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INTENSIVO DEFENSORIA PÚBLICA NOTURNO PRESENCIAL

Direito Tributário
Caio Bartine
Data: 27/03/12
Aula 01

RESUMO

SUMÁRIO

1. Limitações Constitucionais ao poder de tributar


1.1 Princípios constitucionais tributários
1.1.1 Princípio da Legalidade
1.1.2 Isonomia
1.1.2.1 Uniformidade geográfica
1.1.2.2 Não diferenciação
1.1.2.3 Capacidade contributiva
1.1.3 Princípio do não confisco
1.1.4 Princípio da irretroatividade tributária
1.1.5 Anterioridade tributária
1.2 Imunidades Tributárias
1.2.1 Genéricas (impostos)
1.2.2 Específicas de ICMS
2. Estudar

1. Limitações Constitucionais ao poder de tributar


Constituem garantias individuais de segurança jurídica ao cidadão contribuinte.

O rol de limitações encontrado nos artigos 150 a 152 da Constituição Federal é exemplificativo
(numerus apertus), de acordo com o STF.

O Supremo entende, ainda, que, por se tratar de garantia fundamental, obedece ao disposto no artigo
5º, § 1º, da CF, que trata da aplicabilidade imediata dos direitos e garantias fundamentais. Assim, as normas
que tratarem de limitações ao poder de tributar, por exclusão, somente poderão ser de eficácia plena ou
contida (nunca limitada). No caso se de constituírem normas de eficácia contida, as regulamentações
necessárias se darão mediante a edição de LC, por força do disposto no artigo 146, II, da CF.

CF, Art. 146. Cabe à lei complementar:


II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;

As limitações ao poder de tributar configuram, ainda, cláusulas pétreas e, por isso, admitem apenas
alterações que representem um aumento de garantias fundamentais (não admitem redução – proibição do
regresso - ou supressão).

1.1 Princípios constitucionais tributários

1.1.1 Princípio da Legalidade

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CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao
contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

CTN, Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:


I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária
principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52,
e do seu sujeito passivo;
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo,
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões
contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela
definidas;
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades.
§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua
base de cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.
§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor
monetário da respectiva base de cálculo.

 Todo e qualquer tributo só pode ser instituído ou exigido por meio de lei, em regra, ordinária.

Lei Complementar:

Pode instituir e majorar tributos desde que haja expressa previsão constitucional. São instituídos por
Lei Complementar: IGF (art. 153, VII, CF); Empréstimos compulsórios (art. 148, CF); Tributos residuais (art. 154,
I e 195, §4º, CF).

CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

CF, Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá


instituir empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de
relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150,
III, "b".

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Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de
empréstimo compulsório será vinculada à despesa que
fundamentou sua instituição.

CF, Art. 154. A União poderá instituir:


I - mediante lei complementar, impostos não previstos no
artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
discriminados nesta Constituição;

CF, Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a


sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes
contribuições sociais:
§ 4º - A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir
a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o
disposto no art. 154, I.

Medida provisória:

Pode instituir ou majorar impostos (EC 32/01 – art. 62, § 2º, CF).

Em regra somente federais (estaduais e municipais, por simetria). Ocorre que todos os impostos
federais regulares já foram criados, exceto o IGF, que é reservado a LC (art. 62, 1º, III, CF), logo, não poderia
ser instituído por MP.

Atualmente, o único imposto federal que poderia ser instituído por MP, em caso excepcionalíssimo
(não regular, portanto), é o IEG – imposto extraordinário de guerra (art. 154, II, CF).

CF, Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da


República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei,
devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
III - reservada a lei complementar; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001)
§ 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração
de impostos, exceto os previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154,
II, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se
houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que
foi editada.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 32, de
2001)

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CF, Art. 154. A União poderá instituir:
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos
extraordinários, compreendidos ou não em sua competência
tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente,
cessadas as causas de sua criação.

Exceções à legalidade:

a) instituição: não existe exceção ao princípio da legalidade no que concerne à instituição de tributos,
pois o STF já entendeu que mesmo as MP devem obedecer às regras estabelecidas que lhes conferem força
normativa – sendo convertidas em lei –, logo, nunca fugirão à regra da legalidade.

b) redução e majoração – em regra, dependerão de lei, mas será considerada exceção à legalidade o
uso do Decreto Executivo (a CF não fala em decreto, mas em ato normativo do Executivo; contudo, é o ato
normativo mais utilizado, por ser o ato próprio da chefia do Executivo).

Hipóteses:

b.1) art. 153, 1º, CF – alteração das alíquotas do II, IE, IPI, IOF (impostos extrafiscais, de função
regulatória);

CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários;
§ 1º - É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e
os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos
impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.

b.2) art. 177, 4º, I, “b”, CF – redução ou restabelecimento de alíquotas da CIDE Combustíveis.

CF, Art. 177. Constituem monopólio da União:


III - a importação e exportação dos produtos e derivados
básicos resultantes das atividades previstas nos incisos
anteriores;
§ 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio
econômico relativa às atividades de importação ou
comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e
seus derivados e álcool combustível deverá atender aos
seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda Constitucional nº

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33, de 2001)
I - a alíquota da contribuição poderá ser: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)
b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se
lhe aplicando o disposto no art. 150,III, b; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

Observação: Note-se que ambas as exceções (b.1 e b.2) referem-se às alíquotas. Isto porque, base de
cálculo (definição, majoração, redução e restabelecimento) só pode ser altera por lei, nunca por Decreto
Executivo.

Dica: art. 97, 2º, CTN – atualização monetária da base de cálculo não se equipara à majoração de
tributo. Assim, a atualização monetária da base de cálculo independe de lei.

CTN, Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:


§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do
disposto no inciso II deste artigo, a atualização do valor
monetário da respectiva base de cálculo.

ICMS Combustíveis monofásico:

CF, Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal


instituir impostos sobre: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
XII - cabe à lei complementar:
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e
do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais
serão concedidos e revogados.
h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o
imposto incidirá uma única vez, qualquer que seja a sua
finalidade, hipótese em que não se aplicará o disposto no
inciso X, b; (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)
§ 4º Na hipótese do inciso XII, h, observar-se-á o seguinte:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)
IV - as alíquotas do imposto serão definidas mediante
deliberação dos Estados e Distrito Federal, nos termos do § 2º,
XII, g, observando-se o seguinte: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 33, de 2001)

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O ICMS, em regra, é plurifásico. Mas, se a LC expressamente autorizar, o ICMS Combustíveis poderá ter
incidência única, na forma definida pela lei que o instituir.

O STF entende que esta é uma exceção ao princípio da legalidade, eis que a definição da alíquota na
incidência monofásica será feita por convênios (em regra, alíquota é definida por lei, daí a exceção
reconhecida pelo STF; novamente diz respeito, tão somente, às alíquotas e não ás bases de cálculo, que
sempre exigirão lei em sentido estrito).

1.1.2 Isonomia

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se
encontrem em situação equivalente, proibida qualquer
distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos
rendimentos, títulos ou direitos;

1.1.2.1 Uniformidade geográfica

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
Aplica-se somente à União e dispõe que não poderá ser dado tratamento privilegiado a um Estado-
membro em detrimento de outro.

Exceção: concessão de incentivos fiscais para o desenvolvimento socioeconômico de toda uma região.

Exemplo: art. 40, ADCT – Zona Franca de Manaus: zona de livre comércio com todos os incentivos
fiscais vinculados à União.

Vedação a isenções heterônomas – art. 151, III, CF - o que se veda é que a União conceda incentivos
estaduais ou municipais. Ela só pode conceder incentivos de tributos de sua competência.

CF, Art. 151. É vedado à União:


III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados,
do Distrito Federal ou dos Municípios.
Exceção: quando a União estiver agindo como sujeito de direito internacional, buscando interesses do
país, da nação (em tratados e convenções internacionais). Nesses casos, poderá a União, por exemplo,
conceder isenção de ICMS. Dentre os documentos internacionais importantes, destaca-se o GATT1, que foi
objeto das Súmulas 20 e 71 do STJ e 575 do STF.

Súmula 20 – STJ - A mercadoria importada de país signatário

1
Vide em: http://www2.mre.gov.br/dai/m_313_1948.htm.

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do GATT é isenta do ICM, quando contemplado com esse favor
o similar nacional.
Súmula 71 – STJ - O bacalhau importado de país signatário do
GATT é isento do ICM.
Súmula 575 – STF - A mercadoria importada de país signatário
do GATT, ou membro da ALALC, estende-se a isenção do
imposto sobre circulação de mercadorias concedida a similar
nacional.
1.1.2.2 Não diferenciação

CF, Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos


Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e
serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência
ou destino.
Estados e Municípios não podem ter ou dar tratamento diferenciado em razão da procedência ou do
destino de bens e serviços entre si.

Exemplo: São Paulo não pode estabelecer uma alíquota diferente ao Rio de Janeiro, pelo simples fato
de ser Rio de Janeiro.

Exceção: convênios – são acordos firmados entre Secretários da Fazenda, com a finalidade de
assegurar interesses econômicos em comum entre os Estados, a fim de estabelecer uma relação de
preferência na aquisição de produtos e serviços entre eles.

Exemplo: Região Sudeste estabelece convênio para estabelecer tratamento diferenciado entre os
estados da região, fazendo frente aos estados das outras regiões.

STF – IPVA – não pode haver tratamento diferenciado entre veículos nacionais e importados. A base
de cálculo pode ser distinta, mas não o fato gerador (fato de ser importado ou não).

1.1.2.3 Capacidade contributiva

CF, Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e
serão graduados segundo a capacidade econômica do
contribuinte, facultado à administração tributária,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos,
identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da
lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas
do contribuinte.
Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte.

A ideia inicial era de que “quem ganha mais, paga mais” e “quem ganha menos, paga menos”.

A partir daí, o STF classificou em pessoal aquele tributo que levar em conta a condição econômica da
pessoa do contribuinte. Assim, um tributo será pessoal quando incidir sobre a pessoa. Por outro lado, quando
o tributo incidir sobre a coisa, tratar-se-á de um tributo de caráter real.

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Assim, são impostos pessoais: IR e o IGF (que ainda não foi instituído). Todos os demais impostos são
reais, por incidir sobre coisas.

A CF, na tentativa de efetivar a capacidade contributiva, utilizou-se de vários mecanismos, dentre eles
a progressividade (o aumento da base de cálculo implica no aumento da alíquota).

Assim, todo imposto pessoal é progressivo. O único imposto pessoal criado é o IR e o art. 153, § 2º, da
CF, dispõe que este imposto será regido pela generalidade, universalidade e progressividade.

CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


§ 2º - O imposto previsto no inciso III:
I - será informado pelos critérios da generalidade, da
universalidade e da progressividade, na forma da lei;

Quanto aos impostos reais, o STF decidiu que poderão ser progressivos, desde que atendam a dois
requisitos: a) previsão constitucional; b) caráter extrafiscal.

Assim, a progressividade dos impostos reais não terá caráter arrecadatório, mas sim regulatório.

Exemplos:

ITR – art. 153, §4º, I, CF – progressividade para evitar a manutenção de terras improdutivas (caráter
extrafiscal).

CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


VI - propriedade territorial rural;
§ 4º O imposto previsto no inciso VI do caput: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
I - será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
IPTU – art. 182, §4º, II, CF – para evitar o descumprimento da função social da propriedade (caráter
extrafiscal).

CF, Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada


pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais
fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o
bem- estar de seus habitantes.
§ 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei
específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos
termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não
edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu
adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana
progressivo no tempo;
Observação: o aumento progressivo das alíquotas jamais poderá ser tamanho que configure o confisco

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(expropriação do patrimônio do particular, de caráter essencialmente sancionatório, sem qualquer espécie de
indenização).

Ocorre que, se a progressividade do ITR não for eficaz à garantia do cumprimento da função social, a
situação poderá culminar na desapropriação rural por interesse social – reforma agrária (art. 184, CF). Isto só
poderá ser feito pela União e a indenização será feita em TDA – títulos da dívida agrária (até 20 anos para
resgatar). Constitui, assim, exceção à regra geral das desapropriações (DL 3365/41 e art. 5º, XXIV, CF), que
prevê indenização prévia e em dinheiro.

CF, Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse


social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não
esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa
indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte
anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização
será definida em lei.
Igualmente, no caso do IPTU, a desapropriação urbanística por interesse social (que de acordo com o
Estatuto da Cidade – Lei 10.257/01 – limita-se à alíquota máxima de 15%), será indenizável com TDP – título da
dívida pública (até 10 anos para resgatar).

CF, Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada


pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais
fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o
bem- estar de seus habitantes.
§ 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei
específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos
termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não
edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu
adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida
pública de emissão previamente aprovada pelo Senado
Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas
anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da
indenização e os juros legais.

Estatuto da Cidade, Art. 7º. Em caso de descumprimento das


condições e dos prazos previstos na forma do caput do art. 5o
desta Lei, ou não sendo cumpridas as etapas previstas no §
5o do art. 5o desta Lei, o Município procederá à aplicação do
imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU)
progressivo no tempo, mediante a majoração da alíquota pelo
prazo de cinco anos consecutivos.
§ 1o O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado
na lei específica a que se refere o caput do art. 5o desta Lei e
não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior,
respeitada a alíquota máxima de quinze por cento.
§ 2o Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não

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esteja atendida em cinco anos, o Município manterá a
cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida
obrigação, garantida a prerrogativa prevista no art. 8o.
§ 3o É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à
tributação progressiva de que trata este artigo.

O direito de propriedade é um direito individual e, embora não seja absoluto, não pode ser sufragado
sob o fundamento da supremacia do interesse público. Se for possível manter o direito e garantia individual,
ele deverá ser mantido. Assim, não pode haver desapropriação com a finalidade de interesse social sem a
prévia progressividade.

Progressividade fiscal no IPTU (arrecadatória)

CF, redação pela EC 29/00, Art. 156. Compete aos Municípios


instituir impostos sobre:
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere
o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

O IPTU pode ter alíquotas diferenciadas em razão do uso e da localização.

O STF entendeu que estas alíquotas diferenciadas, instituídas pela EC 29/00, em razão do uso e da
localização, constituiriam hipóteses de progressividades arrecadatórias e, portanto, exceção à regra.

Contudo, vários municípios já cobravam IPTU, de forma progressiva arrecadatória, antes da EC 29/00,
levando o STF a editar a Súmula 668.

Súmulla 668 – STF - É inconstitucional a lei municipal que


tenha estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000,
alíquotas progressivas para o IPTU, salvo se destinada a
assegurar o cumprimento da função social da propriedade
urbana.

Aplicabilidade do princípio da capacidade contributiva

Em regra, aos impostos.

O STF entendeu que, por força da interpretação do art. 5º, LXXVI, CF, as taxas também deveriam
obedecer a tal princípio, porque neste caso deverá levar em conta a situação econômica do contribuinte.

CF, Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de


qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,
nos termos seguintes:
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na
forma da lei:

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a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;

1.1.3 Princípio do não confisco

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

Nenhum tributo poderá ter caráter confiscatório.

Acerca da definição de “confisco”, o Min. Celso de Melo entendeu que se trataria da hipótese de uma
tributação excessiva, a ponto de acarretar a inviabilidade econômica do contribuinte.

Multas: de acordo com o STF, o princípio do não confisco aplica-se tanto aos tributos quanto às
multas. Contudo, o contribuinte não será isentado das multas devidas. Deverão ser observados os princípios
da razoabilidade e proporcionalidade, expressamente previstos na Constituição do Estado de São Paulo, em
seu art. 111.

CESP, Art. 111. A administração pública direta, indireta ou


fundacional, de qualquer dos Poderes do Estado, obedecerá
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade, razoabilidade, finalidade, motivação, interesse
público e eficiência. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006).

1.1.3 Princípio da irretroatividade tributária

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado;

Lei tributária não pode retroagir a fatos ocorridos anteriormente à sua vigência.

CTN, Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência


do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada.

A lei a ser aplicada é aquela da ocorrência do fato gerador.

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Exemplo: uma pessoa veio a óbito em 2000 e a alíquota à época do ITCMD era de 8%; o inventário foi
aberto em 2012, cuja alíquota é de 20%. A alíquota devida será a de 8%. Assim, haverá a retroatividade à data
do fato gerador.

Há, contudo, situações em que a lei a ser aplicada é aquela posterior ao fato gerador (não haverá
retroatividade).

CTN, Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência


do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente,
ainda que posteriormente modificada ou revogada.
§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente
à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído
novos critérios de apuração ou processos de fiscalização,
ampliado os poderes de investigação das autoridades
administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir
responsabilidade tributária a terceiros.
Hipóteses:
a) Modificações nos critérios de apuração e arrecadação de tributos (o fato gerador ocorreu em
2000, mas o critério de arrecadação foi modificado em 2012 – aplica-se a lei de 2012);

b) Aumentar os poderes de fiscalização da administração tributária (exemplo: até o advento da LC


105/01, o Fisco não poderia fazer requisições bancárias sem autorização judicial, mas desde então
isso se tornou possível);

c) Maiores garantias e privilégios do crédito tributário.

Há, ainda, hipóteses em que a lei a ser aplicada será anterior ao fato gerador. Estas se tratam de
exceções à regra da irretroatividade, mas restritas às hipóteses que beneficiem o contribuinte e somente nos
casos expressamente previstos no artigo 106 do CTN:

a) Lei expressamente (escrita) interpretativa, desde que não esteja aplicando ao contribuinte
qualquer espécie de sanção. A retroatividade deve ser expressa e autoaplicável (não pode
depender de outra lei). Observe-se que, mesmo que uma lei preveja a retroatividade
expressamente, se trouxer em seu bojo qualquer tipo de sanção, não será retroativa;

b) Ato infracional não transitado em julgado, cuja lei posterior aplique uma penalidade mais severa
(Exemplo: multa pelo não pagamento do tributo no vencimento – impugnação administrativa
quanto ao montante da multa, impedindo o trânsito em julgado da penalidade – durante a
tramitação da impugnação, se uma lei abrandar esta multa, esta lei atingirá aquele ato ensejador
da penalidade).

Observação: o trânsito em julgado do ato infracional deve ser judicial e não meramente
administrativo. Não importa que na via administrativa o ato tenha se tornado indiscutível. Deve
haver trânsito em julgado, com coisa julgada material, na via judicial.

1.1.5 Anterioridade tributária

Busca conferir ao particular uma maior segurança jurídica na tributação. Evita que o contribuinte seja
“pego de surpresa”. Atualmente, essa anterioridade possui três formas de aplicação:

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a) Anterioridade comum ou de exercício – art. 150, II, “b”, CF – todo tributo que é criado ou
aumentado no ano, só pode ser exigido no ano seguinte. De acordo com o art. 34 da Lei 4320/64,
equipara o exercício financeiro ao ano civil.

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se
encontrem em situação equivalente, proibida qualquer
distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos
rendimentos, títulos ou direitos;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a
lei que os instituiu ou aumentou;

b) Anterioridade mínima, noventena, nonagesimal - instituída pela EC 42/03 – art. 150, III, “c”, CF – é
aplicada em conjunto à anterioridade comum. Entre um ano e outro deve haver, no mínimo, um
lapso de 90 dias (lapso de segurança ao contribuinte).

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se
encontrem em situação equivalente, proibida qualquer
distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos
rendimentos, títulos ou direitos;
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o
disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº
42, de 19.12.2003)
c) Anterioridade mitigada ou nonagesimal própria das contribuições sociais – art. 195, §6º, CF – toda
contribuição social (sem exceção) pode ser cobrada, no mesmo ano em que foi criada ou
aumentada, desde que se espere, no mínimo, 90 dias.

CF, Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a


sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes
contribuições sociais:
§ 6º - As contribuições sociais de que trata este artigo só
poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não
se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, "b".

Tributos que constituem exceções à anterioridade

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CF, art. 150, § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a
vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos
arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de
cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)
a) Tributos cobrados imediatamente – II, IE, IOF, IEG, ECCMG.

b) Tributos cobrados no mesmo ano, aguardando 90 dias – IPI, ICMS Combustíveis e CIDE
Combustíveis (é a mesma forma das contribuições sociais, que constituem regra, e não exceção).

c) Tributos cobrados no ano seguinte, sem aguardar 90 dias – IR e a base de cálculo do IPVA e IPTU.

Alteração do prazo de recolhimento do tributo

Súmula 669 do STF - Norma legal que altera o prazo de


recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao
princípio da anterioridade.
Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo (obrigação acessória), não se sujeita à
anterioridade, pois este princípio se restringe aos casos de aumento ou redução de tributo (obrigação
principal).

Revogação e extinção de isenção por prazo indeterminado

Isenção com prazo determinado gera direito adquirido.

Mesmo que uma lei revogue aquele tipo de isenção, o prazo prefixado garante ao contribuinte o seu
exercício até o termo final.

Contudo, isenções precárias, sem prazo predeterminado, podem ser revogadas a qualquer tempo e o
tributo, até então acobertado pela isenção nela instituída, passa a ser exigível no primeiro dia do exercício
financeiro seguinte (art. 104, III, CTN).

CTN, Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício


seguinte àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos
de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a renda:
III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser
de maneira mais favorável ao contribuinte, e observado o
disposto no artigo 178.
Observação: a 1ª. Turma do STF (não o Pleno) entende que a aplicabilidade é imediata, sob o
fundamento de que não se trata de aumento ou redução, mas de mero restabelecimento de algo que sempre
foi exigível, mas acobertado por isenção. Não prevalece nos concursos, em especial da DPE.

1.2 Imunidades tributárias

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Imunidade é uma vedação constitucional que impede a incidência de tributos.

Contudo, a expressão “imunidade” é uma construção doutrinária e jurisprudencial, referente às


expressões encontradas no texto constitucional: “vedação”, “não incidência”, “isenção” (quando estiver na CF
e não em leis infraconstitucionais) e “gratuidade”.

1.2.1 Genéricas (restritas aos impostos).

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos,
inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos
trabalhadores, das instituições de educação e de assistência
social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua
impressão.
a) recíproca – veda a incidência de impostos entre os entes federativos. Um ente não pode
cobrar imposto do outro.

IPTU – art. 123 do CTN – as convenções particulares não podem ser opostas à Fazenda para modificar
responsabilidade tributária.

Exemplo: se a União locar um imóvel para um particular – não incide IPTU (a União é imune); se o
particular locar um imóvel para a União – incide IPTU (o particular não é imune); se o particular colocar no
contrato cláusula de transmissão da obrigação tributária referente ao IPTU, e a União não pagar, o particular
terá que pagar, mas caberá ação de regresso contra a União (que assumiu a cláusula; nem todo contrato da
administração é contrato administrativo).

CTN, Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as


convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo
pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda
Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das
obrigações tributárias correspondentes.
O mesmo se diga com relação ao ITBI.

Autarquias e Fundações Públicas – art. 150, 2º, CF – desde que atendam suas finalidades essenciais
(aos entes políticos, a imunidade é incondicionada; às autarquias e fundações públicas a imunidade é
condicionada ao exercício da atividade finalística).

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:

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a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas
finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista – STF – RE 407099 - 2004 – Min. C. Velloso – EP e
SEM essenciais ao funcionamento do Estado ou que atuem sob o regime de monopólio gozam de imunidade
recíproca (exceção à regra de que pessoa jurídica de direito privado não goza de imunidade tributária).

Exemplos: Correios (EBCT), INFRAERO – ambas EP Federais – e CAERD (Cia de águas e esgoto de
Rondônia) – SEM Estadual.

Observação:

Concessão da execução de serviço público a particulares – art. 175, CF – somente por meio de
concessão ou permissão, precedida de licitação; art. 2º da Lei. 8.987/95 – STF – constitui contrato
administrativo. A concessão (somente a pessoa jurídica, isoladamente, ou em consórcio) exige licitação na
modalidade concorrência e a permissão (a pessoa física ou jurídica) admite qualquer espécie de licitação.

As concessionárias não integram à Administração Pública – art. 150, 3º, CF – não há imunidade (STF)
quando a atividade constituir exploração de atividade econômica ou a remuneração dos usuários for feita por
meio de tarifas (que não são tributos).

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não
se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados
com exploração de atividades econômicas regidas pelas
normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que
haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo
usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação
de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

b) religiosa – templos de qualquer culto.

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
b) templos de qualquer culto;

De acordo com o STF, não se trata só de imóvel. O que se defende é a laicidade do Estado, por isso a
expressão “de qualquer culto”.

Tudo o que a atividade religiosa fizer, se for provada a finalidade de difusão da crença, estará abarcada

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pela imunidade.

Exemplos: não incide IR sobre dízimos e ofertas. Não incide IPTU sobre o imóvel do templo e o
cemitério por ela mantido, etc. Não importa o que é: se houver finalidade de difusão religiosa, será imune.

Satanismo: é crença, logo, também é imune.

c) subjetiva

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos,
inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos
trabalhadores, das instituições de educação e de assistência
social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

c.1) partidos políticos e suas fundações;

c.2) entidades sindicais dos trabalhadores;

c.3) instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos

As três hipóteses: serão imunes, desde que atendidos os requisitos fixados na lei. Por força do art.
146, II, CF, esta lei será a LC e, no caso, trata-se do CTN (que foi recepcionado como LC).

O CTN dispõe todos os requisitos:

- não distribuir qualquer parcela de suas receitas;

- aplicar o dinheiro somente no Brasil;

- manter regularidade da escrituração fiscal;

CTN, Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é


subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas
entidades nele referidas:
I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de
suas rendas, a qualquer título; (Redação dada pela Lcp nº 104,
de 10.1.2001)
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na
manutenção dos seus objetivos institucionais;
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em
livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua
exatidão.

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Súmula 724 – STF Ainda quando alugado a terceiros,
permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer
das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da Constituição,
desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades
essenciais de tais entidades.

d) objetiva – livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão

O objetivo da CF é garantir a liberdade de expressão e de opinião. A CF não restringe o conteúdo, logo,


livros de qualquer conteúdo serão imunes.

O STF estendeu a imunidade ao papel fotográfico (é o único insumo imune, nem mesmo a tinta foi
abarcada).

As mídias digitais serão tributadas normalmente (apesar de haver algumas decisões em contrário).

1.2.2 Específica de ICMS

CF, Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal


instituir impostos sobre: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre
prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 3, de 1993)
§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
X - não incidirá:
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior,
nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior,
assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do
imposto cobrado nas operações e prestações anteriores;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo,
inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele
derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;
d) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades
de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e
gratuita; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

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a) Exportação – não incide ICMS nas mercadorias e serviços destinados ao exterior;

b) Transferência de combustíveis de um Estado para o outro;

c) Ouro – somente aquele definido em lei como ativo financeiro, instrumento de política cambial –
haverá incidência somente de IOF;

d) Serviços de comunicações de som ou imagem – desde que de recepção livre e gratuita;

Importante (ICMS):

Súmula 166 – STJ – não incide ICMS na transferência de mercadorias entre estabelecimentos do
mesmo titular (eis que não há circulação econômica, mas mera circulação física).

Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de


mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo
contribuinte.

Súmula 350 – STJ – não incide ICMS sobre a habilitação de telefonia móvel (eis que a mera habilitação
não gera comunicação, tratando-se de mero ato preparatório para tal).

O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone


celular.
Súmula 334 – STJ – não incide ICMS sobre provedores de acesso à internet.

O ICMS não incide no serviço dos provedores de acesso à


Internet.
Súmula Vinculante 32 – não incide ICMS sobre venda de bens salvados de sinistro.

O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro


pelas seguradoras.
2. Estudar:

a) taxas – art. 145, II, CF ; art. 77, CTN; Súmula 670 – STF; Súmulas Vinculantes 19 e 29;

b) normas gerais tributárias

- obrigação tributária (art. 113);

- sujeitos da obrigação tributária (arts. 119 a 121);

- solidariedade tributária (arts. 124 a 125);

- capacidade tributária passiva (art. 126);

- responsabilidade tributária (arts. 128 a 137);

- crédito tributário – suspensão (art. 151);

- extinção (art. 156) e exclusão (art. 175);

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- garantias e privilégios (arts. 183 a 193).

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