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Aula 06

Português p/ Polícia Federal - 2017/2018 (Agente) - Com videoaulas

Professor: Décio Terror

64803368368 - LUIZ GONZAGA


Português para Polícia Federal
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror Aula 6

Aula 6: Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de


elementos de referenciação, substituição e repetição, de
conectores e de outros elementos de sequenciação textual.
Significação das palavras.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Coesão textual 2
2. Coesão referencial 4
3. Elemento de coesão por omissão (elipse) 30
4. Elementos sequenciadores ou operadores 34
argumentativos
5. O que devo tomar nota como mais importante? 38
6. Lista de questões para revisão 38
7. Gabarito 56

Olá, pessoal!
Como vão os estudos? Espero que todos estejam se dedicando bastante
e continuem bastante motivados!
Incluí no rol desta aula algumas questões um pouco mais antigas, mas
que, de certa forma, têm um cunho didático específico sobre o assunto
tratado. Assim, não deixamos de treinar nenhum conteúdo previsto.
Coesão textual

Antes de falarmos da coesão textual, devemos entender o que é


coerência. A coerência é o resultado de articuladores no texto que transmitem
a harmonia de pensamento. Ela é pautada na lógica, com produção de sentido
possível. A ruptura desta lógica ocorrerá por desvio do uso desses
articuladores. Por exemplo:
Se estou em dificuldades financeiras e necessito de um veículo para me
locomover ao trabalho, há lógica em comprar um carro de luxo?
Certamente, não!
Então, se uma agência de carros me oferece um veículo novo, pela lógica
financeira em que me encontro, devo recusar, pois não terei como pagar.
No texto, a coerência é a utilização de articuladores que mantenham a
lógica. A incoerência ocorre quando o produtor do texto, por desconhecimento
ou até mesmo intencionalmente, utiliza marcadores linguísticos inconvenientes
ao resultado esperado.
Por exemplo:
Faço faculdade, mas aprendo muito.

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O enunciado ―Faço faculdade‖ nos transmite a ideia de estudo, o que nos


levaria à conclusão de que naturalmente aprenderíamos muito neste ambiente
do saber. Não caberia, então, na relação entre esses dois enunciados, a
conjunção ―mas‖, por transmitir valor de oposição, contraste. Tendo em vista
manter a coerência nos argumentos, o ideal neste contexto seria a conjunção
―portanto‖, ―logo‖, pois transmitiria um resultado esperado.
A incoerência pode ter ocorrido porque o autor não prestou atenção no
valor do conectivo ―mas‖. Assim, teríamos um vício na linguagem.
Mas essa incoerência poderia ter sido proposital, pois a intenção do autor
seria justamente a de criticar o ensino nas faculdades. Diante desse novo
contexto, percebemos que a frase passa, agora, a ter coerência.
Resumindo, percebemos que a coerência se baseia na lógica, na harmonia
dos elementos linguísticos em seu contexto. A incoerência, portanto, será o
rompimento dessa lógica.
Para que haja coerência no texto, necessitamos da utilização dos
elementos de coesão. A coesão é o elemento que faz as ligações entre as
palavras do texto para gerar a harmonia entre os argumentos.
Assim, no exemplo anterior, vimos que a conjunção ―mas‖, numa primeira
leitura, traria incoerência. Essa conjunção é o elemento coesivo, e sua
utilização gera a coerência ou não nos argumentos, dependendo sempre do
contexto. Portanto, a coerência é o resultado da boa utilização dos elementos
de coesão.
Normalmente, dizemos que a coesão está no plano gramatical (o uso
das palavras) e a coerência está no plano dos sentidos (a interpretação dos
elementos coesivos no plano do texto, dos argumentos).
Vários são os mecanismos de coesão. Eles podem ligar palavras ou
orações (coesão sequencial, também chamados de operadores
argumentativos), ser elemento de referência a algo expresso anteriormente ou
posteriormente (coesão referencial) ou pode repetir o vocábulo por motivo de
ênfase ou estilo (coesão recorrencial).
Começando com a explicação do último deles, muitas vezes, nós nos
deparamos na escrita com a repetição de vocábulos. Essa repetição pode ser
intencional ou não.
Um dos princípios fundamentais da coerência/coesão de um texto é a
necessidade de se repetir, em seu desenvolvimento linear, elementos
anteriores. Mas, se por um lado as repetições são inevitáveis, por outro devem
ser feitas sob determinadas condições, a fim de não tornar o texto deselegante
ou monótono.
Em termos gerais, a repetição de palavras só é considerada um problema
na composição de um texto sob algumas condições, expostas a seguir.
a) Quando há proximidade entre os vocábulos repetidos:
Oscar tinha um sítio. Um dia Oscar resolveu viajar.

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b) Quando os vocábulos são rigorosamente os mesmos, sem qualquer


expansão ou redução e mesmo sem variação de gênero ou número:
O tráfico de animais silvestres constitui prática ilegal. Para coibir a prática
ilegal, as autoridades responsáveis montam barreiras nas estradas, para
impedir as tentativas de exportar os animais silvestres.

c) Quando ocorre em número excessivo:


Sempre gostei das viagens de ônibus, mas atualmente considero as viagens de
ônibus uma verdadeira provação, pois o que vem caracterizando as viagens de
ônibus é uma profusão de ruídos de toda espécie, o que torna as viagens de
ônibus um desafio aos nervos de um pacato passageiro.

Ainda assim, em alguns casos especiais (textos publicitários, literários,


ditados populares), a repetição não é vista como deficiência, quando há a
intenção, por motivo de ênfase ou estilo:
Quem bebe cerveja alemã, não bebe outra cerveja; quem bebe
cerveja dinamarquesa, bebe qualquer cerveja; quem bebe cerveja
inglesa não gosta é de cerveja.

Também no caso de o termo repetido estar sendo usado em outro


sentido, a repetição não é vista como um problema textual:
Quem casa quer casa.
De acordo com as palavras de Othon M. Garcia, ―se a repetição
resultante da pobreza de vocabulário ou de falta de imaginação para variar a
estrutura da frase pode ser censurável, a repetição intencional representa um
dos recursos mais férteis de que dispõe a linguagem para realçar as ideias:
Tudo se encadeia, tudo se prolonga, tudo se continua no mundo (O. Bilac)”
As repetições intencionais tornam-se mais enfáticas, quando observam o
paralelismo. Os sermões de Padre Antônio Vieira abundam em construções
deste tipo:
Se os olhos veem com amor, o corvo é branco; se com ódio, o cisne é
negro; se com amor, o demônio é formoso; se com ódio, o anjo é feio; se com
amor, o pigmeu é gigante.
(“Sermão da quinta-feira” Padre Antônio Vieira)
A repetição da estrutura ―Se...com...‖ ―o...é...‖ mostra uma cadência,
um ritmo que embala as frases. Assim, há exemplo clássico de repetição
intencional.
Portanto, sem um tom estilístico, sem intencionalidade, a repetição não é
bem vista na língua culta. Assim, o autor do texto tem a possibilidade de
escolher vários recursos que evitam esta repetição, os quais serão vistos
adiante:

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1. Coesão referencial: a referência ao termo anterior ou posterior pode se


dar de várias formas.

1.1. sinônimos:
O presidente dos Estados Unidos reuniu-se com os assessores
imediatos a fim de verificar a melhor estratégia de enxugamento da dívida
pública. O presidente dos Estados Unidos sabe que o período é muito
crítico.
Este parágrafo possui um inconveniente na linguagem. Repetiu vocábulos
muito próximos. Isso empobrece o texto. A fim de transmitir uma linguagem
culta e adequada à formalidade, deve-se evitar a repetição viciosa. Neste caso,
é necessário inserir palavras de mesmo valor semântico, chamadas sinônimas
contextuais. Veja:
O presidente dos Estados Unidos reuniu-se com os assessores
imediatos a fim de verificar a melhor estratégia de enxugamento da dívida
pública. O chefe da nação mais poderosa do planeta sabe que o período é
muito crítico.
Perceba que a palavra ―chefe‖ é sinônima contextual de ―presidente‖ e a
expressão ―nação mais poderosa do planeta” é sinônima contextual de
―Estados Unidos”. Assim, o texto fica mais elegante, seguindo os padrões da
norma culta.
Este tópico atinge diretamente o que está previsto no programa sobre
substituição de palavras ou trechos do texto, os quais serão vistos em outra
aula:
Questão 1: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)
Fragmento do texto: A prática empreendedora vem crescendo no Brasil,
sobretudo entre a população negra. Atualmente a maioria dos
empreendedores negros são mulheres que abriram seus negócios por
oportunidade, contrariando a crença geral de que as pessoas das camadas
com menor poder aquisitivo procuram abrir seus negócios mais por
necessidade ou devido ao desemprego.
A palavra ―oportunidade‖ (linha 4) retoma a expressão ―prática
empreendedora‖ (linha 1).
Comentário: A palavra ―oportunidade‖ não é sinônimo de ―prática
empreendedora‖ neste contexto e não a retoma. Uma forma simples de
observar isso é entender que, pelo contexto, a prática empreendedora pode se
dar de três formas: por oportunidade (linha 4), por necessidade (linha 5) ou
por desemprego (linha 6).
Assim, a afirmação está errada.
Gabarito: E

Questão 2: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos
Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos

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não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a


obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas
relações recíprocas.
A substituição da palavra ―alegou‖ por argumentou prejudicaria o sentido
original do texto.
Comentário: O verbo ―alegar‖ tem o mesmo sentido de ―argumentar‖. Por
isso, pode haver a troca preservando-se o sentido original do texto. Como a
questão afirmou que a substituição prejudicaria o sentido original do texto,
está errada.
Gabarito: E

Questão 3: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a
veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da
discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não
corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão.
Altera-se totalmente a informação original do período ao se substituir a
palavra ―Corroborando‖ (linha 1) por Confirmando.
Comentário: O verbo ―Corroborando‖ tem o mesmo sentido de
―Confirmando‖. Por isso, pode haver a troca preservando-se o sentido original
do texto. Como a questão afirmou que a substituição alteraria totalmente a
informação original do período, está errada.
Gabarito: E

Questão 4: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao
se substituir ―ilícita‖ (linha 8) por ilegal.
Comentário: Sabemos que uma vantagem ilícita é o mesmo que uma
vantagem ilegal. Assim, a substituição pode ocorrer sem qualquer prejuízo do
sentido ou gramatical. Como a questão afirmou o contrário, está errada.
Gabarito: E

Questão 5: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou

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tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter


vantagem ilícita.
A palavra ―adulterar‖ (linha 6) está sendo empregada com o sentido de alterar
prejudicando.
Comentário: A palavra ―adulterar‖ tem um tom pejorativo, pois se altera algo
com fins danosos. Isso é reforçado no contexto, tendo em vista que se afirma
que há finalidade de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem
autorização expressa ... ou instalar vulnerabilidades. Tudo isso reforça a ideia
de que a ação de adulterar causa prejuízo. Portanto, a afirmativa está correta.
Gabarito: C

Questão 6: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Empregados no texto, os adjetivos ―platônico‖ (linha 4) e ―maquiavélicas‖
(linha 4) são dois exemplos de ―adjetivos conhecidos de todos‖ (linhas 2 e 3).
Comentário: Há uma cadeia coesiva no fragmento deste texto, em que a
expressão ―dois filósofos‖ é colocada no início do texto, sem uma
especificação ou denominação de quem se está falando, para criar no leitor
uma expectativa de buscar essa identificação ao longo do texto.
Em seguida, essa expressão é retomada por ―seus nomes‖, pelo
pronome ―quem‖, até a denominação dos substantivos ―Platão e Maquiavel‖.
A expressão ―adjetivos conhecidos de todos‖ também cria esta
expectativa, pois logo na sequência ainda não foram especificados esses
adjetivos. Os adjetivos se encontram no outro período: ―platônico‖ e
―maquiavélicas‖.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C

Questão 7: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: As grandes atividades arquetípicas da sociedade
humana são, desde o início, inteiramente marcadas pelo jogo. Como, por
exemplo, no caso da linguagem, esse primeiro e supremo instrumento que o
homem forjou a fim de poder comunicar, ensinar e comandar. É a linguagem
que lhe permite distinguir as coisas, defini-las e constatá-las, em resumo,
designá-las e com essa designação elevá-las ao domínio do espírito. Na
criação da fala e da linguagem, brincando com essa maravilhosa faculdade de
designar, é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a
matéria e as coisas pensadas. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta
uma metáfora, e toda metáfora é jogo de palavras.
As expressões ―primeiro e supremo instrumento‖ (linha 3), ―maravilhosa
faculdade de designar‖ (linhas 7 e 8) e ―toda expressão abstrata‖ (linha 9)
referem-se à linguagem.

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Comentário: A expressão ―esse primeiro e supremo instrumento‖ é o aposto


explicativo, o qual retoma o substantivo ―linguagem‖ (linha 3).
O pronome demonstrativo ―essa‖ é o conectivo que nos permite inferir a
retomada do substantivo ―linguagem‖ (linha 7).
O termo ―toda expressão abstrata‖ não tem referência direta com a
palavra ―linguagem‖, por meio de algum conectivo, como ocorreu com as
expressões anteriores.
Porém, percebemos que o texto se refere à linguagem. O trecho ―Por
detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora, e toda metáfora é
jogo de palavras.‖ Afirma que toda metáfora é um jogo de palavras. Ora, o
jogo de palavras é expresso pela linguagem. Como foi afirmado que ―Por
detrás de toda expressão abstrata se oculta uma metáfora‖, obrigatoriamente
há referência à linguagem por meio do termo ―toda expressão abstrata”.
Gabarito: C

Questão 8: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Além de apresentarem certa precocidade na aquisição
do hábito de ingerir álcool, os adolescentes paulistas bebem frequentemente,
exageram nas doses e, em muitos casos, agem assim com anuência familiar.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o vocábulo ―frequentemente‖ (linha 2) por diuturnamente.
Comentário: O advérbio de modo ―frequentemente‖ tem o sentido de ação
repetida, continuada, habitual. Já o advérbio ―diuturnamente‖ significa longa
duração, muito tempo. Assim, a substituição não preserva o mesmo sentido.
Gabarito: E

Questão 9: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Além disso, como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento, o consumo
precoce de álcool pode comprometer seriamente o desenvolvimento desse
órgão vital, ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de humor, como
depressão e ansiedade.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o termo ―como‖ (linha 1) pela expressão já que.
Comentário: Veja que a conjunção ―como‖ é adverbial causal e inicia a
oração subordinada adverbial causal ―como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento‖. Por isso, pode
ser substituída pela locução conjuntiva adverbial causal ―já que‖.
Gabarito: C

Questão 10: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por crianças e
adolescentes.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse a expressão ―fechará o cerco‖ (linha 2) pela forma verbal coibirá.

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Comentário: O verbo ―coibir‖ significa a tentativa de impedimento de


realização de algo, repressão a algo, refreamento de algo.
Este sentido é o mesmo da expressão ―fechar o cerco‖.
Assim, semanticamente, a substituição estaria correta, mas
sintaticamente há um problema: o verbo ―coibirá‖ é transitivo direto e não
admite a preposição ―a‖, a qual deve ser retirada: “...coibirá o consumo de
álcool...‖
Gabarito: E

Questão 11: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
Seriam mantidos a correção gramatical do texto e o seu sentido original se o
trecho ―tanto no nível pessoal como no profissional‖ (linhas 3 e 4) fosse
reescrito como tanto a nível de pessoa como a nível de trabalho.
Comentário: A expressão ―a nível de‖ é viciosa. O substantivo ―nível‖ não
possui o valor de ―relativo a‖, ―a respeito de‖, como vulgarmente é utilizado
(Falei a nível de problema social).
Os valores corretamente empregados da palavra ―nível‖ são:
 Elevação relativa de uma linha ou de um plano horizontal: O nível das
águas subiu.
 Padrão, qualidade, gabarito: bairro residencial de alto nível.
 Altura relativa numa escala de valores (plano): nível econômico; nível
de disciplina.
No contexto, o substantivo ―nível‖ está sendo usado com o sentido
número 3, visto anteriormente. Assim, um substantivo sinônimo que pode ser
utilizado é ―plano‖:
“tanto no plano pessoal como no profissional”
Gabarito: E

1.2 hipônimos e hiperônimos:


A palavra que apresenta um significado mais abrangente é chamada de
hiperônimo. O prefixo ―hiper‖ dá a noção de generalização. Já a palavra que
especifica o sentido é chamada de hipônimo. O prefixo ―hipo‖ transmite o
valor de especificação. Assim:
cores (sentido mais geral) é hiperônimo de azul (sentido mais específico).
frutas (sentido mais geral) é hiperônimo de abacaxi (sentido mais específico).
trânsito (sentido mais geral) é hiperônimo de rodovia (sentido mais específico).
Por associação, hipônimos são palavras que se relacionam pelo sentido
dentro de um conjunto, ligando-se por afinidade.
laranja (sentido mais específico) é hipônimo de fruta (sentido mais geral).
preto (sentido mais específico) é hipônimo de cor (sentido mais geral).
couve (sentido mais específico) é hipônimo de verdura (sentido mais geral).

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A relação existente entre hiperônimo e hipônimo é fundamental para a


coesão referencial (retomada de palavra). Assim, muitas vezes um pode
substituir o outro para se evitar a repetição viciosa. Veja:
Dois soldados da Polícia Militar foram baleados na noite de ontem. O
comandante da operação informou que os militares já estão fora de perigo.
Neste exemplo, a palavra ―militares‖ é um hiperônimo da palavra
―soldados‖ e foi utilizado para evitar a repetição do substantivo anteriormente
expresso.
Questão 12: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)
Fragmento do texto: O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista
é a gaveta de meias, a lancheira do filho, o boteco da esquina. Verdade que
às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do filho, no boteco da esquina, o
cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza na saudade,
tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de
Março), mas é de leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo
começar) o cronista trata do pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a
gente nem vê.
Os termos ―gaveta de meias‖, ―lancheira do filho‖ e ―boteco da esquina‖, na
linha 2, são hipônimos que exemplificam aquilo que o autor denomina de
―detalhe‖ (linha 8) ao final do texto.
Comentário: Primeiro é interessante entendermos o contexto.
O autor começa falando que o cronista é um pedestre, tendo em vista
que este não se atém a estudos aprofundados, mas à vida cotidiana, a coisas
simples do dia a dia.
Assim, entendemos que ―a gaveta de meias‖, ―a lancheira do filho‖, ―o
boteco da esquina‖ são exemplos dessas coisas simples, do pequeno, do
detalhe, do que está tão perto que a gente nem vê.
Dessa forma, as expressões ―a gaveta de meias‖, ―a lancheira do filho‖,
―o boteco da esquina‖ são hipônimos, os quais exemplificam o hiperônimo
―detalhe‖.
Portanto, a afirmação está correta.
Gabarito: C

Questão 13: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)


Fragmento do texto: O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista
é a gaveta de meias, a lancheira do filho, o boteco da esquina. Verdade que
às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do filho, no boteco da esquina, o
cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza na saudade,
tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de
Março), mas é de leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo
começar) o cronista trata do pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a
gente nem vê.
O sentido da frase ―O cronista é um pedestre‖ (linha 1) seria preservado caso
se substituísse a palavra ―cronista‖ por escritor.

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Comentário: Note que ―cronista‖ é um hipônimo de ―escritor‖ (termo mais


abrangente, hiperônimo). Assim, uma simples troca de ―cronista‖, o qual tem
o sentido mais específico, por ―escritor‖ mudaria consideravelmente o sentido.
Numa relação coesiva, até se poderia trocar, por exemplo, ―cronista‖
(linha 8) pela expressão ―esse escritor‖, pois a característica principal do
cronista ainda se manteria preservada contextualmente, tendo em vista o
emprego do pronome demonstrativo ―esse‖.
Porém, a simples troca de um pelo outro realmente muda o sentido no
texto e a afirmação está errada.
Gabarito: E

Questão 14: Tribunal de Justiça – RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: A divulgação científica, as informações e os
conhecimentos que podemos oferecer à educação são elementos que
contribuem para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos
diferentes setores da sociedade.
O termo ―elementos‖ funciona como hiperônimo de ―divulgação científica‖,
―informações‖ e ―conhecimentos‖.
Comentário: Note que ―elementos‖ é o predicativo do sujeito, isto é,
caracteriza esse sujeito composto. Naturalmente o vocábulo ―elementos‖ deve
ser abrangente para abarcar as ideias específicas de cada núcleo desse termo
enumerado, por isso ―elementos‖ é hiperônimo (sentido geral) de seus
hipônimos (sentido específico) ―divulgação científica‖, ―informações‖ e
―conhecimentos‖.
Gabarito: C

Questão 15: Tribunal de Justiça - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Julgue a afirmativa em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses:
A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/hiponímia)
Comentário: Na realidade, ―crime‖ (mais específico) é um termo incluso em
―delitos‖ (mais abrangente), por isso a relação deveria ser contrária:
(hiponímia/hiperonímia)
Gabarito: E

1.3. Pronomes
Os pronomes são elementos de coesão por princípio, pois retomam ou
projetam elementos no texto. Veja:
Ana Clara realizou uma prova ontem. Ela não havia levado seu material
de estudo, então pediu a um amigo que morava perto de sua casa que o
trouxesse à faculdade, pois todo o resumo se encontrava nele.

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Perceba que o pronome pessoal ―Ela‖ retomou ―Ana Clara‖. O pronome


possessivo ―seu‖, além de fazer subentender a preposição ―de‖, retoma ―Ela‖
(=material dela). O pronome relativo ―que‖ se refere ao vocábulo ―amigo‖
(amigo morava...). O pronome ―sua‖ novamente retoma ―Ela‖ (casa dela). Os
pronomes ―o‖ e ―nele‖ fazem referência à expressão ―material de estudo‖.
Com isso, podemos perceber o papel crucial dos pronomes na retomada
de palavras. Essa referência ao que foi dito anteriormente é chamada de
recurso anafórico recurso muito utilizado.
Mas ele também pode projetar o sentido, isto é, fazer uma abertura para
depois inserir o elemento. Veja:
Ana já soube de sua nota: cinco.
==d72a7==

A nota de Ana foi esta: cinco.


Preciso de algo: descanso.
Chamamos isso de recurso catafórico. Não temos que decorar os
nomes, mas saber identificar a quem o nome se refere, quem ele retoma e
quem ele projeta. Para tal, basta lermos com calma o texto e confirmarmos os
dados nele.
Verifique essa coesão referencial em um texto da prova de Analista de
Finanças e Controle (STN) 2008:

O Brasil vive hoje seu primeiro momento plenamente


democrático. Todas as experiências anteriores ou foram
autoritárias ou tinham algumas características da
democracia, mas não a realizavam por completo. Boa
parte desse resultado político se deve à Constituição de
1988, num sentido mais amplo que as regras por ela
determinadas. Além do arcabouço institucional original, o
espírito que norteou a confecção do texto constitucional
e o aprendizado posterior têm produzido efeitos
democratizantes na vida política brasileira. Ainda há, no
plano da cidadania, distância entre o Brasil legal e o
Brasil real. As formas de participação extra-eleitoral
ainda são subaproveitadas. Grande parte da população
não as usa.

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Questão 16: TRE TO 2017 Técnico Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os fósseis da floresta foram preservados graças à
presença de sílica no ambiente, que se infiltrou nas plantas e conservou seus
formatos, por meio do processo de permineralização celular. A infiltração e a
impregnação de sílica nas células e nos espaços intercelulares formaram uma
matriz inorgânica que sustentou os tecidos das plantas, preservando-os. A
origem do agente da permineralização silicosa ainda permanece obscura.
No texto, o pronome ―os‖ (linha 5) remete a
A ―células‖ (linha 4) e ―espaços‖ (linha 4).
B ―os tecidos das plantas‖ (linha 5).
C ―tecidos‖ (linha 5) e ―plantas‖ (linha 5).
D ―Os fósseis da floresta‖ (linha 1).
E ―seus formatos‖ (linhas 2 e 3).
Comentário: O pronome ―os‖, contextualmente, retoma a expressão plural e
masculina imediatamente anterior, que é ―os tecidos das plantas‖.
Assim, a alternativa (B) é a correta.
Gabarito: B

Questão 17: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.
Não se trata apenas do seu combate ao patrimonialismo e ao nepotismo,
mas também do que se designa, hoje, de foco no resultado com
responsabilidade fiscal. Um exemplo disso é o fato de que, como prefeito de
Palmeira dos Índios, município do agreste alagoano, de 1928 a 1930, ele
construiu estradas gastando menos da metade do que se costumava gastar
por quilômetro construído pela administração do estado.
O elemento ―ele‖ (linha 9) refere-se a ―prefeito‖ (linha 8).
Comentário: O texto fala do escritor Graciliano Ramos na fase em que foi
político. No texto notamos várias palavras que se referem a ele, como a
locução verbal ―ter incorporado‖ (linha 1), cujo sujeito ―Graciliano Ramos‖
está subentendido; os pronomes ―seus‖ (linha 1), ―seu‖ (linha 6) e ―ele‖ (linha
9).
Assim, o pronome ―ele‖ não se refere a ―prefeito‖, mas a ―Graciliano
Ramos‖ e a afirmação está errada.
Gabarito: E

Questão 18: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.

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O referente da forma pronominal ―eles‖ (linha 3) é o termo ―cargos‖ (linha 2).


Comentário: Notamos no contexto que os conceitos como os da
transparência e da impessoalidade é que foram consolidados na Constituição
Federal de 1988, não os cargos. Assim, a afirmação está errada.
Gabarito: E

Questão 19: TRT 7ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na mídia em geral, nos discursos políticos, em
mensagens publicitárias, na fala de diferentes atores sociais, enfim, nos
diversos contextos em que a comunicação se faz presente, deparamo-nos
repetidas vezes com a palavra cidadania. Esse largo uso, porém, não torna
evidente seu significado. Ao contrário, o fato de admitir vários empregos
deprecia seu valor conceitual, isto é, sua capacidade de nos fazer
compreender certa ordem de eventos. Por que, então, a palavra cidadania é
constantemente evocada, se o seu significado é tão pouco esclarecido?
No parágrafo do texto, o referente da forma pronominal ―sua‖ (linha 6) é
A ―significado‖ (linha 5).
B ―a palavra cidadania‖ (linha 4).
C ―Esse largo uso‖ (linha 4).
D ―vários empregos‖ (linha 5).
Comentário: Entendemos do texto que o fato de admitir vários empregos da
palavra cidadania deprecia seu valor conceitual, ou seja, a capacidade dessa
palavra de nos fazer compreender certa ordem de eventos.
Assim, a alternativa (B) é a correta.
Gabarito: B

Questão 20: TCE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Mas a ―falha‖ dos atenienses era a inexistência de
direitos humanos. Não havia proteção contra as decisões da assembleia
soberana. Ela podia decretar o banimento de quem quisesse, sem se
justificar: assim Temístocles foi sentenciado ao ostracismo pelo mesmo povo
que ele salvara dos persas.
Desde a era moderna, os direitos do homem, protegendo-o do Estado,
se tornam cruciais. Estes são os grandes legados das três revoluções
modernas — a inglesa, a americana e a francesa: somos protegidos não só
dos desmandos do monarca absoluto, contra os quais o melhor antídoto seria
a soberania popular, mas também da tirania do próprio povo e de seus
eleitos.
As formas pronominais em ―ele salvara‖ (linha 5) e ―protegendo-o‖ (linha 6)
remetem ao mesmo referente: ―Temístocles‖ (linha 4).
Comentário: O pronome ―ele‖ retoma ―Temístocles‖, porém o pronome ―o‖,
em ―protegendo-o‖, retoma ―homem‖ linha 6.
Assim, a afirmação está errada.
Gabarito: E

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Questão 21: TRE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na teoria constitucional moderna, cidadão é o indivíduo
que tem um vínculo jurídico com o Estado, sendo portador de direitos e
deveres fixados por determinada estrutura legal (Constituição, leis), que lhe
confere, ainda, a nacionalidade. Cidadãos, em tese, são livres e iguais perante
a lei, porém súditos do Estado.
No parágrafo do texto, o pronome ―lhe‖ (linha 3) faz referência a
A ―Estado‖ (linha 2).
B ―portador de direitos e deveres‖ (linhas 2 e 3).
C ―nacionalidade‖ (linha 4).
D ―teoria constitucional moderna‖ (linha 1).
E ―cidadão‖ (linha 1).
Comentário: Entendemos do texto que a estrutura legal confere ao cidadão a
nacionalidade.
Assim, a alternativa (E) é a correta.
Gabarito: E

Questão 22: TRE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: A moralidade, que deve ser uma característica do
conjunto de indivíduos da sociedade, deve caracterizar de modo mais intenso
ainda aqueles que exercem funções administrativas e de gestão pública ou
privada. Com relação a essa ideia, vale destacar que o alcance da moralidade
vincula-se a princípios ou normas de conduta, aos padrões de comportamento
geralmente reconhecidos, pelos quais são julgados os atos dos membros de
determinada coletividade. Disso é possível deduzir que os membros de uma
corporação profissional — no caso, funcionários e servidores da administração
pública — também devem ser submetidos ao julgamento ético-moral. A
administração pública deve pautar-se nos princípios constitucionais que a
regem. É necessário, ainda, que tais princípios estejam pública e legalmente
disponíveis ao conhecimento de todos os cidadãos, para que estes possam
respeitá-los e vivenciá-los. Nesse contexto, destacam-se os princípios
constitucionais tidos como base da função pública e que, sem dúvida,
constituem pilares de sustentabilidade da função gestora.
Na linha 13 do texto, a forma pronominal ―los‖, em ―respeitá-los‖ e ―vivenciá-
los‖, remete a
A ―todos os cidadãos‖ (linha 12).
B ―princípios constitucionais‖ (linha 10).
C ―estes‖ (linha 12).
D ―os membros de uma corporação profissional‖ (linhas 7 e 8).
E ―funcionários e servidores da administração pública‖ (linhas 8 e 9).
Comentário: Entendemos do texto que é necessário que princípios
constitucionais estejam pública e legalmente disponíveis ao conhecimento de
todos os cidadãos, para que estes possam respeitar e vivenciar esses
princípios.
Assim, a alternativa (B) é a correta.
Gabarito: B

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Questão 23: MPU 2015 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na organização do poder político no Estado moderno, à
luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade
humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em
virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a
existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana
também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição
de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um
cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais.
O pronome ―eles‖ (linha 7) faz referência a ―ramos diversos‖ (linha 8).
Comentário: Entende-se do trecho que haverá uma disposição de meios que
assegurem o controle recíproco entre os ramos diversos para o advento de um
cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. Assim, fica fácil
perceber que a afirmativa está correta.
Gabarito: C

Questão 24: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do
Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que
culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
Na linha 2, a expressão ―A sua história‖ refere-se ao antecedente
―democracia‖.
Comentário: Esta questão trabalha o valor anafórico dos pronomes. O
pronome possessivo ―sua‖ retoma a expressão ―Estado Brasileiro‖. Isso é
reforçado pelo emprego do pronome pessoal oblíquo átono ―o‖, o qual se
refere à mesma expressão masculina e singular. Assim, entendemos que a
história do Ministério Público é marcada por processos que culminaram
consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
Você poderia ter ficado na dúvida sobre a possibilidade da retomada da
expressão ―Estado Brasileiro‖, haja vista também ser masculina e singular,
porém o texto afirma ser uma instituição. Assim, fica patente a referência ao
Ministério Público.
Gabarito: E

Questão 25: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


1 ―Passe lá no RH!‖. Não são poucas as vezes em que os colaboradores de
uma empresa recebem essa orientação. Não são poucos os chefes que
não sabem como tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não
têm coragem de fazê-lo, e empurram a responsabilidade para seus
5 colegas da área de recursos humanos. Promover ou comunicar um
aumento de salário é com o chefe mesmo; resolver conflitos, comunicar
uma demissão, selecionar pessoas, identificar necessidades de
treinamento é ―lá com o RH‖. Em pleno século XXI, ainda existem
empresas cujos executivos não sabem quem são os reais responsáveis
10 pela gestão de seu capital humano. Os responsáveis pela gestão de

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pessoas em uma organização são os gestores, e não a área de RH. Gente


é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move
e lhes dá vida. Portanto, os aspectos que envolvem a gestão de pessoas
têm de ser tratados como parte de uma política de valorização desse
15 ativo, na qual gestores e RH são vasos comunicantes, trabalhando em
conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada.
A forma pronominal ―lo‖, em ―fazê-lo‖ (linha 4), refere-se a ―tema‖ (linha 3), e
as formas ―as‖ e ―lhes‖ (linhas 12 e 13) referem-se a ―organizações‖ (linha
12).
Comentário: No período ―Não são poucos os chefes que não sabem como
tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não têm coragem de fazê-
lo, e empurram a responsabilidade para seus colegas da área de recursos
humanos.‖, o pronome ―-lo‖ não se refere a ―tema‖, mas à ação de ―tratar um
tema que envolve seus subordinados‖. Assim, entendemos do trecho acima
que os chefes não têm coragem de tratar um tema que envolve seus
subordinados.
Já os pronomes ―as‖ e ―lhes‖ realmente fazem referência a
―organizações‖, pois se entende que gente move as organizações e dá vida a
elas.
Gabarito: E

Questão 26: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas
antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro,
e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer
que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão
depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam
por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira.
Na linha 4, a forma pronominal ―la‖, em ―anunciá-la‖, refere-se a ―polícia‖.
Comentário: A forma pronominal ―la‖ não se refere ao substantivo ―polícia‖,
mas ao substantivo ―carteira‖. Assim, entendemos que ele devia anunciar a
carteira ou levá-la à polícia.
Gabarito: E

Questão 27: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome ―ele‖ refere-se a ―Platão‖, o referente mais próximo.
Comentário: O pronome pessoal ―ele‖ também trabalha a coesão referencial
anafórica. Assim retoma palavra expressa anteriormente, e não
posteriormente, como a questão faz subentender.
Assim, o substantivo retomado foi ―Maquiavel‖, e não ―Platão‖.

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Gabarito: E

Questão 28: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
No texto, a sequência ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ não atende à
expectativa de leitura criada com ―propôs o seguinte:‖, pois não informa, com
clareza, a proposta de que trata a carta.
Comentário: A expressão ―propôs o seguinte‖ transmite ao leitor a
expectativa de que em seguida haverá a proposta.
A oração ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ ambienta o leitor sobre
a situação que posteriormente levará à proposta, que é ―Durante um mês
todos os dias o jornal publicará um artiguete de meia coluna assinado por um
modernista qualquer. O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a
gente quiser. Pagam 50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e
Prudente de Morais no Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins
de Almeida em Minas.‖
Assim, somente aquela primeira oração após os dois-pontos não é clara
quanto à proposta, ela apenas ambienta a situação, mas a proposta mesmo
ocorre em seguida.
Por isso, a questão está certa.
Gabarito: C

Questão 29: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 3, o pronome ―quem‖, em ambas as ocorrências, equivale a pessoas
que.
Comentário: A questão associa o nosso conhecimento de coesão referencial,
isto é, qual palavra está sendo retomada, ao conhecimento do sentido das
palavras.
Como a questão apenas informou que os pronomes equivalem, não

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significa que devemos substituir uma expressão por outra, o que importa é o
valor semântico, o sentido em cada ocorrência.
A primeira ocorrência do pronome ―quem‖ realmente faz subentender a
expressão ―pessoas que‖ e, sintaticamente, deve haver alguns ajustes.
Confronte:
“...adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe...”
“...adjetivos conhecidos de todos, até das pessoas que não sabem...”
Já a segunda ocorrência deste pronome não envolve as pessoas de
maneira geral, mas restringe a ―Platão e Maquiavel‖.
Este recurso é chamado de catafórico, porque projeta o referente para
depois do pronome. Veja:
―...não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel.”

Gabarito: E

Questão 30: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se
certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal ―las‖, em ―enviá-las‖ (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo ―garrafas‖ (linha 7) quanto ao termo ―mensagens‖ (linha 8).
Comentário: A forma pronominal ―las" retoma explicitamente o substantivo
―mensagens‖. Como essas mensagens são enviadas por meio de ―garrafas‖,
contextualmente, ―mensagens‖ e ―garrafas‖ possuem o mesmo sentido na
retomada por este pronome. Veja:
“Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se certifica de que as mensagens
estão com data. Antes de enviá-las(as mensagens, as garrafas)...”
Gabarito: C

Questão 31: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.

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Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome ―todos‖ remete ao significado


de todas as pessoas.
Comentário: Na linha 3, realmente o pronome ―todos‖ tem o sentido de
―todas as pessoas‖, inclusive pode até haver a substituição de tais vocábulos:
―só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todos...‖
―só dois filósofos quebraram as fronteiras da academia para que seus nomes
gerassem adjetivos conhecidos de todas as pessoas...‖
Já a ocorrência deste pronome na linha 4 recebeu o verbo ―ouvimos‖, o
qual faz subentender o pronome ―nós‖. Assim, o autor quis especificar esse
universo, inserindo ele mesmo e o leitor na situação de ter ouvido falar em
amor platônico ou em pessoas maquiavélicas.
d
Assim, houve mudança de sentido. Prova disso é não podermos mais
substituir o pronome ―todos‖ pela expressão ―todas as pessoas‖, como fizemos
no pronome anterior.
Gabarito: E

1.3.1. Os pronomes demonstrativos devem ser estudados com especial


atenção, pois são divididos em anafórico e catafórico, os quais trabalham a
coesão referencial, por retomar palavra ou expressão dita anteriormente e
referenciar-se a termo posterior, respectivamente.

Os pronomes demonstrativos são este, esta, isto; esse, essa, isso;


aquele, aquela, aquilo; tal; semelhante; próprio; mesmo; o; a. Os
pronomes isto, isso, aquilo são invariáveis.
a. Em uma citação oral ou escrita, usa-se ―este, esta, isto‖ para o que
ainda vai ser dito ou escrito (recurso catafórico), e ―esse, essa, isso‖
(recurso anafórico) para o que já foi dito ou escrito.

A verdade é esta: o Brasil será campeão.

O Brasil será campeão. A verdade é essa.

Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente


citados, usa-se ―este, esta, isto‖ em relação ao que foi mencionado por
último e ―aquele, aquela, aquilo‖, em relação ao que foi nomeado em
primeiro lugar.
(A, B. Este, aquele)

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Sabemos que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é de domínio


destes sobre aquele.
Os filmes brasileiros não são tão respeitados quanto as novelas, mas eu
prefiro aqueles a estas.
b. O, a, os, as são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto,
isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s).
Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)
Tudo o que aconteceu foi um equívoco. (aquilo que aconteceu)
A que apresentar o melhor texto será aprovada. (aquela que
apresentar)
c. Tal, tais podem ter sentido próximo ao dos pronomes demonstrativos
ou de semelhante, semelhantes:
7
Os dois estão casados há 50 anos. Tal amor não se encontra facilmente.
Embora tenha sido o mentor do plano, ele nunca admitiu tal fato.
d. Da mesma forma, semelhante, semelhantes são demonstrativos
quando equivalem a tal, tais:
O Brasil ficou em choque com a tragédia na Região Serrana do Rio de janeiro.
Não se veriam semelhantes catástrofes se os projetos urbanísticos municipais
fossem eficazes ou, pelo menos, existissem.
Para o romano, o mundo dos prodígios ficava a Ocidente. Semelhante
tradição vinha de longe, através dos escritores gregos, sobretudo de Platão”
(Aquilino Ribeiro).
e. Mesmo, mesmos, mesma, mesmas; próprio, próprios, própria,
próprias são demonstrativos quando têm o sentido de "idêntico", "em
pessoa":
Não é possível continuar insistindo nos mesmos erros.
Ela própria deve fiscalizar a mercadoria que lhe é entregue.
Questão 32: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)
Fragmento do texto: Não se trata apenas do seu combate ao
patrimonialismo e ao nepotismo, mas também do que se designa, hoje, de
foco no resultado com responsabilidade fiscal. Um exemplo disso é o fato de
que, como prefeito de Palmeira dos Índios, município do agreste alagoano, de
1928 a 1930, ele construiu estradas gastando menos da metade do que se
costumava gastar por quilômetro construído pela administração do estado.
O elemento ―disso‖ (linha 3) retoma ―foco no resultado com responsabilidade
fiscal‖ (linha 3).
Comentário: Podemos entender do contexto que o fato de construir estradas
gastando menos da metade do que se costumava gastar por quilômetro
construído pela administração do estado é realmente um exemplo de foco no
resultado com responsabilidade fiscal.
Assim, realmente o pronome ―disso‖ retoma ―foco no resultado com
responsabilidade fiscal‖ e a afirmativa está correta.
Gabarito: C

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Questão 33: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de
procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja
em sentido negativo. Na verdade, o campo de atuação profissional do
advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais,
corriqueiros, de pequena complexidade técnica, quanto situações de extrema
dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de
ordem tanto econômica quanto propriamente jurídica.
O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de
uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode dizer que toda
contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter
2
fundamentalmente intelectual e pessoal do trabalho advocatício, nem se pode
afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de
licitação, em face do princípio da isonomia.
No início do segundo parágrafo, o termo ―problema‖ faz referência à
―exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de
serviços profissionais de advocacia‖ (linha 9).
Comentário: O primeiro parágrafo apresenta um tema (―exigibilidade ou não
de procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais
de advocacia‖) e afirma que isso não comporta uma resposta genérica, seja
em sentido positivo, seja em sentido negativo.
Assim, há uma situação duvidosa, questionadora e podemos notar como
um problema que exige muita ponderação, repudiando-se soluções simplistas
e extremadas.
Assim, o pronome demonstrativo ―desse‖ precede o substantivo
―problema‖, o qual realmente retoma ―exigibilidade ou não de procedimento
licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de advocacia‖.
Portanto, a afirmação está correta.
Gabarito: C

Questão 34: TRT 7ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O velocista jamaicano Usain Bolt, considerado o
homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar
jogador de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e
aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá pra
imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área,
sem sombra de impedimento, e chegar saltitante ao gol rival, antes que os
locutores tenham tempo de informar as horas.
Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no
evento de abertura, as delegações desfilariam e confraternizariam; no dia
seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de
vôlei iria representar o Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo
moderno havia sido escalada para jogar handebol.
No texto, o pronome este, na contração ―Neste‖ (linha 10), refere-se a

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A ―dia seguinte‖ (linhas 11 e 12).


B ―um eletrizante sorteio‖ (linha 12).
C ―o time de vôlei‖ (linhas 12 e 13).
D ―evento de abertura‖ (linha 11).
Comentário: O pronome demonstrativo em ―Neste‖ retoma a expressão
imediatamente anterior: ―um eletrizante sorteio‖. Assim, entendemos que no
sorteio descobriríamos que o time de vôlei iria representar o Brasil na
canoagem e que a equipe de pentatlo moderno havia sido escalada para jogar
handebol.
Portanto, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B

Questão 35: TRT 7ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O velocistaa jamaicano Usain Bolt, considerado o
homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar
jogador de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e
aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá pra
imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área,
sem sombra de impedimento, e chegar saltitante ao gol rival, antes que os
locutores tenham tempo de informar as horas.
Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no
evento de abertura, as delegações desfilariam e confraternizariam; no dia
seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de
vôlei iria representar o Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo
moderno havia sido escalada para jogar handebol.
No texto, o vocábulo ―Isso‖ (linha 8) remete à
A velocidade característica de Bolt, que poderia ser mais bem aproveitada no
futebol.
B vontade de trocar de esporte manifestada por diversos atletas olímpicos.
C cena hipotética imaginada na qual Usain Bolt atua como jogador de futebol.
D intenção de Bolt de deixar as pistas de atletismo para se dedicar ao futebol.
Comentário: O pronome ―Isso‖ retoma o último período do parágrafo
anterior:
―Dá pra imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da
pequena área, sem sombra de impedimento, e chegar saltitante ao gol rival,
antes que os locutores tenham tempo de informar as horas.‖
A expressão ―Dá pra imaginar” traduz um valor hipotético e as
informações desse período nos remete à cena de Usain Bolt atuando como
jogador de futebol.
Assim, a alternativa (C) é a correta.
Gabarito: C

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Questão 36: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


Fragmento do texto: Saiu finalmente a conta da contribuição da nova classe
média brasileira — aquela que, na última década, ascendeu ao mercado de
consumo, como uma avalanche de quase 110 milhões de cidadãos.
O vocábulo ―aquela‖ (linha 2) refere-se à expressão ―nova classe média
brasileira‖ (linhas 1 e 2).
Comentário: O travessão sinaliza que o pronome ―aquela‖ é o aposto
explicativo, o qual especifica a expressão anterior ―nova classe média
brasileira‖. Assim, entendemos que a nova classe média brasileira, na última
década, ascendeu ao mercado de consumo, como uma avalanche de quase
110 milhões de cidadãos.
Dessa forma, a afirmação está correta.
Gabarito: C 7

Questão 37: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os estudos ainda devem prosseguir para confirmá-la,
mas esse trabalho, somado aos que vinham sendo realizados nos últimos
anos, não deixa margem para muitas dúvidas.
No trecho ―somado aos que vinham sendo realizados nos últimos anos‖ (linha
2), o elemento ―aos‖ poderia ser corretamente substituído por àqueles.
Comentário: Veja que o pronome demonstrativo ―os‖ está flexionado no
plural e masculino por retomar o substantivo ―estudos‖. Assim, pode ser
substituído pelo pronome demonstrativo ―aqueles‖. Como a palavra ―aos‖
possui preposição por ser exigida pelo vocábulo ―somado‖ e o pronome
―aqueles‖ é iniciado pela vogal ―a‖, ocorre a crase: àqueles. Confronte:
“Os estudos ainda devem prosseguir para confirmá-la, mas esse trabalho,
somado aos que vinham sendo realizados...”
“Os estudos ainda devem prosseguir para confirmá-la, mas esse trabalho,
somado àqueles que vinham sendo realizados...”
Gabarito: C

Questão 38: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Quando se fala em sistema público de comunicação,
pensa-se justamente em um conjunto de mídias públicas (nos diversos
suportes, como rádio, televisão, Internet etc.) que operam de modo integrado
e sistêmico, tendo como horizonte o interesse dos cidadãos. Para o professor
Laurindo Leal Filho, da Universidade de São Paulo, um dos pioneiros na
pesquisa sobre mídia pública no Brasil, esse não é um conceito fechado.
O pronome ―esse‖ (linha 6) refere-se ao conceito de sistema público de
comunicação explicitado anteriormente.
Comentário: O pronome ―esse‖ é o sujeito da última oração, e o predicativo
é ―um conceito fechado‖. Sabendo-se que o predicativo é o termo que
caracteriza o sujeito, entendemos que o pronome ―esse‖ tem relação com um
conceito anteriormente veiculado no texto: ―sistema público de comunicação
(...) um conjunto de mídias públicas (nos diversos suportes, como rádio,

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televisão, Internet etc.) que operam de modo integrado e sistêmico, tendo


como horizonte o interesse dos cidadãos‖.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C

Questão 39: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―tais corporações‖ (linha 8) retoma o antecedente ―Broadcasting
Culture Research Institute — NHK‖ (linha 3).
Comentário: A ―Broadcasting Culture Research Institute — NHK‖ é a empresa
que realizou a pesquisa no ano de 2006. Note que o termo ―tais corporações‖
possui o pronome demonstrativo ―tais‖, o qual ajuda na referência a ―mídias
públicas‖.
Assim, a questão está errada.
Gabarito: E

Questão 40: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
Na expressão ―que o diga‖ (linhas 2 e 3), o termo ―o‖ refere-se à ideia
expressa no período anterior.
Comentário: A experiência do canadense Harold Hackett fez com que ele
confirmasse que ―algumas formas de comunicação arcaicas ainda dão
resultado‖. Assim, realmente o pronome demonstrativo ―o‖, em ―que o diga‖,
retoma a informação do período anterior.
Gabarito: C

Questão 41: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado
nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes
transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura
pós-moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.

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Na linha 5, ―isso‖ refere-se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos


Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de
poder.
Comentário: Primeiramente, devemos observar que os trechos ―velhice do
Estado nacional” e ―soberania foi ultrapassada”, contextualmente, são
sinônimos, pois ―velhice do Estado Nacional‖ tem o sentido de fim dos tempos,
aquilo que está ultrapassado.
O pronome demonstrativo ―isso‖ é o sujeito na oração ―põe em risco a
certeza e a racionalidade da civilização moderna‖. O que põe em risco não é o
fato de alguns afirmarem que a soberania do Estado Nacional tenha sido
ultrapassada, mas simplesmente que ela está velha, ultrapassada.
Assim, o pronome demonstrativo ―isso‖, na realidade, retoma a
expressão ―chegamos à velhice do Estado nacional‖ ou ―sua soberania foi
ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as do
capitalismo global e da cultura pós-moderna”. Veja o esquema:
―Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde
1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais
de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura pós-
moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.‖
Gabarito: E

Questão 42: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―esse tipo de tributo‖ (linha 7) refere-se ao antecedente ―imposto
específico que financia mídias públicas‖ (linha 6).
Comentário: Como ―imposto‖ (palavra de sentido específico) é um tipo de
―tributo‖ (palavra de sentido mais abrangente), fica fácil entender pelo
contexto que ―esse tipo de tributo‖ se refere a ―imposto específico que financia
mídias públicas‖
Gabarito: C

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1.3.2. Coesão referencial com o pronome relativo “que”:


Este pronome inicia uma oração subordinada adjetiva e serve para
retomar um substantivo anterior.
Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.
Perceba que o pronome relativo ―que‖ retoma o substantivo ―instituição‖.
Assim, quando lemos ―que‖, entendemos ―instituição‖ e então teríamos: ―a
instituição cuida de crianças carentes‖. Veja:
Conversei com o fundador da instituição que cuida de crianças carentes.

Conversei com o fundador da instituição. A instituição cuida de crianças carentes.

É fácil achar o pronome relativo: basta substituí-lo pelos também


pronomes relativos ―o qual, a qual, os quais, as quais‖.
Este pronome também inicia uma oração subordinada adjetiva.

Algumas leis que estão em vigor no país deverão ser revistas.

Algumas leis as quais estão em vigor no país deverão ser revistas.

Note que ―Algumas leis‖ é o sujeito da locução verbal ―deverão ser


revistas‖ e o pronome relativo ―que‖ (ou ―as quais‖) é o sujeito do verbo
―estão‖. Quando se lê ―que‖ ou ―os quais‖, devemos entender o substantivo
―leis‖: leis estão em vigor no país.

Questão 43: TRE BA 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: De modo geral, considerava-se que o exercício do
trabalho, aí incluídas as práticas médicas, a produção técnica e artesanal e o
comércio dos bens produzidos, confiscava o tempo para o ócio, fertilizador do
conhecimento político e filosófico. Ser livre, portanto, era não exercer um
trabalho, uma profissão, um comércio, uma tarefa material que
correspondesse à satisfação das necessidades próprias da vida. O trabalho,
para os gregos, era incompatível com o exercício do livre pensar, com a
produção de conhecimentos e com a participação política.
No texto, a ―satisfação das necessidades próprias da vida‖ (linha 6) relaciona-
se
A ao ócio.
B à riqueza.
C ao conhecimento.
D à política.
E ao trabalho.
Comentário: A questão pede o referente da expressão ―satisfação das
necessidades próprias da vida‖. Note que a palavra ―trabalho‖, linha 5, está
tendo seu sentido contextualizado, ampliado e esclarecido pelo aposto

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enumerativo ―uma profissão, um comércio, uma tarefa material‖.


Ao fim desse termo, a oração subordinada adjetiva ―que correspondesse
à satisfação das necessidades próprias da vida” caracteriza, delimita o sentido
do termo ―tarefa material‖, que é um dos elementos do trabalho.
Note que o papel do pronome relativo ―que‖ é essencial para
entendermos essa relação de coesão e coerência.
Assim, por eliminação, entendemos que a alternativa (E) é a correta.
Gabarito: E

Questão 44: TRE BA 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Com a ampliação dos direitos, nasceu também uma
concepção mais ampla de cidadania. De um lado, existe uma concepção
consumerista de cidadania (direito de defesa do consumidor) e, de outro, uma
concepção plena, que se manifesta na mobilização da sociedade para a
conquista de novos direitos e na participação direta da população na gestão da
vida pública, por meio, por exemplo, da discussão democrática do orçamento.
Esta tem sido uma prática, sobretudo no nível do poder local, que tem
ajudado na construção de uma democracia participativa, superando os limites
da democracia puramente representativa.
No texto, o termo ―que‖, empregado na linha 7, remete a
A ―prática‖ (linha 7).
B ―nível‖ (linha 7).
C ―poder local‖ (linha 7).
D ―discussão‖ (linha 6).
E ―orçamento‖ (linha 6).
Comentário: Entendemos do texto que a ―discussão democrática do
orçamento‖ (não só a discussão, não só orçamento) tem sido uma prática que
tem ajudado na construção de uma democracia participativa, superando os
limites da democracia puramente representativa.
Assim, o substantivo ―prática‖ foi retomado pelo pronome relativo ―que‖.
Note que ―prática‖ resume toda a expressão ―discussão democrática do
orçamento‖.
Assim, a alternativa (A) é a correta.
Gabarito: A

Questão 45: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O mundo em que nos encontramos hoje, no entanto,
não se parece muito com o que eles previram.
Em ―não se parece muito com o que eles previram‖, o pronome ―que‖ tem
como antecedente o pronome ―o‖, que se refere a ―mundo‖.
Comentário: Na expressão ―o que‖, o pronome relativo ―que‖ realmente
retoma o pronome demonstrativo ―o‖, o qual retoma o substantivo ―mundo‖.
Veja o esquema com todos os referentes:
―O mundo em que nos encontramos hoje, no entanto, não se parece muito
com o que eles previram.‖

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Gabarito: C

Questão 46: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Kant inicia a exposição da ética, que ele chama
metafísica dos costumes, pela afirmação de que ―toda legislação‖ compreende
duas partes: em primeiro lugar, ―uma lei que representa como objetivamente
necessária a ação que deve ser cumprida, isto é, que faz da ação um dever; e,
secundariamente, um motivo que liga subjetivamente à representação da lei o
princípio de determinação do livre-arbítrio a essa ação‖ e acrescenta: ―A
segunda parte equivale a dizer que a lei faz do dever um motivo‖.
O vocábulo ―que‖, em ‗que deve ser cumprida‘ (linha 4) e ‗que faz da ação um
dever‘ (linha 4) tem o mesmo referente no período.
Comentário: A questão trabalha a coesão referencial dos dois últimos
pronomes relativos do trecho abaixo:

―...uma lei que representa como objetivamente necessária a ação que deve
ser cumprida, isto é, que faz da ação um dever...‖

O segundo pronome ―que‖ retoma ―ação‖ e o terceiro retoma o


substantivo ―lei‖, conforme as setas acima. Veja que a expressão ―isto é‖
inicia explicação, uma nova forma de caracterizar a palavra ―lei‖.
Assim, os referentes são diferentes.
Gabarito: E

1.4. Coesão referencial com advérbios ou locuções adverbiais:


Os advérbios e locuções adverbiais também podem posicionar o lugar ou
tempo de um termo no discurso, como recurso anafórico ou catafórico:
Fui a Brasília. Lá é um lugar de oportunidades!
Venha ao Rio de Janeiro e se encante com as praias daqui!!!
Em 1822, o Brasil começava sua caminhada à liberdade política. Desde
então, a estratégia pela permanência da soberania é constante, seja política,
seja econômica.
Questão 47: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)
Fragmento de texto: Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.
Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo, está sendo
celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 1948, foi aprovada e
proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o mais forte
grito da humanidade contra a intolerância, a discriminação e o preconceito. De
lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se país signatário de todos os
tratados e convenções dos direitos humanos. E, nesse avanço, há quinze anos
surgiu o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo,
um ―adolescente‖ que teve papel extremamente importante, no Espírito
Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos humilhados e dos
ofendidos.

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Na expressão ―De lá para cá‖ (linhas 5 e 6), os advérbios ―lá‖ e ―cá‖ fazem
referência, respectivamente, ao ano de 1948 e ao momento atual, à época em
que o orador está proferindo seu discurso.
Comentário: Esta questão trabalha a coesão referencial com base nos
advérbios ―lá‖ e ―cá‖.
A preposição ―De‖ transmite o sentido de início, origem. Ela se encontra
antes do advérbio ―lá‖, porque a intenção do autor é delimitar um momento
passado, que é o ano de 1948.
A preposição ―para‖ transmite o sentido de direção, destino. Ela se
encontra no advérbio ―cá‖, porque a intenção do autor é delimitar o momento
atual: o momento em que o orador está proferindo seu discurso.
Assim, a questão está certa.
Gabarito: C

Questão 48: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: No coração histórico da sociedade moderna, a
Comunidade Europeia (CE) supranacional parece dar especial crédito à tese de
que a soberania político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes
anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma
aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais adequada.
Na linha 3, ―Ali‖ tem como referente ―sociedade moderna‖ (linha 1).
Comentário: Mais uma questão de coesão referencial com advérbio. Note que
o advérbio ―Ali‖ retoma, na realidade, a ―Comunidade Europeia (CE)
supranacional‖.
Gabarito: E

Questão 49: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas
políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o
latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que
devem ser os Estados contemporâneos e suas inter-relações. De fato, nos
últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de alguns
poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam
a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.
(...)
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar,
desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera
Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
O trecho ―Ao longo desse mesmo período recente‖ (linha 7) retoma, por
coesão, a expressão ―nos últimos 25 anos‖ (linhas 4 e 5), cuja referência
temporal exata depende de informações extratextuais, tais como a data de
publicação do texto.
Comentário: A locução adverbial ―nos últimos 25 anos‖ precisa de um
referente temporal da publicação do texto, pois o adjetivo ―últimos‖ necessita
de um referente temporal. Os últimos 25 anos para nós que lemos o texto em
2012 é bem diferente daquele ano em que o texto foi publicado (Ano de 2000.

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Confirme isso nos dados bibliográficos do texto).


Veja que realmente a expressão ―Ao longo desse mesmo período
recente‖ retoma o tempo referenciado em ―nos últimos 25 anos‖, o qual faz
referência ao período de 1975 a 2000.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C

2. Elemento de coesão por omissão (elipse):


Muitas vezes, para evitar a repetição viciosa, basta omitir o vocábulo que
está se repetindo, desde que ele fique facilmente subentendido. Isso é
chamado de elipse. Veja:
Gustavo foi à casa de sua mãe. Ficou por lá uns oito dias.
Antes do verbo ―ficou‖ subentende-se ―Gustavo‖, então por omissão
realizamos a coesão.
Questão 50: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)
Fragmento de texto: Meios de comunicação de massa financiados por
dinheiro público e livres do controle privado comercial têm sido um modelo de
comunicação bastante explorado e consolidado na maioria das democracias
modernas. Trata-se de algo tão antigo quanto o próprio surgimento da TV e
do rádio. Diversos países sustentam hoje robustas corporações de mídia
pública que concentram substancial fatia da audiência e são reconhecidas pela
qualidade no conteúdo que produzem e transmitem.
Uma das mais antigas em operação é a BBC do Reino Unido, criada nos
anos 20 do século passado. A BBC tem servido como modelo para muitas
outras experiências que surgiram durante todo o século passado.
No trecho ―Uma das mais antigas‖ (linha 8), a elipse da expressão
―corporações de mídia pública‖ funciona como recurso coesivo.
Comentário: A expressão ―Uma das mais antigas‖ está flexionada no
feminino e com o substantivo no plural, por fazer referência ao termo plural e
feminino ―corporações de mídia pública‖. Esta expressão foi omitida naquela
expressão para evitar repetição de vocábulo desnecessariamente. Veja:
“Uma das mais antigas (corporações de mídia pública) em operação é a
BBC do Reino Unido, criada nos anos 20 do século passado.‖
Gabarito: C

Questão 51: Assembleia Legislativa ES 2011 nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
No final do parágrafo, está implícita a palavra nível antes do termo
―profissional‖.
Comentário: Na expressão ―tanto no nível pessoal como no‖, o artigo ―o‖,
em contração com a preposição ―em‖ (no), determina o substantivo ―nível‖ na
primeira ocorrência (no nível) e faz subentender este substantivo na segunda

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ocorrência. Veja:
―...tanto no nível pessoal como no (nível) profissional‖.
Assim, a questão está correta.
Gabarito: C

Questão 52: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)


1 No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se
recua no tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do
passado — e mais privilegiada parece a da garotada de hoje. Quando se
pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras imagens
5 que vêm à cabeça é a de meninos dando duro em minas ou limpando
chaminés. A ideia de que essa fase da vida era simplesmente ignorada e
de que as pessoas passavam de bebês a trabalhadores, do dia para a
noite, é reforçada por inúmeras pinturas antigas retratando crianças
sérias, tristemente vestidas como miniadultos. As fontes de informações
10 medievais, entretanto, quando analisadas de perto, não oferecem
evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem, com
relação às crianças, atitudes muito diferentes das de hoje — com
exceção, talvez, apenas do uso em excesso de castigos físicos, que, de
qualquer modo, também eram aplicados em adultos. Apesar de o estilo
15 de vida da época ser muito diferente do nosso, as crianças medievais
cresciam, em muitos aspectos, de maneira semelhante à de seus
―primos‖ modernos.
Nicholas Orme e Fernanda M. Bem. Pequenos na Idade Média.
In: BBC História, ano 1, ed. n.o 4 (com adaptações).
Nas sequências ―a da‖ (linha 3), ―a de‖ (linha 5) e ―das de‖ (linha12), sem
núcleo nominal expresso, pode-se depreender que os artigos definidos ―a‖, ―a‖
e ―as‖, na ordem das sequências, são portadores de propriedades anafóricas e
retomam os seguintes referentes, respectivamente: ―vida‖, ―imagem‖ e
―crianças‖.
Comentário: Esta é mais uma questão de coesão referencial por meio da
elipse, isto é, da omissão de palavra facilmente subentendida; evitando,
assim, a repetição desnecessária de palavras.
Na linha 3, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―vida‖. Veja:
“No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se recua no
tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do passado — e mais
privilegiada parece a (vida) da garotada de hoje.‖
Na linha 5, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―imagem‖. Veja:
―Quando se pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras
imagens que vêm à cabeça é a (imagem)de meninos dando duro em minas
ou limpando chaminés.‖
Na linha 12, o artigo ―a‖ faz subentender o substantivo ―atitude‖, e não
o substantivo ―crianças‖, como havia sido afirmado na questão. Veja:
―As fontes de informações medievais, entretanto, quando analisadas de perto,
não oferecem evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem,

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com relação às crianças, atitudes muito diferentes das (atitudes) de hoje...‖


Por isso, a questão está errada.
Gabarito: E

Questão 53: EBC 2011 nível superior (banca CESPE)


Texto 1
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
Texto 2
Belo Horizonte, 20 novembro 1925.
Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso —
convite para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida,
avisado, também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E
desde já te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que
se lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos
Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Para se recuperar o conteúdo do complemento verbal exigido pela forma
verbal ―Aceito‖, no texto 2, é imprescindível a leitura do texto 1.
Comentário: A questão cobra novamente a coesão referencial por elipse, pois
o verbo ―Aceito‖ é transitivo direto e o objeto direto está subentendido em
dado anterior.
Veja que a leitura do texto 1 nos ajuda a entender melhor o contexto,
mas ele não é imprescindível para entender o complemento do verbo ―Aceito‖,
pois a expressão ―tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite para
escrever umas besteiras na Noite‖ já retoma o conteúdo do texto 1. Assim, o
complemento do verbo ―Aceito‖ está subentendido no primeiro período do
texto 2. Veja:

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―Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite para


escrever umas besteiras na Noite. Aceito (o convite para escrever umas
besteiras na Noite).‖
Gabarito: E

Questão 54: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)


Fragmento de texto: Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará
um dia construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra; no exemplo do trabalho para
o bem comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita
intercorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem
feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver.
A elipse em ―nem que estará‖ (linha 1) e o emprego do pronome anafórico
―ele‖ (linha 3) são mecanismos de coesão utilizados para referenciar o
substantivo ―Oscar‖ (linha 1).
Comentário: Na linha 1, realmente ocorre elipse, pois o verbo ―acredita‖ está
subentendido na expressão ―nem que estará‖: ―nem (acredita) que estará‖.
O sujeito deste verbo elíptico também é elíptico, pois subentende o
substantivo ―Oscar‖. Além deste verbo, ―estará‖ também se refere a ―Oscar‖.
Veja:

―Oscar não acredita em Papai do Céu, nem (acredita) que estará um dia
construindo brasílias angélicas...‖
O recurso anafórico é a utilização de uma palavra que retoma outra
anterior. Isso realmente ocorreu com o pronome pessoal ―ele‖.
Veja um dado interessante sobre a coesão referencial. O primeiro verbo
―acredita‖ tem como sujeito determinado simples o substantivo ―Oscar‖. O
verbo subentendido ―acredita‖ e o verbo explícito ―estará‖ têm como sujeito
determinado elíptico o mesmo referente: ―Oscar‖. O verbo ―Põe‖ tem o sujeito
determinado simples ―ele‖, o qual faz referência ao substantivo ―Oscar‖.
Concluindo, nesta questão temos os exemplos de coesão referencial
anafórica por elipse (por omissão) na expressão ―nem que estará‖ e coesão
referencial anafórica por substituição na expressão ―Põe ele‖. Veja:
―Oscar não acredita em Papai do Céu, nem (acredita) que estará um dia
construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra...”
Gabarito: C

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3. Os elementos sequenciadores ou operadores argumentativos são


basicamente as conjunções coordenativas e subordinativas adverbiais, as quais
já foram vistas nas aulas de sintaxe do período composto por coordenação e
subordinação.
Mas, não são apenas as conjunções que são cobradas como operadores
argumentativos, outras palavras também fazem a ligação entre orações,
frases, parágrafos, com determinado valor semântico. Veja os principais
operadores:
Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de tudo, antes de mais
nada, primeiramente.
Tempo: antes, finalmente, enfim, por fim, atualmente, logo após, ao mesmo
tempo, enquanto isso, frequentemente, eventualmente.
Semelhança/comparação: igualmente, da mesma forma, analogamente, por
analogia, de acordo com, sob o mesmo ponto de vista , assim também.
Adição, continuação: além disso, outrossim, por outro lado, ainda mais,
ademais.
Dúvida, hipótese: provavelmente, é provável que, possivelmente, não é
certo que, se é que.
Certeza/ênfase: decerto, com certeza, sem dúvida, inegavelmente,
certamente.
Ilustração/esclarecimento: por exemplo, em outras palavras, a saber, quer
dizer, isto é, ou seja.
Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, com a finalidade de, a fim
de, para que, intencionalmente.
Resumo, recapitulação: em suma, em síntese, em conclusão, em resumo,
enfim, portanto.
Lugar: perto de, longe de, mais adiante, junto a, além de, próximo a.
Causa e consequência: por isso, por consequência, assim, em virtude de, em
razão de, como resultado, de fato, com efeito, por conseguinte.
Contraste, oposição: pelo contrário, em contraste com, exceto por, por outro
lado.

Questão 55: TRE TO 2017 Analista Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: As vias de comunicação evoluíram no sentido de uma
conjugação de veículos e técnicas, para criar uma rede complexa e global, que
congrega desde empresas de produção da comunicação (imprensa, televisão
etc.) até a indústria da informática. As consequências dessa estupenda
transformação técnico-econômica não foram ainda assimiladas pela teoria
política.
A vida política, como todas as demais formas de relacionamento social,
pressupõe a organização de um espaço próprio de comunicação. No regime
democrático, esse espaço é necessariamente público, porque o poder político
supremo pertence ao povo.
Na realidade, porém, a organização do espaço público de comunicação
— não só em matéria política, como também econômica, cultural ou religiosa
— faz-se, hoje, com o alheamento do povo. Assim, enquanto nos regimes
autocráticos a comunicação social constitui monopólio dos governantes, nos

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países geralmente considerados democráticos o espaço de comunicação social


deixa de ser público, para tornar-se, em sua maior parte, objeto de oligopólio
da classe empresarial.
Os vocábulos ―ainda‖ (linha 5) e ―enquanto‖ (linha 13) exprimem tempo
decorrido.
Comentário: Tal questão trabalha os sequenciadores temporais ―ainda‖ e
―enquanto‖. O primeiro tem o mesmo valor de ―até então‖, ―até agora‖, isto é,
traduz um valor de tempo decorrido.
Porém, o segundo ―enquanto‖ traduz um valor temporal de
simultaneidade.
Assim, a afirmação está errada.
Gabarito: E

Questão 56: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.
A locução ―Além de‖ (linha 1) estabelece uma relação de adição no período em
que ocorre.
Comentário: A locução prepositiva ―Além de‖ é entendido como um
sequenciador, um operador argumentativo, pois serve para adicionar uma
informação no texto.
Assim, entendemos do texto que Graciliano Ramos incorporou ―conceitos
como os da transparência e da impessoalidade‖ e ―foi um gestor em busca da
eficiência e que agia com extremo zelo com os recursos públicos‖.
Portanto, a afirmação está correta.
Gabarito: C

Questão 57: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V
a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia
procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza.
A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do
autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo grego, o
papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse
sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio,
iluminar sua inteligência e sua consciência.
O vocábulo ―portanto‖ (linha 7) denota que a oração na qual está inserido
constitui uma conclusão, alcançada a partir das informações expostas no
período anterior.
Comentário: Vimos na aula de período composto por coordenação que a
conjunção ―portanto‖ realmente é conclusiva e tal conectivo é um
sequenciador que traduz uma conclusão das informações expostas no período
anterior.

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Portanto, a afirmação está correta.


Gabarito: C

Questão 58: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V
a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia
procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza.
A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto, a
expressão ―Até então‖ (linha 2) poderia ser substituída por Até aquela
época.
Comentário: Podemos entender a locução adverbial ―Até então‖ como um
sequenciador temporal, o qual pode, naturalmente, ser substituído por ―Até
aquela época‖, preservando o sentido, a coerência e a correção gramatical.
Gabarito: C

Questão 59: DEPEN 2015 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Ao todo, os detentos podem remir até quarenta e oito
dias apenas com as leituras. Essa possibilidade, no entanto, ainda é restrita a
penitenciárias federais de segurança máxima.
A substituição da locução ―no entanto‖ por conquanto manteria a relação
estabelecida entre a última oração do parágrafo e a que a antecede.
Comentário: Tal questão trabalha a substituição de conectivos de
sequenciação. Vimos na aula de sintaxe do período que o conectivo ―no
entanto‖ é coordenativo adversativo e não pode, estruturalmente, ser
substituído por uma conjunção subordinativa adverbial concessiva, como é o
caso da conjunção ―conquanto‖.
Assim, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 60: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


1 Nos últimos cinquenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorrido na
sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de
trabalho. Esse contínuo crescimento da participação feminina é explicado
por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o
5 avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, e a queda
das taxas de fecundidade proporcionou o aumento das possibilidades de
as mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. Segundo, a
rebelião feminina do final dos anos 60 do século passado, nos Estados
Unidos da América e na Europa, chegou às nossas terras e fez ressurgir o
10 movimento feminista nacional, aumentando a visibilidade política das
mulheres na sociedade brasileira. Esse sucesso influenciou o
comportamento e os valores sociais das mulheres, visto que proporcionou
alterações na formação da identidade feminina.
Os termos ―Nos últimos cinquenta anos‖ (linha 1), ―Primeiro‖ (linha 4) e
―Segundo‖ (linha 7) contribuem para a progressão das ideias no texto.

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Comentário: A afirmação está correta, pois a expressão temporal ―Nos


últimos cinquenta anos‖ ambienta um momento do passado, a partir do qual
se ressalta o contínuo crescimento da participação feminina. Em seguida, as
expressões ―Primeiro‖ e ―Segundo‖ iniciam a especificação da combinação de
fatores econômicos e culturais que explicam esse crescimento. Assim, tais
expressões marcam uma continuidade no texto e contribuem para a
progressão das ideias.
Gabarito: C

Questão 61: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos; nenhuma nação será
forte enquanto o povo sofrer qualquer discriminação racial ou de gênero;
nenhuma nação será forte se houver intolerância religiosa; nenhuma nação
será forte se houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo civilizadora.
A expressão ―em suma‖ (linha 5), de caráter explicativo, tem a função de
retomar, exclusivamente, o trecho imediatamente anterior: ―nenhuma nação
será forte se houver homofobia‖ (linhas 4 e 5).
Comentário: A expressão ―em suma‖ não tem valor explicativo. Ela é um
elemento de coesão sequencial, que inicia um resumo de toda a informação
transmitida anteriormente (e não somente o trecho imediatamente anterior,
como afirmou a questão).
Gabarito: E

Questão 62: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma
atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o importante é fazer
alguma coisa, nem que para isso se deixe de ver o filho nascer ou crescer.
Primeiro vem o trabalho, a produção. Outro aspecto aterrador aparece quando
o indivíduo para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está
centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como: ―quando eu entrar
em férias...‖, ―quando eu ganhar na loto...‖.
Na oração ―Outro aspecto aterrador aparece‖ (linha 4), a palavra ―Outro‖
indica que um aspecto considerado aterrador — o fato de as pessoas acharem
que é importante fazer alguma coisa — já foi mencionado anteriormente.
Comentário: O primeiro aspecto considerado aterrador pelo autor é a ideia
de que ―Primeiro vem o trabalho, a produção‖. Assim, o pronome indefinido
―Outro‖ liga o período imediatamente anterior ao posterior.
Gabarito: E

Questão 63: Serpro – 2010 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Mais: os dados reforçam tendências que vêm causando
crescente apreensão às autoridades atentas à evolução do perfil da violência
no país. Um deles: aumenta o número de homicídios entre jovens. Em 1980,
eram 30 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2007, nada menos que 50,1.

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Outro: homens são vítimas preferenciais - 90% das ocorrências. Mais uma: os
negros lideram o ranking dos mortos - incremento de 21% em relação às
estatísticas dos períodos anteriores.
Os termos ―Um deles‖ (linha 3) e ―Outro‖ (linha 5) referem-se a ―os dados‖
(linha 1).
Comentário: Esta questão abordou outro exemplo da coesão sequencial, por
meio dos pronomes indefinidos ―um‖ e ―outro‖.
Ambos retomam o substantivo ―dados‖, da linha 1, transmitindo uma
sequência e ampliando o seu sentido.
Gabarito: C

Questão 64: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler. Segunda: apesar
disso, não há acordo sobre o que quer dizer. Nós o lemos com facilidade e não
temos certeza do que ele pretende. Talvez porque, terceira característica,
pareça contradizer o resto da vida e obra do autor.
Ao enumerar as características da grande obra de Maquiavel, o autor
empregou o recurso coesivo da sequenciação numérica.
Comentário: Esta questão abordou o exemplo clássico da coesão sequencial,
por meio da enumeração ordinal ―Primeira‖, ―Segunda‖ e ―terceira‖, a qual
enumera e dá sequência às características notáveis do livro ―O Príncipe‖.
Gabarito: C

O que devo tomar nota como mais importante?


 Na coesão referencial, basta prestar atenção no referente. Esta é
questão certa de cair na prova. Sem decoreba, basta simplesmente fazer
uma boa leitura do texto.
Grande abraço.
Terror

Questão 1: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)


Fragmento do texto: A prática empreendedora vem crescendo no Brasil,
sobretudo entre a população negra. Atualmente a maioria dos
empreendedores negros são mulheres que abriram seus negócios por
oportunidade, contrariando a crença geral de que as pessoas das camadas

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com menor poder aquisitivo procuram abrir seus negócios mais por
necessidade ou devido ao desemprego.
A palavra ―oportunidade‖ (linha 4) retoma a expressão ―prática
empreendedora‖ (linha 1).

Questão 2: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na ação civil pública, a Procuradoria Regional dos
Direitos do Cidadão (PRDC/RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos
não apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades, mas também a
obrigação de zelar para que elas sejam respeitadas pelas pessoas em suas
relações recíprocas.
A substituição da palavra ―alegou‖ por argumentou prejudicaria o sentido
original do texto.

Questão 3: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: Corroborando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a
veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da
discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não
corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão.
Altera-se totalmente a informação original do período ao se substituir a
palavra ―Corroborando‖ (linha 1) por Confirmando.

Questão 4: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao
se substituir ―ilícita‖ (linha 8) por ilegal.

Questão 5: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: É importante destacar que o art. 154-A do Código
Penal (Lei n.º 12.737/2012) trouxe para o ordenamento jurídico o crime novo
de ―invasão de dispositivo informático‖, que consiste na conduta de invadir
dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores,
mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter,
adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou
tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter
vantagem ilícita.
A palavra ―adulterar‖ (linha 6) está sendo empregada com o sentido de alterar
prejudicando.

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Questão 6: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Empregados no texto, os adjetivos ―platônico‖ (linha 4) e ―maquiavélicas‖
(linha 4) são dois exemplos de ―adjetivos conhecidos de todos‖ (linhas 2 e 3).

Questão 7: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: As grandes atividades arquetípicas da sociedade
humana são, desde o início, inteiramente marcadas pelo jogo. Como, por
exemplo, no caso da linguagem, esse primeiro e supremo instrumento que o
homem forjou a fim de poder comunicar, ensinar e comandar. É a linguagem
que lhe permite distinguir as coisas, defini-las e constatá-las, em resumo,
designá-las e com essa designação elevá-las ao domínio do espírito. Na
criação da fala e da linguagem, brincando com essa maravilhosa faculdade de
designar, é como se o espírito estivesse constantemente saltando entre a
matéria e as coisas pensadas. Por detrás de toda expressão abstrata se oculta
uma metáfora, e toda metáfora é jogo de palavras.
As expressões ―primeiro e supremo instrumento‖ (linha 3), ―maravilhosa
faculdade de designar‖ (linhas 7 e 8) e ―toda expressão abstrata‖ (linha 9)
referem-se à linguagem.

Questão 8: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Além de apresentarem certa precocidade na aquisição
do hábito de ingerir álcool, os adolescentes paulistas bebem frequentemente,
exageram nas doses e, em muitos casos, agem assim com anuência familiar.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o vocábulo ―frequentemente‖ (linha 2) por diuturnamente.

Questão 9: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Além disso, como o processo de amadurecimento do
cérebro só se completa duas décadas depois do nascimento, o consumo
precoce de álcool pode comprometer seriamente o desenvolvimento desse
órgão vital, ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de humor, como
depressão e ansiedade.
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se
substituísse o termo ―como‖ (linha 1) pela expressão já que.

Questão 10: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por crianças e
adolescentes.

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O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se


substituísse a expressão ―fechará o cerco‖ (linha 2) pela forma verbal coibirá.

Questão 11: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
Seriam mantidos a correção gramatical do texto e o seu sentido original se o
trecho ―tanto no nível pessoal como no profissional‖ (linhas 3 e 4) fosse
reescrito como tanto a nível de pessoa como a nível de trabalho.

Questão 12: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)


Fragmento do texto: O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista
é a gaveta de meias, a lancheira do filho, o boteco da esquina. Verdade que
às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do filho, no boteco da esquina, o
cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza na saudade,
tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de
Março), mas é de leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo
começar) o cronista trata do pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a
gente nem vê.
Os termos ―gaveta de meias‖, ―lancheira do filho‖ e ―boteco da esquina‖, na
linha 2, são hipônimos que exemplificam aquilo que o autor denomina de
―detalhe‖ (linha 8) ao final do texto.

Questão 13: TRF 1ª 2017 Analista Judiciário Taquígrafo (banca CESPE)


Fragmento do texto: O cronista é um pedestre. O que existe para o cronista
é a gaveta de meias, a lancheira do filho, o boteco da esquina. Verdade que
às vezes, na gaveta de meias, na lancheira do filho, no boteco da esquina, o
cronista até resvala no amor, trisca no perdão, se lambuza na saudade,
tropeça num deusinho ou outro (desses deuses de antigamente, também
pedestres, que se cansam do Olimpo e vão dar umas bandas pela 25 de
Março), mas é de leve, é sem querer, pois na prática (e é assim que eu devo
começar) o cronista trata do pequeno, do detalhe, do que está tão perto que a
gente nem vê.
O sentido da frase ―O cronista é um pedestre‖ (linha 1) seria preservado caso
se substituísse a palavra ―cronista‖ por escritor.

Questão 14: Tribunal de Justiça – RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: A divulgação científica, as informações e os
conhecimentos que podemos oferecer à educação são elementos que
contribuem para formar a opinião, a capacidade de crítica e de decisão dos
diferentes setores da sociedade.
O termo ―elementos‖ funciona como hiperônimo de ―divulgação científica‖,
―informações‖ e ―conhecimentos‖.

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Questão 15: Tribunal de Justiça - RJ / 2008 / nível superior (banca CESPE)


Julgue a afirmativa em que as palavras grifadas mantêm, entre si, a relação
semântica indicada entre parênteses:
A lei caracteriza algumas ações e as define como crimes. Esses delitos são
classificados de acordo com o tipo de bem que atingem, material ou imaterial.
(hiperonímia/hiponímia)

Questão 16: TRE TO 2017 Técnico Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os fósseis da floresta foram preservados graças à
presença de sílica no ambiente, que se infiltrou nas plantas e conservou seus
formatos, por meio do processo de permineralização celular. A infiltração e a
impregnação de sílica nas células e nos espaços intercelulares formaram uma
matriz inorgânica que sustentou os tecidos das plantas, preservando-os. A
origem do agente da permineralização silicosa ainda permanece obscura.
No texto, o pronome ―os‖ (linha 5) remete a
A ―células‖ (linha 4) e ―espaços‖ (linha 4).
B ―os tecidos das plantas‖ (linha 5).
C ―tecidos‖ (linha 5) e ―plantas‖ (linha 5).
D ―Os fósseis da floresta‖ (linha 1).
E ―seus formatos‖ (linhas 2 e 3).

Questão 17: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.
Não se trata apenas do seu combate ao patrimonialismo e ao nepotismo,
mas também do que se designa, hoje, de foco no resultado com
responsabilidade fiscal. Um exemplo disso é o fato de que, como prefeito de
Palmeira dos Índios, município do agreste alagoano, de 1928 a 1930, ele
construiu estradas gastando menos da metade do que se costumava gastar
por quilômetro construído pela administração do estado.
O elemento ―ele‖ (linha 9) refere-se a ―prefeito‖ (linha 8).

Questão 18: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.
O referente da forma pronominal ―eles‖ (linha 3) é o termo ―cargos‖ (linha 2).

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Questão 19: TRT 7ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na mídia em geral, nos discursos políticos, em
mensagens publicitárias, na fala de diferentes atores sociais, enfim, nos
diversos contextos em que a comunicação se faz presente, deparamo-nos
repetidas vezes com a palavra cidadania. Esse largo uso, porém, não torna
evidente seu significado. Ao contrário, o fato de admitir vários empregos
deprecia seu valor conceitual, isto é, sua capacidade de nos fazer
compreender certa ordem de eventos. Por que, então, a palavra cidadania é
constantemente evocada, se o seu significado é tão pouco esclarecido?
No parágrafo do texto, o referente da forma pronominal ―sua‖ (linha 6) é
A ―significado‖ (linha 5).
B ―a palavra cidadania‖ (linha 4).
C ―Esse largo uso‖ (linha 4).
D ―vários empregos‖ (linha 5).

Questão 20: TCE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Mas a ―falha‖ dos atenienses era a inexistência de
direitos humanos. Não havia proteção contra as decisões da assembleia
soberana. Ela podia decretar o banimento de quem quisesse, sem se
justificar: assim Temístocles foi sentenciado ao ostracismo pelo mesmo povo
que ele salvara dos persas.
Desde a era moderna, os direitos do homem, protegendo-o do Estado,
se tornam cruciais. Estes são os grandes legados das três revoluções
modernas — a inglesa, a americana e a francesa: somos protegidos não só
dos desmandos do monarca absoluto, contra os quais o melhor antídoto seria
a soberania popular, mas também da tirania do próprio povo e de seus
eleitos.
As formas pronominais em ―ele salvara‖ (linha 5) e ―protegendo-o‖ (linha 6)
remetem ao mesmo referente: ―Temístocles‖ (linha 4).

Questão 21: TRE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na teoria constitucional moderna, cidadão é o indivíduo
que tem um vínculo jurídico com o Estado, sendo portador de direitos e
deveres fixados por determinada estrutura legal (Constituição, leis), que lhe
confere, ainda, a nacionalidade. Cidadãos, em tese, são livres e iguais perante
a lei, porém súditos do Estado.
No parágrafo do texto, o pronome ―lhe‖ (linha 3) faz referência a
A ―Estado‖ (linha 2).
B ―portador de direitos e deveres‖ (linhas 2 e 3).
C ―nacionalidade‖ (linha 4).
D ―teoria constitucional moderna‖ (linha 1).
E ―cidadão‖ (linha 1).

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Questão 22: TRE PE 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: A moralidade, que deve ser uma característica do
conjunto de indivíduos da sociedade, deve caracterizar de modo mais intenso
ainda aqueles que exercem funções administrativas e de gestão pública ou
privada. Com relação a essa ideia, vale destacar que o alcance da moralidade
vincula-se a princípios ou normas de conduta, aos padrões de comportamento
geralmente reconhecidos, pelos quais são julgados os atos dos membros de
determinada coletividade. Disso é possível deduzir que os membros de uma
corporação profissional — no caso, funcionários e servidores da administração
pública — também devem ser submetidos ao julgamento ético-moral. A
administração pública deve pautar-se nos princípios constitucionais que a
regem. É necessário, ainda, que tais princípios estejam pública e legalmente
disponíveis ao conhecimento de todos os cidadãos, para que estes possam
respeitá-los e vivenciá-los. Nesse contexto, destacam-se os princípios
constitucionais tidos como base da função pública e que, sem dúvida,
constituem pilares de sustentabilidade da função gestora.
Na linha 13 do texto, a forma pronominal ―los‖, em ―respeitá-los‖ e ―vivenciá-
los‖, remete a
A ―todos os cidadãos‖ (linha 12).
B ―princípios constitucionais‖ (linha 10).
C ―estes‖ (linha 12).
D ―os membros de uma corporação profissional‖ (linhas 7 e 8).
E ―funcionários e servidores da administração pública‖ (linhas 8 e 9).

Questão 23: MPU 2015 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na organização do poder político no Estado moderno, à
luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade
humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em
virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a
existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana
também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição
de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um
cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais.
O pronome ―eles‖ (linha 7) faz referência a ―ramos diversos‖ (linha 8).

Questão 24: MPU 2015 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do
Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por processos que
culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.
Na linha 2, a expressão ―A sua história‖ refere-se ao antecedente
―democracia‖.

Questão 25: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


1 ―Passe lá no RH!‖. Não são poucas as vezes em que os colaboradores de
uma empresa recebem essa orientação. Não são poucos os chefes que
não sabem como tratar um tema que envolve seus subordinados, ou não

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têm coragem de fazê-lo, e empurram a responsabilidade para seus


5 colegas da área de recursos humanos. Promover ou comunicar um
aumento de salário é com o chefe mesmo; resolver conflitos, comunicar
uma demissão, selecionar pessoas, identificar necessidades de
treinamento é ―lá com o RH‖. Em pleno século XXI, ainda existem
empresas cujos executivos não sabem quem são os reais responsáveis
10 pela gestão de seu capital humano. Os responsáveis pela gestão de
pessoas em uma organização são os gestores, e não a área de RH. Gente
é o ativo mais importante nas organizações: é o propulsor que as move
e lhes dá vida. Portanto, os aspectos que envolvem a gestão de pessoas
têm de ser tratados como parte de uma política de valorização desse
15 ativo, na qual gestores e RH são vasos comunicantes, trabalhando em
conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada.
A forma pronominal ―lo‖, em ―fazê-lo‖ (linha 4), refere-se a ―tema‖ (linha 3), e
as formas ―as‖ e ―lhes‖ (linhas 12 e 13) referem-se a ―organizações‖ (linha
12).

Questão 26: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas
antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro,
e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer
que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão
depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam
por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira.
Na linha 4, a forma pronominal ―la‖, em ―anunciá-la‖, refere-se a ―polícia‖.

Questão 27: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 7, o pronome ―ele‖ refere-se a ―Platão‖, o referente mais próximo.

Questão 28: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,

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pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.


Mário
No texto, a sequência ―a Noite organiza um Mês Modernista‖ não atende à
expectativa de leitura criada com ―propôs o seguinte:‖, pois não informa, com
clareza, a proposta de que trata a carta.

Questão 29: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Na linha 3, o pronome ―quem‖, em ambas as ocorrências, equivale a pessoas
que.

Questão 30: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
O seu método é simples. Harold utiliza garrafas de suco de laranja e se
certifica de que as mensagens estão com data. Antes de enviá-las, checa o
sentido dos ventos — que devem rumar de preferência para oeste ou
sudoeste. Algumas cartas demoraram 13 anos para voltar para ele.
A forma pronominal ―las‖, em ―enviá-las‖ (linha 8), pode fazer referência tanto
ao termo ―garrafas‖ (linha 7) quanto ao termo ―mensagens‖ (linha 8).

Questão 31: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram as
fronteiras da academia para que seus nomes gerassem adjetivos conhecidos
de todos, até de quem não sabe quem eles foram: Platão e Maquiavel. Todos
ouvimos falar em amor platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa
que os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi maquiavélico; o fato é
que ele, como Platão, deixou uma marca no imaginário social.
Tanto na linha 3 quanto na linha 4, o pronome ―todos‖ remete ao significado
de todas as pessoas.

Questão 32: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Não se trata apenas do seu combate ao
patrimonialismo e ao nepotismo, mas também do que se designa, hoje, de
foco no resultado com responsabilidade fiscal. Um exemplo disso é o fato de
que, como prefeito de Palmeira dos Índios, município do agreste alagoano, de
1928 a 1930, ele construiu estradas gastando menos da metade do que se
costumava gastar por quilômetro construído pela administração do estado.

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O elemento ―disso‖ (linha 3) retoma ―foco no resultado com responsabilidade


fiscal‖ (linha 3).

Questão 33: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de
procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja
em sentido negativo. Na verdade, o campo de atuação profissional do
advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais,
corriqueiros, de pequena complexidade técnica, quanto situações de extrema
dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de
ordem tanto econômica quanto propriamente jurídica.
O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de
uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode dizer que toda
contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter
fundamentalmente intelectual e pessoal do trabalho advocatício, nem se pode
afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de
licitação, em face do princípio da isonomia.
No início do segundo parágrafo, o termo ―problema‖ faz referência à
―exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de
serviços profissionais de advocacia‖ (linha 9).

Questão 34: TRT 7ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O velocista jamaicano Usain Bolt, considerado o
homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar
jogador de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e
aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá pra
imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área,
sem sombra de impedimento, e chegar saltitante ao gol rival, antes que os
locutores tenham tempo de informar as horas.
Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no
evento de abertura, as delegações desfilariam e confraternizariam; no dia
seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de
vôlei iria representar o Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo
moderno havia sido escalada para jogar handebol.
No texto, o pronome este, na contração ―Neste‖ (linha 10), refere-se a
A ―dia seguinte‖ (linhas 11 e 12).
B ―um eletrizante sorteio‖ (linha 12).
C ―o time de vôlei‖ (linhas 12 e 13).
D ―evento de abertura‖ (linha 11).

Questão 35: TRT 7ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O velocista jamaicano Usain Bolt, considerado o
homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar
jogador de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e
aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá pra

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imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área,
sem sombra de impedimento, e chegar saltitante ao gol rival, antes que os
locutores tenham tempo de informar as horas.
Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no
evento de abertura, as delegações desfilariam e confraternizariam; no dia
seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de
vôlei iria representar o Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo
moderno havia sido escalada para jogar handebol.
No texto, o vocábulo ―Isso‖ (linha 8) remete à
A velocidade característica de Bolt, que poderia ser mais bem aproveitada no
futebol.
B vontade de trocar de esporte manifestada por diversos atletas olímpicos.
C cena hipotética imaginada na qual Usain Bolt atua como jogador de futebol.
D intenção de Bolt de deixar as pistas de atletismo para se dedicar ao futebol.

Questão 36: MTE 2014 Auditor-Fiscal do Trabalho (banca CESPE)


Fragmento do texto: Saiu finalmente a conta da contribuição da nova classe
média brasileira — aquela que, na última década, ascendeu ao mercado de
consumo, como uma avalanche de quase 110 milhões de cidadãos.
O vocábulo ―aquela‖ (linha 2) refere-se à expressão ―nova classe média
brasileira‖ (linhas 1 e 2).

Questão 37: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Os estudos ainda devem prosseguir para confirmá-la,
mas esse trabalho, somado aos que vinham sendo realizados nos últimos
anos, não deixa margem para muitas dúvidas.
No trecho ―somado aos que vinham sendo realizados nos últimos anos‖ (linha
2), o elemento ―aos‖ poderia ser corretamente substituído por àqueles.

Questão 38: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Quando se fala em sistema público de comunicação,
pensa-se justamente em um conjunto de mídias públicas (nos diversos
suportes, como rádio, televisão, Internet etc.) que operam de modo integrado
e sistêmico, tendo como horizonte o interesse dos cidadãos. Para o professor
Laurindo Leal Filho, da Universidade de São Paulo, um dos pioneiros na
pesquisa sobre mídia pública no Brasil, esse não é um conceito fechado.
O pronome ―esse‖ (linha 6) refere-se ao conceito de sistema público de
comunicação explicitado anteriormente.

Questão 39: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos

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entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para


sustentar tais corporações.
A expressão ―tais corporações‖ (linha 8) retoma o antecedente ―Broadcasting
Culture Research Institute — NHK‖ (linha 3).

Questão 40: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: Na era das redes sociais, algumas formas de
comunicação arcaicas ainda dão resultado. O canadense Harold Hackett que o
diga. Morador da Ilha Príncipe Eduardo, uma das dez províncias do Canadá,
ele enviou mais de 4.800 mensagens em uma garrafa e recebeu 3.100
respostas de pessoas de várias partes do mundo. De acordo com a BBC, o
canadense envia as mensagens desde 1996.
Na expressão ―que o diga‖ (linhas 2 e 3), o termo ―o‖ refere-se à ideia
expressa no período anterior.

Questão 41: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado
nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas redes
transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura
pós-moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização
moderna, entre cujos esteios principais se insere a noção segura e
unidimensional de soberania política absoluta, inserida no conceito de Estado
nacional.
Na linha 5, ―isso‖ refere-se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos
Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de
poder.

Questão 42: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Segundo pesquisa realizada no ano de 2006 em sete
países (França, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos
da América e Japão) pelo Broadcasting Culture Research Institute — NHK, 4
em cada 5 cidadãos consideram necessário existir um sistema público de
comunicação. Em países como Alemanha, Japão e Reino Unido — onde há
cobrança de imposto específico que financia mídias públicas —, 60% dos
entrevistados consideraram importante pagar esse tipo de tributo para
sustentar tais corporações.
A expressão ―esse tipo de tributo‖ (linha 7) refere-se ao antecedente ―imposto
específico que financia mídias públicas‖ (linha 6).

Questão 43: TRE BA 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: De modo geral, considerava-se que o exercício do
trabalho, aí incluídas as práticas médicas, a produção técnica e artesanal e o
comércio dos bens produzidos, confiscava o tempo para o ócio, fertilizador do
conhecimento político e filosófico. Ser livre, portanto, era não exercer um
trabalho, uma profissão, um comércio, uma tarefa material que

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correspondesse à satisfação das necessidades próprias da vida. O trabalho,


para os gregos, era incompatível com o exercício do livre pensar, com a
produção de conhecimentos e com a participação política.
No texto, a ―satisfação das necessidades próprias da vida‖ (linha 6) relaciona-
se
A ao ócio.
B à riqueza.
C ao conhecimento.
D à política.
E ao trabalho.

Questão 44: TRE BA 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Com a ampliação dos direitos, nasceu também uma
concepção mais ampla de cidadania. De um lado, existe uma concepção
consumerista de cidadania (direito de defesa do consumidor) e, de outro, uma
concepção plena, que se manifesta na mobilização da sociedade para a
conquista de novos direitos e na participação direta da população na gestão da
vida pública, por meio, por exemplo, da discussão democrática do orçamento.
Esta tem sido uma prática, sobretudo no nível do poder local, que tem
ajudado na construção de uma democracia participativa, superando os limites
da democracia puramente representativa.
No texto, o termo ―que‖, empregado na linha 7, remete a
A ―prática‖ (linha 7).
B ―nível‖ (linha 7).
C ―poder local‖ (linha 7).
D ―discussão‖ (linha 6).
E ―orçamento‖ (linha 6).

Questão 45: MPE PI - 2012 – Superior (banca CESPE)


Fragmento do texto: O mundo em que nos encontramos hoje, no entanto,
não se parece muito com o que eles previram.
Em ―não se parece muito com o que eles previram‖, o pronome ―que‖ tem
como antecedente o pronome ―o‖, que se refere a ―mundo‖.

Questão 46: EBC – 2011 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Kant inicia a exposição da ética, que ele chama
metafísica dos costumes, pela afirmação de que ―toda legislação‖ compreende
duas partes: em primeiro lugar, ―uma lei que representa como objetivamente
necessária a ação que deve ser cumprida, isto é, que faz da ação um dever; e,
secundariamente, um motivo que liga subjetivamente à representação da lei o
princípio de determinação do livre-arbítrio a essa ação‖ e acrescenta: ―A
segunda parte equivale a dizer que a lei faz do dever um motivo‖.
O vocábulo ―que‖, em ‗que deve ser cumprida‘ (linha 4) e ‗que faz da ação um
dever‘ (linha 4) tem o mesmo referente no período.

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Questão 47: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.
Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo, está sendo
celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 1948, foi aprovada e
proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o mais forte
grito da humanidade contra a intolerância, a discriminação e o preconceito. De
lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se país signatário de todos os
tratados e convenções dos direitos humanos. E, nesse avanço, há quinze anos
surgiu o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo,
um ―adolescente‖ que teve papel extremamente importante, no Espírito
Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos humilhados e dos
ofendidos.
Na expressão ―De lá para cá‖ (linhas 5 e 6), os advérbios ―lá‖ e ―cá‖ fazem
referência, respectivamente, ao ano de 1948 e ao momento atual, à época em
que o orador está proferindo seu discurso.

Questão 48: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: No coração histórico da sociedade moderna, a
Comunidade Europeia (CE) supranacional parece dar especial crédito à tese de
que a soberania político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes
anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma
aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora mais adequada.
Na linha 3, ―Ali‖ tem como referente ―sociedade moderna‖ (linha 1).

Questão 49: Polícia Civil CE - 2012 – Inspetor (banca CESPE)


Fragmento de texto: É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas
políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas, como lembra o
latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que
devem ser os Estados contemporâneos e suas inter-relações. De fato, nos
últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de alguns
poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam
a crescer. Ao longo desse mesmo período recente, os Estados regularam cada
vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família.
(...)
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar,
desenvolver, não morrer. In: Gopal Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera
Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
O trecho ―Ao longo desse mesmo período recente‖ (linha 7) retoma, por
coesão, a expressão ―nos últimos 25 anos‖ (linhas 4 e 5), cuja referência
temporal exata depende de informações extratextuais, tais como a data de
publicação do texto.

Questão 50: EBC – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Meios de comunicação de massa financiados por
dinheiro público e livres do controle privado comercial têm sido um modelo de
comunicação bastante explorado e consolidado na maioria das democracias
modernas. Trata-se de algo tão antigo quanto o próprio surgimento da TV e

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do rádio. Diversos países sustentam hoje robustas corporações de mídia


pública que concentram substancial fatia da audiência e são reconhecidas pela
qualidade no conteúdo que produzem e transmitem.
Uma das mais antigas em operação é a BBC do Reino Unido, criada nos
anos 20 do século passado. A BBC tem servido como modelo para muitas
outras experiências que surgiram durante todo o século passado.
No trecho ―Uma das mais antigas‖ (linha 8), a elipse da expressão
―corporações de mídia pública‖ funciona como recurso coesivo.

Questão 51: Assembleia Legislativa ES 2011 nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as expectativas centradas
nesse futuro refletem uma insatisfação com a situação presente, tanto no
nível pessoal como no profissional.
No final do parágrafo, está implícita a palavra nível antes do termo
―profissional‖.

Questão 52: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)


1 No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto mais se
recua no tempo, mais dura parece ter sido a vida das crianças do
passado — e mais privilegiada parece a da garotada de hoje. Quando se
pensa em como era a infância séculos atrás, uma das primeiras imagens
5 que vêm à cabeça é a de meninos dando duro em minas ou limpando
chaminés. A ideia de que essa fase da vida era simplesmente ignorada e
de que as pessoas passavam de bebês a trabalhadores, do dia para a
noite, é reforçada por inúmeras pinturas antigas retratando crianças
sérias, tristemente vestidas como miniadultos. As fontes de informações
10 medievais, entretanto, quando analisadas de perto, não oferecem
evidência alguma de que as pessoas daquela época tivessem, com
relação às crianças, atitudes muito diferentes das de hoje — com
exceção, talvez, apenas do uso em excesso de castigos físicos, que, de
qualquer modo, também eram aplicados em adultos. Apesar de o estilo
15 de vida da época ser muito diferente do nosso, as crianças medievais
cresciam, em muitos aspectos, de maneira semelhante à de seus
―primos‖ modernos.
Nicholas Orme e Fernanda M. Bem. Pequenos na Idade Média.
In: BBC História, ano 1, ed. n.o 4 (com adaptações).
Nas sequências ―a da‖ (linha 3), ―a de‖ (linha 5) e ―das de‖ (linha12), sem
núcleo nominal expresso, pode-se depreender que os artigos definidos ―a‖, ―a‖
e ―as‖, na ordem das sequências, são portadores de propriedades anafóricas e
retomam os seguintes referentes, respectivamente: ―vida‖, ―imagem‖ e
―crianças‖.

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Questão 53: EBC 2011 nível superior (banca CESPE)


Texto 1
São Paulo, 18 novembro 1925.
Carlos,
Dá-se isto: ontem me apareceu um dos redatores da Noite do Rio
aqui em casa e além de me pedir uma entrevista pra tal propôs o seguinte: a
Noite organiza um Mês Modernista. Durante um mês todos os dias o jornal
publicará um artiguete de meia coluna assinado por um modernista qualquer.
O artiguete poderá ser crítica, fantasia, versos, o que a gente quiser. Pagam
50$ por artigo. Os escolhidos são: Manuel Bandeira e Prudente de Morais no
Rio, eu e Sérgio Milliet em São Paulo, você e o Martins de Almeida em Minas.
Me mande com absoluta urgência uma linha sobre isto falando que aceitam,
pra eu dispor as coisas logo. Estou esperando. Ciao.
Mário
Texto 2
Belo Horizonte, 20 novembro 1925.
Mário,
Salve. Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso —
convite para escrever umas besteiras na Noite. Aceito. O Martins de Almeida,
avisado, também aceitou. Diga para quando é a joça, que estamos prontos. E
desde já te agradeço o reclame e os cobres, pois estou certo que foi você que
se lembrou do meu nome.
Depois escreverei mais longamente.
Um abraço forte do
Carlos
Lélia Coelho Frota (Org.). Carlos & Mário. Correspondência completa entre
Carlos Drummond de Andrade (inédita) e Mário de Andrade. Rio de Janeiro:
Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2002, p. 159-61 (com adaptações).
Para se recuperar o conteúdo do complemento verbal exigido pela forma
verbal ―Aceito‖, no texto 2, é imprescindível a leitura do texto 1.

Questão 54: Instituto Rio Branco - 2011 – Diplomacia (banca CESPE)


Fragmento de texto: Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará
um dia construindo brasílias angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe
ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no
aproveitamento das pastagens verdes da Terra; no exemplo do trabalho para
o bem comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita
intercorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem
feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver.
A elipse em ―nem que estará‖ (linha 1) e o emprego do pronome anafórico
―ele‖ (linha 3) são mecanismos de coesão utilizados para referenciar o
substantivo ―Oscar‖ (linha 1).

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Questão 55: TRE TO 2017 Analista Judiciário (banca CESPE)


Fragmento do texto: As vias de comunicação evoluíram no sentido de uma
conjugação de veículos e técnicas, para criar uma rede complexa e global, que
congrega desde empresas de produção da comunicação (imprensa, televisão
etc.) até a indústria da informática. As consequências dessa estupenda
transformação técnico-econômica não foram ainda assimiladas pela teoria
política.
A vida política, como todas as demais formas de relacionamento social,
pressupõe a organização de um espaço próprio de comunicação. No regime
democrático, esse espaço é necessariamente público, porque o poder político
supremo pertence ao povo.
Na realidade, porém, a organização do espaço público de comunicação
— não só em matéria política, como também econômica, cultural ou religiosa
— faz-se, hoje, com o alheamento do povo. Assim, enquanto nos regimes
autocráticos a comunicação social constitui monopólio dos governantes, nos
países geralmente considerados democráticos o espaço de comunicação social
deixa de ser público, para tornar-se, em sua maior parte, objeto de oligopólio
da classe empresarial.
Os vocábulos ―ainda‖ (linha 5) e ―enquanto‖ (linha 13) exprimem tempo
decorrido.

Questão 56: TRF 1ª 2017 Analista (banca CESPE)


Fragmento do texto: Além de ter incorporado, no desempenho de seus
cargos, conceitos como os da transparência e da impessoalidade, décadas
antes de eles serem consolidados na Constituição Federal de 1988, o
renomado escritor Graciliano Ramos foi um gestor em busca da eficiência e
que agia com extremo zelo com os recursos públicos.
A locução ―Além de‖ (linha 1) estabelece uma relação de adição no período em
que ocorre.

Questão 57: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V
a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia
procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza.
A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do
autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo grego, o
papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse
sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio,
iluminar sua inteligência e sua consciência.
O vocábulo ―portanto‖ (linha 7) denota que a oração na qual está inserido
constitui uma conclusão, alcançada a partir das informações expostas no
período anterior.

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Questão 58: TRF 1ª 2017 Técnico (banca CESPE)


Fragmento do texto: O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V
a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia
procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza.
A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto, a
expressão ―Até então‖ (linha 2) poderia ser substituída por Até aquela
época.

Questão 59: DEPEN 2015 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Ao todo, os detentos podem remir até quarenta e oito
dias apenas com as leituras. Essa possibilidade, no entanto, ainda é restrita a
penitenciárias federais de segurança máxima.
A substituição da locução ―no entanto‖ por conquanto manteria a relação
estabelecida entre a última oração do parágrafo e a que a antecede.

Questão 60: MTE 2014 Agente Administrativo (banca CESPE)


1 Nos últimos cinquenta anos, um dos fatos mais marcantes ocorrido na
sociedade brasileira foi a inserção crescente das mulheres na força de
trabalho. Esse contínuo crescimento da participação feminina é explicado
por uma combinação de fatores econômicos e culturais. Primeiro, o
5 avanço da industrialização transformou a estrutura produtiva, e a queda
das taxas de fecundidade proporcionou o aumento das possibilidades de
as mulheres encontrarem postos de trabalho na sociedade. Segundo, a
rebelião feminina do final dos anos 60 do século passado, nos Estados
Unidos da América e na Europa, chegou às nossas terras e fez ressurgir o
10 movimento feminista nacional, aumentando a visibilidade política das
mulheres na sociedade brasileira. Esse sucesso influenciou o
comportamento e os valores sociais das mulheres, visto que proporcionou
alterações na formação da identidade feminina.
Os termos ―Nos últimos cinquenta anos‖ (linha 1), ―Primeiro‖ (linha 4) e
―Segundo‖ (linha 7) contribuem para a progressão das ideias no texto.

Questão 61: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não
tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos; nenhuma nação será
forte enquanto o povo sofrer qualquer discriminação racial ou de gênero;
nenhuma nação será forte se houver intolerância religiosa; nenhuma nação
será forte se houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito
pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo civilizadora.
A expressão ―em suma‖ (linha 5), de caráter explicativo, tem a função de
retomar, exclusivamente, o trecho imediatamente anterior: ―nenhuma nação
será forte se houver homofobia‖ (linhas 4 e 5).

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Questão 62: Assembleia Legislativa ES – 2011 – nível médio (banca CESPE)


Fragmento de texto: As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma
atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o importante é fazer
alguma coisa, nem que para isso se deixe de ver o filho nascer ou crescer.
Primeiro vem o trabalho, a produção. Outro aspecto aterrador aparece quando
o indivíduo para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está
centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como: ―quando eu entrar
em férias...‖, ―quando eu ganhar na loto...‖.
Na oração ―Outro aspecto aterrador aparece‖ (linha 4), a palavra ―Outro‖
indica que um aspecto considerado aterrador — o fato de as pessoas acharem
que é importante fazer alguma coisa — já foi mencionado anteriormente.

Questão 63: Serpro – 2010 – nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: Mais: os dados reforçam tendências que vêm causando
crescente apreensão às autoridades atentas à evolução do perfil da violência
no país. Um deles: aumenta o número de homicídios entre jovens. Em 1980,
eram 30 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2007, nada menos que 50,1.
Outro: homens são vítimas preferenciais - 90% das ocorrências. Mais uma: os
negros lideram o ranking dos mortos - incremento de 21% em relação às
estatísticas dos períodos anteriores.
Os termos ―Um deles‖ (linha 3) e ―Outro‖ (linha 5) referem-se a ―os dados‖
(linha 1).

Questão 64: Assembleia Legislativa ES 2011 nível superior (banca CESPE)


Fragmento de texto: O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem
características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler. Segunda: apesar
disso, não há acordo sobre o que quer dizer. Nós o lemos com facilidade e não
temos certeza do que ele pretende. Talvez porque, terceira característica,
pareça contradizer o resto da vida e obra do autor.
Ao enumerar as características da grande obra de Maquiavel, o autor
empregou o recurso coesivo da sequenciação numérica.

1. E 2. E 3. E 4. E 5. C 6. C 7. C 8. E 9. C 10. E
11. E 12. C 13. E 14. C 15. E 16. B 17. E 18. E 19. B 20. E
21. E 22. B 23. C 24. E 25. E 26. E 27. E 28. C 29. E 30. C
31. E 32. C 33. C 34. B 35. C 36. C 37. C 38. C 39. E 40. C
41. E 42. C 43. E 44. A 45. C 46. E 47. C 48. E 49. C 50. C
51. C 52. E 53. E 54. C 55. E 56. C 57. C 58. C 59. E 60. C
61. E 62. E 63. C 64. C

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