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RESENHA CRÍTICA E DESCRITÍVA SOBRE O PROGRAMA DE MEDIDA SÓCIO

EDUCATIVA
ESCRITA POR: Valeria Nunes Elbert

Esta resenha se trata de uma resenha crítica referente à pesquisa realizada


no site vice.com, Revista Fórum, Revista isto é e Secretaria de segurança publica de
São Paulo sobre Alunos e Professores do sistema “MEDIDA SÓCIA EDUCATIVA”.
Por se tratar de uma resenha de algo escrito a partir da junção de várias referências
esta resenha não apresenta divisão.
Neste trabalho um pedagogo inicia falando sobre a importância e gratidão por
ser trabalhar em um local onde se torna possível recuperar jovens por meio da
educação e cultura. Junto da sua fala ele coloca uma fala de Paulo Freire “Quando a
educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. É interessante o
link que o autor faz com a frase de Paulo Freire, uma vez que ele demonstra que por
meio da educação e da cultura é possível libertar e que a educação deve ser sim
libertadora e nunca opressora, uma vez que é interessante pensar o quanto esses
jovens já são oprimidos pelas suas próprias culpas, pela sociedade e pelo sistema
judiciário e prisional.
O trabalho se segue com depoimento de internos do sistema prisional que
fazem parte do programa de medida sócio educativa. Nesses depoimentos foi
possível encontrar a tristeza e o arrependimento dos internos em não ter buscado a
educação no tempo correto. Alguns deles, na verdade a sua maioria relatam que
sofreram agressão da família, foram explorados, não tiveram incentivo ao estudo e
acabaram no mundo das drogas, seja como traficante ou usuário. Em seguida o
trabalho traz o depoimento de um interno do presídio Sorocaba III. Neste
depoimento o detento diz que largou os estudos e só teve acesso e incentivo
novamente a ele dentro do presídio, onde estudou e fez o ENEM mesmo sem
acreditar que conseguiria algo. Na minha opinião é interessante observar a vontade
dos detentos em mudar de vida, como foi citado muitos deles foram explorados pela
família e nunca receberam incentivo. Receber incentivo para eles dentro dos
presídios funciona, ao meu ver, como uma luz no fim do túnel, trazendo uma
esperança de educação que não existia mais nessas pessoas.
Seguimos com o depoimento de dois educadores ensino EAD para apenados,
os professores Antônio e Juliana. Assim como o primeiro pedagogo eles trazem a
gratidão em seu discurso, pela oportunidade de trabalhar e educar esses detentos.
Eles dizem que trabalhar nesse programa é uma escolha, que poderiam estar em
qualquer lugar, mas é gratificante recuperar a esperança de pessoas que nem
sequer imaginavam que um dia poderiam estudar novamente, ou pela primeira vez,
depois de terem passado por tantas dificuldades e depois de terem feito tantas
escolhas erradas. Eles citam que o professor funciona como um motor, que dá
forças, recupera esperanças e cria o senso crítico.
Podemos observar o link entre os depoimentos do detento e dos educadores,
onde é nítido o quanto a presença e a vontade do educador é importante para esses
meninos. Na minha opinião isso é o mais bonito na profissão de professor, onde
você deixa de ser apenas um transmissor de ideias e conteúdo e passa a ser um
educador efetivo, que constrói senso crítico e ensina valores que vão muito além do
que está presente nos livros didáticos.
O trabalho se segue com o depoimento de outro educador. Anderson trás
outra problemática. Ele cita trabalhar com alunos do 9º ano do ensino fundamental e
3ºano do ensino médio que não sabe nem ao menos escrever o próprio nome. Como
um aluno chega até essas séries sem aprender o essencial? Entra ai a problemática
da aprovação automática no ensino fundamental. O trabalho trás a fala do Professor
da USP, Ocimar Alavarsi, que já foi coordenador pedagógico da rede municipal de
São Paulo, de 1995 a 2008, que acredita que a "reprovação no ensino fundamental
devia ser zero". A ideia de Anderson corrobora com a minha percepção, como
aprovar uma criança se ela não aprendeu ao menos o básico. O certo não é
incentivar o aluno a prosseguir a qualquer custo, mesmo sem o aprendizado, e sim
ensinar até que ele aprenda.
O trabalho segue para outra temática crítica, que é a redução da maioridade
penal que coloca em risco o programa de medida sócio educativa, a fala de
promotor Paulo Affonso Garrido de Paula, apresentada no trabalho trás em síntese o
seguinte: “A internação tem finalidade educativa e curativa. É educativa quando o
estabelecimento escolhido reúne condições de conferir ao infrator instrumentos
adequados para enfrentar os desafios do convívio social”. Podemos observar de
acordo com a sua fala que a internação é benéfica a esses jovens menores de
idade, por trazerem a esperança de sair daquele local com educação e a
oportunidade de uma nova vida. Esse deve ser o nosso papel como educadores,
propiciar a esses jovens o ensino. No entanto, existem vários outros problemas que
rondam situações como essa, como a falta de estrutura e de organização dentro
dessas instituições, uma vez, que em muitos casos os jovens podem acabar saindo
desses locais piores do que entraram. Acredito que é diante disso que muitos
concordam com a redução da maioridade penal. Porém nós que somos educadores
e temos a oportunidade de mudar um pouco dessa realidade não podemos
abandonar esses jovens, uma vez que talvez sejamos a única esperança. O trabalho
trás também que mesmo que esses jovens vivem em espaço adequado a eles é
incontestável o fato de que a privação da liberdade de um adolescente cause nesse
jovem a sensação de reprimenda por seus atos. É ai que se encaixa novamente e
de modo perfeito a citação de Paulo Freire, que a educação deve ser libertadora.
O trabalho finaliza explicitando como esses jovens são agrupados nos centros
de internação, onde a ideia é que sejam divididos em classe de acordo com as
séries que cursavam na escola regular, e quando isso não é possível geralmente
são agrupadas duas séries próximas. O agrupamento de duas séries é um problema
para o educador e para o aluno, por dificultar o aprendizado. No entanto, de
qualquer forma a educação dentro dessas instituições trazem a esses internos a
oportunidade. Finalizando o trabalho temos a frase de um dos pedagogos: “Mesmo
que esse menino volte para o universo do crime, ele não pode olhar para trás e dizer
que aqui ele não teve a chance de repensar as próprias atitudes”. Na minha opinião
essa deve ser a visão do educador em qualquer que seja a instituição do ensino, o
educador deve educar, ensinar, transmitir os assuntos independente do que os
alunos irão fazer com as ideias transmitidas, a esperança é que elas sejam
utilizadas da melhor forma, porém se não forem ao menos o educador fez o que
pode e teve a oportunidade de levar a esses jovens e crianças o que há de mais
importante, que é a educação.
Falar e estudar sobre esse assunto é algo muito interessante e recomendo a
todos os educadores, para que todos nós possamos sair um pouco do normal que
encontramos no ensino regular e que possam pensar em ser mais educadores do
que só apenas professores.
Esta resenha foi escrita por Valeria Nunes Elbert aluna do curso de
licenciatura em Física do CEFET, unidade Petrópolis-RJ.