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Noam Chomsky – Linguagem e mente (Pensamentos atuais sobre antigos

problemas) – Ed. UnB – 1998 – Brasília – DF

O livro deriva-se do encontro de Chomsky no Brasil em 1996, onde o linguística


ministrou duas palestras em Brasília. O livro está divido em primeira e segunda parte.

Primeira parte

“A faculdade humana de linguagem parece ser uma verdadeira ‘propriedade da


espécie’, variando pouco entre as pessoas e sem um correlato significativo em qualquer
outra parte” (p.17).

“A linguagem humana parece estar biologicamente isolada em suas propriedades


essenciais e ser um desenvolvimento recente sob uma perspectiva evolucionista” (p.18).

A habilidade de usar signos lingüísticos para expressar pensamentos é a


verdadeira distinção entre o homem e o animal, ou a máquina (p.18).

“A faculdade de linguagem entra de modo crucial em cada um dos aspectos da


vida, do pensamento e da interação humanos”. Ela é a responsável pelos homens terem
uma história, uma diversidade e evolução complexa e rica, e sucesso biológico (no
sentido técnico).

“A linguagem humana se baseia numa propriedade elementar que também


parece ser uma propriedade biologicamente isolada: a propriedade da infinidade
discreta, manifestada na sua forma mais pura pelos números naturais 1, 2, 3,...” Mão
original da natureza. Princípios básicos são inerentes e limitados.

A faculdade da linguagem é um “órgão da linguagem” pois é algo que não pode


ser removido do corpo. “É um subsistema de uma estrutura mais complexa” (p.19).
Esse órgão é uma expressão dos genes.
Cada língua é o resultado da atuação recíproca de dois fatores:
a) estado inicial;
b) curso da experiência.
“Podemos imaginar o estado inicial como um ‘dispositivo de aquisição de
língua’, que toma a experiência como ‘dado de entrada’ e fornece a língua como
um ‘dado de saída’ – um ‘dado de saída’ que é internamente representado na
mente/cérebro. Os dados de entrada e os dados de saída estão ambos sujeitos a
exames; podemos estudar o curso da experiência e as propriedades das línguas
que são adquiridas” (p.19).

Língua, para Chomsky, é o “modo como falamos e compreendemos” (p.20).


Chomsky, ao delinear sua abordagem internalista, preocupa-se com a faculdade
de linguagem: seu estado inicial e os estados que ela assume.
A teoria do estado inicial da faculdade de linguagem é chamada “gramática
universal” (p.20).
A teoria da língua de um indivíduo X é frequentemente chamada de “gramática”.
“L. determina um leque infinito de expressões, cada uma com seu som e seu
significado. Em termos técnicos, a língua de Pedro” (o indivíduo X) “‘gera’ as
expressões da língua dele. A teoria da língua dele é então chamada uma gramática
gerativa. Cada expressão é um complexo de propriedades, que fornecem ‘instruções’
para os sistemas de desempenho de Pedro: seu aparato articulatório, seus modos de
organizar os pensamentos, e assim por diante. Com a sua língua e os sistemas de
desempenho associados nos seus devidos lugares, Pedro tem uma vasta quantidade de
conhecimento sobre o som e o significado de expressões e uma correspondente
capacidade de interpretar o que ouve, de expressar os seus pensamentos e de usar a sua
língua de inúmeras maneiras” (p.20-21).
Avanços na ciência e na linguística colaboraram para a “revolução cognitiva”,
em que o comportamento e seus produtos são vistos como dados, não como objeto de
investigação, que podem oferecer evidência sobre os mecanismos internos da mente e
os modos como esses mecanismos operam ao executar ações e interpretar a experiência.
(Fenômenos internos geram expressões). (“Uso infinito de meios infinitos” – von
Humboldt).

“A aquisição da língua se parece muito com o crescimento dos órgãos em geral;


é algo que acontece com a criança e não algo que a criança faz. E, embora o meio
ambiente importe claramente, o curso geral do desenvolvimento e os traços básicos do
que emerge são pré-determinados pelo estado inicial. Mas o estado inicial é uma posse
comum aos homens. Tem de ser então que, em suas propriedades essenciais, as línguas
são moldadas na mesma forma. (...) Há uma única língua humana, com diferença
somente nas margens” (p.23).

“Como podemos mostrar que todas as línguas são variações de um mesmo tema
e, simultaneamente, registrar fielmente suas intrincadas propriedades de som e
significado, superficialmente diversas?” (p.24).
Uma genuína teoria da linguagem humana tem de satisfazer duas condições:
a) adequação descritiva;
b) adequação explicativa.
“A adequação descritiva vigora para a gramática de uma língua particular: a
gramática satisfaz essa condição na medida em que dá uma explicação completa e exata
das propriedades da língua, daquilo que o falante da língua sabe. A adequação
explicativa vigora para a teoria geral da linguagem, a gramática universal. Para
satisfazer essa condição, a gramática universal tem de mostrar que cada língua
particular é uma manifestação específica do estado inicial uniforme, dele derivada sob
as ‘condições de fronteira’, cujas opções são fixadas pela experiência. (...) Na medida
em que a gramática universal satisfaz a condição de adequação explicativa, ela oferece
uma solução para o que é às vezes chamado ‘o problema lógico da aquisição de língua’.
Ela mostra como esse problema pode ser resolvido em princípio, e então fornece um
arcabouço para o estudo de como o processo realmente ocorre” (p.24).

“Podemos imaginar o estado inicial da faculdade de linguagem como uma rede


de relações fixa conectada a um painel de controle; a rede de relações é constituída
pelos princípios da linguagem, enquanto os controles são as opções a serem
determinadas pela experiência. Quando os controles estão fixados de um modo, temos o
bantu; quando estão fixados de outro modo, temos o japonês. Cada língua humana
possível é identificada como uma fixação particular de controles – uma fixação de
parâmetros, na terminologia técnica” (p.25).
“As condições empíricas de aquisição de língua exigem que os controles possam
ser fixados com base na informação muito limitada que a criança dispõe. Observe-se
que pequenas mudanças na fixação dos controles podem levar a uma grande variedade
aparente nos dados de saída, já que os efeitos proliferam através do sistema. Essa são as
propriedades gerais da linguagem que qualquer teoria genuína tem de captar, seja como
for” (p.25).

(Na página 26 tem uma citação importante sobre o programa, só não descrita
aqui por motivo de quebra de raciocínio).

“O estudo internalista da linguagem tenta descobrir as propriedades do estado


inicial da faculdade de linguagem e os estados que este assume sob a influência da
experiência” (p.26).
“Os estados inicial e atingido são estados do cérebro em primeiro lugar, mas
descritos abstratamente, não em termos de cérebro, mas em termos de propriedades que
os mecanismos do cérebro têm de satisfazer de algum modo” (p.26-27).