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Direito Civil Paulo Lobo Obrigações

Constitucionalização dos Direitos das Obrigações

 A constitucionalização dos direitos das obrigações é o processo de elevação ao plano constitucional dos
princípios fundamentais desse ramo do direito civil

Principais espécies de obrigações civis Contrato

Responsabilidade Civil
O constitucionalismo e a codificação são contemporâneos do advento do Estado liberal. Cada um
cumpriu um papel determinado: o constitucionalismo, o de limitar o Estado e o poder político; a
codificação o de assegurar o mais amplo espaço de autonomia aos indivíduos. As primeiras
constituições, nada regularam sobre as relações privadas, cumprindo sua função delimitadora do Estado
mínimo. Ao Estado coube apenas estabelecer as regras do jogo das liberdades privadas. A codificação
liberal e a ausência da constituição econômica serviram de instrumento de exploração dos mais fracos
pelos mais fortes.

A codificação civil liberal tinha como valor necessário da realização da pessoa seu patrimônio (código
patrimonialista e individualista) em torno do qual giravam os demais interesses privados, juridicamente
tutelados. A prevalência do patrimônio, como valor individual a ser tutelado, fez afundar a pessoa
humana.

A patrimonialização das relações obrigacionais, no sentido de primazia, é incompatível com os valores


fundados na dignidade da pessoa humana, adotados pelas Constituições modernas.

O direito das obrigações, ainda que essencialmente voltado as relações econômicas, deve colocar a
pessoa humana como centro do direito civil, ficando o patrimônio a seu serviço. Impõe-se a
repersonalização dos direitos das obrigações, pois os sujeitos de direito são mais que apenas titulares de
bens. O homem abstrato do liberalismo econômico cede espaço para o homem concreto da sociedade
contemporânea.

Fundamentos constitucionais do contrato

A CF apenas admite o contrato que realiza a função social, a ela condicionando os interesses individuais,
e que considera a desigualdade material das partes. É, portanto incompatível com a CF as políticas
econômicas públicas e privadas neoliberais, pois pressupõem um Estado mínimo e total liberdade de
mercado.
O que interessa não é mais a exigência cega de cumprimento do contrato, da
forma como foi assinado ou celebrado, mas se sua execução não acarreta
vantagem excessiva para uma das partes e desvantagem excessiva para a
outra. (princípios boa-fé objetiva e o da função social, igualmente referidos no
CC.
O contrato, na economia globalizada atual, em seu modelo tradicional, converte-se em instrumento de
exercício de poder, que rivaliza com o monopólio legislativo do Estado. Hoje considera-se o poder de
cada participante exercita sobre o outro no contrato: o do poder contratual dominante (que o direito
desconsiderava porque partia do princípio da igualdade formal dos contratantes). Por isso a liberdade
contratual não pode ser concebida como direito fundamental: nenhuma norma de valor constitucional
garante o principio da liberdade contratual.