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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA-UFU

LABORATÓRIO DE FISICA EXPERIMENTAL II:

CAPACITOR VARIÁVEL

Ayka Duarte Lima – 11511EAR011

Daniela Souza Carvalho Garcia 11211EMT018

Heitor Menezes Souza – 11321EMT012

Matheus Freitas Santos – 11311EMT023

Raul Danilo dos Santos Ribeiro – 11411EMC053

Uberlândia, MG

Maio de 2015
OBJETIVOS

Esse relatório tem por objetivo determinar a capacitânica em função da dis-


tância e também a sua variação em função da adição de dieletricos entre o capacitor de
placas paralelas, assim como determiner as constantes elétricas dos materias utilizados
no experimento e a permissividade elétrica do ar.

INTRODUÇÃO

Capacitor

Também chamado de condensador, ele é um dispositivo de circuito elétrico que


tem como função armazenar cargas elétricas e consequente energia eletrostática, ou
elétrica. Ele é constituído de duas peças condutoras que são chamadas de armaduras.
Entre essas armaduras existe um material que é chamado de dielétrico. Dielétrico é uma
substância isolante que possui alta capacidade de resistência ao fluxo de corrente
elétrica. A utilização dos dielétricos tem várias vantagens. A mais simples de todas elas é
que com o dielétrico podemos colocar as placas do condutor muito próximas sem o risco
de que eles entrem em contato.
Os capacitores são utilizados nos mais variados tipos de circuitos elétricos, nas
máquinas fotográficas armazenando cargas para o flash, por exemplo. Eles podem ter o
formato cilíndrico ou plano, dependendo do circuito ao qual ele está sendo empregado.

Capacitância

É denominada capacitância C a propriedade que os capacitores têm de armazenar cargas


elétricas na forma de campo eletrostático, e ela é medida através do quociente entre a
quantidade de carga (Q) e a diferença de potencial (V) existente entre as placas do
capacitor, matematicamente fica da seguinte forma:

No Sistema Internacional de Unidades, a unidade de capacitância é o farad (F), no


entanto essa é uma medida muito grande e que para fins práticos são utilizados valores
expressos em microfarads (μF), nanofarads (nF) e picofarads (pF). A capacitância de um
capacitor de placas paralelas, ao ser colocado um material dielétrico entre suas placas,
pode ser determinado da seguinte forma:
Onde:

εo é a permissividade do espaço;
A é a área das placas;
d é a distância entre as placas;
k é a constante dielétrica que estamos procurando.

MATERIAL UTILIZADO

Capacitor variável com escala de distância;


Capacitímetro digital;
Discos de cartolina;
Discos de Espuma Vinílica Acetinada (EVA - Etileno Acetato de Vinila);
Régua de 30 cm;
Cabos de conexão

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Conectamos os cabos de conexão no Capacitor Variável e no capaci-


tímetro digital e então ajustamos para a melhor escala possível.
Fizemos o procedimento experimental para três diferentes dielétricos: Ar, cartolina
e EVA.
1- Colocamos EVA entre as duas armaduras e então era anotado em uma tabela a distân-
cia de uma armadura a outra e o valor da capacitância encontrada pelo capacitímetro, e
variávamos a distância para termos diferentes valores da capacitância.
2- Colocamos cartolina entre as duas armaduras e então era anotado em uma tabela a
distância de uma armadura a outra e o valor da capacitância encontrada pelo capaci-
tímetro, e variávamos a distância para termos diferentes valores da capacitância.
3- Deixamos ar ambiente entre as duas armaduras e então era anotado em uma tabela a
distância de uma armadura a outra e o valor da capacitância encontrada pelo capaci-
tímetro, e variávamos a distância para termos diferentes valores da capacitância.
Resultados e Discussões

Ao plotarmos um gráfico com os resultados obtidos, capacitância/distância, através


do experimento obteríamos um gráfico com curva similar ao apresentado abaixo:

A partir desse gráfico poderíamos utilizar a equação C=Kℰ˳A/d, como discutida


anteriormente, isolando-se o K para determinada o valor da constante elétrica para cada
alteração de medidas e depois calcularíamos uma média entre eles, porem o objetivo do
grupo é obter um único valor de K com um mínimo de erro possível.
A partir dessas análises feitas em relação ao valor da constante (K) a ser obtida
escolhemos utilizar uma ferramenta estatística chamada Regressão Linear.
A regressão Linear consiste em verificar a existência de uma relação funcional entre
uma variável dependente, no caso especifico a capacitância, com uma ou mais variáveis
independentes, especificamente uma única variável independente: distância.
Ao se plotar num gráfico cartesiano os nossos pares de informações capacitância
sobre o inverso da distância (para que o gráfico obtenha características de regressão
linear e uma reta o eixo x foi determinado como sendo o inverso da distância
multiplicando a área, ou seja, A/d - apenas para facilitarmos os cálculos) obtemos pontos,
definidos pelas coordenadas x e y, espalhados. Onde o eixo Y encontram-se os valores
da capacitância (C) e o eixo X por um os valores do inverso da distância vezes a área
(A/d).
O objetivo da regressão é obter um modelo matemático que melhor se ajuste aos
valores observados de Y em função da variação dos níveis da variável X devido ao fato
de que os pontos ficam um pouco distante da curva do modelo matemático escolhido, em
outras palavras haverá pontos espalhados que não pertenceram a reta e o objetivo é
traçar uma reta com máximos de pontos e com um mínimo de erro possível.
Quando a função f que relaciona duas variáveis é do tipo f (X) = aX + b temos o
modelo de regressão simples, onde:
f(X)=Y= variável dependente;
CA= coeficiente angular da reta que representa a inclinação da reta em relação ao eixo x;
X= variável independente
CL= representa o valor numérico por onde a reta passa no eixo y

Aplicando a regressão no nosso experimento temos no eixo Y a capacitância (C) e no


eixo X a área sobre a distância (A/d), onde:
CA = tagθ =Kℰ, assim é possível descobrir o valor de K.
EVA

A partir do experimento obtivemos os seguintes resultados:

EVA
[nF] [m] [m²] [m²/m]
C d A A/d
2,13E- 5,12E-
2,80E-03 18,28643
10 02
1,28E- 5,12E-
5,40E-03 9,481852
10 02
1,03E- 5,12E-
7,30E-03 7,013973
10 02
8,30E- 5,12E-
9,90E-03 5,171919
11 02
7,70E- 5,12E-
1,15E-02 4,452348
11 02
6,80E- 5,12E-
1,39E-02 3,683597
11 02

EVA
2.50E-10
2.00E-10 y = 1E-11x + 3E-11
1.50E-10
1.00E-10
5.00E-11
0.00E+00
0 5 10 15 20

CL 3,26237E-11
CA 9,90344E-12
K 1,11852759
kt 2,8

Pode-se inferir, a partir da regressão linear, que a constante elétrica do EVA é 1,1.
CARTOLINA-PAPEL

A partir do experimento obtivemos os seguintes resultados:

Cartlina
[nF] [m] [m²] [m²/m]
C d A A/d
3,53E-09 4,00E-04 5,12E-02 128,005
2,89E-09 6,00E-04 5,12E-02 85,33667
2,32E-09 8,00E-04 5,12E-02 64,0025
2,09E-09 9,00E-04 5,12E-02 56,89111
1,70E-09 1,20E-03 5,12E-02 42,66833

Cartolina
4.00E-09
y = 2E-11x + 9E-10
3.00E-09

2.00E-09

1.00E-09

0.00E+00
0 50 100 150

CL 9,0117E-10
CA 2,12897E-11
K 2,404525001
kt 3

Pode-se inferir, a partir da regressão linear, que a constante elétrica do papel é 2,4.

Compara os ensaios realizados, para o EVA e o papel, podemos verificar que o


papelão obteve maior constante elétrica, respectivamente 2,4 e 1,1. Isto significa que se
tivermos dois capacitores com dimensões idênticas, como o que foi utilizado no
experimento, e em um deles fosse utilizássemos o EVA e no outro o papel como
dielétricos, o capacitor com papel apresentaria um valor maior de capacitância em relação
ao EVA, pois quanto maior a constante elétrica (k) do material entre as placas maior será
a capacitância do capacitor.
Em um segundo caso se desejássemos dois capacitores como mesma capacitância
o papel apresentaria maiores dimensões.
AR

A partir do experimento obtivemos os seguintes resultados:

AR
[nF] [m] [m²] [m²/m]
C d A A/d
1,85E-10 3,00E-03 5,12E-02 17,06733333
1,08E-10 6,00E-03 5,12E-02 8,533666667
9,00E-11 7,90E-03 5,12E-02 6,481265823
7,70E-11 1,01E-02 5,12E-02 5,06950495
6,60E-11 1,36E-02 5,12E-02 3,764852941
6,10E-11 1,64E-02 5,12E-02 3,122073171
E0 8,85E-12
Coeficiente Linear
3,22941E-11
(CL)
CoeficienteAngular
8,92932E-12
(CA)
K 1,008506476
Kt 1

Ar
2.00E-10

1.50E-10 y = 8.93E-12x + 3.23E-11

1.00E-10

5.00E-11

0.00E+00
0 5 10 15 20

Pode-se inferir, a partir da regressão linear, que a constante elétrica do ar é 1,008.

O coeficiente angular encontrado no gráfico é o valor da constante da permissividade do


ar igual a 8,93E-12, o resultado se encontra bem próximo ao valor tabelado que é igual a
8,85E-12.
CONCLUSÕES

Neste relatório conseguimos alcançar os nossos objetivos ao verificarmos


algumas das características dos capacitores de placas paralelas e principalmente o
quanto o material dielétrico utilizado entre as placas e a distância entre estas, influenciam
no valor da capacitância. Também foi possível aferir valores da constante elétrica dos
materiais utilizados como dielétrico e a permissividade do ar como desejado inicialmente.

BIBLIOGRAFIA

http://www.brasilescola.com/fisica/capacitores.html

[2] HALLIDAY, D., RESNICK, R. e Walker, J. Fundamentos de Física. 3ª Ed., Rio de


Janeiro. Livros Técnicos e Científicos, Vol.3., 2002