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JULIO YCAZA TIGERINO

LA CULTURA
HISPANICA
Y LA
CRISIS D E
OCCIDENTE

CULTURA
Y
COMUNICACION
19
COLECCION «CULTURA Y COMUNICACION»

L A C U L T U R A H I S P A N I C A Y
L A C R I S I S D E O C C I D E N T E

MINISTERIO DE CULTURA
SECRETARIA GENERAL TECNICA
© Autor: Julio Ycaza Tigerino

Edita: Secretarla General T é c n i c a


Gabinete de Estudios y C o o r d i n a c i ó n
Servicio de Estudios y Documentación
e n c o l a b o r a c i ó n c o n la J u n t a Coordinadora
de Actividades y establecimientos culturales
Del autor y su obra

— Ha t e n i d o una activa participación en la vida política de


N i c a r a g u a , sin olvidar su f u n d a m e n t a l v o c a c i ó n de escri-
tor.

— Es D o c t o r en D e r e c h o , Secretario P e r p e t u o de la A c a d e -
mia Nicaragüense de la L e n g u a , I n d i v i d u o C o r r e s p o n -
diente de la Real A c a d e m i a Española y de la A c a d e m i a
N o r t e a m e r i c a n a de la L e n g u a Española, m i e m b r o del
I n s t i t u t o Internacional de S o c i o l o g í a , de la A s o c i a c i ó n
L a t i n o a m e r i c a n a de S o c i o l o g í a , de la S o c i e d a d de Estu-
dios Internacionales de M a d r i d , e t c .

— Ha p u b l i c a d o las siguientes obras: « S o c i o l o g í a de la


Política H i s p a n o a m e r i c a n a » . Ediciones Cultura Hispáni-
ca. M a d r i d 1950. ( S e g u n d a e d i c i ó n del I n s t i t u t o de Estu-
dios Políticos en 1962). «Originalidad de Hispano-
américa» (Ediciones Cultura Hispánica. M a d r i d 1952).
«Encuesta sobre el C o n s e r v a t i s m o » ( M a t a g a l p a , Nicara-
gua 1955). «Hacia una S o c i o l o g í a H i s p a n o a m e r i c a n a »
(Ediciones Cultura Hispánica. M a d r i d 1958). «La poesía
y los poetas de N i c a r a g u a » (Premio Nacional R u b é n D a -
río 1957, Ediciones L e n g u a , M a n a g u a 1958). « P o e m a s
del C a m p o y de la M u e r t e » (Ediciones A g o r a , M a d r i d
1959). «Hacia la R e f o r m a A g r a r i a en Nicaragua» ( M a n a -
g u a 1959). «Tierra de Promisión» (Poemas. Ediciones
del Ministerio de E d u c a c i ó n Pública. M a n a g u a 1960).
«Los N o c t u r n o s de R u b é n Darío y o t r o s ensayos» (Edi-
ciones Cultura H i s p á n i c a . M a d r i d 1964). «Estudio de la
poética de R u b é n Darío» (en c o l a b o r a c i ó n c o n Eduardo
Z e p e d a - H e n r í q u e z . Editado por la C o m i s i ó n del C e n t e -
nario del N a c i m i e n t o de R u b é n Darío, 1967). «Perfil polí-
t i c o y cultural de H i s p a n o a m é r i c a » (Ediciones Cultura
Hispánica - M a d r i d 1971). Discursos Paralamentarios
(Editorial T r a d i c i ó n - M é x i c o 1975). Discursos A c a d é m i -
cos (Ediciones de la A c a d e m i a Nicaragüense de la
L e n g u a , M a n a g u a 1978).

La p r e s e n t e o b r a o b t u v o u n o d e los « a c c é s i t » » e n el C o n c u r s o «Premio
C u l t u r a H i s p á n i c a 1 9 8 0 » , c o n v o c a d o p o r el M i n i s t e r i o d e C u l t u r a .
INDICE

BREVE P R O L O G O 9

CAPITULO I

La Cultura de O c c i d e n t e y la C o m u n i d a d Hispá-
nica de Naciones 13

C A P I T U L O II

Origen y r u p t u r a de la C o m u n i d a d Hispánica . . . 43

C A P I T U L O III

La reacción en el m u n d o h i s p á n i c o ante la crisis


de o c c i d e n t e 79

C A P I T U L O IV

El m u n d o hispánico y los Estados U n i d o s de


América 147
«|Qué bello sería que el Istmo de Panamá fuese para no-
sotros lo que el de Corinto para los griegos! (Ojalá que al-
gún día tengamos la fortuna de instalar allí un augusto
Congreso de los representantes de las repúblicas, reinos
e imperios, a tratar y discutir sobre los altos intereses de
la paz y de la guerra con las naciones de las otras tres
partes del mundo!».
Bolívar
«Una concepción histórica que pretenda extenderse a
todas las cosas humanas tiene que incluir necesariamen-
te el futuro. Cuando se renuncia al futuro la imagen his-
tórica del pasado se convierte en definitiva y acabada y,
por tanto, en falsa. No puede haber conciencia filosófica
de la historia sin conciencia del futuro».
Karl Jaspers
BREVE PROLOGO

La C o m u n i d a d Hispánica de Naciones c o m o exigencia


y d e s t i n o históricos, ha sido el t e m a alrededor del c u a l , ex-
plícita o i m p l í c i t a m e n t e , h a n girado mis ideas y reflexiones
en diversas o b r a s , desde «Sociología de la política hispa-
noamericana», p u b l i c a d a en 1950.

«Originalidad de Hispanoamérica» (1952), «Hacia una


Sociología Hispanoamericana» (1958), «Los Nocturnos de
Rubén Darío y otros ensayos» (1964), «Perfil político y cul-
tural de Hispanoamérica» (1971) son otras t a n t a s obras en
q u e he a b o r d a d o a s p e c t o s diversos de la p r o b l e m á t i c a polí-
tica y social de n u e s t r o s p u e b l o s , c o n c e b i d o s en u n i d a d de
C u l t u r a y p r o y e c t a d a esa u n i d a d c u l t u r a l hacia el Porvenir
de un M u n d o c o n f l i c t i v o , de una H u m a n i d a d llena de a n -
gustiosos interrogantes.
En el presente v o l u m e n he q u e r i d o e n f o c a r c u a t r o p u n -
t o s q u e e n c u e n t r o f u n d a m e n t a l m e n t e necesario e x p o n e r y
dilucidar de previo para un p l a n t e a m i e n t o c o r r e c t o de las
posibilidades reales de la C o m u n i d a d de nuestros p u e b l o s
hispánicos en f u n c i ó n de la Historia Universal.

Esta f u n c i ó n histórica está ligada i n d e f e c t i b l e m e n t e a la


crisis de la Civilización O c c i d e n t a l y del M u n d o M o d e r n o
creado por ella. Es preciso e n t e n d e r l o así y de ahí el t í t u l o de
este libro en el q u e la palabra C U L T U R A está t o m a d a en el
s e n t i d o q u e tiene en la c o n c e p c i ó n spengleriana y t o y n b e a -
na de las sociedades o c o m u n i d a d e s de p u e b l o s c o m o u n i -
d a d e s de inteligibilidad h i s t ó r i c a .
En el primer c a p í t u l o se parte de estos c o n c e p t o s para

- 9 -
e x p o n e r las relaciones de nuestra sociedad de p u e b l o s his-
pánicos c o n la Cultura de O c c i d e n t e y c o n la crisis q u e ésta
v i v e , y la posible a p o r t a c i ó n de nuestra C u l t u r a Hispánica a
la s u p e r a c i ó n de esa crisis.

El s e g u n d o c a p í t u l o busca una interpretación histórica


de la r u p t u r a de la u n i d a d política de nuestra C o m u n i d a d
Hispánica, r e l a c i o n a n d o las causas más p r o f u n d a s de esa
r u p t u r a c o n las del p r o c e s o de crisis de O c c i d e n t e , a la q u e
n o es ni p u e d e ser ajena.

Para avanzar en el p r o c e s o inverso de s u p e r a c i ó n de la


crisis, al q u e nuestros p u e b l o s están llamados a c o n c u r r i r
p r o t a g ó n i c a m e n t e , es c o n v e n i e n t e y necesario recapitular y
examinar las diferentes reacciones suscitadas en el m u n d o
hispánico ante la crisis de la Cultura O c c i d e n t a l . Esto se ha-
ce d o c u m e n t a l m e n t e en el c a p í t u l o t e r c e r o , q u e resulta el
más e x t e n s o , a pesar del i n t e n t o de c o n d e n s a r y resumir al
m á x i m o lo q u e por sí solo es materia para u n a obra e n t e r a .
Finalmente el ú l t i m o c a p í t u l o examina las relaciones de
n u e s t r o m u n d o hispánico c o n la p r e p o t e n t e realidad históri-
ca de los Estados U n i d o s , la otra A m é r i c a , c u y o actual lide-
razgo político en la S o c i e d a d O c c i d e n t a l pareciera conferirle
un papel decisivo en el f u t u r o de la m i s m a , m i e n t r a s , por
otra parte, su peso «en la c o n t i n e n t a l balanza», q u e dice
Darío, i m p o n e un necesario s e n t i d o realista de equilibrio his-
tórico.

T o d a s estas reflexiones y análisis h i s t ó r i c o - s o c i o l ó g i c o s


nos llevan a c o n c l u s i o n e s positivas. Y c o n la S o c i o l o g í a no
e s p e c u l a m o s en el t e r r e n o de los «futuribles». La S o c i o l o g í a
precisamente aparece — s e g ú n Alfred W e b e r — c o m o resulta-
d o «de la m á x i m a crisis vital atravesada hasta e n t o n c e s p o r
O c c i d e n t e » , y h u n d e sus raíces en el p o s i t i v i s m o . T a m p o c o
p r e t e n d e m o s , en la c o n s i d e r a c i ó n del destino previsto de
n u e s t r o s p u e b l o s , ponerle alas a la Historia, a u n q u e en las
últimas décadas la H u m a n i d a d ha avanzado en ella a v e l o c i -
d a d supersónica por el t e r r e n o de la Ciencia y de la T é c n i c a ,

- 10 -
y al m i s m o t i e m p o , d e s g r a c i a d a m e n t e , por el de las trágicas
e x p e c t a t i v a s de m u e r t e y d e s t r u c c i ó n q u e ese m i s m o p r o -
greso t é c n i c o y científico le ha p l a n t e a d o .

Pero es preciso m a n t e n e r la fe en el h o m b r e , en sus re-


servas espirituales, y , a la postre, en la p r o m e s a divina de
u n a parusia cristiana.

C o n el claro o p t i m i s m o de Rubén s a l u d e m o s «la gran al-


ba f u t u r a » q u e verá nuestra «latina estirpe».

Julio Ycaza Tigerino


M a n a g u a , N i c a r a g u a , s e p t i e m b r e de 1980

- 11 -
CAPITULO I

LA C U L T U R A DE OCCIDENTE Y LA
C O M U N I D A D H I S P A N I C A DE NACIONES

En el p r ó l o g o a la o b r a de S p e n g l e r La decadencia de
Occidente, t r a d u c i d a p o r García M o r e n t e y p u b l i c a d a p o r
Espasa Calpe, O r t e g a y Gasset p r o t e s t a b a c o n t r a el p e n s a -
m i e n t o generalizado en Europa después de la primera g u e -
rra m u n d i a l del f r a c a s o de nuestra Cultura O c c i d e n t a l . «En
los ú l t i m o s a ñ o s — e s c r i b e O r t e g a — se oye por d o n d e q u i e r a
un m o n ó t o n o t r e n o sobre la cultura fracasada y c o n c l u i d a » .
Es curioso observar q u e O r t e g a , a u n q u e se refiere a la Cul-
t u r a e u r o p e a , habla s i m p l e m e n t e de cultura, c o n u n c o n -
c e p t o e u r o p o c é n t r i c o exclusivista q u e pensadores e h i s t o -
riadores c o m o T o y n b e e y Cristopher D a w s o n , s e g ú n vere-
m o s más adelante, se h a n e n c a r g a d o de refutar.

«Filisteos de t o d a s las lenguas y t o d a s las o b s e r v a n c i a s


se inclinan f i c t i c i a m e n t e c o m p u n g i d o s sobre el cadáver de
esa cultura q u e ellos n o han e n g e n d r a d o ni n u t r i d o » , c o n t i -
n ú a O r t e g a . «La guerra m u n d i a l , q u e no ha sido m u n d i a l c o -
m o se dice, parece ser el s í n t o m a y, al par, la causa de la de-
f u n c i ó n . . . La v e r d a d es q u e n o se c o m p r e n d e c ó m o u n a
guerra puede destruir la c u l t u r a . . . M i e n t r a s la idea de ayer
sea corregida p o r la idea de h o y , no p o d r á hablarse de f r a c a -
so c u l t u r a l » .1

1
O s w a l d S p e n g l e r , La decadencia de Occidente, Espasa C a l p e S . A . , M a -
d r i d 1950.

- 13 -
La p r o t e s t a de O r t e g a es j u s t a y v e r d a d e r o s sus f u n d a -
m e n t o s en la m e d i d a en q u e la corrección de la idea de ayer
i m p l i q u e no una simple c o r r e c c i ó n , sino una p r o f u n d a t r a n s -
f o r m a c i ó n , y en la m e d i d a t a m b i é n en que al c o n c e p t o y h o -
rizonte de la cultura o c c i d e n t a l se les dé, c o r r e c t i v a m e n t e ,
la a m p l i t u d q u e r e c l a m a el p r o p i o Spengler c u a n d o , al igual
q u e T o y n b e e d e s p u é s , se rebela c o n t r a el e s q u e m a increí-
b l e m e n t e m e z q u i n o y f a l t o de s e n t i d o de Edad Antigua,
Edad Media y Edad Moderna q u e « n o sólo r e d u c e la e x t e n -
sión de la historia, s i n o , lo q u e es peor a ú n , e m p e q u e ñ e c e la
escena histórica», y llega a afirmar q u e «La v o z Europa de-
biera borrarse de la historia. N o existe el t i p o histórico del
europeo» 2
.
Para S p e n g l e r este e s q u e m a , q u e hace girar t o d a s las
grandes culturas en t o r n o a Europa y que él llama sistema
ptolemaico de la h i s t o r i a , debe ser s u s t i t u i d o por un n u e v o
sistema «en el cual la A n t i g ü e d a d y el O c c i d e n t e aparecen
j u n t o a la India, B a b i l o n i a , C h i n a , Egipto, la Cultura árabe y
la Cultura m e j i c a n a , sin a d o p t a r en m o d o a l g u n o una posi-
ción privilegiada. T o d a s estas c u l t u r a s son m a n i f e s t a c i o n e s
y expresiones c a m b i a n t e s de u n a vida q u e reposa en el c e n -
t r o ; t o d a s s o n orbes d i s t i n t o s en el devenir universal, q u e
pesan t a n t o c o m o Grecia en la i m a g e n t o t a l de la historia y
la superan c o n m u c h o en grandeza de c o n c e p c i o n e s y en
potencia ascensional» . 3

Estas c u l t u r a s , s e g ú n S p e n g l e r , tienen sus períodos de


p r i m i t i v i s m o , f l o r e c i m i e n t o y d e c a d e n c i a ; cada u n a de estas
fases y períodos necesarios posee una d u r a c i ó n fija, y la
Cultura de O c c i d e n t e se e n c u e n t r a en su p e r í o d o de declina-
ción o d e c a d e n c i a .

Después de S p e n g l e r son m u c h o s los pensadores q u e


c o i n c i d e n c o n él en el d i a g n ó s t i c o de una grave crisis o e n -
f e r m e d a d de la C u l t u r a o Civilización Occidental y a los q u e

2 O s w a l d S p e n g l e r o b r a c i t a d a , p á g s . 30 y 3 1 .
3
Spengler, ob. citada, pág. 32.

- 14 -
d i f í c i l m e n t e p o d r í a atreverse alguien a aplicarles el calificati-
v o de «filisteos» e m p l e a d o por Ortega en el p r ó l o g o c i t a d o .

Desde l u e g o , si h u b i é r a m o s de a t e n e r n o s e s t r i c t a m e n t e
al e s q u e m a de S p e n g l e r , la C u l t u r a de O c c i d e n t e estaría
c o n d e n a d a a desaparecer, i n e x o r a b l e m e n t e t r a g a d a p o r la
historia más o m e n o s a c o r t o plazo. Pero no e x i s t i e n d o en el
presente histórico n i n g u n a otra g r a n Cultura n a c i e n t e en
posibilidad de s u t i t u i r l a , t e n d r í a m o s que concluir q u e esta-
m o s a b o c a d o s a u n r e l a t i v a m e n t e c e r c a n o final a p o c a l í p t i -
c o . La alternativa lógica de esta c o n c l u s i ó n es la posibilidad
de una t r a n s f o r m a c i ó n p r o f u n d a de esta Cultura O c c i d e n t a l
p o r a c c i ó n de p o t e n c i a s más o m e n o s inéditas pero insertas
en el o r g a n i s m o vital de esa Cultura c o m o p r o d u c t o de f e -
n ó m e n o s históricos de « t r a n s c u l t u r a c i ó n » , lo q u e t a m b i é n
podría dar lugar a u n d e s p l a z a m i e n t o del c e n t r o g e o g r á f i c o
de d i c h a Cultura o a la c r e a c i ó n de diversos c e n t r o s g e o g r á -
f i c o s q u e a su vez p r o d u j e r a n variantes regionales d e n t r o de
la u n i d a d de una g r a n C u l t u r a Universal.

A m b a s posibilidades o alternativas tienen sus expositores


y sus p r o f e t a s , pero p r i n c i p a l m e n t e estos han f l o r e c i d o en el
c a m p o de la a u t o d e s t r u c c i ó n del h o m b r e , c o m o H u x l e y y
O r w e l l , y a u n del a n i q u i l a m i e n t o físico del m u n d o en la ex-
tensa novelística de ciencia f i c c i ó n .

L e o p o l d o Zea parece darle la razón a O r t e g a c u a n d o es-


cribe q u e «la Historia de la Cultura Occidental no es otra c o -
sa q u e la d e s c r i p c i ó n de las diversas crisis sufridas p o r el
h o m b r e al n o c o o r d i n a r ya el p l a n o metafísico c o n el p l a n o
de la realidad. La C u l t u r a e u r o p e a ha ido de crisis en crisis
b u s c a n d o su salvación unas veces en las Ideas, otras en
Dios, otras en la R a z ó n . S u ú l t i m a j u s t i f i c a c i ó n metafísica
había sido la R a z ó n , d e s p u é s de haber e l i m i n a d o al m u n d o
de las ideas platónicas y al Dios cristiano, pero ahora esta
su ú l t i m a j u s t i f i c a c i ó n le ha f a l l a d o , no le satisface y a . En
vez de u n a s o l u c i ó n se ha c o n v e r t i d o en un p r o b l e m a , se ha
v u e l t o a escindir el c a m p o de lo real y lo t e ó r i c o , el del h o m -

- 15 -
bre y de sus ¡ d e a s » . S e g ú n esto la Cultura O c c i d e n t a l esta-
4

rla v i v i e n d o una m á s de sus crisis históricas. Pero el m i s m o


Zea p o n e de relieve la m a g n i t u d de esta crisis y su s e n t i d o
de desvalorización o p é r d i d a del valor universal de d i c h a
C u l t u r a , o más bien relativización de su carácter universalis-
t a , f r u t o ello del h i s t o r i c i s m o , el existencialismo y otras c o -
rrientes filosóficas de la postguerras.

Desde o t r o s p u n t o s de vista diversos pensadores e u r o -


p e o s , c o m o señala Sir A l f r e d E w i n g , presidente de la A s o -
ciación Británica para el Progreso de las Ciencias, c i t a d o por
T o y n b e e , han e x p r e s a d o su alarma y f r u s t r a c i ó n a n t e los re-
s u l t a d o s del p r o g r e s o m e c á n i c o de esta Civilización, c o m o
aquel «que ha r e c o r r i d o u n largo c a m i n o y d e s c u b r e q u e ha
t o m a d o una d i r e c c i ó n e q u i v o c a d a » .

Para Carrel, en su Incógnita del Hombre, «la Civilización


M o d e r n a se e n c u e n t r a en s i t u a c i ó n s o s p e c h o s a p o r q u e n o
n o s c o n v i e n e . Ha sido c o n s t r u i d a sin c o n o c i m i e n t o de nues-
tra naturaleza» Huizinga e n c u e n t r a q u e « n o hay la m e n o r
paradoja en sostener q u e u n a c u l t u r a p u e d e m u y bien n a u -
fragar a causa de un p r o g r e s o esencialísimo e i n d u b i t a b l e » . 6

Y Para Karl J a s p e r s u n a de las c o n d i c i o n e s d e t e r m i n a n t e s


de la s i t u a c i ó n actual del h o m b r e es «el d e r r u m b a m i e n t o del
espíritu o c c i d e n t a l » . 7

C u a n d o se habla de C u l t u r a y de Civilización se la e n t i e n -
de y c o n c i b e c o m o el s u j e t o u o b j e t o de la Historia, el p r o t a -
g o n i s t a de t o d o p r o c e s o h i s t ó r i c o , s e g ú n e n c u e n t r a S p e n -
gler, o, c o m o quiere T o y n b e e , la u n i d a d inteligible del e s t u -
dio h i s t ó r i c o .

4
L e o p o l d o Z e a , En torno a una filosofía americana, « J o r n a d a s » N? 5 2 ,
El C o l e g i o d e M é x i c o .
6
L e o p o l d o Z e a , Antología de la filosofía americana contemporánea, B.
C o s t a , A m i c Edito, C o l e c c i ó n P e n s a m i e n t o de A m é r i c a , M é x i c o 1968.
6
H u i z i n g a , Entre las sombras del mañana. Revista de O c c i d e n t e .
7
K a r l J a s p e r s , Sobre las condiciones y posibilidades de un nuevo Hu-
manismo, Die W a n d l u n g , H e i d e l b e r g , a ñ o IV, N f 8, a g o s t o 1949.

- 1 6 -
Se rechaza el c o n c e p t o tradicional de los historiadores
de las naciones c o m o los c a m p o s n o r m a l e s del e s t u d i o his-
t ó r i c o . La n a c i ó n o Estado Nacional no puede presentar,
a i s l a d a m e n t e , u n a historia q u e se explique por sf m i s m a , n o
c o n s t i t u y e u n c a m p o inteligible de e s t u d i o histórico. T a m -
p o c o es posible m e d i r c o r r e c t a m e n t e el pasado desde el
p u n t o de vista a c t u a l o c o n los m ó d u l o s del p r e s e n t e . Es
preciso, c o m o señala C r i s t o p h e r D a w s o n en Los Orígenes
de Europa, corregir este «aldeanismo t e m p o r a l » .

Spengler usa el t é r m i n o « c u l t u r a » para identificar esas


u n i d a d e s inteligibles de la Historia c o n s t i t u i d a s por u n c o m -
plejo é t n i c o y g e o g r á f i c o y u n e x t e n s o proceso v i t a l , c u y o s
ciclos f u n d a m e n t a l e s , s e g ú n el a u t o r de La decadencia de
Occidente, t i e n e n u n a d u r a c i ó n fija en t o d a s ellas. En esta
o b r a se e n u m e r a n hasta n u e v e cu/turas q u e llenan sucesiva
o paralelamente el t i e m p o h i s t ó r i c o .

T o y n b e e llama a estas u n i d a d e s históricas sociedades o


civilizaciones y en su Estudio de la Historia el n ú m e r o de las
m i s m a s llega hasta v e i n t i u n o .

Spengler e m p l e a el t é r m i n o Civilización para designar la


p l e n i t u d y el final irrevocable de una Cultura. «Civilización
— e s c r i b e — es el extremo y más artificioso estado a que
p u e d e llegar u n a especie superior de h o m b r e s » . La C u l t u r a
Occidental llegó a ese e s t a d o e x t r e m o en el siglo X I X . En es-
te siglo se lleva a c a b o el t r á n s i t o de la Cultura de O c c i d e n t e
a Civilización, o sea a su decadencia o etapa f i n a l . T o y n b e e ,
en c a m b i o , considera q u e esta C u l t u r a , o Civilizacióm c o m o
él la llama, no ha llegado t o d a v í a a la p e n ú l t i m a etapa de la
d e c l i n a c i ó n y c a l d a , c o n s i s t e n t e en la u n i f i c a c i ó n política
enérgica de u n Estado universal, sino q u e a ú n se e n c u e n t r a
en el p e r í o d o p r e c e d e n t e a d i c h a e t a p a , llamado de « t i e m -
p o s r e v u e l t o s » . A u n q u e T o y n b e e r e f u t a las t e o r í a s
8

8
A r n o l d J . T o y n b e e , Estudio de la Historia, C o m p e n d i o d e los v o l ú m e -
n e s l-VI p o r D . C . S o m o r v e l l , E m e c é E d i t o r e s , S . A . , B u e n o s A i r e s 1 9 5 2 ,
256 págs.

- 17 -
de Spengler y otras teorías d e t e r m i n i s t a s s o b r e el c o l a p -
so de las Civilizaciones o C u l t u r a s , sin e m b a r g o a c e p t a
c o n t o d o s estos a u t o r e s el h e c h o histórico de q u e la Civiliza-
c i ó n o S o c i e d a d O c c i d e n t a l está e n c a m i n a d a a u n c o l a p s o ,
a u n q u e señala la posibilidad de q u e este colapso p u e d a ser
e v i t a d o . «Puede ser — e x p o n e T o y n b e e — q u e la M u e r t e , la
N i v e l a d o r a , extienda t a m b i é n su m a n o de hielo sobre nues-
tra Civilización... N o s hallamos solos a la deriva, sin otra c o -
sa en t o r n o nuestro q u e Civilizaciones m a l t r e c h a s » . La
M u e r t e o el c o l a p s o no es, p u e s , el d e s t i n o inexorable de
nuestra Civilización O c c i d e n t a l . Es una posibilidad a la q u e
parece estar a b o c a d a . Pero existe t a m b i é n u n a posibilidad
de s u p e r v i v e n c i a . « A u n q u e dieciséis civilizaciones p u e d a n
haber m u e r t o y a , por lo q u e c o n o c e m o s , y otras n u e v e p u e -
d a n a h o r a e s t a r a p u n t o de m o r i r , n o s o t r o s —la
v i g e s i m o s e x t a — no e s t a m o s o b l i g a d o s a s o m e t e r el e n i g m a
de nuestro d e s t i n o a la ciega decisión de la e s t a d í s t i c a . La
chispa divina del p o d e r creador está viva a ú n en n o s o t r o s , y
si t e n e m o s la gracia de c o n v e r t i r l a en llama, e n t o n c e s las es-
trellas, en su c u r s o , no p o d r á n v e n c e r n u e s t r o s esfuerzos
para alcanzar el f i n de los esfuerzos h u m a n o s » . 9

El c u l t o idolátrico a la soberanía nacional q u e aceleró la


d e s t r u c c i ó n de la S o c i e d a d Helénica, s e g ú n T o y n b e e , es
t a m b i é n f a c t o r decisivo en la d e s i n t e g r a c i ó n de nuestra S o -
ciedad O c c i d e n t a l . Esta p u e d e salvarse y alcanzar su super-
vivencia en la m e d i d a en q u e p u e d a superar esta idolización
de la soberanía n a c i o n a l . El historiador r e c o n o c e h o n e s t a -
m e n t e q u e « n o p o d e m o s esperar ver venir la salvación de
los Estados nacionales históricos de la Europa O c c i d e n t a l ,
d o n d e t o d o p e n s a m i e n t o y s e n t i m i e n t o político está t r a b a d o
c o n una soberanía « p r o v i n c i a n a » q u e c o n s t i t u y e el s í m b o l o
r e c o n o c i d o de un p a s a d o g l o r i o s o . N o es en este c o n t o r n o
p s i c o l ó g i c o e p i m e t e i c o d o n d e nuestra s o c i e d a d p u e d e es-
perar hacer el necesario d e s c u b r i m i e n t o de a l g u n a n u e v a
f o r m a de asociación internacional q u e c o l o q u e a la sobera-
9
Toynbee, obra citada pág. 265.

- 18 -
nía p r o v i n c i a n a bajo la disciplina de una ley superior y pre-
v e n g a así la c a l a m i d a d , de o t r o m o d o inevitable, de su ani-
q u i l a c i ó n por un g o l p e d e f i n i t i v o » . Sin e m b a r g o , no ya t a n
h o n e s t a m e n t e , p e n s a m o s n o s o t r o s , señala la posibilidad de
e n c o n t r a r esa « n u e v a f o r m a de asociación internacional» en
la C o m u n i d a d Británica de N a c i o n e s . El historiador b r i t á n i c o
resulta, en este caso, v í c t i m a de la «idolización» nacionalis-
ta q u e él c o n d e n a , a u n q u e sólo sea en su a s p e c t o s e n t i m e n -
t a l . Pretender q u e las bases colonialistas de u n I m p e r i o
p r á c t i c a m e n t e d e s i n t e g r a d o y en definitiva d e c a d e n c i a a n t e
los e m b a t e s del « n a c i o n a l i s m o » p u e d a n ser p a u t a y f u n d a -
m e n t o para u n a e s t r u c t u r a c i ó n supranacional y universalis-
t a , es u n a a b e r r a c i ó n i n t e l e c t u a l .

Por o t r a parte, T o y n b e e a p u n t a t a m b i é n una alternativa


d i f e r e n t e para esta nueva f o r m a de asociación internacional
en la U n i ó n S o v i é t i c a , « q u e está i n t e n t a n d o organizar u n a
c a n t i d a d de p u e b l o s no o c c i d e n t a l e s en una especie e n t e r a -
m e n t e n u e v a de c o m u n i d a d , basada sobre una idea r e v o l u -
cionaria o c c i d e n t a l » . A u n t o m a n d o en c u e n t a q u e la obra
10

de T o y n b e e f u e p u b l i c a d a en la d é c a d a de los t r e i n t a (1933-
1939), ya para esa é p o c a era evidente que el b o l c h e v i s m o so-
cialista n o estaba reñido c o n el n a c i o n a l i s m o imperialista r u -
s o , c u y o e x p a n s i o n i s m o se p u s o c l a r a m e n t e de m a n i f i e s t o
en la s e g u n d a g u e r r a m u n d i a l c o n la a n e x i ó n de e x t e n s o s t e -
rritorios de los países v e c i n o s . El m a r x i s m o socialista ha sido
p u e s t o al servicio del viejo i m p e r i a l i s m o de Pedro el G r a n d e
y A l e j a n d r o II y el I n t e r n a c i o n a l i s m o C o m u n i s t a se ha c o n -
v e r t i d o en v e h í c u l o del m e s i a n i s m o del p u e b l o r u s o . La
U n i ó n de Repúblicas Socialistas tiene f u n d a m e n t a l m e n t e
las m i s m a s m e t a s y o b j e t i v o s q u e la S a n t a Rusia zarista y
Stalin va de la m a n o de Catalina II en Polonia y de A l e j a n d r o
I en Finlandia. Habría q u e p r e g u n t a r s e , y T o y n b e e n o lo h a -
ce, si esta mezcla o c o n j u n c i ó n histórica de m e s i a n i s m o es-
lavo, de raíz religiosa, y m a r x i s m o socialista e u r o p e o , p l a n -
t e a d a c o n pretensiones de R e v o l u c i ó n M u n d i a l y de S á l v a -
lo T o y n b e e , o b . c i t . , p á g . 3 2 7 .

- 19 -
ción Universal, p u e d e e f e c t i v a m e n t e c o n s t i t u i r u n a respues-
ta a la necesidad de superar el e s t a t i s m o nacionalista y de
e n c o n t r a r u n a f ó r m u l a de v e r d a d e r a , a u t é n t i c a y libre aso-
ciación i n t e r n a c i o n a l .

Creo q u e n o es difícil, a esta altura de la Historia, c o n t e s -


tar esta p r e g u n t a . Es e v i d e n t e q u e el m a r x i s m o socialista y
el mesianismo c o n t i n ú a n f u n d i d o s en la Rusia Soviética
d e n t r o del m a r c o p o l í t i c o del n a c i o n a l i s m o , y f u e este nacio-
nalismo, c u l t i v a d o y a c e n t u a d o c o n t r a la agresión de la A l e -
m a n i a nazi, el q u e hizo posible el t r i u n f o s o v i é t i c o en la se-
g u n d a guerra m u n d i a l , y e x a c e r b a d o en su t r a d i c i ó n i m p e -
rialista p r o d u j o t a m b i é n la e x p a n s i ó n rusa hacia el Báltico y
hacia el c e n t r o de E u r o p a . Pero este nacionalismo e x p a n s i o -
nista puesto t a n b r u t a l m e n t e en evidencia debilitó al Inter-
nacionalismo C o m u n i s t a al p u n t o de f r a c c i o n a r l o radical-
m e n t e , e n f r e n t a n d o a China c o n Rusia y p r o d u c i e n d o el
n a c i o n a l - c o m u n i s m o y u g o s l a v o , el e u r o c o m u n i s m o y el
m o v i m i e n t o m u n d i a l de los países no-alineados.

Por otra p a r t e , el Estado totalitario s o v i é t i c o , c o m o tal


Estado t o t a l i t a r i o , es la c u l m i n a c i ó n del proceso racionalista
e u r o p e o que c o n d u j o a la ¡dolización del Estado S o b e r a n o
N a c i o n a l , en la q u e el m i s m o T o y n b e e c e n t r a la crisis y des-
i n t e g r a c i ó n actuales de la Civilización O c c i d e n t a l .

N o se necesita m a y o r análisis para c o m p r e n d e r q u e el


sistema socialista s o v i é t i c o n o es sino la e x p r e s i ó n ú l t i m a
del n a c i o n a l i s m o imperialista y del e s t a t i s m o t o t a l i t a r i o en el
p r o c e s o de d e s i n t e g r a c i ó n de nuestra Civilización O c c i d e n -
t a l . Si a l g ú n e l e m e n t o espiritualista y cristiano existe en el
p u e b l o ruso c o m o f e r m e n t o posible de reacción c o n t r a ese
p r o c e s o , c i e r t a m e n t e t e n d r í a q u e aflorar p r i m e r o c o m o una
r e a c c i ó n i n t e r n a c o n t r a el sistema s o v i é t i c o i m p e r a n t e en
Rusia, pues en éste nada h a y de n u e v o y p o s i t i v o s o b r e q u e
f u n d a r la esperanza de un n u e v o o r d e n m u n d i a l y una Cris-
t i a n d a d Universal.
A l g o de e s t o q u e v e n i m o s d i c i e n d o d e b i ó intuir T o y n -

- 20 -
bee, pues en su Estudio de la Historia no dejó cerrada la
p u e r t a a otras e x p e c t a t i v a s y alternativas, c u a n d o después
de aludir, c o m o h e m o s s e ñ a l a d o , a la C o m u n i d a d Británica
de Naciones y a la U n i ó n S o v i é t i c a , se p r e g u n t a . « ¿ P r o d u c i -
rán estos c u e r p o s políticos u otros semejantes (el s u b r a y a d o
es nuestro) en los b o r d e s de n u e s t r o c o s m o s o c c i d e n t a l m o -
d e r n o alguna f o r m a de e s t r u c t u r a política q u e los p o n g a en
c o n d i c i o n e s de dar más s u s t a n c i a , antes de q u e sea d e m a -
siado tarde, a la iniciada o r g a n i z a c i ó n internacional q u e es-
t a m o s ahora t r a t a n d o por s e g u n d a vez de c o n s t r u i r en susti-
t u c i ó n de nuestro primer ensayo entre guerras de una S o -
ciedad de las Naciones? N o p o d e m o s decirlo; pero sí p o d e -
m o s estar casi s e g u r o s de q u e si estos pioneros fracasan no
harán n u n c a la obra los p e t r i f i c a d o s d e v o t o s del ídolo de la
soberanía n a c i o n a l » . 11

Esta reflexión de T o y n b e e , interpolada en el c o m p e n d i o


de su obra realizado p o r S o m e r v e l l , con p o s t e r i o r i d a d a la
p u b l i c a c i ó n de la obra original y a la s e g u n d a guerra m u n -
dial, alude c l a r a m e n t e a la Organización de las Naciones
Unidas ( O N U ) . Peca e v i d e n t e m e n t e de i n g e n u o el historia-
dor británico al cifrar sus esperanzas en la posibilidad de i n -
suflar una sustancia y u n espíritu a ese O r g a n i s m o M u n d i a l
q u e v e n g a n a superar los c e r r a d o s escollos de p r e p o t e n c i a
nacionalista y de p u g n a imperialista en q u e se basa t o d a su
e s t r u c t u r a jurídica y p o l í t i c a . Sin e m b a r g o su f e en la exis-
t e n c i a de p u e b l o s o c u e r p o s políticos «en los b o r d e s de
n u e s t r o c o s m o s o c c i d e n t a l m o d e r n o » c o n c a p a c i d a d para
hacer valer, en a l g u n a f o r m a , un espíritu y una política aje-
nos al c o n c e p t o idolátrico del Estado Nacional, o sea c o n un
s e n t i d o histórico de u n i d a d s u p r a n a c i o n a l , lo r e d i m e en últi-
m a instancia de cualquier residuo s e n t i m e n t a l de e u r o p o -
c e n t r i s m o y abre su visión histórica hacia horizontes más
a m p l i o s del f u t u r o , así c o m o en su obra original esa su f o r -
midable visión de la Historia se abre c o m p r e n s i v a y a b a r c a -
d o r a m e n t e hacia el p a s a d o de las diversas y olvidadas Civili-

T o y n b e e , o b . citada, p á g . 327.

- 21 -
zaciones, minimizadas por la tradicional c o n c e p c i ó n e u r o -
pea de la Historia.

La referencia de T o y n b e e a « c u e r p o s políticos en los


b o r d e s de n u e s t r o c o s m o s o c c i d e n t a l m o d e r n o » es i m p r e c i -
sa, tal vez b u s c a d a m e n t e i m p r e c i s a . N o quiso el historiador
b r i t á n i c o c o m p r o m e t e r s e c o n u n a referencia c o n c r e t a , q u e
s e g u r a m e n t e estaba en su m e n t e c u a n d o a c u ñ ó la frase y la
i n t e r p o l ó en el t e x t o del c o m p e n d i o de su obra e l a b o r a d o
por S o m e r v e l l . Esta referencia c o n c r e t a no p u e d e ser otra
q u e A m é r i c a . Pero ¿cuál A m é r i c a ? ¿La sajona o la hispáni-
c a , o más p o s i b l e m e n t e u n a A m é r i c a total bajo el liderazgo
de los Estados U n i d o s , tal c o m o la h a n c o n c e b i d o el Pana-
m e r i c a n i s m o m o n r o í s t a y los p r o f e t a s « p r o t e s t a n t e s » del
«destino manifiesto»? Es p r o b a b l e q u e T o y n b e e , c o n su n a -
tural s e n t i m i e n t o a n g l o s a j ó n , pensara en esta A m é r i c a t o t a l ,
integrada en la O r g a n i z a c i ó n de Estados A m e r i c a n o s ( O E A ) ,
c o m o la c o m u n i d a d de p u e b l o s creadora de «una e s t r u c t u r a
política en c o n d i c i o n e s de dar más sustancia a la iniciada or-
ganización i n t e r n a c i o n a l » , o sea a la Organización de las N a -
ciones Unidas ( O N U ) . Pero no d e s c a r t e m o s t a m p o c o q u e el
p e n s a m i e n t o de T o y n b e e , c o n s c i e n t e de las fallas vitales de
la Civilización N o r t e a m e r i c a n a y de su imperialismo nacional
capitalista, pudiera orientarse hacia las posibilidades i n t r í n -
secas de los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s , los q u e , cierta-
m e n t e c o n más p r o p i e d a d q u e sus vecinos sajones, p u e d e n
considerarse «en los bordes del c o s m o s o c c i d e n t a l m o d e r -
n o » , c o m o quiere la frase t o y n b e a n a . R e c o r d e m o s q u e des-
de los primeros libros de su Estudio de la Historia c o n d e n a
«las falsas n o c i o n e s del m a t e r i a l i s m o m o d e r n o » y señala
q u e las civilizaciones « n o se c o n s t r u y e n c o n m á q u i n a s de
coser ni c o n t a b a c o ni rifles, ni a u n c o n alfabetos y n u m e r a -
ciones» . 12

M á s adelante, r e f u t a n d o a la escuela de M a n c h e s t e r , ex-


p o n e q u e « a u n un o r d e n m u n d i a l e c o n ó m i c o n o p u e d e

1 2
Toynbee, ob. citada, p á g . 57.

- 22 -
c o n s t r u i r s e sobre f u n d a m e n t o s m e r a m e n t e e c o n ó m i c o s » .
Este error fatal no lo c o m e t i e r o n Gregorio el G r a n d e y los
o t r o s f u n d a d o r e s de la Cristiandad O c c i d e n t a l . Ellos levan-
t a r o n la e s t r u c t u r a e c o n ó m i c a y social de O c c i d e n t e y su or-
d e n m u n d i a l sobre «sólidos f u n d a m e n t o s religiosos»; y no
p r e c i s a m e n t e p u e d e n considerarse c o m o tales los del p u r i -
t a n i s m o p r o t e s t a n t e , c o n su c u l t o al dinero y a la r i q u e z a ,
q u e dieron pie al c a p i t a l i s m o m o d e r n o y e s p e c í f i c a m e n t e al
norteamericano.

Las visiones y previsiones históricas de T o y n b e e c o n d u -


c e n n a t u r a l m e n t e hacia los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s y
hacia su f u n d a m e n t o y c o m p l e m e n t o e u r o p e o , España, c o -
m o la reserva cultural de O c c i d e n t e para su s u p e r v i v e n c i a y
para la necesaria e s t r u c t u r a c i ó n de un n u e v o o r d e n i n t e r n a -
cional q u e supere la idolización nacionalista y la d e s t r u c t o r a
p u g n a de Estados imperialistas, q u e tienen al m u n d o al bor-
de de su d e s t r u c c i ó n o d e s i n t e g r a c i ó n t o t a l .

El subdesarrollo de H i s p a n o a m é r i c a , su desajuste políti-


c o y social, su atraso de la h o r a histórica de O c c i d e n t e en su
carrera de p r o g r e s o industrial supercapitalista, se d e b e en
g r a n parte a la i n c o m p a t i b i l i d a d de nuestros p u e b l o s , de su
e t h o s vital, c o n el p r o c e s o racionalista de d e s h u m a n i z a c i ó n ,
de d i v o r c i o y separación del h o m b r e de la Naturaleza. Barre-
ras poderosas de p r i m i t i v i s m o , de t e l u r i s m o radical, de c a t o -
licismo hispánico m e d i e v a l , herencias de un mestizaje é t n i -
c o y cultural en gran parte i n c o n c l u s o y de un c o n t i n e n t e
q u e Keyserling llama del «tercer día de la C r e a c i ó n » , h a c e n
q u e el s u s t r a t o del alma h i s p a n o a m e r i c a n a p e r m a n e z c a en
cierto m o d o i m p e r m e a b l e a las corrientes filosóf ico-políticas
q u e han t r a n s f o r m a d o el alma europea y h a n llevado al
h o m b r e e u r o p e o a la s i t u a c i ó n actual q u e , s e g ú n Javier
C o n d e , se d i s t i n g u e de t o d a s las situaciones habidas p o r la
c o n c i e n c i a q u e tiene el e u r o p e o de h o y de «su f r a c a s o radi-
cal e i r r e m e d i a b l e » . El p r o c e s o q u e describe C o n d e , y m u -
13

1 3
F r a n c i s c o J a v i e r C o n d e , Sobre la situación actual del europeo». Re-
v i s t a d e E s t u d i o s P o l í t i c o s N.° 4 5 , M a d r i d 1949.

- 23 -
c h o s o t r o s pensadores han d a d o su respectiva v e r s i ó n , se
cifra en el terror, no sólo en la existencia individual del h o m -
bre m o d e r n o (Angustia filosofa Kierkegard) sino en su exis-
tencia social. El p r o c e s o se inicia en el R e n a c i m i e n t o c u a n -
d o se r o m p e el o r d e n político-religioso y se pierde la jerar-
quía de valores h u m a n o s c e n t r a d a en Dios. E d m u n d o
O ' G o r m a n a n o t a q u e es en este m o m e n t o «en q u e al decli-
nar la Edad M e d i a el h o m b r e se q u e d a b a sin Dios», q u e
« A m é r i c a aparece en el h o r i z o n t e de la Cultura C r i s t i a n a » . 14

S i g n i f i c a t i v o h e c h o q u e es preciso t o m a r en c u e n t a para e n -
t e n d e r el papel q u e debe j u g a r A m é r i c a en la s u p e r a c i ó n de
la crisis vital de esa C u l t u r a .

En el R e n a c i m i e n t o nace así el h u m a n i s m o a n t r o p o c é n -
t r i c o y c o n él se va c o n f o r m a n d o , en c o n t r a p o s i c i ó n al or-
d e n religioso, el o r d e n civil y la u n i d a d política del Estado
q u e destruye la poliarquía medieval o pluralismo de p o d e r .
El Estado M o d e r n o es la m á q u i n a t o d o p o d e r o s a en c u y o e n -
granaje es aplastado el i n d i v i d u o . La realidad política es ra-
cionalizada, esto es, erigida en esfera a u t ó n o m a e i n d e p e n -
diente y r a c i o n a l m e n t e d e t e r m i n a d a . En un par de c e n t u r i a s
se consolida esta n u e v a o r g a n i z a c i ó n : el Estado a b s o l u t o .
Los i n d i v i d u o s , c o n c e b i d o s c o m o á t o m o s aislados son lle-
v a d o s por su razón individual a c o n s t i t u i r la sociedad c o m o
un mal necesario, y surge el contrato c o m o f u n d a m e n t o ra-
cional de la s o c i e d a d . Los t é r m i n o s libertad individual y s o -
ciedad q u e d a n así c o n t r a p u e s t o s y se hace nacer a ésta de
una renuncia v o l u n t a r i a de aquella. El i n d i v i d u o q u e d a inde-
f e n s o f r e n t e al Estado, p o d e r a b s o l u t o . Incluso los valores
morales y religiosos q u e d a n s u p e d i t a d o s al poder p o l í t i c o
del Estado q u e es el q u e o t o r g a y q u i t a los d e r e c h o s y liber-
tades m e d i a n t e las leyes. C o n este e n f r e n t a m i e n t o se abre
el s e g u n d o a c t o del d r a m a del terror. Pero la propia dialécti-
ca del i n d i v i d u a l i s m o liberal c o n d u j o a un d i l a t a m i e n t o de-
m o c r á t i c o y m e d i a n t e la universalización del s u f r a g i o a la

1 4
E d m u n d o O ' G o r m a n , Fundamentos de la Historia Americana, México
1942.

- 24 -
i r r u p c i ó n de las masas en la vida política. La p u g n a de los i n -
tereses individuales entre sí se c o n v i r t i ó en p u g n a de los i n -
tereses individuales c o n los intereses sociales, pues el Esta-
d o d e b i ó intervenir en defensa de los más débiles y n u m e r o -
sos, c o n lo cual su i n t e r v e n c i ó n y su poder se a u m e n t a r o n
d e s o r b i t a d a m e n t e . El Estado liberal b u r g u é s , q u e f a v o r e c í a
el privilegio capitalista de la burguesía m e d i a n t e las liberta-
des e c o n ó m i c a s , t u v o q u e dar paso al Estado t o t a l i t a r i o so-
cialista en q u e la igualdad e c o n ó m i c a se t r a t a de i m p l a n t a r
m e d i a n t e la tiranía a b s o l u t a de la m á q u i n a estatal sobre la li-
b e r t a d individual. T o d o este p r o c e s o se o p e r a , no pacífica-
m e n t e sino por m e d i o de un n u e v o y más c o m p l e j o t i p o de
terror: el terror « r e v o l u c i o n a r i o » . Frente a un Estado o m n i -
p o t e n t e la lucha revolucionaria tiene q u e negar radical y v i o -
l e n t a m e n t e el o r d e n político q u e c o m b a t e , y se i m p o n e el
terror.

Este proceso se ha c o n t i n u a d o en el o r d e n i n t e r n a c i o n a l ,
pues el e s t a t i s m o m o d e r n o totalizador y centralizador de la
vida social, al c o n s t i t u i r a los p u e b l o s en unidades colectivas
cerradas, ha trasladado la hipertrofia racionalista de la indi-
v i d u a l i d a d al c a m p o de la n a c i o n a l i d a d , p r o d u c i e n d o u n a hi-
pertrofia nacionalista q u e ha c o n d u c i d o a la d e s t r u c c i ó n de
la c o m u n i d a d internacional y a la guerra t o t a l . Esta h i p e r t r o -
fia nacionalista, la idolización de la soberanía p r o v i n c i a n a ,
es, c o m o v i m o s en el d i a g n ó s t i c o de T o y n b e e , la e n f e r m e -
d a d de la Civilización O c c i d e n t a l q u e es preciso superar a
través de la a c c i ó n de u n a C o m u n i d a d política e x t r a e u r o p e a
capaz de dar espíritu y sustancia a u n a n u e v a a s o c i a c i ó n in-
t e r n a c i o n a l . La m i s m a visión y previsión histórica de T o y n -
bee, s e g ú n v i m o s , n o s o r i e n t a en este s e n t i d o hacia la C o -
m u n i d a d Hispánica de n a c i o n e s . La e n t i d a d cultural e histó-
rica q u e i n t e g r a n c o n España los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a -
n o s se caracteriza p r e c i s a m e n t e por no haber s u f r i d o t o d a -
vía en su o r g a n i s m o espiritual, en su e t h o s vital, el p r o c e s o
racionalista o c c i d e n t a l q u e c o n d u j o a la idolización del Esta-
d o nacional. Existen t o d a v í a poderosas fuerzas culturales,
t a n t o étnicas y telúricas c o m o religiosas q u e han c o n f o r m a -

- 25 -
d o en nuestros p u e b l o s una secular resistencia a ese proce-
so racionalista de d i v o r c i o entre el h o m b r e y la Naturaleza,
de ruptura entre carne y e s p í r i t u , de aislamiento del ser h u -
m a n o frente al m u n d o de las cosas de la creación natural y
f r e n t e a su Creador.

España, q u e había librado una batalla secular c o n t r a el


Islam en defensa de la C r i s t i a n d a d , mantiene su c o n c i e n c i a
de p u e b l o elegido p o r Dios para esa defensa y para la ex-
pansión de la fe cristiana en el m u n d o , c o n c i e n c i a q u e le da
s e n t i d o espiritualista y grandeza histórica a su e m p r e s a i m -
perial a m e r i c a n a , m i e n t r a s por otra parte la e n f r e n t a en
Europa c o n la R e f o r m a P r o t e s t a n t e , t a n t o en el t e r r e n o t e o -
lógico c o m o en el p o l í t i c o . En el siglo X V I España se aparta
de Europa, p o r q u e , c o m o señala J o s é Gaos, «mientras ella
defiende hacia afuera a la Cristiandad, ésta se t r a n s f o r m a en
su interior». España se o p o n e a esa t r a n s f o r m a c i ó n , d e f i e n -
de la u n i d a d cristiana y la c o m u n i ó n católica de E u r o p a , le-
v a n t a la bandera de la C o n t r a r r e f o r m a .

C o m o ha d e m o s t r a d o d o n R a m ó n M e n é n d e z Pidal la
idea imperial de Carlos V es la ¡dea hispánica c o n s e n t i d o
e c u m é n i c o y espiritual q u e m á s q u e la e x t e n s i ó n del d o m i -
nio político busca la d i f u s i ó n del Cristianismo. La idea i m p e -
rial de Carlos V es la vieja idea del Imperio R o m a n o pero rea-
lizada bajo el signo cristiano y c a t ó l i c o . El Emperador es un
s u p r e m o jerarca del m u n d o s e g ú n la c o n c e p c i ó n r o m a n a ,
idea revivida d e n t r o de límites más e s t r e c h o s , por el I m p e -
rio Carolingio, y q u e c o n Carlos V , Emperador t a m b i é n del
C o n t i n e n t e A m e r i c a n o , alcanza su m á x i m a e x t e n s i ó n u n i -
versal en la Historia gracias a la obra c o n q u i s t a d o r a y misio-
nera de España.

Ya en las Cortes de La C o r u ñ a en 1520, señala M e n é n -


dez Pidal, hace Carlos V su primera declaración imperial
d e n t r o de ese c o n c e p t o h i s p á n i c o de misión cristiana u n i -
versal. El Emperador habla en La C o r u ñ a , no por b o c a de su
canciller, el í t a l o - f l a m e n c o G a t t i n a r a , sino por la de un cléri-
g o e s p a ñ o l , el d o c t o r M o t a , o b i s p o de Badajoz y t e r c e r o en

- 26 -
el Consejo Real, después de Chiévres y Gattinara. M o t a ex-
pone ante las Cortes q u e el Emperador es «rey de reyes»
por d e r e c h o d i v i n o y q u e el Imperio Hispánico es c o n t i n u a -
ción del Imperio R o m a n o . España es el c o r a z ó n del I m p e r i o ,
« f u n d a m e n t o , a m p a r o y fuerza de t o d o s los otros reinos».
Carlos ha d e t e r m i n a d o «vivir y morir en este reino, en la cual
d e t e r m i n a c i ó n está y estará mientras viviere. El h u e r t o de
sus placeres, la fortaleza para d e f e n s a , la fuerza para o f e n -
der, su t e s o r o , su e s p a d a , ha de ser E s p a ñ a » . Pero el I m - 15

perio no es un m e r o c o n c e p t o de d o m i n a c i ó n política. «Este


Imperio — d i c e M o t a a las C o r t e s — no lo a c e p t a Carlos para
ganar n u e v o s reinos, pues le s o b r a n los h e r e d a d o s , q u e son
más y mejores q u e los de n i n g ú n rey; a c e p t ó el Imperio para
c u m p l i r las m u y trabajosas o b l i g a c i o n e s q u e i m p l i c a , para
desviar grandes males de la religión cristiana y para a c o m e -
ter la empresa c o n t r a los infieles e n e m i g o s de nuestra fe c a -
tólica, en la cual e n t i e n d e , c o n la a y u d a de Dios, emplear su
real p e r s o n a » . 16

El Imperio hispánico a s u m e así u n a m i s i ó n histórica de


defensa y p r o p a g a c i ó n de la Fe. En el c u m p l i m i e n t o de esta
m i s i ó n , España se a g o t a militar y p o l í t i c a m e n t e , se separa
de Europa, se amuralla y se cierra a la M o d e r n i d a d . El I m p e -
rio Español, o b s e r v a Gaos, es el a n t a g o n i s t a de la M o d e r n i -
d a d , y por eso los países de lengua española n o c o m p a r t e n
la crisis actual de O c c i d e n t e c o m o p r o t a g o n i s t a s de la M o -
d e r n i d a d . Para nuestros países hispánicos esta crisis n o es
su crisis, no es la crisis de su g r a n d e z a . La crisis para los paí-
ses de O c c i d e n t e significa «la crítica de su p a s a d o a la vista
del presente y del f u t u r o . Para los países p r o t a g o n i s t a s de la
m o d e r n i d a d , la crítica de ésta o de su g r a n d e z a . Para los
países de lengua e s p a ñ o l a , la crítica de la grandeza e x t r a ñ a
y la crítica de su desviarse de la propia por la e x t r a ñ a » .

6
' R a m ó n M e n é n d e z P i d a l , Mis páginas preferidas. Editorial Gredos,
1957.
, 6
V i c e n t e D . S i e r r a , Sentido Misional de la Conquista de América, Pu-
b l i c a c i o n e s d e l C o n s e j o d e la H i s p a n i d a d , M a d r i d 1944.

- 27 -
Gaos extrae la c o n s e c u e n c i a lógica de t o d o é s t o : «Los
países de lengua española parecen s i n g u l a r m e n t e v o c a d o s
por su a n t a g o n i s m o a la m o d e r n i d a d a cooperar creadora-
m e n t e al a d v e n i m i e n t o de la nueva c o m u n i ó n . S u a n t a g o -
n i s m o a la m o d e r n i d a d pudiera haber sido p r e m o n i t o r i o ,
p r e n u n c i a d o r . Su seguir la historia de O c c i d e n t e en la edad
c o n t e m p o r á n e a pudiera ser, más bien que ir a la zaga, anti-
cipación»' 6
.
b l s

Desde su p r o p i o á n g u l o , el C o n d e de Keyserling c o n s i -
dera, en referencia a los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s , q u e
su resistencia e i n a d a p t a c i ó n a la M o d e r n i d a d , «inintelec-
tualidad» y «pasividad» las llama, « p u e d e n conferirles en es-
te viraje de la Historia una misión trascendental» q u e consis-
te en « p r o d u c i r una c u l t u r a e x c l u s i v a m e n t e basada en la Be-
l l e z a » . S o b r e este s e n t i d o estético de lo h i s p a n o a m e r i c a n o
17

habrá o p o r t u n i d a d de hablar más adelante.

Es interesante observar c ó m o los más diversos p e n s a d o -


res, al enfrentarse a la crisis de O c c i d e n t e , en una u otra for-
ma vuelven la mirada a los pueblos hispánicos para e n c o n -
trar los valores culturales q u e p u e d a n dar pie a una transfor-
m a c i ó n salvadora de este m u n d o d e s c e n t r a d o y revuelto.
Lo q u e en una é p o c a era c o n s i d e r a d o , y lo sigue siendo para
los observadores superficiales, atraso cultural y social, inca-
pacidad é t n i c a , d e c a d e n c i a histórica, de nuestros pueblos
subdesarrollados, viene a ser, a la luz de un p e n s a m i e n t o lú-
cido y sereno f r e n t e a las c o n v u l s i o n e s y tragedias universa-
les de la M o d e r n i d a d , sabia o instintiva fidelidad a las es-
t r u c t u r a s i n m u t a b l e s de la naturaleza h u m a n a y de su desa-
rrollo histórico.

S i g u i e n d o el e s q u e m a de la Historia p r o p u e s t o por
Spengler p r i m e r o y l u e g o r e e s t r u c t u r a d o por T o y n b e e , p o -
d e m o s hablar de una Cultura o S o c i e d a d Hispánica, filial de

' 6 bis J o s é G a o s , El pensamiento hispanoamericano, « J o r n a d a s » H° 12,


El C o l e g i o d e M é x i c o (sin f e c h a ) p á g s . 3 6 y 3 7 .
u
K e y s e r l i n g , Meditaciones Suramericanas.

- 28 -
la O c c i d e n t a l . Esta Cultura Hispánica, q u e desde el siglo VIII
sirvió de p u e n t e entre Oriente y O c c i d e n t e y de m e d i a d o r a
entre la Cristiandad y el Islam, se separa en cierto m o d o de
Occidente en el siglo X V I , al m i s m o t i e m p o q u e se e x t e n d í a
universalmente c o n sus c o n q u i s t a s a m e r i c a n a s c o n v i r t i é n -
dose a su vez en p u e n t e entre las Culturas indígenas a m e r i -
canas y la Cultura O c c i d e n t a l . En esta f o r m a se a f i r m a y se
evidencia la v o c a c i ó n universalista de la C u l t u r a H i s p á n i c a ,
mientras la Cultura de O c c i d e n t e se s u b d i v i d e y «provinciali-
za» a través del proceso racionalista q u e c o n d u c e a la idoli-
zación del Estado N a c i o n a l , y si por u n lado p r o d u c e la Cien-
cia M o d e r n a y sus maravillas y crea el g i g a n t e p r o d i g i o s o de
la S o c i e d a d Industrial, por o t r o e n c u e n t r a en este m i s m o
«progreso» los g é r m e n e s de su d e s t r u c c i ó n , q u e h a n c o n -
d u c i d o ya a d o s guerras m u n d i a l e s y m a n t i e n e n al m u n d o
en vilo, p e n d i e n t e de un desastre t o t a l .

A n t e esta grave crisis de O c c i d e n t e , q u e ha h e c h o decir


al m e x i c a n o L e o p o l d o Zea q u e «la c u l t u r a e u r o p e a ha deja-
d o de ser u n a s o l u c i ó n c o n v i r t i é n d o s e en un p r o b l e m a » , 1 8

los pensadores e u r o p e o s l ó g i c a m e n t e se o c u p a n s e r i a m e n t e
del p r o b l e m a y t r a t a n de ponerse de a c u e r d o sobre el valor y
s e n t i d o de lo e u r o p e o , de su capitalidad y universalidad y de
su capacidad de r e c u p e r a c i ó n y s a l v a c i ó n . Las o p i n i o n e s
son disímiles y a veces c o n t r a d i c t o r i a s . Para u n p o e t a h o n -
d a m e n t e religioso c o m o T . S . Eliot, el m u n d o o c c i d e n t a l d e -
be su u n i d a d al cristianismo y, a través de él, a las Civiliza-
ciones de Grecia, R o m a e Israel. N o le parece posible a Eliot
q u e la cultura de Europa p u e d a sobrevivir a la c o m p l e t a d e -
saparición de la f e c r i s t i a n a . En los Entretiens de G i n e b r a ,
19

g l o s a d o s por Enrique G ó m e z A r b o l e y a , mientras J u l i e n


Benda n e g ó la existencia de u n a u n i d a d e u r o p e a , ni política
ni espiritual, y A m b r o u c h e y J e a n W a h l p o s t u l a r o n la u n i -
d a d del m u n d o , o t r o s , c o m o el italiano Elora, t r a t a r o n de e n -

1 8
L e o p o l d o Z e a , o b . c i t a d a , p á g . 18.
1 9
T . S . Eliot, La unidad de la cultura europea, S e m i n a r i o « L a H o r a » , II
E p o c a , N? 2 2 , 1 d e a b r i l d e 1349, M a d r i d .

- 29 -
c o n t r a r la d e f i n i c i ó n del espíritu e u r o p e o en d e t e r m i n a d o s
principios y c o n c e p t o s a t r i b u i d o s a Europa c o m o d e s c u b r i -
m i e n t o s originales. Para G u é h e n n o «el espíritu de la ver-
d a d » . « U n estilo de vivir», para el m i s m o Flora. Para
Merleau P o n t y « d i s t i n c i ó n entre y o y m u n d o » . «La idea de
la v e r d a d (ciencia)» y «la a c t i t u d de no sufrir el m u n d o sino
t r a n s f o r m a r l o ( t r a b a j o - t é c n i c a ) » ; y para Karl Jaspers «liber-
t a d y afán de v e r d a d » . El p r o p i o G ó m e z A r b o l e y a señala «el
d e s c u b r i m i e n t o de la p e r s o n a : el Cristianismo» c o m o princi-
pio vertebral de E u r o p a . Pero este Cristianismo e u r o p e o no
es ya el original o r t o d o x o . Este Cristianismo o r t o d o x o es
p r e c i s a m e n t e , d e c i m o s n o s o t r o s , el de la Cultura H i s p á n i c a .
Se t r a t a , s e g ú n G ó m e z A r b o l e y a , de un Cristianismo des-
b o r d a d o por E u r o p a , e s t o es t a m b i é n de sus « f o r m a s hete-
r o d o x a s » . En s u m a , para G ó m e z A r b o l e y a , la Cultura Euro-
pea c o n s t i t u y e un sistema o f o r m a s de vida basado en el
d e s c u b r i m i e n t o de la persona y q u e se caracteriza por la
a f i r m a c i ó n del h o m b r e ( h u m a n i s m o ) , la a f i r m a c i ó n de la li-
b e r t a d y la a f i r m a c i ó n de la historicidad del h o m b r e . 2 0

Es e v i d e n t e q u e en t o d o s estos valores del espíritu e u r o -


p e o se e n c u e n t r a el g e r m e n de su crisis. Las f o r m a s h e t e r o -
d o x a s del C r i s t i a n i s m o , el h u m a n i s m o a n t r o p o c é n t r i c o , la
ciencia h u m a n a c o m o idea de la v e r d a d , es decir el raciona-
lismo c i e n t í f i c o , la t é c n i c a c o m o i n s t r u m e n t o del h o m b r e
«faústico» s p e n g l e r i a n o , son los e l e m e n t o s de un desarrollo
intelectual y social q u e ha llevado al m u n d o o c c i d e n t a l , de
tragedia en t r a g e d i a , al b o r d e del desastre y del d e r r u m b a -
m i e n t o de su Civilización.

U n a expresión más de f e en los valores e u r o p e o s c o m o


p e r m a n e n t e s , ú n i c o s e insustituibles f r e n t e a la crisis de Oc-
c i d e n t e , e n c o n t r a m o s en la obra de Eugenio D'Ors La Cien-
cia déla Cultura. D'Ors ensaya u n a interpretación de la His-
toria y de la Cultura a base de unas « c o n s t a n t e s históricas»

2 0
E n r i q u e G ó m e z A r b o l e y a , Posición y ámbito del problema de Europa.
R e v i s t a d e E s t u d i o s P o l í t i c o s N? 5 0 , m a r z o - a b r i l d e 1950, M a d r i d .

- 30 -
o eones, u s a n d o el v o c a b u l a r i o f i l o s ó f i c o alejandrino. S o n
d o s estos eones o e l e m e n t o s p e r m a n e n t e s , i d e n t i f i c a d o s
c o n los n o m b r e s de « R o m a » y de «Babel». « R o m a » es un
« p o d e r de u n i d a d » , «proliferador de ensayos y s o l u c i o n e s
imperiales», y «Babel» es « u n a fuerza de d i s p e r s i ó n » . A Ro-
m a c o r r e s p o n d e «lo e c u m é n i c o » , ligado a la idea de «cen-
t r a l i d a d » . A Babel «lo e x ó t i c o » , q u e es la periferia, lo vario y
c o n f u s o q u e se aleja del c e n t r o . De aquí los t é r m i n o s «Ecú-
m e n o » y « E x o t e r o » . « E c ú m e n o » es Europa, «la tierra inteli-
g i b l e m e n t e f i g u r a d a » , c e n t r o de la C u l t u r a , t o d o lo d e m á s
es «Exotero» y tiende a acercarse e imitar al « E c ú m e n o » . 2 1

Desde l u e g o el e s q u e m a p l a n t e a d o por Eugenio D'Ors


a d o l e c e del grave error e u r o p o c e n t r i s t a r e f u t a d o p o r T o y n -
b e e . Sin e m b a r g o , si lo d e s p o j a m o s de su localismo g e o g r á -
f i c o y de su c o m p l e j o a b s o l u t o de superioridad c u l t u r a l e n -
c o n t r a m o s en él algunas ideas y sugerencias positivas para
e n f o c a r el p r o b l e m a de O c c i d e n t e y del m u n d o a c t u a l .

Y a el m i s m o D'Ors a p u n t a en la síntesis política del S a -


c r o R o m a n o Imperio una realidad histórica q u e se aparta de
la simplicidad de su e s q u e m a y a d m i t e un e n t r e c r u z a m i e n t o
de los eones Roma y Babel, Ecúmeno y Exotero. Observa
a d e m á s , y esto es lo m á s interesante para n o s o t r o s , la posi-
bilidad de p r o d u c i r s e un caso s e m e j a n t e al del S a c r o R o m a -
n o Imperio c o n el I m p e r i o H i s p á n i c o . « U n c o s m o s h i s p á n i c o
p u d o organizarse — a f i r m a — inclusive, y ello, sin h e t e r o d o -
x i a , i n d e p e n d i e n t e de la fisis c a t ó l i c a » .
22

D u r a n t e los siglos de la c o n q u i s t a y c o l o n i z a c i ó n espa-


ñolas de A m é r i c a existen o r i g i n a l m e n t e un E c ú m e n o o c e n -
t r o cultural en España y u n Exotero de provincias a m e r i c a -
nas c o n sus millones de i n d í g e n a s « p a g a n o s » , periferia del
I m p e r i o t o d a v í a « b a r b á r i c a » , para usar la palabra r o m a n a .
Pero p o c o a p o c o se va p r o d u c i e n d o una i n c o r p o r a c i ó n de

2 1
E u g e n i o D ' O r s , La Ciencia déla Cultura, Editorial Rialp, M a d r i d , p á g s .
23 y siguientes.
2 2
Eugenio D'Ors, obra citada.

- 31 -
ese Exotero al E c ú m e n o . El E c ú m e n o se amplía a A m é r i c a y
en A m é r i c a , no sólo en el s e n t i d o de q u e la Cultura H i s p á n i -
ca original se arraiga en A m é r i c a , en los p u e b l o s a m e r i c a -
n o s , sino t a m b i é n p o r q u e esa C u l t u r a Hispánica se ecume-
niza más al recibir el a p o r t e a m e r i c a n o . A q u í en A m é r i c a se
crea un h o m b r e n u e v o , n o sólo por el mestizaje é t n i c o . C o -
m o observa O r t e g a y Gasset, «el h o m b r e a m e r i c a n o , desde
l u e g o , deja de ser sin más el h o m b r e e s p a ñ o l , y es desde los
p r i m e r o s a ñ o s u n m o d o n u e v o del e s p a ñ o l . Los c o n q u i s t a -
dores m i s m o s s o n ya los p r i m e r o s a m e r i c a n o s » . 23

D e n t r o de la teoría de D'Ors la c o n c r e c i ó n histórica de


un c o s m o s h i s p á n i c o sólo p o d í a darse, y no se d i o , en el
m o m e n t o de la d o m i n a c i ó n española en A m é r i c a c o n su
c e n t r a l i d a d e u r o p e a . S i n e m b a r g o , esta posibilidad es m a -
yor aún en el m o m e n t o a c t u a l de crisis y d e s m o r o n a m i e n t o
de la Cultura de O c c i d e n t e .

A h o r a b i e n , d a d a la u n i d a d física del m u n d o a c t u a l , f r u -
t o de la Ciencia y de la T é n i c a q u e , d o m i n a d o r a s de la v e l o -
c i d a d , han s u p r i m i d o las barreras aislantes del espacio y del
t i e m p o , este c o s m o s h i s p á n i c o , f u n d a m e n t a l c o m u n i d a d de
C u l t u r a , debe tener c a p a c i d a d de p r o y e c c i ó n y rectoría u n i -
versales. Es a través de esta Cultura Hispánica q u e la C u l t u -
ra de O c c i d e n t e , t r a n s f o r m a d a y revitalizada por ella, p u e d e
conservar, n o sólo su v i g e n c i a histórica a p u n t o de perder,
sino su rectoría universal f r e n t e a o t r o s n ú c l e o s culturales
q u e no m u e s t r a n s í n t o m a s de salud y q u e , c o m o dice T o y n -
bee, «están a p u n t o de m o r i r » .

Las viejas Culturas orientales, basadas en religiones c o -


m o el b u d i s m o , t o d a v í a vivas en i m p o r t a n t e s p o r c i o n e s de
H u m a n i d a d , n o o f r e c e n n i n g u n a posible respuesta a las de-
m a n d a s de e s t r u c t u r a c i ó n de u n n u e v o O r d e n I n t e r n a c i o n a l
y de s u p e r a c i ó n de las fallas vitales q u e las ineludibles e
irreversibles c o n q u i s t a s de la Ciencia M o d e r n a h a n p r o d u c i -

2 3
R e v i s t a « M u n d o H i s p á n i c o » , n ? 1 1 , e n e r o d e 1949.

- 32 -
d o en el desarrollo histórico de la sociedad h u m a n a . S o n
Culturas en d e c a d e n c i a y en r e t r o c e s o f r e n t e a u n p r o c e s o
de occidentalización de sus p u e b l o s . Ni siquiera la C u l t u r a
Islámica, q u e m u e s t r a a c t u a l m e n t e una s o r p r e n d e n t e vitali-
d a d política a través de u n n a c i o n a l i s m o agresivo y f a n á t i c o ,
presenta un p r o y e c t o internacional válido para e n f r e n t a r las
exigencias morales y jurídicas de un o r d e n m u n d i a l c o n m e -
tas de paz, equilibrio y p r o g r e s o universales. Es e v i d e n t e
q u e t o d a s estas d e m a n d a s y exigencias de la Historia actual
sólo p u e d e n ser satisfechas p o r la a f i r m a c i ó n y p r o y e c c i ó n
de los valores ínsitos del cristianismo original q u e d i o alma y
vida a la Cultura O c c i d e n t a l . Pero para q u e estos valores
t e n g a n fuerza f e c u n d a d o r a d e b e n estar presentes y v i v i e n -
tes, de alguna f o r m a , en una p o r c i ó n c o n c r e t a de la Cris-
t i a n d a d histórica. Esta p o r c i ó n de la Cristiandad no es otra
q u e la C o m u n i d a d de p u e b l o s hispánicos, t a n t o p o r su ex-
t e n s i ó n e u r o a m e r i c a n a c o m o por su tradicional v o c a c i ó n
histórica de u n i v e r s a l i s m o , de crisol é t n i c o y de p u e n t e c u l -
t u r a l , y t a m b i é n , e v i d e n t e m e n t e , por inserción en el árbol de
la Cultura de O c c i d e n t e , de cuya herencia participa por filia-
c i ó n directa. A m é r i c a , c o m o v i m o s atrás, se e n t r o n c a c o n
Europa en el Imperio H i s p á n i c o q u e es la ú l t i m a y la m a y o r
expresión histórica de u n i d a d universal, f u n d a d a en el ge-
n u i n o espíritu de E u r o p a , y q u e fracasa o se desintegra al
enfrentarse i n ú t i l m e n t e a la traición europea a sus p r o p i o s
valores e c u m é n i c o s de r o m a n i d a d y c r i s t i a n d a d .

El ecúmeno, para usar la t e r m i n o l o g í a de D'Ors pero no


en su c o n c e p t o centrista y e x c l u y e m e , sería en sí m i s m o un
m o d e l o de c o m u n i d a d internacional q u e ejercería una r e c t o -
ría de principios y n o u n a d o m i n a c i ó n política c o m o la q u e
han ejercido y ejercen los a n t i g u o s y actuales imperialis-
m o s . S u influencia universal i m p l i c a , desde l u e g o , una f u e r -
za política, pero esta f u e r z a política se basaría en la validez
moral de esos principios y en el c o n s e n s o universal de su c a -
pacidad única de e s t r u c t u r a r y m a n t e n e r ún o r d e n de paz y
de justicia a nivel i n t e r n a c i o n a l , sin perjuicio de q u e exista
t a m b i é n un respaldo de grandeza y p o d e r í o por la e x t e n s i ó n

- 33 -
g e o g r á f i c a y d e m o g r á f i c a abarcada en u n i d a d política por
esta f o r m i d a b l e C o m u n i d a d Cultural de pueblos.
Este ecúmeno hispánico i m p r i m i r í a su e s p í r i t u , daría su
s u s t a n c i a , a la organización internacional de t o d o s los p u e -
blos del m u n d o , pero sin p r e t e n d e r i m p o n e r i n t e r n a m e n t e a
cada p u e b l o su t i p o de C u l t u r a Hispánica, sin p r e t e n d e r
erradicar de cada p u e b l o sus valores culturales a u t ó c t o n o s .

El c o n c e p t o del Exotero , para usar el o t r o t é r m i n o


d o r s i a n o , ya no sería el de p u e b l o s m a r g i n a d o s , d e s t i n a d o s
a la copia o Imitación del Ecúmeno y c o n u n a v o c a c i ó n his-
tórica p e r m a n e n t e de i n c o r p o r a c i ó n al m i s m o . Se i m p o n e
una convivencia de las diversas Culturas, no una f u s i ó n uni-
versal de ellas, o, c o m o quiere T o y n b e e , un « s i n c r e t i s m o re-
ligioso», i n t e g r a c i ó n de e l e m e n t o s de las actuales religiones
superiores, incluyendo el Cristianismo. «Puede llegar un m o -
m e n t o — s e ñ a l a — en q u e las herencias locales de las dife-
rentes naciones, civilizaciones y religiones históricas, se h a -
yan u n i d o en u n a herencia c o m ú n de t o d a la familia h u m a -
n a » . Cualquier idea de « s i n c r e t i s m o religioso» universal es
2 4

s i m p l e m e n t e irrealizable p o r q u e c o n t r a d i c e la naturaleza i n -
m u t a b l e de la V e r d a d , de las V e r d a d e s de la Fe, por m á s q u e
T o y n b e e s o s t e n g a q u e hay v e r d a d e s y d i c t a d o s esenciales
c o m u n e s a t o d a la H u m a n i d a d , y los hay c i e r t a m e n t e en la
base natural h u m a n a de t o d a s las religiones. Pero este c o n -
c e p t o de u n a Religión Natural Universal, puesta p o r D i o s en
el c o r a z ó n de t o d a s y c a d a u n a de sus criaturas h u m a n a s , es
p e r f e c t a m e n t e insuficiente y n o se puede prescindir del he-
c h o histórico de la R e v e l a c i ó n . La Religión no es sólo Ver-
d a d i n t u i t i v a , sino y más f u n d a m e n t a l m e n t e en el caso del
Cristianismo, V e r d a d Revelada.

Cabe más realísticamente hablar de una M o r a l Univer-


sal, la cual en cierto m o d o es ya u n a realidad en sus e n u n -
ciados c o m o la « D e c l a r a c i ó n Universal de d e r e c h o s y d e b e -

2 4
A r n o l d J . T o y n b e e , El historiador y la Religión, Emecé Editores, Bue-
n o s A i r e s , 1950, p á g i n a 2 9 8 .

- 34 -
res del h o m b r e » de las N a c i o n e s U n i d a s . Y t a m b i é n de las
n o r m a s u m v e r s a l m e n t e a c e p t a d a s del D e r e c h o I n t e r n a c i o -
nal, a u n q u e la estructuración y «praxis» del o r g a n i s m o m u n -
dial, basadas en el p r e d o m i n i o y p u g n a de las g r a n d e s p o -
tencias, violan esas n o r m a s f u n d a m e n t a l e s de i g u a l d a d y
justicia entre los p u e b l o s y n a c i o n e s , q u e están p r e c i s a m e n -
te en el ethos hispánico en el cual y del cual nace el D e r e c h o
I n t e r n a c i o n a l , f u n d a d o por V i t o r i a en el siglo X V I . Es el m o -
m e n t o en q u e c o m i e n z a la crisis de O c c i d e n t e , periclita la
Cristiandad Universal y el e c u m e n i s m o político medieval es
desplazado por el n a c i m i e n t o de los particularismos nacio-
nales organizados en Estados s o b e r a n o s .

El Imperio H i s p á n i c o , e n c a b e z a d o por Carlos V , es la úl-


t i m a expresión histórica de ese universalismo cristiano. Pero
t o d a su grandeza y e s p l e n d o r no son suficientes para salvar
al O c c i d e n t e Cristiano de su d i s o l u c i ó n política. Sin e m b a r -
g o en su agonía es capaz de heredar a ese m u n d o en d i s o l u -
c i ó n la creación vitoriana de u n o r d e n a m i e n t o é t i c o -
j u r í d i c o de las soberanías estatales bajo la rectoría de los
eternos principios cristianos. Por eso Keyserling ha p o d i d o
afirmar q u e o t r o s p u e b l o s p u e d e n representar el T e k n o s y el
L o g o s , pero n i n g ú n p u e b l o c o m o España ha s a b i d o encar-
nar el Ethos.

M a s el D e r e c h o Internacional f u n d a d o por V i t o r i a , c o m o
tal f u n d a d o r su efigie f u e p i n t a d a en la c ú p u l a del edificio de
la Liga de las N a c i o n e s , ha sido privada de sus f u n d a m e n t o s
cristianos. El c r e c i m i e n t o d e s o r b i t a d o de los n a c i o n a l i s m o s
d e s t r u y ó la fuerza del D e r e c h o e i m p u s o el d e r e c h o de la
Fuerza, c o n v i r t i e n d o los f o r o s internacionales en escenario
de un triste j u e g o de influencias y p r e p o t e n c i a s q u e h a n
c o n d u c i d o al m u n d o en este siglo a d o s h e c a t o m b e s bélicas
universales y a la t r e m e n d a e x p e c t a t i v a de una g u e r r a de
destrucción total.

A n t e el n a c i m i e n t o de los p o d e r o s o s Estados s o b e r a n o s
V i t o r i a forjó un i n s t r u m e n t o j u r í d i c o de m o r a l i n t e r n a c i o n a l ,
q u e salvaguardara n o sólo la existencia de los p u e b l o s d é b i -

- 35 -
les, sino los d e r e c h o s m i s m o s de los i n d i v i d u o s c o m o perso-
nas f r e n t e a la o m n i p o t e n c i a brutal de los Estados y a sus
apetitos nacionalistas de opresión y de c o n q u i s t a . A s í en su
Relecciones t r a t ó no sólo del derecho de los Estados, sino de
los d e r e c h o s de los s u b d i t o s de esos Estados, de los rehe-
nes, de los c a u t i v o s de las guerras, de las p o b l a c i o n e s o c u -
padas; e q u i p a r a n d o a cristianos e infieles, a nacionales y ex-
tranjeros, en el t r a t o político t a n t o en la paz c o m o en la g u e -
rra.
Por otra parte, V i t o r i a , al crear el Jus gentíum, distinto
del r o m a n o del m i s m o n o m b r e , refiriéndolo a los p u e b l o s
c o m o tales y no a los h o m b r e s en general, estableció sobre el
bien c o m ú n particular de cada p u e b l o o n a c i ó n la instancia
superior de un bien c o m ú n del o r b e , u n bien c o m ú n de la
H u m a n i d a d , a n t e el cual d e b e ceder aquel bien nacional o
particular; y estableció q u e el o r b e t o d o , « q u e en cierta m a -
nera f o r m a una r e p ú b l i c a , tiene p o d e r de dar leyes justas y a
t o d o s c o n v e n i e n t e s , c o m o s o n las del d e r e c h o de g e n t e s . . .
Y n i n g u n a n a c i ó n p u e d e creerse m e n o s obligada al d e r e c h o
de g e n t e s , p o r q u e está d a d o por la a u t o r i d a d de t o d o el or-
be». («De p o t e s t a t e civili», 2 1 ) . A f i r m a así la igualdad j u r í d i -
ca de los Estados y la existencia de una a u t o r i d a d s u p r a n a -
c i o n a l , q u e no es ya la del Papa ni la del Emperador, Vitoria
acepta la a u t o r i d a d s u p r e m a del Pontífice ú n i c a m e n t e en el
o r d e n espiritual y no en el t e m p o r a l , sino la del orbe o sea el
c o n j u n t o de n a c i o n e s , v i s l u m b r a n d o ya un t i p o de o r g a n i s -
m o i n t e r n a c i o n a l . Para V i t o r i a esta a u t o r i d a d s u p r a n a c i o n a l
es de d e r e c h o n a t u r a l , c o r r e s p o n d e a la H u m a n i d a d , socie-
d a d universal, y n o nace de u n p a c t o o a c u e r d o de s o b e r a -
nías estatales. La ley n a t u r a l , de a c u e r d o c o n el c o n c e p t o
t o m i s t a , es la p a r t i c i p a c i ó n de la ley eterna o ley divina en la
criatura racional. La ley positiva o ley h u m a n a está s u p e d i t a -
da a la ley natural y a través de ésta a la ley d i v i n a . A l s u p r i -
mir esta s u b o r d i n a c i ó n del d e r e c h o p o s i t i v o , al crear a éste
c o m o esfera a u t ó n o m a e i n d e p e n d i e n t e , f r u t o de la s o b e r a -
nía de los Estados, pierde su f u n d a m e n t o é t i c o . A s í la o r g a -
nización internacional f u n d a d a e x c l u s i v a m e n t e en el Pacto

- 36 -
de los Estados s o b e r a n o s pierde su s u p r e m a c í a natural p r o -
pia y q u e d a s u p e d i t a d a a la v o l u n t a d y a los intereses de las
soberanías nacionales c o m o p r o d u c t o de estas s o b e r a n í a s ,
las q u e a su vez, c o n c e b i d a s y a c t u a n t e s d e n t r o de su p r o -
pia esfera a u t ó n o m a e i n d e p e n d i e n t e , no t i e n e n más l i m i t a -
ción q u e la de la f u e r z a .

V o l v e m o s , p u e s , a la raíz del p r o b l e m a q u e v e n i m o s t r a -
t a n d o de la n e c e s i d a d , señalada por T o y n b e e en su Estudio
de la Historia, de superar la idolización de la soberanía n a -
cional.
El Manifiesto Comunista, al reconocer el h e c h o o realidad
de la potencia de las nacionalidades y poner al m i s m o t i e m -
po en evidencia el p r o c e s o histórico m o d e r n o de la p r o g r e s i -
va i n t e r d e p e n d e n c i a material y espiritual de las N a c i o n e s ,
prevé q u e las separaciones y a n t a g o n i s m o s de los p u e b l o s ,
ya e n c a m i n a d o s hacia su rápida eliminación p o r el desarro-
llo de la burguesía y del i n d u s t r i a l i s m o , t e n d r á n q u e desapa-
recer t o t a l m e n t e c o n el t r i u n f o del p r o l e t a r i a d o . La solidari-
d a d de clase del p r o l e t a r i a d o , por e n c i m a de las f r o n t e r a s
nacionales, es la s o l u c i ó n p r o p u e s t a p o r el m a r x i s m o . Pero
a estas alturas ya el i n t e r n a c i o n a l i s m o marxista está en quie-
bra. En la propia Rusia Soviética fue más f u e r t e la herencia
nacionalista e imperialista de los zares q u e las teorías y m ú -
sicas de la I n t e r n a c i o n a l . El h a m b r e del o s o m o s c o v i t a no
respetó la solidaridad de clase c o n los proletariados de Polo-
nia, H u n g r í a y C h e c o s l o v a q u i a , y t e n d i ó su zarpa imperialis-
ta sobre estos débiles v e c i n o s . M i e n t r a s t a n t o el C o m u n i s -
m o Internacional se partía en diversos C o m u n i s m o s nacio-
nales o N a c i o n a l - C o m u n i s m o s , y el imperialismo s o v i é t i c o
tenía q u e detenerse a las puertas de Yugoslavia y e n c o n -
traba en la China de M a o un v i g o r o s o a n t a g o n i s t a p o r las
viejas y poderosas razones nacionalistas de la Geopolítica
q u e presionan un d e s b o r d e amarillo de f r o n t e r a s hacia la
deshabitada Siberia.

Resulta e v i d e n t e , a la luz de los m i s m o s h e c h o s históri-


cos q u e la solidaridad ideológica o de clase no es más f u e r t e

- 37 -
q u e el s e n t i m i e n t o nacionalista. La c o n c i e n c i a histórica de
nacionalidad está p o r e n c i m a de la c o n c i e n c i a de clase. Es
preciso una a m p l i a c i ó n y t r a n s f o r m a c i ó n de esa c o n c i e n c i a
de nacionalidad para p o d e r superar sus actuales estrechos
límites en b e n e f i c i o de u n a c o n v i v e n c i a y solidaridad inter-
nacionales, de u n s e n t i m i e n t o de c o m u n i d a d y f r a t e r n i d a d
h u m a n a s universales. Pero no se p u e d e saltar d i r e c t a m e n t e
de lo nacional nacionalista a lo universal universalista, no se
p u e d e pretender c o n v e r t i r d i r e c t a m e n t e al c i u d a d a n o de
u n a N a c i ó n en c i u d a d a n o del M u n d o . El i n d i v i d u o se integra
en la sociedad universal de la h u m a n i d a d a través de una es-
cala de sociedades naturales q u e va de la familia al m u n i c i -
p i o , del m u n i c i p i o a la N a c i ó n , de la N a c i ó n a la s o c i e d a d re-
gional y de ésta a la C o m u n i d a d étnica y c u l t u r a l , a la C u l t u -
ra en el lenguaje s p e n g l a r i a n o o Civilización en la t e r m i n o l o -
gía de T o y n b e e . El siguiente paso, de la C o m u n i d a d de Cul-
t u r a a la C o m u n i d a d Universal de la H u m a n i d a d es el q u e
c o m p l e t a y cierra el O r d e n Social del H o m b r e , zoon politi-
kon, y lo integra y d a su jerarquía en el O r d e n D i v i n o del
C o s m o s , de la C r e a c i ó n .

Es preciso, pues, c o n c e b i r a la H u m a n i d a d , S o c i e d a d
Universal, n o c o m o u n a S o c i e d a d de Naciones sino c o m o
u n a S o c i e d a d de Culturas. La idolización de la soberanía na-
cional puede ser superada al ceder la N a c i ó n ante una s u p e -
rior u n i d a d o c o m u n i d a d de los p u e b l o s de una m i s m a Cul-
t u r a . Desde luego esta C o m u n i d a d Cultural d e b e e n c o n t r a r
su propia e s t r u c t u r a c i ó n p o l í t i c a . La c o n v i v e n c i a i n t e r n a c i o -
nal daría paso a u n a C o n v i v e n c i a de varias grandes C o m u n i -
d a d e s Culturales, y esta C o n v i v e n c i a se f u n d a r í a en deter-
m i n a d o s principios éticos c o m u n e s a t o d a s esas g r a n d e s
Culturas, principios q u e n o nacerían de un p a c t o o a c u e r d o
sino q u e estarían en la c o n c i e n c i a de t o d o s c o m o vivencias
de la propia Cultura, derivándose de esta conciencia particu-
lar y c o m ú n su validez universal. C o m o dijimos atrás, en
la Declaración Universal de los D e r e c h o s del H o m b r e e n -
c o n t r a m o s ya un paso inicial de esa c o n c i e n c i a ética univer-
sal y un r e c o n o c i m i e n t o histórico de su necesidad salutífera

- 38 -
para la crisis de la Civilización. N o e s t a m o s , pues, c o n lo q u e
v e n i m o s d i c i e n d o en el t e r r e n o i n c o n s i s t e n t e de la U t o p í a .

Falla el vital c o n s e n s o universal c u a n d o los principios


éticos se plantean en el c a m p o de los intereses i n t e r n a c i o -
nales, en el de la p u g n a de soberanías. Es aquí d o n d e se h a -
ce indispensable c a m b i a r el p l a n t e a m i e n t o , eliminar los tér-
m i n o s irreconciliables y trasladar a otra d i m e n s i ó n la bús-
q u e d a de la u n i d a d ética f u n d a m e n t a l necesaria para q u e la
c o n v i v e n c i a de los p u e b l o s alcance el Bien C o m ú n de la H u -
manidad.

El p r o b l e m a en este p u n t o n o es ya si p u e d e o no c o n s e -
guirse e s t o , si esto c o n s t i t u y e t a m b i é n una U t o p í a . El p r o -
b l e m a es q u e debe conseguirse c o m o ú n i c o c a m i n o para
evitar el d e s m o r o n a m i e n t o de la Civilización a q u e está a b o -
c a d o el m u n d o o c c i d e n t a l y c o n él la H u m a n i d a d e n t e r a .
¿ C ó m o p u e d e llegarse a esta nueva etapa de la Historia?
¿ C ó m o p u e d e realizarse esa t r a n s f o r m a c i ó n del a c t u a l o r d e n
i n t e r n a c i o n a l , b a s a d o en el d e r e c h o s o b e r a n o de los Esta-
d o s , en un o r d e n universal f u n d a d o en la v i g e n c i a de las p o -
cas grandes C o m u n i d a d e s Culturales de p u e b l o s q u e p u e -
d e n sobrevivir en la Historia M o d e r n a ? ¿ C ó m o pasar de u n a
Organización Internacional ( N a c i o n e s U n i d a s ) , m a s i v a m e n -
te m u l t i n a c i o n a l , a u n a O r g a n i z a c i ó n I n t e r c u l t u r a l , r e d u c i d a -
m e n t e p l u r i c u l t u r a l , y cuál su f o r m a de e s t r u c t u r a c i ó n j u r í d i -
ca y política? C u e s t i o n e s son éstas q u e n o p r e t e n d e m o s dis-
c u t i r y resolver, a m a n e r a de p r o f e t a s o predicadores de un
f u t u r i s m o político s e m e j a n t e al de la s o c i e d a d sin clases del
m a r x i s m o , algo así c o m o una s o c i e d a d internacional sin n a -
ciones. A u n q u e p o r otra parte es c o n v e n i e n t e dejar s e n t a d o
c o n Ortega y Gasset q u e « u n a c o n c e p c i ó n cautelosa de lo
real histórico tiene q u e c o n t a r c o n el f u t u r o , c o n n u e s t r o f u -
t u r o , n o sólo c o n n o s o t r o s , en c u a n t o f u t u r o de lo
p r e t é r i t o » , y q u e «cabe en la Historia la p r o f e c í a . M á s a ú n :
25

2 6
O r t e g a y G a s s e t , Hegel y América, Obras c o m p l e t a s II.

- 39 -
la historia es sólo u n a labor científica en la m e d i d a en q u e
sea posible la p r o f e c í a . C u a n d o el s e n t i d o h i s t ó r i c o se per-
f e c c i o n a , a u m e n t a t a m b i é n la c a p a c i d a d de p r e v i s i ó n » .
26

C o n c e p t o s éstos c o n f i r m a d o s p l e n a m e n t e p o r J a s p e r s
c u a n d o en su Origen y meta de la Historia escribe: « U n a
c o n c e p c i ó n histórica q u e p r e t e n d a extenderse a t o d a s las
cosas h u m a n a s tiene q u e incluir, necesariamente, el f u t u r o .
C u a n d o se r e n u n c i a al f u t u r o , la i m a g e n histórica del pasa-
d o se c o n v i e r t e en definitiva y a c a b a d a y p o r t a n t o en falsa.
N o p u e d e haber c o n c i e n c i a filosófica de la Historia sin c o n -
ciencia del f u t u r o s -
Pero n o s o t r o s a q u í n o q u e r e m o s llevar nuestra previsión
del f u t u r o a su p l a n e a c i ó n c o n c r e t a . Nos l i m i t a m o s a señalar
u n c a m i n o , el c a m i n o q u e i n d i c a n el o r d e n natural de la so-
cialidad h u m a n a , sus experiencias del pasado y las realida-
des del presente. P o d e m o s decir, y hasta ahí llega la a u d a -
cia de n u e s t r o p e n s a m i e n t o , q u e , de a c u e r d o c o n las c o n -
c e p c i o n e s y esperanzas de los m o d e r n o s críticos y p e n s a d o -
res de O c c i d e n t e , es necesario un o r g a n i s m o cultural v i v i e n -
te de p u e b l o s c o n f u e r z a original y vigencia histórica para
superar en sí m i s m o la e n f e r m e d a d de O c c i d e n t e , la idoliza-
c i ó n nacionalista, e impulsar en el resto del m u n d o esa s u -
peración salvadora. Y ese o r g a n i s m o , p e n s a m o s , n o p u e d e
ser o t r o q u e la C o m u n i d a d de p u e b l o s u n i d o s bajo el s i g n o
de la Cultura H i s p á n i c a . La realización de la v o c a c i ó n histó-
rica supranacional de este c o n j u n t o de p u e b l o s , f u n d a m e n -
t a l m e n t e ajena al p r o c e s o o c c i d e n t a l de racionalización de
los diversos órdenes de la vida h u m a n a , i n c l u y e n d o desde
luego y m u y p r i n c i p a l m e n t e el p o l í t i c o , sería el primer paso
en la o r g a n i z a c i ó n de o t r o s c o n j u n t o s étnicos y culturales de
signo diferente pero c o n el c o m ú n d e n o m i n a d o r de la i n v o -
l u c i ó n del e s t a t i s m o nacionalista o p r o v i n c i a n o . Este p r o c e -
so de i n v o l u c i ó n , de retroceso histórico del n a c i o n a l i s m o
beligerante y agresivo, abriría la posibilidad de e n c o n t r a r

2 6
O r t e g a y G a s s e t , El tema de nuestro tiempo.
27 Karl J a s p e r s , Origen y meta de la Historia, p á g . 153.

- 40 -
f o r m a s y f ó r m u l a s de o r d e n j u r í d i c o y político para la sociali-
d a d h u m a n a universal, orientadas n a t u r a l m e n t e al Bien C o -
m ú n de la H u m a n i d a d , tal c o m o lo c o n c i b e la filosofía pe-
rennis de nuestro Cristianismo original.

En este o r d e n de ideas, d o n d e p o d e m o s avanzar sobre


terreno más f i r m e y c o n c r e t o es en el c a m i n o de la i n t e g r a -
c i ó n de nuestra C o m u n i d a d Hispánica. Partiendo de su p a -
sada vigencia histórica, suspensa en el proceso de d e s c o m -
posición social de la M o d e r n i d a d , p o d e m o s examinar los v a -
lores originales de nuestra Cultura Hispánica, el a p o r t e a m e -
ricano, su c o n t r a p o s i c i ó n y sus ligas c o n otras áreas c u l t u r a -
les inmediatas c o m o la a n g l o - n o r t e a m e r i c a n a . P o d e m o s es-
tudiar los p r o y e c t o s y procesos en m a r c h a de i n t e g r a c i o n e s
regionales en el C o n t i n e n t e A m e r i c a n o , q u e d e m u e s t r a n la
ineludible v o c a c i ó n de u n i d a d histórica de n u e s t r o s p u e b l o s
y p o n e n de m a n i f i e s t o q u e , en una u otra f o r m a , la ruta h a -
cia la superior C o m u n i d a d Hispánica ya ha sido e m p r e n d i -
da.

- 41 -
C A P I T U L O II

ORIGEN Y R U P T U R A DE LA C O M U N I D A D
HISPANICA

A m é r i c a es descubierta m e n o s de 30 a ñ o s a n t e s de ini-
ciarse, c o n la R e f o r m a P r o t e s t a n t e , la d i s o l u c i ó n de la Cris-
t i a n d a d , la r u p t u r a de la u n i d a d política cristiana de O c c i -
d e n t e e n c a r n a d a en el I m p e r i o Hispánico de Carlos V. Espa-
ña acaba de c o n q u i s t a r G r a n a d a , el ú l t i m o baluarte e u r o p e o
del Islam, c u a n d o le es e n t r e g a d a la m i t a d a m e r i c a n a del
m u n d o , hasta e n t o n c e s d e s c o n o c i d a para el h o m b r e o c c i -
d e n t a l . «Es, en parte, la c o n c i e n c i a de q u e d u r a n t e o c h o si-
glos ha m o n t a d o la guardia en el baluarte de la c r i s t i a n d a d lo
q u e hace surgir en España el c o n c e p t o de un destino misional
— e s c r i b e V i c e n t e D. S i e r r a — q u e , en lo p o l í t i c o , n o necesi-
ta más q u e e n t r o n c a r s e en las propias raíces r o m a n a s para
t r a n s f o r m a r s e en v o c a c i ó n i m p e r i a l » . 28

N a c e , pues, en la Historia un S a c r o Hispano I m p e r i o c o n


una d i m e n s i ó n universal q u e no alcanzó ni el I m p e r i o R o m a -
n o . Pero nace en el m o m e n t o en q u e la Cristiandad se divide
y entra en el c a m i n o histórico q u e c o n d u c e a la n e g a c i ó n ra-
cionalista de lo Sacral y de lo T e o c é n t r i c o para instaurar u n
h u m a n i s m o q u e c o m o tal es a n t r o p o c é n t r i c o . « A m é r i c a
— s e g ú n frase de E d m u n d o O ' G o r m a n q u e c i t a m o s a t r á s —
aparece en el h o r i z o n t e de la Cultura Cristiana p r e c i s a m e n t e

28 V i c e n t e D. S i e r r a , O b . c i t a d a p á g . 4 7 3 .

- 43 -
en el m o m e n t o en q u e al declinar la Edad M e d i a , el h o m b r e
se q u e d a b a sin Dios».

Pero la c o n q u i s t a y c o l o n i z a c i ó n de A m é r i c a son t o d a v í a
una gesta m e d i e v a l . N o p o d í a n ser de otra manera p o r q u e
España permanecía fiel al Cristianismo original, había sido
su c a m p e ó n c o n t r a el Islam y c o n t i n u a b a siéndolo c o n t r a la
herejía luterana. España es la organizadora y a b a n d e r a d a de
la C o n t r a r r e f o r m a . M i e n t r a s extiende la Cristiandad en tie-
rras americanas l u c h a por ella en el c o n t i n e n t e e u r o p e o . El
m i s m o espíritu la a n i m a en a m b a s empresas. El é x i t o de la
una está ligado al de la o t r a . C o n c e b i d o el Imperio a m e r i c a -
no de España c o m o un p r o y e c t o histórico de u n i d a d política
y religiosa r o m a n o - c r i s t i a n a y realizado así por espacio de
d o s siglos, al perderse en E u r o p a , y en la m i s m a España c o n
la dinastía francesa de los B o r b o n e s , ese espíritu cristiano
original, el Imperio t u v o q u e d e r r u m b a r s e . En realidad al ser
d e r r o t a d a en Europa la C o n t r a r r e f o r m a española, d i f í c i l m e n -
te podía salvarse su espíritu cristiano medieval en A m é r i c a .
S i n e m b a r g o , ese f u e el s e n t i d o original de la I n d e p e n d e n c i a
a m e r i c a n a : la rebelión de u n a A m é r i c a p r o f u n d a y t r a d i c i o -
n a l m e n t e hispánica, a n t i m o d e r n a , c o n t r a una España e u r o -
peizada, y no sólo afrancesada, sino o c u p a d a política y mili-
t a r m e n t e p o r F r a n c i a . « L a g u e r r a de i n d e p e n d e n c i a
— a f i r m a Cecil J a n e — , no f u e la c o n s e c u e n c i a de la p r o p a -
g a c i ó n de ideas r e c i e n t e m e n t e i m p o r t a d a s de Europa o de
a l g ú n despertar r e p e n t i n o de la vida política p r o v o c a d o p o r
el c o n o c i m i e n t o de teorías filosóficas del siglo X V I I I o de
a c o n t e c i m i e n t o s tales c o m o la insurrección de las c o l o n i a s
inglesas de N o r t e a m é r i c a o la R e v o l u c i ó n Francesa». «La
guerra de i n d e p e n d e n c i a p u e d e definirse del m o d o mejor
c o m o una protesta c o n t r a el a b a n d o n o del viejo y español
sistema de a d m i n i s t r a c i ó n colonial y el i n t e n t o de s u s t i t u i r l o
por o t r o n u e v o c u y o espíritu no era e s p a ñ o l . La A m é r i c a es-
pañola cesó de f o r m a r parte del Imperio Español p o r q u e los
B o r b o n e s f u e r o n incapaces de c o m p r e n d e r las c i r c u n s t a n -
cias q u e habían h e c h o posible la c o n t i n u i d a d de aquel I m p e -
rio, pues no eran españoles por t e m p e r a m e n t o , y p o r q u e

- 44 -
s ó l o haciéndose i n d e p e n d i e n t e s p o d í a n retener las colonias
el carácter q u e les había sido i m p r e s o por los c o n q u i s t a d o -
res del N u e v o M u n d o » . 2 9

Lo q u e c o n la I n d e p e n d e n c i a se planteaba o r i g i n a l m e n t e
era nada m e n o s q u e la s u p e r v i v e n c i a en A m é r i c a del I m p e -
rio Hispánico y de su c o n c e p c i ó n política cristiana, es decir
la salvación histórica del g e n u i n o espíritu de la Cristiandad
Universal, destruido en Europa p o r los nacionalismos protes-
tantes.

En la teoría del E c ú m e n o y del Exotero q u e c o m e n t a m o s


atrás, Eugenio D'Ors se a c e r c a , p o r r u m b o e q u i v o c a d o , a la
i n t u i c i ó n de esta v e r d a d h i s t ó r i c a . Para D'Ors la i n d e p e n -
dencia americana no se d e b i ó a u n c r e c i m i e n t o o m a y o r í a de
edad de nuestros p u e b l o s , y en esto acierta p l e n a m e n t e . El
s e p a r a t i s m o p r o d u c t o r de esa r u p t u r a c o n la m e t r ó p o l i se
d e b i ó , s e g ú n él, «al e l e m e n t o de una d i f u s a , de una sosteni-
d a , una e x p e r i e n c i a l m e n t e incurable decepción, sufrida por
u n a p o r c i ó n del E x o t e r o , en su aspiración — m á s o m e n o s
c o n s c i e n t e — a ascender, incorporándose al E c ú m e n o » . Esta 30

m i s m a s i t u a c i ó n , a f i r m a , se p l a n t e ó en las Islas Canarias, y


se resolvió f a v o r a b l e m e n t e i n c o r p o r á n d o l a s España c o m o
provincias. Lo q u e parece d e s c o n o c e r D'Ors, a pesar de q u e
en su t e x t o prescinde c o r r e c t a m e n t e del t é r m i n o I n d e p e n -
d e n c i a , de seguro i n o p i n a d a m e n t e , es q u e las posesiones
españolas en A m é r i c a n o eran colonias, sino p r e c i s a m e n t e
reinos o provincias de la C o r o n a de Castilla, del I m p e r i o Es-
p a ñ o l . Es c o r r e c t a la palabra I n d e p e n d e n c i a para designar la
r u p t u r a de los lazos de d o m i n i o q u e u n e n a las colonias c o n
la m e t r ó p o l i . En el caso de las posesiones españolas en
A m é r i c a el t é r m i n o j u r í d i c o c o r r e c t o es separación o sece-
sión.

Ciertamente q u e en esta separación a m e r i c a n a h u b o un


s e n t i m i e n t o de decepción, pero n o , c o m o t o r c i d a m e n t e

2 9
Cecil J a n e , Libertad y despotismo en la América Hispana, p á g . 135.
3 0
Eugenio D'Ors, obra citada.

- 45 -
a p u n t a D'Ors, por su i m p o s i b i l i d a d de incorporarse al Ecú-
m e n o h i s p á n i c o , sino p o r el h e c h o histórico de su desincor-
p o r a c i ó n , o si se quiere por la r u p t u r a de su p r o c e s o históri-
c o de i n c o r p o r a c i ó n a d i c h o E c ú m e n o ; n o p o r q u e no p u d i e -
ran ser consideradas provincias del Imperio Español, sino
p o r q u e , siéndolo de d e r e c h o y o r i g i n a l m e n t e , c o m e n z a r o n a
ser tratadas c o m o colonias.

El carácter original de la guerra de i n d e p e n d e n c i a f u e el


de una rebelión de la A m é r i c a española c o n t r a la España a n -
tiespañola, en t r a n c e de e u r o p e i z a c i ó n , de los B o r b o n e s , la
rebelión de los criollos descendientes de los c o n q u i s t a d o r e s
c o n su arraigado espíritu f e u d a l c o n t r a los g a c h u p i n e s o
c h a p e t o n e s representantes del n u e v o Estado M o d e r n o ,
centralista y colonialista.

Las h o n d a s causas del d e s c o n t e n t o p r o d u c i d o p o r i n -


c o m p a t i b i l i d a d entre los países a m e r i c a n o s y su d i s t a n t e
m e t r ó p o l i — o b s e r v a Carlos P e r e y r a — se revelan en agita-
ciones q u e ya esbozan una r e v o l u c i ó n a u n q u e t o d a v í a m u y
lejana» . 31

En 1765 la plebe de Quito se rebela c o n t r a la A d u a n a y el


Estanco del A g u a r d i e n t e , y su grito es: « | M u e r a n los c h a p e -
t o n e s ! » . En 1767, al ser expulsados los jesuítas, el p u e b l o de
M é x i c o protesta c l a m a n d o : « | M u e r a n los g a c h u p i n e s ! » .
Diez a ñ o s d e s p u é s , en el Perú estalla la p r o t e s t a c u a n d o el
Visitador J o s é A n t o n i o de A r e c h e i m p o n e las r e f o r m a s de
Carlos III, y ese m i s m o a ñ o de 1778, en Nueva Granada, o c u -
rre el alzamiento de los c o m u n e r o s del S o c o r r o , por p r e t e n -
derse implantar una n u e v a o r g a n i z a c i ó n fiscal. La s a n g r i e n -
ta rebelión de T u p a c A m a r u en 1780 no t u v o o t r o m o t i v o , y
la paz no se restableció hasta 1788, en q u e el Virrey J á u r e -
gui revisó la errada política de A r e c h e .
A la f u n e s t a política de los B o r b o n e s se s u m a u n a causa
más grave e i n m e d i a t a de la rebelión a m e r i c a n a . Esta es la

3
' C a r l o s P e r e y r a , Breve Historia de América, pág. 344.

- 46 -
invasión n a p o l e ó n i c a de España c o n la prisión de F e r n a n d o
VII y el a d v e n i m i e n t o de J o s é FJonaparte al t r o n o e s p a ñ o l .
Y a no se trata de una rebelión c o n t r a el c e n t r a l i s m o m o d e r -
nizante del m o n a r c a l e g i t i m o . Se plantea d e f i n i t i v a m e n t e la
c u e s t i ó n de la separación (independencia) de un g o b i e r n o
ilegítimo. La u n i d a d tradicional del Imperio se f u n d a en la
a u t o r i d a d del Rey sobre las diversas provincias q u e lo inte-
g r a n . En este c o n c e p t o j u r í d i c o los reinos de España s o n
iguales a los de A m é r i c a , t o d o s d e p e n d i e n t e s del m o n a r c a .
El v í n c u l o j u r í d i c o es la m o n a r q u í a española. Desaparecida
la m o n a r q u í a se ha r o t o este v í n c u l o c o n España y p r o c e d e
la s e p a r a c i ó n , el ejercicio a u t ó n o m o del poder de cada reino
o provincia.

Se presentó así a los a m e r i c a n o s un t r e m e n d o c o n f l i c t o


q u e los dividió en d o s b a n d o s o p u e s t o s , c o n v i r t i e n d o la
guerra de i n d e p e n d e n c i a en u n a guerra entre a m e r i c a n o s .
España no hubiera p o d i d o sostener esta guerra si n o h u -
biera c o n t a d o c o n el a p o y o de gran parte de la p o b l a c i ó n
a m e r i c a n a . Los indios estaban por el Rey. «Los m e s t i z o s ,
zambos, mulatos y otros americanos — d i c e Marius
A n d r é — no difieren m u c h o de los indios en este p u n t o . A l
principio s o n , en su m a y o r í a , partidarios del a n t i g u o régi-
m e n , y bajo la bandera de éste se alistan sus s o l d a d o s . P o c o
a p o c o se pasan al n u e v o , p o r q u e es el q u e t r i u n f a , p o r q u e
se les e m b r i a g a c o n p r o m e s a s y p o r q u e sufren diversas i n -
f l u e n c i a s , de las q u e son las principales las de los jefes
aureolados por la v i c t o r i a , de los p á r r o c o s y de los frailes p a -
triotas» . 32

Los g o b e r n a d o r e s españoles habían a p r o v e c h a d o hábil-


m e n t e el o d i o q u e existía entre los mestizos y los criollos
b l a n c o s c o m o i n s t r u m e n t o de d o m i n a c i ó n política. A los
mestizos les f u e r o n c o n c e d i d a s franquicias y d e r e c h o s polí-
t i c o s q u e en un p r i n c i p i o eran e x c l u s i v a m e n t e de los crio-

M a r i u s A n d r ó , El fin del Imperio


3 2
Español en América, Editorial C u l t u r a
Española, M a d r i d , p á g . 107.

- 47 -
líos. Se les a d m i t i ó a las carreras liberales y a los e m p l e o s
p ú b l i c o s , así c o m o al servicio militar en las t r o p a s p e r m a -
nentes. De esta m a n e r a sus intereses de g r u p o o de clase
los c o l o c a b a n de parte del G o b i e r n o español f r e n t e a los
criollos.
U n caso t í p i c o es el de los f a m o s o s llaneros venezolanos
q u e , c o m a n d a d o s p o r Boves, l u c h a n por los realistas p r i m e -
ro; pero l u e g o , m u e r t o a q u é l , se dejan capitanear por Páez y
se pasan al b a n d o bolivariano.

El p a n o r a m a en estos años se presenta c o n f u s o en A m é -


rica. La fidelidad al I m p e r i o y a la M o n a r q u í a , a pesar de la
traición de ésta a los ideales tradicionales de a q u é l , se m a n -
tiene f i r m e y es un s e n t i m i e n t o popular. Por eso la rebelión
al c o m i e n z o se f u n d a en el principio de fidelidad al rey pri-
s i o n e r o . «|Viva Fernando VIII [Viva la Religión!» era el g r i t o
del cura Hidalgo. El Plan de Iguala, en su artículo c u a r t o , re-
firiéndose al g o b i e r n o de M é x i c o , d e c í a : « S u E m p e r a d o r se-
rá el S e ñ o r D o n F e r n a n d o V I I , y si él no se presenta en los
plazos fijados por las C o r t e s , serán llamados en su lugar el
Serenísimo S e ñ o r I n f a n t e D o n Francisco de Paula, el a r c h i -
d u q u e Carlos (de A u s t r i a ) o cualquier o t r o Príncipe de casa
reinante q u e el C o n g r e s o eligiere». Las J u n t a s q u e se o r g a -
nizan g o b i e r n a n en n o m b r e del Rey prisionero. La de Cara-
cas se llama « J u n t a C o n s e r v a d o r a de los D e r e c h o s de Fer-
n a n d o V I I » y s u s t i t u y e al Capitán General E m p a r á n , acusa-
d o de ser partidario de J o s é B o n a p a r t e . B u e n o s Aires quiere
un Rey B o r b ó n , y B e l g r a n o p r o p o n e a la I n f a n t a Carlota.
Los colores de la bandera a r g e n t i n a son los colores del Rey.
La g u e r r a de la i n d e p e n d e n c i a n o tiene — a l m e n o s en su
p r i n c i p i o — el carácter de una r e v o l u c i ó n c o n t r a la m o n a r -
q u í a ni c o n t r a España. Es s i m p l e m e n t e una lucha entre d o s
b a n d o s q u e d i s p u t a n sobre u n p r o b l e m a de legalidad. N i n -
g u n o d e s c o n o c e la a u t o r i d a d del Rey. Las J u n t a s a m e r i c a -
nas se niegan a o b e d e c e r a la J u n t a Central española y a las
Cortes de Cádiz p o r q u e n o representan al Rey y los a m e r i c a -
nos no son s u b d i t o s de España, sino de la C o r o n a de Casti-

- 48 -
Ha. Las posesiones de la A m é r i c a Española n o eran colonias
de España sino reinos o provincias de la C o r o n a de Castilla.

S u s habitantes t e n í a n , por t a n t o , el m i s m o d e r e c h o q u e
los habitantes de la Península para n o m b r a r sus propias
J u n t a s . « N o p e r t e n e c e m o s a España — d e c í a n — p e r t e n e c e -
m o s al Rey de Castilla; d e s a p a r e c i d o éste, t e n e m o s el dere-
c h o de escoger o t r o g o b i e r n o » . Esta era la tesis q u e s o s t e -
nían en B u e n o s A i r e s J u a n J o s é Castelli y luego M a r i a n o
M o r e n o . Este a f i r m a b a : «desde q u e la alevosa c o n d u c t a del
Emperador de Francia a r r a n c ó de España al más a m a d o de
sus M o n a r c a s , el Reino q u e d ó acéfalo y disipado el p r i n c i p i o
d o n d e ú n i c a m e n t e p o d í a n c o n c e n t r a r s e los v e r d a d e r o s d e -
r e c h o s de la s o b e r a n í a . Con la falta de nuestro M o n a r c a pe-
reció el a p o y o de q u e los m a g i s t r a d o s derivaban sus p o d e -
res; perdieron los p u e b l o s el padre q u e debía velar en su
c o n s e r v a c i ó n ; y el Estado, a b a n d o n a d o a sí m i s m o , e m p e z ó
a sentir las c o n v u l s i o n e s c o n s i g u i e n t e s a la o p o s i c i ó n de i n -
tereses, q u e m a n t e n í a a n t e s u n i d o s la m a n o del Rey p o r m e -
dio de las riendas del G o b i e r n o , q u e había dejado escapar
i n c a u t a m e n t e . . . F e r n a n d o VII tenía u n Reino, pero n o p o d í a
g o b e r n a r l o ; la M o n a r q u í a española tenía un Rey, p e r o no
p o d í a ser g o b e r n a d a p o r él; y en este c o n f l i c t o la N a c i ó n de-
bía recurrir a sí m i s m a para g o b e r n a r s e , d e f e n d e r s e , salvar-
se y recuperar a su M o n a r c a » .

« T o m a r o n y ejercieron prerrogativas reconocidas legales


por las Siete Partidas — d i c e M a r i u s A n d r é — . No t e n í a n ne-
cesidad de lecciones de enciclopedistas; la Edad M e d i a les
abre las puertas de la libertad. S e g ú n las Siete Partidas,
c u a n d o se e x t i n g u e la familia real, el n u e v o s o b e r a n o d e b e
elegirse por universal s u f r a g i o ; el Rey Sabio no dice « p o r las
Cortes» ni « p o r la nobleza», sino «por a c u e r d o de t o d o s los
habitantes del reino q u e le escogiesen por s e ñ o r . . . » - 33

Sin e m b a r g o , n o t o d o s los a m e r i c a n o s pensaron de esta

3 3
Marius A n d r é , obra citada.

- 49 -
m a n e r a , y en la c o n f u s i ó n del m o m e n t o histórico, p r e d o m i -
n a n d o el s e n t i m i e n t o de fidelidad al Rey, la o p i n i ó n se divi-
dió f r e n t e al h e c h o de e n c o n t r a r s e España t o d a en p o d e r del
invasor y el Rey prisionero de N a p o l e ó n en B a y o n a .
« N o , S e ñ o r — d e c í a Saavedra al Virrey C i s n e r o s — no
queremos seguir la suerte de España ni ser d o m i n a d o s por los
franceses. H e m o s resuelto t o m a r de n u e v o el ejercicio de
nuestros d e r e c h o s y salvaguardarnos nosotros m i s m o s » . 3 4

La lucha v i n o , pues, entre los que así o p i n a b a n y los q u e


a ú n tenían fe en España, a pesar de su o c u p a c i ó n por los
ejércitos n a p o l e ó n i c o s .

«El primer e f e c t o q u e p r o d u j o en A m é r i c a la nueva s i t u a -


c i ó n de España c o n su Rey c a u t i v o — e x p o n e P e r e y r a — f u e
la necesidad a p r e m i a n t e de acudir a la revisión de las teorías
c o n s t i t u c i o n a l e s . Los a c o n t e c i m i e n t o s habían p l a n t e a d o
c u e s t i o n e s q u e sólo resuelven o t r o s a c o n t e c i m i e n t o s .

¿El Rey de España podía ser s u s t i t u i d o en A m é r i c a por


un ó r g a n o legal?
Los criollos decían q u e sí.
Los peninsulares c o n t e s t a b a n c o n la más r o t u n d a n e g a -
tiva.
Si hubieran estado f r e n t e a f r e n t e los peninsulares y los
criollos, la c u e s t i ó n se habría resuelto c o n p r o n t i t u d . Pero
los h e c h o s c o m p l i c a r o n la a r g u m e n t a c i ó n , y los criollos se
d i v i d i e r o n , así c o m o los p e n i n s u l a r e s » .
35

«La guerra hispanoamericana — e s c r i b e A n d r é s — es gue-


rra entre a m e r i c a n o s q u e quieren los u n o s , la c o n t i n u a c i ó n
del régimen e s p a ñ o l , los o t r o s la i n d e p e n d e n c i a c o n Fernan-
d o VII o u n o de sus parientes por Rey, o bajo un r é g i m e n re-
publicano» . 36

3 4
Citado por Marius A n d r é .
3 5
Carlos Pereyra, obra citada.
3 6
Marius André, obra citada.

- 50 -
La reacción a m e r i c a n a c o n t r a la v i o l a c i ó n por parte
de la España b o r b ó n i c a de los f u n d a m e n t o s y e s t r u c t u r a s
originales del I m p e r i o c r e a d o p o r los C o n q u i s t a d o r e s y la
m o n a r q u í a hispánica de los A u s t r i a s , estalló en f o r m a de re-
belión y separatismo c o n la invasión de España, n o sólo p o r
las tropas francesas, q u e al f i n f u e r o n expulsadas de la Pe-
nínsula, sino p r i n c i p a l m e n t e p o r las ideas de la R e v o l u c i ó n
Francesa q u e las m i s m a s b a y o n e t a s de N a p o l e ó n se encar-
g a r o n de propagar en E u r o p a .

En el v a s t o y variado escenario de la A m é r i c a española


estos c o n c e p t o s e ideas del Estado M o d e r n o centralizador,
racionalista y a g n ó s t i c o , c u a n d o no f r a n c a m e n t e antirreli-
g i o s o , a f e c t a r o n en diversas f o r m a s a las sociedades de los
distintos virreinatos y p r o v i n c i a s . Por eso t a m b i é n f u e varia
la reacción p r o v o c a d a y varias y diferentes las causas i n m e -
diatas de la m i s m a , s e g ú n los intereses de diverso o r d e n
más d i r e c t a m e n t e a f e c t a d o s .

En B u e n o s A i r e s , p o r e j e m p l o , para a l g u n o s h i s t o r i a d o -
res f u e r o n m o t i v o s p r e p o n d e r a n t e m e n t e e c o n ó m i c o s los
d e t e r m i n a n t e s de la s e p a r a c i ó n de España. «La guerra de i n -
d e p e n d e n c i a — e s c r i b e Carlos O c t a v i o B u n g e — no se o r i g i -
nó en altos ideales d e m o c r á t i c o s , ni la realizaron m u l t i t u d e s
ávidas de gloria y de l i b e r t a d . Fue sólo un m o v i m i e n t o q u e
iniciaron, i n c o n s c i e n t e s de sus p r o y e c c i o n e s f u t u r a s , la bur-
guesía y el c o m e r c i o criollo de B u e n o s Aires c o n t r a el irri-
t a n t e sistema del m o n o p o l i o e s p a ñ o l » . 37

En M é x i c o es la c u e s t i ó n religiosa la q u e decide la inde-


p e n d e n c i a . La r e v o l u c i ó n de H i d a l g o y de M o r e l o s f r a c a s ó
c o m p l e t a m e n t e . Pero en 1 8 2 1 , los m i s m o s q u e c o m b a t i e r o n
a los curas rebeldes, la n o b l e z a , el clero, los frailes inquisi-
d o r e s , son los q u e realizan la i n d e p e n d e n c i a sin d e r r a m a -
m i e n t o de sangre. Y este m o v i m i e n t o n o es o t r a cosa q u e
u n a c o n t r a r r e v o l u c i ó n inspirada p o r el s e n t i m i e n t o religioso.
S u o b j e t i v o principal es la a b o l i c i ó n de la C o n s t i t u c i ó n de

3 7
C a r l o s O c t a v i o B u n g e , Nuestra América, p á g . 169.

- 51 -
1812, q u e Fernando VII habla sido o b l i g a d o a restablecer
c o m o f r u t o de la s u b l e v a c i ó n militar de Riego.

«Los m e x i c a n o s están i n d i g n a d o s por las leyes q u e han


v o t a d o las Cortes y m u y p a r t i c u l a r m e n t e por la e x p u l s i ó n de
los jesuítas, decretada de n u e v o . Sobre t o d o en la capital
hay gran oposición a q u e la Constitución sea puesta otra vez
en v i g o r ; pídese que se la considere c o m o no existente y
q u e la N u e v a España sea g o b e r n a d a s e g ú n las a n t i g u a s le-
yes de Indias en t a n t o q u e el Rey no recupere la libertad de
q u e es p r i v a d o por el P a r l a m e n t o . Los t e m o r e s y la cólera de
los m e x i c a n o s se a u m e n t a b a n por el h e c h o de q u e por lo
m e n o s las c u a t r o q u i n t a s partes de los oficiales españoles
de g u a r n i c i ó n en M é x i c o eran f r a c m a s o n e s » . 38

El carácter c o n t r a r r e v o l u c i o n a r i o del m o v i m i e n t o e m a n -
c i p a d o r se p o n e de m a n i f i e s t o en el Plan de Iguala, q u e es-
tablece c o m o base del m i s m o la defensa de las llamadas tres
garantías: Religión, U n i ó n bajo la m o n a r q u í a , I n d e p e n d e n -
cia, simbolizadas en los tres colores de la bandera m e x i c a -
n a : b l a n c o , rojo y v e r d e r e s p e c t i v a m e n t e ; por lo cual el ejér-
c i t o de Iturbide es l l a m a d o trígarante o de las tres garantías.

En C e n t r o a m é r i c a la I n d e p e n d e n c i a se p r o d u c e en 1821
c o m o una c o n s e c u e n c i a inevitable de la i n d e p e n d e n c i a del
resto de A m é r i c a . El p r o p i o C a p i t á n General de G u a t e m a l a ,
d o n G a b i n o Gaínza, la declara en J u n t a de N o t a b l e s , en m e -
dio de la indiferencia p o p u l a r .

En general, en las p r o v i n c i a s lo q u e d e c i d e la i n d e p e n -
d e n c i a es el e j e m p l o y el a p o y o de las capitales virreinales.
A l g u n a s provincias, c o m o C ó r d o b a y M o n t e v i d e o , p e r m a -
n e c e n fieles a España, y la guerra q u e en ellas se libra es, al
p r i n c i p i o , la guerra e n t r e las provincias leales y la capital re-
belde.

El Primer C o n g r e s o H i s p a n o a m e r i c a n o de Historia, reu-


n i d o en M a d r i d en 1949, y c u y o t e m a f u e p r e c i s a m e n t e el de
3 8
Marius André, obra citada.

- 52 -
Causas y caracteres de la Independencia Hispanoamerica-
na, estableció al r e s p e c t o la s i g u i e n t e c o n c l u s i ó n : «En el es-
t a d o actual de las investigaciones y c o n o c i m i e n t o s históri-
c o s es imposible f o r m u l a r c o n caracteres definitivos u n a
teoría general sobre la R e v o l u c i ó n A m e r i c a n a y la I n d e p e n -
dencia de A m é r i c a q u e f u e su c o n s e c u e n c i a » , no o b s t a n t e
lo cual « p u e d e a f i r m a r s e q u e la r e v o l u c i ó n americana no es
u n episodio cuya e x p l i c a c i ó n d e b a buscarse en la brusca ac-
t u a c i ó n de u n a o varias causas c o n c r e t a s , sino un p r o c e s o
espiritual c o m p l e j o , v i n c u l a d o a la Historia Universal, y para
c u y a c o m p r e n s i ó n es m e n e s t e r el c o n o c i m i e n t o p r o f u n d o
de la Historia p r e - r e v o l u c i o n a r i a . De esta manera la r u p t u r a
de la u n i d a d política del m u n d o h i s p a n o a m e r i c a n o n o p u e d e
considerarse c o m o una d i s g r e g a c i ó n de la u n i d a d histórica
anterior regida p o r España, sino c o m o un f e n ó m e n o acaeci-
do d e n t r o de u n a superior u n i d a d espiritual, c u y o s p r o t a g o -
nistas principales a c t ú a n en tal p r o c e s o por causas y c o n
p r o p ó s i t o s diferentes entre sí».

El C o n g r e s o de M a d r i d dejó s e n t a d o el carácter hispáni-


c o universal de la I n d e p e n d e n c i a a m e r i c a n a , lo q u e q u e d ó
a ú n más claro en una de sus resoluciones prácticas, la de
colocar en el M u s e o de A m é r i c a de la capital española u n a
placa c o n los n o m b r e s de «los pensadores a m e r i c a n o s q u e
en la primera m i t a d del siglo X I X se a d e l a n t a r o n a f o r m u l a r
i n t e r p r e t a c i o n e s s o b r e la r e v o l u c i ó n americana sin d e s v i n -
cularla del p r o c e s o cultural h i s p á n i c o » .

Problemas e c o n ó m i c o s de c o m e r c i o , c u e s t i o n e s de pre-
p o n d e r a n c i a de los peninsulares sobre los criollos, de c e n -
t r a l i s m o p o l í t i c o c o n t r a la a u t o n o m í a de los c a b i l d o s , c o n -
f l i c t o s religiosos p o r amenazas c o n t r a la f e , t o d o ello se
plantea d e n t r o de u n p r o c e s o histórico de c h o q u e y desajus-
te entre la C u l t u r a Hispánica tradicional heredada de la Es-
p a ñ a c o n q u i s t a d o r a y misionera y los n u e v o s m o l d e s c u l t u -
rales e u r o p e o s q u e la influencia f u n d a m e n t a l m e n t e f r a n c e s a
t r a t a de i m p o n e r t a n t o en la p r o p i a España c o m o en A m é r i -
c a . Esta t e n d e n c i a e u r o p e i z a n t e c h o c ó en un principio c o n

- 53 -
los intereses s o c i o e c o n ó m i c o s de los criollos a m e r i c a n o s e
incluso c o n los de las clases populares de indios y m e s t i z o s ,
c h o c ó c o n la e s t r u c t u r a feudalista establecida por la C o n -
quista y c o n t r a las libertades municipales del D e r e c h o India-
n o , herencia del D e r e c h o H i s p á n i c o .
La c o n q u i s t a de A m é r i c a p o r España se llevó a c a b o , ya
lo señalamos atrás, c o n la m e n t a l i d a d medieval feudalista
q u e c o n f o r m a b a el o r g a n i s m o del Imperio Español y su vida
histórica.

La empresa c o n q u i s t a d o r a se realizó m e d i a n t e el sistema


de capitulaciones q u e el Rey celebraba c o n cada u n o de los
Capitanes q u e se a v e n t u r a b a n , p o r su c u e n t a y riesgo, a ex-
plorar las tierras de A m é r i c a , a u t o r i z á n d o l o s para ello y para
t o m a r posesión de las m i s m a s en n o m b r e de la C o r o n a de
Castilla. Por su parte el Rey les r e c o n o c í a a los c o n q u i s t a d o -
res el carácter de v e r d a d e r o s señores de esas tierras al igual
q u e los nobles españoles lo eran de sus f e u d o s en la Penín-
sula, y les o t o r g a b a m e r c e d e s y privilegios.

En las capitulaciones de Cristóbal C o l ó n c o n los Reyes


Católicos se le daba el título de A l m i r a n t e , transmisible here-
d i t a r i a m e n t e , y t a m b i é n se le hacía Virrey y G o b e r n a d o r de
los territorios q u e descubriese. En otras capitulaciones se
d a b a n diversos t í t u l o s c o m o A d e l a n t a d o , Capitán General,
A l g u a c i l M a y o r . T a m b i é n solía establecerse en ellas el dere-
c h o de c o n s t r u i r fortalezas y n o r m a l m e n t e la p o s e s i ó n de
grandes extensiones de tierras y solares a sus a c o m p a ñ a n -
tes en la a v e n t u r a del d e s c u b r i m i e n t o o c o n q u i s t a ; y t a m -
bién a c o s t u m b r a b a c o n c e d e r el Rey el d i s f r u t e de parte
de las rentas c o r r e s p o n d i e n t e s a la C o r o n a en los n u e v o s
territorios . 39

El carácter feudalista de la c o n q u i s t a a m e r i c a n a , q u e d a -
ría pie a los Libertadores para su guerra de i n d e p e n d e n c i a ,
3 9
J o s é M a r í a O t s C a p d e q u l , Manual de Historia del Derecho Español en
las Indias y del Derecho propiamente indiano, Editorial Losada S . A . , B u e -
n o s A i r e s , p á g s . 161 y s s .

- 54 -
lo e x p o n e c o n t o d a claridad Bolívar en su Carta de J a m a i c a :
«El E m p e r a d o r Carlos V — d i c e — f i r m ó un p a c t o c o n los
d e s c u b r i d o r e s , c o n q u i s t a d o r e s y pobladores de A m é r i c a ,
q u e , c o m o dice G u e r r a , es n u e s t r o c o n t r a t o social. Los re-
yes de España c o n v i n i e r o n s o l e m n e m e n t e c o n ellos q u e lo
ejecutasen por su c u e n t a y riesgos, prohibiéndoseles hacer-
lo a costa de la real h a c i e n d a , y por esta razón se les c o n c e -
día q u e f u e s e n señores de la tierra; q u e organizasen la a d m i -
nistración y ejerciesen la j u d i c a t u r a en apelación c o n otras
m u c h a s e x e n c i o n e s y privilegios q u e sería prolijo detallar. El
Rey se c o m p r o m e t i ó a no enajenar jamás las p r o v i n c i a s
a m e r i c a n a s , c o m o q u e a él n o t o c a b a otra j u r i s d i c c i ó n q u e
la del alto d o m i n i o , s i e n d o u n a especie de p r o p i e d a d f e u d a l
la q u e allí t e n í a n los c o n q u i s t a d o r e s para sí y sus d e s c e n -
d i e n t e s . A l m i s m o t i e m p o existen leyes expresas q u e f a v o -
recen e x c l u s i v a m e n t e a los naturales del país, originarios de
España, en c u a n t o a los e m p l e o s civiles, eclesiásticos y de
r e n t a . Por m a n e r a q u e c o n u n a violación manifiesta de las
leyes y de los p a c t o s subsistentes se han v i s t o d e s p o j a d o s
aquellos naturales de la a u t o r i d a d c o n s t i t u c i o n a l q u e les d a -
ba su C ó d i g o » .

Bolívar recurre, p u e s , al d e r e c h o q u e nace de las capitu-


laciones de los c o n q u i s t a d o r e s , de la e s t r u c t u r a c i ó n f e u d a -
lista original del Imperio Español, establecida por la c o n c e p -
c i ó n imperial n e t a m e n t e hispánica de Carlos V , para recla-
mar c o n t r a la centralización y u s u r p a c i ó n del Estado espa-
ñol m o d e r n o c r e a d o p o r la m o n a r q u í a b o r b ó n i c a . Bolívar
califica expresa y t e x t u a l m e n t e de «propiedad f e u d a l la q u e
allí tenían los c o n q u i s t a d o r e s para sí y sus d e s c e n d i e n t e s » .
Reclama la herencia legítima de los c o n q u i s t a d o r e s y el res-
p e t o al p a c t o original de e s t r u c t u r a c i ó n f e u d a l i s t a .

Pero el f e u d a l i s m o español en A m é r i c a e n c o n t r ó en las


p o b l a c i o n e s indígenas t e r r e n o p r o p i c i o , p o r q u e ya existía en
la e s t r u c t u r a política de las sociedades americanas p r e c o -
l o m b i n a s u n a especie de f e u d a l i s m o . El cacique i n d í g e n a
era, en cierto m o d o , u n a especie de señor f e u d a l . La c o n -

- 55 -
quista v i n o a ser así la s u s t i t u c i ó n del cacique indígena por
el señor feudal e s p a ñ o l , un c a m b i o de cacique en otras pala-
bras. Y esta realidad política f u e a p r o v e c h a d a por España. A
través de la i n s t i t u c i ó n indígena del m a t r i a r c a d o se injertó el
f e u d a l i s m o h i s p a n o . Se f a v o r e c i ó el m a t r i m o n i o de españo-
les c o n «cacicas» o hijas de cacique p o r q u e c o n este m a t r i -
m o n i o el español adquiría d e r e c h o s tribales y podía suceder
al c a c i q u e . « D e esta m a n e r a — c o m o se lee en las instruc-
ciones del Cardenal Cisneros a los Padres J e r ó n i m o s — m u y
presto p o d r á n ser t o d o s los caciques españoles, y se e x c u -
sarán m u c h o s g a s t o s » . Por otra parte los cacicazgos indíge-
nas no f u e r o n a b o l i d o s , sino por el contrario se respetaron y
se r e g l a m e n t a r o n j u r í d i c a m e n t e en el título V I I , libro V I , de
la Recopilación de 1680. S e g ú n J u a n de S o l ó r z a n o , en su
Política Indiana, la f o r m a de sucesión de los cacicazgos era
«la de los m a y o r a z g o s de España, en c u a n t o no lo c o n t r a d i -
xeren sus O r d e n a n z a s » , lo q u e c o n f i r m a la similitud de esta
i n s t i t u c i ó n indígena c o n los señoríos feudales españoles, tal
c o m o la m o n a r q u í a española la m a n t u v o y f a v o r e c i ó por
considerarla c o m o una de «las leyes y buenas c o s t u m b r e s
q u e a n t i g u a m e n t e t e n í a n los indios para su b u e n g o b i e r n o y
policía».

Es i m p o r t a n t e observar q u e en la m i s m a España se ope-


raba ya c o n los Reyes Católicos una t r a n s f o r m a c i ó n política
de la e s t r u c t u r a feudalista hacia un c e n t r a l i s m o m o n á r -
q u i c o , a tal p u n t o q u e m u c h o s consideran esa t r a n s f o r m a -
c i ó n c o m o el paso h i s t ó r i c o hacia el Estado M o d e r n o . N o se
t r a t a , sin e m b a r g o , del p r o c e s o racionalista que c o n d u j o a la
idolización del Estado. Los Reyes de Castilla llevan a c a b o la
u n i d a d política de España bajo la h e g e m o n í a de la C o r o n a
castellana, m e d i a n t e r e f o r m a s t a n t o políticas c o m o a d m i -
nistrativas q u e t e r m i n a n c o n la subdivisión feudalista del p o -
der y lo c o n c e n t r a n en m a n o s de los Reyes. Estas r e f o r m a s
a f e c t a n al Consejo Real, a las Ordenes Militares c u y o s
M a e s t r a z g o s s o n i n c o r p o r a d o s a la C o r o n a , a la I n q u i s i c i ó n ,
q u e es establecida c o n carácter nacional, a la Hacienda P ú -

- 56 -
blica en su s i s t e m a de t r i b u t o s , a la f u n d a c i ó n de la S a n t a
H e r m a n d a d c o m o brazo policial del Estado c o n j u r i s d i c c i ó n
sobre los señores feudales y a la creación del Ejército c o m o
u n i d a d t á c t i c a efectiva de carácter nacional y p r o f e s i o n a l .

C o n Carlos V se a f i r m a este c e n t r a l i s m o m o n á r q u i c o
p r o v o c a n d o reacciones populares c o m o la rebelión de los Co-
m u n e r o s de Castilla. Pero esta r e f o r m a antifeudalista signifi-
c a b a realmente u n a i d e n t i f i c a c i ó n de la m o n a r q u í a c o n los
intereses nacionales y p o p u l a r e s . Diferente f u e el absolutis-
m o b o r b ó n i c o p o s t e r i o r , al servicio de los intereses f a m i l i a -
res de la d i n a s t í a , d i v o r c i a d o s de los intereses del p u e b l o y
de la n a c i ó n e s p a ñ o l a .

Mas si en España se daba esa transformación antifeudalis-


t a , en su e m p r e s a a m e r i c a n a la m o n a r q u í a siguió el sistema
f e u d a l de las capitulaciones. «El espíritu de la vieja Edad M e -
d i a , ya s u p e r a d o o en t r a n c e de superación en la m e t r ó p o l i
por la política estatal de los Reyes C a t ó l i c o s — señala Ots
C a p d e q u í — resurge en las c a p i t u l a c i o n e s del d e s c u b r i m i e n -
t o y c o n d i c i o n a la vida j u r í d i c a , social y e c o n ó m i c a de los
n u e v o s t e r r i t o r i o s en la etapa inicial de la c o l o n i z a c i ó n , c o n
f u e r t e s resabios señoriales. Se c o n c e d e a los jefes de las ex-
pediciones d e s c u b r i d o r a s el t í t u l o de A d e l a n t a d o , c o n c a -
rácter vitalicio, y para repartir tierras y solares y a veces se
les f a c u l t a t a m b i é n para repartir indios en e n c o m i e n d a s ; se
les p e r m i t e la e r e c c i ó n de fortalezas y se les c o n c e d e la t e -
nencia vitalicia o hereditaria de las m i s m a s , se les autoriza
para la p r o v i s i ó n de o f i c i o s p ú b l i c o s en las c i u d a d e s p o r
ellos f u n d a d a s » . 4 0

M i e n t r a s en la península se p r o d u c í a la e v o l u c i ó n históri-
ca del f e u d a l i s m o medieval al a b s o l u t i s m o estatal, en A m é -
rica este f e u d a l i s m o , f u n d a m e n t o de la e m p r e s a d e s c u b r i -
d o r a y c o n q u i s t a d o r a , se afianzaba y enraizaba, p o r su ade-
c u a c i ó n a i n s t i t u c i o n e s indígenas similares y p o r q u e la dis-
tancia entre los t e r r i t o r i o s de u l t r a m a r y la m e t r ó p o l i c o n s t i -
po O t s . C a p d e q u í , o b r a c i t a d a .

- 57 -
tufa un o b s t á c u l o f o r m i d a b l e para el centralismo m o n á r q u i -
co.
El primer c h o q u e del f e u d a l i s m o a m e r i c a n o c o n la m o -
narquía no se p r o d u j o , sin e m b a r g o , c o m o f r u t o de u n c o n -
f l i c t o de intereses p r o p i a m e n t e políticos o p u g n a de s o b e r a -
nías. Fue c o n s e c u e n c i a de la a c e p t a c i ó n por parte del E m -
perador de los r e c l a m o s eclesiásticos en defensa de los i n -
d i o s , es decir de su fidelidad al ideal cristiano y s e n t i d o m i -
sional del Imperio H i s p á n i c o . Estos reclamos de o b i s p o s y
misioneros c o n t r a la e x p l o t a c i ó n del trabajador i n d í g e n a ,
e n c a r n a d o s p r i n c i p a l m e n t e en la lucha tenaz del infatigable
fraile d o m i n i c o B a r t o l o m é de Las Casas, se resolvieron f i n a l -
m e n t e en la supresión de las e n c o m i e n d a s de indios y en las
Nuevas Leyes de 1542. Tales medidas de política cristiana
f u e r o n resentidas por los c o n q u i s t a d o r e s y consideradas c o -
m o violatorias de sus d e r e c h o s a d q u i r i d o s en v i r t u d de las
capitulaciones y r e a c c i o n a r o n airada e incluso v i o l e n t a m e n -
t e c o n t r a ellas. Las sangrientas rebeliones de Gonzalo Piza-
rro y Hernández Girón, en el Perú, y la de los hermanos C o n -
treras, en Nicaragua, por la aplicación de esas nuevas leyes,
q u e a f e c t a b a n seriamente el p a t r i m o n i o de los c o n q u i s t a d o -
res y de sus hijos, p o n e n en evidencia hasta q u é p u n t o el
f e u d a l i s m o había enraizado en la naciente s o c i e d a d a m e r i -
cana.

Pedro y H e r n a n d o , hijos del G o b e r n a d o r de N i c a r a g u a ,


R o d r i g o de C o n t r e r a s , al enterarse del fracaso de las gestio-
nes de su padre a n t e la C o r t e de M a d r i d para la r e c u p e r a -
ción de sus bienes y e n c o m i e n d a s , se levantan en a r m a s ,
asesinan en L e ó n al O b i s p o Valdivieso, y a p o d e r á n d o s e de
los barcos q u e e n c u e n t r a n en el p u e r t o del Realejo se diri-
g e n a P a n a m á , c o n el p r o p ó s i t o de pasar al Perú y recons-
truir el Imperio de los Incas, p o r lo q u e H e r n a n d o de C o n t r e -
ras, al f r e n t e de su «Ejército de la L i b e r t a d » , se p r o c l a m a
Príncipe del C u z c o .

D e r r o t a d o s en P a n a m á los h e r m a n o s Contreras su rastro


se pierde en las selvas de ese país, p e r o , e x a m i n a d o su ges-

- 58 -
t o de rebeldía desde la perspectiva a b a r c a d u r a de la H i s t o -
ria, v e m o s en él un primer a n t e c e d e n t e de la rebelión q u e
c o n el m i s m o f u n d a m e n t o feudalista de las capitulaciones y
de la herencia de los c o n q u i s t a d o r e s , p r o t a g o n i z a r í a n d o s
siglos y m e d i o después el Libertador S i m ó n Bolívar y d e m á s
proceres de la I n d e p e n d e n c i a H i s p a n o a m e r i c a n a .

Las c o i n c i d e n c i a s de este episodio nicaragüense de los


Contreras en la primera m i t a d del siglo X V I con la gesta in-
d e p e n d e n t i s t a de las primeras décadas del siglo X I X , en sus
m o t i v a c i o n e s y p r o y e c c i o n e s , llegan hasta el h e c h o intere-
sante de q u e ese f e u d a l i s m o rebelde trata de nacionalizarse
a m e r i c a n o , v i n c u l á n d o s e al pasado i n d í g e n a . Así c o m o los
Contreras planean reconstruir el I m p e r i o Incaico, B e l g r a n o ,
en el C o n g r e s o de T u c u m á n de 1816, p r o p o n e una m o n a r -
quía «llamando la dinastía de los Incas, p o r q u e la justicia e n -
vuelve la restitución de esta casa t a n i n i c u a m e n t e d e s p o j a d a
del t r o n o por una sangrienta r e v o l u c i ó n » . T a m b i é n Bolívar,
en su carta de J a m a i c a , invoca el pasado indígena y habla de
M o c t e z u m a , G u a t i m o z í n y A t a h u a l p a c o m o v í c t i m a s de la
tiranía española. Carlos Pereyra a p u n t a que el criollismo q u e
inspira los l e v a n t a m i e n t o s a m e r i c a n o s c o n t r a el c e n t r a l i s m o
español de M a d r i d d u r a n t e el siglo X V I I , lleva « b a n d e r a de
indianismo c o n t r a la m e t r ó p o l i » . «Se llamaría aztequismo en
M é x i c o ; incalsmo en una g r a n parte de la A m é r i c a del S u r ,
c o m p r e n d i e n d o a l g u n a vez la República A r g e n t i n a ; arauca-
nismo en Chile; mosquismo en la N u e v a G r a n a d a ; caribismo
en Venezuela; nativismo en el Brasil; siboneyismo en las
Antillas. Cada país e n c o n t r a r á en una r e m o t a g l o r i f i c a c i ó n
p r e c o l o m b i n a el p u n t o de a r r a n q u e de sus aspiraciones n a -
cionales» . 41

La razón de esta i d e n t i f i c a c i ó n de la causa f e u d a l i s t a


americana c o n la resurrección histórica del pasado i n d í g e n a
hay que buscarla, p o r una p a r t e , en la c o n v e n i e n c i a práctica
de atraerse a la p o b l a c i ó n n u m e r o s a de indios, y por o t r a en

4 1
Carlos Pereyra, obra citada.

- 59 -
un s e n t i m i e n t o y c o n c i e n c i a p r o f u n d o s del ideal cristiano
hispánico de la c o n q u i s t a q u e vela en el indio a un ser h u m a -
n o , a un alma q u e salvar, al p r ó j i m o del Evangelio q u e el
m a n d a m i e n t o d i v i n o o r d e n a amar. La lucha de los c o n q u i s -
tadores c o n t r a los i n d i o s f u e u n a c o n t i e n d a caballeresca c o -
m o la librada en la península c o n t r a los m o r o s . C o n t o d a ra-
zón ha p o d i d o llamar J a i m e Eyzaguirre a la c o n q u i s t a de
A m é r i c a «el c r e p ú s c u l o de la caballería», s e ñ a l a n d o q u e «la
l u c h a entre españoles e indígenas aparece regida por los
m i s m o s principios jurídicos y morales en vigor en el o c c i d e n -
te cristiano y c o n f r e c u e n c i a p o r n o r m a s caballerescas q u e
ya a g o n i z a b a n en E u r o p a » . 42

S ó l o el s e n t i d o caballeresco cristiano de los c o n q u i s t a -


dores españoles p u e d e explicar una obra c o m o La Arauca-
na, de Ercilla, en q u e el p o e t a y cronista español exalta a los
caudillos e n e m i g o s indígenas c o m o héroes legendarios, p o r
e n c i m a incluso de los p r o p i o s capitanes españoles.

N o p r e t e n d e m o s negar los abusos q u e se c o m e t i e r o n ni


crear u n a leyenda blanca para contrarrestar la L e y e n d a Ne-
gra a n t i e s p a ñ o l a . S e ñ a l a m o s los f u n d a m e n t o s morales y el
ideal cristiano c o n q u e la M o n a r q u í a hispana y la n a c i ó n es-
p a ñ o l a , orientadas por la Iglesia Católica, realizaron la e m -
presa de la C o n q u i s t a y establecieron su e s t r u c t u r a j u r í d i c a
plasmada en la Legislación de Indias.

Desde l u e g o es preciso señalar q u e este espíritu original


se f u e p e r d i e n d o en España c o n la e v o l u c i ó n europea hacia
el c e n t r a l i s m o y el a b s o l u t i s m o y d e s p o t i s m o . Ya señalamos
atrás este d i v o r c i o q u e se o p e r a , c o m o f r u t o de ese c e n t r a -
lismo, entre la m e t r ó p o l i y las provincias a m e r i c a n a s , q u e se
m a n t e n í a n apegadas a su e s t r u c t u r a feudalista original; d i -
v o r c i o q u e se vuelve c o n f l i c t i v o por la presencia en A m é r i c a
de los f u n c i o n a r i o s p r o c e d e n t e s de M a d r i d q u e t r a t a n de i m -
poner las medidas d i c t a d a s desde la capital española p o r el

4 2
J a i m e E y z a g u i r r e , Fisonomía histórica de Chile, p á g . 30.

- 60 -
g o b i e r n o absolutista de los B o r b o n e s . De este c o n f l i c t o y de
este c h o q u e se originaría, c o m o v i m o s , la rebelión a m e r i c a -
na en sus raíces m á s p r o f u n d a s .
Cabe observar q u e t a n t o el a b s o l u t i s m o oficial español
c o m o el f e u d a l i s m o a m e r i c a n o s o n influenciados p o r las
ideas liberales y enciclopedistas del siglo X V I I I . Por u n lado
el a b s o l u t i s m o b o r b ó n i c o s u s t i t u y e el f u n d a m e n t o t e o l ó g i c o
tradicional de la m o n a r q u í a hispana por el laicismo estatal,
q u e le sirve para c o n t r a r r e s t a r el poder m o d e r a d o r de la Igle-
sia, y t a m b i é n t o m a del liberalismo sus ideas progresistas
sobre la e d u c a c i ó n y la e c o n o m í a . Por su parte el feudalis-
m o a m e r i c a n o , a u n q u e reacciona incluso v i o l e n t a m e n t e
c o n t r a las medidas laicizantes q u e a f e c t a n a los J e s u í t a s y
otras Ordenes religiosas y c o n t r a las r e f o r m a s fiscales, a c o -
ge y hace suyas las libertades de c o m e r c i o y n a v e g a c i ó n
q u e f a v o r e c e n el d e s e n v o l v i m i e n t o e c o n ó m i c o de las p r o -
vincias americanas. El f e u d a l i s m o criollo se liberaliza en lo
e c o n ó m i c o . La m e n t a l i d a d criolla se vuelve así, c o m o dice
J o s é Luis R o m e r o , «amplia en lo e c o n ó m i c o , restringida en
lo religioso y p o l í t i c o » . 43

C u a n d o llegamos al m o m e n t o de la i n d e p e n d e n c i a el e n -
f r e n t a m i e n t o se p r o d u c e entre el f e u d a l i s m o liberal a m e r i c a -
no y el a b s o l u t i s m o liberal e s p a ñ o l . El p r i m e r o e n c a r n a la so-
beranía social en A m é r i c a , q u e se c o n t r a p o n e a la soberanía
política de la m o n a r q u í a e s p a ñ o l a , o del Estado e s p a ñ o l ,
pues c o m o v i m o s la fidelidad a la M o n a r q u í a se m a n t u v o ini-
c i a l m e n t e y sólo al desaparecer la m o n a r q u í a c o n la invasión
n a p o l e ó n i c a se p l a n t e a n a q u í la separación y la i n d e p e n d e n -
cia. La soberanía social a m e r i c a n a se a t r i n c h e r a b a en los
Cabildos municipales y al faltar el Rey ellos a s u m e n t a m b i é n
la soberanía p o l í t i c a . A l g o s e m e j a n t e o c u r r i ó en España c o n
su g u e r r a de I n d e p e n d e n c i a c o n t r a N a p o l e ó n , en u n a r e c u -
rrencia al viejo d e r e c h o h i s p á n i c o m e d i e v a l , q u e en A m é r i c a
estaba t o d a v í a v i v o p e r o q u e en la Península había sido se-

J o s e L u i s R o m e r o , Las ¡deas políticas en Argentina.

- 61 -
p u l t a d o por d o s siglos de a b s o l u t i s m o . Es el A l c a l d e de
M ó s t o l e s quien da el grito de i n s u r r e c c i ó n c o n t r a los france-
ses.
Si bien la I n d e p e n d e n c i a de A m é r i c a puede considerarse
en t é r m i n o s generales c o m o el t r i u n f o de la m e n t a l i d a d
feudalista-liberal criolla sobre la m e n t a l i d a d a b s o l u t i s t a -
liberal española, ese t i n t e liberal n o era p r e d o m i n a n t e en
A m é r i c a , sino q u e , por el c o n t r a r i o , en los grandes Liber-
t a d o r e s c o m o Bolívar y S a n M a r t í n y en los m o v i m i e n t o s
políticos q u e c o n d u j e r o n a la I n d e p e n d e n c i a había una f u n -
d a m e n t a l fidelidad a la c o n c e p c i ó n hispánica del I m p e r i o
Cristiano, de la u n i d a d y s u p e r v i v e n c i a de ese I m p e r i o c o n -
c e b i d o c o m o la Gran C o m u n i d a d de p u e b l o s hispánicos
q u e , a u n q u e perdida España, debía mantenerse en A m é r i -
c a . Por eso piensan en la c o n t i n u a c i ó n americana de la m o -
narquía española c o n el p r o p i o Fernando VII o c o n u n o de
sus parientes: la I n f a n t a Carlota q u e r í a n a l g u n o s a r g e n t i n o s
c o m o B e l g r a n o , y a n d u v i e r o n en t r a t o s para ello.

N o pensaron en Repúblicas los autores de la I n d e p e n -


d e n c i a . «El m o v i m i e n t o — d i c e Cecil J a n e — n o era, p o r t a n -
t o , necesariamente r e p u b l i c a n o , ni era seguro en un p r i n c i -
pio q u e llegaría a t e r m i n a r en el e s t a b l e c i m i e n t o de repúbli-
cas. Por el c o n t r a r i o , el q u e se desarrollase en ese s e n t i d o
n o lo deseaban los más e m i n e n t e s caudillos de la g u e r r a » . 44

En el Primer C o n g r e s o H i s p a n o a m e r i c a n o de Historia, a
q u e atrás nos r e f e r i m o s , el a r g e n t i n o Enrique de G a n d í a ,
A c a d é m i c o de la Historia, c o m e n t a n d o los d o c u m e n t o s
a n ó n i m o s p u b l i c a d o s en 1912 por la Universidad de B u e n o s
A i r e s , y q u e él a t r i b u y e a d o n M a r t í n de A l z a g a , señala q u e
d i c h o s d o c u m e n t o s «reflejan u n a c o n v i c c i ó n p r o f u n d a y
u n a teoría de la i n d e p e n d e n c i a q u e , en realidad, significaba
salvación de España en A m é r i c a . . . A m é r i c a era fiel a su vie-
ja y gloriosa h i s p a n i d a d . Por española estaba dispuesta a se-

4 4
Cecil J a n e , o b r a c i t a d a , p á g . 188.

- 62 -
pararse de u n a España que dejaba de ser España para c o n -
vertirse en parte de F r a n c i a . . . T o d a investigación nueva vie-
ne a d e m o s t r a r q u e las luchas en el N u e v o M u n d o no f u e r o n
una R e v o l u c i ó n , sino esfuerzos desesperados para seguir
siendo lo q u e se era. La m i s m a Independencia no c o n s t i t u -
y ó , años después, una r e v o l u c i ó n , ni fue e f e c t o s u y o . . . Es-
p a ñ a , d i c h o c o n otras palabras, seguía siendo España en
A m é r i c a . Si la península se había perdido, q u e se perdiese.
España vivía siempre en el N u e v o M u n d o c o n los m i s m o s
m o n a r c a s , pero s o m e t i d o a un régimen c o n s t i t u c i o n a l , obe-
diente a leyes q u e hiciese el p u e b l o y para actuar c o m o Po-
der ejecutivo, n u n c a l e g i s l a t i v o » . El liberalismo t e m p e r a d o
45

se identificaba así c o n los intereses de los criollos america-


nos para o p o n e r s e al a b s o l u t i s m o , pero no se buscaba la
instauración de la R e p ú b l i c a .

Por su parte el historiador chileno J a i m e Eyzaguirre, c o n


referencia al libro del ¡lustre jurista d o n J u a n Egaña, publica-
d o en 1826, p o n e de m a n i f i e s t o q u e «una vez establecido así
q u e las Indias eran p a t r i m o n i o de la Corona y no de la na-
c i ó n española, Egaña explica c o n acertado criterio jurídico
la a c t i t u d de A m é r i c a f r e n t e al d e r r u m b e de la m o n a r q u í a y a
la i n c o m p r e n s i ó n de los personeros del rey l e g í t i m o . De esta
m a n e r a , mientras el rey y sus representantes se aferraban a
los ú l t i m o s estertores de un d e s p o t i s m o de e x t r a c c i ó n f o r á -
nea, en p u g n a c o n las viejas esencias nacionales, los criollos
chilenos, c o m o los d e m á s de A m é r i c a , sabían conservar f i -
delidad a los principios de la filosofía política de la raza y re-
coger en ellos y en las n o r m a s consuetudinarias c e l o s a m e n -
te guardadas por los Cabildos, los mejores a r g u m e n t o s para
a p o y a r sus a m e n a z a d o s d e r e c h o s . La m e t r ó p o l i , c o n su b u -
rocracia estrecha y m i o p e , había imposibilitado la subsisten-
cia de la c o m u n i d a d política h i s p a n o a m e r i c a n a . Pero t a m -
bién España, a través de su espíritu jurídico b r u ñ i d o por los

4$ C o n g r e s o H i s p a n o a m e r i c a n o d e H i s t o r i a , C a u s a s y c a r a c t e r e s d e la I n -
d e p e n d e n c i a h i s p a n o a m e r i c a n a . E d i c i o n e s C u l t u r a H i s p á n i c a 195?, p á g .
414.

- 63 -
siglos y que supieron sistematizar c o n g e n i o m u l t i t u d de
pensadores, había p r o p o r c i o n a d o el arma de resistencia a la
tiranía y o t o r g a d o a las tierras de A m é r i c a , c o m o el mejor
d i s t i n t i v o filial, su arraigada c o n c i e n c i a de la l i b e r t a d » . 46

Es un h e c h o q u e en t o d a H i s p a n o a m é r i c a , al proclamar-
se la i n d e p e n d e n c i a , se o p t ó por la f o r m a m o n á r q u i c a . S a n
M a r t í n era m o n á r q u i c o . Belgrano y Rivadavia, q u e habían
sido r e p u b l i c a n o s , se v o l v i e r o n m o n á r q u i c o s . Y hay q u e re-
cordar q u e al m o m e n t o de declararse la i n d e p e n d e n c i a el
ensayo republicano había ya pasado, y c o n N a p o l e ó n había
resucitado la f o r m a m o n á r q u i c a más a b s o l u t a . Por eso en el
C o n g r e s o de T u c u m á n , el 6 de julio de 1816, B e l g r a n o e x p o -
nía: « S e g u n d o : q u e había a c a e c i d o una m u t a c i ó n c o m p l e t a
de ideas en la Europa en lo relativo a f o r m a s de g o b i e r n o ;
q u e c o m o el espíritu general de las naciones en a ñ o s a n t e -
riores era r e p u b l i c a n o t o d o ; q u e la nación inglesa c o n el p o -
der y majestad a q u e se había e l e v a d o , no p o r sus a r m a s y
riqueza, sino por una c o n s t i t u c i ó n de m o n a r q u í a t e m p e r a -
d a , había e s t i m u l a d o a las d e m á s a seguir su e j e m p l o ; q u e la
Francia la había a d o p t a d o ; q u e el rey de Prusia, por sí mis-
m o y e s t a n d o en el g o c e de u n p o d e r d e s p ó t i c o , había he-
c h o u n a r e v o l u c i ó n en su reinado y s u j e t á n d o s e a bases
c o n s t i t u c i o n a l e s iguales a las de la n a c i ó n inglesa, y q u e és-
t o m i s m o habían p r a c t i c a d o otras n a c i o n e s . T e r c e r o : q u e
c o n f o r m e a estos p r i n c i p i o s , en su c o n c e p t o , la f o r m a de
g o b i e r n o más c o n v e n i e n t e para estas Provincias sería la de
u n a m o n a r q u í a t e m p e r a d a , l l a m a n d o la dinastía de los i n -
cas, p o r q u e la justicia e n v u e l v e la r e s t i t u c i ó n de esta casa,
t a n i n i c u a m e n t e d e s p o j a d a p o r una s a n g r i e n t a r e v o l u c i ó n
q u e se evitaría para lo sucesivo c o n esta d e c l a r a c i ó n y el e n -
t u s i a s m o de q u e se poseerían los habitantes del interior c o n
sólo la noticia de un paso para ellos t a n lisonjero, y otras v a -
rias razones q u e e x p u s o » .

C o n g r e s o H i s p a n o a m e r i c a n o d e H i s t o r i a , C a u s a s y c a r a c t e r e s d e la I n -
4 6

dependencia hispanoamericana. Ediciones Cultura Hispánica, M a d r i d


1953, p á g . 2 3 6 .

- 64 -
T a m b i é n B e l g r a n o , c o m o v i m o s atrás, p r o p u s o a la In-
f a n t a Carlota para el t r o n o en el Río de la Plata, y Pueyrre-
d ó n al D u q u e de Orleans. En M é x i c o el Plan de Iguala y los
T r a t a d o s de C ó r d o b a llamaban c o m o Emperador a Fernan-
d o V I I , y en su d e f e c t o a su h e r m a n o el Infante D o n Francis-
c o de Paula, y a falta de éste el Infante D o n Carlos Luis, y
p o r renuncia o no a d m i s i ó n de éste, el q u e las Cortes del I m -
perio d e s i g n e n » . Rechazados los T r a t a d o s de C ó r d o b a por
las Cortes de M a d r i d el 13 de febrero de 1822, los m e x i c a n o s
p r o c l a m a n a A g u s t í n Iturbide Emperador. Este e f í m e r o I m -
perio se extiende a C e n t r o a m é r i c a , q u e había p r o c l a m a d o
su Independencia en 1 8 2 1 , y q u e es anexada al Imperio M e -
xicano por el breve espacio de un a ñ o q u e dura d i c h o Impe-
rio, a u n q u e t a n c o r t o t i e m p o no p e r m i t i ó que la a n e x i ó n f u e -
ra hecha realmente e f e c t i v a .

En Caracas, desde 1810, se creó la Junta Conservadora


de los derechos de Fernando VII y se pensaba en la «obra
m a g n a de la c o n f e d e r a c i ó n de t o d o s los pueblos españoles
de A m é r i c a » .

D o n Bernardo M o n t e a g u d o , al ser independizado el Pe-


rú por San M a r t í n , planeó c o n éste una m o n a r q u í a para d i -
c h o país. A García del Río y a Paroissien se les dio la misión
de «explorar c o m o c o r r e s p o n d e y aceptar que el Príncipe de
S u s s e x - C o b o u r g o, en su d e f e c t o , u n o de los de la dinastía
reinante en la Gran Bretaña pase a coronarse Emperador del
Perú», c o m o reza el A c t a del Consejo de Estado f e c h a d a en
Lima el 24 de d i c i e m b r e de 1821. En la m i s m a acta se autori-
zaba a los c o m i s i o n a d o s a buscar c a n d i d a t o s de las casas
reinantes de Rusia, A u s t r i a , Francia, Portugal y, «en ú l t i m o
recurso — a g r e g a b a — p o d r á n a d m i t i r de la Casa de España
al D u q u e de Luca». San M a r t í n y M o n t e a g u d o perseguían el
ideal imperial hispánico. Sus planes se extendían a t o d a His-
p a n o a m é r i c a . Otros c o m i s i o n a d o s , d o n M a n u e l Llano y Ná-
jera, a Guatemala, y d o n José Morales Ugalde, a México, fue-
r o n e n v i a d o s en gestiones para la a d o p c i ó n por estos países
de la M o n a r q u í a c o n vistas a unificar los sistemas de gobier-

- 65 -
no y p r o b a b l e m e n t e a una f u t u r a C o m u n i d a d H i s p a n o a m e r i -
cana de naciones.

Bolívar t a m p o c o era un r e p u b l i c a n o y un liberal en el es-


t r i c t o s e n t i d o político de esta palabra. M u y distante a n d u v o
su genio p o l í t i c o del r o m a n t i c i s m o de los i d e ó l o g o s de su
é p o c a . Se vio f o r z a d o a i m p l a n t a r la república p o r q u e , c o -
m o explica Carlos Pereyra, Inglaterra no recogió su insinua-
ción de p r o p o r c i o n a r un príncipe para el t r o n o de C o l o m b i a .
Después de rechazar la c o r o n a q u e le o f r e c í a n , y a n t e la i m -
posibilidad de e n c o n t r a r un Príncipe e u r o p e o para ella p e n -
só en Sucre c o m o en el posible m o n a r c a . « A mí me han
o f r e c i d o u n a c o r o n a q u e no p u e d e venir a mi cabeza — l e
e s c r i b e — y q u e y o c o n c i b o en la o s c u r i d a d de las c o m b i n a -
ciones f u t u r a s p l a n e a n d o sobre las sienes del v e n c e d o r de
Ayacucho».

Si en lucha c o n t r a los i d e ó l o g o s aparenta ceder y cede


m u c h a s veces, Bolívar, sin e m b a r g o , en t o d o m o m e n t o p r o -
cura establecer en los países q u e gobierna un r é g i m e n lo
más cercano posible a la m o n a r q u í a , p r o p o n i é n d o s e c o m o
m o d e l o a la m o n a r q u í a inglesa. «De t o d o s los países es tal
vez S u d a m é r i c a el m e n o s a p r o p ó s i t o para los g o b i e r n o s re-
p u b l i c a n o s » , declara e n f á t i c a m e n t e . Y en carta a O'Leary
escribe: « Y o pienso q u e sería mejor para A m é r i c a a d o p t a r el
Koran que el g o b i e r n o de los Estados U n i d o s , a u n q u e es el
mejor del m u n d o » .

En el C o n g r e s o de A n g o s t u r a i n t e n t a limitar los poderes


del sufragio c r e a n d o una A l t a Cámara de S e n a d o r e s vitali-
cios q u e sirva de c o n t r a p e s o a la Cámara popular. Esta A l t a
Cámara la f o r m a r í a n los más d e s t a c a d o s jefes y caudillos de
la i n d e p e n d e n c i a , c o n s t i t u y e n d o una verdadera a r i s t o c r a -
cia. Sus hijos les sucederían en sus p u e s t o s y serían e d u c a -
d o s por c u e n t a y bajo la vigilancia del Estado, para preparar-
los mejor en el f u t u r o ejercicio de sus f u n c i o n e s de gobier-
no.

C u a n d o le p i d e n u n a C o n s t i t u c i ó n para Bolivia se apre-

- 66 -
sura a f o r m u l a r l a c o n el p e n s a m i e n t o de q u e sirviera para la
Gran C o n f e d e r a c i ó n por él s o ñ a d a . El p r o y e c t o de Bolívar es
la expresión más cabal de su c o n c e p c i ó n política de gobier-
no u n i p e r s o n a l , es decir m o n á r q u i c o : «El Presidente de la
República viene a ser en nuestra C o n s t i t u c i ó n c o m o el s o l ,
q u e , f i r m e en su c e n t r o , da vida al universo. Esta s u p r e m a
a u t o r i d a d d e b e ser p e r p e t u a , p o r q u e en los sistemas sin je-
rarquía se necesita un p u n t o fijo alrededor del cual giren
los m a g i s t r a d o s y los c i u d a d a n o s . . . U n Presidente vitalicio
c o n d e r e c h o a n o m b r a r el sucesor es la inspiración más s u -
blime en el o r d e n r e p u b l i c a n o » .

Si Bolívar no había p o d i d o c o n s e g u i r el e s t a b l e c i m i e n t o
de un G o b i e r n o m o n á r q u i c o , p r o c u r a b a a t o d a s luces esta-
blecer algo q u e f u e r a lo más s e m e j a n t e a él, y c o m o u n a f o r -
m a de e v o l u c i ó n hacia la m o n a r q u í a , p o r q u e c o m o lo e x p r e -
saban al G o b i e r n o inglés los m i e m b r o s del Consejo de
G o b i e r n o c o l o m b i a n o en una n o t a oficial: «Para el éxito m i s -
m o de la m u t a c i ó n de f o r m a de g o b i e r n o es c o n v e n i e n t e
q u e el Libertador por su vida g o b i e r n e este país. Se hará así
un t r á n s i t o suave hacia la m o n a r q u í a , p o r q u e los p u e b l o s ,
o l v i d á n d o s e de elecciones y a c o s t u m b r á n d o s e a ser g o b e r -
n a d o s p e r m a n e n t e m e n t e por el Libertador, se d i s p o n d r á n a
recibir un m o n a r c a » . 4 7

Las ideas de los Libertadores h i s p a n o a m e r i c a n o s y sus


esfuerzos no t e n d í a n , p u e s , a la creación de repúblicas sino
a la u n i f i c a c i ó n bajo la m o n a r q u í a e inicialmente a m a n t e n e r
en A m é r i c a la C o m u n i d a d Hispánica del Imperio Español,
de preferencia en su t o t a l i d a d c o n t i n e n t a l o al m e n o s en sus
unidades Virreinales. Estas ideas fracasaron a n t e la i m p o s i -
bilidad de e n c o n t r a r príncipes e u r o p e o s para los t r o n o s
a m e r i c a n o s y a n t e la infiltración de r e p u b l i c a n i s m o en las
élites h i s p a n o a m e r i c a n a s t a n t o en el t e r r e n o i d e o l ó g i c o c o -
m o en el del m i m e t i s m o político por el prestigio de las insti-
t u c i o n e s de la recién creada D e m o c r a c i a n o r t e a m e r i c a n a .

4 7
A r c h i v o d e S a n t a n d e r , v o l . X V I I I , p á g . 149.

- 67 -
A l c o n t r a r i o del heredero de P o r t u g a l , q u e prefirió sus
d o m i n i o s de A m é r i c a a su t r o n o e u r o p e o , Fernando VII re-
chazó t o d a n e g o c i a c i ó n para q u e él, sus hijos o parientes v i -
nieran a o c u p a r los t r o n o s q u e les ofrecían las J u n t a s de
M é x i c o y de B u e n o s A i r e s . Por otra parte, Inglaterra no
a t e n d i ó la insinuación h e c h a por Bolívar, repetida en 1826 y
en 1827, de p r o p o r c i o n a r un Rey a C o l o m b i a .
A n t e s de decidirse por la R e p ú b l i c a , M é x i c o hizo un
errado i n t e n t o m o n á r q u i c o p r o c l a m a n d o a Iturbide Empera-
dor. Fue un ensayo q u e necesariamente tenía q u e fracasar.
I t u r b i d e , c e g a d o por la g l o r i a , había o l v i d a d o sus propias y
exactas previsiones políticas del Plan de Iguala q u e llamaba
al t r o n o de M é x i c o a un príncipe de sangre para q u e el reino
se e n c o n t r a r a « c o n un M o n a r c a ya h e c h o y precaver los
a t e n t a d o s f u n e s t o s de la a m b i c i ó n » .

Y esta experiencia iba a servirle después a Bolívar para


rechazar, c o n sabio criterio, la c o r o n a q u e le ofrecían a m i -
g o s c o m o Páez y e n e m i g o s solapados c o m o S a n t a n d e r . «Ni
C o l o m b i a es Francia, ni y o N a p o l e ó n — e s c r i b e el caudillo
v e n e z o l a n o — . T a m p o c o quiero imitar a César, m e n o s a
Iturbide».
Ya avanzado el siglo X I X , para t e r m i n a r c o n la anarquía
q u e despedazaba a M é x i c o , vuelve a intentarse allí o t r o e n -
sayo de m o n a r q u í a c o n M a x i m i l i a n o de A u s t r i a c o m o Empe-
rador. Pero e n t o n c e s el caudillismo y la anarquía habían
e c h a d o raíces m u y extensas. A d e m á s al n o r t e de M é x i c o
era ya f u e r t e una n a c i ó n organizada y dirigida s a b i a m e n t e
p o r una plutocracia sagaz y sin e s c r ú p u l o s , q u e había elabo-
rado t o d o u n plan de e x p a n s i ó n territorial hacia el Sur. La
anarquía m e x i c a n a servía a d m i r a b l e m e n t e a sus p r o p ó s i t o s ,
y p o r eso t o d o i n t e n t o de unificar a M é x i c o y organizar u n a
n a c i ó n próspera .y respetable tenía q u e ser c o m b a t i d o p o r
los voraces v e c i n o s del N o r t e . La desmoralización reinante
facilitó las m a n i o b r a s s u b t e r r á n e a s de las/ogias m a s ó n i c a s y
del intrigante y perverso M i n i s t r o Poinsset, r e p r e s e n t a n t e
de los Estados U n i d o s . En J u á r e z y sus secuaces e n c o n t r a -

- 68 -
ron los n o r t e a m e r i c a n o s sus mejores c o l a b o r a d o r e s por ra-
zones de s e c t a r i s m o i d e o l ó g i c o a n t i m o n á r q u i c o , principal-
m e n t e . Por otra parte, M a x i m i l i a n o n o pasaba de ser u n a
bella y n o b l e f i g u r a , un Príncipe de leyenda, a b a n d o n a d o a
ú l t i m a hora por quienes le habían p r o m e t i d o t o d a a y u d a . Si
a Iturbide, hábil p o l í t i c o y valiente militar, le había f a l t a d o la
calidad de príncipe para b u e n Emperador, M a x i m i l i a n o ,
príncipe de s a n g r e , carecía de capacidades políticas y milita-
res para g o b e r n a r un país de t a n c o m p l e j a realidad social c o -
m o M é x i c o y en c i r c u n s t a n c i a s históricas no m e n o s c o m p l e -
jas y difíciles. A s í f r a c a s ó , y tenía q u e fracasar, el ú l t i m o i n -
t e n t o de M é x i c o y de H i s p a n o a m é r i c a de plasmar el pensa-
m i e n t o p o l í t i c o de los g r a n d e s Libertadores.

«Las t e n t a t i v a s m o n á r q u i c a s , u n a , de G a b i n e t e , h e c h a
en la Nueva G r a n a d a , antes de la m u e r t e de Bolívar, la de
Iturbide y, p o r ú l t i m o la de M a x i m i l i a n o en M é x i c o , c o n in-
t e r v e n c i ó n a r m a d a — e s c r i b e Carlos P e r e y r a — v i n i e r o n a
d e m o s t r a r q u e sólo la República p o d í a vivir. Se vio a d e m á s ,
q u e existía un s e n t i m i e n t o a r r a i g a d o de hostilidad a la f o r m a
m o n á r q u i c a , c o n d e n a d a p o r el r a z o n a m i e n t o de m u c h o s
publicistas y por t o d o s los prejuicios v u l g a r e s » . Y a atrás en
su m i s m a Breve Historia de América el ilustre h i s t o r i a d o r
m e x i c a n o había s e ñ a l a d o q u e «las ideas políticas inglesas,
embellecidas c o n palabras francesas y reducidas a p a t r ó n
n o r t e a m e r i c a n o , t r a s t o r n a r o n las cabezas más bien s e n t a -
d a s » . Fue la l u c h a de los liberales c o n t r a los
48
Libertadores.
A q u e l l o s c o n s p i r a r o n c o n t r a éstos, los v i l i p e n d i a r o n , los
persiguieron y los asesinaron.

Iturbide f u e t o r p e m e n t e f u s i l a d o al volver a M é x i c o . S a n
M a r t í n y O ' H i g g i n s m u r i e r o n en el destierro. S u c r e c a y ó víc-
t i m a de un c o b a r d e a t e n t a d o en las m o n t a ñ a s de B e r r u e c o s .
Bolívar, después de escapar m i l a g r o s a m e n t e al puñal de sus
e n e m i g o s , f u e a m o r i r o s c u r a y t r i s t e m e n t e o l v i d a d o de t o -
d o s , en la soledad de su retiro c a m p e s t r e de S a n Pedro A l e -

as C a r l o s P e r e y r a , o b r a c i t a d a .

- 69 -
j a n d r i n o . Un a ñ o antes de m o r i r había d i c h o : « N o p u d i e n d o
nuestros pueblos s o p o r t a r ni la libertad ni la e s c l a v i t u d , mil
revoluciones harán necesarias mil u s u r p a c i o n e s » .

Pero el h e c h o de i m p o n e r s e en A m é r i c a la f o r m a republi-
c a n a , c o n la c o n s i g u i e n t e s u b d i v i s i ó n de los Virreinatos en
Repúblicas i n d e p e n d i e n t e s , no m a t ó la idea original de los
Libertadores de c o n s t i t u i r en ese C o n t i n e n t e la g r a n C o m u -
nidad de los pueblos hispánicos, destruida por la calda de Es-
paña y la disolución de su Imperio. C o n t i n u ó vivo en la c o n -
ciencia americana el sueño de unidad que Bolívar descar-
t ó por imposible en su carta de J a m a i c a de 1815. «Es una
idea grandiosa — e s c r i b í a el Libertador en su f a m o s a carta —
pretender f o r m a r de t o d o el N u e v o M u n d o una sola n a c i ó n ,
c o n un solo v í n c u l o q u e ligue sus partes entre sí y c o n el t o -
d o . Ya q u e tiene u n o r i g e n , una l e n g u a , unas c o s t u m b r e s y
una religión, debería, por consiguiente, tener un solo gobier-
no que confederase los diferentes Estados que hayan de
f o r m a r s e ; mas no es posible, p o r q u e climas r e m o t o s , s i t u a -
ciones diversas, intereses o p u e s t o s , caracteres d e s e m e j a n -
tes, dividen a la A m é r i c a » .

A pesar de estar c o n v e n c i d o de la i m p o s i b i l i d a d de este


s u e ñ o de u n i d a d a m e r i c a n a la idea parece obsesionar a Bolí-
var. En o t r o párrafo de la m i s m a carta la desenvuelve en tér-
m i n o s q u e se abren a una posibilidad de realizarla, a v a n z a n -
d o en la e x p l o r a c i ó n de esta posibilidad hasta f o r m u l a r una
hipótesis c o n M é x i c o o P a n a m á c o m o c e n t r o s de u n i f i c a -
c i ó n política. « Y o deseo m á s q u e o t r o a l g u n o — d i c e — ver
f o r m a r en A m é r i c a la más g r a n d e n a c i ó n del m u n d o , m e n o s
p o r su e x t e n s i ó n y riquezas q u e por su libertad y g l o r i a .
A u n q u e aspiro a la p e r f e c c i ó n del g o b i e r n o de m i patria, n o
p u e d o persuadirme q u e el N u e v o M u n d o sea por el m o m e n -
t o regido por una g r a n r e p ú b l i c a , c o m o es i m p o s i b l e . Los
a b u s o s q u e a c t u a l m e n t e existen n o se r e f o r m a r í a n y nuestra
regeneración sería i n f r u c t u o s a . Los Estados a m e r i c a n o s h a n
menester de los c u i d a d o s de g o b i e r n o s paternales q u e c u -
ren las llagas y las heridas del d e s p o t i s m o y la g u e r r a . La

- 70 -
m e t r ó p o l i , por e j e m p l o , sería M é x i c o , q u e es la única q u e
p u e d e serlo por su poder i n t r í n s e c o , sin el cual no hay m e -
t r ó p o l i . S u p o n g a m o s q u e fuese el i s t m o de P a n a m á , p u n t o
c é n t r i c o para t o d o s los e x t r e m o s de este v a s t o c o n t i n e n t e ,
¿no c o n t i n u a r í a n éstos en la languidez y a u n en el d e s o r d e n
actual? Para q u e un solo g o b i e r n o dé v i d a , a n i m e , p o n g a en
a c c i ó n t o d o s los resortes de la prosperidad p ú b l i c a , corrija,
ilustre y p e r f e c c i o n e el N u e v o M u n d o , sería necesario q u e
tuviese las f a c u l t a d e s de un Dios, y c u a n d o m e n o s , las luces
y v i r t u d e s de t o d o s los h o m b r e s » .
M á s adelante le sigue d a n d o vueltas a la idea y escribe
ya en f o r m a más p o s i t i v a : «|Qué bello sería q u e el i s t m o de
Panamá fuese para n o s o t r o s lo q u e el de C o r i n t o para los
griegosl ¡Ojalá q u e a l g ú n día t e n g a m o s la f o r t u n a de instalar
allí un a u g u s t o C o n g r e s o de los representantes de las r e p ú -
blicas, reinos e i m p e r i o s , a tratar y discutir sobre los altos in-
tereses de la paz y de la guerra c o n las naciones de las otras
tres partes del m u n d o l » .

La c o n c e p c i ó n de Bolívar resulta aquí premonitoria de lo


que sería un orden mundial presidido por una C o m u n i d a d
Hispánica de naciones. Esta idea, expuesta en su carta de
1815, no lo a b a n d o n a y a , y una vez realizada la I n d e p e n d e n -
cia trata de ponerla en práctica c o n las limitaciones históricas
del m o m e n t o y f r e n t e a obstáculos insuperables q u e desgra-
ciadamente la harían fracasar.

En diciembre de 1823 el ilustre Ministro de Relaciones Ex-


teriores de M é x i c o , d o n Lucas A l a m á n , había logrado c o n -
certar un T r a t a d o de Alianza c o n C o l o m b i a en c u y o artícu-
lo XIII «ambas partes se obligan a interponer sus b u e n o s
oficios c o n los g o b i e r n o s de los d e m á s Estados de A m é r i c a ,
antes españoles, para entrar en este p a c t o de u n i ó n , liga y
c o n f e d e r a c i ó n p e r p e t u a » . En el artículo X I V se establecía
u n a Organización de Estados A m e r i c a n o s (OEA) pero sin
los Estados U n i d o s . A r t í c u l o X I V . « L u e g o q u e se haya c o n -
s e g u i d o este o b j e t o se reunirá u n a A s a m b l e a general de los
Estados A m e r i c a n o s c o m p u e s t a de sus p l e n i p o t e n c i a r i o s ,

- 71 -
c o n el e n c a r g o de a u m e n t a r las relaciones í n t i m a s que de-
ben existir entre t o d o s y q u e les sirva de Consejo en los
g r a n d e s c o n f l i c t o s , de p u n t o de c o n t a c t o en los peligros c o -
m u n e s , de fiel intérprete a sus tratados y de juez y conciliador
en sus disputas y diferencias».

F u n c i o n a r o n las intrigas del M i n i s t r o Poinsett y el G o -


bierno de W a s h i n g t o n hizo q u e el de C o l o m b i a introdujera
modificaciones al T r a t a d o , s u p r i m i e n d o la palabra Juez arbi-
tro. Fue f i r m a d o c o n esta s u p r e s i ó n . P o s t e r i o r m e n t e se hi-
cieron al T r a t a d o otras m o d i f i c a c i o n e s q u e d i s g u s t a r o n a
Poinsett, especialmente u n a n u e v a cláusula q u e establecía
rebajas arancelarias m u t u a s sobre los p r o d u c t o s de u n o y
o t r o país introducidos por sus p u e r t o s , indistintamente co-
l o m b i a n o s o m e x i c a n o s . De n u e v o i n t e r v i n o W a s h i n g t o n a
través de su Secretario de Estado H e n r y Clay y f i n a l m e n t e
C o l o m b i a no ratificó el t r a t a d o . El h i s p a n o a m e r i c a n i s m o de
A l a m á n f u e d e r r o t a d o por el m o n r o í s m o de Clay y Poinsett.

T r a t a d o s semejantes a éste entre M é x i c o y C o l o m b i a ,


c o n carácter bilateral, se habían f i r m a d o entre Perú y C o -
lombia (Lima, 6 de j u n i o de 1822), entre C o l o m b i a y Chile
(Santiago, 21 de o c t u b r e de 1822), y entre Colombia y las
Provincias Unidas del Río de la Plata.

Ya para 1824 c o m i e n z a Bolívar a p o n e r en p r á c t i c a , c o n


base en esos T r a t a d o s , su idea de 1815 del C o n g r e s o A n f i c -
t i ó n i c o de P a n a m á .
En Circular de 7 de diciembre de ese a ñ o , dirigida a los
G o b i e r n o s de C o l o m b i a , Chile, Provincias Unidas del Río de
la Plata, M é x i c o y G u a t e m a l a , d e c í a : «Después de q u i n c e
a ñ o s de sacrificios c o n s a g r a d o s a la libertad de A m é r i c a ,
p o r o b t e n e r el sistema de garantía q u e , en paz y en g u e r r a ,
sea el e s c u d o de n u e s t r o n u e v o d e s t i n o , es t i e m p o ya de
q u e los intereses y relaciones q u e u n e n entre sí a las R e p ú -
blicas americanas, antes c o l o n i a s españolas, t e n g a n u n a
base f u n d a m e n t a l q u e eternice, si es posible la d u r a c i ó n de
estos g o b i e r n o s » .

- 72 -
Refiriéndose al C o n g r e s o de P a n a m á q u e se reuniría en
1826, Bolívar se expresaba así de sus planes: «El día que
nuestros plenipotenciarios h a g a n el canje de nuestros p o -
deres, se fijará en la historia d i p l o m á t i c a de A m é r i c a una
é p o c a i n m o r t a l . C u a n d o d e s p u é s de cien siglos, la posteri-
d a d b u s q u e el origen de n u e s t r o d e r e c h o p ú b l i c o y recuerde
los p a c t o s q u e c o n s o l i d a r o n su d e s t i n o , registrará c o n res-
p e t o los p r o t o c o l o s del I s t m o » .
El C o n g r e s o de P a n a m á inició sus sesiones el 22 de j u n i o
de 1826 y las clausuró el 15 de j u l i o , d e b i e n d o c o n t i n u a r l a s
en la p o b l a c i ó n de T a c u b a y a , M é x i c o , pero no v o l v i ó a reu-
nirse.
A Panamá c o n c u r r i e r o n representantes del Perú, C o -
l o m b i a , M é x i c o y A m é r i c a Central. «El C o n g r e s o de Pana-
má — d e c í a B o l í v a r — reunirá a t o d o s los representantes de
la A m é r i c a y a un a g e n t e d i p l o m á t i c o de Su M a j e s t a d Britá-
nica». Para Bolívar, Inglaterra debía actuar c o m o p r o t e c t o r a
de la U n i ó n H i s p a n o a m e r i c a n a c o n t r a los intereses imperia-
listas de la S a n t a Alianza y de los Estados U n i d o s . Pero el
V i c e p r e s i d e n t e de C o l o m b i a , General S a n t a n d e r , en q u i e n
Bolívar había d e l e g a d o el Poder Ejecutivo de esa n a c i ó n p a -
ra atender los a s u n t o s del P e r ú , i n c l u y ó , c o l u d i d o c o n el
Presidente de M é x i c o G u a d a l u p e V i c t o r i a , a los Estados
U n i d o s entre las n a c i o n e s invitadas a la A s a m b l e a de Pana-
m á . Esto hizo q u e Inglaterra viera c o n recelo y d e s c o n f i a n z a
el p r o y e c t o bolivariano. El a g e n t e b r i t á n i c o q u e asistió a Pa-
n a m á llevaba i n s t r u c c i o n e s q u e d e m u e s t r a n el t e m o r de la
Gran Bretaña a la c r e a c i ó n de un sistema a m e r i c a n o dirigido
por los Estados U n i d o s , «situación q u e sería a l t a m e n t e de-
sagradable para el G o b i e r n o de S u M a j e s t a d » .
Por su parte los Estados U n i d o s t r a t a r o n de impedir la
r e u n i ó n del C o n g r e s o y g e s t i o n a r o n hasta lograrlo, por m e -
dio de sus servidores e invitantes S a n t a n d e r y V i c t o r i a , q u e
se m o d i f i c a r a la A g e n d a c o l o m b i a n a s u p r i m i e n d o las p r o p o -
siciones referentes a la a b o l i c i ó n de la esclavitud y a la e x p e -
d i c i ó n libertadora a C u b a . De los d o s delegados e n v i a d o s

- 73 -
por Estados U n i d o s , S e r g e a n t y A n d e r s o n , u n o m u r i ó en el
c a m i n o y el o t r o llegó a Panamá c u a n d o el C o n g r e s o habla
c l a u s u r a d o sus sesiones.

Por este C o n g r e s o de Panamá se ha q u e r i d o convertir a


Bolívar en Padre del P a n a m e r i c a n i s m o , pero el v e r d a d e r o
padre es S a n t a n d e r , a u t o r de la invitación a los Estados U n i -
d o s , en contra de la oposición de Bolívar que se la expuso en
f o r m a clara y tajante en cartas de 8 de marzo y de 7 de abril
de 1825: «He visto — l e escribía Bolívar al V i c e p r e s i d e n t e
S a n t a n d e r — el p r o y e c t o de f e d e r a c i ó n general desde los
Estados U n i d o s hasta Haití... M e ha parecido malo en las
partes c o n s t i t u y e n t e s . . . Los a m e r i c a n o s del N o r t e y los de
Haití, por sólo ser extranjeros, tienen el carácter de hetero-
géneos entre nosotros. Por lo m i s m o , jamás seré de la opi-
n i ó n de q u e los c o n s i d e r e m o s para nuestros arreglos ameri-
canos» . 49

El C o n g r e s o de Panamá r e d a c t ó un T r a t a d o de p e r p e t u a
u n i ó n , liga y c o n f e d e r a c i ó n entre las naciones asistentes y
d o s c o n v e n c i o n e s sobre los recursos q u e cada Estado apor-
taría a la C o n f e d e r a c i ó n .

El 8 de a g o s t o de 1826 el desilusionado Bolívar se expre-


saba en los siguientes t é r m i n o s : «El C o n g r e s o de P a n a m á ,
i n s t i t u c i ó n admirable si tuviera m á s eficacia, n o es otra cosa
q u e aquel l o c o griego q u e pretendía dirigir desde u n a roca
los b u q u e s q u e n a v e g a b a n . S u p o d e r será u n a s o m b r a , y
sus d e c r e t o s , m e r o s consejos: nada m á s » .

C o m o d i j i m o s a n t e s , la c o n t i n u a c i ó n del C o n g r e s o en
T a c u b a y a n o p u d o realizarse. A esta r e u n i ó n de T a c u b a y a
c o n c u r r i e r o n , a d e m á s de los representantes del país sede,
delegados de C e n t r o a m é r i c a y C o l o m b i a y e n v i a d o s de In-
glaterra y Estados U n i d o s . Los delegados c o l o m b i a n o s y
c e n t r o a m e r i c a n o s esperaron i n ú t i l m e n t e d u r a n t e varios m e -
ses q u e el G o b i e r n o de M é x i c o aprobara el T r a t a d o de

* a
V i c e n t e L e c u n a , Cartas del Libertador, Vol. LV.

- 74 -
C o n f e d e r a c i ó n f i r m a d o en P a n a m á , a p r o b a c i ó n q u e c o n s t i -
tuía un requisito previo para la i n a u g u r a c i ó n del C o n g r e s o .
Las maniobras del e m b a j a d o r yanqui Poinsett, a p o y a d o por
las logias m e x i c a n a s i m p i d i e r o n la a p r o b a c i ó n del T r a t a d o y
los delegados t u v i e r o n q u e regresarse a sus países respecti-
v o s sin q u e se instalara el p r o y e c t a d o C o n g r e s o .

Pero la c o n c e p c i ó n bolivariana de u n i d a d h i s p a n o a m e r i -
cana no ha sido u n simple s u e ñ o del Libertador q u e e n c o n -
t r ó su triste e p í l o g o en T a c u b a y a . A través de la Historia ha
c o n t i n u a d o v i v i e n d o no sólo c o m o u n a aspiración ideal o
idealista de los hispanoamericanos, sino c o m o una necesi-
d a d vital q u e surge de lo p r o f u n d o de la c o n c i e n c i a social de
nuestros p u e b l o s y de sus mejores dirigentes y pensadores
en los m o m e n t o s en q u e se v e n e n f r e n t a d o s a agresiones
externas y sienten la t r e m e n d a debilidad a q u e su división y
dispersión política c o n d e n a n a nuestras n a c i o n e s .

Después del fracaso de T a c u b a y a , el ilustre M i n i s t r o de


Relaciones Exteriores de M é x i c o d o n Lucas A l a m á n , lanzó
en 1831 la c o n v o c a t o r i a a u n a c o n f e r e n c i a de los países his-
p a n o a m e r i c a n o s , « e s t r e c h a n d o por m e d i o de t r a t a d o s los
lazos fraternales q u e d e b e n u n i r n o s para el c o m ú n a p o y o y
v e n t a j a » . La idea de A l a m á n , s e g ú n V a s c o n c e l o s , era susti-
tuir c o n una serie de p a c t o s aduaneros entre n u e s t r o s paí-
ses la f e d e r a c i ó n p r o y e c t a d a p o r Bolívar.

Las gestiones de A l a m á n no e n c o n t r a r o n e c o , o mejor


d i c h o e n c o n t r a r o n los o b s t á c u l o s invencibles q u e i m p i d i e -
r o n llegar a nada c o n c r e t o .

Ilustres h i s p a n o a m e r i c a n o s c o m o el c o l o m b i a n o Mallari-
no y el c h i l e n o Varas m u e s t r a n la más h o n d a p r e o c u p a c i ó n
por los peligros q u e f r e n t e al imperialismo de Estados U n i -
d o s presenta la d e s u n i ó n de nuestros p u e b l o s . « A n t e s de
nuestra e m a n c i p a c i ó n — d e c í a el M i n i s t r o A n t o n i o V a r a s -
la A m é r i c a española era la patria c o m ú n del c h i l e n o , del ar-
g e n t i n o , del p e r u a n o , y las ventajas q u e de ahí p r o c e d í a n
bien p o d e m o s a ú n o b t e n e r l a s sin m e n o s c a b a r la personall-

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d a d e i n d e p e n d e n c i a de c a d a Estado». Varas p r o p o n í a la
u n i ó n n o «en interés de los g o b i e r n o s , c o m o parece se t u v o
en mira en los p r i m e r o s t i e m p o s de la i n d e p e n d e n c i a , sino
en interés de los p u e b l o s » . El p e n s a m i e n t o de Varas c o i n c i -
día c o n el de A l a m á n en c u a n t o a buscar la u n i d a d hispa-
n o a m e r i c a n a sobre bases e c o n ó m i c a s f u n d a m e n t a l m e n t e ,
sin perjuicio de la u n i f o r m a c i ó n de las leyes y del i n t e r c a m -
bio c u l t u r a l .

La tesis de a b o g a d o del a r g e n t i n o J u a n Bautista A l b e r d i ,


Memoria sobre las ventajas de un Congreso Americano, es-
crita en 1848, es otra prestigiosa v o z de alerta en p r o de la
u n i f i c a c i ó n de n u e s t r o s p u e b l o s . A l b e r d i p r o p o n e la crea-
ción de una A s a m b l e a federal hispanoamericana c o n f a c u l -
tades hasta de variar las f r o n t e r a s de los Estados.

En el c a m p o p o l í t i c o no cesaron los m o v i m i e n t o s t e n -
dentes a realizar la lógica aspiración de nuestros pueblos a
la u n i d a d .

En 1843 parte de M é x i c o u n a n u e v a iniciativa y se reúne


en Lima, a fines de 1847, una A s a m b l e a o Conferencia Hispa-
n o a m e r i c a n a a la q u e asisten s o l a m e n t e representantes de
Bolivia, Perú, Ecuador, N u e v a Granada y Chile. Se f i r m a n
c u a t r o T r a t a d o s : u n o de C o n f e d e r a c i ó n , o t r o de c o m e r c i o y
n a v e g a c i ó n , o t r o c o n s u l a r y o t r o de Correos. Estos T r a t a -
d o s no llegaron a ser ratificados por los G o b i e r n o s .

O t r o i n t e n t o p o l í t i c o de u n i d a d h i s p a n o a m e r i c a n a se
p r o d u c e c o m o c o n s e c u e n c i a de la invasión de Nicaragua en
1856 por el f i l i b u s t e r o W i l l i a m W a l k e r , q u e trata de f u n d a r
en C e n t r o a m é r i c a un Imperio esclavista, c o n el a p o y o del
G o b i e r n o de W a s h i n g t o n y de g r a n parte de la o p i n i ó n p ú -
blica n o r t e a m e r i c a n a . Se reúne e n t o n c e s en S a n t i a g o de
Chile una c o n f e r e n c i a , a la q u e asisten delegados de los g o -
biernos de Perú, Chile y Ecuador. Se trata en ella de o r g a n i -
zar una Liga s u d a m e r i c a n a , f u n d a d a en la c o m u n i d a d de
s e n t i m i e n t o s , de intereses e ideales, «para impedir — e n f r a -
se del jurista c h i l e n o Carrasco A l b a n o — las sucesivas usur-

- 76 -
paciones del c o l o s o n o r t e a m e r i c a n o » . El resultado de esta
Conferencia f u e la f i r m a de un T r a t a d o de u n i ó n , a m i s t a d y
c o m e r c i o , al q u e p o s t e r i o r m e n t e se adhirieron M é x i c o , G u a -
t e m a l a , El Salvador y Costa Rica; pero este T r a t a d o corrió la
m i s m a suerte de los anteriores y t a m p o c o f u e ratificado por
los G o b i e r n o s , e x c e p t o el del P e r ú , q u e lo ratificó en parte.

Ni el peligro e v i d e n t e de la agresión armada imperialista


f u e capaz de superar los p e q u e ñ o s intereses localistas. S ó l o
en C e n t r o a m é r i c a , por ser este peligro directo e i n m e d i a t o
c o n la invasión filibustera a N i c a r a g u a , p u d o realizarse el m i -
lagro de la u n i d a d de las c i n c o naciones en una guerra de
a u t é n t i c a i n d e p e n d e n c i a y liberación, no sin q u e las q u e r e -
llas y disensiones entre los J e f e s de los diversos ejércitos
nacionales pusieran en peligro y retrasaran el t r i u n f o sobre
el invasor. Por otra p a r t e , e x p u l s a d o éste d e f i n i t i v a m e n t e de
C e n t r o a m é r i c a y afianzada la paz después de la e s p a n t o s a
guerra q u e asoló a N i c a r a g u a , v o l v i e r o n a imperar entre es-
t o s p e q u e ñ o s países las rivalidades localistas y de partidos,
y el i m p u l s o u n i f i c a d o r q u e los había h e r m a n a d o y j u n t a d o
a n t e el peligro c o m ú n no cristalizó en f r u t o s p e r m a n e n t e s
de o r g á n i c a solidaridad h i s t ó r i c a .

El 28 de o c t u b r e de 1864 se r e u n i ó en L i m a , c o m o c o n s e -
c u e n c i a del c o n f l i c t o p e r u a n o - e s p a ñ o l de 1862, un C o n g r e -
so i n t e g r a d o p o r r e p r e s e n t a n t e s de Chile, Bolivia, C o l o m -
bia, V e n e z u e l a , P e r ú , Ecuador y G u a t e m a l a , asistiendo a d e -
m á s el M i n i s t r o de A r g e n t i n a c o n carácter de o b s e r v a d o r .
Se f i r m a r o n varios a c u e r d o s s o b r e arbitraje internacional y
una alianza para la defensa c o m ú n , q u e una vez más q u e d a -
r o n sin ser r a t i f i c a d o s .

T o d a v í a en 1880 el Presidente Núñez de C o l o m b i a pre-


s e n t ó a los g o b i e r n o s h i s p a n o a m e r i c a n o s u n a iniciativa para
reanudar, a u n q u e en f o r m a l i m i t a d a al principio de arbitraje,
el C o n g r e s o q u e le había f r a c a s a d o a Bolívar en 1826. Esta
vez el f r a c a s o se d e b i ó en g r a n parte a los rencores e i n c o m -
prensiones subsistentes, entre Perú, Bolivia y Chile c o m o
consecuencia de la guerra del Pacífico.

- 77 -
De 1880 en adelante d o m i n a la escena continental el lla-
m a d o Panamericanismo, inspirado f u n d a m e n t a l m e n t e en la
doctrina de M o n r o e , es decir se i m p o n e la égida de los Esta-
d o s Unidos c o m o potencia rectora del c o n t i n e n t e americano.

El Secretario de Estado J a m e s G. Blaine inicia en 1881 la


política panamericanista de W a s h i n g t o n i n v i t a n d o a los paí-
ses de A m é r i c a a celebrar la primera Conferencia Interame-
ricana, «con el o b j e t o — d e c í a la circular de Blaine a t o d o s
los g o b i e r n o s h i s p a n o a m e r i c a n o s — de estudiar y discutir
los m é t o d o s a p t o s para impedir la guerra entre las naciones
de A m é r i c a » . Sin e m b a r g o , una serie de circunstancias, e n -
tre ellas la guerra del Pacífico, impidieron q u e se llevara a
c a b o la reunión en la f e c h a planeada, a finales de 1882. N o
f u e sino hasta el 2 de o c t u b r e de 1889 q u e se celebró en
W a s h i n g t o n la primera Conferencia Internacional A m e r i c a n a ,
na.

El h i s p a n o a m e r i c a n i s m o de inspiración bolivariana q u e
busca la i n t e g r a c i ó n de la C o m u n i d a d de nuestros p u e b l o s
q u e d ó así m a r g i n a d o h i s t ó r i c a m e n t e y sólo ha r e s u r g i d o , de
c u a n d o en c u a n d o , en el seno del Panamericanismo d o m i -
nante c o m o rebeldías ocasionales y c o m o lucha permanente
para estructurar i n s t r u m e n t o s jurídicos contra el intervencio-
nismo m o n r o í s t a , t a n t o militar c o m o político y e c o n ó m i c o ,
en nuestras naciones.
S ó l o en las últimas d é c a d a s , después de la s e g u n d a gue-
rra m u n d i a l , el s e n t i m i e n t o hispanoamericanista c o m i e n z a a
surgir de n u e v o y a t o m a r c u e r p o a través de u n primer paso
de i n t e g r a c i o n i s m o regional q u e p u e d e llevarnos, por exi-
gencias m i s m a s de la Historia y de la crisis de O c c i d e n t e , a
la i n t e g r a c i ó n de la Gran C o m u n i d a d Hispánica de Nacio-
nes.

- 78 -
C A P I T U L O III

LA REACCION EN EL M U N D O H I S P A N I C O
A N T E LA CRISIS DE OCCIDENTE

C o m o v i m o s atrás la crisis de O c c i d e n t e c o m i e n z a a ges-


tarse en el siglo X V I c o n la r u p t u r a de la Cristiandad y el sur-
g i m i e n t o histórico del h u m a n i s m o a n t r o p o c é n t r i c o y del ra-
c i o n a l i s m o m o d e r n o . C o i n c i d e este h e c h o h i s t ó r i c o , este
p u n t o crítico de la Historia de O c c i d e n t e , c o n el d e s c u b r i -
m i e n t o de A m é r i c a por España, q u e lleva a c a b o d u r a n t e
d o s siglos u n a g i g a n t e s c a e m p r e s a de c o n q u i s t a y civiliza-
c i ó n , i n c o r p o r a n d o los p u e b l o s y t e r r i t o r i o s a m e r i c a n o s a la
C u l t u r a Cristiana O c c i d e n t a l .

Pero España es p r e c i s a m e n t e la n a c i ó n e u r o p e a q u e se
o p o n e a la M o d e r n i d a d a n t r o p o c é n t r i c a y racionalista, q u e
lucha en t o d o s los terrenos, político, militar y religioso,
por m a n t e n e r la u n i d a d de la Cristiandad m e d i e v a l . Por eso
la empresa a m e r i c a n a de España reviste, c o m o h e m o s v i s t o ,
el carácter medieval de u n a c r u z a d a , de u n a gesta de caba-
llería cristiana, y m a n t i e n e d u r a n t e casi esos d o s siglos la
c o n c e p c i ó n jurídica y política del viejo Imperio r o m a n o -
cristiano.

La m i s m a I n d e p e n d e n c i a a m e r i c a n a , a u n q u e teñida de
m o d e r n i s m o liberal y c o n d u c i d a al final inevitablemente
hacia el r e p u b l i c a n i s m o , f u e en sus orígenes f u n d a m e n t a l -
m e n t e una reacción feudalista c o n t r a el a b s o l u t i s m o del
n u e v o Estado creado en Europa y t r a t ó de salvar aquí en

- 79 -
A m é r i c a las bases del Imperio Cristiano q u e , en España y
c o n España, se había p e r d i d o . Fue, p u e s , sin d u d a en sus
orígenes la I n d e p e n d e n c i a a m e r i c a n a la primera reacción
hispánica ante la crisis de O c c i d e n t e . Y f u e t a m b i é n la Inde-
p e n d e n c i a americana f r u t o y c o n s e c u e n c i a de esa crisis, o
sea un paso m á s en la d i s o l u c i ó n de la Cristiandad Univer-
sal.

Este proceso de d i s o l u c i ó n no se d e t u v o c o n la separa-


c i ó n americana de España, a u n q u e los grandes Libertadores
c o n c i b i e r o n esta separación c o m o una f o r m a de d e t e n e r d i -
c h o p r o c e s o , sino q u e c o n t i n u ó en la propia A m é r i c a espa-
ñola hasta desintegrarla en m ú l t i p l e s repúblicas soberanas.
El r e p u b l i c a n i s m o liberal a c t u ó c o m o el gran disolvente de
nuestra unidad y f u e f o m e n t a d o interesadamente por el
imperialismo n o r t e a m e r i c a n o p o r q u e en la u n i ó n estaba
nuestra fuerza y en la división nuestra debilidad y nuestra i n -
d e f e n s i ó n f r e n t e al e x p a n s i o n i s m o del « m o n r o í s m o » y del
«destino m a n i f i e s t o » .

N o f u e difícil esta tarea de la d i p l o m a c i a y a n q u i c o n E m -


bajadores c o m o Poinsett p o r q u e los Estados U n i d o s h a b í a n
a d q u i r i d o , entre las clases dirigentes h i s p a n o a m e r i c a n a s , un
gran prestigio « c o n su experiencia de vida c o n s t i t u c i o n a l
i n i n t e r r u m p i d a d u r a n t e más de un c u a r t o de siglo (1789-
1825)», c o m o a n o t a Carlos Pereyra. «Para p u e b l o s apenas
iniciados en la d i r e c c i ó n de los a s u n t o s n a c i o n a l e s — a g r e g a
el historiador m e x i c a n o — y q u e a d e m á s debían resolver
p r o b l e m a s i n f i n i t a m e n t e más c o m p l i c a d o s q u e los de las c o -
lonias anglosajonas, para países q u e c o n t a b a n c o n m e n o s
e l e m e n t o s de t o d a especie, pues t o d o les era a d v e r s o , la
C o n s t i t u c i ó n de los Estados U n i d o s a d q u i r i ó un p r e d i c a -
m e n t o e x t r a o r d i n a r i o . Los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s se
e n t r e g a r o n a una furiosa a u t o d e n i g r a c i ó n . D e s c o n o c i e r o n
su experiencia secular, m u y valiosa, pues d u r a n t e el régi-
m e n colonial habían t e n i d o u n a actividad a u t ó n o m a s u f i -
ciente para capacitarlos, y, d e s d e ñ a n d o la riqueza i n s t i t u -

- 80 -
cional de q u e eran h e r e d e r o s , se d e d i c a r o n a la i m i t a c i ó n de
la obra n o r t e a m e r i c a n a » . 50

La m i s m a creación y f o r m a c i ó n de los Estados U n i d o s


f u e , en cierta m a n e r a , f r u t o de la crisis de la Cristiandad Oc-
c i d e n t a l . Los p u r i t a n o s ingleses q u e h u y e r o n de su patria y
v i n i e r o n a A m é r i c a a c o n v e r t i r s e a la postre en los «Padres
Fundadores» de una nueva n a c i ó n , no eran sino v í c t i m a s o
t r á n s f u g a s de la d e s t r u i d a Cristiandad e u r o p e a . A su m o d o
representaban una r e a c c i ó n t a m b i é n ante la crisis de O c c i -
d e n t e . Pero un t i p o de r e a c c i ó n q u e a c e n t u a b a esa crisis y
q u e v i n o a contagiar a sus v e c i n o s h i s p a n o a m e r i c a n o s .

A partir del siglo X I X España a n d u v o a la deriva, perdida


la brújula de su Historia y sin c o n c i e n c i a de su ser y d e s t i n o
nacionales. En su Guerra de I n d e p e n d e n c i a c o n t r a los f r a n -
ceses se vio surgir por un m o m e n t o el a u t é n t i c o s e n t i d o his-
t ó r i c o e s p a ñ o l , pero p a s a d o este glorioso e p i s o d i o España
v o l v i ó a ser e n v u e l t a p o r la marea del n a c i o n a l i s m o e u r o p e o
y se c o n v i r t i ó en v í c t i m a p r o p i c i a del m i s m o , y p o r ú l t i m o
del creciente imperialismo n o r t e a m e r i c a n o , q u e le arrebató
Filipinas, Puerto Rico y C u b a , y c o n ésta la última liga q u e
la m a n t e n í a u n i d a a su histórica v o c a c i ó n a m e r i c a n a .

Pero, mientras España p e r d i ó esa v o c a c i ó n de u n i d a d y


c o m u n i d a d políticas c o n n u e s t r o s p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a -
n o s , estos m a n t u v i e r o n s i e m p r e viviente el i m p u l s o h i s t ó r i -
c o de u n i d a d h i s p á n i c a , f u n d a m e n t a l m e n t e desde l u e g o e n -
tre los m i s m o s p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s , pero sin dejar
de c o n t e m p l a r s i e m p r e los v í n c u l o s de u n i d a d cultural c o n la
M a d r e Patria, c u y a v o c a c i ó n a m e r i c a n a r e c o n o c i ó el p r o p i o
Bolívar desde u n p r i n c i p i o . A s í en 1817, a pesar de la c r u e n -
ta g u e r r a q u e se libraba c o n t r a España, escribe a su repre-
s e n t a n t e en L o n d r e s : « N a d a d e b e omitirse para separar los
intereses de la N a c i ó n española de los de su g o b i e r n o y h a -

6 0
Carlos Pereyra, o b r a c i t a d a .
cerla ver q u e sus verdaderas ventajas consisten en u n a ínti-
ma alianza c o n la A m é r i c a i n d e p e n d i e n t e » . 51

S ó l o t a r d í a m e n t e en este siglo X X c o m e n z ó España a re-


cuperar la conciencia de su v o c a c i ó n americana, perdida c o n
la desintegración de su I m p e r i o . Hasta q u é p u n t o llegó la
pérdida por España de su c o n c i e n c i a histórica c o m o n a c i ó n
creadora del más g r a n d e Imperio político y cultural q u e ha
c o n o c i d o el m u n d o , lo p o n e de relieve M e l c h o r Fernández
A l m a g r o en su libro La emancipación de América y su refle-
jo en la conciencia española. La i n d e p e n d e n c i a de los pue-
blos a m e r i c a n o s , mejor d i c h o su separación de España, f u e
vista en la península no sólo c o n indiferencia, sino hasta c o n
s i m p a t í a . P r o h o m b r e s de la é p o c a c o m o el p o e t a M a n u e l
J o s é Q u i n t a n a , J o s é J o a q u í n de M o r a y Alcalá Galiano jus-
t i f i c a r o n y alentaron esa s e p a r a c i ó n , e q u i p a r a n d o la rebelión
americana a la guerra de i n d e p e n d e n c i a de los españoles
c o n t r a N a p o l e ó n . Personajes españoles c o m o d o n A n t o n i o
González, M a r q u é s de V a l d e t e r r a z o , y el General I n f a n t e ,
hicieron suya la causa de la I n d e p e n d e n c i a del Perú y g u e -
rrearon por ella, lo q u e no i m p i d i ó al p r i m e r o , al regresar a la
península, ser por dos veces Presidente del Consejo y ser in-
c o r p o r a d o a la Nobleza titulada del Reino, y al s e g u n d o , q u e
sirviera c o m o M i n i s t r o del Interior a los i n d e p e n d e n t i s t a s pe-
r u a n o s , alcanzar p o s t e r i o r m e n t e el g r a d o de t e n i e n t e g e n e -
ral del Ejército e s p a ñ o l , d e s e m p e ñ a r en M a d r i d los M i n i s t e -
rios de Guerra y G o b e r n a c i ó n y presidir unas C o n s t i t u y e n -
t e s . «Estas incidentales referencias biográficas — c o m e n t a
Fernández A l m a g r o — ¿no h a c e n sentir un a m b i e n t e de g e -
neral indiferencia p o r lo o c u r r i d o en A m é r i c a ? » . 52

El c o n o c i d o e p i s o d i o del a l z a m i e n t o de Riego, q u e i m p i -
dió el envío de las t r o p a s destinadas a c o m b a t i r la rebelión
americana es una m u e s t r a m á s del s e n t i m i e n t o general q u e

V i c e n t e L e c u n a , o b r a c i t a d a , V o l . II 17.
5 1

M e l c h o r F e r n á n d e z A l m a g r o , La emancipación
5 2
de América y su refle-
jo en la conciencia española. I n s t i t u t o d e E s t u d i o s P o l í t i c o s , M a d r i d 1944.

- 82 -
p r e d o m i n a b a , no sólo en las clases dirigentes, sino en la
masa del p u e b l o e s p a ñ o l , s o c a v a d a su moral por la p r o p a -
g a n d a de las sociedades secretas, logias y c l u b s .

Los pensadores españoles del siglo X I X i g n o r a r o n p r á c t i -


c a m e n t e a A m é r i c a . En sus p l a n t e a m i e n t o s políticos d e s c o -
n o c i e r o n los v í n c u l o s espirituales y culturales q u e ligaban a
España c o n las naciones q u e no hacía m u c h o t i e m p o a n t e s
eran parte i n t e g r a n t e de su I m p e r i o Cristiano. B a l m e s llega
incluso a d e s c o n o c e r los lazos é t n i c o s y raciales c o n los
p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s . A q u í en A m é r i c a no hay raza
española para B a l m e s , sino o t r a raza diferente p r e d o m i n a n -
te q u e es la raza i n d í g e n a , restándole i m p o r t a n c i a al m e s t i -
zaje i n d o - h i s p a n o .

A ese o t r o g r a n p e n s a d o r h i s p a n o , D o n o s o C o r t é s , ni en
su é p o c a de a c e n d r a d o liberalismo ni después de su c o n -
versión al más p u r o t r a d i c i o n a l i s m o , le ocurre o c u p a r s e , a
pesar de la p r o y e c c i ó n universalista de sus p l a n t e a m i e n t o s
c o n alcances p r o f é t i c o s , del papel histórico q u e nuestra
A m é r i c a podría y tendría q u e d e s e m p e ñ a r en la Historia del
m u n d o y d e n t r o de la Cultura de O c c i d e n t e . Escapa a la
c o m p r e n s i ó n y c o n c e p c i ó n de D o n o s o la realidad de ese i n -
m e n s o m u n d o a m e r i c a n o y el s i g n i f i c a d o q u e para E u r o p a ,
para el C a t o l i c i s m o , y para España p r i n c i p a l m e n t e , tiene la
existencia de esa g r a n C o m u n i d a d hispánica de n a c i o n e s en
este C o n t i n e n t e .

T e n e m o s q u e llegar a M e n é n d e z Pelayo y a la g e n e r a -
ción del 98 para e n c o n t r a r en el p e n s a m i e n t o español una
p r e o c u p a c i ó n a m e r i c a n a , una r e c u p e r a c i ó n de su c o n c i e n -
cia de C o m u n i d a d cultural c o n A m é r i c a .

Esto no quiere decir q u e no haya h a b i d o en España una


reacción ante la crisis de O c c i d e n t e p r o d u c i d a por la Revo-
lución liberal y el r a c i o n a l i s m o , hijos éstos de la R e f o r m a . En
España, patria de la C o n t r a r r e f o r m a , h u b o t a m b i é n , c o m o
en Francia e Inglaterra, u n p e n s a m i e n t o religioso, f i l o s ó f i c o
y político q u e analizaba y c o n d e n a b a el proceso racionalista

- 83 -
a n t i c r i s t i a n o . Pero esta r e a c c i ó n se encerraba en los limites
peninsulares o más bien e u r o p e o s . N o tenía la visión históri-
ca integral q u e exigía el p a s a d o imperial de España, casi i n -
m e d i a t o , y la p r o y e c c i ó n a m e r i c a n a y universal del ser espa-
ñol.

D u r a n t e el siglo X I X no se p u e d e hablar p r o p i a m e n t e de
crisis de O c c i d e n t e , tal c o m o la percibe a h o r a c o n t o d a v i -
gencia y claridad el p e n s a m i e n t o de nuestro siglo X X . M a s
para m e n t e s clarividentes y p r o f é t i c a s , c o m o la de D o n o s o
Cortés, esta crisis se veía venir más tarde o m á s t e m p r a n o y
su proceso estaba en m a r c h a . España, por c o n t r a s t e y o p o -
sición a ese p r o c e s o y su primera v í c t i m a h i s t ó r i c a , era el t e -
rreno e u r o p e o más a p r o p i a d o para sentirlo y preverlo. A d e -
más los pensadores españoles, c o n la c o n c i e n c i a de su His-
toria n a c i o n a l , estaban llamados a tener una visión más a m -
plia y más h o n d a del p r o b l e m a de O c c i d e n t e . Desgraciada-
m e n t e esa c o n c i e n c i a histórica se había p e r d i d o en España,
por lo m e n o s en su sentido universalista más g e n u i n o ,
en su vocación universal, y así los tradicionalistas espa-
ñoles t u v i e r o n una visión parcial, l o c a l m e n t e e u r o p e a , del
p r o b l e m a , s e m e j a n t e a la de los franceses c o m o Taine y De
M a i s t r e , a u n q u e D o n o s o s o b r e p u j ó a estos por sus alcances
p r o f é t i c o s , y en su f a m o s o Discurso sobre Europa de 30 de
enero de 1850 a n u n c i ó ya la crisis de O c c i d e n t e : « T o d o
a n u n c i a , t o d o , para el h o m b r e q u e tiene b u e n a razón, b u e n
s e n t i d o e ingenio p e n e t r a n t e , t o d o a n u n c i a , señores, una
crisis p r ó x i m a y f u n e s t a ; t o d o a n u n c i a un c a t a c l i s m o c o m o
no lo han v i s t o los h o m b r e s » . P r o n o s t i c ó D o n o s o q u e Rusia
haría la guerra al O c c i d e n t e y q u e la R e v o l u c i ó n se a d u e ñ a -
ría de aquel país. « Y o creo — d i j o — más fácil una R e v o l u -
ción en San P e t e r s b u r g o q u e en L o n d r e s » .
H u b o , p u e s , en España, c o m o h e m o s d i c h o , u n a reac-
c i ó n tradicionalista o p u e s t a al racionalismo y a la R e v o l u -
c i ó n , en la q u e se inscriben los n o m b r e s de B a l m e s , Váz-
quez de M e l l a , N o c e d a l , A p a r i s i y Guijarro, y desde l u e g o
D o n o s o C o r t é s , el de i n d i s c u t i b l e resonancia e u r o p e a y m a -

- 84 -
y o r influencia entre t o d o s ellos, y cuyas ideas — s e g ú n Ra-
fael Calvo S e r e r — « h a n c o n t r i b u i d o a impulsar la historia
española en el c a m i n o de la s u p e r a c i ó n de la r e v o l u c i ó n m o -
derna c o m o n o lo ha h e c h o n i n g ú n o t r o pa(s».

D o n o s o C o r t é s m u r i ó en m a y o de 1853 a la e d a d de 44
a ñ o s . Tres a ñ o s d e s p u é s , en 1856, nació M a r c e l i n o M e n é n -
dez Pelayo, c u y a e m i n e n t e f i g u r a de sabio p o l í g r a f o d o m i n a
la escena intelectual española de fines del siglo X I X y c o -
m i e n z o s del presente hasta su m u e r t e en 1912. C o n M e n é n -
dez Pelayo el t r a d i c i o n a l i s m o español e n c u e n t r a ya su d i -
m e n s i ó n a m e r i c a n a . «Nadie antes q u e él — e s c r i b e Carlos
P e r e i r a — dio la f ó r m u l a del a m e r i c a n i s m o integral». M á s
q u e de « a m e r i c a n i s m o » la f ó r m u l a q u e d a b a M e n é n d e z Pe-
layo era de la C o m u n i d a d Cultural hispánica entre u n a y otra
orilla del A t l á n t i c o , c o n su f o r m i d a b l e obra en cuatro t o m o s
Historia de la Poesía Hispano Americana, realizada por e n -
c a r g o de la Real A c a d e m i a Española c o n m o t i v o del c u a r t o
c e n t e n a r i o del D e s c u b r i m i e n t o de A m é r i c a en 1892. Los d o s
primeros t o m o s de la o b r a aparecieron en 1893 y en los d o s
a ñ o s siguientes los o t r o s d o s t o m o s .

Para M e n é n d e z Pelayo esta Historia de la Poesía


Hispano-Americana era la m e j o r de sus o b r a s ; y lo es cierta-
m e n t e en más de u n s e n t i d o , pero p r i n c i p a l m e n t e en el de
r e c u p e r a c i ó n de la c o n c i e n c i a de la grandeza y universalidad
de la Cultura Hispánica y de su f o r m i d a b l e p o t e n c i a l i d a d p o -
lítica y espiritual c o m o p a t r i m o n i o c o m ú n y v í n c u l o de u n i -
d a d de u n v i g o r o s o haz de p u e b l o s q u e c u b r e n u n a vastísi-
ma extensión de la Tierra.

Sin e m b a r g o , d o n M a r c e l i n o reconoce q u e de t o d a s sus


obras esta es «la m e n o s c o n o c i d a en España, d o n d e el e s t u -
dio f o r m a l de A m é r i c a interesa a m u y p o c a g e n t e , a pesar
de las vanas apariencias de discursos teatrales y b a n q u e t e s
de c o n f r a t e r n i d a d » . A p u n t a aquí ya el ¡lustre M a e s t r o el pe-
ligro del r e t o r i c i s m o q u e a h o g a t o d o i m p u l s o serio y a u t é n t i -
c o de r e c o n s t r u c c i ó n de nuestra C o m u n i d a d h i s t ó r i c a .

- 85 -
En su obra M e n é n d e z y Pelayo reconoce al f u t u r o gran
poeta h i s p a n o a m e r i c a n o R u b é n Darío. Este ha llegado a
M a d r i d precisamente para las celebraciones del c u a r t o c e n -
tenario del D e s c u b r i m i e n t o c o m o Secretario de la Delega-
ción de Nicaragua a esas fiestas C o n m e m o r a t i v a s y ya ha si-
d o saludado de a n t e m a n o por d o n J u a n Valera en una de
sus Cartas Americanas en q u e c o m e n t ó a d m i r a t i v a m e n t e el
libro Azul del nicaragüense, al q u e agasaja a su llegada a
Madrid.-

En ese a ñ o del c u a t r i c e n t e n a r i o , R u b é n , q u e u n o s a ñ o s
m á s tarde se convertiría en el c a n t o r y p r o f e t a de la u n i d a d
de los p u e b l o s hispánicos, escribe, para u n a velada literaria
de las fiestas c o n m e m o r a t i v a s a que asiste, un poe-
m a significativo de su visión a m e r i c a n a : A Colón. Encierra
este p o e m a un c o m p l e j o de s e n t i m i e n t o s c o n t r a r i o s s o b r e la
realidad de nuestros p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s . Esta c o n -
t r a d i c c i ó n y c o n f u s i ó n n a c e n de una conciencia d o l o r o s a de
esa triste realidad cuyas causas no acierta a explicar ni defi-
nir. Por un lado el a c e n t o del p o e m a se p o n e en la exalta-
c i ó n del pasado indígena y a c h a c a a la llegada de los espa-
ñoles a A m é r i c a los males q u e ésta padece:

«iPluguiera a Dios las aguas antes intactas


no reflejaran n u n c a las blancas velas;
ni vieran las estrellas e s t u p e f a c t a s
arribar a la orilla t u s carabelas!».

Por o t r o lado no desdeña la mezcla indo-hispana de razas y


a c e p t a y defiende la fe cristiana y la h e r m o s a lengua caste-
llana q u e c o n el « d e s g r a c i a d o A l m i r a n t e » vinieron a A m é r i -
ca:

« C u a n d o en v i e n t r e s de A m é r i c a c a y ó semilla
de la raza de hierro q u e f u e de España,
m e z c l ó su fuerza heroica la gran Castilla
c o n la fuerza del i n d i o de la m o n t a ñ a » .

- 86 -
«La cruz q u e nos llevaste padece m e n g u a ;
y tras encanalladas revoluciones,
la canalla escritora m a n c h a la lengua
que escribieron Cervantes y Calderones».

Pero en las siguientes e s t r o f a s parece hallar Rubén el equili-


brio de estos s e n t i m i e n t o s e n c o n t r a d o s :
« D e s d e ñ a n d o a los reyes, nos d i m o s leyes
al son de los c a ñ o n e s y los clarines,
y h o y al f a v o r siniestro de negros beyes
fraternizan los J u d a s c o n los Caínes.

B e b i e n d o la esparcida savia francesa


c o n nuestra b o c a indígena s e m i - e s p a ñ o l a ,
día a día c a n t a m o s la Marsellesa
para acabar d a n z a n d o la Carmañola».

La tragedia de nuestros pueblos despolitizados y anarqui-


zados se explica en estas estrofas por la i n a d e c u a c i ó n de las
instituciones políticas a nuestra realidad étnica y c u l t u r a l .
Encierran ellas un p e n s a m i e n t o q u e implica reacción c o n t r a
el r e v o l u c i o n a r i s m o liberal f r a n c é s .

R u b é n Darío es c o n t e m p o r á n e o de la g e n e r a c i ó n espa-
ñola del 98. Su reacción literaria y política tiene los m i s m o s
orígenes q u e la de los escritores españoles de esa g e n e r a -
c i ó n : la d e c l i n a c i ó n , por no decir d e c a d e n c i a , de los p u e b l o s
hispánicos, a c o s a d o s p o r el imperialismo y a n q u i y v e n c i d o s ,
en cierta m a n e r a , p o r la Historia. Pero la reacción de R u b é n ,
g u i a d o por su g e n i o p o é t i c o , es más p r o f u n d a y a b a r c a d o r a
q u e la de sus c o n g é n e r e s españoles. En el t e r r e n o literario
Darío lleva a c a b o u n a r e n o v a c i ó n de las letras castellanas,
más bien u n a v e r d a d e r a r e v o l u c i ó n t a n t o en el verso c o m o
en la p r o s a , y no sólo f o r m a l sino de p r o f u n d o s e n t i d o c u l t u -
ral, c o m o v e r e m o s l u e g o . En el t e r r e n o p o l í t i c o , f r e n t e a la
d e r r o t a de España en su guerra c o n los Estados U n i d o s ,
m i e n t r a s los escritores españoles r e a c c i o n a n , c o m o dice
Laín Entralgo, « c o n a m o r a m a r g o » hacia la patria, R u b é n lo

- 87 -
hace c o n un claro o p t i m i s m o , a p o r t a n d o , c o n lo a m e r i c a n o ,
un s e n t i d o de universalidad y de esperanza.

Partiendo de u n a a c t i t u d crítica del presente y a ú n del


m i s m o espíritu h i s p á n i c o d o m i n a n t e en el p a s a d o , el casti-
c i s m o castellano q u e c o n d e n a U n a m u n o , los del 98 b u s c a n
una originalidad española inédita en la Historia. S u reacción
f r e n t e a la Europa racionalista en busca de la t r a d i c i ó n c o n -
cebida c o m o «lo i n t r a h i s t ó r i c o » , c o m o «lo i n c o n s c i e n t e de
la Historia», los hace repudiar, en cierta f o r m a , la propia His-
t o r i a , y s u e ñ a n en c o n s t r u i r u n a n u e v a y d i f e r e n t e n a c i ó n
española a la e u r o p e a , es decir d e n t r o del m a p a g e o g r á f i c o
y cultural de la Europa del presente, u n a España vuelta h a -
cia sí m i s m a , e n c e r r a d a en su peninsularismo e u r o p e o y c u -
rada de sus s u e ñ o s y a v e n t u r a s atlánticas y de universalis-
m o cristiano. « U n a restauración de la vida entera de España
no p u e d e tener o t r o p u n t o de a r r a n q u e q u e la c o n c e n t r a -
ción de t o d a s nuestras energías d e n t r o de n u e s t r o territorio
— e s c r i b í a G a n i v e t — . Hay q u e cerrar c o n cerrojos, llaves y
c a n d a d o s , t o d a s las puertas por d o n d e el espíritu español se
escapó de España para derramarse por los c u a t r o p u n t o s del
h o r i z o n t e , y por d o n d e h o y espera q u e ha de venir la salva-
c i ó n ; y en cada u n a de esas puertas no p o n d r e m o s un r ó t u l o
d a n t e s c o q u e diga lasciate ogni speranza, sino este o t r o
más c o n s o l a d o r , más h u m a n o , más p r o f u n d a m e n t e h u m a -
n o , i m i t a d o de S a n A g u s t í n : Noli foras iré; in interiore His-
paniae habitat veritas»:

Sin e m b a r g o , Gavinet en su Idearium Español abre esas


puertas para dar « u n vistazo a nuestra n u m e r o s a f a m i l i a de
A m é r i c a » y a p u n t a q u e «al renacer hallaremos u n a i n m e n s i -
d a d de p u e b l o s h e r m a n o s a quienes marcar c o n el sello de
nuestro espíritu».

T a m b i é n U n a m u n o , s e g ú n señala Laín E n t r a l g o , rectifi-


có un t a n t o su a n t i c a s t i c i s m o o anticastellanismo de o r i g e n
p r o v i n c i a n o . A d e m á s e m e r g i ó de la intra-Historia en q u e se
había s u m e r g i d o a la superficie de la Historia para e n c o n -

- 88 -
trarse c o n la riquísima herencia a m e r i c a n a de la e m p r e s a i m -
perial de la España castiza y castellana. «Creo — a p u n t ó en
«La Epopeya de A r t i g a s » , u n o de los capítulos de su libro
Ensayos— q u e en m á s de un r e s p e c t o acaso esta vieja Es-
paña está más c e r c a , m u c h o más cerca de esa A m é r i c a q u e
del resto de E u r o p a , a la q u e g e o g r á f i c a m e n t e dicen q u e
p e r t e n e c e m o s » . Y en Temas argentinos, refiriéndose a la
« C o m u n i d a d de la lengua h i s p a n a » , escribió: «Y así h o y ,
c u a n d o aseguradas nuestras sendas independencias nacio-
nales, las de los p u e b l o s de nuestra habla, s e n t i m o s la nece-
sidad vital de asegurar y c o n s o l i d a r nuestras sendas perso-
nalidades colectivas y c o m u n e s , n o s v e m o s f o r z a d o s a f u n -
darlas sobre u n a I n t e r p o p u l a r h i s p á n i c a , sobre una hispani-
d a d c o m ú n . Y su a s i e n t o es el habla c o m ú n , a recrecer y re-
crear al cual c o n t r i b u y e n t o d o s los p u e b l o s , entre ellos el de
dialecto castellano, q u e i m a g i n a n , s u e ñ a n , p i e n s a n , sienten
y rezan en ella. Rezan u n o s , los c r e y e n t e s , a su Dios; o t r o s ,
los a g n ó s t i c o s o i n c r é d u l o s , a la Naturaleza, a la r a z ó n , o a
lo q u e f u e r e » .

Es U n a m u n o , s e g ú n señala el a c a d é m i c o p a r a g u a y o J u -
lio César Chávez, c o n t r a d i c i e n d o a Ramiro de M a e z t u , el i n -
v e n t o r de la palabra hispanidad para designar la c o m u n i d a d
de p u e b l o s de habla e s p a ñ o l a . M a e z t u , en su libro Defensa
de la Hispanidad o t o r g a la p a t e r n i d a d de esta palabra al p a -
dre Zacarías de V i z c a r r a . « D i g o h i s p a n i d a d y n o e s p a ñ o l i d a d
— e s c r i b i ó U n a m u n o — para incluir a t o d o s los linajes, a t o -
das las razas espirituales, a las q u e h a n h e c h o el alma terre-
na — t e r r o s a , sería, acaso, m e j o r — y, a la vez celeste de
Hispa n í a » . 53

C o m p r e n d e U n a m u n o q u e la C u l t u r a Hispánica tiene u n
papel y u n d e s t i n o q u e c u m p l i r en el m u n d o y en la Historia,
y q u e esa Cultura no es p a t r i m o n i o exclusivo de la penínsu-
la, q u e no se la p u e d e encerrar d e n t r o de los e s t r e c h o s lími-

5 3
J u l i o C é s a r C h a v e s , La lengua como base de la hispanidad en la con-
cepción de Unamuno, A c a d e m i a P a r a g u a y a d e la L e n g u a E s p a ñ o l a , 1 9 6 0 .

- 89 -
tes de la nación e s p a ñ o l a , q u e es una Cultura vivida y c o m -
partida c o n A m é r i c a y crecida y enriquecida en A m é r i c a .
« T e n e m o s q u e acabar de perder los españoles — e x i g e — t o -
d o lo q u e se encierra en eso de m a d r e patria, y c o m p r e n d e r
q u e para salvar la c u l t u r a hispánica nos es preciso entrar a
trabajarla de par c o n los p u e b l o s a m e r i c a n o s , y r e c i b i e n d o
de ellos, no sólo d á n d o l e s » . 54

Valle Inclán se acerca más a la revaloración de la i m p e -


rialidad hispánica y de su m i s i ó n histórica, no sólo c u m p l i d a
o interrumpida, sino por cumplir. A l respecto son m u y claras
sus palabras q u e transcribe Laín Entralgo del discurso q u e
p r o n u n c i ó a los postres de un b a n q u e t e en su h o n o r en
1932, es decir bastantes a ñ o s después de la primera g u e r r a
m u n d i a l y p r ó x i m a la s e g u n d a , c u a n d o la crisis de O c c i d e n -
te era realidad cada día m á s a g u d a , vivida y d i s c u t i d a por el
p e n s a m i e n t o e u r o p e o . Dijo Valle Inclán en esa o c a s i ó n : «Es-
paña tiene, c o m o las m o n e d a s , d o s caras: una r o m a n a e i m -
perial, y otra berberisca y m e d i t e r r á n e a . España va a A m é r i -
ca c o m o una hija de R o m a ; pero lleva t a m b i é n la faz berbe-
risca y m e d i t e r r á n e a . C o m o hija de R o m a , lleva allí una len-
g u a , establece un c u e r p o de d o c t r i n a jurídica y f u n d a c i u d a -
des. En la hora presente se quiere volver al bárbaro berberis-
m o m e d i t e r r á n e o . Es necesario q u e v o l v a m o s la medalla y
n o t e n g a m o s más q u e u n a faz: la q u e nos hace hijos de Ro-
ma» . 5 5

Ortega y Gasset, en c a m b i o , se m a n t u v o siempre en la


a c t i t u d interiorista, de r e c o g i m i e n t o o e n c o g i m i e n t o d e n t r o
de la peninsularidad e u r o p e a . « C u a n d o p o s t u l a m o s la e u r o -
peización de España — e s c r i b i ó — no q u e r e m o s otra cosa que
la o b t e n c i ó n de una n u e v a f o r m a de c u l t u r a distinta de la
f r a n c e s a , la a l e m a n a . . . Q u e r e m o s la i n t e r p r e t a c i ó n española
del m u n d o » . Para O r t e g a , A m é r i c a y España s o n realida-
5 6

U n a m u n o , Algunas
6 4
consideraciones sobre la literatura hispanoameri-
cana, e n Ensayos T o m o I.
P e d r o La(n E n t r a l g o , La generación
5 5
del noventa y ocho. Espasa Calpe,
pág. 94.
O r t e g a y G a s s e t , Obras completas,
6 6
V o l . I, p á g . 1 3 8 .

- 90 -
des distintas y separadas. España es e u r o p e a y A m é r i c a no
lo es. « A m é r i c a no ha e m p e z a d o a ú n su historia universal»,
e s c r i b e . C o n esta frase n i e g a , en cierto m o d o , q u e A m é r i -
57

ca t e n g a un pasado h i s t ó r i c o c o m ú n c o n España, niega in-


cluso la proyección más universal de la Historia de España,
q u e es p r e c i s a m e n t e su p r o y e c c i ó n a m e r i c a n a . Pareciera
Ortega dar la razón a los q u e en A m é r i c a , c o m o reacción
c o n t r a la crisis de O c c i d e n t e , s e g ú n v e r e m o s adelante, p r o -
c l a m a n una nueva C u l t u r a A m e r i c a n a i n d e p e n d i e n t e de la
occidental e u r o p e a . Da pie para pensar esto la frase citada,
unida a las siguientes q u e escribió en 1949 para la Revista
Mundo Hispánico de M a d r i d ( n ú m . 11): «El h o m b r e america-
n o , desde l u e g o , deja de ser sin más el h o m b r e e s p a ñ o l , y es
desde los primeros a ñ o s u n m o d o n u e v o del e s p a ñ o l . Los
c o n q u i s t a d o r e s m i s m o s s o n ya los p r i m e r o s a m e r i c a n o s » .
Sean o no válidas estas i n t e r p r e t a c i o n e s nuestras del pensa-
m i e n t o de Ortega sobre A m e r i c a , c i e r t a m e n t e n o m o s t r ó el
interés q u e m e r e c í a , de parte de «el m á x i m o p e n s a d o r his-
p a n o de la primera m i t a d del siglo X X » , c o m o lo caracteriza
Fernández de la M o r a , la revaloración de la Cultura Hispáni-
ca c o m o quehacer h i s t ó r i c o y porvenir c o m ú n de España y
A m é r i c a , a pesar de haber r e c o n o c i d o e x p r e s a m e n t e q u e
«la f o r m a de c o m u n i d a d existente entre las n a c i o n e s de
C e n t r o y S u d a m é r i c a y España es una realidad q u e subsiste
más allá de t o d a v o l u n t a d o de t o d o c a p r i c h o , q u e quiera
negarla o d e s t r u i r l a » . 58

A u n q u e , c o m o señala el m i s m o Fernández de la M o r a ,
Ortega t u v o una responsabilidad d i r e c t a , su ú n i c o é x i t o polí-
t i c o , en la caída de la m o n a r q u í a en España, «para c u a l q u i e -
ra q u e haya m e d i t a d o su o b r a resulta e v i d e n t e q u e O r t e g a y
Gasset es un p e n s a d o r p o l í t i c o de s i g n o r o t u n d a m e n t e c o n -
s e r v a d o r » . En «El o c a s o de las revoluciones» principal-
59

6 7
O r t e g a y G a s s e t , El Espectador, V o l . VIII, Obras Completas.
J . O r t e g a y G a s s e t , Obras completas.
5 8
T o m o V I , p á g . 2 4 1 , Editorial
Revista de O c c i d e n t e , M a d r i d , 1947.
5 9
G o n z a l o F e r n á n d e z d e la M o r a , Ortega y el98, Rialp, S . A . M a d r i d .

- 91 -
m e n t e , c o m o e x p o n e el escritor boliviano J o r g e Siles Sali-
nas, q u e ha e s t u d i a d o c o n a c u c i o s i d a d este a s p e c t o de la
obra o r t e g u i a n a , se p o n e en evidencia su reacción c o n t r a el
racionalismo m o d e r n o del q u e nace el u t o p i s m o revolucio-
nario. Ortega a f i r m a la Historia y la T r a d i c i ó n . La r e v o l u c i ó n
se p r o d u c e — c i t a Siles S a l i n a s — c u a n d o «la inteligencia
d e s c u b r e su p r o p i o p o d e r de c o n s t r u i r c o n sus m e d i o s ex-
clusivos grandes y p e r f e c t o s edificios t e ó r i c o s » . «El tigre de
h o y — d i c e el f i l ó s o f o e s p a ñ o l — es i d é n t i c o al de hace seis
mil a ñ o s , p o r q u e c a d a tigre tiene q u e empezar de n u e v o a
ser tigre, c o m o si no hubiese h a b i d o antes n i n g u n o . El h o m -
bre, en c a m b i o , m e r c e d a su poder de recordar, a c u m u l a su
p r o p i o p a s a d o , lo posee y lo a p r o v e c h a . El h o m b r e no es
n u n c a un primer h o m b r e : c o m i e n z a , desde l u e g o , a existir
sobre cierta altura del pretérito a m o n t o n a d o » . El r e v o l u c i o -
nario e n t i e n d e , por el c o n t r a r i o , q u e debe olvidarse y disol-
verse el pasado para c o n s t r u i r el n u e v o edificio sobre las b a -
ses teóricas q u e i n v e n t a su r a z ó n . A lo q u e Ortega o b j e t a :
« r o m p e r c o n el p a s a d o , querer c o m e n z a r de n u e v o , es aspi-
rar a descender y plagiar al o r a n g u t á n » . 60

A u n q u e sobre el m o t e « g e n e r a c i ó n del 98» se ha d i s c u t i -


d o m u c h o , incluso a l g u n o s de los escritores q u e s u p u e s t a -
m e n t e lo c o m p o n e n lo han r e p u d i a d o , c o m o M a e z t u ; y Fer-
nández de la M o r a alega q u e debe excluirse del lenguaje
c i e n t í f i c o , sin e m b a r g o la v e r d a d es q u e , por c o m o d i d a d o
utilidad, ha s e g u i d o usándose para designar a un g r u p o de
escritores españoles q u e , s e g ú n Laín Entralgo, c o n c o r d a r o n
no sólo en la c o n t e m p o r a n e i d a d sino en una serie de a c t i t u -
des f u n d a m e n t a l e s c o m o escritores y c o m o h o m b r e s de su
tiempo.

De esa «generación del 98», c u y a n ó m i n a es r e c o n o c i d a ,


a u n q u e a l g u n o s le a g r e g a n y o t r o s le q u i t a n n o m b r e s , y
q u e , c o m o h e m o s v e n i d o analizando, e n c a r n a n una reac-
c i ó n hispánica c o n t r a la Europa de su t i e m p o y el p r o c e s o

6 0
J o r g e S i l e s S a l i n a s , Ante la Historia, Editora N a c i o n a l , M a d r i d 1969.

- 92 -
racionalista de O c c i d e n t e , es sin d u d a Ramiro de M a e z t u el
que c o n la revista Acción Española y su o b r a Defensa de la
Hispanidad, publicada en 1934, p l a n t e ó más integral y clara-
m e n t e la c o n c e p c i ó n de u n a Cultura y de u n M u n d o Hispá-
nicos e n f r e n t a d o s al H u m a n i s m o a n t r o p o c é n t r i c o y a las ú l -
t i m a s c o n s e c u e n c i a s políticas del racionalismo m o d e r n o : el
Estado liberal y el Estado socialista. Tal c o n c e p c i ó n , f u n d a -
da en la p e r m a n e n c i a de valores tradicionales y la v i g e n c i a
de u n a filosofía perennis, es lo c o n t r a r i o de la u t o p í a r e v o l u -
cionaria p e r o se halla c o n d i c i o n a d a h i s t ó r i c a m e n t e y a largo
plazo, a la c u l m i n a c i ó n de la crisis de O c c i d e n t e en el f r a c a -
so universal de esa u t o p í a r e v o l u c i o n a r i a , asi c o m o a la c a -
p a c i d a d de desarrollo de los p u e b l o s h i s p á n i c o s , de la re-
c o n s t r u c c i ó n de su u n i d a d y de creación y c o n d u c c i ó n polí-
ticas de sus élites sociales.

M a e z t u parte de la c o n c i e n c i a en Europa y en el m u n d o
de la a g u d i z a c i ó n de la crisis de O c c i d e n t e . En el a r t í c u l o -
p r o g r a m a de la revista Acción Esañola, p u b l i c a d o en d i -
c i e m b r e de 1 9 3 1 , escribe: «El m u n d o ha d a d o otra v u e l t a .
Se p u e d e trazar una raya en 1900. Hasta e n t o n c e s eran a d -
versos a España los m á s de los t a l e n t o s extranjeros q u e de
ella se o c u p a b a n . Desde e n t o n c e s n o s son f a v o r a b l e s . Los
a m i g o s del arte se maravillan de los esfuerzos q u e hace el
m u n d o p o r e n t e n d e r y gozar mejor el estilo b a r r o c o q u e es
España. Y es q u e h a n f r a c a s a d o el h u m a n i s m o p a g a n o y el
n a t u r a l i s m o de los ú l t i m o s t i e m p o s » . En su Defensa de la
Hispanidad c o n t r a p o n e el h u m a n i s m o e s p a ñ o l , t e o c é n t r i c o ,
basado en valores a b s o l u t o s , al h u m a n i s m o m o d e r n o , a n -
t r o p o c é n t r i c o . «Los españoles — a f i r m a — no han c r e í d o
n u n c a q u e el h o m b r e sea la m e d i d a de las cosas».

M a e z t u resume su p e n s a m i e n t o así: « H a y , en r e s u m e n ,
tres posibles sentidos del h o m b r e : El de los q u e dicen q u e
ellos s o n los b u e n o s , p o r estarles v i n c u l a d a la b o n d a d , en
alguna f o r m a de la divina g r a c i a ; y es el de los p u e b l o s o i n -
d i v i d u o s q u e se a t r i b u y e n misiones exclusivas y exclusivos
privilegios en el m u n d o . Esta es la posición aristocrática y

- 93 -
particularista. Hay, t a m b i é n , la actitud niveladora de los q u e
dicen q u e no hay b u e n o s ni malos, p o r q u e no existe m o r a l
absoluta y lo b u e n o para el b u r g u é s es malo para el o b r e r o ,
p o r lo que han de suprimirse las diferencias de clases y
fronteras, para que sean iguales los h o m b r e s . Es la posición
igualitaria y universalista, pero desvalorizadora. Y hay, por úl-
t i m o , la posición e c u m é n i c a de los pueblos hispánicos, q u e
dice a la h u m a n i d a d entera q u e t o d o s los h o m b r e s p u e d e n
ser buenos y que no necesitan para ello sino creer en el bien y
realizarlo. Esta f u e la idea española del siglo X V I . A l t i e m p o
que la p r o c l a m á b a m o s en T r e n t o y q u e peleábamos por ella
en t o d a Europa, las naves españolas ciaban por primera vez la
vuelta al m u n d o , para poder anunciar la buena nueva a los
h o m b r e s de A s i a , del A f r i c a y de A m é r i c a » . 61

En c u a n t o a la i n t e g r a c i ó n de la C o m u n i d a d Hispánica
n o e n c u e n t r a p r o b a b l e « q u e la Hispanidad llegue a d o t a r s e
de su ó r g a n o j u r í d i c o » . Esto será posible sólo c u a n d o se
p r o d u z c a la q u i e b r a , lo m i s m o en A m é r i c a q u e en E u r o p a ,
del Estado nacionalista m o d e r n o , c u a n d o el E s t a d o - b o t í n
haya c e d i d o el p u e s t o al Estado-servicio, c o n lo q u e «habrá
desaparecido t o d o lo q u e hay de egoísta y miserable en el
celo de la s o b e r a n í a , para q u e n o q u e d e sino el espíritu de
e m u l a c i ó n , q u e n o será ya o b s t á c u l o para q u e se e n t i e n d a y
r e c o n o z c a la p r o f u n d a u n i d a d de los p u e b l o s h i s p á n i c o s , ni
para q u e esa u n i d a d e n c u e n t r e la f ó r m u l a jurídica c o n q u e
se exprese ante los d e m á s p u e b l o s , p o r q u e ya se habrá des-
v a n e c i d o el t e m o r a q u e el G o b i e r n o de o t r o p u e b l o hispáni-
co nos i m p o n g a t r i b u t o s y la m i s m a soberanía habrá dejado
de ser un privilegio para convertirse en una o b l i g a c i ó n . Pe-
r o , por s u p u e s t o , el E s t a d o - b o t í n n o es sino la expresión p o -
lítica de un s e n t i d o naturalista de la v i d a , c o m o el Estado-
servicio la de un s e n t i d o espiritual o r e l i g i o s o » . 62

6
' R a m i r o d e M a e z t u , Defensa de la Hispanidad, Segunda edición, Ma-
d r i d 1935.
6 2
Ramiro de M a e z t u , obra citada.

- 94 -
M a e z t u había r e c o g i d o el mensaje o p t i m i s t a de revalora-
ción y u n i d a d hispánicas de D a r í o , a u n q u e n o e n t e n d i ó q u e
ese mensaje fuera al m i s m o t i e m p o a c o m p a ñ a d o de un i m -
pulso de r e n o v a c i ó n y r e v o l u c i ó n literarias. Por eso califica
i n c o m p r e n s i v a m e n t e a R u b é n de «el más antiespañol de los
escritores de A m é r i c a » p o r su declarada guerra «al d o g m a -
t i s m o h i s p a n o , al a n q u i l o s a m i e n t o a c a d é m i c o , a la t r a d i c i ó n
hermosillesca, a lo pseudoclásico, a lo p s e u d o r r o m á n t i c o ,
a lo pseudorrealísta y naturalista». A t a c a r t o d o s estos s í n t o -
m a s de la d e c a d e n c i a de la literatura española era para
M a e z t u ser a n t i e s p a ñ o l . Y no falta c o n t r a R u b é n la a c u s a -
ción de a f r a n c e s a m i e n t o : «estaba a f r a n c e s a d o hasta la m é -
d u l a » . Sin e m b a r g o , m á s adelante r e c o n o c e q u e Darío sin-
tió «desde el primer m o m e n t o , lo q u e los españoles sólo v i -
m o s m u c h o s a ñ o s d e s p u é s » , y c o m e n t a n d o el t í t u l o del li-
b r o aCantos de Vida y Esperanza», exclama: «|Qué título,
para p u e s t o al c o n t r a s t e de las prosas regeneracionistas q u e
la catástrofe s u s c i t ó en Españal El p r i m e r o de estos C a n t o s
es la «Salutación del o p t i m i s t a » , ú n i c o h i m n o h i s p a n o a m e -
ricano q u e t e n e m o s » . 6 3

La a c u s a c i ó n de a n t i e s p a ñ o l i d a d q u e hace M a e z t u a R u -
bén Darío es i n c o n s i s t e n t e e i n j u s t a . N o es el caso p r o b a r l o
aquí ni hay nadie ya q u e p u e d a sostener tal a c u s a c i ó n .

Darío sintió c o m o en carne p r o p i a la agresión imperialis-


t a n o r t e a m e r i c a n a c o n t r a España y la d e r r o t a del 98 y la aso-
ció l ó g i c a m e n t e a las agresiones del m i s m o país imperialista
c o n t r a su Patria, N i c a r a g u a , y c o n t r a o t r o s países h i s p a n o a -
m e r i c a n o s . S u reacción f u e de solidaridad h i s p á n i c a , de de-
fensa de los valores de nuestra C u l t u r a c o m ú n y de exalta-
c i ó n de los m i s m o s hacia un t r i u n f o f u t u r o de Ariel c o n t r a
Calibán. «La latina estirpe verá la g r a n alba f u t u r a » , predice
en su « S a l u t a c i ó n del o p t i m i s t a » . En su artículo El triunfo de
Calibán, s i g u i e n d o a R o d ó , los Estados U n i d o s se i d e n t i f i -
can c o n este personaje s h a k e s p e r i a n o , «son los B á r b a r o s ,

6 3
Maeztu, obra citada.

- 95 -
e n e m i g o s de t o d a idealidad». « H a y mil c a c h o r r o s sueltos
del león e s p a ñ o l » , advierte a Roosevelt en la Oda q u e d e d i -
ca al « f u t u r o invasor» de nuestra A m é r i c a . Lo decisivo de
este a n t i m p e r i a l i s m o de Darlo es, c o m o observa O c t a v i o
Paz, «el c o n f l i c t o entre civilizaciones distintas y en d i f e r e n -
tes periodos h i s t ó r i c o s » . 64

A u n q u e a l g u n o s h a n n e g a d o valor p o é t i c o a esta poesía


política de Darío, n e g a c i ó n arbitraria q u e n o es del caso dis-
c u t i r y a la q u e me he referido en o t r o libro m í o , nadie p u e d e
p o n e r en d u d a el vigor y resonancia de su p r o t e s t a y de su
a f i r m a c i ó n hispánicas en el m o m e n t o histórico en q u e f u e -
r o n f o r m u l a d a s y su v i g e n c i a , p o d r í a m o s decir e v a n g é l i c a ,
para nuestros p u e b l o s en el presente y en el porvenir de su
ser cultural y p o l í t i c o . «Si en estos Cantos hay política
— e s c r i b e R u b é n en el P r ó l o g o a «Cantos de Vida y Esperan-
za» — e s p o r q u e aparece universal. Y si e n c o n t r á i s versos a
u n Presidente, es p o r q u e s o n un clamor c o n t i n e n t a l » . Y
t a m b i é n dice: « Y o n o s o y un p o e t a para las m u c h e d u m b r e s ,
pero sé q u e i n d e f e c t i b l e m e n t e d e b o ir a ellas».

R u b é n Darío n o f u e u n m i l i t a n t e p o l í t i c o , f u e f u n d a m e n -
tal y e x c l u s i v a m e n t e u n p o e t a . S u i n t u i c i ó n p o é t i c a , a la q u e
n o le f u e negada el d o n de p r o f e c í a , lo c o n v i r t i ó en su m o -
m e n t o en la e n c a r n a c i ó n del alma de nuestros p u e b l o s , en la
v o z reivindicadora de nuestra Historia y de nuestra C u l t u r a .
Para ello t u v o q u e tener u n a clara c o n c i e n c i a de esa Historia
y de esa Cultura, es decir, un sentido primordial y p r o f u n d a -
m e n t e tradicionalista de fidelidad a los valores esenciales y
originales de n u e s t r o ser h i s t ó r i c o . C o m o h i s p a n o a m e r i c a n o
R u b é n se muestra fiel a su d o b l e v e r t i e n t e original de sangre
y de cultura: la hispana y la indígena. En Historia de mis li-
bros se define «idiosincrasia calentada a sol de t r ó p i c o en
sangre mezclada de español y c h o r o t e g a o n a g r a n d a n o » ,
«español de A m é r i c a y a m e r i c a n o de España». Y en las « D i -
lucidaciones» de El Canto errante: « Y o sin ser español de

O c t a v i o Paz, Cuadrivio, E d i t o r i a l J o a q u í n M o r t i z , M é x i c o 1965.

- 96 -
n a c i m i e n t o , pero c i u d a d a n o de la l e n g u a » . «Y español s o y
por la lengua d i v i n a » , reafirma en su s o n e t o «Español»,
d o n d e además, r o t u n d a m e n t e , expresa:

«Yo siempre f u i p o r alma y por cabeza


español de c o n c i e n c i a , obra y deseo,
y y o nada c o n c i b o y nada veo
si no español por mi naturaleza».

S u t r a d i c i o n a l i s m o es t r a d i c i o n a l i s m o de b u e n a ley, legí-
t i m o e integral. «Hispania por s i e m p r e » , e x c l a m a al c o m e n -
tar sus Cantos de Vida y Esperanza, y explica: « Y o había v i -
v i d o allá a l g ú n t i e m p o y habían revivido en mí alientos a n -
cestrales». Pedro Salinas señala: «El caudillo del m o d e r n i s -
m o , el i n n o v a d o r de las m a y o r e s audacias, se sentía s i e m p r e
obligado con los clásicos, desde Berceo en adelante, d e m o s -
t r a n d o así su certera i n t u i c i ó n de la u n i d a d ú l t i m a y p r o f u n -
da de todas las épocas literarias. Así podría decirse q u e f u e
España para Darío patria de la t r a d i c i ó n en su s e n t i d o t o t a l y
además patria de la expresión literaria tradicional en p r o p i a
lengua m a d r e » . 65

Su vinculación y a d m i r a c i ó n c o n respeto a la gran litera-


tura española las dejó plasmadas en m u c h o s p o e m a s y p a -
sajes en prosa que sería largo citar. C o m o brillante t e s t i m o -
nio basta recordar aquellas frases de las «Palabras limina-
res» de Prosas Profanas en q u e c o n d e n s a su c u l t o literario
en una corta e n u m e r a c i ó n de n o m b r e s ilustres. «El a b u e l o
español de barba blanca m e señala una serie de retratos
ilustres: «Este — m e d i c e — es el gran d o n M i g u e l de Cer-
v a n t e s Saavedra, g e n i o y m a n c o : éste es Lope de V e g a , és-
te Garcilaso, éste Q u i n t a n a » . Y y o le p r e g u n t o por el n o b l e
Gracián, por Teresa la S a n t a , por el bravo G ó n g o r a , y el
más fuerte de t o d o s , d o n Francisco de Quevedo y Villegas.
Después exclamo: (Shakespeare! |Dante! ¡ H u g o ! . . . (Y en mi
interior: ¡Verlainel...) L u e g o , al despedirme: « A b u e l o , preci-

6 5
P e d r o S a l i n a s , La poesía de Rubén Darlo, Editorial L o s a d a , B u e n o s
A i r e s 1948.

- 97 -
so es decíroslo: mi esposa es de mi tierra; mi querida, de
París».

S u revolucionarismo literario no niega sino q u e se afirma


en lo clásico, en la t r a d i c i ó n clásica. Por eso en M a d r i d c u l t i -
va la a m i s t a d de M e n é n d e z Pelayo. «Y mis aficiones clási-
cas — d i c e en las «Dilucidaciones» de El canto errante— en-
c o n t r a b a n un consuelo c o n la amistosa conversación de cier-
t o joven maestro q u e vivía, c o m o y o , en el hotel de las
C u a t r o Naciones; se llamaba y se llama h o y en plena g l o r i a ,
M a r c e l i n o M e n é n d e z y Pelayo».

Es significativa esta v i n c u l a c i ó n de Darío c o n el más alto


e x p o n e n t e del t r a d i c i o n a l i s m o e s p a ñ o l . Rubén es t r a d i c i o -
nalista no sólo en el terreno de las letras, sino en el más a m -
plio s e n t i d o de la palabra abarcadora de la Historia y de la
C u l t u r a . En la « S a l u t a c i ó n del o p t i m i s t a » habrá de d e m a n -
dar:

« a b o m i n a d las m a n o s q u e apedrean las ruinas ilustres


o q u e la tea e m p u ñ a n o la daga suicida»

Y t a m b i é n dirá:

« S a n g r e de Hispania f e c u n d a , sólidas, Inclitas razas,


m u e s t r e n los d o n e s pretéritos q u e f u e r o n a n t a ñ o su
triunfo»

La alta v i r t u d resucita
que a la hispana progenie hizo dueña de siglos».
U n e c o de estos versos parece sonar en las palabras del
discurso de M e n é n d e z Pelayo en el h o m e n a j e a Balmes en
1910. Denunciaba d o n Marcelino, d o s años antes de su
m u e r t e , «el lento suicidio de un p u e b l o q u e , . . . en vez de
cultivar su p r o p i o e s p í r i t u , q u e es el ú n i c o q u e r e d i m e a las
razas y a las g e n t e s , hace espantosa liquidación del p a s a d o ,
escarnece a cada m o m e n t o las s o m b r a s de sus p r o g e n i t o -
res, h u y e de t o d o c o n t a c t o c o n su p e n s a m i e n t o , reniega de
c u a n t o en la Historia n o s hizo g r a n d e s , arroja a los c u a t r o

- 98 -
v i e n t o s su riqueza artística y c o n t e m p l a c o n ojos e s t ú p i d o s
la d e s t r u c c i ó n de la única España q u e el m u n d o c o n o c e , de
la única c u y o r e c u e r d o tiene v i r t u d bastante para retardar
nuestra a g o n í a » .

Es i m p o r t a n t e señalar q u e el c o n c e p t o daríano de la His-


toria tiene n o sólo el carácter a n t u r e v o l u c i o n a r i o y antirra-
cionalista de la continuidad q u e sostiene O r t e g a , sino q u e
es t a m b i é n , d e n t r o del m á s p u r o t r a d i c i o n a l i s m o h i s p á n i c o ,
un c o n c e p t o providencialista. Así, en su «Salutación al águi-
la» leemos:

«Es Incidencia la H i s t o r i a . N u e s t r o d e s t i n o s u p r e m o
está más allá del r u m b o q u e m a r c a n f u g a c e s las é p o c a s .
Y Palenke y la A t l á n t i d a no son más q u e m o m e n t o s
soberbios
c o n que p u n t ú a Dios los versos de su a u g u s t o P o e m a » .

Se p o n e aquí de m a n i f i e s t o la raíz religiosa del t r a d i c i o -


nalismo d a r í a n o , propia del t r a d i c i o n a l i s m o h i s p á n i c o . Pero
esta raíz religiosa de Darío llega al estrato no d e f i n i t i v a m e n -
te s u p e r a d o del s e n t i m i e n t o natural h u m a n o , p r i m i t i v o , q u e
a través del c o s m o s , de las cosas del m u n d o n a t u r a l , perci-
be o t o m a c o n t a c t o c o n lo m i s t e r i o s o , c o n lo n u m i n o s o o d i -
v i n o . Es la experiencia religiosa primaria q u e describe Ro-
m a n o Guardini y q u e se da en t o d o s los h o m b r e s , en a l g u -
nos c o n más fuerza q u e en o t r o s .

Este s e n t i d o religioso p r i m a r i o estaba f u e r t e m e n t e desa-


rrollado en Darío y le nacía de su p r i m i t i v i s m o indígena a m e -
ricano, y de ello hay t e s t i m o n i o claro y a b u n d a n t í s i m o en su
o b r a poética y en su b i o g r a f í a . 66

La fe cristiana, la V e r d a d Revelada, viene a c o m p l e t a r , y


a superar en c i e r t o m o d o , este s e n t i m i e n t o religioso p r i m o r -

6 6
Del t e m a m e o c u p o a m p l i a m e n t e e n el c a p i t u l o « L o r e l i g i o s o » d e la
o b r a Estudio de la poética de Rubén Darlo, e s c r i t a e n c o l a b o r a c i ó n c o n
E d u a r d o Z e p e d a - H e n r i q u e z y p u b l i c a d a p o r la C o m i s i ó n d e l C e n t e n a r i o d e l
n a c i m i e n t o de D a r l o , 1967.

- 99 -
dial del h o m b r e , pero n o necesariamente a anularlo. Si en el
h o m b r e o c c i d e n t a l m o d e r n o se da esta a n u l a c i ó n , esta se-
paración entre la creencia religiosa y el s e n t i m i e n t o religioso
natural, es precisamente p o r el proceso racionalista de la
Cultura de O c c i d e n t e . Por e s t o la simbiosis de a m b o s en la
o b r a poética de D a r í o , su s e n t i d o y vivencia p á n i c o -
cristianos, para expresarlo de alguna m a n e r a , representan
una reacción más vital y radical a n t e el racionalismo de la
m o d e r n i d a d o c c i d e n t a l q u e la del t r a d i c i o n a l i s m o e s p a ñ o l ,
c o n s t i t u y e n una respuesta más rectificadora y c o n s t r u c t i v a
en la crisis de O c c i d e n t e y son parte esencial del a p o r t e
a m e r i c a n o , a través de la C u l t u r a Hispánica r e n o v a d a y re-
n o v a d o r a , a la s o l u c i ó n de esa crisis.

La c o n s t r u c c i ó n histórica q u e p r o p o n e R u b é n en su p r o -
f é t i c a llamada de u n i d a d de los p u e b l o s hispánicos tiene c o -
m o pilar f u n d a m e n t a l la religión c a t ó l i c a . C u a n d o se e n f r e n -
ta al viejo Roosevelt imperialista en su f a m o s a «Oda» lo h a -
ce en n o m b r e de «la A m é r i c a c a t ó l i c a , la A m é r i c a española»
y el verso final es u n a e x p l o s i ó n de f e religiosa y de su c o n -
c e p c i ó n providencialista de la Historia:

«Y p u e s c o n t á i s c o n t o d o , falta una c o s a : Dios»

Esta i n t e r v e n c i ó n divina en la Historia es i n v o c a d a c o n


f e r v o r a p o c a l í p t i c o en su « C a n t o de esperanza»:

«|Oh Señor J e s u c r i s t o , por q u é tardas, q u é esperas


para t e n d e r t u m a n o de luz sobre las fieras
y hacer brillar al sol t u s divinas banderas»

Y en la « S a l u t a c i ó n del o p t i m i s t a » p r o c l a m a q u e la luz
v e n d r á del Oriente, «en d o n d e t o d o lo c a m b i a y renueva la
e t e r n i d a d de Dios, la a c t i v i d a d i n f i n i t a » .

En el s o n e t o «España», d o n d e vuelve a profetizar s o b r e


la misión y el d e s t i n o de los p u e b l o s h i s p á n i c o s , « u n a A t l á n -
t i d a española, en d o n d e el porvenir calla y espera», esta
n u e v a a v e n t u r a para salvar a «la H u m a n i d a d entera» se ha

- 100 -
de llevar a c a b o bajo el signo de la unidad de la lengua y de
la fe cristiana:
«que la raza está en pie y el brazo listo,
que va en el b a r c o el c a p i t á n Cervantes
y arriba f l o t a el pabellón de Cristo».
La profecía o p r e m o n i c i ó n de Rubén no ve s o l a m e n t e la
misión y el t r i u n f o f u t u r o de los pueblos hispánicos, «ya ve-
réis el salir del sol en un t r i u n f o de liras», sino q u e advierte el
previo d e r r u m b e de O c c i d e n t e , de sus nacionalismos agresi-
v o s , la crisis q u e se a v e c i n a . La «Salutación del O p t i m i s t a »
f u e escrita en 1905 y Darío ve venir el cataclismo q u e sería la
primera guerra mundial de 1914:

«Siéntense s o r d o s í m p e t u s en las entrañas del m u n d o ,


la i n m i n e n c i a de a l g o fatal h o y c o n m u e v e la tierra;
fuertes colosos c a e n , se desbandan bicéfalas águilas,
y algo se inicia c o m o v a s t o social c a t a c l i s m o
sobre la faz del o r b e » .

En « C a n t o de esperanza» su previsión es de A p o c a l i p s i s :

« U n gran vuelo de c u e r v o s m a n c h a el azul celeste.


U n soplo milenario trae a m a g o s de peste.
Se asesinan los h o m b r e s en el e x t r e m o Este.
¿Ha n a c i d o el a p o c a l í p t i c o A n t i c r i s t o ?
Se han s a b i d o presagios, y prodigios se han visto
y parece i n m i n e n t e el r e t o r n o del Cristo.

V e r d u g o s de ideales afligieron la tierra,


en un pozo de s o m b r a s la h u m a n i d a d se encierra
c o n los rudos m o l o s o s del o d i o y de la guerra».
Bajado de su t o r r e de profecías, «torres de Dios, poetas,
pararrayos celestes», R u b é n expresa, en el terreno llano de-
las ideas, pensamientos claros acordes con sus c o n c e p c i o n e s
poéticas de raíces y p r o y e c c i o n e s tradicionalistas. En el
c u e n t o «Las razones de A s h a v e r o » y la crónica de París «La
C o m e d i a de las urnas» a p u n t a su e s c e p t i s m o sobre la de-

- 101 -
mocracia liberal. El artículo que dedica a M e n é n d e z Pelayo
encierra un c ú m u l o de elogios para d o n Marcelino, al que ca-
lifica de «prodigioso varón e n c i c l o p é d i c o , el sabio c o n t i n u a -
m e n t e j o v e n , el c a t ó l i c o , el a c a d é m i c o , el n o b i l í s i m o » . Ha-
bla del p e n s a m i e n t o del ilustre tradicionalista español c o n
verdadera c o m p l a c e n c i a y c o m o de ideas c o m p a r t i d a s c o n
él. « S i a l g ú n a l t o e s p í r i t u r e p r e s e n t a t i v o h a y h o y
— e s c r i b e — que j u n t e a los prestigios de la a n t i g u a alma
española los fulgores de un f u t u r o r e n a c i m i e n t o , en m e d i o
de las tribulaciones y pobrezas q u e trabajan a nuestra m a d r e
patria, es M e n é n d e z Pelayo. El no está e n c e r r a d o en las
cuatro paredes de la vieja torre f e u d a l . C o n t e m p l a lo q u e pa-
sa a su alrededor, pero no cabe en la general limitación n a -
cional; sus alas le c o n d u c e n por t o d a la tierra, y al volver,
procura insuflar en el árbol a n t i g u o vigorosa savia n u e v a .
Parece aborrecer c o n gran justicia, en lo referente a la vida
política de los h o m b r e s , esa m o d e r n a d e m o c r a c i a , c a c a t ú a
gigantesca de g o r r o colorado cuya voz es el clarín de t o d a s
las mediocridades y c u y o paso ha s e m b r a d o en el m u n d o
tanta insensatez c o m o sangre. S u filosofía tiene raíces de
g r a n i t o ; las altas y floridas ramas de su fe se pierden en la
luz del cielo y en Dios. Su m é t o d o es certero y f i r m e , su cor-
cel t o m í s t i c o aparta y r o m p e c o n el p e c h o los boscajes de
sofismas; su sapiencia no fatiga, su río caudaloso tiene el
d o n de ser h o n d o y cristalino. Su c o m p r e n s i ó n del u n i v e r s o ,
su visión de la divinidad se explicarían en una nueva y mila-
grosa S u m m a . . . siendo c o m o es el primer cerebro de la Es-
paña actual, a p u n t o de q u e , salvo particularidades i n c o m -
parables y diferencia de espíritu nacional, se p u e d e colocar
su nombre j u n t o al de Taine, d o n Marcelino Menéndez y Pela-
y o vive en el goce de su gloria y r o d e a d o de c o n s i d e r a c i o n e s
y respetos» . 67

Darío se rebela c o n t r a la copia política h i s p a n o a m e r i c a -


na de la Europa M o d e r n a . « N o p o d e m o s quejarnos los a m e -
6 7
R u b é n D a r i n , Menéndez y Pe/ayo, O b r a s c o m p l e t a s . T o m o 4, A f r o d i
sio A g u a d o , M a d r i d .

- 102 -
ricanos — e s c r i b e s a r c á s t i c a m e n t e en un artículo t i t u l a d o
« D i n a m i t a » — la civilización e u r o p e a está c o n n o s o t r o s . He-
m o s c o p i a d o desde la R e v o l u c i ó n Francesa hasta el cafó
c a n t a n t e . N o s faltaba la aplicación de la q u í m i c a al o r d e n
social, el e m p l e o finisecular del explosivo. «Ya t e n d r e m o s
eso; al m e n o s la semilla del árbol está entre n o s o t r o s » . M á s
adelante la e m p r e n d e c o n t r a el socialismo y el a n a r q u i s m o .
« T o d a Europa — d i c e — está m i n a d a por la caries socialista.
El a n a r q u i s m o a s o m a su faz p o r t o d a s partes». Se i n d i g n a
c o n los f i l ó s o f o s a n t i c r i s t i a n o s : «Esos f i l ó s o f o s de ú l t i m a h o -
ra, tras un hartazgo de D a r w i n , de S t r a u s s , de B u c h n e r , de
Feuerbach, predican a las masas populares, cerradas e i g n o -
rantes, la muerte de las creencias y de los ideales religiosos».
T o d o el artículo es una diatriba feroz antisocialista. El p o e t a
m o j a su p l u m a en v i t r i o l o para d e n u n c i a r v i g o r o s a m e n t e lo
q u e él considera una a g i t a c i ó n de bajos instintos h u m a n o s :
«|Dios me libre de q u e y o esté n u n c a en c o n t r a del d o l o r , de
q u e y o ataque o escarnezca a la miseriaI T a m p o c o he de p o -
n e r m e del lado del rico avaro q u e n o paga el jornal j u s t o , de
los q u e dejan m o r i r de h a m b r e a sus o b r e r o s . . . M a s he de
estar siempre c o n t r a la avenida c e n a g o s a , c o n t r a la o s c u r a
o n d a en que hierven t o d a s las e s p u m a s del p o p u l a c h o , c o n -
tra el o d i o de a b a j o , c o n t r a la envidia de lo n e g r o a lo b l a n -
c o , de lo t u r b i o a lo brillante, de lo b a s t o a lo f i n o , de la f e a l -
d a d a la h e r m o s u r a , de la v u l g a r i d a d a la d i s t i n c i ó n . M á s q u e
la moral es la estética lo q u e m e impulsa a c o m b a t i r la rabia
a n á r q u i c a . Socialistas, a n a r q u i s t a s , c o m u n i s t a s , t o d o s son
u n o s . El e m p l e o de m a y o r o m e n o r c a n t i d a d de a g u a y j a -
b ó n es lo ú n i c o q u e los d i s t i n g u e . . . Si mis lectores h a n v i s t o
alguna vez un c o n g r e s o de socialistas, o t r o s , ejusdem fari-
nae, o j u n t u r a s q u e los r e p r e s e n t e n , ¿no se h a n f i j a d o en la
expresión f i s o n ó m i c a de cada u n o de los ejemplares, o com-
pañeros? A b u n d a n los ojos t o r v o s , las grandes m a n d í b u l a s ,
los rasgos m a r c a d a m e n t e z o o l ó g i c o s ; las señales de los
a p e t i t o s , los gestos c o d i c i o s o s , las miradas r e v e l a d o r a s » . 68

R u b é n D a r l o , Dinamita,
6 8
Obras Completas T o m o 4, Afrodisio A g u a d o ,
Madrid.

- 103 -
La reacción a n t u r e v o l u c i o n a r i a de Darío n o es p r o p i a -
m e n t e política, es la del artista, y c o m o tal, él m i s m o lo ex-
plica, tiene p r i n c i p a l m e n t e un valor y un s e n t i d o e s t é t i c o s .
Pero o b e d e c e i n d i s c u t i b l e m e n t e a u n a c o n v i c c i ó n í n t i m a de
carácter cultural y religioso.

El poeta no d e s c o n o c e los f u n d a m e n t o s del S o c i a l i s m o .


Cita a los filósofos q u e le dieron esa f u n d a m e n t a c i ó n intelec-
tual y en el m i s m o artículo hace la crítica de la literatura so-
cialista del m o m e n t o . Se refiere a la escritora a l e m a n a B a r o -
nesa Lodoiska v o n B l u m , q u e o c u l t a su socialismo literario
bajo el s e u d ó n i m o de Ernesto de W a l d o w , y d e s m e n u z a el
d r a m a «Los T e j e d o r e s » de H a u p t m a n , c u y a h e r o í n a
— d i c e — es la Miseria.

C o m o h e m o s v i s t o R u b é n Darío, en su t r a d i c i o n a l i s m o ,
está más cerca do M e n é n d e z Pelayo que de la g e n e r a c i ó n
del 98. A z o r í n , M e l c h o r Fernández A l m a g r o y G u i l l e r m o
Díaz-Plaja lo incluyen en esta generación. Estos dos ú l t i m o s
lo aislan de un primer g r u p o de n o v e n t a y o c h i s t a s , los de la
a c t i t u d crítica, y lo incluyen en u n s e g u n d o g r u p o , c o n Be-
n a v e n t e , Valle Inclán y o t r o s , que es el del M o d e r n i s m o .

Pero el aporte cultural de Darío al m u n d o hispánico n o


es sólo el de la r e n o v a c i ó n y r e v o l u c i ó n literarias. V a m á s
allá de f o r m a s y f ó r m u l a s de expresión p o é t i c a s . I n c o r p o r a
en su poesía, y a través de ella a la Cultura H i s p á n i c a , v a l o -
res culturales diferentes a los e u r o p e o s , valores i n d í g e n a s
de A m é r i c a . Ya atrás señalamos el s e n t i d o religioso p r i m a r i o
q u e hay en Rubén c o m o herencia de su p r i m i t i v i s m o i n d í g e -
na a m e r i c a n o . Habría q u e señalar t a m b i é n el él un carnalis-
mo esencial, c o m o lo he llemado en a l g u n o de mis e s t u d i o s
sobre Darlo. Pedro Salinas ha señalado el p u r o i n s t i n t o ele-
mental del a m o r q u e p r o c l a m a la poética r u b e n i a n a , c o n t r a
la individualización del a m o r de la t r a d i c i ó n e u r o p e a . A L a u -
ra o Beatriz la sustituye la a m a d a sin n o m b r e , mejor d i c h o el
a m o r sin a m a d a :

- 104 -
« A m a m e así, f a t a l , c o s m o p o l i t a ,
universal, i n m e n s a , ú n i c a , sola
y t o d a s ; misteriosa y e r u d i t a :
á m a m e mar y n u b e , e s p u m a y ola»
(Divagación)

«Carne, celeste carne de la mujer, A r c i l l a ,


— d i j o H u g o — : a m b r o s í a más bien |oh maravilla!».
(Carne, celeste carne)

A p u n t a Salinas q u e R u b é n ha c r e a d o el homo carnalis


o p u e s t o al homo economicus del m a r x i s m o y q u e su c a r n a -
lización de la m u s a («la mejor m u s a es la de carne y hueso»)
es e m i n e n t e m e n t e subversiva del c o n c e p t o de la poesía t r a -
dicional europea q u e es la c o n c e p c i ó n griega de la m u s a c o -
m o el s í m b o l o del alma i n m o r t a l , del n o u s s o c r á t i c o . 69

Esto no es r e b a j a m i e n t o del espíritu sino d i g n i f i c a c i ó n y


elevación de la c a r n e , u n a r e v a l o r a c i ó n de la materia por la
cual se supera «la escisión entre carne y espíritu» q u e , se-
g ú n el escritor inglés W a t k i n , se inicia en la C u l t u r a e u r o p e a
ya desde la Edad M e d i a y q u e e n c u e n t r a su plena realiza-
7 0

c i ó n en el r a c i o n a l i s m o m o d e r n o . El h o m b r e a u t ó c t o n o de
A m é r i c a y su heredero m e s t i z o h i s p a n o - i n d i o no h a n s u f r i d o
el p r o c e s o racionalista del e u r o p e o q u e ha desarraigado a
éste, a su arte, a su C u l t u r a , del m u n d o n a t u r a l , de la crea-
c i ó n y de su Creador. El h o m b r e a m e r i c a n o es t o d a v í a el
h o m b r e adánico i n t e g r a d o en ese m u n d o de la c r e a c i ó n n a -
tural, de las cosas, de las criaturas, del c o s m o s . Y este
c o s m o s es m a t e r i a . La materia es lo universal y es a través
de ella q u e se realiza esa i n t e g r a c i ó n h u m a n a en el c o s m o s ,
no a través del alma p o r q u e el alma individualiza a los seres.

V e m o s así el s i g n i f i c a d o p r o f u n d o q u e tiene la p o é t i c a
de R u b é n Darío c o m o a p o r t e a m e r i c a n o a la C u l t u r a H i s p á -

P e d r o S a l i n a s , La poesia
6 9
de Ruben Darlo, Editorial L o s a d a , S.A.,
Buenos Aires.
E.l. W a t k i n , Catholic
7 0
Art and Culture. Burns Oates, London.

- 105 -
nica en su e n f r e n t a m i e n t o a la crisis de la Cultura de O c c i -
d e n t e y para la s u p e r a c i ó n de esa crisis.
Este carnalismo inicial de R u b é n , c o n su s e n t i d o p r o f u n -
d a m e n t e a m e r i c a n o de revaloración de la m a t e r i a , se irá
a c e n t u a n d o en la poesía h i s p a n o a m e r i c a n a , estilizándose y
adquiriendo c o n c i e n c i a c u l t u r a l . A s í en N e r u d a , para no c i -
tar sino a u n o de los más g e n u i n o s y a u t é n t i c o s poetas de
H i s p a n o a m é r i c a , su poesía t o d a es un entregarse a las fuer-
zas elementales y u n c a n t o a la materia pura sublimadas poé-
ticamente e identificada m u c h a s veces c o n los más radica-
les sentires y pensares del espíritu, una lírica desordenada y
m u l t i f o r m e en q u e palpita t o d a la angustia y la rebeldía del
espíritu a m e r i c a n o f r e n t e a u n a cultura reducida en su rique-
za y c o n t e n i d o vitales. N e r u d a se ve impelido a penetrar la
materia m i s m a « e n t r a n d o o s c u r e c i d o s c o r r e d o r e s » , c o m o
dice en su «Entrada a la m a d e r a » , para e n c o n t r a r s e c o n «la
dulce m a t e r i a , rosa de alas secas». C o n un t e l u r i s m o esen-
cial busca la razón de su arte en el c o n t a c t o c o n la e n t r a ñ a
m i s m a de A m é r i c a :

« c o m o u n a espada envuelta en m e t e o r o s
h u n d í la m a n o t u r b u l e n t a y dulce
en lo más genital de lo terrestre»
(Alturas de M a c c h u Picchu)
Ese telurismo a m e r i c a n o , ese t o d a v í a v i g e n t e primitivis-
m o en el h o m b r e indígena y mestizo y a u n en el h o m b r e
b l a n c o inmerso en el a m b i e n t e físico de la tierra y de la c u l -
tura mestiza de n u e s t r o c o n t i n e n t e , se t r a d u c e en u n a vitali-
d a d más integral de carne y espíritu y de p a r t i c i p a c i ó n del
alma en p l e n i t u d del m u n d o material, y c o n s t i t u y e una res-
puesta salvadora a la crisis racionalista de la m o d e r n a e u r o -
p e i d a d , una posibilidad de revirginización de la C u l t u r a de
O c c i d e n t e y de v u e l t a a su c e n t r o espiritual original.

Cabría a p u n t a r en este rasgo esencial del h o m b r e hispa-


n o a m e r i c a n o y de su arte literario, t a m b i é n ostensible en su
a r q u i t e c t u r a m e s t i z a , la b a r r o c a de la é p o c a virreinal, un la-

- 106 -
zo de p a r e n t e s c o c o n el h o m b r e y la literatura de N o r t e a m é -
rica, en la q u e poetas c o m o W a l t W h i t m a n c o n s t r u y e n c o n
su p r i m i t i v i s m o u n a u n i d a d f u n d a m e n t a l de espíritu y m a t e -
ria:

«Haré los p o e m a s de la materia p o r q u e


creo habrán de ser los p o e m a s más espirituales»
(Al partir de P a u m a n o k - 6 )
T a n t o W h i t m a n c o m o N e r u d a realizan en su poesía un
v e r d a d e r o i n v e n t a r i o c ó s m i c o . Las cosas q u e parezcan más
opuestas se u n i f i c a n en su sustancia material.

«Siempre la materia que cambia, que se d e s m o r o n a ,


q u e vuelve a unirse»
(Whitman-«lmágenes»)
Las cosas se a c u m u l a n en el p o e m a unas c o n otras y
tras otras sin o t r o s e n t i d o q u e el de su u n i d a d material. S o n
«pura materia e l e m e n t a l » , s e g ú n la explicación o b t e n i d a d i -
r e c t a m e n t e de N e r u d a por su crítico A m a d o A l o n s o .

« M e rodea una misma cosa, u n m i s m o m o v i m i e n t o ,


el peso del m i n e r a l , la luz de la piel
se p e g a n al s o n i d o de la palabra n o c h e :
la t i n t a del t r i g o , del marfil, del llanto,
las cosas de c u e r o , de m a d e r a , de lana,
envejecidas, desteñidas, u n i f o r m e s
se u n e n en t o r n o a mí c o m o paredes»
(Neruda-«Unidad»)

El poeta español J o s é M a r í a V a l v e r d e c o n t r a p o n e este


nutrirse de cosas de la poesía a m e r i c a n a c o n el e x t r e m o
o p u e s t o de «idealización, de a b s t r a c c i ó n » de la poesía e u r o -
pea y su « p r o f u n d a distancia abierta entre el alma y la reali-
d a d » . Por o t r a parte señala: « P o d r á ser a m a r g u í s i m a esta
poesía — c o n a m a r g u r a a n i m a l , p a l p i t a n t e , no cerebral — ,
pero siempre abre f u t u r o s , posibilidades sin f i n , en t a n t o la
poesía q u e se hace en la orilla de E u r o p a , por m u c h o q u e
c o n t e n g a su tristeza c o n elegante d i s c r e c i ó n , deja ver u n

- 107 -
h o r i z o n t e q u e se cierra, un m o m e n t o de f i n de c a p í t u l o de la
historia. Allá el t i e m p o es f u t u r o , es riqueza, es algo q u e se
posee realmente c o m o la tierra; acá es pretérito, pesa en la
espalda y está t a n o p r i m i d o el f u t u r o q u e no p o d e m o s más
q u e pensar en ir resolviendo cada día c o n f o r m e se p r e s e n -
ta» . 7 1

Esta p r o y e c c i ó n hacia el f u t u r o , exploración de esta otra


d i m e n s i ó n lírica del t i e m p o perdida o no alcanzada en Euro-
pa cuya poesía nace de la v i v e n c i a del p a s a d o , «se c a n t a lo
q u e se pierde», dice A n t o n i o M a c h a d o , representa u n a a c t i -
t u d de apertura histórica esperanzadora, de p r o f e t i s m o , de
o p t i m i s m o y esperanza para la restauración de nuestra C u l -
tura O c c i d e n t a l . Se p u e d e recrear la Historia si el p a s a d o
original y a u t é n t i c o es capaz de ser p e n s a d o y p r o y e c t a d o ,
c o n t o d a s las posibles n o v e d a d e s , al Porvenir, bajo lo q u e el
c u b a n o J o s é Lezama Lima llama «el símbolo de nuestro sen-
t i m i e n t o de l o n t a n a n z a » .

Desde luego existe t a m b i é n en H i s p a n o a m é r i c a y e n su


literatura u n a f u e r t e c o r r i e n t e intelectualista, de i n f l u e n c i a
e u r o p e a . Poetas c o m o Javier Villaurrutia y J o s é G o r o s t i z a ,
de M é x i c o , y los a r g e n t i n o s Francisco Luis Bernárdez y L e o -
p o l d o M a r e c h a l , representan una t e n d e n c i a poética d o m i -
n a d a , c o m o dice Cintio Vitier, «por la aspiración a la belleza
intelectual».
Vitier d i s t i n g u e las d o s t e n d e n c i a s o corrientes, la telúri-
ca y la europeizante. «De h e c h o — e s c r i b e — los dos planos
aludidos, el de la cultura y el de la tierra, que por lo demás no
se producen en campos excluyentes, han creado ya d o s lí-
neas de escritores en H i s p a n o a m é r i c a : una pudiera e j e m p l i -
ficar Borges; la o t r a , Vallejo. La primera se f u n d a en la c o n -
quista de la t r a d i c i ó n e u r o p e a c o n fines p r o p i o s y d i s t i n t o s
n o sólo c o m o arsenal de i n s t r u m e n t o s f o r m a l e s de e x p r e -
s i ó n , sino t a m b i é n c o m o c u l t u r a reducida a m a t e r i a , a arcilla

7 1
J o s é M a r i a V a l v e r d e , Un poeta de Nicaragua: Carlos Martinez Rivas.
R e v i s t a « E s t r e l l a d e l M a r » , n? 5 3 6 , M a d r i d .

- 108 -
de otras elaboraciones q u e no se c o m p r o m e t e n c o n el p r o -
ceso q u e las hizo posibles. Ese d i s f r u t e de la c u l t u r a c o m o
fiesta, esa utilización de sus energías para expresar «otra
c o s a » , no ha sido bien e n t e n d i d a casi n u n c a p o r los telúri-
cos. Pero t a m b i é n éstos, en su p r o f u n d a i n g e n u i d a d , t i e n e n
razón, p o r q u e hay sin d u d a en A m é r i c a un e n i g m a q u e des-
de el f o n d o del paisaje, los siglos y las razas, n o s llega c o m o
u n a d e m a n d a o s c u r a a la q u e n i n g u n a s o l u c i ó n especulativa
p u e d e dar a p l a c a m i e n t o . Esa d e m a n d a — q u e n o hay q u e
c o n f u n d i r c o n el t ó p i c o e u r o p e o de la virginidad a m e r i c a n a ,
en c u y a t r a m p a h a n caído t a n t o s p o e t a s y novelistas
n u e s t r o s — es la q u e s e n t i m o s en los p o c o s instantes de
poesía primigenia q u e h e m o s t e n i d o » . 7 2

Esta poesía t e l ú r i c a m e n t e a m e r i c a n a exige un lenguaje


p o é t i c o p r o p i o y d i f e r e n t e . Esta diferencia ya la palpaba
García Lorca y la e x p u s o al presentar a N e r u d a en un recital
q u e éste dio en la U n i v e r s i d a d de M a d r i d . Dijo Federico refi-
riéndose a los poetas h i s p a n o a m e r i c a n o s : «Pero n o t o d o s
estos poetas tienen el t o n o de A m é r i c a . M u c h o s parecen
peninsulares, y o t r o s a c e n t ú a n en su voz ráfagas extrañas,
sobre t o d o francesas. Pero en los grandes, n o . En los g r a n -
des cruje la luz a n c h a , r o m á n t i c a , c r u e l , d e s o r b i t a d a miste-
riosa de A m é r i c a . B l o q u e s a p u n t o de h u n d i r s e , p o e m a s
s o s t e n i d o s sobre el a b i s m o p o r un hilo de a r a ñ a , sonrisa c o n
un leve matiz de j a g u a r , g r a n m a n o cubierta de vello q u e
j u e g a d e l i c a d a m e n t e c o n un pañuelito de encaje. Estos poe-
tas d a n el t o n o d e s c a r a d o del g r a n i d i o m a español de los
a m e r i c a n o s , t a n ligado c o n las f u e n t e s de nuestros clásicos;
poesía q u e no tiene v e r g ü e n z a de r o m p e r m o l d e s , q u e no
t e m e al ridículo y q u e se p o n e a llorar de p r o n t o en m i t a d de
la calle».

N o es aquí lugar para o c u p a r s e del lenguaje p o é t i c o de la


gran poesía a m e r i c a n a , la de los «grandes» q u e dice García
Lorca, t e m a q u e he t r a t a d o c o n alguna a m p l i t u d en diversos

72 C i n t i o V i t i e r , Antología de la Poesía Iberoamericana T.l.

- 109 -
t r a b a j o s . Lo que i m p o r t a a n u e s t r o p r o p ó s i t o ahora es la re-
valorización cultural q u e esa literatura a u t é n t i c a m e n t e a m e -
ricana representa c o m o r e s p u e s t a , d e n t r o de la C u l t u r a His-
pánica y a través de ella, a la crisis de la C u l t u r a de O c c i d e n -
te.

C o n más precisión q u e Vitier, el a r g e n t i n o R o d o l f o


K u s c h señala el alcance de la c u l t u r a telúrica americana c o -
m o revuelta y p e r t u r b a c i ó n de la c o n c e p c i ó n cultural e u r o -
pea. Para K u s c h la c u l t u r a o c c i d e n t a l europea es «una c u l -
tura del sujeto en m u c h o m a y o r g r a d o q u e del o b j e t o » , « u n a
c u l t u r a sin naturaleza, sin c o m p r o m i s o c o n el m u n d o e x t e -
rior, siempre q u e ese m u n d o exterior no sea el h o m b r e mis-
m o » . « D e esta m a n e r a lo a r m ó n i c o se logra a través de u n a
c o n c i e n c i a nominalista de la realidad, o sea q u e la c u l t u r a
o c c i d e n t a l , d i c h o g r o s e r a m e n t e , es una c u l t u r a de v o c a b u -
lario q u e re-crea la realidad por i n t e r m e d i o del s u j e t o » . En
c a m b i o en la cultura indígena americana habría que destacar
« u n a especie de correlación entre lo h u m a n o y lo n a t u r a l ,
por no decir que lo h u m a n o indígena está en f u n c i ó n de lo
n a t u r a l » , y más c o n c r e t a m e n t e de la g e o g r a f í a , de la tierra
a m e r i c a n a . Observa K u s c h en el e s t u d i o c o m p a r a t i v o de las
descripciones q u e de la naturaleza americana han h e c h o d i -
versos autores « c ó m o se va p e r t u r b a n d o la visión a r m ó n i c a
de lo o c c i d e n t a l a m e d i d a q u e el autor es i n c o r p o r d o a lo
a m e r i c a n o » . De H u d s o n y H u m b o l d t a M i g u e l A n g e l A s t u -
rias, pasando por J o s é Eustasio Rivera y J o r g e Y c a z a , «se
da una paulatina aparición de lo a m e r i c a n o c o m o c o s a . Y n o
se trata de una americanización de lo o c c i d e n t a l sino de u n a
gradual s u s t i t u c i ó n de la f o r m a por el c o n t e n i d o . . . un realce
de lo s i g n a d o sobre el s i g n o , del c o n t e n i d o sobre la f o r m a , y
en última instancia de la realidad — c o n s i d e r a d a c o m o
n a t u r a l e z a — sobre lo h u m a n o » . 7 3

Esta realidad cultural y su vivencia en el h o m b r e hispa-


n o a m e r i c a n o , d e t e c t a d a s y p r o y e c t a d a s en sus más altas
7 3
R o d o l f o K u s c h , Anotaciones para una estética de lo americano Revis-
t a « C o m e n t a r i o » n? 9, d i c i e m b r e d e 1 9 5 5 , B u e n o s A i r e s .

- 110 -
expresiones literarias y artísticas, han t o m a d o c u e r p o t a m -
bién en m o v i m i e n t o s intelectuales y políticos q u e p r e t e n d e n
concretarlas en c o n s t r u c c i o n e s históricas c o n d i m e n s i o n e s
nacionales, regionales o abarcadoras de la c o m u n i d a d his-
p a n o a m e r i c a n a , y c o m o respuesta americana a los p r o b l e -
mas del m u n d o o c c i d e n t a l . Se trata de diversas c o r r i e n t e s
de autoctonismo: las q u e p o n e n el a c e n t o en el t e l u r i s m o o
en el «racialismo» (para no usar i m p r o p i a m e n t e la palabra
racismo) indigenista, o en a m b o s a la vez; y la d e n o m i n a d a
hispanista o de mestizaje c u l t u r a l , a u n q u e esta última c o n c i -
be d i c h o mestizaje c o m o un aporte a la universalidad de la
Cultura H i s p á n i c a , y, a través de ésta, a la Cultura de O c c i -
dente.

Cabe observar q u e t a m b i é n en España la reacción t r a d i -


cionalista c o n t r a el r a c i o n a l i s m o y el a n t r o p o c e n t r i s m o a n t i -
cristiano m o d e r n o s t u v o expresión política, no sólo en los
partidos de derecha de la s e g u n d a m i t a d del pasado siglo y
c o m i e n z o s del presente, en los q u e militaron a l g u n o s de sus
más ilustres e x p o n e n t e s c o m o D o n o s o , Vázquez de M e l l a ,
M e n é n d e z y Pelayo, e t c . , sino q u e ya c o n abierta c o n c i e n -
cia de hispanidad universal, f u e c o n s i g n a y bandera de la
Falange Española f u n d a d a por J o s é A n t o n i o Primo de Rive-
ra, y luego del M o v i m i e n t o Nacional q u e dio f o r m a y s u s t e n -
t a c i ó n política a la larga D i c t a d u r a paternalista del General
Francisco Franco.

A m p l i a m e n t e d i v u l g a d o , p e r o t a m b i é n d i s t o r s i o n a d o por
la adversa p r o p a g a n d a p o l í t i c a , el p e n s a m i e n t o de la Falan-
ge Española y de su f u n d a d o r , es f u n d a m e n t a l m e n t e u n a
reacción española c o n t r a la d e m o c r a c i a liberal y c o n t r a el
socialismo m a r x i s t a . La ideología de Falange e s t u v o influida
por Ortega y Gasset, s e g ú n lo p r o c l a m ó J o s é A n t o n i o Primo
de Rivera y lo a c e p t ó e x p l í c i t a m e n t e el p r o p i o Ortega al re-
clamar prioridad en la f o r m u l a c i ó n de la teoría del caudillaje
y señalar la influencia de esta teoría en la j u v e n t u d falangis-
ta.

- 111 -
En las Obras Completas del f u n d a d o r de Falange Espa-
ñ o l a , de las q u e se han h e c h o diversas e d i c i o n e s , es fácil es-
pigar p r o p o s i c i o n e s r o t u n d a s y c o n c r e t a s q u e d e f i n e n su
p e n s a m i e n t o de c o n d e n a del Estado liberal, de los Partidos
p o l í t i c o s , de la d e m o c r a c i a electoral, del c a p i t a l i s m o , del
m a r x i s m o , de las izquierdas y de las derechas, por u n a par-
t e , y de a f i r m a c i ó n , por o t r a , de la t r a d i c i ó n católica de Es-
paña y de su s e n t i d o universal de la C u l t u r a y de la Historia,
de la Patria c o m o u n i d a d de d e s t i n o y de la a r m o n í a social
de clases. En lo que respecta a A m é r i c a no llega a una concep-
ción clara de c o m u n i d a d y coparticipación históricos con Espa-
ña. En los puntos iniciales de Falange, la América española pa-
reciera ser una zona de influencia para España y de título de
grandeza por la empresa universal de salvación que realizó en
este continente. El p u n t o 3 de los 26 puntos de Falange Espa-
ñola, redactados en noviembre de 1934 por Primo de Rivera,
dice t e x t u a l m e n t e : «3.- T e n e m o s v o l u n t a d de I m p e r i o . A f i r -
m a m o s q u e la p l e n i t u d histórica de España es el I m p e r i o .
R e c l a m a m o s para España u n p u e s t o p r e e m i n e n t e en Euro-
p a . N o s o p o r t a m o s ni el a i s l a m i e n t o internacional ni la m e -
diatización extranjera. R e s p e c t o de los países de H i s p a n o a -
• m é r i c a , t e n d e m o s a la u n i f i c a c i ó n de c u l t u r a , de intereses
e c o n ó m i c o s y de poder. España alega su c o n d i c i ó n de eje
espiritual del m u n d o h i s p á n i c o c o m o t í t u l o de p r e e m i n e n c i a
en las empresas universales».

Las palabras « I m p e r i o » y u n i f i c a c i ó n de « p o d e r » d i e r o n
pie a interpretaciones e q u í v o c a s q u e c o n v e r t i r í a n la política
de « H i s p a n i d a d » en t e m a c o n t r o v e r s i a l y m o t i v o de d e s c o n -
fianza hacia España, c u a n d o n o de f r a n c a s a c u s a c i o n e s de
imperialismo fascista c o n t r a el g o b i e r n o e s p a ñ o l , ya q u e los
26 p u n t o s falangistas f u e r o n declarados n o r m a p r o g r a m á t i -
ca del M o v i m i e n t o Nacional q u e c o n f o r m a b a al Estado Es-
pañol e n c a b e z a d o por F r a n c o .

C o m o es s a b i d o , i n m e d i a t a m e n t e después del t r i u n f o
nacionalista, por d e c r e t o de 19 de abril de 1937, se u n i f i c a -
r o n , bajo la J e f a t u r a del Caudillo General F r a n c o , la Falange

- 112 -
Española y los R e q u e t é s , q u e eran las fuerzas políticas inspi-
radoras de la l u c h a c o n t r a la España Republicana y el mar-
x i s m o . Esta e n t i d a d de u n i f i c a c i ó n se d e n o m i n ó «Falange
Española Tradicionalista y de las JONS» ( J u v e n t u d e s Obre-
ras Nacional Sindicalistas). El Estado Español se o r g a n i z ó y
se orientó s e g ú n las n o r m a s p r o g r a m á t i c a s de estas fuerzas
políticas, es decir se c o n v i r t i ó en u n Estado Católico, antili-
beral, q u e p r o p u g n a b a por una J u s t i c i a Social cristiana, y
q u e reivindicaba el p a s a d o imperial de España, r e a n u d a n d o ,
en cierto m o d o , el hilo de la t r a d i c i ó n r o t o en el siglo X V I .
España volvía a ser la España de la C o n t r a r r e f o r m a , a u n q u e
en su versión m o d e r n a , c o i n c i d e n t e c o n el nazi-fascismo en
los p l a n t e a m i e n t o s i d e o l ó g i c o s antiliberales y a n t i m a r x i s t a s
y en la p u g n a política c o n t r a las potencias o c c i d e n t a l e s y
c o n t r a Rusia, representantes de esos p l a n t e a m i e n t o s en su
alianza circunstancial libero-marxista para la lucha c o n t a el
Eje R o m a - B e r l í n .

La encrucijada histórica de la primera m i t a d de n u e s t r o


siglo X X c o l o c ó a la España católica tradicionalista, t a m b i é n
c i r c u n s t a n c i a l m e n t e , en u n a posición c o m p r o m e t i d a y f o r -
z a d a , q u e Franco p u d o f i n a l m e n t e evadir c o n habilidad e i n -
teligencia, de solidaridad c o n el nazismo y el f a s c i s m o t o t a l i -
tarios, t a n ajenos a las esencias espirituales y culturales his-
pánicas c o m o el c o m u n i s m o marxista y el p r o p i o liberalis-
m o , p r o d u c t o s t o d o s ellos de la crisis racionalista de la Euro-
pa M o d e r n a .

España quiso dar su p r o p i a respuesta cultural y política a


esa crisis, q u e era o p o d í a ser la respuesta del m u n d o hispá-
n i c o . Pero el m o m e n t o h i s t ó r i c o , t a n t o de España c o m o del
m u n d o e n t e r o , no era p r o p i c i o para ello. U n a España aisla-
d a , c o m b a t i d a y asediada p o r los v e n c e d o r e s de la s e g u n d a
g u e r r a m u n d i a l , i n v o l u c r a d a en graves p r o b l e m a s i n t e r n o s
de r e c o n s t r u c c i ó n nacional y de supervivencia y sin u n p e n -
s a m i e n t o rector lo s u f i c i e n t e m e n t e grande y audaz para ele-
varse por e n c i m a de estas c i r c u n s t a n c i a s adversas y superar
la pura retórica p o l í t i c a , n o p u d o ni podía e n c o n t r a r esa res-

- 113 -
puesta que incluso era esperada por m u c h o s sectores inte-
lectuales y políticos de este lado del A t l á n t i c o .

En una c o n f e r e n c i a d i c t a d a por Pablo A n t o n i o Cuadra


en M a d r i d en 1948 y titulada « D i s c u r s o sobre la Hispanidad
y su zozobra» el p o e t a y escritor nicaragüense se refería a la
guerra española del 36 en los siguientes t é r m i n o s : «Era u n a
guerra c o n características de definitiva y de d e f i n i d o r a y así
lo e n t e n d i e r o n t o d o s sus m u e r t o s heroicos y así lo e n t e n d i -
m o s en A m é r i c a t o d o s los q u e , p o r la sangre de España, n o s
s e n t í a m o s definir para s i e m p r e . La Hispanidad de D o n Ra-
m i r o , la Hispanidad de J o s é A n t o n i o , ya pasaba a ser u n
t e x t o escrito c o n sangre, un INRI t e m p o r a l de España escri-
t o sobre la e n o r m e cruz de su suplicio, una d e f i n i c i ó n i m b o -
rrable. La Hispanidad ya no era u n s u e ñ o , ni un g o z o en p r o -
sa d e historiador, sino u n a R E V O L U C I O N en m a r c h a . |En
España c o m e n z a b a a a m a n e r c e r l Eso era lo que la Hispani-
d a d sabía de sí m i s m a . Sin e m b a r g o , a m i g o s (y aquí c o -
mienza la z o z o b r a ) , a pesar de t o d o s los a n u n c i o s , a pesar
de t o d a s las d e f i n i c i o n e s , la historia t o d a v í a se detiene y e n -
tretiene en burlarse de nuestras impaciencias». La g u e r r a
e s p a ñ o l a , s e g ú n C u a d r a , « n o era s o l a m e n t e una guerra a n -
t i c o m u n i s t a , sino t a m b i é n antiliberal», y de ella «surgía a l g o
q u e no era c o m u n i s t a y q u e no era liberal». Pero ¿ d ó n d e es-
tá esa respuesta hispánica ni liberal ni marxista al p r o b l e m a
del m u n d o m o d e r n o ? Esa es «la p r e g u n t a f u n d a m e n t a l de
nuestra impaciencia y de nuestra z o z o b r a » . «Si la Hispani-
d a d — d i c e — q u e estaba destinada a producir la s o l u c i ó n
cristiana integral f r e n t e al c o m u n i s m o , la ha p r o d u c i d o o n o ;
o si la está p r o d u c i e n d o o n o » . A esta p r e g u n t a Cuadra se
c o n t e s t a b a n e g a t i v a m e n t e , y después de dar las razones p a -
ra q u e la Hispanidad estuviera destinada «a p r o d u c i r c o m o
f r u t o la nueva d o c t r i n a realizada q u e pudiera e n f r e n t a r
nuestra civilización en d e r r o t a c o n t r a el c o m u n i s m o » , a c h a -
ca el retraso en el c u m p l i m i e n t o de ese destino hispánico a
la falta de una « c o n c i e n c i a activa en España y en A m é r i c a
de ESO q u e el m u n d o está e s p e r a n d o de n o s o t r o s » . El re-

- 114 -
p r o c h e envuelve t a m b i é n a H i s p a n o a m é r i c a pero está dirigi-
d o f u n d a m e n t a l m e n t e a la España d o n d e habla y a los j ó v e -
nes españoles a quienes dirige su mensaje. «Se necesita
— a g r e g a — u n a g e n e r a c i ó n c o n s e n t i d o g i u p a l y c o n sensi-
bilidad t e m p o r a l , una g e n e r a c i ó n que sea lo c o n t r a r i o , el re-
v é s , de la del 98: es decir, q u e en vez de expresar la inverte-
b r a c i ó n , el e n c i e r r o y la d e r r o t a de España, exprese su irra-
d i a c i ó n hispánica, su resonancia o c e á n i c a , su c a p a c i d a d de
regir y orientar el espíritu de la nueva historia; su f e c u n d i d a d
capaz de p r o d u c i r aquella f ó r m u l a de c o n v i v e n c i a h u m a n a
q u e el m u n d o a n d a b u s c a n d o para librarse de la inicua q u e
Satanás i n v e n t ó utilizando el diccionario ruso. ¡Una genera-
c i ó n : poetas, novelistas, p i n t o r e s , f i l ó f o s o s , políticos, reuni-
d o s alrededor de nuestra responsabilidad y de nuestra tras-
c e n d e n c i a , p r o d u c i e n d o una c u l t u r a , un a m b i e n t e , una vida
positiva de salvación y de c l a r i d a d ; e x p r e s a n d o el M E N S A -
J E católico q u e circula, c o n febril m o v i m i e n t o , en el rojo ca-
lor de nuestra sangre y de nuestra raza e c u m é n i c a ! » . 74

Lo que t a n v e h e m e n t e pedía Cuadra ¿era m u c h o pedir a


los españoles?

Tal vez el espíritu de la g e n e r a c i ó n del 98, de t a n brillante


e influyente g r u p o de intelectuales, seguía p e s a n d o d e m a -
siado sobre la Cultura española. En esos años finales de la
d é c a d a de los 40 t o d a v í a vivían Baroja y A z o r í n , venerados
maestros para la j u v e n t u d española, Eugenio D'Ors hacia
alarde, c o m o v i m o s en c a p í t u l o anterior, de un cerrado
e u r o p o c e n t r i s m o , y Ortega daba conferencias en M a d r i d
a n t e salones a b a r r o t a d o s del p ú b l i c o más h e t e r o g é n e o y era
el c e n t r o de la c u r i o s i d a d intelectual de los españoles. N o
había en España o t r o s guías intelectuales m a y o r e s , y los
q u e ya m a d u r a b a n c o m o Pedro Laín Entralgo a f i r m a b a n su
e u r o p e í s m o a m a c h a martillo. «La Hispanidad — e s c r i b e
L a í n — no es para n o s o t r o s sino una singular fidelidad a

7 4
P a b l o A n t o n i o C u a d r a , Discurso sobre la Hispanidad y su zozobra, adi-
c i o n e s M a r a v i l l a s , C o l e c c i ó n A m e r i c a n a , M a d r i d 1948.

- 115 -
Europa. S o m o s , q u e r e m o s ser, q u e r e m o s seguir s i e n d o
e u r o p e o s » . El p r o b l e m a consiste en q u e h u b o un m o m e n -
75

t o histórico en q u e Europa dejó de ser fiel a sí m i s m a . Y para


seguir siendo e u r o p e o s m o d e r n a m e n t e , en el g e n u i n o s e n t i -
d o de fidelidad a la Europa original, hay q u e cambiar a Euro-
pa, a la Europa actual, q u e es precisamente, según se-
ñala Pablo A n t o n i o Cuadra, la misión de la Hispanidad.
Pero además España ya no es solamente europea, una
provincia de Europa, sino q u e tiene u n a d i m e n s i ó n a m e r i c a -
na, en c u a n t o su lengua y su Cultura tienen aquí una v i v e n -
cia distinta de la europea propiamente tal y están sometidas a
otras influencias étnicas y culturales, f a c t o r e s a su vez de
inevitables t r a n s f o r m a c i o n e s q u e la f e c u n d a n para un q u e -
hacer histórico más universal e incluso de s u p e r a c i ó n de la
crisis de la Cultura de O c c i d e n t e .

Este espíritu europeísta de la intelectualidad e s p a ñ o l a ,


q u e apreciaba más la a c t i t u d crítica de Ortega q u e los sue-
ños de Hispanidad de M a e z t u , no favorecía la respuesta p o -
sitiva que d e m a n d a b a Cuadra de la R e v o l u c i ó n española p a -
ra un m u n d o e n f r e n t a d o a la crisis del « p r o c e s o de d e s c o m -
posición religioso-polltico-social c o m e n z a d o por L u t e r o » . 76

Veinte a ñ o s después del discurso de C u a d r a , en 1969,


hice y o mis propias o b s e r v a c i o n e s , t a m b i é n en M a d r i d , y
ante un público de a m i g o s españoles e hispanoamericanos,
en la Sociedad de Estudios Internacionales. Dije e n t o n c e s :
« M u c h o s españoles e h i s p a n o a m e r i c a n o s han creído q u e ,
en la propia tarea de r e c o n s t r u c c i ó n nacional, España tenía
o p o r t u n i d a d de realizarse p a r a d i g m á t i c a m e n t e a través de
un p e n s a m i e n t o tradicional pero capaz de f e c u n d a r históri-
c a m e n t e en f o r m a s s u p e r a d o r a s de los dilemas y a n t i n o m i a s
del m u n d o m o d e r n o . M a s ¿hasta q u é p u n t o u n a n a c i ó n
aislada, por m u c h a personalidad propia q u e d e m u e s t r e ,

7 6
P e d r o Laln E n t r a l g o , Europa, España, Iberoamérica, D i s c u r s o e n la
A s o c i a c i ó n I b e r o a m e r i c a n a , M a d r i d , m a y o d e 1947.
7 6
Pablo A n t o n i o Cuadra, Discurso citado.

- 116 -
p u e d e , en el m u n d o de h o y , de creciente u n i d a d e interde-
p e n d e n c i a de los p u e b l o s , sustraerse a la presión de las es-
t r u c t u r a s s o c i o e c o n ó m i c a s d o m i n a n t e s para producirse c o n
a b s o l u t a originalidad f r e n t e a ellas? Ni la propia Cortina de
Hierro corrida alrededor de su m u n d o por los dirigentes c o -
m u n i s t a s ha p o d i d o impedir la filtración del virus capitalista
en esos países, ni la muralla de papel levantada por las lla-
m a d a s d e m o c r a c i a s occidentales ha d e t e n i d o la creciente
socialización del m u n d o . Por otra parte es evidente que en
el esfuerzo interno nacional q u e ha t e n i d o q u e realizar Espa-
ña se f u e a g o t a n d o la c o n c i e n c i a de una superior misión in-
ternacional o s u p r a n a c i o n a l hispánica q u e había c o m e n z a d o
a surgir en los h o m b r e s superiores y en la j u v e n t u d de Espa-
ña a raíz de la guerra civil. U n sentido p r a g m á t i c o y de aco-
m o d a c i ó n a las c i r c u n s t a n c i a s f u e d a n d o la t ó n i c a , no sólo a
la vida del p u e b l o e s p a ñ o l , sino a su p e n s a m i e n t o político y
a sus expresiones literarias e i n t e l e c t u a l e s » . 77

Pero a u n en esa c o n c i e n c i a de Hispanidad, nacida a raíz


de la guerra del 36, había una c o m o adhesión intelectual a la
m o d e r n i d a d e u r o p e a , un r e c o n o c i m i e n t o reverencial de t o -
do lo q u e Europa representa en el progreso c i e n t í f i c o , a lo
q u e no es dable renunciar a pesar de su v i n c u l a c i ó n c o n el
p e c a d o racionalista, un t e m o r a desprenderse del c o r d ó n
umbilical e u r o p e o y flotar en un vacío histórico.

Para la generación del 98 y para «los nietos del 98», c o -


m o a u t o n o m i n a Laín Entralgo a su g e n e r a c i ó n , el p r o b l e m a
de España consiste en «el c o n f l i c t o entre la hispanidad tradi-
cional y la e u r o p e i d a d m o d e r n a » , y la conciliación de estos
t é r m i n o s del c o n f l i c t o sólo p u e d e conseguirse, s e g ú n el
m i s m o Laín, por la europeización de España, p o r q u e Europa
es p r e c i s a m e n t e c a p a c i d a d de universalización, «misión
c r e a d o r a y o f e r t i v a » , «ofrecer lúcida y d e l i b e r a d a m e n t e a
Dios la v e r d a d y el valor de t o d a s las creaciones h u m a n a s » .

J u l i o Y c a z a T i g e r i n o , Perfil politico
7 7
y cultural de Hispanoamérica, Edi
ciones Cultura Hispánica, Madrid 1971.

- 117 -
De a c u e r d o c o n é s t o , « A m é r i c a , por t a n t o , no sería sino
u n a a m p l i a c i ó n de Europa en el espacio y en el t i e m p o ; y Es-
paña o, si queréis, la H i s p a n i d a d , un peculiar m o d o de c u m -
plir la misión e u r o p e a . . . La H i s p a n i d a d , reserva y levadura
de España e I b e r o a m é r i c a , n o es, a la postre, sino una sin-
gular fidelidad a Europa, e n t e n d i d a ésta c o m o e n t i d a d histó-
rica c u m p l i d o r a de una misión s i e m p r e posible y siempre
amenazada» . 78

Lo q u e no explica Laín es c ó m o una Europa descristiani-


zada y racionalista, que c o m o él m i s m o dice «desde el p u n -
t o de vista cristiano t a n t o s extravíos viene c o m e t i e n d o des-
de hace tres siglos», va a p o d e r c u m p l i r su «misión o f e r t i v a »
a Dios de «la v e r d a d » .

De distinta m a n e r a c o n c i b e la Hispanidad la c o r r i e n t e de
autoctonismo h i s p a n o a m e r i c a n o , q u e a p u n t a m o s atrás, de-
n o m i n a d a hispanista o de mestizaje c u l t u r a l . A u n q u e v i n c u -
lada c o n la Hispanidad de Ramiro de M a e z t u , y éste da al
h u m a n i s m o hispánico la v i r t u d y m i s i ó n universalistas y de
ofrecer a Dios las creaciones históricas del h o m b r e q u e Laín
atribuye a E u r o p a , el h i s p a n i s m o de A m é r i c a , sus corrientes
intelectuales y m o v i m i e n t o s políticos, agregan el i n g r e d i e n -
te de nuestras culturas indígenas, insertados sus valores h u -
m a n o s p e r m a n e n t e s en la cepa peninsular e u r o p e a , e inclu-
so llegan a pronosticar un posible d e s p l a z a m i e n t o hacia
A m é r i c a del c e n t r o espiritual de la Cultura de O c c i d e n t e . Es-
te desplazamiento significaría q u e así c o m o la Cultura O c c i -
dental ha sido c o n s i d e r a d a , en la f u s i ó n y u n i d a d del hele-
n i s m o , el r o m a n i s m o y el c r i s t i a n i s m o , c o m o la civilización
greco-romana ( t o m a d o lo r o m a n o c o m o s í m b o l o de la capi-
t a l i d a d política imperial y de la c a p i t a l i d a d religiosa
cristiana), en el f u t u r o se podría hablar de esta Cultura O c c i -
dental en t é r m i n o s de Civilización greco-romana-americana,
p o r q u e después del Imperio R o m a n o es la c o n q u i s t a de

7 8
P e d r o L a l n E n t r a l g o , España como problema, Seminario de Proble-
m a s H i s p a n o a m e r i c a n o s , M a d r i d 1949.

- 118 -
A m é r i c a la q u e d a a O c c i d e n t e su m á x i m a e x p a n s i ó n políti-
ca y cultural y p o r q u e es en lo a m e r i c a n o q u e la Cultura Oc-
cidental se p r o y e c t a c o n s e n t i d o de recreación y e n c u e n t r a
una n u e v a d i m e n s i ó n universal.

En los n ú m e r o s 72-73, T o m o X I I , de la Revista « A c c i ó n


Española», c o n u n o s c o m e n t a r i o s elogiosos de Ramiro de
M a e z t u , se p u b l i c ó en 1935, el discurso p r o n u n c i a d o por
J o s é C o r o n e l U r t e c h o s o b r e la I n d e p e n d e n c i a , en la c i u d a d
de G r a n a d a , N i c a r a g u a , el 15 de s e p t i e m b r e de 1928, y la
c o n f e r e n c i a que c o n el t í t u l o «El r e t o r n o de la t r a d i c i ó n his-
pana» d i c t ó Pablo A n t o n i o C u a d r a el a ñ o 1934 en la capital
de N i c a r a g u a .
La tesis central del d i s c u r s o de J o s é C o r o n e l U r t e c h o ,
n o v e d o s a por el lugar y la f e c h a en q u e f u e p l a n t e a d a
(1928), es q u e nuestra I n d e p e n d e n c i a a m e r i c a n a c o n s t i t u y e
«el triste f i n de u n g r a n I m p e r i o » . «Los principios r e v o l u c i o -
narios c o r r o y e r o n a la M o n a r q u í a d i r e c t o r a , en d o n d e esta-
b a n resumidas y p e r s o n i f i c a d a s la soberanía y la i n d e p e n -
dencia de un gran haz de n a c i o n e s , y al relajarse la t r a d i c i ó n
autoritaria q u e había f o r m a d o el I m p e r i o más v a s t o y el más
u n i f o r m e q u e ha c o n o c i d o el m u n d o , se o p e r ó la v i o l e n t a
d e s m e m b r a c i ó n a q u e a l u d i m o s c o n el p o m p o s o n o m b r e de
Independencia Americana».

La c o n f e r e n c i a de C u a d r a c o n t i e n e la a f i r m a c i ó n del tra-
d i c i o n a l i s m o h i s p á n i c o c o n t r a el liberalismo, «aquella ideo-
logía q u e e n g e n d r a d a p o r la a c c i ó n a n t i n a c i o n a l de la Refor-
m a p r o t e s t a n t e y p e r p e t u a d a p o r la d e m o c r a c i a del siglo
X I X , t r a t a h o y de s e p u l t a r n o s en la anarquía b o l c h e v i s t a » .
A n a l i z a las diversas m a n e r a s de reacción de la j u v e n t u d his-
p a n o a m e r i c a n a a n t e el f r a c a s o de nuestra H i s t o r i a : la y a n -
q u i z a n t e , la indigenista y p o r ú l t i m o la hispanista. C o m o ha
viajado r e c i e n t e m e n t e a S u r a m é r i c a hace un r á p i d o r e c u e n -
t o de los principales g r u p o s intelectuales y m o v i m i e n t o s j u -
veniles q u e militan en la r e c o n q u i s t a del t r a d i c i o n a l i s m o his-
p á n i c o , y habla del Partido Integralista de Plinto Salgado y
sus Camisas Verdes, de Tristán de A t h a y d e y de la « A c c i ó n

- 119 -
M o n á r q u i c a Brasileira», y p a s a n d o a la A r g e n t i n a se refiere
a Convivio y sus Cursos de Cultura Católica, a las revistas
Baluarte, N ú m e r o , La N u e v a R e p ú b l i c a , Criterio, Sol y L u -
n a , Crisol y o t r a s , al m o v i m i e n t o de « R e s t a u r a c i ó n » , a
« U n i ó n Nacional Fascista de C ó r d o b a » y a la «Alianza de
J u v e n t u d Nacionalista» de B u e n o s Aires; m e n c i o n a a Jijena
S á n c h e z , Escurra M e d r a n o , H é c t o r Llambías, Ignacio B.
A n z o á t e g u i , R ó m u l o D. Carvia, César E. Pico, T o m á s D.
Casares y o t r o s . Del U r u g u a y m e n c i o n a la « A c c i ó n U r u g u a -
ya Nacional Sindicalista», de Chile las «Falanges Conserva-
doras» y del Perú «La N u e v a Guardia». En C o l o m b i a su in-
v e n t a r i o incluye varios n o m b r e s de revistas: La T r a d i c i ó n ,
Derechas, T r i n c h e r a s , Camisas Negras, A c c i ó n F e m e n i n a ,
del m o v i m i e n t o « A c c i ó n Nacionalista Popular», y cita a J o -
sé Restrepo y a A b e l Naranjo Villegas. T a m b i é n al Padre Fé-
lix Restrepo S . J . y su «Revista J a v e r i a n a » . Para c o m p l e t a r
el panorama hispanoamericano se r e m o n t a a M é x i c o , d o n d e
f u n c i o n a n los «Camisas Doradas» y en el c a m p o intelectual
destacan Esquivel y O b r e g ó n , A l f o n s o J u n c o , Pedro Z u l o a -
g a , Luis Cabrera y J e s ú s Guisa y A z e v e d o y su revista «Lec-
tura».

J o s é Coronel U r t e c h o y Luis A l b e r t o Cabrales, que re-


gresan, el p r i m e r o de Estados U n i d o s y el s e g u n d o de Fran-
cia, en el a ñ o 1927, inician en Nicaragua el llamado M o v i -
m i e n t o de V a n g u a r d i a , de carácter literario pero c o n claras
p r o y e c c i o n e s políticas de reacción antiliberal y s e n t i d o his-
p á n i c o tradicionalista. Cabrales había sido i n f l u i d o en Fran-
cia por León D a u d e t y p o r M a u r r a s . A Coronel y Cabrales se
s u m a n después Pablo A n t o n i o C u a d r a , J o a q u í n Pasos, M a -
n o l o C u a d r a , A l b e r t o O r d ó ñ e z A r g u e l l o y más tarde o t r o s
más j ó v e n e s . Los i n t e g r a n t e s del M o v i m i e n t o de V a n g u a r -
dia llevan a c a b o la r e n o v a c i ó n y f r u c t i f i c a c i ó n de la poesía
nicaragüense. En el t e r r e n o p o l í t i c o s o n nacionalistas y t r a -
dicionalistas, reaccionan c o n t r a la d e m o c r a c i a liberal y se
identifican c o n la lucha de S a n d i n o c o n t r a el imperialismo
y a n q u i . S u s revistas y páginas literarias c o m o « R i n c ó n de
V a n g u a r d i a » y « T r i n c h e r a » en el diario El Correo de Grana-

- 120 -
d a , « J o r n a l » en « L o s H e c h o s » de L e ó n , la Revista «Opera
Bufa» y el diario «La Reacción», e t c . , eran t a m b i é n expresión
de un d e f i n i d o p e n s a m i e n t o p o l í t i c o tradicionalista, hispáni-
c o , antiliberal; y al m i s m o t i e m p o , en lo literario y en lo polí-
t i c o , se afianzaba un p r o f u n d o n a c i o n a l i s m o : r e t o r n o a lo
p o p u l a r a u t ó c t o n o , rescate de los valores culturales indíge-
nas, r e d e s c u b r i m i e n t o del f o l k l o r e , c u l t i v o de lo v e r n á c u l o
en su g e n u i n o espíritu de mestizaje é t n i c o y cultural i n d o -
h i s p a n o . La e x p r e s i ó n m á s cabal de este m o v i m i e n t o inte-
lectual f u e la revista « C u a d e r n o s del Taller S a n L u c a s » , f u n -
d a d a en 1941, de la q u e salieron sólo c i n c o n ú m e r o s c o n i n -
tervalos de años hasta 1 9 5 1 .

Para la caracterización de este m o v i m i e n t o nicaragüense


de reacción a m e r i c a n a a n t e la crisis de la Cultura de O c c i -
d e n t e , c i t a r e m o s a l g u n o s p e n s a m i e n t o s e x p u e s t o s p o r Pa-
blo A n t o n i o Cuadra en su libro Entre la Cruz y la Espada,
q u e nos parece q u e p u e d e n considerarse c o m o u n a breve
síntesis ilustrativa de la a c t i t u d intelectual de los p r o p u l s o r e s
de esta corriente hispanista de a u t o c t o n i s m o a m e r i c a n o :

« A l perderse la t r a d i c i ó n de la Cristiandad en E u r o p a , Es-


paña se desesperó de la vida europea y quiso salvarla. Pero
Europa estaba e m p e ñ a d a en perderse. Y de este e m p e ñ o de
Europa en perderse y de esa desesperación misionera de Es-
p a ñ a para salvarla nació la grandeza de A m é r i c a . P o r q u e
A m é r i c a se hizo c o n el m o d o heroicamente desesperado de
la C o n q u i s t a , q u e f u e el escape de la v o l u n t a d misionera de
España q u e , f r a c a s a n d o en la salvación del Viejo M u n d o ,
p u s o t o d a su desesperada esperanza en salvar al N u e v o . . . » .
« P r o c l a m a m o s la necesidad de la c o m u n i d a d hispanoameri-
c a n a m o v i d o s , p r e c i s a m e n t e , por el s e n t i m i e n t o a n t i m p e r i a -
lista y por el s e n t i m i e n t o cristiano. N u e s t r a libertad no p u e -
de ni d e b e d e p e n d e r de la b u e n a o mala v o l u n t a d de los Es-
t a d o s U n i d o s o de cualquier o t r o gran Estado f u t u r o . N u e s -
t r o s p u e b l o s sólo p u e d e n o b t e n e r su plena y efectiva liber-
t a d a y u n t á n d o s e en u n a sola c o m u n i d a d hispánica (cuya
necesaria e s t r u c t u r a c i ó n f u t u r a n o e s t o y en c a p a c i d a d de

- 121 -
p r o f e t i z a r ) , q u e p o r sólida respete y proteja las naturales li-
b e r t a d e s n a c i o n a l e s , y p o r hispánica v e r t e b r e t o d o s a q u e -
llos e l e m e n t o s q u e n o s s o n c o m u n e s » . * .

«El mestizaje ha c o n v e r t i d o a H i s p a n o a m é r i c a en raza


universal. C a t ó l i c a » . . .

«Por eso H i s p a n o a m é r i c a p u e d e sentirse e u r o p e a y p u e -


de sentirse i n d i g e n i s t a . A m é r i c a c o m i e n z a en los Pirineos.
Pero t a m b i é n Europa acaba en la P a t a g o n i a . Lo m a l o de los
europeístas es q u e sólo se s i e n t e n e u r o p e o s . Lo m a l o de los
indigenistas es que sólo se sienten indígenas. S o n los vicios
de nuestras v i r t u d e s . Pero ser h i s p a n o es sentirse e u r o p e o
en c u a n t o i n d i g e n i s t a . Y sentirse indigenista en c u a n t o
europeo»...

«La cruz del mestizaje tiene c u a t r o t é r m i n o s : 1) El espa-


ñol que se cruza c o n el indio, hispanizando, es decir, o c c i -
dentalizando al i n d i o . 2) El indio q u e se cruza c o n el espa-
ñ o l , v e n c i e n d o c u l t u r a l m e n t e al español y s u m e r g i é n d o l o en
el Oriente misterioso de su c o n c e p c i ó n de la vida y del m u n -
d o . 3) El español racista q u e no se cruza, q u e se aisla r o b i n -
s ó n i c a m e n t e en su c u l t u r a . 4) El indio irreductible q u e se
aisla c a v e r n a r i a m e n t e en su p r i m i t i v i s m o » .
«...lo que llamamos tradición cultural hispánica no es lo
p u r a m e n t e español de España, sino lo español en q u e se in-
jertó lo indio, lo español c o n una larga trayectoria indiana,
c o n u n a d e f i n i t i v a y s u s t a n c i a l s u m e r s i ó n e n la
americanídad... Lo indígena es el crisol en el cual la Hispani-
d a d católica f r a g u ó nuestra universalidad... Así, pues, tradi-
ción hispana llamo y o en A m é r i c a a la tradición mestiza, a esa
línea trenzada de sangres y culturas, que viene orientando su
ruta y linaje — d e s d e la c o n q u i s t a — por la segura brújula
greco-romana-católica».
«Es evidente que Europa, por capitalizar el gran drama de
la cultura occidental, sufre ahora, c o n más intensidad q u e
nadie, la dolorosa, gigantesca y desgastadora c o n c e n t r a c i ó n
de energías que siempre reclama el trance agónico de una ci-

- 122 -
vilización... La absorción de Europa que está e f e c t u a n d o
A m é r i c a hará que Europa necesite cada vez más de A m é r i c a ,
porque Europa necesita cada vez más — s o b r e t o d o después
de esta terrible c r i s i s — de Europa. O, lo que es lo m i s m o , q u e
comienza para A m é r i c a u n periodo, en lento progreso, de c o -
m a n d o y luego de m a n d o o rectoría en los destinos de la cul-
tura occidental. Este rectoría se entiende j u n t o c o n España,
q u e es el c o m i e n z o e u r o p e o de A m é r i c a » . 79

En su «Villancico i n d i o » , J o a q u í n Pasos, c o m p a ñ e r o de
Cuadra en el M o v i m i e n t o de V a n g u a r d i a nicaragüense, ex-
presa a d m i r a b l e m e n t e esta tesis de mestización espiritual y
cultural i n d o - h i s p a n a . En u n a t r a s p o s i c i ó n poética del mis-
terio de la R e d e n c i ó n y del n a c i m i e n t o de Cristo a nuestra
Historia a m e r i c a n a , Pasos c a n t a al h o m b r e n u e v o de A m é r i -
c a , al indio n u e v o n a c i d o a la Historia y a la Cultura Cristiana
O c c i d e n t a l en la c o n j u n c i ó n de su h u m a n i d a d a m e r i c a n a
c o n la sangre y el alma de España:

« U n Indio n u e v o ha n a c i d o ,
u n indio n a c i d o h o y
h o y m i s m o a la media n o c h e
el indio n u e v o n a c i ó .

¿Es u n i n d i o t o d o indio
o u n i n d i o m e d i o español?
Es un español t o d o i n d i o
u n indio t o d o e s p a ñ o l .

¿Es u n español o un indio?


Es un indio c o m o y o ,
español c o m o t o d o i n d i o ,
t a n español c o m o v o s » .
Ideas similares a las d e j o s « v a n g u a r d i s t a s » n i c a r a g ü e n -
ses e n c o n t r a m o s en los escritos del Padre J u a n R a m ó n Se-
7 9
P a b l o A n t o n i o C u a d r a , Entrela Cruz y la Espada, I n s t i t u t o d e E s t u d i o s
P o l í t i c o s , C o l e c c i ó n H i s p a n o a m e r i c a n a , M a d r i d 1946.

- 123 -
p i c h , v i g o r o s o e x p o n e n t e del p e n s a m i e n t o nacionalista ar-
g e n t i n o . «Nuestra H i s p a n i d a d — a f i r m a S e p i c h — es injerto
de una Europa e c u m é n i c a , la Europa sin par del medievo-
florecida y conservada en España, sobre el t r o n c o b á r b a r o
de nuestro indio. 0 , m e j o r , el olivo silvestre de n u e s t r o
h o m b r e sobre la cepa culta y católica de Europa, traída de
España, c o m o en su v e h í c u l o , a A m é r i c a . Nuestra hispani-
d a d es el cruce de la vida de los principios de la Revelación,
la Teología y la Filosofía c o n los e l e m e n t o s primarios del
h o m b r e n a t i v o de A m é r i c a ; m e n t e infantil, v o l u n t a d l i m p i a ,
estética de nuestra tierra y el paisaje de nuestra A m é r i c a
c o n sus latitudes, p r o f u n d i d a d e s y a n c h u r a s . Definir nues-
tra hispanidad equivale a e n u m e r a r f u n c i o n a l m e n t e esos
e l e m e n t o s y principios. N u e s t r o estilo de vida es, por c o n s i -
g u i e n t e , h i s p a n o a m e r i c a n o ; el estilo de nuestro c a t o l i c i s m o
es h i s p a n o a m e r i c a n o ; nuestra cultura es h i s p a n o a m e r i c a n a ,
p o r q u e eso es la h i s p a n i d a d i n c o n f u n d i b l e e i n n e g a b l e » . 80

El m i s m o Padre S e p i c h en el f o l l e t o La Hispanidad como


problema y destino, q u e r e c o g e las c o n f e r e n c i a s de diversos
profesores de la U n i v e r s i d a d de C u y o , se p r e g u n t a : «Pero
¿qué es la Hispanidad?». « N o es España ni el e s p a ñ o l i s m o
— c o n t e s t a — El artista q u e crea su obra le trasfiere lo mejor
de su a l m a , le da lo q u e de ella es c o n f e r i b l e . Y u n padre
c o m p a r t e c o n su hijo su c a r n e y su t e m p e r a m e n t o ; m a s n o
puede infundirle su propia a l m a . A s í España ha p u e s t o su al-
m a ; lo q u e de ella era t r a n s f u n d i b l e ; nos ha c o n f i g u r a d o se-
g ú n su c o r a z ó n y su m e n t e , Hispanoamérica es su o b r a ;
única q u e en la Historia p u e d a ostentar p u e b l o a l g u n o . U n a
pléyade de naciones q u e a m p l í a n el alma de E u r o p a , c o n su
e s p í r i t u , y c o n su p r o p i a e n j u n d i a . La Hispanidad s o m o s ,
p u e s , los pueblos de H i s p a n o a m é r i c a ; cuya gloria es de Es-
p a ñ a , así c o m o la de España es n u e s t r a , p o r q u e f u i m o s y
s o m o s de una m i s m a estirpe y de u n m i s m o espíritu». S u

8 0
J u a n R a m ó n S e p i c h , Nuestra cultura en la Cristiandad, R a z ó n y Fe,
n? 5 0 9 m a r z o d e 1 9 4 7 , M a d r i d .

- 124 -
reacción a n t e la Europa en crisis q u e d a expresada en las si-
guientes frases perentorias y p r e m o n i t o r a s : « A q u i e n e s ,
desde lejos o desde c e r c a ; d e s d e fuera o desde d e n t r o n o s
m i r a n c o n u n cierto m e n o s p r e c i o , n o s o t r o s t e n e m o s q u e
decirles: habéis d e s t r u i d o v u e s t r o m u n d o y el n u e s t r o ; d e -
j a d n o s en paz, c o n s t r u i r n o s o t r o , s e g ú n n u e s t r o ser. P o r q u e
el día en q u e nuestra d e n s i d a d de c o n c i e n c i a de hispanidad
llegue a d o n d e d e b e y el n ú m e r o de nuestros p u e b l o s s u -
m e n los c i e n t o s de millones q u e su casta f e c u n d i d a d n o s
a n u n c i a n , entrará la H i s p a n i d a d en la Historia p o r d o n d e e n -
t r a n los v e n c e d o r e s q u e han a b a t i d o p r i m e r o las murallas
q u e p r e t e n d í a n atajarles el p a s o » . 8 1

En el m i s m o f o l l e t o de la Universidad de C u y o , el p r o f e -
sor O t t o H. B u r g o s , refiriéndose a las « I n s t i t u c i o n e s de la
H i s p a n i d a d » , recuerda el f r a c a s o del H u m a n i s m o o c c i d e n t a l
y señala la p r o m e s a de salvación q u e representa el m u n d o
h i s p á n i c o : « A s i s t i m o s en estos m o m e n t o s al d e r r u m b e de
t o d o lo q u e se quiso o p o n e r a España. T o d a s las autoafir-
m a c i o n e s orgullosas del h o m b r e o c c i d e n t a l , q u e l o g r a r o n
aislarle el a l m a , se vienen e s t r e p i t o s a m e n t e al s u e l o , en t a n -
t o q u e c o m o u n a luz «la u n i d a d de d e s t i n o en lo universal»
q u e u n e a los p u e b l o s de hispana estirpe, aparece c o m o el
r e m a n s o p r o m i s o r , c o m o la esperanza b i e n h e c h o r a de la
paz universal».

C o n diversos m a t i c e s , el « n a c i o n a l i s m o » a r g e n t i n o , en
sus varias corrientes, se ha caracterizado por la a f i r m a c i ó n
de los valores h i s p á n i c o s y c a t ó l i c o s tradicionales f r e n t e a la
d e m o c r a c i a liberal y al m a r x i s m o . Los nacionalistas a r g e n t i -
n o s , bajo la influencia del t r a d i c i o n a l i s m o y n a c i o n a l i s m o
e u r o p e o s , t a n t o el o r t o d o x o de España y Francia c o n D o n o -
s o , M e n é n d e z y Pelayo, De M a i s t r e y De B o n a l d , c o m o el
neopositivista de M a u r r a s , T a i n e y S o r e l , h a n e n t e n d i d o su
nacionalismo, sin perjuicio de su a c e n t o a m e r i c a n o , c o m o

J u a n R a m ó n S e p i c h y o t r o s , La Hispanidad
8 1
como problema y destino,
Universidad N a c i o n a l de C u y o - M e n d o z a , A r g e n t i n a 1948.

- 125 -
parte de la contrarrevolución de O c c i d e n t e . El jesuíta Padre
Leonardo Castellani escribía q u e el N a c i o n a l i s m o es « . . . u n
f e n ó m e n o h i s t ó r i c o - s o c i o l ó g i c o del m u n d o actual aparecido
d e s p u é s de la guerra del 14, c o n c r e t a d o por primera vez en
Italia c o n el n o m b r e de f a s c i s m o , q u e p r e t e n d e (con razón o
sin ella, p r e s c i n d o ahora) ser la s o l u c i ó n al p r o b l e m a p o l í t i c o
c o n t e m p o r á n e o , entre la insuficiencia i n d u d a b l e de la s o l u -
c i ó n liberal y la f a l s e d a d m a n i f i e s t a de la s o l u c i ó n
marxista...» . 82

C o n este c o n c e p t o , el escritor nacionalista Profesor Enri-


q u e Zuleta A l v a r e z , en su o b r a en d o s t o m o s El nacionalis-
mo argentino, e n g l o b a bajo el n o m b r e de Nacionalismo a
una serie de m o v i m i e n t o s intelectuales y políticos hispanoa-
m e r i c a n o s q u e se caracterizan « p o r constituir u n a a c t i t u d
política, más o m e n o s s i s t e m á t i c a , más o m e n o s d o c t r i n a -
ria, q u e aspira a definir una empresa política q u e t a m b i é n
desea afirmar y c o n s o l i d a r la n a c i ó n , pero c o m o parte c o h e -
rente de una visión h o m o g é n e a del m u n d o y la política, sin
las c o n t r a d i c c i o n e s y vacíos ideológicos c o n q u e se presen-
t ó el primer t i p o de N a c i o n a l i s m o » , o sea el q u e c o n d u j o a
83

la c o n s t i t u c i ó n de las nacionalidades occidentales.

Pero bajo el r u b r o « N a c i o n a l i s m o » n o siempre es posible


hacer una separación c o n c e p t u a l y real entre los dos t i p o s
de « n a c i o n a l i s m o » q u e d i s t i n g u e Zuleta Alvarez. A d e m á s
n o t o d o s los m o v i m i e n t o s llamados «nacionalistas» por este
a u t o r se han llamado a sí m i s m o s c o n ese n o m b r e . En A r -
g e n t i n a sí c i e r t a m e n t e el m o v i m i e n t o hispanista y antiliberal
se identifica c o m o « N a c i o n a l i s m o » , y d e n t r o de su ideario
f u n d a m e n t a l m e n t e argentinista, de a f i r m a c i ó n nacional y de
reivindicación antiimperialista, t u v o conciencia de unidad
hispánica y de v i g e n c i a de los valores de esta u n i d a d en el

8 2
J e r ó n i m o del R e y ( s e u d ó n i m o d e C a s t e l l a n i ) , Las canciones de Militis,
E d i t o r i a l d e F o r m a c i ó n P a t r i a , B u e n o s A i r e s 1945.
8 3
E n r i q u e Z u l e t a A l v a r e z , El Nacionalismo argentino, Ediciones La Bas-
t i l l a , B u e n o s A i r e s 1975.

- 126 -
e n f r e n t a m i e n t o y s o l u c i ó n de la crisis de la Cultura de O c c i -
d e n t e . Entre sus principales e x p o n e n t e s , a l g u n o s c o n d e s t a -
cada a c t u a c i ó n política c o m o M a r i o A m a d e o , cabe destacar
a los h e r m a n o s J u l i o y R o d o l f o Irazusta, M a r c e l o S á n c h e z
S o r o n d o , M á x i m o E t c h e c o p a r , J u a n Carlos G o y e n e c h e , el
Padre J u l i o Meinvielle, los c i t a d o s S e p i c h y Castellani, Er-
nesto Palacio, Ignacio B. A n z o á t e g u i .

El N a c i o n a l i s m o a r g e n t i n o nació d i v i d i d o . Entre el N a c i o -
nalismo R e p u b l i c a n o y el N a c i o n a l i s m o D o c t r i n a r i o , c o m o
señala Z u l e t a , no p u d o estrecharse u n a verdadera u n i d a d de
a c c i ó n política. Frente a las realidades históricas c o n c r e t a s
se s u b d i v i d i ó a ú n más en p e q u e ñ o s g r u p o s y en posiciones
individuales. S u fuerza doctrinaria indiscutible y su dispersa
capacidad intelectual f u e r o n aprovechadas por Perón y el
« p e r o n i s m o » , al q u e p r o p o r c i o n ó , c o m o dice Z u l e t a , « g e n -
tes e ideas». «El p r o g r a m a Nacionalista — e x p l i c a este
a u t o r — , sobre t o d o el del N a c i o n a l i s m o R e p u b l i c a n o , pasó
casi sin variaciones a convertirse en el del m o v i m i e n t o q u e
l u e g o sería el p e r o n i s m o » .

En el librito Doctrina Peronista, p u b l i c a d o en 1948 por el


C e n t r o Universitario A r g e n t i n o , y c o m p u e s t o p o r frases y
extractos de los discursos del líder «justicialista», e n c o n t r a -
m o s un p e n s a m i e n t o i m p r e g n a d o de d o c t r i n a s y c o n s i g n a s
«nacionalistas». El 12 de o c t u b r e de 1947 dijo P e r ó n : «Para
n o s o t r o s la raza no es u n c o n c e p t o b i o l ó g i c o . Para n o s o t r o s
es algo p u r a m e n t e espiritual. C o n s t i t u y e una s u m a de i m -
ponderables q u e hace q u e n o s o t r o s seamos lo q u e s o m o s y
nos impulsa a ser lo q u e d e b e m o s ser, por n u e s t r o o r i g e n y
n u e s t r o d e s t i n o » . El 28 de j u n i o de 1944: «La República A r -
g e n t i n a es p r o d u c t o de la c o l o n i z a c i ó n y c o n q u i s t a hispáni-
c a , q u e trajo h e r m a n a d a s a nuestra tierra, en u n a sola v o -
l u n t a d , la cruz y la e s p a d a . Y en los m o m e n t o s actuales
parece q u e vuelve a f o r m a r s e esa extraordinaria c o n j u n c i ó n
de fuerzas espirituales y de p o d e r q u e representan los d o s
más grandes a t r i b u t o s de la h u m a n i d a d : el Evangelio y la Es-
p a d a » . El 26 de julio de 1947 exalta los valores e t e r n o s del

- 127 -
h o m b r e : «Es necesario t a m b i é n t e n d e r a la riqueza espiri-
t u a l , hacia eso q u e c o n s t i t u y e los ú n i c o s valores e t e r n o s » .
En su discurso de 26 de o c t u b r e de 1944 p r o c l a m a el p r i n c i -
pio antirracionalista de la c o n t i n u i d a d histórica: «El Estado,
o sea la N a c i ó n organizada j u r í d i c a m e n t e , debe responder a
los fines de la ley de c o n t i n u i d a d histórica». T a m b i é n recha-
za el t o t a l i t a r i s m o del Estado: « P o d r í a n multiplicarse los ar-
g u m e n t o s para d e m o s t r a r q u e cada día es más indispensa-
ble la c o o p e r a c i ó n de la c o m u n i d a d para m a n t e n e r el equili-
brio de los intereses individuales y sociales y para o b t e n e r el
r e c o n o c i m i e n t o y respeto a los d e r e c h o s inherentes a la per-
s o n a h u m a n a . Esa c o n c l u s i ó n no n o s ha de llevar a enrolar-
n o s en las d o c t r i n a s colectivistas y, m e n o s a ú n , a apartar-
n o s del principio esencial q u e sostiene la s u p r e m a c í a del in-
d i v i d u o c o n respecto al Estado, c u y o f i n primordial es ase-
gurar el bienestar de aquél d e n t r o de la m a y o r libertad posi-
ble» (discurso de 24 de f e b r e r o de 1947). El discurso de 15
de d i c i e m b r e de ese m i s m o a ñ o de 1947 encierra una exalta-
da p r o f e s i ó n de fe h i s p á n i c a : « ¡ E s p a ñ a , M a d r e N u e s t r a , Hija
eterna de la i n m o r t a l R o m a , heredera dilecta de A t e n a s la
grácil y de Esparta la f u e r t e , s o m o s t u s Hijos del claro n o m -
b r e . . . te r e c o r d a m o s , t e v e n e r a m o s y vives en n o s o t r o s . . .
T u s f i l ó f o s o s , h u m a n i s t a s , poetas y artistas y t u s juristas,
místicos y t e ó l o g o s c u a n d o vieron q u e las antorchas de la
r e v o l u c i ó n espiritual y el v a h o del m a t e r i a l i s m o hacían peli-
grar el t e s o r o secular q u e a c u m u l a s t e , d e c i d i e r o n p o n e r t e a
b u e n r e c a u d o q u e evitara t u p r o f a n a c i ó n . Pasaron los siglos
del o l v i d o y las horas de i n g r a t i t u d . N o s o t r o s , los a r g e n t i -
n o s , t u s hijos p r e d i l e c t o s , h e m o s labrado en el f r o n t i s p i c i o
de nuestras universidades u n a leyenda de imperial r e s o n a n -
c i a , una leyenda de filial g r a t i t u d y de sabor h o g a r e ñ o , u n a
leyenda q u e d i c e : « N o se p o n d r á jamás el sol de nuestra c u l -
tura hispánica».

Este era el Perón y el « p e r o n i s m o » de sus d o s p r i m e r o s


a ñ o s de g o b i e r n o . Después p o c o a p o c o se f u e p r o d u c i e n d o
el d e s v i a c i o n i s m o de Perón y su e n t r e g a a un p o p u l i s m o de-
m a g ó g i c o , s e g ú n los nacionalistas, de mala ley. En la Revis-

- 128 -
ta «Presencia», aparecida en d i c i e m b r e de 1948, bajo la d i -
r e c c i ó n del Padre J u l i o Meinvielle, se c e n t r ó la crítica del
« N a c i o n a l i s m o » al g o b i e r n o p e r o n i s t a . Los nacionalistas h a -
bían creído e n c o n t r a r en Perón un líder a su m e d i d a . La críti-
ca de «Presencia», s e g ú n glosa Zuleta Alvarez en su o b r a c i -
t a d a El nacionalismo argentino, d e m o s t r ó q u e los n a c i o n a -
listas se d i e r o n c u e n t a d e q u e la m e d i d a de Perón era en pri-
mer lugar la de su a m b i c i ó n p e r s o n a l , la de un c a u d i l l i s m o tí-
pica y t r a d i c i o n a l m e n t e h i s p a n o a m e r i c a n o , c o n un gran
s e n t i d o p r á c t i c o y de a c o m o d a m i e n t o a las c i r c u n s t a n c i a s
históricas c a m b i a n t e s . H u b o i n t e n t o s personales y de a l g u -
n o s g r u p o s d e n t r o del « N a c i o n a l i s m o » para bajarse de p o s -
turas idealistas i n t r a n s i g e n t e s en b e n e f i c i o de un s e n t i d o
p o l í t i c o más real y p r a g m á t i c o . Por eso a l g u n o s c o n t i n u a r o n
e m p u j a n d o el carro del V e n c e d o r , o m o n t a d o s en él. Pero a
la postre c h o c a r o n c o n los intereses de un p e r o n i s m o o p o r -
t u n i s t a q u e d e m o s t r ó q u e las ideas y p r o g r a m a s del « N a c i o -
nalismo» sólo habían s e r v i d o de i n s t r u m e n t o s ocasionales y
transitorios. El p e r o n i s m o se e n t r e g ó , en parte por razones y
c o n t i n g e n c i a s personales, a la lucha de clases y al c o l e c t i -
v i s m o socialista, l l e g a n d o incluso a c h o c a r a b i e r t a m e n t e
c o n la Iglesia C a t ó l i c a .

Es evidente sí, para n u e s t r o p r o p ó s i t o en este c a p í t u l o ,


q u e el « N a c i o n a l i s m o » a r g e n t i n o , c o m o m o v i m i e n t o intelec-
tual y p o l í t i c o , y el « p e r o n i s m o » , en la m e d i d a en q u e f u e
inspirado por a q u é l , d e b e n inscribirse en la c o r r i e n t e q u e he-
m o s llamado «hispanista» d e n t r o del « a u t o c t o n i s m o a m e r i -
c a n o » , u n a de las f o r m a s de r e a c c i ó n , en n u e s t r o m u n d o
h i s p á n i c o , ante la crisis de la Cultura de O c c i d e n t e .

O t r o s m o v i m i e n t o s intelectualistas de la c o r r i e n t e hispa-
nista son señalados, c o m o v i m o s atrás, en la c o n f e r e n c i a ci-
t a d a de Pablo A n t o n i o C u a d r a del a ñ o 1934. I n f o r m a c i ó n
m á s actualizada al r e s p e c t o n o s da el Profesor Z u l e t a A l v a -
rez en su o b r a , t a m b i é n c i t a d a . El Nacionalismo argentino.
A s í en el U r u g u a y habría q u e señalar al historiador y p o l í t i c o
Luis A l b e r t o Herrera, líder p o r m u c h o s a ñ o s del Partido

- 129 -
Blanco o Nacional y c a n d i d a t o de este Partido a la Presiden-
cia de la R e p ú b l i c a , m u e r t o en 1959. En C o l o m b i a , a d e m á s
de la « A c c i ó n Nacionalista Popular», m e n c i o n a d a ya por
Cuadra, Zuleta nos habla de la « A l i a n z a ' N a c i o n a l R e v o l u c i o -
naria», f u n d a d a en 1944, de vida e f í m e r a , en la q u e f i g u r a -
ron destacadas personalidades intelectuales c o m o el p o e t a
Eduardo Carranza y el novelista Eduardo Caballero Calde-
r ó n . Este ú l t i m o d i c t ó en España algunas c o n f e r e n c i a s en
1948, en q u e s o s t u v o a n t e la crisis de Europa el a d v e n i m i e n -
t o de una n u e v a era c u l t u r a l a m e r i c a n a , o r i g i n a l m e n t e crea-
dora. Estas ideas hispanoamericanistas hicieron i m p a c t o en el
Partido C o n s e r v a d o r c o n políticos intelectuales c o m o Lucio
Pabón Núñez, a u t o r de la obra Doctrina del Estado Nacio-
nal, Gilberto Alzate A v e n d a ñ o , m u e r t o p r e m a t u r a m e n t e en
1960, A l v a r o G ó m e z H u r t a d o , hijo del f a m o s o caudillo c o n -
servador Laureano G ó m e z , y Silvio Villegas, este ú l t i m o
además i m p o r t a n t e c r í t i c o literario. En el Perú la c o r r i e n t e
hispanista está representada por el literato, historiador y p o -
lítico J o s é de la Riva A g ü e r o <1885-1944), quien f u n d ó en
1915 el Partido Nacional D e m o c r á t i c o , de corta d u r a c i ó n .
J u n t o a él son d i g n o s de m e n c i ó n Francisco y V e n t u r a Gar-
cía Calderón y V í c t o r A n d r é s Belaúnde. Sin e m b a r g o el p a -
n o r a m a político p e r u a n o lo d o m i n a , desde los a ñ o s v e i n t e ,
el m o v i m i e n t o A P R I S T A , de Raúl Haya de la T o r r e , de sig-
no diferente, o sea representativo del a m e r i c a n i s m o indige-
nista, y del cual n o s o c u p a r e m o s más adelante. De Chile
hay que m e n c i o n a r la revista «Estudios», dirigida por J a i m e
Eyzaguirre, en los a ñ o s 40, c o m o expresión del p e n s a m i e n -
t o hispanista. En el t e r r e n o p o l í t i c o este p e n s a m i e n t o e n -
c o n t r ó cauce en el Partido C o n s e r v a d o r , c o n intelectuales y
políticos militantes c o m o J o r g e Iván H u b n e r y J o r g e Prat.
Este ú l t i m o f u n d ó en 1963 el Partido « A c c i ó n N a c i o n a l » ,
q u e t u v o m u y c o r t a v i d a , y q u e lo lanzó c o m o c a n d i d a t o a la
Presidencia de la R e p ú b l i c a . El ideal hispanista, c a t ó l i c o y
antimarxista lo e n c a r n ó en Bolivia, a partir de 1938, la llama-
da «Falange Socialista Boliviana», c u y o líder Oscar Unzaga
de la V e g a f u e asesinado en 1959. C o m o m e n t o r i d e o l ó g i c o

- 130 -
de este m o v i m i e n t o d e s t a c a , c o n m á x i m a brillantez, J o r g e
Siles Salinas, a u t o r de diversas obras de crítica histórica y f i -
l o s ó f i c a . S e g ú n Zuleta A l v a r e z , «el ideario de " F a l a n g e " se
resume en los p u n t o s siguientes: 1?) Bolivia p e r t e n e c e al
m u n d o o c c i d e n t a l , c o m o h e c h o histórico y c u l t u r a l ; 2?) De-
fensa del ideal h i s p a n o a m e r i c a n o , c o m o el de u n a g r a n n a -
cionalidad c o m ú n q u e e n g l o b a a las diversas u n i d a d e s esta-
tales; 3?) Defensa del p l u r i p a r t i d i s m o y c o n d e n a de los regí-
m e n e s autoritarios y policiales; 4?) R e s t a b l e c i m i e n t o del
principio de a u t o r i d a d c o n la eliminación de los « c o g o b i e r -
nos paralelos» de s i n d i c a t o s , g r u p o s e t c . ; 5?) I m p e r i o de la
legalidad y la j u s t i c i a , y 6?) Defensa de la u n i d a d n a c i o n a l ,
f r e n t e a la lucha de clases y de razas». En sus brillantes e n -
sayos, a l g u n o s de los cuales c i t a m o s atrás, Siles Salinas
ha h e c h o u n lúcido análisis del f e n ó m e n o histórico de la Re-
v o l u c i ó n en Europa e H i s p a n o a m é r i c a en defensa de los v a -
lores tradicionales, t a n t o políticos c o m o c u l t u r a l e s , de nues-
t r o s p u e b l o s . F i n a l m e n t e en M é x i c o , del cual no se o c u p a
Zuleta A l v a r e z , cabe señalar, en primer t é r m i n o , u n a i m p o r -
t a n t e c o r r i e n t e hispanista de rectificación histórica en q u e
destacan Esquivel y O b r e g ó n , Carlos Pereyra, J o s é V a s c o n -
celos, E d m u n d o O ' G o r m a n , A l f o n s o J u n c o , Chávez O r o z c o
y o t r o s . Sin e m b a r g o , es la reacción a n t i e u r o p e a y a n t i e s p a -
ñola, q u e nace c o n el r e v o l u c i o n a r i s m o liberal de J u á r e z y
se a c e n t ú a c o n el i n d i g e n i s m o y el agrarismo de la R e v o l u -
ción M e x i c a n a de c o m i e n z o s de s i g l o , anterior a la rusa de
L e n i n , la q u e da el t o n o a la política y a la Historia de M é x i -
co e i m p r e g n a su vida intelectual y cultural hasta el presen-
te, y esto en f o r m a a b s o r b e n t e y d o g m á t i c a . Es hasta m e -
diados de siglo, de n u e v o n o s s i t u a m o s en la d é c a d a de los
40, q u e se elabora en los m e d i o s universitarios de «El Cole-
gio de M é x i c o » u n p e n s a m i e n t o f i l o s ó f i c o y p o l í t i c o de s e n -
t i d o a m e r i c a n i s t a , q u e nace c o m o u n a reacción intelectual
ante la c o n c i e n c i a de la crisis p r o f u n d a de la Cultura de Oc-
c i d e n t e q u e ha t e n i d o su m á s catastrófica c u l m i n a c i ó n en la
s e g u n d a guerra m u n d i a l . N o se t r a t a ya del i n d i g e n i s m o
político oficial ni del a g r a r i s m o antifeudalista c o n t i n t e s de

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viejo liberalismo a n t i c a t ó l i c o y de más reciente socialismo
m a r x i s t a . Es una reflexión f i l o s ó f i c a y sociológica sobre los
p r o b l e m a s del m u n d o o c c i d e n t a l , y más e s p e c í f i c a m e n t e de
H i s p a n o a m é r i c a , v i s t o s desde A m é r i c a y c o n ojo a m e r i c a -
no.
El Colegio de M é x i c o , presidido por A l f o n s o Reyes, cele-
b r ó en 1943 u n s e m i n a r i o c o l e c t i v o sobre la G u e r r a . De este
seminario n a c i ó , c o m o ó r g a n o del C e n t r o de Estudios S o -
ciales de d i c h o o r g a n i s m o c u l t u r a l , la p u b l i c a c i ó n « J o r n a -
das» q u e recogió la labor realizada en d i c h o s e m i n a r i o , y
p o s t e r i o r m e n t e los trabajos de o t r o seminario, q u e t u v o l u -
gar meses d e s p u é s , sobre los p r o b l e m a s de A m é r i c a Latina.
C o n v e r t i d o en ó r g a n o p e r m a n e n t e del C e n t r o , « J o r n a d a s »
ha r e c o g i d o , c o n a m p l i t u d de criterio, el p e n s a m i e n t o v i v o
de un i m p o r t a n t e g r u p o de intelectuales h i s p a n o a m e r i c a n o s
sobre las cuestiones sociales, culturales y políticas q u e nos
a f e c t a n f u n d a m e n t a l m e n t e , c o n una evidente c o n c i e n c i a de
u n i d a d cultural de n u e s t r o s p u e b l o s . Este esfuerzo intelec-
tual es sin d u d a u n o de los más i m p o r t a n t e s y expresivos de
la reacción a m e r i c a n a a n t e la crisis de la Cultura de O c c i -
d e n t e . D e b e m o s , p u e s , reseñarlo y glosarlo en sus tesis
centrales y líneas generales, a u n q u e d e n t r o del m i s m o exis-
t e n disparidades y divergencias de u n o s expositores c o n
otros, c o m o también coincidencias fundamentales.

Por tratarse de u n a g u d o e n f o q u e de la crisis de O c c i -


d e n t e y de las relaciones de A m é r i c a c o n la C u l t u r a e u r o -
p e a , nos o c u p a r e m o s , en primer t é r m i n o , de la e x p o s i c i ó n
de L e o p o l d o Zea «En t o r n o a u n a filosofía a m e r i c a n a » , p u -
blicada en el nP 52 de « J o r n a d a s » del a ñ o 1945, o sea d o s
a ñ o s después de los trabajos del S e m i n a r i o c o l e c t i v o s o b r e
la A m é r i c a Latina (1943).
El t e m a central p r o p u e s t o por Zea es la p r e g u n t a s o b r e la
existencia de una C u l t u r a a m e r i c a n a , p r o b l e m a q u e n o es ya
preocupación de u n o s c u a n t o s pensadores americanos, sino
p r o b l e m a del h o m b r e a m e r i c a n o c o m o t a l , p o r q u e este
h o m b r e a m e r i c a n o se ha e n c o n t r a d o de p r o n t o q u e la c u l t u -

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ra e u r o p e a , de la cual vivía y «en la cual había p u e s t o su se-
g u r i d a d » , «se d e s m o r o n a d e s t r u y é n d o s e a sí m i s m a » .
«Europa — d i c e Z e a — n o tiene en n u e s t r o s días nada q u e
ofrecer a nuestra A m é r i c a , p o r a h o r a n o tiene más q u e p r o -
blemas. De aquí q u e el a m e r i c a n o no p u e d a seguir a p o y á n -
dose en la cultura e u r o p e a , sino q u e , al igual q u e el e u r o -
p e o , t e n d r á q u e buscar n u e v a s s o l u c i o n e s , n u e v o s p u n t o s
de a p o y o , y ésto t e n d r á q u e hacerlo por sí m i s m o » . Esto exi-
ge una filosofía p r o p i a , p e r o , c o m o tal f i l o s o f í a , t e n d r á q u e
tratar de resolver los « p r o b l e m a s inherentes a la h u m a n i -
d a d » , no los « p r o b l e m a s p r o p i o s de A m é r i c a » . «De lo q u e
se t r a t a es de o f r e c e r s o l u c i o n e s a los p r o b l e m a s q u e se
plantean al h o m b r e en nuestra é p o c a » .

A l referirse a la crisis de la C u l t u r a de O c c i d e n t e , Zea e n -


c u e n t r a q u e «la historia de C u l t u r a Occidental n o es otra c o -
sa q u e la d e s c r i p c i ó n de las diversas crisis sufridas p o r el
h o m b r e al n o c o o r d i n a r ya el plano m e t a f í s i c o c o n el p l a n o
de la realidad. La c u l t u r a e u r o p e a ha ¡do de crisis en crisis
b u s c a n d o su salvación unas veces en las Ideas, otras en
Dios, otras en la R a z ó n , hasta llegar a nuestros días en q u e
parece q u e se ha q u e d a d o sin Ideas, Dios o R a z ó n . S u últi-
m a j u s t i f i c a c i ó n m e t a f í s i c a había sido la Razón, después de
haber e l i m i n a d o al m u n d o de las Ideas platónicas y al Dios
cristiano; pero ahora esta su ú l t i m a j u s t i f i c a c i ó n le ha falla-
d o , n o le satisface y a . En vez de una s o l u c i ó n se ha c o n v e r -
t i d o en u n p r o b l e m a . Se ha v u e l t o a escindir el c a m p o de lo
real y lo t e ó r i c o , el del h o m b r e y el de sus ideas».

Zea no p r e t e n d e desligar a A m é r i c a de la Cultura O c c i -


d e n t a l . En la crisis de d i c h a C u l t u r a , a f i r m a , «se j u e g a nues-
t r o p r o p i o d e s t i n o de a m e r i c a n o s . Por d e s t i n o e s t a m o s liga-
d o s a la Cultura O c c i d e n t a l , p u e s t o q u e s o m o s su p r o l o n g a -
c i ó n . De este d e s t i n o es i m p o s i b l e escaparnos. Escaparnos
sería negarnos a n o s o t r o s m i s m o s . Los peligros de la C u l t u -
ra O c c i d e n t a l s o n n u e s t r o s peligros, sus p r o b l e m a s n u e s t r o s
p r o b l e m a s , sus s o l u c i o n e s nuestras s o l u c i o n e s . Estamos li-

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gados a ella y t e n e m o s q u e d e f e n d e r l a , p o r q u e d e f e n d e m o s
nuestra propia existencia; salvándola nos s a l v a m o s » .

C o n c r e t á n d o s e al p r o b l e m a de la f i l o s o f í a , piensa Zea
q u e , c o m o herederos de la Cultura e u r o p e a , los a m e r i c a n o s
« d e b e m o s c o n t i n u a r la tarea de la filosofía o c c i d e n t a l . . . » ,
t r a t a n d o sus t e m a s y p r o b l e m a s «desde un p u n t o de vista
a m e r i c a n o » . «El resultado t e n d r í a q u e ser necesariamente
una filosofía a m e r i c a n a , en la m i s m a f o r m a c o m o en Europa
ha resultado una filosofía g r i e g a , una filosofía f r a n c e s a , u n a
inglesa o una a l e m a n a » . En c u a n t o a los t e m a s p r o p i a m e n t e
americanos, se e n c u e n t r a n e s t r e c h a m e n t e ligados c o n los
t e m a s a b s t r a c t o s o universales de la f i l o s o f í a . En realidad
hay «un solo y ú n i c o t e m a , el del Hombre». Este t e m a es
«nuestro, por ser t r a t a d o p o r a m e r i c a n o s , y universal por
ser t r a t a d o por h o m b r e s » . Y f r e n t e a la crisis de la Cultura
O c c i d e n t a l , la tarea de una filosofía americana sería « e n c o n -
trar nuevos valores q u e h a g a n q u e el h o m b r e recupere el
equilibrio entre lo individual y lo social». En la r o t u r a de este
equilibrio, « s u r g i e n d o la anarquía y los t o t a l i t a r i s m o s » , c o n -
siste precisamente la crisis de O c c i d e n t e .
U n p l a n t e a m i e n t o en el t e r r e n o histórico y político encie-
rra la p o n e n c i a sobre «El p e n s a m i e n t o h i s p a n o a m e r i c a n o »
de J o s é Gaos, t a m b i é n f i l ó s o f o c o m o Zea, p u b l i c a d a en el
nP 12 de « J o r n a d a s » . A u n q u e esta p u b l i c a c i ó n carece de f e -
c h a , por el n ú m e r o del o p ú s c u l o y el p r o g r a m a o lista de las
publicaciones anteriores q u e en él aparece, c o n s i d e r a m o s
q u e es la primera p o n e n c i a del S e m i n a r i o C o l e c t i v o sobre
A m é r i c a Latina a q u e nos v e n i m o s refiriendo.

La p o n e n c i a de Gaos t i e n e un carácter f u n d a m e n t a l -
m e n t e h i s t o r i o g r á f i c o . De este e x a m e n h i s t o r i o g r á f i c o c o n -
cluye q u e desde los c o m i e n z o s de la c o l o n i z a c i ó n h u b o p e n -
s a m i e n t o en la A m é r i c a Española, pero no f u e de la A m e r i c a
Española, ni, por t a n t o , p r o p i a m e n t e h i s p a n o a m e r i c a n o .
Desde fines del siglo X V I I , c o n el jesuíta Carlos de Sigüenza
y G ó n g o r a , aparece un p e n s a m i e n t o c u y o o b j e t o es lo a m e -
ricano, indígena y c o l o n i a l , u n p e n s a m i e n t o , por t a n t o , pri-

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m o r d i a l m e n t e p o l í t i c o , relativo a la c o m u n i d a d cultural en
su i n t e g r i d a d , q u e se articula en una n u e v a edad c o n el p e n -
s a m i e n t o de la i n d e p e n d e n c i a y c o n el de la edad c o n t e m p o -
ránea. Este p e n s a m i e n t o h i s p a n o a m e r i c a n o q u e , en c u a n t o
al f o n d o , se caracteriza por su o b j e t o a m e r i c a n o , en lo q u e
t o c a a la f o r m a se distingue por u n a cierta fe «en la v i r t u d
p e d a g ó g i c a , en lo ético y en lo p o l í t i c o , de lo e s t é t i c o , q u e
tiene su f o r m u l a c i ó n más alta acaso en Ariel, de R o d ó » .

Por otra parte, para Gaos, el p e n s a m i e n t o h i s p a n o a m e r i -


c a n o y el español «parecen integrar una u n i d a d , a u n en la
edad de la i n d e p e n d e n c i a del u n o , de la d e c a d e n c i a del
o t r o » . La explicación histórica de esta u n i d a d la e n c u e n t r a
en la supervivencia del v í n c u l o histórico cultural entre Espa-
ña e H i s p a n o a m é r i c a por e n c i m a de la d i s o l u c i ó n del I m p e -
rio y la I n d e p e n d e n c i a , e n t e n d i e n d o éstas no c o m o una se-
paración entre sí de la m e t r ó p o l i y las colonias, sino c o m o
« u n hacerse i n d e p e n d i e n t e s en el tiempo, colonias y m e t r ó -
p o l i , de la u n i d a d imperial, d e j a n d o de ser m e t r ó p o l i y c o l o -
nias para pasar a ser naciones i g u a l m e n t e i n d e p e n d i e n t e s ,
no s ó l o , pues, en lo c u l t u r a l , sino t a m b i é n en lo p o l í t i c o » .
«La m a r c h a de la Historia es hacia u n a nueva u n i d a d de Es-
paña y la A m é r i c a Española: la de u n a pluralidad de repúbli-
cas h i s p a n o a m e r i c a n a s , España la ú l t i m a en el t i e m p o » .

i.a s i t u a c i ó n de España y de H i s p a n o a m é r i c a ante la cri-


sis de O c c i d e n t e la explica Gaos p o r la defensa española de
la C r i s t i a n d a d , p r i m e r o c o n t r a el Islam y luego c o n t r a la Re-
f o r m a en la m i s m a Europa cristiana. Con esta a c t i t u d Espa-
ña «se cierra a la m o d e r n i d a d » . «La propia c o n q u i s t a y c o l o -
nización de A m é r i c a la c o n c i b e c o m o una e m p r e s a de g a -
nancias c o m p e n s a t o r i a s para el c a t o l i c i s m o de las pérdidas
q u e le ha h e c h o padecer el p r o t e s t a n t i s m o » .

En esta f o r m a los países de habla española n o c o m p a r -


t e n la a c t u a l crisis de O c c i d e n t e « c o m o los países p r o t a g o -
nistas de la m o d e r n i d a d » . Para estos países, es decir para
t o d o s los países de O c c i d e n t e , d i c h a crisis significa «la críti-
ca de su p a s a d o a la vista del presente y del f u t u r o » , «la crí-

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t i c a de la m o d e r n i d a d o de su g r a n d e z a » . «Para los países
de lengua española, la critica de la grandeza extraña y la cri-
tica de su desviarse de la propia p o r la extraña». A su vez, la
salida de la crisis «parece no poder e n c o n t r a r s e más q u e en
la dirección de una n u e v a c o m u n i ó n de fe t r a s c e n d e n t e » .
Y «los países de lengua española parecen s i n g u l a r m e n t e v o -
c a d o s , por su a n t a g o n i s m o a la m o d e r n i d a d , a c o o p e r a r
c r e a d o r a m e n t e al a d v e n i m i e n t o de la nueva c o m u n i ó n . S u
a n t a g o n i s m o a la m o d e r n i d a d pudiera haber sido p r e m o n i -
t o r i o , p r e n u n c i a d o r . Su seguir la historia de O c c i d e n t e en la
edad c o n t e m p o r á n e a pudiera ser, más bien q u e ir a la z a g a ,
anticipación: de estas t i e n e n sus gestas últimas m u c h o más
aire q u e de n a d a . O r g a n o al servicio de la nueva c o m u n i ó n y
su fe t r a s c e n d e n t e debiera ser ya el p e n s a m i e n t o de l e n g u a
española, está ya acaso s i é n d o l o , al anunciar su a d v e n i -
m i e n t o : las c o m u n i o n e s de fe t r a s c e n d e n t e , c o m o el ser en
q u e los h o m b r e s han f i g u r a d o desde siempre lo t r a s c e n d e n -
te por excelencia, no se b u s c a n si no se han e n c o n t r a d o . En
t o d o caso, en hacerse ó r g a n o tal parece tener el p e n s a m i e n -
t o de lengua española su a c t u a l , u r g e n t e , indeclinable m i -
sión hacia el f u t u r o » .

Por lo e x p u e s t o , Gaos parece alinearse, o coincidir f u n -


d a m e n t a l m e n t e , c o n la corriente q u e h e m o s e s t u d i a d o c o -
m o «hispanista», a u n q u e n o llega a sus más específicas
c o n c r e c i o n e s políticas.

A c o n t i n u a c i ó n de la ponencia de Gaos se transcribe en el


f o l l e t o « J o r n a d a s » 12, un r e s u m e n de la discusión de la mis-
m a en el S e m i n a r i o c o l e c t i v o . Intervienen en esta d i s c u s i ó n
A l f o n s o Caso, Ezequiel Chávez, D a v i d García B a c a , M a r i a -
no Picón Salas y A g u s t í n Y á ñ e z . De las observaciones he-
chas interesa destacar la referente al a p o r t e indígena al p e n -
s a m i e n t o h i s p a n o a m e r i c a n o , c o n s i d e r a d o por Caso c o m o
u n f o n d o de religiosidad primordial del q u e proviene la deri-
v a c i ó n hacia lo estético señalada por el p o n e n t e , el cual ex-
p u s o al final q u e n o tenia n i n g u n a d u d a de la existencia de
ese ingrediente a b o r i g e n en el mestizaje cultural h i s p a n o a -

- 136 -
m e r i c a n o , p e r o sí d u d a b a de la existencia de m é t o d o s para
denunciar y discernir d i c h o i n g r e d i e n t e y de la c a p a c i d a d del
español p u r o y e u r o p e o en general para percibirlo sin la a y u -
d a de tales m é t o d o s .

En el n? 19 de « J o r n a d a s » e n c o n t r a m o s u n t e x t o de A n -
t o n i o Castro Leal sobre «Política Internacional de la A m é r i c a
Latina», y varios t e x t o s sobre « I n t e g r a c i ó n Política de Ibe-
roamérica» p r o d u c i d o s por M a n u e l F. Chavarría, A l f r e d o
Pareja Díez-Canseco, M a r i a n o Picón Salas, J o s é A n t o n i o
P o r t u o n d o , Luis A l b e r t o S á n c h e z , J o s é V a s c o n c e l o s , J o r g e
A . Vivó y Joaquín Xirau.

Del t e x t o de Chavarría cabe destacar su ¡dea central de


q u e «el d e n o m i n a d o r c o m ú n de Iberoamérica arranca de lo
e s p a ñ o l , n o de lo i n d i o » y q u e los e l e m e n t o s potenciales de
reunificación de n u e s t r o s p u e b l o s s o n d o s : «la c u l t u r a his-
pánica — f u e r z a a c t i v a — , y, en calidad de c a m p o de a c c i ó n ,
la e n o r m e masa i n d í g e n a , h o m o g e n e i z a d a por su i g n o r a n -
cia, u n i f o r m a d a por la p o b r e z a , a p a c i g u a d a por la o p r e s i ó n ,
solidarizada d e n t r o del i n f o r t u n i o » .

A l f r e d o Pareja Díez-Canseco c o m i e n z a p o r r e c o n o c e r
q u e «en Iberoamérica vive u n a especie de v o c a c i ó n m i l a g r o -
sa por la solidaridad c o n t i n e n t a l , p r i m e r o , y , d e s p u é s , y c o -
m o explicación p r o f u n d a , p o r el a g r u p a m i e n t o p o l í t i c o , c a -
paz de c o n d u c i r l a hacia una f u e r t e y gran n a c i o n a l i d a d » . En
la c o o p e r a c i ó n c o n t i n e n t a l p r o p o n e «ante los Estados U n i -
d o s de N o r t e a m é r i c a , los Estados U n i d o s de la A m é r i c a La-
t i n a » . Esta u n i d a d l a t i n o a m e r i c a n a se conseguiría sólo p o r la
libertad e c o n ó m i c a de n u e s t r o s p u e b l o s y u n o de los f a c t o -
res decisivos sería la u n i f i c a c i ó n de los trabajadores de estos
países. C o m o m e d i o s de i n t e g r a c i ó n política sugiere u n a
Universidad I b e r o a m e r i c a n a , u n a C o r t e P e r m a n e n t e inter-
h i s p a n o a m e r i c a n a , u n B a n c o Central I b e r o a m e r i c a n o , u n
Consejo P e r m a n e n t e de C o m e r c i o e Industria, e l i m i n a c i ó n
de pasaportes y de i m p u e s t o s aduanales, e s t a t u t o de c i u d a -
danía l a t i n o a m e r i c a n a , u n i f o r m a c i ó n legislativa en lo penal y

- 137 -
m e r c a n t i l . Por ú l t i m o señala q u e la i n t e g r a c i ó n de I b e r o a m é -
rica debería pasar p r i m e r o « p o r un p r o c e s o de f o r m a c i ó n de
grandes bloques de n a c i o n e s , tales c o m o la C o n f e d e r a c i ó n
C e n t r o a m e r i c a n a , la de la Gran C o l o m b i a , la de Perú y Boli-
via e t c . » . « O t o r g a n d o a la cultura un rol p r e p o n d e r a n t e ,
c o n v i v i e n d o en j u s t i c i a , liberando al trabajador y al p e ó n del
l a t i f u n d i o , la f r e c u e n c i a y similitud en el i n t e r c a m b i o políti-
c o , daría a los g r a n d e s b l o q u e s de naciones la o p o r t u n i d a d
para acelerar el p r o c e s o de la Gran C o n f e d e r a c i ó n Iberoa-
mericana».

M a r i a n o Picón Salas prevé un original r e n a c i m i e n t o c u l -


tural h i s p a n o a m e r i c a n o c o m o f r u t o o b l i g a d o de «la crisis
cultural de Europa». La i n t e g r a c i ó n h i s p a n o a m e r i c a n a la
c o n c i b e en g r a n d e s g r u p o s regionales « c o m o preludio de un
sistema f e d e r a t i v o t o t a l » , y hace un análisis de los o b s t á c u -
los q u e i m p i d e n el p r o c e s o unificador. Esta u n i f i c a c i ó n le
parece a ú n u t ó p i c a . «Pero es el más alto m i t o en q u e debe-
m o s creer... Y echar a rodar este s u e ñ o no es de n i n g u n a
manera i n f r u c t u o s o . . . A c a s o c o n el r i t m o v e l o c í s i m o q u e es-
tá a d q u i r i e n d o la Historia, el p r o b l e m a (que h o y nos parece
t a n lejano), se n o s acerque de tal m o d o , q u e sea ya el más
d e t e r m i n a n t e e inaplazable en nuestra órbita de g r a v e d a d
histórica».

J o s é A n t o n i o P o r t u o n d o e x p o n e b r e v e m e n t e las causas
de lo q u e , u s a n d o el lenguaje de Ortega y Gasset, llama la
invertebración de I b e r o a m é r i c a . Sostiene q u e el primer paso
para la i n t e g r a c i ó n política iberoamericana es «la organiza-
ción de las grandes masas nacionales», para llegar después
al « e n t e n d i m i e n d o c o n t i n e n t a l de las grandes masas nacio-
nales unificadas».

Luis A l b e r t o S á n c h e z c o m i e n z a por señalar los e l e m e n -


t o s de integración política de nuestros p u e b l o s , f u n d a m e n -
t a l m e n t e «el c o m ú n p a s a d o social indio» y la u n i d a d racial
por el mestizaje i n d o - h i s p a n o . La i n t e g r a c i ó n la e n t i e n d e por
etapas por la f o r m a c i ó n de bloques regionales p o n i e n d o é n -

- 138 -
fasis en la lucha antlmperiallsta y en el t r i u n f o de los parti-
d o s d e m o c r á t i c o s c o n t r a las d i c t a d u r a s .

El t e x t o q u e ofrece J o s é V a s c o n c e l o s es esencialmente
n e g a t i v o : « N o existe n i n g u n a posibilidad para n i n g ú n t i p o
de integración de Iberoamérica c o m o u n i d a d i n d e p e n d i e n -
t e » . El o b s t á c u l o insalvable lo c o n s t i t u y e n los Estados U n i -
d o s de A m é r i c a , q u e «se han c o n v e r t i d o en la primera p o -
tencia del m u n d o , y n o s o t r o s nos hallamos en c o n d i c i ó n de
inermes satélites, m o r a l m e n t e debilitados por la traición del
liberalismo». « S ó l o un r e t o r n o a la c o m u n i d a d religiosa q u e
a n t a ñ o c o n s t i t u y ó la f u e r z a de la A m é r i c a Española
— c o n c l u y e — un r e t o r n o a su c a t o l i c i s m o , a p o y a d o en el
c a t o l i c i s m o n o r t e a m e r i c a n o , p u e d e ofrecer alguna esperan-
za a nuestros pueblos d e s v e n t u r a d o s » .

J o r g e A . V i v ó expresa su fe en la política de las p o t e n -


cias aliadas t r i u n f a d o r a s en la s e g u n d a guerra m u n d i a l , es-
pecialmente en la de la U n i ó n S o v i é t i c a , c u y o papel históri-
c o , así c o m o el de la China «han de ser favorables a la u n i f i -
c a c i ó n h i s p a n o a m e r i c a n a » . El d e n o m i n a d o r c o m ú n de esta
u n i f i c a c i ó n debe ser la d e m o c r a c i a . P r o p o n e u n a C o n f e d e -
ración de t o d o s los p u e b l o s del g o l f o de M é x i c o y mar Cari-
be, en un p l a n o realista, sin perjuicio de ver c o n simpatía
o t r o s planes c o m o la restauración de la Gran C o l o m b i a .

Por ú l t i m o J o a q u í n Xirau considera q u e la i n t e g r a c i ó n


política de Iberoamérica es necesaria y «que en su posible
realización no p u e d e faltar España». Esta i n t e g r a c i ó n debe
llevarse a c a b o por m e d i o de f e d e r a c i o n e s regionales (países
del Plata, la A m é r i c a p o r t u g u e s a , la c o n s t e l a c i ó n boliviana,
países centrales, etc.) i n c l u y e n d o «los países de la España
Europea y Portugal y sus posesiones». Después se podría
llegar a la « C o n f e d e r a c i ó n o U n i ó n de los países q u e c o n s t i -
t u y e n la C o m u n i d a d h i s p a n a » . Este p r o y e c t o , s e g ú n X i r a u ,
« c o i n c i d e en lo esencial c o n el de Bolívar, c o n el del C o n d e
de A r a n d a y c o n las ideas de Francisco de Vitoria».

Es interesante observar q u e este v i g o r o s o m o v i m i e n t o

- 139 -
intelectual desarrollado en M é x i c o alrededor de un p r o y e c t o
original de c u l t u r a a m e r i c a n a a n t e la crisis de Europa se
aparta en cierto m o d o de las tesis p u r a m e n t e indigenistas
p r e d o m i n a n t e s en la política y la c u l t u r a oficiales del M é x i c o
de la R e v o l u c i ó n . S e g ú n S a m u e l R a m o s , en su valiosa y de-
f i n i d o r a obra El perfil del hombre y la cultura en México, es
en el s e g u n d o d e c e n i o de n u e s t r o siglo q u e la a c t i t u d g e n e -
ral de d e p e n d e n c i a espiritual y cultural de Europa empieza a
c a m b i a r en M é x i c o . C o m i e n z a el m e x i c a n o «a interesarse
p o r su propia vida y el a m b i e n t e i n m e d i a t o q u e le r o d e a .
Descubre en su país valores q u e antes no había v i s t o y en
ese m i s m o instante empieza a disminuir su aprecio por
E u r o p a , q u e en ese t i e m p o vivía los a ñ o s terribles de la g u e -
rra. Este e s p e c t á c u l o era para m u c h o s h i s p a n o a m e r i c a n o s
u n a desilusión p o r la c u l t u r a q u e t a n t o a d m i r a b a n . V i n o des-
pués el p e s i m i s m o e u r o p e o de la p o s t g u e r r a , q u e debilitó
a ú n más la a u t o r i d a d de Europa en la c o n c i e n c i a a m e r i c a n a .
Fue el ruidoso libro de Spengler La Decadencia de Occiden-
te, d o n d e se e n c o n t r a r o n los p r i m e r o s a r g u m e n t o s f i l o s ó f i -
cos c o n t r a la c u l t u r a e u r o p e a , q u e parecían c o r r o b o r a r a la
sensibilidad m e x i c a n a , ya i n s t i n t i v a m e n t e en d e s a c u e r d o
c o n el espíritu de u l t r a m a r » . 84

Cabe señalar q u e R a m o s c o n d e n a t a n t o el e u r o p e í s m o
de i m i t a c i ó n c o m o el n a c i o n a l i s m o indigenista. « M é x i c o
— e s c r i b e — debe tener en el f u t u r o u n a c u l t u r a « m e x i c a n a » ;
pero no la c o n c e b i m o s c o m o u n a c u l t u r a original distinta de
t o d a s las d e m á s . E n t e n d e m o s p o r c u l t u r a m e x i c a n a la c u l t u -
ra universal h e c h a nuestra, q u e viva en n o s o t r o s , q u e sea
capaz de expresar nuestra a l m a . Y es curioso q u e , para f o r -
mar esta c u l t u r a « m e x i c a n a » , el ú n i c o c a m i n o q u e n o s q u e -
da es seguir a p r e n d i e n d o la c u l t u r a e u r o p e a » . Pero R a m o s ,
en su i m p o r t a n t e libro, e x p o n e c l a r a m e n t e la diferencia e n -
tre el h o m b r e a m e r i c a n o , n u e s t r o indígena y n u e s t r o m e s t i -

8 4
S a m u e l R a m o s , El perfil del hombre y la cultura en México, Editorial
P e d r o R o b r e d o , M é x i c o , S e g u n d a e d i c i ó n , 1938.

- 140 -
zo h i s p a n o - i n d i o , y el h o m b r e b l a n c o e u r o p e o , el h o m b r e
« f a ú s t i c o » q u e dice S p e n g l e r . Señala en el h i s p a n o a m e r i c a -
n o el d u a l i s m o p s i c o l ó g i c o , ya o b s e r v a d o por Keyserling, de
un i m p u l s o p r i m i t i v o y u n o civilizado, q u e no llegan a a r m o -
nizarse. Observa a g u d a m e n t e R a m o s q u e mientras para el
h o m b r e b l a n c o las cosas son s i m p l e m e n t e o b j e t o s útiles,
para el indio g u a r d a n u n a relación mística c o n el t o d o . Exis-
te así u n a cierta i n c o m p a t i b i l i d a d entre el espíritu de nues-
t r o s h o m b r e s a m e r i c a n o s y la t é c n i c a m o d e r n a . Por eso es
aquí en A m é r i c a d o n d e se p u e d e crear un t i p o n u e v o de c u l -
t u r a q u e supere «las flaquezas q u e h a n desacreditado» a la
M o d e r n a Civilización.

N o o t r o es el p e n s a m i e n t o de u n escritor e u r o p e o c o m o
D . H . Lawrence q u e , en su f a m o s a novela La Serpiente em-
plumada, busca a través del indio m e x i c a n o la s o l u c i ó n del
p r o b l e m a vital del h o m b r e m o d e r n o , y el del p o e t a a n g l o -
y a n q u i T . S . Elliot al explicar y justificar el i n t e n t o fallido de
L a w r e n c e , a f i r m a n d o q u e « n e c e s i t a m o s aprender a mirar el
m u n d o c o n los ojos de un indio m e x i c a n o » .

Sin e m b a r g o , no es el « n a c i o n a l i s m o » m e x i c a n o c o n d e -
n a d o por R a m o s , el q u e e n c a r n a c o n más vigor intelectual y
expresión sistemática la c o r r i e n t e «indigenista» de a u t o c t o -
n i s m o a m e r i c a n o f r e n t e a Europa y a la Cultura O c c i d e n t a l
en crisis. Es en el P e r ú , país t a m b i é n c o m o M é x i c o de n u -
m é r i c a m e n t e p r e p o n d e r a n t e p o b l a c i ó n indígena p u r a , q u e
t o m a c u e r p o intelectual y p o l í t i c o el m o v i m i e n t o q u e p r e g o -
naría una C u l t u r a y una n a c i o n a l i d a d f u n d a d a s en los v a l o -
res p r o p i o s del indio a m e r i c a n o , a pesar de q u e f u e en M é x i -
c o p r e c i s a m e n t e , el 7 de m a y o de 1924, q u e el p e r u a n o Raúl
Haya de la T o r r e lanzó la idea de su creación c o n el n o m b r e
de Alianza Popular Revolucionaria A m e r i c a n a ( A P R A ) , es
decir, c o n carácter c o n t i n e n t a l h i s p a n o a m e r i c a n o , o «in-
d o a m e n c a n o » para usar el t é r m i n o i n v e n t a d o p o r Haya de la
T o r r e c o m o expresión de su i n d i g e n i s m o f u n d a m e n t a l . El
A P R A no cuajó c o m o m o v i m i e n t o c o n t i n e n t a l a m e r i c a n o ,
pero el Partido A p r i s t a p e r u a n o f u n d a d o p o s t e r i o r m e n t e f u e

- 141 -
creciendo n o t a b l e m e n t e hasta d o m i n a r la escena política
del Perú, a u n q u e sus t r i u n f o s electorales f u e r o n burlados
una y otra vez y los golpes militares le i m p i d i e r o n llegar al
Poder.

El p e n s a m i e n t o aprista p e r u a n o se nutrió o r i g i n a l m e n t e
de la filosofía m a r x i s t a , p r i n c i p a l m e n t e el materialismo dia-
léctico y la c o n c e p c i ó n materialista de la historia, bajo la in-
fluencia del ensayista J o s é Carlos M a r i á t e g u i , marxista d e f i -
nido q u e escribió Siete ensayos sobre la realidad peruana,
«obra f u n d a m e n t a l de la sociología de I n d o a m é r i c a » , s e g ú n
Haya de la T o r r e . A M a r i á t e g u i lo han p r e s e n t a d o c o m o el
f u n d a d o r del Partido C o m u n i s t a p e r u a n o , cosa q u e des-
m i e n t e Haya de la T o r r e d o c u m e n t a d a m e n t e . M a r i á t e g u i
p r o p u g n a b a por un Partido Socialista q u e no fuera u n Parti-
d o de clase sino de coalición clasista c o n o b r e r o s , e s t u d i a n -
tes, profesionales, p e q u e ñ o s propietarios, e t c . Esta idea f u e
rechazada por la «Primera Conferencia C o m u n i s t a L a t i n o a -
mericana» reunida en M o n t e v i d e o en j u n i o de 1929.

Haya de la T o r r e d e n u n c i a la guerra q u e dicha C o n f e r e n -


cia C o m u n i s t a d e c r e t ó c o n t r a el A p r i s m o p e r u a n o por las d i -
vergencias de este m o v i m i e n t o c o n el m a r x i s m o o r t o d o x o .
«La total separación entre el a p r i s m o y el c o m u n i s m o es
f u n d a m e n t a l — e s c r i b e el líder p e r u a n o — A r r a n c a de diver-
g e n t e s c o n c e p c i o n e s históricas. Para el c o m u n i s m o los
e n u n c i a d o s de M a r x , c o n c e b i d o s en una región y en u n a
é p o c a dadas — E u r o p a en el siglo X I X — , s o n irrecusables
verdades de vigencia universal. Para el a p r i s m o la c o n c e p -
c i ó n marxista es u n a n t e c e d e n t e histórico i m p o r t a n t e pero
no inalienable; el cual está l i m i t a d o y relativizado p o r las
c o n d i c i o n e s peculiares de su Espacio y de su T i e m p o q u e
son las q u e d e t e r m i n a n su n e g a c i ó n dialéctica al ser c o n -
f r o n t a d o c o n una realidad d i f e r e n t e de la de E u r o p a » . . . « A l
considerar la d o c t r i n a aprista los principios generales de la
teoría m a r x i s t a , n o los abraza y profesa c o m o v e r d a d i n c o n -
clusa. Recalca la a d v e r t i d o r a salvedad de q u e ella f u e e n u n -
ciada desde Europa y para Europa, y la coteja y la c o n f r o n t a

- 142 -
c o n las c o n d i c i o n e s históricas y sociológicas de I n d o a m é r i -
c a » . Para el a p r i s m o la filosofía marxista es sólo un i n s t r u -
8 5

m e n t o , un m é t o d o , de diversa aplicación s e g ú n el espacio-


t i e m p o histórico.

La teoría del e s p a c i o - t i e m p o histórico f u e planteada por


Haya de la T o r r e b a s á n d o s e en la teoría de la relatividad de
Einstein, es decir, t r a t a de aplicar esta teoría a las ciencias
sociales; la cuarta d i m e n s i ó n , el e s p a c i o - t i e m p o de los físi-
c o s , se i n c o r p o r a a la filosofía de la historia.

El espacio histórico es el escenario en el cual se desarro-


lla la vida de un p u e b l o . S u t i e m p o histórico lo c o n s t i t u y e su
estadio de desarrollo e c o n ó m i c o , cultural y p o l í t i c o . El espa-
cio histórico y el t i e m p o histórico son inseparables, f o r m a n
la cuarta d i m e n s i ó n h i s t ó r i c a , o sea la c o n t i n u i d a d d i n á m i c a
f r u t o de la i n t e r d e p e n d e n c i a vital de f a c t o r e s é t n i c o s , telúri-
cos, sociales, e c o n ó m i c o s , p s i c o l ó g i c o s y culturales, el
espacio-tiempo histórico.

De a c u e r d o c o n esta teoría Haya de la T o r r e divide al


m u n d o en varios p u e b l o s c o n t i n e n t e s : Rusia, C h i n a , Europa
O c c i d e n t a l , los Estados U n i d o s , I n d o a m é r i c a , e t c . , c u y o de-
sarrollo social está d e t e r m i n a d o por su respectivo espacio-
t i e m p o histórico.

De esta f o r m a I n d o a m é r i c a no p u e d e tener el m i s m o de-


sarrollo q u e ha t e n i d o Europa y q u e han t e n i d o los Estados
U n i d o s . A nuestros p u e b l o s n o se les p u e d e aplicar las m e -
didas europeas ni los m o l d e s e u r o p e o s , y así c o m o la per-
m a n e n c i a de los árabes en España d u r a n t e varios siglos,
a p r o x i m a d a m e n t e el d o b l e q u e la de los españoles en A m é -
rica, no c o n v i r t i ó a ese país en un país a r á b i g o , a u n q u e asi-
miló a l g u n o s e l e m e n t o s de la c u l t u r a m u s u l m a n a , el Perú y
los países i n d o a m e r i c a n o s n o se c o n v i r t i e r o n en países es-
pañoles y e v e n t u a l m e n t e desarrollarán su propia c u l t u r a in-

8 5
R a ú l H a y a d e la T o r r e , Ideología aprista, E d i c i o n e s P u e b l o , L i m a , Pe-
rú, 1961.

- 143 -
d o a m e r i c a n a c o n e l e m e n t o s hispánicos asimilados de la d o -
m i n a c i ó n española. Nuestra c u l t u r a debe ser asf una c u l t u r a
indígena q u e asimile, «digiera» c o m o dice H a y a , los valores
e u r o p e o s . N o u n a c u l t u r a hispánica o europea q u e asimile
los valores indígenas. U n p r o c e s o de transculturación lo lla-
m a Luis A l b e r t o S á n c h e z , o t r o e m i n e n t e aprista p e r u a n o .
« I n d e p e n d e n c i a e c o n ó m i c a , social y política — p r o c l a m a
Haya de la T o r r e — pero e s e n c i a l m e n t e c u l t u r a l . Del legado
de la civilización e u r o p e a — c u y o c r e p ú s c u l o f u e previsible a
partir del a ñ o decisorio de 1 9 1 8 — Indoamérica debe recoger
los valores universales perdurables de la c u l t u r a , y decidirse
a buscar sus p r o p i o s c a m i n o s : Indoamérica d e b e a p r o v e -
char la experiencia de la historia pero sin caer en la i m i t a c i ó n
servil» . 86

Para esta i n d e p e n d e n c i a integral y esta original creación


cultural I n d o a m é r i c a d e b e unirse, de a c u e r d o c o n el ideal
bolivariano q u e el a p r i s m o reivindica.

A l f u n d a r s e el A P R A en 1924 el s e g u n d o p u n t o de su
P r o g r a m a e r a : «Por la u n i d a d política de A m é r i c a Latina».
« A g i t a n d o esta idea — e s c r i b e su f u n d a d o r — f u i a casi t o -
d o s los países de nuestra g r a n Patria c o n t i n e n t a l . Y en t o d a s
partes e n c o n t r é auspicio entre los más j ó v e n e s y en t o d a s
las tierras p o r d o n d e pasó oí v o c e s de c o m p r e n s i ó n y estí-
m u l o . C u a n d o el A p r i s m o t u v o q u e actuar en el P e r ú , izó su
bandera bolivariana c o n f e r e n o v a d o r a . Y u n p u e b l o e n t e r o
s a l u d ó el ideal de u n i d a d i n d o a m e r i c a n a c o n el m i s m o e n t u -
siasmo c o n q u e sus a n t e p a s a d o s habían s a l u d a d o el paso
t r i u n f a l de los ejércitos libertadores del C o n t i n e n t e a su re-
greso de A y a c u c h o » . 8 7

Para concluir este c a p í t u l o , ya u n p o c o e x t e n s o , sobre la


r e a c c i ó n en el m u n d o h i s p á n i c o a n t e la crisis de O c c i d e n t e ,
es preciso referirnos b r e v e m e n t e a los m o v i m i e n t o s de De-

8 8
H a y a d e la T o r r e , Ideología aprista, Ediciones Pueblo, L i m a , Perú
1961.
8 7
H a y a d e la T o r r e , Indoamérica, Ediciones Pueblo, Lima, Perú 1961.

- 144 -
m o c r a c i a Cristiana en H i s p a n o a m é r i c a , n a c i d o s bajo la ins-
piración de la filosofía política de J a c q u e s M a r i t a i n . Deriva-
d o s algunos de ellos de los viejos partidos C o n s e r v a d o r e s y
crecidos a c o s t a de éstos, han alcanzado en países c o m o
Chile (Partido D e m ó c r a t a Cristiano) y Venezuela (Partido
Social Cristiano, COPEI) resonantes éxitos electorales acce-
d i e n d o al G o b i e r n o de la R e p ú b l i c a .
N o es aquí lugar para exponer las tesis maritanianas que
tantas polémicas h a n p r o d u c i d o en el terreno t e o l ó g i c o , en
el filosófico y en el p u r a m e n t e p o l í t i c o . Para nuestro p r o p ó -
sito sólo cabe señalar q u e la N u e v a Cristiandad de Maritain
q u e inspira a la D e m o c r a c i a Cristiana de Europa y de A m é r i -
c a , más q u e u n a reacción c o n t r a el radicalismo y a n t r o p o -
c e n t r i s m o m o d e r n o s , es u n i n t e n t o de conciliación de esta
modernidad c o n la T e o l o g í a cristiana y católica.

Maritain sufre u n a e v o l u c i ó n y t r a n s f o r m a c i ó n desde su


posición o r t o d o x a tradicional sostenida en sus primeras
obras, Antimoderne, Trois Reformateurs y Primauté du
Spirituel, hasta las tesis de Religión et Culture, Humanisme
integral y Problemas espirituales y temporales de una nueva
Cristiandad, q u e s e g ú n el Padre J u l i o Meinvielle lo vinculan
c o n el liberalismo de L a m e n n a i s . A la u n i d a d cristiana me-
88

dieval M a r i t a i n o p o n e u n pluralismo «en el c a m p o de las re-


laciones entre lo espiritual y lo t e m p o r a l » . Frente al carácter
sacral de la c o n c e p c i ó n de la vida social del viejo Cristianis-
m o p r o c l a m a «la c o n c e p c i ó n cristiana del Estado laico» y «la
a u t o n o m í a de lo t e m p o r a l a t í t u l o de f i n i n t e r m e d i o » . Procla-
ma t a m b i é n la libertad de c u l t o s basada en «la e x t r a t e r r i t o -
rialidad de la p e r s o n a respecto a los m e d i o s t e m p o r a l e s y
políticos», la igualdad d e m o c r á t i c a y el carácter p r o f a n o de
la obra c o m ú n p r á c t i c a , p o l í t i c a , q u e por lo m i s m o no exigi-
ría « u n m í n i m o c o m ú n t e ó r i c o » para su realización y p e r m i t i -
ría la c o l a b o r a c i ó n de t o d o s , liberales, cristianos, marxistas,
e t c . en dicha realización.
8 8
J u l i o M e i n v i e l l e , De Lamennais a Maritain, Ediciones Nuestro T i e m -
p o , 1945.

- 145 -
Y a en las postrimerías de su vida Maritain ha e v o l u c i o n a -
d o hacia atrás, es decir en el s e n t i d o de su o r t o d o x i a inicial,
y de ello es clara expresión su última o b r a : «Le paysan de la
Garonne».

El m o v i m i e n t o intelectual y p o l í t i c o de la D e m o c r a c i a
Cristiana se coloca al m a r g e n de la originalidad hispánica y
del a u t o c t o n i s m o a m e r i c a n o . Cae en lo q u e para Laín En-
tralgo sería «fidelidad a Europa» y para Haya de la T o r r e
« i m i t a c i ó n servil».

- 146 -
C A P I T U L O IV

EL M U N D O H I S P A N I C O Y LOS E S T A D O S
U N I D O S DE A M E R I C A

Los Estados U n i d o s de A m é r i c a son una realidad p r e p o -


t e n t e en el m u n d o y p r i n c i p a l m e n t e en el c o n t i n e n t e a m e r i -
c a n o . S o n la más cabal expresión e c o n ó m i c a , política y so-
cial de la Civilización M o d e r n a y del Capitalismo y c o n s t i t u -
yen el más grande y a c a b a d o m o d e l o de lo q u e ahora llama-
m o s «sociedad de c o n s u m o » . El Capitalismo n o r t e a m e r i c a -
no ha e n c o n t r a d o en sí m i s m o , en su propia d i n á m i c a , los
c o r r e c t i v o s y desarrollos necesarios q u e , a través del perfec-
c i o n a m i e n t o de la t é c n i c a y la f a b u l o s a a m p l i a c i ó n de la p r o -
d u c t i v i d a d , h a n s u p e r a d o las taras iniciales del sistema c a p i -
talista en q u e M a r x f u n d ó sus predicciones para llegar al sis-
t e m a socialista y c o m u n i s t a por él p r e c o n i z a d o . Pero la s o -
ciedad n o r t e a m e r i c a n a tiene graves c o n f l i c t o s é t n i c o s , f a -
llas morales y desajustes espirituales y culturales q u e s o n
f a c t o r e s de desequilibrios y de d e s c o m p o s i c i ó n i n t e r n a s ,
además de los p r o b l e m a s y c o n f l i c t o s que se plantean en el
orden internacional y c o m o f r u t o de la crisis del M u n d o M o -
d e r n o y del h o m b r e m o d e r n o .

Pero así c o m o los p r o b l e m a s del m u n d o están presentes


en Estados U n i d o s , la presencia de estos gravita p o d e r o s a -
m e n t e en la p r o b l e m á t i c a m u n d i a l y más f u n d a m e n t a l m e n t e
en la de los p u e b l o s h i s p á n i c o s .

N o es el caso de hacer aquí reseña y v a l o r a c i ó n históri-

- 147 -
cas del imperialismo n o r t e a m e r i c a n o en su a c c i ó n sobre
nuestras naciones. Lo f u n d a m e n t a l al respecto ha q u e d a d o
d i c h o , de una u otra f o r m a , en capítulos anteriores. I m p o r t a
examinar la subsistencia y el carácter actuales del f e n ó m e n o
imperialista y sus p r o y e c c i o n e s f u t u r a s , pero más q u e este
f e n ó m e n o , s u p e r a d o y a , a p u n t o de superarse o superable
en t o d o caso a un plazo más o m e n o s c o r t o o largo, cabe
considerar las relaciones o interdependencias de la n a c i ó n y
cultura a n g l o a m e r i c a n a s c o n nuestra Cultura h i s p á n i c a , e n -
t e n d i d a ésta, d e n t r o de un p l a n t e a m i e n t o t o y n b e a n o , c o m o
la u n i d a d o c o m u n i d a d de pueblos hispánicos.

S e g ú n M a r i o A m a d e o , « v i v i m o s la crisis final de los i m -


perialismos»... «la f ó r m u l a política del imperialismo ha f r a -
casado c o m o m o d o s u p r e m o de regulación de la c o n v i v e n -
cia h u m a n a . Ni el imperialismo e c o n ó m i c o , ni el imperialis-
m o i d e o l ó g i c o , ni el imperialismo p o l í t i c o , ni el imperialismo
t é c n i c o ganarán al m u n d o . Porque s o n injustos, p o r q u e s o n
antinaturales, el m u n d o los ha r e p u d i a d o . H u b o p r i m e r o sie-
te grandes, después c i n c o , después tres. A h o r a s o n d o s ;
p r o n t o no habrá n i n g u n o . Ha llegado la hora de la plurali-
d a d . Para ella d e b e m o s p r e p a r a r n o s » . 89

En una primera etapa el imperialismo n o r t e a m e r i c a n o


realiza su e x p a n s i ó n territorial del Destino M a n i f i e s t o q u e se
extiende hasta 1860. S u v e c i n o M é x i c o es la principal v í c t i -
m a de este e x p a n s i o n i s m o . De 1861 a 1894 p r e d o m i n a n en
Estados U n i d o s los p r o b l e m a s i n t e r n o s , de u n i f i c a c i ó n polí-
tica c o n la Guerra de S e c e s i ó n , y de t r a n s f o r m a c i ó n del c a -
pitalismo m e r c a n t i l en c a p i t a l i s m o industrial. La guerra
h i s p a n o - y a n q u i , la t o m a del canal de P a n a m á , las i n t e r v e n -
ciones armadas en S a n t o D o m i n g o y N i c a r a g u a , la política
del big-stick, son expresiones de un imperialismo e c o n ó m i -
c o q u e no busca c o n q u i s t a s territoriales sino la s u b y u g a c i ó n
de la e c o n o m í a de n u e s t r o s pueblos a los intereses del gran

8 9
M a r i o A m a d e o , Por una convivencia internacional, Ediciones Cultura
Hispánica, M a d r i d 1956.

- 148 -
capital n o r t e a m e r i c a n o . C o n las d o s guerras m u n d i a l e s este
imperialismo e c o n ó m i c o adquiere caracteres de e x p a n s i o -
n i s m o universal. Es e n t o n c e s q u e , c o m o dice M a r i o A m a -
d e o , se h a n e l i m i n a d o los varios imperialismos y q u e d a n só-
lo d o s . Estados U n i d o s se e n f r e n t a c o n Rusia p o r la h e g e -
m o n í a del m u n d o .

Pero a estas alturas los p r o b l e m a s q u e e n f r e n t a el m u n -


d o son g i g a n t e s c o s . Ser p o t e n c i a h e g e m ó n i c a i m p o r t a más
riesgos y responsabilidades q u e ganancias. Los Estados
U n i d o s t i e n e n q u e a c u d i r en a y u d a de Europa c o n u n f o r m i -
dable Plan Marshall de r e c o n s t r u c c i ó n e c o n ó m i c a . D e b e n
a y u d a r t a m b i é n a sus « b u e n o s v e c i n o s » de A m é r i c a c o n
aportes sustanciales. S u b s i s t e t o d a v í a el imperialismo e c o -
n ó m i c o , a través más q u e nada de las grandes c o m p a ñ í a s
transnacionales, p e r o c a d a día más debilitado a n t e la pre-
sencia en la e c o n o m í a m u n d i a l de los o r g a n i s m o s f i n a n c i e -
ros internacionales. M á s q u e de imperialismos se habla de
países ricos y países p o b r e s , industrializados y p r o v e e d o r e s
de materias p r i m a s , desarrollados y subdesarrollados. N u e -
vas fuerzas intervienen en esta l u c h a . Los países p r o d u c t o -
res de petróleo se u n e n e i m p o n e n a grandes y p e q u e ñ o s
una dura política de precios q u e a f e c t a p e l i g r o s a m e n t e sus
planes e c o n ó m i c o s . Guerras c o m o la de V i e t n a m , para los
Estados Unidos, y la de A f g a n i s t á n , para Rusia, se convierten
en f o c o s de desgaste y de fracasos políticos y militares.

En este proceso h i s t ó r i c o de d e t e r i o r o del viejo i m p e r i a -


lismo, q u e es parte de la m i s m a crisis de O c c i d e n t e , la crisis
del h o m b r e m o d e r n o y del M u n d o M o d e r n o , ¿qué q u e d a o
va q u e d a n d o de las n a c i o n e s , q u e c u m p l e n t o d a v í a ese p a -
pel imperialista, c o m o valores p o s i t i v o s en la c o n s t r u c c i ó n
de una n u e v a s o c i e d a d internacional o c o n s t r u c c i ó n univer-
sal h u m a n a s u p e r a d o r a del e s t a t i s m o y del n a c i o n a l i s m o
modernos?

A n t e t o d o si p r o f u n d i z a m o s en las causas m o t o r a s de
este imperialismo e n c o n t r a m o s q u e además de los c o n d i c i o -

- 149 -
n a m i e n t o s p r o p i a m e n t e políticos y de las t e n d e n c i a s e x p a n -
sionistas del Estado nacionalista, hay en el alma nacional de
estos p u e b l o s un s e n t i m i e n t o religioso de carácter mesiáni-
co, la creencia de que la felicidad de los demás pueblos del
m u n d o sólo tiene una dirección y un modelo y son los que pre-
senta el propio pueblo, la propia nación, destinada por ello a
imponerlos al m u n d o . En el f o n d o se trata, al fin y al cabo, de
un p r o y e c t o p r o p i o de Cristiandad Universal, a pesar de t o -
d o lo alejado c o m o p u e d e n estar sus tesis y d o c t r i n a s políti-
cas de la T e o l o g í a cristiana.

Esto sucede igual en Estados U n i d o s y Rusia, en el i m p e -


rialismo capitalista y en el imperialismo socialista.

V i c e n t e Gay, en su obra Qué es el imperialismo, señala


en el imperialismo ruso «la idea misional de su N a c i ó n » , b a -
sada en una c o n c e p c i ó n e m i n e n t e m e n t e religiosa, a u n q u e
al tratar del imperialismo de Estados U n i d o s pasa por alto la
existencia de una idea similar en el alma de la n a c i ó n n o r t e a -
m e r i c a n a . Expone Gay q u e las raíces bolchevistas hay q u e
buscarlas en el espíritu y carácter p o p u l a r ruso, y q u e los
f u n d a m e n t o s ú l t i m o s del e x p a n s i o n i s m o c o m u n i s t a ruso
hay q u e buscarlos n o en Carlos M a r x sino en las obras de
T o l s t o i , G o g o l y, sobre t o d o , D o s t o y e w s k i . En sus Escritos
Políticos este ú l t i m o a u t o r escribe: « N o hablo ahora del re-
b a ñ o de Cristo, sino de n u e s t r o socialismo ruso, c u y o f i n es
convertirse en Iglesia de t o d o s los p u e b l o s , siempre q u e el
m u n d o t e n g a q u e c o n s t i t u i r s e en esta Iglesia. H a b l o , ade-
más, de la inextinguible sed por la g r a n d e , universal y frater-
na u n i ó n en el n o m b r e de Cristo, de u n a idea q u e siempre es
actual en el p u e b l o r u s o . Y si esta u n i ó n sólo en el anhelo y
la creación consiste, y no en el h e c h o , el instinto religioso
de masa inmensa no se convierte en f o r m a s m e c á n i c a s , el
socialismo del p u e b l o ruso no se basa en el c o m u n i s m o , si-
no q u e espera e n c o n t r a r la salud del alma en la u n i ó n de t o -
d o s los pueblos bajo el n o m b r e de J e s u c r i s t o . Este es nues-
tro socialismo r u s o » .

- 150 -
Esta creencia mesiánica y misional del p u e b l o ruso está
en el f o n d o del e x p a n s i o n i s m o b o l c h e v i q u e q u e , a pesar de
las ¡deas anticristianas q u e s u s t e n t a , tiene una característica
místico-religiosa.

U n mesianismo similar de carácter religioso, c o n base en


la predestinación p r o t e s t a n t e del p u r i t a n i s m o inglés y en la
c o n c i e n c i a de « p u e b l o elegido» del j u d a i s m o , a c t ú a c o m o
m o t o r histórico nacional en el e x p a n s i o n i s m o imperialista de
los Estados U n i d o s . En el carácter p r e d o m i n a n t e m e n t e e c o -
n ó m i c o de este i m p e r i a l i s m o i n f l u y e n las d o c t r i n a s calvinis-
tas del éxito c o m o s i g n o de predestinación y de c o n d e n a -
ción de los pobres c o m o m a l d i t o s de Dios. De estas d o c t r i -
nas calvinistas derivan los Estados U n i d o s — c o m o señala
Esquivel y O b r e g ó n — «la altivez del p u e b l o q u e se c o n s i d e -
ra elegido, el f e r v o r ya no sólo m u n d a n o y c r e m a t í s t i c o , sino
religioso, c o n que se e m p r e n d e n los n e g o c i o s ; el espíritu ex-
pansionista i l i m i t a d o ; el desprecio de los p u e b l o s no elegi-
d o s , a los q u e hay q u e d o m i n a r e i m p o n e r la f o r m a única y
universal de g o b i e r n o por ellos ideada y la irreconciliable ac-
t i t u d q u e exige el r e c o n o c i m i e n t o de una s u p e r i o r i d a d i m -
puesta por p r e d e s t i n a c i ó n » .

Este m e s i a n i s m o parecía p l e n a m e n t e j u s t i f i c a d o c o n los


éxitos históricos del i m p e r i a l i s m o y a n q u i d u r a n t e el siglo
X I X y las primeras d é c a d a s del presente siglo. Posterior-
m e n t e , ante las graves crisis m u n d i a l e s , los p r i m e r o s f r a c a -
sos político-militares y el c r e c i e n t e deterioro del imperialis-
m o , a q u e a l u d i m o s atrás, el agresivo e x p a n s i o n i s m o , p r i n -
c i p a l m e n t e e c o n ó m i c o , de éste, cede y tiende a desapare-
cer, p o r lo m e n o s en su cerrada c o n c e p c i ó n nacionalista; y
el m e s i a n i s m o de f o n d o e v o l u c i o n a hacia f o r m a s m á s c e r c a -
nas a sus orígenes religiosos y f u n d a m e n t o s espirituales,
c o m o v e r e m o s a d e l a n t e . A n t e s es preciso e x a m i n a r ese p r o -
ceso de d e t e r i o r o del i m p e r i a l i s m o n o r t e a m e r i c a n o en sus
f o r m u l a c i o n e s s o c i o p o l í t i c a s y los avances y c o n q u i s t a s de
nuestros p u e b l o s en el c a m p o de su u n i d a d y soberanía his-
pánicas.

- 151 -
Desde un c o m i e n z o la política imperialista de los Estados
U n i d o s f o m e n t ó la d e s u n i ó n de los pueblos h i s p a n o a m e r i -
c a n o s , se e m p e ñ ó en sabotear los planes u n i f i c a d o r e s de
políticos visionarios c o m o Bolívar y A l a m á n y en c o m b a t i r y
destruir los e l e m e n t o s políticos, culturales y e c o n ó m i c o s
c o n s t i t u t i v o s de nuestra c o m u n i d a d hispánica.
El 10 de m a y o de 1820, H e n r y Clay, el f a m o s o S e c r e t a r i o
de Estado n o r t e a m e r i c a n o , delineaba claramente, en un dis-
c u r s o p r o n u n c i a d o en la Cámara de Representantes, los o b -
jetivos de p r e d o m i n i o de los Estados Unidos sobre n u e s t r o s
p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a n o s . «Está en n u e s t r o p o d e r
— d e c í a — crear un sistema del cual seríamos c e n t r o y d e n -
t r o del q u e la A m é r i c a del Sur actuaría c o n n o s o t r o s . C o n
relación al c o m e r c i o s e r í a m o s los más b e n e f i c i a d o s . N u e s -
t r o país llegaría a ser el d e p ó s i t o del c o m e r c i o del m u n d o .
C o n relación a la A m é r i c a del Sur, los Estados U n i d o s o c u -
parían la m i s m a posición q u e el p u e b l o de N e w England c o n
respecto al resto de los Estados U n i d o s . Seríamos c e n t r o de
un sistema q u e sería a su vez p u n t o de atracción de la sabi-
duría h u m a n a c o n t r a el d e s p o t i s m o del viejo m u n d o » .

Este sistema previsto por H e n r y Clay c o m i e n z a a e s t r u c -


turarse j u r í d i c a m e n t e c o n la Primera Conferencia I n t e r n a -
cional A m e r i c a n a de 1889. Nace el P a n a m e r i c a n i s m o c o m o
una organización c o n t i n e n t a l a m e r i c a n a bajo el p o d e r h e g e -
m ó n i c o de los Estados U n i d o s . Pero t a m b i é n desde el pri-
mer m o m e n t o se plantea el c o n f l i c t o de intereses entre la p o -
tencia h e g e m ó n i c a y los países h i s p a n o a m e r i c a n o s y la l u -
cha de éstos en defensa de su soberanía política y e c o n ó j n i -
ca.

N o es lugar aquí para reseñar los episodios de esa l u c h a .


Cabe señalar q u e ha sido c o n s t a n t e y que ha o b t e n i d o éxi-
t o s notables, y, a u n q u e pudiera decirse q u e estos é x i t o s se
s u c e d e n a m e d i d a q u e el imperialismo se va d e b i l i t a n d o en
el m u n d o , no d e b e m o s descartar el papel q u e en ese debili-
t a m i e n t o h a n j u g a d o las batallas políticas y jurídicas libradas
p o r H i s p a n o a m é r i c a en el seno del sistema i n t e r a m e r i c a n o .

- 152 -
Obra h i s p a n o a m e r i c a n a ha sido la de ir e n m a r c a n d o en
u n a especie de camisa de fuerza jurídica la política de fuerza
e c o n ó m i c a y militar del h e g e m o n i s m o n o r t e a m e r i c a n o . El
pilar f u n d a m e n t a l de esta c o n s t r u c c i ó n jurídica es el princi-
pio de no intervención, q u e en la C o n f e r e n c i a de La Habana
de 1928 dio lugar a las más acres y violentas d i s c u s i o n e s ,
pero q u e en la de M o n t e v i d e o de 1933 q u e d ó f i n a l m e n t e es-
t a b l e c i d o . A u n q u e la l u c h a h i s p a n o a m e r i c a n a n o t e r m i n ó
c o n este t r i u n f o . Había q u e ampliar y p e r f e c c i o n a r el c o n -
c e p t o de no i n t e r v e n c i ó n l l e v á n d o l o al c a m p o e c o n ó m i c o , lo
q u e se c o n s i g u i ó al f i r m a r s e en B o g o t á , en 1948, la Carta de
la O r g a n i z a c i ó n de Estados A m e r i c a n o s , c u y o s artículos 15
y 16 rezan t e x t u a l m e n t e : « A r t í c u l o 15. N i n g ú n Estado o g r u -
p o de Estados tiene d e r e c h o de intervenir, directa o indirec-
t a m e n t e , y sea cual f u e r e el m o t i v o , en los a s u n t o s i n t e r n o s
o e x t e r n o s de cualquier o t r o . El principio anterior e x c l u y e n o
s o l a m e n t e la fuerza a r m a d a , sino t a m b i é n cualquier otra f o r -
ma de injerencia o de t e n d e n c i a a t e n t a t o r i a de la personali-
d a d del Estado, de los e l e m e n t o s políticos, e c o n ó m i c o s y
culturales q u e lo c o n s t i t u y e n .
A r t i c u l o 16. N i n g ú n Estado p o d r á aplicar o estimular m e -
didas coercitivas de carácter e c o n ó m i c o y p o l í t i c o para f o r -
zar la v o l u n t a d soberana de o t r o Estado y o b t e n e r de éste
ventajas de cualquier naturaleza».

Esta IX C o n f e r e n c i a de B o g o t á de 1948 m a r c a — c o m o
dice Fernández S h a w — «el c o m i e n z o de u n a c o n c e p c i ó n
interamericana q u e t i e n d e a u n a mejor v e r t e b r a c i ó n de la
realidad a m e r i c a n a » . C o n el n o m b r e Panamericanismo,
90
de
uso c o r r i e n t e hasta e n t o n c e s , desaparece el c o n c e p t o de
unas relaciones internacionales americanas q u e se s i g n i f i c a -
b a n p o r la p r e p o t e n c i a n o r t e a m e r i c a n a sobre los p u e b l o s
v e c i n o s y q u e llenaban t o d o u n p a s a d o histórico de f r a n c a s
o e n c u b i e r t a s i n t e r v e n c i o n e s imperialistas.

9 0
Félix F e r n á n d e z S h a w , La Organización de los Estados Americanos
OEA, E d i c i o n e s C u l t u r a H i s p á n i c a , S e g u n d a E d i c i ó n , M a d r i d 1963.

- 153 -
Por otra parte hay ya una m a y o r y abierta c o n c i e n c i a his-
tórica de u n i d a d h i s p a n o a m e r i c a n a . El Interamericanismo se
perfila cada vez más c o m o la relación y solidaridad de d o s
A m é r i c a s , la Hispana y la S a j o n a ; el b l o q u e de naciones his-
p a n o a m e r i c a n a s , p o r una parte, y los Estados U n i d o s de
A m é r i c a , por o t r a . Esta realidad de la u n i d a d de la A m é r i c a
Hispana, o Latina, c o m o la llaman en Estados U n i d o s , se
i m p o n e a estos c o m o una necesidad y u n a c o n v e n i e n c i a de
su política h e m i s f é r i c a , y su r e c o n o c i m i e n t o oficial llega en
1961 c o n la «Declaración a los pueblos de A m é r i c a » de P u n -
ta del Este , c o n s t i t u t i v a de la Alianza para el Progreso. En
dicha Declaración se establecen c o m p r o m i s o s bilaterales de
Estados U n i d o s por una parte y A m é r i c a Latina p o r o t r a , y
se expresa, c o m o u n o de los principales o b j e t i v o s , « A c e l e -
rar la i n t e g r a c i ó n de la A m é r i c a Latina c o n el m i s m o o b j e t i v o
de vigorizar el desarrollo e c o n ó m i c o y social del C o n t i n e n t e ,
proceso ya c o m e n z a d o c o n el T r a t a d o General de I n t e g r a -
ción E c o n ó m i c a C e n t r o a m e r i c a n a y, en o t r o s países, p o r
m e d i o de la A s o c i a c i ó n L a t i n o a m e r i c a n a de Libre C o m e r -
cio».

De vuelta ya de la vieja política imperialista de «divide et


i m p e r a » , los herederos de M o n r o e y de Clay y de T e o d o r o
Roosevelt, el «Cazador» de la o d a r u b e n i a n a , alientan u n a
H i s p a n o a m é r i c a unida y f u e r t e , a través de los naturales
procesos regionales de i n t e g r a c i ó n . V o l v e m o s al p r o y e c t o
inicial de Bolívar. H i s p a n o a m é r i c a no es c o n c e b i d a ya desde
W a s h i n g t o n c o m o u n c o r o de p e q u e ñ a s naciones a m a e s t r a -
das para el circo p o l í t i c o de la O E A o de la O N U , q u e reciben
después de la f u n c i ó n , i n d i v i d u a l m e n t e , su p r e m i o o su cas-
t i g o , sino c o m o una u n i d a d ; la u n i d a d del h a m b r e , del s u b -
desarrollo, si se quiere; la u n i d a d ineludible y a m e n a z a n t e
de d o s c i e n t o s c i n c u e n t a millones de v e c i n o s p o b r e s , y ya
n o t a n pobres, de a c u s a d a personalidad histórica y culturad-
pero u n i d a d real q u e no p u e d e ser ignorada y d e s c o n o c i d a
por más t i e m p o .

De esta m a n e r a u n o de los grandes o b s t á c u l o s h i s t ó r i -

- 154 -
eos de la u n i d a d de nuestros p u e b l o s , la i n c o m p r e n s i ó n y el
imperialismo de los Estados U n i d o s , ha sido r e m o v i d o . Y n o
sólo é s t o , sino q u e la política n o r t e a m e r i c a n a q u e antes
c o m b a t í a esa u n i d a d , se ha c o n v e r t i d o , hasta cierto p u n t o ,
en ¡mpulsadora de la m i s m a .

Pero después de c i e n t o c i n c u e n t a años de d e s u n i ó n his-


tórica y de c a m b i o s radicales en las e s t r u c t u r a s políticas,
e c o n ó m i c a s y sociales de A m é r i c a y del m u n d o , los o b s -
t á c u l o s q u e es necesario r e m o v e r para lograr esa u n i d a d son
m u c h o s y m u y g r a n d e s . El m i s m o subdesarrollo e c o n ó m i c o
y el superdesarrollo d e m o g r á f i c o de nuestros p u e b l o s , a m -
bos í n t i m a m e n t e ligados, q u e h a n sido f a c t o r e s , al f i n y al
c a b o , para o b t e n e r de los Estados U n i d o s la a c e p t a c i ó n de
la necesidad de la i n t e g r a c i ó n h i s p a n o a m e r i c a n a , encierran
los más graves e l e m e n t o s de d i s o c i a c i ó n , los más serios
o b s t á c u l o s para la u n i f i c a c i ó n de nuestros países.

En la i n t e g r a c i ó n para el desarrollo hay u n a a p a r e n t e p a -


radoja. N e c e s i t a m o s i n t e g r a r n o s para desarrollarnos, p e r o si
no nos d e s a r r o l l a m o s no n o s i n t e g r a m o s . Porque no p u e -
d e n integrarse en u n i d a d social, e c o n ó m i c a y política p u e -
blos y naciones afligidos de crisis sociales, e c o n ó m i c a s y
políticas p e r m a n e n t e s . N o p o d e m o s asociarnos para el
h a m b r e y la miseria, para el f r a c a s o y la d e c a d e n c i a . El p r o -
ceso de i n t e g r a c i ó n y el p r o c e s o de desarrollo s o n , p u e s ,
paralelos y c o n s u s t a n c i a l e s . En la m e d i d a en q u e a v a n c e -
m o s en el p r o c e s o de i n t e g r a c i ó n p o d e m o s avanzar en el
p r o c e s o de n u e s t r o desarrollo, y en la m e d i d a en q u e logre-
m o s un m a y o r desarrollo e s t a r e m o s en c a p a c i d a d de realizar
una más amplia u n i d a d de n u e s t r o s p u e b l o s .
Resulta así q u e los p r o b l e m a s de n u e s t r o desarrollo e c o -
n ó m i c o y p o l í t i c o s o n t a m b i é n p r o b l e m a s de nuestra u n i d a d
h i s p a n o a m e r i c a n a . Y c o m o escribe el a r g e n t i n o O t t o c a r Ro-
sarios en su c o m b a t i v o libro América latina, veinte repúbli-
cas, una nación, « A m é r i c a Latina no podrá c o n q u i s t a r su
desarrollo si lo i n t e n t a a través de esfuerzos nacionales ais-
lados. U n a e m p r e s a política y e c o n ó m i c a de d i m e n s i ó n lati-

- 155 -
n o a m e r i c a n a ; de lo c o n t r a r i o no habrá desarrollo en la m e d i -
da q u e se necesita».

En su estudio sobre El Mercado Común Latinoamerica-


no señalaba la C E P A L ( C o m i s i ó n E c o n ó m i c a para la A m é r i -
ca Latina), en 1959, q u e la A m é r i c a Latina no estaba, y sigue
no e s t á n d o l o a la f e c h a , en c a p a c i d a d y c o n d i c i o n e s de f i -
nanciar su p r o p i o desarrollo, y q u e «por más g r a n d e q u e sea
la a y u d a q u e reciba, y por más elevada q u e sea la e x p a n s i ó n
de su e x p o r t a c i ó n — y esto no lo puede hacer m u y rápida-
m e n t e — estará incapacitada para c u m p l i r sus planes de de-
sarrollo, estará incapacitada a ú n para volver a ganar el gra-
d o de c r e c i m i e n t o q u e logró en los diez años c o r r e s p o n d i e n -
tes a la p o s t g u e r r a , a m e n o s q u e haga un s o s t e n i d o esfuer-
zo para establecer d e n t r o de su p r o p i o territorio las i n d u s -
trias de bienes de capital de las cuales está t a n necesitada
a c t u a l m e n t e y q u e requerirá, en gran escala, d u r a n t e el p r ó -
x i m o c u a r t o de siglo».
¿Hasta q u é p u n t o esta i n c a p a c i d a d de a u t o f i n a n c i a -
m i e n t o nos coloca bajo la d e p e n d e n c i a de los Estados U n i -
dos?

H e m o s u s a d o a p r o p ó s i t o la palabra dependencia por-


q u e c o n este n o m b r e se generalizó en las últimas d é c a d a s ,
en los medios universitarios h i s p a n o a m e r i c a n o s , una teoría
de c u ñ o marxista, c o n visos c i e n t í f i c o s , q u e ha p r e t e n d i d o
dar nueva s u s t e n t a c i ó n y n u e v o cariz al g a s t a d o t é r m i n o im-
perialismo, sólo ya útil, en su a c e p c i ó n tradicional y c o r r i e n -
t e , para d e t e r m i n a d o t i p o de p r o p a g a n d a política, al haber
p e r d i d o , en gran parte, su v i g e n c i a histórica, p o r q u e , i n c l u -
so sus más m o d e r n a s c o n n o t a c i o n e s de agresividad y beli-
c i s m o e c o n ó m i c o s , resultan inadecuadas en su aplicación a
la actual realidad a m e r i c a n a .

La teoría de la dependencia trata de explicar lo q u e se ha


d a d o en llamar subdesarrollo de nuestros pueblos h i s p a n o a -
m e r i c a n o s e x c l u s i v a m e n t e c o m o el resultado de sus relacio-
nes de t i p o capitalista c o n la m e t r ó p o l i n o r t e a m e r i c a n a . Sin

- 156 -
e m b a r g o , s o m e t i d a esta teorfa a u n c o n f r o n t a m i e n t o c o n
las realidades históricas c a m b i a n t e s n o ha resistido el análi-
sis a c u c i o s o de los s o c i ó l o g o s , incluso de los q u e la i n v e n t a -
r o n , q u e a estas alturas ya v i e n e n de v u e l t a de sus interpre-
t a c i o n e s y aplicaciones a b s o l u t i s t a s , al p u n t o q u e u n o de t a -
les s o c i ó l o g o s , a q u i e n p u e d e atribuirse la p a t e r n i d a d de la
t e o r í a , A n d r ó G u n d e r Frank, señaló en el X C o n g r e s o Lati-
n o a m e r i c a n o de S o c i o l o g í a de 1972, la c o n v e n i e n c i a de e n -
terrarla y r e c o n o c i ó q u e la m i s m a había llevado a un impas-
se.

En el u n d é c i m o C o n g r e s o Latinoamericano de S o c i o -
logía, celebrado en la Universidad de Costa Rica en julio
de 1974, la teoría de la d e p e n d e n c i a v o l v i ó a ser s o m e t i d a a
u n a crítica implacable p o r diversos s o c i ó l o g o s h i s p a n o a m e -
ricanos.

El Profesor a r g e n t i n o J o s é Luis Imaz p r e s e n t ó al C o n -


greso sus reflexiones y c o n c l u s i o n e s , f r u t o de un S e m i n a r i o
q u e t u v o lugar en B u e n o s A i r e s entre a g o s t o de 1971 y d i -
c i e m b r e de 1972, y en el q u e participaron s o c i ó l o g o s , e c o -
n o m i s t a s , c i e n t í f i c o s p o l í t i c o s , e x p e r t o s en relaciones inter-
nacionales, d i p l o m á t i c o s de carrera, historiadores sociales,
a u d i t o r e s , militares, i n g e n i e r o s . En su p o n e n c i a t i t u l a d a
« A d i ó s a la teoría de la d e p e n d e n c i a » , el Profesor Imaz se-
ñala en esta t e o r í a , en p r i m e r lugar, el peligro del escapis-
mo, o sea de trasladar o transferir a poderes y f a c t o r e s ex-
t e r n o s t o d a la responsabilidad de los males q u e sufren nues-
tros p u e b l o s , e l u d i e n d o nuestra propia r e s p o n s a b i l i d a d , la
responsabilidad de los f a c t o r e s y e s t r u c t u r a s internas de
nuestras sociedades.

En s e g u n d o lugar acusa la falla de un análisis y p l a n t e a -


m i e n t o p u r a m e n t e e c o n ó m i c o s , i g n o r a n d o los f a c t o r e s y
realidades políticas. En tercer t é r m i n o el e n f o q u e desde el
p u n t o de vista del r e d u c c i o n i s m o m a r x i s t a , q u e se limita al
análisis de las relaciones existentes en el interior del s i s t e m a
capitalista, lo que i m p i d i ó la investigación de los lazos de
d e p e n d e n c i a entre C u b a y la U . R . S . S . S e g u i d a m e n t e la f a l -

- 157 -
ta de m a r c o s de referencia de otras regiones del m u n d o y la
aplicación de la teoría del imperialismo, c o n olvido del c a m -
bio de las realidades históricas, diferentes ahora de las q u e
sirvieron de f u n d a m e n t o a su planteamiento por Lenin. Por
ú l t i m o el grave error de ignorar o hacer caso o m i s o del he-
c h o de que «las relaciones de d e p e n d e n c i a surgen d e n t r o de
un c o n t e x t o de i n t e r d e p e n d e n c i a . S o n una f o r m a de la in-
terdependencia».

Unas cuantas o b s e r v a c i o n e s , presentadas por el Profe-


sor Imaz, de h e c h o s c o n c r e t o s actuales, p o n e n en evidencia
la inconsistencia del a b s o l u t i s m o c o n q u e la teoría de la de-
pendencia pretende explicar los f e n ó m e n o s s o c i o e c o n ó m i -
cos de los pueblos h i s p a n o a m e r i c a n o s . Por e j e m p l o el f l u j o
de la inversión de capital n o r t e a m e r i c a n o , c u y a d i r e c c i ó n ha
d a d o una vuelta c o m p l e t a , de f o r m a q u e mientras en 1929
los países h i s p a n o a m e r i c a n o s o c u p a r o n el primer lugar c o -
m o receptores de esa inversión, c u a r e n t a y c i n c o a ñ o s des-
pués se hallan en cuarto lugar, j u n t o c o n los demás países
subdesarrollados. El capital n o r t e a m e r i c a n o se invierte en
los países desarrollados en p r o p o r c i ó n de tres c u a r t o s del
total de la inversión en estos países, y de un c u a r t o en los
países subdesarrollados, i n c l u y e n d o Hispanoamérica. Y esta
s i t u a c i ó n , q u e , s e g ú n la teoría de la d e p e n d e n c i a serviría de
indicador precisamente de relaciones de d e p e n d e n c i a de es-
tos países desarrollados, no ha i m p e d i d o q u e países c o m o
Canadá, en el q u e más de la m i t a d de su e c o n o m í a está bajo
el c o n t r o l del capitalismo de los Estados U n i d o s , haya m a -
nejado sus relaciones internacionales en f o r m a i n d e p e n -
diente y aún c o n t r a d i c t o r i a c o n a l g u n o s de los o b j e t i v o s de-
clarados de la política internacional n o r t e a m e r i c a n a , c o m o
en el caso de C u b a .

Por otra parte es e v i d e n t e q u e la retracción de la inver-


sión extranjera en los países h i s p a n o a m e r i c a n o s o b e d e c e a
la reacción nacionalista de a l g u n o s g o b i e r n o s de estos paí-
ses q u e se ha t r a d u c i d o en nacionalizaciones, e x p r o p i a c i o -
nes y hasta c o n f i s c a c i o n e s de empresas t r a n s n a c i o n a l e s , a

- 158 -
tal p u n t o q u e las empresas n o r t e a m e r i c a n a s t r a t a n de g a -
rantizarse c o n t r a estas posibles eventualidades s u s c r i b i e n d o
las pólizas d e n o m i n a d a s «Political Risk I n s u r a n c e » , q u e c u -
bren los riesgos de n a c i o n a l i z a c i ó n , e x p r o p i a c i ó n , c o n f i s c a -
c i ó n y los o r i g i n a d o s en h e c h o s bélicos y r e v o l u c i o n a r i o s ,
así c o m o los d a ñ o s resultantes de disposiciones legales q u e
i m p i d a n la salida de b e n e f i c i o s y d i v i d e n d o s fuera del país.
T a m b i é n las e m p r e s a s n o r t e a m e r i c a n a s r e d u c e n su inver-
sión y los riesgos, c o n v i r t i é n d o s e en administradoras de las
e x p l o t a c i o n e s c u y a p r o p i e d a d dejan en m a n o s de los n a c i o -
nales, c o m o la S t a n d a r d Fruit C o . , en N i c a r a g u a . Tales a r b i -
trio y previsión le han resultado eficaces a esta C o m p a ñ í a
N o r t e a m e r i c a n a a n t e los e m b a t e s de la política socializante
del actual G o b i e r n o S a n d i n i s t a nicaragüense.

O t r o s d a t o s s i g n i f i c a t i v o s de la realidad actual q u e res-


quebrajan la teoría de la d e p e n d e n c i a s o n la c a d a vez m á s
estrecha c o l a b o r a c i ó n e c o n ó m i c a entre Rusia y los países
capitalistas, p r i n c i p a l m e n t e los Estados U n i d o s , y q u e tiene
su c u l m i n a c i ó n en la asociación de e m p r e s a s g i g a n t e s so-
viéticas c o n las g r a n d e s c o r p o r a c i o n e s capitalistas, c r e á n -
dose lo q u e se d e n o m i n a «empresas m u l t i n a c i o n a l e s transi-
d e o l ó g i c a s » , y, desde l u e g o , t a m b i é n el sólido b l o q u e de los
países p r o d u c t o r e s de p e t r ó l e o , q u e de la n o c h e a la m a ñ a -
na se han c o n v e r t i d o de países a b s o l u t a m e n t e d e p e n d i e n t e s
en reguladores de la e c o n o m í a , el c r e c i m i e n t o y la p r o d u c -
ción de casi t o d o s los países a l t a m e n t e desarrollados.

De lo e x p u e s t o aquí s u c i n t a m e n t e se desprende q u e la
d e p e n d e n c i a existe, p e r o c o m o u n f e n ó m e n o c o m p l e j o y
d e n t r o del f e n ó m e n o más general de la i n t e r d e p e n d e n c i a .
La d e p e n d e n c i a opera en a l g u n o s casos c o m o causa de m u -
chos males de n u e s t r o s p u e b l o s , pero t a m b i é n se presenta
c o m o e f e c t o de otras causas internas. Por otra parte, la de-
p e n d e n c i a , c o m o causa y c o m o e f e c t o , se da no sólo d e n t r o
del c o n t e x t o de u n a i n t e r d e p e n d e n c i a de países sino d e n t r o
del c o n t e x t o de u n a i n t e r d e p e n d e n c i a de f e n ó m e n o s históri-
cos, t a n t o e c o n ó m i c o s c o m o políticos y culturales.

- 159 -
La creciente i n t e r d e p e n d e n c i a ha t r a n s f o r m a d o y debili-
t a d o el f e n ó m e n o del i m p e r i a l i s m o . C o m o he señalado en
mi obra Sociología de la política hispanoamericana, la uni-
d a d g e o g r á f i c a y social alcanzada por el m u n d o , es f r u t o del
p r o g r e s o y de la ciencia m o d e r n o s , q u e al d o m i n a r la v e l o c i -
d a d y la distancia y adueñarse de los más diversos m é t o d o s
de c o m u n i c a c i ó n física y espiritual entre los h o m b r e s , han
v i n c u l a d o t a n e s t r e c h a m e n t e a p u e b l o s y n a c i o n e s , q u e la
necesidad de un o r d e n social y de una c o m u n i d a d i n t e r n a -
c i o n a l , basados en f ó r m u l a s de c o n v i v e n c i a y validez univer-
sales, se ha c o n v e r t i d o en exigencia i n m e d i a t a y e l e m e n t a l
para la supervivencia de la Civilización y para la vida m i s m a
del h o m b r e , q u e no p u e d e ya sustraerse a esa Civilización
totalizadora de su espacio y de su t i e m p o vitales.
En esta necesidad y en esta exigencia e n c u e n t r a el i m p e -
rialismo su principal l i m i t a c i ó n . Pero trata de sobrevivir y de
resolver su a n t i n o m i a c o n ellas t r a n s f o r m á n d o s e en d o s
s e n t i d o s . Por un lado p l a n t e a n d o el desarrollo de los países
subdesarrollados d e n t r o de su ó r b i t a c o m o un reflejo o c o n -
secuencia del p r o p i o desarrollo capitalista de la m e t r ó p o l i .
(Desde luego n o s r e f e r i m o s aquí c o n c r e t a m e n t e al i m p e r i a -
lismo n o r t e a m e r i c a n o y n o al imperialismo de la Rusia sovié-
tica q u e tiene otras f o r m a s de crisis y t r a n s f o r m a c i ó n ) . Por
o t r o lado r e a c t i v a n d o y a c t u a l i z a n d o los f u n d a m e n t o s ético-
religiosos originales y primordiales de d i c h o i m p e r i a l i s m o .

En el primer s e n t i d o n o s e n c o n t r a m o s c o n la teoría de
los «polos de c r e c i m i e n t o » o «desarrollo» c o m o f ó r m u l a p a -
ra la realización del c a m b i o de e s t r u c t u r a s s e m i f e u d a l e s de
nuestros p u e b l o s y su avance a un más a m p l i o desarrollo
capitalista.

La teoría de los « p o l o s de c r e c i m i e n t o » , s e g ú n e x p o n e n
los s o c i ó l o g o s s u d a m e r i c a n o s Roger V e k e m a n s y J o r g e
Giusti, en c o m u n i c a c i ó n al X I C o n g r e s o L a t i n o a m e r i c a n o de
S o c i o l o g í a , «implica la existencia inicial de u n a interacción
entre un c e n t r o de desarrollo — u n p o l o n o r t e — y u n a re-
g i ó n subdesarrollada — u n p o l o sur. El c r e c i m i e n t o del «nor-

- 160 -
te» t e n d r á u n a serie de r e p e r c u s i o n e s sobre las otras regio-
nes». El desarrollo de estas regiones subdesarrolladas se h a -
ría f u n d a m e n t a l m e n t e por m e d i o del capital y de las inver-
siones p r o v e n i e n t e s de la r e g i ó n desarrollada. Pero c o m o
m u y bien señalan los a u t o r e s c i t a d o s y lo ha c o m p r o b a d o la
experiencia real en las relaciones e c o n ó m i c a s entre Estados
U n i d o s y nuestros países, «los c e n t r o s de desarrollo del he-
misferio n o r t e se c o m p o r t a n , n o c o m o p o l o s de a t r a c c i ó n ,
sino al c o n t r a r i o , c o m o c e n t r o s de exclusión para las regio-
nes subdesarrolladas del h e m i s f e r i o sur». Se p r o d u c e así un
p r o c e s o p r o g r e s i v o de «marginalización» de los países s u b -
desarrollados. Por lo d e m á s , c o m o v i m o s atrás, las inversio-
nes n o r t e a m e r i c a n a s en n u e s t r o s países han d i s m i n u i d o en
vez de a u m e n t a r y el c a p i t a l i s m o de Estados U n i d o s se ha
b a t i d o en retroceso ante las políticas de d e f e n s a un t a n t o
agresivas de los países h i s p a n o a m e r i c a n o s en general. La
tradicional inversión privada ha sido sustituida por présta-
m o s a los G o b i e r n o s de parte de o r g a n i s m o s internacionales
c o m o el B a n c o I n t e r a m e r i c a n o , el B a n c o Internacional de
Reconstrucción, y Fomento, Banco Mundial etc., aun-
q u e a l g u n o s G o b i e r n o s , en difícil situación e c o n ó m i c a por
diversas razones, h a n a c u d i d o a los p r é s t a m o s de la Banca
privada, e l e v a n d o p e l i g r o s a m e n t e su e n d e u d a m i e n t o exter-
n o . Pero ya está lejana la é p o c a en que los Estados U n i d o s
d e s e m b a r c a b a n m a r i n o s en nuestras playas para p r o t e g e r
los intereses de sus inversionistas y b a n q u e r o s .

El p r o b l e m a , c o m o e x p r e s a m o s antes, está planteado


entre países ricos y países pobres y a nivel m u n d i a l . Los Es-
t a d o s U n i d o s c a r g a n , desde l u e g o , c o n la m a y o r responsa-
bilidad en este p r o b l e m a y han b u s c a d o , para c o m p a r t i r l a , la
a y u d a de o t r o s países c o m o A l e m a n i a O c c i d e n t a l . Pero n o
se vislumbran soluciones por a h o r a . A u n q u e existe la c o n -
ciencia y c o n v i c c i ó n de q u e es necesario encontrarlas la
p u g n a de las g r a n d e s p o t e n c i a s , Estados U n i d o s y Rusia, n o
permite despejar el c a m i n o hacia ellas. C r e e m o s sí q u e la
u n i d a d y t e n a c i d a d de nuestros pueblos h i s p a n o a m e r i c a n o s
hará q u e sea en n u e s t r o C o n t i n e n t e d o n d e la e c u a c i ó n , de

- 161 -
raíz imperialista, desarrollo-subdesarrollo, se resuelva pri-
m e r a m e n t e , en un plano de equilibrio y solidaridad h u m a -
n o s y cristianos.

En el s e g u n d o s e n t i d o de su t r a n s f o r m a c i ó n , de q u e h a -
b l a m o s , el imperialismo reactiva y actualiza, en cierto m o -
d o , sus p r o p i o s f u n d a m e n t o s ético-religiosos, originales.

El p u r i t a n i s m o inglés y el j u d a i s m o t i e n e n en c o m ú n la
idea del « p u e b l o elegido», c o m o lo señala M a x W e b e r en su
Sociología de las religiones. Para el p r o t e s t a n t i s m o así c o -
m o hay i n d i v i d u o s p r e d e s t i n a d o s a la s a l v a c i ó n , t a m b i é n
hay pueblos predestinados. La señal de predestinación el
éxito, p r i n c i p a l m e n t e e c o n ó m i c o . Gods own country, «el
p r o p i o país de Dios», piensan los n o r t e a m e r i c a n o s de su
país. Nace de ahí no la simple política de e x p a n s i ó n i m p e r i a -
lista sino asociada a la idea de u n a misión histórica de carác-
ter m e s i á n i c o . R e s u m e n preciso de esta c o n c e p c i ó n política
e n c o n t r a m o s en la siguiente cita q u e hace A n d r é Siegfried
en su libro Los Estados Unidos de hoy de u n artículo del
« A m e r i c a n J o u r n a l of S o c i o l o g y » i n t e r p r e t a t i v o del f a m o s o
K u - K u x - K l a n : « N o s o t r o s s o m o s el p u e b l o más g r a n d e del
m u n d o . N u e s t r o g o b i e r n o es el mejor. En materia de reli-
g i ó n , de f e , de práctica m o r a l , n o s o t r o s los p r o t e s t a n t e s so-
m o s e x a c t a m e n t e lo q u e d e b e ser el h o m b r e ; t a m b i é n so-
m o s los mejores c o m b a t i e n t e s q u e existen en la tierra. C o -
m o p u e b l o libre, s o m o s el más hábil; p o l í t i c a m e n t e el más li-
bre y s o c i a l m e n t e el más desarrollado. Otras naciones p o -
d r á n errar y vacilar en su c a m i n o , pero n o s o t r o s e s t a m o s a
salvo de t o d a e q u i v o c a c i ó n y v a m o s sobre s e g u r o . Nuestra
Historia es la n a r r a c i ó n del t r i u n f o de la justicia y así v e m o s
manifestarse esta fuerza por cada g e n e r a c i ó n de n u e s t r o
glorioso p a s a d o . N u e s t r o desarrollo y n u e s t r o é x i t o para el
f u t u r o s o n t a n seguros c o m o ciertas las leyes m a t e m á t i c a s .
La Providencia s i e m p r e n o s a c o m p a ñ a . La única guerra q u e
los a m e r i c a n o s h a n p e r d i d o es u n a guerra en q u e un t e r c i o
de ellos f u e v e n c i d o por las otras d o s terceras partes. N o s o -
t r o s h e m o s sido e s c o g i d o s por Dios para salvar y purificar el

- 162 -
m u n d o c o n n u e s t r o e j e m p l o . Si las d e m á s naciones quisie-
ran s o l a m e n t e a d o p t a r n u e s t r o s principios políticos y religio-
sos y nuestra a c t i t u d en general c o n respecto a la v i d a , bien
p r o n t o , y sin d u d a a l g u n a , ellas serían t a n prósperas y feli-
ces c o m o n o s o t r o s » .
Y a desde 1819 el M i n i s t r o español en W a s h i n g t o n , Luis
de Onís, en su Memoria sobre las negociaciones entre Espa-
ña y los Estados Unidos de América que dieron motivo al
Tratado de 1819. observaba esta c o n d u c t a y a c t i t u d t a n t o
en el p u e b l o n o r t e a m e r i c a n o c o m o en sus élites i n t e l e c t u a -
les y políticas: «El a n g l o a m e r i c a n o — e s c r i b e — mira c o n
d e s d é n o c o n d e s p r e c i o a t o d a s las naciones. La superficie
inmensa y variada de su t e r r i t o r i o ; sus p r o g r e s o s rápidos y
a s o m b r o s o s en la p o b l a c i ó n , en las artes y en la i n d u s t r i a ; la
serie brillante de su p r o s p e r i d a d ; los p o n d e r a d o s sucesos de
sus armas en la ú l t i m a guerra c o n la Gran B r e t a ñ a , y el res-
p e t o q u e cree haber i n f u n d i d o a las principales p o t e n c i a s de
E u r o p a , llevan su v a n i d a d y su arrogancia a un e x t r e m o de
q u e apenas se p u e d e f o r m a r idea. Se considera superior a
los d e m á s h o m b r e s y mira a su república c o m o el ú n i c o es-
t a b l e c i m i e n t o q u e h a y s o b r e la tierra f u n d a d o s o b r e bases
sólidas y g r a n d e s , h e r m o s e a d o p o r la sabiduría y d e s t i n a d o
a ser un día el c o l o s o más s u b l i m e del p o d e r h u m a n o y la
maravilla del u n i v e r s o . N o es sólo en b o c a de los entusiastas
o en la de los d e m a g o g o s d o n d e suena este lenguaje; se oye
por t o d a s partes. Las o b r a s de t o d o s los escritores a n g l o a -
mericanos están s e m b r a d a s de estos rasgos f a s t u o s o s » .

Esta m i s m a o b s e r v a c i ó n la repetiría T o c q u e v i l l e a m e d i a -
d o s de siglo en su c o n o c i d a obra La Democracia en Améri-
ca. «Desde c i n c u e n t a a ñ o s acá — a p u n t a — n o se cesa de
repetir a los h a b i t a n t e s de los Estados U n i d o s q u e f o r m a n el
solo p u e b l o religioso, ilustrado y libre. V e n q u e e n t r e ellos,
hasta a h o r a , p r o s p e r a n las instituciones d e m o c r á c t i c a s ,
c u a n d o no surten e f e c t o en lo demás del m u n d o ; t i e n e n ,
pues, un c o n c e p t o i n m e n s o de si m i s m o s y no están distan-
tes de creer q u e f o r m a n una especie por separado del género
humano».

- 163 -
El c o n c e p t o es d o b l e , por un lado la a u t o s u f i c i e n c i a , el
sentirse d u e ñ o s de la v e r d a d política y religiosa, la superiori-
d a d natural q u e esto da o mejor d i c h o la c o n c i e n c i a de esa
s u p e r i o r i d a d . Por o t r o el i m p u l s o religioso misional de predi-
car al m u n d o esta V e r d a d , de convertir a los otros p u e b l o s a
esta V e r d a d . « N u e s t r o p u e b l o — e s c r i b e Nicholas J . S p y k -
m a n n en Estados Unidos frente al mundo— se siente llama-
d o a expresar criterios morales sobre la política exterior aje-
na y exige a n u e s t r o s presidentes q u e t r a n s f o r m e n la Casa
Blanca en u n pulpito internacional desde d o n d e increpar y
e x h o r t a r a la H u m a n i d a d para q u e no se desvíe p o r la mala
senda».

D u r a n t e m u c h o t i e m p o el imperialismo e c o n ó m i c o y la
p r o p a g a n d a religiosa p r o t e s t a n t e en H i s p a n o a m é r i c a mar-
c h a r o n u n i d o s y se c o m p l e m e n t a b a n y a y u d a b a n .

En 1916, s e g ú n e x p o n e el periodista Carleton Beals, se


organizó el C o m i t é de C o l a b o r a c i ó n L a t i n o a m e r i c a n a , coali-
c i ó n de treinta d i r e c t o r i o s de m i s i o n e r o s , e n c a b e z a d o por el
Dr. S a m u e l Guy I n m a n . La obra misionera p r o t e s t a n t e en
H i s p a n o a m é r i c a estaba sincronizada c o n la p e n e t r a c i ó n
e c o n ó m i c a y p o l í t i c a , señala Beals c i t a n d o al r e s p e c t o el i n -
f o r m e anual de 1927 del R e v e r e n d o Caries S . D e t w e i l e r , S u -
p e r i n t e n d e n t e de la o b r a de los Bautistas en el N o r t e . «Esto
significaba — c o m e n t a el periodista n o r t e a m e r i c a n o — un
c o n t u b e r n i o m o n s t r u o s o entre Dios y el i m p e r i a l i s m o nor-
t e a m e r i c a n o » . «Sin e m b a r g o — a g r e g a — el C o m i t é se ha
ido d a n d o c u e n t a c o n creciente rapidez de q u e , d e b i d o a la
cada vez m a y o r o p o s i c i ó n d e m o s t r a d a a la p e n e t r a c i ó n n a -
val y financiera n o r t e a m e r i c a n a , la obra de evangelización
deberá aparecer a n t e las m e n t e s de los h a b i t a n t e s latinoa-
mericanos sin vestigio a l g u n o de semejante imperialis-
mo» . 9 1

9 1
C a r l e t o n B e a l s , La próxima lucha por Latinoamérica, Editora Zig-Zag
S a n t i a g o , C h i l e 1942.

- 164 -
Este libro de Carleton Beals, q u e c i t a m o s . La próxima lu-
cha por Latinoamérica, f u e escrito p o c o antes de que esta-
llara la segunda guerra m u n d i a l , la cual marca el comienzo
de la crisis de los imperialismos q u e , c o m o h e m o s v i s t o , re-
sultan incapaces de e n f r e n t a r y resolver c o m o tales los in-
g e n t e s p r o b l e m a s de la H u m a n i d a d a c t u a l .
Pero ya desde a n t e s , de a c u e r d o c o n los t e s t i m o n i o s y
o b s e r v a c i o n e s t r a í d o s a c u e n t o por Beals, el imperialismo
n o r t e a m e r i c a n o sufre u n a escisión en su praxis compleja de
e x p a n s i o n i s m o e c o n ó m i c o - p o l í t i c o y religioso-cultural. En
o t r o i n f o r m e religioso c i t a d o por Beals se lee: « A n t e s de q u e
exista un v e r d a d e r o s e n t i m i e n t o hacia Cristo en la A m é r i c a
L a t i n a , El debe ser a p a r t a d o de la lucha entre anglosajones y
l a t i n o s . . . Hay una creencia d i f u n d i d a v a s t a m e n t e q u e esta-
blece q u e el p r o t e s t a n t i s m o es una f o r m a de la agresividad
anglosajona en t o d o el m u n d o , q u e e s t a m o s t r a t a n d o de i m -
p o n e r nuestra p r e p o t e n c i a a n g l o s a j o n a por m e d i o del c o -
m e r c i o , v a l i é n d o n o s de nuestra política en el Caribe... y p o r
i n t e r m e d i o de nuestras misiones p r o t e s t a n t e s » . El p r o p i o
d o c t o r I n m a n — e x p l i c a B e a l s — ha c a m b i a d o de a c t i t u d y se
ha p r o n u n c i a d o a b i e r t a m e n t e c o n t r a los d e s e m b a r c o s de
m a r i n o s y los n e g o c i a d o s i n e s c r u p u l o s o s y en defensa de la
libertad y de la a u t o n o m í a de los p u e b l o s h i s p a n o a m e r i c a -
n o s . «Desde hace m u c h o t i e m p o — e s c r i b e el periodista —
t e n e m o s una especie de c o m p l e j o divino acerca de la A m é -
rica Latina. N o o b s t a n t e , sólo h e m o s p u e s t o en evidencia,
g e n e r a l m e n t e , n u e s t r o afán de o b t e n e r resultados de carác-
ter m o n e t a r i o en vez de hacer valer los a t r i b u t o s espirituales
inherentes a nuestra d i v i n i d a d » .

Esto implica f u n d a m e n t a l m e n t e el a b a n d o n o , por lo m e -


n o s en el orden i n t e r n a c i o n a l , de la tesis del éxito e c o n ó m i -
c o y p o l í t i c o c o m o señal de p r e d e s t i n a c i ó n , c o m o signo de
b o n d a d y de « p u e b l o e l e g i d o » .

De este m o d o se abrió paso en los círculos intelectuales


y religiosas de los Estados U n i d o s , y luego en el pueblo nor-
t e a m e r i c a n o en general, a un t i p o de imperialismo q u e , para

- 165 -
darle un calificativo diferencial, p o d r í a m o s llamarlo espiri-
t u a l , q u e se acerca a lo q u e v e n d r í a a ser un « p r o y e c t o nor-
t e a m e r i c a n o de n u e v a Cristiandad», en el cual d e s t a c a n un
d o g m a religioso: el protestantismo, y un d o g m a p o l í t i c o : la
democracia. No es o t r o el mensaje de W a l d o Frank en su li-
b r o Primer Mensaje a la América Hispana, q u e llama a la
u n i d a d c o n t i n e n t a l bajo el ideal a m e r i c a n o r e p r e s e n t a d o por
la f o r m a p r o t e s t a n t e a n g l o s a j o n a , ya q u e , s e g ú n él, la f o r m a
católica hispánica es la f o r m a medieval ya liquidada históri-
camente.
En otra obra s u y a , Redescubrimiento de América, Frank
alerta a su país, los Estados U n i d o s , c o n t r a «la e n f e r m e d a d
del p o d e r í o , q u e es j u s t o llamar americanización», y lo incita
a buscar por el amor la u n i d a d c o n H i s p a n o a m é r i c a , y en es-
ta u n i d a d , siempre desde l u e g o bajo la égida n o r t e a m e r i c a -
n a , la grandeza del C o n t i n e n t e A m e r i c a n o c o n u n a g r a n d i o -
sa misión histórica de salvación del M u n d o . «Si nuestra
A m é r i c a — e s c r i b e — resiste a la a m e r i c a n i z a c i ó n ; si sigue la
t r a d i c i ó n mística y no la t r a d i c i ó n p r á c t i c a ; si n o s c o n v e r t i -
m o s en u n a nación s i n f ó n i c a , g u i a d a p o r nuestras u n i d a d e s
c o n s c i e n t e s , y d e j a m o s de ser u n a ciega m a s a , t e m p e s t a d
arrolladura q u e arrastra al m u n d o en su disolvente o s c u r i -
d a d ; si e s c o g e m o s el a m o r y n o el p o d e r í o , la vida y no la
m u e r t e , e n t o n c e s c o m e n z a r á n a verse ciertos resultados.
H i s p a n o a m é r i c a se unirá a n o s o t r o s , p o r q u e es éste su des-
t i n o , y p o r q u e su vida entera lo quiere. En este p r o c e s o de
creación habrá d o s personas, de las cuales n o s o t r o s sere-
m o s quizá el v a r ó n , ella la h e m b r a . H i s p a n o a m é r i c a n o p u e -
de dar el primer p a s o ; entra en su papel el ser la q u e r e s p o n -
d a . Pero esto no quiere decir q u e sea débil: ¿lo es acaso una
mujer por el h e c h o de ser mujer? Si la a t a c a m o s por m e d i o
del p o d e r í o , buscará recursos para armarse y d e s t r u i r n o s . Si
la m i r a m o s c o n a m o r , a y u d a r á a n u e s t r o t r i u n f o . Y habrá lle-
g a d o la hora de q u e haya una A m é r i c a en el m u n d o . Si
Europa se muestra hostil, habrá u n a A m é r i c a q u e se levante
en masa c o n t r a ella. S i , por el c o n t r a r i o , se m u e s t r a c r e a d o -
ra y receptiva (lo más p r o b a b l e ) , ahí estará A m é r i c a para de-

- 166 -
volver bien por bien — p a r a a l i m e n t a r a Europa — . Entonces
el espíritu de E u r o p a , p e r s o n i f i c a d o en sus grandes h o m -
bres, se volverá hacia n o s o t r o s , no en defensa p r o p i a , sino
c o n el corazón a b i e r t o . Pues la A m é r i c a q u e yace entre el
ártico y el a n t a r t i c o , entre E u r o p a , A f r i c a y A s i a , es f a b u l o s a
en espíritu y en f u e r z a . Es Ofir y p u e d e ser S i ó n . Si el p o d e -
río no la reduce a cenizas, será un sol que a l u m b r e el m u n d o
de los h o m b r e s » . 92

Esto lo escribió W a l d o Frank en 1928, s e g ú n f e c h a del


p r ó l o g o de su libro. A p r o x i m a d a m e n t e q u i n c e a ñ o s más tar-
d e , en los a ñ o s c u a r e n t a de la guerra m u n d i a l , el triunfalis-
m o de su « i m p e r i a l i s m o espiritual n o r t e a m e r i c a n o » c o n res-
p e c t o a H i s p a n o a m é r i c a parece haberse e s f u m a d o , y en el
p r ó l o g o a la t r a d u c c i ó n española de su obra Rumbos para
América hay un r e c o n o c i m i e n t o expreso del valor y s i g n i f i -
c a d o de la Cultura Hispánica para la tarea de salvación del
h o m b r e m o d e r n o . «La tarea i n m e d i a t a de A m é r i c a Hispana
— e s c r i b e en ese p r ó l o g o — es f o r m a r , con su ilimitado c a u -
dal de i n t u i c i ó n y visión a c u m u l a d o s desde su p a s a d o i n d o -
h i s p á n i c o , u n arsenal de m é t o d o s , ideas y valores y d i r e c t i -
vas, para q u e el h o m b r e p u e d a reanudar, valiéndose de
ellos, y esta vez por el b u e n c a m i n o , su m a r c h a hacia la li-
b e r t a d . . . El gran m u n d o h i s p á n i c o , por su e q u i p o cultural y
su posición peculiar en esta crisis del m u n d o es el privilegia-
d o para esta obra c r e a d o r a . Los h o m b r e s c u l t o s de la A m é -
rica Hispana d e b e n s o m e t e r s e a u n a disciplina, seguir u n
m é t o d o y llegar a u n a i n t e g r a c i ó n para estar a la altura de
sus d e s t i n o s ; y hacerlo a h o r a o n u n c a » .

En t o d o este t i e m p o , y principalmente después de la se-


g u n d a guerra m u n d i a l , un n u e v o f e n ó m e n o se p r o d u c e en
la e v o l u c i ó n de la m e n t a l i d a d n o r t e a m e r i c a n a , y es el acer-
c a m i e n t o de las p o s i c i o n e s de católicos y p r o t e s t a n t e s , el
a b a n d o n o por parte de éstos de sus a c t i t u d e s p r e p o t e n t e s y

9 2
W a l d o F r a n k , Redescubrimiento de América, S e g u n d a edición, Re-
vista de O c c i d e n t e , M a d r i d 1930.

- 167 -
de n a c i o n a l i s m o i n t r a n s i g e n t e , y , en cierto m o d o , u n a f u -
sión en la c o m u n i d a d de ideales nacionales q u e p o d r í a n sin-
tetizarse en el « a m e r i c a n w a y of life», c o n c e p t u a n d o ade-
más este sistema n o r t e a m e r i c a n o de vida c o m o m o d e l o p a -
ra los d e m á s p u e b l o s del m u n d o .

S u p e r a d o el a m e r i c a n i s m o nacionalista p r o t e s t a n t e ene-
m i g o del c a t o l i c i s m o , los Estados U n i d o s t u v i e r o n en J o h n
F. K e n n e d y su primer Presidente c a t ó l i c o . Ya desde a n t e s ,
en la é p o c a de Franklin D. Roosevelt, c o m i e n z a la Iglesia
Católica norteamericana a hacerse presente c o n su influen-
cia en H i s p a n o a m é r i c a , c o m o p o r t a v o z t a m b i é n del «ameri-
can w a y of life» a n t e n u e s t r o s p u e b l o s .

Este f e n ó m e n o de s i n c r o n i z a c i ó n de las diversas religio-


nes en el ideal nacionalista y de e x p a n s i ó n cultural del siste-
m a de vida n o r t e a m e r i c a n a , lo explica el ensayista W i l l Her-
b e r g en su obra Protestant-Catholic-Jew (1955). « S e g ú n la
teoría de W . H e r b e r g — d i c e el Reverendo Francois H o u t a r t
en Catolicismo y Sociedad en los Estados Unidos— los
a m e r i c a n o s no se d e f i n e n ya en relación c o n un o r i g e n n a -
c i o n a l , lo q u e se hace cada vez más difícil, sino en relación
c o n u n a religión. Tres religiones se consideran c o m o « a m e -
ricanas», el p r o t e s t a n t i s m o , el c a t o l i c i s m o y el j u d a i s m o . Es
necesario e v i d e n t e m e n t e saber cuál es el valor de esta reli-
g i o s i d a d . El m i s m o a u t o r , al q u e siguen o t r o s varios t a n t o
p r o t e s t a n t e s c o m o c a t ó l i c o s (él m i s m o es israelita), afirma
q u e se trata en e f e c t o de un s e n t i m i e n t o religioso. Religiosi-
dad sí, pero americana. W . Herberg llega hasta afirmar que
la verdadera religión nueva de los a m e r i c a n o s es el «ameri-
can w a y of life», q u e se expresa en tres ramas: p r o t e s t a n t i s -
m o , c a t o l i c i s m o y j u d a i s m o . . . Los católicos a m e r i c a n o s h a n
l u c h a d o d u r a n t e varios d e c e n i o s para hacer a c e p t a r su reli-
g i ó n en el a m b i e n t e cultural a m e r i c a n o . Para afirmar su v a -
lor lo han t r a d u c i d o en t é r m i n o s accesibles a esta c u l t u r a , es
decir de é x i t o , de p o d e r y de s e g u r i d a d . Por a ñ a d i d u r a el
«american w a y of life» ha llegado a ser para m u c h o s una ex-
presión cuasi religiosa, una n u e v a e n c a r n a c i ó n . Existe,

- 168 -
pues, un d o b l e peligro en el p r o c e s o de asimilación q u e ex-
p e r i m e n t a n los c a t ó l i c o s a m e r i c a n o s . Por una parte los valo-
res del cristianismo c o r r e n el riesgo de pasar a un s e g u n d o
p l a n o en relación c o n los valores a m e r i c a n o s , lo q u e un
a u t o r f r a n c é s expresaba al hablar del «cristianismo sin la
Cruz». Por otra parte, un n a c i o n a l i s m o estrecho podría t a m -
bién invadir los m e d i o s c a t ó l i c o s . Por ser el « a m e r i c a n w a y
of life» la n u e v a f o r m a ideal de vida social, sería u n deber
para los c a t ó l i c o s e x t e n d e r l o p o r t o d o el m u n d o . A m é r i c a
* recogería así la herencia de «la filie aimée de l'Eglise» o de la
«Hispanidad» e q u i v a l e n t e de la Cristiandad».

Esta i d e n t i f i c a c i ó n de la iglesia católica n o r t e a m e r i c a n a


c o n el « a m e r i c a n w a y of life» y su e x p a n s i ó n misional en el
m u n d o f u e s o s t e n i d a y predicada por u n o de sus más califi-
c a d o s v o c e r o s y v i n c u l a d o a la política oficial de su país, lo
q u e le dio cierto relieve i n t e r n a c i o n a l : el Cardenal de N u e v a
Y o r k , Francis S p e l l m a n . En sus a l o c u c i o n e s e n c o n t r a m o s
frases c o m o las s i g u i e n t e s : «Gracias a la paternal s o l i c i t u d
de Dios n u e s t r o S e ñ o r , u n a n u e v a f o r m a de vida ha h e c h o
su aparición s o b r e la tierra: el « a m e r i c a n w a y of life», q u e el
Espíritu de Dios expresa en un n u e v o c ó d i g o de patriotis-
m o » . « A m é r i c a , ese heraldo de Dios en la Historia, q u e p r o -
clama al m u n d o la d i g n i d a d , los deberes y el d e s t i n o de las
N a c i o n e s , gracias a su libre G o b i e r n o » . 93

Esta prédica político-religiosa del ideal n o r t e a m e r i c a n o


no ha p r o d u c i d o n i n g ú n i m p a c t o i m p o r t a n t e en n u e s t r o s
p u e b l o s de H i s p a n o a m é r i c a y ha d e c l i n a d o p r á c t i c a m e n t e
en los ú l t i m o s t i e m p o s . La propia j u v e n t u d n o r t e a m e r i c a n a ,
p r i n c i p a l m e n t e en los sectores intelectuales y universitarios,
ha c u e s t i o n a d o ese ideal de vida sobre t o d o en sus a s p e c t o s
p r o p i o s de la « s o c i e d a d de c o n s u m o » . Incluso m u c h o s j ó v e -
nes religiosos y religiosas norteamericanos que ejercen su
ministerio y actividades en n u e s t r o s países h i s p a n o a m e r i c a -
n o s , al c o n t a c t o c o n las realidades sociales de estos p u e -
9 3
G e o r g e s H . T a v a r d , El catolicismo en los Estados Unidos, Revista
« A r b o r » , T o m o X X X V I N f 1 3 3 , e n e r o d e 1957, M a d r i d .

- 169 -
blos, han r e a c c i o n a d o c o n t r a la política y los intereses e c o -
n ó m i c o s de su p r o p i o país hasta convertirse en agentes re-
v o l u c i o n a r i o s al servicio de los m o v i m i e n t o s de e x t r e m a iz-
quierda.

N o p o d e m o s , sin e m b a r g o , afirmar c a t e g ó r i c a m e n t e
q u e el «ideal n o r t e a m e r i c a n o de v i d a » , d e p u r a d o de sus pre-
tensiones de p r e d o m i n i o imperialista, y q u e , c o m o dijimos
atrás, se presenta en cierto m o d o c o m o un « p r o y e c t o de
nueva Cristiandad», es e n t e r a m e n t e rechazable, q u e carece
t o t a l m e n t e de valores h u m a n o s sobre los q u e establecer
una solidaridad histórica de carácter c o n t i n e n t a l . C r e e m o s ,
por el c o n t r a r i o , q u e existen entre las d o s A m é r i c a s , la his-
pana y la s a j o n a , valores telúricos espirituales c o m u n e s y
f u n d a m e n t o s g e o p o l í t i c o s de u n i d a d , así c o m o la posibili-
d a d real de un i n t e r c a m b i o de valores, influencias y e x p e -
riencias vitales en los c a m p o s de la política, de la e c o n o m í a
y de la c u l t u r a . M u c h o t e n e m o s q u e aprender de los n o r t e a -
m e r i c a n o s y ellos de n o s o t r o s y hay ideales de l i b e r t a d , de
justicia e incluso de d e m o c r a c i a q u e p o d e m o s y d e b e m o s
compartir.

Ya el p r o p i o Ramiro de M a e z t u — c o m o señala el a r g e n -
t i n o Enrique Z u l e t a — insistió en q u e los p u e b l o s h i s p á n i c o s
d e b í a n seguir el e j e m p l o de los Estados U n i d o s en su a c c i ó n
c r e a d o r a , pionera y o r g a n i z a d o r a y en su b ú s q u e d a de la ri-
q u e z a , p e r s u a d i é n d o s e de q u e ésta « n o es m e r a m e n t e una
c o n v e n i e n c i a sino un d e b e r » . M a e z t u hablaba del « s e n t i d o
reverencial del d i n e r o » , s u p e r a d o r de su a s p e c t o p u r a m e n t e
material, y p r o p o n í a c o m o f ó r m u l a a c e r t a d a : «El d i n e r o c o -
m o poder y el p o d e r c o m o e s p í r i t u » . 94

En c u a n t o al desarrollo y a p r o v e c h a m i e n t o de la t é c n i c a
en q u e los n o r t e a m e r i c a n o s h a n d e m o s t r a d o u n a t r e m e n d a
c a p a c i d a d , al final c i e r t a m e n t e d e s h u m a n i z a d o r a y d e s t r u c -
t o r a , p u e d e n y d e b e n a p r o v e c h a r s e c o m o u n valor p o s i t i v o ,

9 4
E n r i q u e Z u l e t a , América en el pensamiento de Maeztu, en Revista
« A t l á n t i d a » , V o l . III N? 14, m a r z o - a b r i l 1965, M a d r i d .

- 170 -
a d e c u a n d o la t é c n i c a , en un p r o c e s o de transcu/turación
— c o m o quiere Luis A l b e r t o S á n c h e z — «a nuestra inspira-
ción c r i o l l a » , o, c o m o p r e t e n d e S a m u e l R a m o s , c o n t r o -
95

l a n d o su c r e c i m i e n t o para «evitar u n a excesiva m e c a n i z a -


c i ó n de la v i d a » . 9 6

Pero la posibilidad de un f r u c t í f e r o i n t e r c a m b i o de valo-


res culturales entre las d o s A m é r i c a s se asienta s ó l i d a m e n t e
en la realidad g e o p o l í t i c a c o n t i n e n t a l , en el s u s t r a t o de una
c o n t i n u i d a d y u n i d a d g e o g r á f i c a s y la p o t e n c i a l i d a d telúrica
q u e estas e n c i e r r a n . Este t e l u r i s m o f u n d a m e n t a l del q u e
Keyserling llama «el c o n t i n e n t e del tercer día de la c r e a c i ó n »
afecta r a d i c a l m e n t e , en sus respectivas creaciones c u l t u r a -
les, al p u e b l o h i s p a n o a m e r i c a n o y al p u e b l o a n g l o a m e r i c a -
n o . A m b o s p u e b l o s c o m p a r t e n la fuerza prodigiosa de la n a -
turaleza a m e r i c a n a , su t o d a v í a en g r a n parte p o r t e n t o s a vir-
g i n i d a d , y la l u c h a , h i s t ó r i c a m e n t e reciente y en m u c h o s l u -
gares a c t u a l , por c o n q u i s t a r l a y d o m i n a r l a . El h o m b r e a m e -
ricano está m u y cerca de la tierra, p s í q u i c a m e n t e , y t a m b i é n
f í s i c a m e n t e e s p e c i a l m e n t e en nuestra A m é r i c a e s p a ñ o l a ; y
hasta i n m e r s o , en m u c h o s casos, en esa naturaleza t e r r e n a .
Se da en el h o m b r e y la c u l t u r a a m e r i c a n o s en general u n
p r o c e s o de t e r r e n a l i z a c i ó n , q u e tiene las más diversas ex-
presiones c o m o « r e v a l o r a c i ó n de la materia». Una de estas
expresiones es el c u l t o n o r t e a m e r i c a n o al « c o n f o r t » . Para el
c h i l e n o A r m a n d o Roa «la c u l t u r a n o r t e a m e r i c a n a es la única
terrestre, c i m e n t a d a en la c o r p o r e i d a d » . Pero t a m b i é n nues-
tra cultura h i s p a n o a m e r i c a n a tiene raíces p r o f u n d a s en la
tierra de A m é r i c a y e s t o la v i n c u l a , s u b t e r r á n e a m e n t e si se
quiere, c o n la c u l t u r a n o r t e a m e r i c a n a , a u n q u e Roa le niega
raíces telúricas a ésta y la u b i c a , n e g á n d o l e p r o f u n d i d a d , en
la pura superficie, p o r lo q u e para él n o s o t r o s los h i s p a n o a -
m e r i c a n o s e s t a m o s más distantes c u l t u r a l m e n t e de nues-

9 5
L u i s A l b e r t o S á n c h e z , ¿Existe América Latina?, C o l e c c i ó n T i e r r a Fir-
m e , F o n d o de Cultura E c o n ó m i c a , M é x i c o .
9 6
S a m u e l R a m o s , El perfil del hombre y la cultura en México, Editorial
Pedro R o b r e d o , M é x i c o 1938.

- 171 -
tros v e c i n o s del N o r t e q u e de E u r o p a . N o c r e e m o s q u e
97

pueda negarse la influencia de lo t e l ú r i c o , sobre t o d o en el


c o n t i n e n t e a m e r i c a n o , d o n d e su fuerza es t a n palpable y a
veces i n c o n t r a s t a b l e , de lo q u e hay a b u n d a n t e m u e s t r a en
la poesía y novelística de las d o s A m é r i c a s y t a m b i é n en
otras m a n i f e s t a c i o n e s artísticas y vitales c o m o , p o r e j e m -
p l o , el b a r r o c o h i s p a n o a m e r i c a n o . N o p o d e m o s entrar aquí
a desarrollar este t e m a , del q u e por otra parte algo se ha ex-
presado c o n m a y o r e x t e n s i ó n en o t r o s libros m í o s , sin e x p o -
nernos a perder el hilo de n u e s t r o discurso y a desviarnos
del p r o p ó s i t o p r i m o r d i a l del m i s m o .
Para n o s o t r o s es evidente el p a r e n t e s c o y filiación espiri-
tual de H i s p a n o a m é r i c a c o n respecto a Europa, y d i r e c t a -
m e n t e c o n España y el espíritu e u r o p e o o c c i d e n t a l q u e ella
ha e n c a r n a d o h i s t ó r i c a m e n t e . T a m b i é n es una realidad his-
tórica la v i n c u l a c i ó n política y cultural d e las dos A m é r i c a s ,
la hispana y la s a j o n a , q u e nace, p o r u n a parte, de la c o n v i -
vencia en u n m i s m o suelo c o n t i n e n t a l diferente de o t r o s
suelos del m u n d o , del c o m p a r t i m e n t o vital de un m i s m o
a m b i e n t e y f u e r z a t e l ú r i c o s ; y, p o r otra parte, de la ¡ntercul-
turación, f r u t o del inevitable c h o q u e político y cultural a t r a -
vés del desarrollo h i s t ó r i c o , cualesquiera q u e sean o h a y a n
sido las c o n s e c u e n c i a s de d i c h o e n c u e n t r o .

«¿Tantos millones de h o m b r e s h a b l a r e m o s inglés?», se


p r e g u n t a b a a n g u s t i a d o R u b é n Darío en su p o e m a «Los Cis-
nes», en los albores del s i g l o , t e m i e n d o el n a u f r a g i o de la
Cultura Hispánica y la a b s o r c i ó n de n u e s t r o s p u e b l o s a n t e el
avance arrollador de los b ú f a l o s del N o r t e . Sin e m b a r g o ,
h o y la marea invasora hispánica ha a v a n z a d o hacia las tie-
rras de Roosevelt, «el f u e r t e Cazador», y en las t i e n d a s de
M i a m i se p o n e n letreros d o n d e se a n u n c i a e x c e p c i o n a l m e n -
t e : « A q u í se habla inglés». Por o t r o l a d o , en T e x a s el f e n ó -
m e n o de la interculturación se ha reflejado en u n a desafor-

9 7
A r m a n d o R o a , Sentido histórico de los Estados Unidos, e n « A m é r i c a
N u e s t r a » , A r c h i v o s d e la R e v i s t a E s t u d i o s , S a n t i a g o , C h i l e 1944.

- 172 -
t u n a d a hibridez i d i o m á t i c a , para la cual hasta se ha i n v e n t a -
d o un n o m b r e : « s p a n g l i s h » .

La c o n t i n e n t a l i d a d a m e r i c a n a es realidad histórica y polí-


t i c a q u e ha e n c o n t r a d o e x p r e s i ó n jurídica en los T r a t a d o s
I n t e r a m e r i c a n o s y en la O r g a n i z a c i ó n de Estados A m e r i c a -
nos (OEA).

Esta relación j u r í d i c o - p o l í t i c a se halla planteada a h o r a ,


c o m o atrás s e ñ a l a m o s , n o en el t e r r e n o del d o m i n i o i m p e -
rialista y a n q u i sobre c a d a u n o de nuestros p u e b l o s , sino
f u n d a m e n t a l m e n t e en la bilateralidad de u n a A m é r i c a His-
p a n a , c o n c e p t u a d a c o m o u n i d a d histórica y en c a m i n o de
su i n t e g r a c i ó n e c o n ó m i c a , política y cultural a través de in-
t e g r a c i o n e s regionales parciales (Pacto A n d i n o , O D E C A ) ,
f r e n t e a la otra u n i d a d histórica a m e r i c a n a , la q u e c o n s t i t u -
y e n los Estados U n i d o s de A m é r i c a , realizados, desde hace
a p r o x i m a d a m e n t e un siglo, su plena i n t e g r a c i ó n y su e x p a n -
s i o n i s m o territorial.

A través de estas realidades culturales, políticas y j u r í d i -


cas se ha f o r m a d o una cierta conciencia de continentalidad
a m e r i c a n a c o n p r o y e c c i o n e s históricas f u t u r a s , e incluso un
líder y pensador p o l í t i c o c o m o Haya de la T o r r e , de insospe-
chable actitud antiimperialista, apuntaba ya en 1954, m o t i -
v a d o por las c o n c e p c i o n e s de T o y n b e e , la posibilidad de
una Civilización Americana o Novomúndica, así la llama él,
« c o m o rama en p r o c e s o de separación de la Cristiana O c c i -
d e n t a l » , f r u t o de la i n t e g r a c i ó n de valores a n g l o a m e r i c a n o s
e h i s p a n o a m e r i c a n o s . « ¿ P o d r í a t r a n s p o n e r s e , al f i n ,
— p r e g u n t a Haya de la T o r r e — nuestra c o n o c i d a f ó r m u l a
d e d u c i d a de la c o n t i n g e n t e realidad e c o n ó m i c a y política
i n t e r - a m e r i c a n a , de estos días, a los c a m p o s d i u t u r n o s de la
filosofía de la Historia, y repetir q u e «los Estados U n i d o s ne-
cesitan t a n t o de I n d o a m é r i c a c o m o ésta de ellos?». A c e p t a -
da c o m o categoría de premisa esa recíproca necesidad de
relaciones, y elevada a la jerarquía c u l t u r a l , inalienable para
la génesis de u n a nueva civilización, no es i n c o n g r u e n t e

- 173 -
considerar los decisorios f a c t o r e s distinguibles de una y otra
a p o r t a c i ó n de las A m é r i c a s . Ni lo es aseverar q u e la p r e d o -
m i n a n c i a t e c n o l ó g i c a , p o s i t i v a , material, del g i g a n t e y veloz
tour de forcé civilizador n o r t e a m e r i c a n o es insuficiente para
p r o d u c i r lo q u e T o y n b e e llama «el m i l a g r o » de una sociedad
n u e v a , a u t o n ó m i c a , enteriza, universal. Las esencias q u e a
ella le faltan se hallan f u e r a de su d i m e n s i ó n y aparecen t a n -
gibles en la n u e s t r a » . 98

Para Haya de la T o r r e el i d i o m a y la religión no s o n f a c t o -


res de u n i d a d q u e i m p i d a n la escisión de las sociedades, ni
la falta de esa u n i d a d i d i o m á t i c a y religiosa c o n s t i t u y e i m p e -
d i m e n t o para q u e se dé u n a C o m u n i d a d Cultural. La Cultura
de O c c i d e n t e , desde l u e g o , encierra u n a pluralidad i d i o m á t i -
ca a u n q u e d e n t r o de la m i s m a familia lingüística i n d o e u r o -
p e a . S i n e m b a r g o , el C r i s t i a n i s m o , c o m o v i m o s a n t e s , es
u n o de los e l e m e n t o s c o n s t i t u t i v o s y d e f i n i t o r i o s de d i c h a
Cultura Occidental y la crisis histórica de esta Cultura se
p r o d u j o precisamente por la r u p t u r a de la u n i d a d religiosa
c o m o f r u t o de la R e f o r m a P r o t e s t a n t e . Para salvar esta cri-
sis se necesita una fuerza de u n i d a d espiritual salutífera q u e
es la q u e e n c o n t r a m o s en el m u n d o h i s p á n i c o .

En c u a n t o a la l e n g u a , su u n i d a d es i n d i s c u t i b l e m e n t e un
a g l u t i n a n t e f o r m i d a b l e de esa u n i d a d espiritual. Porque el
c a m i n o de s u p e r a c i ó n de la crisis de O c c i d e n t e y del M u n d o
M o d e r n o no es, c o m o a p u n t a el líder p e r u a n o , el n a c i m i e n -
t o de u n a nueva Cultura A m e r i c a n a por secesión de la C u l -
tura Occidental e u r o p e a , s i n o , a lo s u m o , el traslado a A m é -
rica del c e n t r o de esa C u l t u r a O c c i d e n t a l , y f u n d a m e n t a l -
m e n t e la salvación de la m i s m a , p o r q u e en ella e s t a m o s in-
t e g r a d o s e u r o p e o s y a m e r i c a n o s , y p o r q u e , c o m o señala
T o y n b e e , «nos hallamos solos a la deriva, sin otra cosa en
t o r n o q u e civilizaciones m a l t r e c h a s » .

9 8
R a ú l H a y a d e la T o r r e , Aprismo y filosofía, Ediciones Pueblo, Lima,
Perú 1961.
A h o r a b i e n , para esa a c c i ó n salvadora de O c c i d e n t e es
indispensable la v i n c u l a c i ó n c o n E u r o p a , y esa v i n c u l a c i ó n
se da a través de España, c o n la cual lo q u e f u n d a m e n t a l -
m e n t e n o s u n e es la l e n g u a , q u e — c o m o dice H u m b o l d t —
«es la m a n i f i e s t a c i ó n exterior del espíritu de los p u e b l o s ; su
lengua es su espíritu y su espíritu su l e n g u a » . O en la frase 99

más i n d i v i d u a l , pero no m e n o s expresiva, de U n a m u n o : «la


sangre de m i espíritu es m i l e n g u a » .

La lengua n o s u n e a España y n o s separa de los Estados


U n i d o s . En el decir de Picón Salas, la lengua española es,
para n o s o t r o s los h i s p a n o a m e r i c a n o s , « u n admirable s í m b o -
lo de i n d e p e n d e n c i a política; lo q u e i m p i d i ó q u e la a c c i ó n de
Bolívar y S a n M a r t í n , por el f o n d o de historia c o m ú n q u e se
movilizara en las guerras c o n t r a F e r n a n d o V I I , q u e f u é s e -
m o s para los i m p e r i a l i s m o s del siglo X I X una n u e v a A f r i c a
por r e p a r t i r s e » .
100

La lengua castellana, f u n d a m e n t o de nuestra u n i d a d


c u l t u r a l , f u e n u e s t r o principal e s c u d o c o n t r a el i m p e r i a l i s m o
n o r t e a m e r i c a n o , p o r q u e i m p i d i ó nuestra total d e s i n t e g r a -
c i ó n , el aislamiento espiritual de n u e s t r o s p u e b l o s , y n o s
p e r m i t i ó unirnos en m u c h a s o c a s i o n e s , o en otras n o s dio
un s e n t i m i e n t o de u n i d a d , h a c i e n d o posible que l i b r á r a m o s ,
d u r a n t e más de un siglo, nuestra batalla c o m ú n en los f o r o s
internacionales para d e f e n d e r nuestra soberanía y nuestra
personalidad h i s t ó r i c a .

Hay además otras realidades vitales q u e levantan vallas


de separación espiritual e n t r e las d o s A m é r i c a s . Existe un
m a r c a d o c o n t r a s t e entre nuestras exigencias espirituales y
el «american w a y o f life», entre el i n d i v i d u a l i s m o h i s p á n i c o y
la t e n d e n c i a n o r t e a m e r i c a n a a la «standardización» m a s i v a ,
entre la i n t e g r a c i ó n étnica y racial realizada en nuestra p o -

J o s é M a r í a V a l v e r d e , Guillermo
9 9
de Humboldt y la filosofía del lengua-
je,Gredos, M a d r i d 1955.
M a r i a n o P i c ó n S a l a s , De la Conquista
1 0 0
a la Independencia, Fondo de
Cultura Económica, México.

- 175 -
blación y la i n t e g r a c i ó n a nivel de d e m o c r a c i a política de las
diversas c o m u n i d a d e s étnicas q u e d e n t r o de la s o c i e d a d
n o r t e a m e r i c a n a c o n s e r v a n , en g r a n parte, sus propias c a -
racterísticas de o r i g e n n a c i o n a l , sin llegar a f u n d i r s e e n t e r a -
m e n t e en u n i d a d de c u l t u r a p o p u l a r .

M u c h a s de esas vallas espirituales p u e d e n ser r e m o v i -


das o superadas para la c o m p r e n s i ó n y solidaridad c o n t i -
nentales en la defensa de valores culturales y políticos u n i -
versales y en la tarea de c o n s t r u c c i ó n de u n m u n d o mejor.
En n i n g ú n caso para la c r e a c i ó n de una Cultura única a m e r i -
c a n a q u e tuviera la a b s u r d a hibridez del spanglish tejano.

La crisis de O c c i d e n t e a f e c t a , desde sus raíces protes-


tantes y racionalistas, a la Civilización N o r t e a m e r i c a n a . Por
eso los Estados U n i d o s d e b e n estar dispuestos a recibir, en
varios s e n t i d o s ya están r e c i b i e n d o , una creciente influencia
cultural h i s p a n o a m e r i c a n a .

En la tarea c o m ú n de s u p e r a c i ó n de la crisis de O c c i d e n -
te A m é r i c a y Europa t i e n e n q u e e n c o n t r a r s e . Los Estados
U n i d o s e n c o n t r a r á n a Europa a través de España y en la m e -
dida en q u e los valores de la Cultura Hispánica de nuestra
A m é r i c a vayan i m p r i m i e n d o el carácter de una nueva jerar-
quía espiritual en N o r t e a m é r i c a . Ya su gran poeta popular,
Walt W h i t m a n , lo presintió en aquellos versos de profético
h o m e n a j e a España:

« N o creas q u e te o l v i d a m o s , M a d r e .
¿Te has q u e d a d o rezagada m u c h o t i e m p o ?
¿Se cerrarán de n u e v o las n u b e s sobre tí?
| A h l Pero de n u e v o has aparecido entre n o s o t r o s ,
te c o n o c e m o s ; ]
la visión de ti ha sido u n a segura prueba para n o s o t r o s .
Allí aguardas, c o m o en t o d a s partes, tu h o r a » .

- 176 -
TITULOS DE LA COLECCION

Publicados;

1. Hacía una Democracia cultural.


2. Los derechos culturales corno derechos humanos.
3. La desmitificación de la Cultura.
4. Métodos y objetivos de la planificación cultural.
5. Acción cultural de los Organismos internacionales
europeos.
8. Políticas culturales en Europa.
7. Animación socio-cultural.
8. Cultura española y autonomías.
9. Modelo de campaña de promoción cultural en núcleos
rurales.
10. Función pedagógica de los Museos.
11. Préstamo de libros a domicilio por correo.
12. Cultura y Comunidad rural,
13. El Museo, cultura para todos.
14. Marín, rey del Trovo.
15. Bases para una campaña de promoción cultural en
núcleos rurales,
18. Comunicación, información y cultura de masas,
17. Aspectos jurídicos de la protección del Patrimonio
histórico-artístico y cultural.
18, La música, vehículo de expresión cultural,
13, La cultura hispánica y la crisis de Occidente,
Impreso por: Artegraf
D e p ó s i t o legal: M-34094-1981
I . S . B . N . : 84-7483-199-7
P . V . P . : 400

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