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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

INSTITUTO DE HISTÓRIA

COLEGIADO DOS CURSOS DE HISTÓRIA

PLANO DE CURSO

DISCIPLINA: Cultura Afro-brasileira


CÓDIGO: PERÍODO/SÉRIE: 8º TURMA:
CH TEÓRICA: CH PRÁTICA: CH TOTAL: OBRIGATÓRIA: ( ) OPTATIVA: ( X )
72 horas 72 horas

PROFESSORA Dra. Ana Flávia Cernic Ramos afcramos@yahoo.com.br ANO/SEMESTRE:


2017/1º

OBS.: Aulas às Quintas-feiras, 19h. Sala: 5O-A 207

EMENTA DA DISCIPLINA

Cultura afro-brasileira escrava no Brasil escravista. Estudo da historiografia sobre o tema.

JUSTIFICATIVA

O objetivo do curso é debater as diversas maneiras pelas quais a historiografia tem estudado as
manifestações culturais dos africanos no Novo Mundo, destacando as recriações e apropriações produzidas
durante os séculos XVIII e XIX. Analisaremos as construções identitárias dos africanos e seus
descendentes na experiência da escravidão, ressaltando temas como o do tráfico atlântico, das insurreições
escravas, da religiosidade e das festas populares. Uma das estratégias do curso é fazer uso de biografias,
com o intuito tanto de familiarizar o aluno com esse tipo de produção historiográfica quanto debater o
processo de formação de identidades afro-americanas.

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Objetivos principais
1 – Apresentar as discussões teóricas sobre a formação de uma cultura afro-americana.
2 – Discutir o tráfico negreiro e a formação de um mundo atlântico.
3 – Abordar a construção de identidades africanas na experiência da escravidão.
4 – Discutir as relações entre cultura, identidade e resistência escrava.
5 – Analisar a construção de uma religiosidade afro-americana.
6 – Analisar as festas populares a partir da questão da formação de uma identidade afro-americana.
PROGRAMA

1ª aula: 6 de abril – Apresentação do curso

Unidade I: A formação da Cultura Afro-americana

2ª aula: 13 de abril - Tema da aula – A cultura afro-americana: conceito.

Leitura Básica
MINTZ, Sidney W.; PRICE, Richard. “Prefácio”, “Introdução”, “O modelo do encontro” e “Contato e fluxo
socioculturais nas sociedades escravocratas” IN: O nascimento da cultura afro-americana: uma perspectiva
antropológica. Rio de Janeiro: Pallas: Universidade Candido Mendes, 2003, pp. 7-15, pp. 19-58.

Leitura Complementar
RODRIGUES, Nina. Os africanos no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das interpenetrações de
civilizações. São Paulo: Pioneira/Edusp, 1971 (1960).
BASTIDE, As Américas negras: as civilizações africanas no Novo Mundo. São Paulo: Difusão Europeia do
Livro/Edusp, 1974 (1967).
CARNEIRO, Edson. Religiões negras: negros bantos. São Paulo: Civilização Brasileira, 1981 (1936).
CARNEIRO, Edson. Ladinos e crioulos: estudos sobre o negro no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1964.
RAMOS, Arthur. “As culturas negras no Brasil” IN: A aculturação negra no Brasil. São Paulo: Companhia
Editora Nacional, 1942.

3ª aula: 20 de abril – A gramática cultural centro-africana: um debate

Leitura Básica
SLENES, Robert. “‘Malungu, ngoma vem!’ África coberta e descoberta no Brasil”, Revista USP, no.12, dez-
jan-fev 1992, pp.48-67.

SLENES, Robert W. “A árvore de Nsanda transplantada: cultos kongo de aflição e identidade escrava no
sudeste brasileiro (século XIX)” IN: LIBBY, Douglas Cole; FURTADO, Júnia Ferreira; Trabalho livre,
trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, pp.273-316.

VANSINA, Jan. “Prefácio” IN: HEYWOOD, Linda. Diáspora Negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008,
pp. 7-9.

Leitura Complementar
THORNTON, John Kelly. A África e os africanos no Brasil: na formação do mundo atlântico, 1400-1800. Rio
de Janeiro: Campus, 2004.
MAMIGONIAN, Beatriz Gallotti. “África no Brasil: mapa de uma área em expansão” IN: Topói, 9 (2004), p.
33-53.
SLENES, Robert. “Esperanças e recordações: condições de cativeiro, cultura centro-africana e estratégias
familiares”, “Lares e linhagens: a flor na senzala” IN: Na senzala, uma flor: esperanças e recordações da
família escrava – Brasil, sudoeste, século XIX. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011 (1999), pp. 139-262.
SLENES, Robert W., “A grande greve do crânio do Tucuxi: espíritos das águas centro-africanas e identidade
escrava no início do século XIX no Rio de Janeiro” IN: HEYWOOD, Linda. Diáspora Negra no Brasil. São
Paulo: Contexto, 2008, pp.193-218.
HEYWOOD, Linda. Diáspora Negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008.

Unidade II: Tráfico, Mundo Atlântico e Identidade africana

4ª aula: 27 de abril – Tema da aula: Tráfico e identidades africanas

Leitura Básica

Apresentação do site: http://www.slavevoyages.org/


KARASCH, Mary. “As nações africanas” IN A vida dos escravos (1808-1850). São Paulo: Companhia das
Letras, 2000, pp. 35-66.

REIS, João José. “Raízes: razões étnicas em 1835” IN: Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos
malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp.307-319.

Leitura Complementar
SOARES, Mariza de Carvalho. “Nações e grupos de procedências” IN: Devotos da cor: identidade étnica,
religiosidade e escravidão no Rio de Janeiro, século XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, pp.
109-127.
OLIVEIRA, Maria Inês Côrtes. “Quem eram os ‘negros da Guiné’? A origem dos africanos na Bahia” IN:
Afro-Ásia, 19/20 (1997), pp. 37-73.
CONRAD, Robert. Tumbeiros: o tráfico de escravos para o Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1985.
KLEIN, Herbert. “A organização europeia do tráfico de escravos” e “A organização africana do tráfico de
escravos”. In: O tráfico de escravos no Atlântico. Ribeirão Preto: Funpec, 2004.
KLEIN, Herbert S. “A demografia do tráfico atlântico de escravos para o Brasil” IN: Estudos Econômicos, 17
(2): 129-149, maio/agosto, 1987.

5ª aula: 4 de maio: Tema da aula: Reinventando nações e identidades


Leitura básica:

GOMES, Flávio dos Santos; FARIAS, Juliana Barreto; SOARES, Carlos Eugênio Libano; “Reinventando as
nações: africanos e grupos de procedência no Rio de Janeiro” IN: No labirinto das nações: africanos e
identidades no Rio de Janeiro, século XIX. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005, pp. 19-63.

Leitura complementar:
GRAHAM, Sandra Lauderdale. “Ser mina no Rio de Janeiro do Século XIX” IN: Afro-Ásia, 45 (2012), pp. 25-
65.
MATTOS, Hebe Maria. “Os ‘mina’ em Minas: as ‘Áfricas’ no Brasil e a pesquisa em História Social da
Escravidão” IN: Anais do XX Simpósio Nacional de História, Florianópolis, julho de 1999.
KARASCH, Mary. “As nações africanas” IN A vida dos escravos (1808-1850). São Paulo: Companhia das
Letras, 2000, pp. 41-66.

6ª aula: 11 de maio - Tema da aula: A construção do Atlântico negro

Leitura básica:
REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos; CARVALHO, Marcus J. M.; O Alufá Rufino: tráfico,
escravidão e liberdade no Atlântico negro (1822-1853). São Paulo: Companhia das Letras, 2010, pp.9-12 e pp.
99-189.

Leitura Complementar
GILROY, Paul. O Atlântico negro: modernidade e dupla consciência. São Paulo: Editora 34/Rio de Janeiro:
Universidade Cândido Mendes, Centro de estudos Afro-Asiáticos, 2001.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo:
Companhia das Letras, 2000.
RODRIGUES, Jaime. De costa a costa: escravos, marinheiros e intermediários do tráfico negreiro de Angola
ao Rio de Janeiro (1780-1860). São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
HILL, Pascoe G., Cinquenta dias a bordo de um navio negreiro. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.

Unidade III: Cultura, Identidade e Resistência

7ª aula: 18 de maio – Tema da aula: Revolta dos Malês e identidade escrava

Leitura Básica
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. São Paulo: Companhia
das Letras, 2003, pp.125-157, pp.175-180, pp.246-282 e pp.545-549.

Leitura complementar
REIS, João José. “Um balanço dos estudos sobre as revoltas escravas da Bahia” IN: REIS, João José (org.),
Escravidão e invenção da liberdade: estudos sobre o negro no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1988.
REIS, João José e Silva, “O levante dos malês: uma interpretação política” em Negociação e conflito. A
resistência negra no Brasil escravista, São Paulo: Cia. Das Letras, 1989.
REIS, JOÃO JOSÉ. “Quilombo e revoltas escravas no Brasil”, Revista USP, São Paulo (28): 14-39,
Dezembro/Fevereiro 95/96.

8ª aula: 25 de maio – Resenha (professora em Congresso 8º encontro “Escravidão e Liberdade”)


[Ver instruções para resenha no final do programa] Data de entrega: 1 de junho.

9ª aula: 1 de junho – Tema da aula: Rebeldia, cultura e religião

Leitura Básica
PIROLA, Ricardo Figueiredo. “Revolta escrava em Campinas” e “Os líderes Diogo Rebolo e João Barbeiro”
IN: PIROLA, R. F., Senzala insurgente: malungos, parentes e rebeldes nas fazendas de Campinas (1832).
Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011, pp. 35-49 e pp.161-236.

Leitura Complementar
REIS, João José. “‘Nos achamos em campo a tratar da liberdade’: quilombos e revoltas escravas no Brasil” IN;
Revista USP, no. 28, dez-jan-fev, 1995-1996.
XAVIER, Regina Célia Lima, Religiosidade e escravidão, século XIX: mestre Tito. Porto Alegre, RS: UFRGS,
2008.

Unidade IV: Religiosidade afro-americana

10ª aula: 8 de junho – Tema da aula: Mestre Tito e a Irmandade de São Benedito

Leitura básica:
XAVIER, Regina Célia Lima, “Igreja Católica e religiosidade africana” e “A irmandade de São Benedito e
seus irmãos” IN: Religiosidade e escravidão, século XIX: mestre Tito. Porto Alegre, RS: UFRGS, 2008,
pp.115-148, pp.245-288.

Leitura complementar:
OLIVEIRA, Anderson José Machado de. Devoção negra: santos pretos e catequese no Brasil colonial. Rio de
Janeiro: Quartet: Faperj, 2008, pp. 251-308.
SOARES, Mariza de Carvalho. Devotos da cor: identidade étnica, religiosidade e escravidão no Rio de
Janeiro, século XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

15 de junho – feriado Corpus Christi

11ª aula: 22 de junho - 1ª Prova

12ª aula: 29 de junho - Tema da aula: Candomblé

Leitura Básica
REIS, João José. Domingos Sodré, um sacerdote africano: escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do
século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, pp. 15-52 e pp.141-186.

Leitura Complementar
PARES, Nicolau. A formação do candomblé – história e ritual jeje na Bahia. Campinas, SP: Editora da
Unicamp, 2006.
ISAIA, Artur César. Orixás e espíritos. Uberlândia, MG: Edufu, 2006.
SAMPAIO, Gabriela dos Reis. Juca Rosa: um pai-de-santo na Corte Imperial. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 2009, pp. 15-28 e pp.244-247.
CAPONE, Stefania. “Entre ioruba e banto: a influência dos estereótipos raciais nos estudos Afro-Americanos”
IN: Antropolítica: Revista Contemporânea de Antropologia e Ciência Política, no. 1 (2º semestre 95). Niterói:
Eduff, 1995.
CAPONE, Stefania. “A busca da África no candomblé: tradição e poder no Brasil”. Rio de Janeiro: Contracapa
Livraria/Pallas, 2004.
CHALHOUB, Sidney et. al. (org.) Artes e ofícios de curar no Brasil: capítulos de história social. Campinas,
SP: Editora da Unicamp, 2003.
CHALHOUB, Sidney. “Raízes culturais negras da tradição vacinophobica” IN: CHALOUB, Sidney. Cidade
Febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial, São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

Unidade V: Tradições africanas e identidades negras no império

13ª aula: 6 de julho - Tema da aula: O Orfeu da Carapinha – cultura negra e identidade nacional

Leitura básica
AZEVEDO, Elciene. “Introdução” e Ao som da marimba” [cap.1] In: Orfeu de Carapinha: a trajetória de
Luiz Gama na Imperial cidade de São Paulo. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1999.

Leitura Complementar:
REIS, João José e Silva, “O levante dos malês: uma interpretação política” em Negociação e conflito. A
resistência negra no Brasil escravista, São Paulo: Cia. Das Letras, 1989.
SLENES, Robert. Na senzala, uma flor: esperanças e recordações da família escrava – Brasil, sudoeste,
século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
SLENES, Robert. “‘Malungu, ngoma vem!’ África coberta e descoberta no Brasil”, Revista USP, no.12, dez-
jan-fev 1992, pp.48-67.
GAMA, Luiz. Trovas burlescas de Getulino. [1859] – poesias
SCHWARCZ, Lilia. “Uma história de diferenças e desigualdades: as doutrinas raciais do século XIX” em O
espetáculo das raças. Cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Cia. das
Letras, 1993, pp. 43-66.
ROMERO, Silvio. História da Literatura brasileira, Tomo I, Rio de Janeiro: Imago, 2001 [1888], pp. 99-121.
VENTURA, Roberto. Estilo Tropical: história cultural e polêmicas literárias no Brasil. São Paulo: Cia. das
Letras, 1991

14ª aula: 13 de julho - Tema da aula: Festas populares e identidade afro-americana

Leitura básica
CUNHA, Maria Clementina Pereira. “Introdução” e “Uma questão de berço” [cap.1] In: Não tá sopa: sambas
e sambistas no Rio de Janeiro, de 1890 a 1930. Campinas – SP: Editora da Unicamp. E-BOOK
INTERATIVO – COMPRAR.

Leituras complementares:
VIANA, Hermano, "O samba da minha terra", in O mistério do samba, Rio de Janeiro: Zahar, 1995, pp. 109-
127.
CUNHA, Maria Clementina Pereira. “A tradução da Tradição”. In: Ecos da folia: uma história social do
Carnaval carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SANDRONI, Carlos, Feitiço decente. Transformações do samba no Rio de Janeiro (1917-1933), Rio de
janeiro: Zahar/ Ed. UFRJ, 2001.
ALBUQUERQUE, Wlamyra R. de. “Esperanças de boas venturas: as Áfricas recriadas na Bahia” IN:
ALBUQUERQUE, W. R. de., O jogo da dissimulação: abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo:
Companhia das Letras, 2009, pp.195-240.
CUNHA, Maria Clementina P. (org.), Carnavais e outras frestas. Ensaios de história social da cultura.
Campinas: Ed. da Unicamp, 2002.
ABREU, Martha. O império do Divino: festas religiosas e cultura popular no Rio de Janeiro, 1830-1900. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Fapesp, 1999.

15ª aula: 20 de julho – Tema da aula: Jongos, calangos e folias

Documentário: Jongos, calangos e folias. Direção geral: Hebe Mattos e Martha Abreu.

Leitura Básica
ABREU, Martha; MATTOS, Hebe. “Jongo, registros de uma história” IN: LARA, Silvia Hunold; PACHECO,
Gustavo. Memória do jongo: as gravações história de Stanley J. Stein. Rio de Janeiro: Folha Seca; Campinas,
SP: Cecult, 2007, pp.69-108.
Leitura complementar
SLENES, Robert W. “‘Eu venho de muito longe, eu venho cavando’: jongueiros cumba na senzala centro-
africana” IN: LARA, Silvia Hunold; PACHECO, Gustavo. Memória do jongo: as gravações história de
Stanley J. Stein. Rio de Janeiro: Folha Seca; Campinas, SP: Cecult, 2007, pp.109-158.

16ª aula: 27 de julho – 2ª Prova


(Questões entregues no dia 20/julho. Entrega resolução: 28/julho).

17ª aula: 3 de agosto – Entrega de notas

METODOLOGIA

Este plano de estudos prevê as seguintes atividades individuais e coletivas:


1. Leitura obrigatória semanal de textos básicos (indicados neste plano), debates e reflexões
orientadas a partir de aulas expositivas.
2. Atividades orientadas: serão propostas atividades no decorrer do curso (leituras
complementares, fichas de leitura etc.), visando relacionar temas trabalhados com outras
narrativas, estimulando habilidade de leitura e escrita. Estimular autonomia dos discentes,
priorizando atividades de pesquisa e reflexão individual sobre os temas escolhidos para as
atividades extras.
3. Aplicação de duas atividades avaliativas (dissertativas), visando adequação dos alunos ao
programa proposto para esta disciplina.
4. Participação semanal dos alunos na atividade intitulada “Leitores privilegiados”. A atribuição
dos textos ocorrerá na primeira semana de aula, com a apresentação de um calendário.
5. Orientação para a execução de um trabalho individual sobre a produção de biografias na
historiografia.

AVALIAÇÃO
1 – 1 Resenha – Valor: 25 pontos
2 – 2 Provas dissertativas. Valor: 30 pontos (cada)
3 – Três participações na atividade “leitor privilegiado”, assiduidade nas aulas e participação nos debates.
Valor: 15 pontos.

Instruções para resenha


1ª opção:

Ler os 3 textos a seguir e compará-los no que diz respeito à: a) releitura das tradições africanas na
experiência da escravidão; b) olhares dos folcloristas; Apresentar os autores e comparar os argumentos
centrais a partir das questões apontadas acima.

1 – LARA, Silvia H. “Significados cruzados: um reinado de Congos na Bahia setecentista”. In: CUNHA,
Maria Clementina P. (org.), Carnavais e outras frestas. Ensaios de história social da cultura. Campinas:
Ed. da Unicamp, 2002.

2 – ABREU, Martha. “Nos requebros do Divino”: Lundus e festas populares no Rio de Janeiro do século
XIX”. In: CUNHA, Maria Clementina P. (org.), Carnavais e outras frestas. Ensaios de história social da
cultura. Campinas: Ed. da Unicamp, 2002.

3 - ABREU, Marta. “Mello Moraes Filho: festas, tradições populares e identidade nacional” em Sidney
Chalhoub e Leonardo Pereira (orgs.), A história contada. Capítulos de história social da literatura no
Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998, pp. 171-193.

2ª opção:
Ler a tese – PINTO, Ana Flávia Magalhães. “Fortes laços em linhas rotas: literatos negros, racismo e
cidadania na segunda metade do século XIX” (Unicamp) e produzir uma resenha que tenha como foco
central a criação de identidades entre intelectuais negros no império.

Link: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000942703

BIBLIOGRAFIA

Campos, Carneiro e Vilhena, Carmen Lucia, Sueli e Vera - A cor do preconceito. São Paulo: Ática, 2005.
Camus, Jean Christophe e Tallec, Olivier - Negrinha. Rio de Janeiro: Desiderata, 2009.
Carneiro, Edison – Folguedos tradicionais. Rio de Janeiro: Funarte/INF, 1982.
Carvalho, Carvalho e Carvalho – Maria Selma de, José Murilo de e Ana Emília de (orgs.) - Histórias que
a Cecília contava, Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2008.
Cascudo, Luis da Câmara – Made in África. São Paulo: Global, 2001.
Castro, Yeda Pessoa de – Falares africanos na Bahia. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001.
Cunha, Mariano Carneiro da - Arte afro-brasileira, em História Geral da Arte no Brasil, vol. II,
organizador W. Zanini. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles,1983.
Dantas, Beatriz Góis – Vovô nagô e papai branco. Usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro,
Graal, 1988.
Fonseca, Maria Nazareth Soares (org.) - Brasil afro-brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
Gaspar, Eneida D., ilustrações Victor Tavares - Falando banto Rio de Janeiro: Pallas, 2007.
Gomes, Tiago de Melo – Para além da casa da tia Ciata; outras experiências no universo cultural carioca,
1830-1930, Afro-Ásia, 29/30, 2003.
Guimarães, Antonio Sérgio – Notas sobre raça, cultura e identidade na imprensa negra de São Paulo e Rio
de Janeiro, 1925-1950, Afro-Ásia, 29/30, 2003.
Lovejoy, Paul E. – A escravidão na África. Uma história e suas transformações. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2002.
Mattos, Regiane Augusto de – História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2007.
Mattoso, Kátia de Queiroz – Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1982.
Mintz e Price, Sidney e Richard – O Nascimento da cultura afro-americana. Uma perspectiva
antropológica. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.
Moura, Roberto – Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro, 2ª edição. Rio de Janeiro: Secretaria
Municipal de Cultura, 1995.
Munanga e Gomes, Kabengele e Nilma Lino – O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006.
Nascimento, Abdias do – O Brasil na mira do pan-africanismo. Salvador: EDUFBA/CEAO, 2002.
Oliveira, Maria Inês Côrtes de – Quem eram os negros da Guiné? A origem dos africanos na Bahia. Afro-
Ásia, 19/20 (1997), 37-73.
Parés, Luis Nicolau – A formação do candomblé. História e ritual da nação jeje na Bahia. Campinas:
Editora da Unicamp, 2006.
Queiroz, Sônia – Pé preto no barro branco. A língua dos negros de Tabatinga. Belo Horizonte, Editora
UFMG, 1998.
Ramos, Artur – As culturas negras no Novo Mundo. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.
Reis e Gomes, João José e Flávio da Silva – (organizadores) Liberdade por um fio. História dos
quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Reis e Silva, João José e Eduardo – Negociação e conflito. A resistência negra no Brasil escravista. São
Paulo: Companhia das Letras, 1989.
Reis, Letícia Vidor de Souza – Mestre Bimba e Mestre Pastinha: a capoeira em dois estilos, em Vagner
Gonçalves da Silva, organizador, Memória afro-brasileira. Artes do corpo. São Paulo: Selo Negro, 2004,
pp. 189-223.
Russel-Wood, A.J.R. – Escravos e libertos no Brasil colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2005.
Moura, Carlos Eugênio Marcondes de (org.) - Culto aos Orixás. Voduns e ancestrais nas religiões afro-
brasileiras, Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
Serra, Ordep – No caminho de Aruanda: a umbanda candanga revisitada, Afro-Ásia 25-26, 2001.
Schwarcz, Lilia Moritz – Dando nome às diferenças, Racismo e racistas, org. Eni de Mesquita Sâmara,
Cursos e Eventos nova série n. 3, p.9-43. São Paulo: Humanitas, 2001.
Schwartz, Stuart – Escravos, roceiros e rebeldes. Bauru, EDUSC, 2001.
Silva, Alberto da Costa e – Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro: Ed.UERJ e
Nova Fronteira, 2004.
Silva, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico. A África no Brasil e o Brasil na África. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, Ed. UFRJ, 2003.
Silva, Alberto da Costa e - A manilha e o libambo. A África e a escravidão, de 1500 a 1700. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira e Fundação Biblioteca Nacional, 2002.
Silva, Eduardo – Dom Oba II d´África, o príncipe do povo. Vida, tempo e pensamento de um homem
livre de cor. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
- As camélias do Leblon e a abolição da escravatura. Uma investigação de história cultural. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
Silva, Vagner Gonçalves da – Candomblé e umbanda. Caminhos da devoção brasileira. São Paulo: Selo
Negro, 2005.
Silva, Vagner Gonçalves da (organizador). Memória afro-brasileira. Imaginário, cotidiano e poder. São
Paulo: Selo Negro, 2007.
Soares, Mariza de Carvalho – O Império de Santo Elesbão na cidade do Rio de Janeiro, século XVIII,
Topoi, n.4, 2002.
Soumonni, Elisée - Algumas reflexões sobre o legado brasileiro no Daomé, Elisée Soumoni, Imaginário.
Áfricas. Ano X, n.10, novembro 2004/2005. São Paulo: USP/LABI, p. 35-48.
Souza, Laura de Mello e - Revisitando o calundu, In Ensaios sobre a intolerância, Lina Gorenstein e
Maria Luiza Tucci Carneiro, organizadoras. São Paulo: Humanitas, FAPESP, 2002.
Souza, Marina de Mello e – África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2006.
Souza, Marina de Mello e – Reis negros no Brasil escravista. História da festa de coroação de rei congo.
Belo Horizonte: Editora UFMG, 1ª reimpressão, 2006.
Souza, Marina de Mello e – Catolicismo negro no Brasil: santos e minkisi, uma reflexão sobre
miscigenação cultural, Afro-Ásia 28. 2002, p. 125-146.
Sweet, James H. – Recriar África. Cultura, parentesco e religião no mundo afroportuguês (1441-1770).
Lisboa: Edições 70, 2007.
Thornton, John K. – A África e os africanos na construção do mundo atlântico, 1400 – 1800. Rio de
Janeiro: Campus, Elsevier, 2004.
Vogel, Mello e Barros, Arno, Marco Antonio da Silva, e José Flávio Pessoa de – Galinha d’Angola.
Iniciação e identidade na cultura afro-brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro: Pallas, 2001.
Vogt e Fry, Carlos e Peter – Cafundó. A África no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Editora da
Unicamp, 1996.
Wissenbach, Maria Cristina Cortez – Sonhos africanos, vivências ladinas. Escravos e forros em São Paulo
(1850-1880). São Paulo: Editora Hucitec/História Social USP,1998.

Assinatura do(a) Professor(a):____________________________________ Data: ___/___/___

APROVAÇÃO

Aprovado em reunião do Colegiado do Curso de História


Em ___/____/______
_____________________________________
Coordenador do curso