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10 Dicas para um
Repertório de Sucesso

Marcello Caminha

Diagramação: Ivanio Dickmann

© Todos os direitos reservados.


Porto Alegre - RS
2018

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COMEÇANDO A PROSA

Buenas... Muito obrigado por estar aqui comigo no WR.


Neste E-book o assunto é repertório.

De acordo com o Dicionário Online de Português, repertório


vem do latim repertorium e significa em linhas gerais
“disposição de assuntos de modo a facilitar a consulta”.
Aplicado à música é: “conjunto de peças executadas em um
concerto”.

Mas, permita-me dizer que repertório é muito mais do que


isso! Uma lista de repertório é o produto final, é a meta de
tudo o que estudamos, praticamos e aprendemos em
termos de música.

Não importa se tu estás iniciando no violão ou já tocas, o teu


produto final será sempre o que? Música!

Ah Marcello, mas eu quero aprender


violão pra “tocar só pra mim...”

Mesmo que tu tenhas o “plano” de tocar só pra ti tu tens que


ter uma lista de repertório, por 2 motivos:

MOTIVO 1

Devido a praticidade de organizar tudo o que tu já sabes


tocar em uma lista (falaremos disso mais adiante) tu vais
gastar muito menos tempo pra lembras das músicas a
serem tocadas e além disso vais tornar mais prático o
processo de ensaio porque, mesmo que tu fores tocar
“só pra ti” tu vais ter que ensaiar, não é mesmo?

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MOTIVO 2

Eu te diria que o “tocar só pra mim” não existe. Além de ser


um ato bastante egoísta, mais cedo ou mais tarde vai chegar
algum amigo ou familiar e vai dizer assim: “toca uma música
aí”, e se tu quiseres evitar um baita constrangimento é
melhor que tu tenhas pelo menos uma música para tocar.

Então, seja pra fazer um show ou somente pra tocar “em


casa” uma lista de repertório é fundamental e aqui neste
livro eu vou te dar algumas dicas sobre como montá-la.

Pois é sobre isso que vamos falar agora: Os 10 passos para


montar um repertório de sucesso.

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Passo 1
A primeira coisa pra ter uma boa lista é colocar conteúdo
dentro desta lista, ou seja, ter um punhado de músicas pra
tocar em sequência formando assim o que vai se chamar
repertório.

Esse lote de músicas se forma com cada tema musical que


tu for estudando e aprendendo.

Pra tu saber mais sobre como ter objetividade na hora de


tirar uma música no violão tu podes recorrer ao meu E-book
“33 degraus para tocar o Violão Gaúcho”, degrau 22, página
15, onde eu falo sobre “5 passos para tirar uma música no
violão”.

Este E-book está disponível no link abaixo.

http://bit.ly/_33_Degraus_Violão_Gaúcho

Passo 2
Depois de estabelecido o conteúdo de músicas da tua lista,
é hora e colocá-la em uma ordem.

Aí vem uma dica importante:

Coloca de primeira da lista aquela música que tu tens mais


facilidade de tocar.

Por outro lado, tu deves escolher uma música que tenha um


certo grau de facilidade, pois ela será a primeira música da
tua apresentação e, principalmente no caso de solos, poderá
te pegar com os dedos frios, principalmente em época de
baixas temperaturas ou em casos que tu não possas fazer o
devido aquecimento antes de subir no palco ou começar a
tua apresentação.

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Passo 3
Estabeleça um tempo de duração para a execução completa
do repertório. Este tempo não deve ser medido pela
quantidade de músicas (12, 15 músicas…) e sim pelo tempo
de cada música.

Durante o preparo do repertório, meça o tempo de cada


música.

Outra dica: não toque músicas muito compridas, com mais


de 2 minutos e meio, 3 minutos.

Músicas muito compridas, a menos que sejam muito


interessantes dispersam a atenção dos ouvintes.

Passo 4
Mantenha o repertório sempre ensaiado. Repasse a lista no
mínimo uma vez por semana, sempre de olho naquelas
músicas que não estão muito bem tecnicamente.

As que não estão bem, é bom anotá-las em separado na


planilha “enfermaria” ou até mesmo retirá-las da lista até
poderem ser tocadas com eficiência.

Sobre a planilha enfermaria eu falo neste vídeo aqui:

https://youtu.be/vZxvb0x7Vuk

Passo 5
Faça uma análise da “função” de cada música dentro do
repertório.

Sim. Cada música deve ter uma função determinada! Não


toque pra “encher linguiça”! Toque o que vale a pena ser
tocado.

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Alguns exemplos de função de uma música são:

- O tema de abertura;
- a música que vai ter uma “historinha” que tu vais contar ao
público antes de tocá-la;
- a música que vai “mostrar que tu é fera no violão”;
- a música que vai puxar lágrimas da plateia;
- a música que vai puxar risadas da plateia... etc.

Tudo isso planejado, dividido em momentos no show e


acompanhado, de preferência, de uma boa comunicação
falada com o público, sempre, é claro, cuidando pra não
cansar a audiência com falas em excesso.

Passo 6
Após a apresentação, faça um feed-back (retorno,
acompanhamento) do teu desempenho vendo o que
funcionou e o que não funcionou no show.

Mantenha o que funcionou e reveja o que não funcionou.

Pode acontecer que uma determinada música esteja no


lugar errado no repertório e aí ela não vai impactar o público
porque naquele momento não é a hora de ela ser
apresentada.

Acima de tudo, reveja o teu domínio sobre o repertório,


execução, clareza em lembrar as letras, etc. Caso haja algum
problema, traga para a “enfermaria”.

Passo 7
Procure intercalar momentos distintos no teu repertório. Já
falei disso antes mas aqui eu me refiro mais diretamente às
abordagens da apresentação.

Eu gosto muito de intercalar:

- Solos de violão
- Músicas cantadas
- Recitados de poemas (curtos)

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- Improvisação instrumental.
- E, se tu tiveres outro recurso que vá agregar e transformar
uma simples execução musical em um verdadeiro show,
como sorteios, brindes, dança etc. Use!

Veja que aí temos algumas ferramentas que vão tornar


bastante diversificados os momentos do show.

E tu ainda podes contar boas histórias (porém curtas) pro


pessoal sobre as músicas em si, sobre a tua carreira e
principalmente coisas curiosas sobre o teu trabalho musical.

Passo 8
Tenha sempre músicas de reserva na tua lista. Se o teu
repertório é de 15 músicas tenha 20 ensaiadas.

É muito comum haver alterações repentinas no tempo de


apresentação quando estamos no palco seja por solicitação
do contratante, seja pela logística do evento ou até mesmo
por exigência do público que pode te pedir pra tocar mais.

O problema não é quando nos pedem para encurtar o show


e sim quando temos que aumentá-lo. Falar nisso, o bom e
velho BIS sempre funciona e sempre vai funcionar.

Tenha como BIS, uma música conhecida do teu repertório e


aqui uma boa dica é usar uma música que já pertenceu à
“ordem oficial” do repertório, mas tu tiveste que retirar pra
dar lugar pra outra mais nova etc.

Só não deixa para o BIS aquela música que é importante


para o roteiro do show ou música de lançamento, nem
tampouco música que o pessoal não conheça, a menos que
tu possas explicar do que se trata mas, nesta hora do BIS já
não é mais momento de conversa e sim de terminar num
gran finale.

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Passo 9
Tenha tudo decorado, inclusive a lista de repertório. A
menos que seja extremamente necessário acompanhar a
sequência da peça pela partitura como realmente acontece
nas orquestras, ou por outro lado tu és um músico que toca
em bares e precisa atender a pedidos do público (e aí tu vais
ter que ter um bom repertório - já vi colegas com 500, 700
músicas, todas organizadas em pastas) não há necessidade
de folhas com letras, pastas, tablets, partituras, roteiros
escritos, lembretes etc.

Se tu vens trazendo o repertório ensaiado semanalmente


como eu sugiro aqui, tu vais eliminar tudo isso e chegar ao
ponto que eu cheguei. Pra mim, quando subo num palco
me sinto como uma criança num parque de diversões.

Porque todo o stress, toda concentração, todo o esforço já


foi feito antes... então na hora do palco é só alegria!

Passo 10
A tua lista de repertório não pode ser rígida, fixa. Ou seja, se
tiver que chegar na hora do show e mudar tudo, improvisar,
cantar trechos de música que tu não sabe inteira, dar uma
palhinha de uma que tu tá compondo, inventar, descobrir,
etc.

Tudo são coisas que fazem parte da magia do palco, como


diz o gaiteiro Gilberto Monteiro, “os duendes do palco
sabem o que fazem”!

Portanto, deixa rolar a coisa... mas sempre com aquela


segurança obtida pelo estudo, pelo ensaio e aqui no nosso
caso do Violão Gaúcho, pelo domínio do instrumento.

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ÚLTIMO CHASQUE

Sempre tendo em mente que em uma apresentação ao vivo


não é tu quem manda nem o público quem manda.

O resultado de tu fazer um show inesquecível e o público ter


assistido a um show inesquecível vai surgir da interação
artista <-> plateia, coisa que poucos artistas sabem fazer
mas, se fosse questão só de talento de “alguns iluminados”
eu não estaria trazendo este assunto aqui e te estimulando a
fazer tudo isso.

Para me sentir tão à vontade num palco eu tive que estudar


muito e continuo estudando, malhando, aprendendo…

Portanto, mãos à obra! Quero te ver construindo a partir de


agora o teu repertório de sucesso! Um grande abraço...

Marcello Caminha

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