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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(ÍZA) DE

DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA CIRCUNSCRIÇÃO


JUDICIÁRIA DO GUARÁ – DF

GABRIEL KALIL MORAES, pessoa física, brasileiro, solteiro,


advogado, inscrito no CPF sob o n° 042.885.891-00, portador do RG de n°
2.820.494, inscrito na OAB/DF sob o n° 57.897, domiciliado na QE 14, Conjunto
A, Lote 45, Apartamento 105, Guará I, Brasília-DF, CEP: 71.015.011, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, oferecer a presente

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CC


INDENIZAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS
em face de MDF MOVEIS LTDA, pessoa jurídica, inscrita no CNPJ sob o n°
02.524.506/0021-79, IE 0738528602057, situada na SDN CJ A, LJ S-97 1,
Conjunto Nacional, Brasília DF, CEP: 70.077-900, pelos fatos e argumentos
jurídicos expostos a seguir.

I. SÍNTESE DOS FATOS.

Em 10.03.2018, o Requerente realizou a compra de um móvel,


aparador bar cristal branco, no valor de R$ 249,00, à vista, no cartão de débito,
pedido n° 7656270 e DAV n° 240227. Todavia, em descumprimento do contrato
entabulado com o Consumidor, não houve a montagem do móvel.

Na oportunidade, o Vendedor do estabelecimento garantiu ao


consumidor que (i) o móvel seria entregue em 5 (cinco) dias úteis e (ii) o móvel
seria montado em até 8 (oito) dias úteis após a entrega.

Todavia, após a entrega do móvel, a Fornecedora não realizou a


montagem do bem no prazo de 8 (oito) dias úteis, acarretando diversas
complicações na residência do Consumidor, um apartamento de 1 (um) quarto.

Após diversas tentativas frustradas de contado por telefone,


conforme fotos de chamadas não atendidas anexas, o Consumidor notificou
extrajudicialmente a Requerida por duas vezes, em 22.03.2018 e 27.03.2018, a
1
primeira, por cautela, para realizar a marcação da montagem e a segunda para que
a Requerida:

“no prazo de 15 (quinze) dias, DEVOLVA O VALOR DO MÓVEL


E FAÇA O TRANSPORTE DO MÓVEL ENTREGUE NA
RESIDÊNCIA DO CONSUMIDOR, sob o risco de
AJUIZAMENTO DE AÇÃO ORDINÁRIA, com fulcro no artigo
35, III, do CDC e 186, 187, 927 do CC c/c e 5, X, da Carta Magna,
requerendo a rescisão unilateral do contrato e danos morais
advindos da mora e do descaso da Fornecedora.”

Findo o prazo de 15 (quinze) dias da notificação, não houve resposta


ao e-mail. Assim, por inexistir possibilidade de composição extrajudicial, em
virtude de inexistir respostas nos meios de contato da Fornecedora, o Consumidor
provoca o MM. Juízo.

II. DOS FUNDAMENTOS.

O Código de Defesa do Consumidor impõe:

“Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente


precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação
com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados,
obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e
integra o contrato que vier a ser celebrado.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar


cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o
consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da


oferta, apresentação ou publicidade;

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia


eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a
perdas e danos.”

À luz da égide consumerista, o Consumidor requer ao douto Juízo a


rescisão do contrato de compra e venda preteritamente entabulado; a remoção do
bem entregue em sua residência por hora certa; e a restituição da quantia
adimplida, corrigida monetariamente, desde a data do desembolso, e acrescida de
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juros, por força dos artigos 394 e 395 do Código Civil, desde a instituição do
Fornecedor em mora, 27.03.2018.

Outrossim, o presente feito descreve ofensa aos direitos


extrapatrimoniais do autor, em face do distúrbio de sua vida privada e
complicações geradas pelo inadimplemento contratual, ato ilícito, conforme revela
leitura atenta dos artigos 186, 187 e 927 do Código Civil, 5°, X, da Carta Magna.
De fato, o c. TJDFT entende ser cabível a imposição de indenização por danos
morais no importe de R$ 2.000,00 em casos de atraso na montagem de móvel,
senão vejamos:

“CONSUMIDOR - REJEITADA PRELIMINAR DE INÉPCIA


DA INICIAL POR FALTA DE CONCLUSÃO LÓGICA DE
PEDIDOS - ATRASO NA MONTAGEM DE MÓVEL - DEFEITO
NO PRODUTO - REPARO NÃO EFETUADO A CONTENTO
EM 30 DIAS - FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO -
RESPONSABILIDADE OBJETIVA - DANO
MORALCONFIGURADO - RECURSO CONHECIDO E
IMPROVIDO - SENTENÇA MANTIDA - 1- embora diante da falta
de clareza na narrativa dos fatos, o juízo a quo, atento aos princípios
que norteiam a atividade judicante nos juizados especiais, bem
delimitou os pontos controvertidos, não sem antes restar inequívoca a
possibilidade defesa da parte demandada, no que a inicial não se
evidencia inepta. 2- no mérito, para a configuração da responsabilidade
do fornecedor, basta a demonstração do dano, do evento danoso e do
liame causal. Não há que se cogitar de prova de culpa do agente. 3-
demonstrada a demora em montar e corrigir o móvel adquirido com a
constatação de vício no produto. É do fornecedor o ônus de comprovar
excludente de responsabilidade. Não há qualquer indício de culpa
exclusiva da autora (RECUSA EM RECEBER OS TÉCNICOS) ou de
reparo efetuado no prazo de 30 dias (INEXISTÊNCIA DO DEFEITO).
4- não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode
o consumidor exigir a restituição imediata da quantia. Direito
potestativo conferido pelo CDC. 5- "as expectativas frustradas, a
fruição impossibilitada, as tentativas de solver o problema e a
recalcitrância da ré em restituir o preço compõem um cenário apto à
configuração dos danos morais, pois extrapolam o mero dissabor
cotidiano e configuram grave falha na prestação de serviço."
(ACÓRDÃO N.704889, 20120710341890ACJ, RELATOR: EDI
MARIA COUTINHO BIZZI, 3ª TURMA RECURSAL DOS
JUIZADOS ESPECIAIS DO DISTRITO FEDERAL, DATA DE
JULGAMENTO: 13/08/2013, PUBLICADO NO DJE: 23/08/2013.
PÁG.: 257). 6- não se pode olvidar a incidência da função preventivo-
pedagógica-punitiva dos danos morais, com o fito de prevenir novas
falhas e promover a punição pelos danos causados. Precedentes na
turma: acórdão n.706733, 20110111820846acj, relator: hector valverde
santana, 3ª turma recursal dos juizados especiais do distrito federal, data
de julgamento: 12/06/2012, publicado no dje: 15/06/2012. Pág.: 292. 7- 3
o valor de R$ 2.000,00 arbitrado pelo juízo "a quo" está dentro dos
parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade, devendo ser mantido.
8- recurso conhecido e improvido. Sentença mantida por seus próprios
fundamentos. 9- condenada a parte recorrente ao pagamento das custas
processuais e honorários advocatícios, estes fixados em 10 % do valor
da condenação. 10- a Súmula de julgamento servirá de acórdão,
conforme regra do art. 46 da Lei nº 9.099/95 . “
(TJDFT - Proc. 20141110015203 - (796230) - Rel. Juiz Marco Antonio
do Amaral - DJe 16.06.2014 - p. 305)

Do exposto, requer ao MM. Juízo a condenação da Requerida ao


pagamento de indenização por danos morais, no importe de R$ 2.000,00; ou por
valor equivalente, respeitadas as funções pedagógica, inibir as más práticas
comerciais; punitiva, estabelecer ônus àqueles que propositalmente descumprem
contratos e prejudicam os consumidores; e, por último, restauradora do status
quo ante, tendo em vista que o Consumidor teve que desembolsar nova quantia,
em pecúnia, para comprar um móvel velho com o intuito de alocar o seu aparelho
televisor.

Atualização do valor desembolsado

Data do
Valor Valor Corrigido
Valor Fator CM Juros % Juros R$
Devido Corrigido + Juros
Devido
10/03/2018 249,00 1,00070000 249,17 2,00% 4,98 R$ 254,15
Atualizado até 06.05.2018. Acrescido de juros desde 27.03.2018.

III. DOS PEDIDOS.

Diante de todo o exposto, roga ao douto Juízo que:

a) receba e conheça a exordial;

b) imponha a responsabilidade objetiva à Requerida pelo atraso na


montagem do móvel, com fulcro no art. 14 do CDC;

c) face a verossimilhança dos fatos alegados e a hipossuficiência do


Consumidor em relação à Fornecedora, à luz do regramento estabelecido pelo art.
373, parágrafos, do CPC e 6°, VIII, do CDC, em tudo que for cabível, inverta o
ônus probatório ao Fornecedor

d) determine à Requerida a remoção do móvel da residência do


Consumidor, por hora certa, sob pena de imposição de multa diária;
4
e) condene a Fornecedora à restituição do valor de pagamento do
móvel, atualizado desde o desembolso e acrescido de juros a partir da imposição
da Devedora em mora, no importe de R$ 254,15;

f) condene a Requerida ao pagamento de indenização a título de


danos morais, na quantia de R$ 2.000,00;

O Requerente atribui à causa o valor de R$ 2.254,15.

Nesses termos,
Pede deferimento.
Brasília, 06 de maio de 2018.

Gabriel Kalil Moraes


OAB/DF 57.897