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Arqueologia do Simbólico | Arqueologia e Pré-História about:reader?url=https://arqueologiaeprehistoria.com/subareas-da-arque...

arqueologiaeprehistoria.com

4-5 minutes

por JuCa

Arqueologia do Simbólico é a subárea da arqueologia que estuda


as representações simbólicas presentes em sítios arqueológicos.
São considerados como representações simbólicas: pinturas
rupestres, gravuras rupestres, artefatos e estruturas que possuem
formas geométricas intencionais, formas antropomorfas,
zoomorfas, etc. Tais vestígios podem ser considerados como frutos
de atividades rituais e simbólicas de acordo com o modo como se
apresentam. A classificação destes vestígios como “simbólicos”
variam muito de arqueólogo para arqueólogo, pois cada
pesquisador pode ter uma interpretação diferente do outro sobre a
existência de um significado simbólico ou não para certos vestígios
arqueológicos (Ex: A forma das pirâmides pode ter uma função
puramente funcional, e não simbólica).

Cuidado para não confundir Arqueologia do Simbólico com


Arqueologia Cognitiva. Apesar de ambas as subáreas trabalharem
juntas, principalmente em estudos das origens da linguagem e das
representações rupestres, ela também podem ser aplicadas
separadamente em diversos contextos.

Diferentes abordagens de estudo são aplicadas para estudos

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destas representações, desde análises de formas e contornos,


estudos iconográficos, estudos da produção dessas
representações, das inserções destes símbolos na paisagem, e
outras abordagens pretensiosas que tentam até inferir significados
para estas antigas representações. No entanto, inferir significados
simbólicos nestes objetos pode ser considerado um ato não-
científico, geralmente sendo um ato de pura especulação
(interpretar sem evidencias), de modo que os pesquisadores
tendem a apenas aceitar que tais símbolos possuiriam um ou mais
significados no passado.

Arqueologia do simbólico, portanto, não trata de inferir


significado aos símbolos do passado, mas buscar por
padrões, frequências e modos de produção das representações
simbólicas presentes em sítios arqueológicos a avaliar o nível de
importância que tais símbolos teriam dentro de seus dados
contextos.

Exemplo de zoólito encontrado em sítios do litoral brasileiro. O


zoólito na foto apresenta traços similares a um tubarão, e faz parte
do acervo do LEPArq, UFPEL.

Os estudos de Arqueologia do Simbólico mais realizados


atualmente são sobre pinturas e gravuras rupestres em abrigos
pré-históricos, iconografia das decorações de vasilhames

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cerâmicos, artefatos de decoração corporal (colares, tembetás,


brincos, etc), geoglifos, estruturas megalíticas, padrões de
sepultamentos humanos, artefatos de rocha com formas não
funcionais (zoólitos, muiraquitãs, estatuetas, etc), instrumentos
musicais, monumentos históricos, até mesmo sobre as escolhas de
matérias-primas para produção de artefatos e alimentos, e até
mesmo acústica de sítios arqueológicos.

João Carlos Moreno de Sousa é arqueólogo formado pela


Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO) e mestre em
arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP). Possui
experiência com estudos de tecnologia lítica e arqueologia
cognitiva. Atualmente cursa doutorado em Arqueologia pelo Museu
Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ) e
administra o site “Arqueologia e Pré-História”.

Para saber mais sobre o assunto:

GILLESPIE, S. D. The Archaeology of Meaning. In: Archaeology,


Vol. 1.

HODDER, Ian. Symbolic and Structural Archaeology.


Camdridge. 2007.

LEWIS-WILLIAMS, David. The Mind in the Cave: Consciousness


and the Origins of Art. Thames & Hudson. 2004.

MITHEN, Steven. A pré-história da mente – A busca das


origens da arte, da religião e da ciência. 2003.

ROBB, John E. The Archaeology of Symbols. Annual Review of


Anthropology, Vol. 27 p. 329-346. 1998.

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