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1. Quem deve cumprir a lei de Acesso à Informação

Órgãos públicos dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) dos três
níveis de governo (federal, estadual, distrital e municipal). Incluem-se os Tribunais e
Contas e os Ministérios Públicos.
Autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista
e “demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios” também estão sujeitos à lei.
Entidades privadas sem fins lucrativos que recebam recursos públicos diretamente
ou por meio de subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria,
convênios, acordo, ajustes e outros instrumentos devem divulgar informações
relativas ao vínculo com o poder público.
• Referência na lei: Artigo 1º,
parágrafo único.
Municípios com menos de 10 mil habitantes não precisam publicar na internet o
conjunto mínimo de informações exigido. Entretanto, precisam cumprir a Lei da
Transparência (Lei Complementar nº 131/2009). • Referência na lei: Artigo 8º, § 4º.

2. Transparência ativa

As informações de interesse público deverão ser divulgadas “independentemente de • Referência na lei: Artigo 3º,
solicitações” II; Artigo 8º.

3. Conjunto mínimo de informações que devem ser fornecidas na


internet

Conteúdo institucional
Competências, estrutura organizacional, endereços e telefones das unidades, horário
de atendimento ao público e respostas às perguntas mais frequentes da sociedade.
Conteúdo financeiro e orçamentário
Registros de repasses ou transferências de recursos financeiros, bem como de
despesas.
Informações de licitações (editais, resultados e contratos celebrados). • Referência na lei: Artigo 8º,
Dados gerais sobre programas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades. § 1º.

4. Requisitos para os sites de órgãos públicos

O site deve ter uma ferramenta de pesquisa e indicar meios de contato por via
eletrônica ou telefônica com o órgão que mantém o site.
Deve ser possível realizar o download das informações em formato eletrônico • Referência na lei: Artigo 8º,
(planilhas e texto), e o site deve ser aberto à ação de mecanismos automáticos de § 3º.
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recolhimento de informações. Deve também atender às normas de acessibilidade na


web.
A autenticidade e a integridade das informações do site devem ser garantidas pelo
órgão.

5. Estrutura e pessoal necessários para implantação da lei

Os órgãos públicos deverão criar um serviço físico de informações ao cidadão. Ele


será responsável por orientar as pessoas sobre o acesso a informações, receber
requerimentos e informar sobre o andamento deles. O serviço também deverá realizar
audiências públicas e divulgação do acesso a informações.
Em até 60 dias após a lei entrar em vigor, o dirigente máximo de cada um dos entes
da administração pública federal direta ou indireta deverá designar uma autoridade
diretamente subordinada a ele para garantir e monitorar o cumprimento da lei de • Referência na lei: Artigo 9º.
acesso. Essa autoridade deverá produzir relatórios periódicos sobre a observância à • Referência na lei: Artigo
lei. 40.

6. Quem pode fazer pedidos de informação

Qualquer interessado. • Referência na lei: Artigo


10.

7. O que o pedido de informação deve conter

Identificação básica do requerente e especificação da informação solicitada. Não é


preciso apresentar o(s) motivo(s) para o pedido.
Não se pode exigir, na identificação, informações que constranjam o requerente. • Referência na lei: Artigo
10, § 1º e 3º.

8. Como o pedido de informação pode ser feito


• Referência na lei: Artigo
Por “qualquer meio legítimo”, ou seja: e-mail, fax, carta, telefonema. 10.

9. Prazo para a concessão da informação solicitada

Caso disponível, a informação deverá ser apresentada imediatamente. Se não for


possível, o órgão deverá dar uma resposta em no máximo 20 dias. Esse prazo pode
ser prorrogado por mais dez dias, desde que a entidade apresente motivos para o • Referência na lei: Artigo
adiamento. 11, § 1º e 2º.
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10. Negativa de acesso • Referência na lei: Artigo


11, § 1º, II.
O órgão público pode negar acesso total ou parcial a uma informação solicitada.
Nesse caso, deverá justificar por escrito a negativa e informar ao requerente que há
possibilidade de recurso. Deverão ser indicados os prazos e condições para tal
recurso, além da autoridade responsável por julgá-lo.
O requerente tem o direito de obter a íntegra da decisão de negativa de acesso • Referência na lei: Artigo
(original ou cópia). 14.

11. Formatos de documentos a que a lei se aplica


• Referência na lei: Artigo
A lei é aplicável a documentos em formato eletrônico ou físico. 11, § 5º, 6º.

12. Cobrança

Só poderá ser cobrado do cidadão o montante correspondente aos custos de


reprodução das informações fornecidas. Pessoas que comprovem não ter condições • Referência na lei: Artigo
de arcar com tais custos estão isentas do pagamento. 12.

13. Recursos contra negativa de acesso


• Referência na lei: Artigo
Devem ser feitos em no máximo 10 dias depois de recebida a negativa. Eles serão 15.
encaminhados à autoridade superior àquela que decidiu pela negativa de acesso. A
autoridade tem até 5 dias para se manifestar sobre o recurso.
No caso de entidades do Executivo federal, se a autoridade superior em questão
mantiver a negativa, o recurso será encaminhado à Controladoria-Geral da União
(CGU), que tem o mesmo prazo para se manifestar (5 dias).
Caso a CGU mantenha a negativa, o recurso será enviado à Comissão Mista de
• Referência na lei: Artigo
Reavaliação de Informações. 16.

14. Punições a agentes públicos


• Referência na lei: Artigo
O agente público que se recusar a fornecer informações, retardar o acesso a elas ou 32, § 1º, II.
fornecer dados incorretos deliberadamente comete infração administrativa, e poderá
ser punido com, no mínimo, uma suspensão.
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Se for o caso, o agente público também poderá responder a processo por improbidade
administrativa.
O agente público que divulgar documentos considerados sigilosos sem autorização • Referência na lei: Artigo
também é passível de punição. 32, § 2º.
• Referência na lei: Artigo
32, § 1º, IV.

• Referência na lei: Artigo


15. Punição a entidades privadas 33.

Como a lei também prevê que entidades privadas com vínculos com o poder público
devem divulgar informações, elas também podem ser punidas caso não cumpram as
exigências. As sanções vão de advertência ou multa à rescisão do vínculo e à
proibição de voltar a contratar com o poder público.
A entidade privada que divulgar documentos considerados sigilosos sem autorização • Referência na lei: Artigo
também é passível de punição. 32, § 1º, IV.

16. Sigilo de documentos

Há três tipos de documentos confidenciais, cada qual com seu prazo para duração do
sigilo.
Classificação Duração do sigilo Renovável?
Sim. Por apenas mais um
Ultrassecreto 25 anos período de 25 anos.
Secreto 15 anos Não. • Referência na lei: Artigo
Reservado 5 anos Não. 24, § 1º I, II e III.
Após esses prazos, o acesso aos documentos é automaticamente liberado. Ou seja, o
prazo máximo para que um documento seja mantido em sigilo é de 50 anos.
As informações que possam colocar em risco a segurança do presidente e do vice-
presidente da República e de seus familiares são consideradas reservadas. Em caso • Referência na lei: Artigo
de reeleição, elas serão mantidas em sigilo até o término do mandato. 24, § 4º.
Todos os órgãos e entidades públicas terão de divulgar anualmente uma lista com a • Referência na lei: Artigo
quantidade de documentos classificados no período como reservados, secretos e 24, § 2º.
ultrassecretos. • Referência na lei: Artigo
Em até dois anos a partir da entrada em vigor da lei, os órgãos e entidades públicas 30.
deverão reavaliar a classificação de informações secretas e ultrassecretas. Enquanto o • Referência na lei: Artigo
prazo não acabar, valerá a legislação atual. 39.

17. Comissão Mista de Reavaliação de Informações


• Referência na lei: Artigo
Sua composição exata será definida no decreto de regulamentação da lei. 35, §5º.
As decisões da Comissão dizem respeito à administração pública federal. Ela poderá
rever a classificação de informações como secretas e ultrassecretas e prorrogar,
dentro do limite previsto na lei, a classificação de informações como ultrassecretas.
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• Referência na lei: Artigo


35, § 1º, II e III.

CESPE - TELEBRAS - Técnico em Gestão de d) Quando a informação for parcialmente sigilosa, fica
Telecomunicações - Assistente assegurado o acesso, por meio de certidão, extrato ou
cópia, com a ocultação da parte sob sigilo.
Com base na Lei nº 12.527/2011 e no Decreto nº
7.724/2012, que tratam do acesso a informações, e) Informações sob a guarda do Estado que dizem
julgue os seguintes itens. respeito à intimidade, honra e imagem das pessoas,
É dever dos órgãos e entidades, mediante por exemplo, não são públicas e só podem ser
requerimento, a divulgação de informações de acessadas pelos próprios indivíduos e por terceiros,
interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou apenas em casos excepcionais previstos na Lei.
custodiadas. O pedido deve ser apresentado em
formulário padrão, contendo, obrigatoriamente, nome
do requerente, número de documento de identificação, VUNESP - 2017 Polícia Civil - SP - Escrivão de Polícia
especificação da informação requerida, motivo Assunto: Lei de Acesso a informações
determinante da solicitação e endereço do requerente.
Errado De acordo com o disposto, expressamente, na Lei
Federal n.o 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação),
CESPE - TELEBRAS - Técnico em Gestão de se depois de solicitar a informação, o interessado
Telecomunicações. souber que houve o extravio da informação solicitada,
Com base na Lei nº 12.527/2011 e no Decreto nº
7.724/2012, que tratam do acesso a informações, a) poderá pedir indenização à autoridade administrativa
julgue os seguintes itens. competente.
A recusa em fornecer informação solicitada, o b) poderá requerer à autoridade competente a imediata
fornecimento proposital de informação incorreta, a abertura de sindicância para apurar o desaparecimento
destruição, inutilização, desfiguração, alteração ou da respectiva documentação
ocultação de informação que esteja sob a guarda de c) deverá providenciar dados e documentos que tiver e
servidor são atitudes consideradas infrações fornecê-los à autoridade competente para restituição da
administrativas. CORRETO respectiva informação.
d) deverá requerer judicialmente a restituição da
informação.
ESAF - STN - Analista de Finanças e Controle -
e) poderá requerer a abertura de processo
Desenvolvimento
administrativo para punição do responsável e obtenção
Assunto: Lei de Acesso a informações
de respectiva indenização por danos morais.
A chamada Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527,
ART. 7º §5º LETRA
de 18 de novembro de 20 11) foi um marco nas
relações entre cidadão e Estado. Ela estabelece que as
VUNESP - 2017 SAP - SP - Agente de Segurança
informações de interesse coletivo ou geral deverão ser
Penitenciária de Classe I
divulgadas de ofício pelos órgãos públicos, espontânea
Assunto: Lei de Acesso a informações- Para os efeitos
e proativamente, independentemente de solicitações.
da Lei Federal nº 12.527/11, considera-se informação
Sinteticamente, estabelece que o acesso à informação
sigilosa aquela submetida temporariamente à restrição
pública é a regra, e o sigilo, a exceção. Sobre esta lei,
de acesso público em razão de sua imprescindibilidade
avalie os itens a seguir e assinale a opção incorreta.
para
a) São estabelecidos prazos para que sejam
a) todos os setores das Polícias Civil e Militar.
repassadas as informações ao solicitante. A resposta
b) os órgãos de inteligência civil e militar.
deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou
c) a Administração Pública.
em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias.
d) a segurança da sociedade e do Estado
e) o serviço reservado militar.
b) Justificado o pedido, e identificado o requerente, o
serviço de busca e fornecimento das informações é
LETRA . ART. 23
gratuito, salvo cópias de documentos.
VUNESP - 2017 SAP - SP - Agente de Segurança
c) Nos casos em que a informação estiver sob algum
Penitenciária de Classe I
tipo de sigilo previsto em Lei, é direito do requerente
Assunto: Lei de Acesso a informações
obter o inteiro teor da negativa de acesso
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É dever dos órgãos e entidades públicas promover a c) deve ser cobrado de Filisteu pelo valor mínimo
divulgação em local de fácil acesso, no âmbito de suas estabelecido para esses casos.
competências, de informações de interesse coletivo ou d) não pode ser cobrado de Filisteu, nem mesmo o
geral por eles produzidas ou custodiadas. Para esse ressarcimento dos custos de reprodução de
fim, os órgãos e entidades públicas deverão utilizar documentos, em razão de Filisteu não poder pagar
todos os meios e instrumentos legítimos de que essa despesa sem prejuízo do seu sustento
dispuserem, sendo obrigatória a divulgação em sítios e) deve ser gratuito, exceto quanto aos custos de
oficiais da rede mundial de computadores (internet). reprodução de documentos pelo órgão ou entidade
No entanto, ficam dispensados da divulgação pública consultada, que deverão ser ressarcidos por
obrigatória na internet Filisteu.

a) as autarquias.
b) as empresas públicas. VUNESP - 2017 SEDU - SP - Analista Administrativo
c) os órgãos integrantes da Polícia Civil. Assunto: Lei de Acesso a informações
d) as sociedades de economia mista. Analise as seguintes afirmativas a respeito da Lei de
e) os Municípios com população de até dez mil Acesso à Informação (Lei n.º 12.527/11) e classifique-
habitantes as como falsas (F) ou verdadeiras (V).

Art. 8º§4. LETRA ( ) Será obrigatória a exigência dos motivos


determinantes da solicitação de informações de
VUNESP - 2017 Polícia Civil - SP - Agente Policial interesse público.
Assunto: Lei de Acesso a informações ( ) A informação em poder dos órgãos e entidades
públicas, observado o seu teor e em razão de sua
De acordo com o que dispõe a Lei n.º 12.527/11, os imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do
procedimentos nela previstos destinam-se a assegurar Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta,
o direito fundamental de acesso à informação e devem secreta ou reservada. (art.24)
ser executados em conformidade com os princípios ( ) Quando se tratar de acesso à informação contida em
básicos da administração pública e, entre outras, com a documento cuja manipulação possa prejudicar sua
seguinte diretriz: integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia,
com certificação de que esta confere com o original.
a) trabalho incansável do administrador público para ( ) Deverão ser objeto de restrição de acesso as
evitar o controle social da administração pública. informações ou documentos que versem sobre
b) divulgação de todo o tipo de informação, pública ou condutas que impliquem violação dos direitos humanos
privada, desde que solicitada. praticada por agentes públicos ou a mando de
c) vedação da utilização dos meios de comunicação autoridades públicas.
eletrônicos para transmissão das informações de Assinale a alternativa que contempla a classificação
interesse público. correta das afirmativas, como falsas ou verdadeiras, na
d) proibição da transparência na administração pública. ordem em que elas aparecem.
e) observância da publicidade como preceito geral e do
sigilo como exceção a) F, V, V, F. b) F, V, F, V. c) V, F, V, F.
d) F, V, F, F.
e) V, V, F, F.
VUNESP - 2017 SEDU - SP - Agente Técnico de
Assistência à Saúde
Assunto: Lei de Acesso a informações VUNESP - 2017 SEDU - SP - Analista Administrativo
Assunto: Lei de Acesso a informações
Filisteu Bárbaro da Silva pretende obter uma
determinada informação de órgão público. Ocorre que Em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de
Filisteu é pobre e não pode pagar eventuais custos novembro de 2011, relacionada ao Princípio
para obter essa informação sem prejuízo do seu Constitucional da Publicidade, a informação sigilosa é
próprio sustento. Nessa situação, de acordo com o aquela submetida temporariamente à restrição de
disposto na Lei n.º 12.527/2011, o serviço de busca e acesso público em razão de sua imprescindibilidade
fornecimento da informação a ser prestado pela para a segurança da sociedade e do Estado. Os prazos
Administração Pública máximos de restrição de acesso à informação são os
seguintes:
a) deve ser cobrado normalmente de Filisteu, já que a) ultrassecreta: 30 anos; secreta: 15 anos; e
esse tipo de serviço é cobrado de qualquer pessoa que reservada: 10 anos.
o solicite, independentemente de ser rico ou pobre. b) ultrassecreta: 25 anos; secreta: 15 anos; e
b) deve ser cobrado de Filisteu, pois o fato de ser pobre reservada: 5 anos.
não o isenta do respectivo pagamento do serviço c) ultrassecreta: 25 anos; secreta: 20 anos; e
público a ser prestado a qualquer interessado. reservada: 5 anos.
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d) ultrassecreta: 50 anos; secreta: 25 anos; e


reservada: 10 anos. O Habeas Data é o instrumento usado para garantir o
e) ultrassecreta: 25 anos; secreta: 15 anos; e acesso a informações num banco de dados de uma
reservada: 10 anos. entidade governamental ou de caráter público.

ESAF - 2012 - MPOG - Conhecimentos Gerais 2. Referências Normativas


Assunto: Lei de Acesso a informações
2.1. Constituição Federal
O acesso à informação é objeto de lei e decreto e
regulamentam, entre outros pontos, a informação O art. 5º, LXXII, a e b da CF/88 traz a previsão do
pública e secreta. Considerando uma informação em Habeas Data. Vejamos:
poder dos órgãos e entidades públicas, observado o
seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à
segurança da sociedade ou do Estado, a informação LXXII - conceder-se-á "habeas-data":
poderá ser classificada como ultra-secreta, secreta ou
reservada e os respectivos prazos máximos de
restrição de acesso são: a) para assegurar o conhecimento de informações
relativas à pessoa do impetrante, constantes de
a) de 25 (vinte e cinco) anos para informação ultra-
secreta; de 20 (vinte ) anos para informação secreta; registros ou bancos de dados de entidades
de 5 (cinco) anos para informação reservada. governamentais ou de caráter público;

b) de 30 (trinta ) anos para informação ultra-secreta; de


15 (quinze ) anos para informação secreta; de 5 (cinco)
b) para a retificação de dados, quando não se prefira
anos para informação reservada.
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
c) de 25 (vinte e cinco) anos para informação ultra-
secreta; de 15 (quinze ) anos para informação secreta; 2.2. Lei 9507/97
de 10 (dez) anos para informação reservada.
O Habeas Data foi regulamentado em nível
d) de 25 (vinte e cinco) anos para informação ultra- infraconstitucional em 1997 pela lei 9507.
secreta; de 15 (quinze ) anos para informação secreta;
de 5 (cinco) anos para informação reservada. Nesta lei é que são estabelecidas as normas
pormenorizadas a respeito do habeas data.
e) sem tempo determinado para informação ultra-
secreta; de 20 (vinte ) anos para informação secreta; 3. Conceito
de 5 (cinco) anos para informação reservada.
É uma ação civil de natureza especial, destinada a
HABEAS DATA garantir o acesso ou a retificação de informação de
natureza pessoal constante de banco de dados de
1. Introdução caráter governamental ou de caráter público.

Antes de adentrarmos no assunto, importante fazer Poderá ser alvo de Habeas Data tanto os órgãos
uma observação quanto a sua nomenclatura. públicos como o privado, desde que este último seja de
É HABEAS DATA, não HABEAS DATAS. As pessoas caráter público.
acabam errando por pensarem que segue a mesma
regra do HABEAS CORPUS onde as duas palavras
são no plural. 3.1. Hipóteses de cabimento

Bom, o Habeas Data é um remédio constitucional que a) para assegurar acesso a informação;
tem forte ligação com a informação contida num banco
de dados sobre determinada pessoa que tem o direito b) para a retificação;
de acessá-las.
c) averbação.
No período anterior a Constituição Federal de 1988 o
Brasil vivia a época do regime militar, onde era comum O art. 7º III, da lei que regulamenta o Habeas Data traz
a formação de dossiês e a coleta de informações uma nova hipótese de cabimento do habeas data, que
referentes a determinadas pessoas. é a averbação. Vejamos:
Então a Constituição Federal de 1988 trouxe uma
modalidade de remédio constitucional denominada Art. 7º Conceder-se-á habeas data:
Habeas Data que surge como uma forma de se ter
acesso a determinadas informações pessoais.
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4.3. Recusa da Autoridade


III - para a anotação nos assentamentos do interessado,
de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro Deverá haver recusa da autoridade em dar a
informação ou a dar acesso.
mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou
Uma condição para impetrar este remédio
amigável.
constitucional é a tentativa pela via administrativa à
Neste caso, poderá uma lei infraconstitucional trazer informação e que haja a recusa da autoridade em dar
nova hipótese de cabimento, pois alarga o direito tal informação.
fundamental (não diminui).
Segundo o parágrafo único do art. 8º da lei de Habeas
Data,
3.2. Exceção
A petição inicial deverá ser instruída com prova:
Há uma exceção prevista na parte final do art. 5º,
XXXIII da CF/88, inciso este que regulamenta o direito
de petição. Vejamos:
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso
de mais de dez dias sem decisão;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos
informações de seu interesse particular, ou de interesse
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei,
mais de quinze dias, sem decisão; ou
sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o
Estado;
§ 2º do art. 4º ou do decurso de mais de quinze dias sem
Note-se que as informações sigilosas que sejam
imprescindíveis à segurança da sociedade e do Estado decisão.
ninguém poderá ter acesso. A lei que regulamenta essa
ultima parte é a lei no 11.111/2005. A recusa poderá ser expressa ou tácita. Passa o prazo
acima estabelecido, poderá a pessoa lesada impetrar o
Segundo o art. 6º desta lei, o acesso aos documentos habeas data.
sigilosos referente à segurança da sociedade e do
Estado será restrito por um prazo máximo de 30 (trinta) 5. Legitimação
anos, a contar da data de sua produção, podendo esse
prazo ser prorrogado, por uma única vez, por igual
período. Pessoa física ou jurídica, nacional ou estrangeiro,
desde que exista alguma informação no banco de
O objetivo desde dispositivo é a não penalidade das dados governamental, ou de interesse público.
pessoas que na época da ditadura militar cometeram
alguma conduta que se divulgadas hoje, 6. Competência
comprometeria a segurança da sociedade e do Estado.

A competência para processar e julgar o Habeas data


4. Requisitos para a impetração dependerá de quem foi a autoridade coatora que negou
a informação, a retificação ou a averbação.
4.1. Pretensão pessoal
Então, através do depositário dos dados é possível
O Habeas Data é uma ação personalíssima. Se a saber qual será o órgão competente.
informação diz respeito a A, somente A poderá solicitar
tais informações. Poderá ser impetrante tanto a pessoa O art. 20 da lei 9507/97, traz o rol dos órgãos
física quanto a pessoa jurídica. competentes para processar e julgar originalmente o
habeas data, vejamos:

4.2. Existência de registro de dados a) o STF (contra atos do Presidente da República, das
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, do Tribunal de Contas da União, do
Se for uma informação verbal ou se esta informação se
Procurador-Geral da República e do próprio Supremo
perdeu não será possível à impetração do Habeas
Tribunal Federal);
Data. As informações deverão estar em um banco de
dados.
b) o STJ (contra atos de Ministro de Estado ou do
próprio Tribunal e segundo o art. 105, I, b da CF/88
contra atos dos Comandantes da Marinha, do Exército
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e da Aeronáutica);
Art. 9º: Ao despachar a inicial, o juiz ordenará que se
c) os TRF (contra atos do próprio Tribunal ou de juiz notifique o coator do conteúdo da petição, entregando-
federal);
lhe a segunda via apresentada pelo impetrante, com as
d) o Juiz Federal (contra ato de autoridade federal,
excetuados os casos de competência dos tribunais cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de dez
federais); dias, preste as informações que julgar necessárias.
e) os Tribunais Estaduais, segundo o disposto na
c) Papel do Ministério Público
Constituição do Estado;

f) o Juiz Estadual, nos demais casos; O MP intervém obrigatoriamente como custo legis
(fiscal da lei). Após a prestação das informações,
Vale destacar que precisa de advogado para impetrar o abre-se a oportunidade para que o MP se manifeste em
HD. 5 dias.

É obrigatório que abra oportunidade que o MP se


7. Procedimento manifeste, muito embora, não é obrigatório que o MP
se manifeste.
7.1. Fase Extrajudicial
Se o juiz prolatar sentença sem a manifestação do MP
A fase extrajudicial é a fase anterior ao Habeas Data. É no processo, este não será anulado se comprovado
o momento em que a pessoa esta em busca da que houve abertura de oportunidade para a
informação e entra em contato diretamente com o manifestação.
órgão detentor das informações.

Esta fase está prevista a partir do art. 2º da Lei 9507/97 d) Sentença: Efeitos
(lei do habeas data).
A sentença no HD tem caráter mandamental, no
O grande problema dessa fase é que os prazos nessa sentido de que o juiz ordenará que o depositário do
fase são bastante curtos, o que se torna mais difíceis banco de dados, a depender do pedido, apresente
de serem cumpridos. Outro problema é que no caso de documentos, ou faça a anotação, retificação ou
descumprimento do prazo, não há uma sanção. averbação.

Nessa fase não precisa de advogado.


e) Recurso

7.2. Fase Judicial


Segundo o art. 15 da lei de HD, “da sentença que
conceder ou negar o habeas data cabe apelação”. O
Há algumas particularidades para impetrar o habeas parágrafo único deste mesmo artigo complementa
data. Vejamos: afirmando que “quando a sentença conceder o habeas
data, o recurso terá efeito meramente devolutivo”, ou
seja, a pessoa já terá o cumprimento provisório da
a) Autoridade coatora sentença.

O coator (autoridade coatora) precisa ser informado na A apelação servirá tanto para a procedência quanto
petição, até mesmo para definir o órgão competente para a improcedência do pedido.
para processar e julgar.
8. Casos Excepcionais
b) Informações
8.1. Liminar
As informações nada têm a ver com as informações
que a pessoa que ter acesso. Não há na lei previsão de Liminar, o que causa muita
polêmica sobre a matéria. Alguns doutrinadores afirma
A autoridade coatora presta informações, que se não há previsão legal, e por gera um efeito
esclarecimentos sobre o fato. satisfatório (pois tem efeito apenas devolutivo) não há
possibilidade da concessão de liminar.
Por exemplo: Ana impetra um HD contra a Secretaria
da Fazenda. Esta será notificada para prestar Por outro lado, há quem defenda que no caso de
informações no prazo de 10 (dez) dias. ameaça de lesão irreparável (periculum in mora) e
comprovada o fumus bonis iuris, há possibilidade de
Essas informações é a peça de defesa. Vejamos o art. liminar.
9º da Lei do HD:
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Exemplo de caso que precisa de Liminar: Fulano se


submeteu a um concurso público, cujo cargo necessite constantes de registro ou banco de dados de entidades
a confirmação de uma vida ilibada, só que há um governamentais ou privadas.
homônimo com a ficha suja perante a Secretaria de
Segurança Pública. Vislumbra-se neste caso a
possibilidade de uma impetração de HD com pedido B) Além dos requisitos previstos no Código de
liminar.
Processo Civil para petição inicial, a ação de habeas
Resta dizer que a concessão da liminar dependerá do data deverá vir instruída com prova da recusa ao
caso concreto.
acesso às informações ou o simples decurso de dez
dias sem decisão.
8.2. Prazo

Outro ponto controvertido é em relação ao prazo para a C) Do despacho de indeferimento da inicial de habeas
impetração do Habeas Data. A partir do momento em data por falta de algum requisito legal para o
que há recusa, há um prazo estipulado em lei parar
impetrar o HD? ajuizamento caberá agravo de instrumento.

A resposta é não. Porém há quem defenda que o prazo


deverá ser igual ao do Mandado de Segurança, ou D) A ação de habeas data terá prioridade sobre todos
seja, prazo decadencial de 120 dias. os atos judiciais, com exceção ao habeas corpus e ao
mandado de segurança. “
8.3. Custa processual

Para impetrar o Habeas Data não precisa pagar, é uma Estamos, mais uma vez, diante de uma questão que
ação gratuita de acordo com o art. 5º, LXXVII da CF/88
e 21 da lei de HD. Vejamos: envolve matéria Constitucional e Administrativa,
versando também sobre algum ponto processual. Mas
Art. 5º, LXXVII: são gratuitas as ações de "habeas- como já aparenta ser, a FGV costuma amparar suas
corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos questões na literalidade de leis, o que reduz o risco de
necessários ao exercício da cidadania. recursos.

Art. 21: São gratuitos o procedimento administrativo para


Sobre o Habeas Data, um remédio constitucional*,
acesso a informações e retificação de dados e para
você primeiro deve saber que a previsão na
anotação de justificação, bem como a ação de habeas
Constituição está no artigo 5º, conforme o texto
data. transcrito,

LXXII – conceder-se-á “habeas-data”:

“A ação de habeas data, como instrumento de proteção


a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à
de dimensão do direito de personalidade, destina-se a pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de
dados de entidades governamentais ou de caráter público;
garantir o acesso de uma pessoa a informações sobre
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo
ela que façam parte de arquivos ou banco de dados de por processo sigiloso, judicial ou administrativo;

entidades governamentais ou públicas, bem como a
LXXVII – são gratuitas as ações de “habeas-corpus” e
garantir a correção de dados incorretos. “habeas-data“, e, na forma da lei, os atos necessários ao
exercício da cidadania. (grifo nosso).
A partir do fragmento acima, assinale a opção correta. bem como na lei específica, 9.507 de 1997.

A) Conceder-se-á habeas data para assegurar o Feita essa abordagem inicial, temos condições de
conhecimento de informações relativas à pessoa do analisar a questão:
impetrante ou de parente deste até o segundo grau,
11

Sobre a alternativa a), presumimos pela leitura da CF, Fechando a análise, sobre as prioridades de
que o erro está na indicação de que o HD será julgamento das ações, a alternativa d) sugere que a
concedido para o conhecimento das informações do ação terá prioridade sobre todos os atos processuais,
impetrante e de parente de segundo grau. A CF não exceto MS e HC, em exata consonância ao que a lei
fala nada sobre o polo ativo da ação ser possível para traz, em seu art. 19:
outra pessoa, que não o impetrante. Essa cautela tem
fundamento quando identificamos que o tipo de Os processos de habeas data terão prioridade sobre

informação que está sendo buscada pode ter caráter todos os atos judiciais, exceto habeas-corpus e

personalíssimo, político ou outra informação que possa, mandado de segurança. Na instância superior, deverão

de algum modo, gerar constrangimento. ser levados a julgamento na primeira sessão que se
seguir à data em que, feita a distribuição, forem
Buscando na lei especial alguma informação conclusos ao relator.
complementar, nada de divergente é encontrado,
sugerindo que o erro está na formação do pólo ativo da
Confirmando a análise dos temas, Gabarito letra D.
ação de HD.
Em função da baixíssima exigência técnica,
entendemos se tratar de questão muito fácil. Mas
No que tange à alternativa b), como se trata da análise
atenção: inicialmente julguei a alternativa b) como certa
de requisitos da petição inicial, a sugestão é ir direito
mas, chegando no item d), percebi que deveria ter algo
na lei (que tem menos de 25 artigos e pode ser bem
de “mais” errado nas análises realizadas. Foi quando
compreendida em menos de uma hora de bons
percebi que o examinador havia manipulado o decurso
estudos). E é lá que encontramos o artigo 8º, parágrafo
do prazo para os requisitos, exigindo do candidato mais
único:
atenção que conhecimento, técnica muito comum

Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída também em outras bancas de concursos públicos.

com prova:
I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso
*Sobre remédios constitucionais, sugerimos a leitura de
de mais de dez dias sem decisão;
um bom manual de Direito Constitucional, adiantando
II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso
tratarem-se garantias constitucionais colocadas à
de mais de quinze dias, sem decisão; ou
disposição dos cidadãos, para defesa de seus direitos.
III – da recusa em fazer-se a anotação a que se refere
Assim como o HD, também o são o MS, MSC, HC, MI,
o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais de quinze dias
Ação Popular e o Direito de Petição.
sem decisão.

Perceba a maldade do examinador: a lei fala em mais


de dez dias, enquanto a questão fala em simples
decurso de dez dias. Processualmente são prazos
distintos e para a questão, uma imperfeição.

Sobre o item c), o recurso cabível é a apelação,


conforme previsão do art. 15 c/c art. 10, parágrafo
único. Sem nada para discutir, o item está errado.

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