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Créditos de Tesouro nas mãos da elite frelimista

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2 Savana 12-02-2016
TEMA DA SEMANA

Créditos de Tesouro entregues à nomenklatura ainda por reembolsar

Devolvam o dinheiro do Povo


- 595.837 mil meticais (USD15 milhões ao câmbio médio de 40 meticais) ainda por cobrar

o
-“No que se refere aos empréstimos concedidos desde 31/12/2002, a taxa (reembolso) é de 19.9%, havendo, inclusive, 10 empresas
que, desde essa data, não efectuaram qualquer pagamento, sendo a sua dívida de 231.759 mil meticais”, Tribunal Administrativo

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T
rês anos após (2011 a análise, a MOPAC aparece com
2013) um “estranho mu- um saldo a 31 de Dezembro de
tismo”, o Tribunal Ad- 2014 de 72.452 mil meticais. No
ministrativo (TA) volta a período 2003-10, a MOPAC pa-
levantar a voz e exige ao Gover- gou apenas 7.404 mil meticais,
no que vá atrás dos controversos um peso de 9.3% em relação ao
créditos de Tesouro, na maioria valor total do empr
empréstimo.
entregues, nos princípios do ano
2000, a um conjunto de empre- Pachinuapa

ció
sas maioritariamente associadas A Nhama Comercial Lda, que
à elite política-económica ligada tem na sua estrutura acionista
ao partido Frelimo, através de Marina Pachinuapa, veterana da
critérios pouco claros e transpa- luta de libertação nacional, tam-
rentes. bém tem dinheiro por devolver.
A empresa da antiga assessora
No seu Relatório e Parecer sobre no Gabinete da também antiga
a Conta Geral do Estado (CGE) Primeira Dama de Moçambique,

so
referente ao exercício de 2014 já Maria da Luz Guebuza, foi, em
na posse do SAVANA, o Tribunal 2001, ao Tesouro contrair um
Administrativo (TA) lamenta a empréstimo avaliado em 5.186
inércia governamental na cobran- mil meticais. A Nhama comer-
ça dos polémicos empréstimos e cial, que se dedica à actividade
faz notar que as taxas de reem- comercial a grosso e a retalho, in-
bolsos “continuam a ser muito cluindo a importação e exporta-
baixas”. ção; assim como na realização de
O documento, libertado a 30 de investimentos na indústria, turis-
um
Novembro de 2015, já foi oficial- mo e pesca, pagou apenas 1.690
mente depositado no Gabinete mil meticais em 2012. No dois
da Presidente da Assembleia da anos seguintes não efectuou ne-
República, Verónica Macamo, nhum pagamento, segundo o TA,
devendo ser debatido por aque- ficando com um saldo de 3.496
le órgão de soberania, na sua mil meticais.
próxima sessão, que arranca na
quarta-feira, 17 de Fevereiro. Alberto Chipande
Recorde-se que nas contas de Segundo o documento do TA, o
2011 a 2013, o principal auditor Grupo Mecula, uma empresa vo-
das contas do Estado havia omi- cacionada ao transporte de pas-
de

tido a parte referente aos créditos sageiros e mercadorias, turismo


de Tesouro, mas este ano voltou e distribuição de mercadorias,
à carga após reiteradas críticas figura na lista dos que não reem-
vindas dos deputados da oposição bolsam os créditos desde 2011 a
para que o assunto fosse objectivo sobiar paraa o lado, quando se trata Pagamentos a conta-gotas capital social de USD100 mil, esta parte. Esta empresa tem na
de análise. de obrigar os devedores a cumpri- Na Conta Geral do Estado 2014 Mpfumo é sócio do cidadão Iná- sua estrutura acionista Alberto
É preciso notar que os créditos rem com o acordado. entregue ao Parlamento, o TA cio Macuácua. Joaquim Chipande, veterano da
de Tesouro foram entregues com analisou a situação das 29 empre- A TransAustral beneficiou de luta armada, a quem a história
base em fundos concedidos ao Burguesia interna sas beneficiárias de créditos con- um crédito avaliado em 38.300 oficial atribui a autoria do pri-
Para obterem os créditos, os in- meiro tiro da insurreição contra o
io

Estado, entre donativos e créditos cedidos com fundos de Tesouro, mil meticais em 2002, valor que,
destinados ao reforço da Balança teressados submetiam ao Minis- das quais 26 com saldos comuni- segundo o TA, ainda não foi re- colonialismo português. Foi Mi-
de Pagamentos de Moçambique. tério das Finanças um pedido de cados à Direcção Nacional de Te- embolsado, o que levou ao auditor nistro da Defesa Nacional desde
Donativos do Japão, da Agência financiamento acompanhado de souro (DNT), em 2002, e as res- das contas do Estado a colocar a a independência em 1975, até à
um estudo de viabilidade do pro- tantes três comunicados em 2004. TransAustral na lista das dez implantação do governo surgido
Americana para o Desenvolvi-
jecto. das primeiras eleições multiparti-
ár

mento Internacional (USAID) “No que concerne aos emprés- empresas que nunca efectuaram
A decisão final sobre a elegibili- dárias em 1994.
e créditos do Banco Africano de timos, cujo saldo se reporta a qualquer pagamento.
dade das empresas era da compe- De acordo com o relatório do TA,
Desenvolvimento (BAD) e da 31/12/2004, a taxa de reembolsos As condições do empréstimo da
Ministro das Finanças.
tência do Ministr em 2002, o Grupo Mecula tinha
Agência de Desenvolvimento In- ainda é mais reduzida, situando- TransAustral foram altamente
As empresas beneficiadas acorda- um saldo de 47,3 milhões de me-
ternacional (IDA), um dos braços -se em 14.3%. Tem-se, igual- concessionais: o prazo de reem-
ticais. Fundado em 1999, o Gru-
do Banco Mundial, foram con- vam então com o Tesouro o paga- mente, que dos 29 beneficiários, bolso era de cinco anos, com di- po Mecula liquidou apenas cinco
Di

cedidos a empresas nacionais, de mento dos contra-valores, após a apenas dois efectuaram reembol- ferimento de um ano a partir da milhões no período 2003-10, um
duvidosa viabilidade, sem garan- utilização e expirado o prazo de sos no presente exercício (2014), chegada das viaturas. As viaturas peso de 10.7% nos 47.339 mil
tias reais de retorno e com taxas deferimento concedido. nomeadamente, o Colégio Alvor chegaram em 2001 e praticamen- meticais que foi buscar no Tesou-
de juro altamente concessionais. Basicamente, ao conceder estes e a Comunidade Mahometana”, te desapareceram de circulação ro. A empresa de Chipande, onde
Lembre-se que quando solicitado créditos, o principal objectivo do sublinha o TA. em Maputo há dez anos. participa com o cidadão Carlos
pelo TA, na altura da elaboração Estado era criar uma burguesia Dos 29 beneficiários identifica- Umas das empresas com o saldo Alberto Capellato, tem por de-
da conta de 2005, a pronunciar- interna que pudesse alavancar o dos, 10 não efectuaram nenhum gordo por reembolsar é a MO- volver 42.294 mil meticais.
-se sobre as razões do não reem- desenvolvimento do país que, por pagamento desde 2002. Uma de- PAC, vocacionada à produção e A controversa TSL continua na
bolso dos créditos concedidos, o seu turno, deveria concorrer para las é a TransAustral. Na altura do comercialização de guardanapos lista dos que não cumprem com
Governo indicou apenas que os o combate à pobreza, principal- crédito a empresa estava registada de papel e papel higiénico, bem as suas obrigações. Apesar de
processos dos devedores seriam mente através da redução do índi- em nome do General João Amé- como comércio geral (importação estar falida e os seus autocarros
enviados à cobrança coerciva. ce de desemprego. Mas, segundo rico Mpfumo, veterano da luta de e exportação). terem sido vendidos para saldar
Porém, a avaliar pelos pronuncia- os dados disponíveis, assistiu-se a libertação e antigo comandante Segundo o documento do TA, o dívidas com terceiros, a TSL
mentos do auditor das contas do uma construção de uma burgue- da Força Aérea de Moçambique. saldo em dívida da MOPAC até continua na lista dos devedo-
Estado no Relatório e Parecer de sia, claramente baseada no saque Na TransAustral, empresa criada 31 de Dezembro de 2002 era de res, tendo por saldar 67.225
2014, o Governo tem estado a as- de fundos públicos. em Fevereiro de 1999 e com um 79.856 mil meticais. Na conta em mil meticais.
Savana 12-02-2016 3
TEMA DA SEMANA

Colégio Alvor tar que o Colégio Alvor solicitou recurso aos fundos do Tesouro. O va prevista nos dispositivos legais. de 9.95%. Já a segunda indica
Diferentemente dos outros, o um diferimento da data do iní- auditor das contas do Estado la- Mas em despacho de Dezembro que a prorrogação do período de
Colégio Alvor é um dos benefi- cio do pagamento da dívida para mentava o facto de não estarem de 2006, o então ministro das Fi- pagamento da dívida por mais
ciários que tem estado a cumprir Setembro de 2006, por não ter a ser accionados os mecanismos nanças, Manuel Chang, aprovou seis anos, o devedor incorre em
com as suas obrigações. Em 2002, iniciado plenamente a sua activi- contratuais previstos para o cum- duas modalidades de reembolsos capitalização composta (juros so-
o Colégio Alvor foi buscar um dade. Na altura, as autoridades do primento das obrigações, desig- dos créditos de Tesouro. A pri- bre juros) da sua dívida. Mas até
empréstimo ao Tesouro avaliado Ministério das Finanças aceita- nadamente, no tocante aos pra- meira rezava que as empresas que a data, dos créditos do Tesouro
em 23.384 mil meticais. ram este pedido. Contudo, segun- zos, montantes de amortização e efectuarem o pagamento da dí- continuam fora dos Cofres do

o
Esta instituição, que tem como do a Conta Geral de 2014, o Co- juros de mora, assim como não vida a pronto pagamento, o mu- Estado.
finalidade o ensino privado em légio Alvor pagou em 2011, 200 está a ser feita a cobrança coerci- tuário beneficia de um desconto (F.C)
regime de externato e internato mil meticais, em 2012 liquidou

log
no distrito da Manhiça, 80km a 600 mil meticais, 2013 foi entre-
norte da cidade de Maputo, tem gar 500 mil meticais e, em 2014,

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como sócios Amélia Narciso Ma- foi depositar 400 mil meticais.
tos Sumbana (ex-secretária do O saldo, de acordo com o TA, é
Comité Central da Frelimo para de 21.684 mil meticais. Dos que
as Relações Exteriores), Adriano cumprem com rigor, o TA destaca
Fernandes Sumbana, Filomena a Comunidade Mahometana.

O
país registou, em Ja- do vêm registando agravamento responsável por cerca de 0,99pp,
Panguene e Fernando Andrade Recorde-se que nas contas ante- neiro último, um au- de preços, perfizeram sozinhos seguido de Nampula com 0,91pp
Fazenda (antigo embaixador de riores o TA fez referência ao fraco mento generalizado 1,25pp do total da inflação men- e a cidade da Beira com 0,58pp.

ció
Moçambique na África do Sul). reembolso dos montantes em dí- de preços na ordem de sal registada. Entretanto, comparativamente
No parecer de 2005, o TA fez no- vida dos créditos concedidos com 2,48%, o que, comparado com os Enquanto isso, o vestuário e cal- ao período homólogo de 2015,
preços do período homólogo de çados sofreram um agravamento Beira registou aumentos de pre-
2015, representa uma subida em de preços, sendo que a sua con- ços na ordem de 11,58%, Maputo

2H[HPSORGH*XHEX]D 11, 25 por cento. tribuição na inflação geral foi de


0,18pp, a mesma com os mobi-
11,55% e Nampula com 10,63%.
Falando em conferência de im-
prensa, por ocasião da divulgação

U
mas das empresas que sucumbiu a valentes críticas O Índice de Preços no Consu- liários, artigos de decoração e
midor (IPC), um instrumento equipamentos de co cozinha. do IPC referente a Janeiro, a che-
da opinião pública por causa dos créditos de Tesou- fe do Departamento de Preços e
de avaliação do nível de variação Segue-se a divisão da educação

so
ro foi a Mavimbe, uma empresa do sector pesquei- Conjuntura no INE considerou
ro, na altura detida pelos cidadãos Armando Emílio mensal dos preços de um conjun- que, devido ao agravamento de
que o agravamento generalizado
Guebuza (retirou-se em Maio de 2008), Moisés Massinga, to de bens e serviços, publicado preços de propinas e material es-
dos preços começou a ficar severo
Jesus Camba Gomes e Juma Comércio Internacional, que em esta terça-feira pelo Instituto colar, contribuiu com 0,11pp.
em finais do ano passado.
tempos teve como um dos sócios José Luís da Costa Virott. Nacional de Estatística (INE), Em termos dos três principais “A partir de Outubro, nós nota-
indica que a alimentação e bebi- centros urbanos do país, a cida-
centr mos níveis de inflação diferentes
A Mavimbe solicitou, em 2002, 50 milhões de meticais (na
das não alcoólicas foram os que de da Beira foi a que teve, em dos últimos três a quatro anos,
altura USD2,5 milhões). Reembolsou, em 2005, 607 mil me-
mais comparticiparam para o to- Janeiro, a inflação mensal mais que são níveis muito altos”, disse
ticais, ficando por devolver ao Estado um total de 49,393 mil
tal da inflação geral, ao se situar alta, situada aos 3,53%, seguida Perpetua Michangula que, mes-
meticais. No entanto, após várias pressões do TA e da So-
em 1, 81 pontos percentuais (pp). de Nampula com 2, 73% e a ci-
um
ciedade Civil, a Mavimbe foi, em finais de 2007 (Guebuza mo sem entrar em detalhes, ad-
Assim, o tomate, o arroz, a fari- dade de Maputo com 1,97%, a mitiu que quando há secas e chu-
já era chefe de Estado), liquidar de uma só vez, todo o va-
nha de milho, o coco, a cebola, o mais baixa. vas, como acontece no sul e norte
lor em falta, livrando-se desta forma da dívida e das críticas.
feijão nhemba e o milho, alguns Contudo, em termos de compar- de Moçambique, respectivamen-
A empresa fez questão, na altura, de enviar ao SAVANA o
dos produtos alimentares que ticipação para a inflação mensal te, os preços ficam influenciados.
respectivo comprovativo de pagamento. Em 2008, Armando
desde Outubro do ano passa- registada (2,48%), Maputo foi (Armando Nhantumbo)
Guebuza retirou-se da empresa.
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Di
4 Savana 12-02-2016
TEMA DA SEMANA

Reunião do Comité Central da Frelimo

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o
Por Argunaldo Nhampossa

N
os bastidores da II Sessão ministração e Finanças foi apontada
Extraordinária do Comité Esperança Bias, que deverá resignar

log
Central (CC) da Frelimo, a do cargo de deputada.
expectativa era intensa em Natural de Nampula e licenciada
torno dos resultados da reunião do em Economia pela Universidade
mais alto órgão do partido no poder, Eduardo Mondlane, Esperança Bias
no intervalo entre os congressos. fez a sua carreira no ministério dos
Havia motivos para a ansiedade: Recursos Mineiras, ocupando várias
Tratava-se do primeiro encontro do pastas, tendo ascendido ao cargo
órgão a ser dirigido pelo actual pre- de vice e depois ministra do sector.
sidente do partido, Filipe Nyusi, e, Com a sua saída da AR, abre espaço

ció
por isso, cogitavam-se mudanças de para que o círculo eleitoral de Cabo
vulto no xadrez da organização. Delgado coloque um substituto. Da
lista de suplentes por aquele círculo,
Contudo, para frustração dos de não constam nomes sonantes, com
“dentro e de fora”, a reunião cingiu- excepção de Catarina Pajume, antiga
-se escrupulosamente à agenda prin- vice-ministra da agricultura, que está
cipal, previamente divulgada pelo na 14ª e última posição.
partido, a remodelação pontual do Helena da Glória Muando, também
secretariado. deputada da AR, passa a dirigir as
A reestruturação da poderosa Co-

so
Organizações Sociais. Antes de che-
missão Política (CP) e nomeação Nyusi exige do novo secretariado trabalho focado nos resultados gar ao parlamento, Muando foi di-
de um novo Secretário-geral passam rectora provincial da Mulher e Ac-
para o XI congresso, que, de princí- verdadeiramente executivo e com a to, para o cargo de secretário para a ro secretário da Frelimo na mesma ção Social na província de Gaza. A
pio, será no próximo ano. missão de tornar eficientes os mé- Mobilização e Propaganda e, conse- província durante o consulado de este grupo do secretariado, juntou-se
Apesar de não terem emergido da todos de trabalho, o sistema de mo- quentemente,, porta do voz do parti- Armando Guebuza, que depois o Aida Libombo, nas Relações Exter-
sessão transformações sensíveis, foi bilização, organização, formação e do, em substituição de Damião José. nomeou governador de Inhambane. nas, e José Psico, Assuntos Parla-
possível notar que há mudanças em capacitação de acordo com as neces- António Niquice integrou o nai- A sua governação é contestada por mentares e Autárquicos.
curso no partido dos “camaradas”, sidades de crescimento do partido.   pe dos jovens que desde a primeira muitos, devido a uma alegada inércia Filipe Nyusi disse que a eleição dos
nomeadamente na disposição da sala Entende ainda Nyusi que a nova hora apoiaram a candidatura de Fi- no desenvolvimento da província, novos membros do secretariado foi
um
que acolhe as reuniões da Frelimo. imagem do secretariado deve refletir lipe Nyusi, quer no processo da sua mas caiu nas graças de Nyusi porque feita com base na convicção de que
Desta vez, os membros das organi- o crescimento do partido e as suas eleição no CC, quer na campanha foi na terra de “boa gente” que ini- tudo farão para a materialização dos
zações sociais, que não fazem parte contínuas transformações, apelando eleitoral. ciou o seu percurso vitorioso como objectivos definidos pelo partido no
do CC, apenas entraram na sala para à coerência, consistência e consenta- Agostinho Trinta transita de gover- pré-candidato. presente mandato.
a tradicional saudação com cânticos neidade com as exigências impostas secr
nador de Inhambane para secretário Chakil Aboubacar, que exercia o O líder da Frelimo precisou que os
e entrega de presentes. Os ministros pela gestão duma organização que, de Organização, Formação e Qua- cargo de administrador de Monapo, nomeados deverão trabalhar focados
que não fazem parte do CC não es- na sua opinião, tanto cresceu. dros. Trinta foi administrador dos na província de Nampula, foi indi- na produção de resultados, uma vez
tiveram no encontro. Assim, o CC elegeu António Ni- distritos de Erate, Murrupula e Mu- cado para dirigir os Assuntos Eco- que são muitos os desafios pela fren-
A nova constituição do pódio foi quice,, que antes era deputado pelo govolas na província de Nampula, nómicos. te, sendo a coesão interna uma das
outra nota que chamou atenção, círculo eleitoral da cidade de Mapu- tendo ascendido ao cargo de primei- Para o cargo de secretária para Ad- prioridades.
uma vez que Filipe Nyusi, Alberto
Chipande – considerado tutor do
de

actual Presidente da República e do


partido, e o Secretário-geral, Eliseu
Machava, estavam ligeiramente a Compra de consciências na Frelimo

&DLXDPiVFDUD
frente relativamente aos restantes
membros da Comissão Política, sen-
tados no mesmo local.
Joaquim Chissano, presidente ho-
norário, e Armando Guebuza, que
antecedeu Nyusi na chefia do parti- Por Armando Nhantumbo
do e do Estado, tiveram uma mesa

Q
uando em devida altura deram o tiro para o próprio pé camaradas aqui presentes para que Foi de resto um tiro a sair pela
io

destacada na plateia e não no pódio.      alertamos que a lei dos (leia-se da Frelimo). abandonem o dualismo, a compra culatra para um partido que sem-
  O CC da Frelimo reuniu-se com
mais endinheirados es- Numa mensagem de saudação ao de consciências, as ambiguidades pre negou haver esquemas de
o objectivo de cumprir o postulado
tava a substituir a me- evento, a Associação dos Com- e subjectivismos para dar lugar compra de consciências quando
no artigo 22 da directiva que torna
ritocracia nos pleitos eleitorais na batentes da Luta de Libertação ao debate de ideias e eleições dos o assunto é arrancar o poder nas
incompatível a função de deputado
Frelimo, não faltaram vozes que, Nacional (ACLLN), uma das membros de secretariado de forma eleições internas.
com cargos no secretariado do par-
ár

como sempre, tentaram ridicu- organizações sociais da Frelimo, a permitir que o Comité Central Mas as informações que escapam
tido.
larizar o que chamaram de espe- deixou claro, intencionalmente ou delibere à luz da letra e espírito de dentro são assustadoras e dão
Por força daquele comando, Edson
culações da comunicação social. não, que reina no partido a lei do dos estatutos da nossa organiza- conta de que esse maquiavelismo
Macuácua, Sérgio Pantie, Damião
José e Carlos Morreira Vasco, que Mas o tempo, esse, encarregou- mais rico. ção”, apelaram os combatentes, constitui mesmo o modus viven-
ocupavam, respectivamente, os car- -se por desfazer a máscara que Sem papas na língua, os comba- minutos antes do início da decisi- di no partido. É assim quando se
gos de secretário para Formação e vestem alguns camaradas quando tentes - que em Fevereiro de 2014 va fase eleitoral. concorre, internamente, a candi-
Di

Quadros; Organização; Mobilização o assunto é arrancar o poder no contrariaram o então Secretário- Com a lição estudada nos pleitos dato de deputado, conta-se.
e Propaganda e por fim Organiza- partidão. -geral do partido, Filipe Paúnde, internos anteriores, a consagra- Mas um dos ainda frescos casos
ções Sociais renunciaram aos postos. sobre a entrada ou não de mais da geração do 25 de Setembro foi o X Congresso da Frelimo, re-
Sob a alegação de complexidade das Eram primeiras horas de sexta- pré-candidatos rumo às presi- prosseguiu: “nós os combaten- alizado em Setembro de 2012, na
tarefas, Carmelita Namashulua re- -feira. As atenções estavam viradas denciais - exortaram, na passada tes da luta de libertação nacional cidade de Pemba, capital provin-
signou do cargo de secretária para para a Escola Central do partido, sexta-feira, a todos os membros sentimo-nos com a responsabili- cial de Cabo Delgado. No concla-
Assuntos Parlamentares e Autárqui- sita na Matola, a capital provincial do Comité Central para abando- dade acrescida de assegurar que a ve, relatou-se esquemas de com-
cos, para se dedicar, exclusivamente, de Maputo, de onde se esperava o narem a compra de consciências, agenda da sessão decorra normal- pra de votos na eleição de alguns
ao de ministra da Função Pública e prenúncio de uma nova era, com o mas também o dualismo, as ambi- mente para que a implementação membros do Comité Central e da
Administração Estatal. presidente da Frelimo, Filipe Nyu- guidades e subjectivismos, abrindo da directiva sobre eleições internas Comissão Política.
Amélia Nakhare também abdicou si, a sair com o poder fortalecido espaço para debate de ideias de do partido seja observada na sua Uma estória que se terá repetido
da Administração e Finanças, para naquela que foi a II Sessão Extra- modo a que o órgão delibere à luz íntegra e os que serão eleitos para em Março de 2014, no suposto
ficar com a direcção máxima da Au- ordinária do partido. da letra e espírito dos estatutos da- os cargos do secretariado sejam lobby que terá determinado a elei-
toridade Tributária.     Exactamente, decorria a sessão de quela formação política. camaradas que vão dignificar a ção do candidato da Frelimo às
Segundo o presidente da Frelimo, a abertura, quando os Combatentes “Os combatentes da luta de liber- Frelimo e o Governo de todos os eleições presidenciais de Outubro
reestruturação visa dotar o partido da Luta de Libertação Nacional tação nacional exortam a todos os moçambicanos”. do mesmo ano.
de um secretariado a tempo inteiro,
Savana 12-02-2016 5
TEMA
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DA SEMANA
6 Savana 12-02-2016
SOCIEDADE

Para restabelecerem a paz, segundo ministro britânico

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Por Argunaldo Nhampossa

o
O
ministro britânico para sionado com o funcionamento compra de petr
petróleo.
o Desenvolvimento duma clínica financiada pelo Num país onde a electrificação
Internacional, Nick Reino Unido, onde acompanhou rural ronda os 5%, o projecto,

log
Hurd, que esta semana o trabalho de activistas que, sem denominado Energy Africa, visa
visitou Moçambique, diz que fal- mãos a medir, trabalham no acon- acelerar a provisão, através de
ta confiança entre o Presidente da selhamento das raparigas locais investimento em empresas que
República, Filipe Nyusi, e o líder em matérias do uso de contra- possam produzir e vender painéis
da Renamo, Afonso Dhlakama, ceptivos e planeamento familiar. solares, a preços acessíveis, às co-
para o restabelecimento da paz e Observou ao pormenor o roteiro munidades rurais.
reconciliação nacional. dos programas de aconselhamen- Nick Hurd participou ainda no
to nas escolas e dos respectivos lançamento do programa “scaling

ció
A incerteza política no país co- impactos na comunidade. up nutrition”, que, essencialmen-
nheceu esta semana uma nova Na sua estadia em Moçambique, te, visa minimizar os problemas
escalada. A Renamo anunciou a o homem da “terra da sua majes- de nutrição no país. Moçambique
instalação de postos de controlo tade” assinou uma carta de inten- integra o grupo dos países com
no rio Save, principal ponto de li- ções com o governo moçambi- piores indicadores de nutrição
gação entre o Sul e o Centro. Re- cano, para se acelerar a provisão no mundo e a iniciativa, que vai
latos de confrontações militares de energias renováveis nas zonas durar três anos, deverá cingir-se à
continuam dia após dia.
rurais, com destaque para a solar. capacitação do sector privado.
Depois de na semana passada ter

so
Segundo deu a entender Hurd, Cerca de 25 empresas serão ca-
dito que está a enfrentar dificul-
este projecto mostra-se indispen-

Ilec Vilanculos
pacitadas no desenvolvimento
dades para reatar o diálogo com a
sável par
para a melhoria da qualida- de produtos nutritivos para dis-
Renamo por suposta falta de cla-
de de vida das populações, que tribuição, quer no programa de
reza na hierarquia daquela forma-
O bem-estar do povo depende de Nyusi e Dhlakama - diz Nick Hurd podem poupar recursos com a lanche escolar quer noutros.
ção política, Filipe Nyusi afirmou,
esta terça-feira, que elegeu este lógica de “solução local para pro-
ano a busca permanente de diálo- blemas locais”.
go visando o alcance de soluções
um
para a paz. Satisfeito com os projectos
No entanto, Dhlakama vem reite- Nick Hurd escalou Moçambique
rando que não quer um encontro para constatar in louco o impacto
apenas para a fotografia, mas sim dos projectos financiados pelo seu
uma reunião que abra caminho país em Moçambique nos domí-
à sua pretensão de governar nas nios de saúde, educação, sanea-
províncias onde reclama vitória mento, acesso à água e energia.
eleitoral e o reenquadramento dos Apontou que esta acção se en-
homens armados da Renamo nas quadra na política de prestação
FADM, por alegadamente terem de contas com o povo britânico,
sido marginalizados. uma vez que os 50 milhões de li-
bras esterlinas que o seu governo
de

Naquela que constitui a sua pri-


meira visita a Moçambique, Nick investe anualmente em Moçam-
Hurd, ministro britânico para o bique provêm dos contribuintes
Desenvolvimento Internacional, britânicos. Visitou o distrito da
foi recebido em audiência por Fi- Moamba, onde se confrontou
com situações de fome, gerada
lipe Nyusi e falou, via telefónica,
pela seca,a, e recebeu relatórios
com Afonso Dhlakama sobre a
sobre as cheias que devastam o
tensão política que o país atra-
norte.
vessa.
Por forma a minimizar o sofri-
io

Hurd concluiu que falta confian-


mento causado por estes fenó-
ça entre ambos os líderes para o menos naturais, associados ao “el
restabelecimento da paz, estabili- nino”, anunciou um reforço de 11
dade nacional e promoção da re- milhões de libras esterlinas para a
conciliação nacional. ajuda às zzonas afectadas.
ár

De acordo com o dirigente britâ- O dirigente britânico diz ser ur-


nico,, que falava no balanço da sua gente o entendimento entre Nyu-
visita à Moçambique, as duas par- si e Dhlakama para não piorar
tes afiançaram-no que são a favor a já crítica condição de muitos
da paz e estão dispostas a restituir moçambicanos. Ademais, referiu
a estabilidade no país. que, uma vez alcançado o enten-
Di

Parco em palavras, por dever de dimento, se abra espaço para a


confidencialidade em relação aos entrada de mais investimento di-
assuntos arrolados, Hurd disse recto estrangeiro, que vai propor-
que lhes transmitiu a mensagem cionar mais empregos e desenvol-
da comunidade internacional, que vimento do país.
quer ver Moçambique a prosperar, Reiterou a disponibilidade do seu
exortando as partes a afastarem a país de continuar a apoiar Mo-
via da guerra, violência e divisão, çambique nos diversos domínios.
optando pela concórdia e criação “Queremos fazer mais na me-
de um clima de estabilidade. lhoria da qualidade de vida dos
Cabe, prosseguiu Nick Hurd, moçambicanos, mas também os
aos dois líderes decidirem sobre políticos têm responsabilidades
o destino que pretendem dar ao acrescidas para que haja um am-
povo moçambicano, tendo apela- biente fértil”, disse.
do à sociedade civil nacional para Em Moamba, não viu sofrimen-
ajudar na mediação, seguindo a to apenas. Diz que ficou impres-
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8 Savana 12-02-2016
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Anúncio de implantação de controlos na N1, 6 e 7 para travar raptos de membros

5HQDPRDPHDoDUHHGLWDU0X[~QJXq
Por André Catueira

o
A
Renamo, principal par- lenta do Estado é de lançar o país
tido da oposição, ameaça para outra violência muito mais ex-
reeditar o bloqueio de es- trema. Domingos de Rosário aponta

log
tradas de Sofala, Manica a pobreza e a frustração que graça
e Tete, com a implantação de con- a esmagadora maioria da população
trolos no troço Save-Inchope-Caia moçambicana, sobretudo das regi-
na Estrada Nacional número um ões Centro e Norte, como factores
(N1), com a medida a estender-se que podem fazer vincar nas revindi-
desta vez para a N6 e N7, anunciou cações violentas da Renano.
o departamento de defesa e segu- Para tal, é necessário uma forte ca-
rança do movimento. pacidade de mobilização da parte do
partido de Afonso Dhlakama.

ció
Os ex-generais e oficiais militares da Questionado sobre o futuro do país,
Renamo reuniram a 06 de Fevereiro após Março, o académico referiu que
com o líder Afonso Dhlakama, no quer o partido Frelimo bem como o
quartel-general em Satunjira, distri- Governo estão cientes de que não
to da Gorongosa, Sofala, para uma serão as incursões militares ora em
análise apurada do actual cenário de curso que podem acabar com a crise.
perseguição, raptos e execuções dos “Só o diálogo é que pode resolver”.
seus membros. Colunas poderão voltar a EN1, caso a Renamo concretize a sua ameaça De acordo o académico, neste mo-
O grupo sugeriu inicialmente, pela mento, o mais importante é en-
explicou que os executores dos rap- do de cessação das hostilidades em tativas no seio dos seus membros e

so
pressão dos membros, famílias das contrar mecanismos de convencer
vítimas e apoiantes do partido, co- tos e assassinatos dos membros da Setembro de 2014. simpatizantes e essas correntes que- o presidente da Renamo a ganhar
meçar a caçar a mão os raptores, Renamo são “um grupo já treinado rem ver as suas promessas materiali- confiança e sair da parte incerta,
para fazer justiça com as próprias que saiu do sul”, com o único objec- Missão difícil zadas e ele está ciente disso. limitar os poderes da ala belicista
mãos, mas a ideia foi reprovada por tivo de “eliminar a própria Renamo Abordado pelo SAVANA,, Domin- Domingos de Rosário diz que a dentro do partido Frelimo e ao nível
Dhlakama, tendo o plano “B” opta- e travar o plano de sua governação gos de Rosário, docente univer- liderança da Renamo não tem es-
lideranç das FDS e procurar interlocutores
do por abrir controlos nas principais em Março”. sitário,
io, entende que o presidente trutura nem máquina política ad- válidos e insuspeitos para mediar
estradas, para fiscalizar e vasculhar “Para travar este processo (de gover- da Renamo está ciente de que não ministrativa para tomar as referidas a situação e já há sectores identifi-
carros, sobretudo suspeitos. nação), formou-se um grupo, oriun- governará nenhuma província em províncias e governá-las à força, mas cados nesse sentido que é a igreja
“Chegou-se à conclusão que a situa- do do sul, anda com carros a todo o Março, mas que ele é obrigado a fa- tem espaço fértil para criar focos de católica.
um
ção (perseguição, rapto e execuções) terreno de marcas Mahindra e Ford zer esta novela porque está sob pres- instabilidade e levar o país ao abis- Sobre as declarações de Presidente
Ranger. Chega na casa das pessoas, são das bases devido às promessas mo.
é grave”, precisou Horácio Calavete, da República (PR), Filipe Nyusi, se-
se vê que a casa é precária, arromba, feitas durante a sua digressão pelas “Mesmo a questão dos controlos, a
chefe da mobilização da Renamo, gundo as quais não consegue encon-
entra lá, pega o homem e vai execu- províncias do Centro e Norte. Renamo sabe muito bem que essa
durante uma conferência de im- trar interlocutores válidos dentro da
tar”, explicou.
prensa na Beira, para anunciar as Notou que durante o seu périplo pretensão é impraticável, porque o Renamo para dialogar, Domingos
Calavete disse que o grupo anda
conclusões da reunião da ala militar pelas províncias do Centro e Norte, Estado nunca iria permitir que isso de Rosário interpreta-as como sen-
com uma lista feita dos delegados
do partido, sublinhando que a me- Afonso Dhlakama prometeu às co- acontecesse e através do seu poder do as mais infelizes desde que to-
provinciais, chefes de mobiliza-
dida à altura para conter o avanço munidades que iria governar, capa- de violência legítima podia repelir mou posse como PR e notou-se por
ção provincial e distrital, delegados
dos raptos foi “colocar controlos nas citou seus quadros sobre matérias de esses actos”, disse. completo a ausência de conselheiros
distritais e “todos os quadros mais
estradas”. governação e deixou muitas expec- No entanto, o perigo da reacção vio- políticos.
fortes”, procurando “silenciá-los e
Nos postos de controlo, serão mon- impedir o avanço da governação da
tados subgrupos militares armados,
de

Renamo em Março”.
da guarda da Renamo, que vão fisca- Num jeito irónico, no fim da con-
lizar viaturas suspeitas, para parar as ferência de imprensa, Calavete dis-
execuções, deter os raptores e depois se: “também sabemos que este país
Na Suazilândia

+RWHO0RoDPELTXHDOYRGH
“entregar à própria Polícia”. Salien- já passou ao ´cala a boca´. Quando
tou, contudo, que apenas serão fisca- você fala muito, calam-te a boca,
lizadas viaturas suspeitas “porque as esta pode ser a minha última vez a
pessoas que passam a vida a raptar falar, posso ser baleado a partir de
as pessoas andam de carro, não an- agora, porque se fala à imprensa é

WHQWDWLYDGHDVVDOWR
dam a pé, então será necessário fazer vítima e pode ser baleado. Estamos
io

este controlo”. entregues para morrer para o povo,


Sem avançar a quantidade dos con- mas temos a consciência no lugar”.
trolos a serem implantados, Horácio A ala política da Renamo está ali-

O
Calavete disse que os postos estarão nhada com a ideia militar e António dono do Mozambique “Todos estavam ocupados com as escritório do dono do estabele-
do cruzamento de Inchope ao rio Muchanga, porta-voz da Renamo, Hotel, um dos mais suas tarefas diárias, quando os ho- cimento.
Save (no sentido sul) e até Caia (no garantiu que a implementação da antigos da cidade su- mens atacaram o velho no seu es- Um dos seguranças correu para
ár

sentido norte), junto à N1, a prin- medida vai “funcionar consoante a azi de Manzini, Ma- critório, todos nós vimos homens o escritório e bateu a porta, colo-
cipal estrada que liga o sul, centro pressão das execuções dos nossos nuel Caires, 67 anos, viveu na devidamente vestidos a entrar nas cando em pânico os assaltantes,
e norte de Moçambique. Também membros”. manhã desta quarta-feira mo- instalações do hotel e não prestamos enquanto populares e emprega-
do Inchope até ao rio Zambeze em No entanto, a Polícia, através de mentos de terror, quando três atenção”, relatou um dos funcioná- dos fugiam para a rua pedindo
Tete, pelas estradas nacionais seis e Inácio Dina, porta-voz, já reagiu ao assaltantes entraram no estabe- rios, que falou no anonimato. ajuda, o que assustou o trio, que
sete (N6 e N7), cobrindo as provín- anúncio da Renamo, considerando lecimento, exigindo dinheiro e Os dois assaltantes que entraram no se pôs em fuga, misturando-se
com as pessoas que se encontra-
Di

cias de Manicaa e Tete. a medida de incauta, por contra- infligindo ao hoteleiro sevícias, hotel apontaram as armas a Manuel
noticia a imprensa suazi. Caires, fecharam a porta do escritó- vam numa estação de transpor-
“Porque esta medida foi adoptada riar a ordem pública estabelecida
rio e arrastaram o proprietário, atira- tes localizada nas imediações do
por estes generais, dado que há gri- na constituição, adiantando que a
complexo hoteleiro.
tos dos membros e a população ao montagem de controlos nas estradas Ostentando armas e sem pre- ram-no ao chão e um deles tapou-o
Caires foi depois encontrado
nível da zona centro, e a população nacionais é de exclusiva responsabi- ocupação em tapar a cara, dois o nariz e a boca.
inanimado na cadeira, onde fi-
queria reagir, pediram ao presidente lidade da corporação e avisou que dos três assaltantes dirigiram-se, “Durante o confronto, Caires con-
cou estatelado e incapaz de fa-
Afonso Dhlakama para usar justiça vai usar todos os meios para impedir por volta das 11 horas, ao escri- seguiu perguntar aos homens o que lar durante cerca de 30 minutos
pelas próprias mãos para restabele- qualquer tentativa de bloqueio de tório de Caires, e um ficou de queriam e disseram-no claramente devido ao choque causado pelo
cer a tranquilidade, e o presidente estrada. lado de fora, em vigia. que queriam dinheiro”, contou ainda incidente.
Dhlakama disse que não, não po- Em 2013, a Renamo bloqueou a Citando uma testemunha que a testemunha acima citada. O oficial de informação e comu-
dem fazer isto, porque vamos criar circulação rodoviária no troço Save- negou identificar-se, a imprensa Manuel Caires gritou por ajuda e, nicação da polícia em Manzini,
um terror ao nível do país”, declarou -Muxúnguè (Sofala), junto à N1, suazi descreve que os três ale- apesar de os assaltantes terem ten- superintende Khulani Mamba,
Calavete, afiançando que os subgru- com frequentes ataques a viaturas gados assaltantes estavam bem tado abafar os gritos, uma hóspede confirmou a tentativa de assal-
pos militares vão actuar com maior civis e militares. A situação obrigou vestidos e terão entrado no hotel ouviu ruídos estranhos e correu em to, sem, contudo, prestar mais
brevidade se os raptos prevalecerem a circulação de viaturas em colunas na expectativa de roubar a recei- direcção aos guardas do hotel, aler- pormenores sobre o ocorrido,
no terreno. com escoltas militares, situação que ta dos dias anteriores. tando-os de que se passava algo no segundo a imprensa suazi.
Prosseguindo, Horácio Calavete terminou com a assinatura do acor-
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Cambine e Eduardo Mondlane

Cuidados a ter com a História

o
Por Luis Loforte

C
entrado na obra e pen- anacronismos, que nada têm a ver
samento político do Dr. com a verdade dos factos.
Eduardo Mondlane, o Por ignorância? Por displicência?

log
país celebrou mais um Não sei, mas a verdade é que essas
dia dedicado aos heróis moçambi- legendas distorcem, gravemente, a
canos. Aos que estiveram longe dos História de Eduardo Mondlane e,
ajuntamentos oficiais, os media consequentemente, de Moçambi-
trataram de lhes reunir e sintetiza- que, pois o anacronismo é isso mes-
ros detalhes do que se passou por mo: um erro que acontece quando
esse país fora. pessoas, no caso, o jornalista do jor-
nal notícias, reportam eventos, ou
Reporta o jornal notícias, na sua mesmo coisas, como pertencentes a

ció
edição de 5 de Fevereiro corrente e uma determinada época, quando na
pelo seu jornalista Vitorino Xavier, verdade pertencem a outras épocas.
que as cerimónias centrais do “3 de Legendando a imagem da Escola
Fevereiro”, em Inhambane, aconte- Keys, o repórter refere que é nela
ceram em Cambine, tendo por isso que Eduardo Mondlane frequen-
merecido a presença do governa- tou o “curso básico de agronomia”.
dor Agostinho Trinta. Cambine, É verdade que Eduardo Mondlane
Escola agricola
recorde-se, situa-se no distrito de frequentou, em Cambine, o cur-
so básico de agronomia. Só que também ao Estado moçambicano. como funcionário das Nações Uni- de acuidade no perscrutar da his-

so
Morrumbene e é onde se localiza a
imponente e histórica sede da Igre- isso aconteceu entre 1941 e 1942, Numa outra imagem, a legenda das. tória, no confronto dos dados que
ja Metodista Unida em Moçambi- quando por então não havia, nem refere que se trata do edifício onde Estranho que se cometam estes recolhe para consubstanciar o tra-
que, em cujas escolas frequentou e o edifício reportado na fotografia, Eduardo Mondlane frequentou o erros históricos quando, felizmen- balho jornalístico. Sobre Cambine,
nem escola ostentando o nome do curso bíblico. Uma outra mentira te, moçambicanos há que podem, Xavier tem gente felizmente ainda
leccionou o fundador da Frente de
missionário Pliny Keys. Na verda- grosseira. não só testemunhar estes detalhes viva e com memória para lhe con-
Libertação de Moçambique.
de, a “Escola Keys” foi edificada Sim, Eduardo Mondlane frequen- da nossa vida, como também ates- tar a verdadeira epopeia histórica
Sobre as cerimónias, e apenas para
nos anos 50 do século passado, na tou o curso bíblico em Cambine, tar que para a construção da “Es- daquele local. Quem sabe se ain-
que alguns factos não sejam repli-
vigência do bispo Newell Snow como também o veio a dar a outros. cola Keys” iam à pedreira, extrair da descobriria que, afinal, muitos
cados e tomados como verdadei-
Booth (1944-1956), que sucedera Só que num outro edifício, não na- pedra para a venderem à lata aos fundamentos organizacionais da
um
ros, lembro-me de corrigir alguns
a John Springer (1936-1944), por- quele que é reportado, que até foi construtores do edifício, os missio- Frente de Libertação de Moçambi-
erros de natureza factual a respeito tanto, uma década depois de por construído bem depois da edifica- nários. Não deixo, porém, de cre- que partiram de Cambine, do que
do percurso de vida de Eduardo Cambine ter passado o Dr. Eduar- ção da Escola Keys, nomeadamen- ditar algum equívoco ao jornalista Mondlane ali bebeu, antes de par-
Mondlane, assumindo a correcção do Mondlane. te, na década de 1960, duvidando, Vitorino Xavier que, como disse, tir para a sua própria história, que
como um imperativo de cidadania, Em Cambine, qualquer criança inclusive,
lusive, que o próprio Eduardo reportou as comemorações centrais depois se confundiu com a nossa
porquanto a História tem de ser sabe qual é o edifício, ou melhor, a Mondlane o tenha conhecido, de- do Dia dos Heróis, em Cambine. própria história.
o mais fiel possível aos factos, sob ruína que serviu de escola básica de signadamente, quando da sua visita Ainda assim, não deixo de lhe as- Há que ter, pois, muito cuidado
o risco de ela ficar desacreditada, agricultura ao tempo do Eduardo histórica a Moçambique, em 1961, sacar responsabilidades pela falta com a História!
quando não desprezada, principal- Mondlane. Curiosamente, esses es-
mente num país onde, com muita combros situam-se, exactamente, ao
frequência, tem sido escrita, quan- lado da Escola Keys, e não podiam
do não reescrita, ao sabor dos inte- ter passado despercebidos, quer ao
de

resses de grupo, ou até para se ficar jornalista Vitorino Xavier, quer ao


bem na fotografia. governador Trinta. Se calhar, não
Já lá iremos quanto à necessidade ficava bem associar destroços ao
de se ficar bem na fotografia, mas herói maior da nação, optando-se,
aqui importa dizer que tudo come- então,, por branquear o laxismo, a
ça quando no artigo do jornal no- incúria,
ia, os quais devem ser, natu-
tícias a que me refiro, se publicam ralmente, atribuídos à Igreja Meto-
fotografias com legendas eivadas de dista Unida em Moçambique,
Moçambique mas
io
ár
Di

Escola bíblica
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o
log
ció
so
um

ARRENDA-SE Aluga-se CABINE DUPLA

VENDE-SE
um contentor
de

8PD ÁDW GR WLSR Pela licitação míni-


3, na Av. Paulo Sa- para Mercearia ma de 490.000,00 Mt.
muel Kankomba, RXRXWURVÀQVQD vende-se carrinha
no 3º andar, sem $Y/XUGHV0XWROD Ford Ranger DC,
Bairro de Magoani- 2.5, diesel, com cinco
intermediario
QH SDUDJHPÀPGR anos de serviço.
io

Os interessados Murro) Os interessados de-


deverão contactar Contactos verão contactar o te-
o telefone 82 8815880 lefone
ár

84-810-7460
84 71 37 848 84 0651802
Di
12 Savana 12-02-2016
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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA SAÚDE
UNIDADE GESTORA EXECUTORA DAS AQUISIÇÕES

o
Anúncio de Concurso Público
Concurso Nº 03/FG/R8/UGEA/MISAU/16

log
FORNECIMENTO DE EMPILHADORAS,
TRANSPORTADORA DE PALETES E
MÁQUINA DE EMBRULHO PARA OS
DEPÓSITOS PROVINCIAS DA
CENTRAL DE MEDICAMENTOS
E ARTIGOS MÉDICOS - CMAM

ció
1. O Ministério da Saúde convida às empresas inte-
ressadas a apresentarem propostas fechadas, para
o Fornecimento de Empilhadoras, Transportadora
de Paletes e Máquina de Embrulho para os Depó-
sitos Provinciais da Central de Medicamentos e
Artigos Médicos - CMAM.

so
2. Os concorrentes interessados poderão obter mais
informações, examinar os Documentos do Concur-
so ou levantá-los no endereço indicado no número
4 deste anúncio pela importância não reembolsá-
vel de 1.500,00 MT (mil e quinhentos meticais). O
pagamento deverá ser em depósito directo no BCI
Fomento (conta: MISAU-DAG-JUROS E CADER-
um
NOS DE ENCARGOS Nº 10.22.9427.10.001).

3. O período de validade das propostas deverá ser


de 120 dias.

4. As propostas deverão ser entregues em envelo-


pes lacrados no endereço abaixo até 10H00 do dia
07 de Março de 2016 e serão abertas em sessão pú-
blica, no mesmo endereço, às 10H30 do mesmo dia
na presença de Concorrentes que desejarem com-
de

parecer.

Ministério da Saúde
Unidade Gestora Executora das Aquisições
Av. Eduardo Mondlane no 1008, Rés de Chão.
Maputo – Moçambique
Tel: +258 21 306620/1, Faxes + 258 21 306618; e +
258 21 326533
io

5. Todos concorrentes interessados deverão apre-


sentar uma garantia provisória por LOTE confor-
me se segue:
ár

Lote 1: 160,000.00Mts

Lote
ote 2: 27.000.00Mts

Lote
ote 3: 230,000.00Mts
Di

ote 4:
Lote 195,000.00Mts

6. O Concurso será regido pelo Regulamento de


Contratação de Empreitadas de Obras Públicas,
Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao
Estado, aprovado pelo Decreto n.º 15/2010, de 24
de Maio.

Maputo aos, 28 de Janeiro de 2016

A Autoridade Competente

(Ilegível)
Savana 12-02-2016 13
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PEDIDO DE MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE REQUEST FOR EXPRESSION OF INTEREST


PARA A PRESTAÇÃO DE DIVERSOS SERVIÇOS PARA A ENI FOR SEVERAL SERVICES FOR ENI EAST AFRICA S.p.A.
EAST AFRICA S.p.A. (MOZAMBIQUE)
A Eni East Africa S.p.A. convida a todas as empresas interessadas e experientes a submeterem Eni East Africa invites all interested and experienced companies to submit their Ex-
a Sua Expressão de Manifestação de Interesse para a prestação de diversos serviços a serem exe- pression of Interest for the provision of several services as listed below, to be executed
LQWKH5HSXEOLFRI0R]DPELTXH

o
cutados na República de Moçambique.
As empresas interessadas neste convite poderão submeter a sua Manifestação de Interesse para Companies interested in this invitation may submit their Expression of Interest for the
a prestação dos serviços descritos entre as alíneas A1 e A5, através do seu registo no website services from A1 to A5 by registering on our website indicated below:
indicado abaixo: KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBHQJ6XSSOLHUV4XDOLÀFDWLRQ0R]DPELTXH$SSOL-
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBHQJ6XSSOLHUV4XDOLÀFDWLRQ0R]DPELTXH$SSOL
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBHQJ6XSSOLHUV4XDOLÀFDWLRQ0R]D PELTXH$SSOL
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBHQJ6XSSOLHUV4XDOLÀFDWLRQ0R]DPELTXH$SSOLFDWLRQ (para cation (for applications in English language)

log
as candidaturas em Inglês ) KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBLWD)RUQLWRUL4XDOLÀFD$XWRFDQGLGDWXUD0R]DP-
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBLWD)RUQLWRUL4XDOLÀFD$XWRFDQGLGDWXUD0R]DP
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBLWD)RUQLWRUL4XDOLÀFD$XWRFDQG LGDWXUD0R]DP
KWWSVHSURFXUHPHQWHQLLWLQWBLWD)RUQLWRUL4XDOLÀFD$XWRFDQGLGDWXUD0R]DPELFR (para bico (for applications in Portuguese /Italian language)
as candidaturas em Português) IMPORTANT:
IMPORTANTE:$VFDQGLGDWXUDVGHYHUmRID]HUUHIHUrQFLDDRFyGLJRGRSURGXWRVHUYLoRLQGL- The submission should make reference the product code/service listed below, ho-
cado abaixo, contudo, a eni east Africa irá também aceitar e avaliar candidaturas de diferentes ZHYHU HQL HDVW DIULFD ZLOO DFFHSW DQG HYDOXDWH DOVR DSSOLFDWLRQV
DSSOLFDWLRQ ZLWK GLͿHUHQW FRUH
áreas de negócio: business:
A1. INFORMATION TECHNOLOGY AND TELECOMMUNICATIONS A1. INFORMATION TECHNOLOGY AND TELECOMMUNICATIONS
BB14AB01: SPECIALIZED MANAGEMENT APPLICATION SOFTWARE LICENCE BB14AB01: SPECIALIZED MANAGEMENT APPLICATION SOFTWARE LICENCE
BB14AB02: OPERATING SOFTWARE LICENCE BB14AB02: OPERATING SOFTWARE LICENCE
BB14AB03: BASIC SOFTWARE LICENCE BB14AB03: BASIC SOFTWARE LICENCE

ció
BB14AB04: NETWORK SOFTWARE LICENCE BB14AB04: NETWORK SOFTWARE LICENCE
BB14AB05: DATA PROCESSING AND SEARCH SOFTWARE LICENCE BB14AB05: DATA PROCESSING AND SEARCH SOFTWARE LICENCE
BB14AB06: SPECIALIST T/S APPLICATION SOFTWARE LICENCE BB14AB06: SPECIALIST T/S APPLICATION SOFTWARE LICENCE
BB14AB07: SOFTWARE DEVELOPMENT TOOLS AND PACKAGES LICENCE BB14AB07: SOFTWARE DEVELOPMENT TOOLS AND PACKAGES LICENCE
A2. EQUIPMENT AND FURNISHING FOR INTERIORS AND SERVICE A2. EQUIPMENT AND FURNISHING FOR INTERIORS AND SERVICE
- BB15AE01: STATIONARY - BB15AE01: STATIONARY
- BB15AB07: MACHINES AND EQUIPMENT FOR PRINTING AND BINDING - BB15AB07: MACHINES AND EQUIPMENT FOR PRINTING AND BINDING
A3. CONSUMER GOODS A3. CONSUMER GOODS
- BB16AF06: PRINTS AND OTHER GRAPHIC WORKS - BB16AF06:
B16AF06: PRINTS AND OTHER GRAPHIC WORKS
A4. GENERAL SERVICES

so
A4. GENERAL SERVICES - SS11AD01:
S11AD01: COPY AND BINDING
- SS11AD01: COPY AND BINDING - SS11AA01 : COMPANY CANTEEN MANAGEMENT
- SS11AA01 : COMPANY CANTEEN MANAGEMENT - SS11AA07 : RESTAURANT VOUCHERS
- SS11AA07 : RESTAURANT VOUCHERS - SS11AA08
S11AA08 : WORK CANTEENS CONTROL SERVICE
- SS11AA08 : WORK CANTEENS CONTROL SERVICE A5. TRANSPORT AND SHIPMENTS
A5. TRANSPORT AND SHIPMENTS - SS07BA05:
S07BA05: PASSENGERS TRANSPORTATION
- SS07BA05: PASSENGERS TRANSPORTATION - SS07BA08
S07BA08 - TRANSPORTATION PIPING VALVES FITTINGS AND ITEM PLANT
- SS07BA08 - TRANSPORTATION PIPING VALVES FITTINGS AND ITEM PLANT O objectivo principal deste serviço deverá cobrir:
O objectivo principal deste serviço deverá cobrir: Passagens aéreas para destinos a nível nacional e internacional que incluam a gestão
das mesmas.
Passagens aéreas para destinos a nível nacional e internacional que incluam a gestão das mes-
um
IMPORTANT:
mas.
Even though the list of product codes of Products/Services listed above, Eni S.p.A
IMPORTANTE:
East Africa, invites all companies interested in being part of the supplier base to sub-
Não obstante a lista de códigos de Produto/Serviços acima apresentados, a Eni East Africa S.p.A,
mit your application to these and/or other services through website mentioned above.
FRQYLGDDWRGDVDVHPSUHVDVLQWHUHVVDGDVHPID]HUSDUWHGDEDVHGHIRUQHFHGRUHVDDSUHVHQWDUD
GHIRUQHFHGRUHVDDSUHVHQWDUD
$VDUHVXOWRI(($HYDOXDWLRQLQUHVSHFWWRWKHDERYHUHTXLUHGVHUYLFHVRQO\TXDOLÀHG
$VDUHVXOWRI(($HYDOXDWLRQLQUHVSHFWWRWKHDERYHUHTXLUHG
sua candidatura, para estes e/ou outros serviços através website supra citado.
VSHFLDOL]HGDQGH[SHULHQFHGYHQGRUVZLOOEHUHJLVWHUHGZLWKLQRXUYHQGRUOLVWDQGZLOO
VSHFLDOL]HGDQGH[SHULHQFHGYHQGRUVZLOOEHUHJLVWHUHGZLWKLQR
Como resultado da avaliação dos serviços acima solicitados, informamos que apenas fornece-
be deemed eligible to be invited to tender for the above mentioned activities. In case
GRUHVRVTXDOLÀFDGRVHVSHFLDOL]DGRVHH[SHULHQWHVVHUmRUHJLVWDGRVQDEDVHGHGDGRVGHIRUQH-
DGRVQDEDVHGHGDGRVGHIRUQH-
DGRVQDEDVHGHGDGRVGHIRUQH
you are interested in participating in our future tenders in order to be an approved
cedores da Eni East Africa S.p.A e serão considerados elegíveis para receberem convites para
YHQGRUDVDÀUVWVWHSWKHIROORZLQJLQIRUPDWLRQDQGGRFXPHQWDWLRQVKDOOEHSURYL-
concursos relativos as actividades acima mencionadas. Caso esteja interessado em participar nos
ded:
futuros
uros concursos e para se tornar um fornecedor aprovado, deverá em primeiro lugar fornecer
1. Company and Group Structure with the list of all Shareholders and the name of the
a seguinte informação e documentação:
XOWLPDWHEHQHÀFLDULHV LIQRWOLVWHGLQWKHVWRFNH[FKDQJH 
(VWUXWXUDGD(PSUHVDHGR*UXSRFRPDOLVWDGRVSULQFLSDLVDFFLRQLVWDVHGRVEHQHÀFLiULRV
(VWUXWXUDGD(PSUHVDHGR*UXSRFRPDOLVWDGRVSULQFLSDLVD FFLRQLVWDVHGRVEHQHÀFLiULRV
6FDQQHG&HUWLÀHGFRS\RIWKH7UDGH5HJLVWHU/HJDO(QWLW\QDPH
ÀQDLV FDVRDHPSUHVDQmRHVWHMDFRWDGDQDEROVDGHYDORUHV 
de

&RQWDFWSHUVRQIRUUHFHLYLQJTXDOLÀFDWLRQDQGFRPPHUFLDOLQIRUPDWLRQ
2. Scan
can da cópia autenticada da Certidão de Registo Comercial e nome da Entidade Legal; 4. Compliance declaration;
3HVVRDGHFRQWDFWRSDUDUHFHSomRGDLQIRUPDomRFRPHUFLDOHVREUHDTXDOLÀFDomR
3HVVRDGHFRQWDFWRSDUDUHFHSomRGDLQIRUPDomRFRPHUFLDOHV REUHDTXDOLÀFDomR 5. Documented proof of 3 years’ of experience in provision of each service the com-
4. Declaração de conformidade; pany intends to apply for;
5. Prova documentada de 4 anos de experiência no fornecimento de cada serviço para o qual a 6. References & brief description of Works/Goods/Services provided during the last
empresa pretende se candidatar; 3 (three) years with regards to Provision of above listed services;
6. Referências e breve descrição dos Trabalhos/Bens/Serviços prestados durante os últimos 3 7. Three documented professional references for each service the company intends to
(três) anos relativamente ao fornecimento dos serviços listados acima; apply released by international customers;
7UrV  UHIHUrQFLDVSURÀVVLRQDLVGRFXPHQWDGDVSDUDFDGDVHUYLoRSDUDRTXDODHPSUHVDSUH-
7UrV  UHIHUrQFLDVSURÀVVLRQDLVGRFXPHQWDGDVSDUDFDGDVHUYLoRSDUDRTXDODHPSUHVDSUH
7UrV  UHIHUrQFLDVSURÀVVLRQDLVGRFXPHQWDGDVSDUDFDGDVHU YLoRSDUDRTXDODHPSUHVDSUH 8. Latest balance sheet/Annual Report of the company and of the company group
tende candidatar-se, emitidas por clientes internacionais; LIDSSOLFDEOH SURYLQJPLQLPXPÀQDQFLDOFDSDFLW\IRUWKHUHDOL]DWLRQRIWKHVFRSHRI
ÔOWLPREDODQoRÀQDQFHLUR5HODWyULR$QXDOGDHPSUHVDHRXGR*UXSR FDVRVHMDDSOLFiYHO 
ÔOWLPREDODQoRÀQDQFHLUR5HODWyULR$QXDOGDHPSUHVDHRXGR *UXSR FDVRVHMDDSOLFiYHO 
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work.
FRPSURYDQGRFDSDFLGDGHÀQDQFHLUDPtQLPDSDUDDH[HFXomRGRREMHFWRGRWUDEDOKR
FRPSURYDQGRFDSDFLGDGHÀQDQFHLUDPtQLPDSDUDDH[HFXomRGRREMH FWRGRWUDEDOKR
Within the website application, under the section “Object of the Application” please
Dentro da página da candidatura, na secção “Objecto de Candidatura” seleccione na lista em select in the drop down menu of Type of Application the choice “Recommendation or
cascata do Tipo de Candidatura a opção “Recomendação ou convite recebido da eni”. invitation received by eni”.
Sujeito à submissão da Manifestação de Interesse e ao cumprimento com toda a documentação Subject to the submission and compliance of all the above documentation, Companies
acima indicada, as empresas interessadas poderão receber da Eni East Africa o Pacote de Qua-
ár

interested in this Expression of Interest may receive from the above email address the
OLÀFDomR 4XDOLÀFDWLRQ3DFNDJH
A Eni East Africa S.p.A fará uma avaliação da documentação acima solicitada e, caso o resultado (QL(DVW$IULFDZLOOHYDOXDWHWKHDERYHUHTXHVWHGGRFXPHQWDWLRQDQGLIVDWLVÀHGDV
da avaliação seja satisfatório, irá incluir o candidato na sua Lista de Fornecedores com vista a a result of its careful evaluation, will include the applicant in its Vendor List in order
considerar a empresa em futuros processos de concurso relacionados com as actividades em to consider your company for future tender processes regarding the subject activities.
questão. 7KHSXUSRVHRIWKHLQIRUPDWLRQDQGGRFXPHQWVUHTXHVWLVWRVWDUWD´TXDOLÀFDWLRQDV-
A solicitação de informação e documentação tem como objectivo iniciar uma “avaliação para sessment” and to give an opportunity to the selected companies to provide details of
TXDOLÀFDomRµHGDUXPDRSRUWXQLGDGHjVHPSUHVDVVHOHFFLRQDGDVGHIRUQHFHUGHWDOKHVGDVXD
TXDOLÀFDomRµHGDUXPDRSRUWXQLGDGHjVHPSUHVDVVHOHFFLRQDGDVG
Di

its legal structure, its management, its experience, its resources and overall capability
estrutura legal, gestão, experiência, recursos e sua capacidade global para executar o serviço. to perform the service.
Este inquérito não deverá ser considerado um convite para concurso e portanto, não representa This enquiry shall not be considered an invitation to bid and therefore it does not re-
nem constitui nenhuma promessa, obrigação ou compromisso de qualquer tipo da parte da Eni present or constitute any promise, obligation or commitment of any kind on the part
East Africa S.p.A em celebrar contratos ou acordos com qualquer empresa que participe do pre- of eni east africa, to enter into any agreement or arrangement with you or with any
sente pré-inquérito. company participating in this pre-enquiry.
Consequentemente, todos os dados e informações fornecidos pela empresa não deverão ser con- Consequently, all data and information provided by you shall not be construed as a
siderados como um compromisso por parte da Eni East Africa em celebrar um contrato ou acor- commitment on the part of eni east africa, to enter into any agreement or arrangement
GRFRPDHPSUHVDQHPGHYHUiSRVVLELOLWDUTXHDHPSUHVDUHLYLQGLTXHTXDOTXHULQGHPLQL]DomR with you, nor shall they entitle your company to claim any indemnity from eni east
da parte da Eni East Africa S.p.A. africa.
Todos os dados e informações fornecidos no âmbito deste inquérito serão tratados como estrita- All data and information provided pursuant to this enquiry will be treated as strictly
PHQWHFRQÀGHQFLDLVHQmRVHUmRGLYXOJDGRVRXFRPXQLFDGRVDSHVVRDVRXHPSUHVDVQmRDXWRUL- FRQÀGHQWLDODQGZLOOQRWEHGLVFORVHGRUFRPPXQLFDWHGWRQRQDXWKRUL]HGSHUVRQVRU
]DGDVFRPH[FHSomRGD(QL(DVW$IULFD6S$ companies except eni east africa.
2SUD]RSDUDDVXEPLVVmRGD0DQLIHVWDomRGH,QWHUHVVHDWUDYpVGRQRVVRZHEVLWHWHUPLQDQRGLD The deadline for the submission of Expression of Interest through our website is set
29 de Fevereiro de 2016. at 29th February 2016.
Quaisquer custos incorridos pelas empresas interessadas na preparação da Manifestação de In- Any cost incurred by interested companies in preparing the Expression of Interest
teresse serão da total responsabilidade das empresas, as quais não terão direito a qualquer reem- shall be fully born by Companies who shall have no recourse to eni east africa
bolso por parte da Eni East Africa S.p.A a este respeito.
14 Savana 12-02-2016 Savana 12-02-2016 15
NO CENTRO DO FURACÃO

Sobre a inconstitucionalidade de normas do Código de Processo Penal


Por João Guilherme 1
asce este artigo da reflexão da constituição, para a lei ordinária negativo ou competência negativa)3, tre a norma ordinária cuja validade neficiar todos os que recorrerem aos
em volta da conformidade e terminar na própria constituição, o que não nos parece ser o caso das em face da constituição se pretende tribunais, principalmente nos pro-
ou não com a constituição, porque como é recorrente dizer-se, normas dos artigos do Código de aferir e a norma ou princípio cons- cessos criminais onde se lida com a
N de normas do Código de não é constituição que se move na Processo Penal ora em debate na re- titucional que serve de parâmetro ( liberdade das pessoas.
Processo Penal atinentes ao regime esteira da lei ordinária, mas a lei or- flexão do articulista. parametricidade constitucional4), no Em conclusão, diga-se que a aborda-
jurídico sobre interposição e admis- dinária que se deve moldar à consti- Mas também não são, ou pelo me- sentido de que para que se fale de in- gem do articulista enferma de vício
sibilidade de recurso nos processos tuição, pelo que tendo sido invertida nos não nos parecem incompatíveis constitucionalidade, neste caso ma- de método quer na perspectiva de
sumários e de polícia correccional, esta lógica hermenêutica primária, tais normas, as do código de proces- terial, a norma inferior deve tirar seu como inicia o processo de ajuiza-
reflexão corporizada em artigo inse- abordagem não pode deixar de ser so penal indicadas no artigo, com o fundamento de forma directa e não mento, que parte da norma ordinária
rido na edição do Jornal SAVANA defeituosa. direito fundamental a ampla defesa indirecta ou interposta da norma ou para a constituição devendo ser a in-
de 29 de Janeiro de 2016 cujo título O segundo problema, que não é de e muito menos com a presunção da princípio constitucional que serve de versa, como também, não procede a
é “Breve reflexão sobre a inconstitu- somenos importância, sendo tam- inocência, como também de forma referência para o formulação do juízo nenhuma operação prévia de fixação
cionalidade de normas do Código de bém de método, situa-se já no do- sedutora, porém, menos convincente, de inconstitucionalidade, o que não de sentido e alcance quer das nor-
Processo Penal”. mínio próprio da metódica sobre a pretende o articulista. Como é bem se verifica entre aquelas normas e os mas ordinárias quer das constitucio-
interpretação e fixação do sentido e sabido, o moderno direito do proces- princípio do contraditório e da ampla nais que servem de parâmetro, para
No essencial expende o articulista
que os artigos 540, 561 e 651 do Có-
alcance das normas constitucionais
em face de um caso concreto. Neste
o so seja ele penal, civil administrativo
ou de qualquer outra província do
defesa e da presunção da inocência
e mesmo em face do princípio que
só depois de essa operação concluir
pela nocividade ou não das normas
ordinárias após o confronto das re-
digo de Processo Penal que fixam o
regime jurídico atinente à interposi-
ção e admissibilidade do recurso em
ponto se vislumbra que não discorre
o articulista sobre qual a norma ou
possíveis normas que se podem reti-
og direito, alimentas–se do chamado
princípio do contraditório e da am-
pla defesa, uma garantia fundamen-
impõe o due process of law em termos
mais restritos. Sendo assim, é eviden-
te que a opinião expressa no artigo
gras surpreendidas por detrás da letra
ou grafia das normas relevantes para
processo sumário e de polícia cor- rar do texto ou se se quiser, do ele- tal porque constitucional, que no em crise míngua de fundamento por análise do caso, isto por uma banda.
reccional, são inconstitucionais por
violarem o disposto nos artigos 62
e 70 da Constituição da República.
mento gráfico das normas dos artigos
62 e 70 da CRM, sendo essa opera-
ção uma exigência técnico-jurídica
ól essencial proíbe que qualquer pessoa
possa suportar a decisão proferida
no final de um processo, neste caso
ter ignorado na formulação do juízo
de inconstitucionalidade este que é
na verdade um essencial requisito de
Por outra, o articulista transforma
incompreensivelmente a possibilida-
de, ainda que não remota, de os in-
Para sustentar tal conclusão, o ilustre essencial no domínio da fixação do judicial, em que não tenha tido opor- ordem substantiva para formulação tervenientes processuais (seja o juiz
articulista defende que assim se deve
entender porque tais normas limitam
o exercício do direito fundamental à
sentido e alcance das normas jurídi-
cas em geral e no domínio da metó-
dica constitucional em particular. O
c i tunidade de intervir e por isso, influir
na formação da decisão nos termos
legalmente previstos. Já o da presun-
correcta do juízo de inconstitucio-
nalidade, a exigência de uma relação
direita entre a norma ordinária e a
ou qualquer outro) manipularem a lei
em seu benefício ou de terceiro, em
critério para aferição da conformida-
defesa e ao acesso à justiça, e ainda, mesmo ajuizamento não se faz em ção da inocência, direito de todo o constitucional. de da lei com a constituição, o que
que desrespeitam a garantia da ampla volta das próprias normas ordinárias acusado em processo criminal, tam- Não há por isso, contrariamente à não colhe nossos favores; subverte a
defesa no processo penal, sem que, relevantes para a reflexão, o que é bém com estatura constitucional, re- opinião jurídica do articulista, qual- disciplina do processo no domínio
no entender do articulista, se perceba inadmissível sob ponto de vista téc- comenda que só uma sentença com quer ardil do legislador do código de recursório ao quedar-se para a ideia
o que se pretende salvaguardar com o nico-jurídico. trânsito em julgado pode fulminar processo penal ao prever tais normas, de que há possibilidade de a decisão
conteúdo de tais normas.
Trata-se de uma opinião jurídica
A consequência natural deste segun-
do problema é a impossibilidade de
so como culpado o acusado, e somente
a sentença transitada em julgado.
nem ratoeira alguma, já porque as
razões de assim legislar-se são cog-
judicial fazer, sem apelo e nem agra-
vo, coisa julgada, quando a aplicação
da lei tenha sido dolosamente, e ain-
com a qual não podemos obvia- perceber-se, pelo menos com total Ora, deslindados em teremos essen- noscíveis em face da própria lei, já
mente estar de acordo. Embora sem alcance, a conclusão a que chega o ciais os princípios do contraditório porque cum grano salis, obviamente da que fosse involuntariamente, ma-
qualquer desprimor, a abordagem do articulista quando afirma que as três e da ampla defesa e o da presunção não existirão ratos a intervir no pro- lévola; ignora a exigência do requisi-
ilustre articulista, nos termos em que
se mostra feita, não podia conduzir
à diversa solução, isto é, não podia o
normas do código de processo penal
são inconstitucionais na medida em
que limitam o exercício do direito
um da inocência, pensamos embora com
merecido respeito por opinião diver-
sa, que só deformando a imagem na-
cesso penal onde só perfilam aqueles
intervenientes processuais que a lei
bem os discrimina, entre os quais, o
to substantivo (relação directa entre
norma ordinária e constitucional em
confronto) no juízo da inconstitucio-
autor chegar à conclusão diversa da a defesa e o acesso à justiça, já que tural das coisas se pode concluir que advogado, que como é bom de ver é nalidade e finalmente, do direito ao
que chegou, a de que são inconsti- não pôde demonstrar o mesmo autor metódica que não foi acautelada pelo lançados os depoimentos para acta,, isto a dá-las a conhecer aos demais in- do articulista, argumento de fundo, ça, donde o réu pode até não pres- a norma que condiciona a interposi- também o ilustre articulista. acesso à justiça, o articulista olvida
tucionais tais normas, se se tomar qual é o sentido e alcance das nor- ilustre articulista. porque nenhum dos intervenientes
venientes tervenientes processuais, que afinal, não tem razão de ser vez que o di- cindir do recurso e ainda assim não ção do recurso à declaração prévia do Bem visto o processo penal pátrio, que está contido o direito de obten-
em conta que a abordagem padece, mas constitucionais ou mesmo das Se sobre a constituição Charle de processuais declarou não prescindir porque estarão presentes (e devem reito de recurso enquanto garantia recorrer da decisão proferida que se réu, do Ministério Público ou Assis- o nosso processo sumário – crime é ção de decisão em tempo razoável,
a nosso ver, e antes das questões de
fundo, de dois grandes problemas de
método que reduzem a abordagem
ordinárias relevantes para a análise
do caso. Isto é, não esclarece o articu-
lista o alcance do direito fundamen-
e
Gaulle sentenciou que “ela é um
envelope e o que está contido den-
tro dele surge no e do dinamismo
do recurso (é nosso o sublinhado), o
juiz terá de memorizar ou tomar nota
de tudo quanto é dito no julgamento e
estar), estão livre de tomar suas notas
e influir na decisão final, no forma-
to dos poderes que a quadratura do
fundamental estará sempre assegu-
rado ao réu. De todo o modo, não é
a possibilidade de juiz ou qualquer
mostrar a sentença ou interpô-lo de
imediato, portanto, tempestivamen-
te, no entanto, do mesmo desistir.
tente de que dele não prescindem, e
aquela que impõe a interposição do
na verdade uma espécie de processo
abreviado, e o de polícia correccional
uma dimensão que o mesmo articu-
lista não consegue surpreendê-la no
espírito daquelas normas, embora
recurso logo após a leitura da senten- segue-lhe como um processo semi
ou reflexão a um notório erro de jul-
gamento.
tal de acesso à justiça e ao direito ou
o alcance do direito fundamental a
d
da vida político-social”, para o caso
concreto desta reflexão, podemos di-
que achar relevante para fazer a sen-
tença,, sem ajuda e conhecimento sobre
tença
processo penal, tal como se mostra
desenhada, lhes permite intervir e in-
interveniente processual poder ma-
nipular ou manietar a lei que tornam
Houve apenas um condicionamento
quanto ao requisito para interposi-
ça sejam inconstitucionais, simples-
mente porque não há uma relação
–abreviado pelo menos no domínio
recursório, processos a que a lei quis
esteja mesmo colocada à testa da lei
para quem obviamente a interprete
antes de aplicá-la como é recomen-
O primeiro problema é de método de ampla defesa ou a um processo justo zer já com Eros Roberto Grau2 que tais notas dos demais intervenientes do fluenciar na formação da decisão da essa lei inconstitucional, mas apenas ção, em termos de definir-se qual a directa e muito menos necessária atribuir brevidade na tramitação e
abordagem da questão. Neste ponto e equitativo, o que lhe permitiria, se “a interpretação da constituição tem julgamento, havendo assim espaço para
julgamento causa. O juiz está apenas obrigado a a desconformidade da norma com condição para o réu interpor recurso entre uma e outra norma ou entre decisão sem obviamente prejudicar dável.
deve dizer-se, e isto pode mesmo tivesse procedido a tal operação, de- um carácter constitutivo e não mera- o juiz ferir o princípio da veracidade produzir a prova legal suficiente para os valores e ditames constitucionais. e ainda na perspectiva temporária, no norma ordinária e princípios indi- as garantias fundamentais e proces- Opinião jurídica expressa no artigo,
concluir-se a partir da estrutura do monstrar com mais clareza se o âm- mente declaratório (contrariamente deturpando o que foi dito no julgamen- decidir de forma segura e portanto, Para a actuação anómala dos juízes sentido de que foi reduzido o prazo cados pelo articulistas, já que o réu suais do acusado, pelo que tal forma- sem qualquer desprimor, merece to-
ao que parece entender o nosso ar- to de relevante, uma vez ter certeza de conscienciosa, optando na aplicação ou restantes intervenientes processu- para interposição, se se comparar por dos estes reparos pelo que não nos
texto, que o articulista, ao fazer sua bito e alcance dessas normas é ou não
ir o
ticulista) pois, consiste na produção que não haverá recurso que possa anular do direito pela solução mais plausível ais a lei previu sanções próprias quer exemplo em relação ao processo de
terá participado em todo o processo, lismo não pode deixar de responder
parece corresponder a inteira verda-
análise ou ajuizamento, parte da nor- compatível com limitações, restrições sendo que apenas terá de optar por a uma exigência já velha do direito, a
ma ordinária para terminar na norma ou condicionamento do direito ao pelo intérprete, a partir dos textos a sua decisão, já que no final sentença em direito aplicável ao caso e ape- a nível do próprio processo, a nível querela que é a forma mais solene de jurídica.
prescindir ou não do direito de re- celeridade processual para obtenção
constitucional.
Trata-se de um erro comum entre ju-
ristas, o de ler a constituição em fun-
recurso enquanto garantia funda-
mental do réu no processo penal, já
que o carácter fundamental do direi-
normativos

os e dos factos atinentes a
um determinado caso, de normas ju-
rídicas a serem ponderadas para so-
é proferida com natureza de decisão
transitada em julgado e irrecorrível,
senão através de revisão extraordiná-
nas a isso, tudo no quadro dos factos
apurados e demonstrados no decurso
da audiência de discussão e julga-
disciplinar ou criminal.
Terceiro, porque das normas em cau-
sa, após uma operação interpretati-
de processo na província do direito
penal.
Essa norma, dado que o poder de de-
correr da decisão no início da sessão.
O mesmo poderá dizer-se em re-
lação ao princípio da presunção da
ou formação de decisão em prazo
razoável5 perante casos que o legis-
lador, na sua liberdade de conforma-
1 Juiz de Direito
2 Eros Roberto Grau, sobre interpretação da
constituição (Constituição Formal e constitui-
ção material)
ção das leis ordinárias e não as leis to, por si só, mesmo porque assim o lução desse caso, mediante definição ria da sentença, ainda que a mesma seja mento. Isto importa, dependendo de va orientada a fixar-lhes o sentido e cisão sobre a recorribilidade ou não inocência que não tem relação direc- ção da ordem jurídico-constitucional
ordinárias em função da constituição, prevê a constituição, artigo 56 n.˚2, de uma norma de decisão. Interpre- injusta ou contrária a lei (o itálico é do terem os intervenientes processuais alcance, não resulta amputação do da sentença, está na plena disposição ta com as normas em causa, uma vez (que não é arbitrária) entendeu, e 3 Vide acórdão 3/CC/2011 de 7 de Outubro
isto quando pretendem aferir a con-
formidade de uma norma ou normas
não importa necessária ou automati-
camente a não restrição, limitação ou
D
tar ou aplicar é dar concreção ao di-
reito”. Estes ensinamentos não foram
articulista). Daí conclui o mesmo ar-
ticulista que a norma que condiciona
prescindindo ou não do recurso, o
dever de o juiz de ditar para a acta os
direito fundamental ao recurso. As
normas em causa não proíbem o réu
do réu, não nos parece que seja in-
compatível com o direito reconheci-
que uma coisa é a decisão desagradar
o condenado mas ser definitiva por-
pensamos que bem, serem de dimi-
nuta complexidade. Obviamente que 4 Termo emprestado de Gomes Canotilho, Di-
reito Constitucional e Teoria da Constituição,
com a constituição, razão pela qual condicionamento do seu exercício. considerados pelo articulista. o direito ao recurso a declaração pré- depoimentos prestados durante a au- de recorrer da sentença. Apenas con- do aos cidadãos de aceder à justiça e que o mesmo prescindiu de recurso, a celeridade não interessa apenas ao Almedina, 7ª edição (reimpressão, Coimbra,
não se encontra no artigo em crise Dito de outro modo, não basta di- Mas longe destes grandes dois pro- via de não prescindir do mesmo seja diência, o que mesmo pode ser pelos dicionam o exercício desse direito à ao direito ou de recorrerem aos tri- e outra bem diversa é transformar autor da demanda, é também rele- 2003.
nenhuma discussão ou elaboração zer que as normas em causa violam blemas de que a nosso ver enferma contrário à constituição. próprios intervenientes. prática de um acto (declaração de bunais como se expende na reflexão uma decisão ainda não transitada em vante e em grande medida, para a
em volta das disposições constitu- a constituição porque ou porque a opinião jurídica do articulista, os Sem prejuízo para algum mérito que Segundo, porque tal como se mostra que não prescinde do recurso e in- do articulista. Por força daqueles dois julgado em decisão definitiva, como tranquilidade o réu. 5A respeito do prazo razoável, escreve José
fundamentos em concreto aduzidos uma opinião contrária e fundamen- Lebre de Freitas que “o entendimento do di-
cionais relevante para a análise, nes- restringem, retiram, ou porque con- desenhado o figurino do processo terposição imediata do mesmo após direitos fundamentais, e como bem seria o caso de qualquer uma dessas E não é por acaso que em processo reito de acesso a justiça como efectivo direito a
te caso, os artigos 62 e 70 da CRM, dicionam este ou aquele direito, é para sustentarem a tese da inconsti- tada pode neste argumento surpre- penal pátrio, inexiste possibilidade proferição da sentença) actos depen- tem vindo a expender o nosso Ve- normas ou outra, permitir a execu- sumário, por exemplo, o julgamento jurisdição implica ainda que a resposta judicial
senão a mera transcrição ou citação preciso demonstrar qual o sentido e tucionalidade das normas do Código ender, vemos que há aqui um acumu- de o juiz proferir uma decisão com dentes da vontade do próprio réu, e nerando Conselho Constitucional, ção de sentença condenatória em é ou deve ser imediato ou até 15 dias á pretensão deduzida tenha lugar em prazo
das normas. alcance das normas constitucionais de Processo Penal acima aludidos, lado de equívocos e contradições. a certeza de que ela fará em defini- não de qualquer outro interveniente, o Estado fica obrigado a criar condi- processo criminal estando a decisão contados da apresentação do réu a razoável, pois uma decisão (…) tardia pode
É pois, um erro com consequências relevantes, isto é, qual a norma que não resistem ao primeiro, pequeno e Primeiro, porque em bom rigor, o tivo coisa julgada, já que se não for factor ou situação que esteja fora do ções para que os cidadãos possam ter equivaler a denegação da justiça”. Obviamente
pendente de recurso, o que definiti- juízo, podendo ser oral a sentença e que sendo o acesso a justiça um direito funda-
perniciosas sob ponto de vista técni- se retira por detrás do texto ou grafia leve teste de resistência lógica e ju- juiz não carece de ajuda de nenhuma admissível o recurso ordinário, como domínio processual dos poderes do acesso ao direito e à justiça e, portan- vamente não é o caso. apenas consignada em acta a decisão, mental e não cabendo ao constituinte normar
co-jurídico como se pode ver da con- respectiva, e também por detrás das rídica. das partes para tomar notas durante a no caso de as partes não declarem próprio réu. to, aos tribunais (obrigação positiva Deve lembrar-se que inconstitu- pelo que modelação legislativa ao ní- com exaustão sobre a sua efectivação, é ao
clusão, a nosso ver apressada, a que próprias normas ordinárias, só depois É que uma perfunctória análise do audiência de discussão e julgamento, que dele não prescindem, em caso Assiste ao réu o direito de recorrer ou competência positiva) e também, cionalidade relevante sob ponto de vel do campo do recurso segue esta legislador ordinário que impende a obrigação
chega o articulista. Em bom rigor, concluindo-se pela nocividade ou artigo deixa claro que o articulista, prescinda-se ou não do recurso, seja de uma situação como aquela a que da sentença desde que declare antes fica o mesmo Estado proibido de co- de efectivá-lo, entre várias vias, pela produção
vista jurídico-constitucional, é a in- intenção do legislador de garantir
de normas ordinárias, embora sempre tendo
neste domínio, o juízo de aferição não das normas ordinárias efectuado na verdade, propugna inconstitucio- numa ou noutra forma do processo, alude o articulista, haverá sempre do início do interrogatório que não locar óbices ao exercício de tais di- constitucionalidade directa, pelo que celeridade processual, exactamente a constituição como limite que neste caso, não
sobre conformidade ou não de uma que for o confronto do produto saído nalidade material das normas em mais ou menos solene, e nem depois possibilidade de recurso extraor- prescinde do recurso e o interponha reitos, incluindo por via de produção para formulação certa desse juízo uma vertente do direito de acesso à nos parece que tenha o legislador com ela se
norma com a constituição deve partir desse que é um exercício exegético, causa porque como refere, não sendo de tomar dessas notas está obrigado dinário, pelo que o temor ou medo logo a seguir a proferição da senten- legislativa (obrigação de conteúdo deve haver uma relação directa en- justiça e ao direito de que devem be- divorciado.
16 Savana 12-02-2016
INTERNACIONAL
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Convite para Manifestação de Interesse em

o
Advocacia na área de Agricultura

log
Enfase para o Agronegocio
A Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC), tem os ambientais negativos derivados dos sistemas intensivos em
(3) efeitos
como missão, fortalecer e promover o desenvolvimento sustentável PiTXLQDVSURGXWRVTXtPLFRVHLQWHQVLÀFDomRGRXVRGRVVRORV
da sociedade civil em Moçambique, e pretende contribuir para a de-  GpÀFHGHWUDQVSDUrQFLDQDVUHODo}HVHQWUHDVPXOWLQDFLRQDLV
 GpÀFHGHWUDQVSDUrQFLDQDVUHODo}HVHQWUHDVPXOWLQDFLRQDLVHRVJR-
mocratização do Estado e do espaço público e a promoção da justiça vernos e possíveis perdas de democracia;
social através de assistência técnica, subsídios, networking e acesso à (5) perda de soberania dos pequenos produtores (de opções quanto a

ció
informação. tecnologias – trabalho, sementes, químicos e máquinas e respectivas
combinações dos factores – e, relação com os mercados, com estruturas
Em 2015, no quadro do trabalho da Avaliação de Política Económica muitas vezes desfavoráveis aos produtores), e ainda quanto aos modos
TXHD)XQGDomRHVWiDUHDOL]DU20$6&ÀQDQFLRXRHVWXGR´A ECO- de vida e na reprodução das economias familiares enquanto unidades
NOMIA POLÍTICA DA AGRICULTURA. ÊNFASE PARA O AGRO- económicas e sociais;
NEGÓCIO” que foi realizado pelo Observatório do Meio Rural. (6) criação de bolsas de pobreza e aumento das desigualdades sociais e
$)XQGDomR0$6&SUHWHQGHSUHVWDUDSRLRÀQDQFHLURGLUHFWRjV2UJD- territoriais; e,
nizações da Sociedade Civil (OSC’s) ou Consórcios, interessados na (7) exploração predadora de recursos naturais e agressões ao meio am-

so
questão de ADVOCACIA na área de agricultura. Ênfase para o agro- biente.
negócio em Moçambique.
$YHULÀFDomRGHVWHVHIHLWRVSRVLWLYRVHQHJDWLYRVHDVUHVSHFW
$YHULÀFDomRGHVWHVHIHLWRVSRVLWLYRVHQHJDWLYRVHDVUHVSHFWLYDVLQWHQ-
O seguinte texto e recomendações sai deste estudo. sidades, depende das formas de actuação do capital e dos governos e das
suas relações com as comunidades, os sistemas de produção e as econo-
1. Introdução mias locais. Depende também dos níveis de conhecimento, informação e
O agronegócio é uma actividade realizada à volta de bens alimentares organização das comunidades para, por um lado, poderem apoderar-se
e de commodities à escala internacional e que abrange cadeias pro- de eventuais benefícios e, por outro lado, para a defesa dos seus direitos
um
ÁRUHVWDV
GXWLYDV GHVGH D SURGXomR SULPiULD DJULFXOWXUD SHFXiULD ÁRUHVWDV quando não respeitados, pelas multinacionais e/ou pelos governos, no
e pescas) até à distribuição, através do comércio de pequena escala e TXDGU H QD
H[HUFtFLR GDV VXDV IXQo}HV GH UHJXODomR H ÀVFDOL]DomR QR TXDGUR
grandes superfícies comerciais, passando pela industrialização, em- medida dos termos dos contratos.
pacotamento e marketing. O agronegócio é, regra geral, dominado
SRU HPSUHVDV PXOWLQDFLRQDLV DVVRFLDGDV FRP R FDSLWDO ÀQDQFHLUR H R
2. Recomendações do Estudo
industrial transnacional, muitas vezes com cobertura dos governos e 5.2 Prioridades da sociedade civil na actualidade
em aliança com grupos económicos e políticos nacionais, atingindo as Conforme o estudo algun das principais funções das organizações da
elites rurais a nível local, tanto da administração pública como empre- sociedade civil são:
sariais e das comunidades.
OSCs de pesquia e advocacia
de

Existe muito debate acerca dos resultados e efeitos do agronegócio: Realização de estudos sobre:
YDQ
YDQ
VmR DSRQWDGDV FRPR SRVVLELOLGDGH GH YHULÀFDomR DV VHJXLQWHV YDQ- ‡$VIRUPDVGHLQWHUYHQomRGRVLQYHVWLPHQWRVHHIHLWRVVREUHDVFRPX-
tagens: nidades:
‡ 2V HIHLWRV GRV LQYHVWLPHQWRV QR FRQMXQWR GD HFRQRPLD FUHVFLPHQWR
(1) incrementos rápidos de produção; económico; balança de pagamentos; orçamento do Estado; poupança e
(2) aumento da competitividade da economia nos produtos abrangi- investimento nacional; desenvolvimento do tecido económico domésti-
dos; co; ambiente de negócios e competitividade da economia e dos respec-
(3) criação de emprego; tivos sectores.
(4) transferência tecnológica e a eventual transferência de conheci- ‡2IXQFLRQDPHQWRUHIRUPDVLQVWLWXFLRQDLVJRYHUQDomRGHPRFUDFLDH
io

mento para os produtores e técnicos locais; transparência.


ontributo positivo para a balança de pagamentos;
(5) contributo ‡(VWXGRVGHQDWXUH]DVRFLROyJLFDDQWHVHGHSRLVGDLPSOHPHQWDomRGRV
agamento de impostos; e,
(6) pagamento investimentos.
(7) desenvolvimento das economias onde se implantam e a nível re-
gional, através da formação de clusters para a emergência de empre- Advocacia
ár

sas de prestação de bens e de serviços (logística), criando mais rique- ‡'HVHQYROYHUDFo}HVGHDGYRFDFLDMXQWRGRVyUJmRVHVWDWDLVDGLIHUHQWHV


ações intersectoriais e emprego.
za, ligações níveis e investidores acerca dos principais efeitos negativos, participan-
do em reuniões de auscultação, coordenação e monitorização.
São referidos com possíveis efeitos negativos: ‡$SRLDUHUHFRPHQGDUERDVSUiWLFDVQDLPSOHPHQWDomRGRVLQYHVWLPHQ-
  FRQÁLWXDOLGDGH VRFLDO GHYLGR jV RFXSDo}HV GH JUDQGHV H[WHQV
H[WHQV}HV tos e outras medidas de políticas públicas.
‡$FRPSDQKDUHDVVHVVRUDUDVFRPXQLGDGHVQDUHDOL]DomRGHFRQWUDWRV
Di

de terra;
(2) reassentamentos e migrações forçados com consequências sobre a (por exemplo, quando existam reassentamentos).
segurança alimentar e os níveis de rendimento das populações; ‡5HDOL]DUDFWLYLGDGHVGHFDSDFLWDomRHHPSRGHUDPHQWRSDUDREWHQomR
Savana 12-02-2016 17
PUBLICIDADE
SOCIEDADE

de maior poder negocial no que se refere a processos de reassentamen-


WRV FRQÁLWRV GH WHUUDV H JHVWmR GH UHFXUVRV QDWXUDLV ÁRUHVWDV iJXD H Zonas Actividades principais actuais
solos).
‡&DSDFLWDUDVFRPXQLGDGHVFRPGLYHUVDVIRUPDVGHRUJDQL]DomRSDUDD Corredor de &RQÁLWR GH WHUUDV UHDVVHQWDPHQWRV QRYDV DFWL-
realização de funções de 3º sector da sociedade civil (educação, saúde, Nacala vidades económicas em capital intensivo; mu-
FRQVWUXomRÀVFDOL]DomRGDH[SORUDomRGHUHFXUVRVQDWXUDLVHWF  danças de sistemas de produção locais; criação
GHHPSUHJRGpÀFHGHPRFUiWLFR

o
OSCs de movimentos sociais
‡$VVHVVRUDUHDSRLDUDVFRPXQLGDGHVDFHUFDGRVSRVVtYHLVHIHLWRVGDLP- Corredor da ([SORUDomR QmR VXVWHQWDGD GH UHFXUVRV ÁRUHV
ÁRUHV-
plementação dos investimentos e de políticas públicas. Beira tas, fauna e minas); novas actividades económi-
‡'LVVHPLQDURTXDGUROHJDOFRUUHVSRQGHQWHDRVDVVXQWRVGDDGYRFDFLD

log
cas em capital intensivo; mudanças de sistemas
em curso. de produção locais; criação de emprego; tráfe-
‡ 0RELOL]DU DV FRPXQLGDGHV SDUD VRE GLYHUVDV IRUPDV UHLYLQGLFDU RV
JRVGHPDGHLUDPDUÀPHRXURGpÀFHGHPRFUi-
JRVGHPDGHLUDPDUÀPHRXURGpÀFHGHPRFUi
seus direitos.
tico.
‡$VVHJXUDUTXHRVFLGDGmRVSRVVXDPDGRFXPHQWDomRQHFHVViULDSDUD
o exercício da soberania e o acesso a serviços e a recursos (bilhete de
identidade, NUIT, etc.) Alta Zambézia ([SORUDomR QmR VXVWHQWDGD GH UHFXUVRV ÁRUHV
ÁRUHV-
‡$SRLDUDVFRPXQLGDGHVSDUDDRUJDQL]DomRFRPYLVWDDXPHQWDUDFDSD- tas e minas); novas actividades económicas em
cidade negocial. capital intensivo; mudanças de sistemas de pro-

ció
‡0RQLWRUDUDDSOLFDomRGDOHJLVODomRHUHFRUUHUVHIRUFDVRjVLQVWkQFLDV dução locais; criação de emprego; tráfegos de
GHUHVROXomRGHFRQÁLWRV PDGHLUDPDUÀPHRXURGpÀFHGHPRFUiWLFR
‡ 3URPRYHU UHXQL}HV FRP DV FRPXQLGDGHV VREUH DV TXHVW}HV TXH PDLV
DIHFWDPDVFRPXQLGDGHVHFRPXQLFiODVjVLQVWkQFLDVFRPSHWHQWHV Moatize &RQÁLWRGHWHUUDVUHDVVHQWDPHQWRVQRYDVDFWL-
&RQÁLWRGHWHUUDVUHDVVHQWDPHQWRVQRYDVDFWL
vidades económicas em capital intensivo; mu-
3. Objectivos da chamada de Interesse danças de sistemas de produção locais; criação
,QGHQWLÀFDU26&VHSURMHFWRVSDUD
GHHPSUHJRGpÀFHGHPRFUiWLFR
‡ ,QÁXHQFLDU DV SROtWLFDV S~EOLFDV SDUD TXH SHUVLVWD XP PRGHOR GH GH-

so
senvolvimento inclusivo assente na criação de riqueza numa base social
ampliada, social e ecologicamente sustentável, que assegure a melhoria
GDVFRQGLo}HVGHWUDEDOKRHGHYLGD DXPHQWRHGLYHUVLÀFDomRGDVIRQWHV As intervenções de advocacia pode ser realizado a nível Nacional, Pro-
de rendimento familiar) sobretudo dos grupos sociais mais desfavoreci- vincial e distrital/comumnitario.
dos e que reduza a pobreza e as desigualdades sociais. 2VLQWHUHVVDGRVSRGHUmRLGHQWLÀFDUDiUHDWHPiWLFDGHGRPtQLRQDTXDO
2VLQWHUHVVDGRVSRGHUmRLGHQWLÀFDUDiUHDWHPiWLFDGHGRPtQLR
‡([LJLUERDVSUiWLFDVQDLPSOHPHQWDomRGRVLQYHVWLPHQWRVHUHVSHLWRSH- desejam trabalhar. Encoraja-se a coligação com organizações que traba-
los direitos dos cidadãos e das comunidades lham a nível de base, e a participação de género.
‡ $VVHJXUDU SURFHVVRV GHPRFUiWLFRV GH SDUWLFLSDomR GDV FRPXQLGDGHV GHV
um
e da sociedade civil com mecanismos de monitorização e de controlo 6. Estrutura da Proposta:
democrático e popular, assim como transparência dos procedimentos, ‡%UHYH3HUÀOGD2UJDQL]DomRHH[SHULrQFLDFRPSURYDGDQDiUHDDRQGH
‡%UHYH3HUÀOGD2UJDQL]DomRHH[SHULrQFLDFRPSURYDGDQDiUHDD
decisões e contratos. pretender realizar a sua intervenção (uma página);
‡$SRLDUDVFRPXQLGDGHVSDUDRHPSRGHUDPHQWRGRVQRYRVVLVWHPDVGH
‡$SRLDUDVFRPXQLGDGHVSDUDRHPSRGHUDPHQWRGRVQRYRVVLVWHPDVGH ‡0HWRGRORJLDGHLQWHUYHQomR SDJLQDV 
produção, das mudanças nos modos de vida, melhorando a organização ‡&URQRJUDPDGRLQWHUYHQomR XPDSiJLQD 
das comunidades e dos produtores, com formação e informação. ‡5HVXPRGDHTXLSD7pFQLFD XPDSiJLQD 
‡$SRLDUDGHIHVDGRVGLUHLWRVGRVFLGDGmRVHGDVFRPXQLGDGHVGHVHQYRO-
‡$SRLDUDGHIHVDGRVGLUHLWRVGRVFLGDGmRVHGDVFRPXQLGDGHVGHVHQYRO
‡$SRLDUDGHIHVDGRVGLUHLWRVGRVFLGDGmRVHGDVFRPXQLGDGHVG HVHQYRO- ‡3URSRVWD)LQDQFHLUD 0D[SDJLQDV 
vendo acções de advocacia, diálogo e, em casos extremos, tomar iniciati-
vas reivindicativas com mobilização social. Nota: Proposta deve conter o máximo de 7 páginas.
‡5HDOL]DUHVWXGRVTXHUHYHOHPFRPHYLGrQFLDVSROtWLFDVS~EOLFDV GHV
‡5HDOL]DUHVWXGRVTXHUHYHOHPFRPHYLGrQFLDVSROtWLFDVS~EOLFDV GHV Propostas com mais de seis páginas podem não ser avaliados.
de

ajustadas, os efeitos positivos e negativos do modelo de desenvolvimen-


to em implementação, as formas e modos de implementação das políti- &ULWpULRVGHVHOHFomRSDUDRVÀQDQFLDPHQWRV
cas e dos programas e projectos, e o funcionamento das instituições. ‡([SHULrQFLDGH2UJDQL]DomR&RQVyUFLRQDiUHDQDTXDOGHVHMDPWUD-
balhar;
4. Elegibilidade ‡0HWRGRORJLDGHLQWHUYHQomRLQFOXLQGRLGHQWLÀFDomRGRVWDNHKROGHUV
3RGHPEHQHÀFLDUGRDSRLRGD)XQGDomR0$6&RVVHJXLQWHVWLSRVGHRU-
3RGHPEHQHÀFLDUGRDSRLRGD)XQGDomR0$6&RVVHJXLQWHVWLSRVGH e critérios de selecção de área aonde pretende intervir;
ganizações não lucrativos: ‡&URQRJUDPDOyJLFRHFODURGDVDFWLYLGDGHVDVHUHPUHDOL]DGDV
‡26&V21*61DFLRQDLV ‡3URSRVWDÀQDQFHLUD²VHFRUUHVSRQGHDVDFWLYLGDGHVHGHPRQVWUDERP
‡,QVWLWXLo}HVGH3HVTXLVD ´YDOXHIRUPRQH\µ
‡(TXLSDWpFQLFD²VHWHPH[SHULrQFLDQDUHDOL]DoDRGHXPWUDEDOKRGHVWD
io

‡ÐUJmRVGHFRPXQLFDomR6RFLDO
‡6LQGLFDWRV natureza.
‡,QVWLWXLo}HVGHFDUL]UHOLJLRVR
‡&RQVRUWLXP)yUXQV3ODWDIRUPDVGD6RFLHGDGH&LYLO IRUPDLVL
‡&RQVRUWLXP)yUXQV3ODWDIRUPDVGD6RFLHGDGH&LYLO IRUPDLVLQIRU- 8. Local e Data de Submissão das Propostas:
mais); As propostas podem ser submetidas para o endereço físico da Fundação
ár

‡2UJDQL]Do}HVGHVSRUWLYDVHFXOWXUDLV MASC, sito na Av. Zimbabwe N° 1374. C.P 4296 Maputo, ou para o en-
‡2UJDQL]Do}HVHDVVRFLDo}HVFRPXQLWiULDV dereço eletrônico masc@masc.org.mz, indicando o assunto “Advocacia
‡$VVRFLDo}HVHIHGHUDo}HVHPSUHVDULDLV na área de Agricultura – Enfase para o Agronegocio”

mbito da Actividade
5. Âmbito Prazo: 15 de Março de 2016. Candidaturas recebidas após a data indica-
Enquanto a chamada esta no Âmbito Nacional o estudo apresenta de for-
Di

da não serão consideradas.


ma sintética as zonas e principais actividades de intervenção do capital e As propostas serão avaliadas por um comité de avaliação, que terá lugar
da governação. no dia 30 de Março de 2016.
18 Savana 12-02-2016
OPINIÃO

EDITORIAL Cartoon

O ultimato de Março
O
Presidente Filipe Nyusi aproveitou a ocasião do seu 57º

o
aniversário para dissipar dúvidas quanto ao seu empenho
(e até capacidade) em encontrar meios que permitam a
continuação das negociações com a Renamo, para pôr fim
ao actual conflito que esta formação política tem com o governo.

log
Em declarações públicas, Nyusi mostrou que não havia mais nada
de importante que ocupasse a sua cabeça do que encontrar uma
saída para a situação em que o país se encontra actualmente. Em
nenhum outro momento esta mensagem se tornou mais enfática
do que quando ele se encontrou com as altas chefias militares, da
polícia e da segurança, uma ocasião que terá também servido para
reafirmar o seu estatuto de Comandante-em-Chefe, e de que todas
as forças uniformizadas submetem obediência ao poder civil.
Falando sobre o seu encontro com Nicholas Hurd, ministro bri-

ció
tânico para a África, Nyusi revelou que 60 por cento das suas
discussões tinham se centrado sobre a questão da estabilidade em
Moçambique. Informou ainda que depois do referido encontro,
o governante britânico iria tentar estar em linha telefónica com Burocratização do pensamento em Moçambique!
Afonso Dhlakama. Esperemos que o tenha conseguido. Por Régio Conrado
A imperiosidade de se devolver a estabilidade política e militar a

U
Moçambique já não precisa mais de ser enfatizada. Nyusi disse que m programa de reflexão crí- do noções seja dos espaços comuns ou aparelho ideológico e discursivo
não precisa de entrar em detalhes sobre o que o seu governo tem ticaa sobre o que dizem e es- ainda do Estado a que se pretendem dominante mesmo que se façam
estado fazer em relação à questão de pacificação do país. E nisso crevem grande parte daqueles

so
críticos. Neste caso, em Moçambique, passar de «altos críticos do siste-
pode estar coberto de razão; a publicidade pode ter o efeito de que dizem que sua tarefaefa é onde é que esta a atitude contra a es- ma». Ademais, o problema é que
perturbar o bom andamento do processo negocial. pensar é imprescindível. Tal como tatização e reificação do pensamento, os instrumentos que usam para a
Mas é importante que nestas negociações tudo seja feito para evi- podemos falar da burocratização das aquele pensamento que se nega como crítica são os instrumentos daque-
tar que mesmo depois de se ter alcançado um acordo, a crise volte identidades, podemos igualmente fa- extensão do poder político? Encon- les a que criticam. Nesses termos,
a repetir-se no futuro. E isto não se consegue apenas com garantias lar de burocratização do pensamento. tramo-lo em muito poucos. não podemos falar de outra coisa
Assim, urge perguntar que teor refle- Se as análises de grande parte dos que que da institucionalização do dis-
jurídicas, aliás, como a actual situação bem testemunha.
xivo trazem seus pensamentos? De têm como profissão pensar se resume curso estatal, governamental no
As garantias que são necessárias devem ser específicas e realistas.
outra forma, que função têm eles que a reproduzir explicações neoliberais, discurso falsamente crítico dos
Ou seja, elas devem tomar em conta as causas do conflito, e encon- não seja a de manter a perversidade que são hoje o fundamento das po- que se dizem ser académicos.
trar a melhor forma de se ir de encontro com elas.
um
e incompreensão da nossa sociedade? líticas do governo, não podemos não O pensamento como essa possi-
No acordo de 1992 acreditou-se que a questão fundamental era a Ou seja, até que ponto as suas análises dizer que esses académicos são fun- bilidade radical de desconstruir
introdução de um quadro político que permitisse a participação de ou divagações não são elas próprias cionários ou mesmo agentes do Esta- os fundamentos dos regimes de
todos os moçambicanos através do multipartidarismo. Quanto à produtoras dos problemas que a nossa do, e entrementes, do poder político verdade deve ser essencialmen-
Renamo, esperava-se que ela iria conseguir transformar-se de um sociedade conhece hoje. no sentido estritamente marxista do te uma saída da menoridade
grupo armado para uma formação política com todos os predi- Na verdade, lendo, no sentido de De- termo. É aqui que acho que o proces- à maioridade do pensamento
cados inerentes a esse estatuto, participando em eleições e com a leuze, o que eles dizem, sempre excep- so de burocratização do pensamento (Kant) para que a burocratização
possibilidade de poder constituir governo. cionando alguns, temos a impressão pelo esvaziamento do pensamento do pensamento não seja um acto
Contudo, a verdade é que nada disto aconteceu. O multipartida- de estarmos diante de um pensamen- como acto transcendente no sentido realizado.
to sem reflexividade, ou melhor, de de marcuse e não metafísico, cria um A realização do pensar como acto
rismo faz parte do sistema político moçambicano, mas a Renamo
um funcionário de cartório ou de um pensamento que é essencialmente bu- EXURFUiWLFR VLJQLÀFD TXH D QRVVD
nunca conseguiu pela via eleitoral atingir o poder, alegando, desde VRFLHGDGHHQFRQWUDVHQXPÁDJH-
1994, mesmo sem provas consistentes, que as suas hipotéticas vi- professor de uma escola de condução rocrático e que burocratiza a compre-
em que a sua função é repetir ou re- ensão e imaginação da sociedade que lo que tem sido hoje denunciado
de

tórias eleitorais lhe foram roubadas pela Frelimo. Não parece tam- pelo Filósofo Michel Onfray como
produzir sempre a regra dominante, os lê.
bém que tenha conseguido transformar-se num partido político R ÁDJHOR GD WUDQVIRUPDomR GR
as normas instituídas. Isso nega aqui- Em 1968 era publicada na França a
no verdadeiro sentido do termo, com um alinhamento ideológico lo que o Prof. Macuane disse-me uma pensamento em repetição acrítica
obra «l’homme unidimensionnel» de
claramente definido, para além da retórica de Dhlakama de que se GR TXH H[LVWH $ VXSHUÀFLDOLGDGH
vez sobre as CS, elas deviam «desven- H. Marcuse em que na sua introdução
trata de um partido da direita, em contraposição com a esquerda dar as engrenagens complexas dos fala da dormência da crítica e de uma
e a burocratização das nossas CS,
que a Frelimo representa. Uma análise política apurada colocaria VHP JHQHUDOL]DU UHÁHFWH QmR Vy D
processos políticos pois esse deve ser sociedade sem oposição.
a Frelimo como um partido de direita, profundamente enraizado capacidade dos regimes de verda-
o objecto das ciências sociais». Estes últimos, permite-me dizer que
des dominantes de se imporem,
numa ideologia feudo-capitalista. O sentido profundo do pensamen- se há uma fragilidade da nossa socie- mas dos interesses que podem
Sem nunca ter conseguido alcançar o poder, a Renamo nunca be- to deve ultrapassar a mediocridade dade é que aqueles que deveriam ser estar a estruturar os grupos que
neficiou do espólio da guerra que moveu contra o governo durante da quotidianidade e absurdidade das produtores de alternativas de pensar
io

se fazem passar por académicos


16 anos. E está convencida, agora mais do que nunca, que não será paixões que não relevam da profundi- são, na sua grande maioria, respon- e a incapacidade de fazer das
pela via do plesbicito que chegará ao poder. Face a esta situação, a dade do acto mesmo de pensar como sáveis pelo fechamento do discurso CS lugar por excelência de des-
melhor estratégia é forçar uma acomodação, recorrendo às armas ruptura e como ultrapassagem. Assim, (Marcuse) na medida em que usam contrução radical do mundo. Ou
que sempre manteve em seu poder para alcançar esse objectivo. não podemos negar que muito do que categorias ora vazias ora improdutivas seja, podemos estar a viver numa
Tendo fracassado nos seus esforços de obrigar a Assembleia da Re- lemos reflecte as paixões circunstan- e problemáticas, como por exemplo, sociedade em que grande partes
ciais, fugindo assim à reflexividade Estado de direito democrático, sem
ár

pública a alterar a Constituição para permitir que governe as seis dos académicos decidindo viver
reflexiva (Bourdieu) que permitiria mesmo explicar a construção e as e apreciando o mudus vivendi da-
províncias onde diz ter obtido a maioria, a Renamo parece estar
transformar o acto de pensar num contradiçoes que o justificam. Não queles a quem criticam, produ-
agora determinada a empurrar o governo para uma confrontação acto de radicalização reflexiva dos há crítica a essas categorias. O rigor zem um pensamento distante da
armada aberta. fenómenos pensados. Nas suas aulas da linguagem (Wittgenstein) é estir- crítica radical desse sistema, o que
Parece ser uma estratégia de suicídio, mas que a Renamo e o seu de 2000-2001, no prestigiado Collège pado. os permite não pôr em causa a sua
líder acreditam firmemente que irá funcionar. Será que a Frelimo de France, intituladas «Science de la Os conceitos são tidos como absolutos própria posição na sociedade.
Di

estará preparada a ceder, oferecendo alguns lugares no governo à Science et reflevité», Bourdieu diz- como as normas numa admnistração A forma de produção do pensa-
Renamo e por essa via evitar um possível banho de sangue? Todos -nos que para pensar a sociedade é pública jacobina. Com assaz antece- PHQWR GH XPD VRFLHGDGH UHÁHFWH
os dados indicam que não. Veremos em Março, quando o mais preciso igualmente voltar-se contra dência sabemos que os ditos intelec- o grau do comprometimento ou
recente ultimato da Renamo chegar ao fim. aqueles que pensam pois esses últimos tuais vão reproduzir (in)conscien- não dos intelectuais com o poder
podem ser o vector das absurdidades temente as práticas discursivas do instituído.

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Savana 12-02-2016 19
OPINIÃO

Almeida Santos

Mais que um homem e menos que um homem


Por Eugénio Lisboa*

o
D
eixou-nos, no passado dia contradiz as suas condições mais de homens: os ocupados e os preo- abatia tarefas, como quem respira: folha, para chegarem onde querem
18 de Janeiro Dr. Almeida elementares. cupados, ou seja: os políticos (sem- grande legislador, governante ex- chegar.
Santos, figura inconfundí- Assim, costuma pensar-se que o pre ocupados, sempre agindo ou tremamente operoso, escritor abun- Ortega não ilude o problema e fala,
vel desta nossa democracia, político ideal seria um homem que, fazendo) e os intelectuais (sempre dante, viajante intemerato, político com aguda perceptividade, naquela,

log
agora em perda de carga. Poucas além de ser um grande estadista, preocupados, sempre interpondo e intelectual doublé de infatigável digamos, “falta de escrúpulos” que
grandes figuras desta terceira Re- fosse também uma boa pessoa. Mas ideias “entre o desejar e o executar”). homem de negócios – e o mais que faz parte do equipamento de todo o
pública terão sido tão controversas, será que isto possível? Os ideais”, Almeida Santos não cabia inteira e aqui se não diz… político. Falta de escrúpulos que ele
tão admiradas e tão criticadas, tão conclui o autor de La rebelión de las exclusivamente em nenhuma des- Era formidavelmente trabalhador, logo avisa não dever confundir-se
amadas e tão odiadas, quase sempre masas, “são as coisas recriadas pelo tas duas categorias: era um político era fecundo, era generoso. com “imoralidade”. Eu cito: “Não
tão mal entendidas, na sua soberba nosso desejo – são desiderata - . Mas (gostava de fazer, de actuar, de exe- Recebia muito e dava muito. Os acusemos, pois, de imoralidade o
complexidade. que direito temos nós de desejar o cutar), mas era também um intelec- gestos da sua abertura aos outros grande político. Em vez disso, diga-
É próprio destes dias de luto, que se impossível, de considerar como ide- tual (gostava de sonhar, de visionar, (sem falar nas defesas pro bono mos que lhe falta o sentido de escrú-
seguem ao desaparecimento de um al o quadrado redondo?” Esta qua- de pensar, de interpor ideias). Era, de presos políticos), em Lourenço pulo. Mas um homem escrupuloso
Marques, onde se estabeleceu, como

ció
vulto de grandes dimensões, como dratura do círculo não a conseguiu como intelectual, um escritor, de não pode ser um homem de acção.
este, proceder-se à sua quase cano- advogado, em 1953 e, depois, em O escrúpulo é uma qualidade ma-
Almeida Santos, completamente, abundante bibliografia. Tem sido
nização. Almeida Santos, para que Lisboa, eram conhecidos e não fo- temática, intelectual: é a exactidão
como o não conseguiu nenhum dito que era mesmo um admirável ram poucos.
a sua marca na História permaneça, grande político antes dele: seria escritor e um empolgante orador (o aplicada à valoração ética das acções.
Um exemplo só: numa manhã de
não precisa destes pífios favores. Era contra a própria natureza das coisas. que muito lhe teria valido nos seus Se se examina com cuidado a vida
sábado perdida, na baixa laurentina,
uma lenda? Era. Mas era mais e me- Mas, se o autor de Rã no Pântano prélios de causídico). Dizia Étienne junto à loja de discos do João Reis, de Mirabeau, de César, de Napoleão,
lhor do que isso: era um homem em não correspondeu nunca ao mo- Dumont, testemunhando sobre Mi- ia Almeida Santos a passar, atira-lhe vê-se que a presumida maldade não
grande formato, dotado de excelsas delo do puro “ideal”, menos ainda rabeau, que “a eloquência é o encan- o Rui Knopfli, sempre gavroche e é senão a falta de escrúpulo anexa
qualidades e de óbvios defeitos. se situou no de puro “arquétipo”. to dos homens reunidos”. Muitos se provocador: “Ó António, pagas- a todo o temperamento activista e,

so
Pretender, de um político, virtudes Equilibrando-se, instavelmente, en- sentiram enfeitiçados pela palavra -me a edição do meu livro de po- portanto impulsivo.” Seja dito que
imaculadas de vestal é desconhecer a tre uma sincera busca de ideais e de fluente, floreada, castiça do tribuno esia?” Sem hesitar, com um sorriso só em parte pequena isto se aplica
massa de que se fazem estes animais princípios e uma necessária e confli- Almeida Santos. Permita-se-me galhardo, Almeida Santos saca do ao político (por isso algo) “imper-
magníficos e imperfeitos. Ortega tuante rendição às asperezas da rea- observar, sem sombra de acinte, livro de cheques e da caneta: “De feito” (embora grande) que foi Al-
y Gasset, no seu admirável ensaio lidade e do compromisso, Almeida que, como o vinho, ele foi melho- quanto precisas?” Generoso, a seguir meida Santos: mas não poderia ficar
“Mirabeau o el político”, estudou-os Santos seguiu o percurso normal de rando com a idade: inicialmente, a à independência das colónias, aju- imune – como político – ao escalpe
como ninguém, não os santificando quase todos os políticos que fizeram sua prosa – falada ou escrita – en- dou meio mundo a recomeçar vida analítico do grande filósofo.
nem os crucificando: apenas ten- história. Os que, como Herculano, rodilhava-se, um tanto ou quanto, em Portugal. Alguns – vários – dos Pela parte que me toca, fiquei a de-
tando compreendê-los. O seu relato visam um ideal quimicamente puro em meu entender, numa “Ramalhal” que vieram pedir-lhe ajuda tinham- ver a Almeida Santos testemunhos
conclusivo, repito, nem os hipertro- e rejeitam frontalmente o resignado abundância, com algum toque de -no, antes, profusamente caluniado. vários da sua generosidade e ami-
um
fia nem os diminui: caracteriza-os. E continuaram a fazê-lo, com vigor zade. E não me pesa a gratidão que
arquétipo – acabam fatalmente em mau gosto; porém, com o decorrer
Sem evitar as asperezas da realidade, acrescido, depois de devidamente sinto.
Vale de Lobos: grandes padrões de dos tempos, foi sabendo descascá-la
mas também sem com elas se de- atendidos. A gratidão pesa. Escoici- Muitos que regressaram de África, a
ética, mas políticos fracassados e até lhe dar o escorreito e a limpidez nhar alivia.
primir. Segundo o grande pensador amargurados (“Isto dá vontade de dos textos mais clássicos. O seu li- seguir às independências, têm acu-
Generoso, pois. Mas também prag-
espanhol, há que distinguir entre os morrer!” e outras proclamações de vro Nova Galeria de Quase Retra- sado o autor de Pela Santa Liber-
mático, homem de negócios, com
“ideais” e os “arquétipos”: “Os ideais igual gosto e ineficácia). O verda- tos contém peças admiráveis sobre tudo, de menos bom, que tal encargo dade de ser o principal responsável
são as coisas conforme estimamos deiro político não hesita em sujar Mandela, Afonso Costa, Mouzinho acarreta. Corajoso e eloquente opo- pelos terríveis problemas que acom-
que deveriam ser. Os arquétipos são as mãos, ao serviço de um qualquer da Silveira, Miguel Torga, entre ou- sicionista, era muito capaz de jantar panharam o processo da descolo-
as coisas conforme a inelutável reali- objectivo. Mas, cuidado: suja-as por tros. com o diabo e de conviver com o nização. É injusto e é, sobretudo,
dade. Se nos habituássemos”, conti- nós, para que alguns de nós, egois- Como o verdadeiro animal político inimigo. O seu “charme”, com laivos falso. Essa responsabilidade situa-se
nua Ortega, “a buscar, de cada coisa, tamente,, nos possamos gabar de as que gosta de se ocupar (Mirabeau de casticismo, era, para muitos, ir- muito a montante: deve-se funda-
o seu arquétipo, a estrutura essencial mentalmente à teimosia de Salazar
de

manter limpas. Digamos que evan- desentranhava-se em actividade resistível. Abatia, como disse, horas
que a Natureza, pelos vistos, lhes gelicamente se perdem para que ou- imparável mesmo quando se encon- imensas de trabalho, com um sorri- e à inacção de Marcelo Caetano. Al-
quis dar, evitaríamos formar dessa tros se possam salvar. trava encarcerado…), Almeida San- so sereno, de quem se não cansa e meida Santos limitou-se a apanhar
mesma coisa um ideal absurdo que Ortega considerava haver dois tipos tos era um trabalhador incansável: muito menos se descompõe: fazia-o os cacos de uma política míope e
com aquela aparente “força fácil” de tonta. E fê-lo com enorme empe-
que falava o Eça. nho, certeira eficácia, muita energia

Casa Bulha A literatura incriminadora dos po-


líticos é abundante e contundente.
Diz-se deles cobras e lagartos, por-
e um grande coração.

*ensaísta, antigo residente em


que são capazes de passar por toda a Moçambique
Por Jan de Moor
io

E
la chora, ela chora dia e noite eles carregam a água para cima todos vinte anos, mas o outro enganou-a,
e toda a cidade de Quelima- os dias, bidons e bidons. Eles trazem também já há muitos anos. O último
ne está a ouvir o choro dela e o carvão e cozinham nas varandas. tinha apoio de marginais formais.
ninguém liga. Seis governa- Conheço-a já há trinta anos quando Portanto, embora doente, velha e
dores passaram de perto e olharam ainda consegui ver um fulgor da be- quase a morrer, ela ainda tem dois
ár

para ela. Os pés dela estão inflama- leza dela. Eu vivi com ela e conhecia noivos. Estes fiancés estão a lutar há Email: carlosserra_maputo@yahoo.com
dos, até passam aos poucos para a a elegância das escadas dela e percebi já vários anos e preparados a ir até à Portal: http://oficinadesociologia.blogspot.com
fase de podridão. Na barriga ela tem que ela teve elevadores estilosos, um última gota de sangue dela. Ambos 463
um cancro e o pus está a sair. Apesar sistema de abastecimento de água trazem de vez em quando um doce
disso ela tenta ficar em pé e mesmo colectivo e eficaz. A casa dela era para ela. Um doce que ela recebe
ainda dar conforto aos que vivem convidativa. A robustez dela atracti- com um sorriso cínico. Os poderes Bases da legitimidade política
Di

com ela. Primeiro eram na maioria va. Cruzei cada dia nas escadas com
olham e deixam ela sofrer. Os mor-

N
pessoas, mas agora também são os o erudito sociólogo David Aloni. A os primeiros anos da luta preparados para o trabalho que
cegos piscam o olho. armada de libertação na- tínhamos pela frente. […] onde
ratos. Ratos em todo o lado de cima casa onde vivi era dum agrónomo
Enquanto a luta dos noivos continua cional surgiu o que Edu- os camponeses não compreen-
para baixo enterrados e vivendo no reformado e apanhei ainda obras
lixo. Lixo velho e lixo novo, lixo de estamos todos lá. Alguns já começa- ardo Mondlane chamou diam as razões, retiravam o seu
sobre arroz e algodão. No meio da
ontem, lixo de hoje, acumulado em guerra consegui ainda cheirar os úl- ram a cortar através da privatização “problema prático”: “O vazio apoio à luta e, nalguns casos, par-
cada lugar onde a preguiça manda. timos restos da grandeza da Provín- e tribunal partes do corpo dela. A deixado pela destruição da situ- tiam mesmo definitivamente.”
Escadas com 5 a 10 metros de lixo, cia. A partir daí tudo foi baixando, árvore majestosa atrás da casa dela já ação colonial pôs um problema Palavras do Presidente Filipe
elevadores cheio de lixo; lixo em caindo para o pior. O pior que não foi cortada e os moradores perderam prático […]: o desaparecimento Nyusi há dias: “[...] enquanto
todo o lado. A barriga dela está cheia conseguimos imaginar, mas que está a sombra. Uma família, Pai, Mãe e duma série de serviços inerentes continuar o povo sem água, sem
e ela vomita águas negras. Além dos a acontecer em frente de nos hoje crianças estão a viver na sobre loja à dominação portuguesa, espe- energia, sem escolas suficientes,
moradores e ratos estão lá os empre- em dia. Ela, apesar da idade, ainda abandonada no meio das águas ne- cialmente serviços comerciais, sem hospitais, sem saúde, ainda
gados. São os jovens do Ile, Namaroi tem dois maridos, quer dizer não gras que lá estão a cair. Eu por en- enquanto o povo continuava a não teremos cumprido a missão
e Lugela. Jovens cheio de vontade são maridos na verdade são mais quanto tento estar com ela, ouvir o existir e a necessitar deles. [Du- pela qual os nossos heróis tom-
de estar na cidade. Pé descalços, de pretendentes dela. Um de compor- suspirar dela. Não a posso abando- rante algum tempo, o problema baram como dos que também
calção e mal pagos, mas mantendo tamento razoável, o outro malandro. nar porque ela é símbolo para muitas foi agudo. […] Não estávamos estão vivos, em todo o país.”
mínima higiene no prédio porque O primeiro quer casar com ela já vão coisas deste País.
20 Savana 12-02-2016
OPINIÃO

RELATIVIZANDO
A TALHE DE FOICE Por Ericino de Salema
Por
P Machado da Graça

Extremismo inútil da Renamo!

o
O
chefe de mobilização e propaganda da Renamo ao deveria solicitar o controlo da situação, o que passaria, na-
nível da província de Sofala, Horácio Calavete, dis- turalmente, pelo reforço das medidas de segurança e/ou de

Palavras se esta segunda-feira, em conferência de imprensa


por si concedida na cidade da Beira, que, em reac-
policiamento.
Por outro lado, uma denúncia pública, firme e veemente do

log
ção aos raptos e posterior assassinato de que estão a ser alvo que está a suceder, expondo factual e compreensivelmente
os delegados do maior partido da oposição a nível de base, todos os elementos à sua disposição, concorreria para que,

N
um momento em Malawi, apenas deslocados. em vários pontos das províncias da região centro do país muito facilmente, a Renamo colhesse apoio de influentes
que a situação polí- Como o jornalista não achou (Sofala, Manica, Tete e Zambézia), a formação política de segmentos domésticos e internacionais. Quanto a este úl-
tico-militar no país importante perguntar-lhe o que ele é membro iria montar postos de controlo nalgumas timo domínio, cremos que solicitar a intervenção dalgumas
se degrada de dia que terá feito deslocar-se es- estradas por aquela região, para que todos os carros suspei- representações diplomáticas jogaria a favor da Renamo,
para dia assistimos agora, ses milhares de pessoas para tos de transportar os que perpetram tais actos criminosos diferentemente da opção por vias que, pela sua gravidade,
sem saber se rir ou chorar, à fora do país, ele não se viu possam ser revistados. colocam em causa todos os alicerces do Estado moçambi-
guerra das palavras. obrigado a explicar. De resto O problemático anúncio feito ao princípio desta semana cano. Não se exclui, nisso, as próprias instâncias interna-

ció
Pensemos, por exemplo, na o correspondente da Rádio acontece num contexto em que já se estão a tornar infeliz- cionais responsáveis pela salvaguarda dos direitos humanos,
expressão “refugiados de no Malawi parece ainda não mente frequentes situações de raptos, baleamentos e, quase no quadro do que se destaca a protecção da vida, o mais
guerra”, que tem vindo a ser ter sentido a necessidade de sempre, assassinatos de dirigentes de base da Renamo e da importante bem jurjurídico.
usada, internacionalmente, ir ao local onde essas pessoas Frelimo, não havendo, quase em absoluto, dúvidas de que Sendo questionado pelos cidadã
cidadãos o facto de, amiúde,
para designar os 4 a 5 mi- estão para saber, em primei- aquelas acções têm como mote a intolerância política entre agentes da Polícia de Protecção se envolverem em acções
lhares de moçambicanos ra mão, as razões. os dois principais partidos políticos, não se sabendo se com normalmente sob a alçada dos seus colegas da Polícia de
que estão em campos no De resto, se não estamos o aval ou não das suas lideranças de alto nível. A Rena- Trânsito, não se esperaria apoio popular nessa empreitada
Malawi. em guerra neste momento, mo, como resultado dos pontos não devidamente geridos que a Renamo diz pretender abraçar, designadamente a ins-
Ora as nossas autoridades não vai demorar a estar- no Acordo Geral de Paz (AGP), assinado a 4 de Outubro talações de postos de controlo de viaturas. Com que base

so
afirmam que o país está em mos, infelizmente. E isto de 1992, em Roma, ainda mantém guarda armada, não se a guarda armada da Renamo há-de mandar parar viaturas,
Paz, que não há guerra ne- pela simples razão de que sabendo em concreto quantos homens e mulheres; a Fre- solicitar documentos aos ocupantes das mesmas e efectuar
nhuma dentro das nossas Filipe Nyusi, cheio de von- limo, acredita-se, não é um partido armado, mas, estando vasculhas? Até as próprias forças policiais são, em situações
fronteiras. E, não havendo tade de dialogar, não sabe no Governo, num contexto em que as Forças de Defesa e ordinárias, proibidas de fazer isso, em homenagem à liber-
guerra, não pode haver re- com quem. Estando Afonso Segurança (FDS) parecem politicamente independentes dade de circulação e/ou movimento, que é, em Moçambi-
fugiados de guerra, como Dhlakama em parte incerta apenas em termos teóricos, pode ter controlo mais do que que, um direito fundamental!
é óbvio. Pelo contrário, se sabe-se lá com quem se pode razoável sobre os gendarmes e/ou militares. Na verdade, é expectável que, caso a Renamo avance com
houver refugiados de guerra, falar na Renamo? Apesar de o contexto aparentar ser mais desfavorável à o que foi esta segunda-feira anunciado na Beira, as FDS
isso significa que, gostemos Estranho é que os assassinos Renamo,, com o que, até prova em contrário, parece ser o respondam de forma violenta, com o que mais sangue será
um
disso ou não, em Moçambi- (Quem os terá enviado?) partido que está a ver maior número de elementos seus a derramado. Sobretudo agora que estamos a menos de 20
que há uma guerra. parecem melhor informa- serem raptados e executados, achamos ser absolutamente dias do prazo avançado pelo líder da Renamo, em várias
Dentro deste espírito, Filipe dos que Nyusi. Não poden- desnecessário
io o extremismo em que o partido liderado por teleconferências e entrevistas, para o “início da governação”,
Nyusi afirmou, recentemen- do atingir o Presidente da Afonso Dhlakama se está a envolver, manifestado, de resto, pelo maior partido da oposição, nas províncias em que ele
te, que esses moçambicanos Renamo atiraram contra o por irresponsáveis
esponsáveis declarações como as proferidas pelo che- e/ou o seu líder reivindicam ter ganho.
estão no Malawi como sem- Secretário Geral, seguindo a fe de mobilização e propaganda daquele partido em Sofala. O que está a acontecer, reiteramos, é extremamente gra-
pre estiveram, em negócios, lógica ordem hierárquica. Não estamos, de jeito nenhum, a dizer que a liderança da ve. Contudo, pensar que o estabelecimento de postos de
visitando a família ou até fa- Preocupante quando os as- Renamo deveria ficar indiferente ao que se está a passar, controlo, não se sabendo com que suporte jurídico-legal, se
zendo turismo (cito de me- sassinos estão melhor infor- num quadro em que tanto o seu presidente como o secre- algum, pode resolver o que se está a verificar, é uma atitu-
mória), dado que a ausência mados que o Comandante tário-geral – Afonso Dhlakama e Manuel Bissopo, respec- de lamentável. É, há que sublinhar, tempo de a Renamo
de uma fronteira física faci- em Chefe das Forças de De- tivamente – já foram, eles próprios, alvos de atentados às se compatibilizar com as suas responsabilidades estatuais,
lita esse tipo de contactos. fesa e Segurança... suas vidas. Mas afigura-se-nos absolutamente kamikaziano sobretudo no actual contexto de paz podre, no qual até en-
de

Há dias o correspondente Como digo mais acima não optar por vias de clara e cristalina irresponsabilidade, supos- contros que deveriam ser a coisa mais comum e que nem
da Rádio Moçambique no sei se estas coisas dão para tamente em rresposta às situa
situações tais. deveriam ser elevados ao estatuto de notícia, senão mera
Malawi entrevistou um res- rir ou para chorar mas, com Apesar do que a Renamo habitualmente refere serem as en- informação (reuniões regulares entre o Presidente da Re-
ponsável moçambicano da vidas humanas envolvidas tidades estaduais responsáveis pela investigação de situação pública e o segundo candidato mais votado), são das coisas
área dos refugiados que ga- rimento e morte,
em sofrimento daquela índole
índole, pensamos que, até como forma de reunir cada vez mais raras.
rantiu, a pés juntos, que não inclino-me mais para o se- elementos para consubstanciar alegações tais, o maior par- O extremismo da Renamo, porque inútil, como o é quase
há refugiados de guerra no gundo caso. tido da oposição deveria cuidar de exigir das autoridades sempre o extremismo, a ninguém beneficiará, incluindo à
o esclarecimento daqueles tristes casos. Aliás, antes disso própria Renamo!
io

Por Luís Guevane


SACO AZUL

Correntes opostas
ár

D
uas correntes
entes de pensamento ga- inequivocamente, com os resultados eleitorais locado pela Frelimo tinha a tarefa de legitimar acusações, está claro que as regras parecem
nham, crescentemente, na praça por si contestados; que o Presidente da Repú- os resultados favorecendo quem ali o colocara; ter sido violadas pelas duas correntes. Uma
políticaa e social de Moçambique, blica (PR) sempre esteve aberto ao diálogo po- que os comandos supremos das instâncias su- mais do que a outra. Uma violação terá sus-
cada vez mais nitidez pelo facto de lítico com a Renamo e com outras forças políti- periores à CNE, uma vez apresentado o pro- citado outra.
Di

não se interpenetrarem no campo do enten- cas, etc. Os mais radicais dentro desta corrente blema das gravíssimas irregularidades eleitorais,
dimento e das soluções políticas que o país são a favor de uma “savimbização” de Dhlakama alinharam pelo mesmo diapasão que o do presi- Cá entre nós: as paixões partidárias originam
procura. Duas correntes à procura de mais e (já ensaiada com os mediáticos atentados) e, ou- dente da CNE. Perante tudo isso e mais alguma alguma dificuldade em apurar-se de forma
mais argumentos para que cada uma delas tros, os mais moderados, percebem o significado coisa alegam como solução única para o dife- isenta e clara quem, de facto, não está ou nunca
se afirme como a mais válida relativamen- da canção que diz que por morrer uma andori- rendo político o diálogo aberto e sincero com esteve a cumprir com as regras estabelecidas an-
te a outra. São correntes que parecem dever nha não acaba a primavera; que o “nó-górdio” o Governo/Frelimo e, passando este nível, a tes do início do jogo. Cada uma acusa a outra.
algo à comissão da verdade e reconciliação foi um ensinamento a não esquecer. Entre os Renamo propõem-se a governar nas províncias Mas, os factos no terreno provam tudo. Sempre
nacional, que por estas bandas não existe e círculos de defesa desta primeira corrente está o onde obtive significativas vantagens eleitorais. esteve claro que a CNE e o STAE não eram
nem existiu. Governo/Frelimo. Tanto a primeira como a segunda corrente con- o problema, mas sim os que usam ou usavam
A primeira corrente defende, há já algum A segunda corrente não olha para a CR como cordam que as regras do jogo se definam antes estes órgãos de forma obscura em seu benefício.
tempo, que a Constituição da República um problema em si, mas sim quem a usa des- do jogo. A primeira corrente acusa a segunda Este é, portanto, um grave problema de partida
(CR) seja respeitada (como se antes esse propositadamente como escudo em seu benefí- de tentar alterar as regras do jogo no decurso que tem desencadeado tantos outros, como por
respeito tivesse sido uma raridade potencia- cio e não do povo; concorda que ela seja respei- do mesmo, pois as eleições foram gerais e não exemplo, os confrontos militares, as mortes, os
da pela nulidade). Defende que a Renamo, tada por todos. Defendem que as eleições foram provinciais. A segunda corrente, por seu tur- refugiados, os raptos e assassinatos, a arrogân-
ao aceitar ocupar os assentos no Parlamen- visivelmente fraudulentas; que o presidente da no, lembra à primeira, que a fraude não fazia cia, etc. Como será o entendimento nas próxi-
to concordou tacitamente ou, se quisermos, Comissão Nacional de Eleições (CNE) ali co- parte das regras do jogo. Considerando as duas mas semanas? A ver vamos.
Savana 12-02-2016 21
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DESTAQUE RURAL Nº 12

o
Fevereiro de 2016

PROGRAMA TERRA SEGURA - 5 MILHÕES DE DUATs

log
O Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural possui um programa para tivos para o sector familiar (migração do direito consuetudinário para o “moderno”) e os
atribuir, durante a presente legislatura, 5 milhões de títulos de DUATs (Direito de Uso e riscos apresentados? Várias podem ser as formas/estratégias. A primeira e eventualmente
Aproveitamento da Terra). Este programa designa-se por “Terra Segura”. Visa-se princi- a mais importante, é associar o DUAT da parcela agrícola ao DUAT da comunidade onde
palmente o registo de direitos já adquiridos por ocupação de boa-fé. a parcela está inserida. O processo de reconhecimento de direitos individuais de uso e
aproveitamento da terra deve ser precedido pelo reconhecimento dos direitos das comu-
Neste momento, estima-se que somente cerca de 3% dos produtores agrícolas possuem o nidades, realizado num contexto em que haja a adequada preparação social e divulgação
título de DUAT. da legislação e delegação de poderes de manutenção de cadastro ao nível da comunidade.
Nestas condições, nenhuma transacção. Nestas condições, nenhuma transacção poderá

ció
A fundamentação é simples. O DUAT permite uma maior segurança da terra e poder ne- acontecer sem o pronunciamento dos membros da comunidade. Esta possibilidade, não
gocial dos seus detentores (por exemplo para o acesso ao crédito). É um argumento forte tem como filosofia a subordinação do direito de pessoas singulares ao direito de pessoas
e justificativo. A maioria das opiniões indicam e reclamam por essa realidade. colectivas. A fundamentação assenta no facto de que os sistemas de produção das famílias
camponesas não se limita à exploração agrícola. Existe uma complexa integração multi-
Porém, colocam-se as seguintes questões: (1) o DUAT aumenta a segurança da terra, funcional nos modos de produção e de vida onde coexistem vários objectivos a maximizar
principalmente do sector familiar? E das empresas?; (2) os pequenos produtores e as em- (por exemplo, segurança alimentar, rendimentos monetários, investimentos em patrimó-
presas aumentam os poderes negociais possuindo o DUAT? nios produtivos e de bem-estar) e a minimizar (risco de perdas de colheita, defesa contra
calamidades naturais, etc.). A produção agrícola em várias parcelas (em sequeiro e em
Procura-se de seguida responder a estas duas questões. regadio, a diferentes distâncias da residência, nas zonas baixas e altas, etc.), a exploração da

so
floresta (para produção de lenha, carvão e estacas), o acesso à água, a conservação da flo-
A Lei da Terra atribui o direito de uso e aproveitamento pela via do direito consuetudi- resta (incluindo com queimadas controladas) para a caça, as plantas silvestres para recolha
nário, isto é, os cidadãos que trabalham ou que possuem alguma forma de utilização têm de frutos e produtos medicinais, entre outros elementos do sistema de produção e vida
direitos sobre essa terra por herança ou ocupação de boa-fé há mais de 10 anos. A posse dos camponeses. São os designados sistemas agro-florestais, agro-pastoris entre outros
do título (documento), pode, quando muito, emprestar um certificado de posse legal de conceitos que reflectem a exploração integrada e sustentável dos recursos e o equilíbrio
natureza formal/administrativo (lei “moderna”). O seu detentor, transitando-se do direito entre o Homem e a Natureza.
consuetudinário para o direito “moderno”, podem significar ou implicar que as questões
legais passem a ser regidas pelas instituições legais próprias, além dos procedimentos/pas- alter
Qualquer alteração ao sistema sem opções alternativas e operadas em transições com rup-
nsuetudinário. Os procedimentos informais associados
sos relacionados com o direito consuetudinário. turas poderá causar crise nos modos de vida das famílias.
um
ao direito por via do direito consuetudinário, passam a ser secundários ou complementares
na resolução de conflitos ou assuntos de outra natureza. O DUAT, por si só, não altera o Estes aspectos conduzem à necessidade do planeamento do território, designadamente,
principio consagrado na Constituição em como mo a terra não pode ser vendida ou alienada geográfic das comunidades, actividade complexa que
em primeiro lugar, à delimitação geográfica
sob qualquer forma. Para que exista essa possibilidade seria necessária uma alteração à exige o seu envolvimento, o conhecimento da história de longa duração e as perspectivas
Constituição. No entanto, a posse desse documento reforça o reconhecimento de direitos futuras de desenvolvimento, o crescimento demográfico, etc. Esta necessidade não implica
que o Estado é obrigado a fazer com base na Constituição. a existência do planeamento territorial a nível nacional.

A questão imediata que se coloca é a seguinte: para os pequenos produtores, qual das duas form
Outras acções podem ser recomendadas como a formação, advocacia, monitorização por
situações, (direito consuetudinário ou “moderno”) é mais conveniente (eficácia, segurança, parte da sociedade civil das questões à volta da terra, especialmente a atribuição/facilitação
acessibilidade e custos), pressupondo que a segurançaa não se altera. O direito consuetu- dos DUATs, os diferentes tipos de conflitos de terras (empresas -camponeses/comunida-
nhecido, não exige relações
dinário e de natureza informal, localmente reconhecido, relações com a admi- des; Estado – camponeses/comunidades, entre camponeses e comunidades, entre outros
nistração local (é basicamente gerido pela comunidade e seu líder), não implica gastos de conflitos que opõem diferentes tipos de actores.
de

obtenção do título nem os casos de eventuais conflitos são resolvidos por vias judiciais, o
que acarretaria custos directos e indirectos, para além das dificuldades de acesso aos tribu- A hipótese do Programa ser uma ante câmara da privatização enquadra-se num outro
nais e ao conhecimento das leis e dos procedimentos. debate que possui vários posicionamentos da sociedade, estreitamente relacionados com
os interesses em jogo (camponeses, empresários, políticos). Igualmente existe a influência
Para as empresas, o DUAT pode significar um maior poder de defesa e de prova do direito ideológica. Se essa é a intenção central do Programa, então deve haver vigilância dos dife-
de uso e aproveitamento da terra. Obter o DUAT significa nomeadamente, que todo o rentes actores económicos e sociais, organizações da sociedade civil e organizações profis-
processo de concessão foi realizado, incluindo o da consulta comunitária, condição im- sionais, sindicatos, que não concordem com a legalização da privatização e do mercado da
portante para se evitarem situações de conflitualidade
conflitualidade com cidadãos e comunidades que terra. Por outro lado, certamente que existirão grupos de interesses (sobretudo do sector
possam reclamar a terra por via dos articulados do direito consuetudinário. O DUAT pode privado e das autarquias) que continuarão exercendo influência para que essa possibilidade
io

ainda, embora ilicitamente, constituir uma garantia bancária. Ao se considerar um bem surja quanto antes.
de garantia, pressupõe-se imediatamente a atribuição de um valor com correspondência
monetária e, portanto, uma moeda de troca. A terra passa automaticamente a ser transac- A filosofia política e ideológica do Estado e dos partidos políticos é claramente neoliberal.
cionável. No entanto, a maioria das empresas agrícolas, mineiras, turismo, etc. possuem o O empresariado nacional está ciente que a privatização ou o mercado de terras seria um
DUAT ou licenças de exploração, ou estão em processo de obtenção. No caso do imobi- elemento favorável para o investimento externo ao qual se pretendem aliar com parcerias
liário, a terra é parte do património da infraestrutura e, portanto, a posse da terra transita nas quais pouco mais têm que oferecer que não seja o “lobby” e o “conhecimento local”.
ár

conforme a compra e venda dos imóveis. Existe ainda pressão de algumas forças políticas e financeiras externas no sentido da priva-
tização da terra. Como forças opositoras estão forças políticas dentro da Frelimo ligadas à
Em resumo, pode afirmar-se que o DUAT para os pequenos produtores não altera fun- luta pela independência onde se dizia que se lutava para libertar a terra e os homens, uma
damentalmente o direito e a segurança do uso e aproveitamento da terra, mas aumenta as elevada percentagem dos camponeses, organizações da sociedades civil uma proporção da
condições para a sua protecção. intelectualidade. O discurso oficial da governação, ou é o silêncio expressivo ou a defesa da
terra como propriedade do Estado. Neste último posicionamento pode ainda considerar-
Di

Numa perspectiva futura e com base em hipóteses, pode considerar-se que a Lei 19/97 -se poderem existir sectores de opinião e de interesses que aguardam silenciosamente
pr
será revista e abrirá a possibilidade para a privatização e/ou o mercado oficial da terra. pelos DUATs (sendo que dirigentes ou oficiais das burocracias facilmente adquirem o
Nessas circunstâncias, todos os detentores de DUAT poderiam vender ou negociar o ar- documento) para que, aquando da privatização, a terra constitua um activo imediato, de
rendamento da sua parcela. Se assim for, pode especular-se que o Programa terra segura custo quase zero e de elevado valor de mercado.
poderá constituir uma antecâmara para a privatização da terra, total ou parcial ou em mo-
dalidades específicas que permitam essa mudança do regime de propriedade do principal Em resumo, o programa Terra Segura é uma iniciativa positiva que representará um gran-
recurso de uma Nação. de esforço financeiro e de trabalho dos órgãos responsáveis pela área. No entanto, deve-se
considerar os riscos acima apresentados e a necessidade daqueles que são contrários à pri-
Embora também traga vantagens, tanto a nível individual como comunitário, esta possi- vatização da terra, estarem atentos acerca da possibilidade de agendas não transparentes
bilidade coloca em risco os pequenos produtores que alienem as suas terras sem um co- ou não mencionadas.
nhecimento aprofundado dos mercados. Em contextos de pobreza, de grandes assimetrias
de informação, de conhecimento e de distorções dos mercados e mesmo a politização dos A realização dos aspectos positivos e a minimização dos aspectos negativos deste pro-
mesmos, existem elevados riscos para as famílias camponesas. grama Terra Segura, depende de um envolvimento das comunidades e das organizações
sociais, desde as fases preparatórias, à fase de realização e no desenho e implementação dos
A questão é: como beneficiar dos DUATs (mais segurança) minimizando os pontos nega- procedimentos de manutenção de registos e do cadastro e a monitorização.
22 Savana 12-02-2016
DESPORTO

Bernardo Matsimbe fala dos problemas do basquetebol

“A desorganização é que coloca em causa o


nosso campeonato”

o
Por Abílio Maolela

log
O
treinador da equipa sénior A direcção cessante demitiu-se com que gerem o basquete, em particular conhecimento de causa. A planifica-
masculina de basquetebol enormes dívidas. No seu caso, em os que estão na Associação da Cida- ção e o trabalho do seleccionador é
do Desportivo de Maputo, que situação está? de devem perceber esta mensagem. que marca a diferença e não os fun-
Bernardo Matsimbe, afir- É um assunto meu que devo tra- Há condições para termos uma dos, porque nunca houve diferencia-
ma que o actual estágio da moda- tar com o clube e não na imprensa. competição regular. ção.
lidade deve-se à “desorganização” Gostei muito também da atitude A formação é sempre apontada Na mesma noite em que foi distin-
das entidades organizadoras das dos meus jogadores que souberam como o maior problema do nosso guido
guido, Pio Matos ganhou o prémio
principais provas, em particular a tratar esta questão. É uma questão desporto.
orto. Ao nível do básquete, o de melhor atleta do ano e também
Associação de Basquetebol da Ci- interna, particular e não acho ético problema está na formação ou na de atleta popular. Tendo em conta as
alta competição?

ció
dade de Maputo, que não organi- tratá-la na imprensa. suas exibições e a qualidade do nos-
zam provas regulares. Em entrevista Como receberam a informação de A formação é fundamental, porque
so campeonato, será que ele ainda
ao SAVANA, o melhor treinador de que não iam participar na Taça dos não se chega à alta competição sem
“cabe” no nosso país?
2015, eleito pelo Instituto Nacional Clubes Africanos? formação (árbitros, técnicos, atletas,
Dizer que não cabe no nosso cam-
do Desporto (INADE), aborda a Ficamos triste. Queríamos e estáva- gestores, etc.). Por isso, a formação
peonato não é verdade. Mas, dizer
sua vida no Desportivo de Maputo, mos em condições de participar na goza de um lugar muito importan-
te no desporto. Há competições que que ele tem condições para triunfar
manifestando o desejo de continuar competição, mas há coisas que não
estimulam a formação (basquete no estrangeiro, acho que tem. Mas,
no comando da equipa, caso haja in- dependem de nós. Por mais que fa-
teresse da futura direcção do clube. show, mini-básquete, etc.), mas não ainda não chegou essa oportunidade.
çamos ventos, a decisão foi tomada
Acompanhe os excertos da conversa: e aceitamos a mesma. Mas, ficamos há continuidade. Ao nível dos clubes Tem espaço no nosso campeonato,

so
“O que coloca em causa o nosso cam- porque é muito forte. Mas, tam-
Até ao fim do ano passado, mister triste. peonato é a organização. As competi- é preciso que haja pesquisa e pros-
tinha terminado o seu vínculo con- ções são irregulares neste país”, Ber- pecção de talentos. Portanto, é um bém há que destacar o grupo. Sem
tratual com o Desportivo de Mapu- Desorganização enferma o bás- nardo Matsimbe problema conjuntural que enferma o grupo, ele não existiria. Mas, o seu
to. O que aconteceu para continuar quete sectores.
os dois sector sucesso é fruto de trabalho porque
neste ano? Como avalia a saúde do basquetebol em causa o nosso nível competiti- Terá dito que o campeonato mas- é muito dedicado. Durante o ano
no país? vo. O nosso campeonato é bastante culino é mais organizado que o fe- passado não faltou nenhum treino.
Decidi afastar-me do Desportivo Não queria ser injusto para com as competitivo, mas precisa de uma minino
minino. Entretanto, ao nível inter- Era assíduo, mesmo no trabalho de
de Maputo porque a direcção que pessoas que organizam as provas. melhor organização. nacional, o básquete feminino é que ginásio. Por isso, os títulos não me
me contratou demitiu-se em bloco, Mas, não estamos de boa saúde. Pre- Porém, os clubes também devem es- tem mais sucesso. A que se deve esta surpreenderam.
um
por isso, não fazia sentido eu conti- cisamos fazer mais pelo basquete- tar organizados, porque há aqueles diferença? Além de treinador é também pro-
nuar. Entretanto, fui convidado pela bol. O que coloca em causa o nosso que demoram inscrever-se na Asso- Tem a ver com o tipo de trabalho fessor. Reclama-se a distância entre
Comissão de Gestão para orientar a campeonato é a organização. A épo- ciação. Por isso, todos nós devemos que é desenvolvido nas selecções. as federações e as universidades.
equipa e, para não frustrar a massa ca 2015/2016 arrancou em Agosto, estar comprometidos para o desen- Ao nível feminino, houve trabalho Que comentário faz?
associativa, aceitei. Assim, entramos mas de lá para cá não existe compe- volvimento desta modalidade. aturado. Apesar da fraca competi-
Penso que existe esse acasalamen-
tardiamente na prova e, em uma se- tição regular. Perde-se um trabalho Como olha para o terceiro lugar da tividade do campeonato, a equipa
desenvolvido pelos atletas, porque os equipa feminina do Ferroviário de to. Há pouco tempo tivemos cur-
mana, fizemos 10 jogos. tinha um maior volume de traba-
clubes põem estes a treinar e depois Maputo, em Luanda, mesmo sem so de treinadores de basquetebol,
Estará no Desportivo toda a época lho, estágios e jogos de controlo, o
não há competições. As competições competições? organizado pela FMB e decorreu
ou até ao fim do Torneio de Abertu- que permite uma melhor coesão do
ra, uma vez que no dia 20 de Feve- são irregulares neste país. Isso revela Congratulo o Ferroviário de Mapu- grupo. Mas, isso é fruto da visão do nas Faculdade. Não é verdade que
reiro o clube vai às eleições? uma autêntica desorganização. Isto to pelo terceiro lugar, porque elas fo- seleccionador. não há colaboração das faculdades.
Fui convidado pela Comissão de penaliza os atletas, clubes e a pró- ram participar naquele campeonato Assim, afasta a ideia de que se aloca O que deve acontecer é um maior
de

Gestão para orientar a equipa. Não pria selecção, porque quando esta vai sem nenhuma competição interna. mais recursos às selecções femininas acasalamento, porque temos aqui
conheço nenhum candidato. Mas, se as competições africanas, os atletas A irregularidade na organização das que às masculinas... treinadores de basquetebol, atletis-
a nova direcção achar que dá para eu encontram-se sem ritmo. As equipas competições não proporciona me- Penso que algumas coisas que saem mo, andebol e até alguns de natação.
continuar, hei-de continuar porque devem ser preparadas em função do lhores exibições para os atletas, por na imprensa são desabonatórias. Seria importante que os graduados
esse é meu desejo. Já conheço o gru- número de competições que existem mais que tenham qualidade. Este ce- Nunca houve tratamento desigual e pudessem ser credenciados pelas
po e temos um título por defender. durante a época. Mas, isso não põe nário deve ser invertido. As pessoas diferenciado na FMB. Falo isso com federações para o treino desportivo.
Que condições de trabalho a Co-
missão de Gestão proporciona ao
grupo?
O Desportivo não tem direcção, por
João Figueiredo apontado à presidência do Desportivo
io

isso temos de respeitar o que somos,


proporcionados pela Comissão de
Gestão, assim como respeitar o nos-

A
s eleições no Grupo Recorde-se que, há quase um mês, o presidente da Mesa da Assembleia- no próximo dia 20 de Fevereiro,
so trabalho. Estamos a fazer o que Desportivo de Maputo Desportivo de Maputo perdeu um -Geral, cargo que exerceu durante o reúne-se em Assembleia-Geral
gostamos, apesar dos constrangi- continuam a agitar o país dos seus parceiros, que lhe garantia último mandato de Faizal Sidat, na que também irá avaliar o relató-
mentos. desportivo. A oito dias quatro milhões de meticais, anual- presidência da Federação Moçambi- rio das actividades e de contas do
ár

Foi eleito melhor treinador de 2015. da realização do escrutínio (20 de mente, como também já perdeu uma cana de Futebol. elenco de Michel Grispos.
Será que o Desportivo reconheceu Fevereiro), que irá ditar o rumo parte do seu património, com a venda João Figueiredo torna-se no quinto Lembre-se que Michel Grispos
seu trabalho? daquele clube desportivo, as mo- do campo da baixa. nome a ser apontado à presidência do demitiu-se com a sua direcção,
Reconheceu porque deu-me oportu- vimentações nos bastidores para o Contactada pela nossa reportagem clube da camisola “ventoinha”, depois em Novembro do ano passado,
nidade de trabalhar.. Houve dificul- efeito não param. Depois de con- para abordar este assunto, a fonte de Danilo Correia, Faizal Sidat, Qui- na sequência da crise financeira
dades, mas conseguimos ultrapassa- firmada a candidatura de Danilo confirmou o interesse em chegar ao nito Todo e Samora Machel Júnior. do clube, que levou os adeptos a
Di

-las. Tornamos as dificuldades em Correia à presidência da colecti- comando do “ninho da águia”, entre- Entretanto, dos cinco nomes, apenas oferecer batata, cebola e óleo da
fonte de sucesso. Congratular os vidade, o antigo PCA do Banco tanto, afirma que ainda não avançou, um é que já confirmou a sua candi- cozinha aos atletas.
atletas pela cumplicidade que houve Único, João Figueiredo, aparece porque a decisão depende de vários datura. Trata-se de Danilo Correia, O mesmo factor fez com que a
entree nós, porque os títulos resulta- também como a nova cara para factores. actual presidente da Comissão de direcção encerrasse o sector da
ram de uma conjugação de esforços. assumir os destinos daquele clube “Confirmo que sou possível candi- Gestão do clube, que oficializou a natação, devido à falta de água
Os nossos adversários ios eram mais histórico da capital. dato à presidência do Desportivo de sua candidatura no início deste ano, para abastecer a piscina, o que
fortes que nós sob ponto de vista Maputo, mas ainda não me decidi. depois de rolar um boato falando da fez com que os seus atletas se
financeiro, mas congratulo também Estou numa fase de reflexão, em que sua desistência. juntassem a outras colectividades
à Direcção do clube que nos deu o Economista de profissão e co- preciso ouvir minha família e amigos Por sua vez, João Figueiredo, Quinito da capital do país, como o Golfi-
possível. nhecedor do mercado financei- sobre qualquer decisão. Mas, há um Todo e Samora Machel Júnior con- nhos e Tubarões.
Também dedico este prémio ao ro, João Figueiredo aparece com grupo de sócios do Desportivo que tinuam na dúvida, enquanto Faizal Estas e outras razões fazem do
meu mestre, Nazir Salé, que me setas apontadas ao cadeirão dos me contactaram para liderar o clube”, Sidat manifestou a sua indisponibili- Desportivo de Maputo o clube
acompanhou durante este percurso. “alvi-negros” e é visto como figu- disse Figueiredo. dade em liderar aquela colectividade, mais falado do momento e espe-
Estudei no Instituto de Educação ra certa para conduzir os destinos Ao que o SAVANA sabe, João Fi- apesar de assumir o seu amor pelo ra-se que o sábado do dia 20 do
Física (INEF), mas com ele conse- daquele clube, tendo em conta a gueiredo vai ao Desportivo de Ma- emblema da águia. mês em curso venha encerrar um
gui aprender e beber muito do bas- actual crise financeira que a colec- puto acompanhado pelo empresá- Quem não está à espera de consul- capítulo negro que dura há quase
quetebol. tividade atravessa. rio Salimo Abdulá, que entra como tas é o Desportivo de Maputo que, meia década. Abílio Maolela
Savana 12-02-2016 23
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Informamos que as
aulas do primeiro
semestre do ano lectivo
de 2016, terão início no
dia 22 de Fevereiro
24 Savana 12-02-2016
CULTURA

Reflexão sobre curandeirismo 81


Por Luís Carlos Patraquim

O
Centro Cultural Franco-Moçambi- organizações e activistas individuais da socie-
cano acolhe desde 9 a 27 de Feverei- dade civil moçambicana, que trabalham para
ro a exposição “Balada dos Deuses” a afirmação dos direitos humanos de homens,

Bellum injustum

o
do artista Amilton Neves. “Balada mulheres e crianças moçambicanas.
dos Deuses” mostra-nos o processo de “bap- O Principal foco de intervenção da Rede
tismo dos espíritos”, um ritual de iniciação HOPEM assenta no envolvimento positivo
que marca a passagem de uma vida para ou- de homens para o questionamento das for-
Desdenho-te

log
tra. mas e modelos de pensar, agir e de ser dis-
Cabeça suja de erva infestando as águas
criminatórios ou prejudiciais relacionados à
De onde afugentas as cobras de prata
A Exposição “Balada dos Deuses” é a sua masculinidade, assim como na construção de
Com sua íris de âmbar
primeira mostra individual em Moçambique, identidades alternativos.
depois de ter exposto no Canadá. Tem na sua As acções da Rede HOPEM incidem prefe-
“bagagem” várias exposições colectivas, tanto rencialmente nas camadas jovens, onde ainda O que usurpaste do milho
em Moçambique, assim como em Portugal e reside a oportunidade de ser influenciados e Os seus dentes de oiro
Turquia. modelados quanto ao seu comportamento A boca puríssima onde as crianças pastavam
Este é um momento doloroso e um forte tes- futuro. O aproveitamento de comportamen- Com o gado sagrado
te físico e psicológico pelo qual o aspirante a tos masculinos modelos em adultos, será uma aste
A potência que emboscaste

ció
curandeiro deve passar para se preparar para opção estratégica a ser usada, para apresentar Conspurcando-lhes o nome
os desafios da comunidade. aos mais jovens modelos de referência, que
Esta exposição é o resultado de um longo eles devem seguir. Teu é o nome da guerra
trabalho de observação e registo fotográfico Através do programa Arte 100 Violência, Os dedos como fauces de quizumba
do artista Amilton Neves com o objectivo de HOPEM desenvolve actividades de capa- Rilhando a fúria do intestino
mostrar o lado oculto da formação dos curan- citação com artistas moçambicanos de di- Que te enforcará
deiros. ferentes disciplinas para potenciar seu papel De vazio e merda
No dia 16 de Fevereiro, às 17 horas, está como formadores de opinião na sociedade,

so
agendada uma conversa na sala de exposições, especialmente no combate às formas preju- Desdenho-te
na presença do artista e da conhecida escrito- diciais de masculinidade que frequentemente Carrasco de todos os nomes
ra moçambicana Paulina Chiziane em torno resultam na ocorrência da violência baseada Por exemplo o Amor subindo da vertigem da Terra
do tema tema “Balada dos Deuses”. no género. Assinalando o trilho do Homem
Amilton Neves nasceu em Maputo em 1988, HOPEM acompanha os artistas na explora- Como um laço de luas no frémito sagrado
onde frequentou o Ensino Primário e estu- ção de suas obras sob uma óptica mais igua- Das ancas que laceraste
dou na Escola Industrial. Licenciou-se em litária e respeitadora dos direitos humanos,
Antropologia no Canadá. incitando a reflexão crítica sobre atitudes e Matricida és tu
Para esta Exposição, Amilton teve o apoio comportamentos masculinos que promovam Renegado com um lenço de sangue
financeiro da Arte 100 violência - Rede Ho- uma cultura de paz e harmonia nas relações
um
E escamas ulceradas
mens pela Mudança (HOPEM) - uma en- entre homens e mulheres. A.S Tingindo de baba as cacimbas da noite
tidade sem fins lucrativos, composta por 25
Desdenho-te
E é com pedras de fogo que te esculpo a morte
E te descarno a viseira de ódio
Os teus olhos rituais cegando os vaga-lumes
E são ostras podres
Ossos na margem de nenhum rio

Cairá a sombra e os espíritos


Amaldiçoar-te-ão
de

E a própria terra se recusará


A receber-te
Desdenhando-te

Cabeça de erva suja


Infestando as águas lustrais
Do sonho futuro
io

“Meditação” na FFLC
ár

O
artista moçambicano Celso Yok que pertence mais à Vida do que à definitiva
Chan inaugurou ou no dia 11 de Feve- ausência. O valor maior desta exposição é a
reiro a sua primeira exposição indi- verdade dessa linguagem, é a coragem dessa
vidual intitulada “Meditação”, na meditação. É o Amor”.
Galeria da Fundação Fernando Leite Couto. Celso Yok Chan é um artista moçambicano
que trabalha principalmente com aguarela e
Di

Na estreia, Celso Chan convoca-nos a uma caneta de ponta fina. O seu trabalho envolve
“Meditação”. O artista apresenta uma diver- o esboçar de forma livre sem remover a cane-
sidade temática que abrange o amor, Ambi- ta do papel para assegurar a continuidade do
ção, alegria, a meditação e a morte, de entre design e da inspiração.
outras que podem ser apreciadas numa colec- Ele esboça várias peças de uma só vez, e pinta
ção de 26 quadros. somente depois. Grande parte da sua inspi-
Para o escritor Mia Couto, “Celso Yok Chan ração vem de estímulos visuais incluindo,
pintou como quem reza. A sua jovem mulher, mas não se limitando, a pessoas e lugares em
Beth, estava doente. E Celso fez uma prece Maputo, Nova Iorque e Londres. A sua arte
com desenhos, cores e figurações que reme- reflecte temas da actualidade, desigualdade e
tem à infância. O jovem Chan escolheu a luz mudança social. Celso possui um grau de ba-
para esconjurar a presença sombria da Morte. charelato pela Universidade de St. John’s em
Nestas suas obras, quem enfrenta essa fúne- Finanças, e um Mestrado em Gestão Am-
bre ameaça não é a espada de um guerreiro. biental da Universidade de Maryland. Traba-
São os rabiscos quase infantis que convertem lha e vive entre a Cidade do Cabo (África do
a Morte num jogo de brincar, num ritual Sul) e Maputo (Moçambique). A.S
Dobra por aqui
FEVEREIRO
SUPLEMENTO HUMORÍSTICO DO SAVANA Nº 1153 ‡ DE FEVEREIRO'(

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2 Savana 12-02-2016 Savana 12-02-2016 3
SUPLEMENTO
Savana 12-02-2016 27
OPINIÃO

Abdul Sulemane (Texto)


Naita Ussene (Fotos)

o
log
Moçambique é mais
importante que tudo
O
nosso país viveu muitos anos num sistema de partido único. A aprovação em
1990 de uma nova constituição abriu espaço ao pluralismo de ideias. Vários

ció
partidos políticos surgiram nos anos subsequentes. Os períodos das campa-
nhas eleitorais são tidos como momentos de festa onde os partidos devem
cultivar uma convivência sã na conquista do eleitorado. A realidade das campanhas
eleitorais desmente esta tese, uma vez que escaramuças andam na ordem do dia.

Mas autarquias criaram um novo ambiente para convivência política. É que províncias
há em que o governador pertence a um determinado partido e uma das edilidades ser
dirigida por alguém doutro partido. A pergunta que não pode calar é: Será que os mo-
çambicanos estão em condições de conviver numa situação em que uma província pode

so
ter dirigentes de partidos diferentes?
A província da Zambézia é uma das poucas que tem dois presidentes de conselhos
municipais pertencentes ao MDM. Trata-se de Orlando Janeiro, que dirige o Muni-
cípio de Gurué, e Manuel de Araújo, no Município de Quelimane, mas sabe-se que o
governador provincial, Abdul Razak, é membro da Frelimo.
Nas província de Sofala e Nampula temos casos similares, em que os governadores são
da Frelimo, mas os edis das respectivas capitais provinciais pertencem ao Movimento
Democrático de Moçambique.
Recentemente na província de Sofala, assistiu-se uma busca de protagonismo entre a
edilidade da Beira e o governo. Daviz Simango foi inaugurar um bloco de salas de aulas
um
da Escola Primária Completa de Vaz e as autoridades governamentais não se fizeram
presentes no acto, por reclamarem para si a iniciativa da construção das salas e pro-
metem realizar a sua cerimónia. Este cenário de alguma forma demonstra que alguns
dirigentes ainda têm dificuldades de conviver com outras cores partidárias.
Para mostrar que esse cenário não quer dizer que a convivência com membros de outros
partidos implica ser conotado como simpatizante, o Governador da Zambézia, Abdul
Razak, mostrou num comício que isso não faz com que deixemos de ser moçambicanos
por compartilhar esses momentos. Por isso convidou o Presidente do Município de
Quelimane, Manuel de Araújo, do MDM, para mostrar que embora tenham dife-
renças políticas não deixam de ser moçambicanos. Na primeira imagem, os dirigentes
aparecem de mão dadas e, no seu discurso de praxe, Razak enumerou várias diferenças
entre ambos, tendo no final concluído que partilham algo em comum, que é a moçam-
de

bicanidade.
Na imagem seguinte, temos o jornalista Felizardo Massingue, que apesar do seu su-
miço na arena jornalística hoje decidiu aparecer para chamar atenção a Matias Mboa,
um ex-preso político, que apesar das diferenças existentes entre ambos são, acima de
tudo, moçambicanos e que tudo devem fazer para o bem da pátria. Adverte-o que este
pensamento deve ser válido aos restantes compatriotas que não têm histórico com a
luta de libertação, mas são moçambicanos.
Quem não fica atrás neste jogo é a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social,
Vitória Diogo, que aborda o PCA da TDM, Virgílio Ferrão, para a necessidade de
perceber que se está perante ventos de mudança e é preciso mudar a mentalidade que
io

anos e anos que tanto prevaleceu


evaleceu no seio dos camaradas.
Uma convivência com diferentes maneiras de ser, estar e pensar é necessária no nosso
país.
Geralmente os que não mostram essas dificuldades são indivíduos ligados à cultura,
religião, desporto entre outros. Sinal disso é o director provincial da Cultura e Turismo,
da Zambézia, Amostra Sobrinho, e a irmã Justina, da rádio Paz.
ár

Como sabemos de antemão, o desporto dissipa todas as diferenças, por isso temos René
Trindade, homem desta área, o decano do jornalismo desportivo, Renato Caldeira, e
Pio Matos, pai de uns dos melhores basquetebolistas que esta terra viu nascer. É pre-
ciso mostrar que apesar das diferenças que temos somos todos filhos da mesma nação.
Somos todos moçambicanos!
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À HORA DO FECHO
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IMAGEM DA SEMANA Foto Naíta Ussene
Diz-
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Standard Bank menos optimista que
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Savana 12-02-2016 1
EVENTOS

EVENTOS
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Regresso às aulas com o foco na

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melhoria da qualidade

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lufa-lufa e a azáfama estão mente reabilitada e com uma imagem dizagem seja eficaz, eficiente e inclu- ce-ministro como realidades que têm de aprendizagem de 41.832 alunos.
de regresso às escolas, mar- eja a outras escolas.
de fazer inveja sivo. Para que os nossos alunos adqui- contribuído para o baixo rendimen- Para o reforço da capacidade institu-
cando, desta forma, o iní- Para presidir à cerimónia na cidade ram competências e habilidades que to pedagógico. Nisto, o governante cional, em 2015, o sector contratou
cio do ano lectivo 2016. As de Maputo esteve presente o vice- estejam alinhadas com o desenvolvi- apontou a fraca assiduidade e pon- 229 novos professores e capacitou
cerimónias centrais da abertura do -ministro da Educação e Desenvol- mento do país”, apontou Armindo tualidade, a existência de indisciplina 32 gestores escolares, acção que foi
novo ano escolar foram realizadas na Ngunga, fazendo um apelo especial à complementada com a abertura de
vimento Humano, Armindo Ngunga, na sala de aula, o absentismo tanto
província da Zambézia, mais concre- espaço para a formação superior de
io

acompanhado pelo director de Edu- participação dos pais, encarregados e por parte do professor, assim como
tamente no distrito do Alto Molócuè. 46 professores.
cação e Desenvolvimento Humano da comunidade. por parte dos alunos, as enchentes na Já para este ano, o sector concluiu o
O ministro da Educação e Desenvol- da cidade de Maputo, António Gra- De acordo com Ngunga, o balan- sala de aula, o consumo do álcool em processo de contratação de 259 novos
vimento Humano (MEDH), Jorge chane, e outros quadros da educação. ço geral do ano 2015 é considerado períodos de aulas, entre outras razões. professores para os ensinos primário,
Ferrão, presidiu às cerimónias, tendo, Representantes do Conselho Muni- positivo, apesar de, em termos de Assim, apelou, uma vez mais, aos secundário e técnico profissional.
ao mesmo tempo, se inaugurado uma cipal da Cidade e do governo da cida- aproveitamento pedagógico, os nú- intervenientes no processo para que Ademais, foi planificada a promoção
ár

nova escola. de também marcaram presença. meros terem estado muito abaixo dos juntem esforços no sentido de se de 4.075 funcionários, sendo 812
Intervindo na ocasião, o vice-mi- índices que poderiam ser considera- combater os factores que contribuem mudanças de carreira, 982 progres-
Já na capital moçambicana, Mapu- nistro da Educação focalizou o seu dos satisfatórios, particularmente no para o fraco desempenho escolar. sões, 890 promoções por tempo de
to, as cerimónias centrais, bastante discurso na necessidade de as au- Ensino Secundário Geral. Diante dos problemas que, infeliz- serviço e 1.391 promoções automá-
concorridas por pais, encarregados toridades de educação da cidade de Para o governante, os 21.9 por cento mente, continuam a enfermar o sec- ticas.
de educação, alunos, professores e Maputo continuar
continuarem a trabalhar no de aproveitamento pedagógico na 10ª tor, o governante pediu as partes para No âmbito do projecto ”Zero alunos
sentados no chão”, o sector vai equi-
Di

convidados, tiveram lugar na Escola sentido de assegurar a contínua me- classe e 39.2 por cento, na 12ª classe, que não desanimem e nem desistam
Primária Completa Unidade 30, lo- devem constituir um desafio no sen- par as oficinas das escolas secundárias
lhoria do processo educativo. E mais, de continuar a dar o seu contributo
calizada no bairro 25 de Junho, arre- Josina Machel, Quisse Mavota e Ins-
entende o vice-ministro da Educa- tido de cada integrante e parceiro do para um ensino cada vez melhor e
tituto Industrial de Maputo de modo
dores da cidade de Maputo. ção, as prioridades do sector devem processo educativo questionar-se e relevante. a responderem à demanda de recupe-
Tal como se observou em outros can- estar em altura de responder às preo- fazer a sua parte para que os resulta- Melhoria das condições ração de carteiras.
tos do país, na Unidade 30 também cupações e necessidades da sociedade dos do ano lectivo que se inicia sejam Dados disponíveis indicam que, no Paralelamente, vai prosseguir a alo-
se juntou o útil ao agradável. Foi a moçambicana e não só. melhores. ano passado, o sector da Educação na cação de 1.400 novas carteiras e 55
abertura do ano lectivo, mas também “Todos devemos participar para que Alguns factores e comportamentos cidade de Maputo alocou 6.972 car- secretárias para os professores.
a reinauguração da escola, completa- o nosso processo de ensino e apren- específicos foram avançados pelo vi- teiras que melhoraram as condições Ilódio Bata
2 Savana 12-02-2016
EVENTOS

Eleições nos Conselhos


Virgília Ferrão lança “Inspector de Xindzimila”
Empresariais Provinciais da CTA
O
Centro Kosmoz, na ci- túnios, envolvendo misteriosos dica júnior na empresa Sal e
dade de Maputo, aco- assassinatos na vila. Assim que Caldeira, Lda.

D
ecorre, entre os dias 15 e 20 metodologia de trabalho destes ór- lhe nesta sexta-feira, o inspector se dá conta de que as Em 2011 parte para Mel-
do mês em curso, a eleição gãos e da sua relação com a CTA. o lançamento do livro mortes estão, de alguma forma, li- bourne, Austrália, para fazer
dos presidentes dos Conse- Segundo Rogério Manuel, que falava

o
“O Inspector de Xindzimila”, gadas a ele, o sonho de melhorar o mestrado em Ambiente,
lhos Empresariais Provin- na última sexta-feira, 5 de Fevereiro, uma obra da autoria de Vir- a vila e o de viver uma história de estando actualmente a traba-
ciais (CEPs), órgãos máximos de durante o encontro entre o Conselho gília Ferrão que nos remete à amor ficam perdidos. lhar na Pimenta & Associados
consulta da Confederação das Asso- Directivo da CTA e os CEPs, “desde redescoberta de valores como a O inspector inicia uma batalha para como consultora jurídica.
ciações Económicas de Moçambique a introdução, em 2009, os Conselhos

log
humildade, a família e o amor, deter o assassino, ao mesmo tem- Lançou a sua primeira obra
(CTA) a nível das províncias. Empresariais Provinciais trabalham com uma dose de suspense. po que se questiona se Xindzimila literária intitulada “O Ro-
em condições difíceis e sem pessoal
Uma fonte ligada à CTA precisou
“O Inspector de Xindzimila” continua realmente a ser a sua terra. meu é Xingondo e a Julieta é
qualificado, muito menos instala-
que a realização destas eleições visa conta a história de um inspec- Virgília Leonilde Ferrão nasceu a 3 Machangana
Machangana”, em 2005, sob
ções”.
responder à necessidade de refor- tor, Dionísio, que, ao regressar de Outubro de 1986 na cidade de o pseudónimo de Awaji Ma-
Por isso, acrescentou, “enquanto de-
çar a capacidade institucional dos à sua terra natal, a pequena e Maputo. Em 2008 formou-se em lunga. A obra teve a chancela
corre o recrutamento de técnicos,
Conselhos Empresariais Provinciais, pacata vila Xindzimila, em Mo- Direito,, tendo, entre 2008 e 2010, da Imprensa Universitária de
vamos desenvolver acções visando
o que irá permitir que estes órgãos çambique, já sabia que teria de trabalhado como consultora jurí- Maputo.
a identificação de instalações para o
conduzam de forma eficaz o Diálogo funcionamento da Casa do Empre- enfrentar o seu pai e uma

ció
Público-Privado a nível local. sário e dos Conselhos Empresariais antiga mágoa guardada.
Conforme explicou Rogério Manuel,
Provinciais”. Além disso, Dionísio
presidente da Confederação das As-
Não obstante, o presidente da CTA traz consigo uma revela-
sociações Económicas de Moçam-
considera que o desempenho dos ção que pode vir a surtir
bique, a par da eleição dos novos
CEPs desde 2009 é positivo. “Estes inimizades na família. O
presidentes dos CEPs, será feito o
recrutamento de pessoal técnico para
órgãos desempenham um papel de inspector só não espera-
assessorar estes órgãos com vista a extrema importância na relação en- va, no meio de tudo isto,
conferir maior dinâmica no seu fun- tre a CTA e os governos provinciais, apaixonar-se por Quina,
cionamento e gestão. assim como na implementação de re- uma moça da vila, com

so
Estas acções fazem parte de um con- formas a nível local”. quem tem um breve ro-
junto de recomendações do Seminá- Ainda no que diz respeito à eleição mance.
rio Nacional dos Conselhos Empre- dos novos presidentes dos CEPs, Ro- Simultaneamente a estes
sariais Provinciais que teve lugar no gério Manuel referiu que “os actuais, eventos, desencadeiam-
ano passado, durante o qual foram querendo, podem concorrer à sua -se uma série de infor-
definidas estratégias para o reforço própria sucessão, uma vez não terem
das habilidades e harmonização da atingido o limite de dois mandatos”.
um
de
io
ár
Di
Savana 12-02-2016 3
EVENTOS

BCI chega a Namuinho FLAD lança Prémio Literário Eduardo


Costley-White
O
BCI inaugurou na passada Por sua vez, o Presidente do Municí-
quinta-feira, dia 4 de Feve- pio de Quelimane, Manuel de Araú-
reiro, uma Agência Universal jo, disse que há muito tempo que

A
no Posto Administrativo de Quelimane se debatia com a falta de Fundação Luso-Ame- clusivamente aos talentos oriundos lações de Portugal com África,
Namuinho, em Quelimane, provín- agências bancárias e de ATM para sa- ricana para o Desenvol- de Angola, Moçambique, Cabo Ver- através das comunidades por-
cia da Zambézia. Esta inauguração tisfazer a demanda, fazendo alusão às vimento (FLAD) e as de, Guiné e São Tomé e Príncipe, o tuguesas e africanas, constitui

o
contou com a participação do Gover- dificuldades enfrentadas no passado e Edições Esgotadas lan- Prémio Literário Eduardo Costley- um importante pilar da nossa
nador da província da Zambézia, do aos contactos mantidos com o Banco. çam o Prémio Literário Eduardo -White garante a primeira edição da atuação. Neste caso, difundir
Administrador do Distrito de Queli- “Recordamos como se fosse ontem as Costley-White, uma iniciativa obra premiada. a língua portuguesa e exaltar
mane, do Presidente do Município de palavras de esperança que nos deram, que celebra os 800 anos da língua os autores que escrevem em

log
Segundo o Presidente da FLAD,
Quelimane, do Director da Filial de dizendo: esta situação mudará breve- portuguesa. português foi um dos grandes
Vasco Rato, a função daquela fun-
Quelimane do Banco de Moçambi- mente. O que não esperávamos é que objectivos que pautaram
pautar o lan-
dação não se limita no aprofunda- çamento do Prémio Literário
que, líderes comunitários e religiosos, este mapa se alterasse em tão curto es-
Este ano a iniciativa vai homena- mento da relação entre Portugal e os Eduardo Costley-White”,
Costle dis-
empresários locais e população em paço de tempo. Em apenas dois anos
gear um dos expoentes máximos Estados Unidos da América, mas sim se o dirigente.
geral. a bancarização da economia da autar-
quia de Quelimane é uma realidade da poesia moçambicana, que dá difundir e exaltar os autores que es- Refira-se
Refir que o processo de
Na sua intervenção, o Presidente da visível. Isto significa progresso, signi- nome ao prémio literário a ser crevem na língua de Camões. candidatura decorre até ao dia
Comissão Executiva (PCE) do BCI, fica determinação” – concluiu. atribuído a escritores emergentes “O papel da FLAD não se limita a 15 de Abril deste ano, através
Paulo Sousa, referiu: “com a aber- Já o representante do Banco de Mo- dos Países Africanos de Língua aprofundar a relação entre Portugal e do site www.flad.pt.
tura desta Agência de Namuinho e çambique e Director da Filial de Oficial Portuguesa. Dirigido ex- EUA, uma vez que o reforço das re- Jeque de Sousa

ció
do Centro Integrado de Negócios Quelimane, Carlos Melo, felicitou o
de Mocuba que iremos inaugurar no Banco e falou sobre a poupança, expli-
próximo sábado, a Rede Comercial do cando que ela não se restringe apenas
BCI na Província da Zambézia passa ao dinheiro: “Podemos poupar água,
a contar com 15 Unidades de Negó- energia, telefone, vestuário, cadernos e
cio: cinco na Cidade de Quelimane, outros bens que usamos no dia-a-dia.
incluindo um Centro Integrado de Se por exemplo pouparmos energia,
Negócios com um espaço BCI Ex- podemos canalizar o dinheiro para
clusivo, e Agências nos Distritos de melhorar outras condições em casa”.

so
Alto-Molócuè, Gurúè, Mocuba (três Por fim, o Governador da Zambézia,
Agências e um Centro BCI Exclusi- Abdul Razak Noormahomed, reite-
vo), Morrumbala, Milange, Mopeia rou: “com os serviços bancários em
e Maganja da Costa. Afirmou ainda: Namuinho, as populações vão ter
“esta Agência vai trazer, certamente, acesso mais rápido e mais seguro às
um impulso importante às activida- suas poupanças e aos seus depósitos,
des económicas locais, com particu- mas também a dinheiro para eventu-
lar incidência para a Agricultura e o almente investirem”. Anunciou ainda
Comércio, mas também a todos os a chegada de grandes investimentos
serviços a elas relacionadas. Devido comerciais, industriais e sociais que
um
à sua proximidade, vai também trazer vão, também, beneficiar dos mesmos
melhorias na prestação de serviços às serviços bancários de que Namuinho
populações do Posto Administrativo carecia, tal como um campus univer-
de Maquival. Queremos estar ao lado sitário, um hospital central, um pro-
da população e ser um veículo didácti- grama de construção de casas e outras
co do uso do sistema bancário.” actividades. (Elisa Comé)
de Naita Ussene

Escola Superior de Jornalismo


io

capacita docentes

A
Escola Superior de Jornalis- universidades espanholas. Na mesma
mo realizou nos dias 4 e 5 ocasião, as duas formadoras deram a
deste mês, na cidade de Ma- conhecer aos docentes os mecanismos
ár

puto,, um seminário de capa- e requisitos, para fazer o doutoramen-


citação dos seus docentes, em matéria to na Universidade Autónoma de Bar-
de Metodologias de Pesquisa em Co- celona, tendo revelado na ocasião que
municação, ministrada pela Univer- a instituição vai receber quatro docen-
sidade Autónoma de Barcelona, na tes nacionais para frequentar aquele
Espanha. nível de ensino,
ensino na Espanha.
Di

Os formandos mostraram-se satisfei-


Com a duração de oito horas, o se- tos com a formação e afirmaram que
minário teve ainda a componente de será uma mais-valia para o desempe-
Orientação-Estudantes de Douto- nho das suas funções, que a mesma
ramento,, com as docentes e pesqui- vai ajudar na melhoria dos métodos
sadoras em ciências da comunicação, de avaliação dos estudantes na Escola
Maria Dolores Montero Sanchez e Superior de Jornalismo. “Gostei muito
Maria Corominas Piulatsde Espanha. da vossa forma de avaliação, porque
O evento faz parte de um conjunto de evita a subjectividade nesse processo.
capacitações e formações de docentes Vai-nos ser muito útil e vai melhorar
universitários naquelas matérias, ins- o nosso processo de avaliação dos es-
tituídas pelo Ministério da Ciência, tudantes”, disse Ilídio Lobato, docente
Tecnologia e Ensino Superior. universitário.
As duas orientadoras espanholas apre- O seminário faz parte de um conjunto
sentaram os métodos de processo de de palestras levadas a cabo pela Escola
avaliação dos estudantes e docentes e Superior de Jornalismo, que teve a du-
processo de submissão e apresentação ração de uma semana.
de trabalhos científicos utilizados nas Jeque de Sousa
4 Savana 12-02-2016
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