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Aula 02
Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos p/ SEE-MG (Professor Todas as Áreas)
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APRESENTAÇÃO DO TEMA
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XX - Educação Especial Inclusiva: possibilidades e
desafios.
Seja bem-vindo (a) à Aula 02 do Curso de Conhecimentos Didáticos-
Pedagógicos para SEE-MG, especialmente dedicado ao cargo de Professor
(todas as áreas).
Não deixe de acompanhar as novidades no canal do
aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e
dos nossos possíveis recados gerais com dicas
complementares, até a data da prova.
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APRESENTAÇÃO DA AULA 02
Assim como ocorrerá com as demais aulas deste curso, esta aula possui
um formato predominantemente teórico, conceitual e analítico.
A aula 02 abordará o seguinte item constante no tópico XX
(Conhecimentos Pedagógicos), que será exigido para o cargo de Professor de
todas as áreas:
“Educação Especial Inclusiva: possibilidades e desafios.”
Organizamos esta aula de forma esquemática, com alguns tópicos de
destaque (itens e conceitos que consideramos mais relevantes) para facilitar o
entendimento do assunto. Claro que, os temas que serão cobrados na prova,
da forma que foram elencados no Edital, são um tanto abstratos e muito
abrangentes, permitindo que a banca exija muitos conteúdos relacionados.
Assim, seria impossível termos a pretensão de esgotar os temas
relacionados a este item, neste sentido, focaremos nos temas cuja intuição
indica como necessários à resolução das possíveis questões da prova vindoura.
No estudo desta aula, é necessário que você mantenha a “mente aberta”,
pois entraremos num conteúdo teórico associado às ciências sociais e
humanas, onde nem sempre existem conceitos únicos, nem respostas únicas
aos problemas apresentados.
“O sucesso normalmente vem para quem está ocupado
demais para procurar por ele.”
Henry David Thoreau, filósofo
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IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente
desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a
ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas.
Observação importante: Além das aulas em PDF,
estaremos disponíveis para retirar dúvidas dos alunos
matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que
entender necessário, disponibilizaremos materiais extras
aos matriculados, visando contribuir neste processo de
preparação para a prova.
Observação importante II: este curso é protegido por
direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98,
que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos
autorais e dá outras providências.
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei
e prejudicam os professores que elaboram os cursos.
Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos.
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Educação Especial Inclusiva:
possibilidades e desafios.
Primeiro vamos entender o que é a educação inclusiva na perspectiva da
educação especial, pois, conforme você pode ver pelo título da aula, este é o
foco dado pela sua banca. Falaremos das principais normas, algumas políticas
públicas e boas práticas, para depois fazermos uma reflexão crítica. Em outras
oportunidades falaremos da inclusão em outras perspectivas. Bons estudos!
Educação inclusiva: fundamentos,
conceitos e princípios
De acordo com a publicação Orientações para implementação da
política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, do
MEC (2015):
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política,
cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito
de todos os estudantes de estarem juntos, aprendendo e
participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação
inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção
de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como
valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade
formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da
exclusão dentro e fora da escola. Ao reconhecer que as dificuldades
enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de
confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las,
a educação inclusiva assume espaço central no debate acerca da
sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da
exclusão. A partir dos referenciais para a construção de sistemas
educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais
passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural
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da escola para que todos os estudantes tenham suas
especificidades atendidas.
Ok, mas o que é equidade formal?
Primeiro temos que entender o que é equidade:
Equidade refere-se a busca pela justiça por meio do tratamento de
cada sujeito de direito de acordo com suas particularidades. Está
relacionada à igualdade, porém, não é uma “igualdade” aplicada de
qualquer maneira. Diz respeito ao tratamento dos iguais de forma igual e
dos diferentes de forma diferente, de acordo e na medida de suas
especificidades, de modo que a justiça prevaleça.
Palavras-chaves para equidade: igualde e justiça.
Quando falamos em formal, estamos nos referindo ao como uma
norma jurídica deve ser aplicada. Veja que os movimentos mundiais e as
normas visam explicar como devemos tornar a escola inclusiva. Já a
equidade material se refere ao que deve ser feito.
Equidade material: o que queremos?
Equidade formal: como temos que agir, quais são os meios para
atingirmos nossa finalidade.
Voltando...
Existem diversos princípios que subsidiam os ideais da educação
inclusiva, um dos principais é a igualdade de oportunidade para
crianças, jovens e adultos. Além deste, podemos citar os princípios, da
autonomia, da equiparação de oportunidades, da independência e da
rejeição zero.
Para reflexão, vamos ver alguns trechos da Declaração de
Salamanca. Mas, perceba que o conceito e os princípios de educação
inclusiva vêm evoluindo e são bastante amplos, tendo, inclusive, amparo
em várias normas.
Na DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, de 1994, que trata de
Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas
Especiais, temos que:
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3.O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas
deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou
outras. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e super-dotadas,
crianças de rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de
população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas
ou culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou
marginalizados. Tais condições geram uma variedade de diferentes
desafios aos sistemas escolares (...)
Para a Declaração, a educação integrada e a reabilitação comunitária
tem como princípios: a inclusão, a integração e a participação.
Outro princípio citado pela Declaração é o regulador, que deve ser o
de providenciar a mesma educação a todas as crianças, e também prover
assistência adicional e apoio às crianças que assim o requeiram.
A Declaração de Salamanca acredita que deve haver igualdade de
oportunidade para crianças, jovens e adultos e que:
• toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser
dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de
aprendizagem,
• toda criança possui características, interesses, habilidades e
necessidades de aprendizagem que são únicas,
• sistemas educacionais deveriam ser designados e programas
educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar
em conta a vasta diversidade de tais características e
necessidades,
• aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter
acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma
Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais
necessidades,
• escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes
discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras,
construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para
todos; além disso, tais escolas proveem uma educação efetiva à
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maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância,
o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
Escola inclusiva: fundamentos legais
Vamos agora aos fundamentos legais. Separamos os principais
dispositivos que tratam do assunto. Não é necessário que você decore os
artigos. Aqueles que aqui forem citados servirão apenas para você
entender melhor do que se trata a inclusão e como as normas procuram
garanti-la. Aliás, você verá que há uma base normativa vasta e bastante
interessante para a promoção da inclusão. Infelizmente, nem sempre
conseguimos constatar esses dispositivos na prática em nossas escolas e
municípios.
Antes das normas, vale uma dica:
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A pirâmide apresentada é a Pirâmide de Kelsen. Trouxemos ela
apenas para lembrarmos de como as normas devem ser interpretadas
(talvez você já tenha visto o assunto em alguma aula de legislação). As
normas que estão no topo da pirâmide tem uma importância maior do que
as que estão abaixo. Assim, caso a norma de baixo contradiga a que se
enquadra na especificação acima da pirâmide, devemos considerar a
norma acima.
Portanto, como as normas sobre inclusão são muitas, preocupe-se
primeiramente com as leis apresentadas a seguir e, depois, com os
decretos e resolução. Pois, se você for para a prova conhecendo bem as
normas gerais, muitas vezes você consegue responder algo sobre uma
norma específica. Por exemplo: caso a questão afirme “de acordo com a
resolução X...”, mas, caso você não conheça a resolução X, mas conheça a
lei e se o que for apresentado contradizer algo que a lei, ou outra norma
de hierarquia superior, afirme, você poderia considerar a questão errada.
Claro que o ideal é ir para a prova conhecendo todo o conteúdo, mas
como, muitas vezes, isso é impossível, temos que ter estratégia!
Voltando...
LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015
A Lei nº 13.146/2015 é também conhecida como Estatuto da
Pessoa com Deficiência. Ela institui a inclusão da pessoa com
deficiência nos mais variados âmbitos da sociedade. Como o nosso foco é
a inclusão na educação, vamos nos prender ao Capítulo IV, do Título II,
que trata diretamente do direito à educação.
DO DIREITO À EDUCAÇÃO
Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência,
assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e
aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo
desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas,
sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses
e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade
escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa
com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência,
negligência e discriminação.
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Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver,
implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:
Compete também às instituições privadas, de qualquer nível e
modalidade de ensino, assegurar o disposto nos incisos seguintes, com
exceção dos que destacamos com uma marcação em vermelho. Cabe
frisar que é vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza
nas mensalidades, anuidades e matrículas dessas instituições, no
cumprimento dessas determinações.
I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades,
bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;
II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir
condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio
da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as
barreiras e promovam a inclusão plena;
III projeto
- pedagógico que institucionalize o
atendimento educacional especializado, assim como os
demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às
características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno
acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a
conquista e o exercício de sua autonomia;
Perceba: este inciso deixa claro que o projeto político-pedagógico precisa
institucionalizar, firmar na unidade escolar o atendimento educacional
especializado, assim, como outras adaptações convenientes para atender
às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno
acesso ao currículo em condições de igualdade.
IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na
modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas
e classes bilíngues e em escolas inclusivas;
V - adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que
maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com
deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a
aprendizagem em instituições de ensino;
VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e
técnicas pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamentos e de
recursos de tecnologia assistiva;
VII - planejamento de estudo de caso, de elaboração de plano de
atendimento educacional especializado, de organização de
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recursos e serviços de acessibilidade e de disponibilização e
usabilidade pedagógica de recursos de tecnologia assistiva;
VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas
diversas instâncias de atuação da comunidade escolar;
IX - adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvimento dos
aspectos linguísticos, culturais, vocacionais e profissionais, levando-se em
conta o talento, a criatividade, as habilidades e os interesses do estudante
com deficiência;
X - adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de
formação inicial e continuada de professores e oferta de formação
continuada para o atendimento educacional especializado;
XI - formação e disponibilização de professores para o
atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes
da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;
XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de
recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades
funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;
XIII - acesso à educação superior e à educação profissional e
tecnológica em igualdade de oportunidades e condições com as demais
pessoas;
XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de
educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à
pessoa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento;
XV - acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a
jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema
escolar;
XVI - acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da
educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações,
aos ambientes e às atividades concernentes a todas as modalidades,
etapas e níveis de ensino;
XVII - oferta de profissionais de apoio escolar;
XVIII - articulação intersetorial na implementação de políticas
públicas.
§ 1o (...)
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§ 2o Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras a que se
refere o inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar o seguinte:
I - os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação básica
devem, no mínimo, possuir ensino médio completo e certificado de
proficiência na Libras
II - os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de
interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação,
devem possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em
Tradução e Interpretação em Libras.
Art. 29. (VETADO).
Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos
oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional
e tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas as seguintes
medidas:
I - atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas
dependências das Instituições de Ensino Superior (IES) e nos
serviços;
II - disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos
específicos para que o candidato com deficiência informe os recursos
de acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua
participação;
III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para
atendimento às necessidades específicas do candidato com deficiência;
IV - disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia
assistiva adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo
candidato com deficiência;
V - dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato
com deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas
atividades acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da
necessidade;
VI - adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou
de redação que considerem a singularidade linguística da pessoa
com deficiência, no domínio da modalidade escrita da língua
portuguesa;
VII - tradução completa do edital e de suas retificações em Libras.
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LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996
A Lei nº 9.394/1996 você já conhece! Trata-se da Lei de Diretrizes
e Bases da Educação (LDB). A LDB traz um capítulo (V) sobre a
educação especial, no qual iremos nos prender por conta da relação direta
com a aula de hoje. Vamos ver o que a LDB fala sobre a educação
especial:
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a
modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede
regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação.
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado,
na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de
educação especial.
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou
serviços especializados, sempre que, em função das condições
específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes
comuns de ensino regular.
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem
início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.
Destaco que embora, ainda, conste no parágrafo 3º do artigo 58 da LDB
que a educação infantil vai de 0 a 6 anos, devemos considerar o
estabelecido na Lei 12.796/2013, que trouxe algumas alterações para a
LDB, e entre elas, estabeleceu que a educação infantil é destinada à faixa
etária de 0 a 5 anos. Portanto, lembre-se: educação infantil 0 a 5 anos.
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação:
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades;
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir
o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude
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de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o
programa escolar para os superdotados;
III - professores com especialização adequada em nível médio ou
superior, para atendimento especializado, bem como professores do
ensino regular capacitados para a integração desses educandos
nas classes comuns;
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva
integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os
que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo,
mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles
que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual
ou psicomotora;
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de
alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na
educação básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução
de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das
potencialidades desse alunado.
Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas habilidades
ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão no cadastro
referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis pelo
cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as
políticas de desenvolvimento das potencialidades do alunado de que trata
o caput serão definidos em regulamento.
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão
critérios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos,
especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins
de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação na própria rede pública regular de ensino,
independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo
(instituições privadas sem fins lucrativos).
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DECRETO Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011
O Decreto nº 7.611/2011 dispõe sobre a educação especial, o
atendimento educacional especializado e dá outras providências.
Vamos ver os principais artigos.
Art. 1o O dever do Estado com a educação das pessoas público-
alvo da educação especial será efetivado de acordo com as seguintes
diretrizes:
I - garantia de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis,
sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades;
II - aprendizado ao longo de toda a vida;
III - não exclusão do sistema educacional geral sob alegação de
deficiência;
IV - garantia de ensino fundamental gratuito e compulsório, asseguradas
adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais;
V - oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral,
com vistas a facilitar sua efetiva educação;
VI - adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em
ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de
acordo com a meta de inclusão plena;
VII - oferta de educação especial preferencialmente na rede regular
de ensino; e
VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições
privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação
exclusiva em educação especial.
§ 1o Para fins deste Decreto, considera-se público-alvo da educação
especial as pessoas com deficiência, com transtornos globais do
desenvolvimento e com altas habilidades ou superdotação.
§ 2o No caso dos estudantes surdos e com deficiência auditiva serão
observadas as diretrizes e princípios dispostos no Decreto no 5.626, de 22
de dezembro de 2005.
Art. 2o A educação especial deve garantir os serviços de apoio
especializado voltado a eliminar as barreiras que possam
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obstruir o processo de escolarização de estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação.
§ 1º Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão
denominados atendimento educacional especializado,
compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e
pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestado das
seguintes formas:
I - complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo
==d93db==
e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou
II - suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou
superdotação.
Portanto...
Atendimento educacional especializado: serviços de apoio
especializado voltados para eliminar as barreiras que possam obstruir o
processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
compreendendo o conjunto de atividades, de recursos de acessibilidade e
pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestados de
forma complementar à formação dos estudantes ou de forma
suplementar.
§ 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a
proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família
para garantir pleno acesso e participação dos estudantes, atender às
necessidades específicas das pessoas público-alvo da educação especial, e
ser realizado em articulação com as demais políticas públicas.
Art. 3o São objetivos do atendimento educacional especializado:
I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no
ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes;
II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no
ensino regular;
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III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e
pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e
aprendizagem; e
IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos
demais níveis, etapas e modalidades de ensino.
Art. 4o O Poder Público estimulará o acesso ao atendimento educacional
especializado de forma complementar ou suplementar ao ensino regular,
assegurando a dupla matrícula nos termos do art. 9º-A do Decreto no
6.253, de 13 de novembro de 2007.
Art. 5o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas
públicos de ensino dos Estados, Municípios e Distrito Federal, e a
instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins
lucrativos, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento
educacional especializado aos estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
matriculados na rede pública de ensino regular.
§ 1o As instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins
lucrativos de que trata o caput devem ter atuação na educação especial e
serem conveniadas com o Poder Executivo do ente federativo
competente.
§ 2o O apoio técnico e financeiro de que trata o caput contemplará as
seguintes ações:
I - aprimoramento do atendimento educacional especializado já
ofertado;
II - implantação de salas de recursos multifuncionais;
III - formação continuada de professores, inclusive para o
desenvolvimento da educação bilíngue para estudantes surdos ou com
deficiência auditiva e do ensino do Braile para estudantes cegos ou com
baixa visão;
IV - formação de gestores, educadores e demais profissionais da
escola para a educação na perspectiva da educação inclusiva,
particularmente na aprendizagem, na participação e na criação de
vínculos interpessoais;
V - adequação arquitetônica de prédios escolares para
acessibilidade;
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VI - elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais
para a acessibilidade; e
VII - estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições
federais de educação superior.
§ 3o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de
equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a
oferta do atendimento educacional especializado.
§ 4o A produção e a distribuição de recursos educacionais para a
acessibilidade e aprendizagem incluem materiais didáticos e paradidáticos
em Braille, áudio e Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, laptops com
sintetizador de voz, softwares para comunicação alternativa e outras
ajudas técnicas que possibilitam o acesso ao currículo.
§ 5o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação
superior visam eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação
que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de
estudantes com deficiência.
Art. 6o O Ministério da Educação disciplinará os requisitos, as condições
de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para
apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional
especializado.
Art. 7o O Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o
monitoramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício
de prestação continuada, em colaboração com o Ministério da Saúde, o
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República.
Art. 8o O Decreto no 6.253, de 2007, passa a vigorar com as seguintes
alterações:
“Art. 9º-A. Para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, será
admitida a dupla matrícula dos estudantes da educação regular da rede
pública que recebem atendimento educacional especializado.
§ 1o A dupla matrícula implica o cômputo do estudante tanto na
educação regular da rede pública, quanto no atendimento educacional
especializado.
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§ 2o O atendimento educacional especializado aos estudantes da rede
pública de ensino regular poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de
ensino ou por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem
fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas
com o Poder Executivo competente, sem prejuízo do disposto no art. 14.”
(NR)
“Art. 14. Admitir-se-á, para efeito da distribuição dos recursos do
FUNDEB, o cômputo das matrículas efetivadas na educação especial
oferecida por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem
fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas
com o Poder Executivo competente.
§ 1o Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na rede
regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas
regulares, e em escolas especiais ou especializadas.
(...)
Art. 9o As despesas decorrentes da execução das disposições constantes
deste Decreto correrão por conta das dotações próprias consignadas ao
Ministério da Educação.
(...)
DECRETO Nº 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009
O Decreto nº 6.949/2009 promulga a Convenção Internacional
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo
Facultativo, ambos assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.
Embora o Decreto não trate apenas da inclusão no âmbito educacional,
nós vamos focar no artigo 24 da norma, que é voltado para a educação.
Vamos lá!
EDUCAÇÃO
1.Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com
deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e
com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão
sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o
aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:
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a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de
dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos
direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade
humana;
b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos
talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de
suas habilidades físicas e intelectuais;
c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma
sociedade livre.
2.Para a realização desse direito, dos Estados Partes assegurarão que:
a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema
educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com
deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório
ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência;
b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário
inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em
igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que
vivem;
c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais
sejam providenciadas;
d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do
sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em
ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social,
de acordo com a meta de inclusão plena.
3.Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a
possibilidade de adquirir as competências práticas e sociais
necessárias de modo a facilitar às pessoas com deficiência sua
plena e igual participação no sistema de ensino e na vida em
comunidade. Para tanto, os Estados Partes tomarão medidas
apropriadas, incluindo:
a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos,
meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e
habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e
aconselhamento de pares;
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b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da
identidade lingüística da comunidade surda;
c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças
cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos
modos e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em
ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento
acadêmico e social.
4.A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes
tomarão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive
professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de
sinais e/ou do braille, e para 9 capacitar profissionais e equipes
atuantes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a
conscientização da deficiência e a utilização de modos, meios e
formatos apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e
técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com
deficiência.
5.Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam
ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de
acordo com sua vocação, educação para adultos e formação
continuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto,
os Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis
para pessoas com deficiência.
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 13 DE JULHO DE 2010
A Resolução n° 4/2010 você também já conhece, pois se refere às
Diretrizes Curriculares Nacionais, mas, embora ela tenha um cunho
mais operacional, é uma resolução bem importante. Então, vamos ver a
Seção II do Capítulo II do Título VI, que trata especificamente sobre a
educação especial, que servirá para introduzir nosso próximo tema da
aula, que será justamente “adaptações curriculares” para a inclusão.
EDUCAÇÃO ESPECIAL
Art. 29. A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os
níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da
educação regular, devendo ser prevista no projeto político-
pedagógico da unidade escolar.
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Veja: o projeto político-pedagógico, documento importante da escola,
deve prever a educação especial, como modalidade transversal a todos
os níveis.
§ 1º Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e
no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou
suplementar à escolarização, ofertado em salas de recursos
multifuncionais ou em centros de AEE da rede pública ou de instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
§ 2º Os sistemas e as escolas 3 devem criar condições para que o
professor da classe comum possa explorar as potencialidades de
todos os estudantes, adotando uma pedagogia dialógica, interativa,
interdisciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE deve
identificar habilidades e necessidades dos estudantes, organizar e
orientar sobre os serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade
para a participação e aprendizagem dos estudantes.
§ 3º Na organização desta modalidade, os sistemas de ensino devem
observar as seguintes orientações fundamentais:
I - o pleno acesso e a efetiva participação dos estudantes no
ensino regular;
II - a oferta do atendimento educacional especializado;
III - a formação de professores para o AEE e para o
desenvolvimento de práticas educacionais inclusivas;
IV - a participação da comunidade escolar;
V - a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e
informações, nos mobiliários e equipamentos e nos transportes;
VI - a articulação das políticas públicas intersetoriais.
Como você pode constatar, há um grande aparato legal para a
garantia da inclusão educacional. Além das Normas acima, há várias
outras, algumas de cunho bastante operacionais. Há, ainda, normas que
falam sobre questões mais específicas, como a Lei nº 12.764/2012, que
institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com
Transtorno do Espectro Autista.
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Políticas Públicas
A Diretoria de Políticas de Educação Especial – DPEE da
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão
coordena várias políticas públicas voltadas para a inclusão. De acordo
com o site do Ministério da Educação - MEC, temos as políticas:
-Programa Escola Acessível d
-Transporte Escolar Acessível
-Salas de Recursos Multifuncionais
-Formação Continuada de Professores na Educação Especial
-BPC na Escola
-Acessibilidade à Educação Superior
-Livro Acessível
-Centro de Formação e Recursos (CAP, CAS e NAAHS)
-Comissão Brasileira do Braille
-Principais Indicadores da Educação de Pessoas com Deficiência
Vamos ver em mais detalhes as principais.
Para a sua prova o mais importante é entender a ideia principal da
política, ok?! Então, ao menos em um primeiro momento, preocupe-se
com isso...
Programa Escola Acessível
Objetivo: Promover condições de acessibilidade ao ambiente físico, aos
recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas
escolas públicas de ensino regular.
Ações:
-O Programa disponibiliza recursos, por meio do Programa Dinheiro
Direto na Escola - PDDE, às escolas contempladas pelo Programa
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Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. No âmbito deste
programa são financiáveis as seguintes ações:
-Adequação arquitetônica: rampas, sanitários, vias de acesso,
instalação de corrimão e de sinalização visual, tátil e sonora;
-Aquisição de cadeiras de rodas, recursos de tecnologia assistiva,
bebedouros e mobiliários acessíveis;
Como acessar: As escolas contempladas, conforme relação anual
publicada em Resolução FNDE/PDDE – Escola Acessível, efetivam cadastro
no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do
Ministério da Educação - SIMEC, onde inserem o plano de atendimento
b
contendo o planejamento de utilização dos recursos.
Programa Implantação de Salas de
Recursos Multifuncionais
Objetivo: Apoiar a organização e a oferta do Atendimento Educacional
Especializado – AEE, prestado de forma complementar ou suplementar
aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento,
altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do
ensino regular, assegurando-lhes condições de acesso, participação e
aprendizagem.
Ações: Programa disponibiliza às escolas públicas de ensino regular,
conjunto de equipamentos de informática, mobiliários, materiais
pedagógicos e de acessibilidade para a organização do espaço de
atendimento educacional especializado. Cabe ao sistema de ensino, a
seguinte contrapartida: disponibilização de espaço físico para implantação
dos equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos de
acessibilidade, bem como, do professor para atuar no AEE.
Como acessar: A Secretaria de Educação apresenta a demanda no Plano
de Ações Articuladas - PAR e indica as escolas a serem contempladas por
meio do Sistema de Gestão Tecnológica – SIGETEC.
Programa de Formação Continuada de
Professores em Educação Especial
Objetivo: Apoiar a formação continuada de professores para atuar nas
salas de recursos multifuncionais e em classes comuns do ensino regular,
em parceria com Instituições Públicas de Educação Superior – IPES.
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Ação:
- Ofertar cursos no nível de aperfeiçoamento e especialização, na
modalidade à distância, por meio da Universidade Aberta do Brasil –
UAB e na modalidade presencial e semipresencial pela Rede Nacional
de Formação Continuada de Professores na Educação Básica –
RENAFOR.
Como acessar: As escolas apresentam por meio do sistema PDE Interativo
(link), a demanda de formação para as Secretarias Estaduais de Educação
– SEDUC e Secretarias Municipais de Educação - SEMED que a validam e
encaminham ao Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação
Docente. O Fórum elabora o Plano Estratégico de Formação docente e o
encaminha ao Comitê Gestor da Rede Nacional de Formação/ MEC,
responsável pela sua aprovação e apoio financeiro.
Programa BPC na Escola - Acompanhamento e
Monitoramento do Acesso e Permanência na Escola dos
Beneficiários do Benefício da Prestação Continuada da
Assistência Social
Objetivo: Monitorar o acesso e permanência na escola dos Beneficiários
do Benefício da Prestação Continuada - BPC com deficiência, na faixa
etária de 0 a 18 anos, por meio de ações articuladas, entre as áreas da
educação, assistência social, direitos humanos e saúde.
Ações:
-Pareamento anual entre os dados do EducaCenso e do cadastro
administrativo do BPC DATAPREV do Ministério da Previdência
Social/MPS e;
-Identificação das barreiras que impedem o acesso das pessoas com
deficiência, beneficiárias do BPC, à escola.
Como acessar: Estados, Municípios e Distrito Federal poderão aderir ao
Programa, mediante preenchimento do Termo de Adesão constante no
endereço eletrônico: http://aplicacoes.mds.gov.br/bpcnaescola. A
realização desse procedimento é efetuada exclusivamente pelo
representante legal da unidade da federação.
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Projeto Livro Acessível
Objetivo: Promover a acessibilidade, no âmbito do Programa Nacional
Livro Didático – PNLD e Programa Nacional da Biblioteca Escolar - PNBE,
assegurando aos estudantes com deficiência visual matriculados em
escolas públicas da educação básica, livros em formatos acessíveis. O
programa é implementado por meio de parceria entre SECADI, FNDE, IBC
e Secretarias de Educação, às quais se vinculam os CAP - Centro de Apoio
Pedagógico a Pessoas com Deficiência Visual e os NAPPB – Núcleo
Pedagógico de Produção Braille.
Ações:
-Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva de leitores digitais acessíveis
para o Programa Nacional do Livro Didático - PNLD. Atualmente o
Sistema utilizado é o formato Mecdaisy, que possibilita acessar o texto
por meio de áudio, caracter ampliado e diversas funcionalidades de
navegação pela estrutura do livro;
-Realização de seminários de formação dos profissionais envolvidos na
produção de material didático acessível em formato digital e em
braille;
-Disponibilização da Plataforma Acervo Digital Acessível – ADA,
ambiente virtual destinado a postagem de materiais voltados à
produção de materiais em braille pelos CAP e NAPPB;
Como acessar: As Secretarias de Educação às quais se vinculam os
centros públicos de produção de material didático acessível, apresentam
por meio do PAR, plano de trabalho, a fim de obter apoio financeiro do
MEC, ao custeio da produção.
Como adquirir o livro em formato acessível para o aluno com Deficiência
visual pelo PNLD?
O aluno deve estar cadastrado no censo escolar (INEP) além disso, é
importante que o professor marque no Guia do Livro Didático o tipo de
acessibilidade requerida pelo aluno com Deficiência Visual no título do
livro escolhido.
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Educação inclusiva: práticas escolares
Adaptações curriculares para a educação inclusiva
De acordo com a DECLARAÇÃO DE SALAMANCA:
26. O currículo deveria ser adaptado às necessidades das
crianças, e não vice-versa. Escolas deveriam, portanto, prover
oportunidades curriculares que sejam apropriadas a criança com
habilidades e interesses diferentes.
De acordo com o documento “A escola” da MEC (2004) a proposta
pedagógica cabe apontar a importância das flexibilizações curriculares
para viabilizar o processo de inclusão. As adequações curriculares devem
ser facilitadoras da inclusão e, por isso, devem ser pensadas a partir
do contexto grupal em que se insere determinado aluno.
As adequações se referem a um contexto e não à criança, ao
particular ponto de encontro que ocorre em sala de aula, que convergem a
criança, sua história, o professor, sua experiência, a instituição escolar, o
plano curricular, as regulamentações, as expectativas dos pais, entre
outros.
Dessa forma, as flexibilizações curriculares devem ser estruturadas a
partir de cada situação particular e não como propostas universais, válidas
para qualquer contexto escolar. As adequações feitas por um determinado
professor para um grupo específico de alunos só são válidas para esse
grupo e para esse momento.
Na medida em que são pensadas a partir do contexto e não apenas a
partir de um determinado aluno, entende-se que todas as crianças podem
se beneficiar com a implantação de uma adequação curricular, a qual
funciona como instrumento para implementar uma prática educativa para
a diversidade.
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Assim, o ideal é que as adequações curriculares produzam
modificações que possam ser aproveitadas por todas as crianças de um
grupo ou pela maior quantidade delas.
O documento do MEC ainda destaca que além de não serem
generalizáveis, as adequações curriculares devem responder a uma
construção do professor em interação com o coletivo de professores da
escola e outros profissionais das áreas da educação e da saúde.
As adaptações no currículo podem ser das mais variadas. O
importante é que a escola deve buscar garantir a inclusão do aluno com
necessidades especiais no processo de ensino e aprendizagem. Por isso, a
adaptação requer diagnóstico e pode variar consideravelmente de uma
escola para outra.
Alguns componentes que costumam ser adaptados nas práticas
escolares, apenas como exemplo, para que você entenda melhor a
flexibilização ou adaptação curricular:
LINGUAGEM: leitura e escrita;
ESTRATÉGIAS: uso de metodologias adequadas às necessidades dos
alunos, inclusive com uma abordagem avaliativa diferenciada;
NÍVEL APROPRIADO: estabelecendo o que é adequado para ser cobrado
em cada ciclo, de acordo com o diagnóstico elaborado.
Cabe destacar que, o documento “A Educação Especial na Perspectiva
da Inclusão Escolar”, de 2010, afirma que
“A ideia do currículo adaptado está associada à exclusão na inclusão
dos alunos que não conseguem acompanhar o progresso dos demais
colegas na aprendizagem. Currículos adaptados e ensino adaptado
negam a aprendizagem diferenciada e individualizada. O ensino
escolar é coletivo e deve ser o mesmo para todos, a partir de um
único currículo. É o aluno que se adapta ao currículo, quando se
admitem e se valorizam as diversas formas e os diferentes níveis de
conhecimento de cada um. A aprovação e a certificação por
terminalidade específica, como propõe a LDBEN/1996, não faz
sentido, quando se entende que a aprendizagem é diferenciada de
aluno para aluno (…)”
Porém, entendemos que o documento está se referindo a adaptações
para um único aluno ou para um pequeno grupo. Como o trecho destaca
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“o ensino escolar é coletivo e deve ser o mesmo para todos, a partir de
um único currículo”.
O próprio documento afirma:
“Ao contrário do que se pensa e se faz, as práticas escolares
inclusivas não implicam um ensino adaptado para alguns alunos, mas
sim um ensino diferente para todos, em que os alunos tenham
condições de aprender, segundo suas próprias capacidades, sem
discriminações e adaptações.”
Escolas inclusivas e o papel do professor
Segundo a DECLARAÇÃO DE SALAMANCA:
Principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as
crianças devem aprender juntas, sempre que possível,
independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas
possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às
necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os
estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de
qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos
organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria
com as comunidades. Na verdade, deveria existir uma continuidade de
serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais
encontradas dentro da escola.
Dentro das escolas inclusivas, crianças com necessidades
educacionais especiais deveriam receber qualquer suporte extra
requerido para assegurar uma educação efetiva. Educação inclusiva
é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre
crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas. O
encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou
a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveriam
constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos
infrequentes onde fique claramente demonstrado que a educação na
classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou
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sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar
da criança ou de outras crianças.
Outras respostas às necessidades educacionais especiais que
devem ser dadas pela escola, segundo o documento “a escola” do
MEC (2004):
• Disponibilidade de professor ou instrutor da língua de sinais, para o
ensino de alunos surdos.
• Disponibilidade de professor de braille para favorecer o ensino de
alunos cegos.
• Disponibilidade de equipamentos e materiais especiais para o
ensino de alunos cegos (reglete, sorobã, livro didático em braille,
máquina de datilografia em braille, computador, softwares
especializados para deficiência visual, tais como leitores de tela.
• Disponibilidade de equipamentos e materiais especiais para o
ensino de alunos com baixa visão (lupa, livros didáticos com letras
ampliadas, etc).
• Disponibilidade de equipamento de informática e de softwares
educacionais, para o ensino de alunos com dificuldade de
comunicação oral.
• Disponibilidade de outros recursos didáticos para o ensino de alunos
com dificuldade de comunicação oral (dicionários da língua brasileira
de sinais -
LBS e outros).
• Disponibilidade de equipamento de informática e de softwares
educacionais para o ensino de alunos com dificuldades de
aprendizagem.
• Disponibilidade de mobiliário adaptado para os alunos com
dificuldades motoras.
A escola que pretende ser inclusiva deve se planejar
para gradativamente implementar as adequações necessárias,
para garantir o acesso de alunos com necessidades educacionais
especiais à aprendizagem e ao conhecimento.
O papel do professor, de modo geral, é atuar como facilitador da
aprendizagem, integrador e motivador. Para isso, fundamental que
conheça sua turma, e prepare seu planejamento de forma adequada
para lidar com as características de sua classe. A capacitação constante,
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para melhor lidar com as crianças e adolescentes com necessidades
especiais, também é importante.
Já o papel do professor especializado, nesse sentido, se dá por
meio da parceria com o professor da escola regular, de modo a
atender as necessidades e potencialidades peculiares de cada educando
no ensino regular.
Cabe destacar que, de acordo com o MEC (2004) todo professor
necessita de suporte técnico-científico, como interlocutor em um processo
de reflexão crítica sobre a prática cotidiana de ensino.
O acesso a esse suporte precisa ser garantido pela escola, evitando
assim, que dependa da iniciativa particular e pessoal do professor.
O suporte para o professor do ensino regular que recebe alunos com
necessidades educacionais especiais, em sua sala de aula, deve ser
ministrado pela Coordenação Pedagógica (ou equipe técnica, quando
contar com uma), a qual deve ter conhecimento dos conteúdos
curriculares, dos métodos de ensino, dos recursos didático-pedagógicos e
estimular a criatividade do professor.
A Coordenação Pedagógica deve ser ativa e participante no cotidiano
da sala de aula, da escola e das relações com a comunidade.
Outra fonte importante de suporte para o professor do ensino regular
é o assessoramento de uma equipe interdisciplinar, que deverá contribuir
com seus conhecimentos sobre recursos e métodos para o ensino de
alunos com necessidades educacionais especiais.
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Atendimento Educacional Especializado
no estado de Minas Gerais – Possibilidades e
Desafios
Hei! Preste atenção, porque agora vamos falar especificamente
do Atendimento Especializado no estado de Minas Gerais.
Fonte: SEE-MG
Seguem os principais pontos da cartilha “A educação Especial na
Perspectiva Inclusiva” disponível no site da Secretaria de Educação de
Minas Gerais:
Escola é para todos!
A educação é um direito social fundamental, sendo obrigatória para
crianças e adolescentes (na faixa etária de 04 a 17 anos), com ou sem
deficiência.
A Secretaria de Estado de Educação vem desenvolvendo ações para
preparar e adequar as escolas estaduais para receber e atender, com
qualidade, os (as) estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, junto aos demais
estudantes.
O acesso, o percurso, a permanência e a
conclusão do ensino deverão ser garantidos na
escola!
Cadastro e matrícula escolar.
Os pais ou responsáveis devem fazer o cadastro escolar, que garante a
oferta da vaga ao futuro estudante em escola mais próxima de sua
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residência. Possibilita, ainda, a organização prévia da distribuição das
vagas, para que o estudante receba mais rapidamente os recursos de
acessibilidade de que precisa.
Além da matrícula na etapa de ensino correspondente à idade, o
estudante com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
altas habilidades/superdotação tem direito à matrícula no Atendimento
Educacional Especializado (AEE) no turno inverso ao da sua escolaridade.
Para o atendimento adequado ao estudante matriculado, a escola deve
elaborar o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), no qual, a escola
fundamenta o processo educacional do estudante, suas capacidades e
deficiências, habilidades e competências já desenvolvidas e as suas
necessidades de recursos de acessibilidade.
A solicitação do AEE será feita através do Sistema de Gestão e
Administração Escolar próprio da Secretária de Estado de Educação de
Minas Gerais (SEE/MG), com base no PDI, devendo ser analisada e
aprovada pela Superintendência Regional de Ensino (SRE).
Na possibilidade do atendimento ser ofertado em outra escola, a família
deverá ser informada sobre o local e o horário do atendimento. Os pais
devem fazer a matrícula complementar no AEE (sala recurso) na escola
indicada para o atendimento.
A escola possui acessibilidade?
Os estudantes com deficiência e/ou transtornos globais do
desenvolvimento podem necessitar de equipamentos e/ou mobiliários
adaptados ou de outros recursos de tecnologia assistiva que lhes
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asseguram o acesso ao currículo, aos espaços, à comunicação e
informações e a sua participação junto aos demais estudantes.
Dessa forma, as escolas se organizam para possibilitar o livre acesso dos
estudantes, utilizando-se de rampas, elevadores, adaptação de banheiros
e refeitórios, construindo, reformando ou ampliando os espaços físicos,
sempre que necessário, para garantir o melhor desempenho e
independência do estudante com deficiência. Além disso, devem prever
também recursos materiais e humanos que têm atribuições diferentes
daqueles profissionais que trabalham nas escolas e as- sim possibilitam a
participação do estudante nas atividades escolares.
Conheça os recursos que são previstos para as escolas
Mas antes...
Será que todas as escolas se preocupam em garantir esses recursos?
Recorrem ao governo do estado? Será que os profissionais buscam se
atualizar constantemente sobre a inclusão? Será que buscam aproveitar
oportunidades de formação continuada para estudar o tema? Será que
todos os profissionais buscam auxiliar as famílias que precisam de ajuda?
Observe que, ao mesmo tempo que a Secretaria da Educação busca
trazer possibilidades para as escolas, seus profissionais e comunidade, ela
também lança desafios.
Recursos destinados aos estudantes:
• notebook, com softwares leitores de tela para estudantes com
cegueira,
• livros acessíveis,
• kit cegueira, kit baixa visão,
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• kit CSA/Comunicação Suplementar Alterna- tiva para estudantes
com disfunção neuromo- tora e autismo.
• Materiais e bens permanentes adaptados para estudantes com
deficiência.
Recursos destinados à escola:
• recursos multifuncionais (computadores, materiais didáticos, jogos
pedagógicos e material esportivo adaptados, equipamen- tos de
tecnologia assistiva e mobiliários es- colares adaptados.
•Recursos para acessibilidade arquitetônica, por meio do PDDE , para
escolas contempla- das pelo programa MEC – SIMEC.
Você sabe o que é PDDE?
O PDDE Interativo é o ambiente informatizado (plataforma), utilizado
pelas escolas públicas, Secretarias e pelo MEC, primeiramente para o
funcionamento do PDE Escola e depois para as ações PDDE Campo, PDDE
Áqua e esgotamento sanitário, PDDE Sustentável e PDDE Acessível, para
o planejamento e execução e funcionamento. Em 2012, a metodologia do
PDE Escola foi disponibilizada para todas as escolas através do PDE
Interativo. A partir de 2014, o sistema foi denominado PDDE
INTERATIVO, para melhor identificação com os programas que transferem
recursos via PDDE. (BRASIL-MEC)
Voltando...
Mas o que é mesmo o Atendimento Educacional Especializado?
O atendimento educacional especializado (AEE) tem como função
complementar ou suplementar a formação do estudante por meio da
disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que
eliminem barreiras para sua plena participação na sociedade e
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desenvolvimento de sua aprendizagem (o ensino da Língua Brasileira de
Sinais (LIBRAS), do BRAILLE, de recursos de acessibilidade, de tecnologia
assistiva, de comunicação alternativa, orientação e mobilidade, dentre
outros).
É realizado no turno inverso da escolarização e não pode caracterizar-se
como um espaço de reforço ou de repetição de conteúdos curriculares.
E quem tem direito ao Atendimento Educacional Especializado?
De acordo com a legislação vigente, considera-se público-alvo da
educação especial os estudantes com Deficiência, Transtornos Globais do
Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação.
E qual a função dos profissionais responsáveis pelo suporte aos
estudantes no ambiente escolar?
Alguns profissionais para o suporte aos estudantes são necessários para o
pleno acesso, participação e aprendizagem dos estudantes com deficiência
e transtornos globais do desenvolvimento, em todas as atividades
desenvolvidas no contexto escolar. São eles:
• Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais - Libras (TILS):
este profissional tem a função de estabelecer a intermediação
comunicativa entre os usuários de Língua de Sinais e o de Língua Oral no
contexto escolar, traduzindo/interpretando as aulas, com o objetivo de
assegurar o acesso dos surdos à educação.
• Guia-intérprete: tem a função de estabelecer a intermediação
comunicativa e visual do estu- dante surdocego no contexto escolar,
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transmi- tindo todas as informações de modo fidedigno e compreensível e
assegurando-lhe o acesso aos ambientes da escola.
• Apoio à Comunicação, Linguagem e Tecno-logias Assistivas: este
profissional oferece o apoio ao processo de escolarização do estudante
com disfunção neuromotora grave, deficiência múltipla e/ou transtornos
globais do desenvolvimento. O trabalho desse profissional é realizado de
forma integrada com o(s) professor(es) regente(s) e o professor da sala
de recurso, tendo como objetivo favorecer o acesso do estudante à
comunicação e ao currículo, por meio de adequação de material didático-
pedagógico, utilização de estratégias e recursos tecnológicos. Esse
profissional pode atender até 03 estudantes em uma mesma turma e
deve buscar promover a autonomia do estudante.
Como funciona a avaliação da aprendizagem nesses casos?
A avaliação é parte integrante do processo de ensino e aprendizagem.
Nos processos avaliativos, a escola deve assegurar as condições
necessárias para o acesso e participação dos estudantes, considerando o
princípio da equidade, a garantia da flexibilidade e os recursos de
acessibilidade.
O processo de avaliação do estudante com deficiência, transtorno global
de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação deve ser
diversificado, considerando as suas especificidades, tendo como base seu
desenvolvimento e a sua capacidade de aprendizagem significativa, que
devem estar previstos no PDI.
Os registros da carga horária e do aproveitamento alcançado pelo
estudante são obrigatórios, e deverão ser preenchidos utilizando-se a
mesma classificação adotada para todos os estudantes, conforme o Plano
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de Desenvolvimento Individual (PDI) e de acordo com o artigo 59 da
LDBEN nº 9394/96. Nesses casos, no campo de observações do histórico
escolar, a lei deverá ser citada.
Família e escola: uma parceria de sucesso!
A parceria da escola com a família faz com que o atendimento oferecido
aos estudantes com deficiência e/ou transtorno global do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação seja de qualidade e
atenda com propriedade as necessidades específicas de acesso, perma
nência, participação e aprendizagem.
É muito importante que a família: (Será que todas as famílias
têms essas informações? Sabem onde procurar ajuda? E será que todas
as escolas estão preparadas para, no mínimo, fornecer orientações?
Certamente não... parece que temos um desafio)
• Realize o cadastro escolar do (a) estudante;
• No ato da MATRÍCULA informe a escola sobre o tipo de deficiência
do (a) estudante;
• Apresente o laudo ou relatório feito por profissional da área de
saúde que ateste a deficiência ou o Transtorno Global do Desen-
volvimento - (TGD);
• Informe a história de vida, as limitações e os cuidados necessários
para melhor atender o (a) estudante;
•Oriente a escola sobre os cuidados a serem dispensados ao estudante;
• Participe de reuniões promovidas pela escola;
•Acompanhe a vida escolar e o processo de ensino e aprendizagem do (a)
estudante;
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• Esclareça quanto aos atendimentos clínicos que fazem parte da
rotina do estudante;
• Envie à escola relatórios dos atendimentos e/ou acompanhamentos
na área da saúde;
• Garanta a frequência do estudante na es- cola e no Atendimento
Educacional Especializado – (AEE).
• Confie na escola e na capacidade de aprendizado do estudante com
deficiência e/ou transtornos globais do desenvolvimento.
A escola possui uma rede de apoio? Observe um dos desafios citados
pela cartilha: uma formação de redes de apoio às escolas e aos
estudantes.
Mediante os desafios para a inclusão de estudantes com deficiência nas
escolas comuns do ensino regular, a formação de redes de apoio às
escolas e aos estudantes é considerada fundamental. Compostas por
profissionais de diversas áreas têm como função promover a articulação
dos diversos profissionais, que atendem o estudante em suas
necessidades, com os profissionais da escola e suas famílias. Essa
interface com os serviços setoriais de saúde, assistência social, Conselhos
Tutelares, Ministério Público, Universidade/ Faculdade e com os setores de
preparação para inserção no mercado de trabalho vem possibilitando
resultados mais satisfatórios no atendimento ao estudante.
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Conclusão retirada de Ferreira (2015), a partir de um estudo
de caso de uma escola pública de Minas Gerais
No atual contexto de universalização de direitos, transformar um
sistema educacional em um sistema educacional inclusivo implica em
uma gestão que abra as portas da escola para todos, indistintamente, e
que assuma responsabilidades.
Nesse movimento de abertura e acolhimento, a gestão deverá ter
como eixo norteador de seu trabalho, a sensibilização da comunidade
escolar para o reconhecimento da diversidade humana e da capacidade
que todos têm de aprender. A partir disso, deverá focar sua organização
para a inclusão, através da elaboração coletiva de um projeto político
pedagógico que retrate a realidade de seu alunado, bem como as suas
reais necessidades. Isso certamente ocasionará uma mudança atitudinal,
uma reorganização curricular e exigirá uma formação de rede de apoio,
formação docente, participação da família, acessibilidade e organização
de atendimentos educacionais especializados. Na sala de aula, isso
poderá se refletir através de práticas educacionais que trazem
abordagens metodológicas diferenciadas, novas dinâmicas dos espaços e
tempos escolares, diversificações e flexibilizações curriculares, práticas
avaliativas diversas, além de atendimento educacional complementar ao
processo de escolarização, na forma de apoio.
A concepção de educação inclusiva, ainda em processo no Brasil,
tira de cena a ideia de uma política de integração e apresenta uma
releitura da educação especial, entendida como uma modalidade
transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, que realiza o
atendimento educacional especializado de apoio complementar e
suplementar ao processo de escolarização dos alunos com deficiência.
Nesse sentido, as escolas de educação especial deixam de ser
entendidas como substitutas do acesso a escolas e classes comuns do
ensino regular, para dar espaço a atendimentos educacionais
especializados, como a Sala de Recursos, por exemplo, e apoiar as
escolas comuns no acolhimento dos alunos com deficiência, no
reconhecimento das suas especificidades e na orientação de como lidar
com eles, cotidianamente.
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Sabemos que há muitas dificuldades no sistema educacional e que o
apoio das instâncias maiores é fundamental para o enfrentamento de
cada uma delas.
Na escola pesquisada, a falta de informação e conhecimento acerca
das deficiências e de como lidar com elas, no contexto escolar, é algo
sintomático e se torna um desafio constante: o de ir se preparando e ao
mesmo tempo atendendo os alunos nela matriculados. A relutância e o
medo para enfrentá-lo fazem parte de um processo natural da nossa
sociedade. Afinal, ninguém está preparado o tempo todo para atender a
todos, embora, há muito tempo, vimos lidando com o diferente em
nossas escolas.
Daí a necessidade do Plano de Ação Educacional apresentado, com o
intuito de contribuir para a consolidação de uma educação de fato
inclusiva e melhorias no atendimento ofertado aos alunos com
deficiência, a partir do 6º ano de escolaridade, pois sabemos que,
quando a comunidade escolar quer mudar, muita coisa melhora.
Plano de Ação Educacional?
A autora sugere uma plano de ação para adequação da escola, de
seus profissionais e conscientização das famílias visando à inclusão.
Podemos perceber que o plano representa uma possibilidade para a
maioria das escolas, já que traz ações relevantes para as escolas no
geral. Ao mesmo tempo, o plano representa um desafio, pois as ações
eigirão esforços significativos das escolas. As ações listadas pela autora
são as que seguem:
✓ Reformulação do PPP.
✓ Formação continuada dos profissionais da escola.
✓ Adequação da infraestrutura física, equipamentos, mobiliários
e materiais didáticos pedagógicos da escola para alunos com
deficiência.
✓ Construção e consolidação da relação escola e família.
✓ Monitoramento dos Atendimentos Educacionais Especializados
ofertados aos alunos com deficiência.
✓ Seminário Municipal de Educação Inclusiva Monitoramento e
avaliação do Plano de Ação educacional.
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Voltando....
O direito legal, como vimos, é fato. O que ainda precisa se tornar
realidade é uma prática pedagógica que considere cada estudante em
particular para o trabalho educativo a ser desenvolvido na escola, pois
quem lida com pessoas deve saber que cada um é um, e que todos
somos aprendentes.
Educação com qualidade é um direito de todos, inclusive das
pessoas com deficiência, devendo a escola, portanto, se organizar, com o
apoio das secretarias de educação, conforme o âmbito de sua atuação,
para o pleno atendimento deste direito constitucional que é de todos e de
cada um dos sujeitos que fazem parte de nossa sociedade.
Assim, podemos afirmar que é possível acolher as diferenças e as
singularidades e incluir, não a partir de um ideal, mas do que é possível,
conforme a necessidade de cada ser humano. Para isso, é preciso atribuir
a todos a sua cota de responsabilidade, família, escola, educando e a
sociedade como um todo.
Almejando realizar o desejo de ajudar e incluir os educandos com
deficiência e todos os demais alunos na escola e na sociedade, deve-se
levar em consideração tudo aquilo que faz sentido para eles e também
para aqueles que estão à sua volta. O grande segredo para a conquista
desse desafio é, em minha opinião, reconhecer cada indivíduo, antes de
qualquer coisa, como um ser humano e um aluno.
“Educação não transforma o mundo.
Educação muda pessoas.
Pessoas transformam o mundo”.
Paulo Freire
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Pessoal, trouxemos questões de várias bancas, para explorarmos bastante
o conteúdo. Lembre-se: as questões e seus comentários aprofundam e
complementam os conhecimentos vistos na aula. Por isso, resolva as
questões e leia os comentários. Na aula extra 01 veremos questões da
FUMARC.
IBADE 2016 – TÉCNICO EDUCACIONAL – CUIDADOR – SEDUC-RO
1) A educação inclusiva constitui um paradigma educacional
fundamentado na concepção de direitos humanos, que avança em
relação à ideia de equidade formal ao contextualizar a produção
da exclusão dentro e fora da escola e que tem como valores
inseparáveis:
a) deficiência e eficiência.
b) igualdade e diferença.
c) exclusão e inclusão.
d) direitos e deveres.
e) normalidade e deficiência.
Resposta: B. Logo no início da aula, vimos que “a educação inclusiva constitui
um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos,
que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança
em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias
históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola”.
BIG ADVICE 2017 – PROFESSOR PEB I – EDUCAÇÃO ESPECIAL –
PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS -SP
2) A noção de necessidades educacionais especiais entrou em
evidência a partir das discussões do chamado “movimento pela
inclusão” e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial
sobre Educação Especial, realizada em Salamanca, na Espanha,
em 1994. Nesse evento, foi elaborado um documento
mundialmente significativo denominado “Declaração de
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Salamanca” e na qual foram levantados aspectos inovadores para
a reforma de políticas e sistemas educacionais.
De acordo com a declaração:
I. O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a
incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que
estejam experimentando dificuldades temporárias ou
permanentes na escola, as que estejam repetindo continuamente
os anos escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que
vivem nas ruas, as que vivem em condições de extrema pobreza
ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou
conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos, ou as que
simplesmente estão fora da escola, por qualquer motivo que
seja.”
II. A Declaração de Salamanca estabeleceu uma nova concepção,
extremamente abrangente, de “necessidades educacionais
especiais” que provoca a secessão dos dois tipos de ensino, o
regular e o especial, na medida em que esta nova definição
implica que todos possuem ou podem possuir, temporária ou
permanentemente, “necessidades educacionais especiais”.
III. Dessa forma, orienta para a existência de um sistema único,
que seja capaz de prover educação para todos os alunos, por
mais especial que este possa ser ou estar.
IV. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados
com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de
1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de
alunos com necessidades especiais. Para isso, estabeleceu um
material didático-pedagógico intitulado “Adaptações
Curriculares” que insere-se na concepção da escola inclusiva
defendida na Declaração de Salamanca.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas a I.
b) I, II e IV.
c) I, III e IV.
d) Todas estão corretas.
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e) N.D.A.
Resposta: C. A afirmação I, III e IV estão corretas. Quanto ao item II, ele erra
ao falar na secessão de dois sistemas de ensino. Isso levaria a exclusão, e não
a inclusão como busca a Declaração de Salamanca e as políticas públicas
voltadas para a educação especial.
FUNIVERSA 2015 – ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA –
PEDAGOGIA – UEG
3) O caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar a
função social da escola. A respeito desse tema, é correto afirmar
que
a) o PPP se reduz a uma somatória de planos, sugestões,
transposições ou cópias de projetos elaborados em outras
realidades escolares.
b) o PPP jamais servirá para reforçar, manter, reproduzir formas
de dominação e de exclusão social, pois sempre se constrói na
perspectiva da emancipação.
c) é o compromisso do PPP com os interesses reais e coletivos da
escola que materializa seu caráter político e pedagógico.
d) o PPP não vai interferir no currículo e nas práticas
pedagógicas adotadas em sala de aula por se tratar de um
projeto de cunho político.
e) os PPPs das escolas públicas, pelo fato de pertencerem a um
sistema organizado, são pensados coletivamente pelo próprio
sistema.
Resposta: C. O Projeto Político-Pedagógico de uma escola é o instrumento
teórico-metodológico, definidor das relações da escola com a comunidade a
quem vai atender. É nele que se estabelece a ponte entre a política
educacional do município e a população, por meio da definição dos
princípios, dos objetivos educacionais, do método de ação e das práticas.
Pessoal, embora esta questão não esteja diretamente relacionada ao tema,
deixei-a para que possamos fazer uma reflexão. Acontece que, na
construção e implantação do PPP, temos que ter uma preocupação especial
com a responsabilidade social da escola e a inclusão está diretamente
relacionada com esse papel da escola. A escola deve oferecer espaço e
possibilidade de desenvolvimento para todos de forma igual, igual no
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sentido de igualdade equitativa, sendo que a equidade deve ponderar e
contemplar, além da igualde, a justiça.
BIG ADVICE 2017 – PROFESSOR PEB I – EDUCAÇÃO ESPECIAL –
PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS -SP
4) Quanto à Educação Inclusiva, estaria correto afirmar, exceto:
a) A educação inclusiva requer mudança de antigos para novos
paradigmas. E é a partir da compreensão de inúmeros aspectos
ligados aos conceitos de igualdade e de diferença, é que se pode
investir em seres humanos melhores e mais fraternos.
b) Nesse modelo de educação é preciso criar alternativas técnico-
pedagógicas, psicopedagógicas e sociais que possam contribuir
para o processo de aprendizagem de todas as crianças.
c) Na educação inclusiva não se espera que a escola se integre ao
aluno, mas que este se transforme de maneira a se inserir na
escola.
d) O conceito de educação inclusiva se refere ao acesso à escola
de todos os alunos, indistintamente, independentemente, do fato
de apresentarem dificuldades e ou deficiências.
e) N.D.A.
Resposta: C. A opção “c” está errada, pois, no que se refere à educação
inclusiva, não se espera que o aluno se adapte a escola, mas sim, que esta
esteja pronta para receber todos os alunos, apesar de suas diferenças.
CESGRANRIO 2016 – PEDAGOGO – UNIRIO
5) Um dos grandes desafios da educação inclusiva é desenvolver
na escola a prática de currículos adaptados que possam atender
às diferenças na aprendizagem significativa, à qual se chega pela
interação (sistematizada e dirigida) do sujeito com o objeto.
A aprendizagem significativa supõe
a) valorização dos conhecimentos prévios dos alunos e adequado
trabalho de incorporação dos novos conhecimentos.
b) seleção de livros didáticos e confecção de materiais
ilustrativos dos temas.
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c) exclusividade no uso da memorização e da repetição dos
temas.
d) avaliação única com análise e comentários do professor.
e) análise dos resultados obtidos e reforço nos temas que
apresentem maior dificuldade.
Resposta: A. Aprendizagem significativa é o conceito central da teoria
da aprendizagem de David Ausubel. A aprendizagem significativa requer
que os novos conhecimentos relacionem-se com os conhecimentos
prévios do aluno. Ausubel conceitua esse conhecimento prévio como
"conceito subsunçor". Os subsunçores são estruturas de conhecimento
específicos com abrangências diferenciadas, de acordo com a frequência com
que a aprendizagem significativa acontece em conjunto com um dado
subsunçor. Assim, a aprendizagem significativa ocorre quando uma nova
informação apoia-se em conceitos relevantes (subsunçores) que já existiam na
estrutura cognitiva do sujeito.
IDHTEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA – PE
6) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar
fundamentada, EXCETO:
a) Homogeneidade
b) Diversidade
c) Pluralidade
d) Sustentabilidade
e) Cidadania
Resposta: A. A inclusão social deve estar fundamentada na diversidade,
pluralidade, sustentabilidade, cidadania, porém não na homogeneidade
(regularidade, isonomia, formado por porções de mesmo âmbito ou natureza).
FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH
7) A Escola Inclusiva é uma tendência internacional do final do
século XX. O principal desafio da escola é:
a) desenvolver uma pedagogia centrada na criança, capaz de
educar todas, sem discriminação, respeitando suas diferenças.
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b) dar conta da diversidade das crianças oferecendo respostas
adequadas às suas características e necessidades, solicitando
apoio de instituições e especialistas somente quando a família
exigir.
c) fortalecer uma sociedade democrática, justa e
economicamente ativa.
d) garantir às crianças com necessidades especiais uma
convivência participativa com outras crianças com as mesmas
necessidades especiais.
e) desenvolver o princípio da integração previsto na Declaração
Municipal.
Resposta: A. A “b” está errada por afirmar que o apoio a instituições
especializadas só deve ser solicitado quando a família exigir; quanto à “c”,
fortalecer uma sociedade economicamente ativa não é um dos principais
desafios de uma escola inclusiva; quanto à “d”, as crianças com necessidades
especiais devem conviver com todos na escola, e não somente com crianças
com as mesmas necessidades; a “e”, embora seja importante desenvolver
princípios de integração, limitar-se a princípios de integração previstos em uma
Declaração Municipal está longe de ser o principal desafio da escola inclusiva.
FCC 2015 – PEDAGOGO – DPE-SP
8) A presença do preconceito em relação às pessoas com
deficiência, muitas vezes existente na escola, só faz aumentar
sua situação de desvantagem criada por essa atitude, assim
como, acentuar seu sentimento de incapacidade. No entanto,
muitas vezes não é uma situação de preconceito somente, mas a
falta de convívio com os diferentes.
Uma das medidas necessárias para que se minimize esta situação
é a concretização das determinações contidas na LDB, como
a) a garantia de professores com especialização adequada para
esse atendimento, bem como professores do ensino regular
capacitados para a integração desses educandos nas classes
comuns.
b) o trabalho de aconselhamento, por parte dos orientadores
educacionais e/ou psicólogos, aos alunos que apresentarem
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comportamentos agressivos ou discriminatórios aos alunos com
deficiência.
c) a realização de palestras e dinâmicas de grupo para a redução
de comportamentos indesejáveis junto aos alunos com
deficiência.
d) a elaboração e execução de proposta pedagógica e
organização curricular voltadas especificamente aos alunos com
deficiência.
e) a redução do número de alunos das classes em que existir pelo
menos dois alunos com deficiência ou colocação de professor
auxiliar para que o aluno receba a atenção devida.
Resposta: A. Para responder esta questão, o candidato tinha que conhecer
mesmo a LDB. Vimos na aula que o inciso III do artigo 59 da referida Lei nos
dia que “Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação: (…) III - professores com especialização adequada em nível
médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do
ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes
comuns;”, por isso, a letra “a” é a nossa resposta. Veja que as ações citadas
nas alternativas “b” é válida para a inclusão. Quanto à “c”, podem ser
realizadas dinâmicas e palestras que favoreçam a inclusão e integração dos
alunos e combatendo qualquer comportamento preconceituoso. As alternativas
estão mal redigidas, porém, de toda forma, elas não são citadas pela Lei, não
atendendo, portanto, ao comando da questão. Ah! Eu sei que você já sabe,
mas: a LDB é fundamental para qualquer concurso da área educacional.
NUCEPE 2015 – PROFESSOR – SEDUC-PI
9) O processo de inclusão escolar pode prever como uma das
metodologias a individualização do ensino, através de planos
específicos de aprendizagem para o aluno. No entanto, deve-se
evitar
a) fazer um currículo individual paralelo para alguns alunos. Caso
isto aconteça, estes alunos ficam à margem do grupo, pois as
trocas significativas feitas em uma sala de aula
necessariamente acontecem em torno dos objetos de
aprendizagem.
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b) levar em conta a diversidade, pois em uma sala de aula as
aprendizagens necessariamente acontecem em torno dos objetos
de aprendizagem que são pensados para todos os alunos.
c) as flexibilizações curriculares no processo de inclusão
educativa, pois é necessário pensá-las para um grupo de alunos e
as diversidades que o compõem, e não para alguns alunos
tomados isoladamente.
d) atender as outras diversidades que aparecem cotidianamente
na comunidade. Deve-se atender individualmente quem
realmente precisa, ou seja, os alunos com deficiências.
e) trabalhar os temas com todos os alunos da turma, pois alguns
alunos, com determinados problemas, não precisam alcançar
objetivos de natureza acadêmica, e sim de natureza funcional.
Resposta: A. Não deve ser feito um currículo paralelo para alguns alunos. O
currículo, de certa forma, é o mesmo; porém pode ser flexibilizado. Quando
falamos em adaptações/ flexibilizações curriculares, estamos nos referindo a
adaptações, que devem ser feitas com o auxílio da coordenação, para atender
a necessidades específicas do aluno. Normalmente, é elaborado um plano de
desenvolvimento individual. É algo que deve ser feito com muito cuidado para
que ele realmente favoreça a inclusão e não subestime as capacidades do
educando.
FCC 2003 – PROFESSOR – EDUCAÇÃO FÍSICA – SEED-SE
10) Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige
dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes
uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer
para estimular os alunos, em geral, a se comportarem
a) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades
iguais para todos os alunos.
b) naturalmente, para que o professor possa atender
individualmente todas as dificuldades dos alunos.
c) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu
planejamento de aula.
d) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a
preocupação constante de produção de conhecimento.
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e) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando
os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.
Resposta: E. Para Maria Tereza Mantoan, os ambientes escolares devem
desafiar os alunos para uma participação ativa. Veja o posicionamento da
autora: “Como não me canso de dizer, ensinar atendendo às diferenças dos
alunos, mas sem diferenciar o ensino para cada um, depende, entre outras
condições, de se abandonar um ensino transmissivo e de se adotar uma
pedagogia ativa, dialógica, interativa, integradora, que se contrapõe a toda e
qualquer visão unidirecional, de transferência unitária, individualizada e
hierárquica do saber” (2003, p.38).
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PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS – SP
11) Encontre a única alternativa incorreta:
a) Incluir é mais do que criar condições para os deficientes, é um
desafio que implica em mudança da escola como um todo.
b) Essa nova visão inclusiva de trabalho visa construir uma rotina
da massificação dos programas prontos das classes especiais nas
escolas que continuarão a existir.
c) No processo de integração escolar o aluno participa das
atividades escolares na sala de aula do ensino regular e também
do ensino de escolas especiais.
d) A escola precisa de transformação para receber qualquer tipo
de aluno, mesmo aqueles com deficiência.
e) N.D.A.
Resposta: B. A letra “B” está muito errada. Quando falamos de PPP, falamos da
importância de a escola adequar o currículo ao seu contexto, ideia que vai
contra a utilização de programas prontos. Essa ressalva vale também para a
educação especial. O programa deve estar adequado às necessidades dos
alunos de cada escola, não sendo recomendada a utilização (e muito menos a
massificação) de programas prontos. A “a” está correta porque não é só a aula
que tem que ser adaptada, mas, na escola, os espaços físicos precisam ser
adaptados, as outras crianças devem ser educadas para que também
promovam a inclusão dos colegas, etc. Quanto à “C”, normalmente é assim que
funciona, a depender da necessidade apresentada pelo educando. A “D” está
perfeita, pois a escola precisa ser um espaço para todos. Quanto à “E” (N.D.A.
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- nenhuma das anteriores), melhor deixar pra lá... acabou deixando a questão
mal redigida e confusa.
FCM 2016 – TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – IF-SUDESTE-MG
12) A escola inclusiva é aquela que
I- atua em coletividade, prezando o indivíduo, reconhecendo sua
identidade e subjetividade.
II- está preparada para receber os alunos, tendo a garantia da
acessibilidade física, metodológica, comunicacional e tecnológica.
III-tem o poder de acabar com as mazelas sociais, com a
produção das desigualdades sociais.
IV-defende a inserção de alunos com deficiência com
comprometimentos mais severos para o ato de socialização.
São corretas as afirmativas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II, III e IV.
Resposta: A. As duas primeiras assertivas estão corretas e vale a releitura.
Perceba que a segunda fala que a escola inclusiva atua coletivamente, porém
prezando pelo indivíduo, ou seja, reconhecendo a individualidade de cada um,
suas necessidades, mas, ao mesmo tempo, trabalhando com o grupo de aluno.
Observo inda que essa tenção com as características de cada um, mas atuação
grupal vale para a atuação docente de um modo geral. A assertiva “III” traz
uma competência que foge à capacidade da escola. Embora a escola, de um
modo geral, possa difundir valores que ajudem no combate à mazelas sociais,
ela, por si (a própria escola), não tem o poder de fazer isso. Já a assertiva “IV”
erra ao falar que a escola de inclusão tem que defender a inserção de alunos
com deficiência com comprometimentos mais severos para o ato de
socialização, pois isso poderia ser prejudicial para o aluno com esses
comprometimentos.
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IDH-TEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA -PE
13) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar
fundamentada, EXCETO:
a) Homogeneidade
b) Diversidade
c) Pluralidade
d) Sustentabilidade
e) Cidadania
Resposta: A. A “a” é a incorreta, pois a escola deve ser heterogênea,
garantindo um espaço para todos. A questão é tranquila, mas sei que pode
gerar dúvidas para alguns, já que falamos que o currículo deve ser pensado
para o grupo, assim como as aulas, etc. Por conta disso, algum candidato pode
estar pensando assim “Ué?! Mas para promover a inclusão a gente não tem
que trabalhar de forma homogênea?”. Não exatamente! Veja, temos que
trabalhar coletivamente, olhando para o grupo, mas levando em consideração
as especificidades de cada um e, inclusive, isso pode levar a necessidade de
uma intervenção diferenciada com algum aluno em determinados momentos.
Mas, independentemente disso, esse fundamento diz mesmo respeito a
garantia de espaço para todos, incluindo os alunos portadores de necessidades
especiais. Ah! Veja que são fundamentos importantes da escola inclusiva: a
diversidade, a pluralidade, a sustentabilidade, a cidadania e a
heterogeneidade.
FEPESE 2016 – AUXILIAR DE SALA – PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS -
SC
14) Analise o texto abaixo:
A educação inclusiva constitui um paradigma educacional
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga
....(1).... como valores ....(2).... , e que avança em relação ̀ ideia
de equidade formal ao contextualizar as circunst̂ncias hist́ricas
da produção da exclusão dentro e fora da escola.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
numeradas do texto.
a) (1) semelhança e diferença • (2) morais
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b) (1) igualdade e fraternidade • (2) afetivos
c) (1) aparência e igualdade • (2) indissociáveis
d) (1) igualdade e diferença • (2) indissociáveis
e) (1) justiça e semelhança • (2) morais
Resposta: D. Esta é para relembrarmos. Logo no início da aula, vimos que “a
educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na
concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como
valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao
contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e
fora da escola”.
FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH
15) O atendimento educacional especializado deve integrar a
proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família
para garantir pleno acesso e participação dos estudantes,
atender às necessidades específicas das pessoas público alvo da
educação especial, e ser realizado em articulação com as demais
políticas públicas. Sobre os objetivos do atendimento educacional
especializado, analise as afirmativas a seguir.
I. Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no
ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes.
II. Garantir a transversalidade das ações da educação especial no
ensino regular.
III. Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e
pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e
aprendizagem.
IV. Não há necessidade de assegurar condições para a
continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades
de ensino, isso porque os alunos com deficiência não necessitam
prosseguir na formação.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II, III e IV.
b) I e II, apenas.
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c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
Resposta: D. As assertivas “I” e “II” estão corretas e de acordo com a LDB.
Quanto a assertiva “II”, a LDB apresenta que “Art. 4º O dever do Estado com
educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: III -
atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede
regular de ensino;”. Além disso, e que garante que a assertiva está correta é o
fato de a Lei exigir a transversalidade para as ações pedagógicas da Educação
Básica. Naturalmente, ao exigir para as escolas de educação básica, abarca as
escolas inclusivas e os alunos com necessidades especiais. Vejamos: “Art. 26.
Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio
devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de
ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e
dos educandos. (...) § 7o A integralização curricular poderá incluir, a critério
dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais
de que trata o caput. (…) § 9o Conteúdos relativos aos direitos humanos e à
prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente
serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata
o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), observada a produção e
distribuição de material didático adequado.” A assertiva “III” também está
correta, pois o atendimento educacional especializado tem como um de seus
objetivos fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos,
visando a destruição de barreiras no processo de ensino-aprendizagem. Já a
“IV” está totalmente errada, pois devem ser ofertadas aso alunos com
deficiência as mesmas oportunidades de continuidade oferecidas aos alunos
que não têm uma necessidade especial. Cabe lembrarmos, ainda, nesse caso,
do conceito de equidade, ou seja, devem ser ofertadas oportunidades iguais,
porém, que podem, até, ser “facilitada”, por uma questão de justiça.
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Seguem as questões vistas nesta aula, sem os comentários, para você
praticar e ver se, realmente, conseguiu absorver o conteúdo. Hora de praticar!
IBADE 2016 – TÉCNICO EDUCACIONAL – CUIDADOR – SEDUC-RO
1) A educação inclusiva constitui um paradigma educacional
fundamentado na concepção de direitos humanos, que avança em
relação à ideia de equidade formal ao contextualizar a produção
da exclusão dentro e fora da escola e que tem como valores
inseparáveis:
a) deficiência e eficiência.
b) igualdade e diferença.
c) exclusão e inclusão.
d) direitos e deveres.
e) normalidade e deficiência.
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2) A noção de necessidades educacionais especiais entrou em
evidência a partir das discussões do chamado “movimento pela
inclusão” e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial
sobre Educação Especial, realizada em Salamanca, na Espanha,
em 1994. Nesse evento, foi elaborado um documento
mundialmente significativo denominado “Declaração de
Salamanca” e na qual foram levantados aspectos inovadores para
a reforma de políticas e sistemas educacionais.
De acordo com a declaração:
I. O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a
incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que
estejam experimentando dificuldades temporárias ou
permanentes na escola, as que estejam repetindo continuamente
os anos escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que
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vivem nas ruas, as que vivem em condições de extrema pobreza
ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou
conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos, ou as que
simplesmente estão fora da escola, por qualquer motivo que
seja.”
II. A Declaração de Salamanca estabeleceu uma nova concepção,
extremamente abrangente, de “necessidades educacionais
especiais” que provoca a secessão dos dois tipos de ensino, o
regular e o especial, na medida em que esta nova definição
implica que todos possuem ou podem possuir, temporária ou
permanentemente, “necessidades educacionais especiais”.
III. Dessa forma, orienta para a existência de um sistema único,
que seja capaz de prover educação para todos os alunos, por
mais especial que este possa ser ou estar.
IV. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados
com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de
1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de
alunos com necessidades especiais. Para isso, estabeleceu um
material didático-pedaǵgico intitulado “Adaptações
Curriculares” que insere-se na concepção da escola inclusiva
defendida na Declaração de Salamanca.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas a I.
b) I, II e IV.
c) I, III e IV.
d) Todas estão corretas.
e) N.D.A.
FUNIVERSA 2015 – ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA –
PEDAGOGIA – UEG
3) O caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar a
função social da escola. A respeito desse tema, é correto afirmar
que
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a) o PPP se reduz a uma somatória de planos, sugestões,
transposições ou cópias de projetos elaborados em outras
realidades escolares.
b) o PPP jamais servirá para reforçar, manter, reproduzir formas
de dominação e de exclusão social, pois sempre se constrói na
perspectiva da emancipação.
c) é o compromisso do PPP com os interesses reais e coletivos da
escola que materializa seu caráter político e pedagógico.
d) o PPP não vai interferir no currículo e nas práticas
pedagógicas adotadas em sala de aula por se tratar de um
projeto de cunho político.
e) os PPPs das escolas públicas, pelo fato de pertencerem a um
sistema organizado, são pensados coletivamente pelo próprio
sistema.
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4) Quanto à Educação Inclusiva, estaria correto afirmar, exceto:
a) A educação inclusiva requer mudança de antigos para novos
paradigmas. E é a partir da compreensão de inúmeros aspectos
ligados aos conceitos de igualdade e de diferença, é que se pode
investir em seres humanos melhores e mais fraternos.
b) Nesse modelo de educação é preciso criar alternativas técnico-
pedagógicas, psicopedagógicas e sociais que possam contribuir
para o processo de aprendizagem de todas as crianças.
c) Na educação inclusiva não se espera que a escola se integre ao
aluno, mas que este se transforme de maneira a se inserir na
escola.
d) O conceito de educação inclusiva se refere ao acesso à escola
de todos os alunos, indistintamente, independentemente, do fato
de apresentarem dificuldades e ou deficiências.
e) N.D.A.
CESGRANRIO 2016 – PEDAGOGO – UNIRIO
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5) Um dos grandes desafios da educação inclusiva é desenvolver
na escola a prática de currículos adaptados que possam atender
às diferenças na aprendizagem significativa, à qual se chega pela
interação (sistematizada e dirigida) do sujeito com o objeto.
A aprendizagem significativa supõe
a) valorização dos conhecimentos prévios dos alunos e adequado
trabalho de incorporação dos novos conhecimentos.
b) seleção de livros didáticos e confecção de materiais
ilustrativos dos temas.
c) exclusividade no uso da memorização e da repetição dos
temas.
d) avaliação única com análise e comentários do professor.
e) análise dos resultados obtidos e reforço nos temas que
apresentem maior dificuldade.
IDHTEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA – PE
6) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar
fundamentada, EXCETO:
a) Homogeneidade
b) Diversidade
c) Pluralidade
d) Sustentabilidade
e) Cidadania
FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH
7) A Escola Inclusiva é uma tendência internacional do final do
século XX. O principal desafio da escola é:
a) desenvolver uma pedagogia centrada na criança, capaz de
educar todas, sem discriminação, respeitando suas diferenças.
b) dar conta da diversidade das crianças oferecendo respostas
adequadas às suas características e necessidades, solicitando
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apoio de instituições e especialistas somente quando a família
exigir.
c) fortalecer uma sociedade democrática, justa e
economicamente ativa.
d) garantir às crianças com necessidades especiais uma
convivência participativa com outras crianças com as mesmas
necessidades especiais.
e) desenvolver o princípio da integração previsto na Declaração
Municipal.
FCC 2015 – PEDAGOGO – DPE-SP
8) A presença do preconceito em relação às pessoas com
deficiência, muitas vezes existente na escola, só faz aumentar
sua situação de desvantagem criada por essa atitude, assim
como, acentuar seu sentimento de incapacidade. No entanto,
muitas vezes não é uma situação de preconceito somente, mas a
falta de convívio com os diferentes.
Uma das medidas necessárias para que se minimize esta situação
é a concretização das determinações contidas na LDB, como
a) a garantia de professores com especialização adequada para
esse atendimento, bem como professores do ensino regular
capacitados para a integração desses educandos nas classes
comuns.
b) o trabalho de aconselhamento, por parte dos orientadores
educacionais e/ou psicólogos, aos alunos que apresentarem
comportamentos agressivos ou discriminatórios aos alunos com
deficiência.
c) a realização de palestras e dinâmicas de grupo para a redução
de comportamentos indesejáveis junto aos alunos com
deficiência.
d) a elaboração e execução de proposta pedagógica e
organização curricular voltadas especificamente aos alunos com
deficiência.
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e) a redução do número de alunos das classes em que existir pelo
menos dois alunos com deficiência ou colocação de professor
auxiliar para que o aluno receba a atenção devida.
NUCEPE 2015 – PROFESSOR – SEDUC-PI
9) O processo de inclusão escolar pode prever como uma das
metodologias a individualização do ensino, através de planos
específicos de aprendizagem para o aluno. No entanto, deve-se
evitar
a) fazer um currículo individual paralelo para alguns alunos. Caso
isto aconteça, estes alunos ficam à margem do grupo, pois as
trocas significativas feitas em uma sala de aula
necessariamente acontecem em torno dos objetos de
aprendizagem.
b) levar em conta a diversidade, pois em uma sala de aula as
aprendizagens necessariamente acontecem em torno dos objetos
de aprendizagem que são pensados para todos os alunos.
c) as flexibilizações curriculares no processo de inclusão
educativa, pois é necessário pensá-las para um grupo de alunos e
as diversidades que o compõem, e não para alguns alunos
tomados isoladamente.
d) atender as outras diversidades que aparecem cotidianamente
na comunidade. Deve-se atender individualmente quem
realmente precisa, ou seja, os alunos com deficiências.
e) trabalhar os temas com todos os alunos da turma, pois alguns
alunos, com determinados problemas, não precisam alcançar
objetivos de natureza acadêmica, e sim de natureza funcional.
FCC 2003 – PROFESSOR – EDUCAÇÃO FÍSICA – SEED-SE
10) Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige
dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes
uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer
para estimular os alunos, em geral, a se comportarem
a) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades
iguais para todos os alunos.
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b) naturalmente, para que o professor possa atender
individualmente todas as dificuldades dos alunos.
c) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu
planejamento de aula.
d) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a
preocupação constante de produção de conhecimento.
e) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando
os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.
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11) Encontre a única alternativa incorreta:
a) Incluir é mais do que criar condições para os deficientes, é um
desafio que implica em mudança da escola como um todo.
b) Essa nova visão inclusiva de trabalho visa construir uma rotina
da massificação dos programas prontos das classes especiais nas
escolas que continuarão a existir.
c) No processo de integração escolar o aluno participa das
atividades escolares na sala de aula do ensino regular e também
do ensino de escolas especiais.
d) A escola precisa de transformação para receber qualquer tipo
de aluno, mesmo aqueles com deficiência.
e) N.D.A.
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12) A escola inclusiva é aquela que
I- atua em coletividade, prezando o indivíduo, reconhecendo sua
identidade e subjetividade.
II- está preparada para receber os alunos, tendo a garantia da
acessibilidade física, metodológica, comunicacional e tecnológica.
III-tem o poder de acabar com as mazelas sociais, com a
produção das desigualdades sociais.
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IV-defende a inserção de alunos com deficiência com
comprometimentos mais severos para o ato de socialização.
São corretas as afirmativas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) III e IV.
e) I, II, III e IV.
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13) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar
fundamentada, EXCETO:
a) Homogeneidade
b) Diversidade
c) Pluralidade
d) Sustentabilidade
e) Cidadania
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14) Analise o texto abaixo:
A educação inclusiva constitui um paradigma educacional
fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga
....(1).... como valores ....(2).... , e que avança em relação ̀ ideia
de equidade formal ao contextualizar as circunst̂ncias hist́ricas
da produção da exclusão dentro e fora da escola.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas
numeradas do texto.
a) (1) semelhança e diferença • (2) morais
b) (1) igualdade e fraternidade • (2) afetivos
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c) (1) aparência e igualdade • (2) indissociáveis
d) (1) igualdade e diferença • (2) indissociáveis
e) (1) justiça e semelhança • (2) morais
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15) O atendimento educacional especializado deve integrar a
proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família
para garantir pleno acesso e participação dos estudantes,
atender às necessidades específicas das pessoas público alvo da
educação especial, e ser realizado em articulação com as demais
políticas públicas. Sobre os objetivos do atendimento educacional
especializado, analise as afirmativas a seguir.
I. Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no
ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes.
II. Garantir a transversalidade das ações da educação especial no
ensino regular.
III. Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e
pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e
aprendizagem.
IV. Não há necessidade de assegurar condições para a
continuidade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades
de ensino, isso porque os alunos com deficiência não necessitam
prosseguir na formação.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II, III e IV.
b) I e II, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
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1 B 11 B
2 C 12 A
3 C 13 A
4 C 14 D
5 A 15 D
6 A
7 A
8 A
9 A
10 E
Até mais!
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Principais fontes:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=17237-
secadi-documento-subsidiario-2015&Itemid=30192
http://planalto.gov.br (Leis e decretos)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf
LIBÂNEO, José Carlos. ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA: teoria e prática. Goiânia: Ed.
Alternativa, 2004.
https://www.significados.com.br/
MANTOAN. Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar : o que é? por quê? como fazer? São Paulo :
Moderna, 2003.
http://escolas.educacao.ba.gov.br/atendimentoeduespecial
FERREIRA, Luzinete Natalina. EDUCAÇÃO ESCOLAR INCLUSIVA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
DE UMA ESCOLA ABERTA PARA TODOS. Disseratação de Mestrado. Juiz de Fora: UFJF, 2015.
Em: http://www.mestrado.caedufjf.net/educacao-escolar-inclusiva-desafios-e-possibilidades-
de-uma-escola-aberta-para-todos/
https://www.educacao.mg.gov.br/images/documentos/A_Educacao_Especial_Perspectiva%20I
nclusiva_18cmx25cm.pdf
Em caso de dúvidas:
Aguardo-lhe na próxima aula.
Bons estudos!
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