupado e declarou sua avaliação plena de fé a respeito
da situação: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos”.
Os “MENINOS RETRÓGRM)( )S” AIRESENTARAM UMA VERSÃO REVISADA l)E SEU
RI1M’ÓRIO, BASEADA EM TEMOR
Imediatamente os “Meninos Retrógrados” entraram na conversa com uma versão revisado de seu
relatório, baseada em temor. Por razões óbvias, temos um quadro totalmente diferente de seu primeiro
relatório:

1. A terra... devora os que nela vivem [o que aconteceu com a terra de onde manava leite e mel?].
2. Não podemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós [o medo os fez aplicarem o princípio da
ampliação ao contrário, tanto em relação a si próprios como a todos os descendentes de JacóJ.

3. Todos os que vimos são de grande estatura [isto inclui todas as tribos previamente citadas?].

4. Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós
e a eles.11

Isto me faz lembrar de uma peça intitulada Pinóquio Patriarcal em que havia dez homens ostentando
narizes extremamente compridos. Vamos fazer um pouco de aritmética mental. Para manter a
simplicidade, arredondei a altura de um gafanhoto para 2,5 centímetros e defini a altura média de um
homem nesta equação para um metro e oitenta, ou 180 centímetros (eu sei que a altura média de um
hebreu pode ter sido um pouco menor). Isso nos dá uma escala comparativa ou razão de altura de 1:72, o
que significa que se o nosso gafanhoto mede 2,5 centímetros de altura, então um gigante típico
descendente de Enaque era 72 vezes maior.

ACREDITE EM MIM — AQUELES GIGANTES TINI IAM 130M DE ALTURA


As dez testemunhas que impressionaram tanto os filhos de Israel disseram que viram gigantes que os
fizeram sentir como gafanhotos. Isso significa que os espias de um metro e oitenta haviam encontrado
gigantes 72 vezes mais altos que eles.
O que você pensaria de testemunhas que disseram ter visto gigantes de 130 metros de altura? Os dez
espias devem ter sido muito persuasivos porque conseguiram infundir um espírito de temor, receio e
desobediência em toda a nação de Israel.

O problema era que estavam olhando pelo lado errado de seus binóculos espirituais. O temor os fez
ampliar o tamanho de seus problemas em vez de ampliar o tamanho do seu Deus. Estavam olhando pelo
lado com a indicação “temor” em vez de olhar pelo lado com a indicação “fé”.

Apenas dois espias pegaram o princípio da ampliação e o olharam pelo lado da fé. Eles literalmente
arriscaram suas vidas para contrariar a visão popular e a opinião pública negativa e entregar um relatório
de fé. Disseram: “Não, não. Não há problemas de 130 metros de altura em Canaã. Certamente há alguns
desafios que teremos de enfrentar ali, mas o nosso Senhor é perfeitamente capaz”.

FOCALIZE O TAMANHO DO SEU DEUS, NÃO O TAMANHO DOS SEUS PROBLEMAS

Josué e Calebe fixaram seus olhos em sua fé e no tamanho de seu Deus em vez de focalizar o tamanho de
seus problemas. Você pode decidir livremente onde vai fixar seus olhos, mas precisa entender que Deus é
mais que 130 vezes maior que o seu maior problema. Ele enche o Universo e ainda mais. Não
importa quão grande seu problema pareça aos seus olhos no momento, seu Deus é ainda maior.
Minha filha caçula tinha mais ou menos quatro anos quando descobriu pela primeira vez o princípio da
perspectiva. Eu tive o privilégio de acompanhar o processo de perto (na ocasião estávamos num avião e
ela estava no assento da janela). Através da sua descoberta, recebi uma revelação igualmente significativa
sob a direção do Espírito. Quero levar você também ao lugar desta nova perspectiva que descobri aquele
dia.

Como expliquei em Os Descobridores de Deus: “Minha filha mais nova viaja conosco desde que era um
bebê de colo”.’2 Até aquele momento, ela estivera contente em sentar-se em seu lugar e brincar com seus
brinquedos ou com seus pais. Aquele dia em particular estava destinado a ser um dia de despertamento.
Jamais me esquecerei de seu pequenino rosto quando os motores do avião roncaram e o avião começou a
ganhar velocidade na pista. Desta vez algo diferente de seus brinquedos ou pais havia capturado sua
atenção. Ela olhou com atenção pela janela durante toda a seqüência de decolagem e algo aconteceu em
sua mente quando o avião finalmente saiu do chão.

DA PERSPECTIVA DE UMA CRIANÇA DE QUATRO ANOS AQUILO ERA UM CONTO DE FADAS

Pela linguagem de seu corpo, olhando pela janela do avião, depois para o apertado espaço interior e de
volta para a cena admirável lá fora, ela sentia-se como se estivesse no mundo mágico de um conto de
fadas. Eu me inclinei apenas o suficiente para ver o seu rosto quando, subitamente, ela se afastou da
janela e virou-se para mim com os olhos arregalados.

Naquele tempo, ela ainda tinha aquele charmoso linguajar infantil que derretia completamente meu
coração de pai (eu detestava quando minhas filhas aprendiam a falar corretamente e perdiam os “erros”
infantis).
O PRINCÍPIO DA AMPLIAÇÃO
Ela olhou para mim maravilhada e disse: “Olhe, pai, olhe!” “0 que é, querida?”, perguntei-lhe.
Eu sabia que ela ia dividir a descoberta de sua vida comigo. Dava para ver no tamanho de seus olhos.
Estava com aquele olhar “maravilhado” de criancinha.
Ela olhou para mim com olhos arregalados, pôs o dedo na janela do avião e disse empolgada: “Gente
pequeninha, carros pequeninhos, casas pequeninhas”.
Da altura de minha maturidade e sabedoria, expliquei para ela: “Oh, não, querida, aquelas pessoas não são
pequenas — são do tamanho normal. Aqueles carros não são pequenos — são do tamanho normal. Isto é
chamado simplesmente de perspectiva. Estamos voando tão alto que tudo lá embaixo parece pequeno”.
“Não, papai”, ela disse, “eu vi — gente pequeninha, carros pequeninhos, casas pequeninhas”.
Ao SE APROXIMAR, TUDO PARECE MAIOR
Tentei explicar-lhe o conceito de perspectiva, mas ela se recusou a admiti-lo. Era nova demais para
entender o poder da perspectiva e continuou a insistir que as coisas que via pela janela eram pequenas
demais. Claro que da janela de um avião, eram mesmo. Quando você voa alto, qualquer coisa embaixo de
você parece pequena e, ao se aproximar de um lugar, tudo parece maior aos seus olhos.
O que tudo isso tem a ver com adoração? A adoração equivale espiritualmente ao poder da ampliação. A
ampliação tem o poder de transformar montes em montículos e homens em gafanhotos. Muitas vezes em
nossas viagens ministeriais, passamos por cima de uma tempestade de raios e aterrissamos ao brilho do
sol. Precisamos entender que a adoração faz a mesma coisa.
Quando começamos a cantar num período de adoração, os músicos e líderes estão “aquecendo os
motores” do Espírito para acelerar na pista e elevar você acima de suas circunstâncias. Algumas pessoas
se acham espirituais demais para cânticos e adoração. Gostam de dizer: “Bem, eu não sei quanto a você,
mas eu ando no Espírito o tempo todo. Não preciso de aquecimento”.

Eu NÃO VIVO NO ((JN4K DA MONTANHA

Fico feliz por pessoas que vivem nos cumes dos montes o tempo inteiro, mas eu não sou urna delas.
Todos que conheci ou de quem ouvi falar em minha vida — incluindo Jesus Cristo, Pedro e o apóstolo
Paulo — experimentaram circunstâncias difíceis que os levaram a dizer coisas desse tipo:
Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para
isto, para esta hora’3 (Jesus Cristo).
Pois eu lhes escrevi com grande aflição e angústia de coração, e com muitas lágrimas, não para entristecê-
los, mas para que soubessem como é profundo o meu amor por vocês’4 (Paulo, o apóstolo).
Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez
apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive
continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos
dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e
perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e
muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão
interior, i saber a minha preocupação com todas as igrejas’5 (Paulo, o apóstolo).
Eu li em algum outro lugar que os cristãos devem se “encher pelo Espírito,falando entre si com salmos,
hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor”.16 Por que Paulo nos diria para
fazer isso?
VENDO AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA COM OS OLHOS DE DEUS

A adoração é o vento sob nossas asas que nos eleva acima da esfera terrena. A verdade é que se você está
“nele”, então há um lugar de adoração em que você pode estar, sentado com Ele no alto, olhando as
questões menores aqui da Terra de cima para baixo. Eu falo que é ver as circunstâncias da vida com os
olhos de Deus. Eu sei que falamos muito sobre a visão da águia, mas você não preferiria ver as coisas que
o preocupam com os olhos de Deus?
Quando você se entrega à adoração, sua perspectiva muda! Você já entrou num culto de adoração,
sentindo o peso opressivo de todos seus problemas e preocupações? O que aconteceu nesses cultos
quando você realmente sentiu que teve um encontro com Deus?
A ADORAÇÃO MUDOU A SUA PERSPECTIVA
Quando você saiu desses cultos, aqueles mesmos problemas ainda estavam em sua vida, mas já não
pesavam tanto sobre você. Por quê? A adoração o ergueu e mudou a sua perspectiva. Em vez de olhar
para seus problemas insuperáveis de baixo para cima, a adoração o elevou acima deles e assim você pôde
vê-los de cima para baixo e dizer ao Senhor: “Olhe, Pai! olhe... problemas pequeninhos, demônios
pequeninhos, circunstâncias pequeninhas”.
O que o levou até ali? Alguém conhece o segredo? Há algum profeta que conheça o caminho que conduz
ao lugar da perspectiva mais elevada? Talvez seus problemas pareçam tão grandes porque a sua altitude é
tão baixa. É tempo de você deixar o poder da ampliação operar em sua vida para o bem e não para o mal.
Você não precisa entender tudo agora; você só precisa praticar o princípio.
“Abra suas asas” em adoração desembaraçada. Lembre- se que os músicos, cantores e líderes de adoração
não estão cantando para entreter você. Eles estão aquecendo os motores do louvor e da adoração ao
Senhor para que você possa decolar e voar alto acima de todo peso e impedimento. Você pode adorar com
eles, ou pode fazê-lo sem eles. As aves não precisam umas das outras para voar, mas, às vezes, elas
realmente voam juntas! Quaisquer que sejam seus problemas, adoração o ajudará a elevar-se acima deles
e a “voar alto como a águia”.
ATÉ PROBLEMAS PEQUENOS PARECEM GRANDES SE VISTOS I)A PERSPECTIVA ERRADA
Lembre-se, estas palavras São de Deus, não minhas. Seu Criador e Redentor nunca pretendeu que você
olhasse para seus problemas a partir da baixa perspectiva da Terra — até seus menores problemas podem
parecer arrasadoramente grandes quando você está olhando pelo lado errado do telescópio. Há um
caminho mais alto, um caminho que as Escrituras chamam uma grande estrada.
E ali haverá unia graiid’ estrada,um caminho que será chamado Caminho Os impuros não passarão por
ele; servirá apenas aos que são do Caminho; os insensatos não o tomarão.
Ali não haverá leão algum, e nenhum animal feroz passará por ele; nenhum deles se verá por ali.
Só os redimidos andarão por ele, e os que o SENHOR resgatou voltarão.Entrarão em Sião com cantos de
alegria; duradoura alegria coroará sua cabeça. Júbilo e alegria se poderarão deles, e a tristeza e o suspiro
fugirão.’
O que significa andar por esta “grande estrada”?
Significa andar por um caminho elevado, não baixo, o caminho de Deus. É um caminho seguro. Depois
que você chega a um certo lugar na presença de Deus, as circunstâncias da vida só podem ameaçá-lo à
distância, como um cão preso a uma corrente muito curta.
Será que você não sabe? Nunca ouviu falar? O SENHOR o Deus eterno, o Criador de toda a terra.
Ele não se cansa nem fica exausto; sua sabedoria é insondável. Ele fortalece o cansado
e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam
e caem; mas aqueles que esperam no SENHOR renovam as suas forças. Voam alto como águias;
correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.’
de Santidade.
Talvez seus problemas pareçam tão grandes porque a sua altitude é tão baixa.

SEGURO CONTRA O FOCo DO INFERNO OU INTIMIDADE COM A DIVINDADE?


Alguns cristãos querem adorar apenas o suficiente para garantir que haja colisão — ou seja, estão sempre
passando pela vida com muitos solavancos. Eles vêem sua relação com Deus mais como um seguro
contra o fogo do inferno do que como uma oportunidade de desenvolver um relacionamento íntimo com a
Divindade. Possuem uma casa celestial, mas gostam de pular o muro do quintal e aventurar-se no
território do leão desdenta do para “bancar os valentões” diante de um comedor de carne. Se as
circunstâncias mudam subitamente a faixa de alcance de Satanás, poderão ser pegos de repente.
Quando digo “adorar apenas o suficiente”, não estou dizendo que somos salvos através de nossa
adoração. O que estou dizendo é que Deus não enviou seu Filho primogênito para entregar sua vida para
que você e eu simplesmente ganhássemos um seguro contra o fogo do inferno. Jesus disse que o Pai
procura pessoalmente por adoradores que o adorem em espírito e em verdade.19 As Escrituras falam
continuamente de como Deus responde pronta e intensamente quando corações humanos clamam a Ele e
expressam sua fome e necessidade por sua presença. Quando adoramos ao Senhor, Ele nos traz de volta
ao seu quintal e nos deixa ver as coisas a partir de sua elevada perspectiva.
Quando um piloto calcula a rota mais segura entre dois pontos separados por extrema atividade climática,
ele se preocupa em voar o mais alto possível e não o mais baixo possível. Toda vez que “voa baixo”, você
se coloca à mercê das condições climáticas que se encontra ali. Quando “voa alto”, você geralmente pode
evitar condições climáticas perigosas.
Na vida cristã, nem tudo é uma questão de “voar baixo”. Às vezes é uma questão de “voar alto”. Talvez
você já se viu em circunstâncias que o fizeram descer tanto que você até se perguntou se voltaria a ver a
luz outra vez.
As circunstâncias podem fazê-lo descer tanto que se pode ter a sensação de estar dividindo um tronco
ensangüentado com Paulo e Silas num miserável calabouço de Filipos. A adoração pode tirá-lo desse
ambiente! O louvor pode literalmente abrir as portas da prisão para você e para todos que estão à sua
volta.
Paulo e Silas determinaram que as circunstâncias não ditariam seu nível de adoração. Eles adoraram com
as costas feridas e os pés agrilhoados ao chão de uma prisão. Adoraram em meio à dor — à meia-noite!
Você pode estar atravessando o momento mais escuro de sua vida, sofrendo a pior dor que jamais
suportara — mas adore assim mesmo! E veja se as portas de sua prisão não se abrirão!
A ADORAÇÃO NÃO ESTÁ ASSOCIADA ÀS CIRCUNSTÂNCIAS
Sua dor pode ser tão grande que você diz: “Não consigo adorar”. Comece oferecendo a Deus um
sacrifício, de louvor. Permita que Deus o conduza pelo processo para que você descubra que a adoração
não está associada às circunstâncias. Se você esperar tempo suficiente em meio a circunstâncias adversas,
o vento do Espírito Santo o elevará com asas de águias.
“Você não entende! Minhas circunstâncias estão me prendendo ao chão”. Diga isso a Paulo e Silas. Os
pés deles estavam acorrentados a troncos e suas costas estavam sangrando e doendo, mas eles adoraram a
Deus assim mesmo.
Ás vezes Deus muda nossa agenda ministerial. No caso de Paulo e Suas, o trabalho começou com
perseguição depois que Paulo repreendeu os espíritos que atormentavam uma mulher. As coisas
esquentaram quando adoraram em meio a uma profunda dor física em escuridão e incerteza. Isso
produziu um dramático milagre de libertação de seus troncos e de sua cela e terminou com um convite
igualmente dramático à casa do carcereiro, onde toda a sua família recebeu a Cristo e foi batizada.
NADA IRÁ DETER MINHA ADORAÇÃO!
Se você quer subir acima de suas circunstâncias, então tome a decisão de que nada irá deter a sua
adoração.
Posso estar numa prisão, mas VOU adorar.
Posso estar preso ao chão, mas vou adorar.
Posso estar com dores, mas vou adorar.
Posso estar na escuridão e rodeado de incertezas, mas ainda assim vou adoni-lo.
Há muito mais em jogo do que apenas a sua liberdade. Há muitos outros que, como você, estão
desesperados para sair de sua cela, porém não sabem como destrancar a porta. Você tem a chave! Sua
adoração tem o “impulso” divino necessário para erguer essas pessoas acima de suas circunstâncias
também? Deus sabe até onde sua adoração pode chegar, e somente você pode determinar os limites de sua
adoração. Você irá destrancar a porta para outros prisioneiros que não sabem que direção tomar?
Você quer avivamento? “É claro, eu quero avivamento”. Então, não fique surpreso se Deus mandar você
para “Filipos” para um tempo de avivamento numa cela onde Ele irá aperfeiçoar seu louvor e aumentar o
poder de sua adoração através de uma “espera” dentro de um ambiente hostil que transformará suas
circunstâncias.
Os testemunhos nascem em meio a provações que vão além de suas forças e recursos. Os milagres
nascem de circunstâncias impossíveis em que apenas a força e o poder de Deus podem trazer a solução.
Todas essas coisas são possíveis e até prováveis na vida daqueles que aprenderam que a adoração não está
vinculada às circunstâncias.
“Abra as asas” de sua adoração e voe acima das circunstâncias de sua vida. Se suas forças se esgotaram,
então espere (e adore) um pouco mais!
O processo de adoração o eleva a um lugar mais alto que qualquer outro em que você já tenha estado.
Levante-se de seu assento confortável de espectador e calce as chuteiras. A adoração não é um esporte
para espectadores. Deus está prestes a libertá lo Este é o seu momento suba acima da dor; você jamais
será o mesmo. Espere nele com sua adoração e suba acima das circunstâncias de sua vida.
NÃO PIltMI’I’A QIJË SUAS PALAVRAS NEGATIVAS 5K ‘I’( )RNKM 1 JMA Ii{( )FKCIA
“Você não entende. Estou de mãos atadas; estou preso às minhas circunstâncias sem a menor esperança de
escape.” Você pode acreditar em suas próprias palavras negativas e vê-las materializadas em sua vida, ou
pode crer na Palavra de Deus e esperar nele até que novas forças venham do alto.
Nada e ninguém pode parar sua adoração — exceto você. Pare de se reunir ao redor da cafeteira da igreja
para falar somente a respeito dele, quando Ele está esperando para entrar pela porta.
Acho que ouvi a campainha da igreja. Será que estou ouvindo os passos da Divindade entrando na
lanchonete da humanidade? O Cliente Divino está aqui outra vez. Está procurando um assento de
adoração capaz de suportar o peso da sua glória.
Há bons garçons aqui? Há bons adoradores neste lugar que vão me adorar em espírito e em verdade?
Não me importo com credenciais. Tomo uma adoradora num poço, com reputação arruinada, e uso-a
para revolucionar sua cidade. O que vocês vão me oferecer?2’

A única coisa que o Pai está procurando ativamente é a adoração. 22 Ele sabe onde cada pepita de ouro
está enterrada; o bem mais raro na Terra não é ouro, urânio ou diamantes. É adoração oferecida a Deus
em espírito e em verdade.
A VISÃO DE DEus NÃO É FÁCIL ENCONTRAR “BONS GARÇONS” ;1
A adoração também é o bem mais valioso no céu e Deus deixou muito claro que sempre está disposto a
deixar a primorosa perfeição dos céus para receber nossa pífia adoração na Terra. O problema de Deus é
que não é fácil hoje encontrar “bons garçons”.
Eu oro para que uma onda dc fé invada seu coração com a convicção: É isso mesmo. Se puder adorar,
poderei subir acima das minhas circunstâncias. Isso é verdade: você pode adorar do interior de urna
prisão. Você pode adorar na prisão de sua dor. Você pode adorar ao Senhor quando suas costas foram
injustamente açoitadas e suas mãos imerecidamente acorrentadas. Melhor de tudo, sua adoração e
sacrifício de louvor podem libertar outros prisioneiros também.
O Espírito de Deus está inquietando seu coração agora mesmo? A maré da adoração está subindo em sua
vida? Isto é apenas o começo. Somente Deus sabe para onde seu sim à proposta divina de adoração o
levará.
Ele colocou o poder da ampliação em suas mãos. Depende de você usá-lo de forma sábia e eficaz. Você
aceita ampliar a visão que tem de Deus e transformar seus montes em montículos ou vai ampliar a visão
que tem dos homens e viver como um gafanhoto?
econquistan(1o H a(Ioraçã()
O MELROR REMEDIO PARA A DEPRESSÃO
Qe Satanás não conseguir roubar sua adoração, ele não poderá tocar seus bens. Ele sabe que a adoração é
uma barreira que inibe seus planos, por isso a primeira coisa que procura fazer é tirar sua adoração.
Pergunte a Jó. Ele pode atestar esta verdade. Este homem tinha a prática constante de oferecer sacrifícios
em favor de seus filhos.
Terminado um período de banquetes, Jó mandava chamálos e fazia com que se purificassem. De
madrugada ele oferecia um holocausto em favor de cada um deles, pois pensava:
“Talvez os meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado e amaldiçoado a Deus”. Essa era a prática constante
de Já.’
Jó estava sempre orando e oferecendo sacrifícios por seus filhos (o sacrifício de animais era a forma
primária de adoração naqueles dias). Por que ele oferecia sacrifícios constantemente? Suas palavras
sugerem que uma preocupação constante afligia seu coração. Ele dizia: “Talvez os meus filhos tenham, lá
no íntimo, pecado e amaldiçoado a Deus”.
Quando o inimigo finalmente atacou o corpo físico de Jó com a enfermidade, qual foi a primeira coisa
que sua esposa lhe disse? “Você ainda mantém a sua integridade? Amaldiçoe a Deus, e morra!”2
Jó estava tentando neutralizar uma influência negativa que agia em sua casa e que age no mundo todo.
Então, Satanás veio a Deus e disse: “Deixe-me fazer isto e aquilo e Jó não vai mais 1 adorá-lo”. Deus
respondeu: “Tudo bem, vou afrouxar a sua corrente e deixar você ter algum acesso à vida dele. Ele vai
continuar me adorando. Você vai ver”.
A I9tIMIlRA COISA QUF SATANÁS TIROU 1 )I J (‘) 1’( )l S tiA 1 IAHI LI DADE I)E AI)ORAR
Se você ler o livro de Já, vai notar que a primeira coisa que Satanás tocou não foi a família de Jó. A
primeira coisa que ele tirou foi a criação (incluindo gado [ou bois] e ovelhas). Na cultura do Antigo
Testamento, isso significava que Satanás havia destruído sua habilidade de adorar, pois não tinha mais
rebanhos de animais para ofereèer a Deus. Somente depois de tirar sua capacidade de adorar a Deus foi
que Satanás pôde tocar qualquer outra coisa em sua vida.
A adoração é a veia jugular da vida no Reino de Deus. Se Satanás puder parar a sua adoração, ele terá
acesso a qualquer outra coisa em sua vida. Se você ler o último capítulo do livro de Jó, notará que algo
interessante aconteceu.
Deus falou com os amigos de Jó e disse: “Ei, vocês, quero que vocês façam uma coisa. Estou muito
aborrecido com vocês, por isso quero que tragam alguns novilhos e carneiros e os ofereçam a mim em
sacrifício. Mas eu quero que o meu servo Jó ore por vocês!”
Era como se Deus quisesse que os sacrifícios fossem considerados como sendo de Jó! (Tal como acontece
quando dou dinheiro às minhas filhas para a oferta da escola dominical. O dinheiro vem de mim, mas se
torna a oferta delas).
RECONQUISTANDO A ADORAÇÃO
Depois que Jó “ganhou” os animais para oferecer em sacrifício, o verso seguinte diz que tudo que ele
possuía lhe foi restituído em dobro. Uma vez que a adoração foi restaurada, todo o restante foi também!
Quando seu irmão em Cristo perde a capacidade de adorar a Deus devido à ação do inimigo, ele não
precisa de outro acusador correndo à porta do Pai para dizer: “Sabe o que seu filho fez?” Ele precisa de
alguém que traga um novilho ou um carneiro e diga: “Irmão, vou ajudá-lo a adorar!” Ele precisa de
alguém que o ajude a restaurar sua capacidade de adorar para que uma restauração completa possa
acontecer em sua vida!
SE SATANÁS NÃO CONSEGUIR PARAR SUA ADORAÇÃO, ELE NÃO CONSEGUIRA ROUBAR
SEUS BENS
Satanás roubará cada centímetro de terreno que você lhe der. Se ele puder parar a sua adoração, também
roubará seus bens e saqueará os membros de sua família. Se ele não conseguir parar a sua adoração, a
cerca de Deus permanecerá de pé.
Caçadores de Deus que enfrentam um dia-a-dia agitado, cheio de prioridades e obrigações conflitantes
sempre me perguntam como conciliar as atividades de caçar a Deus com as responsabilidades de correr
atrás dos filhos, o corre-corre do trabalho e suas obrigações conjugais. Eu os compreendo porque preciso
conciliar constantemente minha busca a Deus com minhas responsabilidades ministeriais diárias, um
exaustivo programa de viagens e meu relacionamento com minha esposa e três filhas.
COMO VOCÊ PERMANECE NA PRESENÇA DE DEUS EM MEIO A TANTAS OBRIGAÇÕES
PREMENTES?

Na prática é mais ou menos assim: você está tentando adorar a Deus, há uma ótima música de adoração
ao fundo e, tão logo

RECONQUISTANDO A ADORAÇÃO
você sente a presença de Deus respondendo à sua adoração, outra pessoa responde mais alto. “Pai, você
esqueceu? Você me prometeu...” Ou então: “Mãe, eu preciso de...” As vezes é seu chefe que liga para
dizer que você precisa voltar ao escritório para fazer algumas horas extras. O que você faz quando as
circunstâncias da vida o empurram para fora da presença de Deus?
Ontem eu li uma passagem sobre entrar e sair da presença de Deus. Foi o rei Davi que escreveu:

O SENHOR é O seu protetor...


O SENHOR O protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida.
O SINHOR protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre.

Minha resposta é esta: Eu decidi que mesmo quando prioridades terrenas e temporárias conseguirem me
tirar da presença de Deus, vou ficar próximo à porta para poder voltar rapidamente assim que puder!
Algumas pessoas entram na presença de Deus com mais facilidade que outras porque nunca dormem
longe da porta. Ficam literalmente à margem da adoração.
PREGADORES E FIOS DE EXTENSÃO SÃO CANAIS — NÃO FONTES
Às vezes, permitimos que a nossa lente de aumento seja roubada porque, inconscientemente,
direcionamos nossos sentimentos e nossa fidelidade para afonte errada. Isto normalmente acontece de
forma bastante inocente, mas o fruto dessas afeições mal direcionadas pode ser muito perigoso.
Quando as pessoas recebem a ministração de um pastor ou palestrante ungido, algumas são fortemente
tentadas a buscar a fonte de poder errada. O problema começa quando você diz: “Quero me ‘conectar’
nele porque vejo nisto uma fonte de poder”.
Nunca olhe para alguém numa plataforma ou atrás de um púlpito e diga que tal pessoa é a “fonte de
poder”. A pessoa pode ser um canal de poder, mas você poderia dizer a mesma coisa de uma tomada de
parede que custa um real ou de uma extensão elétrica de cinco reais.
Se você realmente deseja conectar-se à fonte da energia que flui de uma tomada elétrica, você precisa
traçar o caminho por toda a rede elétrica, a linha de transmissão, até chegar a uma usina geradora em
algum lugar. Então, você pode dizer: “Isto é apenas uma tomada; a verdadeira fonte é esta usina
geradora”.

Precisamos lembrar que qualquer pessoa com uma unção especial ou dom espiritual na igreja é apenas um
canal e não a fonte do poder que vemos fluindo através dela. Aquele líder de adoração pode ser um canal
de poder; aquele pregador ou professor podem ser canais também; contudo, nenhum homem ou mulher
deve ser visto como a Fonte.
G. T. Haywood, um avivalista de outra geração, escreveu uma canção que tinha esta verdade ungida:
“Vejo um rio de sangue carmesim que flui do Calvário”. Se puder seguir o percurso do sangue até a
Fonte, então você chegará a um monte chamado Calvário.
1)EscunRA O PODER DO SANGUE
Uma das coisas mais importantes que podemos fazer como cristãos é colocar nossas vidas, nossos lares e
nossos destinos sob o sangue do Cordeiro. Pense na situação de Jó, e do cerco que Deus levantou em
volta dele, muito antes do sangue do Cordeiro ser derramado no Calvário.
Quando Satanás estende suas garras pegajosas na direção de alguma área de sua vida e está pronto para
fechá-las, uma voz que você não pode ouvir estronda na escuridão: “Tire as garras de meu filho!”
Imediatamente, as garras do Diabo se retraem. Ele diz a si mesmo: “Oh, não! Eu reconheço esta voz. É a
voz do Cordeiro. Não posso fazer isso. Posso ficar aqui, uivar, escumar de raiva, mentir e tentar assustar
este homem, mas não posso pôr minhas mãos nele. Isto não é justo. Ele está debaixo do sangue e não
posso entrar ali”.
A graça não é justa! Nossos pecados não precisam de “justiça”; precisam de graça!
Estou convencido de que a maioria dos cristãos não entende claramente que as chagas por onde o sangue
de Cristo verteu são nossos pontos de entrada para seu Corpo, a igreja. Se isso é verdade, então como
você chega nestes pontos?

Sob circunstâncias normais, é natural que uma ferida sare e anormal se ela não sarar. A natureza (como
Deus a criou) faz que o corpo cure a si próprio, mas quando um corpo saudável não sara, trata-se de algo
“acima” do natural ou sobrenatural.
As CICATRIZES DE JESUS SÃO AS ÚNICAS IMPERFEIÇÕES NO CÉU
Se você examinar as Escrituras, descobrirá que tudo é perfeito no céu, exceto uma coisa. Creio que a
única imperfeição que veremos lá serão as cicatrizes nas mãos, pés, cabeça e lado de Jesus. O fato dessas
cicatrizes não terem desaparecido é um fenômeno sobrenatural. Quando Ele abriu aquela porta (e rasgou
o véu da separação em seu próprio corpo), Ele disse: “Vou garantir que ninguém a feche”.
A única imperfeição no céu serão as cicatrizes de Jesus que permanecerão como testemunhas eternas da
visita que a Divin dad fez à humanidade. Ele se dispôs a morrer e rasgou o véu que separava a Divindade
da humanidade pecadora. Jesus providenciou para que todo aquele que quisesse, tivesse acesso para
entrar.

Outra maneira de restaurar sua lente de aumento que foi roubada é controlar sua atenção e, em vez de
focalizar suas circunstâncias e perdas, manter seus olhos fixos no Senhor. É aqui que minha analogia ou
ilustração terrena se torna insuficiente.
MESMo QLJF ‘FIVKR AILNAS UMA LAMÚRIA I)E AI)( )RAÇÃO, ()FIRKÇA—A A 1)it JS
A verdade é que quando Satanás ou as circunstâncias da vida conseguem roubar sua adoração, você não
precisa “recuperar” aquilo que tinha antes. Você pode começar de novo com o que tem. Se tudo que você
tem não passa de uma lamúria de adoração, então ofereça-a a Ele e veja como Ele soprará nela, abençoará
e a multiplicará.
O endemoninhado estava desesperado por Jesus. Ele correu pelo menos um quilômetro e meio para
alcançar a Jesus e, embora este homem estivesse cheio de demônios assustados e desesperados, ele ainda
conseguiu se ajoelhar e adorar a Jesus! Se dois mil demônios não impediram um homem de adorar a
Jesus, como podemos justificar que tantas coisas sem importância nos impeçam de adorá-lo?6
A adoração daquele homem pode não ter sido adoração fervorosa, mas foi adoração! Sua adoração não
precisa ser perfeita
— apenas adore! Quando o rei Davi disse: “Alegrei-me com os que me disseram:
‘Vamos à casa do SENHoR!”7, ele não estava tão empolgado com a casa como estava com o Senhor da
casa. Devemos ter a mesma atitude hoje.
É muito raro eu ficar em casa sozinho. Certa vez, quando uma de minhas filhas estava no hospital, tive a
rara experiência de dormir em casa sem a esposa, nem as filhas. A maior parte do tempo quando todos
estamos em casa, acompanhamos uns aos outros em quase todos os lugares.
Para ser honesto, foi um pouco assombroso ficar sozinho em casa. Mais uma vez, a experiência me
provou que a casa era apenas o lugar onde morávamos. É a presença de minhas amadas que transformama
casa num lar e num lugar de importância para mim.
Tenho o mesmo sentimento a respeito da igreja. Sincera- mente, não gosto da igreja sem Ele’. Não sei de
nenhuma outra forma de dizer isso. Eu amo o povo de Deus mas, para ser honesto, não vou à igreja para
encontrar-me com as pessoas. Já tive reuniões suficientes com o homem para o resto da minha vida.

O QUE UMA IGREJA TEM QUE UM CLUBE RECREATIvO NÃO TEM? ADORAÇÃO!
Quando me reúno com outros cristãos num local de adoração, quero fazer exatamente isto — adorar a
Deus. Por mais maravilhosa que seja a comunhão, a verdade é que não estamos ali para as pessoas ou por
causa delas. Estamos ali por causa do Senhor. Vamos lá, na verdade, para entrar em sua presença. Afinal,
a diferença entre uma igreja e um clube ou salão social é a presença de Deus.
É por isso que a adoração é um dos principais temas em meu ministério e um dos principais ingredientes
em minha vida. Quero ser capaz de seguir o riacho carmesim correnteza acima e entrar na presença dele.
O desânimo é outra chave diabólica que abre a porta para que o ladrão roube nossos bens. Talvez você
tenha acordado para um novo dia mas se sinta tão mal quanto estava ontem.
Num momento de desânimo e exausta resignação você abriu a boca e liberou o temor que estava em seu
coração: “Deus não quer mais saber de mim. Eu desisto”.
Sinto a unção de Deus para lhe dizer agora mesmo: você não fracassará, e tenho testemunhas para
provar isto — Sansão e Moisés. Recomece de onde parou! Recomece sua adoração — retome seu
destino!
Sansão foi um juiz ou governante de Israel muito tempo antes dos reis. Ele é um exemplo clássico de um
herói imperfeito, um homem egocêntrico porém dotado por Deus e usado por Ele para grandes propósitos.
Às vezes, penso que Sansão não reconheceria um milagre mesmo que surgisse à sua frente.
O primeiro erro de Sansão foi ignorar ou minimizar os milagres que Deus fez em sua vida para levá-lo à
posição onde estava. Podem ter acontecido ontem (no passado), mas o ponto é — os milagres
aconteceram.
Sansão esqueceu ou ignorou o fato de que foi através de um milagre que ele derrubou mil guerreiros
filisteus e empilhou-os como lenha — não com uma espada mas com a queixada de um burro !

SEGUNDOS APÓS UM MILAGRE ELE COMEÇOU A SE QUEIXAR


Assim que o último homem caiu, Sansão fez um discurso sobre seu feito e imediatamente jogou fora a
queixada. Em seguida, apenas alguns segundos após o milagre que acabara de ver, Sansão começou a
murmurar contra Deus e ampliar o lado negativo: “Deste pela mão de teu servo esta grande vitória.
Morrerei eu agora de sede para cair nas mãos dos incircuncisos?”
Deus lhe respondeu: “Não diga que acabou com algo enquanto eu não disser que acabei. Agora se você
quiser ver outro milagre, volte ao lugar onde acabou de experimentar um”.1° Não fique surpreso se o
Senhor mandar você de volta ao lugar de seu último encontro com Ele. Deus disse a Sansão:
“Eu ainda não terminei com você, nem com o lugar da queixada. Volte ali e eleve sua perspectiva. Volte
ao lugar onde você destruiu o inimigo e desta vez achará ali uma fonte de refrigério”. A moral da história
é esta: não diga que está tudo acabado enquanto Deus não o disser.
Quando alguém rouba sua lente de aumento, uma das melhores coisas que você pode fazer é recordar e
reviver as velhas vitórias e libertações de Deus em sua vida. Elas o farão lembrar que se Deus fez isso
uma vez, Ele pode fazê-lo novamente. Não diga que você está acabado enquanto Deus não disser que Ele
acabou.
I)ius NÃo POI)IA FAZER NAI)A ENQUANTO EU NÃO RENUNCIASSE
Uma vez quando estava pastoreando uma igreja em Louisiana, as coisas chegaram a um ponto em que
Deus não podia fazer nada enquanto eu não renunciasse! Felizmente, há dois passos para a renúncia de
um pastor: primeiro, você renuncia diante de Deus; segundo, você renuncia diante do povo. Às vezes tudo
que Ele quer de você é que você “morra”. Se você se entregar em renúncia diante dele, Ele ainda
permitirá que continue onde está. O que Ele realmente teve de fazer foi vencer a queda-de- braço e tirar a
igreja do meu controle.
Ainda me lembro claramente da cena. Havia sido um dia frustrante na igreja e nem sequer era domingo (o
que era pior ainda). Eu sempre estacionava meu carro próximo à porta do escritório da igreja. Para sair, eu
precisava fazer um retorno em forma de U no estacionamento dos fundos e voltar em direção ao portão de
saída.
Entrei no carro, fechei a porta e comecei a falar com Ele: “Estou acabado. Meu tempo aqui acabou. Está
mais do que claro que não posso continuar”.
Enquanto completava a volta no estacionamento e ia em direção ao portão para fugir definitivamente da
propriedade da igreja, o Espírito Santo falou comigo — a palavra de Deus mais próxima a uma voz
audível que já tivera em toda minha vida. Ele disse: O quê? Você vai deixar o lugar onde estou prestes a
ensinar-lhe tudo que você precisa saber?
Quando passei pela porta do escritório, já havia reassumido meu cargo, mas com um espírito
completamente diferente. Às vezes, tudo que você precisa para retomar sua lente de aumento é uma
epifania de trinta segundos. Trinta segundos na presença manifesta de Deus pode mudar seu destino.

JÁ É HORA DE RENUNCIAR — MAS DEPOIS COMECE OUTRA VEZ


Uma vez eu disse: “Está bem, eu desisto”. Ele respondeu: Já era hora. Faz algum tempo que estou
tentando trazer você a este ponto. Agora não vou deixar você desistir. Comece outra vez, mas entenda
que a obra é minha.
Deus está cansado da queda-de-braço entre Ele e nós pelo controle da sua igreja, por isso Ele nos deixará
chegar ao ponto de desespero onde simplesmente renunciamos e dizemos: “É tua Senhor. Ela é toda tua”.
É então que Ele diz: “Ótimo! Agora cuide dela”.
A perspectiva divina transforma tudo e traz todas as coisas a um alinhamento divino. Às vezes, a única
maneira de Deus lhe dar a visão dele a respeito de sua vida e ministério é fazer você lançar fora tudo que
apóia e encoraja a sua própria visão da situação.
Isso aconteceu com Moisés. Ele tinha quase oitenta anos de idade e quarenta anos investidos numa nova
vida distante da escravidão no Egito, quando o Senhor apareceu e lhe disse que o havia escolhido para
enfrentar Faraó face a face.’1
A tarefa não era tão difícil — tudo que ele tinha a fazer e enfrentar o governante mais poderoso de sua
época e forçá-l libertar todos os hebreus. Apenas para ter certeza de que M& começaria do zero, Deus
acrescentou: “Eu sei que o rei do E não os deixará sair, a não ser que urna poderosa mão o force”.12
resposta de Moisés ainda é típica das respostas que damos Deus hoje:
Moisés respondeu: “E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O SINHOR
não lhe apareceu’?” Então o SENHOR lhe perguntou: “Que é isso em sua mão?” “Uma vara”, respondeu
ele. Disse o SIN1Io1: “Jogue-a ao chão”. Moisés jogou-a, e ela se transformou numa serpente. Moisés
fugiu dela, mas o SENHOR lhe disse: “Estenda a mão e pegue-a pela cauda”. Moisés estendeu a mão,
pegou a serpente e esta se transformou numa vara em sua mão.
E COM A MINHA SEGURANÇA QUE O SENHOR ESTÁ BRINCANDO!
Quando o Senhor disse a Moisés para jogar sua vara ao chão, creio que o homem começou a protestar em
sua mente: Mas, Senhor, eu preciso desta vara. Eu me apóio nela. Este é o meu monumento aos últimos
quarenta anos que passei no deserto como pastor de ovelhas. Parece que esta será a única arma que o
Senhor vai me deixar usar nesta tarefa impossível à qual me chamou. É com a minha segurança que o
Senhor está brincando!
“Jogue-a ao chão.”
Quantas vezes Ele já lhe pediu para jogar sua vara de conforto e segurança? O que você fará se Ele lhe
pedir para deixar a segurança de um trabalho com salário fixo e um generoso pacote de benefícios, para
perseguir o sonho “impossível” dele?
Se isto ainda não aconteceu, posso lhe assegurar que um encontro santo e uma comissão divina estão
preordenados como parte do seu destino. Deus provavelmente não vai enviá-lo para enfrentar um príncipe
terreno ou o chefe de um governo, mas Ele certamente o enviará numa missão muito além de sua
capacidade.
Para alguns de nós (e particularmente para indivíduos cabeças-duras como Paulo e Pedro), o encontro
acontece em público onde não temos como correr ou nos esconder. No caso de Moisés, o encontro com a
Divindade que transformou sua vida aconteceu na privacidade de sua experiência pessoal no deserto.

PRESO NO DESERTO DE SONHOS MURCHOS E CORAÇÃO FERIDO?


Neste momento, você está suportando um deserto na alma ou está desfrutando de uma experiência de
cume da montanha? Talvez você se deparou com os pensamentos deste capítulo enquanto enfrentava a
devastação de um deserto espiritual, vivendo no nível de subsistência, no deserto de sonhos murchos e
coração ferido.
Se você se sente atado em seu próprio deserto espiritual, não fique surpreso se Deus disser: “Por que você
não atira ao chão a vara de suas últimas forças e entrega tudo a mim? Afinal, você não pode fazer isso por
si mesmo, então o que tem a perder? Ouse confiar em mim”.
Em momentos como estes, a maioria de nós continua pensando nas contas empilhadas sobre a mesa e nas
inúmeras necessidades que se assomam para o futuro. “Mas o que eu faço depois de dizer sim, Senhor?
Isto já parece impossível, e está ficando pior.” Está na hora de recuperar sua lente de aumento roubada ou
fazer uma nova com um sacrifício de louvor, não importa quão fraco ou lastimável possa parecer.
Eu perdi a conta das vezes que disse a Deus: “Por favor, Deus, eu quero desistir!” Também não me
recordo de quantas vezes eu de fato desisti — apenas para descobrir que Ele não aceitava minha
desistência. Ele não estava interessado numa mudança de ofício, vocação ou numa simples mudança de
endereço — Ele queria ver uma genuína mudança de coração.
Quando se sente sobrecarregado e incapacitado, você costuma agarrar a vara que representa qualquer
resto de força interior com mais intensidade do que o normal. Jogue-a ao chão e lance seus cuidados,
temores e dúvidas a respeito dos propósitos de Deus a seus pés também.
Se você sente a necessidade de ampliar a visão que tem de Deus, mas chora a perda de sua lente de
aumento, então volte ao local de seu último milagre ou encontro divino. Jogue ao chão a vara de suas
forças e de sua segurança em sinal de total dependência da Divindade (e Ele lhe dará algo muito melhor).

PREPARE SEU JUMENTO E NÃO SE ESQUEÇA DA VARA DE DEUS


Deixamos Moisés ao lado de uma montanha com sua vara serpenteando-se no chão. A próxima vez que
lemos sobre essa vara, Moisés já havia aceitado sua missão e estava arrumando seus pertences sobre um
jumento. Minha Bíblia diz assim:
Então Moisés levou sua mulher e seus filhos montados num jumento e partiu de volta ao Egito. Levava na
mão a vara de Deus.’
Moisés mudou de atitude, e sua vara mudou de dono. Até aquele momento, Moisés se apoiara naquela
vara e a chamara de sua vara. Tudo mudou depois que ele obedeceu a Deus e a jogou ao chão, viu-a
transformar-se numa serpente, e ousou pegá-la novamente por ordem de Deus.
Antes daquele momento, a vara era forte o bastante apenas para um homem. Após o encontro divino, a
vara de Deus representava uma relação de aliança to forte que toda uma nação dependia dela. Por vontade
de Deus, ela comandou poder suficiente para abrir o Mar Vermelho e fazer o Faraó cair de joelhos. Vale a
pena ouvir e obedecer a l)cus quando Ele lhe pede para soltar alguma coisa ou para agarrar o inesperado.
Quando Deus está lidando com a idolatria do “normal”, você pode esperar pelo inesperado. Pedidos
ilógicos são perfeitamente lógicos quando a Divindade precisa lidar com a inclinação humana para adorar
à lógica e ao que é perfeitamente previsível.
NUNCA PEGUE UMA SERPENTE PELA CAUDA (PRINCIPALMENTE SE VOCÊ TIVER ITENTA
ANOS)
Pergunte a Moisés sobre a vara que se transformou em serpente. De vez em quando, eu sento com minhas
filhas e assisto a um programa de TV muito interessante a respeito de um casal australiano especializado
em caçar e preservar crocodilos, jacarés, répteis e outras espécies de animais selvagens. Eu não sou um
naturalista, nem um perito em vida selvagem, mas já assisti a tantos episódios desse programa, incluindo
alguns específicos sobre mordidas de cobras e como evitar ser mordido por elas, que posso lhe afirmar —
nunca pegue uma serpente pela cauda (principalmente se você tiver oitenta anos).

Um diálogo imaginário entre Moisés e o Senhor passa pela minha mente todas as vezes que leio
passagens bíblicas que descrevem a vara que se transformou em serpente. “Deus, o Senhor n’io me disse
para jogar a vara?” “Disse.” “Agora o Senhor realmente quer que eu a pegue outra vez
— apesar dela ter virado uma serpente? Além disso, o Senhor está mandando pegá-la pela cauda! Isto não
é um pouco ilógico? Se eu pegar esta serpente pela cauda, eu sei que ela vai me morder. Eu queria muito
que o Senhor resolvesse o que realmente quer, Deus.” [Você já se sentiu assim?] “Pegue-a pela cauda,
Moisés.”
“Está bem. Primeiro o Senhor quis que eu a jogasse ao chão, agora o Senhor quer que eu a pegue de volta
— e pela cauda. Honestamente, Senhor, era melhor quando estava em minhas mãos e não era uma
serpente (pelo menos era algo em que eu podia confiar). Agora que eu a joguei ao chão como o Senhor
mandou, e que ela se transformou numa serpente, o Senhor espera que eu a pegue com toda a
naturalidade.., bem, está certo.”
Deus nunca opera até que seja tarde demais e você já tenha sido reduzido a nada. Lembre-se de que zero
é o melhor lugar para se estar — só é difícil chegar lá. O caminho ao seu ponto zero pessoal também é
uma jornada a um tempo sobrenatural de semeadura e colheita.
Na esfera natural, a semeadura e a colheita têm muito em comum. De fato, a única diferença externa é a
quantidade. Se você não tem o bastante — então é semente! (Não a coma — plante-a!) Quando é hora de
plantar milho ou trigo, você tem uma quantidade relativamente pequena de semente para colocar no solo.
Por ocasião da colheita, a pequena quantidade de semente que plantou deve produzir uma quantidade bem
maior sementes de milho ou trigo.

SE O QUE VOCÊ TEM NÃO É O BASTANTE — PLANTE-O!


A semelhança é que você tem o mesmo tipo de semente nas duas etapas, apenas a quantidade é diferente.
O ponto importante é este: quando a quantidade de semente não é suficiente para se viver, por mais difícil
que pareça, significa que é o momento de lançá-la ao chão. O resultado final é uma grande colheita.
Uma das coisas mais estranhas a respeito da economia de Deus é sua atração para com o vazio humano.
Ele valoriza o seu vazio muito mais do que qualquer medida de sua plenitude. O vazio humano oferece à
Divindade a oportunidade de enchê-lo com a plenitude divina. É bom saber disso quando você se sente
como se alguém tivesse roubado a sua lente de aumento, isto é, a sua adoração. É tempo de plantar seu
vazio no solo da fé.
Quando você sentir que seu mundo foi reduzido a um monte de cinzas, plante uma semente de adoração.
Deus responderá rapidamente ao vazio oferecido através de seu coração quebrantado e contrito e
engrandecerá a si próprio em sua vida e na vida de seus amigos.
VOCÊ JÁ ENCONTROU SUA LENTE DE AUMENTO?
Quando você tiver a oportunidade de sentar-se com todas as testemunhas que o observam atentamente
pelos balaústres celestes, pergunte a Moisés como foi plantar sua vara. Pergunte a Davi como foi plantar
seu destino profetizado na terra difícil de décadas de paciência, crendo pela fé que ceifaria uma colheita
de propósito divino na estação própria. Pergunte a João como foi plantar sua cabeça, e pergunte a Jesus
como foi plantar sua vida. Pergunte a cada um deles se valeu a pena. Pergunte a eles se Deus foi fiel. E
então, agora você já encontrou sua lente de aumento? Adore a Ele.
Adoração é o melhor remédio para a depressão. Possui o poder de transformar sua noite mais escura em
seu dia mais claro. A adoração irá liberar os ventos do céu para fazê-lo voar nas asas do louvor até a
presença de Deus. Depressão, desânimo, angústia e sofrimento — todos esses sentimentos perdem força e
influência quando você começa a louvar a Deus, de quem procedem todas as bênçãos.
Adore! Agora mesmo! Se Deus falhar com você, você será a primeira pessoa da história com quem Ele
terá falhado! (E eu não creio que você seja tão importante assim para que Ele arruíne sua reputação divina
por sua causa!) Continue adorando! Apanhe os pedaços e siga em frente!
Será que você não sabe?
Nunca ouviu falar?
O SENHOR é o Deus eterno, o Criador de toda a terra.
Ele não se cansa nem fica exausto; sua sabedoria é insondável.
Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças.
Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no
SENHOR renovam as suas forças.
Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.’
O PODER da proximidade CHEGUE MAIS PERTO, FALE MAIS BAIXO
A pelo menos duas formas de fazer alguma coisa parecer maior. Você pode aumentá-la com uma lente de
aumento, com um microscópio ou telescópio; ou você pode chegar mais perto dela. A ampliação faz um
objeto parecer maior aos seus olhos, mas há somente uma forma de sentir o verdadeiro tamanho do objeto
em relação a você. Você precisa chegar mais perto dele ou encontrar uma forma de trazê-lo para mais
perto de você.
Ver uma montanha num cartão postal ou através de um binóculo inspira menos admiração do que estar em
pé, sentindo- se como anão, diante de sua base. Este é o poder que a proximidade tem de mudar a sua
perspectiva.
Durante um mês de trabalho eu devo usar uns trinta tipos e marcas diferentes de microfones nas diversas
igrejas e eventos onde prego. Muitos microfones são desenhados para que se tire o máximo do que os
engenheiros de áudio chamam de “efeito de proximidade”. Durante os anos, tenho trabalhado com
estúdios de gravação de vários tamanhos; por isso, por questão de necessidade, tive de aprender alguns
fundamentos básicos sobre equipamentos e técnicas de gravação.
Alguns microfones são produzidos para reproduzir o som de maneira uniforme, indiferente da sua posição
dentro de uma determinada área alvo. Outros — incluindo os mais populares — são desenhados com
efeito de proximidade embutido. Esta é uma forma refinada de dizer: “Quando você leva o microfone
mais próximo à boca, o volume aumenta e os graves parecem mais profundos”.
Os cantores, em particular, gostam de usar microfones com um acentuado efeito de proximidade porque
isto lhes permite tirar alguns proveitos especiais. Alguns deixam o microfone bem próximo à boca e até o
envolvem com as mãos para produzir o som desejado.
Na realidade, estes microfones combinam o princípio da ampliação com o princípio da proximidade. Cada
som que passa por um microfone ligado é amplificado ou aumentado pelo equipamento ao qual está
conectado. Se você ajustar o nível do som e se afastar da mesa de controle, o cantor ou palestrante ainda é
capaz de mudar drasticamente o som que passa pelo sistema através de se aproximar ou afastar do
microfone.
ELE ENCHE TODA A SUA TELA
O louvor, a grosso modo, é similar à ampliação. A adoração, por sua característica de intimidade e amor
incondicional, fala do poder da proximidade. Quando você une a ampliação da visão que você tem de
Deus com sua proximidade a Ele, o Senhor enche toda a sua tela de tal forma que tudo que você vê é só
Ele.
Quando você “abrir as asas” da adoração, o fôlego de Deus, o vento do Espírito Santo, o fará subir acima
das suas circunstâncias terrenas. Até mesmo em meio ao seu louvor e adoração imperfeitos, você pode
olhar para baixo e sussurrar ao Pai em tons empolgantes: “Olha, Pai. Montes pequeninhos, problemas
pequeninhos, demônios pequeninhos”.
O que aconteceu? Os mesmos problemas que você tinha antes de entrar na igreja ainda o esperavam após
o culto, mas a sua perspectiva mudou. Pareciam menores, mas não porque fossem menores. Simplesmente
perderam o poder de arrasá-lo porque Deus parecia agora maior que eles (e realmente Ele é).
Tudo parece intimidar menos quando você está empoleirado nos braços do Pai, vendo o mundo com os
olhos de Deus. Isso também o coloca bem próximo ao ouvido do Pai! E há vantagens especiais nesta
posição.
Você já notou que algumas pessoas parecem obter mais respostas às suas orações do que outras? Dá até
impressão que Deus faz acepção de pessoas, mas Ele disse que não faz.
É porque elas oram certo? É porque pedem da forma certa?
É porque possuem a verbosidade certa pronunciada no volume e potência corretos? Quantos têm tentado
todo tipo de orações e métodos de declaração de fé somente para dizer no final: “Acho que eles são
melhores nisso do que eu”?
TALVEZ ELES ESTEJAM MAIS PERTO...
Não, tais pessoas não são “melhores” que você. Talvez elas estejam mais perto. Se você puder chegar
mais perto, tudo será possível. Eu sinto o Espírito Santo pairando sobre estas palavras enquanto as
escrevo. Ele está perto de você agora, se estiver em adoração enquanto lê!
Você se lembra como minha filha caçula se aproximou de mim para pedir que sua amiguinha ficasse para
jantar conosco?2 Ela sabia muito bem que não daria para gritar sua exigência lá do seu quarto: “Papai,
eu quero que minha amiga fique para jantar conosco”.
Minha filha teve de sair do seu quarto e entrar em minha “esfera”. Ela passou pela etapa de cortejar e
conquistar minha atenção através de um verdadeiro processo de bajulação, para que pudesse entremeter-
se sob meu braço e chegar bem perto do meu coração. Somente naquele momento de máxima
proximidade e ampliação, quando estava sentada em meu colo, foi que ela finalmente fez seu pedido.
Deus requer que “cortejemos e conquistemos” sua atenção? Não, mas Ele se deleita nisso. É certo bajular
a Deus? Não, não se você lhe oferecer adulação no lugar de amor e adoração extravagante. A resposta é
sim se você se deleita em amá-lo e adorálo, mesmo quando deseja fazer-lhe um pedido.
A diferença entre adulação e adoração é que aqueles que bajulam a Deus com esperança de “arrancar”
uma bênção dele carecem de um genuíno relacionamento e uma posição privilegíada.
PlwFusos ELOGIOS DOS OUTROS OU SUSSURROS ÍNTIMOS 1)0 SEU FILHO?
Pergunte a qualquer pai ou mãe o que é consideram o mais importante — profusos elogios de colegas no
trabalho ou estranhos da comunidade, ou sussurros íntimos em balbuceios infantis de seus próprios filhos:
“Você é o melhor pai do mundo. Eu amo você”, e “Você é linda, mamãe, eu quero ser igual a você
quando eu crescer”.
Eu posso imaginar você sentado numa mesa com Ele, desfrutando de um chá completo da tarde juntos.
Ele se afastou de seus companheiros celestes só para passar tempo com você e colecionar fotos celestiais
da adoração em seu coração e em seus olhos. Quando se senta à mesa com a Divindade, você percebe que
muitos clamam por passar tempo com Ele por causa de sua fama e seu poder para abençoar e mudar o
destino humano.
Contudo, naquele momento íntimo do chá, Ele é seu Pai querido. De vez em quando, você
instintivamente estende as mãos na direção dele; outras vezes, subitamente se dá conta de que toda a
conversa parou e você está simplesmente olhando para Ele, maravilhado, diante de seu amor.
Você não tem idéia do que Ele pode fazer por você, mas isso não importa. A presença dele é o que mais
importa. Você sabe que nem precisará “persuadi-lo” a nada. Ele já conhece as suas necessidades mesmo
antes d expressá-las. Naquele momento, quando seu coração se fundiu com o dele, é como se Ele
estivesse disposto a lhe dar praticamente qualquer coisa que você visse nas vitrines da vida. Como Ele se
transformou em seu primeiro desejo, tudo o mais se tomou possível.
VIVENDO COMO SE DEUS ESTIVESSE DISTANTE
A realidade é que a maioria das pessoas nunca experimentou momentos assim de intimidade com a
Divindade. Muitos que se autodenominam cristãos acostumaram-se a viver suas vidas como se Deus
estivesse bem longe deles — uma espécie de pai ausente.
Muitas vezes Deus unge ou equipa pessoas a nos emprestarem seus binóculos para nos ajudar a ampliar
nossa visão de Deus. Quando estas pessoas começam a pregar ou simplesmente a falar sobre Ele e as
coisas que Ele fez em suas vidas, elas permitem que você veja através de seus binóculos. Sua lente de
aumento ou telescópio espiritual traz a visão que, elas têm de Deus para perto de você. Foi isso que
aconteceu com a mulher samaritana que teve um encontro com Deus no poço de Jacó.
“No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai
em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que
os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Disse a mulher: “Eu sei que o Messias (chamado
Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”. Então Jesus declarou: “Eu sou o Messias!
Eu, que estou falando com você”...
Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: “Venham ver um homem que me
disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?” Então saíram da cidade e foram para onde ele
estava...
Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemunho dado pela mulher: “Ele
me disse tudo o que tenho feito”. Assim, quando se aproximaram dele, os samaritanos insistiram em que
ficasse com eles, e ele ficou dois dias. E por causa da sua palavra, muitos outros creram. E disseram à
mulher: “Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos
que este é realmente o Salvador do mundo”.
Ela emprestou a eles seu binóculo para que pudessem ter um vislumbre de sua glória. Quando eles viram,
creram. Jesus declarou com autoridade profética: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos
a mim”.4 A Bíblia nos informa que Jesus estava descrevendo a forma como Ele morreria na cruz. Estou
convencido de que há um segundo significado para esta declaração. A palavra grega traduzida por
“levantado” é hupsoo. Significa “elevar (literal ou figurativamente), exaltar, erguer, elevação, altitude,
dignidade, (no) alto”.
SEMPRE OLHE PARA ONDE VAI
Não posso falar pelQs outros, mas acredito firmemente num conselho que desde criança ouço de meus
pais: “Sempre olhe para onde vai”. Você está olhando para Ele ou está olhando para seus problemas, para
o poder do inimigo ou o tamanho do obstáculo que está à sua frente? Você está olhando para as ondas ou
para aquele que faz as ondas? Quando as coisas ficam difíceis, você se aproxima ou foge dele?
Muitas pessoas boas enfatizam e ampliam seus problemas porque passam mais tempo andando em temor
do que adoran d em fé. l’u lembro de ter lido em algum lugar: “No amor não há medo; ao contrário o
perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado
no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.
“Amor perfeito” — eu creio que, de alguma forma, isso fala de proximidade com a Divindade. Um dos
primeiros exemplos de amor perfeito nas Escrituras continha um monte, um carneiro, um pai e um filho, e
dois caminhos para o cume do monte.
Deus sempre fez coisas importantes nos cumes dos montes. Mesmo em nossos dias de conveniências
modernas, autoconfiança e estilo de vida de serviços rápidos, parece que o propósito de Deus é levar-nos,
juntamente com nossos problemas, ao cume do seu monte para que Ele possa cuidar de tudo. Quanto a
nós, costumamos passar muito tempo procurando atalhos ou então simplesmente paramos aquém de seus
propósitos.
“Mas eu não entendo tudo isso, Tommy. O que isso tem a ver comigo e meus problemas?”

ELES SUBIRAM AO MONTE DE DEUS APESAR DE NÃO ENTENDEREM


Quero contar a história de algumas pessoas que decidiram subir o Monte de Deus apesar de não entender
nada. Tudo que Abraão sabia com certeza era o que Deus lhe havia dito: “Abraão!” Ele respondeu: “Eis-
me aqui”. Então disse Deus: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a
região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”.7
Você já se perguntou se havia algum significado especial para o nome do monte que Abraão subiu? De
acordo com
Você pode imaginar os pensamentos agitados que fervilhavam na mente de Abraão enquanto ele
preparava tudo para a longa viagem ao lugar onde Deus queria que ele sacrificasse seu único filho? Ele
teve de lutar com aqueles pensamentos a cada passo do caminho, dia e noite.
Por fim, ao terceiro dia, Abraão viu de longe o monte onde se vê com os olhos de Deus. Estava na hora de
separar os espectadores dos participantes.
Lembre-se que a adoração naqueles dias envolvia sacrifício de sangue. Aqueles quatro homens tiveram
três longos dias e duas noites para ponderar sobre o mistério. Eles sabiam que não estavam indo a uma
reunião de oração comum — Abraão disse que ele e seu filho iam adorar. Todos ali sabiam que eles
tinham apenas duas peças de um quebra-cabeças de três peças. Para que houvesse adoração, algum animal
— ou alguém — precisaria morrer.
Abraão pegou a lenha para o holocausto e a colocou nos ombros de seu filho Isaque, e ele mesmo levou
as brasas para o fogo, e a faca.
Estava faltando alguma coisa e Isaque deve ter lembrado seu pai disso da forma mais calma que pôde.
“13cm, pai, temos as brasas para o fogo, temos a lenha. l’arece que temos tudo exceto... bem, onde está o
sacr(fício?”
Talvez ele tenha sentido o peso incomum de um destino profético sobre seus ombros. Seria possível que
de alguma forma ele sentiu que outro Filho, noutro tempo, caminharia penosamente em direção ao monte
do sacrifício, carregando uma carga de madeira em seus ombros exaustos? Outro Pai apontaria para o
monte elevado onde se vê com os olhos de Deus.
A resposta de Abraão apenas aumentou o mistério, mas tudc que ele podia dizer eram palavras de fé e
adoração: “Respondez Abraão: ‘Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, mei filho’. E os
dois continuaram a caminhar juntos”.
Jesus disse: “Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria c meu dia; ele o viu e alegrou-se”.12 Como
isso foi possível? Comc um patriarca do passado pôde ver Jesus em seus dias e alegrar- se? Do monte
onde se vê com os olhos de Deus você pode ver c passado, o presente e o futuro. Deus realmente proveu o
CorO deiro para o holocausto.
Das alturas da adoração você pode ver seu futuro — un’ futuro repleto da provisão divina. Continue
subindo — continue adorando!
Sempre há uma batalha para chegar ao Monte Moriá, o lugai alto onde se vê com os olhos de Deus. Até
hoje, facções hosti lutam por aquele Monte. Nos dias de hoje é chamado “o Montc
James Strong, Moriá significa “visto por Jah” (Jah é uma contração ou forma abreviada do sagrado nome
hebraico de Deus)
Pelo que posso entender, cada palavra usada na Concordância Exaustiva da Bíblia de james Strong para
definir a raiz hebraica para a palavra “visto” apóia uma surpreendente conclusão: A palavra Moriá
também pode ser traduzida ou interpretada como “o monte onde se vê com os olhos de Deus”.
A palavra Moriá também pode ser traduzida ou interpretada como “o monte onde se vê com os olhos de
Deus”.
Disse ele a seus servos: “Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de
adorarmos, voltaremosdo Templo”, a sede do Judaísmo e do Islamismo. Sempre rá uma guerra no lugar
alto da adoração. Você precisar sub mas Satanás fará tudo para impedi-lo.
SE CONSEGUIRMOS ADORAR NAS ALTURAS, PODEREMOS VOLTAR
Abraão ajustou a visão da fé no início, muito antes de colocir pé no Monte de Deus. Se conseguirmos
adorar nas alturas, pod mos voltar. Na maioria da vezes, nos cansamos do esforçc sacrifício necessários
para chegar àquela altura.
Decidimos, então, nos acomodar em encostas secundárias na facilidade dos serviçosfast-fooci. Optamos
pelo caminho nr curto e ficamos nas terras mais baixas, de baixo risco e de ad ração sem sangue. Depois
nos perguntamos por que nunca mos a solução para nossos problemas.
Abraão teria de pagar um preço para adorar no cume d Monte. Mas Isaque deve ter suspeitado que o
preço niais alto t todos seria requerido dele. As ações de Abraão confirmarar suas piores suspeitas:
Respondeu Abraão: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E os dois
continuaram a caminhar juntos. Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão
construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isa que e o colocou sobre o altar, em
cima da lenha. Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho.’
É possível que Isaque tivesse até trinta anos, mas ainda era um filho obediente. Contudo, isso não
significa que não teve uma intensa discussão com seu pai. “Pai, eu não estou tão certo sobre isso tudo.
Isso não me parece muito bem.”
“Filho, não posso lhe contar os detalhes. Apenas confie que Deus irá prover o cordeiro. Veja, isso é
apenas algo que precisamos fazer.”
O FILHO PROMETIDO ASSENTIU EM ABSOLUTA CONFIANÇA
Então, tal como outro Filho faria muitas gerações mais tarde, Isaque, o filho prometido de Abraão
assentiu. Ele se submeteu à vontade de seu pai em absoluta confiança. Ele não entendeu, mas estava
disposto a obedecer. Mesmo que isso significasse’ ser amarrado com as cordas normalmente reservadas
para ovelhas, cabras, carneiros e bois de sacrifício.
Se você vai adorar, precisa entender que não poderá fazer o que precisa ser feito sem a ajuda de Deus.
Mas Ele responde rapidamente quando você levanta as mãos na urgência de seu desespero e clama: “Pai,
ergue-me. Eu não gosto de estar aqui embaixo”.
Da perspectiva de Abraão com a faca na mão, e da perspectiva de Isaque amarrado e deitado sobre o altar
do sacrifício, parecia que a esperança estava quase desaparecendo.
O apóstolo Paulo descreveu a aflição da perspectiva limitada quando disse: “Pois em parte conhecemos e
em parte profetizamos... Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então,
veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou
plenamente conhecido”.
Ao mesmo tempo que Deus falou com Abraão para que ele subisse com Isaque e os utensflios do
sacrifício por um lado do Monte, Ele falou a um carneiro que estava no outro lado e chamou-o para
chegar ao cume no mesmo momento divinamente preordenado.
O problema de Abraão e a solução de Deus estavam subindo o mesmo Monte, mas o problema não pôde
ver a solução até pagar o preço de chegar ao cume. Deus estava tentando
dirigir Abraão ao seu destino, mas tenho certeza que Abraão não pôde deixar de se perguntar: “Continuar
subindo? Deus, eu não entendo. Eu quero saber o que vai acontecer quando eu chegar lá”. Abraão sabia o
que Deus queria dele, embora ele não entendesse o porquê de tudo aquilo. Somente Deus podia ver os
dois lados do Monte ao mesmo tempo.
Adore e aproxime-se dele. Descubra o poder da proximidade e você poderá aproximar-se o bastante de
sua presença para ver o seu monte com os olhos de Deus. Então, você poderá ver os dois lados do monte e
o cruzamento divino preordenado lá no cume. Ele se assenta no alto e vê tudo lá de cima. “Ele se assenta
no seu trono, acima da cúpula da terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos “.
O objetivo de Deus era levar Abraão e Isaque ao lugar deste divino cruzamento, porém é possível que Ele
tenha falado com dois indivíduos diferentes que estavam subindo o Monte aquele dia, na Terra onde se
pode ver com os olhos de Deus. Pense nisso por um instante. Sabemos que Deus falou direta e
especificamente a Abraão a respeito daquele Monte. Mas como o carneiro conseguiu chegar a tempo para
a reunião?
Parece óbvio: Deus também falou ao carneiro que estava do outro lado do Monte. No momento certo, Ele
o chamou para subir do outro lado para um encontro divino com o destino (parece que o carneiro estava
fora do alcance de visão da equipe de adoração de pai e filho, enquanto subiam a encosta).
Você crê que Deus já falou à solução dos seus problemas? Parece que a solução costuma obedecer melhor
às ordens dele do que o problema.
Ele também já falou ao seu “carneiro”, e Ele predeterminou o ponto de cruzamento onde você se
encontrará com a provisão e a solução divinas. Tudo está preparado, seu trabalho é ouvir, obedecer e fazer
o que for preciso para chegar àquele ponto. Adore ao Senhor, e aproxime-se dele. Se Ele conseguir fazê-lo
caminhar firme, você encontrará o carneiro esperando a sua chegada.

SUBA E ADORE ATÉ QUE SEU PROBLEMA SE ENCONTRE COM A SOLUÇÃo


Coloque-se no lugar de Isaque. Você está subindo por um lado do monte com lenha suficiente para um
sacrifício amarrada às suas costas. Sua mente está mais agitada que as batidas do seu coração porque você
não pára de pensar no elemento que está faltando para a adoração. Por algum motivo, você sabe que isso
tem tudo a ver com você e seu futuro.
“Pai, por quanto tempo devo subir? Até onde devo ir?”
“Suba até não conseguir andar mais. Suba até chegar ao fim.”
“Qual fim?”
“O seu. Louve até não conseguir mais, adore até exaurir suas habilidades. É aí que seus problemas se
encontrarão com a minha solução.”
Mas o Anjo do SENHOR O chamou do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. “Não
toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou
seu filho, o seu único filho.” Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto.
Foi lá pegá-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu filho. Abraão deu àquele lugar o nome de
“O SENHOR Proverá”. Por isso até hoje se diz: “No monte do SENHOR se proverá”.’6
Você ainda está no lugar de Isaque, mas agora você sabe o que é ser um cordeiro sacrificial, mesmo que
tenha sido apenas por um breve momento. É um sentimento que você jamais esquecerá por toda a
eternidade.

Você não devia esLir surpreso — você não vê isso? Ele preordenou o encontro. Deus está esperando que
você chegue ao fim de si próprio para que possa lhe revelar a essência dele. A adoração o tira da fraqueza
humana e leva-o à força divina e, por fim, à glória celestial no monte onde se vê com os olhos de Deus.
TRÊS ÁRVORES DO 1)ESTIN() ILANTADAS NA TERRA
Você já se perguntou de onde veio aquele carneiro? Como um carneiro selvagem nascido no deserto
conseguiu ficar preso pelos chifres num arbusto? Isso me faz lembrar de outras árvores da antigüidade
urna que cresceu no solo da Nova Jericó e outra plantada por soldados romanos entre rochas saturadas de
sangue no local que se tornaria um campo de execução de judeus da Antiga Roma no monte Calvário.
Em Os Descobridores de Deus, descrevi o cuidado que Deus investiu na árvore do destino que Ele
preparou para um coletor de impostos baixinho chamado Zaqueu:
Muito antes de Zaqueu nascer, eu creio que Deus plantou uma semente ao lado da estrada de Jericó...
“Não, nada é mais importante para mim do que planejar encontros com meus filhos. E acrescentou: não
posso fazer o Zaqueu subir na árvore, mas posso plantá-la. Somente a sede dele vai levá-lo a subir nela.
Enquanto isso, minha soberania vai certificar-se de que a árvore está no lugar certo, pronta e esperando
por Zaqueu.”
Para mim, aquela árvore no Monte de Deus foi tão cuidadosamente plantada e cuidada pela Divindade
quanto a árvore do destino plantada para Zaqueu em Jericó. Talvez, há aproximadamente uns três
milênios, mãos angelicais foram comissionadas a modificar os ramos daquela árvore baixa de acordo com
o crescimento dos chifres de um saudável carneiro selvagem que gostava de um lugar varrido pelo vento
no cume de um monte em Moriá. O destino também esperava um encontro divino ali. Esta árvore
cuidadosamente planejada em Moriá, a terra onde se vê com os olhos de Deus, precedeu a árvore de
Jericó e era uma figura profética da árvore santa do Calvário.
A adoração é tudo que você precisa para chegar ao cruzamento preordenado, o encontro divino onde Deus
espera profetizar destino para sua alma e desvendar sua provisão divina para a sua dor.

A SOLt)ÇÃ() I)E 1)itisjÁ ESTAVA SuBINDo O MONTE DO l)ESTINO


Enquanto você subia por um lado do monte, era impossível ver o que estava subindo pelo outro lado.
Você não sabia disso naquele momento, mas a solução de Deus já estava subindo o monte do destino
divino para encontrar-se com você no cume do monte de Deus, na terra onde se vê com os olhos de Deus.
E se você tivesse parado? E se Abraão tivesse permitido que seu amor por Isaque excedesse seu amor a
Deus por apenas um momento? Creio que a maioria de nós teria pelo menos parado em sua escalada de
adoração para ponderar as conseqüências da desobediência. A escalada ao monte de Deus é muito mais
difícil que a descida.
Se você pára de adorar em seu caminho à presença de Deus, se você pára e atrasa sua subida a uma esfera
mais elevada para entregar sua fraqueza, vazio e fome por Ele, então a resposta também pára.
Si VOCÊ PÁRA NA METADE DO CAMINHO, DEUS TAMBÉM PÁRA
Estou convencido de que se Abraão e Isaque tivessem parado na metade do caminho em sua escalada ao
Monte do Senhor, então o carneiro que ia pelo outro lado do monte também teria parado no meio do
caminho para pastar alegremente. O salmista também se questionou sobre quem seria aprovado como
Descobridor de Deus: Quem poderá subir o monte do SENHOR? Quem poderá entrar no seu Santo
Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro, que não recorre aos ídolos
nem jura por deuses falsos.’
Estou convencido de que o arrependimento é o equivalente no Novo Testamento aos sacrifícios de sangue
da velha aliança. Entramos pela porta do Reino de Deus quando confessamos nossos pecados e
recebemos Jesus Cristo, o Filho de Deus, como nosso Senhor e Salvador. Enquanto muitos cristãos vivem
como se o processo de discipulado e maturidade terminasse por aí, Jesus ensinou que este processo
apenas começa por aí.
Jesus cuidou de nossos pecados de uma vez por todas na cruz, mas nós recorremos a seu sangue
purificador através do arrependimento. A Bíblia diz: “Se confessarmos os nossos peca- dos, ele é fiel e
justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Coisas gritadas ao nosso Pai a distância não o tocam como louvores ou desejos sussurrados ao seu ouvido
de perto. Estou convencido de que o próximo avivamento genuíno será um avivamento de intimidade.
Mas há alguns problemas e obstáculos bloqueando nosso caminho.
1. Exaltações gritadas sem um relacionamento de amor às vezes podem ajudar mais o Diabo do que
abençoar ao Senhor.
A Bíblia conta que uma jovem escrava “que tinha um espfrito pelo qual predizia o futuro” seguiu Paulo e
Silas gritando: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação”.20

A ADORAÇÃO INTRANSIGENTE E PERSISTENTE VENCE O MAL


As palavras dessa mulher, a julgar pela aparência, não parecem ter sido inspiradas por demônios, mas
Paulo discerniu corretamente sua verdadeira fonte e intenção. Ele calmamente expulsou o espírito
maligno em nome de Jesus Cristo e acabou na prisão por causa do transtorno que isso causou. Deus usou
a adoração intransigente e persistente de Paulo e Suas para derrotar o mal e derramou sua luz naquela
prisão de Filipos.
Aqueles cristãos feridos escolheram ignorar os erros cometidos contra eles e subir o monte de Deus
através de um sacrifício de louvor e adoração. Eles adoraram no meio da dor e foram beneficiados!
Experimentaram uma poderosa libertação angelical e ganharam a família de seu carcereiro para o Senhor
na mesma noite! (O que você faria com pessoas que superaram a maior injúria que lhes causou ou se
libertaram da pior prisão em que os colocou, através do louvor e da adoração? Se você não puder calá-las
pela força, junte-se a elas).
2. A falsa proximidade com a Divindade produz derrota dramática nas mãos do inimigo.
Sempre que Deus manifesta seu poder sobrenatural através do ministério de homens e mulheres, isso
chama a atenção. O ministério de Paulo parecia ter o mesmo efeito “pára-raios” que o ministério de Jesus.

Os sinais e maravilhas que fluíam dele em nome de Jesus atraíam aqueles que estavam feridos e sedentos,
mas também atraíam enxurradas de críticas, homens de negócios ofendidos e imitadores baratos buscando
poder espiritual para encher seus bolsos de dinheiro.
CONHEÇA O PERI(;O I)A FALSA PROXIMIDADE COM A I)IVINDADE
Um grupo de oportunistas espirituais da cúpula religiosa daqueles dias aprendeu uma lição pública e
especialmente dolorosa sobre os perigos da falsa proximidade com a Divindade.
Alguns judeus que andavam expulsando espíritos malignos tentaram invocar o nome do Senhor Jesus
sobre os endemoninhados, dizendo: “Em nome de Jesus, a quem Paulo prega, eu lhes ordeno que saiam!”
Os que estavam fazendo isso eram os sete filhos de Ceva, um dos chefes dos sacerdotes dos judeus. Um
dia, o espírito maligno lhes respondeu: “Jesus, eu conheço, Paulo, eu sei quem é; mas vocês, quem são?”
Então o endemoninhado saltou sobre eles e os dominou, espancando- os com tamanha violência que eles
fugiram da casa nus e feridos. Quando isso se tornou conhecido de todos os judeus e gregos que viviam
em Éfeso, todos eles foram tomados de temor; e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.21
Na melhor das hipóteses, o poder da proximidade transforma-nos em microfones nas mãos de Deus,
engrandecendo e amplificando sua voz de autoridade e toque de vida na terra. Quanto mais perto você
chegar dele, mais alto sua voz chega aos ouvi- dos do inimigo e mais poderoso é seu testemunho entre as
pessoas. Mas se isso não vier de Deus, você só amplificará sua própria incompetência.
Analise os comentários dos versados escribas, saduceus e fariseus no Sinédrio, a suprema corte religiosa
composta de setenta anciãos de Israel, a respeito do milagre operado pelas mãos de dois pescadores
supostamente ignorantes:
Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram IB)II1Ifl5 comuns e sem instrução, ficaram
admirados e reco nhecera
que eles haviam estado com Jesus. E como podiam ver ali com eles o homem que fora curado, nada
podiam dizer contra eles. Assim, ordenaram que se retirassem do Sinédrio e começaram a discutir,
perguntando: “Que faremos com esses homens? Todos os que moram em Jerusalém sabem que eles
realizaram um milagre notório que não podemos negar.
Eu sei que Pedro, João e Paulo foram apóstolos ungidos por Deus para lançar os alicerces da igreja do
primeiro século. No entanto, isso não é desculpa para presumirmos que não devemos falar e andar no
verdadeiro poder da proximidade com o Deus Todo-Poderoso. Somos todos chamados a ser testemunhas
dele e a fazer discípulos em nosso mundo.
Talvez sua vida careça do poder da proximidade. Você está preso numa depressão que você mesmo
causou? Você habita no vale da auto-satisfação e se sente à vontade na cidade dc descompromisso?

ADORAÇÃO IRRESOLUTA PÁRA QUANDO O RELÓGIO MARCA MEIO-DIA


É tempo de adorar, mas não com aquela adoração irresoluta que simplesmente pára quando o relógio
marca meio-dia. É tempo de caminhar através da adoração para Moriá, a terra onde se vê com os olhos de
Deus. Louve e adore até chegar ao monte do Senhor, e não aceite nada menos que um encontro de cume
do monte com aquele que é a alegria do desejo do seu coração.
Se falta poder em sua vida cristã, você não o encontrará numa fórmula ou nos “sete passos fáceis para o
sucesso cristão”. Você encontrará esse poder em seu louvor determinado, arrependimento e rendição
desinibidos, e em sua disposição de adorar durante todo o caminho até chegar ao altar de Deus em íntima
proximidade ao seu coração.
Acho que sei o que você está pensando, mas eu li em algum lugar: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas
misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrf [cio vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto
racional de vocês”.
A RECEITA 1)E DEUS IRA A PROXIMIDADE
As passagens que mais se assemelham a uma receita para restaurar a proximidade com Deus em nossas
vidas foram escritas pelo apóstolo Tiago e pelo escritor do livro de Hebreus, respectivamente:
Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Peca- dores, limpem as mãos, e vocês, que têm a
mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem-se e chorem. Troquem o riso por
lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará.24
Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um
novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo. Temos, pois, um grande
sacerdote sobre a casa de Deus. Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com
plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada, e
tendo os nossos corpos lavados com água pura. Apeguemo-nos com firmeza à esperança que
professamos, pois aquele que prometeu é fiel.
VOCÊ JÁ GANHOU SUA MEDALHA POR SUBIR AO ALTAR?
Podemos então, a partir dessas duas passagens, relacionar os itens de nossa receita, mas devo alertar que
ela pode ser tudo menosfácil ou “adaptado à carne”. Se você quer andar e viver no poder da proximidade
com Deus, isso requer que você ganhe a medalha por escalar o monte e chegar ao altar de Deus.
1. Primeiro, aproxime-se de Deus. Suba o monte da renúncia e descobrirá que Ele está esperando por
você com uma provisão divina preparada de antemão.
2. Nas áreas em que você pecou, arrependa-se e purifique suas mãos.
3. Nas áreas em que você tem agido com mente dividida, purifique seu coração.
4. Chore e arrependa-se de seu pecado, e pare de esconder sua dor sob fachadas falsas de demonstrações
positivas e gargalhadas.
5. Reconheça todas as conseqüências do pecado e da separação. Deixe que elas quebrantem seu coração e
tragam dor à sua alma (para que você nunca mais volte àquela condição).
6. Humilhe-se diante do Senhor (não espere que Ele o faça).
7. Permita que Ele o eleve (não tente fazer isso sozinho).
8. Saia da esfera natural e entre na sala da provisão de Deus através do sangue de Jesus.
9. Aproxime-se dele com um coração sincero e em plena convicção de fé. Conheça aquele em quem você
tem crido e saiba por quê.
10. Deixe seu coração ser aspergido (com o sangue de Jesus) para ser purificado da consciência culpada, e
deixe seu corpo ser lavado com água pura (referindo-se à água da Palavra e ao livre fluir do Espírito
Santo em sua vida).
11. Apegue-se com firmeza à esperança que você tem professado, sem hesitação.
“E Ele se aproximará de você”. Deus leva você para perto dele! Isto, meu amigo, é o poder da
proximidade.
Reivindique sua elIira(1a aos bastidores
ADORE ATÉ QUE VEJA COM OS OLHOS DE DEUS
uas irmãs de coração angustiado choraram e lamentaram suas esperanças e sonhos que foram sepultados
junto com o irmão no túmulo. Da perspectiva de Marta e Maria, seu amado irmão Lázaro havia partido
para sempre.1 Jesus também chorou no túmulo de Lázaro, mas, da perspectiva divina, Lázaro estava vivo
e bem, simplesmente esperando a ordem para vol tar à vida.2 Jesus não disse: “Eu serei a ressurreição e a
vida”. Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”.
Por que Jesus chorou? Eu creio que Ele chorou por causa da dor que a limitada perspectiva humana havia
imposto sobre as pessoas que Ele amava. Aquele que “se compadece de nossas fraquezas” e que “passou
por todo tipo de tentação” sentiu toda a dor que o medo e a morte imprimem no coração humano. 4 Sua
missão era fazer algo a esse respeito (caso você não saiba, esta missão foi satisfatoriamente concluí da).
Metade de uma geração mais tarde, encontramos o apóstolo João, já idoso, chorando abertamente
também. Ele estava exilado na Ilha de Patmos por causa de seu compromisso inabalável com Jesus, mas
não era por si mesmo que derramava suas lágrimas. Ele estava chorando por causa de uma tragédia que se
despontava diante de seus olhos.
Então vina mão direita daquele que está assentado no trono um livro em forma de rolo, escrito de ambos
os lados e selado com sete selos. Vi um anjo poderoso, proclamando em alta voz:
“Quem é digno de romper os selos e de abrir o livro?” Mas não havia ninguém, nem no céu nem na h’rra
nem debaixo da terra, que pudesse abrir o livro, ou sequer olhar para ele. Eu chorava muito, porque não
se encontrou ninguén que fosse digno de abrir o livro e de olhar para ele.
Da limitada perspectiva terrena de João, parecia que o destino da terra estava na balança porque não havia
ninguém digno de abrir os selos do livro. Apesar da visão celestial que João estava vendo dentro da
própria sala do trono de Deus, o desfecho era tão incerto que o apóstolo da igreja chorou quase que
inconsolavelmente!
O que aconteceu com este veterano de incontáveis encontros com líderes religiosos, com o imperador de
Roma e com o próprio Satanás? Que crise pôde reduzir este grande líder espiritual e intercessor a
lágrimas?

No início de sua “revelação de Jesus Cristo”, João conta que o Senhor lhe disse: “Escreva, pois, as coisas
que você viu, tanto as presentes como as que acontecerão”.
Mais adiante, enquanto ele descreve a cena que o levou a chorar, João diz: “Vi...”7 (Na verdade, João diz
“Vi...” trinta e seis vezes em apenas trinta e quatro versos do Apocalipse!) Este apóstolo evidentemente
estava vendo os eventos do fim dos tempos através de uma janela aberta, tal como vemos um vídeo ou
uma peça de teatro.
Pessoalmente, não acredito que ele estivesse assistindo aos eventos reais do final dos tempos, porque
creio que se os eventos reais estivessem acontecendo, os atores no drama da redenção não teriam tempo
para interagir com a platéia. Eu penso que, nas palavras de Jesus, esta é uma palavra profética sobre as
“coisas que acontecerão”.
João estava assistindo da terra a um drama sem precedentes ao redor do trono de Deus, cercado por seres
celestiais. A tristeza que rasgou seu coração começou depois que ele notou que ninguém se ofereceu para
responder ao veemente desafio do anjo: “Quem é digno de romper os selos e de abrir o livro?”

O herói estava em apuros! Você entende o que quero dizer com essa afirmação? Para se produzir uma
peça teatral bem-sucedida são necessários dois grupos distintos de participariteS os atores no palco e os
espectadores na platéla.
Quem experimenta as fortes emoções de ansiedade, medo ou terror durante a apresentação de um drama?
Não são os atores no palco. Eles já conhecem o final da história. A experiência de ansiedade é reservada à
platéia porque esta não conhece o roteiro da peça.
João ficou emocionado e foi tomado por ansiedade porque não sabia como as coisas terminariam!
Lembre-se de que João realmente registrou o que viu com tantos detalhes que temos a impressão de que
ele estava anotando enquanto via as cenas (nós temos a vantagem de ter todo o Apocalipse em nossas
mãos. João não tiiiha tal privilégio naquele tempo — ele estava ocupado demais vivendo aquele momento
e registrando o que estava vendo).
O livro do Apocalipse ainda não existia. As únicas visões celestiais que haviam naquela época eram
aquelas deixadas pelos profetas do Antigo Testamento, as que Jesus descreveu em suas parábolas, e
algumas registradas pelo apóstolo Paulo.
Depois que João e as companhias celestes percorreram três remos buscando alguém digno de abrir o livro,
o desespero tomou conta do apóstolo. João disse que ninguém foi encontrado no céu (este é o domínio de
Deus); ninguém foi encontrado na terra (o domínio do homem); e não havia ninguém que fosse digno
debaixo da terra (este é o domínio de Satanás).9
O CÉU ESTAVA DIANTE DE UM ENIGMA CÓSMICO
Este único sobrevivente da grande perseguição começou a chorar. A pressão que dispersou os cristãos do
primeiro século e levou à morte seus companheiros apóstolos jamais o afetara. Por que agora? Porque o
herói estava em apuros. Parecia que o céu estava diante de um enigma cósmico, um mistério de
proporções divinas, aparentemente sem solução.
O apóstolo João estava experimentando emoções humanas que normalmente nío se associam ao Reino
celestial. Quem jamais esperaria ver alguém chorando em desespero diante do próprio trono de Deus?
Este homem estava vendo seres celestiais de poder inestimável, engolfados na glória da sala com piso
brilhante de cristal, onde está o trono de Deus; no entanto, seu medo do final desconhecido o havia
avassalado.
Quando as pessoas estão assistindo a uma trama de suspense, todos esses sentimentos vêm à tona. Ainda
bem que meu sogro tem um bom senso de humor porque vou contar uma história sobre ele. Ele é um
homem incrível e um grande pastor. Ele também participa plenamente daquilo que os instrutores de teatro
chamam de “supressão voluntária de ficção”.
Sempre que ele assiste a um bom filme ou fita de vídeo e fica nervoso a respeito do final, algumas reações
previsíveis acontecem. Nos momentos de maior tensão, ele estende o braço, dá um tapinha no meu ombro
e diz: “É só um filme. É só um filme”.
Por quê? Eu sei que na verdade ele diz isso para acalmar a si mesmo, por isso digo a ele: “O herói não vai
morrer. Está tudo bem. Você sabe que tudo sempre acaba bem no final”. Como se fosse uma fala
programada, ele sempre responde: “Nunca se sabe...” Durante os momentos mais tensos daquela história
dramática, quase parece que ele vai dizer à “congregação” reunida na sala de estar: “Vamos orar”.
João estava completamente absorto numa trama celestial com momentos de suspense muito mais
intensos. João disse: “Eu chorava muito.. .“° A palavra grega no texto original traduzida por “chorava”
não significa simplesmente “chorar”. Significa “soluçar e prantear alto”.1’ Até mesmo esse termo não foi
forte o bastante para João. Ele acrescentou “muito” só para certificar-se que as pessoas soubessem que ele
estava realmente pranteando, soluçando e derramando um rio de lágrimas.
Não conhecemos os detalhes, mas o anúncio angelical que quebrou o coração de João foi emitido
imediatamente depois que os vinte e quatro anciãos lançaram suas coroas diante do trono e adoraram a
Deus. O apóstolo estava tão transtornado com aquele dilema dramático nos céus que seus gritos
desesperados devem ter começado a atrapalhar o ensaio de adoração dos seres celestes.
UM DOS ANCIÃOS SAIU DO CÍRCULO DE ADORAÇÃO
Um dos anciãos saiu do círculo de adoração por alguns instantes apenas para inclinar-se sobre o apóstolo
choroso e lhe dar uma dica sobre o final do roteiro de Deus: Eu chorava muito, porque não se encontrou
ninguém que fosse digno de abrir o livro e de olhar para ele. Então um dos anciãos me disse: “Não
chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos”.12
As coisas de Deus em geral são bem diferentes do que parecem ser a partir de nossa limitada perspectiva
terrena. Observe como o apóstolo João descreve o que viu quando olhou novamente para a cena celestial
e viu aquele que lhe fora descrito:
O ancião celestial disse: “Eis... o Leão”. O ancião terreno e apóstolo disse: “...vi um Cordeiro”. A Bíblia
está errada? A memória de João estava começando a dar sinais de idade avançada? Certamente que não.
Até um exame superficial do livro do Apocalipse demonstra que João tinha uma habilidade
impressionante de comunicar detalhes com exatidão e mistérios indescritíveis com muita destreza.
Posso imaginar João dizendo: “Eu olhei para o céu e não vi um leão. Onde o senhor está vendo um leão?”
“Eis que o Leão da tribo de Judá...” Então, João enxugou as lágrimas de tristeza, olhou para o trono, e viu
um Cordeiro outra vez.
Não se trata de um erro; é um problema de perspectiva. Quando João, o amado, olhou para a cena naquele
ponto do Apocalipse, ele viu a apresentação profética através dos olhos e com a perspectiva de um
membro da platéia que não conhecia o roteiro divino, nem o diálogo do enredo sagrado. Este é o nosso
problema também. Precisamos da ajuda divina. Precisamos ver as coisas com os olhos de Deus. Acho que
outra forma de descrever isso é dizer que precisamos de permissão para andar pelos bastidores.
Você sabe o que significa sentir que não há mais esperança ou que é incapaz de fazer o que deve ser feito?
Você está lutando com uma doença grave ou problemas intransponíveis? Você já se sentiu arrasado por
um sufocante espírito de impotência?
Tem dito a si próprio recentemente: “Não vou conseguir fazer isso... não vou conseguir restaurar meu
casamento... por mais que me esforço, fico sem dinheiro muito antes do fim do mês”? Se você é um filho
de Deus mas ainda se sente sem esperanças, desamparado e preso a maior parte do tempo, Deus quer dar-
lhe permissão para andar pelos bastidores!
Seu grande Sumo Sacerdote diz a você e a mim: “Eu se como as coisas parecem da perspectiva da platéia!
Sei comc você se sente, mas tenho um lugar melhor e um assento melhor reservado para você”.

ESTÁ sioso? É PORQUE NÃO CONHECE O ROTEIRO!


Os escritores de filmes e os dramaturgos trabalham arduamente para que você sinta toda a gama de
emoções humanas quando assiste a seus dramas, mistérios e filmes de suspense. Quando forem bem-
sucedidos no seu trabalho, você sentirá — de modo vicário — toda a tensão, ansiedade, medo e alívio
final demonstrado pelos atores no palco ou na tela. Por quê? Porque você não conhece o roteiro.
Eles lhe mostram uma dona-de-casa meiga e reservada, lavando a louça. Depois mudam a cena na tela ou
jogam um refletor em outra parte do cenário para mostrar um ladrão andando furtivamente pelos arbustos
do quintal, prestes a arrombar a porta e invadir a casa.
Depois, direcionam sua atenção novamente para a mulher que não tem a menor idéia de que está para
tornar-se mais uma vítima e, em especial, para o momento em que ela inocente- mente fecha a porta da
cozinha — mas esquece de trancá-la. Eles
Depois vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, em pé, no centro do trono, cercado pelos quatro
seres viventes e pelos anciãos. Ele tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espfritos de Deus
enviados a toda a terra. Ele se aproximou e recebeu o livro da mão direita daquele que estava assentado
no trono.

O ANCIÃO CELESTIAL VIU UM LEÃO, o ANCIÃO TERRENo VIIJ UM CORDEIRO


Aquele que se debulhava em prantos tinha seus olhos no problema, e o que estava adorando tinha seus
olhos na Solução.
tomam cuidado especial para garantir que você (1) observe o erro fatal e (2) veja que o ladrão está
chegando ameaçadoramente mais perto.
O diretor e os atores alternam sua atenção de um lado para o outro, entre a mulher inocente fazendo seu
trabalho doméstico sem a menor suspeita do perigo que se aproxima, e a ameaça que chega cada vez mais
perto. Depois que a tensão se acumula a níveis insuportáveis, você quer se levantar e gritar: “Tranque a
porta, senhora!”
Satanás tem um lugar de camarote eterno na última fileira do teatro de Deus. Ele não consegue entender o
que está acontecendo, não tem poder para modificar o roteiro de Deus, e mesmo que pudesse ler o roteiro
(ele de fato sabe citar algumas linhas aqui e ali), ele não o entenderia. Ele não tem a chave para o
entendimento da Palavra — o Espírito Santo. Ele nem mesmo consegue uma boa pipoca — tudo que
consegue pegar éo resto queimado no fundo da panela com uma pitada de enxofre.
O roteiro do céu é intitulado “o mistério de Deus” por uma boa razão — é um mistério. O inimigo não o
entende, por isso ele presume que você também não o entenda. De fato, ele trabalha dia e noite para nos
convencer de que não sabemos como tudo acabará no final.
A ADORAÇÃO É A PERMISSÃO DE ENTRAR NOS BASTIDORES QUE PROPORCIONA CESSO
PRIVILEGIADO
Mais uma vez, tenho boas notícias para você. Deus tem um cartão de entrada nos bastidores para lhe dar,
que é a autorização divina para acesso privilegiado, a chave para ajudá-lo a entender os mistérios de
Deus. Este cartão de acesso aos bastidores chama-se adoração.
Você notou uma perspectiva interessante na conversa entre o ser celestial e o apóstolo na terra? Não pude
deixar de notar que aquele que se debulhava em prantos tinha seus olhos no problema, e o que estava
adorando tinha seus olhos na Solução. A adoração tem um efeito direto sobre a sua perspectiva das coisas
celestiais.
É isso que a adoração faz por você: proporciona acesso privilegiado aos segredos da Divindade, aos
mistérios divinos e à sabedoria oculta de Deus que Satanás não pode nem começar a entender. Se até os
anjos no céu não podem entender os mistérios de Deus — quanto menos o príncipe caído chamado
Satanás.
As poucas coisas que Satanás consegue acompanhar, parece que ele descobre somente após o fato
ocorrido. Você já ouviu a expressão “um dia de atraso, um dólar a menos”? O Diabo sempre parece estar
um dia atrasado e com um dólar a menos. As Escrituras declaram que se Lúcifer e seus demônios
soubessem o resultado de seu plano satânico de matar Jesus de Nazaré, “não teriam crucificado o Senhor
da glória”.
Lembre-se por um momento daquele episódio em que minha caçula olhou pela janela do avião e disse:
“Olhe, pai! Gente pequeninha, casas pequeninhas, carros pequeninhos”.
Eu realmente tentei dizer-lhe: “Não, eles são do tamanho normal”.
Ela não respondeu: “Tem razão, eles são pequenos porque estou aqui em cima”, porque ela não entendia
de perspectiva. Satanás também não quer que você entenda a perspectiva espiritual. Se ele não pode mais
subir ao monte do Senhor, também está determinado a não deixar que mais ninguém o faça. Ele não quer
que você entenda que quanto mais alto você subir na adoração, menor ele parecerá e maior seu Pai
parecerá aos seus olhos.

ADORE ATÉ Cl IKCAR A UMA PERSPECTIVA MAIS ALTA


Deus diz a você: “Vou dar-lhe um cartão de acesso aos bastidores. Com isso vocêpoder adorar até chegar
a uma perspectiva mais alta. Isso o ajudará a ver as coisas celestiais e terrenas co os olhos de Deus, para
que você possa discerni-las tal como seres e anciãos celestiais o fazem”.
Quando a sua adoração o levar suficientemente alto e v conseguir ver o drama celestial chamado “o
mistério de Dei a partir da perspectiva divina, você verá que aquele que abr€ livro não é apenas um
Cordeiro com a aparência debilitada cheio de cicatrizes; Ele também é o Leão de Judá que foi liber do em
força e poder inigualáveis.
Paulo descreveu seu assento especial nos bastidores celest quando disse: “Deus nos ressuscitou com
Cristo e com ele nos J assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”)
Seu assento privilegiado nos lugares celestiais faz a diferen ça entre estar sentado no escuro com a platéia
e estar no palc com os atores e com o roteiro à sua disposição para referênci sobre o futuro.
As pessoas na platéia terrena podem ficar nervosas ou pei turbadas porque não conhecem o roteiro. Se
você está no pai co e conhece os atores, e se está em contato com aquele que conhece o final desde o
início, então não ficará nervoso em nenhuma parte da peça! O vilão celestial pode dar suas cambalhotas e
assustar a platéia para fora das suas cadeiras, mas suas palhaçadas não o incomodarão porque você
conhece o final.
A primeira vez que testemunhou o drama celestial, o apóstolo João chorou, mas ele não choraria agora.
Ele recebeu seu cartão de acesso aos bastidores e agora conhece o final desde o início. Seus olhos estão
fixos na Solução e não no problema; agora é um adorador, não um chorão.
Esta diferença de perspectiva tem exercido um papel fundamental nos planos e propósitos de Deus desde
o início dos tempos. A raça humana não é a única que se encontra numa condição de perspectiva limitada.
Satanás sofre de perpétua miopia espiritual; ele é tão míope que não consegue enxergar um milímetro
além do véu da santidade e do mistério do evangelho.
No momento em que se rebelou contra seu Criador, ele perdeu todo acesso aos planos e propósitos de
Deus. Ele é incapaz de perscrutar ou mesmo começar a compreender a mente de Deus. Se ele pudesse,
teria evitado toda a ruína que seus planos trouxeram sobre sua própria cabeça. Eu li em algum lugar:

Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes
do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o
tivessem entendido, não teriam crucfícado o Senhor da glória.
Deus vai falar com você sobre coisas que Satanás não pode descobrir, nem entender. O que Satanás
realmente tem é uma memória como testemunha ocular de milhares de anos de história humana
desvirtuada e de rebelião angelical. É natural que um ser que passou tanto tempo estudando os padrões de
comportamento dos seres humanos, suas fraquezas inatas e seus apetites não redimidos, tenha
desenvolvido um impressionante banco de conhecimento — mas não todo o conhecimento.
Os caminhos de Deus são ocultos e o mistério da justiça está fora de alcance ao príncipe das trevas; por
isso, tudo que Satanás pode fazer é aparecer com sua pirataria barata, como por exemplo o mistério da
iniqüidade.
A Divindade contava com o acesso limitado de Satanás e seu bando caído. Esta é uma das razões pelas
quais Jesus caminhou em seu ministério terreno como um homem. Como o salmista disse: “Entregou o
símbolo do seu poder ao cativeiro, e o seu esplendor, nas mãos do adversário”
SATANÁS SOFRE DE PERPÉTUA MIOPIA ESPIRITUAL
Jesus, o Filho de Deus, poderia ter feito o que quisesse, mas Ele escolheu limitar a si próprio. As mãos
que mediram o Universo por palmos se converteram nas pequeninas mãos de um bebê recém-nascido,
sobre uma manjedoura.
Mais de trinta anos depois, quando estava pregado numa cruz de madeira com os terríveis pregos
romanos, Ele poderia ter convocado dez mil anjos para arrancá-lo de lá, contudo: “não abriu a sua boca;
como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica
calada, ele não abriu a sua boca”.
Até mesmo OS anjos no conseguiam entender todo aquele mistério.20 “O que o Senhor está fazendo?
Não podemos acreditar no que estamos vendo...”
Um bom ator continua interpretando seu papel, mesmo diante de circunstâncias imprevistas. Um bom
soldado é sempre um soldado, esteja ele de uniforme ou despido de qualquer símbolo externo ou indício
de sua identidade e hierarquia.
O ATOR DIVINO CONTINUOU “INTERPRETANDO SEU PAPEL”
Jesus, o Filho de Deus, o ator divino no palco do destino, escolheu continuar interpretando seu papel num
corpo humano debilitado até que o Cordeiro morreu. Precisamos entender que o Cordeiro da cruz e o
Cordeiro que o apóstolo João viu diante do trono de Deus, meio século depois dos eventos no Calvário,
também é o “Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo”
Espere um minuto. O que isso significa? Estava tudo escrito antes do início do mundo e muito tempo
antes dos homens começarem a registrar suas fraquezas por meio das breves cr0- nologias de suas vidas.
Tudo faz parte do roteiro do mistério celestial de Deus.
O ancião conhecia o segredo: a aparência do Cordeiro fazia parte do plano orquestrado de Deus. Ele sabia
que na verdade não era um Cordeiro abrindo os selos. Aquele era o Leão de Judá que havia colocado um
traje de cordeiro. Era a força em aparente cativeiro!
Como participante de uma platéia presa à terra, você pode chorar e dizer admirado: “Olhe a fraqueza do
Cordeiro! Eu não entendo como Deus pode me ajudar através de alguém tão fraco”. O segredo do
mistério é que o poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza humana.
Satanás caiu no enigma divino e, como diria um pescador, mordeu a isca, a linha e a chumbada. Ele não
tem acesso às estratégias e aos conselhos do céu. Ele ainda está barrado do lado de fora da varanda
celeste, separado de tudo que tem a ver com o reino celestial.
Os céus e a terra estão repletos de obras divinas que Satanás não pode compreender. Ele está tentando
descobrir o que está acontecendo naquelas pequenas igrejas plantadas em zonas rurais distantes. Ele não
consegue entender por que um número cada vez maior de congregações nas áreas urbanas insistem em
perseguir a Deus com paixão desenfreada. Vivem como se Deus fosse verdadeiro.
SATANÁS AINDA NÃO TEM UMA PISTA
Ele está coçando sua cabeça chamuscada pelo fogo divino por causa das igrejas que não estão agindo de
modo muito denominacional. Ele não consegue mais distinguir entre elas e as igrejas históricas do Novo
Testamento. Os cristãos apaixonados das nações em desenvolvimento estão realmente frustrando o míope
príncipe das trevas, Os filhos de Deus estão começando a trabalhar, adorar e testemunhar em conjunto.
Tudo está saindo do seu controle, e Satanás não tem uma pista. Ele voltou à sua solução testada e
aprovada para responder aos níveis crescentes de unção, mas desta vez no funcionou.
Em tempos passados, antes da primeira vinda de Jesus, tudo que Satanás tinha a fazer para causar sérios
transtornos à obra divina era matar os profetas do Senhor.
Satanás fez o melhor que pôde para extinguir as chamas de Deus. Todas as vezes que percebia que a
unção estava prestes a inundar a terra, ele começava a matar crianças, como se quisesse impedir o
crescimento de qualquer pessoa que pudesse cumprir a promessa de Deus de ferir gravemente a cabeça da
serpente. O maior temor de Lúcifer é encontrar-se com alguém de calcanhares ungidos! “Porei inimizade
entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe
ferirá o calcanhar”.
Quando o destino nasce e o chamado de Deus cai profeticamente sobre a vida de alguém, Satanás começa
a ter enxaquecas constantes. Como disse antes, ferimentos no calcanhar podem fazer você mancar, mas
ferimentos na cabeça podem ser fatais! Quando começamos a adorar e nossa perspectiva muda, quando a
realidade do avivamento começa a ser absorvida, a promessa divina sobre pisar o leão e a serpente torna-
se uma realidade na vida dos filhos de Deus.
No inferno, é dado o alerta de capacetes. Os demônios saem correndo para proteger suas “cabeças” dos
“calcanhares” levantados dos verdadeiros adoradores. Satanás sabe que Deus tem um estranho amor pelos
descendentes de Adão e Eva, e que o Todo-Poderoso gosta de usá-los como revolucionários e agitadores
no reino demoníaco.
Toda vez que o nome de Moisés é lembrado o arcedemônio ainda sente o aguilhão do fracasso. Apesar da
matança indiscriminada de toda uma geração de bebês hebreus por decreto de Faraó, aquele bebê “de
alguma forma” escapou da morte num testo de junco. Satanás sabia que alguma coisa estava errada —
t’k’ teve o pressentimento arrepiante de que a libertação estava ndo engendrada em algum lugar (ele devia
saber que Deus
sempre consegue esconder entre os juncos um bebê destinado a libertar seu povo).

SATANÁS SENTIU UM TREMOR EM SUA CABEÇA


Quando Jesus nasceu na pequena Belém, Satanás sentiu um tremor em sua cabeça (será que era uma
ferida velha ou a que estava prestes a formar-se com o golpe que lhe seria desferido?).
“O que você vai fazer?” “Preciso abafar isso logo flO início. Preciso matá-lo enquanto ainda é bebê e aí
tudo ficará em ordem outra vez.” Bebês foram assassinados e a matança manchou o reino de Herodes em
Belém. No entanto, mais uma vez, Deus interveio para preservar o que era seu.
Por que todas as vezes que Satanás sente que está subindo a maré da unção, ele vai atrás dos recém-
nascidos? Talvez ele pense ilogicamente que seja melhor matá-los antes que fiquem profeticamente
maduros. Se isso for verdade, estamos vivendo numa geração com índices numéricos de infanticídio
crescendo astronomicamente.
Na prática, a única diferença entre o aborto e a matança indiscriminada de bebês recém-nascidos na época
de Moisés ou Jesus é a tecnologia. Lúcifer conta agora com a tecnologia para matar um bebê no útero de
sua mãe. Creio que isso revela seu nível de temor — ele sente o avivamento chegando. Se Satanás teme a
unção na próxima geração, quanto mais nós deveríamos crer na unção que se manifestará nas gerações
futuras?
Satanás não conseguiu matar o Bebê de Belém, mas ficou empolgadíssimo quando finalmente conseguiu
pregar Cristo numa cruz. “É isso”, rosnou consigo mesmo. “Vou acabar com Ele assim como fiz com os
outros.”
O que ele não sabia era que quando pregou Jesus na cruz tudo que fez foi dar-lhe a oportunidade de
manifestar sua divindade e derrotar a morte, nosso maior inimigo. Sataná teve três curtos dias para
celebrar antes que o peso do desti no e da Divindade caíssem por cima de sua cabeça mancha da de
enxofre.
“Pegamos mais um. Mais um ponto para os meninos maus! Pegamos João o Batista, pegamos Isafas,
Jeremias e os outros profetas antes dele. Agora pegamos esse tal de Jesus!”
Satanás realmente não sabia com quem estava lidando. No mínimo, não conhecia o final do roteiro
divino. Aquele não era apenas outro profeta. Aquele não era apenas mais um cordeiro entre tantos, mas
ele não o percebeu.
Você pode imaginar a festa de celebração que sacudiam os corredores fumegantes do inferno depois que
colocaram Jesus no túmulo?
“Este foi o mais fácil de todos! Ele não discutiu. Não lutou. Ele nem sequer gritou em ira!”
“Matamos mais um. Pegamo-lo; enterramo-lo e convencemos os romanos a montarem uma guarda no seu
túmulo, só por precaução. Nossos problemas estão resolvidos até o próximo profeta — e aí faremos tudo
de novo.”
Tudo que Satanás conseguiu no dia em que matou o Cordeiro foi revelar o Leão!
De súbito, os demônios zombeteiros ouviram uma forte batida nas portas do inferno (nada como uma
visita surpresa das autoridades para interromper uma festa barulhenta).
“()h, oh.”
“Quem está batendo? É melhor você ir ver quem é. Jamais ouvimos alguém bater em nossa porta. Sempre
tivemos de arrastar pessoas até aqui, esperneando e gritando o tempo todo. Quem poderia estar batendo
em nossa porta?”
Pessoalmente acredito que Jesus nem sequer esperou Satanás abrir a porta. Ele a pôs abaixo. Então, o
Leão da tribo de Judá entrou. Posso ver Satanás encolhendo-se de medo e lamuriando diante do Visitante
inesperado: “Senhor?” “Sou eu mesmo. Parece que você não estava esperando companhia.”
“De onde o Senhor veio? O... o que lhe deu autoridade.., eu pensei que o Senhor tivesse dito que este era
meu domínio.”
“Você não sabe? Você me deu autoridade no dia em que me crucificou no Calvário.”
“O quê? O que o Senhor quer dizer? Aquele era apenas mais um profeta...”
“Não, você pode estar certo que não. Aquele não era apenas mais um profeta.”
Não, aquele não era simplesmente outro profeta. Aquele era o Cordeiro de Deus, morto de acordo ao
roteiro sagrado, escrito antes da fundação do mundo. Tudo que Satanás conseguiu no dia em que matou o
Cordeiro foi revelar o Leão! Pergunte ao apóstolo.
O que parece ser um Cordeiro, da nossa perspectiva, na verdade é um Leão aos olhos de Deus. Quando
Satanás matou o corpo de Jesus, o Cordeiro, ele liberou o poder do Cristo, o Leão de Judá. Tudo que o
Diabo conseguiu fazer foi matar o disfarce da Divindade.
As Escrituras resumem o erro crasso de Satanás em apenas uma frase: “Se o tivessem entendido, não
teriam crucificado o Se-
O que ele não sabia era que quando pregou Jesus na cruz, tudo que fez foi dar-lhe a oportunidade de
manifestar sua divindade e derrotar a morte, nosso maior inimigo. Satanás teve três curtos dias para
celebrar antes que o peso do destino e da Divindade caíssem por cima de sua cabeça manchada de
enxofre.
“Pegamos mais um. Mais um ponto para os meninos maus! Pegamos João o Batista, pegamos lsaías,
Jeremias e os outros profetas antes dele. Agora pegamos esse tal de Jesus!”
Satanás realmente não sabia com quem estava lidando. No mínimo, não conhecia o final do roteiro
divino. Aquele não era apenas outro profeta. Aquele não era apenas mais um cordeiro entre tantos, mas
ele não o percebeu.
Você pode imaginar a festa de celebração que sacudiam os corredores fumegantes do inferno depois que
colocaram Jesus no túmulo?
“Este foi o mais fácil de todos! Ele não discutiu. Não lutou. Ele nem sequer gritou em ira!”
“Matamos mais um. Pegamo-lo; enterramo-lo e convencemos os romanos a montarem uma guarda no seu
túmulo, só por precaução. Nossos problemas estão resolvidos até o próximo profeta — e aí faremos tudo
de novo.”
Tudo que Satanás conseguiu no dia em que matou o Cordeiro foi revelar o Leão!
De súbito, os demônios zombeteiros ouviram uma forte batida nas portas do inferno (nada como uma
visita surpresa das autoridades para interromper uma festa barulhenta).
“Quem está batendo? É melhor você ir ver quem é. Jamais ouvimos alguém bater em nossa porta. Sempre
tivemos de arrastar pessoas até aqui, esperneando e gritando o tempo todo. Quem poderia estar batendo
em nossa porta?”
nhor da glória”.24 O que Satanás não sabia foi revelado a você e a mim! Esta é a chave que abre a porta
do seu futuro!

Pense nisto: Jesus disse que tem as chaves da morte e do inferno.25 Se Satanás não tem as chaves nem de
sua própria casa, como ele pode prender você? Como Lúcifer pode manter você na prisão, se Jesus disse
que as portas do inferno não prevalecerão? Eu sinto um espírito de quebra de cadeias vindo sobre o
mundo! Você acabou de ganhar um cartão de acesso aos bastidores do drama da redenção e descobriu que
na verdade é o seu passaporte para sair livre da cadeia!
O LEÃo RU(;IU E SAQ(JKOU OS BENS I)1 SATANÁS
Jesus conhecia ‘cada linha do roteiro celestial. Ele conhecia o final desde o início. Foi por isso que Ele
disse a seus discípulos que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja.26
Satanás não pode nem trancar sua própria casa! Para acumular mais humilhação ainda, quando o Leão de
Judá entrou rugindo em sua casa, Ele saqueou os bens de Satanás e libertou todos os seus cativos.27 Ele
deixou o Diabo praguejando e lamuriando na escuridão: “É... Está tudo acabado. É o fim da linha para
mim!” A única autoridade de Satanás é o engano — fora isto, ele não tem poder para prendê-lo, mantê-lo
abatido ou impedi-lo.
O enganador sente uma nova onda de unção avolumando-se sobre a terra, mas não sabe de onde vem.
Uma geração mosaica está crescendo nos juncos e bebês estão nascendo no Reino de Deus através do
avivamento; ele se sente ainda mais impotente que o normal!
A maravilha do roteiro de Deus inclui ainda mais surpresas de perspectiva que você precisa conhecer. Se
você ainda está se perguntando como isso vai acabar, leia o décimo segundo capítulo do livro de
Apocalipse com a visão dos olhos de Deus:
Apareceu no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e
uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Ela estava grávida e gritava de dor, pois estava para dar à luz.
Então apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, tendo
sobre as cabeças sete coroas. Sua cauda arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na
terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no
momento em que nascesse.
O DIABO NÃO PÔDE SUBORNÁ-Lo NEM COLOCÁ-LO CONTRA A PAREI)E, POR ISSo )ECII)IU
CRUCIFICÁ—LO
Obviamente a passagem acima é uma descrição do nascimento do Bebê divino em Belém de uma
perspectiva terrena. Conta a história do dragão esperando para devorar a criança assim que nascesse. O
dragão não conseguiu matar o Bebê por ocasião de seu nascimento, então tentou suborná-lo no deserto,
colocá-lo contra a parede nas sinagogas, e terminou por crucificá-lo no Calvário.
O Diabo não leu o roteiro divino.
Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi
arrebatado para junto de Deus e de seu trono... Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos
lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente
fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente
chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.29
Evidentemente esta é a parte culminante do roteiro celestial para o drama da redenção. Lembre-se que o
l3ebê em I3elérn
A VISÃO DE DEUS
não é apenas um bebê; do ponto de vista de Deus, Ele também é um Ancião de Dias.
Do ponto de vista terreno, Ele se parece com um bebê em todos os sentidos. No entanto, da perspectiva
celestial e eterna, aquele bebê era a personificação de cada bacia e cada tigela, de cada incenso aromático
e cada sacrifício de sangue oferecido a Deus. Aquele bebê era e é o cumprimento cabal da aliança do
Antigo ‘lestamento em sua totalidade.
No se deixe enganar. Aquele bebê não é apenas um bebê. Ele é o Ancião de Dias que se levantará para
tomar posse e governar toda a Terra.
Agora é hora de pôr fim a outro mito perpetuado pela visão terrena e pelo temor humano. Jesus,
naturalmente, conhecia toda a verdad,e, mas a maioria das pessoas ainda está sendo enganada porque o
Diabo faz tudo que está ao seu alcance para que ninguém descubra a sua real identidade.
Você pode descrever a aparência de um dragão? Se você fizesse uma lista de características peculiares de
acordo ao folclore humano, ela incluiria tamanho gigante, dentes grandes, pele escamosa, garras, uma
cauda que desfere açoites mortais, asas coriáceas e a habilidade de soltar chamas e grandes nuvens de
fumaça preta.
O engraçado sobre dragões é que eles não existem. Creio que os bichos mais próximos a dragões no
reino animal são os dragões Komodo da Indonésia, os maiores lagartos do mundo (ironicamente, ouvi
dizer que a coisa mais mortífera desses répteis é uma bactéria altamente tóxica que goteja de suas bocas.
Talvez devemos acrescentar isto à lista de características autênticas de Satanás).

O DRAGÃO É UMA COMPILAÇÃO DE TODOS OS NOSSOS MAIORES TEMORES


A verdade é que a mitologia do dragão consiste de todos os nossos maiores temores embrulhados num
único pacote. É cada um de nossos pesadelos sobre enormes dentes carnívoros, tamanho imponente, fogo
e fumaça, escamas e garras, envoltos num único pesadelo imaginário.
João precisava buscar estas imagens na sua memória e usar cada fragmento da fantasia humana para
exprimir o temor terreno inspirado pela ira furibunda e ciosa do “príncipe do poder do ar”.3° É verdade
que Satanás já teve uma certa medida de poder sobre a terra, mas um Leão destruiu sua fortaleza, tomou
as chaves de sua mão, saqueou todos os seus bens e estourou seu “balão de dragão vermelho”.3’
A partir da visão privilegiada da perspectiva de Deus, o que acontece quando você desnuda o mito e o
substitui pela verdade? É tempo de desmascarar o dragão vermelho que temos temido e permitir que a
adoração o coloque em seu devido lugar.
Quando fixamos nossos olhos em Deus e adoramos o Rei da glória, Ele se aproxima e parece maior aos
nossos olhos. Ao mesmo tempo, os dentes escancarados do dragão dão lugar a uma diminuta língua
bipartida.
Quando a presença onipotente de Deus enche a nossa tela, a monstruosidade deste dragão subitamente
parece encolher diante de nossos olhos a proporções mínimas. Suas garras desaparecem e são substituídas
por lâminas adesivas que apenas lhe permitem subir em paredes; desta forma não pode mais usá-las como
máquinas para rasgar e abrir seus inimigos.
Podemos eliminar por completo as chamas já que Satanás não gosta de fogo. Deus levou isso em conta
quando projetou o inferno, uma habitação cheia do fogo eterno, desenhada especialmente para o Diabo e
seus anjos.32 Quando você recebe a revelação da perspectiva divina e percebe quão grande Deus
realmente é, seu inimigo encolhe diante dos seus olhos! (Você tem vontade de dizer: “Querida, encolhi o
Diabo!”)
O que sobrou para nos infundir temor? Um dragão em miniatura, sem dentes, sem garras e sem fogo... é
apenas um lagarto. Sinto muito mas o dragão sumiu — tudo que restou foi um lagarto velho e enrugado.
Agora as coisas estão ficando claras. Portanto, depois que você vê as suas circunstâncias com os olhos de
Deus, não são mais como pareciam do ponto dc vista humano.
A adoração coloca Satanás em seu devido lugar de ignominia, e Deus — em seu devido lugar de glória!
VOCÊ ESTÁ VESTINDO O MANTO DE UM SACERDOTE E A COROA 1)E UM REI?
Se você “abrir suas asas” na adoração, não precisará de palavras confortadoras de anciãos celestiais para
lhe dizer que tudc ficará bem. Adore a Ele. Você está vestindo o manto de um sacerdote e a coroa de um
rei — é verdade. Acredite no apóstolo João, fo ele quem escreveu:
E de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra.
Ele nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue, e nos constituiu reino e
sacerdotes para servir a seu Deus e Pai. A ele sejam glória e poder para todo o sempre! Amém.33
Deus não quer você lá embaixo olhando para cima.
Ele quer você lá em cima olhando para baixo.
“Abra as asas” na adoração para que voe alto o bastante para assentar-se ao lado de Deus e ver a partir
dos portais celestes. Obtenha a visão de Deus e a perspectiva divina de sua situação.
Isso é realmente possível? É algo que posso experimentar ou é apenas mais um ensinamento interessante
para o doce lar na pátria celestial?
Você não precisa acreditar em mim. Leia por si próprio na Palavra de Deus. O apóstolo Paulo declarou
sob a inspiração do Espírito Santo:
Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com
Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. Deus nos
ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus?
Deus não quer você lá embaixo olhando para cima. Ele quer você lá em cima olhando para baixo.
Quando você o adora e se assenta em sua presença, você descobre que:
O Cordeiro é um Leão, o Bebê é o Ancião de Dias, e o dragão, na verdade, é um lagarto.
Visto que a natureza humana parece sempre pender para o lado negativo, o lado do temor e da
desesperança, a imagem do dragão do Apocalipse parece dominar as mentes de muitos cristãos. Se você
tem lutado contra a força desta imagem recorrente em seu coração, então veja outra vez a cena bíblica em
sua mente passo a passo.
Primeiro, o dragão estava pronto para devorar o bebê.35 Se já houve uma situação onde não parecia haver
esperança, foi aquela. Porém, era assim que as coisas pareciam antes da adoração.
O final nunca foi incerto para aqueles que mantiveram seus olhos em Deus. Alguns cristãos ainda estão
com medo que o dragão do mal devore o Bebê e que a igreja seja engolida de uma só vez. Eles precisam
de um cartão de acesso aos bastidores para poder assentar-se ao lado de Deus em adoração e poder ver as
coisas com os olhos de Deus.
Quando você voa alto na adoração e chega perto o bastante de sua presença, a mentira cai por terra e a
verdade vem à luz. Se eu conseguir fazer você “abrir as suas asas” na adoração, você ganhará acesso
privilegiado ao roteiro divino e descobrirá a verdade por si mesmo. Estou tentando revelar a você o Leão
de Judá, exaltar o Cordeiro de Deus e desmascarar o dragão.
Se você ainda sofre de pesadelos com Satanás como um dragão vermelho feroz, permita-me oferecer-lhe
uma atualizaçãc bíblica da imagem de flOSSO adversário.
Minha mãe gosta muito de gatos, por isso tive muitas oportunidades de vê-los arrastando uni rato ou
lagarto pelo quintal, para uma prolongada sessão de divertimento. A perspectiva da adoração muda
completamente a visão que você tem dc Deus em sua glória e de Satanás em sua queda. É hora de ver e
dragão vermelho novamente, desta vez com os olhos de Deus.
Satanás tem pesadelos constantes com um lagarto fraco enrugado, amarrado em grilhões e suspenso por
um arcanjo poderoso. Como se isso não bastasse, ele continua vendo fia shes da pata de um enorme Leão
que, de tempos em tempos brinca de rebater para cá e para lá um lagarto encolhido n varanda de Deus.
Sempre que o vulto ameaçador de seu problema ou adver sário espiritual avolumar-se no seu coração ou
mente, ador até chegar a uma perspectiva mais alta. Adore a Deus até qu consiga ver a situação com os
olhos dele. Lembre-se que a coisas não são como parecem da perspectiva terrena.
‘rsonagens disfarçados
O CORDEIRO É UM LEÃO, O BEBÊ É o ANÇIÃO DE DIAS, O DRAGÃO É UM LAGARTO
Q)ocê se lembra de ter lido em algum lugar que Deus vê todas as coisas “do final para o início”? Agora
que Deus nos deu um cartão de acesso aos bastidores e que nos assentamos com Ele nos lugares
celestiais, podemos desfrutar da visão divina de eventos passados, presentes e futuros. Obviamente, ainda
não veremos e conheceremos todas as coisas como Ele, mas o privilégio de poder ver as coisas como elas
realmente são deve mudar significativamente o modo como agimos e vivemos, hoje e no futuro.
Quando o antagonista de nossas vidas nos ataca, não devíamos nos encolher como os outros. Já lemos o
último capítulo do livro; já assistimos ao último ato, e sabemos quem vence no final.
Uma dia minha filha caçula foi comigo a um daqueles famosos parques de diversões que ajudaram a
colocar a América no mapa. Eu havia acabado de “pagar o olho da cara” por nossos passaportes para o
direito de entrar e suar o dia todo, andar naqueles brinquedos que fazem você passar mal, comer porcaria
e ir para casa dizendo: “Estou tão cansado” — quando ocorreu uma revelação.
Eu tinha uma expectativa de captar uma porção daqueles pequenos sorrisos que você guarda para sempre
no banco de memórias de sua mente, quando percebi no rosto dela um ar de completo terror. Assim que
passamos pelo portão da frente, um personagem da TV, em traje azul e com mais de dois metros de altura,
Veio carnbaleando em sua direção para cumprimentá-la. Ela subiu em mim como se eu fosse uma árvore.
A pessoa naquele traje rapidamente entendeu o problema e continuou andando em silêncio, mas eu sabia
que o dia estava perdido. Toda vez que minha filha via algum personagem grandalho no parque, ela ficava
paranóica. Isso significava que eu tinha de fazer alguma coisa.
“Vamos lá, querida.” Peguei-a nos braços e, enquanto caminhavaem direção à fonte do seu medo, senti
suas mãos comprimirem com força minhas vértebras. Pelo vai-e-vem frenético de personagens gigantes e
tufados pelo parque, percebi que estava na hora em que trocavam de turnos no cenário animado (você
pode imaginar o calor dentro desses trajes num dia quente de verão?).
Eu peguei o grandalhão de dois metros pouco antes de ele entrar em seu camarim, e bati em seu ombro.
“Ei, amigo”, chamei. “Com licença.” Apesar de todo aquele enchimento, ele sentiu meu tapinha e virou-
se. Imaginando que o sujeito poderia ser despedido se tirasse seu traje, eu não queria lhe causar
problemas; mas eu tinha uma séria emergência em minhas mãos.
Toda vez que ela vê alguém com roupagens como as suas, ela sobe em mim como se eu fosse uma
árvore.”
Enquanto explicava a situação, fazia o possível para segurar dezoito quilos de uma garotinha assustada.
Aquilo me fez lembrar todas as vezes que precisei pegá-la no colo (tal como as outras duas em sua
infância) enquanto tentava apresentá-la a alguém. Crianças pequenas têm este dom incrível de ir até onde
puderem nas extremidades dos braços de seus pais, o que dá impressão que vai quebrá-los.
Enquanto minha filha fazia o melhor que podia para chegar ao outro lado do parque usando meu braço
como trampolim, eu perguntei ao homem: “Amigo, você poderia...”
Na frente da máscara havia uma espécie de grade ou tela de tecido fino para que a pessoa pudesse ver por
onde estava andando. Mesmo olhando de perto, você mal conseguia ver seus olhos. Eu tinha ouvido falar
que aqueles funcionários não tinham autorização nem para falar com o público, mas pedi assim mesmo:
“Você não faria a gentileza de aproximar um pouco?”
Por fim ele disse: “Coloque-a bem perto”. Eu soltei um grato suspiro de alívio e comecei a trazer de volta
meu braço sobrecarregado com a menina dependurada na ponta. Eu tive de lutar com ela para aproximá-la
daquela “coisa azul”, e seus olhos ficaram ainda mais arregalados.
Ela estava tão assustada que seu corpinho tremia — até que aquele jovem encostou o rosto naquela tela e
disse suavemente: “Ei, querida”. No mesmo instante que viu os olhos dele, ela se deu conta que era
apenas um rapaz. Eu disse: “Viu, querida, é apenas um rapaz vestido nessa roupa enfeitada”.
Daquele momento em diante, sempre que via alguém naqueles trajes, ela pegava minha mão, olhava para
mim e dizia:
“Olhe, papai. Rapazes pequeninhos disfarçados”.
ELA SOBE EM MIM COMO SE EU FOSSE UMA ÁRVORE
“Amigo, eu sei que na verdade você não pode fazer isso, e peço desculpas por pedir, mas você assustou
minha filhinha. Ela ficou muito assustada e vai ficar paranóica pelo resto do dia.
Eu tinha uma expectativa de captar uma porção daqueles pequenos sorrisos que você guarda para sempre
no banco de memórias de sua mente, quando percebi no rosto dela um ar de completo terror. Assim que
passamos pelo portão da frente, um personagem da TV, em traje azul e com mais de dois metros de altura,
veio cambaleando em sua direção para cumprimentá-la. Ela subiu em mim como se eu fosse uma árvore.
A pessoa naquele traje rapidamente entendeu o problema e continuou andando em silêncio, mas eu sabia
que o dia estava perdido. Toda vez que minha filha via algum personagem grandalhão no parque, ela
ficava paranóica. Isso significava que eu tinha de fazer alguma coisa.
“Vamos lá, querida.” Peguei-a nos braços e, enquanto caminhava em direção à fonte do seu medo, senti
suas mãos comprimirem com força minhas vértebras. Pelo vai-e-vem frenético de personagens gigantes e
tufados pelo parque, percebi que estava na hora em que trocavam de turnos no cenário animado (você
pode imaginar o calor dentro desses trajes num dia quente de verão?).
Eu peguei o grandalhão de dois metros pouco antes de ele entrar em seu camarim, e bati em seu ombro.
“Ei, amigo”, chamei. “Com licença.” Apesar de todo aquele enchimento, ele sentiu meu tapinha e virou-
se. Imaginando que o sujeito poderia ser despedido se tirasse seu traje, eu não queria lhe causar
problemas; mas eu tinha uma séria emergência em minhas mãos.
“Amigo, eu sei que na verdade você não pode fazer isso, e peço desculpas por pedir, mas você assustou
minha filhinha. Ela ficou muito assustada e vai ficar paranóica pelo resto do dia.
Toda vez que ela vê alguém com roupagens como as suas, ela sobe em mim como se eu fosse uma
árvore.”
Enquanto explicava a situação, fazia o possível para segurar dezoito quilos de uma garotinha assustada.
Aquilo me fez lembrar todas as vezes que precisei pegá-la no colo (tal como as outras duas em sua
infância) enquanto tentava apresentá-la a alguém. Crianças pequenas têm este dom incrível de ir até onde
puderem nas extremidades dos braços de seus pais, o que dá impressão que vai quebrá-los.
Enquanto minha filha fazia o melhor que podia para chegar ao outro lado do parque usando meu braço
como trampolim, eu perguntei ao homem: “Amigo, você poderia...”
Na frente da máscara havia uma espécie de grade ou tela de tecido fino para que a pessoa pudesse ver por
onde estava andando. Mesmo olhando de perto, você mal conseguia ver seus olhos. Eu tinha ouvido falar
que aqueles funcionários não tinham autorização nem para falar com o público, mas pedi assim mesmo:
“Você não faria a gentileza de aproximar um pouco?”
Por fim ele disse: “Coloque-a bem perto”. Eu soltei um grato suspiro de alívio e comecei a trazer de volta
meu braço sobrecarregado com a menina dependurada na ponta. Eu tive de lutar com ela para aproximá-la
daquela “coisa azul”, e seus olhos ficaram ainda mais arregalados.
Ela estava tão assustada que seu corpinho tremia — até que aquele jovem encostou o rosto naquela tela e
disse suavemente:
“Ei, querida”. No mesmo instante que viu os olhos dele, ela se deu conta que era apenas um rapaz.
Eu disse: “Viu, querida, é apenas um rapaz vestido nessi roupa enfeitada”.
Daquele momento em diante, sempre que via alguém naqueles trajes, ela pegava minha mão, olhava para
mim e dizia:
“Olhe, papai. Rapazes pequeninhos disfarçados”.
ELA SOBE EM MIM COMO SE EU FOSSE UMA ÁRVORE Eu SEI, PAPAI — É SÓ UM LAGARTO
Se o Diabo puder escolher entre ver você vivendo em completo deleite ou completo terror, ele sempre
escolherá o terror. O que Satanás não quer é que você segure na mão de seu Pai e sussurre
tranqüilamente: “Eu sei, Papai — é só um lagarto”.
o engano e o terror inventado são os recursos disponíveis que ele tem. Despojado de toda verdadeira
autoridade pelo Cordeiro que é um Leão, o arcelagarto e mestre do medo e terror dedica sua miserável
existência a enganar e assustar o povo de Deus (ele não tem muito que se preocupar com os outros —
estes já lhe pertencem legalmente).
As coisas precisam ser diferentes agora. Você deu uma boa olhada através da tela do desajeitado traje de
dragão de Satanás
— aquele que é Completamente banguelo. Agora você conhece os bastidores celestiais porque se tornou
um adorador e Caçador de Deus, e sabe como o drama cósmico termina. Já é tempo de vencer o medo do
inimigo.
Certa vez meu pai escreveu: Você percebe que temos autoridade para atormentar o Diabo? Os demônios
não disseram a Jesus: “Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?” (Mt 8.29b) A igreja foi
designada como o purgatório do Diabo . Enquanto ele ainda está na terra podemos atormentá-lo, mas
primeiro precisamos parar de viver como se pertencêssemos a ele e parar de andar com a turma dele. Para
dizer a verdade, não somos nós que deveríamos estar preocupados hoje. A igreja não deveria estar
preocupada com o inimigo; ele deveria estar preocupado conosco! A única razão por que ele não está
muito preocupado é que, em geral, somos mansos, domesticados, autocentrados e satisfeitos demais com
a mediocridade para ameaçar seu bem-estar (Deus chama isso de “mornidão”).l
ANDE NO CAMINHO ELEVADO DE DEUS, NÃO NO CAMINHO BAIXO DE SATANÁS
Li em alguma parte da Bíblia que fomos comprados por um preço e que nos tornamos co-herdeiros com
Jesus Cristo.2 Isso significa que você e eu temos acesso privilegiado a lugares onde Satanás não pode
entrar. Já demos uma olhada no ensaio geral para o grande final; conhecemos o final desde o início. De
alguma maneira, precisamos começar a andar no caminho elevado de Deus em vez de ficar esperando a
morte no caminho baixo de Satanás.
Há um caminho elevado construído especialmente para nós. Nenhum montante de dinheiro pode colocá-
lo ali, mas uma sim- ples rendição de tudo que você é habilita-o a literalmente viver ali se você tiver
coragem.
Eu sinto um calafrio toda vez que penso nisso.
Este caminho elevado não é uma pista de cascalho, asfalto ou concreto forte que vai do Ponto A ao Ponto
B. Na verdade, é um caminho de intimidade com Ele. É um lugar ao qual as feras vorazes do mundo
inferior jamais podem chegar. O próprio Satanás não pode tocar em você ali, pois é um lugar santo. De
fato, estou convencido de que este lugar santo é na realidade uma pessoa, aquele que ousou chamar-se “O
Caminho”:
Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?”
Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”.3
Eu tenho um amigo que pastoreia uma igreja muito fervorosa, repleta de Caçadores de Deus. Ele me
contou uma história surpreendente a respeito de uma “fera voraz” que me fez rir e chorar ao mesmo
tempo. A meu ver, este episódio tem muito a dizer sobre a situação da igreja hoje.
LEÕES TERRENOS E CRISTÃOS AINI)A NÃO SE DÃO TÃO BEM
Este pastor gosta muito de usar ilustrações em seus sermões. Parece que quanto mais aprimoradas forem,
melhor ele acha. Eu não sei ao certo qual ocasião especial deu origem a esta produção singular, mas o fato
é que meu amigo tinha planeja- do para que trouxessem um verdadeiro leão africano para a igreja! Os
leões terrenos e OS cristãos não têm desfrutado de um relacionamento muito positivo no decorrer dos
anos desde que Nero governou Roma. [ste incidente mostrou que eles ainda não se dão tão bem — pelo
menos cm cultos realizados em igrejas.
Provavelmente todos que estavam ali ficaram gratos por meu amigo ter sido flexível o bastante para
manter o leão numa jaula durante seu sermão ilustrado. Não me recordo como o leão se encaixava na
mensagem. Talvez o pastor estivesse ilustrando Daniel na cova dos leões ou alguma outra passagem. Eu
também não sabia que uma moça vestida de anjo estava pronta para entrar voando sobre o auditório
através de um cabo invisível usado em circos e efeitos especiais para teatros.
De acordo com o “roteiro” do pastor, este anjo deveria voar sobre a jaula do leão para ilustrar um
determinado ponto da mensagem. Ninguém consegue rçcordar qual era o ponto específico porque os
eventos que se seguiram naquele culto, por si só, jamais seriam esquecidos por aqueles que os
presenciaram.

Tudo correu bem até que o anjo “voador” atingiu o ponto logo acima da jaula. Naquele momento uma
engrenagem do mecanismo de suspensão rompeu-se e fez o cabo que sustentava a moça vergar. Aquilo já
seria o bastante para enfartar a jovem, mas as coisas na verdade ainda pioraram mais.
DEVE TER SIDO UM SERMÃO MUITO EMPOLGANTE
Estou certo que a equipe de teatro estava bastante orgulhosa daquele traje de anjo no início da
apresentação, porque osten tava uma cauda longa e ondeante. Infelizmente, assim que o breve vôo foi
interrompido de modo abrupto, toda aquela magnífica roupagem caiu bem na frente da cara do leão. Tudo
aquilo deixou o leão zangado, e ele começou a dar patadas e a deixar o artigo injurioso em pedacinhos,
enquanto ao mesmo tempo bramia sua desaprovação. Deve ter sido um sermão muito empolgante.
Não sei dizer como finalmente soltaram a jovem de seu poleiro precário. Tampouco sei o que o pastor
ficou fazendo durante o espetáculo, mas posso imaginar. Seria verdade dizer que aquela jovem estava
segura, mas também seria verdade afirmar que ela certamente não se sentiu muito segura. O leão não
podia alcançá-la, mas sem dúvida conseguiu assustá-la.
Há um lugar em Deus, um percurso seguro ao longo do Caminho Vivo, onde você não pode ser tocado,
não importa o quanto Satanás tente alcançá-lo com suas garras. É um nível de intimidade com Deus que
seria fatal a qualquer pessoa exceto aos filhos de Deus e aos anjos que o servem. O único problema é que
o nível da Divindade não é o nosso nível.
Embora Jesus tenha pago o preço total pela nossa salvação com a sua vida e seu sangue, nós devemos
pagar o preço pela intimidade com Deus rendendo a Ele nossas vidas diariamente. A meu ver, Jesus
nunca pretendeu que o compromisso cristão começasse e terminasse no mesmo dia que nos ajoelhamos
num altar ou recebemos a Cristo numa reunião. Eu ouvi dizer que Ele realmente não era muito flexível
sobre esse assunto. Ele disse ao povo da Primeira Igreja de Jerusalém: “Se alguém quisel acompanhar-
me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz siga-me”.

Em certas situações, esse tipo de compromisso e ponto de vista celestial pode levar você a morrer
literalmente.5 É difícil sustentar esse nível de compromisso com uma dieta constante de chavões
religiosos, sermões requentados de dez anos atrás e algumas horas de televisão cristã no horário nobre. Às
vezes você precisa fazer um sacrifício pessoal maior para obter a vi- são de Deus sobre seus propósitos
divinos e receber um depósito maior de sua presença.
Quando eu era garoto, meu avô (nosso pastor) dizia: “Ei, vamos jejuar um pouco por aqui”, ROUCO
antes de anunciar que ele estava jejuando. Naquele tempo eu pensava: Como eles conseguem? Eu gosto
tanto de manteiga de amendoim e geléia!
NINGUÉM COME— ISSo INCLUI O IE1XE-VERMELHO, OS CÃES E PI{INCJPÁLMENTE AS
CRIANÇAS
Eu conversei com minha mãe e compartilhei com ela meus pensamentos sobre a questão. Na verdade,
meus pais nunca foram legalistas sobre esse assunto. Eles não me diziam: “Não, filho, todos estamos
jejuando e isso inclui você também”. Eu conheço muitos cristãos que arruinaram seus filhos com
legalismo. Ess4s pessoas pensam que se elas precisam jejuar, se elas têm de passar fome, então todos na
casa têm de sofrer também. O peixe-vermelho fica sem a sua refeição matinal, os cachorros não comem e
as crianças decididamente vão ficar sem comer.
Há casos na Bíblia em que crises nacionais levaram as pessoas a incluírem seus filhos em seus jejuns
coletivos e eu entendo isso. Se o Senhor mandar fazer assim, vá em frente e faça, mas, pessoalmente, sou
grato pela forma como meus pais lidaram com esse assunto.
Eu me lembro de minha mãe dizendo: “Filho, vou arrumar o jantar para você. Você pode ficar tranqüilo,
certo?” Ela sabia que eu queria fazer alguma coisa, mas a idéia de desistir de meus sanduíches de geléia e
manteiga de amendoim era arrasadora Iara minha vontade de menino naquela época. A mamãe me
ajudava dizendo: “Veja, tudo que você renuncia para Deus é jilil 1111”, Numflash de inspiração materna,
minha mãe fez uma sugestão estratégica: “Por exemplo, Tommy, por que você não abre mão do seu
chocolate hoje? Você acha que consegue jejuar isso para o Senhor?”
Ela conhecia muito bem minha rotina diária. Todos os dias eu andava religiosamente na minha bicicleta
preta-e-prata até um armazém que ficava a uns três quarteirões de minha casa. Eu gostava muito dos
chocolates Heath. Se alguém tivesse a incrível idéia de celebrar a Ceia do Senhor com esses chocolates,
eu votaria a favor sem pensar duas vezes.
Um jejum de geléia e manteiga de amendoim era demais para mim, mas jejuar meu chocolate de costume
não parecia tão difícil. “Tudo bem, isso eu consigo”, disse. Meus pais poderiam ter-me obrigado a jejuar à
moda adulta, mas isso provavelmente teria produzido o efeito errado em mim. Mas da maneira como
minha mãe fez, ajustando seu entendimento à minha imaturidade de menino, ela ajudou a plantar em meu
coração o profundo entendimento de que tudo que faço para Ele é adoração.
UM SERIA UM SUSSURRO E O OUTRO UM GRITO
Algumas formas de adoração têm uma magnitude ou “volume” espiritual maior, mas é tudo adoração. Se
você comparar o “volume” de meu sacrifício de garoto de um chocolate com um jejum de quarenta dias,
um seria um sussurro e o outro um grito. Contudo, os dois têm a mesma qualidade, e vêm da mesma
fonte.
Minha mãe também me ajudou a subir a escada de fé, usando formas que eu podia entender naquela
idade. Depois que consegui realizar com sucesso meus jejuns de chocolates por 24 horas, meu avô voltou
a anunciar: “Ei, vamos jejuar um poucc por aqui” Minha mãe deve ter percebido que eu ainda nãc estava
pronto para passar sem meus sanduíches de manteiga de amendoim e geléia, mas que estava pronto para
subir mais um nível. Então, ela disse: “Tommy, por que você não vê se consegue abrir mão de seus
chocolates favoritos durante uma semana inteira?”
Eu fiz o que ela me pediu. Entretanto, tive o cuidado de guardar as moedas que normalmente gastava
todos os dias em minha visita religiosa ao armazém. No final do maiorjejum que já fizera diante do
Senhor, eti apanhei minha reserva de dinheiro e fui ao armazém em tempo recorde. Foi bom ouvir o som
de três ou quatro chocolates caindo no balcão juntamente com minha pilha de moedas.
Como acontece com a maioria das pessoas após encerrar um longo jejum, eu estava faminto por aquilo
que havia deixado de comer. Eu não via a hora de saborear meus chocolates, então sentei-me na calçada
do lado de fora do armazém e comi os quatro de uma vez. Eu estava muito mal quando cheguei em casa
(tenho certeza que foi a reação do açúcar).
Quinze anos se passaram desde a última vez que provei um chocolate Heath — simplesmente não me
atraem como antes. Ach5 que tive uma overdose deles naquele dia na calçada do armazém.
A igreja entrou numa era em que a fome, a santidade e o espírito de servo estão suplantando valores
menores como a satisfação pessoal, a conformidade com rituais religiosos e a construção de templos.
Uma vez que você diz sim a Deus e começa a colocar a busca por sua presença acima da busca por suas
bênçãos, alguma coisa começa a mudar em você. Você tem fome de algo diferente!

DEUS ESTÁ LEVANTANDO UMA IGREJA DE ADORAÇÃO, TRABALHO E GUERRA


ESPIRITUAL
Há uma chance de você voltar àquelas velhas buscas por algumas rodadas de autoprazer temporário na
calçada da vida, mas você descobrirá que perderam seu poder de satisfação (e podem fazer você se sentir
mal para cachorro). Há uma razão para isso — Deus está levantando uma igreja de adoração, trabalho e
guerra espiritual em contraste à igreja passiva e um tanto centrada em si mesma dos tempos de
Para misturar as metáforas, Deus está tentando nos preparar para uma colheita de discípulos de arrebentar
as redes, e Ele não será tolerante com qualquer congregação que, por incompetência ou preguiça,
desperdiçar a porção da colheita dele que cabe a ela. Estamos prestes a entrar na era em que a ceifa
continuará até o tempo de arar. Deus colocou a igreja num cronograma acelerado: “Naquele dia levantarei
a tenda caída de Davi.
Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas.
Eu a reerguerei, para que seja como era no passado, para que o meu povo conquiste o remanescente de
Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, e que realizará essas coisas. “Dias
virão”, declara o SENHOR, “em que a ceifa continuará até o tempo de arar, e o pisar das uvas até o tempo
de semear”.
Se você não se submeter ao processo de reconstrução e restauração de Deus, jamais se tornará um
receptáculo para todo aquele processo; você causou um curto-circuito em tudo que Deus podia fazer. E
você pode parar de se envergonhar com o processo de semear. Deus está “consertando as redes”, e Ele
está se preparando para nos enviar à grande pescaria final da meia-noite. É ali que você pega aquelas
enormes pescarias de romper as redes que vimos nas Es- crituras.
Há uma pequena história impressa em uma brochuras informativas do nosso ministério sobre um
fazendeiro e seu amigo que, certa tarde, contemplavam a lavoura. Era uma vista bonita, pouco antes da
colheita, e o trigo balançava graciosamente ao vento. Inspirado por aquele cenário idflico, o amigo do
fazendeiro disse: “Veja como é a provisão de Deus!”
O fazendeiro respondeu: “Você devia ter visto este campo quando pertencia somente a Deus”.

SOMOS OS ELOS MAIS FRACOS NA DIVINA CORRENTE DE VIDA


Até mesmo Deus precisa de cooperação para produzir uma colheita, e você precisa fazer a sua parte. O
Senhor já fez a dele. Jesus estava falando sério quando declarou na cruz do Gólgota:
“Está consumado!”7 Se Deus fez a parte dele, então isso significa que o problema está em outro lugar.
Quer gostemos ou não, a verdade é que nós somos os elos mais fracos na divina corrente de vida para o
mundo.

Se você examinar o “fruto” ou o efeito visível que a igreja tem produzido no mundo durante os últimos
dois mil anos, você verá um claro padrão de altos e baixos (na verdade tem havido mais “baixos” do que
gostaríamos de admitir).
Somos mais insípidos do que sápidos. A intensidade de nossa luz se parece mais com um abajur de 5
watts do que com um farol de 20 quilowatts. Temos investido mais dinheiro e trabalho para aumentar
nossos níveis de conforto do que para alcançar os perdidos e feridos.
Assemelhamo-nos muito àquela árvore que precisava de um pouco de fertilizante e cuidados na raiz como
sua última chance.
PERSONAGENS DISFARÇADOS
As maquinações de Satanás são os brinquedos de Deus.
Alguns gostariam de juntar todas as minhas idéias a respeito de Caçadores de Deus, Descobridores de
Deus e a busca apaixonada pela presença divina e ordená-las sob uma eficiente classificação em seus
exaustivos, porém práticos manuais religiosos. Eu creio que o título geral do arquivo seria: “Tenney,
Tommy — pretensioso pregador de Louisiana que só fala em adoração, adoração e adoração. Conhecido
por pregar em quase qualquer igreja”.
Eles estariam corretos quanto ao meu foco, mas redonda- mente enganados quanto à minha definição de
adoração. A adoração não é limitada a cultos realizados dentro das quatro pare- des de um templo onde as
pessoas se reúnem em volta de um altar ou dos degraus de uma plataforma e choram e lamentam diante
do Senhor. Isso é sem dúvida uma parte importante da adoração, mas nesta era a adoração começa no
momento em que você diz sim a qualquer tarefa, serviço, atividade ou projeto estimulado pela Palavra de
Deus e pelo Espírito Santo.
Se Deus o chama para alimentar os pobres em sua cidade e você diz sim (apesar de não saber como fazê-
lo), Deus considera seu serviço adoração.
“Ei, QUE TAL UM POUCO DEJEJUM AÍ EMBAIXO?”
Temos adorado praticamente a tudo exceto a Deus, e temos feito quase tudo, menos o que Ele nos
mandou fazer. Infelizmente temos pago um preço muito caro por nossa mornidão religiosa. Tudo isso está
prestes a mudar. Quase posso ouvir meu avô gritando dos baluartes celestiais: “Ei, que tal um pouco de
jejum aí embaixo?” O apóstolo Paulo está ao lado dele gritando para nós: “Corram a boa corrida. Corram
para ganhar. Nunca corram apenas para se mostrar. Corram pelo prêmio”. É tempo de levar as coisas a
sério. As maquinações de Satanás são os brinquedos de Deus.
Este é um momento decisivo no cronograma divino. Mais uma vez Satanás está com as mãos na cabeça, e
ele não consegue descobrir o que este momento significa. Em alguma parte a unção está aumentando, e
ele teme que também não será capaz de extinguir este fogo santo. Deus tem uma geração inteira dc
crentes escondida em juncos às margens do seu rio da vida.
o Diabo perdeu sua posição, perdeu seu lugar, perdeu seu entendimento, está desesperado e está
maquinando: “Preciso matar esta unção antes que ela amadureça”. Satanás é um la- drão de sonhos. Ele
quer matar seus sonhos antes que cheguem à maturidade.
Ele teme o que você pode fazer. Tão logo você comece a sonhar, seu plano maligno é mandar alguém lhe
dizer: “Isso não vai acontecer”. Ele tentará abortar o destino que Deus te- ceu em sua vida de todas as
formas possíveis.
O inimigo também quer matar ou desviar seus filhos antes que entrem na plenitude de seu destino.
Nenhuma geração foi alvo de morte e desintegração de identidade numa escala tão surpreendente como
esta geração de jovens.
Precisamos ver pelos olhos de Deus em cada área de nossa vida. Há muito temos coxeado com uma visão
turva das coisas.
Se você pudesse escolher entre uma vista fraca e uma vista perfeita pelo resto de sua vida, o que
escolheria? Esta é a escolha que Deus coloca diante de nós agora. Ver com os olhos de Deus muda
completamente nossas vidas cotidianas de dentro para fora. Os morávios ficaram conhecidos como o
“povo feliz” numa época em que ser feliz era quase considerado um pecado. Por que eram tão felizes?
Eles haviam descoberto um manancial de jubilosa adoração e exuberante louvor. A alegria deles entornou
sobre a vida dos irmãos Wesley e de muitos outros líderes que tiveram papel fundamental na igreja.
Dizem que muitos dos cristãos que morreram como mártires no Coliseu romano deixaram esta vida
cantando hinos de alegria a Deus. Estavam vendo com os olhos de Deus sua situação que, da perspectiva
terrena, sem Deus, parecia totalmente desesperadora.
Eu não preciso pisar em quaisquer calos teológicos ou escatológicos para afirmar que o grande final de
nossa existência se resume a uma palavra — adoração. É o cartão de acesso aos bastidores de uma esfera
totalmente nova de visão, poder e autoridade, fundamentados na intimidade com Ele. Isso não é
complicado. Pegue sua chave com uma criancinha num elevador superlotado:
“Colo, papai! Eu não consigo ver daqui de baixo.”
terra existe um sistema de satélites chamado GPS (Global Positioning System — Sistema de
Posicionamento Global), cuja característica principal são os chamados “pontos de progresso” (pontos de
referência estratégicos ao longo do caminho até o destino final). Talvez nos lugares celestiais haja
também um GPS (Glory Positioning System — Sistema de Posicionamento na Glória).
Que estes dez “pontos de referência” ajudem você em sua caminhada até seu destino final, o Monte Moriá
celeste onde, como turista do tempo, você poderá obter uma visão da cena eterna — e ver com os olhos
de Deus.
1. Nem sempre conseguimos ver com clareza aqui embaixo. É tempo de admitir nosso problema de visão
e pedir ajuda ao Pai Celestial. Os discípulos humildemente pediram a Jesus que lhes ensinasse a orar.
Precisamos levantar as mãos em humildade e pedir com corações infantis: “Colo, Papai. Eu não consigo
ver daqui de baixo”.
2. Em geral, temos uma idéia negativa do zero, mas, da perspectiva divina, este é o número favorito de
Deus, a partir do qual Ele constrói seus relacionamentos conosco (porque zero é seu ponto de partida
favorito para realizar milagres). Precisamos redescobrir o poder do zero e olhar para Ele como a nossa
Rocha e força para o que enfrentamos hoje, e para o que enfrentaremos no futuro.
3. Se quisermos que a presença de Deus venha para ficar, precisamos permitir que a paixão volte à igreja.
Temos tolera- do demais a importunação da patrulha de paixão auto- ungida. Precisamos decidir se vamos
buscar a Deus ou a aprovação da carne volúvel (eu sei o que eu escolheria). Deus está banindo de sua
igreja todas as restrições a DPAs
— Ele vem por causa da nossa paixão, não pela pompa de nossa religiosidade.
3. Precisamos redescobrir o poder bíblico da posição. Filhos e filhas não precisam gritar suas petições da
varanda da frente. Podemos entrar “saracoteando” na sua presença como filhos da casa, e nos aproximar
dele como membros ama- dos da famflia.
4. A perspectiva celestial coloca Satanás, o acusador, em seu devido lugar — lá fora, no frio. Enquanto o
dedo-duro e sua turma estão do lado de fora da varanda de Deus, nós, como filhos e filhas escolhidos,
desfrutamos de acesso privilegia- do à presença do nosso Pai.
5. Pare de transformar os montículos de suas aflições passa- geiras que estão debaixo dos seus pés em
montes que podem acabar ameaçando seu destino. Redescubra o uso apropriado e o potencial do poder da
ampliação. “Proclamem a grandeza do Senhor comigo — aos nossos olhos e aos olhos do mundo”.
6. Um ladrão entrou nesta casa. Alguém roubou nossa adoração e deixou uma imitação barata no lugar.
Assim como os inimigos de Israel saquearam todos os utensílios de adora-
ção de ouro puro do templo de Salomão, alguém conse gui roubar a adoração pura da igreja. Nós a
substituímos por uma réplica barata mascarada pelo verniz brilhante da tradição religiosa e de rituais
vazios (e saiba que os carismáticos, pentecostais e evangélicos possuem tantas tradi çõe religiosas e
rituais vazios quanto seus irmãos católi cos anglicanos ou luteranos) . Deus não se importa com o que está
escrito na placa do seu templo — Ele quer saber se encontrará “adoração verdadeira em espírito e em
verda de em seu coração. 7. É tempo de parar de gritar com o Diabo na varanda e começar a sussurrar ao
Pai na cozinha. Fazemos mais guerra espiritual através da adoração do que através de qualquer
outro meio disponível à igreja. Para ser sincero, creio que deveríamos usar todas as ferramentas que Deus
nos pro porcion mas, acima de tudo, somos chamados a adorá-lo.
Os filhos de Israel só venciam suas batalhas porque Deus lutava por eles. Deus nos deu um cartão de
acesso aos bastidores celestes com todos os direitos e privilégios de cidadãos do céu que
podem assentar-se com Ele ao redor do seu trono. Ele aguarda com ansiedade nossa chegada a fim de
dividir conosco sua visão privilegiada do drama cósmico que está acontecendo agora mesmo. Este cartão
exclusivo está em seu coração e em seus lábios — adore a Ele e seja transportado a um plano de visão
mais alto.
Ganhe uma nova visão de sua breve vida terrena permitindo que Ele a projete na tela maior de seus
propósitos eternos. Adquira uma nova visão (o lado dele, a visão que revela o final desde o início. Isso
mudará por completo o modo como você vive cada dia e o ajudará a tirar o máximo proveito de cada
momento.