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07/04/2016

Tema: Tendências  missiológicas
contemporâneas

Prof. Nicanor Lopes

OBJETIVOS DA AULA

Analisar os diferentes paradigmas da missão no 
decorrer da história;
Conhecer as tendências missiológicas
contemporâneas dos diferentes segmentos 
religiosos;
Perceber as principais ênfases missiológicas
contemporâneas no contexto eclesiástico.

Introdução
• Os recentes debates sobre 
missiologia, inspirados na tese de 
David Bosch, alimentam uma 
discussão missiológica na qual as 
fronteiras dos fundamentos seja 
evangelical ou ecumênico não dão 
mais conta da reflexão.

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Na última teleaula
refletimos sobre

Os congressos de missão e suas vertentes 
evangelical e ecumênico.

Tema de hoje: Novos
paradigmas de missão
• Os paradigmas da missão no decorrer da história, 
sustentando que cada um constituiu o fim de um 
mundo e o nascimento de outro;
• No mesmo instante que se discute a crise 
missionária das igrejas históricas e da católica 
romana de cunho mais conservador, existe no 
mundo neopentecostal a utilização da mídia como a 
grande estratégia missionária contemporânea

“Em todas as mudanças de paradigma revistas 
até agora, permaneceu uma tensão criativa 
entre o velho e o novo. A proposta era 
sempre – consciente ou inconscientemente –
de reforma, não de substituição” (BOSCH, 
2002: 35).

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Tendências missiológicas contemporâneas 
(Protestante ou Evangélico)

• O conceito missionário no século XX 
foi significativamente alterado na 
discussão sobre a missão na 
Conferência Mundial de Missão em 
Willingen (1952) quando o termo 
“missio Dei” foi cunhado pela 
influência de Karl Barth.

Tendências missiológicas contemporâneas 
• Este novo conceito será comum tanto para 
teologias de missão evangelical – integral –, 
como para ecumênica. 
• A Consulta Missionário de Foz do Iguaçu, em 
2001, refletirá sobre missão integral e 
produzirá um documento com apresentações 
de diversos modelos de missão. Este 
documento intitula‐se “Declaração de Foz do 
Iguaçu”. Escobar aponta três tendências 
missiológicas ou correntes de abordagens 
presentes no mundo evangélico:

Tendências missiológicas contemporâneas 
1. Missiologia pós‐imperial – É a missiologia
vinda dos evangelicais da Grã‐Bretanha e 
Europa;
2. Missiologia gerencial – Desenvolveu‐se a 
partir de instituições ao redor de 
Pasadena, na Califórnia. Uma das 
características desta missiologia é a 
avaliação quantitativa;
3. Missiologia crítica da periferia – Sua 
origem é na Terceira Igreja1. Caracteriza‐
se por sua natureza crítica, contextual e 
engajada.

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Tendências missiológicas contemporâneas 
(católicas)

• O mundo protestante ou evangélico muitas vezes, 
sem conhecimento, acusa a Igreja Católica Romana 
pela ausência na tarefa de evangelização, o que não 
é verdadeiro;
• Se por um lado esta Igreja, de cunho mais popular e 
progressista, desenvolveu inúmeras ações 
missionárias por meio das CEB´s (Comunidades 
Eclesiais de Base), por outro lado, a linha mais 
carismática e conservadora, desenvolveram suas 
estratégias na utilização dos meios de comunicação 
procurando construir uma evangelização midiática e 
globalizada.

Tendências missiológicas contemporâneas 
(católicas)

O objetivo geral da CNBB é:
“Abrir‐se ao impulso do Espírito Santo e 
incentivar, nas comunidades e em cada 
batizado, o processo de conversão pessoal e 
pastoral ao estado permanente de Missão, 
para a Vida plena” 
(CNBB 2008: Internet)

Tendências missiológicas contemporâneas 
(católicas)
• Seus objetivos específicos são: 
• “1. Proporcionar a alegre experiência do discipulado, 
no encontro com Cristo; 
• 2. Promover a formação em todos os níveis para 
sustentar a conversão pessoal e pastoral do discípulo 
missionário;
• 3. Repensar as estruturas de nossa Ação 
Evangelizadora para um compromisso de ir e atingir a 
quem normalmente não atingimos; 
• 4. Favorecer o acesso de todos, a partir dos pobres, à 
“atrativa oferta da vida mais digna em Cristo; 
• 5. Aprofundar a Missão como serviço à humanidade; 
• 6. Discernir os sinais do Espírito Santo na vida das 
pessoas e na história” 
(CNBB, 2008: Internet).

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Pausa

Intervalo

ELEMENTOS DE UM PARADIGMA 
MISSIONÁRIO EMERGENTE.

• Qual o lugar da Igreja na Missão ?
–A divinização da Igreja;
–A humanização da Igreja;
–A Igreja é missionária na sua 
natureza;
–A igreja e o mundo;
–Redescobrindo a igreja local.

MISSÃO COMO MEDIAÇÃO 
DA SALVAÇÃO

• A salvação é tema fundamental para qualquer 
religião;
• Os cristãos estabelecem a centralidade em 
Jesus Cristo;
• Nesta convicção dos cristãos se estabelece o 
movimento missionário ao longo da história;
• A conferência de Bangcoc [1973] definiu o 
tema “Salvação Hoje”

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MISSÃO COMO MEDIAÇÃO 
DA SALVAÇÃO

• As mudanças de paradigmas quanto à 
compreensão de salvação está presente em 
todos os tempos;
• Lucas entende salvação como algo se realiza 
nesta vida [salvação é presente];
• Paulo estabelece como um processo [inicia‐se 
com encontro com Cristo e se desenvolve na 
caminhada]
• Primeiro o dom, depois na esperança, etc.

MISSÃO COMO MEDIAÇÃO 
DA SALVAÇÃO

• A Igreja Bizantina entendia salvação como 
uma progressão “pedagógica”;
• Os cristãos do ocidente (católicos 
protestantes) sublinhavam o efeito devastador 
do pecado. Somente na morte vicária de 
Cristo [doutrina de Anselmo] existia salvação;
• Neste modelo a cristologia tornou‐se 
subserviente à soteriologia.

SALVAÇÃO NO PARADIGMA MODERNO

• O iluminismo questionou a atividade abrangente 
e transcendente de Deus como única explicação 
para tudo que ocorria no mundo;
• Aqui está o ponto de partida da crítica moderna 
sobre a religião;
• Surge uma nova compreensão de soteriologia [as 
pessoas como agentes ativos e responsáveis que 
utilizavam a ciência e a tecnologia para melhorias 
da humanidade]

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SALVAÇÃO NO PARADIGMA MODERNO

• A igreja reagiu em dois momentos às criticas 
da modernidade:
– Em primeiro, tanto católicos como protestantes 
ignoraram a crítica;
– A segunda reação foi: levar a sério os 
questionamentos [Jesus foi um exemplo humano 
a ser seguido – a centralidade não era a pessoa de 
Jesus, mas a causa Jesus]

SALVAÇÃO NO PARADIGMA MODERNO

• Os paradigmas da “verticalização” da salvação é 
na compreensão Luterana de iniciativa divina;
• O resultado desta “verticalização” está na 
“horizontalidade” das relações humanas como 
resultado da obra salvífica.
• Na década de 60, Johannes Hökendijk, amplia a 
compreensão do SAHLOM [Salvação pessoal se 
faz com salvação comunitária]

SALVAÇÃO NO PARADIGMA MODERNO

• Em 1966, na Conferência sobre Igreja e 
Sociedade em Genebra – Richard Shaull
afirma que “este mundo é principal arena da 
atividade de Deus e o lugar em que a 
salvação pode se tornar concreta”;
• O caráter integral da salvação demanda uma 
abrangência da missão integral;
• A salvação é tão ampla e profunda quanto 
são as necessidades humanas.

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MISSÃO COMO BUSCA POR JUSTIÇA
• A história judaica, na tradição profética, 
assegura a centralidade do tema da justiça;
• O cristianismo era uma religio illicita no 
Império Romano [nenhum cristão podia 
dirigir‐se às autoridades com base numa fé 
compartilhada];
• No reinado de Constantino o cristianismo se 
torna em religio licita.

MISSÃO COMO BUSCA POR JUSTIÇA

• Em Agostinho e mesmo na tradição reformada 
o conceito é: o mundo é mau e não há como 
salvá‐lo. Não compete a  Igreja mudar as 
estruturas injustas do mundo;
• O relacionamento em ter Igreja e Estado gera 
mudanças neste paradigma 

A TENSÃO ENTRE JUSTIÇA E AMOR

• Para Niebuhr, Uma ética racional objetiva a 
JUSTIÇA, enquanto uma ética religiosa tem o 
AMOR como ideal;
• Por outro lado o DUALISMO [Deus‐mundo; 
espírito‐corpo] herdado de Agostinho e dos 
gregos e reforçado na mentalidade iluminista, 
derrota o ideal do amor.

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PARA ONDE VAI A MISSÃO ?
• Os seis eventos salvíficos não podem sofrer 
dicotomia [A encarnação; a cruz; a 
ressurreição; a ascensão; o Espírito Santo e a 
Parúsia];
• Neill afirma: “A missio Dei purifica a Igreja. Ela 
a coloca sob a cruz – o único lugar onde está 
segura. A cruz é o lugar da humilhação e do 
juízo, mas também é o lugar de refrigério e do 
renascimento”

Pausa

Intervalo

Concluindo o tema...

Igreja como comunhão 
reconciliante

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missio Dei
• Precisamos de uma compreensão 
contemporânea da missio Dei, e
• Compreender o papel da Igreja Cristã 
no Projeto de Deus para o mundo.

missio Dei

• missio Dei é a formulação mais 
precisa para sinalizar o marco que 
identidade e obra de Deus 
oferecem à existência humana.

missio Dei

• missio Dei é um conceito teológico 


que se desvela justamente quando 
cristãos e igrejas se dão conta da 
crise do próprio agir e viver

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• Ao mesmo tempo reconhecemos, 
porém, que nós seres humanos e igrejas 
temos uma missão própria 
insubstituível na missio Dei, a saber, 
criar comunidades, multiplicar e 
reformá‐las constantemente, para que 
sejam lugares do testemunho da missão 
de Deus salvadora

Os seres humanos e as 
igrejas  oferecem espaço 
para sinais, sacramentos e processos de 
reconciliação, no qual seres humanos 
experimentam dignidade, amor e 
reconhecimento bem como desafios, 
descobrindo assim a fé ou a fortalecendo

• Do ponto de vista do Novo 
Testamento o serviço da 
reconciliação é, sobretudo, a 
comunicação da mensagem do 
estabelecimento de paz entre Deus 
e a humanidade

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• Em Paulo o serviço da    reconciliação 
por via de regra é relacionado ao 
conceito grego parakalein, isto é, a 
consolar, desafiar, encorajar, pedir por 
ajuda e outros mais.
• Parakalein é instrumento para a 
construção da comunidade escatológica 
agape, “ícone” missionário de uma 
humanidade reconciliada.

• A comunidade reconciliada vincula 
uma mensagem de bênção com 
uma postura pacificadora, tanto nas 
relações internas como nas 
externas. Rm 12‐15, junto com 1 Ts
5 e 1 Co 12‐14, descrevem um 
quadro fiel da comunidade 
carismática agape desejada por 
Paulo

• Reconciliação somente pode ser 
dada por Deus. Dado o fato de a 
missão de Deus incluir toda a 
humanidade e criação, diferentes 
pessoas e movimentos são 
“chamados” a servir à justiça, à paz 
e à conservação da criação e estão 
agindo neste sentido.

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• Processos sociais de reconciliação 
são imprescindíveis, porque eles 
apontam à cura necessária das 
feridas, à memória e às identidades 
que se fazem necessárias caso se 
queira construir paz como sinal no 
sentido de shalom.

A relação entre missão e unidade

• Unidade está indissoluvelmente 
vinculada à missão (Jo 17.20). Unidade é 
dada em e por Cristo, concretizada 
escatologicamente. Mas unidade é 
também característica da existência da 
Igreja no ínterim entre a exaltação de 
Cristo e o fim da história

Caminhos de unidade

• 1.1 ‐ Unidade espiritual;
• 1.2 ‐ Unidade em diversidade;
• 1.3 ‐ Liberdade para o testemunho e 
conversão pessoal;
• 1.4 ‐ Qualidade da comunidade‐agape;
• 1.5 ‐ Testemunho comum.

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BOA SEMANA DE ESTUDOS!

Prof. Nicanor Lopes

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