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UNIDADE 2

CONCEITOS DE ELETROMAGNETISMO APLICADOS EM CONVERSÃO


ELETROMECÂNICA DE ENERGIA

Objetivos
• Compreender os conceitos de magnetismo e eletromagnetismo e suas propriedades.
• Entender quais as principais formas de aplicação dos campos magnéticos em sistemas elétricos.
• Identificar o panorama das principais vantagens e desvantagens dos sistemas de geração de energia elétrica.

Conteúdos
• Produção de um campo magnético.
• Circuitos magnéticos.
• Lei de Faraday.
• Produção de uma força induzida em um fio condutor.
• Produz uma tensão induzida em um fio condutor.

Orientações para o estudo da unidade


Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
1) Não se limite a este conteúdo; busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas,
apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresentados; siga a linha gradativa dos assuntos até poder observar os
principais conceitos de magnetismo e eletromagnetismo aplicados em sistemas de conversão eletromecânica de
energia.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo Digital Integrador.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

1. INTRODUÇÃO
Nesta unidade, estudaremos os conceitos de eletromagnetismo mais aplicados em sistemas
de conversão eletromecânica de energia. Para fornecer uma visão da evolução do conhecimento
nesta área, inicialmente observaremos aspectos históricos das descobertas científicas e tecnológicas
no magnetismo e no eletromagnetismo.
A partir de conhecimentos básicos você poderá identificar um campo magnético e suas carac-
terísticas mais importantes em equipamentos elétricos.
Além disso, serão estudadas, também, grandezas magnéticas, tais como: força magnética,
permeabilidade magnética, campo magnético, fluxo magnético, intensidade magnética, relutância
magnética e permeância magnética, que serão utilizadas no estudo analítico dos principais efeitos
que os campos magnéticos podem gerar em sistemas eletromecânicos dedicados a conversão de
energia.

2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA


O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados nesta uni-
dade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteúdo
Digital Integrador.

2. 1. MAGNETISMO
Há mais de dois mil anos, em Magnésia, na Grécia, Tales de Mileto observou que pequenas
pedras se atraiam, como também, atraiam pequenos pedaços de ferro. Devido ao local de tal ocor-
rência, o minério que constituía essas pedras foi denominado magnetita.
A primeira aplicação prática do magnetismo ocorreu com a criação da bússola como instru-
mento de navegação. Historiadores dão o crédito da invenção aos chineses. O princípio de funcio-
namento deste instrumento se baseia na interação do campo magnético da agulha imantada da
bússola, com o campo magnético do planeta Terra que também é um imã.
Pesquisas empíricas sobre o magnetismo do planeta Terra foram desenvolvidas por Pierre Pe-
lerin de Maricourt, em 1269. Os estudos sobre o magnetismo somente tiveram expressivas contri-
buições a partir do século 13, quando alguns trabalhos e observações foram desenvolvidos sobre a
eletricidade e o magnetismo, que ainda eram consideradas ocorrências completamente distintas.
Em 1820 ocorreu a grande revolução do magnetismo graças a contribuição científica dada pe-
los estudos de Orsted. Ele descobriu que fenômenos elétricos e magnéticos apresentavam alguma
relação. Orsted chegou a esta conclusão quando verificou que cargas elétricas em movimento gera-
vam campo magnético. Com esta revelação, surgiu uma nova área da ciência designada eletromag-
netismo.
Outra expressiva contribuição foi dada por Michael Faraday, em 1831, que por meio da lei da
indução eletromagnética, previu como um campo magnético interage com um circuito elétrico para
produzir uma força eletromotriz. Tal fenômeno foi cognominado por indução eletromagnética, que
é a base do funcionamento de dispositivos elétricos, tais como, transformadores, geradores elétri-
cos, indutores, solenóides, motores elétricos e muitos outros dispositivos que aplicam princípios do
eletromagnetismo.

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Vale ressaltar que muitos outros cientistas contribuíram direta ou indiretamente nesta área,
tais como: André-Marie Ampère, Georg Simon Ohm, Heinrich Hertz, entre outros, porém é reconhe-
cido a James Clerk Maxwell o mérito de formular as leis modernas do eletromagnetismo que une a
eletricidade, o magnetismo e a óptica.
O campo magnético é o mecanismo básico, pelo qual a energia é convertida de uma forma em
outra é utilizada em transformadores e máquinas elétricas, como geradores eletromecânicos de
energia elétrica e motores elétricos.
Quatro princípios básicos discorrem como os campos magnéticos são empregados nesses sis-
temas:
1) Toda vez que flui uma corrente elétrica em um fio condutor, ocorre a produção de um
campo magnético na vizinhança do fio.
2) Toda vez que ocorrer a passagem de um campo magnético variável no tempo através
de uma bobina, este campo induzirá uma tensão nesta bobina. O funcionamento dos
transformadores é baseado neste princípio, como será detalhado posteriormente.
3) Toda vez que um fio condutor, no qual flui uma corrente elétrica, estiver na presença
de um campo magnético, terá uma força induzida nele. O funcionamento dos motores
elétricos é fundamentado neste princípio.
4) Toda vez que ocorrer movimento de um fio na presença de um campo magnético,
ocorrerá o surgimento de uma tensão induzida neste fio. O funcionamento de
geradores eletromecânicos de energia elétrica é fundamentado neste princípio.

No transcorrer desta unidade serão abordados, com mais detalhes, estes quatro princípios.
Contudo, antes desta abordagem, para fornecer embasamento teórico necessário, serão descritos
conceitos de algumas grandezas magnéticas, tais como campo magnético, permeabilidade magnéti-
ca, fluxo magnético e intensidade magnética. Para tanto, iniciaremos nosso estudo a partir da Lei de
Ampère e suas aplicações no eletromagnetismo.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.1., você irá complementar seus estudos sobre magne-
tismo ecomo os campos magnéticos são empregados em sistemas de conversão de energia. Antes
de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteú-
do estudado.

2. 2. A LEI DE AMPÈRE E AS GRANDEZAS MAGNÉTICAS

Na Figura 1 é esquematizado um sistema que ilustra de forma simplificada o experimento de


Ampère. O sistema é composto por um condutor longo, 1, no qual flui uma corrente elétrica de
valor constante I1, e um condutor elementar de comprimento  , ambos paralelos entre si e em um
mesmo plano, conduzindo uma corrente elétrica constante de valor l2, com sentido oposto a I1.
Considerados em conjunto, o condutor elementar e a corrente I2 constituem um elemento de cor-
rente I2.  .

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Figura 1 Esquema do experimento simplificado utilizado para ilustrar a dedução da Lei de Ampère. Força existente entre elemento de
corrente I2.  e um condutor longo que conduz corrente elétrica I1.

O condutor elementar é parte de um circuito fechado no qual I2 circula, mas, para simplificar o
entendimento, os detalhes do circuito foram omitidos, exceto pelo comprimento  .
De acordo com a lei de Ampère, observa-se que nesta situação, existe uma força no condutor
elementar, dirigida para a direita. Também, a intensidade da força resultante sendo diretamente
proporcional a I1, I2 e ao meio no qual os fios estão imersos, e inversamente proporcional à distância
r entre os mesmos. Portanto, o módulo da força em Newtons, pode ser dado por:

µ I 1I 2 Equação 1
F= 
2π r

Onde [I1] = [I2] = A, [  ]=me µ é uma constante denominada permeabilidade magnética, a qual
depende do meio onde os condutores estão imersos. O efeito do meio pode ser representado em
função da taxa com o qual ele aumenta ou diminui a densidade do fluxo magnético para uma cor-
rente especificada I1. Em experimentos realizados, com arranjos como os descritos na Figura 1, foi
substituído o ar por um material ferromagnético e, percebeu-se que ocorria uma maior penetração
do campo magnético numa dada região, havendo assim uma maior densidade de fluxo. Esta é a ra-
zão pela qual em muitos dispositivos eletromagnéticos são utilizados materiais contendo ligas metá-
licas ferromagnéticas. No caso do vácuo, tem-se que µ= 4π ⋅10−7 Newton /Ampere2.
0

A permeabilidade de qualquer outro material quando comparada com a permeabilidade do


vácuo é denominada permeabilidade relativa µ , dada pela Expressão 2:
r

µ
µr = Equação 2
µ0

A permeabilidade relativa é uma forma adequada de confrontar a capacidade de magnetiza-


ção dos materiais. Por exemplo, os aços utilizados nas máquinas modernas têm permeabilidades

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relativas de 2000 a 6000 ou até mais. Isso significa que, para uma dada intensidade de corrente, é
produzido de 2000 a 6000 vezes mais fluxo em um pedaço de aço do que no respectivo volume de
ar.
Se o condutor elementar 2 for usado como um corpo de prova para buscar os pontos no espa-
ço onde a força tem módulo constante e é dirigida para fora, o lugar geométrico será um círculo de
raio r, centrado no eixo do condutor 1, ou seja, é possível se identificar um campo com linhas de
força constantes. Nesta situação, a Equação 1 pode ser reescrita como:

F = I2 ⋅  ⋅ B Equação 3

Onde:
µ ⋅ I1
B≡ Equação 4
2π r

B é definido como campo magnético ou como densidade de fluxo magnético na região onde se
encontra o condutor elementar 2 e, no Sistema Internacional de unidades (SI) sua dimensão é de [B]
= weber/metro2 ou Tesla (T).

Figura 2 Regra da Mão direita para determinação do sentido das linhas de fluxo do Campo Magnético.

Para a determinação do sentido do campo magnético é utilizada a regra da mão direita, que
estabelece que se o condutor 1 é seguro com a mão direita, o polegar é apontado no sentido da
corrente elétrica I1 e as linhas de fluxo serão no sentido em que os dedos envolvem o condutor, co-
mo pode ser visto na Figura 2.
Ante a análise do que foi exposto até o momento, pode-se concluir que quando em um fio
condutor em repouso, imerso em um campo magnético, ocorre o transporte de uma corrente elé-
trica, haverá uma força magnética sobre o fio, cujo módulo pode ser calculado pela expressão 5:
Equação 5
=F I ( × B)

Observação: ___________________________________________________________________

( × B)
O produto é o produto vetorial.

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______________________________________________________________________________

Exemplo 1
Em um segmento de fio de 5 mm de comprimento flui uma corrente de 5 A no sentido +x, co-
mo mostra a Figura 3. O fio se encontra em repouso em um campo magnético de módulo 10 T, que
está no plano xy e faz um ângulo de 30° com a direção +x. Neste exemplo, vamos calcular a força
magnética exercida sobre o segmento do fio.

Figura 3 Fio em repouso imerso em Campo Magnético que faz um ângulo de 30° com o eixo x.

Resolução
A força magnética é dada pela equação a partir da aplicação da equação, sendo que:
F = I (  × B ) = I ⋅  ⋅ B ⋅ sen 30o ⇒
F = 5 ⋅ ( 5 ⋅10−3 ) ⋅10 ⋅ sen 30o ⇒
F = 25 ⋅10−2 ⋅ 0,5 ⇒
F = 12,5 ⋅10−2
F = 0,125 N

Neste tópico, estudamos a Lei de Ampère, deduzindo-a a partir de um esquema representati-


vo de seu experimento; também, abordamos as principais grandezas envolvidas no estudo do mag-
netismo, tais como: força, permeabilidade magnética, corrente, campo magnético, entre outras. No
próximo tópico, estudaremos o fluxo magnético.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.2., você irá complementar seus estudos a respeito da Lei
de Ampère e as grandezas magnéticas. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos
vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2. 3. FLUXO MAGNÉTICO φ
Vamos analisar inicialmente a situação disposta na Figura 4, na qual uma espira de área ab é
arranjada em um mesmo plano que contém o condutor 1. A corrente elétrica que flui no condutor 1,
gerará um campo magnético B, que irá penetrar a espira.

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O produto do campo elétrico B, pela área da espira, fornece a informação do fluxo magnético
total representado pela letra grega φ (phy), cuja unidade no sistema internacional é Weber (Wb).

Figura 4 Associação de uma espira de área A = ab imersa em campo magnético B, gerado pela corrente elétrica no condutor 1, para a
identificação do fluxo magnético .
φ

Como já mencionado, quando uma corrente elétrica I flui em um condutor, um campo magné-
tico é gerado no espaço e é descrito pela Equação (3). Para calcular o fluxo total que penetra a bobi-
na é necessário efetuar a integração de B ao longo da área da superfície considerada. Se B fosse
constante ao longo da área considerada, o fluxo magnético seria dado pelo produto de B pela área
ab.
Considere agora o caso onde o plano da espira se incline em relação ao plano do condutor 1
por um angulo de 60o, como mostrado na figura 5.

Figura 5 Arranjo de condutor 1 gerando campo magnético B incidindo em espira girada 60o com relação ao plano do condutor 1.

Nesta circunstância, o fluxo total que penetra a bobina é menor que o caso onde a espira
estava no mesmo plano do condutor.
Se imaginarmos ainda outra situação, na qual a bobina está orientada a 90o em relação ao
plano em que se encontra o condutor, nunhum fluxo atravessará a bobina.
Matematicamente, a área formada pela espira pode ser representada por um vetor n ,
perpendicular ao plano em que ela se encontra. Este vetor será útil no cálculo do fluxo magnético,
dentre outras aplicações futuras.
Para situações como as expostas até o momento, nas quais a direção do campo magnético B
pode apresentar direção igual ou diferente do vetor que representa a área da espira, o fluxo
magnético pode ser calculado pela Expressão 6:

φ = B ⋅ A ⋅ cos θ Equação 6

Onde θ é o ângulo entre o vetor campo magnético B e o vetor n .

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Exemplo 2
Um campo magnético incide perpendicularmente sobre uma espira circular de raio 20 cm,
como mostrado na Figura 6, causando um fluxo de indução magnética de 1Wb. Nesta circunstância,
de quanto será a intensidade do campo magnético?

Figura 6 Espira circular imersa em campo magnético B.

Resolução
Como a espira é circular, a área da espira é dada por:

A = π r2
A = 3,14 ⋅ ( 0, 2 ) = 3,14 ⋅ 0, 04 = 0,1256 m 2
2

Devido ao o campo magnético ser perpendicular ao plano da espira, o ângulo formado entre o
vetor campo magnético e o vetor n é de 0o, como pode ser visto na Figura 6. A intensidade do
campo magnético pode ser calculada usando a Expressão 6, de forma que:
φ = B ⋅ A ⋅ cos θ ⇒
φ
=B ⇒
A cos θ
1
=B ⇒
0,1256 . cos 0o

=B 7,9617 ≈ 8 T

Exemplo 3
Uma espira retangular, de dimensões 10 cm X 25 cm, está imersa em um campo de indução
magnética uniforme e constante, de módulo igual a 10 T, cujas linhas de indução formam um ângulo
de 30° com o plano da espira, conforme mostra a Figura 7. Neste terceiro exemplo, vamos
determinar o valor do fluxo de indução magnética que incide no interior da espira.

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Figura 7 Vista lateral da espira retangular imersa em campo magnético.

Resolução

Como o ângulo formado entre o plano da espira e o vetor campo magnético B é de 60°, então

o ângulo entre o vetor normal n e o vetor campo magnético B será de 30°. A área da espira
retangular será:

A=
10cm × 20cm = 2 ⋅10−2 m 2
200cm 2 =

O valor do fluxo magnético será calculado utilizando a Expressão 6:

φ = B ⋅ A ⋅ cos θ
φ = 10 ⋅ 2 ⋅10-2 ⋅ cos 30o
3
φ =⋅
2 10-1 ⋅
2
φ 1, 73 ⋅10-1
=
φ = 0,173 Wb

Se a espira contém N voltas, o fluxo através da superfície é N vezes o fluxo através de cada
volta, ou seja,

φN = N ⋅ B ⋅ A ⋅ cos θ Equação 7

Onde A é a área da superfície plana limitada por uma única volta.

Exemplo 4
Calcule o fluxo magnético por meio de um solenóide de secção circular, cujo comprimento é
de 40 cm, raio igual a 5,0 cm, possui 2000 voltas e transporta uma corrente elétrica de 8,0A. O
campo magnético dentro do solenóide é uniforme e paralelo ao seu eixo. Para tanto, na resolução
desse exercício, vamos considerar o solenóide imerso no vácuo ( µ= 4π ⋅10−7 T.m/A).
0

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Resolução
Como o campo magnético é paralelo ao eixo do solenóide, ele será perpendicular ao plano de

cada espira. Portanto, o ângulo entre o vetor normal n e B será θ = 0o . Utilizando a equação (7),
tem-se deste modo que:

φN = N ⋅ B ⋅ A ⋅ cos θ Equação 8
φN = N ⋅ B ⋅ A ⋅ cos 0o
φN = N ⋅ B ⋅ A

O campo magnético dentro do solenóide é dado pela expressão:

B = µo ⋅ n ⋅ I Equação 9

Onde:

N Equação 10
n=

Representa o número de voltas por unidade de comprimento.

Substituindo as equações (9) e (10) em (8), temos que:

φN = N ⋅ B ⋅ A
φN = N ⋅ µo ⋅ n ⋅ I ⋅ A
N
φN = N ⋅ µo ⋅ ⋅I ⋅ A

N2 Equação 11
φN = µo ⋅ ⋅I ⋅ A

Como o solenóide tem secção A de geometria circular, tem-se que:

Equação 12
A = π r2

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Substituindo-se (12) em (11), tem-se que:

N2 Equação 13
φN
= µo I ⋅π ⋅ r 2

Substituindo-se os valores numéricos do enunciado do problema, tem-se que:

20002
8 ⋅ π ⋅ ( 5 ⋅10−2 )
2
φN= 4π ⋅10−7 ⋅ −1
4 ⋅10

φN = π ⋅10−7 ⋅
( 2 ⋅10 )
3 2

8 ⋅ π ⋅ 25 ⋅10−4
10−1
φN= π 2 ⋅ 4 ⋅ 8 ⋅ 25 ⋅10−4
φ=
N 9,8596 ⋅ 800 ⋅10−4
=φN 7887, 68 ⋅10−4

φN  7,9 ⋅10−1 Wb
De forma geral, o fluxo magnético através de uma superfície deve ser definido como a integral
de superfície da componente normal do vetor campo magnético B de acordo com a expressão:
Equação 14
φ = ∫ Bn dA
s

Onde:

• : representa a integral de superfície,


∫ s

• A : representa a área da bobina


• B : representa a componente normal de B à superfície da bobina.
n

Neste tópico, apresentamos o conceito de fluxo magnético e algumas aplicações. No próximo


tópico, faremos um estudo da produção de um campo magnético, por meio de um fio condutor.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.3., você irá complementar seus estudos a respeito de
fluxo magnético. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procu-
rando assimilar o conteúdo estudado.

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2. 4. PRODUÇÃO DE UM CAMPO MAGNÉTICO POR MEIO DE UM FIO


No cálculo de circuitos magnéticos é útil a aplicação de uma grandeza representando o campo
magnético que independa do meio no qual o fluxo magnético está mergulhado. Tais situações nor-
malmente serão encontradas em máquinas elétricas, onde um fluxo magnético comum penetra di-
versos materiais distintos. Analisando a Equação (4), conclui-se que a divisão de B por µ caracteriza
tal grandeza. Ante o exposto, a intensidade do campo magnético, representada por H é definida
como:

H=
B Equação 15
µ
Onde a dimensão de [H] = Amperes/metro = A/m.
Para o sistema mostrado na Figura 1, substituindo a Equação 4 na Equação 15, tem-se que:

µ I1 B I1
B= ⇔ =
2π r µ 2π r

I1 Equação 16
H=
2π r
Analisando a estrutura da Equação 16, verifica-se que a unidade de H é ampère-espiras/metro.
Importante se faz observar que a intensidade de campo magnético H é um vetor que tem o mesmo
sentido que o campo magnético B.
Fisicamente, pode-se interpretar a intensidade de campo magnético H como uma medida do
“esforço” que uma corrente faz para estabelecer um campo magnético. Analisando a estrutura da
Equação 15, pode-se concluir, também, que a intensidade do fluxo de campo magnético produzido
no núcleo depende, também, do material do núcleo.
A lei essencial que rege a geração de um campo magnético por uma corrente é a lei de Am-
père:
Equação 17
∫ H d = I líq

Onde:
• H : representa a intensidade do campo magnético causado por
• : corrente líquida.
I líq
• d : representa um elemento diferencial de comprimento ao longo do percurso de in-
tegração.

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Figura 8 Núcleo ferromagnético de geometria retangular com enrolamento de N espiras.

Para assimilar melhor o significado da expressão 17, utilizaremos o exemplo mostrado na Figu-
ra 8; há um núcleo com forma retangular, com um enrolamento composto por N espiras de fio en-
volvendo uma das pernas do núcleo. O campo magnético causado pela corrente elétrica i permane-
cerá no interior do núcleo, se este núcleo for constituído por um material ferromagnético, de modo
que, segundo a lei de Ampère, o caminho de integração será dado pelo comprimento do caminho
médio no núcleo  . A corrente elétrica líquida Ilíq, que passa dentro do caminho de integração, é
n

então Ni, devido à bobina cruzar o caminho de integração N vezes quando está conduzindo a corren-
te i. Assim, a lei de Ampère torna-se:

H ⋅n = N ⋅i Equação 18

Onde H representa o módulo do vetor H da intensidade de campo magnético. Logo, o valor da


intensidade de campo magnético no núcleo, devido à corrente aplicada, é:

N ⋅i Equação 19
H=
n
A intensidade de campo magnético H pode ser vista como uma medida do “esforço” que uma
corrente elétrica faz para formar um campo magnético. A amplitude do fluxo de campo magnético
causado no núcleo depende, também, do material que constitui o núcleo. A relação entre a intensi-
dade de campo magnético H e a densidade de fluxo magnético resultante B dentro de um material é
dada por:

B= µ ⋅ H Equação 20

Portanto, o campo magnético B originado no material é dado pelo produto de H que represen-
ta o “esforço” da corrente elétrica para constituir um campo magnético e µ, representando a facili-
dade relativa de estabelecer um campo magnético em um dado material. No Sistema Internacional
de Unidades (SI), [H] = é ampère-espira por metro, [µ]= henry por metro e [B] = weber por metro
quadrado ou Tesla (T).
As ligas metálicas usadas em núcleos de transformadores ou motores realizam uma função
muito importante no aumento e concentração do fluxo magnético no aparelho. Ainda, como a per-
meabilidade do ferro é expressivamente maior do que a do ar, a maior parte do fluxo em um núcleo

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de ferro, como o mostrado na Figura 8, permanece na parte interna do núcleo, em vez de se deslo-
car através do ar circundante que apresenta permeabilidade bem menor.
Em um núcleo, como mostrado na Figura 5, o valor do campo magnético é representado por:

µ ⋅ N ⋅i Equação 21
B =µ ⋅ H =
n

A partir da Equação 5, para a determinação do fluxo total em uma dada área, considerando a
situação do arranjo mostrado na Figura 8, onde o vetor campo magnético é perpendicular ao plano
de área da seção reta do núcleo A e a densidade de fluxo é constante através da área, essa equação
se reduzirá a φ= B ⋅ A . Deste modo, o fluxo total do núcleo da Figura 8, devido à corrente i no enro-
lamento, é

µ ⋅ N ⋅i ⋅ A Equação 22
φ=
n
Neste tópico, abordamos uma importante grandeza, presente no cálculo de circuitos magnéti-
cos: o campo magnético. Também apresentamos a lei que rege a geração de um campo magnético
por uma corrente, a lei de Ampére, bem como algumas aplicações. No próximo tópico, detalhare-
mos o estudo dos circuitos magnéticos.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.4., você irá complementar seus estudos a respeito da
produção de um campo magnético por meio de um fio. Antes de prosseguirmos para o próximo
assunto, assista aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2. 5. CIRCUITOS MAGNÉTICOS

Analisando a Equação 22, podemos verificar que a corrente elétrica numa bobina de fio enro-
lado em um núcleo produz um fluxo magnético nesse núcleo. Semelhantemente, isso é equivalente
a uma tensão que em um circuito elétrico produz o fluxo de corrente.
Nesse sentido, é aceitável definir um “circuito magnético”, cujas características são definidas
por equações análogas as de um circuito elétrico. No projeto de máquinas elétricas e transformado-
res, é muito aplicado o modelo de circuito magnético que descreve o comportamento magnético
para simplificar o processo de projeto.

Figura 9 (a) Circuito elétrico. (b) Circuito magnético análogo a um núcleo de transformador.

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Em um circuito elétrico, como o mostrado na Figura 9 (a), a fonte de tensão V alimenta uma
corrente I ao longo do circuito através de uma resistência R. A relação entre essas grandezas é dada
pela lei de Ohm:
V = I ⋅R Equação 23

No circuito elétrico, o fluxo de corrente elétrica é resultado da ação de uma tensão, também
denominada força eletromotriz ( f ).
em

Analogamente, a grandeza correspondente no circuito magnético é chamada força magneto-


motriz ( f ). A força magnetomotriz do circuito magnético é semelhante ao fluxo de corrente apli-
mm

cado ao núcleo, ou

f mm= N ⋅ i Equação 24

Onde f representa a força magnetomotriz, f = Ampères-Espiras.


mm [ mm ]
Semelhantemente a uma fonte de f no circuito elétrico, a f no circuito magnético tam-
em mm
bém apresenta uma polaridade pertinente. O terminal positivo da fonte de f é o terminal de on-
mm
de o fluxo sai, e o terminal negativo da fonte de f é o terminal no qual o fluxo volta a entrar.
mm

A polaridade da f mm de uma bobina pode ser definida remodelando a regra da mão direita de
forma que se os dedos da mão direita se encurvem no sentido da corrente elétrica em uma bobina,
então o polegar apontará no sentido de f mm positiva, como indicado na Figura 10.

Figura 10 Determinação da polaridade de uma fonte de f mm em um circuito magnético.

No circuito elétrico, a f faz com que haja o fluxo de uma corrente i. De modo similar, em
em
um circuito magnético, a f aplicada faz com que um fluxo φ seja produzido. A relação entre a
mm

f em e i em um circuito elétrico é dada pela lei de Ohm (Equação 23). Da mesma forma, a relação
entre a f e o fluxo é dada pela expressão:
mm

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f mm= φ ⋅ Rm Equação 25

Onde φ representa o fluxo do circuito e R é a relutância do circuito.


m

A relutância de um circuito magnético é análoga à resistência elétrica de um circuito elétrico,


sendo a sua unidade o ampère-espira (A.e) por weber (Wb) ou A.e/Wb.
Da mesma forma que a resistência elétrica e a relutância, existe um análogo magnético para a
condutância elétrica, ou seja, do mesmo modo que a condutância elétrica de um circuito elétrico é o
inverso da resistência elétrica, a permeância P de um circuito magnético é o inverso da relutância
m

Rm , de forma que:

1 Equação 26
Pm =
Rm

Assim, a relação entre a f mm e o fluxo φ pode ser expressa como:

φ f mm ⋅ Pm
= 1 Equação 27
Pm =
Rm

Em alguns casos, é mais fácil trabalhar com a permeância de um circuito magnético do que
com sua relutância; por exemplo, para o caso ilustrado na Figura 8, o fluxo resultante nesse núcleo é
dado pela Equação 28, de forma que:

Equação 28
µ ⋅ N ⋅i ⋅ A  µ⋅A
φ = B⋅ A = = N ⋅i  
n  n 

Sendo:
f mm= N ⋅ i Equação 29
Comparando as Equações 28 e 29, tem-se que:
 µ⋅A
φ = f mm   Equação 30
 n 

Agora, comparando a Equação 25 com a Equação 30, verificamos que a relutância do núcleo
será dada por:

n Equação 31
Rm =
µ⋅A

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

As relutâncias em um circuito magnético obedecem às mesmas regras que as resistências em


um circuito elétrico, ou seja, a relutância equivalente R de relutâncias em série é a soma das
m série

relutâncias individuais, ou seja:

Rm série = Rm 1 + Rm 2 + ... + Rm n−1 + Rm n Equação 32

Onde n corresponde ao número de relutâncias em série do circuito magnético.


Similarmente, a relutância equivalente de n relutâncias em paralelo R é dada por:
m paralelo

Equação 33
1 1 1 1 1
= + + ... + +
Rm paralelo Rm 1 Rm 2 Rm n−1 Rm n

Onde n equivale ao número de relutâncias em paralelo do circuito magnético.


Permeâncias em série e em paralelo satisfazem às mesmas regras que as condutâncias elétri-
cas.

Exemplo 5
Um núcleo de material ferromagnético, de permeabilidade relativa 5000, apresenta compri-
mento de caminho médio de 50 cm, como ilustrado na Figura 8. Neste núcleo maciço existe um en-
treferro fino de 0,08 cm. A área de seção reta do núcleo é de 15 cm2 = 15.10-4 m2. Este núcleo é en-
volto por uma bobina composta por 500 espiras. Assumindo que a dimensão no entreferro aumenta
a área efetiva da seção reta em 5%, ante as informações fornecidas, iremos determinar:
1) a relutância total do caminho de fluxo (ferro mais entreferro);
2) a corrente necessária para produzir uma densidade de fluxo de 0,5 T no entreferro.

(a) (b)

Figura 11 (a) Núcleo ferromagnético com entreferro de 0,05 cm. (b) Circuito magnético correspondente ao núcleo ferromagnético.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Resolução
O circuito magnético correspondente ao núcleo mostrado na Figura 11(a), é esquematizado na
Figura 11(b).
Já a relutância do núcleo, é dada pela Equação 31, sendo que:
n n
=
Rm n = ⇒
µ ⋅ An µr ⋅ µo ⋅ An

5 ⋅10−1
Rm n =
5 ⋅103 ⋅ 4π ⋅10−7 ⋅15 ⋅10−4
10−1
Rm n =
60 ⋅ 3,14 ⋅10−8
1
=
Rm n ⋅107
188, 4
Rm n ≅ 0, 053 ⋅107

Rm n ≅ 5,3 ⋅105 A.e / Wb

A área efetiva do entreferro é 0,05 cm × 15 cm2= 0,75 cm2, de modo que a relutância do en-
treferro (ef) é:

5 ⋅10−4
=Rm ef ⇒
4π ⋅10−7 ⋅ 0, 75 ⋅10−4
5
Rm ef =
3 ⋅ 3,14 ⋅10−7
5
R=
m ef ⋅107
9, 42
Rm ef ≅ 0,53 ⋅107

Rm ef ≅ 53 ⋅105 A.e / Wb

Deste modo, a relutância total do caminho de fluxo é:

Rm série =
Rm n + Rm ef ⇒
Rm série = 5,30 ⋅105 + 53, 0 ⋅105 ⇒

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Rm=
série
58,3 ⋅105 A.e / Wb

Importante se faz observar que o entreferro contribui com a maior parte da relutância, embo-
ra seu caminho de fluxo seja muito mais curto do que o do núcleo.

1) Substituindo as Equações 28 e 29, na equação 25, obtemos a expressão para a


corrente elétrica:

f mm= φ ⋅ Rm
N ⋅ i = B ⋅ A ⋅ Rm
Equação 34
B ⋅ A ⋅ Rm
i=
N

Substituindo os valores das grandezas, temos:


0,5 ⋅15, 75 ⋅10−4 ⋅ 58,3 ⋅105
i=
500
459,1125 ⋅10
i=
5 ⋅102
i = 9,18225
i = 9,18 A

Observação: ___________________________________________________________________
No cálculo da corrente elétrica i foi necessário obter o fluxo de entreferro, então foi usada a área efetiva do entreferro
adicionando-se 5% à área efetiva da secção reta.
______________________________________________________________________________
Neste tópico, vimos que as características dos circuitos magnéticos são análogas às dos circui-
tos elétricos. Também apresentamos elementos presentes nos circuitos magnéticos, como força
magnetomotriz, polaridade e relutância, bem como suas aplicações em exemplos contextualizados.

2. 6. LEI DE FARADAY
Até aqui, o objetivo de nosso estudo foi relacionado à criação de um campo magnético e suas
propriedades magnéticas. A partir deste tópico, observaremos as formas pelas quais um campo
magnético pode afetar sua adjacência.
O primeiro efeito a ser analisado, que constitui o princípio de funcionamento dos transforma-
dores, é cognominado “Lei de Faraday”. Esta lei afirma que, se houver um fluxo incidindo através de
uma espira de fio condutor, então será induzida uma tensão diretamente proporcional à taxa de
variação do fluxo em relação ao tempo, ou seja:

dφ Equação 35
einduzida = −
dt

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Onde:
• einduzida representa a tensão induzida em uma espira da bobina.
• φ representa o fluxo que incide através da espira.

Se uma bobina contiver N espiras e se o mesmo fluxo atravessar todas elas, então a einduzida in-
duzida na bobina será calculada usando a expressão:

dφ Equação 36
einduzida = − N
dt
Onde:
• einduzida representa a tensão induzida na bobina.
• N representa o número de espiras de fio da bobina.
• φ representa fluxo que passa através da bobina.

A inserção do sinal negativo na lei de Faraday é explicada a partir da Lei de Lenz. Essa lei afir-
ma que o sentido com que a tensão aumenta na bobina é tal que, se os terminais da bobina fossem
colocados em curto-circuito, então seria produzida uma corrente que causaria um fluxo oposto à
variação original de fluxo. Como a tensão induzida opõe-se à variação que a está produzindo, então
é introduzido o sinal negativo.

Figura 12 Experimento para entendimento da lei de Lenz: (a) Uma bobina envolvendo um fluxo magnético crescente;
(b) Determinação da polaridade da tensão resultante.

Para facilitar a compreensão desta definição, vamos analisar a situação exposta na Figura 12.
Se houver o aumento da intensidade do fluxo φ, então a tensão que está sendo induzida na bobina
tenderá a originar um fluxo que irá se opor a este acréscimo. A corrente elétrica i fluindo, produzirá
um fluxo que irá se opor ao incremento. Dessa forma, será gerada uma tensão elétrica na bobina
que apresentará uma polaridade, necessária para impelir essa corrente através do circuito elétrico.

Exemplo 6

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Na Figura 13 há uma bobina de fio enrolado em volta de um núcleo de ferro. Para tanto, o flu-
xo no núcleo é dado pela expressão:

φ 0, 05 ⋅ sen 377 t
= Wb Equação 37

Se a bobina que envolve o núcleo for composta por 100 espiras, de quanto será a tensão pro-
duzida nos terminais da bobina?
Neste exercício, indicaremos qual será a polaridade da tensão enquanto o fluxo estiver cres-
cendo de acordo com o sentido de referência mostrado na figura. Para efeitos de modelagem ma-
temática, considere que o fluxo magnético irá permanecer dentro no núcleo.

Figura 13 Determinação da polaridade da tensão nos terminais.

Resolução
Quando o fluxo está crescendo no sentido de referência, e aplicando o princípio da lei de Lenz,
concluímos que o sentido da tensão deve ser de positivo para negativo, de acordo com o mostrado
na Figura 13. A intensidade da tensão é dada por:

einduzida = − N
dt
d ( 0, 05 ⋅ sen 377 t )
einduzida = −100
dt
= 1885 ⋅ cos 377 t V
einduzida
Neste tópico, apresentamos uma importante lei do magnetismo, um efeito físico que constitui
o princípio de funcionamento dos transformadores: a lei de Faraday. No tópico a seguir, veremos
mais um efeito físico de um campo magnético: como uma força induzida é produzida num condutor.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.6., você irá complementar seus estudos a respeito da Lei
de Farday. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procurando
assimilar o conteúdo estudado.

2. 7. PRODUÇÃO DE FORÇA INDUZIDA EM UM CONDUTOR

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Um segundo efeito físico de um campo magnético está relacionado com o arranjo de um fio
condutor imerso no campo magnético, no qual flui uma corrente elétrica. Neste caso, o campo
magnético irá induzir uma força no fio. Esta situação é ilustrada na Figura 14.

Figura 14 Fio condutor imerso em um campo magnético.

A Figura 14 mostra um condutor imerso em um campo magnético uniforme B, que aponta pa-
ra dentro do plano da página. No condutor de  metros de comprimento flui uma corrente elétrica
de i ampères. A força induzida no condutor é dada por:
F =i ⋅ (  × B )

Onde:
• i é a corrente elétrica que flui no fio condutor.
•  é o comprimento do fio.
• B é o vetor campo magnético.

O sentido do vetor força é dado pela regra da mão direita, como mostrado na Figura 15, de
forma que se o dedo indicador da mão direita apontar no sentido do vetor i e o dedo médio apontar
no sentido do vetor B de densidade de fluxo, então o polegar apontará no sentido da força resultan-
te F sobre o fio.

Figura 15 Regra da mão direita para a determinação da direção e sentido da força resultante F a partir do campo magnético B e da
corrente elétrica i.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Assim, o módulo da força é dado pela equação:


F = i ⋅  ⋅ B ⋅ senθ Equação 38

Onde θ é o ângulo formado entre o fio condutor e o vetor campo magnético.

Exemplo 7
Em um fio condutor flui uma corrente elétrica na presença de um campo magnético, como
mostrado na Figura 16. A densidade de fluxo magnético é de 0,5 T, com o sentido para dentro da
página. Se o fio condutor tiver 1,0 m de comprimento e estiver conduzindo 1,0 A de corrente no
sentido da direita para a esquerda, quais serão o valor e o sentido da força induzida no fio?

Figura 16 Fio condutor de corrente na presença de um campo magnético.

Resolução
O sentido da força é dado pela regra da mão direita como sendo para a direita. O módulo da
Força é dado pela Equação 38, de forma que:

F = i ⋅  ⋅ B ⋅ senθ
F = 1 ⋅1 ⋅ 0,5 ⋅ sen 90°
F = 0,5 N
Logo,
F = 0,5N, na direção vertical com sentido apontando para baixo.

Já estudamos neste tópico que quase todos os motores elétricos dependem do princípio bási-
co para produzir as forças e conjugados, ou seja, a partir do momento que se tem um fio condutor
na presença de um campo magnético, e neste fio flui uma corrente elétrica, ocorre a indução de
uma força sobre o fio condutor.
Além disso, também, abordamos o efeito físico de um campo magnético relacionado com o
arranjo de um fio condutor imerso no campo magnético, no qual flui uma corrente elétrica: a força

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

induzida que é produzida por este campo magnético. Por fim, vimos também, que quase todos os
motores elétricos dependem desse princípio.
Com os vídeos propostos no Tópico 3.7., você irá complementar seus estudos a respeito da
produção de força induzida em um condutor. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista
aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2. 8. TENSÃO INDUZIDA EM UM CONDUTOR EM MOVIMENTO NO INTERIOR DE UM


CAMPO MAGNÉTICO
Um terceiro efeito físico de corrente da interação de um campo magnético com a região que
ele abrange está relacionado com o arranjo de um condutor se deslocando com uma orientação
adequada. Tal situação gerará uma tensão elétrica induzida neste condutor como é mostrado na
Figura 17.

Figura17 Condutor movendo-se na presença de um campo magnético.

O valor da tensão induzida einduzida no condutor é dado pela expressão:

einduzida = ( v × B ) ⋅  Equação 39

Onde:
• v representa a velocidade do condutor.
• B representa o vetor campo magnético.
•  representa o comprimento do condutor imerso no campo magnético.

O vetor  tem a mesma direção do fio condutor e aponta para o extremo do fio que faz o me-
nor ângulo com o vetor v × B . A tensão no condutor é determinada de forma que o polo positivo
tem o mesmo sentido do vetor v × B .

Exemplo 8

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Na Figura 17 está representado um condutor movendo-se com uma velocidade de 10,0 m/s
para a direita, imerso em um campo magnético. A densidade de campo magnético é de 0,5 T, dirigi-
do para dentro do plano da página e o condutor tem 2,0 m de comprimento, orientado de acordo
com o que ilustra a figura. Nestas condições, iremos determinar o valor e a polaridade da tensão
induzida resultante.

Resolução
O sentido do produto v × B , neste exemplo, é para a direita. Portanto, a tensão no condutor
será produzida com o polo positivo na região da extremidade direita do fio condutor e o polo nega-
tivo na região da extremidade esquerda do fio condutor, como mostrado na Figura 17. O sentido do
vetor  é para a direita, para que se apresente o menor ângulo em relação ao vetor v × B . Como v
é perpendicular a B e como v × B é paralelo a  , aplicando a Equação 39, teremos que o valor da
tensão induzida será:

einduzida = ( v × B ) ⋅  2
einduzida = ( v ⋅ B ⋅ sen 90° ) ⋅  ⋅ cos 0o
einduzida = v ⋅ B ⋅ 
einduzida = 10 ⋅ 0,5 ⋅ 2
einduzida = 10 V

Portanto, a tensão induzida é de 10 V, positiva na parte de cima do condutor.


Neste último tópico, apresentamos outro efeito físico de um campo magnético: a tensão elé-
trica induzida num condutor em movimento no interior de um campo magnético.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.8., você irá complementar seus estudos a respeito da
tensão induzida em um condutor em movimento no interior de um campo magnético. Antes de
prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo
estudado.

Vídeo complementar ____________________________________________________________


Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.
• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na funcionalidade Videoaulas. Em seguida, digite o nome
do vídeo e selecione-o para assistir.
• Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos”, selecione a obra desejada, em seguida, “Vídeos
Complementares”. Veja o exemplo: Conversão de Energia – Vídeos Complementares – Complementar 2.
______________________________________________________________________________

3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

O Conteúdo Digital Integrador (CDI) representa uma condição necessária e indispensável para
você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade.
Cada tema abordado no Conteúdo Básico de Referência (CBR) será abordado com um comen-
tário abrangente, além de um vídeo proposto que irá complementar seus estudos.

3. 1. MAGNETISMO

Nesta sessão foi elaborado o estudo sobre magnetismo, fornecendo uma abordagem da histó-
ria das descobertas desde a observação intuitiva dos primeiros fenômenos do magnetismo registra-
dos até os experimentos em eletromagnetismo que deram origem as leis que regem os fenômenos
eletromagnéticos. A seguir, são apresentadas algumas videoaulas sobre esse conteúdo que auxilia-
rão no entendimento e assimilação do conteúdo estudado.
• Canal da Física - Vídeos Didáticos. Noções de Magnetismo. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=yvrNcNc3-RI>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• WATANABE, P. O Campo Magnético da Terra. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=9SyLGsBBdVE&list=PLL6Z7BC0qiSTEC2BqZ-
IdAtQFPYsTSTYe>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• Rede Catarinense. Discovery Channel: Entenda o seu Mundo {Volume 12} - Entendendo
o Magnetismo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=0k-9cXG5_jU>.
Acesso em: 25 jan. 2017.
• Universo do Documentário. O Campo Magnético da Terra-Documentário National Ge-
ographic. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ZlsGwwv02tE>. Acesso
em: 25 jan. 2017.

3. 2. A LEI DE AMPÈRE E AS GRANDEZAS MAGNÉTICAS


No transcorrer de nossos estudos, vimos a Lei de Ampère e as grandezas magnéticas, desco-
berta que possibilitou a criação de dispositivos eletromagnéticos, nos quais, a partir da movimenta-
ção de cargas elétricas, surgem campos magnéticos. A seguir, são apresentados vídeos sobre esse
conteúdo, auxiliando no entendimento do assunto.
• BELTRAME, R. C. Eletromagnetismo - Aula 15 - Campos Magnetostáticos (Parte 2). Dis-
ponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=3XGvsGv5gWg>. Acesso em: 25 jan.
2017.
• Física Universitária. Tema 11 - A Lei de Ampère | Aula 01 - O Campo Magnético. Dispo-
nível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-ezJ6euj48M>. Acesso em: 25 jan.
2017.
• Física Universitária. Tema 11 - A Lei de Ampère | Aula 02 - O que produz campos mag-
néticos. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=oybbS_ek0Og>. Acesso
em: 25 jan. 2017.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

• Scientia TV. Aula 17.7 - Eletromagnetismo - Campo magnético gerado por um fio con-
dutor retilíneo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=S1oEt-9FmfA>.
Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 3. FLUXO MAGNÉTICO Φ
Conforme avançamos em nossos estudos, desenvolvemos o estudo do conceito de Fluxo
Magnético. A seguir, são apresentados vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendimento do
assunto. Nestes vídeos, são descritos, além da abordagem conceitual de fluxo magnético, os efeitos
físicos que podem ser gerados devido a sua variação.
• Pura Física. Física - Indução eletromagnética: Fluxo de campo magnético. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=wmMVGCjYeUI>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• Univesp TV. Física Geral III - Aula 10 - Lei de Faraday da Indução - Parte 1. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=sX68xgzgzB8>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• FEIJÓ, E. Fluxo Magnético através de uma espira. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=_PkpjuZ5GE4>. Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 4. PRODUÇÃO DE UM CAMPO MAGNÉTICO POR MEIO DE UM FIO


Neste tópico, estudamos a produção de um campo magnético por meio de um fio. A seguir,
são apresentados vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendimento do assunto.
• MIGUEL, A. Experiência de Oersted - Teoria e Vídeo Demonstrativo. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=lR3nS-6Pf7s>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• Watanabe, P. Magnetismo e movimento de elétrons. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=axud8v0ThqU>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• Univesp TV. Instalações Elétricas - Aula 05 – Transformadores. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=zo7z8Lp_tB0>. Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 5. CIRCUITOS MAGNÉTICOS
No transcorrer de nossos estudos, vimos os Circuitos magnéticos. A seguir, são apresentados
vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendimento do assunto.
• EMANUELLI, L. C. Circuitos Magnéticos. Disponível em:
< https://www.youtube.com/watch?v=MAUfye9nOEw > . Acesso em: 25 jan. 2017.
• BELTRAME, R. C. Eletromagnetismo - Aula 17 - Forças e Dispositivos Magnéticos. (Parte
1). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=-Ga3V_J0lJ4>. Acesso em: 25
jan. 2017.
• _______. Aula 18 Forças e Dispositivos Magnéticos (Parte 2). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=cqOWAGfSVX4>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• _______. Aula 19 - Forças e Dispositivos Magnéticos (Parte 3). Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=ryXNz0yAMAw>. Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 6. LEI DE FARADAY

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

Nesta sessão, estudamos a geração de energia elétrica utilizando Lei de Faraday. A seguir, são
apresentados vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendimento do assunto.
• SOUZA, R. Indução eletromagnética Lei de Faraday. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=M7d7pB0oeLw>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• Pura Física. Física - Indução Eletromagnética: Lei de Faraday. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=yuRWx62DV54>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• KEVIN FISICA. Lei de Lenz. Disponível em:
< https://www.youtube.com/watch?v=pOXiRIrEC98 > . Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 7. PRODUÇÃO DE FORÇA INDUZIDA EM UM CONDUTOR


Neste tópico, estudamos a produção de força induzida em um condutor. A seguir, são apre-
sentados vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendimento do assunto.
• CUNHA, C. Força magnética em fio condutor. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=7dGSBuG2dJE>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• WATANABE, P. O Princípio do Motor. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=3HNpAw15t7Y&index=4&list=PLxZs77izDljcfpxg-
YQgtq5yi_s5pKLMm>. Acesso em: 25 jan. 2017.
• SANTOS, A. Princípio do motor elétrico. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=Cwe6swMCx6M>. Acesso em: 25 jan. 2017.

3. 8. TENSÃO INDUZIDA EM UM CONDUTOR EM MOVIMENTO NO INTERIOR DE UM


CAMPO MAGNÉTICO
Nesta sessão, estudamos tensão induzida em um condutor em movimento nointerior de um
campo magnético. A seguir, são apresentados vídeos sobre esse conteúdo, auxiliando no entendi-
mento do assunto.
• Engenhariauniderp. Vídeo 9. A Indução Eletromagnética e Gerador de corrente. Dispo-
nível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QZP1lykv6JA>. Acesso em: 25 jan.
2017.
• Engenhariauniderp. Vídeo 12. Gerador elétrico. Disponível em:
< https://www.youtube.com/watch?v=wpMicCKWbJc > . Acesso em: 25 jan. 2017.
DA VINCI, S. Michael Faraday - Eletricidade e a Geração de Energia.Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=D-fIOv08QiM>. Acesso em: 25 jan. 2017.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A auto avaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se
encontrar dificuldades em responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos estu-
dados para sanar as suas dúvidas.

1) Um fio reto de 1,8 m de comprimento transporta uma corrente de 13 A e faz um ângulo de 35° com um campo
magnético uniforme B = 1,5 T. Calcular o valor da força magnética sobre o fio.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

2) Um engenheiro eletricista está com uma bússola a 6 m abaixo de um cabo de transmissão de energia elétrica,
no qual flui uma corrente constante de 100 A. Considerando que o componente horizontal do campo
magnético da Terra no local é de 20 ×10-6T, determine:

a) O módulo do campo magnético no local da bússola em virtude da linha de transmissão?

b) O campo magnético gerado pelo fio, interferirá na leitura da bússola?


3) Através da espira ilustrada na figura a seguir, o fluxo magnético cresce com o tempo de acordo com a
expressão Φ
= n 6, 0t 2 + 7, 0t , onde Φ n é dado em miliweber e t em segundos. Para esta situação determine:
a) O módulo da einduzida na espira para t = 2,0s.

b) O sentido da corrente elétrica em R?

4) Uma espira quadrada de lado R= 2cm é imersa em um campo magnético uniforme de intensidade 2T. Qual é o
fluxo de indução nessa espira em cada um dos seguintes casos:

a) o plano da espira é paralelo às linhas de indução;

b) o plano da espira é paralelo às linhas de indução;

c) o plano da espira é perpendicular às linhas de indução.

5) A figura a seguir, ilustra um fio condutor imerso em um campo magnético, que conduz uma corrente elétrica de
2,0 A. Para este arranjo, determine o valor e o sentido da força induzida no fio.

6) A figura a seguir, ilustra um fio condutor em movimento, imerso em um campo magnético. Com os dados
mostrados na figura, determine o valor e o sentido da einduzida no fio.

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UNIDADE 2 – Conceitos de Eletromagnetismo Aplicados em Conversão Eletromecânica de Energia

7) Um campo magnético uniforme forma um ângulo de 30o com o eixo de um enrolamento circular de 300 voltas
e raio 5 cm. O módulo de campo magnético acresce a uma taxa de 80 T/s, enquanto sua direção permanece
fixa. Encontre o módulo da fem induzida no enrolamento.

8) Para o arranjo mostrado na figura a seguir, a bobina é composta por 100 espiras de fio condutor e por ela flui
uma corrente i = 5 A. Esta corrente elétrica faz circular um fluxo magnético por um retângulo, cujos
comprimentos médios da base e da altura são respectivamente 10 cm e 8 cm e secção reta de 2 cm2. O núcleo
onde ocorre o fluxo magnético é composto por um material de permeabilidade relativa µr = 1000. Para a
situação descrita determine:

a) A relutância do circuito magnético.

b) A permeância do circuito magnético.

c) A intensidade de campo magnético no núcleo.

d) A densidade de fluxo magnético no núcleo.

e) O fluxo magnético no núcleo.

Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões auto avaliativas propostas:
1) F = 20,13 N.
2)

a) 3,33 . 10-6 T.

b) Interferirá.
3)

a) 31mV.

b) Para a esquerda.
4)

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a) Φ = 0.

b) Φ = 0,08 Wb.

c) Φ = 0,04 Wb.
5) Intensidade: F = 1 N; Direção:⊥ ao plano do papel, Sentido: entrando no papel.
6) eind= 0,354 V. A polaridade positiva estará no extremo inferior do fio condutor.
7) eind= 16,31 V
8)

a) Rm= 1,43.106 A . esp / Wb

b) Pm = 7. 10-7 Wb / A. esp

c) H = 1,4.103 A. esp / m

d) B = 1,76 Wb / m2

e) e) Φ = 3,5 . 10-4 Wb

5. CONSIDERAÇÕES
Chegamos ao final da segunda unidade, na qual você teve a oportunidade de compreender os
conceitos de eletromagnetismo, suas propriedades e aplicações nos processos de conversão ele-
tromecânica de energia. Além disso, conhecer e entender as principais leis do eletromagnetismo,
verificando-as em situações contextualizadas.
Na próxima unidade, você aprenderá sobre transformadores monofásicos e trifásicos, sua fi-
nalidade em um sistema de potência, bem como os conceitos de tensão, corrente e impedância.

6. E-REFERÊNCIAS

Sites pesquisados
UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – Projeto Pedagógico de Engenharia Elétrica. Disponível em: <
http://www.fee.unicamp.br/sites/default/files/graduacao/eng_eletrica/projeto_pedagogico/ProjPedEE_2012.pdf>. Acesso em: 25
jan. 2017.
UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas. Física Geral – Aulas. Disponível em: <http://sites.ifi.unicamp.br/f328/aulas/>. Acesso
em: 5 dez. 2016.
USP Universidade de São Paulo. Júpiter – Sistema dce Graduação. Disponível em:
<https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=SEL0329&codcur=18045&codhab=0>. Acesso em: 5 dez. 2016.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP. FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA. CONSELHO DE CURSO DE
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA - Projeto Pedagógico. Disponível em:
<http://www.feis.unesp.br/Home/DTA/STG/cursos/eletrica/-ProjetoPedagogico.pdf>. Acesso em: 5 dez. 2016.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHAPMAN, S. J. Fundamentos de Maquinas Elétricas. 5. ed. Porto Alegre: Editora MacGraw-Hill, 2013.
FITZGERALDI, A. E.; KINGSLEY Jr.; C & UMANS. Máquinas Elétricas. 7. ed. São Paulo: Editora BOOKMAN,2006.
KOSOW, I. Máquinas Elétricas e Transformadores. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1998.
DEL TORO, V. Del. Fundamentos de Máquinas Elétricas. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Livros Técnicos e Científicos, 1999.
McPHERSON, G.; LARAMORE, R. D. An Introductionto Electrical Machinesand Transformers. 2. ed. New York: Editora John Wiley &
Sons, 1990.

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SEN, P. C. Principles of Electric Machinesand Power Electronics 2. ed. New York: Editora John Wiley & Sons, 1997.
CATHEY, J. J. Electricmachines. 1. ed. New York: Editora Mc-Graw-Hill, 2000.

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