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MODELAGEM SIMPLIFICADA DE ONDA DE CHEIA PROVENIENTE DE

RUPTURA HIPOTÉTICA DE BARRAGEM-estudo de caso: barragem do


Aproveitamento Múltiplo Manso, Mato Grosso, Brasil

Luiz Rafael Palmier1, Lucas Samuel Santos Brasil1, Roberto Cézar Monte-Mor1, Nilo Nascimento1,
Eduardo Galliac Rocha1, Neuzimar de Souza e Silva2, Alba Valéria Brandão Canellas2

RESUMO --- No Brasil, é relativamente pequeno o número de estudos que acoplam os


resultados de propagações de onda de cheias causadas por rupturas de barragens e a representação,
com o uso de SIG, das áreas a serem inundadas. Recentemente, um grupo do EHR/UFMG passou a
desenvolver estudos dessa natureza. Nas simulações já desenvolvidas, comprovou-se a relevância,
para o caso de barragens e reservatórios de dimensões relativamente reduzidas, do uso associado
dos modelos FLDWAV, para a propagação das ondas de cheia causadas por rupturas de barragens,
e ARCGIS, para o mapeamento das áreas inundáveis. Empresas de geração de energia elétrica e de
mineração também passaram a dedicar uma atenção maior ao problema. Marco de uma nova visão
com relação à segurança de barragens é o recente apoio dado por agências de pesquisa a projetos
cujo principal enfoque é o de avaliar condições hipotéticas de ruptura de barragens, a propagação
dos hidrogramas resultantes e a elaboração de mapas de inundação. No presente trabalho,
desenvolvido com recursos da FINEP, apresenta-se a primeira versão do mapeamento, executado a
partir da cartografia fornecida gratuitamente pelo IBGE, das áreas potencialmente inundadas face à
ruptura hipotética da barragem do Manso, cujo volume do reservatório é de 8601 hm³.

ABSTRACT --- In Brazil, it is relatively small the number of studies that couple the results of a
dam break flood wave routing and the representation of the related inundated area towards the use
of a Geographic Information System. A research group from EHR/UFMG has been developing
some studies in that subject. In the simulations already carried out, for dams and reservoirs with
relatively small magnitudes, it was shown the relevance of the jointly use of FLDWAV, to
propagate the dam break flood wave, and the ARCGIS, to produce the associated flood prone area
map. Brazilian mining and electric power companies have also started to dedicate an even greater
attention to this matter. A changing view to the dam security subject is indicated by the recent
support from Brazilian research agencies to projects whose main focus is to evaluate hypothetical
conditions of dams rupture, the resultant flood wave routing and the elaboration of flood maps. In
this paper, supported by FINEP, it is presented the first version of the map, obtained from the base
made available by IBGE, of the potentially inundated area due to hypothetical rupture of Manso
Dam, whose reservoir has a volume of 8601 hm³.

Palavras-chave: Ruptura de barragem, onda de cheia, mapas de inundação.


_______________________
1) Universidade Federal de Minas Gerais, palmier@ehr.ufmg.br, lucasbrasil@ehr.ufmg.br, rmonte_mor@yahoo.com.br, niloon@ehr.ufmg.br
2) Furnas Centrais Elétricas (FURNAS), neuzimar@furnas.com.br; alba@furnas.com.br

I Simpósio de Recursos Hídricos do Norte e Centro-Oeste 1


1 - INTRODUÇÃO

O mapeamento de áreas inundáveis relacionadas a cheias naturais é uma ferramenta


importante na elaboração de planos de ação emergencial. A partir da década de 1990, a execução
desses mapas foi facilitada com a incorporação dos sistemas de informação geográfica, que
espacializam a informação numérica em uma base cartográfica. No Brasil, é relativamente pequeno
o número de estudos que acoplam os resultados de propagações de onda de cheias naturais e a
representação da área de estudo com o uso de SIG. Em particular, um grupo do Departamento de
Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais
(EHR/UFMG) passou a desenvolver estudos dessa natureza, principalmente na bacia do rio Sapucaí
(Vianna et al., 2001), no estado de Minas Gerais. Ainda mais limitado é o número de estudos
relacionados à propagação de ondas associadas a rupturas hipotéticas de barragens já construídas ou
em fase de projeto. Exemplo marcante é o estudo da barragem de Ninho da Águia (Monte-Mor e
Palmier, 2004), desenvolvido na época em que estavam sendo submetidas suas licenças de
instalação e construção ao órgão competente no estado de Minas Gerais.
É vasta a experiência internacional em ações relacionadas à segurança de barragens e são
vários os países desenvolvidos que dispõem de legislação específica no setor, inclusive com
exigências de elaboração de mapas de inundação relativos aos casos de ruptura de barragens. No
Brasil, concomitantemente aos atuais estudos acadêmicos relacionados à elaboração desses mapas,
o governo federal, provavelmente em função de recentes rupturas verificadas no país, passou a atuar
de forma mais incisiva em questões relativas à segurança de barragens. As empresas de geração de
energia elétrica – operadoras de boa parte das grandes barragens do país – também passaram a
dedicar uma atenção ainda maior ao problema. No caso particular do estado de Minas Gerais, por
exemplo, em face de um indicativo do órgão ambiental desse estado quanto à apresentação de
estudos ao menos qualitativos relativos aos possíveis danos causados pelo rompimento de barragens
de rejeitos, as empresas do setor de mineração recentemente começaram a contratar serviços para
elaboração de mapas de inundação para situações de rupturas hipotéticas de barragens.
Marco de uma nova visão na questão da segurança de barragens é o apoio dado pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a projetos de pesquisa (Projetos P&D) cujo principal
enfoque foi o de avaliar condições hipotéticas de ruptura de barragens, a propagação dos
hidrogramas de cheia resultantes e a elaboração dos respectivos mapas de inundação. Dessa
iniciativa foram desenvolvidos estudos para a cadeia de barragens do rio Paranapanema (Pereira et
al., 2003), na divisa dos estados do Paraná e de São Paulo, e para a barragem de Rio de Pedras, no
rio das Velhas, no estado de Minas Gerais (Brasil et al., 2005). A CEMIG, após participar no
projeto P&D sobre a barragem de Rio de Pedras, iniciou processo de contratação direta de serviços

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para elaboração de mapas de inundação associados à ruptura hipotética de barragens, como no caso
da barragem de Piau, também no estado de Minas Gerais (Brasil et al., 2006).
Adicionalmente, no ano de 2005, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por intermédio da
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), divulgou edital para apoio a projetos de pesquisa na
área de segurança de barragem (FINEP, 2005). No caso específico desse edital foi aprovado um
projeto cujos estudos de caso estão relacionados às rupturas hipotéticas e elaboração de mapas de
inundação para a área a jusante de duas grandes barragens, uma localizada no estado do Rio de
Janeiro, e a outra localizada no estado do Mato Grosso.
Os estudos até agora de desenvolvidos no EHR/UFMG foram realizados com base na ruptura
de barragens com altura e volume armazenado de dimensões relativamente reduzidas – barragens de
até 32 metros de altura e reservatórios de até 6 hm³. Para esses casos foi comprovada a relevância
do uso associado dos modelos FLDWAV, para a propagação das ondas de cheia causadas por
rupturas de barragens, e ARCGIS, para o mapeamento das áreas inundáveis resultantes.
Notadamente, são reconhecidas diversas fontes de incertezas na metodologia, função
principalmente das seguintes dificuldades: i) determinação da forma de evolução da ruptura de uma
barragem; ii) determinação do hidrograma de cheia resultante; iii) limitação dos modelos
hidrodinâmicos de propagação; e iv) limitação de dados de entrada desses modelos. Neste artigo o
desafio é verificar, de forma preliminar, a capacidade da metodologia já desenvolvida na obtenção
do mapa de inundação associado à ruptura da barragem do Aproveitamento Múltiplo Manso (APM
Manso), cujo reservatório tem um volume de 8601 hm³.

2 – METODOLOGIA PARA ANÁLISE DE RUPTURA DE BARRAGEM

A simulação do escoamento originado pela ruptura de barragens pode ser realizada com a
utilização de diferentes modelos numéricos. Salienta-se que os resultados gerados pela aplicação de
um determinado modelo numérico são influenciados principalmente (Ramos e Viseu, 1999) i) pelo
método numérico utilizado; ii) pelas condições iniciais e de contorno assumidas; e iii) pela
quantidade de dados de entrada utilizados. Segundo Morris e Galland (2000), modelos
hidrodinâmicos unidimensionais são os indicados para a maioria dos casos práticos, pois possuem
uma interface mais simples de utilização e apresentam uma boa precisão de resultados.
A seguir descreve-se, de forma simplificada, a metodologia adotada pela equipe de pesquisa
da UFMG/EHR.

2.1 – Vazão de pico e hidrograma de ruptura defluente

Para simular o evento de ruptura, é necessário primeiramente elaborar o hidrograma da vazão


defluente no momento da ruptura. As características principais a serem determinadas referem-se à

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forma da brecha e ao tempo de formação da mesma. Na ausência de outro critério para definir o
crescimento da brecha, DOE (1991), apud Morris e Galland (2000), indica que a largura final da
mesma, para uma barragem, pode variar entre 60% a 80% da largura da barragem.
Outro aspecto importante é a determinação da descarga de pico defluente devido à ruptura.
Diversos autores estabeleceram expressões matemáticas relacionando a máxima vazão de descarga
com características da barragem (altura do barramento, comprimento da crista, volume do
reservatório etc), como mostra a tabela 1.
Tabela 1 – Diferentes formulações matemáticas para a determinação da vazão de pico

Autor Vazão de Pico Característica


Fórmula baseada na análise
Lou (1981) apud Q max = 7 , 683 H d
1 , 909
(1) de 19 diferentes casos de
Mascarenhas (1990)
ruptura de natureza diversa
Fórmula baseada em
0 , 48 observações de valores
Hagen (1982) Q max = 1, 205 ( H d V ) (2)
relativos a casos já ocorridos
de ruptura
Saint-Venant (-) (3) Fórmula desenvolvida por
apud U.S. Army 8 3 Saint-Venant para o caso de
Corps of Enginners Q max = B gY médio 2 remoção instantânea e total
27
(1997) do barramento

1/ 2
Fórmula considerando a
Schoklistch (1917) 8  B d  3 situação em que a ruptura
Q max = Bb g Y médio 2 (4)
apud ICOLD (1998) 27  B b  ocorre em parte da crista de
uma barragem
Fórmula baseada em dados
Bureau of coletados de vazões de pico
Reclamation (1982) Q max = 19 H d
1 , 85 históricas e da profundidade
(5)
apud Bureau of da lâmina d’água no
Reclamation (1987) reservatório no momento da
ruptura
De acordo com Singh, o
escoamento que passa pela
Vertedor de Soleira 3 brecha pode ser assumido
Espessa (Singh, Q max = 1, 7 B b H b 2 (6)
como análogo ao escoamento
1996)
que passa por um vertedor
retangular de soleira espessa
3
 A  Fórmula considerando a
Wetmore e Fread  1,94 s 
 Bb  formação de uma brecha
(1981) apud French Qmax = 1,7 Bb   (7)
T +  1,94 As   retangular, desenvolvendo-se
(1985)
 p  ( B H )   em um intervalo de tempo (t)
  b d 

sendo: Qmax - descarga máxima defluente da barragem em ruptura [m³/s]; V - volume do


reservatório para o NA máximo [m³]; As - área do reservatório para o NA máximo [m²]; Bd - largura

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da barragem [m]; Hd - altura da barragem [m]; Bb - largura final da brecha [m]; Hb - altura final da
brecha [m]; Ymédio - profundidade média no reservatório no instante da ruptura [m]; Tp - tempo para
desenvolvimento da brecha [s].
Para representar o tempo de esvaziamento do reservatório, tipos simplificados de hidrograma
podem ser usados, como o hidrograma triangular simplificado (Mascarenhas, 1990) e o hidrograma
parabólico (Barfield et al., 1998 apud Walther, 2000).
Morris e Galland (2000) mostram que as diferentes abordagens existentes na determinação das
vazões de pico e do hidrograma de ruptura podem afetar a taxa de escoamento da água e o potencial
de inundação das áreas a jusante. Verifica-se, assim, que, para cada barragem, pode ser construído
um número elevado de cenários.

2.2 – Propagação da onda de ruptura

A modelagem matemática da propagação de uma onda de cheia proveniente de ruptura de


barragem requer a utilização das equações completas de Saint-Venant. Isso significa empregar a
equação da continuidade e da quantidade de movimento com todos os seus termos (gravidade,
atrito, pressão e inércia). Para uma abordagem unidimensional as equações de Saint-Venant podem
ser descritas pelas seguintes relações matemáticas:
∂h ∂h ∂u
+u +h = 0 [Conservação da Massa] (1)
∂t ∂x ∂x
∂u ∂u ∂h
+u +g = g ( S 0 − S f ) [Conservação da Quantidade de Movimento] (2)
∂t ∂x ∂x
nas quais:
t = variável independente relativa ao tempo [s];
x = variável independente relativa à direção do escoamento [m];
u = velocidade média do escoamento [m/s];
g = aceleração da gravidade [m/s²];
h = espessura da lâmina líquida [m];
So = declividade média da calha fluvial ou do fundo do canal [m/m]; e
Sf = declividade da linha de energia [m/m].
Para modelar a propagação da onda de cheia causada pela ruptura da barragem, utiliza-se o
modelo numérico FLDWAV, o qual substitui os modelos NWS DAMBRK e DWOPER, todos
desenvolvidos pelo National Weather Service (NWS). São modelos generalizados de cálculo de
cheia para a simulação de fluxo não permanente, baseado na solução das equações completas
unidimensionais de Saint-Venant, por meio de métodos implícitos de diferenças finitas.

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2.3 – Mapeamento das áreas inundáveis

A partir das saídas fornecidas pelos modelos numéricos podem ser utilizadas ferramentas de
geoprocessamento de maneira a associar os dados advindos da propagação da onda de cheia à
cartografia da área objeto de estudo. A utilização de um software de geoprocessamento permite
criar um modelo digital de terreno (MDT) e a representação do plano de inundação da onda de
cheia provocada pela ruptura da barragem. A comparação desses dois elementos possibilita a
criação de mapas de inundação para as áreas de interesse. A partir de mapas digitalizados e
georreferenciados é possível produzir um arquivo de vetores, que representa as curvas de nível do
terreno, como base para a geração do MDT. Da mesma maneira os planos de inundação são criados
a partir da interpolação das seções topobatimétricas (MDST) que têm como informação, para cada
seção, as cotas máximas de inundação provenientes da modelagem hidráulica.
A relação entre o MDT e o MDST consiste na divisão da imagem raster que representa a
superfície do terreno, com suas cotas altimétricas, pela imagem do plano de inundação, com as
respectivas cotas. Quando a imagem raster apresenta valores superiores ao valor 1, significa que a
superfície do terreno esta mais elevada que o plano de inundação. Por outro lado, se os valores
forem inferiores a 1, significa que as cotas do plano de inundação são maiores que as do terreno.
Os modelos SPRING, IDRISI, ENVI, ERDAS e a série ARCGIS são exemplos de softwares
que podem ser utilizados para a confecção dos mapas de inundação. Alguns softwares auxiliares
podem ser necessários para a geração dos arquivos vetoriais dos dados altimétricos, como, por
exemplo, arquivos no formato DXF criados por softwares CAD.

2.3 – Dados necessários para um estudo de ruptura

Para realizar as etapas descritas acima, devem estar disponíveis dados do reservatório
(incluindo alguns dados da bacia hidrográfica); dados da estrutura da barragem; dados topográficos;
e dados de sedimentos.
Os dados necessários do reservatório incluem informações sobre a sua curva cota-área-
volume, enquanto para a bacia hidrográfica é preciso obter dados das seções topobatimétricas, série
de vazões afluentes, registros de cheias naturais e estudos de vazões extremas. Com relação à
escolha das seções topobatimétricas, Sylvestre e Sylvestre (2002) recomendam a obtenção de
seções transversais ao longo do curso d’água de modo a caracterizar adequadamente a topografia
(singularidades, planícies de inundação etc) do mesmo.
Os dados estruturais referem-se às dimensões e aos níveis da barragem, sendo necessários
para predizer razoavelmente o tamanho da brecha formada e, também, a vazão potencial da cheia.
Os dados topográficos devem mostrar toda a área sujeita à inundação com um detalhamento
superior aos níveis de cheias naturais. De forma ideal, deve-se utilizar uma base de dados com

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curvas de nível de 10 em 10 metros para áreas rurais e de 5 em 5 metros para aquelas urbanas. Para
o presente trabalho, foram utilizadas curvas de nível de 100 em 100 metros para a discretização
topográfica da área de estudo, pois não foram obtidos mapas vetorizados com precisão superior. Por
último, embora a análise de dados de deslocamentos de sedimentos e escombros deva ser prevista,
pois esses podem afetar a velocidade da propagação da onda e os níveis d’água da inundação, no
presente estudo considerou-se que tais efeitos não têm influência significativa na onda de cheia
gerada pela ruptura.

3 – ESTUDO DE CASO: BARRAGEM DO MANSO

3.1 – Descrição geral da bacia hidrográfica do rio Cuiabá e da barragem do Manso

A bacia do rio Cuiabá totaliza aproximadamente 29000 km² de área, com perímetro de 841
km, abrangendo as cabeceiras dos rios Cuiabá da Larga e Cuiabá do Bonito até a confluência do rio
Coxipó-Assú pouco a jusante da cidade de Santo Antônio do Lerverger. A bacia está localizada
entre os paralelos 14°18’ e 17°00’S e os meridianos 54°40’ e 56°55’W. A nascente do rio Cuiabá é
formada pelos riachos Cuiabá do Bonito e Cuiabá da Larga, que após se encontrarem passa a ser
chamado Cuiabazinho. Ao receber as águas do rio Manso, seu volume aumenta de forma
significativa e passa ser chamado rio Cuiabá, o qual atravessa as cidades de Rosário Oeste,
Acorizal, Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço. As maiores
cidades – Cuiabá, Rosário do Oeste e Santo Antônio do Leverger – possuem populações de,
respectivamente, 482498, 18450 e 15431 habitantes (IBGE, 2001).
A barragem do Manso consta de uma estrutura mista, sendo em grande parte composta por
solo compactado, com extensão total de 3680 metros. A altura máxima da barragem é de 73 metros
e a sua crista está na elevação altimétrica 291,5 m. Os volumes do reservatório nas cotas 287 m
(nível máximo normal) e 290 m (próximo ao nível máximo maximorum) são iguais a,
respectivamente, 7337 hm3 e 8601 hm3. A figura 1 mostra uma vista parcial da barragem do Manso.

Figura 1 – Vista de jusante da seção da barragem do Manso

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3.2 – Área a jusante da barragem

A planície de inundação do rio Manso em seu trecho a jusante da barragem do Manso até à
confluência com o rio Cuiabazinho é caracterizada por uma ocupação com pastos, com algumas
manchas de árvores de pequeno porte. As declividades das margens direita e esquerda da calha
principal do rio Manso estão em torno de 30%. Em ambas as margens as planícies de inundação têm
declividades bem mais suaves.
Enquanto a primeira metade do trecho é praticamente retilínea, a segunda apresenta-se com
várias curvas. Há uma ponte logo a jusante da barragem do Manso. A outra ponte trafegável,
recentemente construída, encontra-se em uma seção que se localiza na metade desse trecho.
Próximos a esta última são observados restos dos pilares de uma outra que foi destruída pelas
cheias. As margens não se encontram ocupadas, com exceção de algumas sedes de fazenda e
pequenas casas isoladas.
A partir da confluência com o rio Cuiabazinho, quando o rio principal passa a ser chamado de
Cuiabá, nota-se um trecho, até a cidade de Rosário do Oeste, cujas margens são vegetadas com
árvores de pequeno porte. Esse trecho é caracterizado por grandes curvas, com indícios de mudança
de leito quando da passagem de ondas de cheia. Logo a montante da cidade de Rosário Oeste nota-
se que o rio, principalmente em sua margem direita, possui uma calha secundária. Há uma ponte
sobre o rio nessa cidade. A declividade do curso d’água nesse trecho ainda é baixa e as de suas
margens são similares às do trecho a montante da confluência entre o rio Manso e o rio Cuabazinho.
As características do trecho a jusante da cidade de Rosário Oeste até o lugarejo chamado Engenho
são semelhantes às do trecho anterior. Com exceção da cidade de Rosário Oeste, as margens não
são ocupadas.
A partir de Engenho até Guia, o rio passa a ter menos curvas e a sua declividade aumenta,
visto que se formam pequenas corredeiras em alguns locais. O leito do rio passa a apresentar alguns
afloramentos rochosos. A cobertura vegetal das planícies de inundação ainda é composta de pastos
e pequenas árvores. Foi recentemente inaugurada uma ponte sobre o rio na cidade de Acorizal.
Logo a montante dessa cidade, o rio Jangada, afluente do Cuiabá pela margem direita, tem
contribuições importantes em épocas de cheia.
De Guia até Cuiabá, a declividade do rio volta a diminuir e não se notam grandes diferenças
no uso do solo em relação aos trechos anteriores. Na cidade de Cuiabá há quatro pontes. As
planícies de inundação de ambas as margens são bastante ocupadas nas áreas próximas às duas
pontes centrais. O trecho de rio a partir de Cuiabá até a área urbana da cidade de Santo Antônio do
Leverger tem baixa inclinação longitudinal, ocupação esparsa das margens e vegetação rasteira.
Com base nas observações acima, julgou-se pertinente o estudo de propagação no trecho
compreendido entre a barragem e a cidade de Cuiabá.
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3.3 – Cheias naturais na bacia hidrográfica do rio Cuiabá

Dentre os benefícios advindos com a construção do APM Manso, destaca-se o controle de


enchentes (notadamente nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande), função precípua do
empreendimento em seus estudos iniciais. De fato, é possível demonstrar que a barragem teria
contribuído de forma significativa para a laminação das grandes cheias naturais observadas em
1974, 1995 e 1997. As vazões máximas observadas para essas três cheias nas seções da barragem
do Manso e Cuiabá são iguais a, respectivamente, 2162 m³/s e 3089 m³/s, e o tempo de defasagem
entre a ocorrência do pico da cheia entre essas duas seções variou de 3 a 6 dias.

4 – RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para o estudo da ruptura hipotética da barragem, considerou-se o reservatório em configuração


operacional com nível d’água na cota 287 m (nível máximo normal) e que todo o volume de
armazenamento correspondente, de 7337 hm³, seria propagado pela calha a jusante.
A propagação da onda de ruptura foi realizada com o modelo unidimensional FLDWAV.
Adotou-se como intervalo de tempo computacional (∆t) o valor de 0,0005 hora. O intervalo de
distância computacional (∆x) foi de 100,0 m. Os coeficientes de rugosidade adotados foram de 0,04
para o canal principal e de 0,1 para as planícies de inundação esquerda e direita. Eles foram
escolhidos a partir de visita de campo realizada no mês de agosto de 2006 ao longo do rio Manso e
do rio Cuiabá, no trecho entre a barragem do Manso e a cidade de Santo Antônio do Lerverger. Para
a discretização da conformação dos dois cursos d’água e das planícies adjacentes foram utilizadas
seis seções transversais existentes nos postos de monitoramento fluviométrico de FURNAS, ou seja,
um espaçamento médio superior a 50 km entre seções (quando o ideal seria inferior a 20 km).
Para as características da barragem do Manso, as fórmulas apresentadas na Tabela 1, com
exceção daquelas cujo cálculo dependente exclusivamente da altura da barragem (fórmulas 1 e 5,
com valores de vazão de pico iguais a, respectivamente, 27709 m³/s e 53479 m³/s) fornecem valores
de vazão de pico superiores a 100000 m³/s.
Wahl (1988) apresentou, com base em exemplos históricos de rupturas, diagramas com
valores de vazões de pico associados i) à altura da barragem e à profundidade d’água no momento
da ruptura, ii) ao volume total do reservatório e ao volume armazenado acima da brecha, e iii) ao
produto de variáveis de altura e de volume. Esses diagramas indicam uma faixa de valores com
limite superior acima de 100000 m³/s. A vazão de pico máxima indicada é de 65120 m³/s, associada
à ruptura da barragem americana de Teton, cuja altura era de 93 metros (77,4 metros de
profundidade acima da brecha), um pouco superior à do Manso, e volume armazenado no

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reservatório de 356 hm³ (volume acima da brecha de 310 hm³), bastante inferior ao do reservatório
da barragem do Manso.
Os números acima sugerem que sejam simulados diferentes cenários para as vazões de pico
para o caso da ruptura hipotética da barragem do Manso, com limite máximo próximo ou mesmo
superior a 100000 m³/s. Salienta-se, porém, que, com base na representação topográfica adotada, o
modelo FLDWAV apresentou problemas de convergência numérica mesmo para o menor valor de
vazão de pico obtido com as fórmulas da tabela 1 (27709 m³/s). Desta forma, apenas para avaliar as
características da propagação, a partir da seção da barragem do Manso, de uma onda de cheia
extrema, procurou-se utilizar o modelo FLDWAV com valores menores da vazão de pico até que
fosse obtida a convergência do modelo. Isso ocorreu para a vazão de 23500 m³/s, ou seja, vazão em
torno de dez vezes superior à máxima observada na mesma seção.
Com base em casos históricos, admitiu-se que a máxima defluência ocorre após 9 horas do
início do processo de ruptura. O hidrograma triangular foi o escolhido para representar a defluência
devido ao processo de ruptura hipotética é mostrado na figura 1.

Hidrograma Defluente do Reservatório da APM MANSO Devido a Ruptura Hipotética


Qp = 23.500 m³/s
24000

22000

20000

18000

16000
Vazão (m³/s)

14000

12000

10000

8000

6000

4000

2000

0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180
Tempo (h)

Figura 2 – Hidrograma de ruptura gerado para a barragem do Manso


Os resultados encontrados nas diferentes seções transversais consideradas ao longo do rio
Manso e do rio Cuiabá são mostrados na tabela 2.

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Tabela 2 – Resultados encontrados nas diferentes seções transversais

Número da
Localização da Cota Máxima Elevação Fundo do
Seção
Seção [km] Atingida [m] Canal [m]
Transversal
SB-01 2,02 262,79 216,14
SB-02 14,21 257,30 211,00
SB-03 66,04 236,87 186,00
SB-04 131,31 221,07 177,50
SB-05 212,35 196,62 159,00
SB-06 280,29 165,59 136,50

Número da
Vazão Máxima Tempo para a Tempo para a Vazão
Seção
[m³/s] Cota Máxima [h] Máxima [h]
Transversal
SB-01 23033 22,71 10,00
SB-02 22279 24,97 14,97
SB-03 20845 42,67 25,85
SB-04 18803 57,61 41,00
SB-05 18049 65,64 62,26
SB-06 17956 72,73 69,89

Número da Velocidades Máximas Atingidas [m/s]


Seção
Transversal Planície Esquerda Canal Planície Direita
SB-01 2,05 3,08 2,01
SB-02 2,14 4,14 2,16
SB-03 1,86 3,51 1,94
SB-04 1,35 6,71 1,41
SB-05 1,99 5,80 1,97
SB-06 1,43 3,59 1,37

A seguir, nas figuras 3 e 4, são apresentadas as vazões e cotas máximas ao longo da área a
jusante da barragem do Manso, para o diferente cenário simulado.

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Vazão Máxima Versus Distância
Ruptura Hipotética Barragem de Manso - Cuiabá - Mato Grosso

25000

23033 m³/s
24000

22279 m³/s
23000

20845 m³/s
22000
Vazão Máxima [m³/s]

21000

18803 m³/s
20000

18049 m³/s

17956 m³/s
19000

18000

17000

16000

15000
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300
Distância [km]

Vazão Máxima Município de Rosário do Oeste Município de Acorizal Município de Cuiabá

Figura 3 – Vazões máximas atingidas ao longo do rio Manso e do rio Cuiabá mostrando a
localização das áreas urbanas e dos afluentes considerados

Cota Máxima Versus Distância


Ruptura Hipotética Barragem de Manso - Cuiabá - Mato Grosso

300
290
262,79 m

257,30 m

280
270
236,87 m

260
250
Cota Máxima [m³/s]

221,07 m

240
230
196,62 m

220
210
200
165,59 m

190
180
170
160
150
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300
Distância [km]

Cota Máxima Município de Rosário do Oeste Município de Acorizal Município de Cuiabá

Figura 4 – Cotas máximas atingidas ao longo do rio Manso e do rio Cuiabá mostrando a localização
das áreas urbanas e dos afluentes considerados

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Nota-se que os valores de tempos de chegada do pico da onda de cheia nas diferentes seções
transversais, descritos na tabela 2, apresentam-se coerentes com os tempos de chegada dos eventos
de cheias naturais observados entre a barragem do Manso e a cidade de Cuiabá. As velocidades
encontradas são relativamente menores, tanto para o canal quanto para as planícies, do que aquelas
obtidas com dados de outras barragens em simulações de propagação de onda de ruptura com o uso
do modelo FLDWAV.
Outro ponto a ser ressaltado está associado ao hidrograma propagado ao longo do rio Manso e
rio Cuiabá. Para eventos de cheias naturais anteriores à construção da barragem do Manso, as
vazões máximas observadas em Cuiabá eram significativamente superiores àquelas observadas na
seção da barragem do Manso, certamente em função da vazão incremental da bacia, visto que há
afluentes de grande magnitude, principalmente o rio Cuiabazinho. Para este estudo, essas
contribuições não foram consideradas, fato que explica a diminuição, relativamente pequena, dos
picos de vazão ao longo do trecho propagado.
Para a cidade de Rosário do Oeste, que está a cerca de 131 km a jusante, a profundidade
máxima de inundação fica a mais de 40 metros acima do fundo da calha fluvial (seção transversal
SB-04). Da mesma maneira, para a cidade de Cuiabá, que está a 280 km da barragem do Manso, a
profundidade máxima de inundação fica a mais de 29 metros acima do fundo da calha fluvial (seção
transversal SB-06). Esses valores são bastante superiores àqueles observados nas respectivas seções
(profundidade um pouco inferior a 10 m para Rosário do Oeste e profundidade um pouco inferior a
14 m para Cuiabá) para a cheia de 1974. Assim, os valores simulados de profundidade máxima para
o caso da potencial ruptura da barragem de Manso têm que ser analisados com bastante cautela,
visto que foram obtidos a partir de uma simulação preliminar, sujeita a uma série de limitações. De
qualquer maneira, há indícios de que somente a defluência do volume do reservatório da barragem
do Manso é suficiente para causar grandes elevações de nível d’água nos municípios localizados
próximos à calha do rio Cuiabá.
Embora seja necessário um refinamento da simulação da propagação da onda de cheia causada
pela hipotética ruptura da barragem do Manso, optou-se por efetuar o mapeamento da área inundada
a jusante da mesma até a confluência do rio Manso com o rio Cuiabá, como mostrado na figura 5.
Tal refinamento poderia diminuir as incertezas dos atuais resultados e possibilitaria a consideração
de diferentes cenários que associem a ruptura com eventos de cheia natural na mesma bacia.
Com o mapa obtido não é possível apresentar uma envoltória máxima de inundação face às
incertezas da conformação do terreno, visto que foram utilizadas curvas de nível com espaçamento
de 100 em 100 metros. Até por esse motivo, decidiu-se interromper o mapeamento até a seção a
montante da confluência acima citada, pois o trecho a jusante dessa confluência apresenta planícies
de inundação de pequena declividade e grandes áreas de armazenamento.

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Figura 5 – Mapa de inundação, construído com auxílio do software ARCGIS, indicando a área
potencialmente inundada entre a barragem e a confluência do rio Manso com o rio Cuiabá

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5 – CONCLUSÕES

Os benefícios da construção da APM Manso são inegáveis no que diz respeito ao controle de
cheias na bacia do rio Cuiabá, principalmente nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
Notadamente, a magnitude da redução dos danos com a situação com barragem, em relação à
situação sem a mesma, pode ser inferida a partir do mapeamento das áreas que, ao longo dos anos,
deixaram de ser inundadas em função das laminações das cheias pela barragem do Manso.
Por outro lado, associado a esse aproveitamento, há que se considerar, como sempre deve ser
o caso, o risco da ruptura da barragem e suas conseqüências para o vale a jusante. Nesse aspecto, a
criação de planos de emergência depende da implementação de sistemas de alerta e da elaboração
de mapas de inundação que indiquem as áreas afetadas por uma falha da barragem. Esses planos
devem fornecer dados substanciais para o estabelecimento de ações de proteção e evacuação da
população existente ao longo das áreas a jusante.
Os problemas associados a projeções sub- ou superestimadas das áreas potencialmente
inundadas em face de cheias naturais ou a rupturas de barragens são óbvios. Porém, principalmente
para os últimos eventos, ainda há muito a se avançar para diminuir as grandes incertezas associadas
à determinação da forma de evolução da ruptura de uma barragem, à determinação do hidrograma
de cheia resultante e à limitação dos modelos hidrodinâmicos de propagação para que sejam
estabelecidas as profundidades do escoamento ao longo do trecho a jusante de uma barragem.
Portanto, os resultados preliminares obtidos indicam que a metodologia utilizada é uma
importante ferramenta para a obtenção de mapas de inundação associados à ruptura de barragens,
mesmo para aquelas cuja altura e volume de reservatório sejam tão expressivos como no caso da
barragem do Manso. O estudo, no atual estágio, não pode ser considerado conclusivo quanto às
profundidades máximas simuladas. Mesmo considerando que a vazão real de pico do hidrograma de
ruptura possa ser bem maior do que a utilizada (visto que já foi observada vazão superior a 65000
m3/s para o caso da ruptura de uma barragem de altura equivalente e volume do reservatório 20
vezes menor do que o da barragem do Manso), não há como afirmar que profundidades ainda
maiores seriam observadas no caso de um acidente.
Na continuação do presente projeto de pesquisa financiado pela FINEP pretende-se: i) estimar
o hidrograma defluente pela soma de vazões de galgamento, do sistema extravasor e da própria
brecha a ser formada durante o processo de ruptura; ii) executar um levantamento topobatimétrico
de seções intermediárias às disponíveis de forma a permitir uma simulação mais representativa das
condições naturais da área de estudo (espera-se, desta forma, superar os problemas de convergência
encontrados para vazões de maiores magnitudes); e iii) adquirir mapas vetorizados cujas curvas de
nível tenham espaçamento sugerido para o tipo de estudo aqui apresentado.

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AGRADECIMENTOS

Os autores expressam seus agradecimentos à FINEP, por conceder apoio financeiro para o
desenvolvimento do trabalho, e à Furnas Centrais Elétricas, por ceder dados relativos ao APM
Manso e pelo apoio logístico dispensado durante as visitas de campo. Adicionalmente, menciona-se
que as informações e conclusões contidas no texto não podem ser, de forma alguma, imputadas à
FINEP e / ou à FURNAS.

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