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1.

A partir das leituras dos textos em anexo, de leituras prévias em seus cursos de
licenciaturas de origem e vivências, produza um pequeno texto (máximo de uma
página) com uma análise reflexiva sobre a conjuntura atual da educação no
Brasil.
A educação brasileira é composta por diversas falhas, tantas falhas que seria impossível
para mim, ou para qualquer outro indivíduo, situá-las dentro do espaço de uma folha.
Talvez levasse o espaço de uma vida para refletir e descrever sobre as problemáticas
educacionais na atual conjectura. Temos, como apontado no texto de Selma Garrido, um
grande número de alunos matriculados dentro da instituição de ensino (pública), contudo,
as problemáticas qualitativas são inúmeras. Baseado na minha experiência, vejo que uns
dos maiores desafios do mundo contemporâneo, no que tange a educação, é conciliar o
ensino do pensamento científico com a individualidade do aluno. O sistema escolar, como
um todo, negligencia tanto o fomento da busca pelo conhecimento, quanto as aspirações
e interesses pessoais de cada aluno em sala – sobretudo na periferia. Há um processo
demasiadamente antiquado de padronização e uma não preocupação acerca da
transmissão eficaz do conhecimento que deseja ser passado.
Essa negligência da individualidade de cada ser que habita a sala de aula, tanto aluno,
quanto professor, implica, por consequência, na grande evasão escolar e no fracasso
profissional no que tange a alfabetização dos componentes humanos do tecido social
brasileiro. Vemos o sistema de ensino brasileiro estagnado, recusando-se a dar e ensinar
uma autonomia estudantil. A escola se torna um local desgostoso, e desagradável,
contudo, ainda temos a questão apontada do alto número de matriculados. Qual será a
razão disso, visto que a escola raramente propicia uma experiência acadêmica prazerosa
e satisfatória em seus resultados?! O incentivo estatal. O número de matriculados se
mantém considerável visto que o aparelho estatal utiliza de práticas de recompensa por
tal ato – de forma direta e indireta. Somando o fato da experiência escolar não ser
satisfatória – pois não se vê um sentido e uma coerência, tampouco uma relevância, para
tudo aquilo que se é ensinado – e o fato de que a metodologia de ensino aplicada é tão
ultrapassada que nos envergonha como um todo, cria-se um sistema dialético do fracasso,
no qual o resultado final não pode ser diferente de um aproveitamento mínimo de uma
grande massa de estudantes.
A escola atualmente tem de competir com uma quantidade incalculável de informação e
seu sistema é incapaz de auxiliar os indivíduos dentro desse dilúvio de dados. Acreditava-
se (acredita-se) que a escola é um antro de informação que ilumina a vida dos indivíduos
que nela residem, contudo, na sociedade globalizada, a escola tem de competir com
dezenas de centenas de outras fontes de conhecimentos, que muitas das vezes são
imensuravelmente mais interessantes e prazerosas do que a própria estrutura de ensino
escolar. Ora, em termos claros, Kondzila, Netflix, Facebook fazem um trabalho
incrivelmente melhor no que tange ao consumo do serviço que oferecem. A educação,
hoje, é vista, equivocadamente, como um “mal necessário”, no sentido de que é deveras
tediosa, chata e difícil, em comparação com outras atividades cotidianas – especialmente
as remuneradas financeiramente. O que a Educação atual produz hoje é o afogamento do
indivíduo e do conhecimento científico perante a outras fontes de informação. Estamos
vendo nossos alunos se afundarem sem sequer saberem disso. Qual a consequência dessa
situação? Basta olhar para a atual conjuntura social.

Aluno: Marlon Ferreira dos Reis