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Artigo de Revisão / Review Articie

Aplicação do laser de baixa potência na cicatrização de


feridas

The use of low-power laser in the wound healing


process
Ruthinéia Diógenes Alves Uchoa Lins1, Euler Maciel Dantas2, Keila Cristina Raposo Lucena3, Ana Flávia Granville-Garcia4, José Sandro Pereira da Silva5
1. Professora Adjunta da Disciplina de Periodontia -UEPB.
2. Professor Adjunto da Disciplina de Periodontia – UNP.
3. Mestranda em Odontologia com área de concentração em Clínica Integrada – UFPE.
4. Professora Adjunta da Disciplina de Odontopediatria – UEPB.
5. Doutorando em Ciências pela FM-USP.

DESCRITORES RESUMO  

Laser; Cicatrização; Feridas O processo de reparo de feridas tem sido ao longo dos anos motivo de numerosos estudos. O empre-
go do laser de baixa potência no período pós-operatório de feridas parece aumentar a sua velocida-
de de cicatrização. Tem sido implicado que a radiação emitida pelo referido laser afeta os processos
metabólicos celulares, promovendo efeitos biológicos (analgésico, anti-inflamatório e bioestimulan-
te). A bioestimulação promovida pelo laser de baixa potência interfere diretamente no processo de
reparo. Este trabalho visa revisar os aspectos mais relevantes da aplicação do laser de baixa potência
no processo de reparo de feridas.

Keywords ABSTRACT
Laser; Healing process; Wounds.
The wound healing process has always been an excellent subject for researches. The use of low-power
laser on wounds during postoperative period has increased the speed of the their healing process. It has
been implied that low-power radiation affects cellular metabolic processes and improves biological
effects (analgesic, anti-inflammatory and healing). Laser biostimulation influence the behavior of the he-
aling process. The aim of this paper is review the more interesting aspects of the use of low-power laser in
the wound healing process.

Endereço para correspondência 511


Ruthinéia Diógenes Alves Uchoa Lins
Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (Departamento de Odontologia)
Rua Juvêncio Arruda, s/n -Campus Universitário - Bodocongó - CEP: 58.109-790 / Campina Grande – PB
E-mail: ruthineia@bol.com.br ou keila.raposo@gmail.com

pós-operatório de feridas cirúrgicas e no tratamento de lesões


INTRODUÇÃO ulceradas, resultando, em uma reparação tecidual mais rápida
e com padrão de qualidade histológica superior1,6,-11.
O laser é um dispositivo, que produz um feixe de luz es- A aplicação do laser de baixa potência no processo de
pecial, comumente chamado de “Raio Laser”. Pode-se dividir reparo tem incentivado vários estudos, pois tal recurso vem
os principais laseres em duas categorias: os laseres de baixa trazendo benefícios a várias áreas da medicina e da odontolo-
potência ou laseres terapêuticos e os laseres de alta potência gia moderna7,12. Frente ao exposto, o presente trabalho se pro-
ou laseres cirúrgicos1-3. põe a revisar, de forma atualizada, os principais aspectos rela-
Os laseres de baixa potência são talvez os mais estuda- cionados ao uso do laser terapêutico na cicatrização de feridas.
dos mundialmente e, com certeza, já fazem parte da rotina de
consultórios em uma grande quantidade de países. Uma das
razões da popularidade desse tipo de laser está relacionada ao REVISÃO DA LITERATURA
custo relativamente baixo do equipamento e à objetividade e
simplicidade dos procedimentos clínicos terapêuticos1. O emprego do raio laser no processo de reparação teci-
De um modo geral, os laseres terapêuticos apresentam dual foi estudado, pela primeira vez, por Mester et al. em 1971.
uma série de indicações, podendo ser usados isoladamente Estes pesquisadores observaram que as feridas produzidas em
ou como coadjuvante de outros tratamentos, sempre que se ratos cicatrizavam de forma mais rápida, sob a ação do laser
necessite de efeito biológico local, uma vez que, dentre as suas terapêutico. om base nesse estudo, várias investigações têm
funções, modulam as células do sistema imune, estimulam a relatado resultados similares8,13.
microcirculação, ativam a liberação de endorfinas e estimulam Conforme alguns autores 3,10,14, os laseres de baixa potên-
também a proliferação e a migração celulares, desempenhan- cia não afetam os tecidos termicamente, no entanto aumen-
do ação analgésica, anti-inflamatória e bioestimulante ou ci- tam a velocidade do processo de reparo dos tecidos injuriados.
catrizante1,2,4-6. Quando aplicado em doses apropriadas, o laser pode es-
A fotobioestimulação promovida pelo laser de baixa timular um aumento na produção de linfócitos e ATP mitocon-
potência tem sido empregada de maneira bastante eficaz, no drial bem como um aumento na proliferação de fibroblastos,

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promovendo efeitos anti-inflamatórios e analgésicos5. do He-Ne, utilizado com o nível de energia supracitado, parece
O tratamento diário com o laser de baixa potência no aumentar a velocidade da cicatrização de feridas gengivais em
período pós-operatório de feridas promove grandes benefí- humanos, sem provocar efeitos colaterais.
cios ao processo de cicatrização, entretanto a radiação laser Um outro experimento, com metodologia semelhante
aplicada a cada dois dias do período pós-operatório tem de- à anterior, porém utilizando uma fluência de 0,34 J/cm2, tam-
monstrado poucos efeitos bioestimulantes6. bém foi realizado11. De todas as incisões tratadas com o laser
Em um estudo para avaliar o efeito da fototerapia na ci- terapêutico, 69% apresentaram maior velocidade de reparo,
catrização de úlceras na perna de dois pacientes diabéticos, a resultando nas mesmas conclusões do estudo preliminar.
associação do laser (660/890nm) duas vezes por semana com Os efeitos do laser He-Ne com comprimento de onda
a sulfadiazina tópica diária mostrou-se eficaz na cicatrização de 632,8nm e do laser Ar-Ga. com comprimento de onda de
cirúrgica, constituindo-se numa terapia bioestimuladora, não 940nm, ambos com densidade de energia de 1J/cm2, foram
invasiva e com adicional efeito analgésico15. analisados em feridas realizadas em ratos diabéticos20. Os re-
Muitas pesquisas3,10 sugerem que o laser terapêutico sultados demonstraram que as feridas irradiadas com laser
eleva significativamente a velocidade de cicatrização durante infravermelho apresentaram maior resistência à tração quan-
os primeiros dias do processo de reparo, não demonstrando do comparadas às feridas usadas como controle e que o laser
efeitos benéficos, quando comparado com o grupo controle He-Ne mostrou-se mais efetivo do que o laser infravermelho.
no final da segunda semana do ciclo de reparo das feridas, su- O autor sugeriu que os efeitos do laser podem estar na depen-
gerindo que os estágios mais precoces do processo de reparo dência do comprimento de onda e das propriedades eletro-
são também os mais sensíveis à laserterapia. magnéticas da radiação.
Os laseres de baixa potência mais comumente utilizados Utilizando um laser com comprimento de onda de 632nm
na laserterapia são: o laser de Hélio-Neon (He-Ne), cujo com- e potência de 16mW em um período de quatro dias consecu-
primento de onda está situado dentro da faixa de luz visível tivos, foi estudado o efeito do laser de baixa intensidade em
(luz vermelha); o laser de Arsenato de Gálio-Alumínio (Ga-As- feridas cutâneas em animais portadores de diabetes tipo II, ob-
-Al), também chamado de laser de diodo, cujo comprimento servando-se uma melhor reparação tecidual quando as feridas
de onda situado fora do espectro de luz visível (luz infra-ver- foram tratadas com densidade de energia de 4J/cm2 21.
melha); e o laser combinado de Hélio-Neon diodo1-3,6,13,16,17. Segundo citações de alguns pesquisadores6,7,22, as prin-
Alguns pesquisadores acreditam que ambos os tipos de cipais modificações histológicas observadas nas feridas pro-
laseres terapêuticos (vermelho e infravermelho) estimulam a duzidas em ratos, tratadas com o laser terapêutico, incluem
cicatrização de feridas, enquanto outros acreditam no efeito a diminuição da quantidade do infiltrado inflamatório, o au-
bioestimulante apenas do laser de luz visível, especialmente o mento na formação do tecido de granulação, a epitelização
laser de He-Ne, não concordando assim com a participação do precoce, o aumento na proliferação fibroblástica bem como
laser de luz infravermelha no processo de cicatrização tecidu- na síntese de produtos da matriz extracelular, especialmente
al18. A maioria dos trabalhos encontrados na literatura sugere o colágeno, e uma maior neovascularização.
que o laser de He-Ne (632-633nm) é o mais efetivo no reparo Em um experimento de caráter clínico e microscópico,
de feridas7. foi estudado o efeito do laser de Ga-As (904nm) na cicatrização
512 O efeito da associação de dois comprimentos de onda de feridas provocadas na região caudal do dorso de ratos, não
de laseres de baixa intensidade (685 e 780nm) do tipo Arsena- sendo verificadas diferenças no processo de reparo quanto à
to de Gálio sobre os eventos de reparação tecidual em feridas epitelização, proliferação fibroblástica e endotelial, formação
realizadas no dorso de ratos foi investigado19. Os autores con- e maturação do tecido de granulação e resolução do processo
cluíram que as feridas tratadas com os dois comprimentos de inflamatório, entre as feridas tratadas com o laser, as feridas
onda apresentaram melhor reparação e contração teciduais, não irradiadas e aquelas submetidas à radiação placebo13. Para
quando comparadas às feridas do grupo controle e àquelas esses investigadores, a laserterapia não influencia na repara-
tratadas apenas com um comprimento de onda. ção tecidual de feridas.
Dois tipos de laseres de He-Ne (diodo e gás) foram exa- A eficácia do laser de baixa potência do tipo Ga-Al-As
minados quanto a sua efetividade no processo de cicatrização (635nm) no tratamento de úlceras provocadas por dano tér-
de feridas produzidas em ratos, tendo como resultados que o mico em mucosa jugal de ratos Wistar albinos, foi verificada
laser diodo (670nm) foi tão efetivo quanto o laser gás (632nm) histologicamente utilizando 45 animais machos, cuja amostra
no aumento da velocidade do reparo tecidual9. Conforme foi dividida em 3 grupos: grupo controle (15 ratos), grupo pla-
alguns autores14, a ação dos laseres nos tecidos depende da cebo (15 ratos) e grupo experimental (15 ratos). Cada grupo foi
duração da emissão de suas diferentes densidades na área dividido em 3 subgrupos, cada qual com 5 animais, que foram
aplicada. sacrificados com 2, 5 e 9 dias. Foram realizadas três aplicações
Não somente o tipo de feixe de luz (visível ou invisível) com laser da seguinte forma: a primeira imediatamente após
como também os níveis de fluência ou dosimetria (entre 1 e a queimadura, a segunda, 48 horas após, e a terceira, 5 dias
20J/ cm2) do laser de baixa potência influenciam no proces- após. Para cada uma das três aplicações, foi utilizado o tempo
so de reparo9,10. Segundo esses autores, alguns estudos não de 12,3 minutos, 3J/cm2 em cada uma das referidas aplicações,
especificam a dosimetria utilizada para promover os efeitos obtendo-se uma dose total de 9 J/cm2 ao final das três sessões.
bioestimulantes, gerando assim resultados conflitantes. No Os resultados histológicos obtidos demonstraram uma me-
entanto, os níveis extremos de energia afetam a velocidade de lhor e mais rápida cicatrização no grupo irradiado, evidencia-
cicatrização e, portanto, a fluência ou dosimetria entre 4 e 20J/ da pela maior proliferação fibroblástica no período de 9 dias,
cm2 parece ser a mais segura9. quando comparada com aquela do grupo controle23.
A ação do laser diodo He-Ne com uma fluência de 1,2 J/ O efeito do laser de baixa intensidade foi avaliado na
cm2 foi avaliada em incisões de retalhos gengivais realizados redução da incidência e da severidade da mucosite induzida
para exodontias10. Cinquenta e dois pacientes participaram da em Ramisters24. Os animais foram divididos em três grupos:
pesquisa, onde a velocidade de reparo foi avaliada clinicamen- Grupo I – aplicação do laser de baixa intensidade InGaAIP,
te bem como através de fotografias. Do total de incisões sub- com comprimento de onda de 683nm e densidade de ener-
metidas à ação do laser, 77% demonstraram um reparo mais gia de 12J/cm2, em cinco pontos da mucosa jugal direita e es-
rápido do que as incisões controle, sugerindo que o laser dio- querda de 30 animais, durante 07 dias; Grupo II – não recebe-

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ram tratamento; Grupo III – controle negativo, composto por ser com densidade de energia de 4J/cm2 imediatamente após
cinco animais que não receberam o protocolo de indução da o término da cirurgia e a cada 48 horas durante uma semana,
mucosite. Houve diferença estatisticamente significativa en- totalizando quatro sessões; o lado controle não foi irradiado. O
tre o grupo tratado com laser e o grupo não tratado quando autor sugeriu que o laser influenciou clinicamente no proces-
se comparou, clínica e histologicamente, a intensidade da so de reparo após cirurgias de gengivoplastia no período de
mucosite induzida. O autor concluiu que a aplicação do laser 02 a 15 dias de pós-operatório.
de baixa potência, nos parâmetros determinados para este Por meio de um estudo histológico, foi avaliado o efeito
estudo, promoveu a redução da severidade da mucosite oral do laser de Ga-As (904nm) no processo de reparo de feridas
e acelerou a cura das lesões, embora não tenha prevenido o cutâneas, provocadas, por intermédio de um “Punch” de 8mm
surgimento destas. de diâmetro, na região dorsal de ratos8. Na análise comparativa
Em humanos, as observações clínicas e os estudos com dos eventos biológicos, após os períodos de observação de 3,
pequeno número de casos sugerem que o laser terapêutico 7 e 14 dias, entre as feridas do grupo experimental (tratadas
estimula a cicatrização de feridas, diminui a sintomatologia com o raio laser) e as do grupo controle (não irradiadas), os
dolorosa e reduz a inflamação gengival6. No entanto, estudos pesquisadores observaram que as feridas do primeiro grupo
clínicos controlados têm produzido resultados divergentes. exibiram uma cicatrização mais evoluída e diferenciada, carac-
Em uma revisão sobre a influência do laser de baixa terizada por uma elevada taxa de migração epitelial, acentua-
intensidade na cicatrização tecidual, não foram encontrados da proliferação vascular e fibroblástica, com formação de teci-
resultados determinantes sobre o mecanismo de aço e os pa- do conjuntivo bem desenvolvido e rico em fibras colágenas, e
râmetros utilizados deste tipo de laser nas diferentes fases do maior velocidade de evolução do quadro inflamatório agudo
processo de reparo em lesões cutâneas, sugerindo, assim, a para o crônico. Os eventos biológicos observados foram mais
realização de mais estudos acerca deste assunto14. evidentes nos períodos de 3 e 7 dias, e nenhum sinal de efeito
Objetivando avaliar os efeitos cicatrizante, analgésico e indesejável da aplicação do laser de baixa potência sobre a re-
anti-inflamatório dos laseres de baixa potência (He-Ne e Ga- paração das feridas foi detectado.
-As) no pós-operatório de cirurgias periodontais, 28 pacientes O estudo da terapia a laser de baixa potência sobre os
foram submetidos a cirurgias mucogengivais contralaterais, diversos constituintes da matriz extracelular é crucial para o
em que um sítio foi tratado com os referidos laseres, e o ou- entendimento do processo cicatricial sob a ação desse agen-
tro, com um procedimento de efeito placebo. Os resultados te28. Objetivando avaliar a interferência do referido laser sobre
encontrados não mostraram diferenças significativas no ín- as fibras colágenas e elásticas, tais pesquisadores realizaram
dice gengival nem tão pouco no índice de cicatrização e na ferimentos cutâneos padronizados no dorso de 72 ratos Wistar
redução da sintomatologia dolorosa, quando a laserterapia foi e, em seguida, aplicação pontual do raio laser do tipo Ga-As-Al
comparada com a operação placebo, sugerindo assim que o com diferentes densidades de energia. Os animais foram sa-
laser de baixa potência pode não ser útil após a realização de crificados aos 5, 7 e 14 dias. Procedeu-se à análise das secções
procedimentos cirúrgicos gengivais realizados em humanos3. teciduais coradas com hematoxilina-eosina, sírius vermelho e
Alguns pesquisadores18 estudaram o efeito do laser de orceína. Os resultados encontrados revelaram que, no grupo
baixa potência infravermelho sobre a inflamação gengival. experimental, houve maior redução do edema e do infiltrado
Participaram do estudo 10 estudantes do sexo feminino que inflamatório e uma maior expressão de fibras colágenas e elás- 513
tiveram a gengivite induzida pela suspensão dos métodos de ticas, embora sem significância estatística (p>0,05). No trata-
higiene oral. Foi realizada a aplicação do laser durante 4 minu- mento com a fluência de 4 J/cm2, foram observados melhores
tos, correspondente a 1J/cm2, no incisivo lateral mandibular, e resultados do que naquele em que foi utilizada a fluência de
como controle, o incisivo do lado oposto foi submetido à luz 8 J/cm2. Nesse experimento, concluiu-se que o laser de baixa
comum. A avaliação foi feita por meio das mudanças no nú- potência contribuiu para uma maior expressão de fibras colá-
mero de vasos por um método estereofotográfico. Não foram genas e elásticas durante o processo cicatricial.
encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os Com o objetivo de estudar comparativamente a influên-
grupos experimental e controle, sugerindo que a aplicação do cia do laser GaAlAs sobre a ação das proteínas morfogenéti-
laser de baixa potência não influencia no processo de resolu- cas ósseas (BMPs) em defeitos ósseos produzidos em fêmures,
ção da inflamação gengival. uma amostra com 12 ratos Winstar albino foi utilizada29. As
Os efeitos do laser de baixa potência na cicatrização de amostras foram divididas em 4 grupos aleatoriamente; nos
pós-operatório de 13 pacientes foram estudados clínica e his- grupos 1 e 2, os defeitos foram preenchidos com uma subs-
tologicamente25. O laser usado para esse estudo foi o AsGaAl, tância osteoindutora, e os animais foram tratados com o laser
com comprimento de onda de 670nm e densidade de ener- GaAlAs com doses de 4J/cm2 em uma área de 1cm2. Os grupos
gia de 4J/cm2. Após a cirurgia, o lado teste (direito) recebeu 3 e 4 foram utilizados como controle. Avaliações histológicas
aplicação do laser a cada 48 horas durante uma semana, e o foram realizadas no 7º, 14º e no 21º dias do pós-operatório. Por
lado controle (esquerdo) não foi irradiado. Clinicamente, a ava- fim, os autores concluíram que a associação entre a aplicação
liação foi feita por cinco examinadores por meio de fotos dos do laser com a substância osteoindutora alcançou um melhor
períodos de 7,14,21 e 60 dias do pós-operatório. Para análise resultado do que a aplicação do laser e a referida substância
histológica, foram realizadas biópsias incisionais, próximas à quando usadas separadamente.
papila do canino, em ambos os lados, no período de 7,14,21 e O laser de He-Ne aumenta a síntese de colágeno e a
60 dias do pós-operatório. Os resultados não mostraram dife- tensão de contração cicatricial, acelerando, dessa forma, o
rença estatisticamente significativa entre os grupos, concluin- processo de reparo e o fechamento das feridas produzidas em
do que o laser não influenciou no processo de reparo após ratos7. Entretanto, o laser de Argônio aumenta a produção de
cirurgias de gengivoplastia. colágeno, mas não acelera a cicatrização das feridas nesses
Com o objetivo de avaliar clinicamente em humanos animais. Em um outro experimento, utilizando a pele de um
o efeito da irradiação pós-operatória do laser de baixa inten- animal que mais relembrava a pele humana, o laser de He-Ne
sidade no processo de reparo gengival após gengivoplastia não demonstrou acelerar à cicatrização de feridas. Para esses
pela técnica do bisel externo, foi realizado um estudo com 24 autores, em animais cuja pele está firmemente aderida à fás-
pacientes portadores de hiperplasia gengival inflamatória26. O cia subjacente, o processo de reparo de feridas não é afetado
lado teste, escolhido aleatoriamente, recebeu aplicação do la- pelo laser terapêutico, enquanto que a cicatrização de feridas

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em animais de pele elástica, com musculatura subdérmica fina dos para esse fim.
e pouca adesão às estruturas profundas, como os ratos, sofre As citações de Conlan, Rapley e Cobb7 apontam o la-
forte influência da radiação laser. ser de He-Ne, com comprimento de onda variando de 632 a
Avaliando estudos anteriores em que se aplicou o laser 633nm, dentro da faixa de luz visível (vermelha), como sendo o
de He-Ne com um comprimento de onda de 632,8nm em feri- laser de baixa potência mais efetivo na cicatrização de feridas.
das de extração dental, foi observado um avanço na cronolo- Entretanto, Rydén et al.18 trazem, em seu trabalho, a informa-
gia do processo de reparo alveolar12. Segundo citações desses ção de que alguns autores também acreditam no efeito bioes-
autores, morfologicamente podem ser consideradas quatro timulante do laser de luz infravermelha no processo de reparo.
fases fundamentais na evolução do processo de reparo alve- De fato, os experimentos de Garcia, Okamoto e Kina8 e Locci19,
olar, a saber: proliferação celular, desenvolvimento do tecido utilizando laseres de Ga-As, cujo comprimento de onda está
conjuntivo, maturação do tecido conjuntivo e diferenciação situado na faixa de luz invisível (infravermelha), revelaram re-
óssea ou mineralização. sultados positivos quanto à aceleração e à melhor qualidade
Os pesquisadores anteriormente citados, em seu pre- histológica do processo de reparo de feridas irradiadas, embo-
sente experimento, no qual foi realizado um estudo histológi- ra os primeiros autores tenham utilizado o referido laser nos
co dos efeitos da aplicação do laser de He-Ne, com um compri- dois espectros de luz (visível e invisível). Em contrapartida,
mento de onda de 550nm, no processo de reparo das feridas Hall et al.13 e Rydén et al.18 concluíram, em seus experimentos
produzidas em ratos após extração dental, observaram que a utilizando laseres de luz infravermelha, que a laserterapia não
proliferação fibroblástica e a formação de tecido osteoide não influencia na reparação tecidual de feridas bem como na reso-
foram mais proeminentes no grupo irradiado, sugerindo assim lução do processo de inflamação gengival, respectivamente.
que o uso da radiação laser He-Ne não leva a um incremento Ao comparar a efetividade dos laseres de He-Ne diodo
na formação de tecido de granulação e concomitante acelera- (670nm) e gás (632nm) na cicatrização de feridas produzidas
ção do processo de reparo. A julgar pelos resultados obtidos, em ratos, Neiburger9 verificou que ambos foram efetivos no
os autores acreditam que o comprimento de onda do laser do aumento da velocidade do processo de reparo tecidual, não
tipo He-Ne pode interferir na cronologia do processo de re- mostrando nenhum tipo de diferença clínica. Posteriormente,
paro. este mesmo autor10,11 realizou outras pesquisas de caráter clí-
Embora a aplicação do laser de baixa potência no pro- nico, agora em humanos, utilizando o laser de He-Ne diodo
cesso de cicatrização tenha sido bastante estudado, o seu uso com o mesmo comprimento de onda do estudo anterior, e
no manejo de extensas lesões de tecido mole com grande também observou uma aceleração no processo cicatricial dos
contaminação bacteriana ainda não foi objeto de investiga- tecidos injuriados. Em adição, Reddy20 sugeriu em sua inves-
ção adequada30. Com o objetivo de avaliar, por meio de es- tigação que o comprimento de onda e as propriedades ele-
tudo bacteriológico in vitro, o efeito do laser com potência tromagnéticas da radiação podem exercer influência sobre os
de 15W/904nm por 200 segundos e outro com potência de efeitos do laser na área aplicada.
20W/904nm por 230 segundos, os referidos autores utilizaram Resultados positivos quanto à influência da laserterapia
fragmentos ósseos, colhidos diretamente do sítio de infecção na cicatrização de feridas têm sido, frequentemente, encon-
após limpeza adequada da pele ao redor da ferida de pacien- trados em pesquisas utilizando pequenos animais, como os
514 tes com osteomielite pós-traumática. Os autores concluíram ratos, porém em humanos os resultados experimentais não
que o efeito dos referidos laseres, na condição desse estudo, são muito convincentes, de acordo com os relatos de Conlan,
mostrou-se inócuo quanto ao aumento do número de unida- Rapley e Cobb7.
des formadoras de colônias bacterianas. Alguns pesquisadores3,18 não acreditam nos efeitos bio-
estimulante, analgésico e anti-inflamatório do laser terapêuti-
co, visto que, em seus experimentos utilizando os laseres de
baixa potência no pós-operatório de cirurgias periodontais,
DISCUSSÃO não foram encontradas diferenças relevantes quanto à redu-
ção da sintomatologia dolorosa e os índices gengival e de ci-
catrização quando comparada à laserterapia com a operação
De acordo com Pick e Powell17, a aplicação do laser de placebo. De conformidade com esses autores, os resultados
baixa potência no pós-operatório de feridas cirúrgicas parece encontrados por Damante25 não verificaram os benefícios da
interferir em seu padrão de cicatrização tecidual, acelerando o terapia com o laser no processo de reparo após cirurgias de
processo de reparo e melhorando a sua qualidade histológica. gengivoplastia. Em contrapartida, um outro estudo realizado
Pode-se inferir que o uso de um único tipo de laser terapêuti- por Camelo26 mostrou uma melhor resposta tecidual nas áre-
co no processo de reparo dos mais diversos tipos de tecidos as tratdas com o laser de baixa potência, quando comparadas
pode não ser completamente eficaz quanto a sua capacidade àquelas não irradiadas.
de acelerar a cicatrização, visto que cada tecido apresenta um Em discordância com o estudo supracitado, Niccoli-Filho
padrão de absorção de energia específico, e apenas a luz laser et al.12 aplicando o laser de He-Ne com um comprimento de
absorvida produz realmente efeito biológico tecidual. onda de 550nm, inferior àquele utilizado em estudos anterio-
Apesar das possíveis aplicações clínicas do laser tera- res (632,8nm), não mais observaram um avanço na reparação
pêutico em tecidos mole e ósseo, os mecanismos biofísicos da das feridas produzidas em ratos após extração dental, visto
irradiação do laser de baixa intensidade em células bacteria- que a proliferação fibroblástica e a formação de tecido osteoi-
nas têm sido pobremente investigados. Em um estudo para de não se mostraram mais pronunciadas no grupo irradiado,
avaliar dois tipos de laseres sobre diferentes populações bac- sugerindo assim que o comprimento de onda do laser de He-
terianas habitualmente presentes em feridas pós-traumáticas, -Ne pode perfeitamente interferir na cronologia do processo
Coutinho et al.30 observaram que o aumento do número de de reparo alveolar. Baseado nos resultados destas pesquisas
colônias mostrou-se inócuo nas doses utilizadas na pesqui- e respaldado nas citações de Conlan, Rapley e Cobb7, quanto
sa. Tal resultado pode ter ocorrido em virtude das diferentes à maior efetividade do laser de He-Ne (632-633nm) na cicatri-
dosagens utilizadas neste estudo, uma vez que a resposta fo- zação dos tecidos, sugere-se que o comprimento de onda na
toquímica das células bacterianas parece ser dependente do ordem de 632,8nm seja o ideal para a aceleração do processo
comprimento de onda utilizado, sendo necessários mais estu- de reparo tecidual.

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Depreende-se dos estudos de Neiburger9, Neiburger10 e Entretanto, é importante ressaltar que, em ambos os
Niccoli-Filho et al.12 que não somente o comprimento de onda estudos anteriores23,26, as feridas irradiadas mostraram um
do feixe de luz e o tempo de exposição à radiação como tam- melhor e mais rápido padrão de cicatrização do que as feri-
bém os níveis de energia, fluência ou dosimetria do laser de das não irradiadas. Esses resultados não foram encontrados
baixa potência interferem no processo de reparo. A importân- na pesquisa de Hall et al.13 na qual as feridas tratadas com o
cia da escolha do nível adequado de energia tem sido enfatiza- laser, as feridas não irradiadas e aquelas submetidas à radiação
da por muitos autores, porém a energia recomendada para se placebo exibiram processos de reparo semelhantes quanto à
obter a bioestimulação ideal varia muito na literatura. epitelização, proliferação fibroblástica e endotelial, formação
Segundo Neiburger9-11, alguns estudos não especificam e maturação do tecido de granulação e resolução do processo
a dosimetria utilizada para promover os efeitos bioestimulan- inflamatório.
tes descritos, gerando, assim, resultados conflitantes. Esse pes- Grande parte dos trabalhos encontrados na literatura
quisador, em seus diferentes experimentos, utilizou diferentes pertinente revela que para o laser de baixa potência acelerar o
dosimetrias, sendo elas respectivamente: 2,1-10,3 J/cm2, no processo de reparo de feridas cirúrgicas, este deve ser aplicado
primeiro estudo; 1,2 J/cm2, no segundo e 0,34 J/cm2, no últi- diariamente e não, a cada dois dias, durante o período pós-
mo. Em todos estes trabalhos, foi observado um aumento na -operatório. Segundo relatos de Walsh6, pesquisas nas quais o
velocidade de reparação tecidual, como já discutido anterior- referido laser foi aplicado no período pré-operatório com igual
mente. Assim sendo, os níveis de fluência utilizados pelo pes- finalidade falharam em detectar efeitos benéficos significati-
quisador em suas diferentes pesquisas não interferiram dire- vos6. Esse autor ainda comenta que, em humanos, as inves-
tamente no processo de reparo. Entretanto, em seu trabalho tigações clínicas e os experimentos com pequeno número de
realizado em 1959, afirma que os níveis extremos de energia casos sugerem que o laser de baixa potência estimula a cica-
afetam a velocidade de cicatrização, e, portanto, a fluência ou trização de feridas. Tal fato pôde ser observado em um estudo
dosimetria entre 4 e 20 J/ cm2 parece ser a mais segura. realizado por Minatel et al.15 com dois pacientes diabéticos no
No estudo de Pugliese et al.28, a fluência de 4 J/ cm2 foi qual a terapia com laser mostrou-se eficaz na cicatrização das
mais efetiva no estímulo à expressão de fibras colágenas e úlceras na perna desses pacientes. No entanto, é importante
elásticas do que a fluência de 8 J/ cm2. Corroboram com este ressaltar que, nesse estudo, houve uma associação entre o la-
resultado, os estudos de Byrbes et al.21 e Camelo26 que verifi- ser e uma medicação tópica, o que pode ter contribuído para
caram uma melhor resposta tecidual quando as feridas foram a análise final do estudo.
tratadas com laser de baixa potência, com densidade de 4J/ Diversos estudiosos contestam os efeitos benéficos ad-
cm2. Em acréscimo, resultados positivos do laser, utilizado com vindos do uso do laser de baixa potência na prática clínica, sa-
a mesma fluência supracitada, foram alcançados quando as- lientando que os resultados positivos obtidos em animais não
sociado às BMPs para o preenchimento de defeitos ósseos em podem ser transferidos para o homem em virtude da dissimi-
animais, de acordo com Carvalho et al.29. Conforme Coraza27, laridade da cor e da estrutura tecidual, da individualidade nas
em um estudo comparativo entre o laser e o LED, ambos os propriedades de absorção e reflexão de energia e das diferen-
instrumentos ajustados a uma densidade de energia de 5J/ ças nas susceptibilidades dos tecidos irradiados7,12.
cm2, resultados expressivos no estímulo angiogênico em pele Uma outra característica importante que também deve
lesada foram demonstrados. Contrariando tais estudos, Da- ser observada, de acordo com os últimos autores menciona- 515
mante25, utilizando laser com densidade de energia igual a 4J/ dos, é o tipo de pele animal, visto que, segundo relatos des-
cm2, concluiu que esse instrumento não influenciou no pro- tes, a cicatrização de feridas em animais de pele elástica, com
cesso de reparo após cirurgia periodontal. musculatura subdérmica fina e pouca adesão às estruturas
Muitas pesquisas sugerem que o laser de baixa potência profundas, como os ratos, sofre forte influência da radiação
eleva significativamente a velocidade de cicatrização durante emitida pelo laser terapêutico, enquanto que o processo de
os primeiros dias do processo de reparo, não sendo, portanto, reparo de feridas em animais cuja pele está firmemente ade-
tão efetivos no final da segunda semana do ciclo de reparo rida à fáscia subjacente, parece não ser afetado por tal laser.
das feridas quando comparado ao grupo controle, sugerindo Ressalta-se ainda que grande parte da cicatrização das feri-
assim que os estágios mais precoces do processo de reparo das produzidas em animais de pele elástica (ex.: ratos) ocorre
são também os mais sensíveis à laserterapia. Isso pode ser con- por contração, ao passo que o processo de reparo da pele
firmado pelos resultados do experimento de Garcia, Okamoto humana envolve uma maior epitelização para que ocorra o
e Kina8, em que os eventos biológicos encontrados, incluindo fechamento da ferida.
uma elevada taxa de migração epitelial e uma acentuada pro-
liferação vascular e fibroblástica, foram mais evidentes nos pe-
ríodos de 3 e 7 dias do que no período de 14 dias. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Contrariando a investigação anterior, Ponzi et al.23 obser-
varam em seu experimento uma maior proliferação fibroblás-
tica as feridas irradiadas no período de 9 dias do que nos perí- Grande parte dos experimentos relatados e discutidos
odos iniciais de 2 e 5 dias. Tal divergência poderia ser explicada no presente trabalho demonstra o poder de aceleração do
pelo fato de, no primeiro estudo8, as feridas terem sido pro- processo de reparo de feridas promovido pelo laser de baixa
duzidas por intermédio de um “Punch” e no segundo23 estas potência. Outras pesquisas, no entanto, são incapazes de do-
terem sido provocadas por um dano térmico, o que poderia cumentar os efeitos bioestimulantes desse tipo de laser sobre
justificar, em parte, a cicatrização mais lenta das feridas irradia- o processo cicatricial e, finalmente, algumas ainda questionam
das no segundo estudo, em virtude da ocorrência de um dano o fato de que os achados obtidos podem não ser específicos
tecidual mais intenso. Em acréscimo, estudando o processo da radiação laser. Baseado-se na análise dos referidos estudos,
de reparo em gengivoplastias, Camelo26 verificou que o lado pode-se inferir que as divergências de resultados ocorrem
tratado com laser foi melhor, quando comparado com o lado notadamente em virtude da existência de diferentes tipos de
controle no período de 2 a 15 dias de pós-operatório. Para Nei- laseres com diferentes comprimentos de onda, densidades
burger10, a intensidade do trauma e as condições patológicas de energia, frequência, potência e tempo de exposição bem
da região injuriada podem perfeitamente influenciar a veloci- como em consequência das falhas metodológicas e dos mais
dade do processo de reparo. variados tipos de células e animais testados. Dada a comple-

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Aplicação do laser de baixa potência na cicatrização de feridas
Lins RDAU, et al.

xidade do assunto, a aplicação dessta técnica merece estudos 16. AAP. Lasers in periodontics. J Periodontol 2002; 73(10):1231-
adicionais bem controlados, a fim de melhor conhecer o com- 1239.
portamento do processo de reparo das feridas frente à radia- 17- Pick RM, Powell LG. Lasers in dentistry. Dental Clin North
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Recebido para publicação: 08/009/10


Aceito para publicação: 22/12/10

Odontol. Clín.-Cient., Recife, Suplemento 511-516, out./dez., 2011


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