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Sinopse: O filme conta a história de Hans Staden, viajante alemão que em 1550

naufragou no litoral de Santa Catarina. Dois anos depois, conseguiu chegar em São
Vicente, reduto da colonização portuguesa. Ali ficou dois anos trabalhando como
artilheiro do Forte de Bertioga. Já se preparava para voltar à Europa, onde receberia
o reconhecimento e o ouro de El-Rei de Portugal, por seus serviços na Colônia.
Staden tinha para si um escravo da tribo Carijó que servia o Forte. Em Janeiro de
1554, preocupado com o escravo que havia desaparecido depois de sair para
pescar, resolveu procurá-lo pelas redondezas. Em uma canoa navegou por um rio
próximo, onde o escravo costumava pescar. Porém, ao invés do Carijó, encontrou
uma cruz vincada à beira do rio. A cruz tinha uma simbologia que Staden conhecia:
era o sinal para os Portugueses chamarem os Tupiniquins , seus aliados. Ele, então,
deu um tiro de mosquetão para chamar os Tupiniquins e obter notícias de seu
escravo. Os Tupiniquins não apareceram, porém, sete Tupinambás, tribo inimiga dos
Portugueses e de seus aliados, cercaram e aprisionaram Staden. Um festivo ritual
esperava por Staden na Aldeia de Ubatuba, onde iriam matá-lo e devorá-lo. Staden
tratou de encontrar uma estratégia para manter-se vivo. Mentiu que era francês,
povo aliado dos Tupinambás, mas foi logo desmascarado. Mudou de estratégia,
apelando para o misticismo muito forte entre os Tupinambás. Conseguiu convencer
os índios. Virou curandeiro e adivinho. Depois de um tempo, desistiram de devorá-lo.
Trocado por um baú de mercadorias e resgatado pelo capitão de um navio francês
que aportou na região, Staden conseguiu, depois de nove meses entre os
Tupinambás, ser libertado e voltar para a Europa, onde escreveu suas memórias.

Sinopse e detalhes

Hans Staden (Carlos Evelyn) um imigrante alemão que naufragou no litoral de Santa
Catarina. Dois anos depois, chegou a São Vicente, concentração da colônia
portuguesa no Brasil, onde trabalhou por mais dois anos, visando juntar dinheiro
para retornar Europa. Neste tempo em que viveu em São Vicente, Staden passou a
ter um escravo da tribo Carijó, que o ajudava. Preocupado com seu sumiço
repentino após ter ido pescar, Staden parte em sua procura, sendo encontrado por
sete índiso Tupinambás, inimigos dos portugueses, que o prendem no intuito de
matá-lo e devorá-lo. a partir de então que passa a ter que arranjar meios para
convencer os índios a não devorá-lo e permanecer vivo.
Resenha: “Hans Staden”, Luiz Antônio Aguiar

Postado por Cristian Luis Hruschka | Postado em Sem Categoria | Postado dia
18-02-20082 UM ALEMÃO ENTRE OS CANIBAIS
HANS STADEN – VIAGENS E AVENTURAS NO BRASIL, Luiz Antônio Aguiar, Ed.
Melhoramentos, 2ª. ed., 1992, 110 p.

Imagine estar no meio da mata, cercado de índios, prestes a ser esquartejado e


devorado por gente tão humana quanto você. Seus braços e pernas seriam
cortados, as costas separadas do peito e as vísceras entregues às índias a fim de
que as fervessem e servissem para as crianças em forma de papinha. Pois foi nesse
meio que o nosso herói Hans Staden se encontrava.
O livro escrito por Luiz Antônio Aguiar, mestre em literatura brasileira pela PUC/RJ
com mais de 60 títulos publicados, é uma adaptação da obra de Staden,
originalmente publicada na cidade de Marburgo, Alemanha, em 1557. Narra as
aventuras e sufocos passados pelo alemão ao ser apanhado pela tribo dos índios
tupinambás, cujo cativeiro, no ano de 1552, durou nove meses.
O Brasil acabava de ser descoberto e por nossas terras, além dos legítimos donos,
os próprios índios, circulavam, entre outros, espanhóis, franceses e portugueses. As
chamadas capitanias eram constantemente invadidas por tribos indígenas, as quais
guerreavam também entre si e costumavam se aliar aos colonizadores e combater
seus desafetos. A coroa portuguesa, por exemplo, era atacada pelos tupinambás,
aliados aos franceses, e eram inimigos mortais dos tupiniquins, apoiados pelos
portugueses. Fato é, no entanto, que essas tribos indígenas eram antropófagas,
comiam gente.
Independente à isso, o alemão Hans Staden foi incumbido por Tomé de Souza
(primeiro Governador-Geral do Brasil), para fortificar a ilha de Santo Amaro. Staden
sabia do risco que corria e tinha um medo especial do guerreiro tupinambá
“Cunhambebe”, famoso pela ousadia de seus ataques, violência e apurado gosto por
carne humana. Era esse o nome do pior de seus pesadelos.
Porém, o inevitável aconteceu, sendo Hans Staden capturado pelos famigerados
tupinambás. Contudo, ao invés de ser prontamente apreciado, por ser loiro e de pele
clara (diferente dos portugueses que tinham cabelo e barbas pretas), o alemão foi
levado até a aldeia para que fosse mostrado às crianças, velhos e mulheres. No
caminho já era mordiscado pelos índios, como se estivessem saboreando sua carne,
verificando o tempero, e ao chegar na aldeia foi obrigado a gritar: “Aju ne xé peê
remiura”, ou seja: - Eu, seu alimento, está chegando.
Claro que não chegou a ser devorado, pois nos conta posteriormente a sua história.
É nesse relato que está a riqueza de sua experiência. Hans Staden, além da
ginástica que teve que fazer para escapar do caldeirão, aprendeu os costumes dos
índios, observou seus ritos, suas crenças, medos e superstições, seus hábitos e
rotinas. Para a sociedade indígena não havia lei ou governo. Todos tinham a mesma
autoridade e direitos, sendo o mais respeitado aquele com maiores glórias de
guerra. Não havia propriedade particular, apenas a natureza, que pertencia a todos.
O alimento vinha da caça, pesca e colheita (e de alguns incautos inimigos). Os mais
velhos eram sempre obedecidos, as mulheres tratadas com muito apreço (e
trabalhavam mais que os homens: preparação de comida, bebida, vasilhames,
redes, cuidados com os filhos, plantação, tecelagem, etc). Foram raras as brigas
testemunhadas por Hans Staden. Não havia dinheiro ou riqueza acumulada, exceto
as penas de pássaros e os cristais que utilizavam nos lábios, sendo que temiam os
trovões tanto quanto os demônios que julgavam existir. Os índios defendiam com
unhas e dentes sua aldeia ao mesmo tempo sendo muito hospitaleiros, essa uma
forte razão pela qual foram tão facilmente dominados pelo invasor branco. Eram
fortes, corajosos e ágeis, destacando Luiz Aguiar que “caminhavam na mata como
se ela fosse a sua casa. Conheciam todas as plantas e animais. Tinham corpo
elástico, saudável, manejavam armas e instrumentos com uma habilidade difícil de
ser concebida pelo homem branco.”
Os índios viviam em constante equilíbrio com a natureza, não retirando dela nada
além do que precisavam. Instalavam suas tabas em regiões de água abundante, de
muita pesca e caça. Staden ainda reparou que para os índios era indecente falar
durante as refeições, mas que não se aborreciam se faltava comida. Tinham erva
(pitim), e fumavam para afastar a fome. Em geral as diversas tribos tinham os
mesmos hábitos e Hans Staden compreendia bem o que falavam, comunicando-se
com facilidade.
Reparou ainda que os índios não praticavam nenhuma forma de poder sobre seus
semelhantes. Nas incursões guerreiras faziam prisioneiros apenas para devorá-los,
vingarem seus parentes e amigos mortos, mas não os transformavam em escravos
afinal viviam em uma sociedade onde não se acumulavam riquezas, onde cada um
produzia o que era seu, dentro das suas possibilidades e necessidades. Já os
brancos, europeus, queriam a terra, a madeira, e não visualizavam nos índios a
existência de uma cultura, taxando-os como bárbaros e selvagens, totalmente
avessos aos dogmas cristãos.
Toda essa narrativa de Hans Staden é deliciosamente adaptada por Luiz Aguiar. A
linguagem utilizada é convidativa e o livro permeado de suspense e ironia, sendo
uma agradável leitura para adultos e crianças

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