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SIMPLES NACIONAL

SIMPLES NACIONAL

SIMPLES NACIONAL

Fonte:

 Lei Complementar nº 155 de 27/10/2016

 Lei Complementar nº 147 de 08/08/2014

 Lei Complementar nº 123 de 14/12/2006

 Lei nº 10.406/2002 Art. 966 (Código Civil)

Janeiro/2018

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Mônica de Oliveira Sobral
E-mail: monica.sobral061179@gmail.com / Tel. WhatsApp: (11) 96990-5637
SIMPLES NACIONAL

Índice
Simples Nacional ..................................................................................................................03

Ingresso no Simples Nacional .............................................................................................. 04

Opção pelo Regime ............................................................................................................... 06

Hipóteses de Vedação à opção ............................................................................................. 07

Obrigações ........................................................................................................................... 09

Escriturações ........................................................................................................................12

Declarações ......................................................................................................................... 13

Diferencial de Alíquota .........................................................................................................17

Substituição Tributária. ........................................................................................................ 19

Tabelas CSOSN / CST IPI / CST PIS E COFINS .................................................................... 22

IVA Ajustado ........................................................................................................................ 25

CEST – Código Especificador da Substituição Tributária ...................................................... 26

Admissão de Sócios Investidores (Investidor Anjo) ............................................................ 27

Regra Especial para o setor de Beleza .................................................................................. 30

Aplicativo PGDAS / Fiscalização / Retenções / Contribuições Previdenciárias .................... 31

Calculo do Simples Nacional e Anexos..................................................................................35

Determinação das Alíquotas ................................................................................................. 50

Sair do Simples Nacional / Exclusão do Simples Nacional .................................................... 53

Resolução nº 136/2017 – Sublimite..................................................................................... 61

Micro Empreendedor Individual (MEI) ................................................................................. 63

Calculo das Receitas - Exemplo ............................................................................................ 70

Bibliografia ........................................................................................................................... 84

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SIMPLES NACIONAL
Introdução

A Constituição Federal de 1988 (CF/1988) dispõe em seu art. 146 que cabe a lei complementar
estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, bem como disciplinar tratamento
diferenciado para as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) com o
objetivo de simplificar ou de eliminar suas obrigações administrativas, tributárias,
previdenciárias e creditícias.

A Lei Complementar nº 123/2006 e as Resoluções do Comitê Gestor do Simples Nacional


(CGSN) estabelecem disposições para regulamentação das referidas obrigações, tais como
forma de enquadramento, alíquotas, cálculo dos tributos e prazos de recolhimento.

O Simples Nacional é um regime opcional de recolhimento de tributos de forma unificada e


centralizada, nos termos do parágrafo único do art. 146 da CF/1988 c/c a Lei Complementar Lei
Complementar nº 123, de 14.12.2006 , observando que, uma vez formalizada a opção por esse
regime, esta será irretratável para todo o ano-calendário, nos termos do caput do art. 6º da
Resolução CGSN nº 94/25011.

Regime Simplificado

O Simples Nacional se caracteriza pelo tratamento diferenciado e favorecido dispensado às ME


e às EPP no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
especialmente no que ser refere:

a) à apuração e ao recolhimento dos impostos e das contribuições desses entes federativos,


mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias;

b) ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive acessórias;

c) ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas aquisições de bens e


serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao associativismo e às regras de inclusão; e

d) ao cadastro nacional único de contribuintes a que ser refere o inciso IV do parágrafo único
do art. 146 da CF/1988.

Definição ME e EPP

Consideram-se ME ou EPP a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual


de responsabilidade limitada ou o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406/2002
(Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro
Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, e a sociedade de advogados registrada na forma
do art. 15 da Lei nº 8.906/1994, desde que:

a) no caso da ME, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$


360.000,00; e

b) no caso da EPP, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 e


igual ou inferior a R$ 4.800.000,00.
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• Contudo, aquelas empresas que faturarem acima de R$ 3.600.000,00 anuais, passarão a


recolher separadamente o ICMS e o ISS.

Para fins de opção e permanência no Simples Nacional, poderão ser auferidas em cada ano-
calendário receitas no mercado interno até o limite de R$ 4.800.000,00 e, adicionalmente,
receitas decorrentes da exportação de mercadorias ou serviços para o exterior, inclusive
quando realizada por meio de comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico,
prevista no art. 56 da Lei Complementar nº 123/2006, desde que as receitas de exportação
também não excedam a R$ 4.800.000,00.

Principais características do Simples Nacional:

1. Ser facultativo;
2. Ser irretratável para todo o ano-calendário;
3. Abranger os seguintes tributos: IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS, CPP, ICMS e ISS.
4. Disponibilizar às ME e às EPP sistema eletrônico para a realização do cálculo do valor
mensal devido;
5. Recolher os tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação;
6. Apresentar declaração anual, única e simplificada de informações socioeconômicas e
fiscais;
7. Vencer no dia 20 do mês subsequente ao do período de apuração;
8. Possibilitar aos Estados adotarem sublimites de EPP em função da respectiva
participação no PIB.

A disponibilização de todos os serviços na Internet atende o objetivo da Lei, que é simplificar,


em todos os aspectos, o cumprimento das obrigações tributárias pelo pequeno empreendedor.

O Ingresso no Simples Nacional

 É facultativo

A pessoa jurídica não é obrigada a ingressar no regime.

 É irretratável

Abrange todos os estabelecimentos da pessoa jurídica (matriz e, se existirem, filiais).

Para ingressar no Simples Nacional, a pessoa jurídica deverá atender, cumulativamente, às


seguintes condições:

a) enquadrar-se no conceito de ME ou de EPP;

b) ter inscrição no CNPJ e no Município e, se exigível, no Estado;

c) não incorrer em vedação;

d) formalizar a sua opção no local e nos prazos definidos.

A pessoa jurídica que, ao mesmo tempo, exercer atividade econômica permitida e atividade
econômica vedada não poderá optar pelo Simples Nacional.

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Somente a pessoa jurídica que se enquadrar no conceito de ME ou de EPP é que poderá optar
pelo Simples Nacional.

Opção Pelo Regime Simplificado

 Por opção

O ingresso por opção ocorre quando a própria pessoa jurídica formaliza a sua opção no Portal
do Simples Nacional na internet e o sistema de processamento de dados defere essa
opção. Esse é o modo normal de uma pessoa jurídica ingressar no regime de tributação. É um
ato que decorre da vontade da pessoa jurídica.

 Por inclusão administrativa (de oficio)

O ingresso por inclusão administrativa (de ofício) é ato praticado pela administração tributária e
se dá quando a pessoa jurídica formaliza a sua opção e ela é indeferida. Não concordando
com o indeferimento da opção, a pessoa jurídica ingressa com processo administrativo no
órgão de administração tributária federal, estadual, distrital ou municipal que indeferiu,
solicitando revisão do indeferimento. É o caso, por exemplo, de uma pessoa jurídica que teve a
sua opção indeferida por débito no Estado, mas, na realidade, o débito já fora pago, por
equívoco, com o código de arrecadação de outro tributo.

 Por inclusão judicial

O ingresso por inclusão judicial é ato praticado pela administração tributária da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios em decorrência de um mandado judicial. Cabe
ao órgão de administração tributária que se situar no polo passivo da ação judicial incluir a
pessoa jurídica no Simples Nacional.

Observação: Além dos três modos mencionados, no segundo semestre do ano de 2007,
existiu o ingresso no Simples Nacional por migração automática.

Simples Federal Simples Nacional

As pessoas jurídicas sem pendências foram migradas automaticamente para o Simples


Nacional, com data de efeito de 01/07/2007, e tiveram a oportunidade de cancelar essa
migração, caso não desejassem permanecer no Simples Nacional. Já as pessoas jurídicas que
incorreram em alguma vedação e não migraram automaticamente para o Simples Nacional
puderam, dentro do prazo estabelecido, regularizar suas pendências e, mediante opção,
ingressarem no regime.

Esse modo de ingresso no Simples Nacional, por migração automática, só ocorreu no segundo
semestre de 2007.

Os atos de opção, de inclusão administrativa e de inclusão judicial devem ser praticados


exclusivamente no Portal do Simples Nacional na internet, no endereço eletrônico
www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional.

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Prazos

Os prazos para a pessoa jurídica optar pelo Simples Nacional são os seguintes:

A. No caso de pessoa jurídica em início de atividade, a opção pode se dar em qualquer


mês do ano, desde que dentro do prazo de trinta dias contados da data do deferimento.
B. Na hipótese de pessoa jurídica que já iniciou atividade, será exclusivamente no mês de
janeiro, até o seu último dia útil.

Pessoa jurídica em início de atividade é aquela cujo tempo decorrido entre a data da abertura
da matriz no CNPJ e a data da formalização da opção pelo Simples Nacional é menor ou igual
a 180 dias.

A data da abertura da matriz no CNPJ é sempre igual à data do registro do ato constitutivo da
matriz no órgão competente (Junta Comercial ou Cartório do Registro Civil de Pessoa Jurídica).

Vencido o prazo de 180 dias não há mais que se falar em pessoa jurídica em início de
atividade.

 Data de efeito da opção

Data de efeito da opção é a data a partir da qual a pessoa jurídica estará no Simples Nacional,
sujeitando-se a todas as suas regras. O ingresso da pessoa jurídica por opção no Simples
Nacional surtirá efeito:

A. no caso de pessoa jurídica que já iniciou atividade, a partir do dia 1º de janeiro do


próprio ano-calendário da formalização da opção;

B. na hipótese de pessoa jurídica em início de atividade:

C. na data do deferimento da última inscrição da matriz no Município e, se exigível, no


Estado, se a data da abertura da matriz da pessoa jurídica no CNPJ for menor ou igual a
31/12/2007;

D. na data da abertura da matriz da pessoa jurídica no CNPJ, se a data da abertura da


matriz da pessoa jurídica no CNPJ for maior ou igual a 01/01/2008. Em se tratando de
pessoa jurídica em início de atividade que formalizar a sua opção no mês de janeiro,
dentro do prazo de trinta dias contado da data do deferimento da última inscrição
municipal e, se exigível, da estadual, e que tenha data da abertura da matriz no CNPJ
no ano-calendário anterior ao da formalização da opção, a data de efeito da opção
poderá ser, à escolha da pessoa jurídica:

- a data da abertura da matriz no CNPJ; ou


- 1º de janeiro do próprio ano-calendário da formalização da opção.

A pessoa jurídica que ingressou no Simples Nacional não terá a necessidade de formalizar
opção a cada ano.

Por exemplo, uma pessoa jurídica que ingressou no regime em janeiro de 2008 não necessita
formalizar outras opções a cada mês de janeiro dos anos subsequentes.

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O ingresso da pessoa jurídica no Simples Nacional se dá por prazo indeterminado, só saindo


desse regime: por opção, por comunicação obrigatória, por exclusão de ofício ou por decisão
judicial.

Hipóteses de Vedação à Opção

Art. 17 - Não poderá recolher os tributos na forma do Simples Nacional a ME ou EPP: (Lei
Complementar n º 123, de 2006, art. 17, caput).

I - que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria


creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber,
gerenciamento de ativos (asset management), compras de direitos creditórios resultantes de
vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);

II - que tenha sócio domiciliado no exterior;

III - de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta, federal,
estadual ou municipal;

IV - (REVOGADO)

V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas
Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa;

VI - que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros;

VI - que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, exceto


quando na modalidade fluvial ou quando possuir características de transporte urbano ou
metropolitano ou realizar-se sob fretamento contínuo em área metropolitana para o transporte
de estudantes ou trabalhadores;

VII - que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia elétrica;

VIII - que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e motocicletas;

IX - que exerça atividade de importação de combustíveis;

X - que exerça atividade de produção ou venda no atacado de:

a) cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e


pólvoras, explosivos e detonantes;

b) bebidas a seguir descritas:

b) bebidas não alcoólicas a seguir descritas: (Redação dada pela Lei Complementar nº
155, de 2016)

1 - alcoólicas; (Vide Lei Complementar nº 155, de 2016) Vigência

2 - refrigerantes, inclusive águas saborizadas gaseificadas;

2. (Revogado); (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

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3 - preparações compostas, não alcoólicas (extratos concentrados ou sabores


concentrados), para elaboração de bebida refrigerante, com capacidade de diluição de até 10
(dez) partes da bebida para cada parte do concentrado;

3. (Revogado); (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

4 - cervejas sem álcool;

c) bebidas alcoólicas, exceto aquelas produzidas ou vendidas no


atacado por: (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

1. micro e pequenas cervejarias; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

2. micro e pequenas vinícolas; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

3. produtores de licores; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

4. micro e pequenas destilarias; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

XI - que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade


intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua
profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de
despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios;

XI - (Revogado); (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

XII - que realize cessão ou locação de mão-de-obra;

XIII - que realize atividade de consultoria;

XIII - (Revogado); (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

XIV - que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis.

XV - que realize atividade de locação de imóveis próprios, exceto quando se referir a prestação
de serviços tributados pelo ISS.

XVI - com ausência de inscrição ou com irregularidade em cadastro fiscal federal, municipal ou
estadual, quando exigível.

§ 1º As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo não se


aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades referidas nos §§
5o-B a 5o-E do art. 18 desta Lei Complementar, ou as exerçam em conjunto com outras
atividades que não tenham sido objeto de vedação no caput deste artigo.

§ 2o Também poderá optar pelo Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno


porte que se dedique à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação
expressa neste artigo, desde que não incorra em nenhuma das hipóteses de vedação previstas
nesta Lei Complementar.

§ 3o (VETADO).

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§ 4º Na hipótese do inciso XVI do caput, deverá ser observado, para o MEI, o disposto no art.
4o desta Lei Complementar.

§ 5o As empresas que exerçam as atividades previstas nos itens daalínea c do inciso X do ca


put deste artigo deverão obrigatoriamente ser registradas no Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento e obedecerão também área regulamentação da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária e Secretaria da Receita Federal do Brasil quanto à produção e à
comercialização de bebidas alcoólicas. (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

Obrigações do Simples Nacional

Conforme visto anteriormente, o Simples Nacional trouxe benefícios para as ME e EPP não só
com relação ao cumprimento da obrigação principal como também para as acessórias. O novo
regime de arrecadação trousse simplificação dessas obrigações, mas não dispensou que elas
sejam cumpridas.

A pessoa jurídica tem que estar atenta, pois o não cumprimento dessas obrigações poderá
acarretar na aplicação de multas para as omissões e incorreções.

Atenção!!! Mesmo que a pessoa jurídica esteja pagando rigorosamente todo mês o DAS,
sem atraso, existem também obrigações acessórias a serem cumpridas.

As pessoas jurídicas, ao ingressarem no Simples Nacional, estão sujeitas às seguintes


obrigações:

 Obrigação principal

A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objetivo o pagamento do
tributo ou penalidade pecuniária, extinguindo-se com o crédito dela decorrente.

O pagamento dos impostos e contribuições do Simples Nacional (IRPJ, IPI, CSLL, Cofins,
PIS/Pasep, Contribuição Patronal Previdenciária para a Seguridade Social - CPP, ICMS e ISS),
deverá ser feito por meio do DAS.

O pagamento do DAS deverá ser efetuado nos seguintes prazos:

I - até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta, para
os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 2009.

Art 7 da Resolução CGSN n° 56.

 Obrigações acessórias

As obrigações acessórias são decorrentes da legislação tributária e têm por objetivo as


prestações, positivas ou negativas, nelas previstas, no interesse da arrecadação ou da
fiscalização dos tributos. A obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, pode
se converter em obrigação principal, relativamente à penalidade pecuniária, ou seja, relativa a
dinheiro.

Os documentos fiscais utilizados pelas ME e EPP optantes pelo Simples Nacional, inclusive os
emitidos por meio eletrônico, de acordo com as operações e prestações de serviços que
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realizarem, serão os autorizados pelos entes federativos onde os mesmos possuírem


estabelecimentos.

Art. 2° da Resolução CGSN n° 010.

As Notas Fiscais de Serviços utilizadas pelas ME e EPP optantes do Simples Nacional sujeitas
ao ISS devem estar de acordo com modelo aprovado pelo Município ou Distrito Federal, ou as
autorizadas conjuntamente pelo Estado e Município de sua abrangência fiscal.

§ 1° do art. 2° da Resolução CGSN n° 010.

As ME e EPP optantes do Simples Nacional ficam obrigadas a emitir documento fiscal nas
operações de circulação de mercadorias ou nas prestações de serviço, de acordo com
instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

Os documentos fiscais que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos e


o cumprimento das obrigações acessórias relativas às informações socioeconômicas e fiscais
deverão ser mantidos em ordem e em boa guarda, enquanto não decorrido o prazo
decadencial e existir qualquer pendência administrativa e/ou judicial.

PRAZO DECADENCIAL 5 ANOS

A utilização dos documentos fiscais, quando o recolhimento do tributo for por meio do DAS, fica
condicionada à inutilização dos campos destinados à base de cálculo e ao imposto destacado,
de obrigação própria, constando, no campo destinado às informações complementares ou, em
sua falta, no corpo do documento, por qualquer meio gráfico que não possa ser alterado, as
expressões:

I – DOCUMENTO EMITIDO POR ME OU EPP II – NÃO GERA DIREITO A CRÉDITO FISCAL DE IPI
OPTANTE PELO SIMPLES NACIONAL

As ME ou EPP optantes pelo Simples Nacional que emitir documento fiscal com direito ao
crédito estabelecido no 1º do art. 23 da Lei Complementar nº 123 de 2006 registrará no campo
destinado às informações complementares ou, em sua falta, no corpo do documento, a
expressão:

PERMITE O APROVEITAMENTO DO CRÉDITO DE ICMS NO VALOR DE


R$...; CORRESPONDENTE À ALÍQUOTA DE ...%, NOS TERMOS DO ART.
23 DA LC 123.

Art 2°-A da Resolução CGSN n° 10, de 2007

As empresas não optantes pelo Simples Nacional não terão direito a crédito correspondente ao
ICMS incidente sobre as suas aquisições de mercadorias de ME ou EPP optante pelo Simples
Nacional, conforme citado no § 1º do art. 23 da Lei Complementar nº 123, de 2006 nos
seguintes casos:
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I - a ME ou EPP estiver sujeita à tributação do ICMS no Simples Nacional por valores fixos
mensais;

II - tratar-se de operação de venda ou revenda de mercadorias em que o ICMS não é devido


pelo Simples Nacional;

III - houver isenção estabelecida pelo Estado ou Distrito Federal nos termos do § 20 do art. 18
da Lei Complementar nº 123, de 2006, que abranja a faixa de receita bruta a que a ME ou EPP
estiver sujeita no mês da operação;

IV - a operação for imune ao ICMS;

V - a ME ou EPP considerar, por opção, que a base de cálculo sobre a qual serão calculados
os valores devidos no Simples Nacional será representada pela receita recebida no mês , na
forma da Resolução CGSN nº 38, de 1º de setembro de 2008 (regime de caixa);

VI - tratar-se de prestação de serviço de comunicação, de transporte interestadual ou de


transporte intermunicipal;

VII - quando não for informada na nota fiscal a alíquota incidente sobre a operação ou
prestação;

VIII - quando a mercadoria adquirida não se destinar à comercialização ou à industrialização.

No caso de devolução de mercadoria para contribuintes não optantes do Simples Nacional, a


ME ou a EPP indicará no campo "informações complementares" ou no "corpo" da Nota Fiscal
Modelo 1, 1-A ou avulsa, a base de cálculo, o imposto destacado e o número da Nota Fiscal de
compra da mercadoria devolvida.

§ 5° do art. 2° da Resolução CGSN n° 010.

Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55, a base de cálculo e o
ICMS devido deverão ser indicados nos campos próprios.

(Resolução CGSN nº 94/2011, art. 57, §§ 5º e 7º).

Porém, a empresa destinatária, optante pelo regime normal, deverá emitir nota de entrada para
usar o crédito de ICMS, mesmo no caso da NFE modelo 55.

Art.454 do RICM

Código de barras GTIN – Obrigatório Preenchimento na NFE


 AJUSTE SINIEF 7, DE 14 DE JULHO DE 2017

Altera o Ajuste SINIEF 07/05, que institui a Nota Fiscal Eletrônica e o Documento Auxiliar da
Nota Fiscal Eletrônica.

A partir de agora fica a obrigação do preenchimento dos campos cEAN e cEANTrib da NF-e,
quando o produto comercializado possuir código de barras com GTIN (Numeração Global de
Item Comercial).
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Para aplicação da norma, Sistemas de Autorização da NF-e irão validar as informações


descritas nos campos cEAN e cEANTrib, junto ao Cadastro Centralizado de GTIN da
organização legalmente responsável pelo licenciamento do respectivo código de barras,
devendo ser rejeitadas as NF-e em casos de não conformidades das informações contidas no
Cadastro Centralizado de GTIN.

https://www.gs1br.org/codigos-e-padroes/codigo-de-barrasS

As validações passam a valer de acordo com prazos determinados por grupos de CNAE,
de acordo com a tabela abaixo:

Escriturações

 Livros Fiscais e Contábeis

As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional deverão adotar os seguintes documentos


para os registros e controles das operações e prestações de serviços por elas realizadas:

I - Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira e
bancária;

II - Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no


término de cada ano-calendário, quando contribuinte do ICMS;

III - Livro Registro de Entradas, modelo 1 ou 1-A, destinado à escrituração dos documentos
fiscais relativos às entradas de mercadorias ou bens e às aquisições de serviços de transporte
e de comunicação efetuadas a qualquer título pelo estabelecimento, quando contribuinte do
ICMS;

IV - Livro Registro dos Serviços Prestados, destinado ao registro dos documentos fiscais
relativos aos serviços prestados sujeitos ao ISS, quando contribuinte do ISS;

V - Livro Registro de Serviços Tomados, destinado ao registro dos documentos fiscais relativos
aos serviços tomados sujeitos ao ISS;
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VI - Livro de Registro de Entrada e Saída de Selo de Controle, caso exigível pela legislação do
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI.

Atenção!!! Dos livros citados acima, apenas os livros caixa e de inventário estão
obrigados a todas pessoas jurídicas. Os demais estão condicionados à situação de cada
pessoa jurídica e a sua adoção vinculada aos tributos a que está obrigada a recolher, no caso
ICMS, ISS ou IPI.

Declarações

A ME e a EPP optantes do Simples Nacional apresentarão, anualmente, declaração única e


simplificada de informações socioeconômicas e fiscais que será entregue à RFB por
meio da internet, até o último dia do mês de março do ano calendário subsequente ao da
ocorrência dos fatos geradores dos impostos e contribuições previstos no Simples
Nacional.

Nas hipóteses de extinção, cisão total, cisão parcial, fusão, incorporação, a declaração
simplificada deverá ser entregue até o último dia do mês subsequente ao do evento, exceto
nos casos em que essas situações especiais ocorram no primeiro quadrimestre do ano-
calendário, hipótese em que a declaração deverá ser entregue até o último dia do mês de
junho.

IMPORTANTE! A Declaração Simplificada Anual constitui confissão de dívida e


instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham
sido recolhidos, resultantes das informações nela prestadas.

Após prestar a declaração, caso a pessoa jurídica perceba que cometeu algum erro, é possível
a retificação, independentemente de prévia autorização da administração tributária. Esta terá a
mesma natureza da declaração originariamente apresentada, observado o disposto no
parágrafo único do art. 138 do CTN.

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Atenção!!! A retificação da declaração simplificada por iniciativa do próprio declarante,


quando vise reduzir ou excluir tributo, só é admissível antes do início de procedimento fiscal.

Atenção!!! O aplicativo de entrega da DASN está disponível de forma on line sem a


possibilidade de se fazer o download do programa da declaração e de transmissão. Dessa
forma, quando for realizado o acesso ao aplicativo, a versão atualizada estará sempre
disponível.

A não entrega ou entrega da declaração após o prazo legal acarretará em multa que será
efetuada exclusivamente pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

DeSTDA - Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de Alíquota e


Antecipação.

O Ajuste Sinief 12/2015 criou a DeSTDA (Declaração de Substituição Tributária, Diferencial de


Alíquota e Antecipação) para atender as alterações trazidas no artigo 26 da Lei Complementar
123/2006. Assim, a DeSTDA será uma declaração mensal sobre Substituição Tributária,
Diferencial de Alíquotas e Antecipação Tributária dos fatos geradores ocorridos a partir de 01
de janeiro de 2016 que será preenchida por meio do aplicativo SEDIF-SN (Sistema Eletrônico
de Documentos e Informações Fiscais do Simples Nacional). O arquivo digital da DeSTDA
deverá ser enviado até o dia 28 do mês subsequente ao encerramento do período de
apuração, ou quando for o caso, até o primeiro dia útil seguinte.

No Estado de São Paulo essa nova declaração passa a ser regulada pela Portaria CAT
23/2016 e exigida a todos os contribuintes paulistas do Simples Nacional, exceto os
Microempreendedores Individuais – MEI.

Os contribuintes do Estado de São Paulo já conseguem enviar a declaração, para isso basta
baixar o aplicativo atualizado. Ainda assim, para permitir um maior período de adaptação à
nova declaração, o prazo limite para envio dos arquivos digitais referentes aos fatos geradores
ocorridos de janeiro a julho de 2016 foi postergado pela Portaria CAT 93/2016 para o dia 10 de
setembro de 2016.

Só deverão ser preenchidos os meses em que o estabelecimento esteve como optante do


Simples Nacional. Se a empresa, por exemplo, mudou de IE a partir de 31 de maio de 2016,
então ela deve preencher e enviar a DeSTDA até maio pela IE antiga e de junho de 2016 em
diante pela nova IE.

Todas as empresas optantes pelo Simples com Inscrição Estadual em São Paulo serão
obrigadas a enviar essa declaração pelo Sedif-SN. A DeSTDA também será exigida quando o
contribuinte, optante pelo Simples Nacional, localizado em outro Estado possuir Inscrição
Estadual como substituto em São Paulo (IE 800) e realizar operações ou prestações que
destinem bens e ou serviços a não contribuinte do imposto, localizado em São Paulo, conforme
estabelece a Constituição Federal em seu artigo 155, VII e VIII; pela redação da Emenda
constitucional nº. 87, de 2015.

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Mônica de Oliveira Sobral
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SIMPLES NACIONAL

Caso o contribuinte localizado em outro Estado seja substituto tributário, mas não possua
Inscrição Estadual em São Paulo, o recolhimento se dará a cada operação realizada. Para
obtenção da Inscrição Estadual de substituto tributário, estando estabelecido fora do território
paulista, o procedimento é detalhado no endereço;

http://www.fazenda.sp.gov.br/guia/icms/inscricao_outra_uf.shtm

O que deve ser declarado na DeSTDA?

Os contribuintes do Simples Nacional irão declarar mensalmente o valor de ICMS devido nas
seguintes operações:

 Substituição Tributária nas operações internas com mercadorias sujeitas a esse


recolhimento na condição de substituto tributário;

 Antecipação Tributária nas entradas interestaduais:


 Sem encerramento na tributação - quando o imposto recolhido antecipadamente
restringe-se ao diferencial de alíquotas, ou seja, à diferença entre a alíquota interna da
mercadoria no Estado de destino e a alíquota interestadual. E;

 Com encerramento na tributação - com o ICMS da cadeira produtiva cobrado de forma


antecipada através do regime de substituição tributária;

 Diferencial de Alíquota pelas aquisições de ativo fixo e uso / consumo;

Diferencial de Alíquotas do ICMS

Todos os contribuintes do ICMS são obrigados a recolher o ICMS relativo à diferença existente
entre a alíquota interna (praticada no Estado destinatário) e a alíquota interestadual nas
seguintes operações e prestações:

a) – na entrada, de mercadorias de outra Unidade da Federação destinadas para uso e


consumo;

b) – na entrada, de mercadorias de outra Unidade da Federação destinadas para o ativo


imobilizado;

c) – na entrada, de prestação de serviço de transporte interestadual cuja prestação tenha


iniciado em outra Unidade da Federação referente à aquisição de materiais para uso e
consumo;

d) - na entrada, de prestação de serviço de transporte interestadual cuja prestação tenha


iniciado em outra Unidade da Federação referente à aquisição de materiais para o ativo
imobilizado.

Somente existirá diferencial de alíquotas a ser recolhido caso o percentual da alíquota interna
ser superior ao da alíquota interestadual.

 Base de Cálculo

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SIMPLES NACIONAL

A base de cálculo do diferencial de alíquota é o valor da operação que decorrer a entrada da


mercadoria ou da prestação do serviço.

Apropriação do Crédito

É admissível o crédito do valor do ICMS destacado na nota fiscal e no conhecimento de


transporte de carga, inclusive o diferencial de alíquota do ICMS devido na entrada do bem e do
serviço de transporte destinados ao ativo imobilizado e que estiver vinculada à atividade fim da
empresa.

Sem movimento

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Calculo Diferencial de Alíquota

A respeito do diferencial de alíquota esclarecemos que a partir de 03.04.2008 na entrada em


estabelecimento de contribuinte sujeito às normas Simples Nacional de mercadoria destinada a
industrialização ou comercialização, material de uso e consumo ou bem do ativo permanente,
remetido por contribuinte localizado em outro Estado ou no Distrito Federal, deverá o
contribuinte recolher o diferencial de alíquota, que será o valor resultante da multiplicação do
percentual correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual pela base de
cálculo, quando a alíquota interestadual for inferior à interna. Ressalte-se que o art. 115, § 8º,
do RICMS/SP prevê que a alíquota interestadual a ser adotada será a de 12% (doze por
cento).

Assim, nas aquisições de fora do Estado em que o remetente esteja ou não no Simples
Nacional o contribuinte paulista deverá observar o disposto no exemplo abaixo para efetuar o
cálculo do imposto devido.

EXEMPLO: Aquisição de canetas do Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 100,00 (contribuinte


adquirente optante pelo Simples Nacional)

- Alíquota de São Paulo = 18%- Alíquota interestadual = 12%

- Valor da operação = R$ 100,00

- ICMS devido na operação interna (18%) = R$ 18,00- ICMS devido na operação interestadual
(12%) = R$ 12,00

- Diferencial devido para São Paulo (18% – 12%) = 6%- Imposto a recolher pelo adquirente em
São Paulo (R$ 18,00 – R$ 12,00) = R$ 6,00

Obs.: O recolhimento de diferencial de alíquota por contribuinte optante pelo Simples Nacional
será através de guia de recolhimentos especiais (art. 115, do RICMS/SP), devendo a GARE ser
emitida até o último dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente ao da entrada com o
código 063-2.

Prorrogado: último dia útil do segundo mês subsequente ao da entrada.

Operações Interestaduais destinadas a NÃO CONTRIBUINTES

DIFAL

Recolhimento do ICMS em Favor da UF de destino. Regulamentação foi publicado no Diário


Oficial da União desta segunda-feira, 21.09.2015, o Convênio ICMS 93/2015, que dispõe sobre
os procedimentos a serem observados nas operações e prestações que destinem bens e
serviços a consumidor final não contribuinte do ICMS, localizado em outra Unidade Federada,
tendo em vista o disposto na Emenda Constitucional n° 87/2015, que determinou a repartição
do imposto entre as Unidades da Federação envolvidas em tais operações e prestações, ao
contrário das regras atuais, segundo as quais o imposto é recolhido integralmente em favor do
Estado de origem.

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Para fins do cálculo do diferencial, deverá ser observada a alíquota interna prevista para a
operação ou prestação no Estado de destino, considerando-se para tanto, quando devido, o
valor correspondente ao Fundo de Combate à Pobreza.

O recolhimento do valor correspondente ao diferencial deverá ser efetuado antecipadamente,


por ocasião da saída do bem ou do início da prestação de serviço, em relação a cada operação
ou prestação. A critério da Unidade Federada de destino, pode ser exigida ou concedida
inscrição como substituto tributário ao contribuinte localizado na Unidade Federada de origem,
hipótese em que o imposto deverá ser recolhido até o décimo quinto dia do mês subsequente à
operação ou prestação.

A escrituração de tais operações e prestações e o cumprimento das respectivas obrigações


acessórias devem ser disciplinadas em ajuste SINIEF.

As novas regras são aplicáveis a partir de 01.01.2016, observado o cronograma de transição


cabível nos exercícios de 2016, 2017 e 2018, conforme indicado no quadro abaixo. Somente a
partir de 2019 é que o diferencial será recolhido integralmente em favor da Unidade da
Federação de destino.

Exemplo: em uma venda de mercadoria nacional do Estado de São Paulo para o Estado da
Bahia, a ser efetivada em 10.01.2016, a alíquota interestadual aplicável é de 7%, valor a ser
recolhido em favor do Estado de São Paulo. Considerando que tal mercadoria esteja sujeita à
alíquota de 17% no Estado da Bahia, a diferença a ser recolhida é de 10%, sendo que 60%
deste montante (6% do valor da operação) será pago em favor do Estado de origem (São
Paulo), e 40% deste montante (4% do valor da operação) será pago em favor do Estado de
destino (Bahia).

O ICMS para o destino será recolhido através de GNRE pelo remetente do produto.

A nova regra do DIFAL instituída pela EC 87/2015, também abrangia o contribuinte optante
pelo Simples Nacional (Cláusula nona do Convênio ICMS 93/2015).

Porém, o contribuinte do ICMS optante pelo Simples Nacional teve a cobrança do DIFAL
(EC 87/2015) suspensa a partir de 18 de fevereiro de 2016.

De acordo com o Comunicado CAT nº 08/2016, tendo em vista a concessão de medida


cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5.464, os contribuintes optantes pelo
Simples Nacional que realizarem operações e prestações interestaduais que destinem bens ou
serviços a consumidor final não contribuinte do ICMS ficam desobrigados de recolher a parcela
do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a alíquota interestadual em
relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 18-02-2016.
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Dados adicionais: Liminar concedida com base na Ações Diretas de Inconstitucionalidade


Numero 5.464 e 5.469; Convênio ICMS nº 93/2015, cláusula nona isenta essa empresa
Simples Nacional.

Substituição Tributária
Podemos definir a Substituição Tributária como o regime pelo qual a responsabilidade pelo
recolhimento do ICMS devido em relação ás operações/prestações é atribuída a outro
contribuinte. Essa responsabilidade é atribuída, regra geral, ao fabricante/importador no que se
refere ás mercadorias e ao tomador no que se refere aos serviços.

O recolhimento vale para toda a cadeia de circulação de mercadoria, ou seja, dali em diante
ninguém mais recolhe o ICMS enquanto a mercadoria estiver dentro do estado.

Na sistemática na substituição tributária sempre teremos a existência de duas figuras: o


substituto e o substituído.

É o comerciante que adquiri a


Substituído mercadoria com imposto retido.

Calculo das receitas decorrentes de operações com mercadorias sujeitas à substituição


tributária, pelos contribuintes optantes pelo Simples Nacional.

na condição de substituído tributário:

Comércio - As receitas correspondentes à revenda de mercadorias sujeitas à substituição


tributária deverão ser informadas no aplicativo de cálculo como “revenda de mercadorias COM
substituição tributária”.

Notas:

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1. Neste caso não haverá valor a recolher de ICMS próprio referente às receitas que se
enquadrem nesta condição.

2. Contribuinte substituído é aquele que não é responsável pela retenção do imposto devido
que já foi destacado em etapa anterior.

Exemplo:

Uma farmácia adquire medicamentos da indústria para revenda. O ICMS devido nas operações
de saída de mercadorias desta farmácia já foi recolhido em etapa anterior pela indústria ou
empresa atacadista que está na condição de substituto tributário. No aplicativo de cálculo a
farmácia informará revenda de mercadorias COM substituição tributária. Desta forma, o
aplicativo de cálculo não gerará valor a recolher referente ao ICMS naquelas saídas.

na condição de substituto tributário:

Comércio Atacadista - As receitas correspondentes à revenda de mercadorias sujeitas à


substituição tributária deverão ser informadas no aplicativo de cálculo como “revenda de
mercadorias SEM substituição tributária”;

Indústria - As receitas correspondentes à venda de mercadorias por ela industrializadas


sujeitas à substituição tributária deverão ser informadas no aplicativo de cálculo como “venda
de mercadorias industrializadas SEM substituição tributária”.

Notas:

1. Neste caso haverá valor a recolher de ICMS próprio referente às receitas que se
enquadrem nesta condição.

2. Contribuinte substituto é aquele que é responsável pelo pagamento do imposto devido nas
etapas subsequentes.

3. O contribuinte substituto deverá recolher o imposto de responsabilidade própria “por dentro


do SN”, sendo que o imposto devido de responsabilidade por substituição tributária será
calculado nos termos das demais empresas não optantes do SN e recolhido em guia própria.

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Exemplo: Calculo de saída de produtos sujeitos a substituição tributária dentro do


Estado de São Paulo.

EMPRESA:
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - SÃO PAULO
Valor do Produto R$ 1.150,00
Despesas Acessórias R$ -
Valor Total da NF R$ 1.150,00

IVA-ST 40,00%
Resultado R$ 460,00

Valor Presumido/Base
ST R$ 1.610,00
Alíquota Interna Destino 18%
Resultado R$ 289,80

Valor Presumido/Origem R$ 1.150,00


Alíquota Interna Origem 18%
Resultado R$ 207,00

ICMS ST R$ 82,80

• O valor do imposto retido pelo sujeito passivo por substituição deverá ser recolhido através
de GARE-ICMS, com a utilização do código de receita 146-6 para contribuintes RPA e 063-2
caso seja optante do Simples Nacional.

• Regra geral, o vencimento é o dia 9 do mês subsequente ao da apuração caso o contribuinte


seja enquadrado no Regime Periódico de Apuração (RPA) e até o último dia útil da primeira
quinzena do mês subsequente sendo optante do Simples Nacional.

• Contudo, para os fatos geradores que ocorrerem até 31/12/2009, relativos aos produtos que
ingressaram na Substituição Tributária a partir de 2008, o Estado de São Paulo estendeu o
prazo para 60 dias fora o mês, ou seja, último dia do segundo mês subsequente ao da
apuração, conforme disposto no Decreto nº 53.812/08.

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SIMPLES NACIONAL

Nota Fiscal Eletrônica


O ente tributante que adote sistema eletrônico de emissão de documentos fiscais ou recepção
eletrônica de informações poderá exigi-los dos optantes do Simples Nacional, observando os
prazos e formas previstas nas respectivas legislações.

Quanto ao ECF, continuam valendo as obrigações acessórias já previstas na legislação das


entidades federativas que autorizam sua utilização. Assim, deverão ser observadas as normas
estabelecidas nas legislações daquelas entidades.

§ 7° do art. 2° da Resolução CGSN n° 010

TABELAS

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SIMPLES NACIONAL

Código de Regime Tributário (CRT) / Código de Situação da Operação no


Simples Nacional (CSOSN)

Tabela A - Código de Regime Tributário (CRT)

1 - Simples Nacional

2 - Simples Nacional - Excesso de sublimite da receita bruta

3 - Regime Normal

Notas Explicativas:

O código 1 será preenchido pelo contribuinte quando for optante pelo Simples Nacional.

O código 2 será preenchido pelo contribuinte optante pelo Simples Nacional mas que tiver
ultrapassado o sublimite de receita bruta fixado pelo Estado/DF e estiver impedido de recolher
o ICMS/ISS por esse regime, conforme os arts. 19 e 20 da Lei Complementar nº 123/2006 .

O código 3 será preenchido pelo contribuinte que não estiver na situação 1 ou 2.

Tabela B - Código de Situação da Operação no Simples Nacional (CSOSN)

101 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito

- Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS


devido no Simples Nacional e o valor do crédito correspondente.

102 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito

- Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS
devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses
dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900.

103 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional
contemplados com isenção concedida para faixa de receita bruta nos termos da Lei
Complementar nº 123, de 2006 .

201 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por
substituição tributária

- Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS


devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança do ICMS por substituição
tributária.

202 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por
substituição tributária

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- Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS
devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses
dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do ICMS por substituição
tributária.

203 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do
ICMS por substituição tributária

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional
contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123,
de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

300 - Imune

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional
contempladas com imunidade do ICMS.

400 - Não tributada pelo Simples Nacional

- Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não
sujeitas à tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional.

500 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação

- Classificam-se neste código as operações sujeitas exclusivamente ao regime de substituição


tributária na condição de substituído tributário ou no caso de antecipações.

900 - Outros

- Classificam-se neste código as demais operações que não se enquadrem nos códigos 101,
102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e 500.

99 Outras Operações

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Nas hipóteses de aquisição interestadual de mercadoria sujeita ao regime de substituição


tributária, sem a retenção antecipada do imposto o estabelecimento atacadista/distribuidor ou
o varejista sediados em território paulista passam a ser, em caráter excepcional, responsáveis
pelo recolhimento do imposto antecipadamente, na forma do artigo 426-A do RICMS/SP.

Fundamento Legal: art. 273 e 274 do RICMS/SP

Criação do “IVA-ST Ajustado”

Para as mercadorias que tenham saídas ou que foram adquiridas de outros Estados deverá
utilizar o IVA – ST Ajustado.

O MVA ajustado, no entanto, é uma forma de tributar uma operação interestadual como sendo
uma operação intraestadual (dentro do estado de destino).

Conforme o protocolo em estudo o cálculo do MVA Ajustado se dá da seguinte forma:

“fórmula MVA ajustada = [(1+ MVA ST original) x (1 - ALQ inter) / (1- ALQ intra)] -1”, onde:

I – “MVA ST original” é a margem de valor agregado indicada no Anexo Único deste protocolo;
II – “ALQ inter” é o coeficiente correspondente à alíquota interestadual aplicável à operação;
III – “ALQ intra” é o coeficiente correspondente à alíquota interna ou ao percentual de carga
tributária efetiva, quando este for inferior à alíquota interna, praticada pelo contribuinte
substituto da unidade federada de destino, nas operações com as mesmas mercadorias
listadas no Anexo Único.
§ 2º Na hipótese de a “ALQ intra” ser inferior à “ALQ inter”, deverá ser aplicada a “MVA – ST
original”, sem o ajuste previsto no § 1º.
§ 3º Na impossibilidade de inclusão do valor do frete, seguro ou outro encargo na composição
da base de cálculo, o recolhimento do imposto correspondente a essas parcelas será efetuado

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pelo estabelecimento destinatário, acrescido dos percentuais de margem de valor agregado


previstos nesta cláusula.”

Conforme o Convênio nº 35/11, o contribuinte optante pelo regime simplificado e


diferenciado do Simples Nacional, que recolhe o ICMS nos termos da Lei Complementar
nº 123/06 na condição de substituto tributário, não aplicará “MVA ajustada” prevista em
Convênio ou Protocolo que instituir a Substituição Tributária nas operações
interestaduais com relação as mercadorias que mencionam.

CEST – Código Especificador da Substituição Tributária

AJUSTE SINIEF 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2015

Altera o Ajuste SINIEF 07/05, que institui a Nota Fiscal Eletrônica e o Documento Auxiliar da
Nota Fiscal Eletrônica. O Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, na sua 158ª
reunião ordinária realizada em Florianópolis, SC, no dia 2 de outubro de 2015, tendo em vista o
disposto no art. 199 do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966),
resolve celebrar o seguinte AJUSTE

Cláusula primeira

Fica acrescido o inciso VI na cláusula terceira do Ajuste SINIEF 07/05, de 30 de setembro de


2005, com a seguinte redação:

"VI - a NF-e deverá conter um Código Especificador da Substituição Tributária, numérico e de


sete dígitos, de preenchimento obrigatório no documento fiscal que acobertar operação com as
mercadorias listadas em convênio específico, independentemente de a operação estar sujeita
aos regimes de substituição tributária pelas operações subsequentes ou de antecipação do
recolhimento do ICMS com encerramento de tributação.".

Cláusula segunda

Este ajuste entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União produzindo
efeitos a partir de 1º de janeiro de 2016, atualmente com obrigatoriedade para 1º de outubro de
2016.

Como será definida a CEST?

CONVÊNIO ICMS 92, DE 20 DE AGOSTO DE 2015

Cláusula terceira Fica instituído o Código Especificador da Substituição Tributária – CEST, que
identifica a mercadoria passível de sujeição aos regimes de substituição tributária e de
antecipação do recolhimento do imposto, relativos às operações subsequentes.

§ 1º Nas operações com mercadorias ou bens listados nos Anexos I a XXVIII deste convênio,
o contribuinte deverá mencionar o respectivo CEST no documento fiscal que acobertar a
operação, independentemente de a operação, mercadoria ou bem estarem sujeitos aos
regimes de substituição tributária ou de antecipação do recolhimento do imposto.

§ 2º O CEST é composto por 7 (sete) dígitos, sendo que:

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I – o primeiro e o segundo correspondem ao segmento da mercadoria ou bem;

II – o terceiro ao quinto correspondem ao item de um segmento de mercadoria ou bem;

III – o sexto e o sétimo correspondem à especificação do item.

Exemplos:

Admissão de Sócios Investidores sem prejuízo da opção pelo SIMPLES

• O SIMPLES possui regras que impedem a participação no capital social da empresa optante
de outras empresas e mesmo de sócios pessoas físicas que já sejam proprietários de outras
empresas (quando a soma do faturamento exceder os limites de faturamento previstos em lei).

• A LC 155 criou regras para permitir que empresas optantes do SIMPLES recebam
investimentos sem comprometer seu direito de beneficiar-se deste regime tributário.

• A sociedade enquadrada no SIMPLES, poderá admitir o aporte de capital, que não integrará o
capital social da empresa;

• Estes investimentos se darão de acordo com as seguintes regras:

• A empresa optante do SIMPLES fará um contrato de participação com o investidor e neste


contrato constarão as finalidades de fomento a inovação e investimentos produtivos;

• O prazo de vigência do investimento não poderá ser superior a sete anos.

• O aporte de capital poderá ser realizado por pessoa física ou por pessoa jurídica,
denominadas investidor-anjo.

• A atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente por sócios regulares, em seu
nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade.

O investidor-anjo:

1. não será considerado sócio nem terá qualquer direito a gerência ou voto na administração
da empresa;
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2. não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive em recuperação judicial;

3. será remunerado por seus aportes, nos termos do contrato de participação, pelo prazo
máximo de cinco anos.

• Ao final de cada período, o investidor-anjo fará jus à remuneração correspondente aos


resultados distribuídos, conforme contrato de participação, não superior a 50% (cinquenta por
cento) dos lucros da sociedade enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno
porte.

• O investidor-anjo somente poderá exercer o direito de resgate depois de decorridos, no


mínimo, dois anos do aporte de capital, ou prazo superior estabelecido no contrato de
participação, e seus haveres serão pagos na forma do art. 1.031 da Lei no 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 - Código Civil, não podendo ultrapassar o valor investido devidamente
corrigido.

• Embora não possa resgatar seu investimento antes de dois anos, o investidor anjo poderá
realizar a transferência da titularidade do aporte para terceiro.

• Quando o terceiro tratar-se de alguém alheio à sociedade, a transferência dependerá do


consentimento dos sócios, salvo estipulação contratual expressa em contrário.

• O Ministério da Fazenda poderá regulamentar a tributação sobre retirada do capital investido;

• Caso os sócios decidam pela venda da empresa, o investidor-anjo terá direito de preferência
na aquisição, bem como direito de venda conjunta da titularidade do aporte de capital, nos
mesmos termos e condições que forem ofertados aos sócios regulares.

Instrução Normativa RFB Nº 1719, De 19 De Julho De 2017

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe


conferem os incisos III e XVI do art. 280 do Regimento Interno da Secretaria da Receita
Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista
o disposto no art. 61-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, resolve:

Art. 1º Esta Instrução Normativa dispõe sobre a tributação dos rendimentos decorrentes dos
contratos de participação com aportes de capital efetuados nos termos do art. 61-A da Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, pelos denominados investidores-anjo, para
incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos em sociedade enquadrada
como microempresa ou empresa de pequeno porte.

Parágrafo único. Não é condição para recebimento dos aportes de que trata o caput a adoção,
pela sociedade enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte, do Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

Art. 2º Ao final de cada período o investidor-anjo fará jus à remuneração correspondente aos
resultados distribuídos, conforme definido no contrato de participação, não superior a 50%
(cinquenta por cento) dos lucros da sociedade que receber o aporte de capital.

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Art. 3º O investidor-anjo poderá alienar a titularidade dos direitos do contrato de participação


para sócios da sociedade que receber o aporte de capital ou para terceiros alheios à
sociedade, com consentimento daqueles, salvo estipulação em contrário expressa no contrato
de participação.

Art. 4º O investidor-anjo poderá exercer o direito de resgate do valor do aporte depois de


decorridos, no mínimo, 2 (dois) anos do aporte de capital ou em prazo superior estabelecido no
contrato de participação, e seus haveres serão pagos na forma do art. 1.031 da Lei nº 10.406,
de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil.

Parágrafo único. O valor do resgate será limitado ao valor do aporte corrigido por índice de
inflação definido no contrato de investimento.

Art. 5º Os rendimentos decorrentes de aportes de capital efetuados na forma prevista nesta


Instrução Normativa sujeitam-se à incidência do imposto sobre a renda retido na fonte,
calculado mediante a aplicação das seguintes alíquotas:

I - 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em contratos de


participação com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;

II - 20% (vinte por cento), em contratos de participação com prazo de 181 (cento e
oitenta e um) dias até 360 (trezentos e sessenta) dias;

III - 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em contratos de


participação com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte)
dias;
IV - 15% (quinze por cento), em contratos de participação com prazo superior a 720
(setecentos e vinte) dias.

§ 1º A base de cálculo do imposto sobre o rendimento de que trata o inciso II do §


2º corresponde à diferença positiva entre o valor do resgate e o valor do aporte de capital
efetuado.

§ 2º Entende-se como rendimento para fins de aplicação do disposto neste artigo:

I - a remuneração periódica a que faz jus o investidor-anjo, correspondente aos


resultados distribuídos de que trata o art. 2º; e

II - o ganho no resgate do aporte de que trata o art. 4º.

§ 3º Os rendimentos periódicos produzidos pelo contrato de participação, serão submetidos à


incidência do imposto sobre a renda retido na fonte por ocasião de seu pagamento, aplicando-
se as alíquotas previstas neste artigo, calculado o prazo a partir da data do aporte.

§ 4º A sociedade que admitir aporte de capital deverá manter controles que permitam verificar a
correta apuração da base de cálculo do imposto a que se refere o caput.

§ 5º O imposto sobre a renda retido na fonte será considerado:

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I - definitivo para investidor pessoa física ou pessoa jurídica isenta ou optante pelo
Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional); e

II - antecipação do imposto devido no encerramento de cada período de apuração ou


na data de extinção, no caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou
arbitrado.

§ 6º O recolhimento do imposto sobre a renda retido na fonte deverá ser efetuado até o
3º (terceiro) dia útil subsequente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores.

Art. 6º O ganho na alienação dos direitos do contrato de participação de que trata o art. 3º,
recebido por investidor pessoa física ou pessoa jurídica isenta ou optante pelo Simples
Nacional, será submetido à incidência do imposto sobre a renda por ocasião da alienação do
contrato de participação, mediante aplicação das alíquotas previstas no caput do art. 5º,
calculado o prazo a partir da data do aporte, e recolhido o imposto devido até o último dia útil
do mês subsequente.

§ 1º A base de cálculo do imposto sobre os rendimentos de que trata o caput corresponde à


diferença positiva entre o valor da alienação e o valor do aporte.

§ 2º O ganho de que trata o caput, quando auferido por pessoa jurídica tributada com base no
lucro real, presumido ou arbitrado:

I - será computado no pagamento da estimativa e na apuração do lucro real; e

II - comporá o lucro presumido ou o lucro arbitrado.

§ 3º Para fins de incidência do imposto sobre a renda, considera-se alienação, qualquer forma
de transmissão da propriedade, inclusive a cessão do contrato de participação.

Art. 7º São dispensados de retenção do imposto sobre a renda os rendimentos e os ganhos


líquidos ou de capital auferidos pelas carteiras dos fundos de investimentos que aportarem
capital como investidores-anjo.

§ 1º Os resgates dos fundos de investimentos sujeitam-se à incidência do imposto sobre a


renda na fonte aplicável aos fundos de investimentos regidos por norma geral.

§ 2º No caso de fundos de investimento constituídos sob a forma de condomínio fechado, que


não admitem resgate de cotas durante o prazo de duração do fundo, devem ser observadas as
regras estabelecidas no art. 16 da Instrução Normativa RFB nº 1.585, de 31 de agosto de 2015.

Art. 8º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União.

Regra Especial para o setor de beleza


• Os valores repassados aos profissionais das atividades de Cabeleireiro, Barbeiro, Esteticista,
Manicure, Pedicure, Depilador e Maquiador contratados por meio de parceria, nos termos da
legislação civil, não integrarão a receita bruta da empresa contratante para fins de tributação,
cabendo ao contratante a retenção e o recolhimento dos tributos devidos pelo contratado.
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Como funciona esta parceria: Lei 13352.

O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade com o salão-parceiro


enquanto perdurar a relação de parceria tratada na Lei 12.592/2012 e modificada pela Lei
13.352/2016.

Resolução CGSN nº 137/2017, foram criadas duas novas figuras, o salão-parceiro e o


profissional-parceiro.

 O salão-parceiro não poderá ser MEI.


 O salão-parceiro deverá emitir ao consumidor documento fiscal unificado relativo às
receitas de serviços e produtos neles empregados, discriminando-se as cotas-parte do
salão-parceiro e do profissional parceiro.
 O profissional-parceiro emitirá documento fiscal destinado ao salão-parceiro
relativamente ao valor das cotas-parte recebidas.
 A receita obtida pelo salão-parceiro e pelo profissional-parceiro deverá ser tributada na
forma prevista no Anexo III da Lei Complementar nº 123/2006 , quando aos serviços e
produtos neles empregados, e no Anexo I da Lei Complementar nº 123/2006, quanto
aos produtos e mercadorias comercializados.
 Será considerada como receita auferida pelo MEI que atue como profissional-parceiro a
totalidade da cota-parte recebida do salão-parceiro.

Aplicativo de Cálculo – PGDAS


O contribuinte optante pelo Simples Nacional, ao invés de apurar os oito tributos abrangidos
pelo regime unificado (IRPJ, IPI, CSLL, Cofins, PIS/Pasep, CPP, ICMS E ISS) separadamente,
apura os valores devidos em um único aplicativo de cálculo que emite também uma única guia
de pagamento: o PGDAS.

O contribuinte informa ao PGDAS, em cada mês, os valores de suas receitas segregadas de


conformidade com a legislação, para o aplicativo efetuar o cálculo.

Houve também a simplificação das obrigações tributárias. Ao optar pelo regime, a pessoa
jurídica precisa escriturar, com exceção de alguns segmentos específicos da economia, ou
vinculados ao fato de o optante ser contribuinte do ICMS ou IPI, apenas dois livros: caixa e
inventário.

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SIMPLES NACIONAL

Pagamento do valor devido

• O pagamento de tributos devidos pelos optantes do Simples Nacional deverá ser realizado
por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

• A geração do DAS será realizada exclusivamente por meio do PGDAS, onde o contribuinte
deverá prestar todas as informações necessárias à apuração do valor mensal devido.

Não será emitido DAS com valor total inferior a R$10,00 (dez reais). Esse valor deverá ser
acrescentado em período de apuração subsequente, até que o total seja igual ou superior a
R$10,00 (dez reais).

O DAS não pago até a data de vencimento, ficará sujeito à incidência dos seguintes encargos
legais previstos na legislação do imposto de renda:

a) multa de 0,33% (trinta e três centésimos por cento) ao dia, limitada a 20% (vinte por
cento)
b) juros de mora calculados com base na taxa Selic, a partir do mês subsequente ao
vencimento até o mês anterior ao pagamento e de 1% (um por cento) no mês de
pagamento.

Alterações de valores no PGDAS

A pessoa jurídica poderá alterar os dados já informados para um determinado período de


apuração (PA), utilizando o PGDAS disponível no Portal do Simples Nacional na internet.

Retificação de valores de receita bruta

Para retificar receitas brutas mensais de meses anteriores à opção e as receitas brutas do ano-
calendário anterior à opção, a pessoa jurídica deverá acessar diretamente o PGDAS, onde
deverá informar os valores das receitas brutas mensais.

Para retificar as receitas brutas mensais relativas aos períodos compreendidos no Simples
Nacional, existem duas possibilidades:

a) Para receitas ainda não declaradas em DASN: acessar diretamente o PGDAS e retificar o
PA desejado.

b) Para receitas constantes de DASN já entregue: a retificação deverá ser realizada


obrigatoriamente mediante acesso à DASN, de onde deverá ser acionado o PGDAS, na opção
“Retificar no PGDAS”. Alterado o DAS no PGDAS, o contribuinte deverá retornar à DASN e
proceder a sua retificação. Nessa hipótese, o contribuinte somente conseguirá gerar o DAS
após a transmissão da DASN retificadora.

Caso o contribuinte faça a retificação de uma determinada receita, anterior ou compreendida no


período de opção, e, em função dos novos dados informados, o valor da receita bruta do PA
objeto desta retificação seja alterado, o aplicativo gerará uma mensagem informando que
aquela alteração poderá ter impacto nos valores apurados dos PA posteriores, quando será
exibida uma mensagem sugerindo ao contribuinte retificar os PA posteriores.

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DAS Complementar

Na alteração de dados de um PA que implique valor devido inferior ao anteriormente apurado,


o PGDAS não gerará DAS.

Na alteração de dados de um PA que resulte em valor devido superior ao anteriormente


apurado, o PGDAS gerará um DAS Complementar, cujo valor corresponderá à diferença entre
o valor ora apurado e o valor anterior.

Nas operações de retificação, aumentando ou diminuindo o valor devido, os perfis (perfil é o


valor de cada tributo que compõe o DAS, por ente federativo) serão comparados com os perfis
das apurações existentes para o mesmo PA, que tenham sido pagas e processadas. Na
hipótese de retificação que resulte em aumento do valor devido, o valor do DAS
Complementar corresponderá à soma da diferença entre o perfil que ora está sendo gerado e a
soma dos perfis anteriormente pagos e processados.

Quando o DAS pago ainda não tiver sido processado, relativo ao PA que está sendo retificado,
o sistema gerará o DAS no valor total calculado na operação retificadora.

Valor do DAS Complementar

O valor do DAS Complementar é o resultado da soma de todas as diferenças calculadas entre


os perfis individualmente (valores originários). Se ao final do cálculo não houver como resultado
nenhuma diferença entre os valores calculados, não será gerado um novo DAS.

Uma vez calculado o valor do total do principal, o cálculo de multa e juros será realizado
utilizando a regra normal, ou seja, a partir da data de vencimento do PA.

Valores inferiores a R$ 10,00

O PGDAS não gera DAS cujo valor do principal seja inferior a R$ 10,00.

Na hipótese do valor do principal apurado pelo PGDAS ser inferior a R$ 10,00, a pessoa
jurídica deverá adicionar esse valor na primeira apuração subsequente na qual o somatório
seja maior ou igual a R$ 10,00.

O campo do valor do principal no PGDAS, na primeira apuração, é sempre editável, ou seja,


poderá ser modificado pelo contribuinte.

Fiscalização
A competência para fiscalizar no Simples Nacional é:

1. da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB)


2. dos Estados e o Distrito Federal
3. dos Municípios

Quando poderei ser fiscalizado?

A qualquer tempo, dentro do prazo decadencial e prescricional, a fiscalização poderá iniciar


uma ação junto à empresa optante do Simples Nacional.
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A seleção, o preparo e a programação da ação fiscal serão realizadas de acordo com os


critérios e diretrizes das administrações tributárias de cada ente federativo, no âmbito de suas
respectivas competências. art. 3° da Resolução CGSN n° 30/2008.

Retenções de Tributos na Fonte


A pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional:

1. Não pode sofrer retenção na fonte de:

a) IRPJ, exceto o relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos em aplicações de


renda fixa ou variável;

b) CSLL, PIS e Cofins.

2. Pode sofrer retenção na fonte de:

a) ISS;

b) Contribuição previdenciária (só nas prestações de serviços relativos aos Anexos


IV)

c) IRPJ relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos em aplicações de renda fixa ou


variável.

3. Deve obrigatoriamente reter na fonte:

a) Quando paga à pessoa física: imposto de renda relativo aos pagamentos ou


créditos efetuados a pessoas físicas, Contribuição Previdenciária e ISS;

b) Quando paga à pessoa jurídica não optante pelo Simples Nacional: IRPJ,
Contribuição Previdenciária e ISS.

Contribuição Previdenciária
A substituição das contribuições previdenciárias pelos valores pagos através do Simples
Nacional não abrange as contribuições que a empresa tem de descontar ou reter de outros
contribuintes, tais como aquelas descontadas de empregados e contribuintes individuais, bem
como aquelas retidas pelas tomadoras de serviços sujeitos a retenção de 11%, conforme
previsto no artigo 31 da Lei nº 8.212/91.

Para período de apuração a partir de 01/01/2009:

1) Se a empresa somente tiver receita sujeita somente aos anexos I, II, III ou V, não
precisará calcular sua contribuição patronal, mais o GILRAT – (antigo "SAT").

2) Empresa exerceu exclusivamente atividades tributadas pelo anexo IV

As contribuições da empresa incidentes sobre a remuneração dos trabalhadores que


exerçam exclusivamente atividades tributadas pelo anexo IV deverão ser integralmente

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recolhidas, de acordo com as regras aplicáveis para as empresas não optantes, não
estando abrangidas nos valores apurados pelo PGDAS, a serem recolhidos em DAS.

Deve-se lembrar aqui que as empresas optantes pelo Simples Nacional estão
dispensadas do pagamento das contribuições para outras entidades e fundos ("sistema
'S'" ou "terceiros").

3) Empresa exerceu atividades tributadas pelos anexos I, II, III e V concomitantemente com
atividades do anexo IV. Nesse caso, é necessário separar os trabalhadores de acordo
com as atividades exercidas na empresa:

• trabalhadores cuja mão de obra é empregada somente em atividades que se


enquadrem nos anexos de I, II, III e V;

• trabalhadores cuja mão de obra é empregada somente em atividades que se


enquadrem no anexo IV;

• trabalhadores cuja mão de obra é empregada em exercício de atividades enquadrada


nos anexos I, II, III e V concomitantemente com o anexo IV.

Calculo do Simples Nacional


 Conceitos básicos

 Período de apuração: é o mês-calendário;

 Base de cálculo: é a receita bruta mensal;

 Alíquota: é um valor percentual que, multiplicado pela base de cálculo, produz o valor
devido do Simples Nacional;

 Receita bruta: produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o
preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as
vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.

Apuração da Base de Cálculo (Receita Bruta)

Inicialmente, deve-se classificar a receita bruta mensal da pessoa jurídica em dois grupos:

a) Receita bruta mensal que será tributada por fora do Simples Nacional (ganhos de
capital, receita de aplicações financeiras etc.).

Ganho de capital decorrente da venda de bem do ativo, a empresa optante pelo Simples
Nacional deve recolher Imposto de Renda (alíquota varia entre 15% e 22,5%).

Código DARF – Ganho de capital 0507

 Bens do Ativo Imobilizado (Lei 13.259/2016);

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SIMPLES NACIONAL

De acordo com o Inciso II do § 5º do Art. 2º da Resolução CGSN 94/2011, configura bens


do ativo imobilizado aqueles:

- que sejam disponibilizados para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, ou


para locação por outros, para investimento, ou para fins administrativos; e

- cuja desincorporação ocorra a partir do décimo terceiro mês contado da respectiva entrada.

Assim, de acordo com a legislação, não basta que o bem seja disponibilizado para uso na
produção, fornecimento de bens ou serviços ou locação, para configurar bem ativo imobilizado
é necessário que permaneça na empresa pelo menos 12 meses contados da entrada.

Portanto, se a venda do bem ocorrer antes do 13º mês de entrada, a receita da venda será
tributada pelo Simples Nacional.

b) Receita bruta mensal que será tributada por dentro do Simples Nacional.

Posteriormente, classifica-se a receita bruta mensal da pessoa jurídica que será tributada por
dentro do Simples Nacional por estabelecimento (matriz e, se existirem, as filiais).

1) Anexo I (Comércio);

 Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio

Até 31/12/2017

Anexo I da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011 (art. 25, inciso I)

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS
Até 180.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 360.000,01 a 540.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 540.000,01 a 720.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 720.000,01 a 900.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

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SIMPLES NACIONAL

A partir 2018

(*) Com relação ao ICMS, quando o valor do RBT12 for superior ao limite da 5ª faixa, para a parcela que
não ultrapassar o sublimite, o percentual efetivo desse imposto será calculado conforme segue:
(RBT12 x 14,30%) - R$ 87.300,00]/RBT12} x 33,5 %.

2) Anexo II (Indústria);

 Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Indústria / Equiparadas

Até 31/12/2017

Anexo II da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011. (art. 25, inciso II)

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS IPI
Até 180.000,00 4,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25% 0,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,97% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86% 0,50%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,34% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33% 0,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%

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A partir 2018

(*) Com relação ao ICMS, quando o valor do RBT12 for superior ao limite da 5ª faixa, para a parcela que
não ultrapassar o sublimite, o percentual efetivo desse imposto será calculado conforme segue:
(RBT12 x 14,70%) - R$ 85.500,00]/RBT12} x 32,00 %.

3) do Anexo III (Serviços e Locação de Bens Móveis):

 Creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental, escolas técnicas,


profissionais e de ensino médio, de línguas estrangeiras, de artes, cursos técnicos de
pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais e escolas livres, exceto as previstas
nos incisos II e III do § 5º-D deste artigo;

 Agência terceirizada de correios;

 Agência de viagem e turismo;

 Centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de


passageiros e de carga;

 Agência lotérica;

 Serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem,


solda, tratamento e revestimento em metais;

 Transporte municipal de passageiros;

 Escritórios de serviços contábeis;

 Produções cinematográficas, audiovisuais, artísticas e culturais, sua exibição ou


apresentação, inclusive no caso de música, literatura, artes cênicas, artes visuais,
cinematográficas e audiovisuais;

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 Fisioterapia, Corretagem de Seguros, e serviços de transporte intermunicipal e


interestadual de passageiros. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

Até 31/12/2017

Anexo III da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011. (art. 25, inciso III)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Receitas Decorrentes de Locação de Bens


Móveis e de Prestação de Serviços Relacionados no Inciso III do art. 25 da Resolução
CGSN nº 94, de 2011

Receita Bruta em 12 meses (em


Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ISS
R$)
Até 180.000,00 6,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 4,00% 2,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 8,21% 0,00% 0,00% 1,42% 0,00% 4,00% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 15,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%

(Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016) A partir 2018.

I - administração e locação de imóveis de terceiros; (Redação dada pela Lei Complementar


nº 147, de 2014)

II - academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;

III - academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;

IV - elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que


desenvolvidos em estabelecimento do optante;

V - licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;

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VI - planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que


realizados em estabelecimento do optante;

VII - (REVOGADO)

VIII - (REVOGADO)

IX - empresas montadoras de estandes para feiras;

X - (REVOGADO)

XI - (REVOGADO)

XII - laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica;

XIII - serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos
óticos, bem como ressonância magnética;

XIV - serviços de prótese em geral.

XVIII - arquitetura e urbanismo; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

XIX - medicina, inclusive laboratorial, e enfermagem; (Incluído pela Lei Complementar nº 155,
de 2016)

XX - odontologia e prótese dentária; (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

XXI - psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia,


clínicas de nutrição e de vacinação e bancos de leite. (Incluído pela Lei Complementar nº 155,
de 2016)

Sem prejuízo do disposto no § 1o do art. 17 desta Lei Complementar, as atividades de


prestação de serviços de comunicação e de transportes interestadual e intermunicipal de
cargas, e de transportes autorizados no inciso VI do caput do art. 17, inclusive na modalidade
fluvial, serão tributadas na forma do Anexo III, deduzida a parcela correspondente ao ISS e
acrescida a parcela correspondente ao ICMS prevista no Anexo I. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 147, de 2014)

As atividades de prestação de serviços referidas no § 2 o do art.17 desta Lei Complementar


serão tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar, salvo se, apara alguma
dessas atividades houver previsão expressa de tributação na forma dos Anexos IV ou V desta
Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

Essas atividades de prestação de serviços serão tributadas na forma do Anexo V desta Lei
complementar caso a razão entre a folha de salários e a receita bruta da pessoa jurídica
seja inferior a 28% (vinte e oito por cento). (Incluído pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

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A partir 2018

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4) do Anexo IV (Serviços):

I - construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de


subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de
interiores;

II - (REVOGADO)

III - (REVOGADO)

IV - (REVOGADO)

V - (REVOGADO)

VI - serviço de vigilância, limpeza ou conservação.

VII - serviços advocatícios. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

Até 31/12/2017

Anexo IV da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011. (art. 25, inciso IV)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas Decorrentes da Prestação de


Serviços Relacionados no Inciso IV do art. 25 da Resolução CGSN nº 94, de 2011

Receita Bruta Total em 12 meses


(em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP ISS
Até 180.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 10,26% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%

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A partir 2018

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5) do Anexo V (Serviços):

a) receitas decorrentes da prestação de serviços das seguintes atividades, sem retenção ou


substituição tributária, com ISS devido a outro Município, adicionando-se os percentuais do ISS
previstos no Anexo IV (Resolução CGSN nº 94/2011, art. 25, inciso V, alínea “a”):

I - medicina, inclusive laboratorial e enfermagem; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de


2014) (Vide Lei Complementar nº 155, de 2016)

II - medicina veterinária; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

III - odontologia; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014) (Vide Lei Complementar nº
155, de 2016)

IV - psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas


de nutrição e de vacinação e bancos de leite; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de
2014) (Produção de efeito) (Vide Lei Complementar nº 155, de 2016)

V - serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação; (Incluído pela


Lei Complementar nº 147, de 2014)

VI - arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes,


suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e
agronomia; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014) (Produção de efeito)

VI - engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia,


geodésia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design,desenho e agr
onomia; (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

VII - representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de


terceiros; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

VIII - perícia, leilão e avaliação; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

IX - auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e


administração; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)

X - jornalismo e publicidade; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de


2014) (Produção de efeito)

XI - agenciamento, exceto de mão de obra; (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de


2014) (Produção de efeito)

XII - outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços
decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, cientifica, desportiva,
artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não,
desde que não sujeitas à tributação na formados Anexos III ou IV
desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016)

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Essas atividades de prestação de serviços serão tributadas na forma do Anexo III desta Lei
complementar caso a razão entre a folha de salários e a receita bruta da pessoa jurídica
seja igual ou superior a 28% (vinte e oito por cento). (Incluído pela Lei Complementar nº
155, de 2016)

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Até 31/12/2017

Anexo V da Resolução CGSN nº 94, de 29 de novembro de 2011. (art. 25, inciso V)

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas Decorrentes da Prestação de


Serviços Relacionados no Inciso V do art. 25 da Resolução CGSN nº 94, de 2011

0,15=<
(r) 0,35 =<
0,10=< (r) 0,20=< (r) 0,25=< (r) 0,30=< (r) (r)
e
e e e e e
Receita Bruta em 12 meses (em (r) < (r) >=
R$) (r)<0,10 (r) < 0,15 0,20 (r) < 0,25 (r) < 0,30 (r) < 0,35 (r) < 0,40 0,40
Até 180.000,00 17,50% 15,70% 13,70% 11,82% 10,47% 9,97% 8,80% 8,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 17,52% 15,75% 13,90% 12,60% 12,33% 10,72% 9,10% 8,48%
De 360.000,01 a 540.000,00 17,55% 15,95% 14,20% 12,90% 12,64% 11,11% 9,58% 9,03%
De 540.000,01 a 720.000,00 17,95% 16,70% 15,00% 13,70% 13,45% 12,00% 10,56% 9,34%
De 720.000,01 a 900.000,00 18,15% 16,95% 15,30% 14,03% 13,53% 12,40% 11,04% 10,06%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 18,45% 17,20% 15,40% 14,10% 13,60% 12,60% 11,60% 10,60%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 18,55% 17,30% 15,50% 14,11% 13,68% 12,68% 11,68% 10,68%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 18,62% 17,32% 15,60% 14,12% 13,69% 12,69% 11,69% 10,69%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 18,72% 17,42% 15,70% 14,13% 14,08% 13,08% 12,08% 11,08%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 18,86% 17,56% 15,80% 14,14% 14,09% 13,09% 12,09% 11,09%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 18,96% 17,66% 15,90% 14,49% 14,45% 13,61% 12,78% 11,87%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 19,06% 17,76% 16,00% 14,67% 14,64% 13,89% 13,15% 12,28%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 19,26% 17,96% 16,20% 14,86% 14,82% 14,17% 13,51% 12,68%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 19,56% 18,30% 16,50% 15,46% 15,18% 14,61% 14,04% 13,26%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 20,70% 19,30% 17,45% 16,24% 16,00% 15,52% 15,03% 14,29%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 21,20% 20,00% 18,20% 16,91% 16,72% 16,32% 15,93% 15,23%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 21,70% 20,50% 18,70% 17,40% 17,13% 16,82% 16,38% 16,17%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 22,20% 20,90% 19,10% 17,80% 17,55% 17,22% 16,82% 16,51%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 22,50% 21,30% 19,50% 18,20% 17,97% 17,44% 17,21% 16,94%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 22,90% 21,80% 20,00% 18,60% 18,40% 17,85% 17,60% 17,18%

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SIMPLES NACIONAL

A partir 2018

6) do Anexo VI (Serviços): Até 31/12/2017

Sem prejuízo do disposto no § 1o do art. 17 desta Lei Complementar, as seguintes atividades


de prestação de serviços serão tributadas na forma do Anexo VI desta Lei Complementar

I - medicina, inclusive laboratorial e enfermagem;

II - medicina veterinária;

III - odontologia;

IV - psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas


de nutrição e de vacinação e bancos de leite;

V - serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação;

VI - arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, testes,


suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia;

VII - representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de


terceiros;

VIII - perícia, leilão e avaliação;

IX - auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração;

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SIMPLES NACIONAL

X - jornalismo e publicidade;

XI - agenciamento, exceto de mão de obra;

XII - outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços
decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva,
artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, desde que não sujeitas à
tributação na forma dos Anexos III, IV ou V desta Lei Complementar.

Até 31/12/2017

Anexo VI Incluído pela Lei Complementar nº 147 de 2014

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas Decorrentes da Prestação de


Serviços Relacionados no § 5o-I do art. 18 desta Lei Complementar.

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ, PIS/Pasep, ISS


CSLL, Cofins e CPP

Até 180.000,00 16,93% 14,93% 2,00%


De 180.000,01 a 360.000,00 17,72% 14,93% 2,79%

De 360.000,01 a 540.000,00 18,43% 14,93% 3,50%

De 540.000,01 a 720.000,00 18,77% 14,93% 3,84%

De 720.000,01 a 900.000,00 19,04% 15,17% 3,87%


De 900.000,01 a 1.080.000,00 19,94% 15,71% 4,23%

De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 20,34% 16,08% 4,26%


De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 20,66% 16,35% 4,31%

De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 21,17% 16,56% 4,61%

De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 21,38% 16,73% 4,65%

De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 21,86% 16,86% 5,00%

De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 21,97% 16,97% 5,00%

De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 22,06% 17,06% 5,00%

De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 22,14% 17,14% 5,00%

De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 22,21% 17,21% 5,00%

De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 22,21% 17,21% 5,00%


De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 22,32% 17,32% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 22,37% 17,37% 5,00%

De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 22,41% 17,41% 5,00%


De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 22,45% 17,45% 5,00%

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Determinação das Alíquotas

Para a determinação da alíquota nominal é necessário, primeiramente, apurar-se a receita


bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao período de apuração reconhecida pelo
regime de competência e utilizar os Anexos conforme atividades pertinentes.

Para efeito de determinação da alíquota efetiva, a empresa utilizará:

 Alíquota Efetiva

I - RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração;

II - Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V

III - PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V

Exemplo: Empresa com receita bruta acumulada nos últimos doze meses de R$ 1.230.000,00.

A alíquota efetiva de simples seria calculada assim:

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SIMPLES NACIONAL

Inicio de atividade
Em caso de início de atividades, a receita bruta acumulada dos 12 meses anteriores ao período
de apuração é determinada seguindo as seguintes regras:

A. no mês de inicio de atividade, será a receita do mês de apuração (reconhecida pelo


regime de competência) multiplicada por 12 (doze).

B. quando a pessoa jurídica tiver menos de 12 meses de inicio de atividade, será calculada
a média aritmética das receitas brutas mensais (reconhecidas pelo regime de
competência) multiplicada por 12 (doze).

Exemplo: pessoa jurídica iniciou suas atividades em setembro/2016 e deseja efetuar a


apuração do mês de fevereiro/2017, tendo como receitas totais mensais (reconhecidas
pelo regime de competência) os valores constantes da tabela abaixo.

Receita bruta total será igual à média aritmética dos valores correspondentes aos meses de
setembro/2016 a janeiro/2017 multiplicada por 12:

SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO

R$ 2.000,00 R$ 1.500,00 R$ 5.000,00 R$ 1.000,00 R$ 2.000,00

Média aritmética = (2.000+1.500+5.000+1.000+2.000)/5 = R$2.300,00

Receita bruta operacional proporcional 12 (meses) = 2.300,00 x 12 = R$ 27.600,00

Determinação das Alíquotas - Atividades Fator "r"

(*) Atenção: Cálculo Fator "r"

(r) = Folha de Salários incluído s encargos (em 12 meses) / Receita Bruta (em 12 meses)

As atividades mencionadas nos itens 1 a 3 serão tributadas, conforme o caso, na forma d os


anexos abaixo, quando a razão entre a folha de salários e a receita bruta resultar no fator "r":

a) = ou > a 28% - Anexo III; ou


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SIMPLES NACIONAL

b) inferior a 28% - Anexo V.

Para o cálculo da razão entre a folha e a receita bruta:

a) serão considerados, respectivamente, os montantes auferidos nos 12 meses anteriores ao


período de apuração;

b) considera-se folha de salários (salários + pró-labore), incluídos encargos, o montante pago,


nos 12 meses anteriores ao período de apuração, a título de remunerações a pessoas físicas
decorrentes do trabalho, acrescido do montante efetivamente recolhido a título de contribuição
patronal previdenciária e FGTS.

FOLHA DE PAGAMENTO dos últimos 12 meses = 28%


RECEITA BRUTA dos últimos 12 meses

 Alíquota Efetiva

Para efeito de determinação da alíquota efetiva, a empresa utilizará a formula abaixo conforme
o Anexo enquadrado:

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SIMPLES NACIONAL

Sair do Simples Nacional

Uma pessoa jurídica opta para entrar no Simples Nacional, mas nem sempre ela pode ficar. Ela
também pode permanecer por um tempo, mas, dependendo de certos fatores, terá que sair do
regime a partir dali. Ou ainda, ela pode querer sair do SN por opção.

Dentro dessas possibilidades, a pessoa jurídica poderá sair do Simples Nacional de quatro
maneiras:

1. Pedido de exclusão por comunicação da pessoa jurídica.


o Por opção;
o Por comunicação obrigatória.

2. Exclusão de ofício

3. Exclusão por decisão administrativa

4. Exclusão por decisão judicial

Atenção!

A falta de comunicação, quando obrigatória, da exclusão da pessoa jurídica do Simples


Nacional, fora dos prazos determinados, ensejará multa correspondente a 10% (dez por cento)
do total de impostos e contribuições devidos de conformidade com o Simples Nacional no mês
que anteceder o início dos efeitos da exclusão, ou do impedimento, não inferior a R$ 200,00
(duzentos reais), sem possibilidade de redução.

No caso da falta de comunicação pelo microempreendedor, do seu desenquadramento da


sistemática de recolhimento pelo Simples Nacional, de acordo com os prazos determinados no
§ 7° do art. 18-A da LC 123/2006, sujeitará ao MEI multa no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais)
sem possibilidade de redução.

Exclusão do Simples Nacional


Será feita mediante comunicação da ME ou da EPP quando a mesma, espontaneamente,
desejar deixar de ser optante pelo Simples Nacional (exclusão por comunicação opcional).

Deverá ser feita pela ME ou a EPP, mediante comunicação obrigatória, quando tiver
ultrapassado o limite de receita bruta anual ou o limite proporcional no ano de início de
atividade ou, ainda, tiver incorrido em alguma outra situação de vedação (exclusão por
comunicação obrigatória).

Será efetuada de ofício quando verificada a falta de comunicação obrigatória ou quando


verificada a ocorrência de alguma ação ou omissão que constitua motivo específico para
exclusão de ofício.

Nota: A alteração de dados no CNPJ, informada pela ME ou EPP à RFB, equivalerá à


comunicação obrigatória de exclusão do Simples Nacional conforme art 30, § 3º, da Lei
Complementar 123/06.
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SIMPLES NACIONAL

A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação da ME ou da EPP, dar-se-á:

POR OPÇÃO, a qualquer tempo, produzindo efeitos:

 a partir de 1º de janeiro do ano-calendário, se comunicada no próprio mês de janeiro;

 a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente, se comunicada nos demais


meses;

OBRIGATORIAMENTE, quando:

 a receita bruta acumulada ultrapassar o limite de R$ 4.800.000,00, hipótese em que


a exclusão deverá ser comunicada:

 até o último dia útil do mês subsequente à ultrapassagem, produzindo efeitos a


partir do mês subsequente ao do excesso;

 a receita bruta acumulada, no ano-calendário de início de atividade, ultrapassar o


limite proporcional ou o limite adicional proporcional para exportação de
mercadorias, hipótese em que a exclusão deverá ser comunicada:

 até o último dia útil do mês subsequente à ultrapassagem, em mais de 20%, de


um dos limites referidos, produzindo efeitos retroativamente ao início de
atividades;

 até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente à


ultrapassagem, em até 20%, de um dos limites referidos, produzindo efeitos a
partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente;

 incorrer nas hipóteses de vedação previstas nesta Lei Complementar, hipótese em que a
exclusão:

 deverá ser comunicada até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência
da situação de vedação;

 produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da ocorrência da


situação de vedação;

 possuir débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas
Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa,
hipótese em que a exclusão:

 deverá ser comunicada até o último dia útil do mês subsequente ao da situação
de vedação;

 produzirá efeitos a partir do ano-calendário subsequente ao da comunicação;

 for constatada ausência de inscrição ou quando houver irregularidade em cadastro fiscal


federal, municipal ou estadual, quando exigível, hipótese em que a exclusão:

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SIMPLES NACIONAL

 deverá ser comunicada até o último dia útil do mês subsequente ao da situação
de vedação;

 produzirá efeitos a partir do ano-calendário subsequente ao da comunicação.

Exemplo:

Exclusão automática do Simples Nacional

Será excluída automaticamente do Simples Nacional, a partir de 26/04/2012, a ME ou EPP que


promover a alteração de dados no CNPJ que importem em:

 alteração de natureza jurídica para sociedade anônima, sociedade empresária em


comandita por ações, sociedade em conta de participação ou estabelecimento, no Brasil,
de sociedade estrangeira;

 inclusão de atividade econômica vedada à opção pelo Simples Nacional;

 inclusão de sócio pessoa jurídica;

 inclusão de sócio domiciliado no exterior;

 cisão parcial; ou

 extinção da empresa.

Notas:

1. Os efeitos da exclusão dar-se-ão a partir do mês subsequente ao da ocorrência da


situação de vedação.

Em março/2016 a ME/EPP efetua alteração no CNPJ incluindo atividade vedada ao


Simples Nacional (inclusão de atividade econômica impeditiva listada no anexo VI
da Resolução CGSN nº 94/2011) com data de evento informada igual a 15/03/2016.
A exclusão será realizada automaticamente com efeitos a partir de 01/04/2016.

2. O contribuinte pode confirmar a exclusão acessando o serviço Consulta Optantes


disponível no portal do Simples Nacional.

Exemplo: Excesso Limite do Simples Nacional;

Para permanecer no SIMPLES NACIONAL:

1- Receitas auferidas no mercado interno: até R$ 4.800.000,00; e


2- Receitas auferidas no mercado externo: até R$ 4.800.000,00.

OBSERVAÇÃO: para o limite expresso na LC 123/06 é analisado separadamente as receitas.

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Exemplo: uma empresa poderá faturar R$ 4.800.000,00 no mercado interno e mais R$


4.800.000,00 no mercado externo, total de R$ 9.600.000,00 no ano e permanecer no
SIMPLES NACIONAL.

 Quando ultrapassar o limite no ano (e não nos últimos 12 meses):

Calculo do Mês

Considerando-se que determinada empresa ME optante pelo Simples Nacional tenha excedido
o limite de R$ 4.800.000,00 no ano-calendário (janeiro a julho de 20XX) e que apresente os
seguintes dados:

Receita Bruta Acumulada dos últimos 12 meses – R$ 4.000.000,0


Receita Bruta Anual - R$ 5.000.000,00 (Excesso 200.000,00)
Receita Bruta do Mês - R$ 1.000.000,00

 Permanecerá no simples no ano corrente até (+) o limite de 20% R$ 4.800.000,00 +


20% = R$ 5.760.000,00 sendo excluído a partir do ano seguinte.

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SIMPLES NACIONAL

 Será excluído no mês seguinte ocorrência caso ultrapasse o Limite de (+) de 20%
ou seja R$ 5.760.000,01.

Novas Regras de Calculo Simples Nacional LC 155/2016

 Utilizar Anexos I, II, III, IV e V com a alíquota nominal e assim encontrar a Alíquota
Efetiva;

I - RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração;

II - Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V

III - PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V

Exemplo: Empresa do comércio com receita bruta acumulada nos últimos doze meses de R$
1.230.000,00 e receita mensal de R$ 110.000,00 sem substituição tributária.

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SIMPLES NACIONAL

Partilha ICMS = 8,87 * 33,50% = 2,97%

Receita 11/2016 = R$ 110.000,00

R$ 110.000,00 x 8,87% = R$ 9.757,00 – DAS A RECOLHER


Alíquota de crédito do ICMS a ser destacado em nota fiscal; 2,97%

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 Calculo quando ultrapassar R$ 3.600.000,00 no acumulado dos últimos 12 meses e


não na receita anual:

Receita Bruta Acumulada dos últimos 12 meses – R$ 3.800.000,00

Receita Bruta Anual - R$ 2.900.000,00

Receita Bruta do Mês - R$ 500.000,00

Art. 20. Para fins do disposto nesta Resolução: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18,
caput) (Redação dada pelo(a) Resolução CGSN nº 135, de 22 de agosto de 2017)

b) o valor da RBT12 quando for superior ao limite da 5ª faixa de receita bruta anual prevista nos
Anexos I a V desta Resolução, nas situações em que o sublimite de que trata o caput do art. 9º
não for excedido, o percentual efetivo do ICMS e do ISS será calculado com a seguinte
fórmula:

{[(RBT12 x alíquota nominal da 5ª faixa) - Parcela a Deduzir da 5ª Faixa]/RBT12}

x Percentual de Distribuição do ICMS e do ISS da 5ª faixa.

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Alíquota Total - 21,31%

Receita do mês

R$ 500.000,00
21,31%
R$ 106.552,17

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Resolução nº 136/2017
Através da Resolução nº 136/2017 (DOU de 06/12) o Comitê Gestor do Simples Nacional
divulgou os sublimites para 2018.

Para que serve o sublimite?

O sublimite determina até qual valor de Receita Bruta Anual o Estado vai permitir o
recolhimento no Simples Nacional do ICMS e do ISS.

Até 2017 a maioria dos Estados não haviam adotado sublimites. Assim, na apuração do DAS
estava contemplado o ICMS e o ISS.

Com o advento da Lei Complementar nº 155/2016, que elevou o teto do Simples Nacional para
R$ 4,8 milhões, foi criado um sublimite obrigatório. Assim o Estado que não publicar sublimite
através de Decreto, terá obrigatoriamente como sublimite para recolher o ICMS e o ISS a
importância de R$ 3,6 milhões.

Assim, a partir de 2018 todos os Estados terão como sublimite a importância de R% 3,6
milhões. Exceto os Estados do Acre, Amapá e Roraima que definiram R$ 1,8 milhões como
valor de sublimite, conforme Resolução nº 136/2017.

Com o sublimite somente poderão recolher o ICMS e o ISS no Simples Nacional, até o valor
descrito na tabela.

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SIMPLES NACIONAL

Pela regra, no Estado de São Paulo, a empresa que teve receita em 2017 de até R$ 3,6
milhões vai começar 2018 pagando todos os tributos no Simples Nacional, inclusive o ICMS e o
ISS. Mas deve ficar atento, se 2018 tiver receita de até R$ 4,320 milhões pode continuar
recolhendo o ICMS e o ISS no Simples até o final do ano, mas em 2019 terá de recolher estes
impostos fora do Simples Nacional. Se ultrapassar o valor R$ 4,320 milhões no mês seguinte
terá de recolher o ICMS e o ISS em guias próprias.

Se a empresa auferiu em 2017 receita bruta superior a R$ 3,6 milhões, vai começar o ano de
2018 recolhendo o ICMS e o ISS fora do Simples Nacional.

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Estados e municípios não adotaram o novo limite do Simples.

Na prática os Estados e os municípios “não adotaram o novo teto do Simples Nacional de R$


4,8 milhões”.

Assim, as empresas podem continuar ou aderir ao Simples Nacional, no entanto, se tiver


receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões terão de recolher fora do Simples o ICMS e o ISS.

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL – MEI

É o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 2002, que:

I - seja optante pelo Simples Nacional;

II – tenha auferido receita bruta acumulada de até R$ 81.000: LC 155/2016

III - exerça tão-somente as atividades constantes do Anexo XIII da Resolução CGSN nº


94, de 29/11/2011;

IV - possua um único estabelecimento;

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V - não participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador;

VI- possua no máximo um empregado, o qual deve receber exclusivamente um salário


mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. (Reter, a contribuição do empregado
(8%) e recolher (por GPS) juntamente com a cota patronal de 3% calculada sobre a
remuneração).

Observe que:

I) Para ser MEI basta reunir os sete requisitos de sua definição;

II) Caso falte pelo menos um dos sete requisitos, a entidade não será MEI;

III) Não há opção pelo MEI;

IV) Não existe MEI que não seja optante pelo Simples Nacional;

V) Todo MEI é obrigatoriamente optante pelo Simples Nacional.

SIMEI

Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples
Nacional. É a forma pela qual o MEI paga por meio do DAS um valor fixo mensal
correspondente à soma das seguintes parcelas:

I - Contribuição para a Seguridade Social relativa à pessoa do empresário, na qualidade


de contribuinte individual, correspondente a:

a) 11% do limite mínimo mensal do salário de contribuição (até a competência


abril de 2011);

b) 5% do limite mínimo mensal do salário de contribuição (a partir da competência


maio de 2011).

II - R$ 1,00 a título de ICMS, caso seja contribuinte desse imposto;

III - R$ 5,00 a título de ISS , caso seja contribuinte desse imposto

Atenção!!! O valor fixo deverá ser recolhido mesmo na hipótese de o MEI não auferir
qualquer receita no mês.

Valores a Recolher

No caso de MEI optante pelo Simei – sem empregado:

a) Pagará por mês:

- Simei: (DAS)

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SIMPLES NACIONAL

- Contribuição complementar (opcional): 9% sobre salário mínimo.

b) Não pagará o IRPJ, CSLL, IPI, PIS e Cofins;

c) Ficará dispensado de entregar a GFIP.

No caso de MEI optante pelo Simei – com empregado:

a) Pagará por mês:

- Simei: (DAS)

- Contribuição complementar (opcional): 9% sobre o salário mínimo;

- Contribuição Patronal Previdenciária (CPP): 3% sobre o salário-contribuição;

- Contribuição empregado: 8% sobre o salário-contribuição.

b) Não pagará o IRPJ, CSLL, IPI, PIS e Cofins;

c) Obrigado a entregar a GFIP.

Passos para optar pelo Simei


a) Acessar o Portal do Empreendedor na internet http://www.portaldoempreendedor.gov.br

No caso de empresário individual já constituído

a) formalizar, no Portal do Simples Nacional na internet, a opção pelo Simples Nacional, caso
ainda não seja optante;

b) acessar o Portal do Simples Nacional

c) clicar no item “contribuinte” e, em seguida, no link “Simples Nacional”;

d) acessar o aplicativo “Opção pelo Simei” (este aplicativo só ficará disponível para utilização
no mês de janeiro de cada ano. Não será exigido o código de acesso ou o certificado digital).

e) o sistema verificará automaticamente se o empresário individual poderá optar pelo Simples


Nacional e pelo Simei.

Geração e impressão do DAS do MEI optante pelo Simei

a) Existe um aplicativo específico para geração e impressão do DASMEI;

b) O aplicativo para geração e impressão do DASMEI fica localizado no Portal do Simples


Nacional na internet, item “contribuinte”, link “Simei”;

c) O acesso ao aplicativo não exige código de acesso e será ilimitado;

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d) O MEI optante pelo Simei poderá, a qualquer momento, gerar e imprimir um, alguns ou todos
os DASMEI do exercício;

e) O PGMEI gerará DASMEI após o vencimento calculando multa e juros.

Obrigações e Desobrigações

a) Emissão de notas fiscais.

O MEI optante pelo SIMEI está:

• dispensado de emitir notas fiscais para consumidor final pessoa física;

• obrigado a emitir notas fiscais para inscritos no CNPJ (sociedades, associações, condomínios
edilícios, empresários individuais etc), exceto quando o destinatário emita nota fiscal de
entrada.

b) Está dispensado de:

• todos os livros contábeis e fiscais;

• sofrer retenção na fonte do ISS (serviços prestados);

• reter na fonte o ISS (serviços tomados);

c) O MEI optante pelo SIMEI está obrigado a:

• Comprovar a receita em formulário específico constante do Anexo Único da Resolução CGSN


nº 10/2007;

• Guardar notas fiscais de compra e de venda.

Declaração Anual do Simples Nacional (do MEI optante pelo Simei)

a - Prazo de entrega

• situação normal: até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano.

• situação especial:

• se o evento especial ocorrer no primeiro quadrimestre: até 30 de junho.

• se o evento especial ocorrer nos segundo e terceiro quadrimestres: até o último dia do
mês subsequente ao do evento.

* Consideram-se eventos especiais as hipóteses de extinção, cisão total, cisão parcial, fusão ou
incorporação.

b - Local da entrega:

• Portal do Simples Nacional na internet.


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c - Características

• não exige código de acesso nem certificado digital;

• é on line;

• tem formato simplificado;

• exige apenas a receita total, a receita do ICMS e a informação se contratou empregado;

• constitui constituição de dívida.

Desenquadramento do MEI do Simei

a) mediante comunicação do MEI:

•por opção: quando o MEI não incorre em nenhuma vedação, mas por sua livre e
espontânea vontade deseja sair do Simei.

•por comunicação obrigatória: quando o MEI incorre em alguma vedação e, por força da
legislação, deve comunicar o seu desenquadramento do Simei.

b) de ofício: é realizado pela Receita Federal, Estados, Distrito Federal ou Municípios na


hipótese de o MEI incorrer em alguma vedação e não comunicar o seu desenquadramento do
Simei.

O desenquadramento do Simei não implica necessariamente a exclusão do Simples Nacional.

O contribuinte desenquadrado do Simei passará, a partir da data de início dos efeitos do


desenquadramento, a recolher os tributos devidos:

a) pela regra geral do Simples Nacional, caso não tenha sido também excluído do Simples
Nacional;

b) pela regra das pessoas jurídicas não optantes pelo Simples Nacional, caso tenha sido
também excluído do Simples Nacional.

Resolução CGSN nº 137/2017

Comitê Gestor do Simples Nacional retira permissão do contador e do técnico contábil


em aderir ao MEI

A novidade consta da Resolução CGSN nº 137/2017, publicada hoje no DOU de 06/12.

Através da Resolução CGSN nº 137/2017 o Comitê Gestor do Simples Nacional excluiu as


seguintes ocupações do Anexo XIII da Resolução CGSN 94/2011:

– ARQUIVISTA DE DOCUMENTOS;

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– CONTADOR(A)/TÉCNICO(A) CONTÁBIL; e

– PERSONAL TRAINER.

Com esta medida, a partir de 2018, o arquivista, contador, técnico contábil e o personal trainer
não poderão aderir ao MEI – Microempreendedor Individual.

O que todos querem saber: Se a ocupação foi excluída do MEI, vale para quem já está
usufruindo desta regra?

Sua ocupação foi excluída da lista do MEI? Se sim, não poderá continuar no MEI em 2018.

Se sua ocupação foi incluída à lista do MEI, poderá aderir a partir de 2018.

Entenda o caso:

O Comitê Gestor retirou através da Resolução nº 137/2017 (DOU de 06/12) a permissão de


algumas ocupações de aderir ao MEI, mas ele pode fazer isto? Sim, esta autorização consta
da Lei Complementar nº 123/2006, confira:

Art. 18-A. O Microempreendedor Individual – MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos
e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais,
independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, na forma prevista neste artigo.

……………………………………………………………………

4º-B. O CGSN determinará as atividades autorizadas a optar pela sistemática de recolhimento


de que trata este artigo, de forma a evitar a fragilização das relações de trabalho, bem como
sobre a incidência do ICMS e do ISS

Assim, somente as ocupações devidamente relacionadas pelo Comitê Gestor do Simples


Nacional poderão ingressar no MEI.

O que fazer se já está enquadrado no MEI?

Terá de solicitar a exclusão, e se tiver interesse poderá ingressar até o final de janeiro de 2018
no Simples Nacional na condição de Microempresa, para isto terá de constituir empresa.

Mas onde consta que estes profissionais terão de solicitar sua exclusão do MEI? Resolução
CGSN 94/2011:

“Art. 92. ………………………………………………………………………..

 3º ……………………………………………………………………………….
I – se determinada ocupação passar a ser considerada permitida ao SIMEI, o contribuinte que a
exerça poderá optar por esse sistema de recolhimento a partir do ano-calendário seguinte ao
da alteração, desde que não incorra em nenhuma das vedações previstas neste Capítulo;

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II – se determinada ocupação deixar de ser considerada permitida ao SIMEI, o contribuinte


optante que a exerça efetuará o seu desenquadramento do referido sistema, com efeitos para
o ano-calendário subsequente, observado o disposto no § 4º.

 4º O desenquadramento de ofício pelo exercício de ocupação não permitida poderá ser


realizado com efeitos a partir do segundo exercício subsequente à supressão da referida
ocupação do Anexo XIII. (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18-A, § 14)

 5º Na hipótese prevista no § 4º, o valor a ser pago a título de ICMS ou de ISS será
determinado de acordo com a última tabela de ocupações permitidas na qual ela conste.
(Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18-A, § 14)” (NR)

Quer saber da lista completa de ocupações permitidas? Consulte o Anexo XIII da Resolução
CGSN 94/2011.

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A indústria, na condição de contribuinte substituto, informará receita com “venda de


mercadorias industrializadas SEM substituição tributária”. Desta forma, o aplicativo de
cálculo gerará o valor do ICMS próprio devido naquelas saídas. O valor de ICMS devido
referente à responsabilidade por substituição tributária será calculado nos termos das
demais empresas não optantes e recolhido pela indústria em Guia Nacional de
Recolhimento – GNRE ou em guia própria do estado de localização do destinatário das
mercadorias.

Sistema Contmatic

Lançamento notas fiscais de Entrada e Saída para apuração do imposto

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Emissão GARE – Diferencial e ICMS ST

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Apuração do MEI

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Relatório – Simples Nacional – Conferência de Cálculo

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Integração PGDAS

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Bibliografia
Instrução Normativa RFB Nº 1719, De 19 De Julho de 2017 – Tributação Investidor Anjo

Lei nº 13.259/2016 – Ganho de Capital

CGSN nº 137/2017

CGSN nº 136/2017

CGSN nº 135/2017

Lei Complementar nº 155/2016

Lei Complementar nº 147/2015

Lei Complementar nº 123/2006

www.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/Arquivos/manual/MANUAL_PGDAS-D_2015_2016.pdf

https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/.../As_pequenas_empresas_SN.pdf

http://www.iobonline.com.br/pages/coreonline/coreonlineDocumentosFavoritos.jsf

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