0
Índice
1
Âmbito do Manual
O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação de
curta duração nº 7842 – técnicas de atendimento - de 50 horas de duração, de
acordo com o Catálogo Nacional de Qualificações.
Objetivos Gerais
Enumerar e caracterizar as principais qualidades de um atendedor profissional,
reconhecendo a sua relevância no desempenho da função.
Identificar a diferença entre os conceitos de atendimento/venda e
atitude/comportamento.
Identificar e aferir as motivações / necessidades de cada cliente.
Estruturar o processo de atendimento, aplicando as atitudes/comportamentos
associados a cada etapa.
Conteúdos programáticos
Perfil e funções do atendedor
o Características / qualidades de um Atendedor Profissional
Atendimento - conceitos gerais
o Atendimento / venda
o Atitude / comportamento
Diagnóstico de necessidades
o Origem das motivações / necessidades
o Análise prévia do perfil de cliente
o Estrutura de um guião de “perguntas tipo”
Etapas do processo atendimento
o Abordagem inicial
o Prestação do serviço
o Despedida
o Operações de caixa
Atendimento na receção e tratamento de reclamações
2
Introdução
Hoje em dia o atendimento é o que distingue entre uma empresa e outra. Cada vez mais
os produtos são iguais ou fáceis de copiar e a única coisa em que podemos apostar para
distinguir a nossa empresa das outras é a forma como o nosso cliente é tratado e
atendido.
Com a concorrência atual, ninguém tem que se sujeitar a ser mal atendido e quando isso
acontece, quem perde é a empresa, pois se não estamos satisfeitos com a forma como
nos tratam em determinado local, vamos procurar outros que nos tratem de uma forma
mais adequada com a nossa posição de clientes. O atendimento tem então uma função
muito importante para as empresas conseguirem ter sucesso, prosperarem e conseguirem
sobressair do aglomerado de outras empresas iguais entre si, porque:
3
atendem, ou seja, os atendedores, devem possuir uma série de características específicas,
para que realizem o seu objectivo de auxiliar o cliente.
4
• Resistir a frustrações;
• Acreditar na capacidade de auto-desenvolvimento e dos profissionais da própria
• equipa;
• Motivar as áreas de interface para que se envolvam com os assuntos dos clientes;
• Valorizar os colegas para ter maior adesão aos seus projectos;
• Elogiar e agradecer aos colegas quando há apoio e sinergia;
• Preocupar-se com a auto-imagem e imagem do ambiente de trabalho.
5
O atendedor tem como funções auxiliar o cliente nas suas dúvida e transmitir-
lhe através dos seus actos que se encontra no local certo para resolver o seu
problema, seja ele qual for.
2.1. Atendimento/venda
Atendimento é aquilo que nos leva a escolher uma Instituição em detrimento da outra.
Pode não incluir uma vertente comercial. Por exemplo quando vamos a uma repartição
pública eles não têm como objetivo levar-nos a comprar um produto ou um serviço.
Venda é o objetivo final de todas as empresas, pois sem vendas não há lucros e sem
lucros a empresa fecha.
1. Envolvimento total
Cada profissional faz parte de uma equipa que trabalha para o mesmo objectivo: o cliente.
Um bom trabalho de equipa, multidisciplinar, pressupõe a entreajuda e a troca de
informação entre os diversos actores.
2. Competência
6
- Sobre o produto/serviço que a organização presta;
- O que deve fazer;
- Como deve fazer.
3. Disponibilidade
O atendimento deve acontecer de forma cordial e personalizada, promovendo no cliente
sentimentos de satisfação. Há comportamentos que facilitam tais sentimentos:
Verbalmente
4. Flexibilidade
Enquanto efectuamos um atendimento a um cliente, surgem por vezes interferências, tais
como um telefone que começa a tocar. Surge então o dilema: qual dos princípios da
qualidade do atendimento deve prevalecer? O atendimento telefónico ou total
disponibilidade para o utente?
Neste caso, terá de ser hábil e usar o bom senso. Cada caso é um caso. As soluções não
podem ser sempre iguais. De qualquer forma, é muito desagradável estar a atender
alguém com o telefone a tocar insistentemente. Por isso, peça desculpa ao seu
7
interlocutor e atenda, mas:
Seja breve;
Tente saber com quem está a falar e qual o seu contacto para lhe ligar logo que
esteja disponível;
Caso seja possível, solicite aos seus colegas ou à telefonista para não serem
passadas mais chamadas durante um determinado período.
2.2. Atitude/comportamento
As atitudes comandam o comportamento e, por isso, o desempenho. Ser simpático,
disponível, atencioso e profissional são atitudes que dependem da nossa VONTADE. Uma
boa atitude de atendimento é garantia de reconhecimento e valorização pelo cliente. As
atitudes positivas no atendimento contribuem grandemente para a sua satisfação.
«A atitude de qualquer colaborador influencia a imagem da
empresa/instituição. A sua atitude pode acrescentar valor ou danificar
irremediavelmente a notoriedade da mesma.»
1. Colocação da voz
8
A velocidade – Vai determinar a rapidez ou lentidão com que se fala. Falar com rapidez
pode ser percepcionado como nervosismo, ansiedade e insegurança impossibilitando uma
boa captação do exposto. Já falar devagar pode provocar tédio no interlocutor, ou mesmo
que este se alheie do que está a ser dito.
O timbre – Está ligado às características físicas de cada um. Apesar de não ser fácil
alterar o timbre de voz, esta poderá permitir que a voz seja bem colocada e agradável;
A entoação – Permite dar ênfase à voz. Deve usar-se dinâmica na comunicação e evitar
falar de forma monótona. Por um lado, a pessoa que articula as palavras com uma
entoação excessiva pode passar a impressão de ser arrogante, mas ao apresentar pouca
entoação vai denotar cansaço ou desânimo.
2. Postura correcta
Um dos aspectos importantes da comunicação não verbal é a postura. Esta designa os
modos de nos movimentarmos, sendo algo que se vai adquirindo com o tempo e com os
hábitos.
Este sinal é em grande parte involuntário, mas pode participar de forma importante no
processo de comunicação. Em todas as culturas existem muitas formas de estar deitados,
sentados ou de pé.
9
Por outro lado, se estiver na posição de sentado, esta deve manter-se correcta no
assento, pois caso contrário, a primeira impressão que causar será negativa.
3. Apresentação cuidada
A aparência de uma pessoa reflecte normalmente o tipo de imagem que ela gostaria de
passar. Através do vestuário, penteado, maquilhagem, apetrechos pessoais, postura,
gestos, modo de falar, etc., as pessoas criam uma projecção de como são e de como
gostariam de ser tratadas.
Caso não seja possível, o mais adequado é usar a discrição e o “bom senso”. Se na sua
empresa tiver de usar farda ou uniforme, estes deverão estar sempre impecáveis.
3. Atitudes gestuais
As pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os
gestos, os olhares, a entoação é também importante: são os elementos não-verbais da
comunicação. Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de
uma cultura para outra e de época para época.
10
A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não-verbal pode ser
uma reacção involuntária ou um acto comunicativo propositado.
Expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua
expressão fisionómica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos,
mas muitas pessoas tentam inibir a expressão emocional.
4. Saber ouvir
A escuta activa é uma atitude de disponibilidade para receber as mensagens dos outros e
tentar compreendê-las. A escuta activa aplicada ao Atendimento ao Público encoraja o
cliente/ utente a explicitar as suas necessidades, ao mesmo tempo que dá a quem atende
a certeza de estar a compreender o que ele está a dizer. De facto, temos a tendência para
ouvir o que queremos ouvir e ver o que queremos ver.
Devido a este facto, a mensagem recebida por nós é muitas vezes completamente
diferente daquela que o emissor desejava transmitir. As melhores ocasiões para recorrer à
escuta activa são quando não estamos certos
de ter compreendido o emissor ou quando é transmitida uma mensagem fortemente
emocional (uma reclamação, por exemplo).
Quando usamos a escuta activa, estamos a enviar um sinal ao cliente de que confiamos
nele, de que damos importância às suas palavras e de que o estamos a ouvir. Isto faz
com que em troca, o cliente se sinta mais confiante e tenha prazer em estar com quem o
atende.
11
Centrar-se no que é dito;
Manter os canais abertos;
Eliminar qualquer juízo imediato;
Não interromper o outro;
Reformular;
Utilizar as capacidades cerebrais.
12
3. Diagnóstico de Necessidades
Enquanto não encontra satisfação de uma necessidade, o homem irá fixar-se nesse nível e
todo o seu esquema perceptivo só se preocupará com as possibilidades de satisfazê-la.
Quer dizer, uma pessoa que vive com fome, não concebe bem-estar nem valores antes de
satisfazer a necessidade básica.
13
A necessidade de auto-realização é a mais elevada, de cada pessoa realizar o seu próprio
potencial e de auto desenvolver-se continuamente.
Os clientes possuem uma série de necessidades que deverão ser satisfeitas não só de uma
forma correcta, mas também tentando corresponder àquilo que eles esperam receber
(expectativas).
O cliente externo deve ser tratado como um convidado, logo quem faz o atendimento
deve ter um papel de anfitrião. Deve convidá-lo a sentar-se, caso o atendimento não seja
feito em balcão, e encarregar-se do seu pedido: “Em que é que lhe posso ser útil?”.
“Trago-lhe a certidão de nascimento que me esqueci de juntar aos papéis e quero saber
se falta mais alguma coisa.”
Quem atende deve mostrar ao cliente que está a ouvir, que compreende o pedido,
dizendo o que ouviu por outras palavras e com um sorriso.
“Quer que verifique se o seu processo está completo, agora que temos a sua certidão de
nascimento, não é isso?”
O Atendimento ao cliente externo é eficaz quando o cliente sente que o seu pedido está
a ser satisfeito, quando tem a certeza de ser tratado com respeito, a garantia de ser
compreendido, a convicção de ser ouvido.
14
Seja qual for o motivo do cliente, ele tem necessidade de saber que alguém se ocupa
dele, de ser tranquilizado, reconhecido e valorizado. Isto não é simples porque muitas
vezes os clientes apresentam os seus pedidos de uma maneira pouco clara e nem sempre
empregam bons termos, partem de ideias erradas, são exigentes, apressados.
Quem atende deve por isso assumir atitudes que favoreçam o diálogo e fazer com que o
outro se exprima mais:
Ouvir globalmente
Reformular o pedido do cliente
Fazer perguntas para saber mais
Tranquilizar o cliente
Rapidez no atendimento.
Etc.
15
«Não há uma segunda ocasião para criar uma primeira boa impressão.»
«As primeiras impressões são determinantes para o sucesso da relação com o cliente.»
Quando o cliente entra na nossa empresa, mesmo antes de dialogar connosco já criou
uma imagem nossa, da organização e da marca através dos comportamentos e ambiente
que observou e das experiências anteriores que possui.
É comum encontrarmos vendedores que “não querem perder tempo com clientes
indecisos e lentos”, pois, na sua conceção, venderão muito mais se agirem com rapidez.
Kenneth Blanchard disse: “Nada é tão desigual quanto tratamento igual a pessoas
desiguais”. Mas é exatamente o que acontece com grande parte dos profissionais de
vendas e atendimento a clientes. É uma verdadeira padronização, adotando o mesmo
discurso e comportamento com pessoas totalmente diferentes.
Enquanto há clientes que agem mais com base na razão, existem os que gostam de se
relacionar (emocionais). Assim também como existem clientes mais ágeis de pensamento,
há outros que prestam mais atenção ao detalhe.
Como exemplo, o vendedor que quiser vender para um cliente emocional e ao mesmo
tempo lento na maneira de pensar e agir, se tiver o mesmo comportamento de
atendimento para um cliente rápido e racional, não terá sucesso. Pode até vender na base
da pressão, mas esse cliente ficará insatisfeito e não repetirá a compra.
Vejamos alguns tipos de comportamento de clientes e como o vendedor deverá agir com
cada um:
TÍMIDO /CALADO / SILENCIOSO: Não gosta de falar e nem demonstra o que pensa;
dá toda a liberdade ao vendedor e não responde aos seus argumentos de vendas, bem
como não se impressiona com as vantagens dos produtos, mas gosta de ouvir opiniões e
conselhos. Tem medo de tomar decisões.
16
COMO AGIR: Faça-o demonstrar o que realmente sente; dê-lhe segurança e coragem
para decidir; force um diálogo através de perguntas que exijam respostas; tenha paciência
e não o pressione; conquiste a confiança do cliente, transmitindo-lhe segurança e coragem
para decidir; use a empatia; coloque o cliente em cena, por exemplo dando-lhe a
experimentar o produto.
RACIOCÍNIO LENTO Quer sempre pormenores; vai aos mínimos detalhes; é meticuloso
e ordenado; demonstra dificuldade em associar elementos.
17
COMO AGIR: Fale de forma clara e simples; acompanhe sua capacidade de absorção;
mantenha a atenção; use exemplos fáceis; convença-o com provas e documentos; não o
force; aceite o seu ritmo; dê-lhe o tempo que precisar; fale devagar.
PREOCUPADO COM O PREÇO: Pergunta logo o preço e acha caro; cria objeções antes
da argumentação do vendedor.
COMO AGIR: Fazer perguntas; enaltecer sempre as vantagens e benefícios do produto
para agregar valor e justificar o preço; dar o preço com firmeza.
18
3.3. Estrutura de um guião de perguntas-tipo
Devem ser colocadas questões eficazes para compreender as situações dos seus clientes e
aquilo de que eles realmente necessitam, assegurando a participação dos clientes. O tipo
de questões que coloca é também determinante para que possa averiguar tudo o que o
cliente necessita.
19
Temos o prazer de…
É com muito gosto que…
Informamos que…
Pretendemos…
Estamos gratos pelo/a…
20
Nota importante:
Caso não seja possível atender o cliente imediatamente, devem instalá-lo
confortavelmente enquanto espera numa sala, com cadeiras confortáveis, uma mesa com
revistas, jornais e panfletos sobre a empresa: a sua organização e funcionamento, bem
como os serviços que presta.
Se for a primeira visita que o cliente faz à nossa instituição é muito importante perceber
de quem se trata (atenção porque nunca sabemos quem estamos a atender) e o que
pretende, de forma a atendê-lo da melhor forma possível e a encaminhá-lo correctamente
para a pessoa mais indicada à resolução do seu objectivo.
Atrair a Atenção A
Incutir o Interesse I
Desencadear o Desejo D
Atingir um Acordo A
«A primeira impressão é muitas vezes a que fica.» É fácil causar uma boa impressão
inicial, pelos seguintes gestos:
Olhar – interromper o que está a fazer (um visitante que não se sente «visto» tem
tendência para se enervar).
Sorrir – para lhe significa que é bem-vindo e despertar a simpatia
Saudar e prosseguir
o «Bom dia!»
o «Posso ser-lhe útil?»,
o «Em que posso ajudá-lo?»
(Para assumir a direcção das operações, com delicadeza, mas sem perder tempo.)
Dê a entender que está interessado(a) na pessoa que irá atender. Tenha em atenção o
seu tom de voz, a linguagem verbal e linguagem não verbal. O tom de voz susceptível de
conduzir ao sucesso na relação com o cliente deverá conter as seguintes características:
ser jovial, agradável, perceptível, controlado, calmo, directo e natural.
Interrompa aquilo que estiver a fazer quando o cliente chegar; cumprimente-o, sorria;
ofereça-lhe os seus serviços imediatamente.
21
Se a tarefa não puder ser interrompida, contacte com o cliente com o olhar e indique-lhe
que em breve lhe dará a atenção necessária. Seja discreto(a), pois num excesso de
familiaridade poderá dar mais atenção do que aquela que realmente é necessária.
Trate o cliente pelo seu apelido (Sr. …) ou título profissional (Sr. Dr., Sr. Engenheiro, Sr.
Professor), pois assim essa pessoa sentir-se-á reconhecida e valorizada.
Aqui é deveras importante a prática da escuta activa, que se poderá resumir nos
seguintes cinco passos:
• Não fale;
22
• Evite distrair-se;
• Concentre-se naquilo que a outra pessoa diz;
• Tenha em conta o significado “real” da mensagem;
• Dê feedback ao seu interlocutor, fazendo um pequeno resumo ou apanhado de tudo o
que foi exposto.
4.3. Despedida
Na fase da despedida devemos mostrar-nos satisfeitos e sempre disponíveis para qualquer
situação que o nosso cliente necessite. O momento da despedida é breve, tal como o do
acolhimento, mas é crucial para deixar uma boa impressão.
Seja educado(a), acompanhe o cliente até à porta, trate-o pelo apelido ou pelo título e
utilize uma fórmula educada de despedida. Seja amável e prestável até ao fim.
23
As operações de caixa incluem, para além do registo das vendas, das trocas e das
devoluções, também a abertura e fecho de caixa.
As pesquisas revelam que cada cliente descontente conta a umas onze a treze pessoas
aquilo que sente, enquanto que o cliente satisfeito só diz a três pessoas.
Um cliente silencioso nunca mais volta.
A IMAGEM DA EMPRESA, é um fator decisivo e prende-se cada vez mais com a qualidade
do serviço prestado. Por essa razão, cada dia se dá maior importância às atitudes
correctas no trato com as pessoas fundamentalmente no que se refere a:
Acolhimento e tratamento aos clientes ou potenciais clientes – aspetos humanos;
Ambiente, decoração, limpeza, restauração, conforto;
Qualidade na prestação dos próprios serviços
24
Aspetos administrativos, comerciais ou técnicos.
Tudo isto tem uma enorme importância na configuração da IMAGEM DA EMPRESA que,
num sentido ou noutro, se formará no mundo do Cliente. Saber prestar um serviço de
qualidade, requer um esforço continuo que permita adequar o nosso desempenho ao
bem-estar do cliente e para isso é necessário:
Personalizar o serviço com Entusiasmo e Simpatia
Sorrir e ser Cortês
A RECLAMAÇÃO deve ser vista como uma OPORTUNIDADE e não como um PROBLEMA,
pois um cliente está a comunicar a sua insatisfação e é necessário agarrar essa
oportunidade para o satisfazer.
I – Confiança
Para o Cliente é importante saber que pode confiar nas expectativas que lhe
criaram.
Nesse sentido, tenha sempre em mente o seguinte: Deixe bem claro aquilo que
pode oferecer.
Nunca prometa o que não pode cumprir.
Cumpra sempre o que promete.
II – Rapidez de resposta
A resposta a um problema é definida como rápida se for ao encontro de, ou
exceder as expectativas e necessidades do cliente.
Informe-se sobre o prazo adequado para responder ao cliente.
Quantifique o tempo de espera.
25
Assuma a regar do pôr-do-sol: informe o cliente no próprio dia sobre o
desenvolvimento da resolução do seu problema.
III – Competência
O cliente apercebe-se da sua competência com base nos conhecimentos que
possui, conhecimentos esses relevantes para a resolução do problema e na
capacidade real de resposta demonstrada para obter resultados satisfatórios.
Mantenha-se bem informado sobre os serviços que presta, procurando
activamente informação actualizada.
Faça questão de conhecer bem o funcionamento da sua organização, a sua política
face aos clientes e a sua capacidade de resposta.
Escute atentamente o cliente, para saber o que ele pretende, o que espera de si,
como o pode ajudar.
IV – Atenção Individual
Só os aspectos processuais não chegam; para cumprir com os pontos
anteriormente mencionados talvez bastasse uma máquina.
O cliente espera também reconhecimento como ser único que é;
Trate os clientes como seres únicos que são: seja agradável; preste muita atenção
a tudo aquilo que diferencia um cliente do outro; escute atentamente os clientes;
atenda a centésima chamada do dia como se fosse a primeira.
26
5.1. Procedimentos para lidar com reclamações
Um cliente que reclama está chateado, por isso é necessário ter em conta diversos
procedimentos para que a situação se acalme e o final seja positivo para ambas as
partes, que são:
Escutar atentamente os factos que ele lhe conta;
Não procurar justificar-se de imediato;
Deixar o cliente desabafar todo o seu desentendimento;
Colocar-se no lugar do cliente para ver as coisas do ponto de vista dele e não do
se próprio;
Repetir o que foi dito para se certificar da ocorrência, por palavras suas;
Analisar os factos de forma objectiva, colocando-se no lugar dele e ver o problema
no ponto de vista dele e não o seu;
Ajudar o cliente dentro das possibilidades de cada um, mas é necessário ter
cuidado na forma de como se explica o procedimento a seguir;
Dirija o cliente para outro serviço se for o caso, mas é necessário indicar o nome e
a função da pessoa que o vai ajudar;
Caso prometa alguma informação para o cliente, é necessário criar critérios de
controlo para poder dar feedback ao cliente;
Dar seguimento ao assunto, informando o seu cliente verbalmente, por meio de
uma carta ou de um telefonema, do desenvolvimento do assunto. Não há nada
pior que o silêncio, pois pode incutir no cliente a sensação de desprezo pelo seu
problema;
Se a empresa errou, apresente as suas desculpas e refira o que esteve na origem
do problema. Se for possível efetuar a reparação do erro cometido, execute-o
imediatamente. Se não, demonstre a sua boa vontade iniciando o processo de
correção ainda debaixo dos seus olhares.
Poderá sempre suscitar simpatia ao seu cliente se considerar cada reclamação como
uma oportunidade de o conservar como cliente, de melhorar o serviço prestado.
27
5.2. A importância da escuta ativa na gestão de Reclamações
Saber escutar exige uma disciplina constante. Sempre que um cliente fala, sem o saber
ele está a enviar-lhe sinais de alarme, por isso deixe-o falar sem o interromper.
Assim que ele tiver dito tudo, poderá tentar ajudá-lo. Trata-se, nesta altura, de
tomar parte na conversa de modo a favorecer e canalizar o fluxo de palavras. Tente
desviar o cliente do balcão da Recepção par outra área pública e convide-o a sentar-se,
pois assim há menos probabilidade de ele gritar;
Pode-se intervir usando frases do género:
Ouça dando provas de que o está a ouvir: “Não tenho bem a certeza de o ter
compreendido. Importa-se de explicar novamente?
Vejo que é um assunto importante.
Poder-me ia dar um exemplo?
Agora parece que já compreendi aquilo que me queria dizer.
Analisemos, em conjunto, as possibilidades de resolução.
28
E quando algo corre mal?
Admita de imediato o erro. Não use evasivas. Não culpe terceiros (colegas,
empresa, fornecedores, etc.).
Corrija o erro imediatamente ou diga quando o vai fazer.
Informe quem e como vai resolver o problema.
Explique o que sucedeu evitando justificar-se excessivamente.
Como deve actuar quando um cliente demonstra, claramente, que está muito
irritado?
29
Se ele o desafiar, ignore o desafio.
Se ele o ameaçar, diga-lhe que decerto existem soluções mais fáceis para resolver
o assunto.
Se ele o ofender, diga-lhe que o compreende mas que gostaria de ter uma
oportunidade de o ajudar.
O livro de reclamações é um dos meios mais práticos e comuns para o cliente apresentar
queixa. Quando algo não corre bem na prestação de um serviço ou na compra de um
produto, o cliente pode solicitar este livro e reclamar logo nesse local, sem nenhum
encargo.
Mesmo que a entidade a quem a queixa é enviada já não possa solucionar o problema,
esta forma de reclamar pode ajudar a evitar que outros clientes sejam prejudicados pelas
mesmas razões.
Até agora, o livro de reclamações estava à disposição, entre outros, nos seguintes
estabelecimentos:
• Empreendimentos turísticos, restaurantes e bares, agências de viagens, turismo rural,
espaços de jogo e lazer, campos de férias e termas;
• Escolas e centros de exames de condução e centros de inspecção automóvel;
• Clínicas, laboratórios, hospitais e centros de reabilitação privados;
• Mediadoras imobiliárias e agências funerárias;
• Instituições privadas de solidariedade social e serviços de apoio social e domiciliário.
30
instituições com acordos de cooperação com os centros distritais de segurança social
(como cantinas sociais, por exemplo);
• Cabeleireiros, institutos de beleza, estabelecimentos de tatuagens e ginásios;
• Prestadores de serviços de transporte, telefone, água, gás, electricidade, acesso à
Internet e correios;
• Lojas de venda a retalho e estabelecimentos de comercialização ou reparação de
automóveis;
• Postos de abastecimento de combustíveis, parques de estacionamento;
• Seguradoras, mediadores e corretores de seguros, instituições de crédito e
estabelecimentos do ensino particular e cooperativo.
Depois de analisar o que foi escrito, o organismo competente decide se deve ou não
penalizar o estabelecimento ou instituição. Se os dados não forem suficientes para
avançar com o processo de contra-ordenação, o estabelecimento tem um prazo de 10 dias
para apresentar alegações em sua defesa.
O cartão deve ser simples, com um espaço reservado para o cliente descrever o problema
e também o que ele gostaria que fosse feito para corrigi-lo. Devem ser incluídos campos
para o nome, morada e telefone do cliente, para que você possa entrar em contanto e
apresentar possíveis soluções ou simplesmente para agradecer a contribuição.
31
Conclusão
- Respeite o cliente e seu estilo: Cada cliente possui um estilo diferenciado e talvez
nenhum produto ou serviço da loja possa atendê-lo bem. Logo, é importante respeitar o
estilo do cliente e seu jeito de negociar, sem rejeitá-lo caso ele não efetue a compra, para
que ele se sinta à vontade ao retornar à loja em outra oportunidade. Não seja insistente
ou inconveniente.
- Demonstre interesse: Não se deve insistir com o cliente, mas demonstrar interesse
por sua necessidade é um passo importante para o cliente, que espera que sua
necessidade seja suprida tão logo seja possível. Não se deve deixar o cliente esperando
pelo atendimento em hipótese alguma. Para o cliente, isso significa desinteresse e o
desmotiva a permanecer no estabelecimento.
32
- Seja positivo: Procure expressar-se sempre de maneira positiva. Evite comentários
negativos sobre qualquer assunto. Em vez de dizer “se não gostar, pode trocar”, por
exemplo, diga “tenho certeza de que a pessoa vai gostar, mas se quiser outro modelo ou
tamanho, temos muitas opções para troca”. Além disso, saiba lidar com as reclamações de
modo que isso não se torne um processo desagradável para o cliente.
33
Bibliografia
Bello, Maria Duarte, TOP 10 dos negócios, A esfera dos Livros, 2010.
34
Гораздо больше, чем просто документы.
Откройте для себя все, что может предложить Scribd, включая книги и аудиокниги от крупных издательств.
Отменить можно в любой момент.