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Atividade 6: Texto e discurso na visão dos Mestres

Texto Discurso
- Ocorrência linguística falada ou
escrita;
- Possui unidade sociocomunicativa
semântica e formal;
- O discurso é construído sempre sobre
outro discurso;
- Ocorrência linguística falada ou - É um objeto linguístico e um objeto
escrita; histórico;
- Possui unidade sociocomunicativa - Um todo organizado de sentido;
semântica e formal;
- É da ordem da imanência;
- Unidade de linguagem em uso;
- É do plano do conteúdo;
- Texto é estrutura;
- É do domínio do sensível;
- É um todo organizado de sentido;
- É produto da enunciação;
- Pertence ao domínio da manifestação;
- É a atualização das virtualidades da
- É do plano da expressão; língua;
- É do domínio do inteligível; - Ganha sentido e identidade na relação
- É a manifestação/realização de um com outros discursos (dialogismo);
discurso; - São objetos históricos;
- É produto da enunciação; - Participa de um diálogo;
- É a realização do discurso por meio da - Permite uma resposta;
manifestação;
- Apresenta um enunciador, um
- Não mantém relação dialógica com enunciatário e contém emoções;
outros textos;
- Evidencia o seu sujeito;
- Pode apresentar relação de
intertextualidade (mas não de - Relação dialógica / interdiscursiva;
interdiscursividade);
- É ao mesmo tempo um “objeto” e um
- “ponto de vista” sobre esse objeto;
- Atividade verbal em contexto que se
manifesta sob a forma de unidades
transfrásticas;
- Pode ser considerado como uma
unidade linguística constituída de uma
sucessão de frases (discurso x frase);
- sistema de valores virtuais que se
opõe ao discurso / sistema
compartilhado pelos membros de uma
comunidade linguística que se opõe ao
discurso (discurso x língua);
- Pode ser concebido como a relação de
um texto com seu contexto (discurso x
texto);
- É cada acontecimento de fala, cada
enunciação;

É difícil estabelecer uma definição concreta dos conceitos de texto e discurso e


estabelecer uma diferenciação clara entre eles porque, na prática, eles estão bastante
imbricados. Embora os autores apresentem, em alguns casos, definições
semelhantes ou próximas sobre o que seja discurso, as correntes teóricas as
distanciam porque assumem diferentes pontos de vista ao tratar do objeto “discurso”.
Fiorin procura fazer uma definição do conceito de discurso a partir da diferenciação
entre os traços que caracterizam o texto em oposição aos que caracterizam o
discurso. Já Maingueneau analisa o discurso a partir das instâncias onde ele está
inscrito e onde se localiza como tal, observando as diferentes correntes teóricas que
o assumem como objeto, dando ênfase, sobretudo, ao modo como a disciplina de
análise do discurso o apreende. Ele apresenta duas grandes dificuldades quanto à
definição do que seja discurso: uma diz respeito ao que há nesse discurso e outra diz
respeito ao modo como o domínio do discurso pode ser apreendido pelas ciências da
linguagem. Segundo o autor, as correntes teóricas algumas vezes se convergem, mas
isso não quer dizer que haja univocidade de opiniões ou de definições. Dessa maneira,
os textos de Fiorin e Maingueneau, apesar de apresentarem concepções diversas ou
mesmo controversas sobre discurso, eles nos permitem ampliar a visão do que seja o
discurso para a linguística, mas, para nos apropriarmos de um dos conceitos
expostos, é preciso que tenhamos claro qual é o nosso objetivo de estudo para que
seja adotada a perspectiva mais adequada à análise proposta.