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PROCURADORIA GERAL DO ESTADO

GABINETE DO PROCURADOR GERAL


Rua Pamplona, 227, 17º andar, Centro – São Paulo-SP

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE


DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

A FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO,


representada pelo Procurador Geral do Estado, Subprocurador Geral do Estado do
Contencioso Geral e demais Procuradores infra assinados, com endereço para efeito
de intimação na Rua Maria Paula, n. 67, Centro, São Paulo, vem, com a devida e
costumeira vênia, à presença de Vossa Excelência, na qualidade de parte nos termos
do art. 977, II, do Código de Processo Civil, com fundamento nos artigos 976 e
seguintes do Código de Processo Civil, e nos artigos 192, § 3.º, e seguintes do
RITJSP, propor o presente INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDA
REPETITIVA, oriundo dos autos do processo judicial de n.1051232-
50.2015.8.26.0053, tendo como parte autora Hildebrando dos Santos Junior e Outros,
com marcha em primeiro grau perante o r. juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública da
Capital, em fase de recurso de apelação da parte, ora Requerida, distribuído à C. 3ª
Câmara de Direito Público, do Eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, pelas
razões de fato e de direito a seguir aduzidas.

Pondera que segue em anexo ao incidente cópia


integral do processo judicial do caso concreto e dos v. acórdãos mencionados na
presente peça, nos termos do art.977, parágrafo único, do Código de Processo Civil.

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I – DA QUESTÃO JURÍDICA CONTROVERSA NO PROCESSO JUDICIAL.

Cuida-se na origem de lide na qual a parte autora da


demanda pretende a majoração dos vencimentos, sob a alegação de que o ALE
(Adicional de Local de Exercício) foi incorporado incorretamente a seus
vencimentos por força da LC nº 1.197/2013.
Para tanto, alega erro da Administração ao adicionar
50% do ALE ao seu padrão de vencimento, quando o correto teria sido acrescer
100% sobre o salário base, com a seguinte causa de pedir:

“Os autores são servidores públicos estaduais


pertencentes aos quadros da Secretaria de Segurança
Pública do Estado de São Paulo e tiveram o Adicional
de Local de Exercício incorporado aos vencimentos, na
proporção de 50% no salário base e 50% no RETP nos
termos da Lei Complementar n. 1.197, de 12 de Abril
de 2013. (fl.01)

[...]

“Isto porque, com a incorporação do Adicional de


Local de Exercício, o Governo do Estado de São Paulo
determinou que apenas 50% do valor do ALE seja
incorporado ao salário base e os outros 50% restaram
incorporados ao Regime Especial por Trabalho Policial
– RETP.

Ocorre que o valor referente ao ALE deveria ter sido


incorporado integralmente (100%) ao salário base,
tendo em vista que o RETP é um benefício recebido
pelos policiais apenas para indenizar o aumento da
carga horária e de trabalho a que são expostos. ”(fl.02)

O feito foi julgado IMPROCEDENTE conforme trecho


abaixo da r. sentença com as seguintes razões de decidir:
“Desta feita, correta a incorporação efetuada pela
requerida no vencimento base, de 50%, na medida em
que os outros 50% foram automaticamente

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implantados no RETP, por força da disposição legal


supra referida.

A adoção da tese dos requerentes redundaria em


obtenção de vantagem indevida, na medida em que,
com a implantação de certo valor no vencimento
padrão, outro idêntico lhe seria obrigatoriamente pago
por força da RETP, culminando com a implantação do
equivalente ao dobro do que foi estabelecido pela
legislação.

Conclui-se, pois, que a vantagem foi devidamente


incorporada, impondo-se a improcedência integral dos
pleitos.

Posto isto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido e,


consequentemente, EXTINTO O PROCESSO COM
JULGAMENTO DO MÉRITO, nos termos do artigo
487, inciso I, do Código de Processo Civil.” (fl.177)

Com posterior recurso de apelação interposto pela


parte sucumbente, e contrarrazões pela ora Requerente, tendo sido distribuído à C.
3ª Câmara de Direito Público, assim cuidando de processo-piloto em fase de
julgamento de recurso de apelação, de forma a viabilizar o disposto no art. 978,
parágrafo único, do Código de Processo Civil, e em sintonia com o Enunciado de n.
344 do Fórum Permanente de Processualistas “A instauração do incidente pressupõe a
existência de processo pendente no respectivo tribunal.”.

II – DO CABIMENTO

Devidamente preenchidos os requisitos legais de


admissibilidade do incidente proposto. Vejamos como dispõe o Código de Processo
Civil:

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“Art. 976. É cabível a instauração do incidente de


resolução de demandas repetitivas quando houver,
simultaneamente:

I - efetiva repetição de processos que contenham


controvérsia sobre a mesma questão unicamente de
direito;

II - risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica.”

II. A. DA EFETIVA REPETICAO DE PROCESSOS


QUE CUIDAM DA MESMA QUESTÃO JURÍDICA.

A controvérsia apontada no presente incidente figura


em milhares de outros processos judiciais, conforme consulta no sistema de
gerenciamento de processos “SAJ-PGE-NET” da Procuradoria Geral do Estado.
Em anexo a Requerente junta relatório contendo
dados de aproximadamente 1.700 (um mil e setecentos) processos judiciais
(demandas individuais e coletivas, sob o rito comum, especial do mandado de segurança e dos
juizados) distribuídos na circunscrição do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo.

II. B. DA QUESTÃO UNICAMENTE DE DIREITO


SUSCITADA INCIDENTE (art.976, I, do CPC).

A controvérsia acerca dos efeitos da absorção do ALE


trazido pela Lei Complementar Estadual de n. 1.197/2013 não cuida de tema a
demandar análise de questões de fato, na medida em que se cinge a cognição em
abstrato acerca da forma como a Administração operacionalizou a alteração
legislativa.

Cuida unicamente de juízo interpretativo da Lei Comp.


1.197/13, que dispõe:

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“Artigo 1º - Ficam absorvidos nos vencimentos dos


integrantes das carreiras adiante mencionadas, os
Adicionais de Local de Exercício-ALE instituídos pela:
I - Lei Complementar nº 693, de 11 de novembro de 1992,
com alterações posteriores, para a carreira de Agente de
Segurança Penitenciária;
II - Lei Complementar nº 696, de 18 de novembro de 1992,
com alterações posteriores, para as carreiras da Polícia
Civil;
III - Lei Complementar nº 689, de 13 de outubro de 1992,
com alterações posteriores, para os integrantes da Polícia
Militar.”(grifo nosso)

Considerando que a Administração aplicou a Lei a


todas as categorias de beneficiários de modo uniforme para solução do presente
incidente não se faz necessário o exame de questões fáticas.

Sendo assim, o instrumento processual eleito viabiliza


a cognição jurídica e a definição de precedente obrigatório no julgamento do
presente caso emblemático da controvérsia, para que lance efeitos a milhares de
outros processos individuais e coletivos que cuidam de enfrentar o tema,
concretizando a segurança jurídica e a isonomia na prestação da tutela jurisdicional.

II. C. DO EFETIVO RISCO DE OFENSA À


ISONOMIA E À SEGURANÇA JURÍDICA. (art.976,
II, do CPC).

No que toca ao presente pressuposto de cabimento do


incidente, a Requerente ressalta abaixo, a título exemplificativo, a existência de
diversos processos em curso no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (em
primeiro e segundo graus) e no Sistema dos Juizados Especiais, perfazendo, de
modo inequívoco, o conceito da efetiva repetição de processos.

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Sendo que decorre da ausência de entendimento


jurisprudencial uníssono a concretização da afronta aos valores da segurança
jurídica e da isonomia na prestação jurisdicional.

Cuidando de princípios que permeiam o


microssistema de julgamento de casos repetitivos, e fundamentam o presente
instituto processual, notadamente ante a necessidade de que a Eg. Corte de Justiça
Paulista, receba, instaure e julgue o incidente, para assim pacificar o tema
atualmente controvertido, nos termos abaixo (acórdão em anexo):

1. No v. julgado abaixo a C. 13ª Câmara de Direito


Público, do Eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo perfilou entendimento
no sentido de que a LC n. 1.197/13, ao dispor sobre a absorção legal do valor
referente ao benefício denominado Adicional de Local de Exercício, o fez de forma a
estabelecer que o valor integral da verba seja incluído no código – “salário base” –
com todos efeitos pecuniários reflexos, contendo menção expressa quanto à
repercussão no RETP.

“Policial Militar. Adicional de Local de Exercício.


Incorporação na ordem de 100% e não de 50% sobre o
salário base (padrão) e 50% sobre o RETP.
Admissibilidade. Inteligência das Leis
Complementares 1.020/07, 1.056/08, 1.114/10 e de
outras que as antecederam e outra que já é sequente a
esta última (Lei Complementar 1.197/13). Limitação
que não se admite, sob pena de burla ao regramento
constitucional (CF, artigo 40). Recurso provido.
(Relator(a): Borelli Thomaz; Comarca: São Paulo;
Órgão julgador: 13ª Câmara de Direito Público; Data
do julgamento: 14/10/2015; Data de registro:
04/02/2016) 1001391-23.2014.8.26.0053”

Com o seguinte Relatório:

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“Ao relatório da r. sentença, que adoto, acrescento ter


sido improcedente mandado de segurança coletivo
ajuizado em prol de policiais militares ante recusa da
Fazenda do Estado de São Paulo em lhes conceder
incorporação na ordem de 100% do Adicional de Local
de Exercício (ALE) no Salário Base Padrão, instituído
pela Lei Complementar 689/92, na redação dada pela
Lei Complementar 830/97 e incontáveis outras leis,
contra o que vieram com apelação.”

Contando com as seguintes razões de decidir:

“Diante do exposto, ressalvado o entendimento


original, era caso de concessão da ordem, tal qual
pretendida pela autora, na forma que acima transcrevi.

A incidência, em 100%, reedito, há de ser sobre o


Salário Base Padrão, com seus reflexos, como, v.g., a
gratificação nominada RETP, pois seu regime jurídico,
composto pelo Artigo 2º da Lei Complementar 722/93,
não deixa dúvida de que, em relação aos servidores
abrangidos por esta lei complementar, a gratificação pela
sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial, de que
trata o artigo 44 da Lei Complementar n.º 207, de 5 de
janeiro de 1979, fica fixada em 100% (cem por cento) do
valor respectivo padrão de vencimento, estabelecido no artigo
anterior.

Então, não há como se atribuírem 50% sobre uma


rubrica (Salário Base Padrão) e 50% sobre outra
(RETP), pois a gratificação nominada RETP incide
sobre 100% o Salário Base Padrão.

Então, esse é fundamento também para se atender ao


pleito, de que não haja cisão do valor referente ao
Adicional de Local de Exercício (ALE),
contrariamente ao disposto pela Administração em
cindi-lo em 50% sobre o salário base e 50% sobre o
RETP, mas, isso sim, no percentual 100 sobre o
salário base, o que respeitará a intenção do legislador
quando regrou serem ambos, salário base e RETP,
idênticos.

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Essa, pois, haverá de ser a forma para o cálculo da


benesse, motivo por que, pelo meu voto, CONCEDO A
ORDEM para os termos da pretensão, que transcrevo:
revisar o aumento de vencimento, concedido sob o rótulo de
absorção do ALE para que o valor INTEGRAL da verba,
antes denominada ALE, seja alocado SOMENTE sobre o
código 001.001, denominado de Salário Base Padrão e que
ainda promovam todos efeitos pecuniários reflexos, desde
que previstos nas LC 731/93 e 207/79, somente nos termos
destas leis, ante conteúdo de regência remuneratória.” (grifo
nosso).

A evidenciar a ofensa à isonomia e à segurança jurídica,


por cuidar de demanda que possui potencial de repercussão na seara jurídica de
milhares de associados, enquanto precedente a concretizar o dissenso
jurisprudencial acerca da questão, a Requerente traz em anexo o Ofício DDPE/CIPJ
N.º 982/2016, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, no qual mensura o
impacto ao erário, nos possíveis cenários de desdobramento do referido julgado,
constando que a questão jurídica objeto do incidente possui repercussão
econômica mensal de aproximadamente R$277.499.200,39, somente quanto a
categoria dos Policiais Militares, ponderando que a lei local cuida ainda da
carreira de Agente de Segurança Penitenciária e carreiras da Policia Civil.

Contando ainda com os seguintes julgados:

“Policial Militar. Adicional de Local de Exercício.


Incorporação na ordem de 100% e não de 50% sobre o
salário base (padrão) e 50% sobre o RETP.
Admissibilidade. Inteligência das Leis
Complementares 1.020/07, 1.056/08, 1.114/10 e de
outras que as antecederam e outra que já é sequente a
est´última (Lei Complementar 1.197/13). Limitação
que não se admite, sob pena de burla ao regramento
constitucional (CF, artigo 40). Recurso provido.”
(Relator(a): Borelli Thomaz; Comarca: São Paulo;
Órgão julgador: 13ª Câmara de Direito Público; Data
do julgamento: 30/03/2016; Data de registro:
08/04/2016) 1040542-59.2015.8.26.0053

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“SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS DOS


QUADROS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA
PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
ALEGAÇÃO PELOS AUTORES QUE APÓS A
EDIÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº
1.197/2013, QUE DETERMINOU A ABSORÇÃO DO
ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO (ALE) AOS
VENCIMENTOS, A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PASSOU A PAGAR O REFERIDO ADICIONAL NO
MONTANTE DE 50% SO SALÁRIO-BASE E 50% NO
REGIME ESPECIAL DE TRABALHO POLICIAL
(RETP). PEDIDO DE INCORPORAÇÃO DO
ADICIONAL DE LOCAL DE EXERCÍCIO (ALE),
APÓS A LEI COMPLEMENTAR Nº 1.197/2013, EM
100% AO SALÁRIO-BASE, PARA TODOS OS FINS
LEGAIS.
INCORPORAÇÃO DE 100% DO ALE AO SALÁRIO-
BASE, PORÉM VEDADA A INCIDÊNCIA RELATIVA
AO CÁLCULO DO REGIME ESPECIAL DE
TRABALHO POLICIAL (RETP), QUE TEM
NATUREZA DE GRATIFICAÇÃO. VEDAÇÃO AO
EFEITO CASCATA.
R. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA REFORMADA.
JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. ÍNDICES.
CONDENAÇÃO DA SPPREV NAS CUSTAS,
DESPESAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS FIXADOS EM 10% SOBRE O
VALOR DA CONDENAÇÃO. ART. 20, §3º DO CPC.
RECURSO DOS AUTORES PARCIALMENTE
PROVIDO. “
(Relator(a): Flora Maria Nesi Tossi Silva; Comarca: São
Paulo; Órgão julgador: 13ª Câmara de Direito Público;
Data do julgamento: 06/04/2016; Data de registro:
08/04/2016) 1010861-44.2015.8.26.0053

No mesmo sentido a r. sentença prolatada no bojo do


processo judicial de n. 1010291-58.2015.8.26.0053, em curso na 4.º Vara da Fazenda
Pública da Capital-SP, vejamos:

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“Com o advento da Lei n. 1.197/2013 foi prevista a


absorção do ALE aos vencimentos dos integrantes da
carreira de agente de segurança penitenciária, de tal
sorte que a integração parcial não guarda respaldo na
lei.
Em face do exposto, julgo PROCEDENTE o pedido e
condeno a ré para que proceda à absorção integral do
ALE no salário base/padrão dos autores, com seus
reflexos legais sobre as demais vantagens/benefícios
recebidos, e ao pagamento das diferenças a serem
apuradas, corrigidas a partir do vencimento de cada
uma e acrescidas de juros de mora, desde a
citação[...].”

2. De outro lado, do constante nos v. acórdãos


abaixo mencionados, emerge corrente jurisprudencial no sentido de que a absorção
operada pela Administração em observância aos efeitos da LCE n. 1.197/2013,
ocorreu de forma correta, assim pela impossibilidade de acolhimento dos pedidos
da inclusão de 100% do valor do ALE no salário base, sob pena de afronta ao art.37,
inc. XIV, da Constituição Federal, notadamente tendo em vista o RETP, que teria
como efeito o aumento salarial com a dobra do valor absorvido.

Nesse passo, o julgado da C. 10ª Câmara de Direito


Público, do Eg. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:

“POLICIAIS MILITARES ATIVOS. Incorporação do


ALE aos vencimentos concedida pela LCE 1.197/2013.
Majoração do percentual incorporado ao salário-base
em 50%. Impossibilidade. Ausência de previsão legal.
Pedido que afronta o disposto no artigo 37, XIV da
Constituição Federal. Sentença de improcedência
mantida.
Recurso improvido.
(Relator(a): Paulo Galizia; Comarca: Bauru; Órgão
julgador: 10ª Câmara de Direito Público; Data do
julgamento: 11/04/2016; Data de registro: 12/04/2016)
1020465-72.2015.8.26.0071”

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Com o seguinte Relatório, a demonstrar cuidar da


questão em tela:

“Trata-se de ação ajuizada por Luiz Fernando


Montanher Dadamos e Outros contra São Paulo
Previdência - SPPREV, na qual se insurgem os autores
contra a incorporação de apenas 50% do extinto
Adicional de Local de Exercício (ALE) ao salário
padrão, pugnando pela incorporação de 100%, com os
devidos reflexos no RETP e incidência no cálculo do
quinquênio e sexta-parte. Pleiteiam ainda o pagamento
das diferenças salariais devidas nos últimos cinco
anos.”

E as robustas r. razões de decidir:

“O art. 1º da LCE 1.197, de 12 de abril de 2013,


expressamente determinou a incorporação do ALE aos
vencimentos dos policiais militares.

Referido diploma legal também revogou a LCE


689/92, que instituiu a ALE para as carreiras da Polícia
Militar.

Tal lei não dá suporte à pretensão dos recorrentes. Ou


seja: inexiste previsão legal que sustente o pedido de
incorporação do ALE em percentual superior ao
embutido nos valores fixos dos vencimentos dos
integrantes da Polícia Militar, estabelecidos na tabela
salarial contida no Anexo III da LCE 1.197/2013.”

No mesmo sentido ainda, julgado na C. 12ª Câmara de


Direito Público, da E. Corte de Justiça Paulista:

“MANDADO DE SEGURANÇA – Policial Militar –


Adicional de Local de Exercício (ALE) instituída pela
Lei Complementar 689/92, que não constitui
gratificação na acepção jurídica do termo – Vantagem
concedida em caráter geral – Lei 1.197/13 que

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determinou a absorção do benefício aos vencimentos


– Metade sobre o salário padrão e metade sobre o
RETP – Lei que foi cumprida – Ausência de prejuízo –
Sentença denegatória da ordem confirmada – Recurso
de apelação desprovido. “
(Relator(a): J. M. Ribeiro de Paula; Comarca: São
Paulo; Órgão julgador: 12ª Câmara de Direito
Público; Data do julgamento: 15/04/2016; Data de
registro: 15/04/2016) 1017093-43.2013.8.26.0053”(grifo
nosso).

Contando com a seguinte síntese no r. Relatório:

“Sustenta o apelante que a Lei Complementar


1.197/13, que determinou a absorção do ALE aos
vencimentos e proventos dos policiais militares e civis,
não foi cumprida, visto que apenas 50% do seu valor
incorporou-se ao seu salário-base.”

Trazendo as seguintes r. razões de decidir:

“Nota-se que não houve a incorporação do adicional


nos vencimentos dos servidores, mas sim sua extinção,
com a consequente absorção do valor, ou seja, o ALE
passou a fazer parte da remuneração dos policiais.

Contudo, referida Lei Complementar não determinou


a absorção do ALE ao salário padrão do policial, mas
sim aos seus vencimentos, que corresponde à
totalidade da remuneração do servidor.

[...]

Assim, o adicional foi absorvido da seguinte forma:


metade sobre o salário padrão e a outra metade sobre
o RETP, Regime Especial de Trabalho Policial, que
nada mais é do que um espelho do salário padrão,
pois calculado no percentual de 100% do valor do
respectivo padrão de vencimento, nos termos do art.
3º da Lei Complementar 731/93.

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Sendo assim, não há falar em descumprimento da Lei


Complementar 1.197/13, muito menos em redução dos
vencimentos dos policiais, pelo contrário, o
acolhimento da pretensão do apelante é que ensejaria
novo aumento de vencimento, não previsto em lei e,
portanto, vedado.” (grifo nosso).

Caminhando em sintonia com a tese da Requerente o


julgado na C. 4ª Câmara de Direito Público, do Eg. Tribunal de Justiça:

APELAÇÃO – AÇÃO ORDINÁRIA - SERVIDOR


PÚBLICO ESTADUAL – AGENTE DE SEGURANÇA
PENITENCIÁRIA – ADICIONAL DE LOCAL DE
EXERCÍCIO – Pretensão inicial do autor, servidor
público estadual, titular do cargo de provimento
efetivo de agente de segurança penitenciária, voltada à
incorporação integral do valor atinente ao adicional de
local de exercício (ALE) em seu padrão de vencimento
– descabimento – incorporação da vantagem
remuneratória de natureza propter laborem, que
apenas poderia ter ocorrido após a superveniência de
lei que assim determinasse - inteligência da LCE nº
1.197/2013 - a Administração procedeu à absorção do
ALE no percentual de 50% no vencimento-padrão e o
quantum remanescente foi contemplado na
gratificação pela sujeição ao Regime Especial de
Trabalho – ausência de prejuízo – critério adotado
que não incorreu em redução salarial – inteligência
do art. 37, XIV da CF/88 - precedentes desta E. Corte
de Justiça - sentença de procedência reformada para
julgar improcedente a demanda – inversão dos ônus
sucumbenciais. Recursos, voluntário e oficial,
providos.

(Relator(a): Paulo Barcellos Gatti; Comarca:


Taubaté; Órgão julgador: 4ª Câmara de Direito
Público; Data do julgamento: 11/04/2016; Data de
registro: 18/04/2016) 1009711-92.2014.8.26.0625 (grifo
nosso)

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Ainda, ressalta-se o precedente na C. 5ª Câmara de


Direito Público, do Eg. Tribunal de Justiça:

APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS


MILITARES INATIVOS. ALE – ADICIONAL DE
LOCAL DE EXERCÍCIO.
Inteligência da LC nº 1.197/13. Absorção do ALE nos
vencimentos/proventos na proporção de 50% no
salário-base e 50% no Regime Especial de Trabalho
Policial (RETP). Pretensão dos autores de absorção
integral (100%) do ALE no salário-base. Descabimento.
Ausência de previsão legal, deslegitimando a
concessão do beneficio pelo Judiciário, sob pena de
pagamento em duplicidade, de violação ao princípio
da separação dos poderes, de efeito "repique" e de
aumento de remuneração por via transversa, vedado
pela Súmula 339 do STF.
Ação julgada improcedente. Sentença mantida.
Recurso desprovido.
(Relator(a): Heloísa Martins Mimessi; Comarca: São
Paulo; Órgão julgador: 5ª Câmara de Direito Público;
Data do julgamento: 21/03/2016; Data de registro:
22/03/2016) 1005345-43.2015.8.26.0053 (grifo nosso)

Contando ainda com o enunciado sumular de n. 04, da


Turma de Uniformização dos Juizados Especiais, a evidenciar cuidar de questão a
figurar em grande número de lides:

“SÚMULA Nº 4 - Nova redação. (DJE. 13.08.2015,


Edição nº 1945, página nº 01 – Caderno
Administrativo) Nova redação: “A absorção da
Gratificação de Atividade de Polícia – GAP -, nos
termos da Lei Complementar Paulista n. 1.021/2007,
não incorpora integralmente a base de cálculo do
vencimento-padrão, devendo ser feita na proporção de
50% no vencimento padrão e 50% no acréscimo
decorrente do Regime Especial de Trabalho Policial
(RETP)”

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Ainda, no Sistema dos Juizados Especiais, o seguinte


precedente:

“Servidora pública estadual aposentada. ALE -


Adicional de Local de Exercício. Absorção do ALE nos
vencimentos na proporção de 50% no salário-base e
50% no Regime Especial de Trabalho Policial (RETP).
Pretensão da autora de absorção integral (100%) do
ALE no salário-base. Descabimento. Pretensão que
acarretaria verdadeiro aumento de remuneração, de
forma transversa, por intermédio do Poder Judiciário,
o que é evidentemente vedado, conforme previsão da
Súmula Vinculante nº 37 do Colendo Supremo
Tribunal Federal. Precedentes do Egrégio Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo. Sentença reformada –
Recurso inominado provido."
(Relator(a): José Pedro Geraldo Nóbrega Curitiba;
Comarca: Jales; Órgão julgador: 1ª Turma Cível e
Criminal; Data do julgamento: 04/03/2016; Data de
registro: 08/03/2016) 0000451-22.2014.8.26.0297”

Da leitura das razões de decidir e do resultado dos v.


precedentes acima, resta consubstanciado o cotejo analítico dos julgados e
verificada a divergência jurisprudencial acerca da solução da questão jurídica
controvertida, resultando na potencialidade de processos judiciais que veiculam a
mesma lide e acabam recebendo provimentos jurisdicionais diversos, assim
concretizando a afronta a segurança jurídica e a isonomia, e perfazendo o cabimento
do presente mecanismo processual.

Tendo em vista a pertinência, pondera-se que nos


termos das razões ora expostas, encontra-se preenchido o requisito legal, inclusive
com a interpretação conferida nos enunciados do Fórum Permanente de
Processualistas Civis, vejamos:

Enunciado n. 344:

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“A instauração do incidente pressupõe a existência de


processo pendente no respectivo tribunal”

Enunciado n. 87:

“A instauração do incidente de resolução de demandas


repetitivas não pressupõe a existência de grande quantidade de processos versando sobre a
mesma questão, mas preponderantemente o risco de quebra da isonomia e de ofensa à
segurança jurídica.”

Sendo certo que o cenário jurisprudencial acima,


aponta para um grave risco de inobservância da igualdade na prestação da tutela
jurisdicional, a demandar a pacificação do tema.

III – DA LEGALIDADE DA ABSORÇÃO REALIZADA PELA


ADMINISTRAÇÃO COMO EFEITO DA LCE 1.197/2013.

A Lei Complementar Estadual 1.197/2013, com a


devida vênia a entendimento diverso, não determinou a incorporação do ALE ao
salário base, mas sim a absorção aoS seus vencimentoS. Do que decorre a
impossibilidade da interpretação de que o ALE seja incorporado ao padrão de
vencimento. Dispõe a Lei Comp. 1.197/13:

Artigo 1º - Ficam absorvidos nos vencimentos dos


integrantes das carreiras adiante mencionadas, os
Adicionais de Local de Exercício-ALE instituídos pela:
I - Lei Complementar nº 693, de 11 de novembro de 1992,
com alterações posteriores, para a carreira de Agente de
Segurança Penitenciária;
II - Lei Complementar nº 696, de 18 de novembro de 1992,
com alterações posteriores, para as carreiras da Polícia
Civil;
III - Lei Complementar nº 689, de 13 de outubro de 1992,

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com alterações posteriores, para os integrantes da Polícia


Militar.(grifo nosso)

A norma transcrita é de clareza meridiana ao


determinar a absorção do valor do ALE nos vencimentos e proventos, ou seja, no
total da remuneração, assim considerada a somatória de todas as parcelas e
vantagens percebidas pelo servidor, o que não se confunde com incorporação no
vencimento, que, no singular, significa o padrão remuneratório (salário-base).

Destarte, a obrigação imposta pela LC 1.197/13 à


Administração foi a de agregar o valor do adicional aos vencimentos dos policiais
militares e civis.

Como se sabe, os vencimentos dos policiais estaduais


são compostos, basicamente, de duas parcelas: o salário base (padrão) e da
Gratificação de RETP, que corresponde – por efeito de lei - a 100% (cem por cento)
do padrão.

As duas parcelas são recebidas por todo e qualquer


policial, ainda que não tenha adquirido qualquer outra vantagem temporal ou pro
labore. É o que dispõe a LC 731/93, ao disciplinar a remuneração dos policiais
estaduais:

“Artigo 1o. - Os vencimentos e vantagens pecuniárias dos


integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar são fixados
de acordo com o disposto neste lei complementar.
(...)
Artigo 3o. - As vantagens pecuniárias a que se refere o
artigo 1o. desta lei complementar são as seguintes:
gratificação pela sujeição ao Regime Especial de Trabalho
Policial Militar, de que trata o artigo 1o. da Lei n. 10.291,
de 26 de novembro de 1968, e gratificação pela sujeição ao
Regime Especial de Trabalho Policial, de que trata o artigo
45 da Lei Complementar n. 207, de 5 de janeiro de 1979,
calculadas em 100% (cem por cento) do respectivo
padrão de vencimento, fixado na forma do artigo 2o.
desta lei complementar"; (grifo nosso)

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Assim sendo, se a Administração promovesse a


incorporação de, por exemplo, R$ 100,00 (cem reais) no salário-base (padrão), estaria
incorporando, aos vencimentos e proventos dos militares, o valor de R$ 200,00
(DUZENTOS REAIS), eis que, sobre o padrão, sempre – por força de lei (art. 3.ª, da LC
731/93) - incide a Gratificação de RETP no percentual de 100% (cem por cento).

Malferida restaria, assim, a LC 1.197/13, que não


determinou qualquer majoração de valor, mas, pura e simplesmente, a absorção do
valor do ALE aos vencimentos e proventos (total da remuneração) dos servidores
que a ela faziam jus.

Vê-se, portanto, que a Requerente jamais poderia ter


procedido da forma pretendida no pleito do Requerido, eis que estaria concedendo
uma majoração de vencimentos não determinada pela lei.

Interpretação diversa importaria na repercussão


recíproca de vantagens pecuniárias, vedada pelo inciso XIV do art. 37 da CF/1988, e
em afronta a Súmula Vinculante de n. 37, do C, Supremo Tribunal Federal:

“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função


legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob o fundamento de isonomia.” (grifo nosso),

Ademais, a Administração, encontra-se adstrita ao


princípio da legalidade estrita, conforme artigo 37, caput, da Constituição de 1988,
de forma que o acolhimento da pretensão inicial ofende os artigos 61, § 1o, inciso II,
alínea "a"; 63, inciso I; 102, I, “a” e 103, todos da Constituição Federal.

Repise-se, a legislação de regência do ALE proíbe a


incorporação da referida vantagem pecuniária aos vencimentos do policial, razão
pela qual o acolhimento da pretensão da Requerida viola diretamente o princípio da
harmonia e tripartição do poder estatal, consagrado no art. 2o da Constituição
Federal, além do enunciado na Súmula 339 do STF.

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Lei só pode ser alterada por outra lei, e, nos termos do


disposto no art. 128 da Constituição Bandeirante, "as vantagens de qualquer
natureza só poderão ser instituídas por lei e quando atendam efetivamente ao
interesse público e às exigências do serviço".

Conforme expressa vedação constitucional, não é


possível pleitear a superposição de vantagens pecuniárias.

A Constituição Federal proíbe que os diversos


componentes dos vencimentos sejam computados para a aferição de tantos outros.

Pela sistemática anterior à EC 19/98, a vedação


constitucional voltava-se contra a acumulação de acréscimos remuneratórios
ulteriores “sob o mesmo título ou idêntico fundamento”.

A condição não mais existe, restando proibida a


acumulação de vantagem sobre vantagem, pouco importando a que título tenha
sido concedido (eventual, permanente, definitiva, provisória) ou quem sejam seus
beneficiários (ativo ou inativo).

Portanto, não se pode determinar a incorporação de


outras vantagens pecuniárias à base de cálculo dos quinquênios, RETP, da sexta
parte e "etc", já que a Constituição Federal obsta a superposição de verbas, isto é,
veda exatamente a pretensão dos Requeridos.

IV - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requerer que esta C. Corte de


Justiça admitai o incidente com a determinação de suspensão do trâmite dos demais
processos que veiculam a questão, nos termos do art. 982, I, do Código de Processo
Civil.
Que seja, ao final, acolhida a tese jurídica da
Requerente, no sentido de que o Adicional de Local de Exercício restou absorvido

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de forma correta pela Administração como efeito da Lei 1.197/13, e assim no


exercício do art. 978, parágrafo único, do CPC, seja negado provimento ao recurso
de apelação da Requerida, com a demanda do caso concreto sendo julgada
totalmente improcedente.

Atribui-se ao presente o valor de R$ 1.000,00 (mil


reais).

Pede, nestes termos, deferimento.

São Paulo, 22 de julho de 2016.

JOSÉ RENATO FERREIRA PIRES


Procurador Geral do Estado Adjunto
respondendo pelo expediente da Procuradoria Geral do Estado
OAB/SP - 111.763

FERNANDO FRANCO
Subprocurador Geral do Estado
Contencioso Geral
OAB/SP – 146.398

MARCELO GATTO SPINARDI


Procurador do Estado de São Paulo
OAB/SP 264.983

i Enunciados do Fórum Permanente de Processualistas Civis:

92. (art. 982, I; Art. 313, IV) A suspensão de processos prevista neste dispositivo é
consequência da admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas e não depende
da demonstração dos requisitos para a tutela de urgência. (Grupo: Recursos Extraordinários e
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas; redação revista no III FPPC-Rio)

93. (art. 982, I) Admitido o incidente de resolução de demandas repetitivas, também devem
ficar suspensos os processos que versem sobre a mesma questão objeto do incidente e que

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tramitem perante os juizados especiais no mesmo estado ou região. (Grupo: Recursos


Extraordinários e Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas).

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