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Fichamento I - Linguagem e Ideologia

FIORIN, José Luiz – ​Linguagem e Ideologia.​ São Paulo, Ática, 1988, 87 p. (Série Princípios, v.
137)

Introdução (pp. 5 – 7) primeiro capítulo.

O trabalho do autor é baseado na discussão do desenvolvimento da linguagem pela linguística,


que anteriormente ​era usada para as demais ciências como ciência- piloto, mas que atualmente é
dada como uma ciência autônoma que reflete a liberdade da fala, na qual, o objetivo do livro é
situar a ideologia no fenômeno da linguagem.

Marx e Engels dão as primeiras dicas (pp. 8 – 9) segundo capítulo.

Segundo o autor, Marx e Engels, afirmam que o pensamento e a linguagem não são autônomas,
pois ambos são expressões da vida real. A linguagem pertence a vários domínios: individual e
social, físico, fisiológico e psíquico, não estando desvinculada da vida social, mas também não
existindo apenas em nível ideológico.

As primeiras distinções (pp. 10 – 11) terceiro capítulo.

Neste capítulo é abordado que um elemento linguístico tem de ser diferente de outro para ter um
determinado valor. Pelo fato da linguagem ser um sistema comum ele é dado como social. Mas o
sistema não se dá como uma lista de palavras, este se distingue e tem determinados valores que
se combinam em uma série de regras para a realização do seu discurso e esse discurso exprime
pensamentos tanto do mundo exterior quanto do interior e este é individual.

Quem determina o que? (pp. 12 – 16) quarto capítulo.


De acordo com José Luiz Fiorin, a fala não sofre determinações sociais, pois esta é a exteriorização
do discurso. O sistema linguístico altera-se devido acontecimentos internos do próprio sistema.
Podendo ser de caráter fonético ou lexical, na qual, as categorias lingüísticas modificadas por fatores
sociais perdem sua relação de origem, mas passam a ganhar autonomia.
Ao citar a frase do autor Guimarães Rosa: “Toda língua são rastros de velhos mistérios”, é
evidenciado que as razões que levam ao aparecimento de uma categoria lingüística perdem-se no
tempo.

Discurso: autonomia e determinação (pp. 17 – 19) quinto capítulo.

O discurso segue um sistema rígido de regras, constituído por uma estrutura, onde temos a
manipulação consciente e a determinação inconsciente, já na sintaxe discursiva é utilizado a
manipulação consciente tendo mecanismos como a fala em primeira ou terceira pessoa, o discurso
direto e indireto.
Nas determinações inconscientes é a semântica discursiva que dependendo da época demonstra a
forma de ver o mundo numa dada formação social.

Variabilidade na invariabilidade (pp. 20 –22) sexto capítulo.

Neste capítulo o autor mostra que discursos de naturezas diferentes podem usar mesmos
mecanismos semânticos existindo ainda, formas de diferenciá-los, como por exemplo a utilização
semântica de cada falante.

Duas maneiras de dizer a mesma coisa (pp. 23 – 25) sétimo capítulo.

O autor mostra dois textos que se assemelham muito, sendo o primeiro concreto indicam elementos
do mundo real e o segundo abstrato, que indicam coisas que não estão no mundo real. Nos textos
não-figurativos, a ideologia está presente, diferente dos textos figurativos em que a ideologia pode
estar por trás de figuras que ocultam ou servem de metáforas para os temas.

O que é Ideologia? (pp. 26 –31) oitavo capítulo.


O autor José Luiz Fiorin diz que a ideologia tem dois níveis de realidade: a essência e a
aparência, na qual, a aparência pode se revelar incorreta ao nível da essência. A ideologia é dada
como uma versão de mundo e cada versão se apresenta num discurso próprio.

Formações ideológicas e formações discursivas (pp. 27 –34) nono capítulo.

Uma formação ideológica é a visão de mundo de acordo com uma classe social e cada formação
ideológica se interliga a uma formação discursiva, onde o discurso é o lugar da reprodução, mas
nunca da criação.

A consciência é um fato social (pp. 35 –36) décimo capítulo.

Neste capítulo o autor cita ​A ideologia alemã, para mostrar que a linguagem é a consciência real. O
conteúdo da consciência e de nossos pensamentos, ideias e ideologias são frutos de fatores sociais,
ditados pela sociedade, muitas vezes cega.

A individualidade na linguagem (pp. 37 –40) décimo primeiro capítulo.

Neste capítulo se comenta que o discurso não pode ser social, pois cada pessoa expressa suas
idéias de maneiras diferentes, sendo um local de expressão do conteúdo da língua natural ou da
expressão não-verbal.

A trapaça discursiva (pp. 41 –42) décimo segundo capítulo.

É debatido que o discurso é moldado por formações ideológicas, mas o texto é unicamente um lugar
de manipulação consciente, sendo este, individual. Mas esta individualidade é direcionada devido às
operações determinantes de aprendizagem e formação lingüística.

Falar ou ser Falado? (pp. 43 –44) décimo terceiro capítulo.

O falante é o suporte do discurso, pois ele é o produto de relações sociais, na qual a formação
discursiva é a da classe dominante. O indivíduo reage conforme seu grupo social e o homem é
falado por seu discurso.

Arena de Conflitos e Palco de Acordos (pp. 45 –48) décimo quarto capítulo.


O discurso é o espaço da reprodução do conflito ou da heterogeneidade, no qual, um discurso
sempre cita outro, expressando conflitos e acordos de uma realidade social.

Análise não é investigação policial (pp. 49 –51) décimo quinto capítulo.

Neste capítulo se fala que a determinação de um discurso do ponto de vista genético são as
formações ideológicas, mas do ponto de vista da análise é o próprio discurso que revela a visão de
mundo.

O discurso é reflexo da realidade? (pp. 52 –56) décimo sexto capítulo.

A linguagem cria a imagem do mundo, mas é também produto social e histórico. O discurso passa a
ter como componente semântico os fatores sociais que contém a visão de mundo veiculada pela
linguagem, ou seja, a linguagem condensa as práticas sociais, como por exemplo, os estereótipos.

Um exemplo: a igualdade burguesa (pp. 57 –60) décimo sétimo capítulo.

O nível que concretiza o dever-fazer e o não dever-fazer presentes na estrutura profunda do texto se
revela numa dada visão de mundo determinada pela economia.

Outros exemplos: reprodução e polêmica (pp. 61 –66) décimo oitavo capítulo.

O autor José Luiz Fiorin cita diversos exemplos e traz detalhes para seja mostrado casos onde o
discurso carrega reprodução de ideias externas à linguagem.

A linguagem faz parte da superestrutura? (pp. 67 –73) décimo nono capítulo.

A linguagem faz parte da estrutura socioeconômica e política e nas comunidades primitivas, os


homens se comunicavam através de gestos, onde a linguagem se desenvolveu e foi dado um
método que buscava aproximações semânticas e comparações fonéticas de vocabulários de
diferentes línguas, com isso ele traz as opiniões de Marr e Stalin.

Comunicar é agir (pp. 74 –75) vigésimo capítulo.


O discurso é feito para a transformação o mundo e usa uma linguagem como instrumento de
libertação ou opressão, de mudança ou conservação.