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POR UMA LÓGICA DO TRATAMENTO NA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ORIENTADA PELO SUJEITO

Esse trabalho é um produto construído a partir da experiência no curso de Residência


Multiprofissional em Saúde Mental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.
Dentre os campos de trabalho e aprendizados extraídos, o texto pretende recortar a
experiência em um CAPS II, localizado na cidade do Rio de Janeiro/RJ, articulando-o com os
estudos do campo da Atenção Psicossocial e da Psicanálise.
Por diversos momentos, especialmente no espaço das discussões de equipe, os
impasses do trabalho no CAPS encaminharam-se para debates acerca dos elementos mais
fundamentais da Atenção Psicossocial. Nesse âmbito, a complexidade dos casos, as
resistências inerentes, o desafio de construção de estratégias coletivas, pareceram convergir
para a formulação de uma pergunta sobre a lógica da Atenção Psicossocial.
Nas discussões de equipe, não raro surgiram questões acerca dos seguintes pontos: 1.
A quem se dirige um CAPS? Ou, qual é sua clientela? 2. Como se estrutura a direção de um
tratamento? e 3. O que é diagnóstico [na Atenção] Psicossocial?
Entendemos que concorrem para a abordagem das perguntas dois campos em
permanente tensão, a saber: um projeto institucional e a particularidade dos sujeitos tratados.
Problemas distintos, mas profundamente articulados que conferem todo o peso ao nome
Atenção Psicossocial. Nesse sentido, a proposta desse trabalho é pensar, a partir da
Psicanálise, uma lógica que, considerando essa tensão, permita fornecer, não uma resposta às
perguntas acima, mas um modo possível de formulá-las.
Propomos que o CAPS é responsável por sustentar uma razão diagnóstica (DUNKER,
2015). Isto é, um modo de reconhecer, nomear e de cifrar uma multiplicidade de fenômenos.
Pode-se pensar em diferentes modos de diagnosticar fenômenos do campo social e também
no campo da Atenção Psicossocial (Diagnóstica Psiquiátrica, Psicológica, Jurídica, Social crítica
etc). O advento particular dos CAPS está, por sua vez, historicamente relacionado com a
negação do campo que – há não muito tempo e por um período considerável – foi agenciado
pelo aparato psiquiátrico manicomial. No momento em que se depara com a necessidade de
sustentar seu campo de ação, sustentar uma diagnóstica própria, a Atenção Psicossocial
confronta-se com seus próprios impasses.
Partimos da hipótese de que cada impasse clínico-institucional está circunscrito,
principalmente, pelo que estamos chamando de modo de diagnosticar. Tal modo não é sem
efeitos, tendo em vista que um problema que não é pensável por determinada modalidade
diagnóstica não irá aparecer num campo determinado, já que considerar modos diagnósticos é
selecionar certos modos de simbolização da realidade. Em outras palavras, o que aparece num
determinado contexto será, na verdade, sempre retraduzido pela lógica mobilizada e instituída
quando se define a quem se dirige o tratamento, o quê se trata e como se trata.
Como dissemos, no contexto da atenção psicossocial surgem, com frequência,
problemas que põe em questão os princípios que fazem um discurso determinado funcionar.
Nosso propósito nesse artigo é sustentar a hipótese de que tais problemas tem como eixo
comum o que a psicanálise concebe como sujeito. Perguntamo-nos pela possibilidade de
formular uma lógica que