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Introdução

à Segurança
e Saúde do
Trabalho

UNIDADE
Introdução à
1
Segurança e Saúde
do Trabalho

Igor Pietro Barros Dantas


Lucas Josué Martins
Cassiano Ricardo Santos da Costa
Leandro Cabral de Medeiros
Diego Rodrigues de Carvalho
Apresentação
Olá!

Bem-vindo à Unidade I do módulo introdutório à Segurança e Saúde do


Trabalho, no qual vamos discutir alguns conceitos legais de segurança
do trabalho, conhecer um pouco da história da segurança do trabalho,
apresentar as normas regulamentadoras vigentes no país, explicar o
que são os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho (SESMT) e as Comissões Internas de Preven-
ção de Acidentes (CIPA) e definir qual o nosso papel na construção de
um ambiente seguro e saudável nos serviços de saúde.

Durante a execução de nossas atividades rotineiras, é comum não nos


lembrarmos de detalhes que podem fazer toda a diferença quando o
quesito é a segurança do trabalho. Por exemplo, você sempre se lem-
bra de lavar as mãos da forma correta após realizar assistência a uma
paciente? Você sabe se lava as mãos corretamente?

Mas quando esses detalhes estão inseridos na nossa rotina, nas etapas
de cada processo, quando não precisamos nos preocupar com os proce-
dimentos operacionais e com os procedimentos de segurança, mas sim
com os procedimentos operacionais seguros, a segurança é valorizada e
a saúde é preservada. Para isso, nada melhor do que conhecer conceitos
e práticas que nos levem à essa cultura de segurança nos nossos servi-
ços de saúde. Você concorda com isso?

Na sequência, vamos falar como surgiu a Segurança e Saúde no Traba-


lho no país e conhecer alguns conceitos importantes que usaremos até
o final do módulo.

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AULA 1 - História da segurança
do trabalho
Não é de hoje que a humanidade se preocupa em preservar a segurança
e saúde dos trabalhadores. Os primeiros trabalhos publicados na área
datam do século XVII, quando o médico italiano Bernardino Ramazzini
publicou a obra As doenças dos trabalhadores, que relacionava os riscos à
saúde ocasionados por produtos químicos, poeira, metais e outros agen-
tes encontrados por trabalhadores em 52 ocupações.

Desde essa época, muita coisa mudou no mundo do trabalho, assim


como os riscos aos quais os profissionais estão expostos. Porém, as
técnicas prevencionistas também evoluíram e passaram a possibilitar o
pleno exercício profissional de maneira segura, de forma a preservar a
saúde e a integridade física dos trabalhadores.

No Brasil, segurança e saúde do trabalho foram inseridas na


legislação trabalhista por meio do Capítulo V da Consolidação
das Leis Trabalhistas (CLT), o qual foi alterado pela Lei nº
6.514/77, que estabelece as disposições gerais para as questões
relacionadas à prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

O Capítulo V da CLT surgiu para cumprimento do que nossa Carta Mag-


na, a Constituição Federal de 1988, exige no inciso XXII, do artigo 7º, que
garante o direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social, à redução dos riscos inerentes
ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Porém,
somente esse capítulo não seria suficiente para assegurar que os pos-
tos de trabalho fossem totalmente seguros para os profissionais, pois
não existe detalhamento satisfatório nos artigos que o compõem para
nortear as ações dos empregadores no sentido de proteger a saúde e a
integridade física dos seus trabalhadores. Por isso, em 1978, o Ministério
do Trabalho aprovou e colocou em vigor as 28 primeiras Normas Regu-
lamentadoras (NR), que tinham por objetivo detalhar quais as ações de
segurança e saúde do trabalho os empregadores deveriam cumprir para
garantir um ambiente seguro e saudável a seus trabalhadores.

Quer conhecer todas as


Normas Regulamentadoras?
Consulte o material extra na
biblioteca.

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Você saberia dizer quais destas normas regu-
lamentadoras se aplicam ao nosso trabalho?
Você as conhece?

Como identificamos, temos uma vasta legislação aplicável à segurança e


saúde dos trabalhadores brasileiros. Sendo assim, para uma boa atua-
ção dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina
do Trabalho, é fundamental que todos os trabalhadores absorvam as
recomendações para prevenção de acidentes e doenças do trabalho e as
transformem em rotina durante suas atividades.

Das 36 Normas Regulamentadoras, uma, em especial, trata sobre a


segurança e saúde dos trabalhadores que exercem suas atividades em
serviços de saúde: a NR-32. Em vigor desde o final de 2005, essa norma
traz as exigências mínimas de segurança para a garantia de um ambien-
te sadio e seguro para os trabalhadores. A NR-32 trata de riscos bioló-
gicos, químicos, radiações ionizantes, resíduos, lavanderias, limpeza e
conservação, manutenção de máquinas e equipamentos; além de exigir
a criação de uma Comissão Gestora Multidisciplinar para prevenção de
riscos de acidentes com materiais perfurocortantes com a elaboração de
um plano específico para atingimento desse objetivo.

Mas tenhamos calma! Veremos esses assuntos detalhadamente no quar-


to módulo deste curso, intitulado Biossegurança. Por enquanto, vamos
definir bem o que são e como funcionam o Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SEMST e a
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – CIPA.

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AULA 2 - SESMT e CIPA nos
Serviços de Saúde
Instituído no Brasil na década de 1970 devido à pressão da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) sobre o governo brasileiro para reduzir o
número de acidentes de trabalho, o SESMT é um serviço, criado pelo arti-
go 162 da CLT e regulamentado pela NR-04, em que a equipe que trabalha
para proteger a integridade física dos trabalhadores atua. Ele pode ser
composto por Engenheiros de Segurança do Trabalho, Técnicos de Segu-
rança do Trabalho, Médicos do Trabalho, Enfermeiros do Trabalho e Téc-
nicos em Enfermagem do Trabalho, conforme regulamentado pela Norma
Regulamentadora nº 04. Esses profissionais têm a responsabilidade de
promover a saúde dos trabalhadores e garantir a segurança no ambiente
de trabalho, atuando por meio de ações de prevenção a acidentes de tra-
balho e doenças ocupacionais, eliminando, minimizando ou gerenciando
quaisquer riscos a que os trabalhadores podem ficar expostos.

QUAL O PAPEL DO SESMT?


O papel do SESMT é assessorar a direção do serviço de saúde quanto ao
cumprimento da legislação aplicável à segurança e saúde ocupacional.
Cabe, também, ao SESMT, o registro de todos os acidentes de trabalho,
com suas posteriores investigações e tratamento dos problemas que
levaram à geração de um acidente de trabalho.

Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes – CIPA
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), instituída no Bra-
sil também na década de 1970 pela Portaria 3.214/78 e regulamentada
pela Norma Regulamentadora nº 05, é uma Comissão que atua em con-
junto com o SESMT para identificação, controle e gerenciamento dos ris-
cos encontrados no ambiente de trabalho. É composta por metade dos
membros escolhidos pelos trabalhadores por meio de uma eleição e a
outra metade dos membros indicada pelo empregador.

A quantidade de membros da CIPA é determinada pela NR-05 e varia de


acordo com a atividade principal da empresa e da sua quantidade de
trabalhadores. As empresas que possuem até 20 funcionários não têm
a obrigação de constituir uma CIPA, porém devem designar um trabalha-
dor para atender às exigências da NR-05.

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Os cipeiros, como são chamados os membros da CIPA, têm a grande
responsabilidade de promover a segurança e saúde do trabalho no dia
a dia, orientando os colegas de trabalho, identificando, solucionando e
relatando oportunidades de melhoria nos ambientes de trabalho. Em
caso de acidentes de trabalho, os cipeiros orientam os trabalhadores
sobre como procederem para registrar o acidente junto ao SESMT e
fazem a investigação e posterior análise do caso para identificação das
causas básicas e imediatas que proporcionaram a ocorrência do aciden-
te para que sejam evitadas situações similares.

É importante ressaltar que nenhuma ação de segurança do trabalho vem


de um indivíduo isoladamente. O SESMT e a CIPA não trabalham sozi-
nhos! O papel mais importante é o de estabelecer entre trabalhadores e
gestores uma relação de diálogo e conscientização, de forma participa-
tiva e criativa, com relação à forma como as atividades são executadas,
objetivando sempre melhorar as condições de trabalho.

ATRIBUIÇÕES DA CIPA
Entre as atribuições da CIPA, podemos listar:

Resumindo, tanto o SESMT quanto a CIPA têm o mesmo objetivo: evitar a


ocorrência de acidentes e doenças do trabalho. Isso só é possível conhecen-
do e controlando todos os riscos a que os trabalhadores estão expostos.

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E, aí? Viu como a CIPA é importante? O que
acha de ser um cipeiro na sua instituição?
Você poderá ajudar muitas pessoas com o
conhecimento que vai adquirir neste curso!

Diante disso, é interessante que todos os trabalhadores possuam a maior


quantidade de informações prevencionistas possível. Pensando dessa
forma, nada melhor do que definir o que é um acidente de trabalho,
por que acontecem, o que fazer em caso de acidente e, principalmente,
como evitá-los. Por isso, para que você aprofunde seus conhecimentos
nesse assunto, leia o material disponível na biblioteca e responda ao
questionário on-line.

Para saber mais sobre as leis do


trabalho e as NRs que as conso-
lidam, acesse os links a seguir
e também o material anexo na
biblioteca virtual.
- Lei 6.514/77 <http://www.pla-
nalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6514.
htm>
- CLT <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452.
htm>
- Constituição Federal <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/constituicao.htm>

Agora, resolva o questionário que está no AVASUS.

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