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Johan Van der Vloet 1

Religião, Espiritualidade e Educação

Religiãã o, Espirituãlidãde e Educãçãã o

Johan Van der Vloet

O presente texto é um resumo do artigo acima citado. O artigo está dividido em


três partes: a primeira, o autor apresenta uma definição de educação para a Religião; a
segunda parte aborda o regresso do religioso e a escola e a última parte expõe um
caminho para uma ideia de educação para a religião.
O artigo apresenta como principal problemática que atinge hoje a sociedade
acidental: a grande dificuldade em pensar. Urge a necessidade de encaminhar a ação
humana para o pensamento, para a razão e para o bom uso dessa mesma razão.
O contexto deste artigo é a holanda. Este país é um país onde os católicos são
uma minoria.
Sobre a definição de educação para a religião, o autor começa por querer definir
apresentando aquilo que não é educação para a religião: não é uma mera aula de religião
e há o problema de reduzir a educação da religião ao caráter confessional ou laico da
escola. Se assim fosse, o ensino da religião seria o ato de ensinar uma ou outra religião
baseado unicamente nos princípios da laicidade ou crença religiosa. Também não se
pode entender o ensino da religião na escola como idêntico a um “fato religioso” porque
a educação para a religião é bem mais abrangente de que este simples “fato religioso”.
De um ponto de vista positivo, a educação para a religião está ligado ao contexto
escola, isto é, a religião e o “fato religioso” devem ser tratados como disciplinas
escolares e não como uma transmissão de doutrinas. Neste sentido, a educação deve
tratar as questões religiosas bem como toda a sua abrangência incluídas no processo
pedagógico. Mas para que tal aconteça é necessário que as escolas reconheçam o
religioso e o espiritual como elementos construtivos da pessoa.
Na segunda parte do trabalho, o autor apresenta uma mudança: o Regresso do
Religioso, que no campo social e político e na escola também. Nos últimos anos
verifica-se uma grande descoberta do religioso e do espiritual. Porém, isto é entendido
como um perigo sobretudo para a democracia porque entendem que a religião possa
influenciar a esfera política. Depois de um certo tempo de racionalismo e materialismo,

António Luís Morais Gomes


Mestrado Ciências Religiosas, ensino de EMRC
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Religião, Espiritualidade e Educação

está-se a verificar uma ascensão do espiritual. O homem sempre teve necessidade da sua
dimensão espiritual, mas nos tempos contemporâneos o religioso assume uma dimensão
pessoal. Mesmo que o regresso do religioso esteja a surgir e a ascensão espiritual a
assumir uma outra dimensão mais positiva, ainda há a predominância de um pluralismo
passivo. Este acontece porque o religioso pressupõe uma busca de compromisso, de
emoção, da experiência e de experimentação, mas o pluralismo passivo leva a tudo
menos a estes pressupostos essenciais. A ausência destes leva a educação para a religião
a desaparecer.
Mesmo que o religioso esteja a regressar, este é marcado pelo individualismo,
pela laicidade e pela crise de identidade. O autor apresenta que é necessário iniciar a
reflexão em ordem ao pluralismo ativo. Isto porque o autor refere que o homem é
dotado de razão. Neste sentido, urge a necessidade e começar a incitar a reflexão para o
encontro de caminhos para o diálogo entre o espiritual e os nossos contemporâneos.
Neste sentido, a religião no mundo escolar é um serviço prestado ao mundo onde se
criem novas ideias e caminhos a novas ideias sem que cada um perca a sua identidade e
liberdade.
No nosso país há a necessidade de valorizar a disciplina de EMRC e esta
valorização vai ao encontro da necessidade de se incitar a reflexão porque urge a
necessidade de EMRC possa interpelar mas sem fazer proselitismo.
A religião tem de ser fator de humanização.

António Luís Morais Gomes


Mestrado Ciências Religiosas, ensino de EMRC