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Arteterapia

A Arteterapia é o uso da arte como terapia.


Consiste na criação de material sem preocupação
estética e sim apenas de expressar
sentimentos.Estamos perante uma terapia
desenvolvida através da estimulação da expressão,
do desenvolvimento da criatividade.
Conheça esta Terapia como opção na busca do bem-
estar pessoal e social.

"Ver simplesmente, não é o bastante. É necessário


que se tenha um contato novo, vívido e físico com o
objetivo que se desenha, através do maior número
possível de sentidos e
especialmente do sentido”. Kimon Nicolaides

Conceito de Arteterapia

• A Arteterapia é um processo terapêutico que


utiliza a arte, em toda a sua abrangência, como
instrumento de conexão entre o mundo interno e
externo do indivíduo.
• Além disso, é um caminho através do qual cada
indivíduo pode encontrar possibilidades de
expressão para, através de técnicas e materiais
artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas
dificuldades na vida.
• É um campo de interfaces com especificidade
próprias, pois não se trata de simples fusão de
conhecimentos de arte e psicologia.
• Isso significa que não basta ser psicólogo e
“gostar de arte” ou ser artista ou arte-educador e
“gostar de trabalhar com pessoas com
dificuldades específicas”.

• A formação em arteterapia, além das matérias


de arte e psicologia necessárias, compreende
também um corpo teórico e metodológico próprios,
que abrange conhecimentos da história da
arteterapia, dos processos psicológicos gerados
tanto no decorrer da atividade artística como na
observação de trabalhos de arte e das relações entre
processos criativos e processos terapêuticos com
diferentes materiais e técnicas.
História da Arteterapia

• A Arteterapia tem sua origem em uma prática


milenar, mas é recente quanto instrumento
terapêutico tendo se desenvolvido na Inglaterra
após a 2ª Guerra baseada nas idéias de Jung e
influenciada pelo surgimento de uma nova visão da
Arte, e hoje se espalhou pelo mundo.

• Os primeiros estudos sobre o tema surgiram em


1876 com o médico psiquiatra Max Simon que
publicou pesquisas sobre as manifestações artísticas
de doentes mentais e fez uma classificação das
patologias segundo essas produções artísticas.
• Outros trabalhos foram surgindo como os de
Freud e Jung que também se desenvolveram a partir
da produção artística de seus pacientes psiquiátricos
de grande importância para os diagnósticos da
época.

• Podemos perceber uma diferença básica entre


Jung e Freud. Para Freud toda pessoa reprime
impulsos não aceitos socialmente e a arte funciona
como uma forma saudável de sublimar esses
impulsos evitando a neurotização. Já para Jung, a
arte tem um sentido muito além do que apenas
sublimação, contribui e auxilia no processo de
individuação da pessoa.

• O termo Arteterapia surgiu por volta dos anos 50


através de duas correntes distintas: A arte em
terapia representada por Margareth Naumburg e a
arte como terapia representada por Edith Kramer, as
mesmas reconhecidas como “fundadoras” da
Arteterapia.

• No Brasil, a Arteterapia surge com a Psiquiatria,


no estudo de pacientes alienados do Hospital do
Juqueri, São Paulo, em 1923, por Osório, César, que
mais tarde criou a Escola Livre de Artes Plásticas do
Juqueri. Dr. Osório seguia a linha de Freud, pois
acreditava que a produção artística por si só era
capaz de possibilitar a cura. Mesmo durante um
surto esquizofrênico seria uma forma de reorganizar,
a percepção do mundo exterior.

• A Arteterapia surge no Rio de Janeiro através da


Drª Nise da Silveira, psiquiatra, seguidora das idéias
de Jung. Drª Nise, fundou o Museu de Imagens do
Inconsciente localizado no Centro Psiquiátrico D.
Pedro II, onde podemos encontrar obras feitas por
pacientes que foram acompanhados por ela e sua
equipe.

Tipos de dinâmicas

• Durante o processo terapêutico podemos


utilizar exercícios de relaxamento e biodança para
ampliar a consciência corporal e como forma de
baixar as tensões, promovendo uma “volta a calma”
antes do início da sessão. Para isso, é comum o uso
de músicas suaves com sons harmônicos que
propiciam um ambiente relaxante.

• A respiração é levada a níveis mais lentos, de


calma colocando o indivíduo em contato com si
mesmo, com o ambiente despindo-se de seus
problemas e pensamentos até chegar um nível de
relaxamento onde já não há tantas defesas, o que
permite o acesso mais livre às camadas
inconscientes. Tem sido muito usada nos casos de
dificuldade de comunicação verbal.
• A linguagem verbal por ser limitada e racional,
dificulta traduzir sentimentos e sensações em
palavras o que proporciona filtrar aquilo que seria
dito, organizando as idéias, impedindo que o
conteúdo mais importante seja tocado. A arte entra
como desbloqueadora, aproximando a pessoa da
sensação e da emoção acessando conflitos não ditos
e não explicados pela linguagem verbal.
• Com o auxílio da Arteterapia, parte do que é
produzido em um desenho ou modelagem, vem de
conteúdos conscientes e inconscientes.

• É a partir dessa junção que vai se trabalhar.

• Em abordagens fenomenológicas como a


Gestalt, não é o terapeuta que dá o significado,
quem interpreta a produção artística do paciente é
ele mesmo, que com a ajuda do profissional faz sua
própria interpretação.
A psicologia e a Arte

• As expressões de estados internos são presentes


no percurso da história do homem, a arteterapia
surgiu, distinguindo-se como alternativa terapêutica
a partir de 1930, quando alguns psiquiatras, tiveram
sua atenção voltada para os trabalhos desenvolvidos
por alguns pacientes e procuraram, então, uma
ligação entre suas as produções artísticas e a
psicopatologia que os acometia.

• Nesta crescente e contínua evolução, a arte


passou a ser utilizada em psicoterapia, com valor
terapêutico, no sentido de propiciar os elementos de
criação e as possíveis análises e elaborações
posteriores, ou mesmo “insights” do paciente sobre
a natureza de sua criação.

• Seguindo o ciclo de desenvolvimento da


psicologia, no período contemporâneo nasceram
algumas linhas de tratamento psicológico, são elas:
Gestalt (ênfase nos processos de percepção e na
psicologia da forma), Psicanálise (Freud, seu maior
representante, fala dos mecanismos inconscientes),
Análise de Jung (Jung, seu maior defensor e primeiro
psicoterapeuta a utilizar a arte como forma de
expressão do inconsciente.

• Posteriormente, outras linhas de abordagem


psicoterapêutica foram surgindo e determinaram
toda a evolução que a psicoterapia tem atualmente,
algumas delas: Behaviorismo (valorização do meio,
das contingências ambientais e as relações de causa
e efeito, reforços e punições), Fenomenologia (o
fenômeno é analisado da maneira como se
manifesta a nossa consciência).

• Segundo Pain e Jarreau (1994), a arteterapia é


uma atividade de estimulação à execução de
imagens pela expressão artística, buscando
respostas em pacientes/clientes para que possam se
auto-observar, promovendo reflexões sobre
desenvolvimento pessoal, habilidades, interesses,
preocupações e conflitos.
• Os pesquisadores em arte e educação
descobriram que a expressão por meio da arte era
um facilitador na aquisição de aprendizagens
significativas, na expressão simbólica e emocional,
na expressão não verbal e na aquisição de novas
habilidades.

• A American Art Therapy Association (1991)


postula que a arteterapia e sua prática são baseadas
no conhecimento sobre o desenvolvimento humano
e nas teorias psicológicas que, aliados ao
desenvolvimento histórico da arte, possibilitam, em
amplo espectro, modelos para o acesso e os
tratamentos educacionais, terapêuticos, cognitivos,
na resolução de problemas, na redução da
ansiedade, na estimulação de uma autoimagem
positiva, etc.

• Segundo Monteiro (2007) o autorreforço, ou


seja, a satisfação, na emissão dos comportamentos
livres da expressão artística possibilita a modelagem
de diversos comportamentos e também a
autoexpressão e o relaxamento.
• Uma vez instalado o comportamento de
representar, com recursos artísticos, emoções,
sensações e pensamentos, os comportamentos
disfuncionais são passíveis de ser modificados diante
de representações e possibilitam novas
discriminações, além de uma clareza do transcurso
habitual entre ambiente (estímulo) – pensamento –
sentimento para o indivíduo, promovendo, assim, o
autocontrole.

• A validade da vivência da atividade artística é


tida no poder de experienciar, ter curiosidade; e ao
final, quando o trabalho é concluído, observar as
consequências, desenvolvendo criatividade,
espontaneidade, o que pode tornar a pessoa mais
consciente, enquanto as regras tornam as pessoas
mais alienadas, rígidas e ansiosas, dificultando a
resolução de problemas.

• Pela arte o paciente transmite o seu sentimento,


sua maneira de pensar e o modo como vivencia e
compreende o mundo, fazendo-o de acordo com a
sua evolução mental, emocional, psíquica e
biossocial.
• A produção constitui a reprodução do
conhecimento e a estruturação, constituição e
reconstituição do nosso universo interior, pois todo
processo criativo, após o momento de se deixar
levar, experimentar e explorar materiais surge como
uma necessidade de organizar, de colocar junto, de
arranjar e elaborar o trabalho final.
• Com a ansiedade crescente do mundo
globalizado, da informação, da rapidez, cresce a
ansiedade, a contradição e o questionamento. Esses
aspectos devem ser favorecidos por modalidades
expressivas que permitam analisar, inventar e
compreender.

• Na análise dos trabalhos em arteterapia, é


necessário que o terapeuta observe todo o processo
(como começou, se precisou de ajuda, refez alguma
etapa do processo, não aceitou o erro, não gostou do
trabalho...). O arteterapeuta deve avaliar as
possibilidades de intervenção que venha ao
encontro do objetivo da terapia.

• A Arteterapia permite infinitas opções de


descoberta e reflexão, o que favorece o equilíbrio
emocional do paciente. Ele desenvolve sua
criatividade e imaginação, anulando suas tensões e
trazendo à tona suas emoções, temores e fantasias.

• As propostas trabalham com o equilíbrio


psicológico e colaboram no desenvolvimento motor,
intelectual e social, auxiliando no crescimento
afetivo, psicomotor e cognitivo, pois permite a
criação, a experimentação, o que gera o prazer de
novas descobertas e uma forma mais satisfatória de
se expressar e de se comunicar, uma vez que muitos
pacientes têm dificuldades na sua oralidade. As
técnicas construtivas promovem uma melhor
consciência e harmonia corporal.

• Segundo postulam Valladares e Novato (2001),


podemos considerar que a partir do trabalho
arteterapêutico pode-se trazer benefícios seja a nível
simbólico (pelas imagens) como a nível
comportamental. No atendimento de crianças, a
Arteterapia ajuda a passar pelos diversos estágios de
desenvolvimento.
• A linguagem não verbal da Arteterapia tem
acesso a esse mundo infantil, ajudando a criança a
desenvolver seu universo sensorial, sua consciência
corporal, sua capacidade de representação e
construção. Desta forma a criança materializa seus
conteúdos emocionais, confrontando-os e os
fazendo interagir para, finalmente, internalizá-los,
elaborando seu mundo interno e seu mundo
externo.

• Vejamos os benefícios que a arteterapia pode


produzir:
• Ajuda no relaxamento
• Promove a Autoexpressão
• Diminui a ansiedade
• Melhora a consciência
• Diminui a insegurança
• Desenvolve a imaginação
• Melhora a autoestima

• A meta inicial da arte na terapia é propiciar uma


liberdade expressiva para que o paciente possa se
auto-observar e sentir a si mesmo.
• O objetivo, em longo prazo, é que o
indivíduo discrimine um maior número de respostas
de reação ao ambiente, podendo promover em seus
comportamentos a chave para seu restabelecimento
e manutenção de sua qualidade de vida.

Sessões de arteterapia

• A arteterapia é capaz de estimular a expressão,


a espontaneidade, a comunicação e principalmente
o trabalho com a criatividade. Esse trabalho tem
potencial curativo, assim, a força psíquica
transforma-se em uma imagem, que por meio da
simbologia vai formando-se e surgindo conteúdos
internalizados. A principal meta é o
autoconhecimento.

• A arteterapia também se apresenta como uma


possibilidade de organização emocional, intelectual
e espiritual da personalidade do homem.
• Ser terapeuta significa cuidar, servir, mediar
a relação entre os homens e os deuses. Podemos
dizer que existe um ponto de encontro nessa junção,
em que uma potencializa a outra e que o objetivo
primordial da utilização da atividade artística e o
favorecimento do processo terapêutico.

• A arteterapia recebeu notável adesão dos


psicoterapeutas por seu uso não restringir nenhum
tipo de paciente, mesmo em seus aspectos mais
elementares e nas diversas dificuldades
apresentadas, pois poderia ser utilizada por
pacientes que revelassem dificuldades em falar
sobre as questões inerentes ao problema
apresentado.

• A arte na terapia valoriza a criatividade e o fazer


artístico em si, contribui para a organização psíquica,
reforçando a identidade do paciente e seu
desenvolvimento global, abrindo as portas para o
processo de cura.
O PRIMEIRO CONTATO
• As pessoas que buscam terapia
provavelmente já realizaram muitas tentativas de
solucionar seus problemas sozinhos ou com a ajuda
habitual, mas, no entanto não obtiveram êxito. A
alternativa de busca de um processo
psicoterapêutico vem carregada de um sentimento
de frustração (de não ter conseguido solução por si
mesmo) e de ansiedade para que se encontre a
resolução o mais rápido possível.

Nem sempre essa situação é clara para o paciente, às


vezes, isso está de certa forma no inconsciente da
própria pessoa, ou se ela for criança, sua forma de
pedir ajuda será por seus sintomas.

Muitas vezes para o psicoterapeuta, e no caso


daqueles que trabalham com arteterapia, essa
situação não é suficientemente clara, mas deve ser
explorada nas primeiras entrevistas.
• Há casos em que não é um indivíduo isolado que
vem buscar a psicoterapia, mas trata-se de um
grupo. É comum que essa busca grupal venha por
meio do pedido de terceiros, por exemplo, a “escola”
pede para se trabalhar uma determinada “turma
problema”. De qualquer forma, há sempre situações
em que não se está obtendo as respostas necessárias
ou adequadas, isso é, há um comportamento ou
sintoma, que não deveria estar ocorrendo.
É muito importante para o profissional que vai fazer
o trabalho identificar essa necessidade do indivíduo
ou do grupo, ou seja, aquilo denominado de
demanda. Para isso, o profissional ao ser contatado
pela pessoa interessada deverá explorar essa
situação com precisão.

As diversas formas de expressão:


DESENHO
• O desenho é das mais antigas e mais
acessíveis manifestações da arte, o desenhista passa
para o papel imagens e criações da sua imaginação,
fruto da criatividade. É constituído por linhas, pontos
e formas. Há várias maneiras de fazer desenhos com
os mais diversificados materiais.
• Ao longo da história da arte, o desenho foi
utilizado com diferentes funções.
• Até o Renascimento, o desenho era
considerado um esboço, após esse período ganhou o
status de obra pronta.
• Albrecht Durer foi um grande desenhista e
o primeiro a criar o autorretrato.
• Seu desenho é composto de linhas limpas,
com a direção do traço sugerindo volume e
proporcionalidade, uma obra bastante realista.

MÚSICA
• A música na Grécia era a expressão de um
homem livre, fonte de sabedoria e
consequentemente indispensável para a educação.
Vale citar que “educar” para os gregos era mais que
a simples transmissão de conhecimentos, pois o
objetivo maior era a formação do caráter da pessoa.

• A música é definida como a sucessão de sons e


silêncio organizada ao longo do tempo. A música é
usada de variadas formas, de forma artística, militar,
educacional, terapêutica e religiosa.
• A música é dividida em três elementos: melodia
(organização simples de uma série de sons musicais),
harmonia (é o agrupamento agradável de sons
ouvidos simultaneamente) e o ritmo (combinações
infinitas de diferentes durações e ou combinações
variadas em diferentes formas de movimento,
alternando-se com inúmeras formas de repouso).

• Os sons que formam as músicas são chamados


de notas musicais, são elas: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e
Si (divididas em alturas diferentes, sendo graves ou
agudas). A combinação diversificada dos elementos
melodia, ritmo e harmonia dão origem ao que
chamamos de gêneros musicais. Entre alguns
exemplos, podemos citar o rock, pop, rap, funk,
tecno, samba, country, jazz e blues. Contudo, os
estilos são tão variados, que novas combinações
surgem a todo tempo.

• A música facilita a expressão e comunicação de


emoções, sensações, percepções e pensamentos
que refletem o modo de sentir, perceber e pensar de
cada um.
TEATRO
• Teatro ou Arte Cênica é uma forma de arte
apresentada em um palco ou lugar destinado a
espectadores. São gêneros de representações
teatrais: Trágico, Drama, Cômico, Musical e Dança.

Dentro da arteterapia se faz importante, o estudo e


uso do teatro enquanto mecanismo de
conscientização psíquica e reorganização e
ampliando o repertório de comportamentos para
lidar com situações conflituosas. Jacob Levy Moreno
criou o teatro da improvisação ou da
espontaneidade, neste sentido fala-se de
Psicodrama, no qual os pacientes (atores amadores)
recriam as situações do seu cotidiano, facilitando a
comunicação e melhorando a socialização dos
pacientes.

Diariamente temos a necessidade de sermos "bons"


e "aceitos" pela sociedade, com isso temos que
reprimir nossa intuição, nossa espontaneidade,
criatividade e até mesmo nossa agressividade. As
regras sociais tendem a reprimir essas tendências
para evitar situações de desordem.

Esses conteúdos não expressos permanecem dentro


de nós, interiorizados.
• Se o ser humano quiser gozar de saúde
(física e mental), precisa confrontar-se com esses
recursos internos.
• Por meio do autoconhecimento
enfrentamos nossas "sombras" e tentamos nos
aproximar da compreensão, dissolvendo esses
conteúdos complexos, permitindo uma harmonia
entre as diferenças que nos habitam.
DANÇA
• A dança é a arte de movimentar o corpo em
determinado ritmo, ou seja, é a arte de mover o
corpo de forma harmônica, coordenada. Dançando
você pode expressar todos os seus sentimentos,
emoções, alegrias e outros, por meio dos
movimentos.

Algumas danças são muito conhecidas:


• Ballet
• Tango
• Samba
• Sapateado
• Bolero

• Para Guedes (2008) a dança é considerada


uma das mais antigas formas de expressão corporal
e artística do homem. Historicamente, os
movimentos corporais sempre estiveram presentes
na evolução humana sendo uma necessidade
cultural e social do homem. A dança representa,
ainda, uma forma instintiva de comunicar-se usando
o corpo por meio de padrões próprios de
movimento.

• A dança ajuda a aumentar a resistência


imunológica, a energia vital, a nossa disposição, a
confiança e a alegria de viver, sendo fundamental
como arte e como terapia. Várias modalidades de
dança são hoje divulgadas e apreciadas por
todos que querem trabalhar o corpo e a mente, e
ainda relaxar e sentir prazer.

• Assim, o movimento, uma expressão natural e


que por meio dele podemos manifestar nossos
sentimentos, emoções e assim construir nossa
autoestima. A dança é uma das raras atividades
humanas em que o homem se encontra totalmente
engajado: corpo, espírito e coração. A dança é um
esporte completo. A dança também é meditação, um
meio de conhecimento, a um só tempo introspectivo
e do mundo exterior

ESCULTURA
• A escultura representa objetos e seres por
meio das imagens em relevo.
• Para tanto se utiliza de materiais, tais como:
bronze, mármore, argila, cera, madeira, gesso.
• A escultura surgiu no Oriente Médio com a
pretensão de copiar a realidade de forma artística.
Inicialmente as esculturas tinham a intenção de
representar, principalmente, o corpo humano.

No final do século VII a.C, os gregos foram grandes


escultores, usaram mármores em suas
representações de homens muito apreciados pela
sociedade.
• O material mais popularmente utilizado em
arteterapia para a produção de esculturas é a argila.
De acordo com Saraiva (2008), a argila é um material
maleável e proporciona a oportunidade de fluidez
entre material e manipulador como nenhum outro.

• O trabalho com a argila mobiliza nosso


inconsciente profundo e traz ao consciente nosso ser
interior. A sua plasticidade permite trabalhar os
movimentos internos em toda sua complexidade.
Transformando a argila, você forma o objeto, cria em
cada gesto, durante todo o processo e, desta forma,
dá vida ao seu interior, renovando o significado dos
conteúdos internos e expandindo a sua consciência.
Outros objetivos são observados nesta relação, tais
como, dar forma às imagens, sentimentos e
emoções; possibilitar o encontro consigo mesmo;
despertar o potencial criativo; possibilitar a
transformação de energias bloqueadas; ajudar o
paciente a colocar ênfase no processo e não no
produto; ajudá-lo a descobrir quem é e para onde
quer ir, e, desenvolver atividades com argila para
serem usadas no ambiente terapêutico.
PINTURA
• A pintura é uma linguagem que tem como
fundamento a utilização de massas de cores para
construir a imagem. Em alguns períodos da História
da Arte, a pintura requeria um acabamento
absolutamente perfeito. As marcas das pinceladas
do artista, a percepção do gesto, da marca do pincel,
era algo indesejável.
Artistas acadêmicos, ou seja, aqueles que seguiam as
regras da academia (regras clássicas) deveriam criar
uma pintura perfeitamente lisa. Em contraposição,
os artistas modernos criaram uma pintura mais
fluida, em que se notava o gesto na obra acabada, ou
seja, a pincelada era perceptível, como marca da
gestualidade. Essa ruptura trazida pelo
impressionismo não foi bem- recebida inicialmente,
gerando grande polêmica.
A prática da pintura tem um papel importante
dentro da arteterapia, pois permite a expressão
pelas cores, desenvolve o gosto artístico, a
sensibilidade, a observação, a destreza motora e a
autoconfiança.
Segundo artigo publicado pela arteterapeuta Lígia
Diniz, as cores têm significados e são elementos
provocadores de emoções, vejamos: Vermelho,
laranja e amarelo - cores quentes; despertam mais
ações, mais extroversão, são consideradas cores
“yang”.

• Verde, azul, lilás - cores frias; despertam mais


calma, introversão e transcendência. Estas cores
podem ser associadas aos sete chacras de energia do
corpo humano. Os chacras são centros de força vital
a diferentes níveis de experiência no sistema
humano.
• O verde é uma cor tranquilizadora, refrescante.
É a cor do reino vegetal, da natureza, com seu odor
revigorante. Esta cor simboliza o princípio do
crescimento natural e saudável e a capacidade de
nutrir os seres vivos. Evoca passividade e
imobilidade, é a cor da esperança e da longevidade,
das águas dos lagos, do mar, é a cor das plantas
medicinais.
O consultório
• A aparência e a organização do consultório do
arteterapeuta é fundamental para a criação de um
ambiente espontâneo de trabalho, despertando a
imaginação e a criatividade. Não é um consultório
médico ou uma sala de aula. É um lugar agradável,
que possibilita trilhar, de forma prazerosa,
diferentes caminhos da arte.
As qualidades objetivas e subjetivas do consultório
possibilitarão a construção dos vínculos interno e
externo do paciente com ele. O que será esse
consultório internalizado? É aquele que existe no
mundo interno do paciente como um lugar em que
se sente estimulado a criar, onde poderá falar e viver
suas esperanças, medos e dificuldades. Os aspectos
inconscientes poderão revelar-se e, assim,
possibilitar a descoberta dos verdadeiros entraves
existentes no processo simbólico e cognitivo.
As vivências nesse novo espaço definido
formalmente, com características específicas,
auxiliam o paciente na total liberdade de agir,
dramatizando situações que o constrangem, e
experimentando a liberdade de expressão.

Seguem-se alguns aspectos materiais e da sala que


considero desejáveis no consultório de Arteterapia:
• Uma mesa de tamanho regular com os dois
lados vazados para proporcionar maior comodidade;
• Se houver intenção de atendimento em
grupo, é preciso planejar o mobiliário visando ao
número de pacientes previsto;
• Claridade, simplicidade, conforto, aconchego,
beleza;
• Papéis de vários tipos, cores e texturas;
• Tintas para diversos usos (tecido, guache,
acrílica para madeira ou gesso, óleo para tela, acrílica
para tela, etc.);
• Lápis de cor, giz pastel e aquarela;
• Telas para pintura;
• Sucata de todo tipo para trabalhos com
recicláveis;
• Tecidos para limpeza de pincéis;
• Potes para lavagem dos pincéis;
• Jornal para forrar a mesa e facilitar a limpeza;
• Possibilidade de boa arrumação para o
material de uso;
• Funcionalidade;
• Possibilidade de manter o sigilo quanto aos
produtos feitos e aos aspectos da individualidade de
cada um;
• Armários para preservação do sigilo do material
de cada paciente;
• Armários ou estantes para guardar o
material de uso nas sessões.
• Computador com todos os recursos da
atualidade, como: multimídia, microfone, acesso à
Internet. O seu uso deve ser complementado com o
scaner e a impressora colorida. É importante instalar
algum tipo de editor de texto e editor gráfico, assim
como uma variedade de softwares;
• Livros para realizar pesquisas e buscar
ilustrações;
• É desejável que o chão da sala seja forrado
com material lavável que não acumule poeira, seja
de fácil limpeza para o caso de queda de tinta, cola,
e agradável para os pacientes que gostam de
trabalhar no chão;
• A sala deve possuir dois ambientes: um para
trabalho de arte com os pacientes e outro "cantinho"
com sofá, almofadas ou poltronas confortáveis, para
promover atividades de relaxamento ou para
trabalhar com conteúdos verbais ou expressos nas
atividades;

• É de grande utilidade ter-se na própria sala do


consultório um lavatório com água corrente. Tal
peça permitirá aprontar tintas e outros materiais,
lavar as mãos sem sair da sala, mexer com água, o
que é ao mesmo tempo uma experiência do mundo
físico e de valor emocional;
• O consultório, considerado como uma das
constantes do tratamento, deve permanecer o mais
imutável possível. Deve-se evitar a troca de sala,
mudança de mobiliário e demais objetos. A
constância do espaço terapêutico é estruturante
para o paciente, principalmente para aquele que já
passou por sucessivas trocas de casa, de escola ou de
profissionais. É preciso proporcionar-lhe algo
estável;

• Os referenciais tempo e espaço, constantes no


enquadramento terapêutico, são referenciais para
todo ser humano. Por isso, é necessário que o
paciente saiba de antemão as mudanças que serão
feitas no consultório, bem como a troca de sala.

O acesso a esse local deve possibilitar duas


abordagens diferentes da questão:
• a) O terapeuta faz uma seleção prévia do
material e o deixa sobre a mesa, e assim o paciente
não tem acesso a esse local.
• b) O paciente tem fácil acesso ao armário do
material, sendo-lhe permitida a livre escolha.

As duas situações deverão ser definidas em função


das características de cada tratamento, que, por sua
vez, tem base no diagnóstico individual.
Arteterapia com crianças

• A Arteterapia com crianças representa um ótimo


recurso terapêutico, uma vez que se aproxima muito
da linguagem infantil pela criatividade, com o uso de
desenhos pinturas, materais lúdicos que são formas
características de expressão, próprias do universo
infantil.

• Na abordagem Junguiana encontramos quatro


estágios que abrangem possibilidades do
desenvolvimento infantil.

• A primeira fase correspondente ao estágio


ourobórico. Nesta fase a energia psíquica
movimenta-se num esquema circular fechado, e a
criança não percebe a sua separação com o outro.
Esta fase corresponde aos primeiros meses de vida.
• ERICH NEUMANN, terapêuta Junguiano
descreve esta fase como: “a fase inicial,
ourobórica do desenvolvimento da criança, por
caracterizar-se por um mínimo de desconforto e
tensão e um máximo de segurança e também pela
unidade entre o Eu e o Tu, entre self e mundo.

• A segunda fase corresponde ao dinamismo


matriarcal. Nesta fase a criança passa a reconhecer o
Tu, que será a fonte do seus prazeres, apresentando
dificuldades de aceitar interdições e comportando-
se no sentido de atender suas necessidades básicas.
• Esta fase caracteriza-se pelo início do
desenvolvimento da relação ego-self e os distúrbios
pertubadores do ego: fome, sede, frio, umidade e
dor, tendem a ser regulados ou compensados pela
mãe, ou quem a represente, de modo que a
segurança, a placidez do sono e a identidade Eu – Tu
e CORPO – SELF costumam ser restauradas.
• Segundo Newmann, a disponibilidade ou
indisponibilidade da mãe para relacionar-se com a
unidade bio psíquica do filho é de suma importância,
não apenas para essa unidade mas também para a
formação inicial do ego da criança, pois a consciência
independe da criança e as formas positivas e
negativas de suas reações egóicas estão diretamente
conectadas com sua experiência corporal.

Assim, ternura, saciedade e prazer conferem um


sentimento de segurança e de ser amado que é a
base indispensável para um comportamento social
positivo, para um sentimento de segurança em estar
no mundo e também base para a indispensável
confirmação da condição de vidas independente da
criança.

• Esta fase, vai até cerca do terceiro ano de vida.


Esta relação primal é decisiva para o destino do
indivíduo, uma vez que na primeira fase do
desenvolvimento o amor é o conhecimento, o
desenvolvimento com o “Tu”.
• Nesta fase o trabalho em Arteterapia já envolve
alguns materiais convencionais como papéis leves e
grandes, tintas construídas com pigmentos naturais,
construção de histórias com vivências e intensas
experimentações com os personagens.

• Os materiais devem poder propiciar estreito


contato podendo ser amassados, colocados no
próprio corpo, permitindo assim serem
reconhecidos é terem seus significados e símbolos
compreendidos através do movimento, da
manipulação e de todos os canais sensoriais
disponíveis.

• A terceira fase do desenvolvimento infantil


corresponde ao estágio patriarcal, em que a criança
começa a aprender a lidar com as normas, as regras,
as leis e as interdições. Começa a fazer operações
abstratas, sai do seu mundo arquetipo – Pai,
conquistando estágios iniciais de autonomia e
independência, indispensáveis para o
desenvolvimento da consciência.
• Esta fase corresponde aproximadamente a cinco
ou seis anos, período em que as crianças preparam-
se para ingressar no universo da escolaridade formal
no mundo da leitura, em que palavras codificam
conceitos e significados, no universo dos conceitos
matemáticos e da resolução de problemas. Nesta
fase observa-se a diminuição ou o desaparecimento
da necessidade de experimentar com o corpo.

• Assim a criança não necessita mais sentir em seu


próprio corpo o processos a que vai submeter os
materiais. Já consegue explorar concentrada e
minuciosamente os materiais apresentados. Pode
deter-se em um objeto para modelá-lo, pintá-lo,
combiná-lo com outros ou transformá-lo. Consegue
com facilidade alternar funcionamentos, como
encaixar, colar, armar, construir, modelar,
estabelecer estruturas, comprêende-las e
transformá-las.

• A quarta fase marca a transição da saída da


infância para a adolescência caracterizando-se por
intensas alterações físicas e emocionais. Do ponto de
vista simbólico é uma fase marcada pelo início da
Busca da Alteridade, caracterizada pela necessidade
de reconhecer a si e ao outro, determinando as
necessidade, os limites e as possibilidades de trocas.
• O ego já pode dispor de alguns mecanismos de
defesa de maneira adequada, podendo abrir mão
dos métodos mágicos de concentração e
consolidação pertinentes às fases anteriores do
desenvolvimento.
• Delimitam-se de maneira mais precisa as
antíteses Pai-Mãe, Céu-Terra, Consciente-
Inconsciente. A tensão dos opostos já pode ser
suportada, através das construções em vivências
individuais e transpessoais, registradas na própria
psique.

• O período é fértil para os trabalhos expressivos


uma vez que as dificuldades materiais são inúmeras
mas destacam-se com os trabalhos de modelagem os
trabalhos com maquetes e os instrumentos
expressivos de precisão que permitem configurar
formas precisas, num universo emocional em
transformação.

• No trabalho terapêutico o desempenho das


crianças varia, muitas vezes pelo atraso em relação
ao que deveriam ser os comportamentos
considerados normais pelas dificuldades
operacionais em experimentar, manipular e
transformar os materiais, cabendo, portanto ao
Arteterapeuta diagnosticar em que fase do
crescimento encontra-se a criança para só a partir
daí traçar estratégias e escolher materiais.
Exemplos práticos de
Arteterapia com crianças

CONSTRUINDO MATERIAIS NO TRABALHO COM


CRIANÇAS
• Em Arteterapia, um trabalho produtivo é
compartilhar com as crianças todas as etapas do
processo de criação. Assim o Arteterapeuta pode
confeccionar os maeriais básicos de Arteterapia com
ajuda das crianças que participarão do atendimento.

Esta estratégia trará mais interesse e motivação para


as atividades, bem como facilitará os “insights”.
Podem confeccionar as tintas e as massinhas para
modelar, pois o universo infantil é pleno de
personagens que incluem animais, fadas e bruxas,
princesas, monstros, cavernas e mais uma gama
infinita de possibilidades.
• Cabe ao Arteterapeuta criar formas que possam
facilitar dar concretitude a este mundo, para que as
crianças possam confrontar-se e lidar melhor com os
conteúdos afetivos representados por estas
imagens. Assim as estratégias diversas de
modelagem poderão favorecer este processo.

• O trabalho com argila também é muito utilizado


pois é um recurso natural que coloca a criança em
contato com dois elementos vitais muito prazerosos:
a terra e a água.

• É um material muito vivo em possibilidades


expressivas, pois é flexível, reversível (basta ser
conservado úmido). Depois de prontas as
modelagens podem ser pintadas com guache,
envernizadas com verniz Cristal ou Copal, ou receber
uma demão de cola plástica para ficarem brilhante
Podem também ser pintadas com tinta acrílica
levemente diluída em água, ou com uma tinta feita
da própria argila diluída em água, a qual acrescenta-
se pigmentos naturais ou pó xadrez. O Arteterapeuta
ao introduzir este material no setting deve fazer uma
preparação prévia, pois o primeiro contato de
algumas crianças com argila pode ser aversivo, por
remeter-se a lembranças regressivas, como por
exemplo: a manipulação das próprias fezes.

• CRIANDO HISTÓRIAS
• Um outro recurso bastante eficaz em
Arteterapia é utilizar as histórias. No mundo
contemporâneo, podemos observar que a
interferência da televisão influi nos hábitos de contar
e ouvir histórias. Observa-se uma tendência para ver
novelas, seriados imagens de videogames, e assim
vai perdendo-se gradualmente o hábito de contar e
ouvir histórias.
O Arteterapeuta pode iniciar as atividade utilizando
diversas estratégias.
• Relato oral
• Relato através de gravuras
• Dramatização
• Utilizando fantoches
• Teatro de sombras
• Desenhos ou
• Modelagens simultâneas ao relato

• A criança será convidada a entrar neste


universo, ativado seus processos expressivos, e
mobilizando conteúdos efetivos dinamizados pela
estrutura simbólica contida no relato. Estes
processos serão intensificados quando a criança é
convidada a entrar no universo da história, recriando
o relato, mudando a trama e/ou seu final, sendo um
dos personagens experimentando as possibilidades
contidas em todos os personagens e ainda
participando da criação do cenário da história.
• CONSTRUINDO PERSONAGENS
• O Arteterapeuta poderá valer-se do recurso de
transformar as produções simbólicas sugeridas em
desenhos ou pinturas, em personagens trabalhados
no plano tridimensional. Esta providência fez parte
dos procedimentos de amplificação, processo que
leva a intensificação das comunicações simbólicas
contidas nestas produções facilitando a criança o
confronto com estas informações e ao Arteterapeuta
o entendimento destas mensagens.

• Os mecanismos de construção de personagens


deverão levar em conta as possibilidades de
desempenho de cada criança com os diferentes
materiais, suas preferências expressivas, seu
desenvolvimento motor e o que é mais pregnante na
sua produção quanto à temática simbólica.

• Em algumas ocasiões o recurso mais produtivo é


o mais simples, e utilizar materiais bastante
rudimentares ou o próprio corpo da criança pode ser
a solução. A seguir algumas sugestões: permitir a
criança a exploração de seu próprio corpo, bem
como a consciência do mesmo pode ser uma
estratégia para começar.
• Assim, criar personagens para cada dedo da mão
ou transpor personagens de contos já conhecidos
para os dedos. Em desdobramento, dialogar com os
personagens criados ou transportados para as mãos
do Arteterapeuta.

• Outro recurso será criar personagens de formas


pouco configuradas para facilitar a ativação dos
mecanismos projetivos da criança. Algumas
possibilidades: uma pequena bola de argila (mantida
úmida) ou de massa de modelagem que receberão
nomes, e passarão por transformações sucessivas
acompanhando os eventos pregnantes da evolução
do processo terapêutico.
No caso de utilizar a argila para mantê-la úmida,
envolver em um pano úmido, guardando dentro de
um plástico ou recipiente fechado para que não
endureça.

• Ainda dentro desta vertente de personagens


difusos que facilitem a identificação projetiva o
arteterapeuta poderá utilizar uma bola de algodão e
uma fralda. Com estes dois elementos pode-se
chegar a várias formas para o mesmo personagem e
a criança pode participar ativamente na elaboração
destas possibilidades.
• Materiais reciclados também servem para criar
vários personagens. Uma alternativa é utilizar
jornais, papéis de embrulho, e de presente
diminuindo os custos operacionais, principalmente
quando o atendimento envolve grupos, e o
Arteterapeuta desenvolverá seu trabalho
administrando a escassez de recursos. Outros papéis
que são os papéis de seda coloridos e os papéis para
dobradura (papel glacê).

• Uma forma de criação utilizando papéis para


confecção de personagens com a ajuda de fios
(barbantes ou linhas). Os personagens criados a
partir desta técnica prestam-se a inúmeras
transformações pois podem ser vestidos com
retalhos de pano, receber cabelos de fios e cola, ter
olhos de sementes, botões e etc.

• O papel de seda, por sua variedade de cores não


necessita de maiores adornos e por sua flexibilidade
permite personagens menores, havendo ainda a
possibilidade de criar através de recortes(técnicas de
rendilhado).

• Para os Arteterapeutas que dominam as


técnicas de dobradura(ORIGAMI), poderão ser
criadas inúmeras alternativas e os personagens e
objetos inúmeros(animais diversos, flores, caixas,
figuras humanas, anjos, etc).

A Arteterapia na Terceira Idade

• A chegada da terceira idade provoca uma série


de mudanças no corpo e na mente. Como a
tendência é diminuir o número de afazeres ao longo
do dia, o cérebro também reduz as suas atividades e
fica mais lento, perdendo a sua capacidade de
memorização e raciocínio. Com isso, muitos idosos
ficam desanimados, depressivos e até com
problemas de saúde.

• Para driblar os efeitos do tempo, é importante


cuidar da alimentação, dormir bem, beber muita
água, se exercitar e praticar atividades intelectuais
que ajudem a manter a saúde mental. Existem várias
expressões artísticas que contribuem para esse
processo de forma prazerosa, versátil e criativa:
dança, música, pintura, teatro… Todas causam
impressões, sensações, aguçam os cinco sentidos e
estimulam a mente.

Dentro desse cenário, surge a Arteterapia para os


idosos e os Benefícios são muitos:
- Consegue reverter casos de ansiedade,
problemas com inquietude, sintomas de angústia,
impaciência e nervosismo.
-Permite que os idosos expressem seus sentimentos,
emoções, medos e angústias.
- Desenvolve a atenção, a criatividade e a
concentração.
- Favorece a coordenação motora.
- Promove o equilíbrio físico, mental e espiritual.
- Estimula o relacionamento e a comunicação
interpessoal.
- Facilita a inclusão social.
- Aumenta o ânimo e a vontade de viver, pois o
idoso sai do sedentarismo e da rotina.
- Promove a consciência corporal e orientação
temporal.
- Contribui para a autovalorização, pois o idoso
volta a se sentir útil, capaz e produtivo.

Oficinas de Arteterapia

Oficinas de Desenho e Pintura

TÉCNICA: Mandala
MATERIAL:
· Papel A4;
· Giz de cera.
OBJETIVO: Proporcionar ao individuo a projeção de
seus conteúdos internos, através de pensamentos,
emoções e sentimentos vivenciados no momento.

TÉCNICA: Auto-Retrato
MATERIAL:
· Papel A4;
· Giz de cera.
OBJETIVO: Proporcionar ao individuo a auto-
percepcao, no momento presente, atraves de
pensamentos, emoções e sentimentos.

TÉCNICA: Desenho do Rabisco


MATERIAL:
· Papel A4;
· Giz de cera. OBJETIVO:
· Proporcionar ao individuo a projecao de seus
conteudos internos atraves das imagens que se
configuram a partir dos rabiscos;
· Possibilitar a expressao de pensamentos,
emocoes e sentimentos;

· Propiciar insight;
· Permitir ganho de consciencia;
· Viabilizar o autoconhecimento.

TÉCNICA: Desenho do Conto de Fada Que Mais


Gostava
MATERIAL:
· Papel A4;
· Giz de cera. OBJETIVO:
· Mobilizar conteúdos do inconsciente coletivo e
pessoal;

· Propiciar uma compreensão mais profunda do


psiquismo;
· Trabalhar com a dimensão simbólica;
· Permitir que a função transcendente se
estabeleça.

TÉCNICA: Desenho da Árvore como Presente


MATERIAL:
· Papel 40 kg;
· Giz de cera. OBJETIVO:
· Proporcionar a integração do grupo;
· Ressaltar a importância de cada um no grupo;
· Trabalhar o potencial de doação de cada pessoa
bem como a recetividade;

· Exercitar a expressao do amor;


· Treinar a perceção das pessoas em relacao as
necessidades do outro.
TÉCNICA: Desenho de Cópia
MATERIAL:
· Papel 40 kg;
· Giz de cera. OBJETIVO:
· Trabalhar atencao concentrada,
direcionamento, coordenacao motora
· É uma ótima técnica para pessoas com
dificuldade em lidar com a realidade; dificuldade em
aceitar as situações como elas se apresentam; em
respeitar limites impostos; É indicada para pessoas
dispersas, sonhadoras, que vivem devaneando e
fantasiando.

TÉCNICA: Auto-Retrato / Como Estou me Vendo


Agora
MATERIAL:
· Papel A4;
· Giz de cera.
OBJETIVO: Proporcionar ao individuo a auto-
percepcao, no momento presente, através de
pensamentos, emoções e sentimentos.
TÉCNICA: Como Estou Me Sentindo Agora
MATERIAL:
· Papel 40 kg;
· Tinta a dedo;
· Pinceis. OBJETIVO:
· Trabalhar os sentimentos, afetos e emoções;
· Colocar o individuo em contato consigo próprio,
situando-o no momento presente – no aqui e agora;

· Ajudar o individuo a se soltar;


· Liberar emoções e sentimentos contidos;
· Estimular a capacidade de expressão.

TÉCNICA: Pintura Livre Com Aquarela


MATERIAL:
· Papel Canson;
· Tinta a Dedo;
· Pinceis. OBJETIVO:
· Trabalhar os sentimentos e afetos (pois quanto
mais a tinta for aguada, diluída, mais estará atuando
na esfera emoções/sentimentos/afetos);

· Possibilitar o contato e a expressao dos


sentimentos e dos afetos;
· Promover relaxamento e tranquilidade;
· Desenvolver a sensibilidade.

Oficinas de Modelagem e escultura

TÉCNICA: Modelagem na Argila


MATERIAL:
· Argila;
· Agua. OBJETIVO:
· Acessar o inconsciente pessoal e coletivo,
deixando surgir imagens arquetípicas, instintivas,
ricas em conteúdos simbólicos;
· Proporcionar consciencia e autoconhecimento,
relaxamento e bem-estar;
· Trabalhar com o lado visceral (pois leva o
individuo aos estados mais regressivos da psique).

TÉCNICA: Escultura no Sabão


MATERIAL:
· Sabão em Barra;
· Faca Plástica. OBJETIVO:
· Trabalhar velhos padrões e crenças;
· Permitir que o individuo largue o que esta velho,
obsoleto e lhe impedindo de ser mais verdadeiro e
encobrindo sua verdadeira essência;
· Possibilitar o contato com impedimentos
internos;
· Proporcionar alivio.

Oficinas de Colagem

TÉCNICA: Colagem Sobre a Retrospetiva do Ano


MATERIAL:
· Papel 40 kg;
· Cola branca;
· Revistas;
· Cola colorida.
OBJETIVO:
· Possibilitar fazer uma síntese do ano,
observando o que foi concretizado – as perdas e
ganhos;
· Promover ganhos de consciência;
· Permitir focar metas e objetivos;
· Possibilitar expressão de emoções;
· Trabalhar com organização espacial,
direcionamento, planejamento e atenção.

TÉCNICA: Imagens de Revistas na Mandala


MATERIAL:
· Papel 40 kg;
· Cola branca;
· Revistas ou Imagens Recortadas;
· Cola colorida.

OBJETIVO:
· Trabalhar com as projeções que o individuo esta
fazendo na sua vida;
· Resgatar lembranças de situações importantes;
· Suscitar conteúdos emocionais (podendo-se
também perceber aspetos sombrios que estão
projetados em outras pessoas);
· Promover ganho de consciência.

TÉCNICA: Confecção de um Símbolo


MATERIAL:
• Papel 40 kg;
• Cola branca;
• Pauzinhos de madeira de vários tipos;
• Fita adesiva;
• Tinta guache.

OBJETIVO:
• Resgatar e elevar a auto-estima;
• Fortalecer a identidade e auto-imagem;
• Possibilitar a pessoa a entrar em contato com
potenciais, talentos, qualidades, forcas que existem
nela;
• Propiciar consciência sobre essas qualidades;
• Trabalhar com reforço positivo;
• Proporcionar reconhecimento, apropriação e
expressão dessas qualidades.

Oficinas de Dança, música, frases e poemas

TÉCNICA: Imagens Com Música


MATERIAL:
• Aparelho de som;
• CDs com musicas que causem um ar de mistério;
• Papel oficio;
• Lápis grafite;

• Papel 40 kg (tamanho arte e grande);


• Pastel a óleo;
• Tinta guache;
• Pincel.
OBJETIVOS:
• Estimular a compreensão, acessando imagens
do inconsciente repleto de emoções, sentimentos e
significados;
• Compreender os significados dessas imagens
mobilizadas pela musica;
• Elaborar conteúdos inconscientes que
emergiram durante a experiencia, integrando-os a
consciência.

TÉCNICA: Discurso Improvisado de Frases


MATERIAL:
• Frases interessantes, bem humoradas que
induzam a pessoa a utilizar sua
• criatividade. OBJETIVOS:
• Trabalhar a criatividade;
• Estimular a pessoa a improvisacao, a criar do
nada, algo rapidamente;

• É uma técnica de improvisação, que trabalha


com a voz;
• Estimular a pessoa a falar em publico;
• Trabalhar com o potencial inventivo, com o
inesperado e o imprevisível;
• Estimular a espontaneidade e o desembaraço;
• Aguçar a agilidade mental.

Resumos e Conclusões

• A arteterapia estimula a expressividade,


espontaneidade, comunicação e principalmente o
trabalho com potencial humano de criatividade.
• Tem finalidade curativa, ou seja, a energia
psíquica transforma-se numa imagem, que através
de símbolos vai configurando-se e surgindo
conteúdos internos profundos.

• O principal objetivo da ArteTerapia é a


criatividade e o autoconhecimento e não o
aprendizado técnico e a produção de obras de arte.
• Através da compreensão profunda de si somada
a uma abordagem criativa da vida e por meio da
combinação de varias atividades, a arte promovera
mudanças internas e a superação de problemas,
podendo levar ainda a um estado de equilíbrio
natural, onde você olha para si e para o mundo,
construindo símbolos que libertam emoções e
ideias.

• Desde os primórdios o homem faz uso da arte


para materializar elementos do seu universo
psíquico. Esta e produto de uma necessidade de
expressar, de configurar e trazer para o nível
concreto imagens internas repletas de energia
psíquica.

• A arteterapia também se apresenta como uma


possibilidade de organização emocional, intelectual
e espiritual da personalidade do homem.
• Pode ser um recurso poderoso, capaz de
mobilizar a totalidade do ser de uma pessoa, pois
envolve os níveis sensorio-motor, emocional,
cognitivo e intuitivo do funcionamento.
• Na arteterapia há uma mobilização de energia e
emoção que ocorrem na Acão, onde a consciência se
forma no próprio processo desta Acão. Quando o
nível sensório-motor e ativado, ocorrem perceções e
transformações.
• O espirito criativo esta a disposição de qualquer
pessoa que se disponha a ousar, a buscar novas
formas de fazer e ser na vida, de melhorar sua vida,
trazendo mais qualidade para o seu cotidiano.
• Assim como os sonhos, as produções artísticas e
expressivas sinalizam conteúdos, que naquele
momento estão precisando vir a tona, naturalmente
através do fluxo das imagens do inconsciente.
• Com a arte, o homem almeja desenvolver o seu
dom de criar, manifestando na sua própria criação
artística, seu sentimento em relação a si próprio e ao
mundo.
• A expressão artística revela a interioridade do
individuo, fala do modo de ser e como este se
relaciona com o meio.
• Ser terapeuta significa cuidar, servir, mediar a
relação entre os homens e os deuses, podemos dizer
que existe um ponto de encontro nessa junção
arteterapia, onde uma potencializa a outra e que o
objetivo primordial da utilização da atividade
artística e o favorecimento do processo terapêutico.

• Ao terapeuta cabe o papel de escutar,


procurando não interpretar, e interferir o menos
possível, porem sempre estimulando ao cliente
entrar em contato com a sua obra artística, pois ela
e a representação de seus conteúdos internos. O
terapeuta devera junto a seu cliente, contextualizar
o significado do símbolo, considerando os aspetos
dinâmicos pertinentes a singularidade de cada ser.

• O setting terapêutico funciona como um


ambiente seguro, onde a pessoa através de técnicas
artísticas configura imagens internas.

• Pintura, Desenho, Colagem, Escultura,


Modelagem, Sucata, Dramatização, Canto, Musica,
Dança e Expressão são recursos utilizados com a
finalidade de estimular o individuo a se expressar
livremente, dando asas a sua imaginação e a sua
criatividade, pois serão por intermedio dessas
atividades que o cliente manifestará seus
sentimentos, pensamentos, desejos, fantasias e
emoções, descobrindo aspetos de sua
personalidade.

• Até então eram desconhecidos, e graças a estes


recursos artísticos, o individuo consegue dar forma
ao que antes estava inconsciente.
• No trabalho com arteterapia, se faz necessário o
uso de técnicas de relaxamento, meditação,
visualização criativa e trabalhos corporais. Esses
trabalhos tem como objetivo proporcionar ao
individuo um estado de interiorização, centramento
e rebaixamento da censura do ego.