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A JUSTIÇA NO PENSAMENTO DE ARISTÓTELES: Aspectos para uma reflexão contemporânea

A justiça é considerada por Aristóteles como a virtude ética mais

importante. No Livro V, de sua obra Ética a Nicômaco, ele trata sobre

a justiça e, também, da injustiça. Introduz o estudo da justiça

esboçando o entendimento dos homens sobre o caráter do justo. Para Aristóteles o justo é aquilo que é igual ou imparcial e aquilo que é legitimo - pois é decidido pela legislação, e as diversas decisões da legislação são chamadas de regras da justiça. O termo justo é aplicado a qualquer coisa que produz e preserva a felicidade, ou as partes componentes da felicidade. Portanto o injusto é a parcialidade e desigualdade, além daquilo que é ilegal.

A conduta justa é um meio entre cometer e sofrer injustiça, pois o

primeiro é ter muito e o segundo é ter pouco. Portanto, fica evidente que um dos dois extremos a saber não é um vício. Aristóteles afirma que "a justiça é um modo de observar o meio, embora não da mesma maneira que as outras virtudes." Segundo Hans Kelsen, afirmar que "a justiça é um meio entre cometer e sofrer injustiça é uma expressão

figurada do julgamento de que a justiça não é injustiça, nem a injustiça que é cometida nem a injustiça que é sofrida, as quais, porém, são ambas a mesma e única injustiça." Afirma, ele que esse argumento sobre a justiça se torna completa e, nesse sentido é considera a maior

de

todas

as

virtudes.

Aristóteles revela, através de um ditado, que a justiça se torna a maior de todas as virtudes, exatamente por se direcionar ao outro: "Somente

a justiça, entre todas a virtudes, é o ' bem de um outro ', visto que se relaciona com o nosso próximo, fazendo o que é vantajoso a um outro, seja um governante, seja um associado. Ora, o pior dos homens é aquele que exerce a sua maldade tanto para consigo mesmo como para com os seus amigos, e o melhor não é o que exerce a sua virtude para consigo mesmo, mas para com um outro; pois que difícil tarefa é essa.": ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, 1130a. E nesse sentido o filósofo grego entendia a justiça não uma parte da virtude,

mas

inteira.

a

virtude

O filósofo grego sustenta que existem dois conceitos de justiça: a

são

idênticos. A legitimidade é um conceito mais amplo, enquanto a

igualdade é mais restrita. Hans Kelsen compara dizendo que "a

igualdade está relacionada com a legitimidade como a parte com o todo". Sendo assim a justiça no sentido de legitimidade é toda a

social.

virtude perfeita,

legitimidade

e

a

igualdade,

porém

dois

conceitos

que

não

uma

virtude

A idéia de justiça é tematizada na igualdade. Essa igualdade era

primeiramente matematizada, surge assim a igualdade aritmética, que

se perfazia através da