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RESUMO SOBRE PSICANÁLISE

BOCK, Ana Mercês Bahia, FURTADO, Odair, TEIXEIRA, Maria de Lourdes


Trassi. Psicologias: Uma Introdução Ao Estudo de Psicologia. In: ____.A psicanálise.
São Paulo: Saraiva, p. 368.

Com o estudo dos “processos misteriosos” do psiquismo, suas “regiões


obscuras”, isto é, as fantasias, os sonhos, os esquecimentos, a interioridade do
homem, como problemas científicos, levou Freud à criação da psicanálise.
O termo Psicanálise é usado em três campos diferentes: como teoria
caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o
funcionamento da vida psíquica. Como método de investigação busca o significado
oculto daquilo que é manifesto por meio de ações e palavras ou pelas produções
imaginárias, como os sonhos, os delírios, as associações livres. Como prática
profissional refere-se à forma de tratamento- analise – que busca o
autoconhecimento ou a cura, que ocorre através desse autoconhecimento.
Freud formou-se em medicina na Universidade de Viena, em 1881,
especializou em psiquiatria. Ao final da residência médica, conseguiu uma bolsa de
estudo em Paris, onde trabalhou com Jean Charcot, psiquiatra francês. Em 1886
voltou a Viena e voltou a clinicar. Conhece Josef Breuer, médico e cientista.
Trabalharam juntos no caso de Ana O.
Breuer nomeou de método catártico o tratamento que possibilita a
liberação de afetos e emoções ligadas a acontecimentos traumáticos que não
puderam ser expressos na ocasião da vivência desagradável ou dolorosa. Esta
liberação de afetos leva à eliminação dos sintomas.
Inicialmente Freud usava a hipnose para obter a historia da origem dos
sintomas. Posteriormente, passou a utilizar o método catártico. Depois de algum
tempo Freud modifica esse tratamento e não empregará mais a hipnose.
Desenvolveu a técnica de “concentração”, na qual a rememoração sistemática era
feita por meio de conversação normal; e por fim abandonou as perguntas para se
confiar por completo à fala desordenada do paciente.
Ao deixar seus pacientes à vontade no curso de suas falas e idéias, Freud
observou que muitas vezes, eles ficavam embaraçados, envergonhados com
algumas idéias ou imagens que lhes ocorriam. A esta força psíquica que se
contrapõem a tornar consciente, a expor um pensamento, Freud nomeou de
resistência. E chamou de repressão o processo psíquico que visa esconder, fazer
desaparecer da consciência, uma idéia ou representação insuportável e dolorosa
que está na origem do sintoma. Estes conteúdos psíquicos “localizam-se” no
inconsciente.
Em 1900, Freud apresenta concepção sobre a estrutura e o
funcionamento da personalidade. Essa teoria refere-se à existência de três sistemas
ou instancias psíquicas: inconsciente, pré-consciente e consciente.
No inconsciente estar os conteúdos reprimidos, que não tem acesso aos
sistemas pré-consciente/ consciente, pela ação de censuras internas. Estes
conteúdos podem ser sido conscientes, em algum momento, e ter reprimidos, isto é
“foram” para o inconsciente, ou podem ser genuinamente inconscientes.
O pré-consciente é onde permanecem aqueles conteúdos acessíveis a
consciência. É aquilo que não está na consciente, neste momento, e no momento
seguinte pode estar.
O consciente é o sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo
tempo as informação do mundo exterior e as do mundo interior.
Freud nas suas práticas clinicas sobre as causas e o funcionamento das
neuroses, descobriu que a maioria dos pensamentos e desejos reprimidos nos
primeiros anos de vida se configuravam como origem dos sintomas atuais. Assim a
sexualidade é postulada a existência da sexualidade infantil.
Os principais aspectos destas descobertas são:
A função sexual existe desde o principio da vida, logo após o nascimento.
O período de desenvolvimento da sexualidade é longo e complexo até
chegar à sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção do
prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher.
A libido, nas palavras de Freud, é a energia dos instintos sexuais.
As excitações sexuais estão localizadas em parte do corpo. Com isso,
Freud postula as fases de desenvolvimento sexual em: fase oral (a zona de
erotização é a boca), fase anal (a zona de erotização é o anus), fase fálica (a zona
de erotização é o órgão sexual); em seguida vem um período de latência, que se
prolonga até a puberdade e se caracteriza por uma diminuição das atividades
sexuais. E, finalmente a fase genital, quando a erotização não está mais no próprio
corpo, mas em um objeto externo ao individuo – o outro.
Na fase fálica que acontece dos três ao cinco anos ocorre o complexo de
Édipo, onde a mãe é o objeto de desejo do menino, e o pai é o rival. Ele então
procura ser o pai para “ter” a mãe isso ajudará na estruturação da personalidade do
individuo. Ao internalizar as regras e as normas sociais representadas e impostas
pela autoridade paterna e com medo de perder o amor do pai “desisti” da mãe.
A realidade psíquica é aquilo que para o indivíduo, assume valor de
realidade. E é isso o que importa, mesmo que não corresponda a realidade objetiva.
Outro postulado teórico de Freud é o funcionamento psíquico que é
concebido a partir de três pontos de vista: o econômico (que existe uma quantidade
de energia que “alimenta” os processos psíquicos), o tópico (aparelho psíquico é
constituído de um numero de sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza
e modo de funcionamento, o que permite considera-lo como “lugar” psíquico) e o
dinâmico (no interior do psiquismo existem forças que entram em conflito e estão,
permanentemente, ativas. A origem dessas forças é a pulsão). Compreender os
processos e fenômenos psíquicos é considerar os três pontos de vista
simultaneamente.
A pulsão (Eros é a pulsão de vida e abrange as pulsões sexuais e as de
autoconservação e Tanatos é a pulsão de morte) e sintoma (conflito interno entre o
desejo e os mecanismos de defesa).
Ao remodelar a teoria do aparelho psíquico, em 1920 e 1923, Freud
introduz os conceitos de id, ego e superego para referir-se aos três sistemas da
personalidade.
O id constitui o reservatório da energia psíquica, é onde se “localizam” as
pulsões: a de vida e a de morte. Já o ego é o sistema que estabelece o equilíbrio
entre as exigências de id, as exigências da realidade e as “ordens” do superego.
Procura “dar conta” dos interesses da pessoa. É regido pelo princípio da realidade,
que, com o princípio do prazer, rege o funcionamento psíquico. É um regulador, na
medida em que altera o princípio do prazer para buscar a satisfação considerando
as condições objetivas da realidade. O superego origina-se com o complexo de
Édipo, a partir da internalizarão das proibições, dos limites e da autoridade. A moral,
os ideais são funções do superego. O conteúdo do superego refere-se a exigências
sociais e culturais. Para a Psicanálise, o sentimento de culpa origina-se na
passagem pelo complexo de Édipo.
Os mecanismos de defesa são processos realizados pelo ego e são
inconscientes, isto é, ocorrem independentemente da vontade do indivíduo. Para
Freud, defesa é a operação pela qual o ego exclui da consciência os conteúdos
indesejáveis, protegendo assim o aparelho psíquico. Os mecanismos de defesa são:
recalque, formação reativa, regressão, projeção e a racionalização. Há outros
mecanismos de defesa do ego como: denegação, identificação, isolamento,
anulação retroativa, inversão e retorno sobre si mesmo.
O trabalho psicanalítico é o deciframento do inconsciente e a integração
de seus conteúdos na consciência. Isto por que estes conteúdos desconhecidos e
inconscientes que determinam à conduta dos indivíduos.