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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Ato Administrativo���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Introdução��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Ato Administrativo
→→ Conceito de Ato Administrativo:
˃˃ Segundo o professor Hely Lopes Meirelles:
»» Ato administrativo é a manifestação de vontade unilateral.
• Gera superioridade.
• Gera efeitos jurídicos.
“Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extin-
guir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”.
→→ Ato unilateral:
Quando falamos em ato unilateral, estamos falando da vontade da Administração, sem a
anuência do administrado. Ou seja, o direito público é regido pela supremacia do interesse público
sobre o privado, gerando os chamados atos de império (mesmo que em algumas exceções existam
atos sem o poder de império).
Atenção: não se deve confundir com ato bilateral, uma vez que, nesse caso, estamos falando de
contratos administrativos.

Introdução
O primeiro ponto é entender como manifestação unilateral todo ato que a Administração profere
com o poder de império, ou seja, sem a concordância do particular. Isso se dá pelo princípio da su-
premacia do interesse público sobre o privado.
Em segundo lugar, devemos nos atentar para quem tem a possibilidade de proferir atos adminis-
trativos. Nessa situação, devemos entender como Administração Pública toda Administração direta
(União, Estados, DF e Municípios) e Administração indireta (autarquia, fundação pública, socieda-
de de economia mista e empresa pública – FASE).
Todos os atos administrativos devem obrigatoriamente seguir os princípios da LEGALIDADE,
IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA e também aos princípios da
RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
· Elementos (Requisitos) de Validade do Ato
Elementos de validade do ato administrativo são partes que, juntas, completam a ideia de um ato
válido, ou seja, de um ato legal. Dessa forma, qualquer omissão ou desobediência aos preceitos legais
que determinam os elementos do ato administrativo irão eivá-los de vício de ilegalidade.
→→ Competência:
˃˃ A competência refere-se aos poderes que a lei confere aos agentes públicos para exercer funções
com o mínimo de eficácia. A competência tem caráter instrumental, ou seja, é um instrumento
outorgado para satisfazer interesses públicos – Finalidade pública.
→→ Características da competência:
˃˃ Obrigatoriedade
»» Ela é obrigatória para todos os agentes e órgãos públicos.
˃˃ Irrenunciabilidade
»» A competência é um poder-dever de agir, e não pode ser renunciada pelo detentor do poder-
dever. Contudo, tem caráter relativo, uma vez que a competência pode ser delegada ou pode
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ocorrer a avocação.
˃˃ Intransferível
»» Mesmo após a delegação, a competência pode ser retomada a qualquer tempo pelo titular do
poder-dever, através da figura da revogação.
˃˃ Imodificável
»» Pela vontade do agente, pois somente a lei determina competências.
˃˃ Imprescritível
»» A competência pode ser exercida a qualquer tempo. Somente a lei pode exercer a função de
determinar prazos prescricionais. Exemplo: o Art. 54 da Lei 9784/99 determina o prazo deca-
dencial de 5 anos para anular atos benéficos para o administrado de boa-fé.
→→ Finalidade:
˃˃ Visa sempre ao interesse público e à finalidade específica prevista em lei. Exemplo: remoção de
ofício.
→→ FORMA:
˃˃ O ato administrativo é, em regra, formal e escrito.
»» OBS.: a Lei 9784/99, que trata dos processos administrativos no âmbito da União, reza pelo
princípio do informalismo, admitindo, assim, que existam atos verbais ou através de sinais.
(depende do contexto)
→→ MOTIVO:
˃˃ O motivo é a causa imediata do ato administrativo. É a situação de fato e de direito que deter-
mina ou autoriza a prática do ato, ou, em outras palavras, o pressuposto fático e jurídico (ou
normativo) que enseja a prática do ato.
»» Exemplo: CF Art. 40, § 1º, II, a’ – Trata da aposentadoria por tempo de contribuição.
˃˃ MOTIVOS: 10 serviço público/05 no cargo/60 idade/35 anos de contribuição.
˃˃ MOTIVAÇÃO: é a declaração por escrito do porquê do ato, ou seja, é a exteriorização dos
motivos. Um bom exemplo é o ato administrativo de demissão de um servidor. O motivo pode
ser o Art. 132 III – inassiduidade habitual. Esse motivo diz o porquê de o servidor ser demitido.
Contudo, a motivação conta o porquê da inassiduidade. Nesse caso, o administrador deve
contar como se deu a falta ao serviço por mais de 60 dias interpoladamente, o local da falta e
as provas contidas do fato. Em resumo, o motivo é a lei; a motivação é a “história” de por que
aplicar o artigo da lei.

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→→ Observações:
˃˃ Alguns doutrinadores consideram que todos os atos, mesmo os atos discricionários, devem ser
motivados.
˃˃ A corrente majoritária diz que somente os atos vinculados devem ser motivados (corrente da
prova).
˃˃ Alguns atos discricionários devem ser obrigatoriamente motivados (exemplo: atos que gerarem
despesas para a Administração Pública e atos de caráter punitivo).
˃˃ Os três primeiros elementos são sempre vinculados, pouco importando se são do ato vinculado
ou discricionário. Por esse motivo, dissemos que todos os atos, inclusive os atos discricionários,
possuem uma margem de vinculação.
EXERCÍCIOS
01. São elementos do ato administrativo:
a) presunção de legalidade, economicidade, eficiência e motivação.
b) competência, forma e vinculação.
c) presunção de legitimidade e impessoalidade.
d) competência, forma, objeto, finalidade e motivo
e) vinculação e discricionariedade.
GABARITO
01 - D

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