Вы находитесь на странице: 1из 14

Apostila do Redivo

Temas:

- A Fotometragem Voltada ao Sistema Zonal


- A Iluminação na Fotografia
- O Retrato
- Noções Básicas de Iluminação para Retrato
- Revelando seu Negativo – P&B
- Fazendo sua Cópia de Contato – P&B
- Ampliando suas Fotografias – P&B

Orleans, 08 de agosto de 2007

1
Introdução

Caros colegas e amigos, como sabem não sou professor de fotografia, porém ao
longo dos anos e dos cursos que fiz, acumulei algum conhecimento que com o maior
prazer venho compartilhar com vocês nesta data.
Como também não sou um escritor esta apostila poderá conter erros de concordância
além de outros, mas a principal intenção foi a de poder orientar vocês a entrarem no
mundo da fotometragem tendo como base o sistema zonal, alguma orientação sobre
a iluminação para retratos bem como o processo de revelação do negativo, a
produção de cópias de contato e a ampliação em si.
São noções, pontos de partida que acredito, irá ajudá-los a encontrar o seu próprio
caminho, assim com fez comigo o meu mestre Eduardo Castanho, a quem agradeço
e parte dos conhecimentos que ele me transmitiu hoje compartilho com vocês.
O primeiro ensinamento dele para mim em fotografia foi o conceito de que “less is
more”, esse conceito eu tento sempre fazer valer em todas as minhas atividades, até
fora da fotografia, mas aplicada a ela, é uma verdade, menos é mais, mais
objetividade e menos firula, seja em enquadramento, iluminação, concepção ou
qualquer outra aplicação, essa é a máxima real.
“Nós ensinamos melhor aquilo que mais precisamos aprender” – Richard Bach

É proibida a reprodução de trechos ou íntegra dessa apostila sem autorização do autor.

2
A Fotometragem Voltada ao Sistema Zonal

O sistema zonal foi desenvolvido pelo fotografo de paisagens Ansel Adams no início
da década de 40.
Foi um sistema criado por ele com vistas a pré-visualizar o resultado final fotográfico
obtido através da fotometragem da luz refletida pelo objeto ou cena.
Existem dois tipos básicos de fotômetro, o de luz incidente, que usa a lumisfera
leitosa para difundir a luz e fazer uma leitura média da mesma e o de luz refletida, e
esse é o tipo de fotômetro utilizado para efetuar as leituras com vistas ao uso do
sistema zonal.
Esse fotômetro pode ser o de mão, com ângulo de cobertura de 1º (spot) ou então
com regulagem entre 1º e 4º, ou mesmo de câmeras fotográficas, certos modelos de
câmeras já podem fazer esse tipo de leitura seletiva de até 1º.
Com base nesse sistema, podemos classificar o resultado da leitura e sua
interpretação em 11 zonas, onde partiríamos da zona 0, preto absoluto com total
ausência de texturas até a zona X que seria então o branco absoluto com total
ausência de texturas, o preto liso e o branco liso.
Nesse meio, teríamos então, outras 09 zonas, onde no meio dessa escala estaria
situada a Zona V, ou seja, o famoso cinza a 18% e que os fotômetros de luz refletida
estão já calibrados para interpretar, onde em escala descendente iríamos de zona em
zona ,fechando de diafragma em diafragma ou stop em stop, rumo a zona 0, ou seja,
escurecendo gradativamente até chegar ao preto absoluto e em sentido contrário,
ascendente, iríamos abrindo de stop em stop, gradativamente clareando e indo ao
encontro a zona X, branco absoluto.
Com base nos dados fornecidos pelo criador deste sistema em seu livro “O Negativo”
estarei colocando uma tabela demonstrativa para dar base a compreensão de quais
elementos estão em qual zona:

Zona 0 - Preto total da cópia, sem nenhuma informação útil;


Zona I - Limiar efetivo. Primeiro passo acima do preto total, com leve tonalidade
porem sem textura nenhuma;
Zona II - Primeira noção de textura, tonalidades profundas que representam a parte
mais escura da imagem na qual há alguns detalhes;
Zona III - Materiais escuros com presença de texturas, ex: couro que reveste
câmeras fotográficas;
Zona IV - Sombras médias de folhagens, pedras e paisagens escuras, área de
sombras em pele de pessoas claras;
Zona V - Cinza médio a 18% de reflexão; ex: pele de pessoa negra, céu azul
setentorial, pedra cinza, madeira gasta;
Zona VI - Tom de pele de pessoas brancas sob céu difuso ou luz artificial; ex: Pedra
clara, sombras na neve em paisagens ensolaradas;
Zona VII - Pele muito clara, objetos cinza claro, neve com forte iluminação lateral,
plena presença de texturas;
Zona VIII - Branco com sensação de textura e tons delicados, neve com textura, altas
luzes na pele de pessoas claras;
Zona IX - Branco sem textura próximo ao branco puro,quase indistinguível da zona X;
Zona X - Branco puríssimo, brilhos especulares em cromados;

3
O sistema zonal pode ser aplicado também nos negativos coloridos, cromos, nesse
caso então a passagem de zona para zona ao invés de ser de um em um ponto de
diafragma seria de meio em meio ponto, pois o filme cromo tem menor latitude e a
faixa tonal é mais estreita.
Pode-se também utilizar os princípios do sistema zonal na fotografia digital sem
problema algum, basta ter em mente o tom de cinza da Zonal V, onde se baseia a
leitura de luz refletida obtida pelos fotômetros das câmeras e de mão, e com base
nesse tom de cinza abrir ou fechar o diafragma a fim de obter uma tonalidade mais
fiel a luminosidade natural do objeto/assunto fotografado.
Com base nessa interpretação poder-se-á deixar a tonalidade um verde mais claro ou
escuro, exemplo, verde de gramado, deixando em Zonal V ou de copa de arvores
com folhagens mais escuras, baixando para zona IV, caso seja uma grama verde
clara, subindo um ponto para Zona VI.
Eu particularmente costumo usar o 1/2 (meio) ponto para obter uma representação
mais exata, tanto em fotografia digital como em P&B.
O que temos que ter sempre em mente é de que independente da cor ou tonalidade
para onde apontamos o fotômetro ele sempre lerá Zona V, sempre lhe indicará o
cinza médio a 18%, tanto faz se é uma toalha branca ou preta, ele lhe informará que
é cinza a 18%, então, para colocar este objeto ou assunto na tonalidade
interpretativamente certa, dever-se-á abrir ou fechar o diafragma um ou mais pontos
até onde a interpretação esteja corretamente alinhada com a tonalidade do assunto
fotografado, a não ser que por decisão do fotografo, seja de sub ou super-expôr
certas áreas ou área do assunto fotografado tendo em vista alguma idéia pré-
concebida do autor da foto, seja com vistas ao uso da criatividade ou mesmo de um
efeito desejado pelo mesmo.
Outro detalhe de suma importância é a escolha correta da área de amostragem ao
fotometrar para a correta interpretação, afinal esta é a chave do sistema zonal, a
interpretação.
Ao escolhermos a área de amostragem temos sempre que ter em mente que o
fotômetro nos indicará o famoso cinza a 18%, portanto teremos que fazer a correta
interpretação da leitura para chegarmos ao resultado esperado, essa tonalidade da
Zona V deverá estar conosco para comparação mentalmente ou então, pelo menos
no princípio poderemos levar um pedaço de uns 10x15 cm de um cartão cinza a 18%,
a Kodak disponibiliza estes cartões para venda, e que devem ser encontrados nas
lojas do ramo, principalmente em São Paulo, para que façamos um comparativo
visual, e que posteriormente poderá ser deixado em casa na medida em que nos
familiarizamos com esse processo de leitura e interpretação.
Outro fator que devemos lembrar é de que a área onde temos a plena representação
de texturas fica compreendida entre a Zona III e Zona VII, ou seja, cinco zonas ou
stops, duas acima e duas abaixo da leitura indicada pela Zona V.
Ao efetuarmos a medição da leitura, nunca devemos nos aproximar em excesso do
objeto ou assunto para que eventualmente não projetemos sombra e que venha a
prejudicar e medição.
Temos que tomar muito cuidado com o fotômetro spot à 1º, a área de leitura é
pequena e muito precisa, e, lembrem-se, a escolha da área de amostragem é
fundamental, eu, particularmente uso muito a área de 1º para objetos mais distantes
ou onde eu queira uma leitura muito precisa, ou então, de acordo com a distância e
assunto eu vario a área de leitura entre 1º e 4º, adequando ao que eu julgar
necessário para obter uma boa amostragem e fazer uma boa interpretação.

4
A Iluminação Na Fotografia
Para mim a fotografia se baseia na existência de dois elementos: Luz e sombra.
Através desses dois elementos podemos criar todos os tipos de fotografias possíveis,
acrescentando equilíbrio, dramaticidade, suavidade, delicadeza, etc.
Existem luzes diretas e cortantes mais contrastadas e luzes mais suaves, difusas.
A melhor maneira de aguçar a nossa sensibilidade para perceber a luz, é, sem duvida
a observação dos efeitos proporcionados por esta em objetos que nos circundam,
seja observando a luz que entra pela janela do nosso quarto, o efeito que ela provoca
em uma mesma cenas nos diferentes horários do dia, ou mesmo a ação da luz nas
pessoas, praças , objetos que encontramos na rua.
Outra boa forma de aprender a observar a iluminação é nos detendo durante algum
tempo em frente a obras ou fotografias das obras dos grandes pintores, geralmente
dos anos 1600 a 1900, observem como eles pintavam e imprimiam às suas pinturas a
noção de perspectiva, tridimensionalidade, como empregavam a luz e a sombra.
Outra boa fonte será assistindo a filmes antigos em P&B, filmes clássicos de diretores
premiados, analisem como era feita a iluminação do set, dos atores das luzes
hierarquicamente colocadas, luz principal, enchimento, recorte, de fundo, luz de
cabelo, contraluz, essa observação com certeza nos enriquecerá e esse aprendizado
se aplicará até mesmo inconscientemente em nossas fotografias.
Ao iluminarmos uma pessoa para um retrato ou produto, temos que levar em
consideração o que os nossos olhos estão acostumados a ver e o nosso cérebro a
interpretar.
A primeira noção é de que nunca vemos a o sol vindo de baixo para cima, sempre no
sentido inverso, até atingir a linha do horizonte, portanto a luz deve seguir esse
padrão, o mesmo se aplica a fotografia de interiores, pois a iluminação é provida por
luminárias no teto e quando no máximo por abajures à meia altura, fugindo desse
contesto devemos tomar muito cuidado para não incorrermos em erros de iluminação
que tornarão o resultado final na fotografia como sendo algo falso.
Atendo-nos ao retrato, e, acredito as demais situações fotográficas, temos um padrão
a seguir, que seria:
1º - Luz principal, essa pode ser a luz vinda do sol, fornecida por este ou então por
iluminação artificial, seja esta obtida através de flashes ou de luz contínua;
2º - Luz de enchimento, essa pode ser feita por rebatedor (desses dobráveis à venda
em casa especializadas com um lado branco e outro prata, dourado ou misto, mas
vale qualquer superfície refletora branca, isopor, cartolina e o que estiver à mão no
momento da fotografia) ou então por uma fonte de luz mais suave que a luz principal;
3º - Luzes de efeito, nesse caso podem ser diversas as intenções de uso, iluminar o
fundo, detalhe deste, criar uma luz de recorte, iluminar o cabelo ou até mesmo
contraluz, vários são os efeitos possíveis e pretendidos com esse terceiro item na
hierarquia das luzes.
Com a temperatura das luzes podemos, em fotos coloridas, criar certas atmosferas,
com uma luz fria, meio azulada criar o efeito do amanhecer enevoado ou então com
uma luz mais quente, amarelada, criar o efeito de um entardecer.
Levando-se em consideração que a luz do dia fica na faixa dos 5.500ºK, abaixo desse
numero as luzes tendem a aquecer, a luz de filmagem alógena tem na faixa de 3.800º
K e acima tendem a esfriar um pouco.
Esses efeitos hoje podem ser facilmente simulados, corrigidos, adicionados ou
subtraídos através dos recursos hoje disponíveis, principalmente através do
Photoshop.

5
O Retrato

Como mencionado anteriormente, podemos aprender muito sobre retratos


observando as obras dos pintores dos séculos 16 a 19, nos quesitos iluminação,
pose, ângulos, harmonia e formas dentre outros.
É uma maneira riquíssima de acrescentarmos conhecimento ao nosso banco de
dados maior, o cérebro, e é muito belo verificarmos como os mestres da pintura
trabalhavam as questões pertinentes ao retrato/retratado.
Geralmente ao fotografarmos alguém, devemos com antecedência conhecê-lo a fim
de poder fazer um breve estudo de sua personalidade, características, inserção num
contexto ou ambiente, criar uma sintonia com o retratado a fim de poder conceber
melhor a fotografia e também na iluminação da mesma para ressaltar os traços
característicos do mesmo.
Nesse caso a hierarquia das fontes de luz deve permanecer mais que nunca sempre
tendo em vista ressaltar as características do fotografado bem como a sua
ambientação ou não.
Como a fotografia é submetida à interpretação pessoal do fotógrafo, esse dará as
particularidades que imprimirá o resultado final desejado e antevisto por ele.
Acredito que o retrato é definido pela inteiração do fotografo/fotografado/ambiente e é
sempre muito particular, essa na verdade eu acho a verdadeira magia da fotografia, a
individualidade de percepção.
Se colocarmos 05 fotógrafos para fotografar uma mesma pessoa, num mesmo local
dando o mesmo equipamento de iluminação, certamente teremos 05 resultados
diferentes, não essencialmente melhores uns do que outros, mas uns que nos
agradem mais e outros menos, de acordo com a nossa visão do que vem a ser um
bom retrato.
O retrato em si compreende como base uma fotografia do tipo cabeça e ombros, esse
seria o retrato que considero clássico, porém há outras variantes.
Em retratos ambientados, temos que ter bastante cuidado com o que utilizamos como
elementos de fundo, pois ajuda a definir a personalidade do fotografado bem como
sua profissão e preferências, a correta escolha do fundo ajudar a “ilustrar” o retratado.
Outro tipo de retrato seria o em close-up, esse evidencia bem os detalhes e atenção
do e ao retratado, portanto deverão ser tomados maiores cuidados na composição,
ângulo e iluminação.
É bastante interessante observar retratos feitos pelos grandes mestres como Cartier
Bresson, Robert Mapelthorpe, Helmut Newton, Patrick Demarchelier, Richard Avedon,
Peter Lindbergh, dentre outros.
A escolha da lente certa é crucial, para retratos tradicionais de cabeça e ombro, e
também em close-up, a escolha recairia entre meia tele e tele objetiva, de 85 a 105
mm para evitar o efeito de compressão nas feições do retratado, a não ser que essa
seja a intenção do fotógrafo, bem como se deve evitar o uso da lente grande-angular,
pois provocaria distorções excessivas, mas mais uma vez lembrando, essa pode ser
a intenção do fotografo, para retratos ambientados o ideal seria entre uma grande-
angular moderada, 35mm, em ocasiões bastante especificas uma 28 mm, a mais
indicada, dependendo do espaço, é uma lente normal, a boa e velha 50 mm.

6
Noções Básicas de Iluminação para Retrato

Estarei aqui me referindo a iluminação para retratos “clássicos”, mas que como
poderão observar em fotografias publicadas em livros ou revistas, é a base para uma
boa iluminação para retratos.
Ao retratarmos uma pessoa, temos que tomar alguns cuidados, pois poderão
evidenciar ou suprimir detalhes relevantes sobre o fotografado, acredito que
variações são possíveis, sempre tendo em mente estas “regrinhas” básicas que
destaco a seguir:
- A luz deve estar do nível dos olhos ou levemente acima, se estiver muito alta
enfatiza o volume da cabeça, ou seja, se o seu retratado tiver a cabeça um pouco
avantajada, procure deixar a iluminação no nível dos olhos e se tiver a cabeça
pequena e quiser equilibrar use a iluminação vinda mais de cima;
- Se o retratado tiver um rosto muito redondo, procure iluminar mais lateralmente, isso
afinará o rosto e também erga ligeiramente a fonte de luz para um ponto um pouco
mais alto que a linha dos olhos;
- Se o retratado tiver o rosto muito fino, use uma iluminação mais frontal e mais baixa,
sempre lembrando que não deve ficar abaixo do nível dos olhos, assim você estará o
deixando levemente mais arredondado;
- A luz principal deverá iluminar aos dois olhos provocando uma sombra muito suave
proveniente do nariz, a luz deverá passar pelo cepto nasal;
- A luz principal, em pessoas com problemas de pele ou de idade mais avançada
deverá ter uma diferença de no máximo meio ponto para a luz de preenchimento ou
segunda luz;
- A câmera deverá estar colocada ao nível dos olhos do retratado, ou levemente
acima, mas tomando cuidado para não criar ou evidenciar linhas de desequilíbrio
harmônico no rosto do mesmo;
- Evite deixar que as duas orelhas apareçam com a mesma proporção no retrato;
- E evite poses frontais parecendo 3x4, coloque o retratado em posição angular em
relação à câmera;
- Para retrato de mulheres procure utilizar uma sombrinha rebatedora branca, soft box
ou hazy light a fim de obter uma luz mais difusa dessa forma suavizando os traços de
rosto da pessoa retratada;
- Para retratos de homem já acredito que devamos utilizar uma sombrinha rebatedora
prata, a iluminação será mais dura, evidenciando os traços masculinos;
- Em retratos ambientados aconselho o uso de uma sombrinha rebatedora branca ou
então luz rebatida no teto ou paredes a fim de criar uma iluminação mais difusa, com
pouca sombra e de forma que o fundo não fique muito escuro, quase que equilibrado
com a iluminação do retratado;
- Tem-se que tomar algum cuidado com relação a retratos em contraluz, devemos
abrir a lente em cerca de meio ponto a mais que o indicado pelo fotômetro, outro
esmero que temos que ter nos retratos em contraluz é com a orelha, poderá criar um
efeito “engraçado”, devemos então girar o rosto do fotografado para evidenciar menos
a orelha, outra alternativa seria o reposicionamento da câmera;

7
Revelando o seu Negativo

Para revelar o seu negativo você precisará basicamente de um tanque plástico ou de


aço inox, próprios para esse fim e suas espirais onde serão inseridos os filmes a
serem revelados.
Esse processo tem que ser feito na total escuridão, para tanto aconselho a antes de
proceder a esta etapa, praticar um pouco no claro usando um filme velho ou mesmo
comprando um filme barato, a fim de ir se familiarizando com o procedimento e
evitando erros ao colocar aquele filme que você caprichou tanto ao fotografar na
espiral.
Como reveladores universais eu recomendaria o tradicional D 76 da Kodak ou o ID 11
da Ilford, e como revelador de grão fino o Microdol X da Kodak ou o Microphen da
Ilford, estes são em forma de pó e precisam ser diluídos para formar a solução de
estoque e posteriormente a de trabalho, as instruções estão estampadas nos
envelopes ou caixas.
O interruptor é feito com ácido acético glacial à razão de 280 ml de ácido acético
glacial diluído em 720 ml de água para fazer a solução de estoque e depois diluído à
razão de 50 ml da solução de estoque em 950 ml de água para fazermos a solução
de trabalho, esse produto pode ser encontrado ou encomendado em grandes
farmácias e também em farmácias de manipulação.
O fixador é pode ser encontrado na forma líquida como o Polymax T da Kodak e o
Ilford Rapid Fixer, que são mais fáceis de utilizar, é só diluir em água, ou então em
pó, como o F 5 da Kodak, as informações da diluição de acordo com o fim utilizado,
se para negativos ou papel vem impresso nos frascos ou envelopes.
No caso específico do fixador para negativos dá para re-utilizar os mesmos por
algumas vezes, para efetuar um teste de vida útil do fixador, recorte a ponta de um
filme, pode ser a ponta guia do filme que você irá revelar e mergulhe no fixador
segurando pela ponta, agite suavemente, se a tira levar mais que 1:30 minuto para
clarear o fixador deverá ser substituído por um novo.
Durante o processo de lavagem do negativo é interessante interromper com um
eliminador de Hypo ou auxiliar de lavagem, que é preparado com base em Sulfito de
Sódio, a razão da diluição é de 1kg de Sulfito de Sódio para 10 litros de água a fim de
preparar a solução de estoque, a solução de trabalho é conseguida através da
mistura da solução de estoque com água na proporção de 1 parte da solução de
estoque para 4 partes de água.
Após o processo de lavagem estar completo, deve-se antes de por para secar,
submergir o filme em uma solução chamada Photo Flo da Kodak, a fim de evitar que
fiquem manchas de secagem no filme, a diluição é de 1 parte de Photo Flo para 200
partes de água, como exemplo: 5ml de Photo Flo diluído em 1000 ml de água.
Instruções mais detalhadas vêm logo a seguir, na página 09, em um guia básico que
fiz para facilitar todo o processo, contendo também as diluições.
Providenciei também uma tabela contendo os tempos de revelação dos filmes
comumente encontrados em lojas do ramo, bem como uma orientação sobre o
processo de push do filme, ou seja, de puxada do ISO dos filmes, em um, dois e três
pontos, com exemplo um filme ISO 400 puxado em um ponto, vai de 400 para 800
ISO, em dois pontos de 400 para 1600 ISO e em 03 pontos de 400 para 3200 ISO.

8
Guia para Revelação de Filmes Preto & Branco

1 - Colocar o filme na espiral e no tanque de revelação, esta etapa deve ser feita em
um quarto escuro, as demais etapas podem ser feitas em local claro;

2 - Completar o tanque com água a 20 ºC, dar uma batida no fundo para as bolhas de
ar que por ventura estiverem aderidas ao negativo subirem,
Lavar por 3 minutos com agitação constante no primeiro 1 minuto e depois agitando a
razão de 06 inversões a cada 30 segundos, escoar;

3 - Revelar a 20 ºC, agitação constante durante o primeiro minuto, depois:


- Para negativos expostos em dia de sol forte, agitar a 03 (dentro de 10 seg.)
inversões por minuto;
- Para negativos expostos em dias de sol na sombra, agitar a 06 (dentro de 10 seg.)
inversões por minuto;
- Para negativos expostos em dias nublados, agitar a 06 (dentro de 5 seg.)
inversões a cada 30 segundos.

4 - Interromper com ácido acético glacial diluído, 20 ºC por 1 minuto com agitação
constante;
- Solução de Estoque - 280 ml de Ácido Acético Glacial diluído em 720 ml de água;
- Solução de Trabalho - 50 ml da solução de estoque diluído em 950 ml de água.

5 - Fixar a 20 ºC durante o dobro do tempo que a tira de teste levar para clarear, no
caso deste tempo ser superior a 1:30 min. substituir o fixador usado por novo
Agitação constante no primeiro minuto e depois agitar por 10 segundos a cada minuto
de fixação.

6 - Lavar por 5 min. em água corrente entre 18 e 24 ºC e escoar;

7 - Interromper com eliminador de Hypo por 2 minutos a 20 ºC, agitação constante;


- Solução de Estoque - 1 kg de Sulfito de Sódio diluído em 10 litros de água;
- Solução de Trabalho - 1 parte de Solução de Hypo de estoque para 4 partes de
água.

8 - Colocar para lavar novamente por 20 minutos em água corrente entre 18 e 24 ºC,
escoar;

9 - Colocar o filme lavado durante 30/40 segundos em Photo Flo agitando


suavemente e pendurar para a secagem em local livre de poeira.

9
Análise da Revelação do Negativo

Ao analisar as letras das bordas do negativo, observar:

1 - Letras pretas, bem definidas sem borrar, negativo revelado adequadamente;


2 - Letras pretas porem borradas, negativo super revelado;
3 - Letras cinza, negativo sub-revelado;

OBS: O quanto estiver acinzentado, ou sem densidade será a indicação do


percentual de sub-revelação.

Tabela Para Revelação de Filmes Preto e Branco

Processo Manual em Tanque Pequeno

REVELADOR
FILME / FABRICANTE ISO TEMPERATURA MINUTOS

Ilford Pan F Plus 50 D 76 1 + 1 20 º C 10:30


25 Micr.X 1 + 3 20 º C 15:00
Ilford FP 4 Plus 125 D 76 1 + 1 20 º C 11:00
125 D 76 1 + 3 20 º C 16:00
50 Micr.X 1 + 3 20 º C 17:00
Kodak Plus X 125 D 76 1 + 1 20 º C 8:30
Kodak Tri X 400 D 76 1 + 1 20 º C 10:00
Fuji ACROS 100 D 76 1 + 1 20 º C 10:30
Fixar de 02 a 05 minutos com temperatura entre 18 e 24 º

Processo de Push

- 1 Ponto : Acrescer em 40% o tempo de revelação recomendado


- 2 Pontos: Acrescer mais 30% ao tempo de revelação da 1a. dobra
- 3 Pontos: Acrescer mais 30% ao tempo de revelação da 2a. dobra

10
Fazendo a Cópia de Contato

Ao contrário do que possamos imaginar, pelo menos para fazermos nossa cópia de
contato, não é necessário um ampliador, e podemos, com alguns cuidados até fazê-la
na cozinha, as patroas ficarão possessas, mas da para convencê-las.
Precisaremos de um ampliador ou uma luminária com lâmpada de uns 40 watts,
papel fotográfico tamanho 24 x 30 cm, base de no mínimo 24x30 cm para servir como
suporte para o papel/print/vidro, vidro com 3 mm de espessura medindo 24 x 30 cm,
folhas para arquivamento tipo Print File, que são indicadas para armazenar os
negativos em pasta tipo arquivo e também 03 banheiras retangulares de no mínimo
24 x 30 cm daquelas que se encontra no R$ 1,99 e uma jarra graduada para pelo
menos um litro, os químicos, revelador, interruptor e fixador e a tradicional lâmpada
vermelha, pode ser uma daquelas de 15 watts usada para enfeite de árvores
natalinas, mas se você possui uma lanterna de segurança própria com filtro âmbar
um tanto melhor, mas aqui estou tentando simplificar ao máximo para viabilizar esse
processo em casa.
Vamos lá, primeiro apague a luz do recinto, deixe a luz de segurança acesa disponha
a base sob o ampliador de forma que receba a luz por inteira ou então verifique se a
luminária projeta luz sobre toda a base uniformemente, então, somente com a luz de
segurança acesa disponha sobre a base uma tira de papel fotográfico com o lado da
emulsão voltado para cima, depois a folha de print file contendo os negativos e por
cima desta o vidro.
Logo em seguida acenda a luz do ampliador ou luminária por uns 03 segundos,
apague e revele a tira de testes, instruções no próximo tópico, o objetivo é determinar
o tempo de exposição necessário para uma boa cópia por contato.
Caso a tira de teste não tenha ficado com a borda do negativo com preto máximo, a
borda é onde estão localizados a logomarca do fabricante e também a numeração
das poses, volte a repetir o mesmo procedimento sempre aumentando de dois em ou
três em três segundos até a obtenção do tempo ideal de exposição.
Encontrando esse tempo ideal, anote então a altura da coluna do ampliador ou
localização da luminária, bem como o tempo de exposição que a fim de obter um
ponto de partida para futuras cópias que você vier a fazer.

Revelando a Prova de Contato

Ordenação das banheiras contendo químicos: 1ª. com revelador, 2ª. com interruptor e
3ª. com fixador, poderá haver necessidade de uma 4ª. banheira maior com sifão para
que se lave o papel contendo o contato/ampliação.
Você precisará de revelador para papéis, poderá ser o Polymax T da Kokak, este já
vem em forma líquida bastando adicionar a água, ou em forma de pó, como o D-72
ou Dektol da Kodak ou então o Bromophen da Ilford, estes terão que ser diluídos de
acordo com as instruções contidas nos envelopes ou caixas, armazenados em
garrafas apropriadas e a partir dai misturados à água para a preparação da solução
de trabalho.
O interruptor é preparado com tendo como base ácido acético glacial, a diluição é a
mesma feita para os negativos, ou seja, 280 ml de ácido acético glacial adicionados a
720 ml de água para solução de estoque depois dilua 50 ml da solução de estoque
em 950 ml de água para a solução de trabalho.

11
O fixador é o mesmo utilizado para a fixação dos negativos, só que mais diluídos.
Este poderá ser o Polymax T da Kodak, ou o Ilford Rapid Fixer que são líquidos, de
fácil preparação, é só adicionar a água na proporção correta, ou então os fixadores
em pó F 5 da Kokak, a maneira de preparo e utilização vem impressas nos frascos,
envelopes ou caixas dos mesmos.
O passo a passo para a revelação dos papéis fotográficos está descrito logo abaixo,
na página 13 e vale tanto para as tiras de teste, cópias de contato como para
ampliação final.

Ampliando Suas Fotografias

Os passos para ampliar suas fotografias, no tocante a revelação seriam os mesmos


que para revelar as cópias de contato, exceto a necessidade de um ampliador e mais
alguns itens que descrevo abaixo.
Para esta etapa, você precisará de um ampliador para 35 mm ou 35 mm e médio
formato ou de 35 mm até grandes formatos.
Existem diversas marcas no mercado, hoje com preços bastante acessíveis, além de
uma lupa de focalização, um marginador e de um timer para ampliador.
Procede-se da seguinte maneira:
Coloca-se o negativo escolhido no porta-negativos, o marginador sob o ampliador que
deverá estar com a lente indicada para o tamanho do negativo a ser ampliador, lente
50 mm se for para negativos 35 mm, 75 mm para negativos 4,5 x 6 cm, 80 mm para
negativos 6 x 6 cm, 90 mm para negativos 6x7 cm , 105 mm para negativos 6x9 cm
ou 150 mm para negativos 4x5”.
Acende-se lâmpada do ampliador projetando a imagem no marginador, esta imagem
deverá ser ampliada ou reduzida para ajustá-la ao tamanho da ampliação escolhida,
não esquecendo que se deverá deixar uma margem na ampliação de 1 cm cada lado
e do lado direito uma medida maior, de até 2,5 cm, é por onde será manuseada a
cópia a fim de prevenir manchas ou gorduras que poderiam ficar encima da imagem
devido ao manuseio.
Uma vez projetada a imagem, calibrada, partimos então para o ajuste do foco, para
esta etapa deverá se posto sob a lupa de ampliação um pedaço de papel medindo
uns 6 x 6 cm, e do mesmo tipo a ser usado na ampliação, ajusta-se no foco.
Apaga-se a luz do ampliador, fecha-se a lente do ampliador em 02 ou 03 pontos e
parte-se então para a confecção de uma tira de testes para determinar o tempo de
ampliação.
Calibra-se o timer para exposição de 5 segundos, cobre-se um terço de uma tira de
papel previamente colocada sob o ampliador e encima do marginador e dispara-se o
timer, mova a cobertura da tira de teste para dois terços da tira de teste e dispare
novamente o timer e por fim descubra totalmente a tira de teste e dispare o timer
novamente.
Revele a tira de papel como se fosse uma ampliação normal, todos esses passos
devem ser dados somente com a lanterna de segurança acesa, senão provocaria a
velatura do papel fotográfico.
Terminada a revelação da tira de testes, observe a imagem nela e verifique qual o
tempo de ampliação ficou o ideal, não esqueça que os tempos estarão invertidos,
pois o primeiro terço exposto estará agora com o tempo total de exposição, 15
segundos.

12
Caso a exposição tenha ficado acima ou abaixo do tempo ideal, repita a operação
calibrando o timer para tempos de ligeiramente maiores ou menores, até achar o
tempo correto para a ampliação.
Encontrado esse tempo, é partir para as ampliações sempre levando em
consideração que ao trocar de negativo deve-se fazer uma nova tira de testes para
evitar o desperdício de uma folha de papel inteira.
Para as tiras de teste você deve pegar uma folha inteira e dividir em tiras de 6 ou 8
cm de largura e as utiliza como base para encontrar os tempos para fazer as provas
de contato ou as ampliações.
Para compensar negativos sub ou super-expostos com filtros de ampliação, use as
dicas abaixo.

Processamento de Papéis Fibra (FB) e Resinados (RC)


1 – Papel Fibra: Revelar por 3 min. a 20 ºC, deixar escorrer até 30 segundos;
Papel Resinado: Revelar por 2 min. a 20ºC, deixar escorrer até15 segundos;
Agitação constante e suave;

2 – Papel Fibra: Interromper por 1 min. a 20 ºC


Papel Resinado: Interromper por 30 segundos a 20ºC
Agitação constante e suave;

3 – Papel Fibra: Fixar por 2 min. no 1º banho e mais 3 min. no 2º banho;


Papel Resinado: Fixar por 1 min. No 1º banho e mais 2 min. no 2º banho;
Agitação constante e suave;

4 – Papel Fibra: Lavar por 1 hora em água corrente


Papel Resinado: Lavar por 3 minutos em água corrente

5 - Retirar o excesso de água nos dois lados com um rodinho e colocar para secar.

Compensação dos Negativos com Filtros de Ampliação

Tendo o kit de filtros Ilford Multigrade como base.

1 - Negativos corretamente expostos, com boa densidade:


Filtro Ilford grau dois aqui considerado como normal ou ponto de partida

2 - Negativos super-revelados, super-expostos ou fotografado em luz muito


contrastada (dia de sol forte):
Baixar a filtragem até conseguir textura nos pretos e nas luzes.

3 - Negativos sub-revelados, sub-expostos ou fotografados em luz muito suave (dia


nublado):
Aumentar o fator do filtro até conseguir textura nos pretos e nas altas luzes.

13
Dicas de Ampliação

- Ao fazer a prova de contato em um ampliador, seria interessante já utilizar um filtro


de contraste de grau 2 ¹/² durante a exposição à luz.
Esse passo já é uma base para a escolha do filtro que será necessário para efetuar a
ampliação, se o contraste do fotograma escolhido estiver bom na folha de contato,
reduza em meio ponto o valor na ampliação, ou seja, utilize então o filtro grau 2 para
ampliar o fotograma escolhido.
De acordo com o contraste de seu negativo a opção de filtragem inicial pode variar
tendo como filtro de partida uma graduação maior ou menor que a sugerida acima.

- Não esquecer que existe um fator chamado dry down que é o escurecimento da
cópia após a secagem da ampliação, normalmente varia entre 5 e 15%, porém há
papéis que em que esse efeito pode chegar a casa dos 25%.
Se a cópia ainda úmida estiver bem exposta, ela ao secar ficará mais escura,
portanto temos que ter isso em mente ao efetuarmos a ampliação, sempre deixá-la
ligeiramente sub-exposta, a graduação ou percentagem dessa sub-exposição será
determinada pela sua observação do efeito dry down depois de seca uma ampliação
ou mesmo a tira de testes.

- Um procedimento altamente indicado é o uso de dois banhos de fixador ao efetuar


as ampliações finais.
Pega-se o banho de fixador utilizado para fazer as provas de contato e coloca-se na
1.a banheira, será denominado 1º banho e dilui-se uma solução nova colocando-se
na 2ª. banheira, denominada 2º banho.
Ao término da sessão de ampliação descarta-se o conteúdo do 1º banho e guarda-se
o conteúdo do 2º banho em um recipiente, na próxima sessão de ampliação esse 2º
banho armazenado vai para a 1ª. banheira passando a denominar-se 1º banho e
dilui-se uma nova solução de trabalho que passará a denominar-se 2º banho e assim
por diante, essa medida melhora o processo de fixação além de prolongar a vida útil
do 2º banho.

- A vida útil dos banhos de revelador, interruptor e fixador são de aproximadamente


25 folhas no tamanho 20 x 25 cm, ou área equivalente, verifique nas instruções
contidas no frasco ou envelope, após processar essa quantia de folhas é necessária
a substituição dos mesmos.
Caso tenha usado a solução de trabalho para uma quantidade inferior a sugerida pelo
fabricante, guarde a solução utilizada em frasco apropriado evitando ao máximo o
contato com o ar, pois acelera o processo de oxidação dos químicos, anote no frasco
a quantidade de folhas processadas e a data da diluição, nesse caso específico
aconselho o armazenamento somente do revelador e fixador, e mesmo assim não
armazenar por longos períodos.

- Caso você não disponha de um rodinho a fim de ajudar no processo de secagem da


cópia retirando o excesso de água dos dois lados do papel, utilize um daqueles
acessórios usados para limpeza de janelas onde há uma espuma de um lado e uma
tira de borracha do outro lado, nesse caso, remova a espuma e o cabo utilizando
somente o lado onde está a borracha, ou então pode-se utilizar um limpador de pára-
brisa de carro.

14