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APRESENTAÇÃO

Esse e-book foi criado para falar sobre as competências essenciais para o líder do século
XXI, competências importantes tanto para o mercado atual quanto para os próximos anos.
Essas competências são pouco estudadas pela maioria das pessoas, se você as desenvol-
ver, com certeza estará se diferenciando como profissional.

Então, se você quer estar acima da média, esse e-book é para você.

IMPORTANTE:
Vamos dividir o texto em duas partes principais:
1. O Cenário Atual - apresentará as mudanças que o ambiente organizacional vem sofren-
do nos últimos anos, tendências contemporâneas e indícios de que essas mudanças
vão se acelerar.
2. Os pilares da Liderança – apresentará os conceitos principais desse material, onde
mostraremos quais são as competências do novo profissional e como elas podem te
ajudar a ter uma carreira brilhante, mesmo em um ambiente instável, como o atual.
Ah! Preciso que você saiba que essas competências são simples e que todo mundo pode
aplicá-las.

1. O Cenário Atual
Todos devem repensar a forma de ver o mundo!
O mundo está mudando numa velocidade exponencial e radical, e mais, a tendência é que
as mudanças acelerem, devido ao avanço das tecnologias.

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Na história da humanidade tivemos:

O recurso mais importante deixou de ser o capital financeiro para ser o capital intelectual,
baseado no conhecimento. O conhecimento ganhou espaço porque todos os demais recursos
organizacionais passaram a depender dele.
O conhecimento conduz a novas formas de trabalho e de comunicação, a novas estruturas
e tecnologias e a novas formas de interação humana.

São as pessoas que aprendem, desenvolvem, inovam, e aplicam o conhecimento na utiliza-


ção adequada dos demais recursos organizacionais.
Hoje, temos um novo consumidor que quer praticidade e velocidade:
· fast-food, delivery, aplicativo para pedir comida para nem precisar falar no telefone.
· Caixa eletrônico, self-checkout no supermercado e tudo que ajudar a fugir das filas.
· Compras via Mercado Livre, Amazon e outras centenas de portais onde podemos
sentir o mundo na palma da mão, à distância apenas de um cartão de crédito.
Ninguém tem tempo a perder, tempo é raridade e temos que valorizá-lo.
Queremos tudo rápido, tudo fácil, a um preço justo. Queremos qualidade e segurança alia-
dos à sustentabilidade e responsabilidade social.
Se gostamos de algo compartilhamos com centenas de amigos nas redes sociais, se temos
uma experiência ruim, podemos atingir milhares de pessoas com um relato de mal atendimento,
ou de um produto com defeito.

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Então, pense no ambiente organizacional!!!!
O mundo que conhecemos hoje é baseado em organizações, instituições privadas ou não,
formadas por PESSOAS.
Todas as atividades relacionadas à produção de bens e serviços são planejadas, coorde-
nadas, dirigidas, executadas e controladas pelas organizações. As organizações dependem das
pessoas e as pessoas dependem das organizações.
Imagine um mundo sem organizações e, possivelmente, ao olhar ao seu redor agora não
sobrará muita coisa.
Na sociedade moderna, as pessoas nascem, crescem, aprendem, consomem, vivem, traba-
lham, criam, colaboram, divertem-se dentro de organizações.
Se nós sentimos as mudanças do mundo, as organizações enfrentam um momento de
COMPETITIVIDADE nunca visto antes.
As organizações bem-sucedidas serão aquelas que saberão conquistar e motivar as pessoas
para que elas aprendam e apliquem seus conhecimentos na solução dos problemas e na busca
da inovação rumo à excelência.

1.1. TECNOLOGIA
Uma das coisas que mais afetam a vida das pessoas é a tecnologia. Muitos produtos de
hoje não existiam 20 anos atrás. Airton Sena não conheceu o avanço da internet, o Google, o DVD,
pendrives, Spotify, Netflix, smatphones, tão pouco os aplicativos de GPS, facebook e whatsapp.
Nos últimos 50 anos, tivemos mais desenvolvimento inventivo do que em toda história an-
terior da humanidade, ou seja, se aceitarmos a hipótese de que há aproximadamente 40.000
anos somos homo sapiens, apenas nas últimas 5 décadas desenvolvemos mais conhecimento e
invenções no mundo do que em todos os 39.950 anos anteriores.
Mais ideias estão sendo testadas para o desenvolvimento de novas tecnologias, e o inter-
valo de tempo entre as novas ideias e sua implementação está diminuindo rapidamente, assim
como o tempo entre o lançamento de um produto e o pico de produção.
Atualmente, os cientistas estão trabalhando em uma gama espantosa de novas tecnologias
que revolucionarão os produtos e os processos de produção:
· Biotecnologia;
· Computação;
· Microeletrônica;
· Robótica;
· Telecomunicações;

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· Desenvolvimento de novos materiais;
· Inteligência Artificial.
E, apesar de todos esses indícios, em vez de migrar para as novas tecnologias, muitas em-
presas antigas lutam contra elas ou as desprezam, como consequência, seus negócios perdem
espaço no mercado.
O problema é que nós, quando vamos prever o futuro, pensamos olhando o lado histórico
do passado e tentamos lembrar qual foi o ritmo de crescimento daquela época e projetamos para
o futuro naquele mesmo ritmo de crescimento.
Só que a tecnologia pouco se importa com a forma como nós projetamos o futuro. Ela está
crescendo exponencialmente e nós temos que acompanhar.

1.2. CENÁRIO ECONÔMICO


Quando o assunto é economia, chegamos a arrepiar de pensar na situação brasileira. Mas
não adianta fugir, esse cenário afeta todos nós.
Estudando sobre esse tema, cheguei a uma conclusão importante que gostaria de trazer
para esse texto:

Recessão, inflação, aumento do desemprego e dívida elevada. É este o cenário da atual


crise econômica brasileira, a mais grave dos últimos anos.
Se não bastasse a situação alarmante, a crise política agrava e prolonga a insegurança, ali-
mentando a crise econômica.
Enxergar essas coisas como distantes é tanto irreal, quanto irracional. Compreender o am-
biente que estamos é essencial para traçar qualquer estratégia.
Já dizia Sun Tzu em seu livro “a arte da guerra”, 2500 anos atrás:

Como afirmei anteriormente, economia é sobre pessoas, então, como lidar com essas informações?

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Para o economista Ricardo Amorim, esse quadro de caos pode ser bom para você de várias formas:
· Em primeiro lugar, o fosso econômico é inegavelmente profundo, mas ao menos de-
vemos parar de cavá-lo até o final deste ano ou início do ano que vem, após a queda
da inflação e o pico da crise política.
· Segundo, a crise política e as investigações sobre corrupção impactam negativa-
mente a economia, mas se levarem à efetiva condenação dos culpados, podem re-
verter a cultura de impunidade reinante no país há tempos.
· Terceiro, quando a economia está ajudando, até profissionais menos competentes
e empresas menos eficientes conseguem sair-se relativamente bem. No deserto das
crises, as diferenças de desempenho entre os melhores e os demais ficam mais gri-
tantes, gerando oportunidades para profissionais e empresas capazes de tomarem
decisões duras ou ousadas, que muitas vezes são postergadas em momentos de
calmaria. O desafio, mas também a oportunidade é usar a crise como um estilingue
para catapultar-nos a um nível de eficiência maior. Sem a pressão da crise, talvez
nunca fizéssemos isso. As melhores empresas e melhores profissionais nunca
desperdiçam uma crise.
· Quarto, há empresas, linhas de negócios e produtos que só nascem ou prosperam
em função de crises econômicas. O Idealab, da Califórnia, que já lançou mais de 125
novas empresas, realizou uma pesquisa sobre as razões do sucesso destas e outras
novas empresas e, para própria surpresa, descobriu que a razão mais importante
para o sucesso ou fracasso de uma empresa não é a ideia, a equipe, seu modelo de
negócio ou sua forma de financiamento, mas quando a empresa é lançada. Mais
surpreendente, muitas empresas só tiveram sucesso porque foram lançadas em cri-
ses econômicas.

DOIS CASOS DE SUCESSO:


Os dois casos recentes mais marcantes são o Airbnb – uma empresa de reservas de acomodações
em casas e apartamentos lançada em novembro de 2008, hoje presente em mais de 35.000 cida-
des e 192 países – e o Uber – uma empresa de caronas remuneradas criada em março de 2009.
As ideias das duas empresas foram, inicialmente, recebidas com muito ceticismo por investido-
res que alegavam que ninguém aceitaria estranhos em seu carro ou casa e que, por consequên-
cia, as empresas não teriam viabilidade econômica.
A crise imobiliária e financeira nos EUA e Europa mudou esta realidade. Com a alta do desempre-
go, muitos viram nos serviços da empresa a alternativa para aumentarem suas fontes de renda, o
que permitiu que as empresas conseguissem atrair negócios e financiamento e crescessem. Com
6 anos de vida, o Airbnb vale hoje R$88 bilhões e o Uber vale R$176 bilhões. Com mais de 60 anos
de existência, a Petrobras vale R$137 bilhões.

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Mas, lembre-se que a crise sozinha não gera oportunidades. Ela só dá um empurrãozi-
nho para mudarmos. O que cria oportunidades é inovarmos, criando melhores processos,
produtos e serviços.

2. MUDANÇA DE PARADIGMA
O Novo Perfil Profissional
Nesse contexto, qual é o nosso papel enquanto profissionais?
O paradigma de um bom profissional no século XX era composto por:
• Forte ênfase no saber fazer;
• Conhecimento técnico.
Essas duas características, apesar de importantes, não são mais suficientes. No século XXI
outras demandas são solicitadas dos profissionais:
· Novas competências;
· Novos desafios.
Ou seja, nesse século nós já devemos ter um novo profissional, visto que há novas perspec-
tivas de consumo, novas formas de trabalho e concorrência.
Uma pessoa competente é a que domina amplamente um assunto, um procedimento, há-
bitos, com maior habilidade, personalidade e gerando os melhores resultados práticos.
No âmbito da gestão de pessoas, competência pode ser definida pela conexão de CONHE-
CIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES que possibilitam desempenhar determinada função na
busca de resultados concretos.

Esses três conceitos devem caminhar juntos para que o profissional tenha sucesso em sua
carreira.

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Conhecimento é “SABER”, é requisito básico e indiscutivelmente importante. Encontre es-
tratégias para desenvolvê-lo, leia muito, converse com pessoas que sabem mais do que você, crie
conexões e, principalmente, tenha apoio de instituições especializadas.
Habilidade é “SABER FAZER”, essencial, porém vimos anteriormente que essa característica
era diferencial no século passado. Hoje, o profissional de sucesso precisa ir além, demonstrando
Atitude, “QUERER FAZER”, é ultrapassar os limites das duas características anteriores e adentrar
num mundo de diferenciais competitivos reais para carreira.
De todas as competências que podemos desenvolver, LIDERANÇA é a mais poderosa, ela
envolve conhecimentos, habilidade e atitudes, além de reunir capacidades muito importantes,
como o autoconhecimento, o relacionamento interpessoal e a comunicação.
Vamos abordar agora o que é exigido desse novo profissional:

3. OS 3 PILARES DA LIDERANÇA EFICAZ


Autoconhecimento, Relacionamento Interpessoal e
Comunicação
O que é liderar? Liderar é utilizar amplamente o principal diferencial do ser humano, que é
SER HUMANO.
Resumir o conceito de liderança implica um esforço de síntese, tal é a diversidade de ciên-
cias sociais, teorias, autores, desafios, entre tantos outros aspectos envolvidos nesta temática.

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No contexto organizacional, o processo de liderar pode ser visto como um conjunto de com-
portamentos que possibilitam aos profissionais influenciar pessoas – a parte mais importante
das organizações – contribuindo para que sejam alcançados resultados efetivos.
Desse modo, podemos notar como essa competência é essencial para profissionais dos
mais diversos segmentos, em todos os níveis hierárquicos. Para todos os tipos de organização
humana, seja nas empresas como um todo, ou em cada um de seus departamentos.
Todos podem influenciar outros e também podem ser influenciados por eles. Isso quer di-
zer que todos nós lideramos em algumas áreas, mas somos liderados em outras. Todos, sem
exceção, somos líderes ou seguidores.
As abordagens desse assunto que surgiram a partir dos anos 1980-1990, entendem o líder
como alguém que define a realidade organizacional, por meio da articulação de uma visão, que
é o reflexo de como ele define a missão da organização e os valores que a suportam. Portanto,
neste contexto, a liderança passa a ter um caráter motivacional.
Os líderes formam e desenvolvem equipes, transmitem credibilidade, oferecem a colabo-
ração, fortalecem o pessoal através de transferência de poder, capacitam, inspiram e motivam.
Liderança é um grande diferencial porque nem todos têm essa capacidade, seja por não
possuírem autoconhecimento, ou pelo fato de não quererem assumir essa grande responsabili-
dade.
Quando existe determinação, é possível desenvolver essa competência. Ao contrário do
que muitos imaginam, a liderança não é um “dom”, algumas pessoas desenvolvem mais compe-
tência na área por treinarem mais, estudarem mais e por demonstrarem mais atitude, inclusive
se permitindo errar e aprender com os próprios erros.

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A LIDERANÇA DE ACORDO COM GRANDES LÍDERES:
Os grandes líderes têm características marcantes de personalidade, como também com-
portamentos polêmicos. O objetivo deste tópico é apontar como alguns destes líderes podem
servir de exemplo para profissionais dos mais diferentes segmentos de mercado.

NELSON MANDELA – “É melhor liderar a partir da retaguarda e co-


locar os outros à frente, especialmente quando estamos a celebrar
uma vitória por algo de muito bom que aconteceu. Mas deves to-
mar a linha de frente quando há perigo. Desta forma as pessoas irão
apreciar a tua liderança.”

JORGE PAULO LEMANN – “Sonhar grande e sonhar pe-


queno dá o mesmo trabalho”.

MARTIN LUTHER KING JR – “A educação é a arma


mais poderosa para mudar o mundo”.

MAHATMA GANDHI – “Aquele que não é capaz de


governar a si mesmo, não será capaz de governar
os outros”

STEVE JOBS – “Os que são loucos o suficiente para pensarem


que podem mudar o mundo, são os que o fazem”.

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MALALA – ““Nós percebemos a importância de nossa
voz quando somos silenciados. ”

WALT DISNEY – “Um dia aprendi que sonhos existem para


tornar-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo para
descansar. Simplesmente durmo para sonhar”.

Para ser bem-sucedido, o líder deve saber lidar com os aspectos relativos ao seu autoco-
nhecimento, relacionamento interpessoal e comunicação, abordamos esses itens a seguir.

3.1. AUTOCONHECIMENTO
Você tem buscado o seu?
Autoconhecimento é a capacidade de conexão consigo mesmo. E essa é uma capacidade
raríssima.
É a capacidade de autocontrole, de dominar seus medos, seus vícios, gerir seus hábitos.
Quando você desenvolve essa capacidade é como se tivesse rackeado seu cérebro, é um tipo de
inteligência relacionada as emoções.

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O diferencial será usar as habilidades que são intrinsecamente humanas! Usar as habilida-
des que são unicamente e exclusivamente das pessoas!
Pois bem, autoconhecimento é uma habilidade intrinsecamente humana.
Autoconhecimento, autocontrole, gestão das emoções, resiliência, capacidade de saber se
adaptar. Ou seja, é você se conectando consigo mesmo e gerindo o seu cérebro e hormônios.
O indivíduo identifica suas qualidades e limitações e assim, gerencia suas emoções posi-
tivas e negativas transformando isso em resultados positivos para ele tanto no âmbito pessoal,
quanto profissional.
Com o mercado cada vez mais exigente, para desenvolvermos nossa capacidade de liderar,
devemos analisar as exigências do mercado e fazer uma comparação com nosso planejamento
estratégico pessoal, avaliando que temos, explorando os nossos pontos fortes, nossas oportuni-
dades e identificando os pontos que podem ser melhorados.
Todo líder precisa conhecer bem a si mesmo. Autoconhecimento ajuda a entender que ca-
racterísticas o ele pode aproveitar para gerar resultados que beneficiem a empresa e seu time,
assim como identificar quais características, não tão boas, ele deve amenizar para passar um
bom exemplo. Sabendo que tipo de profissional ele é, fica mais fácil também entender o outro.
É uma relação ganha-ganha. O profissional ganha, assim como seus pares, superiores,
subordinados e a empresa como um todo.

3.1.1. ANÁLISE SWOT PESSOAL


Uma ferramenta muito simples que pode auxiliar nesse processo de autoconhecimento é a
SWOT aplicada ao planejamento estratégico pessoal.

A Análise SWOT é utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de ambiente), sendo
usada como base para gestão e planejamento estratégico.
O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrônimo de
· Forças (Strengths),
· Fraquezas (Weaknesses),
· Oportunidades (Opportunities) e
· Ameaças (Threats).

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Esta análise de cenário se divide em:

Desenvolver essa análise para o planejamento pessoal te ajudará a avaliar situações exter-
nas atuais ou futuras que, se adequadamente aproveitadas irão influenciá-lo positivamente.
A ferramenta também permite avaliar as características particulares que influenciam sua
carreira, positiva ou negativamente.
Vamos lá!
Antes de começar a preencher a SWOT, aconselho que você identifique seus valores e sua
missão.
Anote quais são seus objetivos e aquilo que você não abrirá mão para conquista-los. Iden-
tifique suas crenças, suas prioridades morais e éticas, aquilo que servirá como guia para suas
ações futuras.
Feito isso, começaremos a preencher a planilha, como o exemplo a seguir:

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Preencha cada um dos campos com a sua realidade.
Algumas dicas podem te ajudar nesse processo:
· PONTOS FORTES: Vantagens profissionais; Qualidades.
· PONTOS FRACOS: Identificação de áreas de maior conflito; identificação de pontos
que precisam de melhorias.
· OPORTUNIDADES: Atenção às tendências do mercado.
· AMEAÇAS: Visualização do mundo exterior para projetar ameaças à sua carreira.

3.2. RELACIONAMENTO INTERPESSOAL


O relacionamento interpessoal tem muito a ver com liderança, o profissional que é líder,
seja qual for a área, é necessariamente uma pessoa com alta inteligência interpessoal.
Desenvolver essa competência significa desenvolver a capacidade de se relacionar com
as outras pessoas. Vamos além, não só relacionar, mas a capacidade de entender os desejos e
pensamentos das pessoas para conseguir se conectar com elas.
Quem se relaciona bem tem mais facilidade para trabalhar em equipe, para obter colabora-
ção das pessoas e para conquistar e fidelizar clientes.
O desafio do relacionamento no ambiente organizacional é lidar com diferenças de visão,
de opinião, de comportamento.
Essa característica está intimamente ligada ao tópico anterior, quando desenvolvemos o
autoconhecimento, passamos a entender nossos pontos fortes e limitações, e fica muito mais
fácil reconhecer e aceitar o outro.
Devemos praticar a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro para com-
preender seus pontos de vista, suas opiniões e motivações.
Acrescente a essa receita uma pitada de cordialidade e teremos um ambiente de trabalho
muito mais agradável.
Você sabia que, de acordo com a pesquisa dos profissionais brasileiros da Catho, o BOM
RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS no ambiente de trabalho é o item mais relevante para os
funcionários dentre os fatores de motivação na carreira?
É um dado interessante, pois, esse item ficou à frente de fatores como “Enriquecer”, “parti-
cipar de decisões estratégicas da empresa”, ter flexibilidade de horário”, “fazer o que gosto”, “ser
reconhecido como um bom profissional”.
É possível concluir que o bom relacionamento é essencial porque, a longo prazo, não su-
portaríamos trabalhar em um ambiente onde não temos um convívio minimamente agradável.
Já reparou como muitas vezes nosso dia melhora por meio de pequenas atitudes de
outras pessoas? Um bom dia, um sorriso, um café.... Vamos tentar melhorar o dia do outro
mais vezes! Cultivar um ambiente de trabalho com mais gentileza para colher acolhimento,
empatia, reciprocidade.

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Será que esse
assunto está
em alta?

3.3. COMUNICAÇÃO
O pior cego é aquele que não sabe ouvir
Para o sucesso profissional, uma boa oratória associada a uma linguagem não verbal ade-
quada é de extrema importância.
Quando a comunicação não é eficaz, grandes ideias podem não vingar ou, até mesmo, não
serem desenvolvidas de maneira adequada.
A linguagem emocional está ligada diretamente com às linguagens verbal e não verbal. Isso
significa que é necessário saber gerenciar as emoções, impedindo que reuniões, apresentações
ou mesmo vendas com grande potencial sejam prejudicadas por fatores que poderiam ser evita-
dos.
O líder do século XXI tem uma excelente habilidade de comunicação, e por conta disso,
possui um discurso adequado, que garante soluções pertinentes.
A ideia de que a liderança precisa concentrar todo conhecimento, sem compartilhá-lo é ul-
trapassada. Uma equipe que compreende seu impacto na organização consegue fazer melhores
conexões e produzir engajamento.

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No ambiente empresarial o comprometimento só ocorre quando o profissional entende
plenamente o seu papel, pois ninguém se compromete com o desconhecido. As pessoas preci-
sam saber para onde vão e que decisões são tomadas.
Delegar funções e projetos à equipe demonstra confiança neles para entregar resultados.

Para a boa comunicação (pessoal e empresarial) a assertividade é item essencial. Pratique


a habilidade de expressar as opiniões e vontades de uma maneira clara, objetiva e respeitosa.
Assertividade é diferente de passividade e agressividade.
A comunicação empresarial assertiva deve proporcionar informação e compreensão ne-
cessárias para que as pessoas possam se conduzir nas suas tarefas. Também deve propiciar as
atitudes necessárias para promover a motivação, cooperação e satisfação dos colaboradores.
O que está sendo dito é tão importante quanto a forma (linguagem, ambiente, momento,
recursos estilísticos, intenções)
Ex: imagine um feedback negativo de um chefe de trabalho (conversar na frente de todos
ou em local reservado?)
Dicas:
• Saber ouvir é mais importante do que falar, para trabalhar em equipe.
• Ouvir e escutar são coisas diferentes.
• Nosso aparelho auditivo é capaz de captar/ouvir diferentes níveis de sons, contudo, não
damos atenção a todos.
• Nós escutamos/focamos uma quantidade limitada de estímulos.
• Na comunicação interpessoal, uma das chaves é ser capaz de ouvir e escutar (dar aten-
ção e compreender) o que a outra parte está dizendo.

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4. A HORA DA VERDADE
Considerações Finais

Ao longo desse e-book vimos em diversos momentos a importância de desenvolver compe-


tências. O grande diferencial da competência está na ATITUDE.
Atitude é essencial para sair da zona de conforto e buscar o autoconhecimento, melhorar o
relacionamento interpessoal e desenvolver uma comunicação assertiva.
Esses três pilares quando trabalhados de maneira sistêmica transformarão a vida profissio-
nal de qualquer pessoa, independente da área de atuação e, principalmente, para pessoas que
desejam posicionar-se como líderes.
Liderança é quase um exercício de altruísmo. Para ser um bom líder, é preciso colocar seu
time à frente de você mesmo e a empresa como plataforma para o desenvolvimento deles e para
gerar um impacto na sociedade.
Como profissionais, podemos ler todas as dicas e livros, ver todos os filmes e fazer todos
os cursos, mas esse processo de construção de competências depende de um comprometimento
genuíno de ser melhor para as pessoas ao seu redor e para a sua empresa.
A liderança nas organizações é o novo imperativo. É a hora da verdade!
É a hora de tirar esses conceitos do papel e praticá-los, chegou a hora das empresas
identificarem as pessoas excepcionais, que são capazes de levar a organização para o “novo
século”.
Por isso, a criação de líderes é vital! Desenvolver essas competências fará a diferença na sua
carreira.

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