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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE FÍSICA ARMANDO DIAS TAVARES


DEPARTAMENTO DE FÍSICA TEÓRICA

EXPERIMENTO II

DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE
ELÁSTICA DE UMA MOLA

Ana Paula Mattos Costa – Matrícula 201610004714


Lyvia Cristina Nunes de Oliveira – Matrícula 201310092811
Priscila da Silva Santos – Matrícula 201220470711

Laboratório de Mecânica Física II


Professora: Maria de Fátima
Turma 2

2017.1
A. Objetivos

Determinação da constante elástica de uma mola pelos métodos estático e dinâmico.

B. Introdução Teórica

Dentre todos os movimentos oscilatórios, o movimento harmônico simples (MHS) é o


mais simples de ser descrito matematicamente e essa descrição é precisa para muitas
oscilações encontradas na natureza. Uma partícula oscila quando se move periodicamente
em torno de uma posição de equilíbrio.

Neste experimento, utilizamos a definição de MHS para determinar a constante


elástica de uma mola através de dois métodos: estático e dinâmico.

1. Método estático

Baseado na força restauradora que tende a fazer uma partícula retornar à sua posição
de equilíbrio estável quando são considerados pequenos desvios, ou seja, considerando que
a força restauradora obedece à Lei de Hooke.

𝐹 = −𝑘. ∆𝑧 (1)

Acoplando uma massa aferida (𝑚) na extremidade livre de uma mola de constante
elástica 𝑘, inicialmente o sistema estará em equilíbrio estável devido ao alongamento (∆𝑧)
da mola. Dessa forma, a única força que equilibra a força restauradora da mola e, portanto,
tem sentido oposto, é o peso (𝑃). Então:

𝑃 = |−𝑘. ∆𝑧| = 𝑘. ∆𝑧 (2)

2. Método dinâmico

Baseado no período de oscilação da mola para pequenos desvios em relação ao


equilíbrio estável.

Mantendo-se a massa aferida (𝑚) na extremidade da mola, distendendo-a um pouco


além do seu equilíbrio e soltando-a em seguida, ela oscilará em torno da sua posição de
equilíbrio estável. A equação do movimento correspondente é dada por:

𝑑2𝑧 𝑑2𝑧 𝑑2𝑧 𝑘 𝑑2𝑧


𝐹 = 𝑚 2 = −𝑘. 𝑧 ∴ 𝑚 2 + 𝑘. 𝑧 = 0 ∴ 2 + 𝑧 = 0 ∴ 2 + 𝜔2 𝑧 = 0 (3)
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑚 𝑑𝑡

2
onde:

𝑘
𝜔=√ (4)
𝑚

A equação (3) é uma equação diferencial linear homogênea de segunda ordem que,
quando resolvida, fornece a seguinte expressão para a posição em função do tempo:

𝑧(𝑡) = 𝐴𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜑) (5)

em que 𝐴 representa a amplitude de oscilação, 𝜔 é a frequência angular ou pulsação da


partícula oscilante e 𝜑 é a constante de fase ou fase inicial do movimento, que representa
qualquer desvio do movimento em relação à amplitude no instante 𝑡 = 0.

Como 𝑐𝑜𝑠(𝜔𝑡 + 𝜑) é uma função periódica de período 𝜏 = 2𝜋, então o período de


oscilação é dado por:

2𝜋 𝑚
𝜏= ∴ 𝜏 = 2𝜋√ (6)
𝜔 𝑘

C. Material Utilizado

1. Mola;
2. Massas aferidas de 5,00𝑔, 10,0𝑔, 20,0𝑔 e 30,0𝑔;
3. Régua;
4. Cronômetro;
5. Parafusos, porcas, hastes e base para montagem do suporte.

D. Procedimento Experimental

Primeiramente, montou-se o suporte para a mola de modo que ela pudesse alongar-
se ou oscilar sem obstáculos.

Em seguida, mediu-se o alongamento (∆𝑧) da mola mediante o acoplamento de


pequenos blocos de diferentes massas em sua extremidade livre.

Para cada bloco acoplado à extremidade, provocou-se um alongamento maior


esticando-se a mola por cerca de mais 1,00𝑐𝑚. A partir do repouso, liberou-se a mola e
estimou-se também o seu período (𝜏) de oscilação usando dados estatísticos obtidos a partir

3
de uma série de 3 (três) medições do tempo (𝑡𝑖 ) de 10 (dez) oscilações cada com o auxílio
do cronômetro.

Com os dados obtidos, foi possível determinar a constante elástica da mola através
do método estático (a partir do alongamento ∆𝑧) e do método dinâmico (a partir do período
𝜏).

E. Cálculos

Todos os cálculos foram realizados usando unidades do Sistema Internacional (SI).

Método Estático

1. Peso das massas aferidas (𝑃)

𝑃 = 𝑚𝑔 (7)

onde 𝑚 é a massa aferida e 𝑔 é a aceleração da gravidade, para a qual utilizou-se o valor


de 9,80665𝑚/𝑠².

2. Alongamento da Mola (∆𝑧)

∆𝑧 = 𝑧 − 𝑧0 (8)

onde 𝑧 é o comprimento final da mola em equilíbrio com o bloco acoplado à extremidade e


𝑧0 é o comprimento relaxado da mola, cujo valor medido foi de 0,007𝑚.

3. Constante Elástica da Mola (𝑘)

Utilizando a equação (2), temos que 𝑘 é o coeficiente angular obtido através do ajuste
linear do gráfico do peso (𝑃) versus alongamento (∆𝑧) da mola.

Método Dinâmico

1. Período de Oscilação (𝜏)

A partir da cronometragem dos tempos (𝑡𝑖 ) de 10 (dez) oscilações – realizada


repetidamente de forma a tentar reduzir ao máximo os possíveis erros –, calculou-se o valor
estimado para o período de oscilação (𝜏), conforme segue:

4
𝑁
1 𝑡𝑖
𝜏= ∑ (9)
𝑁 10
𝑖=1

onde 𝑁 é o número de medidas realizadas para cada bloco de massa aferida acoplado à
extremidade da mola (𝑁 = 3).

2. Constante Elástica da Mola (𝑘)

Utilizando a equação (6) da seguinte forma:

2
4𝜋 2
𝜏 =( )𝑚 (10)
𝑘

4𝜋2
temos que é o coeficiente angular obtido através do ajuste linear do gráfico do quadrado
𝑘

do período (𝜏 2 ) versus massa aferida (𝑚). A partir disso, calculamos indiretamente o valor
de 𝑘.

OBSERVAÇÃO 1: Os únicos erros mensuráveis no experimento seriam o erro da régua, o


qual consideraríamos como a menor medida na escala do instrumento, e o erro do
cronômetro. Além disso, poderíamos considerar o erro da média dos tempos cronometrados
para cálculo do período de oscilação. Entretanto, percebemos que esses erros se tornariam
muito pequenos em relação aos valores obtidos e, portanto, consideramos os mesmos como
desprezíveis.

OBSERVAÇÃO 2: Ambos os métodos tiveram suas curvas ajustadas linearmente através


do método dos mínimos quadrados com o auxílio do Excel®.

F. Resultados Experimentais

Método Estático

Tabela 1: Dados Experimentais para o Método Estático.

𝒎 (𝒌𝒈) 𝑷 (𝑵) 𝒛 (𝒎) 𝜟𝒛 (𝒎)


0,010 0,098 0,033 0,026
0,015 0,147 0,046 0,039
0,020 0,196 0,059 0,052
0,025 0,245 0,074 0,067
0,030 0,294 0,088 0,081
0,035 0,343 0,101 0,094
5
Peso (P) x Alongamento (Δz)
0,400

0,350

0,300

0,250 P = 3,5661Δz + 0,0073


P (N)

R² = 0,9995
0,200

0,150

0,100

0,050

Δz (m)

Figura 1: Gráfico – Método Estático.

Com o ajuste linear, obtemos a equação

𝑃 = 3,5661𝛥𝑧 + 0,0073 (11)

que relaciona o peso dos blocos de massa aferida com o alongamento da mola. Com coeficiente de
correlação linear de Pearson (𝑅 2 = 0,9995) bastante próximo de 1, indicando a quase perfeição da
linearidade obtida, encontramos diretamente, através do coeficiente angular, uma constante elástica
de valor:

𝒌𝑬 ≈ 𝟑, 𝟓𝟔𝑵/𝒎

Método Dinâmico

Tabela 2: Dados Experimentais para o Método Dinâmico.

𝒎 (𝒌𝒈) 𝒕𝟏 (𝒔) 𝒕𝟐 (𝒔) 𝒕𝟑 (𝒔) 𝝉 (𝒔) 𝝉² (𝒔²)


0,010 4,19 4,29 4,15 0,421 0,177
0,015 4,56 4,56 4,58 0,457 0,209
0,020 5,15 5,13 4,97 0,508 0,258
0,025 5,30 5,40 5,22 0,531 0,282
0,030 5,97 6,00 5,84 0,594 0,352
0,035 6,00 5,94 5,94 0,596 0,355

6
Quadrado do Período (τ²) x Massa (kg)
0,400

0,350

0,300 τ² = 7,6844m + 0,0993


τ² (s²)

R² = 0,9684

0,250

0,200

0,150
0,005 0,010 0,015 0,020 0,025 0,030 0,035 0,040
m (kg)

Figura 2: Gráfico - Método Dinâmico.

Com o ajuste linear, obtemos a equação

𝜏² = 7,6844𝑚 + 0,0993 (12)

com um coeficiente de correlação linear de Pearson (𝑅 2 = 0,9684) menor do que a curva obtida pelo
método estático, apontando um maior afastamento da linearidade em relação à perfeição.
4𝜋2
Encontramos, então, um coeficiente angular, de acordo com a equação (10), = 7,6844. A partir
𝑘

deste, temos uma constante elástica de valor:

𝒌𝑫 ≈ 𝟓, 𝟏𝟒𝑵/𝒎

G. Conclusões

Os resultados obtidos a partir dos dois métodos, estático e dinâmico, foram


𝒌𝑬 ≈ 𝟑, 𝟓𝟔𝑵/𝒎 e 𝒌𝑫 ≈ 𝟓, 𝟏𝟒𝑵/𝒎, respectivamente. Podemos atribuir a grande diferença entre
esses valores a fontes de erros, tais como:

a) Possível não retirada da mola de um mesmo desvio (aproximadamente 1,00𝑐𝑚) de


seu equilíbrio estático para as diferentes medições do tempo de oscilação;
b) Dificuldade em fazer a leitura de, precisamente, 10 oscilações;

7
c) Dificuldade de manuseio do cronômetro: inícios e paradas da temporização (muitas
vezes, o cronômetro não funcionou como o esperado);
d) Erro instrumental (régua e cronômetro).

O método estático pode ser comparado ao pêndulo simples, que, para ângulos muito
pequenos (𝜃 ≪ 1) a partir da sua posição de equilíbrio, tem sua equação de movimento
reduzida à de um oscilador harmônico.

Figura 3: Pêndulo Simples.

Sabendo que:

𝜏⃗ = −𝑚𝑔𝑙𝑠𝑒𝑛𝜃 (13)

𝑑𝜔 𝑑2 𝜃
𝜏⃗ = 𝐼𝛼 = 𝐼 = 𝐼 𝑑𝑡 2 (14)
𝑑𝑡

𝐼 = 𝑚𝑙 2 (15)

onde m é a massa concentrada na extremidade do fio do sistema do pêndulo simples, g é a


aceleração da gravidade, l é o comprimento do fio, 𝜃 é o ângulo de desvio do equilíbrio, 𝐼 é
o momento de inércia no ponto 𝑂, 𝛼 é a aceleração angular e 𝜏⃗ é o torque. Igualando as
equações (13) e (14), aplicando a equação (15) e considerando ângulos pequenos tal que
𝑠𝑒𝑛𝜃 ≈ 𝜃, temos:

𝑑2𝜃 𝑑 2 𝜃 𝑚𝑔𝑙 𝑑 2 𝜃 𝑚𝑔𝑙 𝑑2𝜃 𝑔 𝑑2𝜃


𝐼 2 = −𝑚𝑔𝑙𝜃 ∴ + 𝜃 = 0 ∴ 2 + 2 𝜃 = 0 ∴ 2 + 𝜃 = 0 ∴ 2 + 𝜔2 𝜃 = 0 (16)
𝑑𝑡 𝑑𝑡 2 𝐼 𝑑𝑡 𝑚𝑙 𝑑𝑡 𝑙 𝑑𝑡

de onde se obtém que a frequência de oscilação do pêndulo simples é dada por:

𝑔
𝜔=√ (17)
𝑙

Sabendo que a frequência angular 𝜔 se relaciona com o período de oscilação 𝜏,


chega-se à expressão:

8
2𝜋 𝑙
𝜏= ∴ 𝜏 = 2𝜋√ (𝑃ê𝑛𝑑𝑢𝑙𝑜 𝑆𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠) (18)
𝜔 𝑔

que se assemelha ao período de oscilação 𝜏 do sistema massa-mola objeto do experimento


deste relatório:

𝑚
𝜏 = 2𝜋√ (𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 − 𝑚𝑜𝑙𝑎) (6)
𝑘

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALONSO, M. Finn, Edward J. Física: Um Curso Universitário, Volume 1: Mecânica. 2ª ed.


São Paulo: Edgard Blücher, 2014.

NUSSENZVEIG, H. Moysés. Curso de Física Básica, 2: Fluidos, Oscilações e Ondas,


Calor. 5ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2014.

SANTORO, Alberto et al. Estimativa e Erros em Experimentos de Física. 3ª ed. Rio de


Janeiro: EdUERJ, 2013.