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11/06

Obrigações
Contratuais: obrigações contratuais podem ser de jurisdição competente ou de lei
aplicável;

Extracontratuais: obrigações extracontratuais também podem ser de jurisdição


competente (no Brasil, pelo CPC) e por lei aplicável (arts. 167 e 168 do Código de Bustamante).

O art. 9° da LINBD regula as obrigações: esse artigo traz uma regulamentação escassa,
por isso se utiliza o Código de Bustamante (arts. 164 – 176) também. Mas, mesmo assim,
continua sendo pouco, sem contar que, tanto a LINBD, quando o Código de Bustamante são
muito antigos (surgiram antes de existir o direito do consumidor).

As obrigações podem surgir a partir de leis ou a partir de delitos/atos ilícitos. As


obrigações que nascem de lei obedecem as leis do país que as criou (art. 165 do Código de
Bustamante). As obrigações que nascem de atos ilícitos são reguladas pela lei do lugar onde o
delito aconteceu (art. 167 do Código de Bustamante – lex loci delicti comissio).

Art. 168 do Código de Bustamante fala sobre aquelas infrações que não ensejam
responsabilidade pessoal, apenas civil. Também utiliza-se a lei do lugar onde ocorreu.

No Brasil, a jurisdição competente é regulada pelo CPC e ele diz que o Brasil é
competente quando:

a) O réu for domiciliado no Brasil;


b) Tiver de produzir efeitos no Brasil;
c) Decorrer de circunstâncias que ocorreram no Brasil.

Protocolo de São Luís: é a regra jurídica que regulamenta o acidente de trânsito no


Mercosul. Em seus primeiros artigos, diz suas hipóteses de cabimento. Se a situação não se
encaixar nas primeiras hipóteses desse protocolo, usa-se o Código de Bustamante.

O art. 1° desse protocolo dala do âmbito de aplicação, ou seja, será aplicado quando
houver requisitos pessoas e requisitos territoriais.

Requisitos pessoais: todos os envolvidos devem ter domicílio em um dos países


membros – aqui, a nacionalidade não importa. O art. 2° traz o conceito de domicílio: de pessoa
física (residência não habitual, centro de atividades profissionais e residência habitual); e de
pessoa jurídica (sede, filial).

Requisitos territoriais: o acidente deve ter ocorrido dentro do território de um dos


membros.

O art. 7° do protocolo de São Luís trata da jurisdição competente: o autor escolhe o


que for mais conveniente entre o seu domicílio, o domicílio do réu ou o local do acidente.

O art. 3° do protocolo fala da lei aplicável, o que é independente da jurisdição


competente: a regra geral é a lei do lugar do acidente. Exceção: quando todos os envolvidos
forem domiciliados no mesmo Estado membro e este é diferente o lugar do acidente, nesse
caso, a lei aplicável será a do Estado onde eles são domiciliados.
Para a responsabilização civil, independe de lei aplicável, pois a lei de trânsito que rege
o acidente é a lei do local do acidente. Para a responsabilização criminal também é utilizada a
lei do local do acidente.

18/06

As obrigações extracontratuais são as decorrentes de acidente de trânsito.

Jurisdição competente Lei aplicável

Mercosul Art. 7° do Protocolo de São Art. 3° do Protocolo de São


(art. 1° e 2° do Protocolo de Luís Luís (regra e exceção)
São Luís
Regra geral Art. 21 do CPC Arts. 167 e 168 do Código de
(se não estiver no âmbito de Bustamante
aplicação do Mercosul

O art. 9° da LINBD cita a lex loci celebrations (lugar da celebração) para lei aplicável e
determinar o tipo de obrigação que se trata o caso concreto.

Leis utilizadas por outros países:

- Lex loci celebrations

- Lex loci executionis

- Lex voluntatis

A autonomia das partes é o princípio brasileiro, porém o entendimento em relação à


lei aplicável às obrigações de DIP continua sendo a lei do lugar da celebração.

Por outro lado, é autorizado às partes escolher a jurisdição competente e, quando


escolherem a jurisdição, o DIP aplicável é o mesmo da jurisdição. Sendo assim, a lei aplicável
pode mudar. Ex.: elegemos a jurisdição do Uruguai, o DIP (que vai dispor sobre a lei aplicável)
será o do Uruguai.

É possível também que as partes escolham um juízo arbitrário, com exceção da


hipótese em que o poder econômico de uma das partes é muito distante do poder da outra.

Obs.: O princípio da ordem pública também é aplicado no que diz respeito às


obrigações.

Art. 168 do Código de Bustamante trata da natureza, dos efeitos e da extinção das
obrigações: seguem a lei da obrigação, ou seja, a lei aplicável da obrigação.

Art. 172 do Código de Bustamante trata das provas das obrigações.

Art. 176 do Código de Bustamante diz que a lei pessoal de cada país regula a
capacidade para contratar.
Art. 177 do Código de Bustamante diz que, no caso de haver vício, erro, coação, será
aplicada a lei do território (lei de onde a pessoa estava quando consentiu a obrigação com
erro) – essa é uma exceção.

Quando o contrato é feito entre ausentes: o art. 3° § 2° da LINBD diz que segue a lei do
país em que reside o proponente (quem propôs o contrato). Nas compras realizadas pela
internet, o proponente é o vendedor. Porém, às vezes o princípio da ordem pública pode ser
aplicado, uma vez que pode ferir o direito do consumidor no Brasil. Nesses casos, permite-se
aplicar a lei mais benéfica (do lugar do proponente ou a brasileira).

Regras gerais para obrigações contratuais:

Lei aplicável:

a) Art. 9° da LINBD: lex loci celebrations


b) Entre ausentes (art. 9° § 2°): lei do domicílio do proponente. Exceção: art. 17
LINBD – aplica-se a lei brasileira ou a do domicílio do proponente (a que for mais benéfica) aos
ausentes para relações de consumo.

A lei que rege a obrigação determina os meios de prova e os meios de extinção (art.
169 do Código de Bustamante). A extinção se dá pelo pagamento: art. 170 do Código de
Bustamante (a moeda é determinada pela lei do local de pagamento).

Capacidade para suceder: determinada pela lei do domicílio do contratante (art. 176
do Código de Bustamante).

Vícios no momento de prestar o consentimento: aplica-se a lei territorial (art. 177 do


Código de Bustamante).

Art. 9° § 1°: única preocupação que acontece em relação à lei do país onde se encontra
o bem objeto de um contrato é quanto às regras de inscrição/registro. Ex.: bens no Brasil tem
registro, então mesmo se o contrato usar a lei de outro país, será necessário seguir a questão
do registro aqui.

20/06

Câmara de comércio internacional


É uma organização governamental e edita, desde o início do século XX, percebe a
necessidade facilitar a interlocução entre empresas de países distintos. Então, a CCI pública
modelos de contratos; esses modelos são construídos de acordo com a realidade comercial e,
partir disso, vão ajustando de acordo com as sistemáticas diferentes.

Atualmente, se tem a versão 2010 desses modelos, que são conhecidos como
“incoterms”. Eles são publicados periodicamente, de 10 em 10 anos.

Quando surge uma nova publicação de modelos, não faz com que os modelos
anteriores deixem de existir. Eles seguem existindo e as partes têm liberdade de contratar,
podendo, inclusive, escolher os modelos antigos. Quando se faz o contrato, deve fazer
referência, colocando “FOB (Incoterms 2000 CCI)”, por exemplo. Normalmente, se usa o
modelo anterior no período de transição de modelos.

O fato da CCI ter um conjunto de árbitros é vantajosa porque quando surge algum
conflito em relação ao contrato, isso volta ao CCI, para que o modelo seja aperfeiçoado para
uma republicação futura.

Além disso, esses modelos que são para os contratos, mas com o tempo, eles
passaram a ser tão usados, que até nas relações internas, as pessoas passaram a usar esses
modelos. Quando chegou na versão de 2010, foi incluída essa possibilidade, de usar esses
modelos nas relações internas.

Por exemplo, no modelo “FOB” a tradição acontecia no momento em que a


mercadoria passava pela lateral do navio. Assim, passou a acontecer alguns problemas. Então,
se começou a colocar um carimbo referindo o modelo do contrato, prolongando o momento
da tradição para quando a mercadoria já estava arrumada dentro do navio. Essa dinâmica da
vida é que permite que os modelos de contratos possam ser readequados.

No modelo de contrato deve ser definido quem deve carregador a mercadoria no


caminhão, quem vai custear o transporte, quem vai cobrir as despesas do seguro, quem vai
cobrir as despesas aduaneiras, quem vai pagar as despesas portuárias, quem vai pagar se a
mercadoria precisar ficar no porto mais do que o previsto, etc. A maior parte dos modelos
acontece dividindo despesas, vai depender da logística que cada uma das empresas dispuser.

Principais modelos (incoterm):

a) EXW (Ex Works): nesse modelo, a tradição se daria no estabelecimento do


vendedor.

b) FAT (Freeattransporter): a documentação já está pronta, desembaraçada. A


mercadoria é entregue ao transportador (qual transportador vai estar estabelecido no
contrato). O custo da mercadoria aumenta, pois se entrega ao transportador (custo com
transporte); mas a grande despesa se dá nas despesas de desembaraço de entrega e saída de
mercadoria no país. Quem arca com as despesas de transporte é o vendedor.

c) FAS (Freealongsideship): a mercadoria está ao lado do navio (se se consegue


estar ao lado do navio ou não, depende da dinâmica de cada porto e do tipo de mercadoria).
Se dá a tradição quando a mercadoria é colocada no lugar onde, a partir dali, será embarcada.
Está acordado que o vendedor deixará a mercadoria no cais do porto tal, em tal data (quando
a mercadoria chegar nesse porto, nessa data, se dá a tradição). Ali se dá a tradição e visa a
responsabilidade, a partir daí, do comprador. Ex.: se acontece uma greve e a mercadoria
perece no porto, vendedor não se responsabilidade, pois já houve a tradição. As despesas e os
riscos portuárias são por conta do comprador.

Obs.: os impostos de saída de um país são de responsabilidade do vendedor; os de


entrada no outro país, são de responsabilidade do comprador.
d) FOB (Freeonboard): livre a bordo. A tradição acontece quando a mercadoria já
foi embarcada. Os riscos e as despesas portuárias são por conta do devedor. O preço FOB é
mais caro do que FAS. Nesse caso, se há greve, o vendedor se responsabiliza. Depois da
tradição, no navio, os riscos e as despesas são de responsabilidade do comprador.

e) CFR (Costandfreight): a tradição também acontece quando a mercadoria for


embarcada. O vendedor também paga o transporte marítimo até o outro país. O seguro
marítimo é custeado pelo comprador.

f) CIF (Cost, insurance e freight): a tradição ainda se dá com o embarque da


mercadoria no navio. A diferença do CIF para o CFR é que o seguro marítimo é custeado pelo
vendedor, no caso de houver alguma fatalidade no transporte.

g) DAT (Deliveredatterminae): a tradição se dá no terminal (pode ser porto,


aeroporto, etc – vai estar determinado no contrato). Até a chegada no terminal, os custos são
todos do vendedor.

h) DAP (Deliveredat loci): a tradição é em outro local após o terminal (pode ser
uma casa, um estabelecimento, que é estabelecido no contrato). As despesas aqui são
custeadas pelo vendedor, a não ser os impostos brasileiros.

i) DDP (Delivereddutypaid): a tradição é em local após o terminal, determinado


no contrato. A diferença é que no DAP, o comprador paga os desembaraços aduaneiros
(impostos brasileiros) e no DDP quem paga seria o vendedor.

Obs.: exceções no Brasil: EXW e DDP: ocorre que no Brasil não se consegue pedir para
o estrangeiro pagar e, por isso, o comprador pode acabar pagando impostos e poderia pedir o
ressarcimento do vendedor depois.

25/06

Bens “in transitu”

São os bens que interessam ao DIP e que estão se deslocando de um lugar para o
outro. De acordo com nosso direito, a transferência de propriedade de bens móveis se dá com
a tradição – para isso, se tem vários modelos de contratos internacionais (acima) e, de acordo
com o modelo, o momento da tradição muda. Portanto, a análise desses modelos ajuda a
descobrir quem é o proprietário e as questões atinentes a esses bens.
Os bens são contemplados pela qualificação da lex causae, ou seja, se classifica um
bem como sendo um bem móvel ou imóvel, de acordo com o direito do lugar onde o bem está
situado ou registrado.
Se eu enquadro como um bem imóvel, se vai no DIP, na norma indireta e pergunta-se
qual lei se aplica para regular os bens imóveis e a resposta vai ser: lei do lugar onde o bem está
situado ou registrado (lexsitae). Se eu enquadro como um bem móvel, a lei aplicável vai ser a
lex persona (lei da pessoa, ou seja, é a lei que regula a vida, as questões relativas ao estatuto
pessoal do proprietário do bem – a lei da pessoa no direito brasileiro é a lei do domicílio).
Portanto, a lei do bem móvel segue a lei do seu proprietário e este segue a lei do seu domicílio.
Sobretudo nos interessa quando o bem móvel está em trânsito, pois ele está se
deslocando de um país para o outro e é preciso saber qual lei vai guarnecer esse bem.
Os bens móveis podem ser para uso pessoal ou eles estão postos no comércio
internacional. Portanto, o bem móvel em trânsito ele pode estar se deslocando para servir o
proprietário ou porque são objeto de contrato de comércio internacional de mercadorias.
No caso do DIP brasileiro, tratamos da mesma maneira os bens de uso pessoal e os
bens postos no comércio internacional. Ex.: a minha bolsa, o meu telefone têm o mesmo
tratamento de um carregamento de arroz, objeto de comércio internacional.
A regulamentação disso está na LINBD, no art. 8°. A LINBD só trata dos bens nesse art.
8°, já o Código de Bustamante já trata do assunto de forma mais detalhada.
Há uma exceção: se for um bem potencialmente lesivo ao meio ambiente, se aplica a
lei do bem onde o bem se encontra (onde o bem está passando), pois as consequências do
dano ambiental será desse lugar por onde o bem estava passando.