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A LEI 13.

006/2014 NO BRASIL: O CINEMA NACIONAL COMO POTÊNCIA


FORMATIVA?

Helga Caroline Peres


Universidade Federal de São Carlos/ UFSCar, Brasil
Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo/FAPESP
(Proc.: 2017/09707-0)

ABSTRACT INTRODUÇÃO

In the year of 2014, was attested, at Brazil,


No ano de 2014 foi sancionada, no
the Law 13,006, which makes mandatory
the inclusion of national movies as a Brasil, a Lei 13.006 que modifica o texto da
complementary curricular component
Lei de Diretrizes e Bases – documento que
integrated with the pedagogical proposal of
Basic Education schools. In the face of this orienta o sistema educacional brasileiro –
assertion, our goal in this paper consists of
para incluir a exibição de filmes nacionais
opening space for discussion about the
unfolding linked to implementation of this como componente curricular complementar
Law in Brazilian schools. We deduce from
integrado à proposta pedagógica das
this proposition two levels of reflection: first,
which Brazilian cinema is formed by a vast escolas. Consta, nesta moção, que a
field of poetic, thematic and aesthetic
exibição de filmes produzidos no país
diversities. The law would give access to
such filmography. However, it must be torna-se obrigatória nas escolas por, no
considered that the Brazilian cinema is
mínimo, duas horas mensais.
pervaded by a cinematography industry
massively shaped by commercial cinema Tal regulamentação é um ponto
and its narrative and formal protocols,
nodal para as pesquisas brasileiras que
being, therefore, tensioned by a filmic
industry that little contribute for aesthetic- tomam como cerne a interface entre
cinematography formation of viewer. It is a
cinema e educação, visto que, a partir de
question to which national cinema the Law
refers. Second, we deduce that Law então, os parâmetros que sustentam a
13,006/2014, although it is a step forward
forma com que os filmes chegam às
against the retrocession of so many
decades of appropriation of the cinema as escolas devem ser reconsiderados e
an instrumental pedagogical resource in
reavaliados em direção à efetivação da lei.
school, presents gaps because disregard
the material and pedagogical conditions Neste ínterim, pretendemos neste trabalho
required for the schools receive the national
apresentar alguns elementos teóricos que
cinema under the perspective that distance
of mere instrumentalisation of movies and venham a contribuir com a ampliação das
that seek alternatives filmic aesthetics to
reflexões sobre as questões que
commercial cinema. For the experience
with Brazilian cinematography language circunscrevem a experiência com o cinema
becomes effective, is necessary a process
nacional nas escolas do Brasil.
of educating educators that who do not
access to national movies as reference in A prescrição da obrigatoriedade da
his pedagogical practices.
exibição de filmes nacionais nas escolas
Keywords: Law 13,006/2014; Brazilian
cinema; experience; movies and education. brasileiras inaugura uma nova agenda de
preocupações que devem ser levadas em
conta no âmbito das pesquisas não apenas
na área da educação, mas também no

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campo do cinema e do audiovisual. Dentre ampliação do repertório estético-
tais preocupações, daremos destaque, cinematográfico em direção a
aqui, para dois pontos em específico: cinematografias que se contraponham aos
primeiramente, para a compreensão da padrões estéticos narrativos explorados
forma com que a grande indústria pelo cinema comercial. A partir daí, seria
cinematográfica brasileira se estrutura. É possível compreender os processos de
inegável que o cinema brasileiro é marcado atuação dos filmes estritamente comerciais
por cinematografias que abarcam grande em nossa formação.
diversidade de formas narrativas, estéticas Ora, se a Lei 13.006/2014 não nos
e poéticas. No entanto, não se pode deixar apresenta especificações acerca do tipo de
de considerar que o cinema brasileiro cinematografia nacional que deve ser
hegemônico, que possui maior visibilidade levada às escolas e à forma com que esta
no país, tem como molde os protocolos inserção deve ser realizada, como pode a
narrativos e formais do cinema mainstream experiência estética com o cinema nacional
hollywoodiano, que apresenta consonância acontecer de maneira refletida e
com os esquemas da indústria cultural – aprofundada? Segundo Bernardetiii, o
esta que visa, majoritariamente, a produção público brasileiro possui como referência
de bens padronizados voltados para a estética o cinema norte-americano que,
identificação do espectador com a lógica do desde o início do século XX, ocupou o
consumoi. mercado cinematográfico nacional. Deste
Por não trazer especificações acerca modo, houve um processo não apenas de
desta questão, buscaremos nos edificação e consolidação de um mercado
argumentos do idealizador da proposta – o fílmico nacional baseado em seus
senador Cristovam Buarque – elementos parâmetros, mas também a promoção da
que nos auxiliem a compreender, de educação do público brasileiro em direção
maneira geral, os objetivos da Lei; estes a estes padrões. Se este processo de
nos apresentam alguns indicadores sobre o educação do gosto é premente no âmbito
tipo de cinematografia à qual a moção se da formação dos sentidos, como é possível
refere. Julgamos ser este ponto relevante que outras estéticas adentrem o âmbito
em função da necessidade de se repensar, escolar?
de maneira crítica, o tipo de educação dos Esta questão nos leva ao segundo
sentidos promovida pelos filmes da grande ponto que traremos à baila neste trabalho,
indústria cinematográfica mainstream – a qual seja, a forma com que esta lei ecoa
qual já se tem acesso fora dos muros em um universo escolar onde o cinema,
escolares. majoritariamente, encontra-se travestido
A hipótese central defendida neste como recurso escolar de apoio aos
trabalho tem como base a premissa de que conteúdos escolares. E, mesmo dentro
a experiência estética com o cinema, na desta perspectiva, são poucos os filmes
escola, deve suscitar faculdades como a nacionais que são utilizados para se pensar
imaginação e a fantasiaii, através de uma os conteúdos em questãoiv.

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Tal processo de didatização leva à nacional poderia ser pensado dentro da
perda de sentido da experiência estética escola: se seria viável integrá-lo ao
com o cinema – visto que aos filmes é currículo complementar da proposta
atribuída uma função extrínseca de objeto. pedagógica das escolas, ou se seria
A experiência com o cinema nacional – que relegado à um dos conteúdos
suscitaria a aproximação com estéticas programáticos da disciplina de Arte; neste
fílmicas diversificadas –, nesta perspectiva, caso, a exibição de filmes nacionais seria
é tolhida em função do redimensionamento apenas um indicativo, e não uma
dos filmes, que são relegados a uma obrigatoriedadev.
posição secundária. Tendo sido alterado, no ano de 2010,
Para que a experiência com o o Projeto de Lei – agora PL 7.507/2010 –
cinema nacional, enquanto potência passou a contar com o apoio substancial
formativa histórica, estética e poética, se de discussões que aconteciam
aproxime do universo das escolas, é concomitantemente no campo do
necessário um processo de formação dos audiovisual; estas endossavam a
educadores para que apreendam novas necessidade de o cinema nacional se
possibilidades de apropriação do cinema aproximar das escolas de Educação Básica
brasileiro na escola. Deste modo, a Lei no Brasil. Barravi explica que, no ano de
13.006/2014 deve ser perscrutada à luz 2012, educadores, cineastas, produtores,
das necessidades provenientes das arquivistas e conservadores da Rede
instituições escolares, de maneira geral, e Latino-Americana de Educação, Cinema e
das práticas pedagógicas, de maneira Audiovisual (Rede Kino), que estavam
particular. presentes na 7º Mostra de Cinema de Ouro
Preto (CINEOP), trouxeram para a pauta
DESENVOLVIMENTO de suas discussões o compromisso com a
A LEI 13.006/2014: CONTEXTOS E educação, enfatizando a necessária
SIGNIFICAÇÕES
articulação entre educação e criação

A proposta apresentada pelo cinematográfica através de práticas que

Senador Cristovam Buarque, já em 2008, ampliem e deem vazão a novas

foi alvo de resistências e questionamentos experiências com o cinema e o acesso à

que postergaram o avanço das discussões diversidade da produção nacional.

sobre a Lei que se refere à entrada O apoio à PL 7.507/2010 foi uma

obrigatória do cinema nacional nas escolas pauta amplamente discutida no evento,

brasileiras. Tal discussão demorou a ser onde foi pontuada a necessidade de uma

aceita com seriedade não apenas no articulação profunda entre o campo da

âmbito político, mas também no âmbito educação e as políticas públicas de

educacional. incentivo ao cinema brasileiro. As

O primeiro projeto de lei associado à propostas aqui elaboradas circunscreviam

proposta – a PL 185/08 –, trazia como às seguintes questões: garantia de acesso

principal debate a forma com que o cinema às obras cinematográficas sem ônus para

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as escolas públicas, nos casos em que o escolares e das práticas docentes. Uma
Estado conste como produtor; inscrição na iniciativa mais marcante no que tange à
Lei de Autorais (LDA) do não pagamento análise pormenorizada dos efeitos e
destes direitos em obras protegidas, significações que surgem a partir da
quando os fins de exibição forem promulgação é colocada em prática já no
educativos; garantia de adequada condição ano de 2015 por Adriana Fresquetviii,
para exibição de filmes em todas as pesquisadora que se preocupou em
escolas; incentivo aos projetos que elaborar materiais voltados para a
articulam o cinema nacional com as discussão sobre os sentidos da Lei e as
escolas e que auxiliem os professores no possibilidades e limites da inserção do
trabalho com o cinema; além do cinema cinema nacional na escola.
nacional, a longo prazo, ser pensada Fresquetix pontua alguns aspectos
também a inserção do cinema latino- relevantes para a compreensão dos
americano nas escolas; ampliação dos objetivos que estão encobertos sob a Lei e
diálogos entre o então Ministério da Cultura que, por sua vez, nos dão alguns indícios
e o Ministério da Educaçãovii. sobre sua significação. A autora expõe,
Tais discussões vieram a contribuir inclusive, uma entrevista que foi concedida
com o tensionamento das resistências ao por Cristovam Buarque, onde o senador
projeto e com a ampliação da proposta do apresenta suas motivações – que, após a
Senador Cristovam Buarque. No dia 26 de promulgação da Lei, “[...] passam a ser
junho de 2014, então, é sancionada pela reflexões sobre sua aplicabilidade” x.
Presidenta Dilma Rousseff a Lei 13.006: O senador pontua na entrevista em
questão que, ao propor que o cinema
Lei nº 13.006, de 26 de junho de 2014 nacional seja obrigatório nas escolas,
Acrescenta § 8º ao art. 26 da Lei nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996, que enxerga que
estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para obrigar a
exibição de filmes de produção nacional [...] a única forma de dar liberdade à
nas escolas de educação básica. indústria cinematográfica é criar uma
§ 8º A exibição de filmes de produção massa de cinéfilos que invadam nossos
nacional constituirá componente cinemas, dando uma economia de
curricular complementar integrado à escala à manutenção da indústria
proposta pedagógica da escola, sendo a cinematográficaxi.
sua exibição obrigatória por, no mínimo,
2 (duas) horas mensais. Esta Lei entra
em vigor na data de sua publicação. Nesta colocação vemos, claramente,
que Buarque se refere a um processo de
Curioso é que a sanção da Lei não educação do público brasileiro para que
teve grande repercussão no universo este ocupe as salas de cinema que exibem
escolar. Após uma tímida divulgação, que filmes nacionais – um púbico que, como
ocorreu majoritariamente via internet, coloca Bernardetxii, teve seu gosto
através de notícias sobre a Lei e as colonizado pelo cinema norte-americano.
benesses que adviriam de sua efetivação, Com isso, tornar-se-á possível ampliar a
parcas foram as discussões que de fato indústria cinematográfica brasileira,
atingiram o âmbito das instituições incentivando a produção fílmica no país.

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No entanto, um argumento que futura formação de consumidores de
também parece estar contido nesta fala do cinema é colocada como centro da
senador é que tal ampliação da indústria questão.
cinematográfica ocorreria através da Outra fala marcante de Cristovam
produção de filmes com os quais o público Buarque diz respeito à relação entre
se identifica – já que deve ocorrer pela via cinema e arte. Segundo o senador,
do gosto. Isso nos leva àquilo que pontuam
os filósofos Theodor Adorno e Max [...] a arte deve ser parte fundamental do
processo educacional nas escolas. A
Horkheimerxiii quando se referem ao cinema ausência de arte na escola, além de
como principal expoente da indústria reduzir a formação dos alunos, impede
que eles, na vida adulta, sejam usuários
cultural. Adorno e Horkheimerxiv inferem dos bens e serviços culturais; tira deles
um dos objetivos da educação, que é o
que tal processo de identificação não leva a deslumbramento com as coisas belas. O
nada menos do que a subsunção do cinema é a arte que mais facilidade
apresenta para ser levada aos alunos
espectador às ideologias da indústria – nas escolas. O Brasil precisa de salas de
cinema como meio para atender o gosto
que, por meio de protocolos narrativos e dos brasileiros pela arte e ao mesmo
formais de fácil compreensão, que se tempo precisa usar o cinema na escola
como instrumento de formação deste
fazem receita para a produção de enredos gostoxv.

similares, educam o público para o


Novamente, encontramos elementos
consumo irrefletido de suas mercadorias.
valiosos para a compreensão dos sentidos
Há muito tempo os protocolos
da Lei 13.006. Não discordamos, de
estético-narrativos e formais do cinema
maneira alguma, de que a arte deve ser
padrão hollywoodiano são modelo para a
parte substancial no processo educativo
produção de filmes em escala mundial,
escolar. No entanto, é preciso questionar
fazendo-se presentes na linguagem e
aquilo que o senador concebe como “arte”:
estrutura dos filmes produzidos em acordo
o cinema, segundo Adornoxvi, ocupa uma
com os moldes industriais. Quando o
posição tensionada entre a esfera da arte e
senador Cristovam Buarque justifica a
a esfera da mercadoria, por integrar o
obrigatoriedade da exibição de filmes
âmbito dos produtos da indústria cultural.
nacionais nas escolas com o argumento de
Sua potencialidade artística consiste
que isto seria profícuo à “economia de
justamente no questionamento dos
escala à manutenção da indústria
protocolos narrativos e formais que
cinematográfica”, entendemos que há
demarcam o cinema comercial, através da
ênfase para os filmes produzidos em
produção de filmes que tragam elementos
escala industrial, que seguem os protocolos
como a radicalidade, a dissonância, o
citados, em detrimento do cinema
enigma, e o espaço para que o espectador
independente ou do cinema experimental,
construa seus próprios prolongamentos
por exemplo. Além disso, com esta ênfase,
reflexivos.
uma formação do gosto que vá além dos
A cinematografia que possui
produtos fílmicos padronizados é relegada
intenção de se aproximar da esfera da arte
para um plano secundário, visto que a
não deve, necessariamente, causar o

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“deslumbramento com coisas belas”, como outras expressões artísticas. Tal
afirma o senador. O deslumbramento argumento, que encontra respaldo na
irrefletido não dá espaço para que a revolução microtecnológica ocorrida nas
experiência do espectador se efetive. A últimas décadas e que em tese proporciona
arte, mais do que remeter ao belo, deve se a acessibilidade a suportes diversificados
fazer um abalo para quem a contemplaxvii. para a exibição de filmes, mostra-se falho
Esse abalo é o que pode vir a recuperar o na medida em que os investimentos
espaço necessário para que o espectador realizados no âmbito da educação, de
recobre sua imaginação e sua fantasia. maneira geral, e da efetivação da Lei, de
Cineastas como Glauber Rocha, maneira específica, são mínimos. Em uma
Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, pesquisa realizada no Estado de São
Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Pauloxix, que teve como foco a análise da
Hector Babenco, Gabriel Mascaro, dentre forma com que os professores do Ensino
tantos outros, cumprem tal intenção de Fundamental se apropriam dos filmes em
gerar um abalo em seu público através da suas práticas, foi constatado que grande
contestação dos conteúdos e da forma do parte das escolas participantes não
cinema mainstream hollywoodiano. possuía recursos como filmoteca ou
Segundo Loureiroxviii, tal cinematografia aparelhagem adequada para a exibição de
promove não apenas a ampliação de filmes em sala de aula.
repertório estético, mas permite O senador afirma ainda que

[...] se apropriar da experiência de um A escola é uma coisa hoje muito chata.


cinema que buscou pensar o Brasil a Nós temos que levar alegria, diversão, e
partir de uma perspectiva outra que não isso é a cultura que leva. Cultura é
a da estrutura oligárquica típica das simples. Ensino à maneira tradicional,
classes dominantes; um cinema que, sem cultura, fica chato e as crianças não
com erros e acertos, mostrou os dilemas aguentam mais. A criança de hoje está
e as contradições da realidade social muito mais para o audiovisual do que
brasileira. para o ‘ao vivo’. Ela gosta da tela. Ela
cresceu, nasceu vendo as coisas na tela.
Então, a tela é atraente.
No entanto, será a estes cineastas a Lamentavelmente a escola brasileira não
quem Cristovam Buarque se refere? Ao dar tem ainda lousas inteligentes em todas
as salas, não tem computador... então,
ênfase para a necessidade de um processo vamos colocar o cinemaxx.

educativo do espectador brasileiro para


Diversas incongruências ficam claras
ampliar a indústria cinematográfica
nesta fala. Primeiramente, a associação
nacional, fica implícito que o senador prevê
entre diversão e alegria ao conceito de
a veiculação de filmes que se adequam aos
cultura – que, nas palavras do senador,
moldes da grande indústria e que integram
deve ser algo “simples”. Nossa cultura não
a lógica comercial. A formação do gosto,
é simples. Como associar os tantos séculos
como citado, aparenta ser uma formação
de colonização, espoliação cultural e
para o mercado.
desigualdades a algo simples e divertido?
Outra questão relevante presente na
Como pensar que o cinema, por si só, dá
fala do senador é a facilidade de se levar o
acesso à cultura? Cultura, na perspectiva
cinema para as escolas, em detrimento de

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aqui adotada, é mais do que a aproximação que tem que fazer isso e havendo certa
simpatia de parte dos professores, a
dos bens artísticos ou produtos escola encontrará o caminho. O MEC já
comercializáveis travestidos sob a forma de deveria estar comprando audiovisuais
além de livrosxxiii.
arte, e também não deve ser associada ao
consumo de tecnologias “atraentes”. Além Neste argumento, o cinema parece
disso, a afirmação de que a instituição ser considerado uma linguagem que fala
escolar encontra-se ultrapassada quando por si só. Em outras palavras, a mediação
não se adapta a um contexto onde a do professor não teria grande relevância,
tecnologia se faz premente consiste em posto que apenas a exibição de filmes
mais uma pauta da ideologia do consumo – nacionais, sem nenhum tipo de reflexão
visto que, nesta perspectiva, os meios se aprofundada sobre sua linguagem, seria o
sobressaem aos conteúdos. suficiente para que a Lei fosse efetivada.
A ideia de que a escola é “chata” Todavia, o cinema percorre um longo
quando não é divertida é um indício de que caminho até chegar à escola: passando
as formas de transmissão dos conteúdos pela escolha dos filmes que serão
são consideradas mais importantes do que assistidos, pelos critérios utilizados para tal
o próprio conhecimento a ser construído na escolha, pelas atividades e reflexões que
instituição. Gruschkaxxi afirma que esta serão desenvolvidas a partir da experiência
questão é associada à apropriação da com uma cinematografia que é pouco
didática escolar e dos diversos recursos comum em sala de aula. Tais questões são
didáticos enquanto “[...] um tempero mais colocadas em segundo plano pelo senador
saboroso”, que torna o ensino mais que trouxe à baila a proposta que permitiu
atraente ao mesmo tempo em que a efetivação da Lei.
legitimam a prominência da lógica da De maneira alguma
indústria cultural no âmbito escolar. O desconsideramos que a Lei 13.008/2014
cinema, na perspectiva do senador, parece constitui um grande avanço frente aos
ocupar justamente o lugar criticado por tantos anos de inserção do cinema
Gruschkaxxii: um objeto que atrai a atenção comercial nas escolas de Educação
de crianças que nascem já educadas por Básica. Embora as lacunas na proposta do
“telas”, e que caberia perfeitamente como Senador Cristovam Buarque sejam
uma maneira de adequar a escola às inquietantes – principalmente por pautar a
tecnologias de seu tempo. inserção do cinema nacional na escola em
Curioso é que ao se referir à critérios que parecem estar atrelados a um
efetivação da Lei 13.008 nas escolas, mercado que há quase um século tem
Cristovam Buarque não nos apresenta limitado as possibilidades de afirmação e
detalhamento específico: divulgação de uma cinematografia
organicamente brasileira –, o fato de se
[...] por mim, seriam mais de duas horas tratar de uma proposta que se encontra em
mensais, mas para ser mais de duas
horas teria que ser no horário integral aberto, no que tange às formas de
[...]. Agora, o modus operandi eu abordagem, nos dá subsídios para pensar
confesso que não sei direito. Sabendo

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em caminhos alternativos para o ingresso hollywoodiana. E, quando se apropriam dos
do cinema nacional em sala de aula como filmes em suas práticas pedagógicas, estes
uma potência formativa. Defendemos a são utilizados como apoio para os
possibilidade de que esta democratização conteúdos escolares que seus alunos têm
do acesso a estéticas que se afastam da dificuldade de compreender.
estética mainstream possa ocorrer pela via Daí deduzimos, primeiramente, que
da experiência estética com filmes por terem seu gosto modulado por filmes
nacionais; para tanto, é urgente que a que possuem uma estética padronizada,
didatização da arte, de maneira geral, e do poucos são os filmes nacionais que
cinema, de maneira particular, deixe de ser chegam à escola por iniciativa dos
pensada como única opção viável ligada ao professores. Deste modo, quando
cinema na escola. Cristovam Buarquexxix pontua que as
escolas devem encontrar seu próprio
A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA COM O caminho na abordagem do cinema
CINEMA NACIONAL: NOVAS VIAS nacional, corre-se o risco de se reforçar as
PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA
mesmas estéticas e poderes econômicos
que dominam um mercado que restringe as
Como já explicitado, muito daquilo
diferenças. Em segundo lugar, julgamos
que se entende das relações entre cinema
que a experiência estética com o cinema,
e educação escolar no Brasil tem como
de maneira geral, não chega à escola, visto
referência o uso dos filmes como recurso
que este se torna recurso de apoio.
didático de apoio aos conteúdos escolares.
A entrada do cinema nacional na
Embora despontem, cada vez mais,
escola exige que os docentes repensem
iniciativas institucionais e projetos
suas próprias práticas quando do uso do
independentes que visam o rompimento
cinema na escola. Isto porque, quando
com a lógica da instrumentalização do
inserido no mesmo pacote de filmes norte-
cinema – e, aqui, poderiam ser citados
americanos, a especificidade estética,
como exemplo os trabalhos de Fresquetxxiv,
poética e narrativa que é peculiar ao
Nortonxxv, Bergalaxxvi, Migliorinxxvii, dentre
cinema nacional é deixada de lado.
tantos outros –, tem-se uma cultura escolar
Todavia, é mister questionar: professores
fortemente arraigada que ainda resiste à
da educação básica, que tem uma
desmobilização do espaço facultado ao
formação estético-cinematográfica enleada
cinema na escola. Discorrendo, de modo
predominantemente por um único tipo de
mais específico, sobre a relação que
cinematografia, possuem repertório para
professores do Ensino Fundamental
abordar tais questões em sala de aula?
estabelecem com o cinema – mote de
Como gerar uma aproximação profunda
nossa pesquisa de mestradoxxviii –,
entre professores e linguagem
pudemos observar que esta relação, no
cinematográfica?
âmbito da formação cultural, tem como
Aparentemente, tais questões
referência filmes majoritariamente
possuem uma resposta incontestável: qual
comerciais da indústria cinematográfica

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seja, o investimento na formação inicial e um momento falível, com a qualidade da
persuasão. [...] O abalo intenso,
continuada de professores para que estes brutalmente contraposto ao conceito
ampliem seu repertório cinematográfico usual de vivência, não é uma satisfação
particular do eu, e é diferente do prazer.
nacional, reconheçam o papel exercido É antes um momento da liquidação do eu
que, enquanto abalado, percebe os
pelo cinema comercial, e se apropriem de próprios limites e finitude. Esta
novas formas de abordagem dos filmes que experiência é contrária ao
enfraquecimento do eu, que a indústria
se afastem da didatização que é tão cultural promove.

comum. Todavia, é preciso pensar com


Este excerto, apesar de não se
certa dose de cuidado o significado de uma
referir especificamente à experiência com o
autêntica formação estético-
cinema, é subsídio para a compreensão
cinematográfica que permita que estes
daquilo que está contido neste conceito.
professores se apropriem do cinema pela
Diferentemente dos produtos da indústria
via da experiência.
cultural que, supostamente, promovem um
O conceito de experiência, no âmbito
tipo de prazer e alegria que, em realidade,
da filosofia estética e das teorias do
são forjados, e que se aproximam de uma
cinema, é marcado pela diversidade de
mera vivência – e, vivência, aqui, remete
abordagens. Pautamo-nos, neste trabalho,
ao que é efêmero, passageiro, não
naquilo que é postulado pelo filósofo
registrado em níveis profundos de memória
Theodor W. Adornoxxx e pelo cineasta
–, a autêntica experiência envolve “a
Alexander Klugexxxi. Ambos tinham no
decisão a seu respeito”. Isto significa que,
cinema o cerne de suas preocupações: o
ao ser abalado pela experiência, o sujeito
primeiro, por considerar que o cinema
deve se aproximar do “conceito”, daquilo
seria, contraditoriamente, expressão
que é imanente à obra de arte, e que o
máxima da indústria cultural – mas que,
tomará de assalto fazendo com que
mesmo ocupando tal posição, detém a
alcance novas formas de compreensão de
possibilidade de integrar a esfera da arte. E
si e do mundo.
o segundo, por tomar como referência os
A experiência com o cinema também
escritos de Adorno e produzir filmes que
deve ir além da mera vivência. Todavia,
causem fissuras na lógica da indústria
para que isso ocorra é necessário que a
cultural. Estes autores nos apresentam
própria posição ocupada pelo cinema seja
elementos significativos para pensarmos
compreendida, pelo espectador, de
em que medida a experiência estética com
maneira tensionada. Em outras palavras, a
o cinema pode ser traduzida no âmbito
experiência com o cinema é concebida
escolar.
como uma formação sensível que envolve,
Adornoxxxii, em sua Teoria Estética,
ao mesmo tempo, momentos de
pontua que
entendimento e de sentimento. E
compreender que o cinema, apesar de
A experiência plena, desembocada no
juízo sobre a obra desprovida de juízo, concebido a partir de uma técnica
exige a decisão a seu respeito e, por
conseguinte, o conceito. A vivência é fetichizada que atende à lógica da indústria
apenas um momento de tal experiência e cultural, pode vir a exprimir o caráter

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artístico, é um dos necessários momentos filme em mero fetiche do e pelo mercado.
de entendimento que tangem à Tem-se aí uma concepção dialética de
experiência. experiência, que consistirá então em uma
Indo além, Adornoxxxiii afirma, mediação entre percepção individual e
especificamente em relação à estética contingência social. Deste modo, a
cinematográfica, que experiência estética com o cinema
consistirá em uma expansão do espaço de
A estética do filme deverá antes recorrer recepção cinemática, uma vez que vitalizar
a uma forma de experiência subjetiva,
com a qual se assemelha apesar de sua e estimular as formas de recepção fortalece
origem tecnológica e que perfaz aquilo o potencial imaginativo do espectador, que
que ele tem de artístico.
passa a compreender o caráter
Diferentemente da vivência contraditório de uma arte que é também
promovida no seio da indústria cultural, tal uma indústria.
experiência subjetiva citada por Adorno, A ampliação dos espaços de
dentre outros elementos, parece apontar recepção cinemática na teoria de Kluge,
para um tipo de experiência que se tornará segundo Roldánxxxv, pode ser
matéria da autonomia. O filósofo aposta em compreendida como um rompimento das
filmes e cinematografias que procuram cadeias associativas automáticas do
voltar-se para a experiência subjetiva como espectador. Isto porque o cineasta
uma forma de completar aquilo que ele considera que, ao contrário da antecipação
possui de artístico, como uma forma de das reações de seus espectadores –
desafiar a técnica. Essa potência deve ser capcioso mecanismo utilizado pela
traduzida em uma estética que leve aquele indústria hollywoodiana –, é necessário que
que assiste ao filme para além da o público participe da obra fílmica,
experiência ordinária, deslocando sua completando-a através de prolongamentos
sensibilidade para o âmbito extraordinário reflexivos, questionamentos, de modo que
da experiência. o público possa, até mesmo, criar outro
Este “ir além” é uma das inferências filme no espaço imaginal:
de Alexander Klugexxxiv, também, quando
se refere à experiência do espectador. Na Há uma dialética entre essas
experiências subjetivas e o modo de
perspectiva do cineasta, a experiência objetiva-las que supõe a narração em
estética com o cinema deve constituir um geral e o cinema em particular. Mas, para
Kluge, há outro fator indispensável a ter
horizonte social, onde a capacidade de em conta na estética do cinema. Nada
disso funcionaria sem a imaginação
empregar a fantasia – concebida pelo fílmica dos espectadores. [...] isso deve
cineasta como capacidade imaginativa que despertar imagens diferentes em cada
sujeito. Há imagens internas subjetivas,
pode escapar à dominação da consciência há experiência em cada ato particular de
recepçãoxxxvi.
engendrada pela relação irrefletida com os
produtos da indústria cultural – deve ser A experiência com o cinema seria,
parte das experiências que resistam à então, a ampliação de um espaço onde o
transformação da atividade de recepção do filme seria recebido como uma criação

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coletiva, um espaço de produção imaginal. processo de dominação da consciência,
O espaço da imaginação detém requer um paulatino exercício da
importância ímpar neste processo por se capacidade imaginativa em direção à
fazer um espaço de resistência: é aqui que ampliação dos espaços de recepção do
reside a possibilidade de se realinhar os cinema. E a escola, de maneira geral, e o
fragmentos da experiência, através de uma cinema nacional, particularmente, podem
nova constelação de realidade e fantasia. vir a representar um lócus para que essa
Por sua vez, a fantasia se constitui ampliação torne-se parte de um processo
como uma forma de produção de de reeducação do olhar.
experiências. Este espaço, no entanto, é Ao passo que a obrigatoriedade da
suprimido pela racionalidade técnica e exibição de filmes nacionais pode vir a
pelos esquemas da indústria cultural, que a representar um grande avanço em direção
reintroduzem nos indivíduos sob um ao fortalecimento de uma cultura nacional e
formato domesticado. É devido a esta de uma memória coletiva diferente daquela
dominação que Roldánxxxvii afirma que veiculada de modo estereotipado – mesmo
que a Lei 13.006/2014 seja considerada
[...] se acreditamos que pensar a ambígua e pareça favorecer estéticas e
experiência estética como o jogo que se
estabeleceria entre a montagem e a poderes econômicos hegemônicos –, os
imaginação fílmica dos espectadores, filmes nacionais podem também se
não equivale a afirmar que todo receptor
é capaz de criar ativamente, argumento apresentar como subsídio estético para
principal das críticas a ideia de indústria
cultural. uma experiência estética que se diferencia
da vivência propiciada pelo cinema
É neste ponto da discussão que mainstream. Tem-se aí uma via de mão
retornamos ao cerne deste trabalho: a dupla.
inserção do cinema nacional nas escolas No entanto, não podemos de
brasileiras. A experiência estética com esta maneira alguma afirmar que esta é uma
cinematografia, quando pensada sob a possibilidade que se efetivará de maneira
perspectiva teórica de Theodor Adorno e simples e imediata. A experiência – tal qual
Alexander Kluge, deve caminhar na o conceito aqui postulado – não é bem
contramão da cultura escolar que se recebida em um sistema educacional onde
apropria do cinema como recurso didático. a capacidade imaginativa é enquadrada
É inegável que, se a capacidade dentro dos moldes da indústria cultural.
imaginativa de exercitar a fantasia consiste Para que a experiência estética com o
em uma das vias de uma autêntica cinema torne-se efetiva na escola, deve-se
experiência com o cinema, esta é uma pensar na constituição de um campo
possibilidade contra-hegemônica – visto específico onde a linguagem
que os mecanismos de atuação da cinematográfica seja pensada a partir de
indústria cultural, como destacado por metodologias e abordagens particulares,
Roldánxxxviii, atuam em função da sem, no entanto, desconsiderar o diálogo
colonização de tais capacidades. Fortalecer
a experiência estética, diante deste

11
com a cultura e a formação já promovidas pedagógicas inapropriadas ou
meramente normatizadoras, subtraindo-
pelas escola. E como fazê-lo? lhe sua potência formativa, inventiva e de
Repensar a formação dos docentes comunicação com o mundoxxxix.

que atuam no âmbito das escolas de


CONCLUSÃO
Educação Básica, no Brasil, é um passo
importante. No entanto, os critérios para tal
Buscamos, neste trabalho, trazer
formação não devem ser baseados apenas
uma discussão sobre os desafios lançados
na formação do gosto que futuramente
ao campo da educação e do audiovisual no
fomentará o mercado cinematográfico
Brasil a partir da sanção da Lei
nacional, como colocado pelo Senador
13.006/2014, que torna obrigatória a
Cristovam Buarque. Este consiste apenas
exibição de filmes nacionais nas escolas de
em um momento da sensibilidade. Como
educação básica. Claramente, nossa
vimos, a experiência estética abarca o
intenção não consiste em esgotar os
momento da sensibilidade, mas também o
argumentos ligados a tal questão, mas sim
momento do entendimento.
ampliar o leque de referenciais teóricos que
Deste modo, um caminho para a
possam contribuir para que o cinema
formação docente no âmbito da linguagem
nacional entre nas escolas pela via de uma
cinematográfica, de maneira geral, e da
experiência estética que suscite a
linguagem cinematográfica nacional, de
faculdade imaginativa e a fantasia.
maneira mais específica, deve levar à
Evidentemente, a Lei constitui um
compreensão do caráter contraditório do
avanço que pode ir em direção à
cinema – que, ao mesmo tempo em que é
concretização de uma pedagogia das
um produto da indústria cultural, tem um
visualidades que tenha como cerne uma
potencial artístico. O desvelamento de
cinematografia contestadora, que expresse
como tal contradição se traduz na forma e
com profundidade uma história e uma
no conteúdo dos filmes; a aproximação de
memória ainda vivas no país. Como
estéticas que contestem os protocolos do
destacado por Loureiroxl:
cinema mainstream; a compreensão dos
mecanismos e das técnicas de produção
[...] mais do que mostrar o Brasil para o
fílmica; a experimentação cinematográfica; Brasil nas telas de cinema, um projeto
dessa natureza não pode esquecer de
todos estes podem vir a constituir expor aqueles acontecimentos mais
elementos da experiência com o cinema e caros da formação histórica brasileira. O
movimento de elaborar a história da
que podem ser repensados em direção ao filmografia do país se entrelaça, assim,
com a elaboração da história geral do
uso que se faz dos filmes em sala de aula. país, cujos eventos, como o extermínio
Deste modo a Lei 13.006/2014 pode indígena, o longo período de escravidão
e a história de sofrimento da população
adquirir uma significação outra dentro de afrodescendente, os diversos golpes
militares que perpetraram Estados de
uma agenda mais ampla de formação exceção e as respectivas ditaduras
docente para as imagens, afim de que constituem algumas das feridas
recalcadas na constituição da identidade
nacional.
[...] o cinema brasileiro não seja
domesticado através de práticas

12
O caminho a ser percorrido a partir
xxxiii ADORNO, 1994, p. 102.
da aprovação da Lei é ainda bastante xxxiv KLUGE, 1988, P. 454.
xxxv ROLDÁN, 2016, p. 1133.
longo, posto que não podemos
xxxvi ROLDÁN, 2016, p. 1134.
desconsiderar a força dos produtos da xxxvii ROLDÁN, 2016, p. 1134.
xxxviii ROLDÁN, 2016.
indústria cultural brasileira no que tange à xxxix AMÂNCIO, 2015, p. 30.
xl
dissimulação desta história em favor da LOUREIRO, 2006, p. 268.
veiculação de ideologias que visam
justamente o apagamento de tais questões. BIBLIOGRAFIA
Todavia, lançamos mão da
ADORNO, T.W. Notas sobre o filme. In: ______.
expectativa de que a presença do cinema Sociologia. São Paulo: Ática, 1994, p. 100-104
(Coleção Grandes Cientistas Sociais).
nacional nas escolas possa gerar uma
___________. Teoria Estética (Trad. Artur
desmobilização da forma com que o
Mourão). São Paulo: Martins Fontes, 1970.
cinema encontra-se presente na escola – o
AMÂNCIO, A.C. Novos desafios frente à Lei
que já é realizado por alguns projetos, 13.006/2014. In: FRESQUET, A. Cinema e
Educação: a Lei 13.006, reflexões,
especialmente no Estado do Rio de perspectivas e propostas. Rio de Janeiro:
Janeiro, mas que ainda não tem largo Universo Produção, 2015, p. 26-31.

alcance em um país de proporções BARRA, R. F. A Lei 13.006/2014: aspectos


histórico-políticos do trabalho com o cinema
continentais. Deixamos esta hipótese em
em Escolas da Educação Básica. XVIII
aberto a novas perspectivas que possam ENDIPE – Didática e Prática de Ensino no
contexto político contemporâneo: cenas da
surgir. educação brasileira. ISSN: 2177-336X, p. 7779-
7801, 2016.
i
ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, 1985. BERGALA, A. A hipótese-cinema. RJ: Booklin,
ii KLUGE, A. 1988. 2008.
iii BERNARDET, J.C. 2009, p. 47.
iv PERES, H.C., 2016.
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v FRESQUET, 2015.
propostas para uma história. São Paulo:
vi BARRA, 2016, p. 32.
Companhia das Letras, 2009.
vii BARRA, 2016, P. 41.
viii FRESQUET, 2015.
FRESQUET, A. (Org.) Cinema e Educação: a
ix FRESQUET, 2015, p. 11.
Lei 13.006, reflexões, perspectivas e
x FRESQUET, 2015, p. 6.
propostas. Rio de Janeiro: Universo Produção,
xi BUARQUE, 2012.
2015.
xii BERNARDET, 2009.
xiii ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, M., 1985.
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xiv Ibidem.
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xvi ADORNO, T.W., 1994.
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