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Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul

Material Exclusivo | Parte 01 Direito Eleitoral

5. Lei das Eleições = Lei n.º 9.504 de 30 de setembro de


Direito Eleitoral 1997.
6. Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral = Tem por
Prof. Thais Nunes | http://twitter.com/CWBThais função dar eficácia legal, explicando ou complementando
matérias já existentes em outras normas. As Resoluções do
TSE têm força de lei ordinária. Há resoluções específicas
para algumas eleições (eficácia temporária) e resoluções
Programa do Edital FCC de 27/04/2010 que regulamentam os assuntos gerais do Direito Eleitoral.
As resoluções elaboradas somente para regulamentar uma
Material I determinada eleição não são cobradas em concursos públi-
cos.
1. Direito Eleitoral: Conceito e fontes.
2. Código Eleitoral (Lei n.º 4.737/1965 e alterações posterio-
As fontes indiretas do Direito Eleitoral são:
res): Introdução; Dos órgãos da Justiça Eleitoral; Dos recursos 1. Doutrina = A opinião dos juristas sobre uma matéria
(Disposições preliminares). concreta do direito.
3. Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar n.º 64/1990 e
2. Jurisprudência = Conjunto de interpretações das
alterações posteriores): arts. 2º; 3º; 15 a 22; 24 e 25.
normas do direito proferidas pelo Poder Judiciário (nos
4. Lei n.º 6.091/1974 e alterações posteriores. Tribunais). Devido à quantidade de resoluções emitidas
pelo TSE - para dar melhor aplicabilidade à legislação
Material II eleitoral - a jurisprudência é muito pouco usada como
5. Lei dos Partidos Políticos (Lei n.º 9.096/1995 e alterações fonte indireta do Direito Eleitoral.
posteriores): Disposições preliminares; Da organização e fun- 3. Outras Disciplinas Jurídicas = Como o Direito Consti-
cionamento dos partidos políticos (Da criação e do registro dos
tucional, o Direito Penal, o Direito Administrativo e o Direito
partidos políticos; Da filiação partidária; Da fusão, incorporação
e extinção dos partidos políticos); Das finanças e contabilidade
Processual Civil.
dos partidos (Da prestação de contas); Do acesso gratuito ao
rádio e à televisão.
6. Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997 e alterações posterio- Poder Judiciário | Esfera Federal
res): Disposições gerais; Das coligações; Das convenções para
a escolha de candidatos; Do registro de candidatos; Da arreca-
dação e da aplicação de recursos nas campanhas eleitorais; Da
prestação de contas; Da propaganda eleitoral em geral; Da
STF - Supremo Tribunal Federal
propaganda eleitoral na imprensa; Da propaganda eleitoral no
rádio e na televisão; Do direito de resposta; Do sistema eletrô- STJ STM TST TSE
nico de votação e da totalização dos votos; Das condutas ve-
dadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais; Disposi-
ções finais. TRF TRF TRT TRE
7. Resolução TSE n.º 21.538/2003 e alterações posteriores.
Justiça Justiça Justiça do Justiça
8. Exercícios Federal Militar Trabalho Eleitoral

- Cível

Conceitos e Fontes
- Auditorias - Varas do - Cartórios
(Forças Trabalho Eleitorais
- Criminal
Armadas)
- JECC

Conceito
É o ramo do direito que estuda as relações do Estado e da
Poder Judiciário | Esfera Estadual
sociedade, mais especialmente quanto aos direitos políticos
da população e o direito de votar e ser votado. STF - Supremo Tribunal Federal
Fontes
As fontes do direito são os fatos jurídicos de que resultam STJ - Superior Tribunal de Justiça
normas. As fontes do direito não são objetivamente a
origem da norma, mas o canal onde ele se torna relevan- TJ - Tribunal de Justiça
te. O Direito Eleitoral tem fontes indiretas e diretas.
As fontes diretas ou específicas do Direito Eleitoral são: Justiça Estadual

1. Constituição Federal = artigos 14 a 17 e artigos 118 a - Varas Cível e Criminal


121. - JECC
2. Código Eleitoral = Lei n.º 4.737 de 15 de junho de 1965. - Tribunal do Júri
3. Lei das Inelegibilidades = Lei Complementar n.º 64 de - Auditorias (Polícia Militar e Bombeiros)
18 de maio de 1990.
4. Lei Orgânica dos Partidos Políticos = Lei n.º 9.096 de 19
de setembro de 1995.

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c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito a-

Constituição Federal
nos.
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangei-
ros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os
conscritos.
Capítulo IV - Dos Direitos Políticos § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio I - a nacionalidade brasileira;
universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual
para todos, e, nos termos da lei, mediante: II - o pleno exercício dos direitos políticos;

I - plebiscito; III - o alistamento eleitoral;

II - referendo; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

III - iniciativa popular. V - a filiação partidária;


VI - a idade mínima de:
Comentário 01
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
Características do Voto
Presidente da República e Senador;
(Doutrinador - Alexandre de Moraes)
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de
- Personalidade ("intuiti persona“) Estado e do Distrito Federal;
- Obrigatoriedade c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado
Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de
- Liberdade (Voto Direto)
paz;
- Periodicidade
d) dezoito anos para Vereador.
- Sigilosidade
Lei n.º 9.504/1997
- Igualdade (Universal)
Art. 11. (...) § 2º A idade mínima constitucionalmente
Comentário 02 estabelecida como condição de elegibilidade é verificada
A Lei n.º 9.709/1998 regulamenta a execução do disposto tendo por referência a data da posse.
nos incisos I, II e III do art. 14 da Constituição Federal.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
Eis alguns artigos relevantes:
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de
Art. 2º Plebiscito e referendo são consultas formuladas
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os
ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada
houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos
relevância, de natureza constitucional, legislativa ou ad-
poderão ser reeleitos para um único período subseqüen-
ministrativa.
te. (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 16 de
§ 1º O plebiscito é convocado com anterioridade a ato 1997)
legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto,
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da
aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
República, os Governadores de Estado e do Distrito Fe-
§ 2º O referendo é convocado com posterioridade a ato deral e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos
legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a res- mandatos até seis meses antes do pleito.
pectiva ratificação ou rejeição.
Lei Complementar n.º 64/1990
Art. 3º Nas questões de relevância nacional, de compe-
tência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e no Art. 1º (...) § 2º O vice-presidente, o vice-governador e o
1
caso do § 3º do art. 18 da Constituição Federal, o ple- vice-prefeito poderão candidatar-se a outros cargos,
biscito e o referendo são convocados mediante de- preservando os seus mandatos respectivos, desde que,
creto legislativo, por proposta de um terço, no mínimo, nos últimos 6 (seis) meses anteriores ao pleito, não te-
dos membros que compõem qualquer das Casas do nham sucedido ou substituído o titular.
Congresso Nacional, de conformidade com esta Lei. (...)
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular,
Art. 13. A iniciativa popular consiste na apresentação o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o
de projeto de lei à Câmara dos Deputados, subscrito por, segundo grau ou por adoção, do Presidente da Repúbli-
no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribu- ca, de Governador de Estado ou Território, do Distrito
ído pelo menos por cinco Estados, com não menos de Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído den-
três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. tro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular
de mandato eletivo e candidato à reeleição.
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; Acórdão do TSE n.º 24.564/2004 = Os sujeitos de uma
relação estável homossexual, à semelhança do que
II - facultativos para:
ocorre com os de relação estável, de concubinato e de
a) os analfabetos; casamento, submetem-se à regra de inelegibilidade
prevista no art. 14, § 7º, da Constituição Federal.
b) os maiores de setenta anos;

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Art. 18 § 3º = Dispõe sobre a criação de estados.
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(FCC/2003 - Analista Judiciário do TRE/AC) José é (FCC/2005 - Analista Administrativo do TRE/RN) A


Prefeito Municipal de uma cidade do interior. Seu perda dos direitos políticos, dentre outras hipóteses
cunhado Manoel pretende candidatar-se ao cargo de constitucionais, ocorrerá em caso de:
Vereador. Manoel:
a) Sentença judicial que reconhece a incapacidade civil
a) Pode ser candidato a Vereador, porque se trata de absoluta.
eleição de jurisdição diversa daquela em que José se
b) Condenação criminal transitada em julgado, enquanto
elegeu Prefeito Municipal.
durarem seus efeitos.
b) Pode ser candidato a Vereador se José renunciar ao
c) Reconhecida prática de ato de improbidade adminis-
mandato de Prefeito Municipal até 6 meses antes do
trativa, por meio de decisão judicial.
pleito.
d) Decisão administrativa que declara a incapacidade
c) Pode ser candidato a Vereador, porque o impedimen-
civil relativa.
to alcança apenas até o primeiro grau de parentesco por
afinidade com o Prefeito Municipal. e) Cancelamento da naturalização por sentença judicial
transitada em julgado, em virtude de atividade nociva ao
d) Pode ser candidato a Vereador, porque o impedimen-
interesse nacional.
to alcança apenas os parentes consangüíneos, não
alcançando os afins, do Prefeito Municipal.
PERDA
e) Pode ser candidato a Vereador, pois o impedimento
decorrente do parentesco não se aplica às eleições = Cancelamento da naturalização por sentença transita-
municipais. da em julgado.
SUSPENSÃO
§ 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes
= Condenação criminal transitada em julgado
condições:
= Improbidade Administrativa (art. 37 § 4º da CF/1988)
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá a-
fastar-se da atividade; DISCUTÍVEL
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agrega- = Incapacidade civil absoluta
do pela autoridade superior e, se eleito, passará auto- = Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou pres-
maticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. tação alternativa (art. 5º VIII da CF/1988)
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em
proteger a probidade administrativa, a moralidade para vigor na data de sua publicação, não se aplicando à elei-
exercício de mandato considerada vida pregressa do ção que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Re-
candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições dação dada pela Emenda Constitucional n.º 4 de 1993)
contra a influência do poder econômico ou o abuso do
exercício de função, cargo ou emprego na administração Acórdão do STF de 22/03/2006 na ADIn n.º 3.685 =
direta ou indireta. Aplicação deste dispositivo também para emenda consti-
tucional.
Lei das Inelegibilidades = Lei Complementar n.º 64 de
18 de maio de 1990. Capítulo V - Dos Partidos Políticos
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
§ 10 O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional,
Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da
o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do
fundamentais da pessoa humana e observados os se-
poder econômico, corrupção ou fraude.
guintes preceitos:
§ 11 A ação de impugnação de mandato tramitará em
I - caráter nacional;
segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei,
se temerária ou de manifesta má-fé. II - proibição de recebimento de recursos financeiros de
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a
Acórdão do TSE n.º 31/1998 e Resolução TSE n.º estes;
21.283/2002 = A ação de Impugnação de Mandato Eleti-
vo deve ser processada em segredo de justiça, mas seu III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
julgamento é público. IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para
cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: definir sua estrutura interna, organização e funcionamen-
to e para adotar os critérios de escolha e o regime de
I - cancelamento da naturalização por sentença transi-
suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de
tada em julgado;
vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional,
II - incapacidade civil absoluta; estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos
estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
III - condenação criminal transitada em julgado, enquan-
to durarem seus efeitos; (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 52 de
2006)
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, §
4º.
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§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade § 2º O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente
jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos e o Vice-Presidente dentre os desembargadores.
no Tribunal Superior Eleitoral.
Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização
§ 3º Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das
partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na juntas eleitorais.
forma da lei.
§ 1º Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de integrantes das juntas eleitorais, no exercício de suas
organização paramilitar. funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas
garantias e serão inamovíveis.
Seção VI - Dos Tribunais e Juízes Eleitorais
§ 2º Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo
Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:
justificado, servirão por dois anos, no mínimo, e nunca
I - o Tribunal Superior Eleitoral; por mais de dois biênios consecutivos, sendo os
II - os Tribunais Regionais Eleitorais; substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo
processo, em número igual para cada categoria.
III - os Juízes Eleitorais;
§ 3º São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior
IV - as Juntas Eleitorais. Eleitoral, salvo as que contrariarem esta Constituição e
as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segu-
Código Eleitoral rança.
Art. 12. São órgãos da Justiça Eleitoral: § 4º Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais
I - O Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da somente caberá recurso quando:
República e jurisdição em todo o País; I - forem proferidas contra disposição expressa desta
II - um Tribunal Regional, na Capital de cada Estado, no Constituição ou de lei;
Distrito Federal e, mediante proposta do Tribunal Superi- II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois
or, na Capital de Território; ou mais tribunais eleitorais;
III - juntas eleitorais; III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de di-
IV - juízes eleitorais. plomas nas eleições federais ou estaduais;

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de man-
mínimo, de sete membros, escolhidos: datos eletivos federais ou estaduais;

I - mediante eleição, pelo voto secreto: V - denegarem habeas corpus, mandado de segurança,
habeas data ou mandado de injunção.
a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal
Federal;

Código Eleitoral
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal
de Justiça;
II - por nomeação do Presidente da República, dois
juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e
idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Fe- Lei n.º 4.737 de 15 de julho de 1965
deral. Programa TRE/RS 2010 - Introdução; Dos ór-
Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá gãos da Justiça Eleitoral; Dos recursos (Dispo-
seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros sições preliminares).
do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral
dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
PARTE PRIMEIRA - Introdução
Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capi-
tal de cada Estado e no Distrito Federal. Art. 1º Este Código contém normas destinadas a assegu-
rar a organização e o exercício de direitos políticos preci-
§ 1º Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: puamente os de votar e ser votado.
I - mediante eleição, pelo voto secreto: Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral expedirá
a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tri- Instruções para sua fiel execução.
bunal de Justiça; Art. 2º Todo poder emana do povo e será exercido em
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos seu nome, por mandatários escolhidos, direta e secreta-
pelo Tribunal de Justiça; mente, dentre candidatos indicados por partidos políticos
nacionais, ressalvada a eleição indireta nos casos previs-
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede tos na Constituição e leis específicas.
na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não ha-
vendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, CF/88 = Exemplo de Eleição Indireta
pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
dois juízes dentre seis advogados de notável saber ju- depois de aberta a última vaga.
rídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de
Justiça.

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§ 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do Resolução do TSE n.º 15.850/1989 = A palavra "conscri-
período presidencial, a eleição para ambos os cargos tos" alcança também aqueles matriculados nos órgãos
será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Con- de formação de reserva e os médicos, dentistas, farma-
gresso Nacional, na forma da lei. cêuticos e veterinários que prestam serviço militar inicial
obrigatório.
Art. 3º Qualquer cidadão pode pretender investidura em
cargo eletivo, respeitadas as condições constitucionais e Art. 6º O alistamento e o voto são obrigatórios para os
legais de elegibilidade e incompatibilidade. brasileiros de um e outro sexo, salvo:
Elegibilidades = CF/1988 - Artigo 14 § 3º e 8º I - quanto ao alistamento:
Inelegibilidades = Art. 1º da Lei Complementar n.º a) os inválidos;
64/1990
Comentário = A Resolução n.º 21.920/2004 do TSE
Art. 4º São eleitores os brasileiros maiores de 18 anos dispõe sobre o alistamento eleitoral e o voto dos cida-
que se alistarem na forma da lei. (Vide art. 14 da Consti- dãos portadores de deficiência, cuja natureza e situação
tuição Federal) impossibilitem ou tornem extremamente oneroso o exer-
cício de suas obrigações eleitorais.
CF/1988 = Art. 14. (...) § 1º O alistamento eleitoral e o
Art. 1º O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios
voto são:
para todas as pessoas portadoras de deficiência.
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
Parágrafo único. Não estará sujeita a sanção a pessoa
II - facultativos para: portadora de deficiência que torne impossível ou demasi-
adamente oneroso o cumprimento das obrigações eleito-
a) os analfabetos;
rais, relativas ao alistamento e ao exercício do voto.
b) os maiores de setenta anos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
c) os que se encontrem fora do país.
Art. 5º Não podem alistar-se eleitores:
II - quanto ao voto:
CF/1988 = Art. 14. (...) § 2º Não podem alistar-se como a) os enfermos;
eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço
militar obrigatório, os conscritos. b) os que se encontrem fora do seu domicílio;
c) os funcionários civis e os militares, em serviço que
I - os analfabetos;
os impossibilite de votar.
CF/1988 = Art. 14. (...) § 1º II “a” = O alistamento eleito- Art. 7º O eleitor que deixar de votar e não se justificar
ral e voto são facultativos para os analfabetos. perante o juiz eleitoral até 30 (trinta) dias após a realiza-
Ps. Este inciso - que é original de 1965 - não foi recep- ção da eleição, incorrerá na multa de 3 (três) a 10 (dez)
cionado quando a atual Constituição Federal foi promul- por cento sobre o salário-mínimo da região, imposta pelo
gada em 1988. juiz eleitoral e cobrada na forma prevista no art. 367.
(Redação dada pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
II - os que não saibam exprimir-se na língua nacional;
Resolução do TSE n.º 21.538/2003 = Art. 85. “A base
III - os que estejam privados, temporária ou definitiva- de cálculo para aplicação das multas previstas pelo Có-
mente dos direitos políticos. digo Eleitoral e leis conexas, bem como das de que trata
CF/1988 = Art. 15. É vedada a cassação de direitos esta resolução, será o último valor fixado para a Ufir,
políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos multiplicado pelo fator 33,02, até que seja aprovado novo
de: índice, em conformidade com as regras de atualização
dos débitos para com a União”. O art. 80. § 4º da Reso-
I - cancelamento da naturalização por sentença transita- lução citada estabelece o percentual mínimo de 3% e o
da em julgado; máximo de 10% desse valor para arbitramento da multa
II - incapacidade civil absoluta; pelo não-exercício do voto. A Unidade Fiscal de Referên-
cia (Ufir), instituída pela Lei n.º 8.383/91, foi extinta pela
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto MP n.º 1.973-67/2000, tendo sido sua última reedição
durarem seus efeitos; (MP n.º 2.176-79/2001) convertida na Lei n.º
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou 10.522/2002, e seu último valor é R$ 1,0641.
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
Sobre a MULTA = CF/1988 - Art. 7º IV - Vedação da
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § vinculação do salário mínimo para qualquer fim.
4º.
Resolução do TSE n.º 21.538/2003 = Art. 80 § 1º - O
Parágrafo único. Os militares são alistáveis, desde que prazo de justificação ampliado para sessenta dias. No
oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenen- caso de eleitor que esteja no exterior no dia da eleição,
tes ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas mili- prazo de trinta dias contados de seu retorno ao país.
tares de ensino superior para formação de oficiais.
Resolução do TSE n.º 21.920/2004 = Art. 1º § ú - Não
CF/1988 - Art. 14. § 2º = O alistamento é vedado apenas estará sujeita a sanção a pessoa portadora de deficiência
aos conscritos durante o serviço militar obrigatório. O § 8º que torne impossível ou demasiadamente oneroso o
do mesmo artigo 14 trata das condições de elegibilidade cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao alis-
do militar. tamento e ao exercício do voto.

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§ 1º Sem a prova de que votou na última eleição, pagou a A Resolução do TSE n.º 21.975/2004, que disciplina o
respectiva multa ou de que se justificou devidamente, recolhimento e a cobrança das multas previstas no Códi-
não poderá o eleitor: go Eleitoral e leis conexas, determina em seu art. 4º a
I - inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou utilização obrigatória da GRU para recolhimento das
função pública, investir-se ou empossar-se neles; multas eleitorais e penalidades pecuniárias, assim como
doações de pessoas físicas ou jurídicas ao Fundo Parti-
II - receber vencimentos, remuneração, salário ou pro- dário.
ventos de função ou emprego público, autárquico ou
para estatal, bem como fundações governamentais, Parágrafo único. Não se aplicará a pena ao não alistado
empresas, institutos e sociedades de qualquer nature- que requerer sua inscrição eleitoral até o centésimo
za, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que primeiro dia anterior à eleição subseqüente à data em
exerçam serviço público delegado, correspondentes ao que completar dezenove anos. (Incluído pela Lei n.º
segundo mês subseqüente ao da eleição; 9.041 de 09/05/1995)
III - participar de concorrência pública ou administrativa Lei n.º 9.504/1997
da União, dos Estados, dos Territórios, do Distrito Fede-
ral ou dos Municípios, ou das respectivas autarquias; Art. 91. Nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou
de transferência será recebido dentro dos cento e cin-
IV - obter empréstimos nas autarquias, sociedades de qüenta dias anteriores à data da eleição.
economia mista, caixas econômicas federais ou esta-
duais, nos institutos e caixas de previdência social, bem Art. 9º Os responsáveis pela inobservância do disposto
como em qualquer estabelecimento de crédito mantido nos arts. 7º e 8º incorrerão na multa de 1 (um) a 3 (três)
pelo governo, ou de cuja administração este participe, e salários-mínimos vigentes na zona eleitoral ou de sus-
com essas entidades celebrar contratos; pensão disciplinar até 30 (trinta) dias.
V - obter passaporte ou carteira de identidade; Art. 10. O juiz eleitoral fornecerá aos que não votarem
por motivo justificado e aos não alistados nos termos dos
VI - renovar matrícula em estabelecimento de ensino
artigos 5º e 6º, n.º 1, documento que os isente das san-
oficial ou fiscalizado pelo governo;
ções legais.
VII - praticar qualquer ato para o qual se exija quitação
Art. 11. O eleitor que não votar e não pagar a multa, se
do serviço militar ou imposto de renda.
se encontrar fora de sua zona e necessitar documento de
§ 2º Os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o paga-
anos, salvo os excetuados nos arts. 5º e 6º, n.º 1, sem mento perante o Juízo da zona em que estiver.
prova de estarem alistados não poderão praticar os atos
relacionados no parágrafo anterior. Comentário = O artigo 81 e 85 da Resolução do TSE n.º
21.538/2003 regulamenta este procedimento. Aquele que
§ 3º Realizado o alistamento eleitoral pelo processo ele- necessite efetuar um pagamento de multa poderá fazer
trônico de dados, será cancelada a inscrição do eleitor perante qualquer juízo eleitoral, ao qual deve preceder
que não votar em 3 (três) eleições consecutivas, não consulta ao juízo de origem sobre o quantum a ser exigi-
pagar a multa ou não se justificar no prazo de 6 (seis) do do devedor.
meses, a contar da data da última eleição a que deveria
ter comparecido. (Incluído pela Lei n.º 7.663 de § 1º A multa será cobrada no máximo previsto, salvo se o
27/05/1988) eleitor quiser aguardar que o juiz da zona em que se
encontrar solicite informações sobre o arbitramento ao
Resolução do TSE n.º 21.538/2003 Juízo da inscrição.
Art. 80. O eleitor que deixar de votar e não se justificar § 2º Em qualquer das hipóteses, efetuado o pagamento
perante o juiz eleitoral até 60 dias após a realização da través de selos federais inutilizados no próprio requeri-
eleição incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral e mento, o juiz que recolheu a multa comunicará o fato ao
cobrada na forma prevista nos arts. 7º e 367 do Código da zona de inscrição e fornecerá ao requerente compro-
Eleitoral, no que couber, e 85 desta resolução. vante do pagamento.
§ 6º Será cancelada a inscrição do eleitor que se abstiver
de votar em três eleições consecutivas, salvo se houver
apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pa- PARTE SEGUNDA - Dos Órgãos da Justiça Eleitoral
gamento de multa, ficando excluídos do cancelamento os Art. 12. São órgãos da Justiça Eleitoral:
eleitores que, por prerrogativa constitucional, não estejam
obrigados ao exercício do voto. I - O Tribunal Superior Eleitoral, com sede na Capital da
República e jurisdição em todo o País;
Art. 8º O brasileiro nato que não se alistar até os 19
II - um Tribunal Regional, na Capital de cada Estado, no
anos ou o naturalizado que não se alistar até um ano
Distrito Federal e, mediante proposta do Tribunal Supe-
depois de adquirida a nacionalidade brasileira, incor- rior, na Capital de Território;
rerá na multa de 3 (três) a 10 (dez) por cento sobre o
valor do salário-mínimo da região, imposta pelo juiz e III - juntas eleitorais;
cobrada no ato da inscrição eleitoral através de selo IV - juízes eleitorais.
federal inutilizado no próprio requerimento. (Redação
dada pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966) Art. 13. O número de juízes dos Tribunais Regionais não
será reduzido, mas poderá ser elevado até nove, median-
Comentário = A Lei n.º 5.143/1966 (art. 15) aboliu o te proposta do Tribunal Superior, e na forma por ele su-
imposto do selo. A IN-STN n.º 3/2004 institui e regula- gerida.
menta os modelos da Guia de Recolhimento da União
(GRU).

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Comentário = De acordo com o artigo 120 § 1º da § 1º Não podem fazer parte do Tribunal Superior Eleitoral
CF/1988, os TREs serão compostos por exatamente cidadãos que tenham entre si parentesco, ainda que por
sete (7) membros (2+2+1+2). afinidade, até o 4º (quarto) grau, seja o vínculo legítimo
ou ilegítimo, excluindo-se neste caso o que tiver sido
Art. 14. Os juízes dos Tribunais Eleitorais, salvo motivo escolhido por último. (§ 3º renumerado pelo Decreto-Lei
justificado, servirão obrigatoriamente por dois anos, e n.º 441 de 29/01/1969 e alterado pela Lei n.º 7.191 de
nunca por mais de dois biênios consecutivos. 04/06/1984)
§ 1º Os biênios serão contados, ininterruptamente, sem o § 2º A nomeação que trata o inciso II deste artigo não
desconto de qualquer afastamento nem mesmo o decor- poderá recair em cidadão que ocupe cargo público de
rente de licença, férias, ou licença especial, salvo no que seja demissível ad nutum; que seja diretor, proprietá-
caso do § 3º. (Incluído pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966) rio ou sócio de empresa beneficiada com subvenção,
privilégio, isenção ou favor em virtude de contrato com a
§ 2º Os juízes afastados por motivo de licença férias e
administração pública; ou que exerça mandato de caráter
licença especial, de suas funções na Justiça comum,
político, federal, estadual ou municipal. (§ 4º renumerado
ficarão automaticamente afastados da Justiça Eleitoral
pelo Decreto-lei n.º 441 de 29/01/1969 e alterado pela Lei
pelo tempo correspondente exceto quando com períodos
n.º 7.191 de 04/06/1984)
de férias coletivas, coincidir a realização de eleição, apu-
ração ou encerramento de alistamento. (Incluído pela Lei II - por nomeação do Presidente da República, de dois
n.º 4.961 de 04/05/1966) entre seis advogados de notável saber jurídico e idonei-
§ 3º Da homologação da respectiva convenção partidária dade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.
até a apuração final da eleição, não poderão servir
Art. 17. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá para seu
como juízes nos Tribunais Eleitorais, ou como juiz
presidente um dos ministros do Supremo Tribunal Fede-
eleitoral, o cônjuge, perante consangüíneo legítimo ou
ral, cabendo ao outro a vice-presidência, e para Correge-
ilegítimo, ou afim, até o segundo grau, de candidato a
dor Geral da Justiça Eleitoral um dos seus membros.
cargo eletivo registrado na circunscrição. (Incluído pela
Lei n.º 4.961 de 04/05/1966) CF/1988 = Art. 119. Parágrafo único. O Tribunal Superior
§ 4º No caso de recondução para o segundo biênio ob- Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente
servar-se-ão as mesmas formalidades indispensáveis à dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o
primeira investidura. (Parágrafo único renumerado pela Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior
Lei n.º 4.961 de 04/05/1966) Tribunal de Justiça.
Art. 15. Os substitutos dos membros efetivos dos Tribu- § 1º As atribuições do Corregedor Geral serão fixadas
nais Eleitorais serão escolhidos, na mesma ocasião e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
pelo mesmo processo, em número igual para cada cate-
§ 2º No desempenho de suas atribuições o Corregedor
goria.
Geral se locomoverá para os Estados e Territórios nos
Título I - Do Tribunal Superior seguintes casos:
Art. 16. Compõe-se o Tribunal Superior Eleitoral: (Reda- I - por determinação do Tribunal Superior Eleitoral;
ção dada pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
II - a pedido dos Tribunais Regionais Eleitorais;
I - mediante eleição, pelo voto secreto: (Redação dada
III - a requerimento de Partido deferido pelo Tribunal
pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
Superior Eleitoral;
a) de três juízes, dentre os Ministros do Supremo Tri-
IV - sempre que entender necessário.
bunal Federal; e (Incluído pela Lei n.º 7.191 de
04/06/1984) § 3º Os provimentos emanados da Corregedoria Geral
vinculam os Corregedores Regionais, que lhes devem
b) de dois juízes, dentre os membros do Tribunal Fe-
dar imediato e preciso cumprimento.
deral de Recursos; (Incluído pela Lei n.º 7.191 de
04/06/1984) Art. 18. Exercerá as funções de Procurador Geral, junto
ao Tribunal Superior Eleitoral, o Procurador Geral da
II - por nomeação do Presidente da República, de dois
República, funcionando, em suas faltas e impedimentos,
entre seis advogados de notável saber jurídico e idonei-
seu substituto legal.
dade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal.
(Redação dada pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984) Parágrafo único. O Procurador Geral poderá designar
outros membros do Ministério Público da União, com
CF/1988 = Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral com- exercício no Distrito Federal, e sem prejuízo das respec-
por-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos: tivas funções, para auxiliá-lo junto ao Tribunal Superior
I - mediante eleição, pelo voto secreto: Eleitoral, onde não poderão ter assento.

a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Art. 19. O Tribunal Superior delibera por maioria de
Federal; votos, em sessão pública, com a presença da maioria
de seus membros.
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de
Justiça; Parágrafo único. As decisões do Tribunal Superior, assim
na interpretação do Código Eleitoral em face da Constitu-
II - por nomeação do Presidente da República, dois juí- ição e cassação de registro de partidos políticos, como
zes dentre seis advogados de notável saber jurídico e sobre quaisquer recursos que importem anulação geral
idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Fe- de eleições ou perda de diplomas, só poderão ser to-
deral. madas com a presença de todos os seus membros.
Se ocorrer impedimento de algum juiz, será convocado o
substituto ou o respectivo suplente.
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Art. 20. Perante o Tribunal Superior, qualquer interessa- h) os pedidos de desaforamento dos feitos não decidi-
do poderá argüir a suspeição ou impedimento dos seus dos nos Tribunais Regionais dentro de trinta dias da
membros, do Procurador Geral ou de funcionários de sua conclusão ao relator, formulados por partido, candida-
Secretaria, nos casos previstos na lei processual civil ou to, Ministério Público ou parte legitimamente interes-
penal e por motivo de parcialidade partidária, mediante o sada; (Redação dada pela Lei n.º 4.961 de
processo previsto em regimento. 04/05/1966)
Parágrafo único. Será ilegítima a suspeição quando o i) as reclamações contra os seus próprios juízes que,
excipiente a provocar ou, depois de manifestada a causa, no prazo de trinta dias a contar da conclusão, não
praticar ato que importe aceitação do argüido. houverem julgado os feitos a eles distribuídos; (Incluí-
do pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
Art. 21. Os Tribunais e juízes inferiores devem dar imedi-
ato cumprimento às decisões, mandados, instruções e Comentário = A competência para o julgamento das
outros atos emanados do Tribunal Superior Eleitoral. reclamações desta espécie passou ao Conselho Nacio-
Art. 22. Compete ao Tribunal Superior: nal de Justiça, nos termos do art. 103-B, § 4º, III, da
Constituição Federal.
I - Processar e julgar originariamente:
j) a ação rescisória, nos casos de inelegibilidade, des-
a) o registro e a cassação de registro de partidos polí-
de que intentada dentro de cento e vinte dias de deci-
ticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à
são irrecorrível, possibilitando-se o exercício do man-
Presidência e vice-presidência da República;
dato eletivo até o seu trânsito em julgado. (Incluído pe-
b) os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais la LCP n.º 86 de 14/05/1996)
e juízes eleitorais de Estados diferentes;
Acórdão n.º TSE 106/2000 e 89/2001 = TRE não é com-
c) a suspeição ou impedimento aos seus membros, ao petente para o julgamento de ação rescisória. A Lei
Procurador Geral e aos funcionários da sua Secretari- Complementar n.º 86/96, ao introduzir a ação rescisória
a; no âmbito da Justiça Eleitoral, incumbiu somente ao TSE
d) os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem seu processo e julgamento, inclusive originariamente,
conexos cometidos pelos seus próprios juízes e pelos contra seus próprios julgados.
juízes dos Tribunais Regionais;
II - julgar os recursos interpostos das decisões dos
CF/1988 - Art. 102. I “c” = Competência do STF para Tribunais Regionais nos termos do art. 276 inclusive os
processar e julgar, nas infrações penais comuns e nos que versarem matéria administrativa.
crimes de responsabilidade, os membros dos tribunais
Comentário = Embora haja remissão ao artigo 276 do
superiores;
Código Eleitoral, a matéria encontra-se regulamentada
CF/88 - Art. 105. I “a” = Competência do STJ para pro- pela própria Constituição Federal, em seu art. 121 § 4º.
cessar e julgar, nos crimes comuns e nos de responsabi- § 4º Das decisões dos tribunais regionais eleitorais so-
lidade, os membros dos tribunais regionais eleitorais. mente caberá recurso quando:
e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em I - forem proferidas contra disposição expressa desta
matéria eleitoral, relativos a atos do Presidente da Re- Constituição ou de lei;
pública, dos Ministros de Estado e dos Tribunais Re-
II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois
gionais; ou, ainda, o habeas corpus, quando houver ou mais tribunais eleitorais;
perigo de se consumar a violência antes que o juiz
competente possa prover sobre a impetração; (Execu- III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de di-
ção suspensa pela RSF n.º 132 de 1984) plomas nas eleições federais ou estaduais;

Comentário = A Resolução 132/1984 do Senado Federal IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de man-
suspendeu a locução "ou mandado de segurança". datos eletivos federais ou estaduais;
Entretanto, o STF deu-lhe interpretação para restringir o V - denegarem habeas corpus, mandado de segurança,
seu alcance à verdadeira dimensão da declaração. É habeas data ou mandado de injunção.
possível o TSE decidir MS contra ato de natureza eleito-
ral do Presidente da República, mantida a competência Parágrafo único. As decisões do Tribunal Superior são
do TSE para as demais impetrações previstas neste irrecorríveis, salvo nos casos do art. 281.
inciso.
Comentário = Embora haja remissão ao artigo 281 do
CF/88 - Art. 102. I “d” = Competência do STF para pro- Código Eleitoral, a matéria encontra-se regulamentada
cessar e julgar mandado de segurança contra ato do pela própria Constituição Federal, em seu art. 121 § 3º.
presidente da República. § 3º São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior
Eleitoral, salvo as que contrariarem esta Constituição e
CF/88 - Art. 105. I “b” = Competência do STJ para pro-
as denegatórias de habeas corpus ou mandado de
cessar e julgar mandado de segurança contra ato de segurança.
ministro de Estado.
Art. 23 - Compete, ainda, privativamente, ao Tribunal
f) as reclamações relativas a obrigações impostas por Superior,
lei aos partidos políticos, quanto à sua contabilidade e
à apuração da origem dos seus recursos; I - elaborar o seu regimento interno;
g) as impugnações á apuração do resultado geral,
proclamação dos eleitos e expedição de diploma na
eleição de Presidente e Vice-Presidente da República;

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II - organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Geral, XV - organizar e divulgar a Súmula de sua jurisprudên-
propondo ao Congresso Nacional a criação ou extinção cia;
dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos
XVI - requisitar funcionários da União e do Distrito Fe-
vencimentos, provendo-os na forma da lei;
deral quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço de
III - conceder aos seus membros licença e férias assim sua Secretaria;
como afastamento do exercício dos cargos efetivos;
XVII - publicar um boletim eleitoral;
IV - aprovar o afastamento do exercício dos cargos efe-
tivos dos juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais; Comentário = O Boletim Eleitoral foi substituído em julho
de 1990 pela revista Jurisprudência do Tribunal Superior
V - propor a criação de Tribunal Regional na sede de Eleitoral (Resolução do TSE n.º 16.584/1990).
qualquer dos Territórios;
XVIII - tomar quaisquer outras providências que julgar
VI - propor ao Poder Legislativo o aumento do número
convenientes à execução da legislação eleitoral.
dos juízes de qualquer Tribunal Eleitoral, indicando a
forma desse aumento; Art. 24. Compete ao Procurador Geral, como Chefe do
Ministério Público Eleitoral;
Comentário = Devido à ausência de previsão de aumen-
to do número de membros dos tribunais regionais eleito- I - assistir às sessões do Tribunal Superior e tomar par-
rais (CF/1988 - Art. 120 § 1º), este inciso não poderia se te nas discussões;
referir ao tribunal pleno e sim, aos juízes de cartórios II - exercer a ação pública e promovê-la até final, em
eleitorais. todos os feitos de competência originária do Tribunal;
VII - fixar as datas para as eleições de Presidente e Vi- III - oficiar em todos os recursos encaminhados ao Tri-
ce-Presidente da República, senadores e deputados bunal;
federais, quando não o tiverem sido por lei;
IV - manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos
Comentário = Atualmente, a Lei n.º 9.504/1997, nos os assuntos submetidos à deliberação do Tribunal,
artigos 1º caput e 2º § 1º fixou as datas para as eleições quando solicitada sua audiência por qualquer dos juí-
presidenciais, federais, estaduais e municipais. zes, ou por iniciativa sua, se entender necessário;
V - defender a jurisdição do Tribunal;
VIII - aprovar a divisão dos Estados em zonas eleitorais
ou a criação de novas zonas; VI - representar ao Tribunal sobre a fiel observância das
leis eleitorais, especialmente quanto à sua aplicação
IX - expedir as instruções que julgar convenientes à e-
uniforme em todo o País;
xecução deste Código;
VII - requisitar diligências, certidões e esclarecimentos
X - fixar a diária do Corregedor Geral, dos Corregedores
necessários ao desempenho de suas atribuições;
Regionais e auxiliares em diligência fora da sede;
VIII - expedir instruções aos órgãos do Ministério Públi-
XI - enviar ao Presidente da República a lista tríplice
co junto aos Tribunais Regionais;
organizada pelos Tribunais de Justiça nos termos do
art. 25; IX - acompanhar, quando solicitado, o Corregedor Ge-
ral, pessoalmente ou por intermédio de Procurador que
XII - responder, sobre matéria eleitoral, às consultas
designe, nas diligências a serem realizadas.
que lhe forem feitas em tese por autoridade com jurisdi-
ção, federal ou órgão nacional de partido político; Título II - Dos Tribunais Regionais

Comentário = De acordo com o Acórdão n.º 23.404/2004 Art. 25. Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
do TSE, as consultas não tem efeito vinculante, mas (Redação dada pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
poderão ser utilizadas como suporte para as razões do I - mediante eleição, pelo voto secreto: (Redação dada
julgador. pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
XIII - autorizar a contagem dos votos pelas mesas re- a) de dois juízes, dentre os desembargadores do Tri-
ceptoras nos Estados em que essa providência for soli- bunal de Justiça; (Redação dada pela Lei n.º 7.191 de
citada pelo Tribunal Regional respectivo; 04/06/1984)
XIV - requisitar a força federal necessária ao cumpri- b) de dois juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal
mento da lei, de suas próprias decisões ou das deci- de Justiça; (Redação dada pela Lei n.º 7.191 de
sões dos Tribunais Regionais que o solicitarem, e para 04/06/1984)
garantir a votação e a apuração; (Redação dada pela
II - do juiz federal e, havendo mais de um, do que for
Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
escolhido pelo Tribunal Federal de Recursos; e (Reda-
Comentário = A Resolução do TSE n.º 21.843/2004 ção dada pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
dispõe sobre a requisição de força federal de que trata o III - por nomeação do Presidente da República de dois
inciso acima e sobre a aplicação do art. 2º do Decreto- dentre seis cidadãos de notável saber jurídico e idonei-
Lei n.º 1.064/1969: “O Departamento de Polícia Federal dade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça. (Reda-
ficará à disposição da Justiça Eleitoral sempre que hou- ção dada pela Lei n.º 7.191 de 04/06/1984)
ver de se realizar eleições, gerais ou parciais, em qual-
quer parte do território nacional”. CF/1988 = Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleito-
ral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.
Comentário = De acordo com o artigo 15 § 1º da Lei
Complementar n.º 97/1999, compete ao Presidente da § 1º Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
República a decisão de empregar as Forças Armadas, I - mediante eleição, pelo voto secreto:
por iniciativa própria ou por solicitação do STF.
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a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal CF/1988 = Art. 120 § 2º. O Tribunal Regional Eleitoral
de Justiça; elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os
desembargadores.
b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo
Tribunal de Justiça; § 1º As atribuições do Corregedor Regional serão fixadas
II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na pelo Tribunal Superior Eleitoral e, em caráter supletivo ou
Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não haven- complementar, pelo Tribunal Regional Eleitoral perante o
do, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo qual servir.
Tribunal Regional Federal respectivo; § 2º No desempenho de suas atribuições o Corregedor
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de Regional se locomoverá para as zonas eleitorais nos
dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurí- seguintes casos:
dico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justi- I - por determinação do Tribunal Superior Eleitoral ou do
ça. Tribunal Regional Eleitoral;
§ 1º A lista tríplice organizada pelo Tribunal de Justiça II - a pedido dos juízes eleitorais;
será enviada ao Tribunal Superior Eleitoral.
III - a requerimento de Partido, deferido pelo Tribunal
Comentário = Há decisões do STF (Acórdão no RMS n.º Regional;
24.334/2005 e no RMS n.º 24.332/2005) afirmando que a IV - sempre que entender necessário.
exigência de 10 (dez) anos de efetiva atividade profissio-
nal prevista no “quinto constitucional” (art. 94 da Art. 27. Servirá como Procurador Regional junto a cada
CF/1988) também se aplica na escolha dos advogados Tribunal Regional Eleitoral o Procurador da República no
que irão compor o TRE. respectivo Estado e, onde houver mais de um, aquele
que for designado pelo Procurador Geral da República.
§ 2º A lista não poderá conter nome de magistrado apo-
sentado ou de membro do Ministério Público. (Redação Comentário = O Acórdão do TSE n.º 309/1996 define
dada pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966) que "as normas da Lei Orgânica do Ministério Público da
União revogaram o art. 27 e seus parágrafos do Código
§ 3º Recebidas as indicações o Tribunal Superior divulga- Eleitoral, porquanto regularam completamente a matéria".
rá a lista através de edital, podendo os partidos, no Isso significa que o formato da atuação do Ministério
prazo de cinco dias, impugná-la com fundamento em Público Federal junto à justiça eleitoral é, atualmente,
incompatibilidade. diferente do que consta no Código Eleitoral.
§ 4º Se a impugnação for julgada procedente quanto a Entretanto, como a Lei Complementar n.º 75/1993 (que
qualquer dos indicados, a lista será devolvida ao Tribunal dispõe sobre a organização, as atribuições e o estatuto
de origem para complementação. do Ministério Público da União) não faz parte do progra-
§ 5º Não havendo impugnação, ou desprezada esta, o ma deste concurso, analisaremos o Código Eleitoral no
Tribunal Superior encaminhará a lista ao Poder Executivo seu texto original.
para a nomeação.
§ 1º No Distrito Federal, serão as funções de Procurador
§ 6º Não podem fazer parte do Tribunal Regional pesso- Regional Eleitoral exercidas pelo Procurador Geral da
as que tenham entre si parentesco, ainda que por afini- Justiça do Distrito Federal.
dade, até o 4º grau, seja o vínculo legítimo ou ilegítimo,
§ 2º Substituirá o Procurador Regional, em suas faltas ou
excluindo-se neste caso a que tiver sido escolhida por
impedimentos, o seu substituto legal.
último. (§ 8º renumerado pelo Decreto-lei n.º 441 de
29/01/1969) § 3º Compete aos Procuradores Regionais exercer, pe-
rante os Tribunais junto aos quais servirem, as atribui-
§ 7º A nomeação de que trata o n.º II deste artigo não
ções do Procurador Geral.
poderá recair em cidadão que tenha qualquer das incom-
patibilidades mencionadas no art. 16, § 4º. (§ 9º renume- § 4º Mediante prévia autorização do Procurador Geral,
rado pelo Decreto-lei n.º 441 de 29/01/1969) podendo os Procuradores Regionais requisitar, para
auxiliá-los nas suas funções, membros do Ministério
Comentário = A remissão ao § 4º do art. 16 deste código Público local, não tendo estes, porém, assento nas ses-
refere-se a sua redação original. Com redação dada pela sões do Tribunal.
Lei n.º 7.191/1984, a matéria contida no § 4º do art. 16
passou a ser tratada no § 2º. Art. 28. Os Tribunais Regionais deliberam por maioria
de votos, em sessão pública, com a presença da maio-
§ 2º A nomeação que trata o inciso II deste artigo não ria de seus membros.
poderá recair em cidadão que ocupe cargo público de
que seja demissível ad nutum; que seja diretor, proprietá- § 1º No caso de impedimento e não existindo quorum,
rio ou sócio de empresa beneficiada com subvenção, será o membro do Tribunal substituído por outro da
privilégio, isenção ou favor em virtude de contrato com a mesma categoria, designado na forma prevista na Consti-
administração pública; ou que exerça mandato de caráter tuição.
político, federal, estadual ou municipal. § 2º Perante o Tribunal Regional, e com recurso voluntá-
rio para o Tribunal Superior qualquer interessado pode-
Art. 26. O Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal
rá argüir a suspeição dos seus membros, do Procurador
Regional serão eleitos por este dentre os três desembar-
Regional, ou de funcionários da sua Secretaria, assim
gadores do Tribunal de Justiça; o terceiro desembargador
como dos juízes e escrivães eleitorais, nos casos previs-
será o Corregedor Regional da Justiça Eleitoral.
tos na lei processual civil e por motivo de parcialidade
partidária, mediante o processo previsto em regimento.

10 Atualizada 20/06/2010 PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL


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§ 3º No caso previsto no parágrafo anterior será observa- § 4º. Das decisões dos tribunais regionais eleitorais so-
do o disposto no parágrafo único do art. 20. (Incluído pela mente caberá recurso quando:
Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
I - forem proferidas contra disposição expressa desta
Art. 20. (...) Parágrafo único. Será ilegítima a suspeição Constituição ou de lei;
quando o excipiente a provocar ou, depois de manifesta- II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois
da a causa, praticar ato que importe aceitação do argüi- ou mais tribunais eleitorais;
do.
III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de di-
Art. 29. Compete aos Tribunais Regionais: plomas nas eleições federais ou estaduais;
I - processar e julgar originariamente: IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de man-
datos eletivos federais ou estaduais;
a) o registro e o cancelamento do registro dos diretó-
rios estaduais e municipais de partidos políticos, bem V - denegarem habeas corpus, mandado de segurança,
como de candidatos a Governador, Vice- habeas data ou mandado de injunção.
Governadores, e membro do Congresso Nacional e
das Assembléias Legislativas; Art. 30. Compete, ainda, privativamente, aos Tribu-
nais Regionais:
Lei n.º 9.096/1995 = Art. 10. § ú. O partido comunica à
I - elaborar o seu regimento interno;
Justiça Eleitoral a constituição de seus órgãos de direção
e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as II - organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Regio-
alterações que forem promovidas, para anotação [...]. nal provendo-lhes os cargos na forma da lei, e propor
ao Congresso Nacional, por intermédio do Tribunal Su-
Acórdão do TSE 13.060/1996 = A finalidade dessa co-
perior a criação ou supressão de cargos e a fixação dos
municação, entretanto, não é a de fazer existir o órgão de
respectivos vencimentos;
direção ou permitir que participe do processo eleitoral
[...]. A razão de ser, pois, é a publicidade, ensejando, III - conceder aos seus membros e aos juízes eleitorais
ainda, aos Tribunais, verificar quem representa os parti- licença e férias, assim como afastamento do exercício
dos. dos cargos efetivos submetendo, quanto aqueles, a de-
cisão à aprovação do Tribunal Superior Eleitoral;
b) os conflitos de jurisdição entre juízes eleitorais do
respectivo Estado; IV - fixar a data das eleições de Governador e Vice-
Governador, deputados estaduais, prefeitos, vice-
c) a suspeição ou impedimentos aos seus membros prefeitos, vereadores e juízes de paz, quando não de-
ao Procurador Regional e aos funcionários da sua Se- terminada por disposição constitucional ou legal;
cretaria assim como aos juízes e escrivães eleitorais;
CF/1988 = Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos
d) os crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleito-
Territórios, e os Estados criarão: II - justiça de paz (...)
rais;
e) o habeas corpus ou mandado de segurança, em Comentário = Atualmente, a Lei n.º 9.504/1997, nos
matéria eleitoral, contra ato de autoridades que res- artigos 1º caput e 2º § 1º fixou as datas para as eleições
pondam perante os Tribunais de Justiça por crime de presidenciais, federais, estaduais e municipais.
responsabilidade e, em grau de recurso, os denega-
V - constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva
dos ou concedidos pelos juízes eleitorais; ou, ainda, o
sede e jurisdição;
habeas corpus quando houver perigo de se consumar
a violência antes que o juiz competente possa prover VI - indicar ao tribunal Superior as zonas eleitorais ou
sobre a impetração; seções em que a contagem dos votos deva ser feita
pela mesa receptora;
f) as reclamações relativas a obrigações impostas por
lei aos partidos políticos, quanto a sua contabilidade e VII - apurar com os resultados parciais enviados pelas
à apuração da origem dos seus recursos; juntas eleitorais, os resultados finais das eleições de
Governador e Vice-Governador de membros do Con-
g) os pedidos de desaforamento dos feitos não decidi-
gresso Nacional e expedir os respectivos diplomas, re-
dos pelos juízes eleitorais em trinta dias da sua con-
metendo dentro do prazo de 10 (dez) dias após a di-
clusão para julgamento, formulados por partido candi-
plomação, ao Tribunal Superior, cópia das atas de seus
dato Ministério Público ou parte legitimamente interes-
trabalhos;
sada sem prejuízo das sanções decorrentes do ex-
cesso de prazo. (Redação dada pela Lei n.º 4.961 de VIII - responder, sobre matéria eleitoral, às consultas
04/05/1966) que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública ou
partido político;
II - julgar os recursos interpostos:
IX - dividir a respectiva circunscrição em zonas eleito-
a) dos atos e das decisões proferidas pelos juízes e
juntas eleitorais. rais, submetendo essa divisão, assim como a criação
de novas zonas, à aprovação do Tribunal Superior;
b) das decisões dos juízes eleitorais que concederem
X - aprovar a designação do Ofício de Justiça que deva
ou denegarem habeas corpus ou mandado de segu-
responder pela escrivania eleitoral durante o biênio;
rança.
XI - (Revogado pela Lei n.º 8.868 de 14/04/1994)
Parágrafo único. As decisões dos Tribunais Regionais
são irrecorríveis, salvo nos casos do Art. 276. XII - requisitar a força necessária ao cumprimento de
suas decisões solicitar ao Tribunal Superior a requisição
Comentário = Embora haja remissão ao artigo 276 do de força federal;
Código Eleitoral, a matéria encontra-se regulamentada
pela própria Constituição Federal, em seu art. 121 § 4º.
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XIII - autorizar, no Distrito Federal e nas capitais dos Comentário = A remissão ao artigo 95 refere-se à
Estados, ao seu presidente e, no interior, aos juízes e- CF/1946. Corresponde, entretanto, ao mesmo artigo da
leitorais, a requisição de funcionários federais, estadu- CF/1988.
ais ou municipais para auxiliarem os escrivães eleito-
rais, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço; Parágrafo único. Onde houver mais de uma vara o Tribu-
nal Regional designara aquela ou aquelas, a que incum-
XIV - requisitar funcionários da União e, ainda, no Distri-
be o serviço eleitoral.
to Federal e em cada Estado ou Território, funcionários
dos respectivos quadros administrativos, no caso de Art. 33. Nas zonas eleitorais onde houver mais de uma
acúmulo ocasional de serviço de suas Secretarias; serventia de justiça, o juiz indicará ao Tribunal Regional a
que deve ter o anexo da escrivania eleitoral pelo prazo
XV - aplicar as penas disciplinares de advertência e de
de dois anos.
suspensão até 30 (trinta) dias aos juízes eleitorais;
§ 1º Não poderá servir como escrivão eleitoral, sob
XVI - cumprir e fazer cumprir as decisões e instruções
pena de demissão, o membro de diretório de partido
do Tribunal Superior;
político, nem o candidato a cargo eletivo, seu cônjuge e
XVII - determinar, em caso de urgência, providências parente consangüíneo ou afim até o segundo grau.
para a execução da lei na respectiva circunscrição;
Lei n.º 10.842/2004 = Art. 4º - As atribuições da escriva-
XVIII - organizar o fichário dos eleitores do Estado. nia eleitoral passaram a ser exercidas privativamente
XIX - suprimir os mapas parciais de apuração mandan- pelo chefe de cartório eleitoral.
do utilizar apenas os boletins e os mapas totalizadores, § 1º Não poderá servir como chefe de cartório eleitoral,
desde que o menor número de candidatos às eleições sob pena de demissão, o membro de órgão de direção
proporcionais justifique a supressão, observadas as partidária, nem o candidato a cargo eletivo, seu cônjuge e
seguintes normas: (Incluído pela Lei n.º 4.961 de parente consangüíneo ou afim até o 2º (segundo) grau.
04/05/1966)
§ 2º O escrivão eleitoral, em suas faltas e impedimentos,
a) qualquer candidato ou partido poderá requerer ao
será substituído na forma prevista pela lei de organização
Tribunal Regional que suprima a exigência dos mapas
judiciária local.
parciais de apuração; (Incluído pela Lei n.º 4.961 de
04/05/1966) Art. 34. Os juízes despacharão todos os dias na sede da
sua zona eleitoral.
b) da decisão do Tribunal Regional qualquer candidato
ou partido poderá, no prazo de três dias, recorrer para Art. 35. Compete aos juízes:
o Tribunal Superior, que decidirá em cinco dias; (Inclu-
I - cumprir e fazer cumprir as decisões e determinações
ído pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
do Tribunal Superior e do Regional;
c) a supressão dos mapas parciais de apuração só se-
II - processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns
rá admitida até seis meses antes da data da eleição;
que lhe forem conexos, ressalvada a competência origi-
(Incluído pela Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
nária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais;
d) os boletins e mapas de apuração serão impressos
III - decidir habeas corpus e mandado de segurança,
pelos Tribunais Regionais, depois de aprovados pelo
em matéria eleitoral, desde que essa competência não
Tribunal Superior; (Incluído pela Lei n.º 4.961 de
esteja atribuída privativamente a instância superior.
04/05/1966)
IV - fazer as diligências que julgar necessárias a ordem
e) o Tribunal Regional ouvira os partidos na elabora-
e presteza do serviço eleitoral;
ção dos modelos dos boletins e mapas de apuração a
fim de que estes atendam às peculiaridade locais, en- V - tomar conhecimento das reclamações que lhe forem
caminhando os modelos que aprovar, acompanhados feitas verbalmente ou por escrito, reduzindo-as a termo,
das sugestões ou impugnações formuladas pelos par- e determinando as providências que cada caso exigir;
tidos, à decisão do Tribunal Superior. (Incluído pela VI - indicar, para aprovação do Tribunal Regional, a
Lei n.º 4.961 de 04/05/1966)
serventia de justiça que deve ter o anexo da escrivania
Art. 31. Faltando num Território o Tribunal Regional, eleitoral;
ficará a respectiva circunscrição eleitoral sob a jurisdição VII - (Revogado pela Lei n.º 8.868 de 14/04/1994)
do Tribunal Regional que o Tribunal Superior designar.
VIII - dirigir os processos eleitorais e determinar a ins-
Título III - Dos Juizes Eleitorais crição e a exclusão de eleitores;
Comentário = De acordo com a Lei Complementar n.º IX - expedir títulos eleitorais e conceder transferência de
75/1993 (artigos 78 e 79), cabe ao promotor eleitoral o eleitor;
exercício das funções eleitorais perante os juízes e juntas
eleitorais. X - dividir a zona em seções eleitorais;

Ele será o membro do Ministério Público local que oficie XI - mandar organizar, em ordem alfabética, relação dos
perante o juízo incumbido do serviço eleitoral na zona ou, eleitores de cada seção, para remessa a mesa recepto-
nas hipóteses de sua inexistência, impedimento ou recu- ra, juntamente com a pasta das folhas individuais de
sa justificada, o que for designado pelo procurador regio- votação;
nal eleitoral, por indicação do procurador-geral de justiça. XII - ordenar o registro e cassação do registro dos can-
didatos aos cargos eletivos municiais e comunicá-los ao
Art. 32. Cabe a jurisdição de cada uma das zonas eleito- Tribunal Regional;
rais a um juiz de direito em efetivo exercício e, na falta
deste, ao seu substituto legal que goze das prerrogativas
do art. 95 da Constituição.
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XIII - designar, até 60 (sessenta) dias antes das elei- garantias do Art. 95 da Constituição, mesmo que não
ções os locais das seções; sejam juízes eleitorais.
XIV - nomear, 60 (sessenta) dias antes da eleição, em Comentário = A remissão ao artigo 95 refere-se à
audiência pública anunciada com pelo menos 5 (cinco) CF/1946. Corresponde, entretanto, ao mesmo artigo da
dias de antecedência, os membros das mesas recepto- CF/1988.
ras;
Parágrafo único. Nas zonas em que houver de ser orga-
XV - instruir os membros das mesas receptoras sobre
nizada mais de uma Junta, ou quando estiver vago o
as suas funções;
cargo de juiz eleitoral ou estiver este impedido, o presi-
XVI - providenciar para a solução das ocorrências para dente do Tribunal Regional, com a aprovação deste,
a solução das ocorrências que se verificarem nas me- designará juízes de direito da mesma ou de outras co-
sas receptoras; marcas, para presidirem as juntas eleitorais.
XVII - tomar todas as providências ao seu alcance para Art. 38. Ao presidente da Junta é facultado nomear, den-
evitar os atos viciosos das eleições; tre cidadãos de notória idoneidade, escrutinadores e
auxiliares em número capaz de atender a boa marcha
XVIII - fornecer aos que não votaram por motivo justifi-
dos trabalhos.
cado e aos não alistados, por dispensados do alista-
mento, um certificado que os isente das sanções legais; § 1º É obrigatória essa nomeação sempre que houver
mais de dez urnas a apurar.
XIX - comunicar, até às 12 horas do dia seguinte a rea-
lização da eleição, ao Tribunal Regional e aos delega- § 2º Na hipótese do desdobramento da Junta em Tur-
dos de partidos credenciados, o número de eleitores mas, o respectivo presidente nomeará um escrutinador
que votarem em cada uma das seções da zona sob sua para servir como secretário em cada turma.
jurisdição, bem como o total de votantes da zona.
§ 3º Além dos secretários a que se refere o parágrafo
Título IV - Das Juntas Eleitorais anterior, será designado pelo presidente da Junta um
escrutinador para secretário-geral competindo-lhe;
Art. 36. Compor-se-ão as juntas eleitorais de um juiz de
direito, que será o presidente, e de 2 (dois) ou 4 (qua- I - lavrar as atas;
tro) cidadãos de notória idoneidade.
II - tomar por termo ou protocolar os recursos, neles
§ 1º Os membros das juntas eleitorais serão nomeados funcionando como escrivão;
60 (sessenta) dias antes da eleição, depois de aprova-
III - totalizar os votos apurados.
ção do Tribunal Regional, pelo presidente deste, a quem
cumpre também designar-lhes a sede. Art. 39. Até 30 (trinta) dias antes da eleição o presiden-
te da Junta comunicará ao Presidente do Tribunal Regio-
§ 2º Até 10 (dez) dias antes da nomeação os nomes
nal as nomeações que houver feito e divulgará a compo-
das pessoas indicadas para compor as juntas serão pu-
sição do órgão por edital publicado ou afixado, podendo
blicados no órgão oficial do Estado, podendo qualquer
qualquer partido oferecer impugnação motivada no
partido, no prazo de 3 (três) dias, em petição fundamen-
prazo de 3 (três) dias.
tada, impugnar as indicações.
Art. 40. Compete à Junta Eleitoral;
§ 3º Não podem ser nomeados membros das Juntas,
escrutinadores ou auxiliares: I - apurar, no prazo de 10 (dez) dias, as eleições reali-
zadas nas zonas eleitorais sob a sua jurisdição.
Comentário = A Lei n.º 9.504/1997, em seu artigo 64,
veda a participação de parentes em qualquer grau ou de II - resolver as impugnações e demais incidentes verifi-
servidores da mesma repartição pública ou empresa cados durante os trabalhos da contagem e da apura-
privada na mesma mesa, turma ou junta eleitoral. ção;
III - expedir os boletins de apuração mencionados no
Conceito de Escrutinador = Cidadãos convocados para Art. 178;
trabalhar na apuração dos votos. (Glossário Eleitoral
Brasileiro - site do TSE) Art. 179. Concluída a contagem dos votos, a Junta ou
Turma deverá: (...)
Conceito de Auxiliar = Cidadãos convocados para dar
apoio administrativo à junta eleitoral. São diferentes dos II - expedir boletim contendo o resultado da respectiva
escrutinadores, porque não poderão apurar votos. (Glos- Seção, no qual serão consignados o número de votantes,
sário Eleitoral Brasileiro - site do TSE) a votação individual de cada candidato, os votos de cada
legenda partidária, os votos nulos e os em branco, bem
I - os candidatos e seus parentes, ainda que por afini- como recursos, se houver.
dade, até o segundo grau, inclusive, e bem assim o
cônjuge; IV - expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.
II - os membros de diretorias de partidos políticos devi- Parágrafo único. Nos municípios onde houver mais de
damente registrados e cujos nomes tenham sido ofici- uma junta eleitoral a expedição dos diplomas será feita
almente publicados; pelo que for presidida pelo juiz eleitoral mais antigo, à
qual as demais enviarão os documentos da eleição.
III - as autoridades e agentes policiais, bem como os
funcionários no desempenho de cargos de confiança do Art. 41. Nas zonas eleitorais em que for autorizada a
Executivo; contagem prévia dos votos pelas mesas receptoras,
compete à Junta Eleitoral tomar as providências mencio-
IV - os que pertencerem ao serviço eleitoral. nadas no Art. 195.
Art. 37. Poderão ser organizadas tantas Juntas quantas
permitir o número de juízes de direito que gozem das
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Art. 195. Recebida a urna e documentos, a Junta deve- Acórdão do TSE de 28/11/2006 no Agravo n.º
rá: 7.011/2006, na RP n.º 884/2006 e no REspe n.º 25.622 -
Prazo de 24 horas para a interposição de recurso em sede
I - examinar a sua regularidade, inclusive quanto ao fun-
de representação fundada no art. 96 da Lei n.º 9.504/1997.
cionamento normal da Seção;
II - rever o boletim de contagem de votos da Mesa Re- Art. 259. São preclusivos os prazos para interposição de
ceptora, a fim de verificar se está aritmeticamente certo, recurso, salvo quando neste se discutir matéria constitucio-
fazendo dele constar que, conferido, nenhum erro foi nal.
encontrado; Parágrafo único. O recurso em que se discutir matéria
III - abrir a urna e conferir os votos sempre que a conta- constitucional não poderá ser interposto fora do prazo.
gem da Mesa Receptora não permitir o fechamento dos Perdido o prazo numa fase própria, só em outra que se
resultados; apresentar poderá ser interposto.

IV - proceder à apuração se da ata da eleição constar Art. 260. A distribuição do primeiro recurso que chegar ao
impugnação de Fiscal, Delegado, candidato ou membro Tribunal Regional ou Tribunal Superior, previnirá a compe-
da própria Mesa em relação ao resultado de contagem tência do relator para todos os demais casos do mesmo
dos votos; município ou Estado.
V - resolver todas as impugnações constantes da ata da Acórdão do TSE n.ºs 7.571/1983, 13.854/1993 e
eleição; 21.380/2004 = A prevenção diz respeito, exclusiva-mente,
aos recursos parciais interpostos contra a votação e apura-
VI - praticar todos os atos previstos na competência das
ção.
Juntas Eleitorais.
Título III - Dos Recursos Acórdão do TSE de 03/08/2006 na MC n.º 1.850: "... a
aplicação do art. 260 do CE, para efeito de prevenção, é
Capítulo I - Disposições Preliminares dada exatamente pelo primeiro processo em que se discute
Art. 257. Os recursos eleitorais não terão efeito suspen- a eleição, daí por que o Estado fica prevento ao relator
sivo. daquele processo, e não ao tipo de processo".

Parágrafo único. A execução de qualquer acórdão será Art. 261. Os recursos parciais, entre os quais não se inclu-
feita imediatamente, através de comunicação por ofício, em os que versarem matéria referente ao registro de candi-
telegrama, ou, em casos especiais, a critério do presidente datos, interpostos para os Tribunais Regionais no caso de
do Tribunal, através de cópia do acórdão. eleições municipais, e para o Tribunal Superior no caso de
eleições estaduais ou federais, serão julgados à medida
Art. 216. Enquanto o Tribunal Superior não decidir o recur- que derem entrada nas respectivas Secretarias.
so interposto contra a expedição do diploma, poderá o
diplomado exercer o mandato em toda a sua plenitude. § 1º Havendo dois ou mais recursos parciais de um mesmo
município ou Estado, ou se todos, inclusive os de diploma-
Comentário = Os Acórdãos do TSE n.ºs 1.049/2002, ção já estiverem no Tribunal Regional ou no Tribunal Supe-
1.277/2003, 21.403/2003, 1.320/2004 e 1.833/2006 tratam rior, serão eles julgados seguidamente, em uma ou mais
da inaplicabilidade deste dispositivo à ação de impugnação sessões.
de mandato eletivo. § 2º As decisões com os esclarecimentos necessários ao
Art. 258. Sempre que a lei não fixar prazo especial, o re- cumprimento, serão comunicadas de uma só vez ao juiz
eleitoral ou ao presidente do Tribunal Regional.
curso deverá ser interposto em três dias da publicação do
ato, resolução ou despacho. § 3º Se os recursos de um mesmo município ou Estado
deram entrada em datas diversas, sendo julgados separa-
Lei Complementar n.º 64/1990 (artigos 8º, 11 § 2º e 14) e damente, o juiz eleitoral ou o presidente do Tribunal Regio-
Lei n.º 9.504/1997 (artigo 96 § 8º) = Publicação em cartório nal, aguardará a comunicação de todas as decisões
ou sessão nos processos de registro de candidatos e nas para cumpri-las, salvo se o julgamento dos demais impor-
representações ou reclamações por descumprimento da tar em alteração do resultado do pleito que não tenha rela-
última lei citada, respectivamente. ção com o recurso já julgado.
Acórdão do TSE de 06/03/2007 no REspe n.º 27.839 = § 4º Em todos os recursos, no despacho que determinar a
Na representação sobre direito de resposta em propaganda remessa dos autos à instância superior, o juízo "a quo"
eleitoral, o prazo de 24 horas deve ser observado para esclarecerá quais os ainda em fase de processamento e,
recurso contra decisão de juiz auxiliar, recurso especial, no último, quais os anteriormente remetidos.
bem como embargos de declaração contra acórdão de
§ 5º Ao se realizar a diplomação, se ainda houver recurso
tribunal regional eleitoral, não incidindo, portanto, o art. 258
pendente de decisão em outra instância, será consignado
do Código Eleitoral.
que os resultados poderão sofrer alterações decorrentes
Acórdão do TSE de 06/03/2007 no REspe n.º 27.839 = desse julgamento.
Prazo de 24 horas para a interposição de recurso especial § 6º Realizada a diplomação, e decorrido o prazo para
contra decisão de juiz auxiliar em pedido de direito de res- recurso, o juiz ou presidente do Tribunal Regional comuni-
posta. cará à instância superior se foi ou não interposto recurso.
Acórdão do TSE n.ºs 93/1998, 124/2000, 118/2000, Art. 262. O recurso contra expedição de diploma caberá
2.721/2001, 2.722/2001 e 16.155/2000 = Tratando-se de somente nos seguintes casos:
ato praticado a propósito da atividade-meio da Justiça Elei-
toral - matéria de direito comum -, o processo rege-se pela
legislação processual comum.

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Acórdão do TSE n.º 656/2003 = Competência do TSE setembro de 1997. (Redação dada pela Lei n.º 9.840 de
para julgar recurso das decisões dos tribunais regionais que 28/09/1999)
versem sobre expedição de diploma nas eleições federais e
Art. 222. É também anulável a votação, quando viciada de
estaduais. Nesse sentido:
falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art.
1. Acórdão do TSE n.ºs 217/2003, 612/2004 e 608/2004 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação
(governador e vice-governador). de sufrágios vedado por lei.
2. Acórdão do TSE n.º 61/1997 (senador). Lei n.º 9.504/1997 = Art. 41-A. Ressalvado o disposto no
3. Acórdão do TSE n.º 656/2003 (deputado federal). art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, veda-
da por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou
Sobre competência do TRE para julgar recurso de di- entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou
plomação = Acórdão do TSE n.º 11.605/1993 (prefeito) e vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego
Acórdão do TSE n.º 15.516/1999 e Acórdão do TSE de ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia
16/02/2006 no REspe n.º 25.284 (vereador). da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta
Acórdão do TSE n.º 12.255/1992 = Ilegitimidade ativa de mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o
eleitor. procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no
64, de 18 de maio de 1990.
Acórdão do TSE n.ºs 643/2004, 647/2004 e 652/2004 = A
coligação partidária tem legitimidade concorrente com os Acórdão do TSE n.ºs 646/2004, 653/2004 e 655/2004 = A
partidos políticos e candidatos para a interposição de recur- fraude a ser alegada em recurso de diplomação fundado
so de diplomação. neste inciso é aquela que se refere à votação, tendente a
Acórdão do TSE n.ºs 643/2004 e 647/2004 e Acórdão do comprometer a lisura e a legitimidade do processo eleitoral.
TSE de 16/02/2006 no REspe n.º 25.284 = Não há litiscon-
Questão de Ordem no Acórdão do TSE de 25/09/2007
sórcio passivo necessário do partido político ou coligação
no recurso contra expedição de diploma de candidatos da no RCED n.º 671 = O recurso contra expedição de diploma
eleição proporcional. deve admitir todos os meios de prova, desde que particula-
rizadamente especificados na petição inicial.
Acórdão do TSE de 21/03/2006 no REspe n.º 25.460 =
Descabimento de recurso de diplomação por conduta ve- Acórdão do TSE n.ºs 613/2003, 612/2004, 630/2005 e
dada pelo art. 77 da Lei n.º 9.504/1997, pois as hipóteses Acórdão do TSE de 23/02/2006 no REspe n.º 25.301 =
de cabimento são numerus clausus. Admissibilidade de produção de prova no recurso de diplo-
mação, desde que a parte tenha requerido e a indique na
Acórdão do TSE n.º 21.521/2005 = Descabimento, ainda, petição inicial, nos termos do art. 270 deste Código, asse-
em se tratando das condutas vedadas pelo art. 73 da Lei gurando-se ao recorrido a contraprova pertinente.
n.º 9.504/1997.
Acórdão do TSE n.ºs 19.518/2001, 3.095/2001, 646/2004,
I - inelegibilidade ou incompatibilidade de candidato;
655/2004, 25.238/2005 e Acórdão do TSE de 29/06/2006
Acórdão do TSE n.ºs 3.328/2002, 646/2004, 647/2004, no Agravo n.º 7.038, dentre outros = A prova pré-
652/2004, 655/2004, 610/2004, 653/2004, 21.438/2004 e constituída, para os fins deste inciso, não exige tenha havi-
21.439/2004 e Acórdão do TSE de 23/02/2006 no REspe do pronunciamento judicial sobre ela ou trânsito em julgado
n.º 25.472, dentre outros = Descabimento em hipótese de da decisão.
condição de elegibilidade.
Acórdão do TSE de 27/11/2007 no RCED n.º 671 = Limi-
Acórdão do TSE de 20/06/2006 no Agravo n.º 6.735 = "A tação de produção de prova testemunhal ao número máxi-
inelegibilidade infraconstitucional e preexistente ao registro mo de 6 para cada parte, independentemente da quantida-
não pode ser argüida no recurso contra expedição de di- de de fatos e do número de recorrentes e recorridos, em
ploma". consonância com os princípios da celeridade processual e
do devido processo legal.
II - errônea interpretação da lei quanto à aplicação do sis-
tema de representação proporcional; Art. 263. No julgamento de um mesmo pleito eleitoral, as
decisões anteriores sobre questões de direito constituem
Acórdão do TSE n.ºs 574/1999, 586/2001, 607/2003 e prejulgados para os demais casos, salvo se contra a tese
638/2004 = Cabimento de recurso de diplomação fundado votarem dois terços dos membros do Tribunal.
neste inciso quando houver erro no resultado final da apli-
cação dos cálculos matemáticos e das fórmulas prescritos Acórdão do TSE n.º 12.501/1992 = Inconstitucionalidade
em lei e na interpretação dos dispositivos legais que os deste artigo desde a CF/1946.
disciplinam.
Art. 264. Para os Tribunais Regionais e para o Tribunal
III - erro de direito ou de fato na apuração final, quanto à Superior caberá, dentro de 3 (três) dias, recurso dos atos,
determinação do quociente eleitoral ou partidário, conta- resoluções ou despachos dos respectivos presidentes.
gem de votos e classificação de candidato, ou a sua con-
templação sob determinada legenda;
Acórdão do TSE n.ºs 586/2001, 599/2002, 607/2003 e
638/2004 = Este inciso refere-se a erro na própria apura-
ção.
IV - concessão ou denegação do diploma em manifesta
contradição com a prova dos autos, nas hipóteses do art.
222 desta Lei, e do art. 41-A da Lei n.º 9.504, de 30 de

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f) Os que forem declarados indignos do oficialato, ou


com ele incompatíveis, pelo prazo de 4 (quatro) anos;

Lei de Inelegibilidade
g) Os que tiverem suas contas relativas ao exercício de
cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade
insanável e por decisão irrecorrível do órgão competen-
te, salvo se a questão houver sido ou estiver sendo
Lei Complementar n.º 64 de 18 de maio de 1.990 submetida à apreciação do Poder Judiciário, para as
eleições que se realizarem nos 5 (cinco) anos se-
Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar n.º guintes, contados a partir da data da decisão;
64/1990 e alterações posteriores): arts. 2º; 3º;
15 a 22; 24 e 25. Súmula 01 do TSE = Proposta a ação para desconstituir
a decisão que rejeitou as contas, anteriormente à impug-
nação, fica suspensa a inelegibilidade (Lei Complementar
n.º 64/90 - Art. 1º inciso I "g").
Conceito de Inelegibilidade = A inelegibilidade absolu-
ta é excepcional e só é passível de ser estabelecida pela h) Os detentores de cargo na administração pública di-
própria Constituição de forma taxativa; já a inelegibilida- reta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a
de relativa implica restrições a certos pleitos eleitorais e terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político
determinados mandatos. (Questão 69 da prova de apurado em processo, com sentença transitada em jul-
Analista Judiciário do TRE/RS - CESPE/2003) gado, para as eleições que se realizarem nos 3 (três)
anos seguintes ao término do seu mandato ou do
- Inelegibilidade Absoluta = Os inalistáveis e os anal- período de sua permanência no cargo;
fabetos.
i) Os que, em estabelecimentos de crédito, financia-
- Inelegibilidade Relativa = Os demais casos listados mento ou seguro, que tenham sido ou estejam sendo
na CF/88 e no artigo 1º desta Lei Complementar. objeto de processo de liquidação judicial ou extrajudici-
al, hajam exercido, nos 12 (doze) meses anteriores à
respectiva decretação, cargo ou função de direção,
administração ou representação, enquanto não forem
TÍTULO I - Disposições Preliminares
exonerados de qualquer responsabilidade;
Art. 1º São inelegíveis:
II - Para Presidente e Vice-Presidente da República:
I - Para qualquer cargo:
a) Até 6 (seis) meses depois de afastados definitiva-
a) Os inalistáveis e os analfabetos; mente de seus cargos e funções:
b) Os membros do Congresso Nacional, das Assem- 1. Os Ministros de Estado:
bléias Legislativas, da Câmara Legislativa e das Câma-
2. Os chefes dos órgãos de assessoramento direto,
ras Municipais, que hajam perdido os respectivos man-
civil e militar, da Presidência da República;
datos por infringência do disposto nos incisos I e II do
art. 55 da Constituição Federal, dos dispositivos equiva- 3. O chefe do órgão de assessoramento de informa-
lentes sobre perda de mandato das Constituições Esta- ções da Presidência da República;
duais e Leis Orgânicas dos Municípios e do Distrito Fe- 4. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;
deral, para as eleições que se realizarem durante o
período remanescente do mandato para o qual fo- 5. O Advogado-Geral da União e o Consultor-Geral
ram eleitos e nos oito anos subseqüentes ao térmi- da República;
no da legislatura; (Redação dada pela LCP 81 de 6. Os chefes do Estado-Maior da Marinha, do Exér-
13/04/1994) cito e da Aeronáutica;
c) O Governador e o Vice-Governador de Estado e do 7. Os Comandantes do Exército, Marinha e Aero-
Distrito Federal, o Prefeito e o Vice-Prefeito que perde- náutica;
rem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo
da Constituição Estadual da Lei Orgânica do Distrito 8. Os Magistrados;
Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as elei- 9. Os Presidentes, Diretores e Superintendentes de
ções que se realizarem durante o período remanes- autarquias, empresas públicas, sociedades de eco-
cente e nos 3 (três) anos subseqüentes ao término nomia mista e fundações públicas e as mantidas pelo
do mandato para o qual tenham sido eleitos; poder público;
d) Os que tenham contra sua pessoa representação 10. Os Governadores de Estado, do Distrito Federal e
julgada procedente pela Justiça Eleitoral, transitada em de Territórios;
julgado, em processo de apuração de abuso do poder
econômico ou político, para a eleição na qual concor- 11. Os Interventores Federais;
rem ou tenham sido diplomados, bem como para as 12. Os Secretários de Estado;
que se realizarem 3 (três) anos seguintes;
13. Os Prefeitos Municipais;
e) Os que forem condenados criminalmente, com sen-
tença transitada em julgado, pela prática de crime con- 14. Os membros do Tribunal de Contas da União, dos
tra a economia popular, a fé pública, a administração Estados e do Distrito Federal;
pública, o patrimônio público, o mercado financeiro, pelo 15. O Diretor-Geral do Departamento de Polícia Fe-
tráfico de entorpecentes e por crimes eleitorais, pelo deral;
prazo de 3 (três) anos, após o cumprimento da pe-
na;

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16. Os Secretários-Gerais, os Secretários-Executivos, Súmula 05 do TSE - Serventuário de cartório, celetista,


os Secretários Nacionais, os Secretários Federais dos não se inclui na exigência do art. 1º inciso II "L" da LC n.º
Ministérios e as pessoas que ocupem cargos equiva- 64/1990.
lentes;
b) Os que tenham exercido, nos 6 (seis) meses anteri- III - Para Governador e Vice-Governador de Estado e
ores à eleição, nos Estados, no Distrito Federal, Territó- do Distrito Federal;
rios e em qualquer dos poderes da União, cargo ou fun- a) Os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-
ção, de nomeação pelo Presidente da República, sujeito Presidente da República especificados na alínea a do
à aprovação prévia do Senado Federal; inciso II deste artigo e, no tocante às demais alíneas,
c) (Vetado); quando se tratar de repartição pública, associação ou
empresas que operem no território do Estado ou do Dis-
d) Os que, até 6 (seis) meses antes da eleição, tiverem trito Federal, observados os mesmos prazos;
competência ou interesse, direta, indireta ou eventual,
no lançamento, arrecadação ou fiscalização de impos- b) Até 6 (seis) meses depois de afastados definitiva-
tos, taxas e contribuições de caráter obrigatório, inclusi- mente de seus cargos ou funções:
ve parafiscais, ou para aplicar multas relacionadas com 1. Os chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Gover-
essas atividades; nador do Estado ou do Distrito Federal;
e) Os que, até 6 (seis) meses antes da eleição, tenham 2. Os comandantes do Distrito Naval, Região Militar e
exercido cargo ou função de direção, administração ou Zona Aérea;
representação nas empresas de que tratam os arts. 3º e
5º da Lei n.º 4.137, de 10 de setembro de 1962, quan- 3. Os diretores de órgãos estaduais ou sociedades de
do, pelo âmbito e natureza de suas atividades, possam assistência aos Municípios;
tais empresas influir na economia nacional; 4. Os secretários da administração municipal ou
f) Os que, detendo o controle de empresas ou grupo de membros de órgãos congêneres;
empresas que atuem no Brasil, nas condições monopo- IV - Para Prefeito e Vice-Prefeito:
lísticas previstas no parágrafo único do art. 5º da lei ci-
tada na alínea anterior, não apresentarem à Justiça E- a) No que lhes for aplicável, por identidade de situa-
leitoral, até 6 (seis) meses antes do pleito, a prova de ções, os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vi-
que fizeram cessar o abuso apurado, do poder econô- ce-Presidente da República, Governador e Vice-
mico, ou de que transferiram, por força regular, o con- Governador de Estado e do Distrito Federal, observado
trole de referidas empresas ou grupo de empresas; o prazo de 4 (quatro) meses para a desincompatibili-
zação;
g) Os que tenham, dentro dos 4 (quatro) meses anteri-
ores ao pleito, ocupado cargo ou função de direção, b) Os membros do Ministério Público e Defensoria Pú-
administração ou representação em entidades repre- blica em exercício na Comarca, nos 4 (quatro) meses
sentativas de classe, mantidas, total ou parcialmente, anteriores ao pleito, sem prejuízo dos vencimentos inte-
por contribuições impostas pelo poder Público ou com grais;
recursos arrecadados e repassados pela Previdência
c) As autoridades policiais, civis ou militares, com exer-
Social;
cício no Município, nos 4 (quatro) meses anteriores ao
h) Os que, até 6 (seis) meses depois de afastados das pleito;
funções, tenham exercido cargo de Presidente, Diretor
ou Superintendente de sociedades com objetivos exclu- V - Para o Senado Federal:
sivos de operações financeiras e façam publicamente a) Os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-
apelo à poupança e ao crédito, inclusive através de co- Presidente da República especificados na alínea a do
operativas e da empresa ou estabelecimentos que go- inciso II deste artigo e, no tocante às demais alíneas,
zem, sob qualquer forma, de vantagens asseguradas quando se tratar de repartição pública, associação ou
pelo poder público, salvo se decorrentes de contratos empresa que opere no território do Estado, observados
que obedeçam a cláusulas uniformes; os mesmos prazos;
i) Os que, dentro de 6 (seis) meses anteriores ao plei- b) Em cada Estado e no Distrito Federal, os inelegíveis
to, hajam exercido cargo ou função de direção, adminis- para os cargos de Governador e Vice-Governador, nas
tração ou representação em pessoa jurídica ou em em- mesmas condições estabelecidas, observados os
presa que mantenha contrato de execução de obras, de mesmos prazos;
prestação de serviços ou de fornecimento de bens com
órgão do Poder Público ou sob seu controle, salvo no VI - Para a Câmara dos Deputados, Assembléia Legis-
caso de contrato que obedeça a cláusulas uniformes; lativa e Câmara Legislativa, no que lhes for aplicável,
por identidade de situações, os inelegíveis para o Senado
j) Os que, membros do Ministério Público, não se te- Federal, nas mesmas condições estabelecidas, observa-
nham afastado das suas funções até 6 (seis) meses dos os mesmos prazos;
anteriores ao pleito;
I) Os que, servidores públicos, estatutários ou não, dos
órgãos ou entidades da Administração direta ou indireta VII - Para a Câmara Municipal:
da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municí-
pios e dos Territórios, inclusive das fundações mantidas a) no que lhes for aplicável, por identidade de situações,
pelo Poder Público, não se afastarem até 3 (três) me- os inelegíveis para o Senado Federal e para a Câmara
ses anteriores ao pleito, garantido o direito à percepção dos Deputados, observado o prazo de 6 (seis) meses
dos seus vencimentos integrais; para a desincompatibilização;

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b) em cada Município, os inelegíveis para os cargos de § 1º A impugnação, por parte do candidato, partido políti-
Prefeito e Vice-Prefeito, observado o prazo de 6 (seis) co ou coligação, não impede a ação do Ministério Público
meses para a desincompatibilização . no mesmo sentido.
§ 1º Para concorrência a outros cargos, o Presidente da § 2º Não poderá impugnar o registro de candidato o re-
República, os Governadores de Estado e do Distrito Fe- presentante do Ministério Público que, nos 4 (quatro)
deral e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos anos anteriores, tenha disputado cargo eletivo, integrado
mandatos até 6 (seis) meses antes do pleito. diretório de partido ou exercido atividade político-
partidária.
§ 2º O Vice-Presidente, o Vice-Governador e o Vice-
Prefeito poderão candidatar-se a outros cargos, preser- § 3º O impugnante especificará, desde logo, os meios de
vando os seus mandatos respectivos, desde que, nos prova com que pretende demonstrar a veracidade do
últimos 6 (seis) meses anteriores ao pleito, não tenham alegado, arrolando testemunhas, se for o caso, no má-
sucedido ou substituído o titular. ximo de 6 (seis).
§ 3º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o Art. 4º A partir da data em que terminar o prazo para
cônjuge e os parentes, consangüíneos ou afins, até o impugnação, passará a correr, após devida notificação,
segundo grau ou por adoção, do Presidente da Repúbli- o prazo de 7 (sete) dias para que o candidato, partido
ca, de Governador de Estado ou Território, do Distrito político ou coligação possa contestá-la, juntar documen-
Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído den- tos, indicar rol de testemunhas e requerer a produção de
tro dos 6 (seis) meses anteriores ao pleito, salvo se já outras provas, inclusive documentais, que se encontra-
titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. rem em poder de terceiros, de repartições públicas ou em
procedimentos judiciais, ou administrativos, salvo os
Súmula TSE 12 = São inelegíveis, no município des- processos em tramitação em segredo de justiça.
membrado e ainda não instalado, o cônjuge e os paren-
tes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por Art. 5º Decorrido o prazo para contestação, se não se
adoção, do prefeito do município-mãe, ou de quem o tratar apenas de matéria de direito e a prova protestada
tenha substituído, dentro dos seis meses anteriores ao for relevante, serão designados os 4 (quatro) dias se-
pleito, salvo se já titular de mandato eletivo. guintes para inquirição das testemunhas do impugnan-
te e do impugnado, as quais comparecerão por iniciativa
Art. 2º Compete à Justiça Eleitoral conhecer e decidir das partes que as tiverem arrolado, com notificação judi-
as argüições de inelegibilidade. cial.
Parágrafo único. A argüição de inelegibilidade será feita § 1º As testemunhas do impugnante e do impugnado
perante: serão ouvidas em uma só assentada.
I - o Tribunal Superior Eleitoral, quando se tratar de § 2º Nos 5 (cinco) dias subseqüentes, o Juiz, ou o
candidato a Presidente ou Vice-Presidente da Repúbli- Relator, procederá a todas as diligências que determi-
ca; nar, de ofício ou a requerimento das partes.
II - os Tribunais Regionais Eleitorais, quando se tratar § 3º No prazo do parágrafo anterior, o Juiz, ou o Relator,
de candidato a Senador, Governador e Vice- poderá ouvir terceiros, referidos pelas partes, ou teste-
Governador de Estado e do Distrito Federal, Deputado munhas, como conhecedores dos fatos e circunstâncias
Federal, Deputado Estadual e Deputado Distrital; que possam influir na decisão da causa.
III - os Juízes Eleitorais, quando se tratar de candidato a § 4º Quando qualquer documento necessário à formação
Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. da prova se achar em poder de terceiro, o Juiz, ou o
Relator, poderá ainda, no mesmo prazo, ordenar o res-
Competência de Julgamento da Ação pectivo depósito.
TSE § 5º Se o terceiro, sem justa causa, não exibir o docu-
mento, ou não comparecer a juízo, poderá o Juiz contra
Presidente da República ele expedir mandado de prisão e instaurar processo por
crime de desobediência.
Vice-Presidente da República Art. 6º Encerrado o prazo da dilação probatória, nos
TRE termos do artigo anterior, as partes, inclusive o Ministério
Público, poderão apresentar alegações no prazo co-
Governador de Estado e do Distrito Federal mum de 5 (cinco) dias.

Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal Art. 7º Encerrado o prazo para alegações, os autos serão
conclusos ao Juiz, ou ao Relator, no dia imediato, para
sentença ou julgamento pelo Tribunal.
Deputado Federal - Deputado Estadual - Deputado
Distrital - Senador Parágrafo único. O Juiz, ou Tribunal, formará sua convic-
ção pela livre apreciação da prova, atendendo aos fatos e
Juiz Eleitoral às circunstâncias constantes dos autos, ainda que não
alegados pelas partes, mencionando, na decisão, os que
Prefeito - Vice-Prefeito - Vereador motivaram seu convencimento.
Art. 3º Caberá a qualquer candidato, a partido político,
coligação ou ao Ministério Público, no prazo de 5 (cinco)
dias, contados da publicação do pedido de registro do
candidato, impugná-lo em petição fundamentada.

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Art. 8º Nos pedidos de registro de candidatos a eleições Art. 14. No Tribunal Superior Eleitoral, os recursos sobre
municipais, o Juiz Eleitoral apresentará a sentença em registro de candidatos serão processados e julgados na
cartório 3 (três) dias após a conclusão dos autos, pas- forma prevista nos arts. 10 e 11 desta lei complementar.
sando a correr deste momento o prazo de 3 (três) dias
Art. 15. Transitada em julgado a decisão que declarar a
para a interposição de recurso para o Tribunal Regi-
inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado registro,
onal Eleitoral.
ou cancelado, se já tiver sido feito, ou declarado nulo o
§ 1º A partir da data em que for protocolizada a petição diploma, se já expedido.
de recurso, passará a correr o prazo de 3 (três) dias
Art. 16. Os prazos a que se referem o art. 3º e seguintes
para a apresentação de contra-razões.
desta lei complementar são peremptórios e contínuos e
§ 2º Apresentadas as contra-razões, serão os autos ime- correm em secretaria ou Cartório e, a partir da data do
diatamente remetidos ao Tribunal Regional Eleitoral, encerramento do prazo para registro de candidatos, não
inclusive por portador, se houver necessidade, decorren- se suspendem aos sábados, domingos e feriados.
te da exigüidade de prazo, correndo as despesas do
Art. 17. É facultado ao partido político ou coligação que
transporte por conta do recorrente, se tiver condições de
requerer o registro de candidato considerando inelegível
pagá-las.
dar-lhe substituto, mesmo que a decisão passada em
Art. 9º Se o Juiz Eleitoral não apresentar a sentença no julgado tenha sido proferida após o termo final do prazo
prazo do artigo anterior, o prazo para recurso só começa- de registro, caso em que a respectiva Comissão Executi-
rá a correr após a publicação da mesma por edital, em va do Partido fará a escolha do candidato.
cartório.
Lei n.º 9.504/1997
Parágrafo único. Ocorrendo a hipótese prevista neste
artigo, o Corregedor Regional, de ofício, apurará o motivo Art. 13. É facultado ao partido ou coligação substituir
do retardamento e proporá ao Tribunal Regional Eleitoral, candidato que for considerado inelegível, renunciar ou
se for o caso, a aplicação da penalidade cabível. falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda,
tiver seu registro indeferido ou cancelado.
Art. 10. Recebidos os autos na Secretaria do Tribunal
Regional Eleitoral, estes serão autuados e apresentados Art. 18. A declaração de inelegibilidade do candidato à
no mesmo dia ao Presidente, que, também na mesma Presidência da República, Governador de Estado e do
data, os distribuirá a um Relator e mandará abrir vistas Distrito Federal e Prefeito Municipal não atingirá o can-
ao Procurador Regional pelo prazo de 2 (dois) dias. didato a Vice-Presidente, Vice-Governador ou Vice-
Prefeito, assim como a destes não atingirá aqueles.
Parágrafo único. Findo o prazo, com ou sem parecer, os
autos serão enviados ao Relator, que os apresentará em
mesa para julgamento em 3 (três) dias, independente-
mente de publicação em pauta.
Processos Distintos
Art. 4º ao 14 = Problemas de Inelegibilidade Absoluta ou
Art. 11. Na sessão do julgamento, que poderá se realizar
Relativa (fora do programa)
em até 2 (duas) reuniões seguidas, feito o relatório, facul-
tada a palavra às partes e ouvido o Procurador Regio- Art. 19 ao 22 = Problemas de Abuso do Poder Econômi-
nal, proferirá o Relator o seu voto e serão tomados os co ou Político antes, durante ou depois da campanha
dos demais Juízes. eleitoral. Se a ação for julgada procedente após a eleição
do candidato, serão remetidas cópias de todo o processo
§ 1º Proclamado o resultado, o Tribunal se reunirá para
ao Ministério Público para a ação de Impugnação de
lavratura do acórdão, no qual serão indicados o direito,
Mandato Eletivo.
os fatos e as circunstâncias com base nos fundamentos
do Relator ou do voto vencedor. Art. 19. As transgressões pertinentes à origem de valores
§ 2º Terminada a sessão, far-se-á a leitura e a publicação pecuniários, abuso do poder econômico ou político, em
do acórdão, passando a correr dessa data o prazo de 3 detrimento da liberdade de voto, serão apuradas medi-
(três) dias, para a interposição de recurso para o ante investigações jurisdicionais realizadas pelo
Tribunal Superior Eleitoral, em petição fundamentada. Corregedor-Geral e Corregedores Regionais Eleito-
rais.
Art. 12. Havendo recurso para o Tribunal Superior Eleito-
ral, a partir da data em que for protocolizada a petição Parágrafo único. A apuração e a punição das transgres-
passará a correr o prazo de 3 (três) dias para a apre- sões mencionadas no caput deste artigo terão o objetivo
sentação de contra-razões, notificado por telegrama o de proteger a normalidade e legitimidade das eleições
recorrido. contra a influência do poder econômico ou do abuso do
exercício de função, cargo ou emprego na administração
Parágrafo único. Apresentadas as contra-razões, serão direta, indireta e fundacional da União, dos Estados, do
os autos imediatamente remetidos ao Tribunal Superior Distrito Federal e dos Municípios.
Eleitoral.
Art. 20. O candidato, partido político ou coligação são
Art. 13. Tratando-se de registro a ser julgado originari- parte legítima para denunciar os culpados e promover-
amente por Tribunal Regional Eleitoral, observado o lhes a responsabilidade; a nenhum servidor público, in-
disposto no art. 6º desta lei complementar, o pedido de clusive de autarquias, de entidade paraestatal e de soci-
registro, com ou sem impugnação, será julgado em 3 edade de economia mista será lícito negar ou retardar
(três) dias, independentemente de publicação em pauta. ato de ofício tendente a esse fim, sob pena de crime
Parágrafo único. Proceder-se-á ao julgamento na forma funcional.
estabelecida no art. 11 desta lei complementar e, haven-
do recurso para o Tribunal Superior Eleitoral, observar-
se-á o disposto no artigo anterior.

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Art. 21. As transgressões a que se refere o art. 19 desta IX - se o terceiro, sem justa causa, não exibir o docu-
lei complementar serão apuradas mediante procedi- mento, ou não comparecer a juízo, o Juiz poderá expe-
mento sumaríssimo de investigação judicial, realizada dir contra ele mandado de prisão e instaurar processo s
pelo Corregedor-Geral e Corregedores Regionais Eleito- por crime de desobediência;
rais, nos termos das Leis n.ºs 1.579, de 18 de março de
X - encerrado o prazo da dilação probatória, as partes,
1952, 4.410, de 24 de setembro de 1964, com as modifi-
inclusive o Ministério Público, poderão apresentar ale-
cações desta lei complementar.
gações no prazo comum de 2 (dois) dias;
Art. 22. Qualquer partido político, coligação, candida-
XI - terminado o prazo para alegações, os autos serão
to ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à
conclusos ao Corregedor, no dia imediato, para apre-
Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou
sentação de relatório conclusivo sobre o que houver
Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e
sido apurado;
circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial
para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder XII - o relatório do Corregedor, que será assentado em
econômico ou do poder de autoridade, ou utilização inde- 3 (três) dias, e os autos da representação serão enca-
vida de veículos ou meios de comunicação social, em minhados ao Tribunal competente, no dia imediato,
benefício de candidato ou de partido político, obedecido o com pedido de inclusão incontinenti do feito em pauta,
seguinte rito: para julgamento na primeira sessão subseqüente;
I - o Corregedor, que terá as mesmas atribuições do XIII - no Tribunal, o Procurador-Geral ou Regional Elei-
Relator em processos judiciais, ao despachar a inicial, toral terá vista dos autos por 48 (quarenta e oito) ho-
adotará as seguintes providências: ras, para se pronunciar sobre as imputações e conclu-
sões do Relatório;
a) ordenará que se notifique o representado do con-
teúdo da petição, entregando-se-lhe a segunda via a- XIV - julgada procedente a representação, o Tribunal
presentada pelo representante com as cópias dos do- declarará a inelegibilidade do representado e de quan-
cumentos, a fim de que, no prazo de 5 (cinco) dias, tos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-
ofereça ampla defesa, juntada de documentos e rol lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se
de testemunhas, se cabível; realizarem nos 3 (três) anos subseqüentes à eleição
em que se verificou, além da cassação do registro do
b) determinará que se suspenda o ato que deu mo-
candidato diretamente beneficiado pela interferência do
tivo à representação, quando for relevante o funda-
poder econômico e pelo desvio ou abuso do poder de
mento e do ato impugnado puder resultar a ineficiên-
autoridade, determinando a remessa dos autos ao Mi-
cia da medida, caso seja julgada procedente;
nistério Público Eleitoral, para instauração de processo
c) indeferirá desde logo a inicial, quando não for ca- disciplinar, se for o caso, e processo-crime, ordenando
so de representação ou lhe faltar algum requisito des- quaisquer outras providências que a espécie comportar;
ta lei complementar;
II - no caso do Corregedor indeferir a reclamação ou Súmula do TSE 19 = O prazo de inelegibilidade de três
representação, ou retardar-lhe a solução, poderá o inte- anos, por abuso de poder econômico ou político, é con-
ressado renová-la perante o Tribunal, que resolverá tado a partir da data da eleição em que se verificou. (Art.
dentro de 24 (vinte e quatro) horas; 22 XIV da LC n.º 64 de 18/05/1990).

III - o interessado, quando for atendido ou ocorrer de- XV - se a representação for julgada procedente após a
mora, poderá levar o fato ao conhecimento do Tribunal eleição do candidato serão remetidas cópias de todo o
Superior Eleitoral, a fim de que sejam tomadas as pro- processo ao Ministério Público Eleitoral, para os fins
vidências necessárias; previstos no art. 14, §§ 10 e 11 da Constituição Federal,
IV - feita a notificação, a Secretaria do Tribunal juntará e art. 262, inciso IV, do Código Eleitoral.
aos autos cópia autêntica do ofício endereçado ao re-
CF/1988 = Artigo 14
presentado, bem como a prova da entrega ou da sua
recusa em aceitá-la ou dar recibo; § 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a
Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da
V - findo o prazo da notificação, com ou sem defesa,
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do
abrir-se-á prazo de 5 (cinco) dias para inquirição, em
poder econômico, corrupção ou fraude.
uma só assentada, de testemunhas arroladas pelo re-
presentante e pelo representado, até o máximo de 6 § 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em
(seis) para cada um, as quais comparecerão indepen- segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei,
dentemente de intimação; se temerária ou de manifesta má-fé.
VI - nos 3 (três) dias subseqüentes, o Corregedor pro- Parágrafo único. O recurso contra a diplomação, inter-
cederá a todas as diligências que determinar, ex officio posto pelo representante, não impede a atuação do Mi-
ou a requerimento das partes; nistério Público no mesmo sentido.
VII - no prazo da alínea anterior, o Corregedor poderá Art. 23. O Tribunal formará sua convicção pela livre a-
ouvir terceiros, referidos pelas partes, ou testemunhas, preciação dos fatos públicos e notórios, dos indícios e
como conhecedores dos fatos e circunstâncias que presunções e prova produzida, atentando para circuns-
possam influir na decisão do feito; tâncias ou fatos, ainda que não indicados ou alegados
VIII - quando qualquer documento necessário à forma- pelas partes, mas que preservem o interesse público de
ção da prova se achar em poder de terceiro, inclusive lisura eleitoral.
estabelecimento de crédito, oficial ou privado, o Corre-
gedor poderá, ainda, no mesmo prazo, ordenar o res-
pectivo depósito ou requisitar cópias;

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Art. 24. Nas eleições municipais, o Juiz Eleitoral será Art. 26. Os prazos de desincompatibilização previstos
competente para conhecer e processar a representação nesta lei complementar que já estiverem ultrapassados
prevista nesta lei complementar, exercendo todas as na data de sua vigência considerar-se-ão atendidos des-
funções atribuídas ao Corregedor-Geral ou Regional, de que a desincompatibilização ocorra até 2 (dois) dias
constantes dos incisos I a XV do art. 22 desta lei com- após a publicação desta lei complementar.
plementar, cabendo ao representante do Ministério Públi-
Art. 27. Esta lei complementar entra em vigor na data de
co Eleitoral em função da Zona Eleitoral as atribuições
sua publicação.
deferidas ao Procurador-Geral e Regional Eleitoral, ob-
servadas as normas do procedimento previstas nesta lei Art. 28. Revogam-se a Lei Complementar n.º 5 de 29 de
complementar. abril de 1970 e as demais disposições em contrário.

RESUMEX = Processo por abuso de Poder Econômico


ou Político na Campanha

Competência de Investigação
Transporte Gratuito
Competências do TSE = Corregedor-Geral Lei n.º 6.091 de 15 de agosto de 1974
Competências do TRE = Corregedores-Regionais Dispõe sobre o fornecimento gratuito de trans-
Competências do Juiz Eleitoral = o próprio Juiz porte, em dias de eleição, a eleitores residen-
tes nas zonas rurais e dá outras providências.
Autor da Impugnação (Legitimidade Ativa)
Candidato
Art. 1º Os veículos e embarcações, devidamente abaste-
Partido Político cidos e tripulados, pertencentes à União, Estados, Terri-
tórios e Municípios e suas respectivas autarquias e soci-
Coligação edades de economia mista, excluídos os de uso militar,
ficarão à disposição da Justiça Eleitoral para o transporte
Ministério Público gratuito de eleitores em zonas rurais, em dias de eleição.
Requisitos da Ação = Identificar os meios de prova à
§ 1º Excetuam-se do disposto neste artigo os veículos e
produzir e, no caso de testemunhas, arrolar no máximo 6
embarcações em número justificadamente indispensável
pessoas.
ao funcionamento de serviço público insusceptível de
Contestação (defesa do réu) = O candidato será notifi- interrupção.
cado e terá o prazo de 5 (cinco) dias para apresentar
§ 2º Até quinze dias antes das eleições, a Justiça Eleito-
contestação.
ral requisitará dos órgãos da administração direta ou
Produção de Provas = Passado os 5 (cinco) dias da indireta da União, dos Estados, Territórios, Distrito Fede-
contestação, começam a correr os 5 (cinco) dias de pra- ral e Municípios os funcionários e as instalações de que
zo para a produção de provas testemunhais (de ambas necessitar para possibilitar a execução dos serviços de
as partes). Serão todas ouvidas em uma só data, em transporte e alimentação de eleitores previstos nesta Lei.
uma só ocasião.
Art. 2º Se a utilização de veículos pertencentes às enti-
Diligências = Passado os 5 (cinco) dias da oitiva de dades previstas no art. 1º não for suficiente para atender
testemunhas, começam os 3 (três) dias de prazo para ao disposto nesta Lei, a Justiça Eleitoral requisitará veí-
que o corregedor ou juiz eleitoral fazerem diligências. culos e embarcações a particulares, de preferência de
aluguel.
Alegações Finais = Passado os 3 (três) dias das diligên-
cias, começa a correr o prazo comum de 2 (dois) dias Parágrafo único. Os serviços requisitados serão pagos,
para as alegações finais das partes. até trinta dias depois do pleito, a preços que corres-
pondam aos critérios da localidade. A despesa correrá
Relatório Final = Encerrado o prazo de 2 (dois) dias das
por conta do Fundo Partidário.
alegações finais, os autos serão conclusos no dia imedia-
to ao Corregedor (ou Juiz Eleitoral no caso de eleições Lei n.º 9.096/1995 = O artigo 44 define as hipóteses de
municipais), para apresentação de relatório conclusivo aplicação dos recursos do Fundo Partidário, sem alusão
sobre o que houver sido apurado. O relatório do Corre- ao custeio de refeição a eleitores da zona rural.
gedor que será assentado (feito) em 3 (três) dias e os
autos da representação serão encaminhados ao Tribunal Resolução do TSE n.º 22.008/2005 = O disposto neste
competente, no dia imediato para julgamento na primeira artigo estaria, por essa razão, revogado tacitamente.
sessão subseqüente.
Art. 3º Até cinqüenta dias antes da data do pleito, os
Art. 25. Constitui crime eleitoral a argüição de inelegibi- responsáveis por todas as repartições, órgãos e unidades
lidade, ou a impugnação de registro de candidato feito do serviço público federal, estadual e municipal oficiarão
por interferência do poder econômico, desvio ou abuso à Justiça Eleitoral, informando o número, a espécie e
do poder de autoridade, deduzida de forma temerária ou lotação dos veículos e embarcações de sua propriedade,
de manifesta má-fé: e justificando, se for o caso, a ocorrência da exceção
prevista no § 1º do art. 1º desta Lei.
Pena: detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e
multa de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) vezes o valor do
Bônus do Tesouro Nacional (BTN) e, no caso de sua
extinção, de título público que o substitua.

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§ 1º Os veículos e embarcações à disposição da Justiça Resolução do TSE n.º 21.920/2004 = Art. 1º § único.
Eleitoral deverão, mediante comunicação expressa de Não estará sujeita a sanção a pessoa portadora de defi-
seus proprietários, estar em condições de ser utilizados, ciência que torne impossível ou demasiadamente onero-
pelo menos, vinte e quatro horas antes das eleições e so o cumprimento das obrigações eleitorais, relativas ao
circularão exibindo, de modo bem visível, dístico em alistamento e ao exercício do voto.
letras garrafais, com a frase: "A serviço da Justiça
Eleitoral". Resolução do TSE n.º 21.538/2003 = Art. 85. “A base
§ 2º A Justiça Eleitoral, à vista das informações recebi- de cálculo para aplicação das multas previstas pelo Có-
das, planejará a execução do serviço de transporte de digo Eleitoral e leis conexas, bem como das de que trata
esta resolução, será o último valor fixado para a Ufir,
eleitores e requisitará aos responsáveis pelas reparti-
ções, órgãos ou unidades, até trinta dias antes do pleito, multiplicado pelo fator 33,02, até que seja aprovado novo
os veículos e embarcações necessários. índice, em conformidade com as regras de atualização
dos débitos para com a União”. O art. 80. § 4º da Reso-
Art. 4º Quinze dias antes do pleito, a Justiça Eleitoral lução citada estabelece o percentual mínimo de 3% e o
divulgará, pelo órgão competente, o quadro geral de máximo de 10% desse valor para arbitramento da multa
percursos e horários programados para o transporte de pelo não-exercício do voto. A Unidade Fiscal de Referên-
eleitores, dele fornecendo cópias aos partidos políticos. cia (Ufir), instituída pela Lei n.º 8.383/91, foi extinta pela
§ 1º O transporte de eleitores somente será feito dentro MP n.º 1.973-67/2000, tendo sido sua última reedição
dos limites territoriais do respectivo Município e quando (MP n.º 2.176-79/2001) convertida na Lei n.º
das zonas rurais para as Mesas Receptoras distar pelo 10.522/2002, e seu último valor é R$ 1,0641.
menos dois quilômetros. Art. 8º Somente a Justiça Eleitoral poderá, quando im-
§ 2º Os partidos políticos, os candidatos, ou eleitores em prescindível, em face da absoluta carência de recursos
número de vinte, pelo menos, poderão oferecer reclama- de eleitores da zona rural, fornecer-lhes refeições, cor-
ções em três dias contados da divulgação do quadro. rendo, nesta hipótese, as despesas por conta do Fundo
Partidário.
§ 3º As reclamações serão apreciadas nos três dias
subseqüentes, delas cabendo recurso sem efeito sus- Lei n.º 9.096/1995 = O artigo 44 define as hipóteses de
pensivo. aplicação dos recursos do Fundo Partidário, sem alusão
§ 4º Decididas as reclamações, a Justiça Eleitoral divul- ao custeio de refeição a eleitores da zona rural.
gará, pelos meios disponíveis, o quadro definitivo. Resolução do TSE n.º 22.008/2005 = O disposto neste
Art. 5º Nenhum veículo ou embarcação poderá fazer artigo estaria, por essa razão, revogado tacitamente.
transporte de eleitores desde o dia anterior até o posteri- Art. 9º É facultado aos partidos exercer fiscalização nos
or à eleição, salvo: locais onde houver transporte e fornecimento de refei-
Acórdão do TSE n.ºs 48/2002 e 21.641/2005 ções a eleitores.

"Para a configuração do crime previsto no art. 11, III, da Art. 10. É vedado aos candidatos ou órgãos partidários,
Lei n.º 6.091/1974, há a necessidade de o transporte ser ou a qualquer pessoa, o fornecimento de transporte ou
praticado com o fim explícito de aliciar eleitores". refeições aos eleitores da zona urbana.
Art. 11. Constitui crime eleitoral:
I - a serviço da Justiça Eleitoral;
I - descumprir, o responsável por órgão, repartição ou
II - coletivos de linhas regulares e não fretados; unidade do serviço público, o dever imposto no art. 3º,
III - de uso individual do proprietário, para o exercício ou prestar informação inexata que vise a elidir, total ou
do próprio voto e dos membros da sua família; parcialmente, a contribuição de que ele trata:
IV - o serviço normal, sem finalidade eleitoral, de veícu- Pena - detenção de quinze dias a seis meses e paga-
los de aluguel não atingidos pela requisição de que tra- mento de 60 a 100 dias-multa;
ta o art. 2º. II - desatender à requisição de que trata o art. 2º:
Art. 6º A indisponibilidade ou as deficiências do transpor- Pena - pagamento de 200 a 300 dias-multa, além da
te de que trata esta Lei não eximem o eleitor do dever de apreensão do veículo para o fim previsto;
votar.
III - descumprir a proibição dos artigos 5º, 8º e 10:
Parágrafo único. Verificada a inexistência ou deficiência
de embarcações e veículos, poderão os órgãos partidá- Pena - reclusão de quatro a seis anos e pagamento de
rios ou os candidatos indicar à Justiça Eleitoral onde há 200 a 300 dias-multa (art. 302 do Código Eleitoral);
disponibilidade para que seja feita a competente requisi-
ção. Acórdão do TSE n.ºs 48/2002 e 21.641/2005 = "Para a
configuração do crime previsto no art. 11, III, da Lei n.º
Art. 7º O eleitor que deixar de votar e não se justificar 6.091/1974, há a necessidade de o transporte ser prati-
perante o Juiz Eleitoral até sessenta dias após a realiza- cado com o fim explícito de aliciar eleitores".
ção da eleição incorrerá na multa de três a dez por cento
sobre o salário mínimo da região, imposta pelo Juiz Elei- Acórdão do TSE n.º 402/2002 = O tipo deste inciso é
toral e cobrada na forma prevista no art. 367, da Lei n.º misto alternativo, bastando a violação de qualquer uma
4.737, de 15 de julho de 1965. das proibições legais a que remete.

Sobre a MULTA = CF/1988 - Art. 7º IV - Vedação da


vinculação do salário mínimo para qualquer fim.

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IV - obstar, por qualquer forma, a prestação dos servi- § 1º Para compor a Comissão, cada partido indicará três
ços previstos nos arts. 4º e 8º desta Lei, atribuídos à pessoas que não disputem cargo eletivo.
Justiça Eleitoral:
§ 2º É facultado a candidato, em Município de sua notória
Pena - reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos; influência política, indicar ao Diretório do seu partido
pessoa de sua confiança para integrar a Comissão.
V - utilizar em campanha eleitoral, no decurso dos 90
(noventa) dias que antecedem o pleito, veículos e em- Art. 15. Os Diretórios Regionais, até quarenta dias an-
barcações pertencentes à União, Estados, Territórios, tes do pleito, farão as indicações de que trata o artigo 14
Municípios e respectivas autarquias e sociedades de desta Lei.
economia mista:
Art. 16. O eleitor que deixar de votar por se encontrar
Pena - cancelamento do registro do candidato ou de ausente de seu domicílio eleitoral deverá justificar a
seu diploma, se já houver sido proclamado eleito. falta, no prazo de 60 (sessenta) dias, por meio de re-
querimento dirigido ao Juiz Eleitoral de sua Zona de ins-
Parágrafo único. O responsável, pela guarda do veículo
crição, que mandará anotar o fato na respectiva folha
ou da embarcação, será punido com a pena de detenção,
individual de votação.
de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, e pagamento de 60
(sessenta) a 100 (cem) dias-multa. Lei n.º 6.996/1982 = Artigo 12 - Substituição da folha
Art. 12. A propaganda eleitoral, no rádio e na televisão, individual de votação por listas de eleitores emitidas por
circunscrever-se-á, única e exclusivamente, ao horário computador no processamento eletrônico de dados.
gratuito disciplinado pela Justiça Eleitoral, com a expres-
§ 1º O requerimento, em duas vias, será levado em so-
sa proibição de qualquer propaganda paga.
brecarta aberta à agência postal, que, depois de dar
Lei n.º 9.504/1997 = Artigos 36 § 2º e 44 andamento à 1ª via, aplicará carimbo de recepção na 2ª,
devolvendo-a ao interessado, valendo esta como prova
Parágrafo único. Será permitida apenas a divulgação para todos os efeitos legais.
paga, pela imprensa escrita, do curriculum vitae do can-
§ 2º Estando no Exterior no dia em que se realizarem
didato e do número do seu registro na Justiça Eleitoral,
eleições, o eleitor terá o prazo de 30 (trinta) dias, a con-
bem como do partido a que pertence.
tar de sua volta ao País, para a justificação.
Lei n.º 9.504/1997 = Art. 43 e § único: limitação apenas Arts. 17 a 25. (Revogados pela Lei n.º 7.493/1986)
do tamanho do espaço utilizado no jornal, revista ou
tablóide Art. 26. O Poder Executivo é autorizado a abrir o crédito
especial de Cr$ 20.000.000,00 (vinte milhões de cruzei-
Art. 13. São vedados e considerados nulos de pleno ros) destinado ao Fundo Partidário, para atender às des-
direito, não gerando obrigação de espécie alguma para a pesas decorrentes da aplicação desta Lei na eleição de
pessoa jurídica interessada, nem qualquer direito para o 15 de novembro de 1974.
beneficiário, os atos que, no período compreendido entre
Parágrafo único. A abertura do crédito autorizado neste
os noventa dias anteriores à data das eleições parlamen-
artigo será compensada mediante a anulação de dota-
tares e o término, respectivamente, do mandato do Go-
ções constantes no Orçamento para o corrente exercício,
vernador do Estado importem em nomear, contratar,
de que trata a Lei n.º 5.964, de 10 de novembro de 1973.
designar, readaptar ou proceder a quaisquer outras for-
mas de provimento de funcionário ou servidor na admi- Art. 27. Sem prejuízo do disposto no inciso XVII do artigo
nistração direta e nas autarquias, empresas públicas e 30 do Código Eleitoral (Lei n.º 4.737, de 15 de julho de
sociedades de economia mista dos Estados e Municípios, 1965), o Tribunal Superior Eleitoral expedirá, dentro de
salvo os cargos em comissão, e da Magistratura, do 15 dias da data da publicação desta Lei, as instruções
Ministério Público e, com aprovação do respectivo órgão necessárias à sua execução.
legislativo, dos Tribunais de Contas e os aprovados em
concursos públicos homologados até a data da publica- Resolução do TSE n.º 9.641/1974 = Instruções sobre o
ção desta Lei. fornecimento gratuito de transporte e alimentação, em
dias de eleição, a eleitores residentes nas zonas rurais.
Resolução do TSE n.º 20.005/1997 = Movimentação de
servidores nos períodos pré e pós-eleitoral. Matéria que Art. 28. Esta Lei entra em vigor na data de sua publica-
se encontra disciplinada na Lei n.º 9.504/1997 artigo 73 ção, revogadas as disposições em contrário.
inciso V, alineas “a” e “e”.
§ 1º Excetuam-se do disposto no artigo:
I - nomeação ou contratação necessárias à instalação
inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e
expressa autorização do Governador ou Prefeito; "Em tudo somos atribulados, mas não angusti-
ados; perplexos, mas não desanimados. Per-
II - nomeação ou contratação de técnico indispensável
ao funcionamento do serviço público essencial. seguidos, mas não desamparados; abatidos,
mas não destruídos;" (II Coríntios 4:8/9)
§ 2º O ato com a devida fundamentação será publicado
no respectivo órgão oficial.
Art. 14. A Justiça Eleitoral instalará trinta dias antes do
pleito, na sede de cada Município, Comissão Especial de
Transporte e Alimentação, composta de pessoas indica- The End
das pelos Diretórios dos partidos políticos nacionais com
a finalidade de colaborar na execução desta Lei.

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