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Justiça impede votação do fim da

Bancoop em assembleia

Cooperativa, que lançou prédio do tríplex de Lula,


foi considerada incorporadora pelo STJ

POR CLEIDE CARVALHO -30/07/2018 20:05 / ATUALIZADO 30/07/2018 20:23

O edificio Solaris, no Guarujá - Edilson Dantas / Agência O Globo


SÃO PAULO — A juíza Juliana Guia, da 39ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo,
concedeu liminar impedindo que a cooperativa Bancoop vote, em assembleia marcada
para esta terça-feira, itens que levem à sua dissolução. A Bancoop foi criada como cooperativa
habitacional do sindicato dos bancários e foi a responsável pelo lançamento do edifício Solaris,
no Guarujá, onde fica o tríplex que, segundo a Lava-Jato, pertence ao ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e foi reservado a ele pela OAS, em decorrência de contratos firmados pela
Petrobras com a construtora. O pedido de impedimento da votação foi feito por cooperados da
Bancoop que se consideram vítimas, já que pagaram por unidades habitacionais que não
receberam.

A assembleia está marcada para esta terça-feira e a Bancoop pretendia votar sua dissolução,
com venda de terrenos nos quais não foram erguidos os empreendimentos e o rateio do prejuízo
entre os cooperados. O passivo da Bancoop, segundo dados da entidade, alcança R$ 60,9
milhões e quatro empreendimentos seguem incompletos. São 197 cooperados com situação
pendente: 87 ativos, à espera de receber suas unidades, e 110 inativos, que esperam receber de
volta os valores pagos por um imóvel.

A ação foi apresentada por 27 cooperados que esperavam por imóveis no empreendimento
Torres da Mooca, onde um prédio com 84 unidades que não foi construído. No documento
onde fez um balanço de suas atividades até dezembro de 2017, a cooperativa informou que
havia um acordo em andamento para que fosse escolhida uma construtora para fazer a obra,
com negociação direta com os cooperados.

A ação, com pedido de liminar, argumenta que, por decisão do Superior Tribunal de Justiça,
a Bancoop não agiu como cooperativa, e sim como incorporadora imobiliária, que abre brecha
para punição dos dirigentes. Os ministros do STJ citaram o artigo 28 do Código de Defesa do
Consumidor, que prevê que a responsabilidade de uma pessoa jurídica pode ser desconsiderada
em um processo quando impedir a reparação dos danos.

A Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital, em seu parecer, afirmou que embora


"revestida da roupagem de cooperativa" a Bancoop adotou inúmeras atitudes que caracterizam
uma relação de consumo - uma incorporação imobiliária, e opinou pela concessão da liminar.

https://oglobo.globo.com/brasil/justica-impede-votacao-do-fim-da-bancoop-em-assembleia-22934198