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TÓPICOS SOBRE HISTÓRIA DAS MULHERES

As raízes que remontam a história do feminismo na humanidade podem ser


desenterradas desde tempos antigos, como a Grécia. O movimento estruturado e
intencionalmente desenvolvido, por outro lado, é considerado mais recente, sendo
definido como três ondas iniciadas na modernidade. O Feminismo não deve ser
confundido com termos como femismo (uma reversão do machismo, onde se pregaria a
superioridade feminista) ou feminazi, que são termos que servem para deslegitimar o
movimento.
O Feminismo acima de tudo busca igualdade jurídica, de direitos e a forma de
serem tratadas na sociedade (exemplo igualdade salarial e respeito na atualidade, ou
direito ao voto, como no século XX).
1º Onda (1830-1950): Marcado muito inicialmente por debates e discussões
associadas a valores econômicos, sociais e reprodutivos. Esse momento seria a ponta de
mudanças intelectuais que levariam a segunda e terceira onda. Mudanças como direito a
voto, possibilidade de trabalhar e viver sozinhas sem precisar de permissões de membros
masculinos da família ocorreu na maior parte do mundo ocidental.
2º Onda (1950-1980): Após a Segunda Guerra e a própria mudança de
mentalidade a partir dos anos 50, as coisas se tornaram mais tensas e tênues na cultura.
Os anos 60 vistos como um ponto de virada, onde direitos a escolha sexual e a própria
questão reprodutiva estavam em pauta. A segunda onda se mistura com diversos
movimentos sociais e culturais do período, marcado por grandes exibições e
manifestações. Nesse período começa a distinção entre sexo e gênero, sendo que aquele
passa a ser entendido como uma característica biológica; e este, como uma construção
social, um conjunto de características e de papéis imposto à pessoa dependendo de seu
sexo (espera-se que a mulher seja recatada e os homens não demonstrem emoções, por
exemplo).
3º Onda (1980 aos dias atuais): O feminismo entra nas redes de comunicação
(revistas, jornais, televisão e na internet), denunciando questões como estupro, abusos e
problemas econômicos e sociais, relacionando as transformações sociais e as
permanências. A terceira onda é bem dissolvida em termos de conjuntos de ideias ou
teorias. Alguns grupos estão mais focadas em destruir narrativas de vitimização que
ocorriam nas primeiras ondas, outras denunciam preconceitos relacionados às diferenças
salariais, ou a defesa dos direitos reprodutivos como o aborto ou a percepção dos
transexuais no movimento.

A partir disso podemos nos questionar dentro do feminismo. Como qualquer


movimento social, possui divergências e rachas, exemplos não faltam, como a
divergência entre a própria esquerda (revolucionária e progressista), direita
(conservadores econômicos e sociais ou só conservadores econômicos), racial (alguns
atribuem o racismo somente uma relação de causa e efeito entre brancos e negros, mas
em relação a outros grupos raciais tratam como xenofobia), e por ai vai.
No movimento feminista uma das principais causas é a relação entre a participação
dos homens dentro do movimento (algumas não aceitam, restringindo o movimento como
uma luta somente feminina e outra que acha fundamental a participação masculina) e a
própria participação de transexuais e transgêneros (nasceu homem, mas ao sentirem-se
pertencentes ao sexo oposto, não seriam verdadeiramente mulheres por nascerem com
órgãos reprodutores masculinos). O feminismo no geral entende e aceita a participação
de homens importante, mas a diferença é o lugar de fala, que é nada mais que alguns
assuntos são mais restrito às mulheres (sexualidade e direito de reprodução, no caso o
aborto).
As feministas, ao falarem dos direitos das mulheres, precisam ser desqualificadas
enquanto mulheres. Logo, são chamadas de lésbicas, feias, mal-amadas, pois são coisas
que as desqualificam na cultura machista, que naturalmente entende que a mulher deve
ser submissa e entendida como parte de uma relação que percebe o homem como parte
principal da relação.
As mulheres também estão dentro dessa estrutura machista e crescem acreditando
que essa é a realidade, e que as coisas serem como parte da natureza. É uma questão de
desconstruir essas crenças. Por isso que muitas mulheres percebem com ressalvas o
movimento feminista. Claro, que por vezes, é mais fácil desconstruir nas mulheres
porque não é difícil achar nas vidas delas um momento em que o machismo lhes tirou
alguma coisa.
A questão das músicas tem a ver com a resistência que a cultura machista faz em
relação ao feminismo. Virilizar essas músicas é um jeito de tornar as garotas que não
cantam as "chatas da balada", aí acaba se propagando o "é só uma brincadeira", "não leva
tudo tão a sério". Assim, como as mulheres resistem às opressões, as opressões resistem a
serem desconstruídas.
O sexismo é uma maneira de perpetuar no mundo determinadas diferenças que, de
fato, são menos importantes em si mesmas, mas são importantes enquanto mantém o
mundo estruturado da forma que está. Dizer que meninos são fortes e inteligentes e dizer
que as meninas devem temê-los, respeitá-los e obedecê-los, e mais: que precisam deles
para ser bem sucedidas. Incentivar as meninas a serem bonitas educadas e delicadas, é
ensinar que elas só serão bem aceitas enquanto agradarem, obedecerem e forem frágeis
para serem dominadas. São coisas que se completam e estão tão arraigadas que a gente
nem percebe mais que não são naturais.

Literatura Sugerida
Susan Faludi - Backlash
Minha História das Mulheres da Michelle Perrot.
O Sejamos todos feministas- Chimamanda Adiche
Feminismo para todos- Marcia Tiburi
Biblioteca Feminista - http://biblioteca-feminista.blogspot.com/