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SOLU Ç Õ ES INOVA D ORAS

Tubulações para
água quente
A disseminação do uso de sistemas montagem e instalação.
centrais de aquecimento de água, utilizando Outro ponto a ser destacado é que a
diversas tecnologias de aquecimento (eletri- forma de união entre os tubos e conexões
SIMONE NAKAMOTO cidade, gás e solar), evidenciou a importância apresenta diferenças conforme a alternativa
TANINAGA é enge- da elaboração de um correto projeto e utili- tecnológica escolhida.
nheira civil (Poli­-
zação de materiais adequados às instalações Segundo a NBR 13206:2010, os tubos
USP), mestranda em
Tecnologia em Cons- hidráulicas prediais de água quente. A amplia- de cobre devem conter no mínimo 99,90%
trução de Edifícios ção do mercado fez com que surgissem novos de cobre em sua composição química. São
(IPT) e pesquisadora materiais além das tradicionais tubulações fabricados em 3 classes diferentes, sendo a
do Laboratório de
de cobre e de CPVC (policloreto de vinila “E” indicada para os sistemas hidráulicos
Instalações Prediais
e Saneamento do clorado). prediais de água quente.
Cetac/IPT As tubulações de cobre continuam sendo Em relação às tubulações plásticas, as
largamente utilizadas, porém as tubulações normalizações internacional e brasileira das
plásticas têm aumentado a cada ano a sua tubulações de CPVC, PE-X e PP-R especifi-
participação no mercado. As tubulações de cam que os tubos devem ser projetados para
CPVC para água quente são utilizadas deste uma vida útil de 50 anos para uma tempe-
a década de 80, e atualmente outros materiais ratura de projeto de 70°C. Esta exigência é
plásticos têm se apresentado como soluções por meio do método preconizado pela norma
para esta aplicação, tais com o PP-R (polipro- ISO 9080:2012, cujo objetivo é estimar se o
pileno copolímero random) e o PE-X (polie- tubo irá suportar, sob determinadas condi-
tileno reticulado), cujas respectivas Normas ções de temperatura e pressão, os 50 anos
Brasileiras foram publicadas em 2010. de utilização.
LUCIANO ZANELLA Os materiais dos tubos e conexões mais Além de estabelecer requisitos mínimos
é engenheiro civil
utilizados em sistemas hidráulicos prediais para a matéria-prima, as normas vigentes pre-
(FEG-Unesp) e
professor, mestre de água quente no Brasil são o cobre, CPVC, conizam a necessidade de submeter os tubos
e doutor em PP-R e PE-X. Estes tubos e conexões têm seus e conexões a ensaios laboratoriais para a veri-
Engenharia Civil na requisitos mínimos definidos por Normas ficação de características físicas, mecânicas e
área de Saneamento
Brasileiras. O atendimento às normas repre- desempenho, tais como: resistência à pressão
e Ambiente (FEC/
Unicamp) e senta uma garantia de que apresentarão um hidrostática interna de curta e longa duração,
pesquisador do desempenho adequado durante sua utilização. resistência a ciclos alternados de temperatura,
Laboratório de Entretanto, também devem ser obser- estabilidade dimensional, entre outros.
Instalações Prediais
vados os critérios mínimos de instalação, O atendimento dos critérios mínimos
e Saneamento do
Cetac/IPT especificados pela NBR 7198:2003 “Projeto exigidos pelas normas impacta na segurança
e execução de instalações prediais de água da utilização desses materiais pelo tempo de
Envie seus quente”, que se encontra em revisão na vida útil de projeto das instalações. Ressalta-­
comentários, críticas,
perguntas e sugestões
ABNT. Adicionalmente, para as tubulações se que a correta execução das instalações
de temas para esta de CPVC, PP-R e PE-X também devem também é fundamental para a obtenção do
coluna: ser observadas as suas respectivas Normas desempenho esperado dos sistemas hidráu-
simonen@ipt.br Brasileiras que especificam os requisitos licos prediais.
lucianoz@ipt.br
mínimos relacionados aos procedimentos O desenvolvimento de novas tecnologias
de transporte, armazenamento, manuseio, e materiais é contínuo, tendo sempre como

48 revista notícias da construção / Setembro 2014


Fotos: Cetac/IPT
foco a melhoria do desempenho das tubula-
ções, seja em relação às suas características
físicas, químicas e mecânicas, como resistên-
cia à altas temperaturas e pressões, seja em
relação às técnicas de execução, visando, por
exemplo, a redução do número de juntas, e a Ensaio de verificação da resistência à Ensaio em tubos PE-X
rapidez e facilidade de instalação. pressão hidrostática interna
São exemplos de novas tecnologias para

Foto: Tigre S.A.

Foto: Mexichem Brasil


sistemas hidráulicos prediais de água quente
os tubos multicamadas e os tubos e conexões
em polibutileno.
Os tubos multicamadas consistem em
tubos de paredes interna e externa de polie-
tileno ou polietileno reticulado aderidas a um
tubo central de alumínio, proporcionando
uma tubulação flexível e com boa resistência Tubo multicamada PEX-AL-PEX Sistema de tubulações em polibutileno
mecânica.
Os tubos e conexões em polibutileno Forma de união entre os tubos e conexões para sistemas
hidráulicos prediais de água quente
também são flexíveis e possuem sistemas de
Tipos de união previstos pelas
juntas tipo engate rápido, dispensando o uso Material do tubo/conexão
Normas Brasileiras
de ferramentas na instalação.
Cobre Solda a quente (por capilaridade)
O surgimento de novas tecnologias exige
Dilatação térmica linear (10 mm/m C)
-3 o
Solda fria (química)
o estudo e desenvolvimento de normas que
Ensaio de Flexão (MPa)* Eletrofusão e termofusão
regulem a produção e utilização destes sis-
temas e materiais e estabeleçam os métodos Impacto de corpo de duro (m) Junta mecânica (crimpagem) e eletrofusão

de avaliação aos quais os tubos e conexões Indicador da resistência mecânica e


Compressão uniaxial (MPa)*
durabilidade da rocha
deverão ser submetidos, de forma a garantir
Principalmente quando aplicada em
o seu desempenho. Desgaste Amsler (mm/ 1000m)
pisos de alto tráfego de pessoas

Normas Brasileiras de tubos e conexões para sistemas hidráulicos prediais de água quente – Requisitos
mínimos e Procedimentos de projeto e instalação
Norma Brasileira de requisitos Normas Brasileiras
Material
mínimos (tubos) de projeto e instalação
ABNT NBR 13206:2010
ABNT NBR 7198:2003
Cobre Tubo de cobre leve, médio e pesado, sem costura,
Projeto e execução de instalações prediais de água quente
para condução de fluidos – Requisitos
ABNT NBR 15884-1:2010 ABNT NBR 15884-3:2010
ABNT NBR 7198:2003 Sistema de tubulações plásticas para instalações
Sistemas de tubulações plásticas para instalações
Projeto e execução de
CPVC prediais de água quente e fria — Policloreto de prediais de água quente e fria — Policloreto de vinila
instalações prediais de
vinila clorado (CPVC) clorado (CPVC) Parte 3: Montagem, instalação,
água quente
Parte 1: Tubos - Requisitos armazenamento e manuseio
ABNT NBR 15813-1:2010 ABNT NBR 15813-3:2010
ABNT NBR 7198:2003 Sistemas de tubulações plásticas para instalações prediais
Sistemas de tubulações plásticas para instalações
Projeto e execução de
PP-R prediais de água quente e fria – de água quente e fria – Parte 1: Tubos e conexões de
instalações prediais de
Parte 1: Tubos de polietileno copolímero random polietileno copolímero random (PP-R) tipo 3 Parte 3:
água quente
(PP-R) tipo 3 - Requisitos Montagem, instalação, armazenamento e manuseio

ABNT NBR 15939-2:2011


Sistemas de tubulações plásticas para instalações
ABNT NBR 15939-1:2011 ABNT NBR 7198:2003 prediais de água quente e fria — Polietileno reticulado
Sistemas de tubulações plásticas para instalações
Projeto e execução de (PE-X) Parte 2: Procedimentos para projeto
PE-X prediais de água quente e fria — Polietileno
reticulado (PE-X) Parte 1: Requisitos e métodos
instalações prediais de ABNT NBR 15939-3:2011 Sistemas de tubulações
de ensaio água quente plásticas para instalações prediais de água quente e fria
— Polietileno reticulado (PE-X)
revista notícias da construção / Setembro 2014 49
Parte 3: Procedimentos para instalação