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CHARAUDEAU E SUA ANÁLISE DO DISCURSO POLÍTICO

Leonardo Rodrigo de Oliveira Ferreira


RESUMO

O presente texto irá mostrar o contexto da análise do discurso na área da política,


a referenciação é a de José Otacílio da Silva (2013), que no livro Estudos do
Discurso: perspectivas teóricas de Luciano Amaral Oliveira (2013) traz o texto
produzido pelo teórico destacado anteriormente, sendo que ele trabalha a
perspectiva de Charaudeau para tratar da AD (análise do discurso) e dar certa
ênfase ao discurso político.

PALAVRAS-CHAVE: Análise do discurso. Discurso político. Charaudeau.

INTRODUÇÃO

O presente texto serve como uma síntese do capítulo nove, presente no


livro Estudos do Discurso: perspectivas teóricas de Luciano Amaral Oliveira
(2013). Ao longo deste texto será trabalhado Charaudeau e seu estudo sobre
discurso político. O capítulo em questão é trabalhado por José Otacílio da Silva
(2013). O estudo dessa obra se deu a partir das aulas da disciplina Tópicos
Especiais em Linguística II, que ao formar um seminário sobre a análise do
discurso, essa produção foi selecionada.

DESENVOLVIMENTO

No início de seu texto a partir da visão de Charaudeau, Silva (2013) diz o


seguinte acerca da linguagem: “a linguagem é o mecanismo ou o instrumento
que permite às pessoas não só pensar e agir, mas também interagir com seus
semelhantes e, consequentemente, viver em sociedade”. A partir disso,
podemos voltar ao passado quando o homem pré-histórico ainda não tinha o
domínio sobre a língua, naquele tempo a comunicação era “bem complicada”,
eles se retratavam por meio de gestos, pinturas, etc. a interação entre os seres
era bem diferente da utilizada atualmente.

Por mais que em pleno século XXI o homem possua diversas formas de
interação, ainda assim barreiras ocorrem, por exemplo, um brasileiro sem um
estudo básico de idiomas dificilmente compreenderá a fala de um japonês. Nos
tempos das cavernas as pessoas “se viravam” para entender um ao outro, hoje,
o estudo de idiomas proporciona essa interação entre povos que vivem em
países diferentes e que até outrora não podiam se comunicar.

Acerca da conceituação de discurso, Silva diz o seguinte:

“O discurso é exatamente o ato de linguagem em que locutores e


interlocutores constroem os sentidos dos enunciados nas condições
oferecidas pelo complexo cenário das relações que se estabelecem
entre elementos linguísticos, sociais, históricos, culturais”. (SILVA,
2013)

A fala é uma construção de enunciado, como próprio Silva fala, várias


condições permitem a realização do discurso. O elemento social influencia o
discurso no que concerne as falas de locutor e interlocutor, o ambiente social
gera essa influência, pois dependendo do contexto a qual estão inseridos, eles
poderão se comunicar através de gírias, por exemplo. Esse é um dos fatores que
permeiam o discurso.

O texto de José Otacílio da Silva também traz o que Charaudeau chama


de “contrato de comunicação”. Esse contrato “rege” a comunicação entre locutor
e interlocutor, pois dependendo do ambiente em que eles estão inseridos, a
forma deles se comunicarem é diferente. Por exemplo, os dois agentes da
comunicação são amigos próximos, eles estão num repartimento público,
especificamente um tribunal, dentro daquele ambiente eles não podem
conversar de maneira que fazem a utilização de palavras chulas, gírias, há um
certo respeito por ambas as partes no momento em que estão situados nesse
tipo de ambiente. Agora se os mesmos amigos estão numa confraternização,
estão num bar, nada os impede de se tratarem de uma maneira em que eles se
apelidem, por exemplo.

Charaudeau também fala do discurso político, ele a chama de “jogo de


máscaras”. Esse jogo é concebido pelo candidato (sujeito que enuncia) afim de
“seduzir” seu eleitor. O enunciador “cria” várias formas (máscaras) para trazer
seu ouvinte para si, ao longo do texto na parte em que o discurso político é
destacado, Charaudeau aborda esse contexto. Silva (2013) destaca que dentro
do discurso político a linguagem opera várias funções, são elas: “os objetivos
políticos são alcançados, os responsáveis pelas tomadas de decisões são
indicados, as ações são planejadas e os meios a serem empregados são
escolhidos”. Ainda com discurso político, Charaudeau também fala dos lugares
onde ele é produzido, são três: “lugar de governança, lugar de opinião e lugar de
mediação”.

Finalizando o contexto do discurso político, Charaudeau destaca algumas


estratégias discursivas utilizadas pelos políticos, são elas: “ethos, pathos e
logos”. Com relação a ethos, ela tem a ver com a construção que o candidato
faz de si. Ao falar com seus eleitores é mostrada uma imagem de uma pessoa
alegre, boa, que ouve o povo, que está atenta aos anseios da sociedade, essa
estratégia política é chamada de ethos. Pathos teu seu sentido diferente de
ethos, a semelhança é que ambas são utilizadas para seduzir o candidato,
pathos é quando o político mexe com o sentimento de seu ouvinte afim de
conquista-lo, dependendo da circunstância o enunciador pode produzir uma
emoção no seu eleitor. Já foi falado da imagem “boa” que o político gera de si,
do sentimento que ele cria no seu eleitor (ethos e Pathos), mas não fica só por
ai, o candidato tem o poder de argumentar com seu ouvinte, de seduzi-lo por
palavras, falar algo que vá de encontro com o desejo do eleitor, isso é chamado
de logos.

CONSIDERAÇÕES

Falar de discurso não é somente tratar do diálogo entre duas pessoas, por
exemplo. A AD analisa várias formas de comunicação, a que foi mostrada acima
tratou de referenciar o discurso político e a várias vertentes que ela possui.
Sendo assim, é vasto o material de estudo da análise do discurso.

REFERÊNCIA
OLIVEIRA, L.A. Estudos do Discurso: Perspectivas teóricas. 1. ed. São Paulo:
Parábola Editorial, 2013.