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INDICE

INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 1
OBJECTIVO GERAL ............................................................................................................... 2
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................................. 2
METODOLOGIA ..................................................................................................................... 3
CAPÍTULO I............................................................................................................................. 4
1. INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS.............................................................................. 4
1.1. Conceito de Intermediários Financeiros ........................................................................ 4
CAPÍTULO II ........................................................................................................................... 5
2. Tipos de Intermediários Financeiros ................................................................................. 5
2.1. Bancos Comerciais ........................................................................................................ 5
2.2. Bancos de Desenvolvimento ......................................................................................... 5
2.3. Cooperativas de Crédito ................................................................................................ 6
2.4. Bancos de Investimentos ............................................................................................... 6
2.5. Sociedades de Créditos, Financiamentos e Investimentos ............................................ 6
2.6. Sociedades Corretoras: as sociedades corretoras .......................................................... 6
2.7. Sociedades Distribuidoras ............................................................................................. 7
2.8. Sociedade de Arrendamento Mercantil ......................................................................... 7
2.9. Associações de Poupança e Empréstimo....................................................................... 7
2.10. Sociedades de Crédito Imobiliário ............................................................................ 7
2.11. Fundos Mútuos de Investimentos .............................................................................. 7
2.12. Entidades Fechadas de Previdência Privada.............................................................. 7
2.13. Seguradoras ............................................................................................................... 7
2.14. Companhias Hipotecárias .......................................................................................... 8
2.15. Agências de Fomento ................................................................................................ 8
2.16. Bancos Múltiplos....................................................................................................... 8
2.17. Bancos Cooperativos ................................................................................................. 9
2.18. Caixa Económica....................................................................................................... 9
2.19. Corretoras de Valores ................................................................................................ 9
3. Serviços prestados pelos Intermediários Financeiros ........................................................ 9
CAPÍTULO III ........................................................................................................................ 12
4. Obrigações dos intermediários financeiros ..................................................................... 12
5. Importância dos Intermediários financeiros .................................................................... 12
6. CONCLUSÃO ................................................................................................................ 14
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 15
INTRODUÇÃO
O presente trabalho, surge no âmbito da avaliação na cadeira de Mercados e Instrumentos
Financeiros, como forma de responder as exigências do docente da cadeira, o trabalho
aborda assuntos ligados ao Sistema Financeiro, com especial foco nos Intermediários
Financeiros. Este trabalho é composto por três capítulos.

No primeiro capítulo, procura-se delinear o conceito de intermediários financeiros,


trazendo – se uma abordagem doutrinária na concepção de vários autores e
consequentemente apresentando também a nossa opnião com relação ao tema em questão.
No segundo capítulo, pretende-se oferecer uma panorâmica da doutrina dos tipos de
intermediários financeiros em geral e existente em Moçambique em particular, assim
ainda neste capitulo apresenta – se os serviços que podem ser prestados por estes
intermediários no mercado financeiro.
O terceiro capítulo visa apreciar as obrigações dos intermediários financeiros, abordando-
se questões respeitantes aos requisitos exigidos pelas entidades reguladoras dos mercados
e pelos próprios investidores aos intermediários financeiros que atuam no mercado, assim
como aos requisitos substanciais e formais legalmente exigidas para que aqueles se
verifiquem, e ainda aos objectivos pretendidos e aos seus efeitos.

De um modo geral no conjunto dos intermediários financeiros devemos distinguir


funcionalmente o sistema bancário do sistema não-bancário. O sistema bancário é
responsável pela criação de moeda e pela concessão de crédito.
O sistema não-bancário é colector sobretudo de poupanças dos agentes que têm fundos
em excesso e credor dos agentes em défice de fundos. Entre o sector bancário e não-
bancário temos como distinção importante as diferenças de maturidade das operações.
Ambos concorrem pela captação e pela concessão de fundos, só que o primeiro pode criar
moeda enquanto que o segundo não.

1
OBJECTIVO GERAL

Apresentar uma abordagem sistemática em relação aos Intermediários Financeiros

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

 Conceituar o termo Intermediário financeiro

 Apresentar os tipos de Intermediários financeiros

 Descrever as obrigações e a relevância dos Intermediários Financeiros

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METODOLOGIA

No presente estudo, adotou-se como principais fontes de pesquisa: livros, trabalhos


acadêmicos, artigos científicos e avulsos, bem como consultas à internet, cujo aporte
técnico direcionou a operacionalização do conhecimento.
Conforme a descrição Marconi e Lakatos (2002 p. 58) comentam que:
[…] A pesquisa bibliográfica consiste em pesquisar material
1

acessível, como livros, artigos, redes eletrônicas, jornais, revistas e


materiais bibliográficos em geral. […]

Portanto é o primeiro passo na realização de qualquer trabalho científico, pois tem a


finalidade de colocar o pesquisador em contato direto com o que se encontra disponível
sobre o assunto estudado.

1
Cfr. LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. 4.ed.
São Paulo: Atlas, 1992.

3
CAPÍTULO I

1. INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS
1.1.Conceito de Intermediários Financeiros

De acordo com FERREIRA (2005:25) os Intermediários financeiros são empresas


prestadoras dos serviços de intermediação que permitem aos investidores atuar nos
mercados de capitais.

Ainda na opinião do mesmo autor, existem os Intermediários Financeiros que são a ponte
entre os investidores (Agentes Superavitários) e os tomadores de empréstimo (Agentes
Deficitários). A grande maioria destas instituições financeiras é constituída sob a forma
de Banco Múltiplo, e em conjunto a ele atuam também os correspondentes bancários que
vão desde lotarias a caixas em farmácias e supermercados.

Segundo FILGUEIRAS (2006:36) os intermediários financeiros realizam a


Intermediação financeira, que é o nome que se dá a transferência de recursos de um
agente superavitário para um agende deficitário.

Para MAXIMIANO (2005:37), dentro sistema financeiro nacional sempre teremos os


agentes superavitários (que são os poupadores) disponibilizando recursos aos agentes
deficitários (tomadores de crédito). A transferência destes recursos entre os participantes
da economia, gera uma remuneração que é o que chamamos de taxa de juros.

De acordo com NETO, (2005:33), são aquelas instituições captadoras de depósito á vista
(conta corrente). Prestam também serviços como cobrança bancária, conta corrente e cheques.
O principal objetivo dos bancos comerciais é destinar o crédito de curto e médio prazo tanto a
pessoas físicas como jurídicas. Os bancos comerciais são aqueles que possuem o efeito
multiplicador de moeda.

Entretanto, diante dos conceitos acima apresentados, o grupo chegou ao consenso que
os intermediários financeiros realizam a Intermediação financeira, que é o nome que se
dá a transferência de recursos de um agente superavitário para um agende deficitário.

Assim, o objetivo é de facilitar estas trocas existem as instituições Financeiras que


conhecemos, como bancos que são responsáveis por interligar estes agentes,
intermediando assim esta troca de recursos e levando o capital do agente superavitário
para o agente deficitário.

4
CAPÍTULO II

2. Tipos de Intermediários Financeiros

Segundo NIYAMA (2006:78), os intermediários financeiros podem ser de três tipos


distintos:

1. As instituições de crédito (bancos);


2. As empresas de investimento em valores mobiliários (sociedades corretoras,
sociedades financeiras de corretagem, sociedades gestoras de patrimónios, e
outras sociedades qualificadas pela lei como empresas de investimento ou
autorizadas a prestar algum serviço de investimento);
3. As sociedades gestoras de instituições de investimento coletivo (ou fundos de
investimento).

Nesta ordem de ideias FILGUEIRAS (2006:77) dispõe os seguintes intermediários


financeiros:

2.1.Bancos Comerciais
Os bancos comerciais são intermediários financeiros que transferem recursos dos
agentes superavitários para os deficitários. Entre suas principais actividades, estão:
podem descontar títulos, fazer operações de abertura de crédito, fazer operações de
crédito rural, de câmbio e comércio internacional, podem realizar captação de
depósitos à vista e a prazo fixo, obtenção de recursos com instituições oficiais para
repasse aos clientes, entre outras actividades que ajudam na circulação do dinheiro.

2.2.Bancos de Desenvolvimento
São agentes de financiamento, que apoiam empreendimentos que contribuam para
o desenvolvimento do país. É usado para o fortalecimento da estrutura de capital
das empresas, desenvolvimento do mercado de capitais. Seu objectivo é promover
o desenvolvimento do País, aumentando o nível de competitividade brasileira.
Desta forma, eleva a geração de emprego, e reduz as desigualdades.

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2.3.Cooperativas de Crédito
Normalmente, as cooperativas actuam em sectores primários da economia, ou
então são formadas pelos funcionários das empresas. Actuando no sector primário,
melhoram a comercialização dos produtos rurais e facilitam para que cheguem até
os consumidores.

Já nas empresas, oferecem crédito aos funcionários, que contribuem mensalmente


para manter a mesma. As operações de cooperativa são exclusivas para os
cooperado.
2.4.Bancos de Investimentos
Os bancos de investimentos fazem captação de recursos através de CDB e RDB,
de venda de cotas de fundos de investimentos, de capitação e repasse de recursos.
Os recursos adquiridos são direccionados a empréstimos e financiamentos para
aquisição de bens de capital pelas empresas ou subscrição de acções e debêntures.
Os bancos de investimento não podem utilizar os recursos para empreendimentos
mobiliários, e possuem limites para investimento no sector estatal.
2.5. Sociedades de Créditos, Financiamentos e Investimentos
Este tipo de instituição pode captar recursos através de letras de câmbio, e sua
função é financiar bens de consumo duráveis aos consumidores através de
crediário. Como é uma actividade de alto risco, o passivo das financeiras é limitado
a 12 vezes seu capital mais reservas.
2.6.Sociedades Corretoras: as sociedades corretoras
Servem como intermédio para terceiros, para que estes possam operar com títulos
e valores mobiliários. Para serem formadas, as corretoras dependem do Banco
central, e para poderem exercer suas actividades, dependem da CVM. Entre suas
actividades, as corretoras podem participar do lançamento de acções, auxiliando na
distribuição, podem administrar carteiras e fundos de investimentos, podem
intermediar operações de câmbio.
As corretoras contam com profissionais especializados em análise de mercado, de
sectores da economia e de companhias. Dão o suporte para que os investidores
tirem suas dúvidas e saibam sobre as melhores oportunidades de mercado.

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2.7.Sociedades Distribuidoras
Algumas de suas principais actividades são: a intermediação de oferta pública e
distribuição de títulos e valores mobiliários, fazem a administração e custódia das
carteiras de títulos e valores mobiliários, cuidam da formação, organização e
administração de fundos e clubes de investimento, podem operar no mercado
accionaria por conta de terceiros, comprando, vendendo e distribuindo títulos e
valores mobiliários, incluindo ouro financeiro; podem fazer a intermediação com
as bolsas de valores e de mercadorias; realizam lançamentos públicos de acções;
podem operar no mercado aberto e podem intermediar operações de câmbio. As
sociedades distribuidoras são supervisionadas pelo Banco central.
2.8.Sociedade de Arrendamento Mercantil
As sociedades de arrendamento mercantil fazem operações com leasing, nas quais
o locatário tem a opção de, no final do contrato, renovar o contrato, adquirir o bem
por um valor residual ou devolver o bem locado à sociedade. A captação de
recursos se dá através da emissão de debêntures.
2.9.Associações de Poupança e Empréstimo
São sociedades civis, onde a captação de recursos se dá através de caderneta de
poupança. O principal objectivo é o financiamento imobiliário, e todos os
associados possuem direito à participação nos resultados.
2.10. Sociedades de Crédito Imobiliário
São voltadas ao público de maior renda. A captação de recursos se dá através de
Letras Imobiliárias, depósitos de poupança e repasses de CEF. Os recursos
captados são destinados ao financiamento imobiliário directos ou indirectos.
2.11. Fundos Mútuos de Investimentos
Condomínios abertos que aplicam seus recursos em títulos e valores mobiliários, com
o objectivo de oferecer aos condomínios maiores retornos e menores riscos.
2.12. Entidades Fechadas de Previdência Privada
São aquelas mantidas por contribuição de grupo de trabalhadores. Parte de seus recursos
deve ser destinada ao mercado accionaria, por determinação legal.
2.13. Seguradoras
São definidas como instituições financeiras conforme determinação legal. O Banco
central determina o percentual limite a ser destinado aos mercados de renda fixa e
variável.

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2.14. Companhias Hipotecárias

São constituídas sob a forma de sociedade anónima. Possuem como objectivo, a


concessão de financiamentos destinados à produção, reforma, ou comercialização
de imóveis aos quais não se aplicam as normas do Sistema Financeiro de Habitação.
As companhias hipotecárias dependem da autorização do Banco central para
funcionarem. Entre os objectivos, estão o financiamento imobiliário, administração
de crédito hipotecário.
Principais operações passivas são as letras hipotecárias, debêntures, empréstimos e
financiamentos no País e no Exterior. E, suas principais operações activas, são
financiamentos imobiliários, aquisição de créditos hipotecários, refinanciamentos
de créditos hipotecários e repasses de recursos para financiamentos imobiliários.
Possuem também, como operações especiais, a administração de créditos
hipotecários de terceiros e de fundos de investimento imobiliário.
2.15. Agências de Fomento
As agências de fomento têm como objectivo conceder financiamento de capital fixo
e de giro. Estão sob o controle da Unidade da Federação, e devem ser constituídas
como sociedade anónima de capital fechado. Possuem fachada de instituição
financeira, mas não podem captar recursos junto ao público, fazer redesconto, ter
conta reserva no Banco central, contratar depósitos interfinanceiros como
depositante ou depositária, e não podem ter participação societária em outras
instituições financeiras.
As agências de fomento devem formar e manter, permanentemente, fundo de
liquidez no mínimo a 10% do valor de suas obrigações, devendo ser integralmente
aplicado em títulos públicos nacionais.
2.16. Bancos Múltiplos
São instituições financeiras que possuem pelo menos duas das seguintes carteiras:
comercial, de investimento e/ou desenvolvimento, de crédito, financiamento e
investimento. Sendo que a carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada
por banco público. O banco múltiplo deve ser constituído por no mínimo duas
carteiras, sendo que uma delas, obrigatoriamente, deve ser comercial ou de
investimento.

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2.17. Bancos Cooperativos
São bancos comerciais ou bancos múltiplos formados, obrigatoriamente, com
carteira comercial. Possui como accionistas controladores as cooperativas centrais
de crédito, as quais devem deter no mínimo 51% das acções com direito a voto.
Sua principal restrição é limitar suas operações e apenas uma UF, o que garante a
permanência dos recursos onde são gerados, estimulando o desenvolvimento local.

2.18. Caixa Económica

Assim como os bancos comerciais, a Caixa Econômica também pode constituída sob a
forma de banco múltiplo. Com diversas carteiras assim como os bancos comerciais, a
Caixa Econômica capta recursos através de depósitos á vista (Conta Corrente).

Também simular a um banco múltiplo, ela concede empréstimos de curto e médio prazo
a pessoas físicas e jurídicas.

A grande diferença da Caixa Econômica em relação a um banco comercial é que ela tem
funções sociais como o controle de benefícios do governo federal como Bolsa Família e
também é administradora dos recursos do FGTS.

2.19. Corretoras de Valores

As corretoras de valores são as intermediárias do mercado de capitais. Elas atuam na


intermediação da compra e venda de títulos e valores mobiliários entre os investidores e
a Bolsa de Valores (BVMF&Bovespa).

Lembramos que nenhum investidor, pode negociar diretamente com a bolsa sem a
intermediação de uma Corretora ou Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

3. Serviços prestados pelos Intermediários Financeiros

De acordo com MAXIMIANO (2005:37) os serviços de investimento que podem ser


prestados pelos intermediários financeiros são:

 A recepção, transmissão e execução de ordens sobre títulos por conta de outrem:


o intermediário financeiro executa, na bolsa, noutro mercado ou mesmo fora do
mercado, as ordens dadas pelos investidores, ou transmite-as a outro intermediário
financeiro.

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Apenas os intermediários financeiros que são “membros do mercado”, isto é,
registados nas instituições reguladoras do país onde é realizada a operação podem
executar as operações. Se o intermediário financeiro que recebe a ordem não for
membro do mercado onde o cliente quer realizar a operação, tem de a transmitir
a outro intermediário financeiro que o seja, para que este a execute.

 A gestão de carteiras de títulos por conta de outrem: refere-se à gestão de


patrimónios, nomeadamente dos valores mobiliários detidos pelos investidores.
 A gestão é efetuada de forma individual e personalizada, atendendo às
necessidades, perfil de risco e objetivos de cada cliente; a política de
investimentos é definida de forma mais ou menos discricionária, consoante as
condições e poderes conferidos pelo cliente e de acordo com o perfil acordado
(isto é, a maior ou menor apetência do investidor para exposição a aplicações de
risco, os objetivos do investimento – por exemplo, a obtenção de um rendimento
fixo com uma determinada periodicidade – e o significado que o capital investido
representa no património global do cliente).
 O registo e depósito de valores mobiliários: o intermediário financeiro mantém os
valores mobiliários dos investidores registados ou depositados em contas e,
sempre que uma ordem de um investidor é executada, o intermediário financeiro
em que a conta foi aberta regista um movimento na conta de valores mobiliários
desse mesmo investidor. Neste serviço inclui-se também o exercício de direitos
inerentes aos valores mobiliários dos clientes (por exemplo, recebimento de
dividendos, no caso das acções, ou de juros, no caso das obrigações).
 A concessão de crédito para realização de operações sobre valores mobiliários:
consiste na concessão de crédito aos investidores, em dinheiro ou em valores
mobiliários, para que estes realizem operações em bolsa, noutros mercados ou
fora de mercado. A prestação deste serviço implica o pagamento de um juro pelos
investidores, para além de outras contrapartidas que sejam previstas no contrato
de concessão de crédito celebrado com o intermediário financeiro.
 A consultoria para investimento em valores mobiliários: consiste no
aconselhamento dos investidores, e pode ser exercida por intermediários
financeiros e por consultores autónomos autorizados pelas entidades reguladoras
dos mercados de cada país.

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A prestação de qualquer um destes serviços implica o pagamento de uma
comissão pelo cliente ao intermediário ou consultor autónomo, que constitui a
remuneração do serviço prestado.

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CAPÍTULO III

4. Obrigações dos intermediários financeiros

De acordo com FERREIRA (2005:30) são várias as obrigações e requisitos exigidos pelas
entidades reguladoras dos mercados e pelos próprios investidores aos intermediários
financeiros que atuam no mercado, entre as quais:

 A adoção de elevados níveis de aptidão profissional, mantendo a sua organização


empresarial equipada com os meios humanos, materiais e técnicos necessários
para exercer a atividade de forma eficiente, evitando procedimentos errados ou
negligentes;
 A garantia de separação clara entre o seu património e o património dos seus
clientes, não podendo dispor dos valores mobiliários ou dinheiro que a estes
pertence sem acordo escrito, e devendo depositar o dinheiro dos clientes numa
conta bancária com alguma menção que permita distingui-la da sua própria conta;
 O registo contabilístico diário do saldo credor ou devedor, em dinheiro e em
valores mobiliários, de cada um dos clientes e mantendo um registo diário das
operações realizadas por conta própria e por conta destes;
 O evitar do conflito entre os seus interesses e os dos seus clientes investidores,
fazendo com que estes prevaleçam sempre;
 O assegurar de um tratamento equitativo e transparente entre os diversos clientes;
 Não colocação em risco da regularidade de funcionamento, a transparência e a
credibilidade do mercado.

5. Importância dos Intermediários financeiros

Na opinião de NETO, (2005:93), nas economias capitalistas os intermediários financeiros


desempenham um papel importante na afectação dos recursos permitindo um crescimento
mais rápido e menores flutuações da actividade económica. A iniciativa de investimento
das unidades de produção deixa de ser limitada pela riqueza dos seus proprietários.

A função daqueles intermediários leva-os a concentrar poupanças e excesso de


disponibilidades monetárias de uns agentes e a ceder meios de pagamento, por prazos
diversos, a agentes em défice destes meios.

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Sendo normalmente os agentes deficitários as unidades de produção e os excedentários
as famílias, é fácil perceber que desempenham um papel importante na utilização eficiente
de recursos pela aplicação e canalização da poupança que efectuam.

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6. CONCLUSÃO

Chegando o fim deste trabalho, pode-se dizer que os Intermediários financeiros são
organizações cuja finalidade é optimizar a alocação de capitais financeiros próprios e/ou
de terceiros, obedecendo uma co-relação de risco, custo e prazo que atenda aos objectivos
dos seus patrocinadores (no sentido da palavra inglesa stakeholder), incluindo pessoas
físicas ou jurídicas que tenham interesses em sua operação como accionistas, clientes,
colaboradores, fornecedores, agências reguladoras do mercado onde a organização opere.

Na verdade o mercado Financeiro opera administrando um equilíbrio delicado entre


moedas, prazos e taxas negociados para os capitais que capta (passivos) e para os que
aplica (activos) no mercado, respeitando os critérios e normas estabelecidos pelas
agências reguladoras/supervisoras de cada mercado onde actue. Um complicador para a
governança do Sistema Financeiro é a taxa de alavancagem entre os passivos e activos da
Instituição Financeira, a qual exige um contínuo monitoramento, e pode levar a eventuais
intervenções pelas agências reguladoras ou supervisoras, visando administrar o risco
sistémico.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERREIRA, Ricardo J. Contabilidade de Instituições Financeiras. 1ª ed. Rio de
Janeiro: Ferreira, 2005

FILGUEIRAS, Cláudio. Manual de Contabilidade Bancária. 1ª ed. Rio de Janeiro:


Elsevier, 2006

LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho


científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.

MAXIMIANO, Antonio Cezar Amaru. Teoria Geral da Administração: Da Revolução


Urbana à Revolução Digital. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2005

NETO, Alexandre Assaf. Mercado Financeiro. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2005

NIYAMA, Jorge Katsumi; GOMES, Amaro L. Oliveira. Contabilidade de Instituições


Financeiras. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

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