Вы находитесь на странице: 1из 99

OPERAÇÕESOPERAÇÕES UNITÁRIASUNITÁRIAS

1

11 SSISTEMASISTEMAS DEDE UUNIDADESNIDADES

0.1 Grandezas Físicas e Unidades de Medidas:

As Grandezas Físicas são características próprias dos corpos. Qualquer corpo tem sua própria massa, ocupa um certo volume, sofre ação de forças diversas podendo ser acelerado por elas, atingindo uma certa velocidade, etc.

Existem as Grandezas Físicas Fundamentais como massa, comprimento e tempo e as Grandezas Físicas Derivadas que são definidas a partir das fundamentais como velocidade, pressão, etc.

0.2 Unidades de Medidas:

Unidades de Medidas são padrões arbitrários usados pelo homem com o objetivo de medir as grandezas físicas como hora e segundo para a grandeza tempo. Já o comprimento pode ser medido em metros, pés, milhas, etc.

As unidades de medidas DE UMA MESMA GRANDEZA podem ser relacionadas entre si através de fatores de conversão.

Exemplo: 1 m = 3,281 ft

Obs.: Unidades de medidas de grandezas físicas diferentes não podem ser adicionadas, subtraídas, etc. Assim, a operação 1 ft + 1 h não tem significado pois não podemos somar dimensões de comprimento e tempo. Já 1 hp + 300 w podem ser somados pois ambos tem unidades de potência (energia por unidade de tempo). Como estas unidades são diferentes, necessitamos de um fator de conversão:

1 hp

+

300 w

1 hp

=

=

746 w

+

746 w

300 w

=

1046 w

2

A Segunda Lei de Newton relaciona as quatro grandezas fundamentais (massa, comprimento, tempo e força) de modo que fixando-se três dimensões, a Quarta estará automaticamente fixada. Assim, a fixação da unidade de massa implica na fixação da unidade de força e vice-versa.

F = m x a

Massa em kg Força em N

Massa em lbm

Força em kgf Massa em utm

Força em lbf

As Unidades de Medidas pertecem a Sistemas de Unidades que se caracterizam pelas dimensões adotadas como fundamentais

Força em poundal

Massa em slug

Os principais Sistemas de Unidades com algumas unidades de medidas importantes estão mostrados no quadro a seguir:

Sistema

Grand.

L

M

T

F

Pressão

Fund.

SI

MLT

m

kg

s

Newton

N/m 2

CGS

MLT

cm

g

s

dina

dina/cm 2

Inglês Absoluto

MLT

ft

lbm

s

poundal poundal/ft 2

Met. Especial

FLT

m

utm

s

kgf

Kgf/m 2

Inglês Eng.

FLT

ft

slug

s

lbf

lbf/ft 2

3

Americano

de

MFLT

ft

lbm

s

lbf

lbf/ft 2

Engenharia

Métrico prático

MFLT

m

kg

s

kgf

kgf/m 2

Obs.: A unidade de pressão no SI (Sistema Internacional) N/m 2 é conhecida como Pascal ( 1 Pascal = 1 N/m 2 ) .Em situações práticas, é mais conveniente expressar as unidades de pressão dos Sistemas Métrico Especial e Inglês de Engenharia em kgf/cm 2 e lbf/in 2 (pound square inch - psi), respectivamente.

0.3 Unidades de Concentração:

As unidades que expressam a concentração de uma dada substância numa mistura são de grande importância no cálculo de balanços materiais, expressão de resultados de análises, cálculo de processo e engenharia etc. As mais usuais são:

a) % em peso:

É a relação entre a massa de determinado componente e a massa total da mistura. O cálculo da % em peso de um componente A qualquer numa mistura é dado por:

M

M

T

onde M A é a massa do componente a e M T é a massa total da mistura.

b) Fração Molar e % molar:

É a relação entre o número de moles de determinado componente e o número de moles total da mistura. O cálculo da % molar e da fração molar de um componente A qualquer numa mistura é dado por:

n

T

n

T

Onde X A é a fração molar do componente A na mistura e n A e n T são, respectivamente, o número de moles do componente A e o número de moles total da mistura. O número de moles de um dado composto em uma mistura é dado pela razão entre a sua massa e o seu peso molecular. Por exemplo, o número de moles de 92 kg de etanol (C 2 H 6 O) é de :

4

%

A

=

A

*100

X

A =

n

A

e %

A

=

n

A

*100

n = 92/46 = 2 kmoles, sendo 46 o peso molecular do etanol.

c) Parte por milhão (ppm):

Representa a concentração de uma parte da substância que se quer analisar em um milhão de partes do

solvente. Assim é que no caso de análises de águas, por exemplo, 1 ppm de Cl - na água é igual a 1 mg de

Cl - dissolvido em 1 litro de água pura pois:

1 mg

Cl

1 litro H O

2

=

1 mg Cl

1000000 mg H O

2

1

= ppm

Obs.: 0,05 ppm de água em ACRILONITRILA (densidade = 0,812) não eqüivale a 0,05 mg de água por litro de ACRILONITRILA pois:

0 , 05 ppm

=

0 , 05 mg H O

2

=

0 , 05 mg H O

2

=

0 , 04

l
l

mg

1, 23 litro NA

1000000 mg NA

Exercícios:

1. Uma mistura é constituída de 30kg de butano, 20kg de pentano, 1kg de hexano e 300g de água. Expressar a composição desta mistura em % peso e fração molar.

2. 170 kg de uma mistura constituída de propano (C 3 H 8 ), butano (C 4 H 10 ) , metano (CH 4 ) e etano (C 2 H 6 ) apresenta

a fração molar: prop (10%) but (20%) e met (30%). Expressar a composição em % peso e quantidades de cada substância, em kg.

3. Se um avião viaja a uma velocidade de 2200 ft/s, qual sua velocidade em km/h?

4. Transformar 400 in 3 /dia para cm 3 /min.

5. Qual a concentração de água em mg/l numa mistura com etanol (d=0,8) que contém 100 ppm de água?

Como fazer interpolações:

X:

20

30

40

50

60

70

80

90

100

Y: 220

340 470

580

690

780

890

965

1010

5

QQUALUAL OO VALORVALOR DEDE YY QUEQUE CORRESPONDECORRESPONDE AOAO VALORVALOR DEDE XX IGUALIGUAL AA 5757 ??

CCÁLCULOÁLCULO::

5757 5050

==

6060 5757

ÁLCULO : : 57 57 – – 50 50 = = 60 60 – – 57
ÁLCULO : : 57 57 – – 50 50 = = 60 60 – – 57

YY 580580

690690 YY

Propriedades Físicas dos Fluidos:

77 ** 690690 77 YY == 33 YY 3*3* 580580

0.4 Massa, Peso e Volume específicos:

YY == 657657

A Massa Específica ( ) de uma substância é a massa por unidade de volume. As unidades mais usadas para

expressar a massa específica são:

g/cm 3 ,kg/m 3 e lbm/ft 3

A água, a 4 o C, tem uma massa específica de 1 g/cm 3 ou 62,4 lbm/ft 3 .

A massa específica dos líquidos depende da temperatura e para efeito de aplicações práticas considera-se que

independe da pressão. No caso dos gases, a massa específica varia com a temperatura e a pressão.

O Peso Específico ( ) representa o peso da substância por unidade de volume. As unidades mais utilizadas são:

Kgf/m 3 e lbf/ft 3 .

Para uma mesma vazão, os líquidos com elevado peso específico consomem mais energia nas transferências por bombeamento.

Já o Volume Específico ( ) representa o inverso da massa específica, ou melhor, é o volume ocupado por unidade de massa da substância. As unidades usuais são:

m 3 /kg e ft 3 /lbm

6

Vapores e gases com volume específico elevado necessitam de linhas com maior diâmetro para o seu escoamento.

0.5

Densidade:

É definida como a massa específica ou peso específico da substância dividido pela massa específica ou peso

específico da água. A densidade é um número admensional. É comum referir-se à densidade tomando por base o peso específico da água a 4 o C (1g/cm 3 ). Neste caso, a densidade torna-se numericamente igual ao peso específico.

Por exemplo, o ácido benzóico tem densidade 1,316 28 o C/4 o C significando que seu peso específico foi medido a 28 o C e o da água a 4 o C.

No caso de gases, a densidade é referida em relação ao ar nas mesmas condições de temperatura e pressão.

0.6 Ponto de Fulgor:

É a temperatura mais baixa na qual uma substância vaporiza em quantidade suficiente para formar uma

mistura com o ar capaz de inflamar-se quando, momentaneamente, passa-se sobre ela uma pequena chama. Esta é uma propriedade importante inclusive para determinar as condições de segurança na estocagem e no manuseio de produtos.

0.7 Viscosidade:

É a propriedade pela qual o fluido oferece resistência ao escoamento. Nos líquidos a viscosidade é reduzida

com o aumento da temperatura porque, neste caso, a viscosidade é determinada pela força de coesão entre as moléculas a qual diminui com o aumento da temperatura. Para os gases, a viscosidade aumenta com a temperatura aparentemente porque a viscosidade está ligada à atividade molecular à qual é aumentada com a temperatura.

Existem dois tipos de viscosidade:

- a viscosidade absoluta (

) cuja unidade mais comum é:

7

poise = 100 centipoise = g/cm.s = dina.s/cm 2 (sistema CGS).

- a viscosidade cinemática (

) que é igual á viscosidade absoluta dividida pela

massa específica. A

sua unidade no sistema CGS é o stoke = cm 2 /s = 100 centistokes.

0.8 Pressão de Vapor de Substâncias Puras e Misturas:

As moléculas de um líquido estão em movimento constante e suas velocidades são determinadas pela temperatura do líquido. Assim, as moléculas estão colidindo uma com as outras e, como conseqüência, algumas alcançam, momentaneamente, velocidades acima da velocidade média das outras moléculas. Se isto ocorre com moléculas próximas à superfície do líquido, elas podem projetar-se da superfície do líquido e escapar transformando-se em moléculas de vapor.

Se o sistema for fechado, haverá uma contínua passagem de moléculas da fase líquida para a fase vapor e, ao mesmo tempo, parte das moléculas retornam da fase vapor ao líquido. Quando o número de moléculas que escapam do líquido é igual ao número de moléculas que retornam, atinge-se uma situação de equilíbrio entre as fases e a pressão desenvolvida pela fase vapor é chamada de PRESSÃO DE VAPOR. Para substâncias puras,

a pressão de vapor é função somente da temperatura.

Para misturas de líquidos miscíveis, a pressão de vapor desenvolvida depende, além da temperatura, da composição da mistura. Para uma dada temperatura, quanto maior a concentração do componente mais volátil na mistura, maior a pressão de vapor desenvolvida.

0.9 Coeficiente de Expansão volumétrica:

De uma maneira geral, os corpos quando aquecidos sofrem dilatação, isto é, aumentam de volume. Como a dilatação se dá em todas as direções, chama-se dilatação volumétrica ou cúbica. Assim, quando um líquido é aquecido, o seu volume aumenta, podendo causar transbordamento em recipientes abertos e ruptura ou sobrepressão quando confinados.

O volume final a ser atingido pelo líquido é dado pela fórmula:

V f = volume final do líquido;

V o = volume inicial;

V f = V o (1+K v

T )

8

K v = coeficiente de dilatação cúbica;

T = diferença de temperatura.

0.10 Calor Específico:

Para líquidos, o calor específico representa a quantidade de calor necessária para elevar de uma unidade de temperatura, uma unidade de massa da substância.

Para a água, o calor específico vale 1 kcal/kg o C. Isto significa que para elevar-se de 1 o C a temperatura de 1 kg de água, é necessário que se forneça 1 kcal de calor.

Note que quanto menor o calor específico de um líquido, mais fácil de aquecê-lo quando da adição de calor.

Exercícios:

1) Uma carreta de ÁCIDO SULFÚRICO é carregada com 25.000 litros. Qual o peso que a balança deverá acusar sabendo que a massa específica da substância é 1,83 g/cm 3 ?

2) Uma carreta transporta 15 t de um produto cuja massa específica é 1,105 g/cm 3 . É possível descarregar todo o produto em um tanque com capacidade para 13000 litros?

3)

massa específica de uma mistura de ácido sulfúrico e água será de:

A massa específica da água pura é de 1 g/cm 3 e a do ácido sulfúrico 98% de pureza é de 1,83 g/cm 3 . A

a) 1 g/cm 3 ;

b) 1,83 g/cm 3 ;

c) 2,83 g/cm 3 ;

d) Qualquer valor entre 1 g/cm 3 e 1,83 g/cm 3 a depender da quantidade de ácido sulfúrico misturado

à água.

4)

A densidade do cloro gás em relação ao ar é de 2,50. Podemos afirmar que:

a) o cloro é mais pesado que o ar;

9

b) o ar é mais pesado que o cloro;

c) nada podemos concluir pois o problema não informa a quantidade de cada gás.

d) Ambos possuem o mesmo peso específico.

5) Um tanque de estocagem de ÁCIDO NÍTRICO encontra-se com espaço vazio suficiente para receber mais 60 t. Por quanto tempo mais este tanque poderá receber produto, sem transbordar, considerando que a produção da planta é de 6.000 litros/hora de ÁCIDO, com massa específica de 1,05 g/cm 3 ?

6) Um tanque que possuía capacidade para estocar 430 t de SODA CÁUSTICA 50% (massa específica 1,50 kg/litro) foi recuperado para ser utilizado na estocagem de Acrilato de Metila (densidade 0,96 30 o C/4 o C). Quantas toneladas de Acrilato de Metila podemos estocar?

7)

oportunidade, madrugada, a temperatura ambiente era 15 o C. Se, no dia seguinte, a temperatura ambiente atingiu 35 o C, o tambor transbordou? Coeficiente de dilatação volumétrica do produto: 0,00107/ o C.

Entamboramos 190 litros de ácido acético em um tambor cujo volume máximo é de 200 litros. Nesta

8)

Calcular a massa específica do álcool etílico a 50 o C sabendo-se que a 20 o C é 0,790 g/cm 3 . K V = 0,0003

cm

3 / O C

9)

A seguir, informamos as pressões de vapor (expressas em mmHg), em função da temperatura, para o

hexano e o heptano.

T ( o C )

HEXANO

HEPTANO

69

760

295

75

915

348

80

1060

426

85

1225

498

90

1405

588

95

1577

675

99,2

1765

760

10

a) Qual o composto mais volátil?

b) Hexano à temperatura de 75 o C e submetido a uma pressão externa de 1000 mmHg encontra-se em

que estado?

c)

Quais as temperaturas de ebulição do hexano e heptano puros à pressão atmosférica?

10)

Consideremos duas substâncias A e B inicialmente à mesma temperatura de 30 o C. O calor específico

da substância A é 0,5 kcal/kg o C e da substância B é 0,6 kcal/kg o C. Se adicionarmos 10 kcal de calor às duas substâncias, qual a que atingirá maior temperatura?

11

11 VAPORVAPOR DEDE ÁGUAÁGUA

Veremos inicialmente alguns conceitos preliminares:

1.1 Energia Cinética Interna:

É a energia do movimento ou velocidade moleculares. Quando a energia adicionada a uma substância aumenta

o movimento ou velocidade das moléculas, a energia cinética interna da substância aumenta, aparecendo

como elevação de temperatura.

1.2 Energia Potencial Interna:

É a energia de separação molecular ou configuração. É a energia apresentada pelas moléculas como resultado de sua posição em relação às demais.

1.3 Temperatura e Calor:

Temperatura é uma função da energia cinética interna e, como tal, é uma medida da velocidade molecular média.

Calor é definido como energia em trânsito de um corpo para outro como resultado de uma diferença de temperatura entre os dois corpos.

1.4 Entalpia:

A entalpia de uma substância a qualquer condição termodinâmica (pressão, temperatura) dada, é a soma de

toda a energia que lhe é fornecida para levá-la àquela condição a partir de uma condição inicial arbitrariamente tomada como ponto zero da entalpia.

Por convenção, a entalpia da água é zero a 0 o C e pressão atmosférica (água no estado líquido).

1.5 Calor Específico:

Conforme visto anteriormente, é a quantidade de energia, em kcal, necessária para mudar a temperatura de 1 kg de uma substância de 1 o C. Para a água, o calor específico é de 1 kcal/kg o C.

12

1.6 Calor Sensível e Calor Latente:

Quando o calor é adicionado à água à temperatura ambiente, por exemplo, a temperatura desta água sobe aproximadamente 1 o C para cada kcal adicionada a 1 kg de água. O aumento de temperatura pela adição de calor pode ser percebido pelos nossos sentidos. Isto é chamado de calor sensível.

Se adicionarmos 99,1 kcal a 1 kg de água à temperatura de 0 o C e pressão atmosférica, sua temperatura subirá até 100 o C. A partir daí ela entrará em ebulição e, para qualquer outra adição de calor, não haverá aumento de temperatura e sim uma mudança de estado de líquido para vapor. O calor adicionado durante a mudança de estado não é percebido pelos nossos sentidos como um aumento de temperatura, ele fica escondido no vapor formado e é chamado calor latente.

Calor Sensível: Qs = m c T

Calor Latente:

Qs e Ql calor sensível e calor latente, respectivamente, em kcal;

m é a massa da substância em kg;

c é o calor específico da substância em kcal/kg o C;

T é a variação de temperatura em o C;

H é a entalpia de fusão ou vaporização em kcal/kg.

Ql

=

m

H

1.7 Temperatura de Saturação:

É a temperatura na qual um fluido muda da fase de líquido para a fase de vapor ou, inversamente, da fase de

vapor para a fase líquida. A temperatura de saturação depende da pressão a qual o líquido está submetido. Por exemplo, se a água estiver submetida a uma pressão maior que a atmosférica, ela não entrará em ebulição a 100 o C, mas a uma temperatura maior. Quanto maior a pressão à qual o líquido estiver submetido, maior será a temperatura de ebulição (a relação não é linear).

1.8 Líquido Sub-resfriado:

É a substância no estado líquido que está abaixo da temperatura de ebulição a uma dada pressão. Exemplo:

H 2 O a 90 o C e pressão atmosférica.

13

1.9 Líquido Saturado:

É a substância no estado líquido que encontra-se na temperatura de ebulição a uma dada pressão. Para a água evaporar a 1 atm de pressão , ela necessita, antes, atingir a temperatura de 100 o C.

1.10 Vapor Saturado Seco:

É a substância no estado vapor que encontra-se na temperatura de ebulição a uma dada pressão.

1.11 Vapor Úmido:

É o vapor d’água contendo uma certa quantidade de água no estado líquido. A qualidade do vapor úmido é

dada pelo seu título que é o número que expressa a quantidade de vapor saturado seco existente no vapor úmido. Para a sua determinação deveremos fazer a relação entre a massa de vapor seco e a massa total do vapor úmido. É expresso em unidade decimal ou percentual.

X =

m vs

m

vs

+ m

a

X

= título do vapor

m

vs = massa do vapor saturado seco;

m

a = massa de água ou gotículas em suspensão no vapor.

1.12

Vapor Superaquecido:

É

o vapor a qualquer temperatura acima da temperatura de saturação a uma dada pressão. A qualidade do

vapor superaquecido é dada pelo grau de superaquecimento que informa quantos graus o vapor encontra-se acima da temperatura de saturação na sua pressão.

Tabela de Propriedades do Vapor Saturado

14

Pressão (kgf/cm 2 )

Temperatura ( o C)

H IS (Kcal/kg)

H VAP

H VS (Kcal/kg)

(m 3 /kg)

(Kcal/kg)

1,0

99,1

99,1

539,4

638,5

1,725

2,0

119,6

119,9

525,9

645,8

0,902

3,0

132,9

133,4

516,9

650,3

0,617

4,0

142,9

143,6

509,8

653,4

0,471

5,0

151,1

152,1

503,7

655,8

0,382

10,0

179,0

181,2

481,8

663,0

0,198

H ls

é a entalpia do líquido saturado;

H vap é a entalpia de vaporização;

H vs é a entalpia do vapor saturado;

é o volume específico.

Propriedades do Vapor Saturado:

- Possui uma relação constante entre pressão e temperatura. É possível controlar-se a temperatura de um processo atuando-se apenas sobre a pressão.

- É facilmente condensável, cedendo prontamente seu calor latente.

- Suas propriedades são bem conhecidas conforme indicado na tabela.

Propriedades do Vapor Superaquecido:

15

- Não possui gotículas de água em suspensão. As gotículas de água são nocivas a equipamentos, tubulações, válvulas, turbinas pois provocam erosão.

- Por não provocar erosão, permite usarmos velocidades maiores no escoamento e, consequentemente, tubulações de menor diâmetro, representando menor investimento.

- Possui maior quantidade de calor que o vapor saturado de mesma pressão. Esta vantagem seria desprezada considerando-se que esta quantidade de calor deve ser adicionada na caldeira o que, em princípio, representaria maior gasto de combustível. Isto não traduz a verdade pois para se obter o vapor superaquecido apenas se fazem algumas passagens a mais nos gases de combustão através dos superaquecedores.

1.13 Vapor de Reevaporação:

Imaginemos uma fábrica consumindo 10 t/h de vapor a uma pressão de 7 kgf/cm 2 . Este vapor, se saturado, contém 660,8 kcal/kg (calor total). O vapor, após gerado, é enviado aos consumidores onde fornece seu calor latente. Após a condensação do vapor, os purgadores drenam o condensado, retirando-o dos equipamentos para dar lugar a novo vapor. Este condensado deixa o equipamento contendo todo o seu calor sensível. Esta quantidade de calor, de acordo com a tabela de vapor saturado, é de 171,3 kcal/kg a 7 kgf/cm 2 . Após sua saída do equipamento, a pressão cai ou para a atmosférica ou para a pressão da linha de retorno de condensado. Vamos supor que o sistema de retorno de condensado esteja a 2,0 kgf/cm 2 . O condensado nestas condições de pressão estará a 119,6 o C e poderá conter apenas 119,9 kcal/kg. A 7 kgf/cm 2 (antes do purgador) ele possuía 169,6 o C e 171,3 kcal/kg. Esta diferença de calor, 51,4 kcal/kg, será responsável pela reevaporação de parte do condensado à saída do purgador. O vapor formado é conhecido como vapor flash ou vapor de descompressão.

Desta forma, podemos produzir vapor saturado de menor pressão a partir de condensado de maior pressão. Quanto menor a pressão de operação de um tambor de flash, maior será a quantidade de vapor produzida mas, o seu aproveitamento torna-se mais difícil por se tratar de vapor de menor temperatura.

No caso do exemplo anterior, a quantidade evaporada seria de :

(10.000 kg/h * 51,4 kcal/kg) / 645,8 kcal/kg (calor latente a 2,0 kgf/cm 2 ) = 795,91 kg/h

16

1.14 Redução da Pressão do Vapor:

Alguns equipamentos dentro de um processo industrial, podem necessitar consumir vapor a uma pressão inferior aos demais.

Neste caso, quando o vapor gerado estiver a uma pressão mais alta do que a necessária, é sempre interessante considerar a distribuição do vapor a alta pressão (menor diâmetro das tubulações) e reduzi-la próximo ao ponto de consumo.

Diz-se que o vapor, após uma válvula redutora de pressão, é superaquecido. Isto teoricamente é verdadeiro desde que o vapor a montante da válvula seja 100% seco, o que raramente ocorre. O vapor, em condições normais, é úmido e, neste caso, a redução de pressão servirá para melhorar a qualidade do mesmo. Vamos ver em detalhes como isto ocorre. Sabemos que praticamente a quantidade total de calor permanece a mesma na entrada e na saída da válvula. Assim, se o vapor a montante da válvula estiver a 10 kgf/cm 2 de pressão absoluta, pela tabela de propriedades do vapor saturado verificamos que o vapor terá 663 kcal/kg de calor total e, como não haverá perda de calor no processo de redução de pressão, então teremos a mesma quantidade de calor na saída da válvula. Supondo que estejamos reduzindo a pressão para 3 kgf/cm 2 absoluta, pela mesma tabela veremos que o calor total será de 650 kcal/kg e teremos 663 – 650 = 13 kcal/kg de superaquecimento. No entanto, supondo-se que o vapor a montante da válvula fosse 95% seco, a quantidade real de calor na entrada da válvula seria:

Q =

0,95 x

H vap

+ H ls

Q = 0,95 x 482 + 181 = 638 kcal/kg

Como já vimos, a 3 kgf/cm 2 de pressão absoluta, o vapor saturado contém 650 kcal/kg de calor total, composto por 133 kcal/kg de calor sensível mais 517 kcal/kg de calor latente. Se a quantidade de calor total disponível era de 638 kcal/kg, então teremos 638 – 133 = 505 kcal/kg de calor latente. Teremos 505/517 = 0,98, isto é, vapor 98% seco na saída da válvula. Notamos que, com a redução de pressão, a qualidade do vapor foi melhorada em 3%. É importante observar ainda que, com a redução de pressão, haverá um acréscimo no volume específico do vapor sendo necessário, algumas vezes, alterar o diâmetro da tubulação a jusante da válvula redutora visando manter a mesma velocidade de escoamento.

17

Exercícios:

1) Determine a quantidade de calor na entrada de uma válvula redutora de pressão de vapor, sabendo que necessita-se reduzir a pressão de 10 kgf/cm 2 para 4 kgf/cm 2 e que na montante o vapor é 92% seco.

2) Determine a entalpia do vapor saturado a 8 kgf/cm 2 . A seguir, calcule a quantidade total de calor entregue por 15 t/h desse vapor, em uma fábrica.

3) Defina vapor úmido e vapor superaquecido, diferenciando com exemplos.

4) Uma fábrica consome 20 t/h de vapor saturado à pressão de 5 kgf/cm 2 . O condensado é gerado a uma pressão de 2,0 kgf/cm 2 . Calcule a quantidade de condensado evaporada, em kg/h.

18

22 EESTÁTICASTÁTICA DOSDOS FFLUIDOSLUIDOS

2.1 Pressão:

É definida como a força atuando por unidade de área. A pressão é diretamente proporcional à força aplicada.

As unidades de pressão mais utilizadas e respectivos valores de referência são:

1,033 Kgf/cm 2 = 10 m.c. a = 760 mmHg = 13,56 lbf/in 2 (psi).

- Pressão Atmosférica: é a pressão devida à ação da força-peso do ar atmosférico sobre a superfície terrestre. A altitude influi na pressão atmosférica.

- Pressão Relativa (manométrica): é uma medida de pressão que usa como base zero a pressão atmosférica. Como ela é relativa, podemos Ter valores positivos e negativos.

Positivos: pressões superiores à atmosférica;

Negativos: pressões inferiores à atmosférica (vácuo).

- Pressão Absoluta: esta medição usa como base zero a pressão nula, isto é, o chamado vácuo absoluto. Assim sendo, as medidas nesta escala são sempre positivas.

De acordo com as definições podemos concluir que:

Pressão Absoluta = Pressão Atmosférica + Pressão Relativa.

Obs.: se a pressão relativa for menor que a pressão atmosférica (vácuo) será expressa com valor negativo.

PRESSÃO P1

(vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA P1 (ZERO DA ESCALA
(vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA P1 (ZERO DA ESCALA

P. ATMOSFÉRICA

(vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA P1 (ZERO DA ESCALA

P. RELATIVA P1

(ZERO DA ESCALA RELATIVA)que a pressão atmosférica (vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA

(vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA P1 (ZERO DA ESCALA
(vácuo) será expressa com valor negativo. PRESSÃO P1 P. ATMOSFÉRICA P. RELATIVA P1 (ZERO DA ESCALA

19

Suponhamos que no exemplo acima, a pressão atmosférica seja de 760 mmHg, P1 seja 200 mmHg e P2 300 mmHg (relativas).

- P1 (relativa) = +200 mmHg;

- P1 (absoluta) = 760 + 200 = 960 mmHg;

- P2 (relativa) = - 300 mmHg;

- P2 (absoluta) = 760 - 300 = 460 mmHg.

2.2 Pressão dos líquidos em repouso;

Qualquer líquido quando se encontra contido em um recipiente, exerce uma pressão sobre as paredes e o fundo, bem como sobre qualquer corpo sólido nele colocado. A pressão em um determinado ponto desse líquido depende da distância vertical do ponto à superfície livre do líquido e do seu peso específico.

Chama-se superfície livre a superfície do líquido que está em contato com outro fluido (líquido ou gás). No repouso, a superfície livre de um líquido pode ser determinada por um plano horizontal.

Calcula-se a pressão num determinado ponto através da seguinte fórmula:

P

=

x h

P é a pressão num determinado ponto da massa do líquido;

representa o peso específico do líquido;

h é a distância vertical da superfície livre do líquido ao ponto considerado.

Esta pressão é exclusivamente devida ao líquido e não a fatores externos. Qualquer outra pressão exercida sobre o líquido devida a fatores externos deverá ser adicionada à pressão calculada. Por exemplo, a pressão P exercida no fundo de um recipiente aberto será:

P

=

P líquido

+

P ambiente

Se quisermos saber a diferença de pressão entre dois pontos situados no interior de um mesmo líquido em

repouso, usamos a fórmula:

P

=

h x

20

2.3 Princípio dos Vasos Comunicantes:

Interligando vários recipientes de diferentes formas, verifica-se que se um líquido for despejado em um deles, o nível alcançado será o mesmo em todos os outros.

A

B
B

Parece, à primeira vista, que na base do vaso B deveria haver pressão maior que na de A de modo que o líquido seria forçado de B para A.

A equação da hidrostática afirma que a pressão depende somente da profundidade abaixo da superfície e não da forma do recipiente. Desde que a profundidade do líquido seja a mesma em todos eles, a pressão na base de cada um será a mesma e o sistema estará em equilíbrio.

Exercícios:

1) Se a pressão relativa em um ponto for de 2,0 kgf/cm 2 e a pressão atmosférica local for de 720 mmHg, qual será a pressão absoluta neste ponto?

2) Qual a pressão, em kgf/cm 2 , que equilibra uma coluna de mercúrio de 760 mm?

3) Em certo instante, o manômetro instalado no coletor de topo de uma coluna de destilação acusa um vácuo de 260 mmHg. Obter:

- a pressão relativa em kgf/cm 2 e psig;

- a pressão absoluta em mca e psia.

4) Transformar 760 mmHg em mca.

21

33 EESCOAMENTOSCOAMENTO DEDE FFLUIDOSLUIDOS::

3.1 Introdução:

O escoamento de qualquer fluido em uma tubulação resulta sempre em uma certa perda de energia do fluido,

energia essa que é gasta em para vencer as resistências que se opõem ao escoamento. Essas resistências são de duas naturezas:

- resistências externas ao fluido resultante do atrito contra as paredes, mudanças de direção e turbilhonamentos conseqüentes;

- resistências internas ao fluido resultantes do atrito das próprias moléculas do fluido, umas com as outras.

As resistências externas serão tanto maiores quanto maiores forem a velocidade do fluido e a rugosidade das paredes e quanto menor for o diâmetro da tubulação. Por outro lado, as resistências internas serão tanto maiores quanto maiores forem a velocidade e a viscosidade do fluido.

Esta parcela de energia perdida, chamada de PERDA DE CARGA traduz-se em uma gradual diminuição da pressão do fluido que vai caindo ponto a ponto no sentido do escoamento (pressure drop).

Obs.: perda de carga em equipamentos (trocadores de calor, filtros, colunas de destilação, chaminés, etc.) é

influenciada pelos mesmos fatores que a perda em tubulações e acessórios. Em alguns casos, a área livre para

o escoamento torna-se bastante pequena (um filtro, por exemplo, possui pequena área para o escoamento,

ocasionando elevada perda de pressão). Um trocador de calor também provoca elevadas perdas de pressão, pois é projetado para produzir turbulência no fluido, objetivando melhorar a troca de calor.

3.2 Classificação do Regime de Escoamento:

O escoamento de um fluido em uma tubulação pode ser laminar ou turbulento.

O escoamento é dito laminar quando todos os filetes líquidos são paralelos entre si e as velocidades em cada

ponto não variam em direção e grandeza. Já no escoamento turbulento as partículas movem-se em todas as

direções.

22

O fato de existirem dois tipos distintos de escoamento foi demonstrado por Reynolds que, através de experimentos, chegou a um número admensional para determinar o tipo de escoamento.

Re =

DV

Obs.: Para Re<2300 o escoamento é considerado laminar; Para Re>4000 o escoamento é considerado turbulento e dentro deste intervalo é considerado transição.

Na prática, normalmente, o escoamento é turbulento, só sendo laminar quando temos velocidade de escoamento muito baixa e/ou fluidos muito viscosos. A viscosidade é determinada a partir da temperatura e do tipo de fluido (em anexo).

Exemplo de cálculo do número de Reynolds:

Dados: Tubulação de 6” sch 40, sob vazão de 72 m 3 /h, fluido com massa específica de 0,8 g/cm 3 e viscosidade absoluta de 0,7 cp.

As unidades devem estar compatíveis, pois o Re é um número adimensional. Trabalhando com unidades de cm:

6” sch 40 D i =15,41 cm

A

=

D 2 /4 A = 3,14 * 0,1541 2 /4 = 0,01864 m 2

V

= Q/A = 72 m 3 /h / 0,01864 = 3862,4 m/h V = 3862,4 m/h / 3600 s/h = 1,07 m/s = 107 cm/s

Re =

DV

Re = 15,41 * 107 * 0,8/0,7 = 1884,42

23

3.3 Vazões Mássica e Volumétrica:

Definimos vazão como a quantidade de substância que escoa na unidade de tempo. Existem dois tipos:

vazão mássica (dimensão de M/T) e vazão volumétrica (L 3 /T).

m

m =

T

A vazão volumétrica é bastante utilizada e suas unidades são m 3 /h, litros/s, ft 3 /s e gpm (galões por minuto). As unidades usuais de vazão mássica são kg/h e lbm/h.

Conhecendo-se a vazão volumétrica e a área transversal da tubulação, calcula-se facilmente a velocidade de escoamento:

V =

Q

A

Onde V é a velocidade de escoamento do fluido, Q é a vazão e A é a área de secção transversal da tubulação. Outra forma mais fácil de obtenção da velocidade é o uso da tabela padrão de velocidade (1 m/s) para vazões em função do diâmetro nominal e respectivas espessuras de tubulação (em anexo).

3.4 Equação da Continuidade:

Se considerarmos uma tubulação como a seguinte:

A 2

24

A 1 V 1 V 2 1 2
A
1
V 1
V 2
1
2

Se o regime é permanente, então a vazão mássica na secção 1 é igual à vazão mássica na secção 2, ou seja:

 

m 1

=

1 x V 1 x A 1 e

 

m 2

=

2 x V 2 x A 2

Como m 1 =

m 2

1 x V 1 x A 1

=

2 x V 2 x A 2

Se o fluido for incompressível então

3.5 Equação de Bernoulli:

= constante e a vazão volumétrica também será constante

Q =

A 1 x V 1

=

A 2 x V 2

Vamos considerar a figura seguinte representando o trecho de uma tubulação:

25

Se P 1 , V 1 e Z 1 , bem como P 2 ,

Se P 1 , V 1 e Z 1 , bem como P 2 , V 2 e Z 2 são, respectivamente, as pressões, velocidades e alturas nos pontos 1 e 2, então, considerando que não há perda de energia no escoamento do fluido, podemos escrever:

2 g

c

2 g

c

que é a equação de Bernoulli sendo a massa específica do fluido e g a aceleração da gravidade e g c o fator de proporcionalidade

Obs.: Todos os termos da equação de Bernoulli possuem dimensões lineares e são chamados isoladamente de carga e a soma deles de carga total.

26

P

1

+

v

2 P

z g

1

+

2

1

=

P 1 + v 2 P z g 1 + 2 1 = + v 2
P 1 + v 2 P z g 1 + 2 1 = + v 2
P 1 + v 2 P z g 1 + 2 1 = + v 2
P 1 + v 2 P z g 1 + 2 1 = + v 2

+

v

2

2

+ z g

2

3.6 Perda de Carga:

Até agora consideramos na equação de Bernoulli o líquido como um fluido perfeito. A situação real, entretanto, deve levar em conta as resistências ao escoamento e a perda de energia por atrito. Deveremos então inserir na equação um termo que considere esta perda. Assim:

2

g

c

2

g c

h f representa a energia perdida pelo líquido durante o escoamento (perda de carga) e w b representa o trabalho

adicionado ao sistema pela bomba.

A perda de carga de um sistema pode ser desmembrada em duas, chamadas de perda de carga por fricção ou normal e perda de carga por acessórios (válvulas, curvas, filtros, etc.) ou localizada.

Fatores que influenciam a perda de carga:

- comprimento e diâmetro da tubulação;

- rugosidade da tubulação;

- tempo de operação da tubulação;

- número de acessórios da tubulação;

- viscosidade e densidade do fluido;

- velocidade do fluido.

3.7 Cálculo da Perda de Carga por Fricção:

As equações utilizadas no cálculo da perda de carga por fricção são teórico-experimentais, obtidas a partir das experiências de cada pesquisador. Uma das mais utilizadas é a de Darcy - Weisbach:

fLv

=

2 Dg

2 h f representa a perda de carga na tubulação por fricção;

h f

é o fator de fricção (admensional); L é o comprimento total da tubulação; D representa o diâmetro interno da tubulação, encontrado via tabela (em anexo) ;

f

27

P

1

+

v

2 P

zg

1

+

2

1

=

P 1 + v 2 P zg 1 + 2 1 = + v 2 2
P 1 + v 2 P zg 1 + 2 1 = + v 2 2
P 1 + v 2 P zg 1 + 2 1 = + v 2 2
P 1 + v 2 P zg 1 + 2 1 = + v 2 2

+

v

2

2

+

z g

2

+

h

f

+

w

b

V é a velocidade de escoamento do fluido; g é a aceleração da gravidade. O fator de fricção f é obtido através

de fórmulas experimentais ou gráficos. No caso de escoamento em regime laminar:

f =

64

Re

Para escoamento turbulento, o fator de fricção depende do número de Reynolds e da rugosidade relativa ( /D) da tubulação. Pode ser determinado com o auxílio do Diagrama de Moody.

3.8 Cálculo da perda de Carga Localizada:

Existem dois métodos utilizados no cálculo da perda de carga localizada:

- método direto;

- método do comprimento equivalente.

No método direto, o cálculo é feito através da equação:

h l representa a perda de carga localizada;

2

2 g

K

é um coeficiente determinado experimentalmente e é encontrado na literatura para diversos acidentes;

V

é a velocidade de escoamento do fluido.

Já o método do comprimento equivalente consiste em determinar um comprimento reto de tubulação com a mesma perda de carga que o acessório considerado. Calculado o seu comprimento equivalente, o cálculo da perda de carga é feito como se a tubulação fosse um único trecho reto com um comprimento total igual ao comprimento reto adicionado ao comprimento equivalente de todos os acessórios utilizando-se a equação de Darcy vista anteriormente.

Exemplo: Imagine que uma tubulação de 4” sch 40 está instalada uma válvula do tipo globo cujo valor de L/D = 450, fator adimensional característico de cada acessório de tubulação. Assim, o L/D deve ser multiplicado pelo respectivo diâmetro interno em metros que, neste caso, é de 0,1023 m (4” sch 40). O cálculo fica, então: 450 * 0,1023 = 46,0350 m, ou seja, é como se a válvula correspondesse a um trecho de 46,035 m de comprimento de tubulação.

28

h

l

= K

v

4.8.1 Perda de Carga Localizada para expansões

A perda de carga localizada associada a uma expansão súbita pode ser calculada de acordo com as seguintes equações:

h

= k (V 1 – V 2 ) 2

2g

= k (1 – A 1 /A 2 ) 2 V 1 2

2g

= k [1 – (D 1 /D 2 ) 2 ] 2 V 1 2

2g

= k [ (D 2 /D 1 ) 2 – 1] 2 V 2 2

2

Geralmente,

o

fator

k

é

tabelado,

podendo também

ser

calculado,

assim:

K

=

3,5

tg

/2 ) 1,22

Sendo

o ângulo total cônico do expansor, em graus.

Exercícios:

o ângulo total cônico do expansor, em graus. Exercícios: D 2 ( 1) Cite 5 fatores
D 2
D
2

(

1) Cite 5 fatores causadores de perda de carga, listando-os por ordem de importância.

2) Uma válvula possui fator K = 200. Se ela está instalada em uma tubulação de 4” sch 40 cuja vazão de processo é de 72 m 3 /h, determine a sua perda de carga equivalente.

29

D 1
D
1

V 1

D 1 V 1 V 2

V 2

3) Defina perda de carga.

4) Se um trecho de tubulação de 6” sch 80 possui 15 m de comprimento e apresenta 5 curvas de 90, determine a sua perda de carga, sabendo que a vazão de processo vale 54 m 3 /h e que o fluido apresenta viscosidade de 0,8 cp e massa específica de 0,75 g/cm 3 .

5) Um fluido escoando em regime laminar apresenta as seguintes condições:

Diâmetro da tubulação = 4” sch 40

Massa específica = 0,98 g/cm 3

Viscosidade = 0,75 cp

Velocidade = 1,34 m/s

Determine o correspondente fator de atrito para esse escoamento.

30

44 BBOMBASOMBAS CCENTRÍFUGASENTRÍFUGAS::

Bombas são equipamentos que conferem energia de pressão aos líquidos com a finalidade de transportá-los de um ponto para outro.

Nas bombas centrífugas, a movimentação do líquido é produzida por forças desenvolvidas na massa líquida pela rotação de um rotor. Este rotor é essencialmente um conjunto de palhetas ou de pás que impulsionam o líquido.

O rotor pode ser aberto, fechado ou semi aberto. A escolha do tipo de rotor depende das características do bombeamento. Para fluidos muito viscosos ou sujos usam-se, preferencialmente, os rotores abertos ou semi abertos. Nestes casos, os rotores fechados não são recomendados devido ao risco de obstrução.

Para uma bomba centrífuga funcionar é preciso que a carcaça esteja completamente cheia de líquido que, recebendo através das pás o movimento de rotação do impelidor, fica sujeito à força centrífuga que faz com que o líquido se desloque para a periferia do rotor causando uma baixa pressão no centro o que faz com que mais líquido seja admitido na bomba. O fluido a alta velocidade (energia cinética elevada) é lançado para a periferia do impelidor onde o aumento progressivo da área de escoamento faz com que a velocidade diminua, transformando energia cinética em energia de pressão.

As bombas centrífugas caracterizam-se por operarem com vazões elevadas, pressões moderadas e fluxo contínuo.

4.1 Fatores que influenciam as curvas características

Rotação do impelidor (n) – ao alterar a rotação da bomba, a vazão, a altura manométrica desenvolvida e a potência absorvida variam de acordo com as relações:

Q

n

H

2 3

n

P

n

= Q 1 n 1 H 1 = n 1 P 1 = n 1
=
Q 1
n 1
H 1
=
n 1
P 1
=
n 1

Diâmetro do impelidor (D) – para as bombas geometricamente semelhantes, a variação de D estabelece as seguintes relações:

31

3

2

5

Q

1

D 1

H 1

D 1

P

1

P

2

 

D 1

2 =

 

2

 

=

=

D

Q

D

H

2

D

2

quando a única variação ocorre no diâmetro do impelidor e se estas variações são pequenas valem as seguintes relações:

2

Q

D

H

D

P

D

 

=

Q 1

D 1

H 1

=

D

1

 

P 1

=

D

1

 

5

Natureza do fluido – as curvas fornecidas pelos fabricantes referem-se à operação com água. Ao operar com fluidos mais viscosos, as curvas sofrem alteração no sentido de um aumento da potência absorvida e uma redução de H. a eficiência também sofre alteração.

Tamanho e idade da bomba – bombas geometricamente semelhantes também são teoricamente semelhantes. Numa série de bombas semelhantes, as menores são menos eficientes devido o aumento relativo das rugosidades e das folgas e imperfeições. A idade provoca desgastes nas bombas alterando as suas curvas características.

4.2 Altura Manométrica do Sistema:

Uma bomba é instalada num determinado sistema para fornecer energia ao fluido de modo que ele possa vencer uma série de resistências que se opõem ao seu movimento ao longo do sistema.

A altura manométrica total (AMT) que são as resistências do sistema contra a qual a bomba deve operar, é formada dos seguintes itens:

- Altura manométrica estática (diferença de altura).

- Altura manométrica de pressão (diferença de pressão existente no líquido entre o ponto de sucção e o de descarga.

- Altura manométrica de velocidade;

- Altura manométrica de fricção.

32

A AMT de um sistema será calculada a partir da altura manométrica de sucção (h s ) e da altura manométrica de descarga (h d ).

ZZ SS

PP dd dd

da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb
da altura manométrica de descarga (h d ). ZZ SS PP dd PP SS aa bb

PP SS

aa
aa
aa
aa
aa
aa

aa

aa
aa
aa
aa
aa
aa
bb cc
bb
cc
 

P P

c

b

 

V

c

2

V

b

2

H =

+

2 g

ZZ dd

A altura manométrica de sucção h s é a carga estática de sucção menos as perdas de carga para a vazão

considerada

Z S

menos as perdas de carga para a vazão considerada Z S P P SS a b

PP SS

a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

a

a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
b
b

h =

s

P

b

+

2 P

V

b

=

Z

+

s

h

 

s

2

g

fs

33

A altura manométrica de descarga h d é a altura manométrica medida no bocal de
A altura manométrica de descarga h d é a altura manométrica medida no bocal de descarga (a ser vencida pela
bomba).
P d
h
+ h
fd
2
g
Z d
b
c
Altura manométrica total é a diferença entre as alturas manométricas de descarga e sucção, isto é, representa
a energia que a bomba necessita suprir ao fluido para este vencer todas as resistências do sistema.
Assim, para cálculo da altura manométrica total de um sistema, devemos considerar todos os
fatores:
AMT = Z D – Z S +
P D – P S +
– V S 2
+
h f
V D 2
2g
4.3 Curvas Características de uma Bomba Centrífuga:
Todas as bombas centrífugas, operando a uma dada velocidade e com um determinado fluido, admitem uma
série de curvas características, fornecidas pelos fabricantes, que descrevem seu funcionamento nas faixas de
vazões e alturas manométricas para as quais foram projetadas. As curvas mais importantes são:
34

d =

P

c

+

2 P

V

c

=

Z

d +

d

d = P c + 2 P V c = Z d + d
d = P c + 2 P V c = Z d + d
d = P c + 2 P V c = Z d + d
d = P c + 2 P V c = Z d + d

- Altura Manométrica ( H ) x Vazão ( Q );

- Potência Consumida ( P ) x Vazão ( Q );

- Rendimento Total (

- NPSH requerido ( NPSH ) x Vazão ( Q ).

) x Vazão ( Q );

Obs.: - Se uma bomba opera com a descarga bloqueada, a potência consumida não será transferida ao líquido sob a forma de trabalho mas sim, sob a forma de calor causando o aquecimento e danos às partes mecânicas da bomba.

rendimento de uma bomba é dado pela relação:

= a potência cedida ao líquido/potência recebida do motor.

A bomba deve ser projetada para trabalhar sempre próxima ao ponto de máxima eficiência. Se a bomba trabalha continuamente com vazões muito abaixo da vazão de máxima eficiência, além do elevado custo energético, existe um desgaste mecânico que diminui a vida útil do equipamento.

A potência calculada em HP (horsepower) é função de diversos fatores, conforme mostrado na fórmula a seguir:

POT =

* Q * H

1

102

0,746

Onde Q = vazão em m 3 /h;

H = altura manométrica total em m;

= peso específico do fluido bombeado em kgf/m 3 ;

POT = potência em HP;

102 = fator de conversão

= valor da eficiência em % (ex, se a eficiência é de 80%, então na fórmula deve constar 80)

35

As curvas características são válidas para uma dada bomba operando a uma velocidade fixa e com um rotor de determinado diâmetro. Existem certas relações, chamadas Relações Características, que permitem prever o que ocorrerá se forem modificados a velocidade ou o diâmetro do rotor de uma certa bomba. São elas:

- Variação na rotação:

a vazão varia de modo diretamente proporcional;

a AMT varia proporcionalmente ao quadrado da rotação;

a potência consumida varia com o cubo da rotação.

- Variação no diâmetro do rotor:

a vazão é diretamente proporcional ao diâmetro;

a AMT é proporcional ao quadrado do diâmetro;

a potência consumida varia com o cubo do diâmetro.

É importante lembrar que as curvas características das bombas na maioria das vezes vêm calculadas para água

à temperatura ambiente e limpa. No caso de se estar transportando outro líquido, é necessário corrigir as curvas de acordo com a viscosidade do fluido, e a curva BHP x Q de acordo com o peso específico.

4.4 Ponto ótimo de trabalho de uma bomba

O ponto de operação de uma bomba centrífuga é definido como sendo a intersecção da curva H x Q do sistema

com a curva H x Q da bomba. Portanto, o ponto de operação define a vazão no qual o sistema completo (vasos, tubulações e bomba) vai operar.

Se plotarmos as curvas características da bomba e a curva do sistema em um mesmo gráfico, obtermos o ponto te trabalho nas interseções destas curvas.

A interseção da curva do sistema como a curva (H x Q da bomba) nos fornece H trabalho e Q Trabalho .

A interseção da curva (H x Q) Bomba com a curva (

x Q) Bomba nos fornece o Trabalho .

A interseção da curva (H x Q) Bomba com a curva (Pot x Q) Bomba nos fornece o Pot Trabalho .

36

Conforme ilustra a figura ao lado.

4.5 Saldo de Carga de Sucção - Cavitação:

Deve-se Ter sempre em mente que, em operações de bombeamento, a pressão em qualquer ponto da linha de sucção nunca deve ser menor que a pressão de vapor P v do líquido bombeado na temperatura de trabalho, caso contrário haveria vaporização do líquido, com conseqüente redução da eficiência de bombeio. Neste caso, ocorreria cavitação no rotor da bomba pela implosão das bolhas de vapor. Este processo é acompanhado por elevado nível de ruído e vibração, e violenta corrosão das partes internas da bomba.

Deste modo, para evitar estes efeitos negativos, a energia disponível para levar o fluido do reservatório até o bocal de sucção da bomba deverá ser a altura manométrica de sucção h s menos a pressão de vapor (expressa como coluna líquida) do líquido na temperatura de bombeio. Esta energia disponível é chamada Saldo de Carga de Sucção (Net Positive Suction Head - NPSH) e é calculada como segue:

NPSH D = Z S +

P S + P ATM – P V

+ V S 2

= Z S + P S + P A T M – P V + V

- hf S

2g

É necessário estabelecer uma

requerido

característica do sistema no que o NPSH requerido é

(NPSH D )

e

NPSH

representando

carga de sucção e a pressão bomba possa operar

a energia

H x Q sistema T x Q H T Pot T Pot x Q H
H x Q sistema
T
x Q
H T
Pot T
Pot x Q
H
x Q bomba
Q T

diferença entre NPSH disponível

é

qual a bomba opera, enquanto função da bomba em si, mínima que deve existir entre a de vapor do líquido para que a satisfatoriamente.

(NPSH R );

o

primeiro

37

Tanto o NPSH disponível quanto o requerido variam com a vazão do líquido; o NPSH disponível é reduzido com o aumento de vazão, devido ao aumento da perda de carga por atrito. O NPSH requerido, sendo função da velocidade do fluido no interior da bomba, aumenta com a vazão. Pelo que foi dito acerca do NPSH disponível e requerido, ficou claro que a bomba opera satisfatoriamente se:

NPSH D > NPSH R + 0,6 m

4.6 Associação de bombas

As bombas são associadas em série e paralelo. A associação de bombas em série é uma opção quando, para dada vazão desejada, a altura manométrica do sistema é muito elevada, acima dos limites alcançados por uma única bomba. Já a associação em paralelo é fundamentalmente utilizada quando a vazão desejada excede os limites de capacidade das bombas adaptáveis a um determinado sistema.

capacidade das bombas adaptáveis a um determinado sistema. Associação em Paralelo 4.7 Principais aplicações das
capacidade das bombas adaptáveis a um determinado sistema. Associação em Paralelo 4.7 Principais aplicações das

Associação em Paralelo

4.7 Principais aplicações das bombas.

em Paralelo 4.7 Principais aplicações das bombas. A SSOCIAÇÃO EM S ÉRIE As bombas são usadas
em Paralelo 4.7 Principais aplicações das bombas. A SSOCIAÇÃO EM S ÉRIE As bombas são usadas
em Paralelo 4.7 Principais aplicações das bombas. A SSOCIAÇÃO EM S ÉRIE As bombas são usadas

ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE

As bombas são usadas nos mais diversos ramos da industria. As bombas podem ser utilizadas para transportar líquidos quentes e frios, com sólidos em suspensão ou não, também são usadas como bombas dosadoras em processos de controle onde estas adicionam mais ou menos constituintes de acordo com a operação as bombas estão visíveis nos processos industriais e as bombas centrífugas, mais especificadamente , nas industria petroquímica, devido a sua grande aplicabilidade. Sem as bombas, as industrias ficariam de braços cruzados

38

para poderem realizar suas operações rotineiras, dependendo exclusivamente da ação da gravidade, que nem sempre é possível usar ou tecnicamente inviável.

Exercícios:

1) Tendo em vista a seguinte situação descrita na tabela abaixo, escolha uma das bombas para operação no sistema, ou sugira alterações no sistema para fins de uma possível utilização de uma delas.

BOMBA

AMT

NPSH

POTÊNCIA

A

80

m

2,0 m

5 HP

B

85

m

2,5 m

10

HP

C

90

m

3,0 m

15

HP

SISTEMA

83,5 m

3,2 m

11

HP

2) Um operador observa que uma das bombas do processo sob sua responsabilidade encontra-se em cavitação. O que pode ter sido alterado nesse processo ? Justifique à luz da teoria sobre escoamento de fluidos.

3) Descreva o que ocorrerá com um processo caso a bomba nele instalada tenha o rotor substituído por um outro 25% maior.

4) Quando devem ser usadas bombas em série ? E em paralelo ?

5) Explique o que poderá acontecer, caso um sistema tenha a tubulação de descarga trocada de 3” para 4”. O que vai ocorrer com a AMT e a potência requerida ? Como isso afetará uma bomba atualmente instalada ?

39

55 TRANSMISSÃOTRANSMISSÃO DEDE CALORCALOR

5.1 Introdução

Na maior parte dos processos químicos há libertação ou absorção de calor e numa vastíssima gama de instalações industriais há que se aquecer ou resfriar fluidos.

Assim, em fornos, evaporadores, unidades de destilação, secadores e reatores químicos há a necessidade de se transmitir calor.

Alternativamente, pode ser necessário evitar a perda do calor de um recipiente quente ou de uma tubulação de vapor d’água.

O controle do fluxo de calor na condição desejada constitui um capítulo dos mais importantes das operações unitárias.

A transferência de calor é a ciência que trata das taxas de troca de calor entre um corpo quente denominado fonte e um corpo frio denominado receptor.

Existem três modos diferentes para a transmissão de calor de uma fonte para um receptor: condução, convecção e radiação.

40

A transmissão de calor foi descrita como estudo das taxas de troca de calor entre

A transmissão de calor foi descrita como estudo das taxas de troca de calor entre fontes e receptores de calor. Os processo de transmissão de calor tratam sobre taxas de troca da calor à medida que ocorrem no equipamento de

transmissão de calor dos processo químicos e da engenharia. Este tratamento focaliza melhor a importância da diferença de temperatura entre a fonte e receptor, que é, antes de mais nada, a força motriz que rege a transmissão de calor.

5.2 Transferência de Calor por Condução

Consideremos por exemplo um copo contendo leite até sua metade. Apesar de apenas a parte inferior do copo estar em contato direto com o leite, todo ele estará quente depois de decorridos alguns instantes.

Isto ocorre porque quando colocamos leite em contato com a parte interna do copo, esta adquire mais energia em virtude do recebimento de calor do leite. Esta energia acrescentada faz com as partículas vibrem com mais intensidade, transmitindo a energia adicional às partículas mais próximas, que também passam a vibrar mais intensamente e assim sucessivamente.

CONDUÇÃO É O PROCESSO DE TRANSMISSÃO DE CALOR ATRAVÉS DO QUAL A ENERGIA PASSA DE PARTÍCULA PARA PARTÍCULA SEM QUE AS MESMAS SEJAM DESLOCADAS.

41

5.3 Condução através de uma parede plana

Na condução ocorre a transmissão de calor através de um material fixo tal como a parede estática indicada na figura abaixo.

fixo tal como a parede estática indicada na figura abaixo. O fluxo de calor por hora

O fluxo de calor por hora é proporcional à variação de temperatura através da parede plana e à área da parede A. Se T fora temperatura em qualquer parte da parede e x for a espessura da parede na direção do fluxo de calor, quantidade de calor, quantidade de calor que flui será dada por:

Q

x

k é a constante de proporcionalidade, uma propriedade de transporte denominada condutividade térmica, e é determinada experimentalmente.

As condutividades térmica dos sólidos são muito maiores que as dos líquidos, que, são muito maiores que as dos gases. É mais fácil transmitir calor através de um sólido do que através de um líquido e a que no gás.

42

=

kA (

T

2

= kA ( T 2 T 1 )

T

1

)

Face FaceQuenteFria

Alguns sólidos, tais como, os metais, possuem condutividades térmicas elevadas e denominam-se condutores. Outros
Alguns sólidos, tais como, os metais, possuem condutividades térmicas elevadas e denominam-se condutores.
Outros possuem baixas condutividades e são pobres condutores de calor; este são isolantes.
5.4
Condução através de uma parede mista
Quando a parede consiste de diversos materiais colocados juntos em série com na construção de um forno ou
na câmara de combustão de uma caldeira. Diversos tipos de tijolos refratários são normalmente empregados,
são mais frágeis e caros do que aqueles necessários nas
proximidades da superfície externa, onde as temperaturas são
consideravelmente mais baixas.
Fluxo de calor que entra pela face esquerda deve ser igual ao fluxo
de calor que deixa a face direita, uma vez que o estado
permanente exclui a possibilidade de acúmulo do calor.
43
T T
1
T
1
4
Q =
=
T
T
T
T
R
A
x
x
x
Q =
=
1
=
2
=
3
1
+
2
+
3
R
R
R
R
k
k
k
3
1
2
1
2
3

Assim a taxa transferência de calor é de:

T

/

xa Ka

(

+

T

/

xb Kb

)

5.5 Condução através de um tubo

As condições de transferência de calor através de um tubo de parede espessa, quando se mantêm, constantes as temperaturas no interior e no exterior, estão representadas.

O fluxo de calor é dado por:

constantes as temperaturas no interior e no exterior, estão representadas. O fluxo de calor é dado

Q =

2

44

Q

=

A

2

Q = A 2 1

1

k rl

T T 1 2 r ln 2 r 1
T T
1
2
r
ln
2
r
1

em que l é o comprimento do tubo.

5.6 Transferência de Calor por Convecção

Você já se perguntou por que numa sala de sauna o ar mais quente está na região de cima, embora a fonte de calor esteja na parte de baixo? O que ocasiona este fato?

Ar mais próximo da fonte de calor se aquece primeiramente ficando menos denso que o restante. Então ele sobe e o ar de cima, por estar mais frio e portanto, mais denso, desce, ocorrendo a troca de posição entre eles.

Assim, o calor está sendo transmitido

a toda a massa de ar, devido ao

movimento das massas de ar quente

e frio. A esse movimento dá-se o nome de CONVECÇÃO.

Inversamente a sauna, o ar condicionado operam retirando calor de um ambiente. Porém eles causam melhor efeito quando colocados na parte superior da sala, porque desta forma provocam a convecção do ar, com a descida do ar frio e a subida do ar quente.

Algumas aplicações da convecção:

provocam a convecção do ar, com a descida do ar frio e a subida do ar

45

a convecção do ar, com a descida do ar frio e a subida do ar quente.

Num refrigerador, o congelador fica localizado na parte superior, pois o ar em contato com o mesmo sofre um resfriamento, provocando a subida do ar menos denso, formando assim correntes de convecção.

A retirada de gases residuais da combustão, pelas chaminés, é resultado das correntes de convecção.

A formação de brisas nas regiões litorâneas em parte se deve ao fato de o calor específico da areia ser bem

menor que o da água. Durante o dia a areia se aquece mais rapidamente que a água, o ar acima da areia se expande, torna-se menos denso, sobe e é substituído pelo ar frio do mar, provocando portanto correntes de convecção. De noite o processo de inverte.

A transmissão de calor por convecção é devida ao movimento do fluido. O fluido frio adjacente a uma superfície

quente recebe calor, o qual é transmitido para todo o volume do fluido frio misturando-se com ele.

A convecção livre ou natural ocorre quando o movimento do fluido frio não é incrementado por agitação

mecânica. Porém, quando o fluido for agitado mecanicamente, o calor será transmitido por convecção forçada.

Este tipo de transmissão de calor pode ser descrito por uma equação que emita a forma da equação da condução e é dada por

(

Q = hA T T

S

)

A constante de proporcionalidade h é um termo que é influenciado pela natureza da agitação e deve ser

avaliada experimentalmente. Esta constante denomina-se coeficiente de película. Temos ainda que T s é a temperatura uniforme da superfície e T é a temperatura do fluido que escoa sobre a superfície. Esta equação é chamada de Lei de Newton do Resfriamento. Os seguintes fatores interferem no coeficiente de película:

Viscosidade do fluido – o seu aumento reduz o valor de h

Vazão do fluido – o seu aumento aumenta o valor de h

Massa específica do fluido – o seu aumento aumenta o valor de h

Calor específico do fluido – o seu aumento aumenta o valor de h

46

47

48

48

5.7 Aplicação associada de condução e convecção Na condução de calor numa parede plana, a
5.7 Aplicação associada de condução e convecção
Na condução de calor numa parede plana, a temperatura é uma função exclusiva da coordenada x e o calor se
transfere somente nesta direção. Na figura abaixo (a), uma parede plana separa dois fluidos em temperaturas
diferentes. A transferência de calor ocorre por convecção do fluido quente a T • ,1 para uma face da parede a T s,1 ,
por condução através da parede, e por convecção da outra face da parede a
T s,2 para o fluido frio a T • ,2 .
A representação mediante circuitos elétricos proporciona um instrumento útil
para conceituar e quantificar os problemas de transferência de calor. A taxa
de transferência de calor é definida a partir de cada elemento do circuito, isto
T
T
,1
• , 2
q =
x
R
tot
é
1
L
1
R
=
+
+
tot
hA
kA
h A
1
2
T
T
,1
, 4
q =
r
ln(
r
/
r
)
ln( /
r
r
)
ln(
r
/
r
)
1
1
+
2
1
+
3
2
+
4
3
+
2
r Lh
2 k L
2 k L
2 k L
49
2 r Lh
1
1
A
B
C
4
4

5.8 Transferência de calor em Aletas

Embora existam muitas situações diferentes que envolvem os efeitos combinados da condução e da convecção,

a aplicação mais freqüente é aquela na qual uma aleta é usada especificadamente para aumentar a taxa de transferência de calor entre um sólido e o fluido adjacente.

de calor entre um sólido e o fluido adjacente. São exemplos as aletas de resfriamento dos

São exemplos as aletas de resfriamento dos cabeçotes de motores de motocicletas e de aparadores de grama,

o dos tubos aletados que se usam para promover troca de calor entre o ar e o fluido de operação de uma

condicionador de ar. A figura abaixo mostra duas montagens comuns de tubos aletados.

50

Numa certa aplicação, a escolha de uma configuração particular de aletas pode depender de considerações

Numa certa aplicação, a escolha de uma configuração particular de aletas pode depender de considerações de espaço, peso, a fabricação e o custo, e também da medida em que as aletas reduzem o coeficiente de convecção da superfície e aumenta a perda de carga associada ao escoamento sobre elas. Essas são algumas desvantagens associadas ao seu uso em trocadores de calor.

51

Decrescentes

Freqüências

5.9 Transferência de calor por Radiação

A terra recebe energia emitida pelo sol, que passa pelo vácuo aquecendo-a.

Essa energia, que não necessita de meio para se propagar, chama-se energia radiante.

A transmissão da energia radiante é feita através de ondas eletromagnéticas que se propagam no vácuo com a velocidade de 300.000 km/s.

Corpo que emite a energia radiante é chamado de emissor ou radiador, o que recebe, receptor. As ondas eletromagnéticas são formadas por diversas ondas de freqüência diferentes, chamadas de radiação. As mais comuns são:

diferentes, chamadas de radiação. As mais comuns são: Raios cósmicos Raios Raios X Raios Ultravioleta Luz

Raios cósmicos Raios Raios X Raios Ultravioleta Luz visível Raios infravermelhos Microondas Ondas de rádio e TV

Raios infravermelhos Microondas Ondas de rádio e TV Das ondas eletromagnéticas, as que se transforma mais

Das ondas eletromagnéticas, as que se transforma mais facilmente em calor quando absorvidas são as infravermelhas, também chamadas de ondas de calor.

52

A radiação é encarada como um fenômeno inerente somente a corpos quentes, luminosos. Vemos que não é

bem assim, a radiação é um terceiro mecanismo de transmissão de calor, que difere da condução e convecção. Ambos os mecanismos necessitam da presença de um meio para conduzir o calor de uma fonte para um receptor. A transmissão de calor por radiação não necessita de um meio intermediário, e o calor pode ser transmitido por radiação através do vácuo.

A radiação envolve transmissão da energia radiante de uma fonte para um receptor. Quando radiação emana

de uma fonte para um receptor, uma parte da energia é absorvida e outra parte é refletida pelo receptor. Com base na 2ª lei da termodinâmica, verifica-se que a taxa de produção de uma fonte é dada por

Q =

AT

4

Esta relação é conhecida como a lei da quarta potência, na qual T é a temperatura absoluta. é a constante de Stefan-Boltzmann, porém é um fator peculiar a cada radiação e denomina-se emissividade. A emissividade, assim como a condutividade térmica k ou o coeficiente de transmissão de calor h, também deve ser determinada experimentalmente.

Na radiação, é necessário qualificar a condição sob a qual toda a radiação proveniente da fonte é completamente recebida pelo receptor. Isto ocorrerá quando dois planos radiante forem infinitamente grandes, de modo que a quantidade de radiação emitida pelas partes laterais da fonte e atinge as partes laterais do receptor seja insignificante. Se ambas as placas os planos forem corpos negros, a quantidade de calor transferida será:

Q = AT T

1

2

(

4

4 )

onde o corpo negro é uma superfície ideal que tem como propriedades absorver toda radiação incidente, independentemente do comprimento de onda e da direção.

53

Caso os dois planos não sejam corpos negros e possuam emissividade diferentes, a troca de energia líquida será diferente. Alguma energia emitida pelo primeiro plano será absorvida, e a restante será irradiada de volta para a fonte, então, a quantidade de calor transferida será:

1

1

1

1

2

5.10 Trocadores de Calor

Os processos de troca térmica entre dois fluidos em diferentes temperaturas, e separados por uma fronteira sólida, é um processo comum em muitas aplicações da engenharia. O dispositivo usado para corporificar esta troca é o trocador de calor, que tem aplicações específicas no aquecimento e no resfriamento de ambientes, no condicionamento de ar, na produção de energia, recuperação de calor e no processamento químico.

Os trocadores ou permutadores de calor do tipo tubular constituem o grosso do equipamento de transferência de calor com ausência de chama, nas instalações de processos químicos.

O equipamento de transferência de calor pode ser identificado pelo tipo ou pela função. Quase todo tipo de unidade pode ser usado para efetuar qualquer ou todas estas funções. Abaixo, a tabela mostras as principais definições dos equipamento de troca térmica.

54

Q

=

+

Q = + 1 ( 4 T T 1 2 4 )

1

(

4 T

T

1

2

Q = + 1 ( 4 T T 1 2 4 )

4 )

55

55

calor

multitubulares são:

Permutadores com espelho flutuante. Tipo AES (a)

Permutadores com espelho fixo. Tipo BEM (b), o tipo mais usado que qualquer outro.

Permutadores com cabeçote flutuante e gaxeta externa. Tipo AEP (c)

Permutadores de calor com tubo em U. Tipo CFU

(d)

Permutadores do tipo refervedor com espelho flutuante e removível pelo carretel. Tipo AKT (e)

Permutadores com cabeçotes e tampas removíveis. Tipo AJW (f)

Os

principais

tipos

de

trocadores

de

Tipo AKT (e) Permutadores com cabeçotes e tampas removíveis. Tipo AJW (f) Os principais tipos de

56

57

57

58

58

Outros tipos de trocadores de calor para líquidos e gases são :

Tubos duplo – são sustados a muito temo, principalmente quando as velocidades de fluxo são baixas e as faixas de temperaturas são altas. Estes segmentos de tubos duplos são bem adaptados ao pequeno diâmetro, pois possibilitam o uso de pequenos flanges de seções com paredes delgadas, em comparação com o equipamento convencional multitubulado.

Trocadores com raspagem interna - este tipo de trocador tem um elemento rotativo munido de lâminas raspadoras montadas em molas, para raspagem da superfície interna. Os trocadores com raspagem interna são essencialmente convenientes para a transferência de calor com cristalização, ou transferência de calor em condições de pesada incrustações das superfícies; ou a transferência de calor em fluidos muitos viscosos. São usados, para cristalização, nas fábricas de parafina e nas fábricas petroquímicas.

fluidos muitos viscosos. São usados, para cristalização, nas fábricas de parafina e nas fábricas petroquímicas. 59

59

Permutador do tipo placa – consiste em placas que servem como superfícies de transferência de

Permutador do tipo placa – consiste em placas que servem como superfícies de transferência de calor e de uma armação que as suporta. As chapas são facilmente limpas e substituídas. A área necessária pode ser atingida pela adição ou subtração de chapas.

60

61

61

5.11 Dimensionamento Térmico de Trocadores de Calor

Uma diferença de temperatura cria a força motriz que determina a transmissão de calor de uma fonte a um receptor. Sua influência sobre um sistema de transmissão de calor, incluindo tanto como um receptor, é o objeto para o nosso estudo.

Os tubos concêntricos, mostrados abaixo, conduzem duas correntes, e, em cada uma destas duas, existe um coeficiente de película particular, e suas respectivas temperaturas variam da entrada para a saída. O escoamento em contracorrente possibilita a manutenção de gradientes térmicos ao longo de todo o trocador, sendo assim mais eficiente.

ao longo de todo o trocador, sendo assim mais eficiente. A fim de estabelecer a diferença

A fim de estabelecer a diferença de temperatura entre uma dada temperatura geral T de um fluido quente e uma temperatura t de um fluido frio, é necessário levar em consideração também todas as resistências entre as temperaturas. No caso de dois tubos concêntricos, sendo o tubo interno muito fino, as resistências encontradas

R =

 

+

+

 
 

h 1

k

m h

0

62

1

L

m

1

são resistências peculiar do fluido do tubo, a resistência da parede do tubo L m /k m , e a resistência peculiar do fluido na parede anular. Uma vez que Q é igual a t/ R

É costume substituir 1/U por R onde U denomina-se coeficiente total de transmissão de calor. Levando-se em conta que um tubo real possui áreas diferentes em suas superfícies interna e externa, h i e h o devem-se referir à mesma área de transmissão de calor. Se a área externa A do tubo interno for usada, então h i deveria possuir se ele fosse originalmente calculado com base na área maior A em vez de A i , então

1 1 1 = + A h U h i 0 i A
1
1
1
=
+
A
h
U h
i
0
i
A

Considerando um sistema contracorrente temos, geralmente ambos os fluidos sofrem variações de temperatura que não são lineares quando as temperaturas são plotadas contra o comprimento. Entretanto, existe uma vantagem para uma dedução baseada numa curva de T – t contra L, uma vez que ela permita identificação da diferença de temperatura em qualquer parte ao longo do comprimento do tubo. Para dedução da diferença de temperatura entre dois fluxos, as seguintes hipóteses devem ser feitas:

o coeficiente

constante em todo o comprimento da trajetória,

total

de

transmissão

de

calor

é

( T t ) ( T t ) 1 2 2 1 T t ln
(
T
t
)
(
T
t
)
1
2
2
1
T
t
ln
1
2
T
t
2
1
t t 2 1 t ln 2 t 1
t
t
2
1
t
ln
2
t
1

o calor específico é constante em todos os pontos

da trajetória,

não existem mudanças de fase parciais no sistema

e

as

perdas de calor são desprezíveis; então

A

equação geral de transferência de calor fica,

então:

Q =U A T

ml

63

T

ml

=

MLTD

=

=

Exercícios:

1) Uma face de uma placa de cobre de 3 cm de

espessura é mantida a 400ºC e a outra face é mantida a 100ºC. Qual a taxa de

da

transferência de calor

placa ? Dados : K cobre = 370 W/m ºC a 250ºC

.

por m 2 através

2) Uma parede composta é formada por uma placa de cobre de 2,5 cm, uma camada de amianto de 3,2 mm e uma de fibra de vidro de 5 cm. A parede é submetida à diferença de temperatura de 560ºC. Calcule a taxa de

calor por unidade de área da parede. Dados:

K cobre = 370 W m 1 ºC 1 K amianto = 0,161 W m

1 ºC 1 K fibra = 0,048 W m 1 ºC 1 .

3) Um tubo de aço de 5 cm de diâmetro externo

é coberto com 6,4 mm de amianto, seguido

de uma camada de 2,5 cm de fibra de vidro.

A temperatura da parede do tubo é 315ºC, e

a temperatura externa do isolamento é 38ºC.

Calcule a temperatura da interface entre o

amianto e a fibra de vidro. Dados: K amianto

= 0,166 W m 1 ºC 1 , 0,048 W m 1 ºC 1 .

exposta a uma

temperatura ambiente de 200ºF (ver figura abaixo). A parede está coberta com uma fina

camada de isolante , cuja condutividade térmica é de 0,3 Btu h 1 ft 1 ºF 1 e a temperatura da parede em contato com o

4) Uma

K fibra vidro =

parede

plana

está

isolante é de 800ºF. A parede perde calor para o meio ambiente por convecção. Calcule o valor da espessura de isolante que deve ser aplicada,

 

sabendo

que

o

coeficiente

de

película

que

deve

ser

mantido

na

superfície

externa

do

isolante

deve

ser

a temperatura

externa

do

isolante

não

deve

exceder

a

140ºF.

externa do isolante não deve exceder a 140ºF. P A R E D E ISOLANTE 64

P

A

R

E

D

E

externa do isolante não deve exceder a 140ºF. P A R E D E ISOLANTE 64
externa do isolante não deve exceder a 140ºF. P A R E D E ISOLANTE 64
externa do isolante não deve exceder a 140ºF. P A R E D E ISOLANTE 64

ISOLANTE

externa do isolante não deve exceder a 140ºF. P A R E D E ISOLANTE 64

64

de

15

Btu

h -1

ft -2

ºF -1 e

que

5) Diferencie

de

transmissão de calor por condução e

convecção, quanto à eficácia.

os

mecanismos

6) Uma fonte radiante atravessa duas placas de mesma emissividade. Em um dado momento, uma das placas é trocada por outra de maior emissividade. O que ocorrerá com a taxa de transmissão de calor ?

7) Defina coeficiente de película. Como este é afetado pelas variáveis do sistema ?

8) Aponte as desvantagens relativas ao uso de aletas em trocadores de calor.

9) Entre dois trocadores de calor, com correntes em paralelo e conjugadas, qual você escolheria ? Justifique sua resposta.

Dadas as seguintes condições

existentes em um trocador de calor: TE FF = 20 o C, TS FF = 47 o C, TE FQ = 80 o C, TS FQ = 50 o C, determine o valor da T ml .

10)

65

66 DESTILAÇÃODESTILAÇÃO

A destilação como opção de um processo unitário de

separação, vem sendo utilizado pela humanidade desde o período que passa pela era dos antigos alquimistas.

O que, como, quando e porque podemos utilizar esta

operação é objeto de intenso estudo.