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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA – UNAMA

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA – CCET


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ANÁLISE QUALITATIVA DOS RISCOS DE ACIDENTES


EM OBRAS VERTICAIS NOS SERVIÇOS DE FÔRMA E
ARMADURA

RAFAEL CARDOSO MARREIROS


RENATO HEVELLIN COSTA DA SILVA

Belém – PA
2008
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA - UNAMA
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - CCET
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ANÁLISE QUALITATIVA DOS RISCOS DE ACIDENTES EM


OBRAS VERTICAIS NOS SERVIÇOS DE FÔRMA E ARMADURA

RAFAEL CARDOSO MARREIROS

RENATO HEVELLIN COSTA DA SILVA

Orientador: GRÁCIO PAULO PESSOA SERRA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como exigência parcial para
obtenção do título de Engenheiro Civil,
submetido à banca examinadora do Centro
de Ciências Exatas e Tecnologia da
Universidade da Amazônia.

Belém – PA
2008

2
Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Congregação do Curso de
Engenharia Civil do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade
da Amazônia, como parte dos requisitos para obtenção do título de Engenheiro
Civil, sendo considerado satisfatório e APROVADO em sua forma final pela
banca examinadora existente.

APROVADO POR:

________________________________________________
GRÁCIO PAULO PESSOA SERRA

________________________________________________
NOME DO PROFESSOR EXAMINADOR INTERNO

________________________________________________
NOME DO PROFESSOR EXAMINADOR EXTERNO OU INTERNO

DATA: BELÉM - PA, 09 de Dezembro de 2008

3
Agradecimento

Ao Deus Pai, presença constante e


incondicional.
À Universidade da Amazônia – UNAMA, que
possibilitou discussões e respostas a uma
mudança de cultura, com a evolução da
consciência científica.
Ao professor Grácio pelo interesse em
compartilhar conosco sua competência.
Às nossas famílias por terem oportunizado o
nosso desenvolvimento, no aspecto crítico e na
perseverança para buscar novos horizontes.
A namorada, pelo exemplo de paciência e
dedicação nos momentos difíceis.
A todos os colegas da turma, que contribuíram
para o nosso crescimento pessoal e
profissional, principalmente pela
heterogeneidade de formação e de
pensamentos.

4
RESUMO

O principal objetivo deste trabalho foi apresentar uma análise qualitativa dos
riscos de acidentes na execução dos serviços de forma e armadura tanto na
confecção como na montagem, sob a ótica da engenharia de segurança do
trabalho em conformidade com a legislação e as normas regulamentadoras
vigentes a dosimetria realizada na jornada de trabalho assim foi. Verificar as
condições dos riscos de acidentes nos serviços de forma e armadura
existentes e baseando-se nas normas regulamentadoras, legislação
trabalhistas e previdenciária, definindo-se a atividade e os riscos encontrados,
propondo então, soluções para minimizar os riscos e principalmente as
conseqüências geradas para o empregado, empregador e para a sociedade
como um todo. A indústria da construção civil evidenciou um grande número de
acidentes nos últimos anos, principalmente nos serviços de forma e armadura.
Desta forma o trabalho focou dois canteiros de obras da Região Metropolitana
de Belém, no qual foram considerados locais perigosos e com baixa qualidade
de vida para os trabalhadores.

PALAVRAS – CHAVES: Construção Civil (medidas de segurança), saúde e


qualidade de vida no trabalho.

5
ABSTRACT

The main objective of this work and make a qualitative analysis of the risks of
accidents in the delivery of services in both the construction and armor as in the
assembly on the perspective of engineering work safety in accordance with the
law and the existing regulatory standards and dosimetry held at a day's work
and with the knowledge acquired during the course of engineering. Noting the
conditions of the risks of accidents in the form of services and existing armor
and relying on regulatory standards, labor and welfare legislation, setting up the
activity is the risks found, suggesting then, solutions to minimize risks and the
consequences generated primarily for him to the employee, employer and to
society as a whole. The building industry showed a large number of accidents in
recent years, mainly in the form of services and armor. The study was
conducted in two plots of works of the Metropolitan Region of Bethlehem, which
are considered dangerous locations and with little quality of life for workers.

WORDS - KEY: Construction (security measures), health and quality of life at


work.

6
ÍNDICE

Capítulo Página

1 – INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA 13
1.1 – O MEIO AMBIENTE DO TRABALHO 14
1.2 – ESTATÍSTICAS ACIDENTERIAS E A POSIÇÃO DO BRASIL
NO SENARIO MUNDIAL 15

2 – OBJETIVO 16
2.1 – OBJETIVO GERAL 16
2.2 – OBJETIVO ESPECÍFICO 16

3 – METODOLOGIA 17
3.1 – ABORDAGENS DA PESQUISA 17
3.2 – LOCAL / CONTEXTO 17
3.3 – FONTES DE INFORMAÇÕES 17

4 – REFERÊNCIAL TEORICO 18
4.1 – MADEIRA 18
4.1.1 – HISTÓRICO DA MADEIRA 18
4.1.2 – CLASSIFICAÇÃO DAS MADEIRAS 19
4.1.3 – TIPOS DE MADEIRA DE CONSTRUÇÃO 19
4.2 – FÔRMAS 20
4.2.1 – MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 20
4.2.2 – METÓDO EXECULTIVO 20
4.2.2.1 – CONDIÇÕES PARA INICIO DA FABRICAÇÃO E PROCEDIMENTO
DE MONTAGEM DAS FÔRMAS 20
4.2.2.2 – TRANSPORTE DAS FÔRMAS 22
4.2.3 – RISCOS MAIS FREQUENTES NO SERVIÇO DE FÔRMA 23
4.3 – AÇO 25
4.3.1 – HISTORICO DO AÇO 25
4.3.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS 26
4.3.3 – PROPRIEDADES DO AÇO 26
4.3.4 – ARMAÇÕES DE AÇO 27

7
4.3.5 – RISCOS MAIS FREQÜENTES 30
4.4 – EDIFICAÇÕES 32

5 – CUSTO DO ACIDENTE 33
5.1 – DANOS CAUSADOS AO TRABALHADOR 36
5.2 – PREJUÍZOS PARA A EMPRESA 37
5.3 – CUSTO RESULTANTE PARA A SOCIEDADE 38

6 – RISCOS NOS AMBIENTES DE TRABALHO 38


6.1 – A IMPORTÂNCIA DE CONHECER O RISCO 38
6.2 – AVALIAÇÕES DE RISCOS 39
6.3 – FORMAS DE AVALIAR RISCOS 39
6.4 – RISCOS AMBIENTAIS NOS SERVIÇOS DE FÔRMA E ARMADURA 39
6.4.1 – RISCO FÍSICO 40
6.4.2 – RISCO QUÍMICO 42
6.4.3 – RISCO BIOLÓGICO 45
6.4.4 – AGENTES ERGONÔMICOS 45
6.4.5 – RISCOS DE ACIDENTES 48
6.5 – RECONHECIMENTO DOS RISCOS NOS SERVIÇOS NA FASE DA
OBRA 49
6.5.1 – ESTRUTURA 49

7 – METODOLOGIAS DE PROTEÇÃO 52
7.1 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) 52
7.2 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) 53
7.3 – PROGRAMAS DE PREVENÇÃO 55

8 – RESULTADOS E DISCUSÃO – POLÍTICAS PREVENTIVAS NOS


SERVIÇOS DE FÔRMA E ARMADURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 58
8.1 – APLICAÇÕES DE FORMULÁRIO PARA OS DIRETORES 58
8.2 – APLICAÇÕES DE FORMULÁRIO PARA OS TRABALHADORES 60
8.3 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS E DISCURSSÕES 64

9 – CONCLUSÕES 66

8
10 – ANEXOS 67
10.1 – RISCOS NA CONFECÇÃO E MONTAGEM DE FÔRMAS 67
10.2 – RISCOS NA CONFECÇÃO E MONTAGEM DE ARMADURAS 68

11 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 69

9
LISTA DE TABELAS

Tabela 01 Materiais e Equipamentos 20


Tabela 02 Riscos Físicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao
Trabalhador 41
Tabela 03 Riscos Químicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao
Trabalhador 44
Tabela 04 Riscos Biológicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao
Trabalhador 45
Tabela 05 Pesquisa Programa de Prevenção 58
Tabela 06 Pesquisa Objetivo dos Programas 58
Tabela 07 Pesquisa Metodologia de Ação Aplicada na Execução do Programa 59
Tabela 08 Pesquisa Medidas Adotadas 59
Tabela 09 Pesquisa Existência de Banco de Dados para Controle 60
Tabela 10 Pesquisa Tempo de Serviço na Profissão 60
Tabela 11 Pesquisa Vitimas de Acidentes de Trabalho 61
Tabela 12 Pesquisa Opinião sobre os Programas de Prevenção 61
Tabela 13 Pesquisa Sugestão de Melhorias 62
Tabela 14 Pesquisa Prevenção dos Riscos 62
Tabela 15 Pesquisa Opinião sobre os Programas de Prevenção de Acidentes 63
Tabela 16 Pesquisa Melhorias a serem Desenvolvidas 63
Tabela 17 Análises dos Resultados 65

10
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Risco de Queda 24


Figura 2 Esforços por Posturas Inadequadas 24
Figura 3 Queda de Material 24
Figura 4 Ferimentos 31
Figura 5 Acidentes por falta do EPI 31
Figura 6 Riscos de Queda de Nível ou de Esmagamentos 31
Figura 7 Relação Comprimento x Diâmetro de Partículas 42
Figura 8 Serra Circular de Bancada 52
Figura 9 Riscos de acidentes 68
Figura 10 Riscos de acidentes 68
Figura 11 Riscos de acidentes 68
Figura 12 Riscos de acidentes 68
Figura 13 Riscos de acidentes 69
Figura 14 Riscos de acidentes 69
Figura 15 Riscos de acidentes 69
Figura 16 Riscos de acidentes 69

11
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

EPC’s Equipamentos de Proteção coletiva


EPI’s Equipamento de Proteção individual
NR-5 Norma Regulamentadora – Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – CIPA
NR-9 Norma Regulamentadora – Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais – PPRA
NR-18 Norma Regulamentadora – Condições e Meio Ambiente na
Indústria da Construção Civil
PCMAT Programa de Controle Meio Ambiente do Trabalho
SST Segurança e Saúde do Trabalhador
NR Norma Regulamentadora
MTE Ministério do Trabalho e Emprego
NR-6 Norma Regulamentadora

12
1 – INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA.

A indústria da construção é um dos ramos de atividades mais antigos do


mundo, desde que o homem vivia nas cavernas até os dias de hoje passou por
um grande processo de transformação, sejam na área de projetos, de matérias,
equipamentos, seja na área pessoal (SAMPAIO 1998a).
Muitas são as definições de acidentes, e variam segundo o enfoque:
legal, prevencionista, ocupacional, estatístico, previdenciário etc. Uma
definição, abrangente e genérica apresenta o seguinte enunciado: acidente é
um evento indesejável e inesperado que produz desconforto, ferimentos,
danos, perdas humanas e/ ou materiais.
Um acidente pode mudar totalmente a rotina e a vida de uma pessoa,
modificar sua razão de viver ou colocar em risco seus negócios e propriedades.
Ao contrario do que muitas pessoas imaginam o acidente não é obra do acaso
e nem de falta de sorte.
Sob o ponto de vista dos especialistas em segurança, os acidentes são
“causados” por fatores conhecidos, previsíveis e controláveis.
Nos países desenvolvidos medidas preventivas e de segurança de
caráter individual ou coletivo, são aplicadas e praticadas pela maioria de seus
cidadãos, ao passo que nos países em desenvolvimento ainda são largamente
inexistentes ou ignoradas.
Em alguns destes países a legislação apresenta alguns absurdos como
compensação monetária pela exposição ao risco, fazendo com que
empregados e empregadores concentrem suas atenções no “custo” da
exposição e não na eliminação da mesma. Devido a este cenário o presente
estudo direciona-se justamente a fazer uma analise qualitativa dos riscos de
acidentes em obras verticais na confecção e montagem de forma e armadura
na Construção Civil na Região Metropolitana de Belém, assim como os critérios
e as políticas de prevenção adotadas.
A indústria da construção civil evidenciou em obras verticais um grande
número de acidentes, principalmente nos serviços de forma e armadura.
Esta pesquisa que será realizada, com ênfase na melhoria de condições
de trabalho e diminuições dos riscos de acidentes nos serviços citados. Estes
serviços são de fundamental importância nas construções, são serviços no qual

13
a mão de obra está mais concentrada e trabalhando em áreas de maiores
riscos, tendo com isso altíssimos índices de acidentes, gerando sérios
problemas para a empresa e principalmente ao funcionário.

1.1 – O Meio Ambiente do Trabalho.

Como consagrado em declarações internacionais, o primeiro e


fundamental direito do homem é o direito à vida, suporte para existência e gozo
dos demais direitos, sendo necessário, porém, assegurar-se os seus pilares
básicos de sustentação, que são o trabalho e a saúde.
Com efeito, estabelece o art. 1º da Constituição federal que a República
Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de direito e tem como
fundamentos, entre outros, a cidadania, a dignidade da pessoa humana e os
valores sociais do trabalho. O art. 170, por sua vez, diz que a ordem
econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa,
tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça
social, observada a defesa do meio ambiente.
Quanto ao meio ambiente do trabalho propriamente dito, nos aspectos
preventivos e reparatórios, temos, primeiramente, o art. 7º frisando que são
direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social, jornada de seis horas para o trabalho
realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva
(inc. XIV); redução dos riscos inerentes do trabalho, por meio de normas de
saúde, higiene e segurança.
Como se infere dos dispositivos constitucionais e legais apontados, além
de outros pertinentes ao assunto, em termos de proteção legal somos talvez o
país mais adiantado no tocante a saúde e qualidade de vida do trabalhador. A
realidade, não obstante isso, é outra, como procuraremos demonstrar no item
seguinte.

14
1.2 – Estatística acidentária e a posição do Brasil no cenário
mundial.

De conformidade com estatística da OIT (Organização Internacional do


Trabalho), de 1997, no Brasil, naquele ano ocorreram 429 mil acidentes, mais
de 5.500 mortes, deixando mais de 20 mil trabalhadores incapacitados. O gasto
chegou a $ 5,8 bilhões (a cargo da previdência e das empresas). Os acidentes
fatais, como mostra referida estatística, tiveram um aumento de 39%. Na área
dos serviços no qual daremos ênfase no trabalho à situação é pior, o que
decorre da ineficiência das fiscalizações encarregada do assunto e da falta de
investimentos das empresas.
Tal fato decorre da falta de investimentos no tocante à redução de riscos
no ambiente de trabalho, sendo que o dinheiro gasto em segurança e saúde do
trabalhador, ao contrário do que muitos pensam, tem retorno para as
empresas, exemplificando-se com o caso da GM que, num programa de saúde
no trabalho, fez cair em 38% os gastos com assistência médica e que para
cada dólar investido, a empresa deixou de gastar outros seis.
Para resolver o problema, precisamos de uma campanha séria a nível
nacional e de desembolso de dinheiro pelos empregadores para adequarem o
meio ambiente do trabalho dentro de níveis razoáveis, ao menos, o que custa
caro, ainda mais quando a solução não se resolve pelo simples fornecimento
dos chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), como tem sido a
prática da maioria das empresas que procura melhorar as condições de
trabalho, pois o melhor é a solução por meio de políticas coletivas, como vem
sendo a tendência internacional na eliminação dos riscos para a saúde do
trabalhador.
O simples fornecimento de EPI’s não livra o operário de um acidente de
trabalho, apenas ameniza, levando o trabalhador a sofrer uma lesão.

15
2 – OBJETIVO.

2.1 – Objetivo Geral.

O presente trabalho tem como objetivo Analisar qualitativamente os


riscos de acidentes na execução dos serviços de forma e armadura tanto na
confecção como na montagem. Particularmente em obras verticais na região
metropolitana de Belém.

2.2 – Objetivos Específicos.

§ Inspecionar as obras verticais para realizar as pesquisas;


§ Observar as atividades dos trabalhadores nos serviços de forma e
armadura;
§ Analisar qualitativamente os riscos de acidentes provenientes das
atividades;
§ Comparar os resultados obtidos das análises qualitativas das obras
pesquisadas.

16
3 – METODOLOGIA.

3.1 – Abordagem da Pesquisa.

A pesquisa levou em consideração a necessidade de avaliar


qualitativamente os riscos de acidentes em obras verticais nos serviços de
confecção e montagem de forma e armadura devido aos grandes riscos que os
operários estão expostos.

3.2 – Local / Contexto.

Todo o estudo foi desenvolvido em Belém do Pará, com inspeção em


obras verticais em fase de estrutura. Nela foram colhidas imagens fotográficas,
questionário feito junto aos operários e analisada as condições de trabalho.

3.3 – Fontes de Informações.

As informações geradas no decorrer desta pesquisa foram


desenvolvidas em varias etapas:
§ Pesquisa bibliográfica através de leitura em livros, artigos,
monografia e tcc;
§ Levantamento sobre acidentes ocorridos nos últimos anos e os
riscos no canteiro de obra;
§ Estudo de campo para colheita de dados, imagens fotográficas e
questionários feitos junto aos operários;
§ Estudo dos prováveis acidentes que possam ocorrer na pesquisa
de campo.

17
4 – REFERÊNCIAL TEORICO.

Nesse capítulo, apresentaremos os principais conceitos que alicerçarão o


trabalho em questão, diferenciando os principais conceitos além de descrever
as suas nocividades.

4.1 – MADEIRA.

4.1.1 – Histórico da Madeira.

(Segundo, Pfeil Walter 2003) a madeira é um material de construção


empregado pelo homem desde épocas pré-históricas. Até o século XIX, as
mais importantes obras de engenharia eram construídas com pedra ou
madeira, combinando-se freqüentemente os dois materiais.
Apesar do longo período de utilização, só na primeira metade do século
XX foram estabelecidas teorias técnicas aplicadas às estruturas de madeira.
Atualmente a utilização de madeira, como material de construção
competitivo economicamente e ao mesmo tempo aceitável em termos
ecológicos.
A madeira é, provavelmente, o material de construção mais antigo dada
a sua disponibilidade na natureza e sua relativa facilidade de manuseio.
Comparados a outros materiais de construção convencionais utilizados
atualmente, a madeira apresenta uma excelente relação resistência/peso. A
madeira possui ainda outras características favoráveis ao uso em construção,
tais como facilidade de fabricação de diversos produtos industrializados e bom
isolamento térmico.
Por outro lado, a madeira está sujeita à degradação biológica por ataque
de fungos, brocas etc. e também à ação do fogo. Além disso, por ser um
material natural apresenta inúmeros defeitos, como nós e fendas que
interferem em suas propriedades mecânicas. Entretanto, estes aspectos
desfavoráveis são facilmente superados com o uso de produtos industriais de
madeira convenientemente tratados, em sistemas estruturais adequados,
resultando em estruturas duráveis e com características estéticas agradáveis.

18
4.1.2 - Classificação das Madeira

As madeiras utilizadas em construção são obtidas de troncos de árvores.


Distinguem-se duas categorias principais de madeira
• Madeiras Duras
Provenientes de árvores frondosas, de crescimento lento, como peroba,
ipê, aroeira etc.; as madeiras duras de melhor qualidade são também
chamadas madeira de lei.
• Madeiras Macias
Provenientes em geral das árvores coníferas, de crescimento rápido,
como pinheiro-do-paraná e pinheiro-bravo etc.

4.1.3 - Tipos de madeira de construção


As madeiras utilizadas nas construções podem classificar-se em duas
categorias:

• Madeiras Maciças
Madeira bruta ou roliça: é empregada em forma de tronco, servindo para
estacas, escoramentos, postes, colunas etc.
Madeira falquejada: tem as faces laterais aparadas a machado,
formando seções maciças, quadradas ou retangulares.
Madeira serrada: é um produto estrutural de madeira mais comum entre
nós. O tronco é cortado em serrarias em dimensões padronizadas para
comércio, passando depois por um período se secagem.

• Madeiras Industrializadas
Madeira compensada: é o produto mais antigo, formada pela colagem
das lâminas finas, com as direções das fibras alternadamente ortogonais.
Madeira laminada e colada: é o produto estrutural de madeira mais
importante nos países da Europa e América do Norte. A madeira selecionada é
cortada em lâminas, de 15 mm a 50 mm de espessura, que são colocadas sob
pressão, formando grandes vigas, em geral de seção retangular.
Madeira recomposta: são produtos na forma de placas desenvolvidos a
partir de resíduos de madeiras em flocos, lamelas ou partículas.

19
4.2 – FÔRMAS.

4.2.1 - Materiais e Equipamentos.


Tabela 01 – Materiais e Equipamentos

Materiais Equipamentos
Chapas de madeira compensada Trena metálica com precisão
Pontaletes de madeira Prumo de centro e de face
Sarrafos de madeira Mangueira de nível, nível alemão ou aparelho de
nível laser esquadro metálico
Cunhas de madeira Martelo
Cimbramento metálico ou de Serrote
madeira
Pregos Cordas, redes ou cavaletes para auxiliar a
desforma
Linha nãilon Disco de vídea com diâmetro de 300 mm e 56
dentes para máquinas fixas
Tensores Serra circular manual com disco de corte para
madeira
Espaçadores Broxa, pincel ou rolo para aplicação do
desmoldante
Distanciadores (galgas) Desformador
Desmoldante Proteção de periferia de acordo com a nr 18, e
extintores de incêndio
EPIs: capacete, óculos de segurança, bota de
couro, luvas de raspa e cinto de segurança.
Fonte: O autor.

4.2.2 - Método Executivo.

4.2.2.1 - Condições para inicio da fabricação e procedimento


de montagem das fôrmas:

(Segundo, Falcão Cesar 1999), na confecção de fôrmas não deve se


usar peças partidas, lascadas, deterioradas, com nós e buracos, como
também, deve-se evitar resistência desconhecida.
O local da instalação da serra circular deve oferecer condições de fácil
circulação aos trabalhadores que por ali transitam ter boa iluminação ampla, de
modo a facilitar a estocagem de peças acabadas, antes do transporte para o
local de aplicação.

20
A serra circular deve ser instalada, de preferência, no térreo, em local
ventilado, evitando-se deslocá-la para pavimentos superiores, de maneira ser
facilmente fiscalizada, reduzindo-se com isso os riscos de incêndio e de
acidentes.
É importante designar um único carpinteiro para trabalhar na serra
circular, ficando responsável por seu bom funcionamento e tendo as seguintes
obrigações.
§ Usar protetor facial, abafador de ruídos e não retirar a coifa de proteção
do disco, a menos que seja imprescindível, devendo reinstalá-la tão logo
seja possível.
§ Manter o disco do corte amolado e travado, trocando-o após constatar
rachaduras e falta de dentes.
§ Usar disco de videa, apenas em madeira novas e limpas de nata de
concreto.
§ Ao terminar os serviços, desligar as chaves de comando ou a chave de
ignição, removendo em seguida, a serragem acumulada nas
proximidades da bancada.

Cuidados especiais devem ser tomados quando da fabricação de


pequenas pecas, tais como palmetas (cunhas) e mosquitos.
Devem-se manter extintores portáteis de incêndio, tipo água, de 10 l nas
proximidades de locais onde são construídas formas de madeira e tipo CO2, 6
kg junto a serra circular.
Quando os trabalhadores executarem o serviço em locais úmidos como
colocação de formas de fundação, devem usar botas de borracha.
Todo trabalhador, executando montagem de fôrmas ou armações de
aço, nas proximidades de beiradas de laje, a mais de 2,00 m de altura, deve
usar cinto de segurança, tipo pára-quedista, ligado a um cabo de segurança ou
a estrutura.

21
4.2.2.2 - Transporte das Fôrmas:

(Segundo, Falcão Cesar 1999), a equipe destinada ao transporte de


fôrmas deve ser dirigida por encarregado qualificado, o qual deve verificar
previamente as condições do percurso, assim como, evitar quedas de painéis,
imprensamento de mãos e dedos e condições favoráveis a desequilíbrios,
escorregamentos ou choques.
No transporte de fôrmas ou armações de aços pesados, é necessário
destinar quantidade suficiente de trabalhadores, de modo a evitar sobrecargas
individuais, sendo comum a lesão na coluna, quando não atendido esse
aspecto.
Peças comprimidas, como longarinas, escoras, fôrmas e ferros de
armação, quando transportadas verticalmente, em pranchas de carga, devem
ser amarrados a sua estrutura, para evitar que escorreguem ou tombem
durante o transporte. Não se deve deixar que tais peçam encostem-se ao cabo
de tração (sustentação) do elevador de transporte de materiais ou colidam
coma viga superior da torre
É proibido depositar materiais de qualquer espécie, mesmo que
temporariamente, nas rampas de acesso a torre de transporte de materiais.
A quantidade máxima de longarinas permitida para transporte em
pranchas de carga e de 30 (trinta) peças, tipo R4 – 8 kg (oito quilograma por
metro), devendo ser uniformemente distribuídas no estrado, de modo a evitar
concentração de carga numa das partes, fazendo com que a prancha de carga
escape das guias da torre.
Sempre que houver o transporte por grua, é necessário tomar os
seguintes cuidados:
§ Amarrar bem as cargas (usar estropo com manilhas), evitando com isso,
o escorregamento de peças durante o transporte.
§ Evitar o uso de cordas de fibras naturais ou artificiais.
§ Isolar os locais de carregamento, trajeto e descarga, devido ao risco de
queda dos materiais suspensos.
§ Utilizar sistema de sinalização visual para comandar as operações da
grua.

22
Cuidados especiais devem ser tomados com fôrmas ou painéis de
grandes dimensões, devido à resistência que oferecem ao vento,
particularmente quando içados por grua ou ainda não fixados.
Não se deve empilhar painéis, chapas de compensado, tábuas,
longarinas, escoras etc., próximo de beiradas de laje. Toda precaução deve ser
tomada para evitar desabamento de pilhas. Nessa situação, convém amarrar
chapas e painéis para não serem levados pelo vento.

4.2.3 – Riscos Mais Freqüentes no Serviço de Fôrma.

(Segundo, Pfeil Walter 2003), estes são os acidentes mais comuns no


trabalho com fôrmas de madeira para estruturas:

§ Queda de madeira mal empilhada;


§ Golpe na mão durante a cravação de prego
§ Queda das fôrmas;
§ Queda de peças de madeira durante as manobras de içamento;
§ Queda de pessoas ao trabalho sobre as vigas;
§ Quedas de pessoas, no mesmo nível;
§ Cortes provocados pela utilização de serras circulares, de mão e
serrotes;
§ Perfuração nos pés provocados por objetos pontiagudos;
§ Eletrocussão provocada por falta de aterramento elétrico;
§ Esforços por posturas inadequadas;
§ Golpes em geral por objetos;
§ Trabalhos em condições meteorológicas externas (frio, calor ou
umidade intensa);
§ Trabalho sobre superfícies molhadas etc.

23
Figura 1: Risco de Queda Figura 2: Esforços por posturas Inadequadas

Fonte: O autor Fonte: O autor

Figura 3: Queda de Material

Fonte: O autor

24
4.3 - AÇO

4.3.1 – Histórico do Aço.


(Segundo V. Chaverini (1977). a fabricação de ferro teve início na
Anatólia, cerca de 2000 a.C. tendo sido a Idade do Ferro plenamente
estabelecida por volta de 1000 a.C.. Neste período a tecnologia da fabricação
do ferro espalhou-se pelo mundo. Em, aproximadamente, 500 a.C., chegou às
fronteiras orientais da Europa e por volta de 400 a.C. chegou à China. Os
minérios de ferro eram encontrados em abundância na natureza, assim como o
carvão. Atualmente a maior quantidade de matéria prima para produção de aço
é a sucata proveniente dos resíduos de fabricação industrial.
A forma de produção era em pequenos fornos na forma de torrões ou
pedaços sólidos, denominados tarugos. Estes, em seguida, eram forjados a
quente na forma de barras de ferro trabalhado, possuindo maleabilidade,
contendo, entretanto pedaços de escória e carvão. O teor de carbono dos
primeiros aços fabricados variava de 0,07% até 0,8% sendo este último
considerado um aço de verdade. Os egípcios por volta de 900 a.C. já
dominavam processos relativos a tratamentos térmicos nos aços para
fabricação de espadas e facas. Como quando o teor de carbono supera 0,3% o
material torna-se muito duro e frágil caso seja temperado de uma temperatura
acima de 850°C a 900°C, eles utilizavam o tratamento denominado revenido
que consiste em diminuir a fragilidade minimizando-a por reaquecimento do
aço a uma temperatura entre 350°C e 500°C.
Com o declínio do Império Romano, a produção de aço ou ferro
trabalhado se estabilizou na Europa até que, no começo do século XV,
começou-se a utilizar quedas d'água para insuflar ar nos fornos de fusão. Em
consequência a temperatura no interior dos fornos passou a ser maior de
1200°C. Desta forma, ao invés de produzirem-se os torrões, passou-se a
produzir um líquido rico em carbono: o ferro fundido. Para se obter o ferro
trabalhado e reduzir o teor de carbono deste ferro fundido, o mesmo era
solidificado e em seguida fundido em atmosfera oxidante, utilizando carvão
como combustível. Este processo retirava o carbono de ferro dando origem a
um tarugo semi-sólido que após resfriamento era martelado até chegar na
forma final.

25
4.3.2 – Classificaçao dos Aços.
(Segundo V. Chaverini 1977), os aços podem ser classificados da
seguinte maneira:
§ Quantidade de carbono.
§ Composição química.
§ Quanto à constituição microestrutural.
§ Quanto à sua aplicação.

4.3.3 – Propriedades do Aço.

(Segundo V. Chaverini 1977), suas propriedades são de fundamental


importância, especificamente no campo de estruturas metálicas, cujo projeto e
execução nelas se baseiam. Não são exclusivas dos aços, mas, de forma
semelhante, servem a todos os metais. Em um teste de resistência, ao
submeter uma barra metálica a um esforço de tração crescente, ela irá
apresentar uma deformação progressiva de extensão, ou seja, um aumento de
comprimento. Através da análise deste alongamento, pode-se chegar a alguns
conceitos e propriedades dos aços:
A elasticidade é a propriedade do metal de retornar à forma original, uma
vez removida a força externa atuante. Deste modo, a deformação segue a Lei
de Hooke, sendo proporcional ao esforço aplicado.
A plasticidade é a propriedade inversa à da elasticidade, ou seja, do
material não voltar à sua forma inicial após a remoção da carga externa,
obtendo-se deformações permanentes. A deformação plástica altera a
estrutura de um metal, aumentando sua dureza. Este fenômeno é denominado
endurecimento pela deformação a frio ou encruamento.
Ductilidade é a capacidade do material de se deformar sob a ação de
cargas antes de se romper, daí sua grande importância, já que estas
deformações constituem um aviso prévio à ruptura final do material, o que é de
extrema importância para prevenir acidentes em uma construção, por exemplo.
A fragilidade, oposto à ductilidade, é a característica dos materiais que rompem
bruscamente, sem aviso prévio (um dos principais fatores responsáveis por
diversos tipos de acidentes ocorridos em pontes e navios).

26
(Segundo V. Chaverini 1977), a resiliência é a capacidade de absorver
energia mecânica em regime elástico, ou seja, a capacidade de restituir a
energia mecânica absorvida. Já a tenacidade é a energia total, plástica ou
elástica, que o material pode absorver até a ruptura. Assim, um material dúctil
com a mesma resistência de um material frágil irá requerer maior energia para
ser rompido, portanto é mais tenaz.
A fluência é mais outra propriedade apresentada pelo aço e metais em
geral. Ela acontece em função de ajustes plásticos que podem ocorrer em
pontos de tensão, ao longo dos contornos dos grãos do material. Estes pontos
de tensão aparecem logo após o metal ser solicitados por uma carga
constante, e sofrer a deformação elástica. Após esta fluência ocorre à
deformação continua, levando a uma redução da área do perfil transversal da
peça (denominada estricção). Tem relação com a temperatura a qual o material
está submetido: quanto mais alta, maior ela será, porque facilita o início e fim
da deformação plástica. Nos aços, é significativa para temperaturas superiores
a 350° C, ou seja, em caso de incêndios.
É importante citar ainda a fadiga, sendo a ruptura de um material sob
esforços repetidos ou cíclicos. A ruptura por fadiga é sempre uma ruptura frágil,
mesmo para materiais dúcteis.
Por fim, temos a dureza, que é a resistência ao risco ou abrasão: a
resistência que a superfície do material oferece à penetração de uma peça de
maior dureza. Sua análise é de fundamental importância nas operações de
estampagem de chapas de aços.

4.3.4 - Armações de Aço.

(Segundo V. Chaverini 1977), é necessário estudar previamente o local


de estocagem, de vergalhões para que próximo à central de armação (onde
são cortados e dobrados), devendo-se colocar a ferragem sobre cavaletes,
separados por bitolas.
As dobragens e corte de vergalhões devem ser feitas sobre bancadas ou
plataformas apropriadas e estáveis, apoiadas em superfícies planas.
Na escolha do local de estocagem e central de armação, é importante
que se evite proximidade com passagens obrigatórias de trabalhadores,

27
entradas da obra, maquinas e equipamentos fixos, alojamentos fixos,
alojamento, local para refeições e banheiros, devendo ainda, ser amplo e bem
iluminado.
Os locais de estocagem e central de armação devem, de preferência,
ficar afastados de fiação elétrica aérea, devido ao risco de impacto de
vergalhões e, quando a central ficar próxima de construção, deve ser provida
de cobertura resistente (com tela metálica) para proteção dos trabalhadores
contra a queda de materiais.
Os operadores de máquinas de cortar vergalhões devem ser
qualificados, experientes e serem instruídos quanto ao uso correto da chave
manual de dobrar ferro e da maquina de enrolar e trançar arame (manual e
elétrica). Devem também ser alertados quanto ao risco de queda de sobras de
vergalhões nos pés e quanto ao recolhimento dessas sobras para o local
adequado.
As máquinas e tesouras de cortar vergalhões devem ser inspecionadas
periodicamente, em particular, quanto ao estado da navalha.
Durante a descarga de vergalhões, quanto no interior da obra, à área de
movimentação deve ser isolada.
Sempre que a descarga de vergalhões não puder ser feita com o
transporte imediato para o interior do canteiro de obras, devem ser obedecidas
as seguintes instruções:
• Estacionar o caminhão ou a carreta junto à calçada, do mesmo
lado da obra.
• Usar a calçada somente para estocagem provisória.
• Deixar na calçada, espaço suficiente para a passagem de
pedestres.
• Manter no local uma pessoa para interromper momentaneamente
a descarga, sempre que houver passagem de pedestre.
• Iniciar o transporte para o interior da obra, somente após o
termino ou interrupção temporária da descarga.
Os trabalhadores escolhidos para a descarga manual de vergalhões
devem estar equipados com luvas de raspa de couro e, em caso de ventos

28
fortes, de óculos de segurança, devido à existência de limalhas de aço no
fundo da carroceria da carreta ou caminhão.
A proteção para os ombros será necessária, sempre que os mesmos
forem usados para apoio de vergalhões durante o transporte manual.
Os trabalhadores que executam operações de manuseio, dobramento ou
corte de vergalhões, devem usar, além disso, óculos de segurança.
A execução dos trabalhadores acima e na mesma direção de pontas
verticais de vergalhões desprotegidas deve ser evitada, quando porem isso não
for possível, tais pontas devem ser recurvadas ou amarradas em feixes e
recobertas com madeira ou outro material de resistência equivalente.
Sempre que houver cabo elétrico aéreo nas proximidades da edificação
é necessário instalar proteção (barreira) que evite o contato de vergalhões em
movimento.
Armações de pilar colocadas no local antes das formas (exemplo: pé
direito duplo), devem ser amarradas e estaiadas para evitar tombamento.
Neste caso, é aconselhável a montagem de andaimes para facilitar a colocação
de estribos. Os andaimes metálicos são mais vantajosos, pois o guarda-corpo
é uma conseqüência natural de sua montagem.
A colocação de armadura no interior da forma deve ser feita com toda
precaução, para não se imprensar mãos e dedos.
Sempre que for necessário caminhar diretamente sobre armação de laje
ou viga, deve-se cobri-las com tábuas ou chapas de compensado nos locais de
circulação obrigatória de trabalhadores, principalmente sobre armação negativa
de laje.
Recomenda-se não fixar cinto de segurança diretamente à armação de
viga de periferia, a menos que o painel externo da viga já se encontre escorado
lateralmente.
Fiações aéreas não devem ser penduradas ou amarradas diretamente
às armações de pilar ou escoramento metálico, devido ao risco de passagem
de corrente para esses materiais.
Deve ser evitado o uso de sobra de vergalhões em aplicações
provisórias, tais como ganchos, a menos que sejam de ferro maleável ou para
apoio de estrado de andaime.

29
Quando se utilizar vigas em balanço (consoeiras) para suportar
plataforma de proteção externa, é necessária a fixação de ganchos na
armação, nos pavimentos onde for obrigatória a instalação da plataforma.
Qualquer transporte manual de vergalhões ou armações prontas deve
ser feito com toda precaução para que pessoas não sejam atingidas.
É essencial que feixes de vergalhões ou armações prontas, içados por
guindastes ou gruas, sejam atados seguramente por cabos de aço, de maneira
a não haver escorregamento e suspensos por pontos adequadamente
espaçados, para evitar flexão excessiva.

4.3.5 – Riscos mais Freqüentes.

(Segundo, Pfeil Walter 2003), nos serviços de montagem e instalação de


armaduras de aço, há maior freqüência dos seguintes tipos de acidentes:
• Corte e ferimento nas mãos, braços, pernas e pés, provocados
pelo manuseio de barras de aço;
• Esmagamento, durante as operações de carga e descarga de
barras de aço;
• Ferimentos nas operações de montagem de armaduras;
• Tropeções e torções, ao caminhar sobre as armaduras;
• Acidentes derivados de eventuais rupturas das barras de aço
durante operações de dobra e corte;
• Acidentes por falta de uso dos equipamentos de proteção
individual (EPI);
• Ruído excessivo dos equipamentos, na montagem das
armaduras;
• Esforços inadequados;
• Queda de pessoas, no mesmo nível;
• Queda de carga suspensa;
• Choques elétricos etc.

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Figura 4: Ferimentos Figura 5: Acidentes por falta dos EPI
Fonte: O autor Fonte: O autor

Figura 6: Riscos de Queda de Nível ou de Esmagamento

Fonte: O autor

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4.4 - EDIFICAÇÕES

Este título corresponde à oitava norma regulamentadora de segurança e


saúde no trabalho urbano; entretanto, deve ser destacado que por edificações
entendem-se as instalações físicas já concluídas de um estabelecimento em
atividade industriais ou comercial, na medida em que, estando à edificação em
construção, a norma prevencionista a ser observada é a NR – 18: Condições e
Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.
Estatui a NR – 08: Edificações os requisitos técnicos mínimos que
devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos
que nelas trabalhem especialmente no que concerne às áreas de circulação e
proteção contra as intempéries, destacando-se dentre outros os seguintes
tópicos:
§ O pé-direito mínimo nos locais de trabalho deve corresponder a 3,0m
(três metros), entendendo-se como tal a altura livre do piso ao teto,
podendo essa dimensão ser reduzido, se atendidas às condições de
iluminação e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho;
§ Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem
depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a
movimentação de materiais;
§ Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente
para funções às quais a edificação se destina
§ Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de
trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão empregados
materiais ou processos antiderrapantes;
§ Os andares acima do solo tais como terraços, balcões, compartimentos
para garagens e outros que não forem vedados pro paredes externas,
devem dispor de guarda-corpo de proteção contra quedas, capazes de
resistir a esforços horizontais de 80kgf/m², com altura de no mínimo
0,90m, e, se forem vazados, os vãos do guarda-corpo devem ter, pelo
menos, uma das dimensões igual ou inferior a 0,12m

32
§ As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e
construídas de modo a proteger os trabalhadores contra as intempéries
de maneira geral.
5 - CUSTO ACIDENTE.

Qualquer acidente do trabalho acarreta prejuízos econômicos para a


empresa, para o acidentado e para a nação. Se encararmos o acidente do
ponto de vista prevencionista (não a necessidade de efeito lesivo ao
trabalhador em virtude da ocorrência), a simples perda de tempo para
normalizar a situação já representa custo. Por exemplo, a queda de material
armazenado, em principio teria como conseqüência:
• O empregado encarregado de rearmazenar despendera esforços para
o trabalho, inclusive passando novamente pelos riscos inerentes a
atividade, desnecessário se a armazenagem tivesse sido feita de
maneira correta;
• O empregador pagara duplamente pelo serviço de armazenagem;
• A perda de produção, pela necessidade de execução do serviço varias
vezes.
• Se, no exemplo anterior, um trabalhador for atingido pelo material e
necessitar de um afastamento temporário para recuperação, citamos
como conseqüências:
• O operário ficara prejudicado em sua saúde;
• O empregador arcará com as despesas de salário do acidentado, do
dia do acidente e os seguintes quinze dias;
• A empresa seguradora (no caso INSS) pagará pelas despesas de
atendimento médico e os salários a parti do 15º dia até o retorno do
acidentado ao trabalho normal;
Há diversos custos que o próprio bom – senso facilmente determina.
Outros, porém, além de não serem identificados na totalidade, quando o são
tornam – se de difícil mensuração.
O caso de um trabalhador morto em virtude de um acidente do trabalho.
Em termos de nação como um todo, como mensurar a perda de capacidade
produtiva e mesmo de capacidade criativa do acidentado? Teremos os gasto
com funeral, pagamento de pensão, porém o chamado custo social

33
decorrente do acidente não poderá ser determinado. A família do acidentado
poderá sofrer graves conseqüências, não só financeiras como também sociais.
Não haverá mais a possibilidade de promoção, horas extras, etc. toda a
experiência de vida que poderia ser transmitidas aos seus familiares.
Pode ser sentida aqui a dificuldade para mensurar os custos dos
acidentes. Para contorna esse problema, por meio de uma investigação de
acidente bem feita, e com a utilização de recursos matemáticos e inferências
estatísticas, podemos atingir um bom nível de precisão em termos de custos
para o empregador.

Parcelas dos custos de acidentes.

O custo total do acidente do trabalho pode ser em duas parcelas: o custo


direto e o custo indireto, ou seja:

C.T. = C.D.+ C.I.

O custo direto não tem relação com o acidente em si. É o custo do


acidente do trabalho que o empregador deve pagar ao Instituto Nacional de
Segurança Social – INSS, conforme determina no artigo 26 do decreto 2.173,
de 05 de Março de 1997. Essa contribuição e calculada a parti do
enquadramento da empresa em três riscos de acidente do trabalho (risco leve,
médio e grave) e da folha de pagamento de contribuição da empresa, da
seguinte forma:
• 1% (um por cento) para a empresa cuja atividade preponderante ao
risco de acidente do trabalho seja considerada leve;
• 2% (dois por cento) para a empresa cuja atividade preponderante ao
risco de acidente do trabalho seja considerada médio;
• 3% (três por cento) para a empresa cuja atividade preponderante ao
risco de acidente do trabalho seja considerada grave.
Essa porcentagem é calculada em relação à folha de pagamento de
contribuição e é recolhida juntamente com as demais contribuições devidas
INSS
A classificação da empresa será feita a partir de tabela própria,
organizada pelo Ministério da Previdência Social. Tendo em vista que o custo

34
direto nada mais é que a taxa de seguro de acidentes do trabalho paga pela
empresa a Previdência Social, esse custo também é chamado de "custo
segurado" e representa saída de caixa imediata para o empregador.
Já os fatores que influem no custo indireto não representam uma
retirada de caixa imediata para a empresa, mas, embora prejudiquem a
produção e inclusive a diminuam, não acarretam novos gastos
necessariamente. Eles são inerente a própria atividade da empresa.
A seguir são citados alguns fatores que influem no aumento do
custo indireto de um acidente do trabalho.
• Salário pago ao acidentado no dia do acidente. Mesmo em casos de
acidente de trajeto, o empregador é responsável por esse pagamento;
• Salários pagos aos colegas do acidentado, que deixam de produzir para
socorrer a vítima, avisar seus superiores e, se necessário, auxiliar na
remoção do acidentado;
• Despesas decorrentes da substituição de peça danificada ou
manutenção e reparos de máquinas e equipamentos envolvidos no
acidente, quando for o caso;
• Prejuízos decorrentes de danos causados ao produto em processo;
• Gastos para a contratação de um substituto, quando o afastamento for
prolongado;
• Pagamento do salário do acidentado nos primeiros quinze dias de
afastamento;
• Pagamento de horas extras aos empregados para cobrir prejuízo
causado à produção pela paralisação decorrente do acidente;
• Gastos extras de energia elétrica e demais facilidades das instalações
em decorrência das horas extras trabalhadas;
• Pagamento das horas de trabalho despendidas por supervisores e
outras pessoas;
• Na investigação das causas do acidente;
• Na assistência médica para os socorros de urgência;
• No transporte do acidentado;
• Em providências necessárias para regularizar o local do acidente;

35
Conclusão:
Pode-se notar, portanto, que o custo de acidentes envolve vários fatores
de produção:
• Pessoal;
• Maquinas e equipamentos;
• Matéria – prima;
• Tempo;
• Instalações.
Por que devemos prevenir os acidentes e doenças decorrentes do
trabalho?
Sob todos os aspectos que possam ser analisados, os acidentes e
doenças provenientes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos
para a empresa, para o acidentado e para a nação.
Anualmente, as taxas de acidentes e doenças registradas pelas
estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízos humanos, sociais e
econômicos que custam muito para o País, considerando apenas o dano do
trabalho formal.

5.1 – Danos causados ao trabalhador

(Segundo, A. Monteiro (2005), a estatística da Previdência Social, que


registram os acidente e doenças decorrentes do trabalho, revela uma enorme
quantidade de pessoas prematuramente mortas ou incapacitadas para o
trabalho.
Os trabalhadores que sobrevivem a esses infortúnios são também
atingidos por danos que também se materializam em:
• Sofrimento físico e mental;
• Cirurgias e remédios;
• Próteses e assistência médica;
• Fisioterapia e assistência psicológica;
• Dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção;
• Diminuição do poder aquisitivo;
• Desamparo à família;

36
• Desemprego;
• Marginalização.
5.2 – Prejuízos para a empresa.

(Segundo, A. Monteiro (2005), o micro e pequenas empresas são


fortemente atingidos pelas conseqüências dos acidentes e doenças, apesar de
nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato.
O custo total de um acidente é dado pela soma de duas parcelas: uma
refere-se ao custo direto (ou custo segurado), a exemplo do recolhimento
mensal feito a Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes
do trabalho, visando a garantir uma das modalidades de benefícios
estabelecidos na legislação previdenciária. A outra parcela refere-se ao custo
indireto (custo não segurado). Estudos informam que a relação entre os custos
segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada real gasto
com os custos segurados, são gastos 4 com os custos não segurados.

Os custos não segurados impactam a empresa principalmente nos


seguintes itens:
• Salário dos quinze primeiros dias após o acidente;
• Transporte e assistência médica de urgência;
• Paralisação do setor, máquinas e equipamentos;
• Comoção coletiva ou do grupo de trabalho;
• Interrupção da produção;
• Prejuízos ao conceito e à imagem da empresa;
• Danificação de produtos, matéria-prima e outros produtos;
• Embargo ou interdição fiscal;
• Investigação das causas e correção da situação;
• Pagamento de horas extras;
• Atraso no cronograma de produção de entrega;
• Cobertura de licença médica;

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5.3 – Custo resultante para a sociedade.

(Segundo, A. Monteiro (2005), as estatísticas informam que os acidentes


atingem, principalmente, pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos,
justamente quando estão em plena condição física.
Muitas vezes, estes jovens trabalhadores, que sustentam suas famílias
com seu trabalho, desfalcam as empresas e oneram a sociedade, pois passam
a necessitar de:
• Socorro e medicação de urgência;
• Intervenções cirúrgicas;
• Mais leitos nos hospitais;
• Maior apoio da família e da sociedade;
• Benefícios previdenciários.

Isso, conseqüentemente, prejudica o desenvolvimento do País,


provocando:
• Redução da população economicamente ativa;
• Aumento de impostos e taxas.

6 – RISCOS NOS AMBIENTES DE TRABALHO.

6.1 - A importância de conhecer o risco.


(Segundo, Menezes), os locais de trabalho, pela própria natureza da
atividade desenvolvida e pelas características de organização, relações
interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos,
biológicos, situação de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem
comprometer a saúde e a segurança do trabalhador em curto, médio e longo
prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou morte, além de prejuízos de
ordem legal e patrimonial para a empresa.
É importante salientar que a presença de agentes nocivos nos locais de
trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. Isso

38
vai depender da combinação de vários fatores, como a contaminação e a forma
de contaminação no ambiente do trabalho, o nível de toxidade e o tempo de
exposição da pessoa. Entretanto, na visão de prevenção, não existem micro ou
pequenos riscos, o que existem são micros ou pequenas empresas.
Desta forma, em qualquer tipo de atividade laboral, tornam-se
imprescindível a necessidade de investigar o ambiente de trabalho para
conhecer os riscos que estão expostos os trabalhadores.

6.2 - Avaliações de risco

E o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente


e decidir se o risco e ou não tolerável.

6.3 - Formas de avaliar o risco

Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar


os riscos dos ambientes de trabalho, existem duas modalidades básicas de
avaliação. A avaliação qualitativa, conhecida como preliminar, e a avaliação
quantitativa, para medir, comparar e estabelecer medidas de eliminação,
neutralização ou controle dos riscos.

6.4 – Riscos Ambientais nos Serviços de Fôrma e Armaduras.

De acordo com a NR-9 (Brasil, 1994) consideram-se riscos ambientais


os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho,
que em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de
exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. A norma não
menciona os riscos ergonômicos e de acidentes, porém a NR-5 (Brasil, 1999)
ao tratar do Mapa de Riscos, estabelece através da Portaria n° 25 (Brasil,
1994) a inclusão dos referidos agentes. Conforme a USP (2007b), os riscos
ergonômicos e de acidentes de forma direta ou indireta contribuem a curto,
médio e longo prazo para as causas de acidentes e doenças profissionais ou
do trabalho, podendo gerar lesões e reduzir a capacidade laboral do
trabalhador.

39
6.4.1 – Risco físico

A NR-9 (Brasil, 1994) considera como riscos físicos às diversas formas


de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído,
vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor e frio), radiações
ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-som e ultra-som.
Consideram-se ainda os campos magnéticos estáticos e os campos elétricos
estáticos (USP, 2006a), os quais também são considerados no livreto de limites
de exposição da American Conference of Governmental Industrial Hygienists -
ACGIH (2005). A inclusão do agente de risco Umidade se faz necessária, o
qual está previsto no Anexo à Portaria n° 25 (Brasil, 1994) como agente de
risco físico, existindo a necessidade de sua prevenção, em que o Anexo n° 10
da NR-15 (Brasil, 1978), estabelece critérios para seu enquadramento como
atividade ou operação insalubre.
Analisando-se os riscos físicos na Indústria da Construção, os agentes
de risco: ruído, vibração, radiações ionizantes e radiações não ionizantes
surgem nas operações em que são utilizados máquinas e equipamentos para o
desenvolvimento das tarefas. Os agentes físicos: calor, frio, pressões anormais
e a umidade dependem do ambiente e local de trabalho. Na tabela 02, é
possível identificar o agente de risco, sua fonte de emissão e sua possível
conseqüência à saúde do trabalhador, se estes não forem controlados dentro
dos Limites de Exposição permitidos.

40
Tabela 02 – Riscos Físicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao Trabalhador.

Agentes Possíveis Consequências à


Fonte de Emissão
de Riscos Saúde dos Trabalhadores
Máquinas e equipamentos: Bate-estaca,
Betoneira, Bomba de concreto, Bomba de
drenagem, Caminhão, Compactador,
Compressor de ar, Elevador de cargas e de
Diminuição da audição temporária
passageiros, Esmerilhadeira, Ferramenta de
ou persistente, surdez, zumbidos.
fixação à pólvora, Grua, Guincho de coluna,
Ruído Como efeitos gerais: perturbações
Lixadeira para piso, Máquina de furar portátil,
funcionais nos aparelhos nervosos,
Martelete, Pá Carregadeira, Policorte,
digestivos e cardiocirculatórios.
Retroescavadeira, Rompedor, Serra circular
de mesa e manual, Serra de material
cerâmico, Vibrador, etc. Neste rol incluem-se
também todos os equipamentos pesados
utilizados na movimentação de terra.
Localizadas (mãos e braços): Dor,
formigamento e diminuição da
sensibilidade das mãos, dedos e
antebraço. As mãos podem ficar
arroxeadas e úmidas, com
aparecimento de pequenas necroses
Máquinas e equipamentos elétricos, à na pele. Podendo ainda provocar
Vibração combustão e pneumáticos. alterações nos vãos do coração e do
cérebro. De corpo inteiro:
Problemas na região dorsal e
lombar, gastrointestinais, sistema
reprodutivo, desordens nos sistemas
visual e vestibular, problemas nos
discos intervertebrais e
degenerações da coluna vertebral.
Trabalho a céu aberto, trabalho em locais Fadiga precoce, prostação termica,
confinados, operação de soldagem e corte a câimbras de calor, desconforto,
Calor
quente, operação de caldeira insolação, internação e
(impermeabilização a quente). desidatração.
Alterações na pele, nos órgãos
formadores de sangue, esterilidade
Radiação Gamagrafia industrial (análise de estruturas de
masculina e feminina, câncer,
ionizante concreto, verificação da integridade de soldas
catarata, osteossarcoma e
e estruturas metálicas).
carcinoma dos seios da face,
leucemia.
Radiação
não Operações de soldagem elétrica e Queimaduras, lesões nos olhos, na
ionizante oxiacetilênica. pele e em outros órgãos.

Hiperbárica (acima de 760 mmHg):


Barotrauma, Embolia traumática pelo
Pressões
Trabalho em tubulão pressurizado, mergulho e ar, Embriaguez das profundidades.
anormais
em elevadas altitudes. Hipobárica (abaixo de 760 mmHg):
Taquipnéia, alcalose respiratória,
tonturas, vertigens, enjôo.
Doenças do aparelho respiratório,
Umidade
Trabalho em galerias e locais encharcados. doenças da pele, doenças
circulatórias.
Fonte: USP (2007b)

41
6.4.2 – Risco Químico.

De acordo com NR-9 (Brasil, 1994), são considerados riscos químicos


as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo
pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou
vapores, ou que, pela natureza da atividade possam ter contato ou ser
absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Quanto à forma
como se apresentam os agentes químicos podem ser classificados em gases,
vapores, aerodispersóides, poeiras, fumos, neblinas, névoas e fibras (USP,
2006d).
A inclusão das fibras se faz pertinente no reconhecimento e avaliação
dos riscos ambientais na Indústria da Construção, levando-se em conta que a
aplicação do asbesto ocorre com freqüência em vários tipos de edificações,
sendo o Asbesto considerado cancerígeno humano (USP, 2007b).
Consideram-se fibras as partículas sólidas que apresentam uma relação de
comprimento e diâmetro de 3:1 (três para um). Destas são ditas respiráveis, as
que se apresentam com diâmetro menor que 3 µm (USP, 2007b). A figura 7
mostra a relação do comprimento da fibra com o diâmetro da partícula.

Comprimento (3 d)

Diâmetro ( d )

Figura 7 - Relação Comprimento X Diâmetro de Partícula Fonte: USP (2007b)

Em relação aos agentes químicos é preciso levar em consideração o


tamanho das partículas, no qual as que possuem diâmetros entre 0,5 µm a 10
µm são consideradas partículas respiráveis (USP, 2007b).
Os riscos químicos encontrados na Indústria da Construção são provenientes
de manipulações das matérias-primas utilizadas no setor produtivo, as quais
são transformadas ou passam por processos que modificam a sua natureza. O
pó proveniente dos cortes de madeiras é exemplo de produto que pode afetar a
saúde do trabalhador em seu estado natural (poeira) ou após sua preparação e

42
aplicação. Neste estágio, pode provocar Dermatose quando em contato com a
pele do trabalhador. Na tabela 03, observa-se que determinadas operações
podem expor os trabalhadores a poeira. Outra observação importante sobre
estes agentes de risco é sua capacidade de gerar afeitos agudos é crônico,
sendo que alguns são extremamente agressivos e demandam de medidas de
controle e de proteção adequada, no qual os trabalhadores devem ser
treinados e receber equipamentos de proteção respiratórios – EPR adequado.

43
Tabela 03: Riscos Químicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao Trabalhador

Agentes de Possíveis Consequências à


Fonte de Emissão
Riscos Saúde dos Trabalhadores
Doenças pulmonares crônicas,
dermatite, urticária, conjuntivite,
Poeiras Alcalinas Cal e cimento.
inchaço das membranas, espirro,
dificuldade de respirar, bronquite e
asma.
Acabamentos em concreto e pedras
ornamentais, carga e descarga de
areia, pedra e outros materiais, corte
Fibroses (Silicose e Asbestose),
de paredes, estruturas, pisos
Poeiras Minerais Bronquite, Asma, Câncer e Efeitos
cerâmicos, pedras ornamentais e
Sistêmicos
telhas cerâmicas e de amianto,
demolição, fibra de vidro, grandes
movimentações de terra, limpeza do
canteiro de e etc.
Dermatite Irritativa de Contato – DIC;
Dermatite Irritativa de Contato Forte
Ácido muriático e clorídrico, aguarrás,
– DICF; Dermatite Alérgica de
argamassas, desformantes, massa
Contato – DAC (cimento e
plástica, massa de cimento, premer,
solventes), intoxicações, reações
resinas epóxi, seladora, thiner, tintas,
Produtos Químicos inflamatórias na pele e na via
verniz, etc. Obs.: muito desses
respiratória superior, lesões na
produtos têm em sua composição
mucosa dos olhos, contaminação
hidrocarbonetos alifáticos e
por via digestiva, câncer: fígado e
aromáticos.
rins, redução dos glóbulos
vermelhos (hidrocarbonetos), lesões
no sistema nervoso central.
Efeitos Asfixiantes: provoca dor de
cabeça, náuseas, vômitos,
sonolência, convulsões, coma e
morte. Efeitos Irritantes: provoca
Armazenamento inadequado de irritação das vias aéreas superiores,
produtos químicos, operações de pele e mucosa dos olhos. Efeitos
corte e soldagem a quente, pintura a Anestésicos: provocam ação
Gases, névoas e
revólver, produtos químicos que depressiva sobre o sistema nervoso,
vapores
podem evaporar quando expostos à danos aos diversos órgãos do corpo
temperatura ambiente, trabalhos em (rins e fígado) e ao sistema formador
locais confinados, etc. do sangue. Efeitos Sistêmicos: não
provocam danos aos pulmões, mas
em órgãos e sistemas do corpo.
Efeitos Sensibilizantes: aumento
da probabilidade de asma
ocupacional.
Poeiras Vegetais Corte e lixamento de madeira. Renite alérgica e Adenocarcinomas.
Doença pulmonar obstrutiva, febre
Operações de corte e soldagem a
Fumos Metálicos dos fumos metálicos e intoxicação
quente.
específica de acordo com o metal.
Poeiras Insolúveis Não
Classificados de outra Corte de vergalhões de aço. Pneumoconioses benignas
Maneira – PNOS
Fonte: USP (2007b)

44
6.4.3 – Risco Biológico.

A NR-9 (Brasil, 1994) considera agentes biológicos os microrganismos,


tais como: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre
outros, sendo que a caracterização de sua exposição é feita através de
inspeção no local de trabalho, onde o Anexo 14 da NR-15 (Brasil, 1978)
exemplifica algumas atividades em que a insalubridade pode ser caracterizada
através da avaliação qualitativa. O reconhecimento antecipado e o controle dos
agentes biológicos em um canteiro de obras se fazem necessário, em que uma
simples poça d’água pode proliferar o mosquito transmissor da Dengue e
adoecer vários trabalhadores, com riscos que pode levá-los até a morte na fase
hemorrágica da doença. Na tabela 04, estão relacionados os Agentes
Biológicos que podem estar presentes nos canteiros de obras, bem como sua
fonte de emissão e quais doenças podem afetar à saúde dos trabalhadores.
Observa-se que a NR-18 (Brasil, 1995) se preocupa constantemente com a
limpeza e higiene das áreas de vivência (instalações sanitárias, locais para
refeição, alojamento e vestiário).

Tabela 04 – Riscos Biologicos, Fonte de Emissão e Possíveis Conseqüências ao Trabalhador

Agentes de Possíveis Consequências à


Fonte de Emissão
Riscos Saúde dos Trabalhadores
Ambulatório médico, água
contaminada, trabalhos em esgotos,
área de vivência sem higienização
(alojamento, banheiro, refeitório e
Tuberculose, Brucelose, Cólera,
vestiário), animais no canteiro de
Conjuntivite, Diarréia, Doença de
Bacilos, Bactérias, obra, ausência de acondicionamento e
Chagas, Gripe, Hepatite, Infecções
Fungos, Protozoários, tratamento do lixo (restos de comida e
Intestinais, Leptospirose, Tifo,
Parasitas, Vírus. materiais contaminados), reservatório
Malária, Febre Amarela, Dengue,
de água descoberto, água parada no
Solitária e Esquistossomose.
canteiro de obra, trabalhadores
doentes no canteiro ou no alojamento,
trabalhos próximo de florestas e
matas, trabalhos em efluentes e
saneamento básico.
Fonte: USP (2007b)

45
6.4.4 – Agentes Ergonômicos

(Segundo Saurin et al. 2005), os Agentes Ergonômicos são


considerados como condições que interferem no conforto do trabalhador,
podendo causar doenças e/ou lesões (USP, 2007b). Podem estar ligados à
organização das tarefas, os relacionados ao mobiliário, equipamentos ou às
condições que o trabalho é executado, podendo provocar no trabalhador
distúrbios psicológicos e fisiológicos SENAI (1994).
A NR-17 (Brasil, 1990) estabelece parâmetros para que se possa
proporcionar o máximo conforto do trabalhador nos ambientes de trabalho. Nas
questões relacionadas aos abusos causados por pessoas que comandam ou
tem poder para dirigir os trabalhos, como o Assédio Moral13, sendo que o
Direito do Trabalho já possui entendimentos que levam ao pagamento de
indenizações. Já nas doenças causadas pela organização do trabalho, como o
stress e doenças do coração, estas são reconhecidas pela Previdência Social
como Doenças do Trabalho.
O Anexo à Portaria n° 25 (Brasil, 1994) classifica os riscos ergonômicos
como sendo: esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso,
exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição
de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho
prolongadas, monotonia e repetitividade e outras situações causadoras de
stress físico e/ou psíquico.
As doenças provocadas por esforços repetitivos são denominadas
LER/DORT – Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbio Osteosmusculares
Relacionados ao Trabalho, que tem no trabalho a sua principal causa. A
Instrução Normativa n° 98 (MPS, 2003) conceitua tais doenças como uma
síndrome relacionada ao trabalho, caracterizada pela ocorrência de vários
sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso,
fadiga de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas
podendo acometer membros inferiores. Entidades neuro-ortopédicas definidas
como tenossinovites, sinovites, compressões CID de nervos periféricos,
síndromes miofaciais, podem ser identificadas ou não. As regiões cervical e
lombar e os membros superiores são os locais mais freqüentemente

46
comprometidos, mas estes distúrbios podem ocorrer em qualquer parte do
sistema osteomuscular.
(Segundo a USP (2007c), o Ministério da Previdência e Assistência
Social - MPAS detectou entre os 200 códigos da CID-1014 com maior
incidência no ano de 2001 as LER/DORT, que representou 33,8% dos casos
de doenças do trabalho registrados, sendo os diagnósticos mais comuns as
sinovites e tenossinovites não especificadas.
A divisão destes diagnósticos em relação aos ramos de atividade
econômica mostrou a presença da doença em trabalhadores de bancos,
serviços de comunicação (telefonia, correios e imprensa), comércio
(supermercados), serviços de saúde, processamento de dados, serviços de
utilidade pública (água e energia); indústrias automobilísticas, metalúrgicas de
componentes eletrônicos, alimentação e processamento de carnes,
farmacêuticas e outras (USP, 2007c).
A USP (2006d) dá um enfoque completamente diferente à Ergonomia
que é atualmente é discutida na Indústria da Construção. Em sua visão, a
construção ergonômica deve acontecer na transformação do trabalho, no qual
sua concepção é voltada à análise das tarefas do operador15 e da
compreensão de como o trabalho é organizado e de como o trabalhador
organiza esse trabalho.
Segundo a USP (2006d), o trabalho prescrito é sempre diferente do
trabalho realizado, sendo que o trabalhador sempre encontra subterfúgios para
amenizar a execução do trabalho e reduzir os efeitos dos agentes de risco,
conseguindo atingir sua meta e a produtividade a ele imposta.
Em estudo realizado por Saurin et al. (2005), no qual foram
diagnosticadas às questões ergonômicas na movimentação de andaimes
suspensos mecânicos, comprovou-se que não há requisitos ergonômicos nas
exigências da NR-18 (Brasil, 1995) para a movimentação dos mesmos. Ainda,
complementa que pela própria natureza das atividades da construção, elas são
problemáticas em termos ergonômicos. Exemplifica a questão com as
atividades de execução de pisos e forros, as quais requerem trabalhos abaixo
da altura dos joelhos e acima do nível dos ombros, em que são
ergonomicamente inadequadas.

47
(Segundo Saurin et al. (2005), não só nas questões ergonômicas da NR-
18 (Brasil, 1995) apresentam falhas, no qual faz referências às posturas
inadequadas, esforço físico intenso na movimentação e transporte manual de
materiais e repetitividade, mas em várias questões que deveriam buscar a
prevenção das doenças profissionais e/ou do trabalho, como o stress e as
lombalgias. O autor relata que devido à rotatividade e terceirização do setor,
fica cada vez mais difícil identificar o empregador que foi responsável pelas
condições inadequadas de trabalho.
Na concepção do projeto há falhas que dificultam a sua execução e
colocam a vida e a saúde dos trabalhadores em perigo, sendo que a ausência
de equipamentos adequados, como o Andaime Suspenso Mecânico, reduz a
produtividade e obriga a realização de atividades de risco grave e iminente
(SAURIN et al., 2005).
Nos canteiros de obras, as patologias da coluna são igualmente uma
ameaça, no qual o carregamento de materiais e os trabalhos em altura são
importantes fatores de traumas vertebrais, um pela postura indevida e pelo
excesso de peso; outro pelo impacto em caso de queda. A discussão dos
problemas da coluna não têm tido o espaço merecido nas discussões tripartites
da Indústria da Construção, tratando-se de uma questão pouco observada por
todos os envolvidos no assunto, ou seja, empresários, governo e trabalhadores
(PROTEÇÃO, 2007c).
Para a solução dos problemas ergonômicos na Indústria da Construção,
propõem-se: que as cargas tenham seus pesos limitados; escadas, rampas,
bancadas e prateleiras passem por manutenções constantes; que os cabos de
segurança sejam utilizados como auxílio nos cintos durante os procedimentos
de carga e descarga de materiais e que a mecanização de alguns processos
pode apresentar algum alívio aos trabalhadores (PROTEÇÃO, 2007c).

6.4.5 – Risco de Acidentes

Os riscos de acidentes ocorrem imediatamente após o contato entre o


agente e o trabalhador, no qual o nexo entre a causa e o efeito é relativamente
fácil, estando estes descritos na Tabela I do Anexo à Portaria n° 25 (Brasil,
1994) como sendo: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem

48
proteção, ferramentas inadequadas e defeituosas, iluminação inadequada,
eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, armazenamento
inadequado, animais peçonhentos e outras situações de risco que poderão
contribuir para a ocorrência de acidentes.
A NR-18 (Brasil, 1995) traz uma grande inovação para a saúde e
segurança do setor quando estabelece a obrigatoriedade de elaboração e
implementação do PCMAT para os canteiros de obras com mais de 20 (vinte)
trabalhadores, o qual deve contemplar as exigências contidas na NR-9 (Brasil,
1994), ou seja: antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos
físicos, químicos e biológicos.
Nos canteiros de obras com menos de 20 (vinte) trabalhadores não é
obrigatória a elaboração do PCMAT, sendo que a identificação dos riscos
ambientais deve ser feita através do Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais - PPRA e do Mapa de Riscos.
Conforme a USP (2006f), a NR-9 (Brasil, 1994) não inclui os riscos
ergonômicos e de acidentes, porém nada impede que ambos sejam incluídos
no PPRA.

6.5 – Reconhecimentos dos Riscos nos Serviços na fase da obra

Os reconhecimentos dos riscos na obra devem ser feitos de acordo com


cada fase. Eles devem estar contidos em documento específico que contemple
os dados da obra, as necessidades de segurança do trabalho para a sua
execução (medidas de proteções coletivas e individuais), assim como a análise
dos riscos de cada etapa do projeto, com o objetivo de incluir nessa fase o
detalhamento das medidas de proteções coletivas, pois só assim estaremos
antecipando e resolvendo e/ou minimizando os possíveis riscos durante as
execuções das obras, às quais envolvem trabalhadores, máquinas,
equipamentos e logística. A obra se divide nas seguintes fases: Movimentação
de Terra; Fundações e Estruturas; Coberturas; Fechamento e Alvenaria;
Instalações e Acabamentos e Máquinas de Elevação. Sendo que a estrutura e
a fase mais complicada e na qual o trabalhador este mais exposto aos riscos
de acidente (SAMPAIO, 1998a).

49
6.5.1 – Estrutura

Estrutura é o elemento ou conjunto de elementos que formam a parte


resistente e de sustentação do edifício. Nesta fase da obra ele descreve os
seguintes riscos: queda de altura; quedas de objetos e materiais; golpes,
perfurações e cortes por objetos; explosões e incêndios; contatos com
substâncias nocivas em estruturas de concreto; radiações, queimaduras, fumos
e partículas nos olhos; descargas elétricas de máquinas utilizadas pelos
carpinteiros; queda da torre da grua (SAMPAIO, 1998a).
A queda de altura na Indústria da Construção é a causa que mais
provoca acidente fatal (FUNDACENTRO - PA, 2008), não sendo uma
conseqüência somente desta fase da obra.
Para a prevenção da queda de altura a NR-18 (Brasil, 1995) determina
proteções mínimas que devem ser implementadas e só retiradas quando tenha
sido concluído o fechamento da abertura da periferia da laje ou do piso. Entre
tais determinações, a principal delas é a construção do sistema guarda-corpo-
rodapé com altura mínima do travessão superior de 1,20 metros, rodapé de 20
centímetros e travessão intermediário colocado a uma altura de 70 centímetros.
O sistema de guarda-corpo-rodapé deve suportar uma carga mínima de 150
quilos em seu ponto mais vulnerável e ter os espaços entre os vãos fechados
com tela ou outro material que garanta a resistência solicitada.
As escadas devem ser dimensionadas de acordo com a sua aplicação.
Devem ser construídas com madeira de primeira qualidade e que não
apresentem nós e/ou rachaduras, não podendo ser pintadas, apenas
envernizadas, e seus degraus devem ser encaixados no montante, conforme
determina a NR-18 (Brasil, 1995).
Quanto às aberturas existentes no piso, a NR-18 (Brasil, 1995)
estabelece que elas devem ser fechadas com proteção resistente e isoladas,
de maneira que ninguém tenha acesso, mesmo quando estão protegidas. Os
poços dos elevadores devem ter a mesma proteção, sendo que as construtoras
só têm retirado às malhas de aço no momento da instalação do elevador
definitivo. Esta proposta deverá constar na norma no ano de 2008, de acordo
com o texto aprovado pelo CPR/SP (FETICOM-SP, 2008). Outra situação que
Sampaio (1998a) se preocupa nesta fase da obra é com a organização e

50
limpeza do canteiro de obra, onde ele indica a aplicação do Programa 5S17,
visto que o mesmo tem a finalidade de manter os locais de trabalho
organizado, limpos e desimpedidos.
Para prevenir a queda e projeções de materiais, objetos e ferramentas, a
NR-18 (Brasil, 1995) determina que deve ser instalada a plataforma principal a
partir do andar térreo, com um pé-direito acima do nível do terreno, e
plataformas secundárias a cada 3 (três) pavimentos a partir do andar térreo.
Estas plataformas só podem ser removidas quando for fechada a periferia da
laje na altura mínima de 1,20 metros, somente podendo ser retirada quando
todos os andares superiores estiverem concluídos.
A obrigação de instalação das plataformas é para as edificações que
tenham mais de 4 (quatro) andares ou altura equivalente, sendo que elas
devem atingir todo o perímetro da edificação. Ainda, é obrigatória a colocação
telas de proteção em toda a extensão da edificação, no qual materiais podem
ser projetados e ultrapassar as plataformas, podendo atingir os trabalhadores,
pedestres e edificações vizinhas.
Nesta fase da obra, encontram-se as atividades de Carpintaria e
Armações de Aço. De acordo com Sampaio (1998a), a primeira é responsável
pela confecção das fôrmas, às quais serão construídas e montadas pelos
Carpinteiros, e a segunda é responsável pelas estruturas de ferro que serão
colocadas dentro das fôrmas e dará a resistência necessária à estrutura.
A carpintaria é uma atividade que deverá ser desempenhada por
trabalhador qualificado, tanto no corte da madeira necessária para as fôrmas,
quanto em sua montagem. O profissional deverá ter sua função anotada em
CTPS e portar documento de identificação. Sua qualificação é extremamente
importante, em que ele manuseará a serra circular de bancada, o qual é um
equipamento perigoso e que pode causar cortes e amputações nos membros
superiores dos trabalhadores. De acordo com as estatísticas da MPAS (2008),
aproximadamente 30% dos Acidentes de Trabalho ocorrem nas mãos e nos
punhos dos trabalhadores.
O corte e a dobragem dos vergalhões de aço devem ser feitos em
mesas estáveis e apoiados sobre superfícies resistentes, afastados da área de
circulação de pessoas. O local deve ter cobertura para a proteção dos
trabalhadores contra as intempéries e queda de materiais.

51
No setor de armações a NR-18 (Brasil, 1995) determina que iluminação
deva ser protegida contra impactos provenientes da projeção de partículas ou
vergalhões. Após a montagem e colocação das armações, as pontas dos
vergalhões devem ser protegidas e devem ser colocadas pranchas de madeira
para a circulação dos trabalhadores sobre as armações, facilitando assim a
movimentação no momento da concretagem.

Figura 8 – Serra Circular de Bancada

Fonte: forumpcs.

7 – METODOLOGIA DE PROTEÇÃO.

Metodologias de proteção são ações, equipamentos ou elementos que


servem de barreira entre os perigos e os operários. Em uma visão mais ampla,
são todas as medidas de segurança tomadas numa obra para proteger uma ou
mais pessoas. (SAMPAIO, 1998a). Para prevenir os acidentes e as doenças
provenientes do trabalho, a ciência e as tecnologias colocam a nossa
disposição uma série de medidas e equipamentos de proteção coletiva e
individual.

7.1 – Equipamentos de proteção coletiva – EPC’s

(Segundo, DIAS, L. M. A 2004), os equipamentos de proteção coletiva


servem para neutralizar a ação dos agentes ambientais, evitando acidentes,

52
protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores.
Conforme a NR-9 (Brasil, 1995), EPC é todo equipamento destinado à proteção
coletiva, com a finalidade de eliminar e/ou diminuir os riscos de acidentes ou
doenças ocupacionais, como por exemplo: guarda-corpos, proteções de
aberturas no piso, escoramento de lajes, plataformas de proteção, etc.

Conforme a NR-18 (Brasil, 1995) o projeto de execução e implementação


das proteções coletivas deve estar em conformidade com as etapas de
execução da obra, o qual deve fazer parte dos documentos que integram o
PCMAT, além dos mesmos terem que ser projetados e dimensionados por
profissional legalmente habilitado.
De acordo com a NR-9 (Brasil, 1994), o estudo para implantação de
medidas de proteção coletiva deverá obedecer à seguinte hierarquia: a)
medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes
prejudiciais à saúde; b) medidas que previnam a liberação ou disseminação
desses agentes no ambiente de trabalho; c) medidas que reduzam os níveis ou
a concentração desses agentes no ambiente de trabalho.
A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser acompanhada
de treinamento dos trabalhadores quanto aos procedimentos que assegurem
sua eficiência e de informação sobre as eventuais limitações de proteção que
ofereçam.
A NR-18 (Brasil, 1995) estabelece condições mínimas para o
dimensionamento das proteções coletivas nos canteiros de obras, sendo que
estas devem garantir com o máximo de eficiência o controle dos agentes de
riscos para operações com máquinas e equipamentos e no desenvolvimento
das atividades de produção.

7.2 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI

A NR-6 (Brasil, 2001) considera EPI todo o dispositivo ou produto de uso


individual, que utilizado pelo trabalhador, destina-se à proteção de riscos
suscetíveis de ameaçar à sua segurança e saúde, e por equipamento
conjugado de proteção individual, aquele composto por vários dispositivos, em
que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam
ocorrer.

53
Conforme esta NR, a empresa é obrigada a fornecer gratuitamente a
seus empregados os Equipamentos de Proteção Individual - EPI's adequados
aos riscos existentes no local de trabalho, sempre que as medidas de controle
coletivas ou administrativas forem inviáveis, insuficientes e/ou estiverem em
fase de implantação.
A NR-09 (Brasil, 1994), estabelece que a utilização de EPI’s no âmbito
do programa deverá considerar as normas legais e administrativas em vigor e
envolver no mínimo: a) seleção do EPI adequado tecnicamente ao risco a que
o trabalhador está exposto e à atividade exercida, considerando-se a eficiência
necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto oferecido
segundo avaliação do trabalhador usuário; b) programa de treinamento dos
trabalhadores quanto à sua correta utilização e orientação sobre as limitações
de proteção que o EPI oferece; c) estabelecimento de normas ou procedimento
para promover o fornecimento, o uso, a guarda, a higienização, a conservação,
a manutenção e a reposição do EPI, visando a garantir as condições de
proteção originalmente estabelecidas; e d) caracterização das funções ou
atividades dos trabalhadores, com a respectiva identificação dos EPI utilizado
para os riscos ambientais.
O EPI é limitado ao controle de alguns agentes ambientais, tais como:
calor, agentes biológicos, vibração, entre outros. Assim é necessário critério
objetivo de atenuação do EPI, possibilitando a aferição de que a concentração
ou intensidade do agente reduza abaixo do Limite de Tolerância, como ocorre,
por exemplo, com o ruído. Em situações onde não há quantificação da
concentração do agente, como por exemplo: contato com substâncias químicas
deve-se selecionar EPI adequado e de acordo com sua finalidade de proteção,
a qual é definida no Certificado de Aprovação (CA)4 (SALIBA, 2005).
Ao adquirir EPI’s, deve-se ter a preocupação de que os mesmos
exerçam a proteção de maneira eficaz e possuam o Certificado de Aprovação,
sem o qual o equipamento não terá validade legal. É de responsabilidade da
empresa, controlar e disciplinar o uso dos equipamentos fornecidos, cabendo-
lhes as aplicações das punições previstas em lei para o trabalhador que se
recusar a usá-los.
Recomenda-se manter um fichário para controlar o fornecimento dos já
referidos equipamentos de proteção individual, de modo que cada equipamento

54
receba a assinatura do usuário na data da entrega. As fichas devem ser
individuais e devem ser guardadas por no mínimo 20 anos após o
desligamento dos funcionários da empresa.
Da mesma forma, a empresa deve manter os certificados individuais dos
treinamentos aos quais seus empregados se submeteram, como por exemplo:
treinamentos de conscientização e orientação do uso de EPI’s, treinamento de
Operador de Serra Circular, Gruas, Direção Defensiva, etc, comprovando a
atenção da empresa em manter seus empregados devidamente preparados e
habilitados para os cargos exercidos.
Conforme a NR-6 (Brasil, 2001), cabe ao empregador quanto ao EPI: a)
adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao
trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria
de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o
uso adequado, a guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando
danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção
periódica e g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. A NR-6
(Brasil, 2001) estabelece que cabe ao empregado quanto ao uso do EPI: a)
usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-
se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração
que o torne impróprio para uso; e d) cumprir as determinações do empregador
sobre o uso adequado.
De acordo com a USP (2007b), é recomendado que os EPI’s devam ser
selecionados e implantados, após uma análise criteriosa realizada por
profissionais legalmente habilitados onde serão considerados principalmente os
seguintes aspectos: a melhor adaptação ao usuário, visando minimizar o
desconforto natural pelo seu uso; atender as peculiaridades de cada atividade
profissional e adequação ao nível de segurança requerido face à gradação dos
riscos.
Conforme o Anexo I da NR-06 (Brasil, 2001), deve ser utilizado EPI’s de
acordo com as situações de risco e as atividades desenvolvidas, sendo que o
principal método de proteção é manter um ambiente de trabalho isento de
riscos à saúde e integridade física dos trabalhadores.

55
7.3 - Programas de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

(Segundo, DIAS, L. M. A 2004), analisando diversos aspectos da


Indústria da Construção no Brasil, tais como: elevado número de acidentes,
falta de treinamento dos trabalhadores, falta de estímulo dos empregadores
para investimentos com Segurança e Saúde do Trabalho - SST, inexistência de
uma cultura sólida de segurança do trabalho na grande maioria das empresas,
etc., verifica-se a iminência da implantação de um Sistema de Gestão de
Segurança e Saúde do Trabalho - SGSST capaz de gerenciar de maneira
eficaz as Condições e Meio Ambiente de Trabalho no setor.
O Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho - SGSST faz
parte de um sistema de gestão global que facilita o gerenciamento dos riscos
de SST associados aos negócios da organização. Isto inclui a estrutura
organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas,
procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir,
analisar criticamente e manter a política de SST da organização (OSHA-18001,
1999).
O Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho - SGSST
baseia-se em elementos que tem a finalidade de atingir a melhoria contínua da
política da empresa em relação a SST, com a implementação de
procedimentos que possibilitam a avaliação, organização, planejamento e
aplicação de diretrizes específicas para o controle do meio ambiente de
trabalho (PROTEÇÃO, 2007b).
A dificuldade na implementação de um SGSST é que a maioria das
empresas, de forma equivocada e no intuito de reduzir o valor da obra,
considera os custos com segurança e a saúde de seus trabalhadores um
investimento indispensável, vindo a preocupar-se com esta questão apenas
quando notificada, multada ou após a ocorrência de acidentes graves e/ou
fatais.
Sistemas de Gestão devem ser perfeitamente estruturados, buscando a
melhoria contínua de seus processos, cujo desenvolvimento, rapidez de
implementação e abrangência são determinados pela alta direção da
organização, em função das contingências internas e externas (políticas

56
governamentais, circunstâncias econômicas, reestruturação organizacional
interna, etc.).
Um SGSST é uma ferramenta de trabalho que permitirá a empresa
atingir, e sistematicamente controlar, o nível de desempenho em SST por ela
estabelecido em suas diretrizes, sendo que sua aplicação e desenvolvimento,
por si só, não resultará, necessariamente, na redução imediata de acidentes e
doenças ocupacionais.
Conforme a norma OHSAS-18001 (1999) as empresas que possuem um
SGSST assumem um compromisso perante as partes interessadas de que:
seus dirigentes se comprometem em atender às disposições legais vigentes,
dispõe de uma política e de objetivos para os assuntos de segurança e saúde
dos envolvidos em seus processos, atuam de forma ativa na prevenção e seus
sistemas de gestão incorporam os princípios da busca da melhoria contínua.
(Segundo de Cicco (QSP, 2008), a OHSAS-18001 (1999) é uma norma
de requisitos chamada de "Especificação", sendo que é utilizada para auditar e
certificar os Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho. Quanto
às normas BS-8800 (1996) e a OHSAS-18002 (1999), são documentos que
vão muito além da certificação: elas são chamadas de "Diretrizes" e fornecem
orientações e recomendações voltadas para a implantação eficaz do sistema e
para a melhoria do desempenho da SST. Tanto a BS-8800 (1996), como a
OHSAS-18002 (1999) não são utilizadas para fins de auditoria.
Os Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho são
fundamentais no bom desempenho da SST, já que para o seu efetivo
funcionamento definem as responsabilidades da alta gerência e de todos os
demais componentes da empresa, contribuindo desta forma para que o SESMT
atue efetivamente nas questões relativas a SST, assegurando a segurança e a
qualidade de vida para a satisfação dos profissionais, dos clientes e de toda
comunidade.

57
8 – RESULTADOS E DISCUSÃO – POLÍTICAS PREVENTIVAS NOS
SERVIÇOS DE FORMA E ARMADURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL.

8.1 – Aplicações de Formulário para os Diretores

I – PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS DE ACIDENTES NOS


SERVIÇOS DE FORMA E ARMADURA.
Tabela 05: Pesquisa Programa de Prevenção - Fonte: Dados Coletados em campo
DISCRIMINAÇÃO FREQUENCIA %
Programa de Prevenção de 03 100
Riscos (3 a 5 anos)
Programa de Saúde 03 100
Operacional (3 a 5 anos)
TOTAL 03 100
Fonte: O autor.

Com base nos resultados em percentuais obtidos a partir da aplicação


de formulários, com relação ao programas de prevenção de riscos de acidentes
e ao tempo dos mesmos, destacam-se o programa de prevenção de Riscos
Ambientais e o Programa de Saúde Operacional, haja vista que 100% dos
Diretores ressaltaram a existência do mesmo, com um tempo de execução
variando de 3 a 6 anos.

II – OBJETIVO DOS PROGRAMAS

Tabela 06: Pesquisa Objetivo dos Programas - Fonte: Dados coletados em campo
DISCRIMINAÇÃO FREQUENCIA %
Preservação da integridade Física e da 03 100
saúde dos Trabalhadores
TOTAL 03 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Novamente houve unanimidade nas propostas em relação ao objetivo do


programa, ou seja, 100% ressaltaram a preservação da integridade física e da
saúde dos trabalhadores, o que leva a crer que estes programas realmente
estão voltados para garantir a saúde do trabalhador.

58
III – METODOLOGIA DE AÇÃO APLICADA NA EXECUÇÃO DO
PROGRAMA

Tabela 07: Pesquisa Metodologia de Ação Aplicada na Execução do Programa


DISCRIMINAÇÃO FREQUENCIA %
Palestras e avaliações qualitativas e quantitativas 02 75
Treinamento e exames médicos 01 25
TOTAL 04 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

No que diz respeito à metodologia de ação aplicada aos programas, as


opiniões apresentam-se divididas, pois 75% aponta como o melhor instrumento
as palestras, já que estas visam a conscientização e o dirimir de dúvidas dos
trabalhadores, e as avaliações qualitativas e quantitativas, o que permite
avaliar os efeitos do programa. Já o demais 25% acredita que a melhor
metodologia consiste na realização de treinamentos e exames médicos, o que
permite avaliar periodicamente os resultados na saúde do trabalhador, como
também estabelecer o perfil antes do início do uso de equipamentos, quanto ao
treinamento, este possibilita o ensino da maneira como utilizar tais
equipamentos, e as medidas a serem tomadas na ocorrência de acidentes.

IV – MEDIDAS ADOTADAS PARA ELIMINAÇÃO, MINIMIZAÇÃO OU


CONTROLE DE RISCOS

Tabela 08: Pesquisa Medidas Adotadas

DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Ações preventivas 0 0

Conscientização para o uso de equipamentos de


03 100
segurança

TOTAL 03 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto às medidas adotadas no sentido de minimizar, controlar ou


eliminar os riscos foram apontados: ações preventivas (0%); conscientização

59
para o uso de equipamentos de segurança (100%), o que leva a crer que os
programas estão em parte voltados para a prevenção dos riscos.

V – EXISTÊNCIA DE UM BANCO DE DADOS PARA CONTROLE DOS


ACIDENTES OCORRIDOS
Tabela 09: Pesquisa Existência de Banco de Dados para Controle

DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Sim, mas os acidentes têm sido irrisórios 00 00
Sim, disponível no Dpto Pessoal 00 00
Sim, através do anexo II da NR-5 03 100
TOTAL 03 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto à existência de um banco de dados para controle dos acidentes


ocorridos, 100% afirmam sua existência, embora os mesmo 100% afirmam que
está disponível através do anexo II da NR-5.

8.2 – Aplicações de formulário para os trabalhadores

I – TEMPO DE SERVIÇO NA PROFISSÃO

Tabela 10: Pesquisa Tempo de Serviço na Profissão


DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
+ 10 anos 04 23,6
- 10 anos 13 76,4
TOTAL 17 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto ao tempo de atuação na profissão, este contingente apresentou


o seguinte perfil: 76,4% possuem menos de 10 anos na profissão, enquanto
que 23,6% possuem mais de 10 anos.

60
II – VÍTIMA DE ACIDENTES DE TRABALHO NOS SERVIÇOS DE
FÔRMAS E ARMADURAS

Tabela 11: Pesquisa Vitimas de Acidentes de Trabalho


DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Sim 07 41,18
Não 10 58,82
TOTAL 17 100,0
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Com relação ao fato de já terem sofrido algum acidente no serviço de


forma e armadura, 58,82% afirmaram que não, enquanto que 41,18% disseram
que já sofreram algum acidente.

III – OPINIÃO SOBRE OS PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE


ACIDENTES APLICADOS EM SEU LOCAL DE TRABALHO
Tabela 12: Pesquisa Opinião sobre os Programas de Prevenção
DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Não conhece nenhum programa 03 17,65
Bons 05 29,41
Razoáveis 09 52,94
TOTAL 17 100,0
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto à opinião sobre os programas de prevenção de acidentes


aplicado na empresa em que atuam 29,41% afirmam que são bons; 52,94%
afirmam que são razoáveis; e, 17,65% afirmam não conhecer nenhum
programa.

IV – SUGESTÃO DE MELHORIAS

Tabela 13: Pesquisa Sugestão de Melhorias


DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Não 07 41,00
Sim, a empresa deve investir mais em orientação, 05 29,50
equipamentos e fiscalização
Sim, mais empenho e dedicação 05 29,50
TOTAL 17 100,0
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

61
Com relação às melhorias, as sugestões foram as seguintes: 29,5%
acreditam que a empresa deve investir mais em orientação e fiscalização;
29,5% afirmam que deve haver maior empenho e conscientização; e, 41% não
apresentam quaisquer sugestões.

V – PREVENÇÃO DOS RISCOS NOS SERVIÇOS DE FÔRMA E


ARMADURAS
Tabela 14: Pesquisa Prevenção dos Riscos
DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Boas 10 59
Más 07 41
TOTAL 17 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto às instalações de segurança no local de trabalho, 59% afirmam


que são boas, enquanto que 41% acreditam que as instalações são precárias.

VI – OPINIÇÃO SOBRE OS PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE


ACIDENTES EM EXECUÇÃO NA EMPRESA
Tabela 15: Pesquisa Opinião sobre os Programas de Prevenção de Acidentes
DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %

Não está tendo 09 53,1


Falta maior vistoria equipamentos 04 23,6
Mais investimentos 03 17,4
Bom 01 5,9
TOTAL 17 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Em relação ao programa de prevenção de acidentes em execução na


empresa, a opinião é de que, apesar da existência, este não esta atuando
53,1%; 23,6% apontam a necessidade maior de vistoria dos equipamentos;
17,4 acreditam que faltam mais investimentos e apenas 5,9% acham boa a
atuação dos programas.

62
VII – MELHORIAS A SEREM DESENVOLVIDAS PARA REALIZAÇÃO
DOS SERVIÇOS EM SEGURANÇA
Tabela 16: Pesquisa Melhorias a serem Desenvolvidas
DISCRIMINAÇÃO FREQUÊNCIA %
Conscientização do funcionário 10 59

Integração dos funcionários 4 23,6


Palestras e treinamentos 3 17,4
TOTAL 17 100
Fonte: O autor. Dados coletados em campo

Quanto às melhorias relevantes e que devem se desenvolvidas pelo


atual programa de prevenção, foram apresentadas as seguintes:
conscientização dos funcionários, 59%; integração dos funcionários, 23,6%; e,
palestras e treinamentos, 17,4%.

8.3 – Apresentação e Análise dos Resultados e Discussões

Nas empresas consultadas procurou-se identificar até que ponto estes


se encontra preparados adequadamente no que diz respeito à prevenção e
segurança dos trabalhadores nos serviços de fôrma e armadura.
Frente aos resultados coletados e sua posterior análise, é possível inferir
que as construtoras estudadas durante a investigação, encontram-se
inadequadamente preparados no que diz respeito à prevenção e controle dos
riscos de acidentes, decorrentes dos serviços de fôrma e armadura.
Na antecipação dos riscos associados a agentes físicos, químicos, não
foram previstos nenhum tipo de análise e projetos de instalação, métodos e
processos, com vista a identificar os riscos e promover a introdução de
medidas para eliminação ou redução dos mesmos.
Analisando-se os resultados obtidos durante a pesquisa, verificou-se que
o nível de escolaridade dos operários da construção civil é de apenas 21% de
analfabetos.
Este fato pode advir da implantação no canteiro – de – obra, por parte de
alguma destas empresas, salas de aula, com o intuito de alfabetizar os seus
trabalhadores. E como também, da própria conscientização do operário em
praticar segurança no seu serviço.

63
9 – CONCLUSÕES

A segurança e saúde do trabalho têm que ser considerada como de


fundamental importância, não só para atingirem maiores índices de qualidade e
produtividade ou para reduzir os custos com os acidentes de trabalho, mas
para buscar a satisfação dos trabalhadores.
Conclui-se também, que ainda existem falhas na aplicação e na
implantação da norma nos canteiros de obras, entre elas: a falta de
compromisso das empresas; o baixo efetivo de auditores fiscais do MTE para
investigar os locais de trabalho; a pouca divulgação da norma para os
trabalhadores; a melhoria na qualidade e treinamento para o trabalhador.
Diante do exposto, ficou constatado que a aplicação e implantação da
segurança têm prioridade nos serviços que provocam acidentes fatais, como e
o caso dos serviços de fôrma e armadura: Queda de alturas, materiais,
perfurações etc.
Em relação às críticas discutidas, foi possível identificar que sua forma
descritiva, minuciosa, e detalhista apresentada no texto foram necessárias,
pois enquanto os empregadores não se conscientizarem em fazer programas
de prevenção dos riscos, controle rigoroso dos quesitos de segurança e
equipamentos, continuará o aumento de acidentes, que será prejudicial para os
trabalhadores e para a sociedade como um todo.
O trabalho também conclui que as empresas precisam rever algumas
concepções, a qual deve priorizar o estudo das questões ergonômicas no
desenvolvimento das operações, equipamentos e materiais, bem como
valorizar a participação do trabalhador na discussão das questões relacionadas
SST no canteiro de obras.

64
10 – ANEXOS

10.1 – RISCOS NA CONFECÇÃO E MONTAGEM DE FÔRMAS

Figura: 09 Riscos de acidentes Figura: 10 Riscos de acidentes

Figuras 11: Riscos de acidentes Figura 12: Riscos de acidentes

65
10.2 – RISCOS NA CONFECÇÃO E MONTAGEM DE ARMADURAS

Figura 13: Riscos de acidentes Figura 14: Riscos de acidentes

Figura 15: Riscos de acidentes Figura 16: Riscos de acidentes

66
11 – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.

ATLAS. Manuais de Legislação – Segurança e Medicina do Trabalho. 61ª.


ed. São Paulo: Atlas, 2007. v.2. 764 p.

Acessado em 18.04.08. www.deciv.ufscar.br/sibragec/trabalhos/artigos/119.pdf

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 1 – Disposições Gerais.


Redação dada pela Portaria n° 6, 9 de março de 1983. Publicado no DOU, 14
de março de 1983. Manuais de Legislação – Segurança e Medicina do
Trabalho, Ed. Atlas, São Paulo, 61ª Ed., v.2. p. 11-13, 2007.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 4 – Serviços Especializados


em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Redação dada pela
Portaria n° 33, 27 de outubro de 1983. Publicado no DOU, 31 de outubro de
1983. Manuais de Legislação – Segurança e Medicina do Trabalho, Ed.
Atlas, São Paulo, 61ª Ed., v.2. p. 17-49, 2007.

BLINDER, M. C. P.; ALMEIDA, I. M.; MONTEAU, M. Árvore de causas:


método de investigação de acidentes de trabalho. São Paulo, Ed. Limiar, 4ª
Ed., 2003. 135 p.

CIPA. Publicações, Estudo das Condições de Saúde e Higiene do


Trabalhador da Construção Civil, Revista Cipa, n. 190, 1995

DIAS, L. M. A. Integrando para qualificar. PROTEÇÃO. Revista Mensal de


Saúde e Segurança do Trabalho, Ed. 146, p. 52-59, 2004

FALCÃO CESAR, Manual Técnico de Segurança do Trabalho em


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MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Portaria n° 30, de 13 de


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PFEIL WALTER, Estruturas de Madeira, 6 Edição Rio de Janeiro, Editora LTC


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VICENTE CHAVERINI, "Aços e Ferros Fundidos", Caracteristicas gerais,


tratamentos termicos e principais tipos, 4 Edição São Paulo, Associação
Brasileira de Metais 1977

68
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