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Aula 17

Economia p/ TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo - Cargo 4 - Economia

Professores: Heber Carvalho, Jetro Coutinho, Paulo Roberto Nunes Ferreira


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AULA 17 – 4 Economia brasileira. 4.1 Aspectos
gerais do comportamento recente da economia
brasileira e das políticas econômicas adotadas
pelos últimos governos. 4.2 Mudanças
estruturais da economia brasileira a partir da
aceleração dos processos de industrialização e
urbanização. 4.3 Os planos de desenvolvimento
mais importantes desde a segunda metade do
século XX. 4.4 Principais características e os
resultados dos planos de estabilização a partir da
década de 80 do século XX
SUMÁRIO RESUMIDO PÁGINA
Apresentação 01
Fim do Milagre e II PND 01
Período pós II PND 10
Crise da dívida externa 16
Planos econômicos da década de 1980 25
Questões apresentadas na aula 42
Gabarito 50

Olá caros(as) amigos(as),

Nesta aula, estudaremos o período que se inicia com o fim da fase


do Milagre Econômico (1973) e início do II PND (1974) até os diversos
planos heterodoxos da década de 1980. A década de 1990 (Governo
Collor e Plano Real) e anos 2000 (Pós Estabilização) ficará para a próxima
aula (parte II da aula 14).
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A aula de hoje não é difícil, mas tem leitura um pouco pesada, pois
temos uma grande quantidade de informações e as questões de concurso,
às vezes, vão “no detalhe”. Então, é recomendável bastante atenção ;-)

Nesta aula, colocamos diversas questões de outras bancas (o que


procuramos evitar nas outras aulas, para não perdermos o foco do CESPE
na lista de exercícios). No entanto, fiquem tranquilos, pois a maioria das
questões ainda é do CESPE/Unb.

E aí, todos prontos? Então, aos estudos!

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1. FIM DO MILAGRE E II PND !

Comecemos nossa aula com os acontecimentos do final do período


do Milagre Econômico e início dos Planos Nacionais de Desenvolvimento.

O rápido crescimento econômico ao longo do Milagre Econômico


levou ao aparecimento de alguns desequilíbrios, especialmente as
pressões inflacionárias e problemas na balança comercial
decorrentes da crise internacional desencadeada pelo primeiro choque do
petróleo em 1973, momento em que os países membros da OPEP1
quadruplicaram o preço do barril de petróleo.

À época, diferente do que ocorre nos dias atuais, o Brasil não era
autossuficiente e dependia das importações do petróleo para dar
andamento à sua produção industrial, já que o petróleo é/era o insumo
mais importante e mais usado de uma forma geral no processo industrial.

Desta forma, o choque do petróleo provocou graves desequilíbrios


na balança comercial brasileira que saltou de um superávit de US$ 7.000
milhões em 1973 para um déficit de US$ 4.700 milhões em 1974. Esse
déficit na balança comercial não foi coberto totalmente pela entrada de
recursos, levando à queima de reservas internacionais, o que acabou
revelando o elevado grau de vulnerabilidade externa da Economia
Brasileira.

Após intensos debates sobre o que fazer ou não fazer2, o governo


Geisel lançou o II PND (II Plano Nacional de Desenvolvimento3). O
espírito do II PND era manter o ritmo de crescimento econômico na faixa
dos 10% anuais com crescimento industrial em torno dos 12% anuais
(essas metas não foram alcançadas, mas o Brasil continuou crescendo a
taxas bastante satisfatórias, entre 4,6% a 9% ao ano, de 1974 a 1979).

Para tal, ele implantou ajustes na estrutura de oferta (produção).


O objetivo era alterar a estrutura produtiva brasileira de modo
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que, a longo prazo, diminuísse a necessidade de importações e


fortalecesse a capacidade de exportar de nossa economia. Assim,
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após completada esta reestruturação, os problemas da balança de !
transações correntes estariam superados. Enquanto este dia não
chegasse, continuava sendo necessário o financiamento do desequilíbrio
externo decorrente do crescimento econômico e da crise do petróleo por
meio do aumento da dívida externa.

O plano significou uma alteração completa nas prioridades


da industrialização brasileira do período anterior (Milagre). De um
padrão baseado no crescimento do setor de bens de consumo duráveis
com alta concentração de renda, a economia deveria passar a crescer
com base no setor produtor de meios de produção – bens de capital e
insumos básicos4.

Quem deveria “liderar” os investimentos na produção dos insumos


básicos eram as empresas estatais. A lógica do modelo estava assentada
no fato de que, conforme as empresas estatais avançassem, seus
projetos de investimento no setor de insumos gerariam demanda
derivada que estimularia o setor privado a investir no setor de bens de
capital. Para isto, vários incentivos foram dados ao setor privado
(incentivos fiscais e medidas protecionistas para o desenvolvimento do
setor de produção dos bens de capital).

Assim, mesmo que as taxas de crescimento econômico tenham sido


menores que aquelas apresentadas ao longo do Milagre Econômico,
ocorreram mudanças estruturais na indústria brasileira, para
melhor. A indústria em sua totalidade cresceu 35% entre 1974-1979, com
destaques para o setor metalúrgico, de materiais elétricos, de papel e
químico.

Outro lado positivo do plano foi a descentralização espacial dos


projetos de investimento. Exemplos: construção de siderúrgica no
Maranhão, prospecção de petróleo na plataforma litorânea do Nordeste,
soda de cloro em Alagoas, petroquímica na Bahia e Rio Grande do Sul,
carvão em Santa Catarina, etc. 38736334693

Esta descentralização dos investimentos foi importante, pois


garantiu o suporte político necessário para o II PND (os militares
conseguiram o apoio de várias oligarquias regionais). De outra sorte,
superado o problema do suporte político, ainda havia o problema do
financiamento. Nesse sentido, o caminho de financiamento adotado pelas
empresas estatais e privadas foi diferente.

O governo utilizou as empresas estatais como meio de conter a


inflação através da política de contenção dos preços das tarifas dos
serviços públicos. Dada a restrição ao crédito interno e a diminuição de
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suas receitas, a saída encontrada pelas empresas estatais foi o !
endividamento externo. A este processo chamamos de estatização da
dívida externa. Já o setor privado foi financiado basicamente com
créditos subsidiados de agências oficiais, entre os quais se destacou o
BNDES.

A facilidade de obtenção dos recursos externos por parte das


empresas estatais está relacionada aos intensos superávits dos países
membros da OPEP que, sem terem onde aplicar o excedente,
disponibilizam-no para o sistema financeiro internacional. Como a
demanda de crédito nos países desenvolvidos estava retraída, os países
em desenvolvimento voltaram a ser vistos como clientes preferenciais.

Percebe-se pelos dois parágrafos acima que o Estado foi cada vez
mais aumentando seu passivo5 para manter o crescimento econômico e o
funcionamento da economia. Como as taxas de juros internacionais
estavam extremamente baixas (devido ao excesso de liquidez provocado
pelos petrodólares), o Estado era capaz de pagar os juros, mas sempre
correndo o risco de que qualquer alteração na estrutura das taxas de
juros poderia inviabilizar as condições de pagamento, principalmente
pelas flutuações características das taxas de juros daqueles empréstimos.

No que tange à inflação, o II PND não obteve sucesso. A crise do


petróleo em 1973 provocou um surto inflacionário no Brasil, já que o
petróleo é um importante insumo industrial. Assim, a alta de seus preços
provoca alta generalizada em outros setores da economia. Como
consequência, a inflação triplicou de 1973 a 1976. No que tange ao
ajustamento externo, também não houve sucesso. A dívida externa
brasileira cresceu US$ 10 bilhões entre 1974 e 1977.

A partir de 1979 (segundo choque do petróleo), a situação das


contas externas se agrava com mais um aumento repentino dos preços
do petróleo acompanhado da elevação da taxa de juros internacional,
ocasionando a chamada crise da dívida externa dos anos 1980.
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Questões de prova:

01. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde - 2013)-


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Elaborado no governo Geisel, o II PND visava à substituição de !
importações com ênfase na indústria de base e de insumos
básicos, visto que essa medida contribuiria para superar as
dificuldades do balanço de pagamento do país, em virtude de uma
conjuntura internacional recessiva.

Comentários:
Exatamente isso. O II PND visava o fortalecimento do setor produtor de
bens de capital e insumos básicos, para reduzir a dependência
externa.

Gabarito: Certo

02. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos –


2013) - Em 1973, após o choque do petróleo, a reestruturação da
economia proporcionada pelo lançamento do II PND permitiu
superar os problemas de inflação e restrição externa do balanço
de pagamentos.

Comentários:
A crise do petróleo em 1973 provocou um surto inflacionário no Brasil, já
que o petróleo é um importante insumo industrial. Assim, a alta de seus
preços provoca alta generalizada em outros setores da economia. Como
consequência, a inflação triplicou de 1973 a 1976.

Gabarito: Errado

03. (CESPE/Unb – Economista – TJ/RO – 2012) - O II PND (Plano


Nacional de Desenvolvimento) baseou-se nos estudos do grupo
BNDE-Cepal e sua visão de que existia uma demanda reprimida
por bens de consumo duráveis; esse setor produtivo poderia se
transformar em uma fonte de crescimento devido aos efeitos
interindustriais que geraria sobre a demanda de bens
intermediários. 38736334693

Comentários:
Na verdade, o II PND baseou-se na visão de que era necessário incentivar
a indústria de bens de capital e de insumos básicos, e não os bens de
consumo duráveis (isso foi objetivo do Plano de Metas, no governo JK).

Gabarito: Errado

04. (CESPE/Unb - Especialista em Economia – Ministério das


Comunicações – 2013) - Após o choque do petróleo em 1973,
observaram-se queda da inflação e redução da taxa de
crescimento da economia brasileira, o que solucionou os
problemas de balanço de pagamentos do país.

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Comentários:
Até houve sim redução da taxa de crescimento (a economia continuou
crescendo após o II PND, mas cresceu a taxas menores). No entanto, não
houve queda da inflação, nem solução dos problemas de balanço de
pagamentos.

Gabarito: Errado

05. (ESAF - EPPGG/MPOG – 2009) - Em fins de 1974, o Governo


Federal lançou o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND).
Com relação ao referido Plano, não se pode dizer que:
a) o Plano significou uma alteração completa nas prioridades da
industrialização brasileira do período do “Milagre” econômico.
b) para realizar o II PND, o Estado foi assumindo um passivo, para
manter o crescimento econômico e o funcionamento da economia.
c) a meta do II PND era manter o crescimento econômico em torno de
5% a.a., com crescimento industrial em torno de 6% a.a.
d) a dívida externa cresceu rapidamente no período 74/79, pois a busca
por recursos externos também serviu para cobrir o “hiato de divisas”
existente na execução do Plano.
e) o Plano propunha uma alteração na estrutura produtiva brasileira de
modo que, a longo prazo, diminuísse a necessidade de importações e
fortalecesse a capacidade de exportar de nossa economia.

COMENTÁRIOS:
a) Correta.

b) Correta.

c) Incorreta. A meta do plano era manter o crescimento econômico na


faixa dos 10% ao ano e o crescimento industrial no patamar dos 12% ao
ano.
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d) Correta. O “hiato de divisas” pode ser definido como a falta de recursos


que financiassem os investimentos propostos pelo II PND. Desta forma, o
aumento da dívida externa foi o meio encontrado para suprir este hiato
de divisas.

e) Correta.

GABARITO: C

06. (CESGRANRIO - Analista BACEN – 2010) - A crise econômica


decorrente do grande aumento dos preços do petróleo, em 1973,
teve como resposta, no Brasil, a adoção do II Plano Nacional de
Desenvolvimento (II PND). A execução de tal plano

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a) freou o crescimento da economia brasileira para reduzir as importações !
de petróleo.
b) aumentou a demanda interna por bens de consumo, ao redistribuir a
renda para as classes mais pobres.
c) reduziu o endividamento externo do Brasil por meio de uma política de
diminuição das importações.
d) causou um impacto deflacionário sobre a economia brasileira,
provocado pela forte recessão doméstica.
e) buscou superar a dependência externa, investindo na ampliação da
produção doméstica de bens de capital e de petróleo.

COMENTÁRIOS:
a) Incorreta. Houve a redução do crescimento econômico, porém o
objetivo era reduzir as importações de bens de capital e insumos. O
petróleo é um tipo de insumo, o que pode ter levado alguns candidatos a
marcar a alternativa como sendo a correta, no entanto, existe uma
alternativa que é muito mais correta que é esta (esta situação já é bem
conhecida dos concurseiros: marcar a mais certa ou menos errada!).

b) Incorreta. Não houve redistribuição de renda.

c) Incorreta. Houve o aumento do endividamento externo.

d) Incorreta. A crise do petróleo em 1973 provocou um surto inflacionário


no Brasil, já que o petróleo é um importante insumo industrial. Assim, a
alta de seus preços provoca alta generalizada em outros setores da
economia. Como consequência, a inflação triplicou de 1973 a 1976.

e) Correta. A nova estrutura de oferta deveria ser pautada na produção


de bens de capital e insumos. Entre estes insumos, temos o petróleo,
energia elétrica, alumínio, zinco, minério de ferro, carvão, etc.

GABARITO: E
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07. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008)


- Parte substancial dos investimentos realizados no âmbito do II
Plano Nacional de Desenvolvimento foi financiada com recursos
do setor privado, impulsionado pelas elevadas taxas de poupança
então prevalecentes na economia brasileira.

COMENTÁRIOS:
Parte substancial dos investimentos realizados foi financiada com
recursos externos, através de empréstimos realizados pelas empresas
estatais, em sua maior parte. A origem dos recursos estava nos
petrodólares.

GABARITO: FALSO

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08. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - O II PND
adotou como prioridade para o crescimento da economia brasileira
com base no setor
a) da construção civil.
b) produtivo de meios de produção.
c) da agroindústria exportadora.
d) da produção de bens de consumo leve.
e) da produção de bens duráveis.

COMENTÁRIOS:
O foco do II PND estava na estruturação da indústria produtora de
bens de capital e insumos básicos, ou seja, o setor de meios de produção
(bens que são usados na produção de outros bens). Correta, portanto, a
assertiva B.

Apenas gostaria de ressaltar que a agroindústria, apesar de não ter


sido prioridade em nenhum dos planos da década de 1960 e 1970,
apresentou grande modernização principalmente no período do Milagre
Econômico. Isto se deve à criação de um arcabouço que permitiu o acesso
dos agricultores ao crédito rural e ao desenvolvimento de técnicas de
plantio (criação da EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária, com o objetivo de desenvolver pesquisas e auxílio técnico
aos agricultores).

Ainda sobre a agroindústria, houve incentivo à produção da cana-


de-açúcar em função do Pró-Álcool, programa que procurava incentivar a
produção de álcool combustível com base na cana-de-açúcar, tendo em
vista os problemas na importação de petróleo decorrentes do choque
externo.

GABARITO: B

09. (CESGRANRIO - Profissional Básico – Economia BNDES –


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2008) - O período de 1974-78 foi de adaptação da economia


brasileira e mundial à enorme alta dos preços do petróleo. Nesse
período houve mudanças importantes, tais como:
a) redução substancial dos gastos brasileiros com a importação de
petróleo.
b) redução das taxas de juros no mundo e no Brasil, devido à grande
oferta de "petrodólares" pelos países exportadores de petróleo.
c) aumento considerável dos déficits em conta corrente dos países
importadores de petróleo, financiados pela reciclagem dos "petrodólares"
via sistema financeiro internacional.
d) expansão econômica mundial, financiada pela reciclagem dos
"petrodólares" promovida pelo sistema financeiro internacional.
e) grande aumento das exportações brasileiras, mais do que

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compensando os maiores gastos com a importação de petróleo. !

COMENTÁRIOS:
a) Incorreta. Em virtude do aumento exorbitante dos preços do petróleo,
houve aumento dos gastos brasileiros com a importação (veja que a
assertiva fala sobre os gastos e não sobre o volume – se fosse citada
meramente a redução do volume, a assertiva estaria correta, pois o Pró-
Álcool e a prospecção de petróleo por parte da Petrobrás reduziram o
volume da demanda brasileira por importações de petróleo).

b) Incorreta. No campo externo a grande liquidez provocada pela oferta


dos petrodólares provocou a redução das taxas de juros mundiais.
Entretanto, do ponto de vista interno, a alta inflação interna no período
puxou para cima as taxas de juros brasileiras.

c) Correta. Os países importadores de petróleo incorreram em déficits em


seus balanços de transações correntes. Para conter estes déficits, foram
realizados empréstimos, cuja origem era o próprio dinheiro oriundo da
venda deste mesmo petróleo que causara o déficit inicial. Veja como
exemplo, o caso do Brasil: altos gastos com importação ! déficit em
transações correntes ! empréstimo para suprir o déficit em transações
correntes ! o dinheiro proveniente do empréstimo vinha dos próprios
países exportadores do petróleo. Daí o termo “reciclagem” dos
petrodólares.

d) Incorreta. Houve crise econômica mundial.

e) Incorreta. As exportações brasileiras, de fato, aumentaram, mas não


eram suficientes para compensar os gastos com as importações de
petróleo.

GABARITO: C

10. (CESPE/Unb - Economista - PM-RIO BRANCO/AC – 2007) - Os


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investimentos realizados no âmbito do II PND (Plano Nacional de


Desenvolvimento), que visava eliminar as restrições estruturais e
externas ao crescimento, concentraram-se nos setores de bens de
capital, energético e exportador, excluindo-se, porém,
investimentos em infraestrutura.

COMENTÁRIOS:
Realmente o foco do II PND estava voltado para a estruturação da
indústria de bens de capital e insumos básicos (energia, por exemplo). No
entanto, o objetivo maior acerca deste setor produtivo era diminuir a
necessidade de importações. Ademais, não se exclui do II PND os
investimentos em infraestrutura (houve incentivos acerca de melhorias no
transporte que utilizasse ferrovias e hidrovias, por exemplo).

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GABARITO: FALSO

2. PERÍODO PÓS II PND (1979)

Nos anos do II PND (1974-1979), devido à grande liquidez de


recursos no sistema financeiro internacional6, à escassez de recursos
internos e à crescente necessidade de financiamento para fazer frente aos
investimentos objetivados pelo II PND, as empresas estatais brasileiras
foram grandes tomadoras de empréstimos externos. Tais empréstimos
foram contraídos a taxas de juros flutuantes, o que, até 1979, não se
constituiu em maiores problemas, tendo em vista as baixas taxas
praticadas no mercado internacional, em razão da grande liquidez
proveniente dos petrodólares.

O fato de as taxas de juros estarem baixas, devido à grande


liquidez de recursos no sistema financeiro mundial, possibilitava ao Brasil
pagar o serviço da dívida e manter os investimentos no mercado interno.
No entanto, havia o grande risco do aumento destas taxas, o que
certamente causaria grandes problemas para as contas externas
brasileiras, exatamente o que se viu mais tarde.

Em 1979, o que podia dar errado, de fato, deu errado!

A revolução islâmica no Irã (1979) e a invasão do Irã pelo Iraque


(1980) causaram o segundo choque internacional do petróleo e fizeram
com que seu preço disparasse no mercado internacional. Como o petróleo
é/era um dos insumos mais importantes, sua alta de preços provocou a
alta generalizada de preços em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, já não havia mais a abundância dos


38736334693

petrodólares, o que reduziu a quantidade de recursos disponíveis no


sistema financeiro mundial. Para piorar ainda mais a situação, os Estados
Unidos passavam por deterioração da sua situação fiscal e, a fim de atrair
capital externo para financiar seus déficits fiscais, elevaram violentamente
suas taxas de juros, o que puxou para cima as taxas de juros
internacionais e transformou os EUA no grande absorvedor da liquidez
mundial em detrimento dos países em desenvolvimento, como o Brasil.

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Outro fato adverso ocorrido no período foi a sensível piora nas !
7
relações de troca do Brasil com o resto do mundo, aumentando o valor
das importações e reduzindo o valor das exportações, o que certamente
piorou a já delicada crise cambial.

Então, as principais consequências imediatas do segundo


choque internacional do petróleo (1979-1980) foram: alta de
preços (inflação), alta de juros e piora nas relações de troca.

Por consequência, a situação do balanço de pagamentos (crise


cambial) se agravara, pois:

o! o serviço (juros) da dívida havia crescido (em virtude da alta da


taxa de juros internacional),
o! a inflação atingiu quase 80% ao ano em 1979 e apresentava
tendência aceleracionista (em virtude da alta de preços do
petróleo) e
o! os déficits no balanço de pagamentos começavam a fugir do
controle (em virtude do aumento da taxa de juros mundial e piora
nas relações de troca).

O combate à crise se deu primeiramente com o ministro Mário


Henrique Simonsen no comando central da economia. O diagnóstico
básico, tanto para o desequilíbrio externo como para a aceleração
inflacionária, era o excesso de demanda interna8. Desta forma, o caminho
inicialmente adotado foi um “choque ortodoxo9”, no qual haveria o
primado do combate à inflação sobre o desenvolvimento
econômico. No entanto, em virtude da ameaça de profunda queda da
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atividade econômica, houve grande reação política e o ministro Simonsen !
foi substituído ainda em 1979, sem que suas diretrizes fossem
implantadas.

Em seu lugar, assumiu Delfim Netto, que tinha um discurso no qual


pregava ser possível o combate à inflação e, ao mesmo tempo, crescer
economicamente. Suas medidas, ora de cunho heterodoxo visando ao
desenvolvimento econômico, ora de cunho ortodoxo visando ao combate
da inflação, podem ser divididas em dois grupos com dois objetivos
distintos:

i)! medidas destinadas a manter a expansão econômica, e


ii)! medidas de combate à inflação,

... a saber:

Quadro 01
Medidas adotadas pelo programa delfiniano entre 1979 e 1980:
•! Maxidesvalorização cambial de 30% com vistas a estimular as
exportações;
•! Controle sobre as taxas de juros;
•! Controle monetário e do crédito no biênio 1979-1980 (os meios
de pagamento cresceram em taxa inferior à inflação, ou seja, houve
uma queda do volume de crédito e meios de pagamento);
•! Aceleração dos reajustes das tarifas cobradas pelos serviços
públicos prestados pelas empresas estatais, a fim de conter o déficit
e melhorar a situação financeira das mesmas (reedição da inflação
corretiva10);
•! Corte de gastos públicos (política fiscal recessiva);
•! Prefixação da correção monetária e cambial (que corrigia
contratos em geral) em 50% e 45%11 para o ano de 1980, visando,
sem sucesso, induzir expectativas de queda na inflação;
•! Nova legislação salarial que aumentava a quantidade dos
reajustes previstos na política de indexação salarial (passara de 1
38736334693

reajuste a cada ano para reajustes semestrais)12;


•! Estímulo à captação externa via redução de impostos sobre a
remessa de juros e lucros para o exterior;
•! Diminuição do protecionismo da economia nacional13
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(eliminação de incentivos fiscais às exportações, revogação da Lei !
14
do Similar Nacional , eliminação do depósito prévio sobre as
importações15);
•! Expansão do crédito para a agricultura, com vista em
expectativas de uma supersafra em 1980, e contenção dos preços
dos alimentos.

Os resultados obtidos por esse conjunto de medidas, em 1980,


foram:

o! Aceleração inflacionária para os 100% ao ano, em função do


aumento das tarifas públicas, dos reajustes semestrais dos
salários (apesar dos reajustes serem inferiores à inflação, eles
“empurravam” a inflação para cima), e da maxidesvalorização
cambial, que aumentou o custo dos produtos importados;

o! A intensificação da maior crise econômica internacional no pós-


guerra, em função da segunda crise do petróleo e da elevação
das taxas de juros internacionais. As políticas adotadas pelas
autoridades mostraram-se ineficazes devido à aceleração
inflacionária. A soma desses fatos provocou a deterioração das
contas externas, ampliando a dívida externa e levando à maior
perda de reservas;

o! Acentuação do processo especulativo, devido à


maxidesvalorização cambial e à prefixação (abaixo da inflação).
Estes dois fatores provocaram grandes perdas nos ativos
financeiros, o que levou a uma fuga desses ativos, com profunda
retração do sistema financeiro. Os agentes passaram a especular
com estoques (bens físicos, reais) para evitar as perdas da
inflação.

Assim, podemos concluir que as medidas adotadas com o intuito


de controlar a inflação e manter o desenvolvimento econômico 38736334693

falharam, pois não evitaram a inflação, nem mantiveram o


desenvolvimento econômico, além de haver intensificação do
desequilíbrio externo.

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É importante ressaltar que estas foram as primeiras medidas do !
período 1979-1984, cujos objetivos principais eram o controle da
crescente inflação e a manutenção do desenvolvimento econômico (note
que, nesta fase, o objetivo ainda não era o ajuste das contas
externas!).

Então, não confunda! Estas medidas “delfinianas” tinham o objetivo de


controlar a inflação e manter o desenvolvimento econômico. Elas não
tiveram o objetivo de conter o desequilíbrio externo. Elas tiveram como
uma de suas consequências o aumento do desequilíbrio externo.

Questões de prova:

11. (CESPE/Unb – Economista – TJ/RO – 2012) - Em 1979, Delfin


Neto assumiu o Ministério da Economia com um discurso
desenvolvimentista mas não adotou medidas para o controle das
taxas de juros nem para a expansão do crédito para a agricultura.

Comentários:
Foi exatamente o contrário. Delfim adotou medidas de controle das taxas
de juros e também expandiu o crédito para a agricultura.

Gabarito: Errado

12. (CESPE/Unb – Economista – MS - 2013) - O período


compreendido entre 1974 e 1984 marcou o apogeu e o
esgotamento do modelo de crescimento vigente desde os anos 50
do mesmo século, modelo esse que foi extinto pelo Estado com
base principalmente no endividamento externo.

Comentários:
Questão correta. O modelo de crescimento a que se refere a questão,
vigente desde os anos 1950, é o modelo de substituição de importações.
38736334693

No início da década de 1980, houve o esgotamento deste modelo, entre


outros fatores, em virtude da crise da dívida.

Gabarito: Certo

13. (CESPE/Unb - Especialista – Economia – ANP – 2013) - Duas


escolas de pensamento versaram sobre o ressurgimento da
inflação brasileira, ocorrida no período de 1974 a 1986. A corrente
monetarista encarava o dinheiro como uma variável dependente,
que cresce como resultado dos aumentos gerais de preços.

Comentários:
A corrente monetarista (de cunho ortodoxo) enxergava uma relação

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direta entre os preços e a quantidade de dinheiro na economia. Para esta !
teoria, a emissão monetária é causa da inflação.

Para a corrente heterodoxa, a emissão monetária (quantidade de


dinheiro) é vista mais como uma consequência da inflação. Assim, para
esta corrente, é o aumento de preços (inflação) que causa o aumento da
quantidade de dinheiro na economia.

Assim sendo, a questão está errada, pois o enunciado trata da corrente


heterodoxa.

Gabarito: Errado

14. (ESAF – Analista Técnico de Políticas Sociais – MPOG – 2012) -


No fim da década de 1970 e início dos anos 1980, a economia
brasileira encontrava-se dependente das condições externas e
com fortes pressões inflacionárias. As medidas de ajuste da
economia adotadas pelo governo militar naquele período:
a) visavam a desestimular a captação de recursos externos por meio do
aumento de impostos.
b) buscavam incentivar a demanda interna como forma de promover o
crescimento econômico.
c) promoveram um maior controle da taxa de juros e maior indexação dos
salários.
d) permitiram a flutuação livre do câmbio e de todos os preços da
economia.
e) aboliram a correção monetária.

Comentários:
As medidas de ajuste de que trata esta questão podem ser encontradas
no quadro passado na aula. Analisemos as alternativas:

a) Incorreta, pois as medidas visavam estimular a captação de recursos


externos por meio da redução de impostos. 38736334693

b) Incorreta, pois não houve um incentivo à demanda interna (a política


de indexação dos salários significou um arrocho salarial e, ao mesmo
tempo, houve corte de gastos públicos). Assim sendo, na verdade, a
demanda interna foi arrefecida em vez de estimulada.

c) Correta.

d) Incorreta, pois houve uma maxidesvalorização cambial (ou seja, não


houve flutuação livre do câmbio) e a prefixação da correção monetária e
cambial significava uma medida para reduzir as expectativas da inflação
(assim, não houve livre flutuação de todos os preços da economia).

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e) Incorreta. !

Gabarito: C

15. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - No final da


década de 70 e início da de 80, o governo tentou reeditar o
milagre econômico através do combate à inflação com
crescimento econômico. Dentre as principais medidas, não está
a) o controle da taxa de juros.
b) a expansão de crédito para a agricultura.
c) a criação do Banco Nacional de Habitação - BNH.
d) a eliminação de incentivos às exportações.
e) a maxidesvalorização do cruzeiro em 30%.

COMENTÁRIOS:
a) o controle da taxa de juros (correta).

b) a expansão de crédito para a agricultura (correta).

c) a criação do Banco Nacional de Habitação – BNH (incorreta). O BNH


foi criado no âmbito do PAEG (1964-1968).

d) a eliminação de incentivos às exportações (correta).

e) a maxidesvalorização do cruzeiro em 30% (correta).

GABARITO: C

3. CRISE DA DÍVIDA EXTERNA


38736334693

O caminho preconizado por Delfim de tentar crescer dentro do


modelo econômico vigente havia se esgotado e as consequências de sua
política econômica foram o aumento do desequilíbrio externo, ao mesmo
tempo em que os almejados controle inflacionário e desenvolvimento
econômico não foram alcançados.

O recrudescimento da dívida externa surgido neste período (início


da década de 1980) ficou conhecido como “crise da dívida externa”. A
partir do insucesso das medidas delfinianas, o governo dizia que “as
contas externas estavam fixando o limite da retomada da expansão
econômica (era uma forma indireta de dizer que era a dívida externa – ou
seja, os bancos internacionais e o FMI – que governava nossa
economia)”.

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De fato, a dívida externa, depois de seu crescimento explosivo a
partir de fins dos anos de 1970, passara a constituir-se no principal ponto
de estrangulamento da economia brasileira, pois dela derivavam os
principais problemas que, naquele momento, estavam asfixiando a
nossa economia, como a transferência de recursos para o exterior,
os juros elevados, a recessão, o desemprego, a inflação, o déficit
financeiro do setor público.

A partir de então, o debate sobre a saída da crise se concentrou em


torno da dívida externa. A percepção era a de que deveria ser por ali que
se iniciaria a criação de condições para a superação dos obstáculos à
retomada do crescimento econômico.

No início da década de 1980, devido à crise internacional provocada


pelo choque de oferta do petróleo, as altas taxas de juros e a dificuldade
de obter recursos junto ao sistema financeiro internacional provocaram
muitos problemas para os países em desenvolvimento, que se viram em
problemas com a dívida externa, levando à insolvência polonesa e
argentina e à moratória16 mexicana, no chamado “setembro negro”
(1982), o que provocou o rompimento do fluxo de recursos voluntários
aos países em desenvolvimento (afinal, ninguém queria correr o risco de
emprestar dinheiro para um país que não tivesse condições de honrar os
compromissos assumidos).

Assim, naquele momento, esses países em desenvolvimento,


incluindo o Brasil, foram praticamente obrigados a entrar em uma política
de geração de superávits externos, para fazer frente aos serviços da
dívida externa17.

No Brasil, esse processo de ajustamento externo em busca de


superávits iniciara no início da década de 1980 de forma espontânea, e
aprofundou-se no final de 1982, sob a tutela do FMI (Fundo Monetário
Internacional), órgão que visava fundamentalmente garantir o pagamento
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da dívida externa.

Este processo de ajustamento externo visando à busca de


superávits consistiu em medidas que contivessem a demanda
agregada da economia e tornassem a estrutura de preços
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relativos favorável ao setor externo (preço dos produtos exportados !
mais caros que os preços dos produtos importados). Veja no quadro
abaixo as medidas adotadas em busca do ajustamento externo:

Quadro 02
Medidas em busca de superávits no processo de ajuste externo:
Contenção da demanda agregada18:

•! Redução do déficit público, com redução nos gastos públicos,


principalmente investimentos (política fiscal restritiva);
•! Aumento da taxa de juros interna19 e restrição do crédito (política
monetária restritiva);
•! Redução do salário real, mediante critérios de subindexação dos
salários contidos na política salarial (os salários eram reajustados
em índices inferiores àqueles da inflação);

A contenção da demanda agregada visava, de fato, à redução da


capacidade de absorção interna da economia, a fim de,
indiretamente, reduzir as importações. Essas medidas altamente
recessivas aumentaram o desemprego no período.

Melhorar as relações de troca (tornar a estrutura de preços relativos


favorável ao setor externo):

•! Intensa desvalorização real do cruzeiro (o que incentivava as


exportações e desincentivava as importações);
•! Elevação do preço dos derivados de petróleo (para desincentivar a
importação do mesmo);
•! Estimulo à competitividade da indústria brasileira, por meio da
contenção de algumas tarifas públicas e de subsídios e incentivos à
exportação (veja que estas medidas de ajustamento externo são
diferentes daquelas que objetivavam o controle da inflação e foram
tomadas em 1979-1980, comentadas na questão 01).
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O resultado desta política de ajustamento foi uma profunda


recessão em 1981 e 1983, e baixo crescimento em 1982, com grande
queda na renda per capita no período. A inflação, inicialmente estabilizada
em 100% nos anos de 1981 e 1982, acelerou-se em 1983 devido a
alguns choques de oferta e à deterioração da situação financeira do
Estado.

Entretanto, no tocante à busca de superávits externos, a


política adotada foi bem-sucedida. O saldo na balança comercial
passou de déficit no início da década para superávits em 1983 e recorde
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superavitário em 1984. O sucesso do ajustamento externo deveu-se !
principalmente a dois motivos:

"! Em parte à própria recessão, que levou a uma grande redução


na absorção interna, que, por sua vez, conduziu a uma queda nas
importações. Paralelamente, as exportações foram aumentadas
devido aos incentivos realizados pela política de melhoria nas
relações de troca;

"! Em parte ao sucesso do II PND, que permitiu amplo processo de


substituição de importações e criou setores com competitividade
externa, para elevar as exportações, eliminando o “desequilíbrio
congênito” do Balanço de Pagamentos brasileiro – a tendência a
déficits decorrentes da expansão econômica.

Questões de prova:

16. (CESPE/Unb - Especialista em Economia – Ministério das


Comunicações – 2013) - O ajustamento externo da economia
brasileira ocorrido no período de 1981 a 1984 ocasionou efeitos
recessivos e a desvalorização da taxa de câmbio.

Comentários:
As medidas em busca do superávit externo tomaram como base a
redução do nível de atividade econômica (efeito recessivo) e a
desvalorização do câmbio para melhorar o saldo comercial.

Gabarito: Certo

17. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos –


2013)- Os planos de estabilização adotados no período de 1981
a 1984, com inspiração ortodoxa, conseguiram resolver os
problemas de restrição externa da economia brasileira, porém
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obtiveram pouco sucesso no combate à inflação.

Comentários:
Conforme foi visto, as medidas adotadas entre 1981 e 1984 foram bem
sucedidas no tocante às contas externas. No entanto, no que se refere à
inflação, elas não obtiveram sucesso.

Gabarito: Certo

18. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos –


2013) - O ajustamento externo da economia brasileira no
período de 1981 a 1984 e o plano trienal do FMI promoveram um
ajuste expansionista na economia, caracterizado pela ampliação

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do investimento público, pela apreciação cambial e pela elevação !
das taxas de juros.

Comentários:
No período da crise da dívida, nós tivemos um ajuste contracionista,
caracterizado pela redução do investimento, depreciação cambial e
elevação das taxas de juros.

Gabarito: Errado

19. (ESAF - Analista de Controle Externo - TCU – 2002) - Quanto à


chamada crise da dívida externa brasileira da primeira metade da
década de 80 é correto afirmar que
a) se enfrentou a crise com a geração de superávits comerciais e, para
tanto, a adoção de um regime de câmbio nominal fixo foi fundamental.
b) apesar da elevação da taxa de juros norte americana em 1979 não
houve dificuldade nos anos 80 em se obter recursos no sistema financeiro
internacional, uma vez que o problema era o pagamento dos juros da
dívida já existente.
c) a redução das taxas de crescimento econômico e a desvalorização da
taxa de câmbio permitiram a geração de superávits comerciais
necessários para pagar os encargos da dívida externa.
d) a recessão ocorrida no Brasil dificultou ainda mais o enfrentamento da
crise da dívida dado o efeito que esta recessão tinha de diminuir as
exportações brasileiras.
e) houve uma diminuição da inflação na primeira metade da década em
função da recessão.

COMENTÁRIOS:

a) se enfrentou a crise com a geração de superávits comerciais e, para


tanto, a adoção de um regime de INTENSA DESVALORIZAÇÃO REAL
DO CRUZEIRO. Incorreta.
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b) apesar da elevação da taxa de juros norte americana em 1979 NÃO


houve dificuldade nos anos 80 em se obter recursos no sistema financeiro
internacional, uma vez que o problema era o pagamento dos juros da
dívida já existente. Incorreta, pois HOUVE dificuldades em se obter
recursos no sistema financeiro internacional.

c) a redução das taxas de crescimento econômico e a desvalorização da


taxa de câmbio permitiram a geração de superávits comerciais
necessários para pagar os encargos da dívida externa. CORRETA.

d) a recessão ocorrida no Brasil DIFICULTOU ainda mais o


enfrentamento da crise da dívida dado o efeito que esta recessão tinha de
diminuir as exportações brasileiras. Incorreta, pois a recessão ajudou

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na medida em que reduziu a capacidade de absorção interna, o !
que contribuiu para a redução do nível de importações.

e) houve uma DIMINUIÇÃO da inflação na primeira metade da década


em função da recessão. Incorreta, pois houve aumento da inflação.
Apesar das medidas do ajustamento externo terem tido sucesso
no que tange ao saldo da balança comercial, houve aumento da
inflação e queda na renda per capita.

GABARITO: C

20. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - O chamado


"setembro negro", em 1982, se caracterizou por uma importante
crise de dívida externa de vários países em desenvolvimento. O
país que declarou a moratória foi
a) o México.
b) a Argentina.
c) a Polônia.
d) o Brasil.
e) o Chile.

COMENTÁRIOS:
Em 1982, devido à elevação das taxas de juros e a maior dificuldade de
obter recursos e, assim, rolar os passivos acumulados, muitos países em
desenvolvimento se viram em problemas com a dívida externa, levando à
insolvência polonesa e argentina e à moratória mexicana, no
chamado setembro negro em 1982. Ou seja, a moratória foi mexicana.

GABARITO: A

21. (CESPE/Unb - Economia - Pref Vila Velha/ES – 2008) - Acerca


dos planos econômicos de desenvolvimento no período pós-
guerra, julgue o próximo item.
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A crise da dívida externa brasileira (1979-1982) não afetou o


setor interno brasileiro, que estava controlado pelo sucesso dos
planos anteriores.

COMENTÁRIOS:

Após o insucesso das medidas adotadas com o fito de controlar a


inflação (1979-1980), o governo identificara que as contas externas
estavam fixando o limite da retomada da expansão econômica. Assim,
passou-se a crer que da dívida externa derivavam os principais problemas
que estavam asfixiando a nossa economia, como a transferência de
recursos para o exterior, os juros elevados, a recessão, o desemprego, a
inflação, o déficit financeiro do setor público. Desta forma, incorreta a

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assertiva, pois a dívida externa afetou o setor interno brasileiro. !

GABARITO: FALSO

22. (CESPE/Unb - Controlador de Recursos Municipais/ES – 2008)


- A análise da economia mundial é fundamental para o
entendimento da situação econômica brasileira atual. Acerca
desse assunto, julgue o item a seguir.

No período 1974/1979, em resposta ao segundo choque do


petróleo e à alta dos juros externos, que desencadearam a crise
da dívida externa, a correção da taxa de câmbio e das tarifas
públicas foi suficiente para debelar as pressões inflacionárias e
reduzir o endividamento da economia brasileira.

COMENTÁRIOS:
Como resposta ao segundo choque do petróleo e à alta dos juros
externos, foram adotadas, entre outras medidas, a maxidesvalorização
cambial e o reajuste das tarifas públicas (quadro 01). A
maxidesvalorização cambial elevou os preços das importações, ao passo
que o reajuste dos preços das tarifas elevou os preços dos serviços
públicos prestados pelas empresas estatais. As duas medidas, portanto,
causaram a realimentação da inflação, na medida em que contribuíram
para o aumento de preços.

GABARITO: FALSO

23. (CESPE/Unb - Anal. Exe. em Metr. e Qual. – INMETRO – 2007)


- O estudo da economia brasileira é importante para a
compreensão da situação econômica atual. A respeito desse
assunto, julgue o item subsequente.

No biênio 1983-1984, o Brasil adotou políticas fiscais e


monetárias restritivas que visavam não somente reduzir a
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demanda agregada, mas também conter o crescente déficit


público.

COMENTÁRIOS:
Conforme posto no quadro 02, entre as medidas para o controle da
demanda agregada, havia medidas de política fiscal restritiva (contenção
dos gastos públicos) e política monetária restritiva (elevação das taxas de
juros), ambas serviam não só para a redução da demanda agregada, mas
também para a redução do déficit público.

GABARITO: VERDADEIRO

24. (NCE/UFRJ - Economista Eletrobrás – 2007) - Acerca do

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período 1981-1983 na economia brasileira, analise as afirmativas !
a seguir:
I) Foi um período marcadamente recessivo.
II) As exportações não foram afetadas pelas condições
econômicas adversas.
III) As importações foram afetadas pela queda da renda e pela
desvalorização cambial.
IV) O crescimento econômico foi afetado negativamente pela crise
cambial e pelas políticas de ajuste subsequentes.
As afirmativas corretas são somente:
a) I e IV;
b) I, II e IV;
c) I, III e IV;
d) I, II, III e IV;
e) nenhuma.

COMENTÁRIOS:

I. Correta.

II. Incorreta. As exportações foram afetadas, pois houve piora nas


relações de troca por ocasião do choque internacional do petróleo ao
mesmo tempo em que a recessão internacional diminuiu a demanda pelos
nossos produtos. Somente no final de 1982, com as medidas voltadas
para o ajustamento externo, a balança comercial apresentou superávits
mais consistentes (provocados pelo aumento das exportações e redução
das importações).

III. Correta. No período, houve grande queda na renda per capita, o que
certamente reduziu a demanda por bens importados. Por outro lado, a
desvalorização cambial também aumentou o preço dos bens importados,
diminuindo ainda mais sua demanda.

IV. Correta. As políticas no sentido de realizar o ajuste das contas


38736334693

externas e conter a crise cambial tiveram cunho recessivo, aumentando o


desemprego e impedindo o crescimento econômico mais vigoroso entre
1981-1983 (já em 1984 e 1985 a economia apresentou boas taxas de
crescimento).

GABARITO: C

25. (ESAF - AFC/STN – 2008) - Se observarmos a economia


brasileira, entre 1980 e 1984, poderemos notar que:
a) entre os elementos que explicam a geração de superávits comerciais,
para fazer frente aos pagamentos da divida externa no período, está a
diminuição da absorção doméstica.
b) nesse período, houve o encarecimento da divida externa, tendo sido

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necessária a geração de superávits comerciais para o pagamento dos !
juros correspondentes a tal dívida, a partir da crise do México, em 1982,
porém, o acesso a novas fontes privadas de financiamento externo
possibilitou que parte desses pagamentos fosse feito com novos
empréstimos externos.
c) a inflação, durante estes anos, se manteve em patamares bastante
elevados, porém estabilizada.
d) as empresas estatais foram fundamentais no período já que, por meio
delas, o país obteve acesso a empréstimos internacionais, que puderam
ser usados para financiar o déficit no Balanço de pagamentos.
e) a alta inflação brasileira é caracterizada como sendo de custos,
causada pelos choques do petróleo e dos juros internacionais e, no seu
combate, foi utilizado, durante o período, o regime de câmbio fixo.

COMENTÁRIOS:
a) Correta. (ver quadro 02)

b) Incorreta. A partir da crise do México, em 1982, os países em


desenvolvimento não tiveram acesso a fontes de crédito ou
financiamento. Assim, foram obrigados a gerar superávits externos para
honrar os compromissos de suas dívidas externas. No caso do Brasil, a
saída adotada foi uma política voltada para o ajustamento externo
(quadro 02). Desta forma, não houve acesso a novas fontes de
financiamento privadas.

c) Incorreta. A inflação apresentou tendência aceleracionista,


principalmente entre 1982 a 1984, quando ela saiu de 100% ao ano, em
1982, para 223,8% ao ano, em 1984.

d) Incorreta. A questão tenta confundir o candidato com o período


anterior (II PND). Durante o II PND, os empréstimos tomados pelas
empresas estatais eram os responsáveis pela entrada de capitais externos
e pelo financiamento dos investimentos. Durante o período 1980-1984
houve grande redução da liquidez de recursos externos. A partir de 1982,
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buscou-se o ajustamento externo exatamente porque não havia fonte de


recursos externos através da qual fosse possível a tomada de
empréstimos.

e) Incorreta. De fato a inflação brasileira era de custos (apesar do


diagnóstico errado feito pelas autoridades governamentais, no sentido de
que a inflação era causada pelo excesso de demanda), causada pelo
choque do petróleo e pelo aumento das taxas de juros internacionais. No
entanto, o câmbio utilizado durante o período não era fixo e, sim,
flutuante, tanto é verdade que foram realizadas algumas desvalorizações
cambiais no período.

GABARITO: A

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26. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES –
2013) - Os planos adotados no período de 1981 a 1984, que não
solucionaram os problemas de restrição externa da economia
brasileira, eram fundamentados em teorias heterodoxas.

Comentários:
Os planos adotados entre 1981 e 1984 (heterodoxos) tiveram sucesso no
que tange à busca de superávits externos. Ademais, os planos de sucesso
no ajustamento externo eram ortodoxos.

Gabarito: Errado

4. PLANOS ECONÔMICOS DA DÉCADA DE 1980

4.1 PLANO CRUZADO

Falemos agora dos diversos planos heterodoxos da segunda metade


da década de 1980 e início dos anos 1990, implantados com objetivo de
controlar a inflação. Todos esses planos tinham por base o
diagnóstico da inflação inercial, trazendo como principal elemento o
congelamento de preços, sendo que a cada plano acrescentavam-se
novas características, aperfeiçoando os planos anteriores, na tentativa de
não incorrer nos mesmos erros.

Iniciemos, então, pelo plano Cruzado, de 28/02/1986, início do


governo Sarney:

A aceleração inflacionária no final do ano anterior e início de 198620


levou ao lançamento do Plano Cruzado, que introduziu uma nova moeda
em substituição ao Cruzeiro. O espírito do plano era baseado na definição
38736334693

de regras de conversão de preços e salários de modo que se evitasse


efeitos redistributivos, ou seja, buscou promover um “choque neutro” que
mantivesse sob o Cruzado o mesmo padrão de distribuição de renda do
Cruzeiro. Seguem as principais medidas adotadas no quadro 03:

Quadro 03 - 1986
Principais medidas do Plano Cruzado:
•! Os salários deveriam ser convertidos na nova moeda pelo poder de
compra dos últimos seis meses mais um abono de 8% (para o
salário mínimo, este abono seria de 16%). Esse abono tinha cunho
político e visava transferir renda aos assalariados (foi uma exceção
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à busca do “choque neutro”). Além disso, introduziu-se a escala !
móvel – gatilho salarial -, que seria acionada toda vez que a
inflação atingisse 20%. Esse item acrescentava um elemento
instabilizador no futuro e ampliava a indexação21 ao romper a única
âncora nominal que restava na economia;
•! Preservação dos dissídios coletivos22;
•! Congelamento de preços em 28/02/1986, com exceção da
energia elétrica, que obteve aumento de 20%. Não havia prazo
para descompressão, e não houve nenhuma compensação, o que
fez com que vários setores fossem pegos com preços defasados23;
•! A taxa de câmbio foi fixada no nível de 27 de fevereiro de
1986, e descartou-se a necessidade de uma
maxidesvalorização compensatória ou defensiva, dada a folga
cambial e a tendência à desvalorização do dólar em relação às
demais moedas;
•! Os aluguéis tiveram os valores médios recompostos por meio de
fatores multiplicativos com base em relações média-pico24;
•! Para os ativos financeiros a principal medida foi a extinção da
correção monetária sobre os títulos da dívida pública e sobre os
demais ativos financeiros25 (com o fim da correção monetária, os
aumentos de preços do passado não mais seriam automaticamente
transferidos para o futuro). Os contratos com correção monetária
celebrados antes da edição do Plano Cruzado teriam seus valores
convertidos à nova moeda, de acordo com a Tablita26 – que era
uma tabela de conversão com desvalorização diária de 0,45% que
correspondia à média diária de inflação entre Dezembro de 1985 e
fevereiro de 1986; o objetivo era retirar a inflação embutida e
evitar transferência de renda para os credores.
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Tomadas estas medidas, não houve preocupação em se estabelecer
metas para a política monetária e fiscal, que ficariam dependentes do
“discernimento” dos responsáveis por sua condução. Com a queda da
inflação, a demanda de moeda (meios de pagamento) aumentou
substancialmente27, de forma de que em um mês o estoque de meios de
pagamento (M1) aumentou em 80%, e nos três meses seguintes foi em
média superior a 15%. Esta monetização e excesso de liquidez resultaram
em ampla redução da taxa de juros, indicando, portanto, política
monetária expansiva no período.

Quanto à política fiscal, é importante destacar que em Dezembro de


1985 foi realizada uma reforma fiscal que recuperara parte da carga
tributária perdida no passado. Com essa reforma, houve aumento da
tributação sobre os ganhos no mercado financeiro e sobre os ganhos das
maiores empresas do país, principalmente aqueles ganhos obtidos fora da
atividade produtiva. Este aumento de tributos, portanto, caracterizou a
adoção de política fiscal restritiva.

Ainda em relação à parte fiscal, em especial no que tange ao


controle das contas públicas, o controle das finanças foi melhorado
através do processo de unificação orçamentária (união dos orçamentos
fiscal e monetário), da criação da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) e
o fim da Conta-Movimento, fazendo com que o Banco do Brasil
deixasse de ser Autoridade Monetária, atividade que ficou restrita ao
BACEN (Banco Central).

Em relação ao setor externo, não se recorreu a


desvalorizações da moeda, pois, como já sabemos, tal artifício leva a
tendências inflacionárias. A não desvalorização cambial foi possibilitada
pelo fato de o país possuir um nível razoável de reservas internacionais à
época e pelo fato de haver uma projeção de desvalorização do dólar em
relação às demais moedas o que, por si só, significaria uma
desvalorização do Cruzado em relação a estas outras moedas. Além disso,
38736334693

acreditava-se que com a estabilização e o crescimento econômico o país


passaria a receber um fluxo de investimentos externos. Assim, o
desempenho do setor externo não seria um entrave para o plano (veja
bem: não está sendo falado que o setor externo melhorou após a
implantação do plano cruzado. Está sendo dito que a situação externa
antes do plano era favorável e que o governo não desvalorizou a moeda
porque acreditava que a situação continuaria confortável).

O relatado nos três parágrafos acima pode ser entendido como


sendo as condições favoráveis à implantação do Plano Cruzado.

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Inicialmente, o Plano Cruzado obtivera sucesso, com grande !
queda na taxa de inflação e grande apoio popular (toda população
transformara-se em fiscais do presidente, inclusive com cenas de
fechamento de estabelecimentos que desrespeitassem o congelamento).
Assim, o congelamento de preços, que era considerada a parte mais frágil
do plano, virou a peça principal. Entretanto, o mecanismo do
congelamento era complicado, pois, se ele fosse temporário, os agentes
atuariam de acordo com a expectativa de seu final; se fosse duradouro,
eliminaria a possibilidade de correção dos desequilíbrios de preços
relativos (havia produtos que estavam perto de serem reajustados e
foram surpreendidos com o congelamento, desta forma, ficaram com seus
preços defasados. Por outro lado, houve produtos cujo preço acabara de
ser reajustado. Com o congelamento, essas distorções não seriam
corrigidas).

Além da queda da inflação, destaca-se um grande crescimento


econômico após a implantação do plano (o PIB crescera 7,5% em 1986).
Ademais, quando o plano foi lançado, o país já vinha de dois anos de
crescimento, sendo que em 1985 este tinha sido da ordem de 8%. Este
crescimento pressionou os salários reais para cima e ampliou a utilização
da capacidade instalada de produção. Após o plano, vieram novos
elementos que reforçaram ainda mais a demanda interna e o crescimento
econômico. A racionalidade econômica nos sugere que, em um ambiente
de crescente aumento da demanda interna – consumo e investimento -,
haveria dificuldades em manter um plano de estabilização e manutenção
do congelamento de preços.

O aumento da demanda interna pode ser explicado por:

o! Aumento do salário real dos trabalhadores;


o! Expansão da oferta de moeda;
o! Redução das taxas de juros;
o! Expansão do crédito;
o! Consumo reprimido durante a recessão vivida entre 1981 a
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1983/1984;
o! Existência de preços defasados, etc.

A consequência dessa expansão da demanda foi a pressão sobre


diversos mercados, principalmente sobre aqueles cujo preço estava
defasado ou aqueles que possuíam alta elasticidade-renda da demanda e
passaram a incorporar os agentes que tiveram seus salários reais
aumentados.

Alguns setores já apresentavam considerável excesso de demanda


sobre a oferta, o que era visto através da escassez de produtos28,
cobrança de ágios e aparecimento de filas de espera pelo produto. O
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governo recorreu a vários instrumentos para tentar resolver o problema !
de oferta sem abrir mão do congelamento, como por exemplo: isenções
de importações, subsídios, liberação da importação de produtos
alimentícios, etc. Com o tempo, no entanto, os agentes encontravam
mecanismos para escapar do controle (o “jeitinho” brasileiro): cobrança
de ágio, maquilagem de produtos, mudança de embalagens, alteração
nas especificações, etc. Aos poucos, o congelamento foi tornando-se
inócuo e as tentativas de mantê-lo acabaram comprometendo a situação
fiscal e das contas externas do país.

Em relação às contas externas, é importante ainda ressaltar que a


redução das taxas de juros provocou grande fuga de capitais do país,
deteriorando a situação externa, que era favorável antes da
implantação do plano. Ou seja, a tentativa de manter o congelamento,
além de inútil, comprometeu as contas externas.

A fim de conter os desequilíbrios do Plano Cruzado foram adotados


dois planos “subplanos”, o Cruzadinho (Junho/1986), que não obteve
sucesso e o Cruzado II (Nov/1986), também sem sucesso:

Cruzadinho (24/06/1986)
Era um pacote fiscal que tentava desaquecer o consumo pela imposição
de empréstimos compulsórios sobre a gasolina, automóveis e passagens
aéreas internacionais, sendo que os recursos obtidos financiariam os
investimentos do governo. As medidas não obtiveram sucesso e, devido à
expectativa de descongelamento, o consumo aumentou de forma a
recrudescer ainda mais a pressão inflacionária. A inflação oficial do
governo permanecia baixa, pois ela não contabilizava o efeito do ágio, do
desabastecimento e da introdução de novos produtos.

Cruzado II (21/11/1986)
Visava controlar o déficit público através do aumento de tarifas e dos
impostos sobre a produção (impostos indiretos). O aumento de impostos
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pressionou a inflação e o controle de preços foi rompido. A partir daí, o


gatilho salarial foi disparado, o valor dos títulos públicos foi reajustado e a
indexação voltou com força total, mais forte que antes, pois agora os
salários passariam a ter reajustes junto com a inflação (era a volta da
inflação inercial). A volta da inflação trouxe grande instabilidade
financeira, o que provocou fuga de capitais. Esta fuga de capitais somada
a saldos negativos da balança comercial verificados em razão das
tentativas de manter o congelamento de preços provocaram o
estancamento das reservas internacionais, o que levou ao anúncio da
moratória da dívida em fevereiro de 1987.

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Encerrava-se assim a tentativa do Plano Cruzado de conter a !
inflação. Seu fracasso pode ser atribuído tanto a problemas de concepção
como de execução. O congelamento durou mais tempo do que deveria,
potencializando os desequilíbrios, provocando o crescimento
descontrolado da demanda interna e a piora das contas externas, o que
certamente contribuiu para o insucesso do plano.

...

4.2. PLANO BRESSER

Falemos agora sobre o Plano Bresser, implantado em Junho de


1987, dois meses após a demissão do ministro Funaro (do Plano Cruzado)
e posse do ministro Bresser Pereira, autor do plano que leva seu nome.

O fracasso do Plano Cruzado deixou algumas sequelas importantes


na Economia Brasileira. Em primeiro lugar, houve a introdução de um
novo elemento no comportamento dos agentes econômicos – a
“expectativa do congelamento”. Sempre que a inflação se elevava, os
agentes passavam a tomar medidas preventivas29 que tinham o efeito de
provocar mais aceleração inflacionária.

O Plano Cruzado trouxe importantes ensinamentos como:


necessidade de controlar a demanda após a estabilização, necessidade de
que os choques fossem neutros do ponto de vista distributivo,
impossibilidade de se manter um congelamento de preços por muito
tempo e a importância de se manter as contas externas em situação
confortável.

O ministro Bresser assumiu em Maio e já no mês seguinte anunciou


um novo plano de estabilização. O Plano Bresser foi anunciado em
12/06/87 e não tinha objetivo de atingir inflação zero, nem eliminar a
indexação, apenas deter a aceleração inflacionária e evitar a
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hiperinflação, promovendo um choque deflacionário com a retirada do


gatilho salarial e a redução do déficit público (para resolver a crise
momentânea30, recorreu-se ao congelamento e à desvalorização cambial,
com o intuito de solucionar os problemas de curto prazo). Ao contrário do
Plano Cruzado, o Plano Bresser era considerado um plano de emergência.
Veja no quadro 04 as principais medidas tomadas.
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Quadro 04
Principais medidas do Plano Bresser:
•! Congelamento de salários por três meses, no nível de 12/06/87,
sendo que a perda de poder aquisitivo decorrente (o resíduo
inflacionário) seria paga em seis parcelas a partir de setembro;
•! Congelamento de preços por três meses, sendo que vários preços,
em especial os públicos, foram aumentados antes do plano;
•! Desvalorização cambial e não congelamento da taxa de câmbio,
mantendo as minidesvalorizações diárias, mas em ritmo
controlado;
•! Aluguéis congelados no nível de preços de junho, sem nenhuma
compensação;
•! Mudança da base do índice de preços ao consumidor (IPC) para
15/0631, sendo que os aumentos foram incorporados à inflação de
junho, de modo a evitar que se sobrecarregasse a inflação de julho;
•! Para os contratos prefixados introduziu-se uma tablita32 com
desvalorização de 15% ao mês;
•! Criação da unidade referencial de preços (URP) que corrigiria o
salário dos três meses seguintes, a partir de uma taxa prefixada com
base na média geométrica da inflação dos três meses anteriores,
entrando em vigor a partir de Setembro de 1987.

Ademais, podemos destacar a adoção de uma política monetária


restritiva onde se praticou elevadas taxas de juros, além de uma política
fiscal voltada para a redução dos déficits públicos (redução de gastos
públicos).

Falemos agora das consequências do Plano Bresser.

A fórmula de reajustes salariais da URP provocou grande arrocho


salarial, pois os reajustes eram baseados na inflação passada e feita com
três meses de atraso, ou seja, a inflação sempre aumentava em maior
velocidade que o aumento de salários. Com os salários em queda, o poder
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de compra se esvaiu e as vendas desabaram. Como consequência, houve


uma queda significativa na produção industrial e aumento do
desemprego.

Quando se iniciou a descompressão dos preços, houve bastante


pressão por reposições salariais (que o governo aceitou) o que agravou a
volta da aceleração inflacionária e praticamente acabou com o plano, que
se assentava em larga medida na contenção salarial e na elevada taxa de
juros.
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Além da volta do descontrole inflacionário, o controle dos déficits
públicos também foi infrutífero, pois:

o! a queda da produção industrial reduziu a arrecadação fiscal,


o! as elevadas taxas de juros empurraram as despesas financeiras
para cima,
o! houve o aumento dos gastos com funcionalismo provocado em
parte pelos reajustes salariais após a descompressão de preços,
o! houve o aumento das transferências a Estados e Municípios e os
subsídios às empresas estatais,
o! o contexto político em que o presidente tentava, no Congresso, a
votação dos cinco anos para seu mandato acabou impedindo a
adoção de medidas de austeridade fiscal, devido à
impopularidade das medidas.
o! Durante o Plano Bresser, as contas externas operaram no azul,
houve superávits na balança comercial e no balanço de
pagamentos em 1987. Tanto é que, no ano seguinte, em 1988, a
moratória da dívida decretada em Fev/87 foi suspensa e o Brasil
voltou a pagar os juros da dívida externa.

4.3. PLANO VERÃO

Após o insucesso do Plano Bresser e a demissão do ministro Bresser


Pereira, assume o ministro Maílson da Nóbrega, que adotou, em seu
primeiro ano, a política do “feijão com arroz”, ou seja, nada de grandes
choques ou mágicas. A ideia era estabilizar a inflação em 15% ao mês e
reduzir o déficit público.

Em 14 de Janeiro de 1989, entretanto, após um ano de “feijão com


arroz”, foi editado mais um plano de estabilização que, a exemplo do que
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aconteceu com o Plano Bresser, adotou medidas ortodoxas e


heterodoxas. Tal plano foi denominado de Plano Verão. Veja as medidas
no quadro 05.

Quadro 05
Principais medidas adotadas imediatamente antes e durante o
Plano Verão:
•! Manutenção da política de juros altos;
•! Mais cortes nos gastos públicos;
•! Redução no prazo de recolhimento dos impostos33;
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•! Congelamento dos preços (mais um!), mas, antes de fazê-lo, !
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permitiram-se vários aumentos ;
•! Conversão do salário pela média real dos últimos doze
meses, mais a incorporação da URP prevista para janeiro e, a
partir de fevereiro, a URP seria extinta, passando a vigorar a “livre
negociação”35 entre empresários e trabalhadores;
•! Ensaio de uma nova reforma monetária, através da qual se
instituiu o cruzado novo (NCz$), correspondente a mil cruzados,
e se extinguiu a OTN, que funcionava como indexador de
contratos36;
•! Do ponto de vista cambial, inicialmente houve uma desvalorização
de 18% do cruzado, para evitar pressões futuras; depois, rompeu-
se com a regra das minidesvalorizações e adotou-se taxa de
câmbio fixa, em que NCz$ 1,00 = US$ 1,00. O objetivo era dar
credibilidade ao plano.

Um fator que pesou contra o Plano Verão foi a promulgação da


Constituição de 1988, que piorou as contas da União e aumentou o custo
da mão-de-obra (devido às conquistas sociais). A principal dificuldade
introduzida pela Constituição foi o aumento das transferências de
impostos para Estados e Municípios, sem que fossem repassadas as
obrigações, o que ampliaria o desequilíbrio das contas públicas.

Assim, o elevado descontrole fiscal levou também ao descontrole


monetário. Esses aspectos, juntamente com as incertezas do último ano
do governo Sarney e um profundo imobilismo da política econômica37,
levaram a inflação a acelerar-se rapidamente, fazendo com que se
caminhasse a largos passos para a hiperinflação, sendo que a taxa
mensal de inflação atingiu 80% no último mês do governo.

Conclusão sobre o governo Sarney:

"! O Plano Verão foi o último plano do governo Sarney (segunda


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metade da década de 1980). Como principal característica de seu


governo, podemos apresentar o descontrole das contas públicas,
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com aumentos nos déficits e crescimento do endividamento interno, !
a prazos mais curtos, com giro diário, e cuja necessidade de
rolagem inflexibilizava a taxa de juros. Isso levava à adoção de uma
política monetária que visava à sustentação de taxas de juros reais
elevadas e, ao mesmo tempo, diminuía a margem de uso da mesma
para outros fins que não fossem a rolagem da dívida. Verificava-se
a ausência de qualquer mecanismo de política econômica, pois tanto
a política fiscal como a monetária tornaram-se prisioneiras da
rolagem da dívida interna.

Questões de prova:

27. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES –


2013) - No Primeiro Plano Cruzado, foram congelados preços e
salários, o que gerou distorções nos preços relativos.

Comentários:
Foram congelados apenas os preços. Os salários tinha uma escala móvel
de reajuste (o gatilho salarial).

Gabarito: Errado

28. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES –


2013) - O restritivo pacote fiscal anunciado como meta do Plano
Cruzadinho causou a forte queda do consumo e obrigou o governo
a anunciar o Segundo Plano Cruzado.

Comentários:
Na verdade, em relação à política fiscal no Plano Cruzado, realmente
houve uma política fiscal restritiva. No entanto, não houve forte queda no
consumo. Pelo contrário, tivemos um incremento do consumo (a demanda
superava a oferta), o que foi um dos motivos do fracasso do plano na
tentativa de combater a inflação. 38736334693

Gabarito: Errado

29. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES –


2013) - Ao contrário do Primeiro Plano Cruzado, o Plano Bresser
desconsiderou a concepção da inflação inercial e manteve preços
e salário flexíveis.

Comentários:
O Plano Bresser também considerou a concepção da inflação inercial,
tanto é verdade que houve, igualmente, congelamento de preços como
uma das medidas adotadas, na tentativa de controlar a inflação.

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Gabarito: Errado !

30. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES –


2013) - A inflação inercial da economia brasileira foi um
diagnóstico dado no Primeiro Plano Cruzado.

Comentários:
Na verdade, todos os planos da década de 1980 (Governo Sarney) tinham
por base o diagnóstico da inflação inercial.

Mas, atenção, cuidado! A inflação brasileira, na década de 1980, não era


totalmente inercial. A inflação era, também, de demanda. Assim, a
inflação brasileira tinha componentes inerciais e também de demanda.

Gabarito: Certo

31. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2012) - A inflação


de demanda resultante do aumento da renda dos cidadãos foi uma
das principais causas do fracasso dos planos econômicos adotados
no Brasil nos anos 80 do século XX.

Comentários:
Conforme comentado na questão anterior, a inflação brasileira da década
de 1980 tinha, também, além do componente inercial, um forte
componente de demanda. Em todos os planos, o governo se preocupou
mais em atacar com maior assertividade o componente inercial (via
congelamento de preços), quando deveria se preocupar com os dois
componentes principais da inflação brasileira na época.

Gabarito: Certo

A década de 80 do século XX foi marcada por diversos planos de


estabilização ante um processo inflacionário progressivo. A esse
respeito, julgue o item a seguir. 38736334693

32. (CESPE/Unb – Economista – MS - 2013) - Plano Cruzado,


implementado durante o governo Sarney, foi criado com o
objetivo de combater a inflação, admitida como
predominantemente inercial. Com o congelamento de preços e
salários, o plano obteve sucesso imediato, contudo,
posteriormente, ocorreram problemas como desabastecimento,
cobranças de ágio e maquiagem de produtos.

Comentários:
Bem... a questão está perfeita! É o resumo perfeito do que aconteceu no
Plano Cruzado.

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Gabarito: Certo

33. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – Economia – ANTT –


2013) - A prática generalizada da correção monetária no Brasil,
incidente sobre as mais variadas formas de contratos no setor real
e no financeiro, foi adotada com os chamados planos heterodoxos
de estabilização da economia, a partir da década de 80 do século
passado, o que estabilizava os índices inflacionários.

Comentários:
A prática generalizada da correção monetária (indexação) é a causa da
inflação inercial. Os planos heterodoxos da década de 80 queriam
romper com essa prática generalizada (ou seja, os planos adotaram essa
prática generalizada).

Ademais, essa prática generalizada da correção monetária, obviamente,


não estabilizava os índices inflacionários. Pelo contrário, desestabilizava
os índices.

Gabarito: Errado

34. (NCE/UFRJ - Economista Eletrobrás – 2007) - Entre as


principais características do Plano Cruzado encontram-se,
EXCETO:
a) congelamento de preços e salários;
b) diagnóstico de que a inflação brasileira era eminentemente inercial;
c) adoção do gatilho salarial para reajuste dos salários;
d) desindexação de dívidas financeiras com a adoção da chamada
"tablita";
e) política monetária e fiscal fortemente restritiva.

COMENTÁRIOS:
a) congelamento de preços e salários; Correta. Questão controversa,
38736334693

pois, como vimos, houve a questão do gatilho salarial, o que certamente


não pode ser considerado exatamente um congelamento de salários. No
entanto, como havia uma assertiva muito mais errada que esta, quem
sabia o assunto, acredito eu, não teve maiores problemas em acertar a
questão.

b) diagnóstico de que a inflação brasileira era eminentemente inercial;


Correta.

c) adoção do gatilho salarial para reajuste dos salários; Correta. Veja


que a própria banca se contradisse. Na mesma questão, considerou o
congelamento de salários e o gatilho salarial como sendo características
do Plano Cruzado. Veja que essa situação de marcar a mais errada ou a

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mais certa é bastante corriqueira em concursos, independente da banca !
organizadora.

d) desindexação de dívidas financeiras com a adoção da chamada


"tablita"; Correta (ver quadro 03 e nota de rodapé 44).

e) política monetária e fiscal fortemente restritiva. Incorreta, pois houve


aumento da disponibilidade de meios de pagamento na economia, assim
como redução das taxas de juros, ou seja, política monetária expansiva.

GABARITO: E

35. (CONSULPLAN - Economista Pref. Guarapari – 2009) - O plano


de estabilização econômica do governo Sarney - Plano Cruzado
(1986), o primeiro de uma série de planos de estabilização que
marcaram a década de 80 do século XX, foi fundamentado em um
determinado diagnóstico da inflação e baseado nesta avaliação,
formulou-se uma estratégia prioritária de combate ao problema
da elevação contínua e generalizada dos preços da economia.
Acerca disso, marque a alternativa correta:
a) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação inercial e em
função disso, trabalhou-se prioritariamente a prática do congelamento de
preços.
b) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de oferta e em
função disso, trabalhou-se prioritariamente o estímulo à ampliação da
estrutura produtiva brasileira.
c) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de demanda e
trabalhou-se prioritariamente com metas para a política monetária.
d) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de demanda e
trabalhou-se prioritariamente com metas para a política fiscal.
e) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação inercial e em
função disso, trabalhou-se de forma prioritária as metas para a política
fiscal.
38736334693

COMENTÁRIOS:
Todos os planos da década de 1980 tinham por base o diagnóstico
da inflação inercial e a prioridade de trabalho voltada para o
congelamento de preços.

GABARITO: A

36. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – ANTAQ – 2009) - A


análise da evolução histórica da economia brasileira é essencial
não apenas para a compreensão dos fenômenos cotidianos que a
atingem, mas também, e, sobretudo, para a percepção de suas
vulnerabilidades. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir.

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O chamado plano cruzado, instituído em 1986, tinha por objetivo !
principal combater a inflação que ultrapassara os 200% no ano
anterior e contava com várias condições favoráveis ao seu
sucesso, como o acúmulo de reservas cambiais combinado com
taxa de câmbio favorável, aprovação recente de uma reforma
fiscal e unificação dos orçamentos fiscal e monetário.

COMENTÁRIOS:
Acerca das condições favoráveis à implantação do Plano Cruzado,
tivemos a situação externa favorável com bons níveis de reservas
internacionais provenientes dos superávits comerciais incorridos entre
1984 a 1986. Ao mesmo tempo, no final de 1985 foi realizada uma
reforma fiscal que aumentou a arrecadação tributária e unificou os
orçamentos fiscal e monetário.

GABARITO: VERDADEIRO

37. (CESPE/Unb - Analista Administrativo e Financeiro –


SEGER/ES - 2009) - A análise da economia interna ajuda a
compreender os fenômenos econômicos brasileiros. Baseando-se
nessa análise, julgue o item.

Os mecanismos de proteção à renda do trabalhador, utilizados no


Plano Cruzado, incluíram o reajuste automático dos salários e a
preservação dos dissídios coletivos.

COMENTÁRIOS:
Conforme apresentado no quadro 03, está correta a assertiva. Apenas
para acrescentar mais uma informação, o Plano Cruzado é tido como um
plano que, ao contrário dos planos anteriores já vistos (Plano de Metas,
PAEG, Milagre, etc), foi benéfico às classes pobres e apresentou um efeito
redistributivo de renda a favor dos mais pobres, em virtude do gatilho
salarial e dissídios coletivos que aumentaram o salário real dos
trabalhadores, e da reforma fiscal que aumentou a tributação sobre os
38736334693

ganhos financeiros das grandes empresas.

GABARITO: VERDADEIRO

38. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008)


- A inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia
brasileira motivou a adoção de diversos planos de estabilização.
Acerca desses planos, julgue o item.

No Plano Cruzado, a pressão inflacionária decorrente da expansão


dos gastos de consumo e investimento dificultou a manutenção do
congelamento de preços.

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COMENTÁRIOS: !
O fracasso do Plano pode ser atribuído tanto a problemas de
concepção como de execução. O congelamento durou mais tempo do que
deveria, potencializando os desequilíbrios, provocando o crescimento
descontrolado da demanda interna e a piora das contas externas, o
que certamente contribuiu para o insucesso do plano.

GABARITO: VERDADEIRO

39. (ESAF – APO/MPOG – 2008) - O Plano Bresser, anunciado em


12 de junho de 1987, continha tantos elementos ortodoxos como
heterodoxos. Entre as principais medidas do Plano Bresser não se
encontrava:
a) congelamento de salários por três meses, no nível de 12 de junho, com
o resíduo inflacionário sendo pago em seis parcelas a partir de setembro.
b) aluguéis congelados no nível de junho, sem nenhuma compensação.
c) mudança do regime cambial para um sistema de taxas flutuantes,
definidas livremente no mercado.
d) mudança de base do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para 15 de
junho, sendo que os aumentos foram incorporados à inflação de junho, de
modo a evitar que se sobrecarregasse a inflação de julho.
e) criação da Unidade de Referência de Preços (URP), que corrigiria o
salário dos três meses seguintes, entrando em vigor a partir de setembro
de 1987.

COMENTÁRIOS:
a) congelamento de salários por três meses, no nível de 12 de junho, com
o resíduo inflacionário sendo pago em seis parcelas a partir de setembro.
Correta.

b) aluguéis congelados no nível de junho, sem nenhuma compensação.


Correta.

c) mudança do regime cambial para um sistema de taxas flutuantes,


38736334693

definidas LIVREMENTE no mercado. Incorreta, pois foram adotas


minidesvalorizações diárias em ritmo lento, controlado e não livremente
no mercado.

d) mudança de base do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para 15 de


junho, sendo que os aumentos foram incorporados à inflação de junho, de
modo a evitar que se sobrecarregasse a inflação de julho. Correta.

e) criação da Unidade de Referência de Preços (URP), que corrigiria o


salário dos três meses seguintes, entrando em vigor a partir de setembro
de 1987. Correta.

GABARITO: C

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40. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008)
- A inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia
brasileira motivou a adoção de diversos planos de estabilização.
Acerca desses planos, julgue o item.

O sucesso do Plano Bresser no combate à inflação se fez às


expensas do equilíbrio externo, conforme atestado pelos
substanciais déficits da balança comercial durante a vigência
desse plano.

COMENTÁRIOS:
A assertiva está correta ao falar do equilíbrio externo. Durante o Plano
Bresser, as contas externas operaram no azul, houve superávits na
balança comercial e no balanço de pagamentos em 1987. Tanto é que, no
ano seguinte, em 1988, a moratória da dívida decretada em Fev/87 foi
suspensa e o Brasil voltou a pagar os juros da dívida externa. Entretanto,
a assertiva está errada ao falar que houve sucesso no combate à inflação.
Incorreta, portanto.

GABARITO: FALSO

41. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008)


- A inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia
brasileira motivou a adoção de diversos planos de estabilização.
Acerca desses planos, julgue o item.

No Plano Verão, contrariamente àqueles que o precederam, o


ajuste fiscal, que restringiu fortemente os gastos públicos e
elevou a arrecadação, permitiu que a inflação se mantivesse em
patamares relativamente baixos.

COMENTÁRIOS:
Analisando agora a assertiva da questão, vemos claramente que ela
38736334693

está incorreta, pois a inflação não se manteve em patamares


relativamente baixos.

GABARITO: FALSO

42. (NCE/UFRJ - Tecnologista Júnior – IBGE – 2002) - O Plano


Verão diferencia-se do Plano Cruzado e do Plano Bresser por:
a) não estabelecer a priori uma nova regra de indexação salarial;
b) estabelecer o controle de preços;
c) estabelecer uma reforma monetária, instituindo uma nova moeda;
d) converter os aluguéis residenciais para a nova moeda pelos valores
médios;
e) estabelecer que a taxa de câmbio permaneceria fixa.

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COMENTÁRIOS:

a) Correta. Questão controversa e, mais uma vez, era preciso ver qual
assertiva era a mais certa ou menos errada. O Plano Cruzado estabeleceu
uma nova regra de indexação salarial (o gatilho salarial). O Plano Bresser,
por sua vez, estabeleceu a URP como forma de indexação salarial. O
Plano Verão, pelo menos no início, converteu os salários pela média dos
últimos 12 meses mais a aplicação da URP (quadro 05). Como o Plano
Verão utilizava a URP, mesma regra de indexação do Plano Bresser, a
banca considerou que isto não constituiu nova regra de indexação
salarial, já que é o mesmo instrumento utilizado no plano anterior. Assim,
correta a assertiva, pois: não estabeleceu, a priori, nova regra de
indexação salarial.

b) Incorreta. Todos os três planos utilizaram controle de preços, assim,


o Plano Verão não se diferenciou neste quesito.

c) Incorreta. O Plano Verão instituiu uma nova moeda, o Cruzado Novo,


no entanto, o Plano Cruzado também adotou nova moeda (instituiu o
Cruzado no lugar do Cruzeiro). Ou seja, não houve diferenciação neste
ponto (reforma monetária: instituição de nova moeda).

d) Incorreta. Tal medida foi adotada no Plano Cruzado, porém não foi
adotada no Plano Verão.

e) Incorreta. O câmbio foi fixado no Plano Cruzado e no Plano Verão.


Desta forma, não houve diferenciação.

GABARITO: A

38736334693

...

Bem pessoal, por hoje, é só!

Agora, segue a lista das questões sem os comentários, caso vocês


queiram tentar resolvê-las sem ver o gabarito.

Abraços e até a próxima!


Heber Carvalho e Jetro Coutinho

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS !

01. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde - 2013)- Elaborado


no governo Geisel, o II PND visava à substituição de importações com
ênfase na indústria de base e de insumos básicos, visto que essa medida
contribuiria para superar as dificuldades do balanço de pagamento do
país, em virtude de uma conjuntura internacional recessiva.

02. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos – 2013) -


Em 1973, após o choque do petróleo, a reestruturação da economia
proporcionada pelo lançamento do II PND permitiu superar os problemas
de inflação e restrição externa do balanço de pagamentos.

03. (CESPE/Unb – Economista – TJ/RO – 2012) - O II PND (Plano


Nacional de Desenvolvimento) baseou-se nos estudos do grupo BNDE-
Cepal e sua visão de que existia uma demanda reprimida por bens de
consumo duráveis; esse setor produtivo poderia se transformar em uma
fonte de crescimento devido aos efeitos interindustriais que geraria sobre
a demanda de bens intermediários.

04. (CESPE/Unb - Especialista em Economia – Ministério das


Comunicações – 2013) - Após o choque do petróleo em 1973,
observaram-se queda da inflação e redução da taxa de crescimento da
economia brasileira, o que solucionou os problemas de balanço de
pagamentos do país.

05. (ESAF - EPPGG/MPOG – 2009) - Em fins de 1974, o Governo Federal


lançou o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND). Com relação ao
referido Plano, não se pode dizer que:
a) o Plano significou uma alteração completa nas prioridades da
industrialização brasileira do período do “Milagre” econômico.
b) para realizar o II PND, o Estado foi assumindo um passivo, para
manter o crescimento econômico e o funcionamento da economia.
c) a meta do II PND era manter o crescimento econômico em torno de
38736334693

5% a.a., com crescimento industrial em torno de 6% a.a.


d) a dívida externa cresceu rapidamente no período 74/79, pois a busca
por recursos externos também serviu para cobrir o “hiato de divisas”
existente na execução do Plano.
e) o Plano propunha uma alteração na estrutura produtiva brasileira de
modo que, a longo prazo, diminuísse a necessidade de importações e
fortalecesse a capacidade de exportar de nossa economia.

06. (CESGRANRIO - Analista BACEN – 2010) - A crise econômica


decorrente do grande aumento dos preços do petróleo, em 1973, teve
como resposta, no Brasil, a adoção do II Plano Nacional de
Desenvolvimento (II PND). A execução de tal plano

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a) freou o crescimento da economia brasileira para reduzir as importações !
de petróleo.
b) aumentou a demanda interna por bens de consumo, ao redistribuir a
renda para as classes mais pobres.
c) reduziu o endividamento externo do Brasil por meio de uma política de
diminuição das importações.
d) causou um impacto deflacionário sobre a economia brasileira,
provocado pela forte recessão doméstica.
e) buscou superar a dependência externa, investindo na ampliação da
produção doméstica de bens de capital e de petróleo.

07. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008) - Parte


substancial dos investimentos realizados no âmbito do II Plano Nacional
de Desenvolvimento foi financiada com recursos do setor privado,
impulsionado pelas elevadas taxas de poupança então prevalecentes na
economia brasileira.

08. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - O II PND adotou


como prioridade para o crescimento da economia brasileira com base no
setor
a) da construção civil.
b) produtivo de meios de produção.
c) da agroindústria exportadora.
d) da produção de bens de consumo leve.
e) da produção de bens duráveis.

09. (CESGRANRIO - Profissional Básico – Economia BNDES – 2008) - O


período de 1974-78 foi de adaptação da economia brasileira e mundial à
enorme alta dos preços do petróleo. Nesse período houve mudanças
importantes, tais como:
a) redução substancial dos gastos brasileiros com a importação de
petróleo.
b) redução das taxas de juros no mundo e no Brasil, devido à grande
oferta de "petrodólares" pelos países exportadores de petróleo.
38736334693

c) aumento considerável dos déficits em conta corrente dos países


importadores de petróleo, financiados pela reciclagem dos "petrodólares"
via sistema financeiro internacional.
d) expansão econômica mundial, financiada pela reciclagem dos
"petrodólares" promovida pelo sistema financeiro internacional.
e) grande aumento das exportações brasileiras, mais do que
compensando os maiores gastos com a importação de petróleo.

10. (CESPE/Unb - Economista - PM-RIO BRANCO/AC – 2007) - Os


investimentos realizados no âmbito do II PND (Plano Nacional de
Desenvolvimento), que visava eliminar as restrições estruturais e
externas ao crescimento, concentraram-se nos setores de bens de capital,

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energético e exportador, excluindo-se, porém, investimentos em !
infraestrutura.

11. (CESPE/Unb – Economista – TJ/RO – 2012) - Em 1979, Delfin Neto


assumiu o Ministério da Economia com um discurso desenvolvimentista
mas não adotou medidas para o controle das taxas de juros nem para a
expansão do crédito para a agricultura.

12. (CESPE/Unb – Economista – MS - 2013) - O período compreendido


entre 1974 e 1984 marcou o apogeu e o esgotamento do modelo de
crescimento vigente desde os anos 50 do mesmo século, modelo esse que
foi extinto pelo Estado com base principalmente no endividamento
externo.

13. (CESPE/Unb - Especialista – Economia – ANP – 2013) - Duas escolas


de pensamento versaram sobre o ressurgimento da inflação brasileira,
ocorrida no período de 1974 a 1986. A corrente monetarista encarava o
dinheiro como uma variável dependente, que cresce como resultado dos
aumentos gerais de preços.

14. (ESAF – Analista Técnico de Políticas Sociais – MPOG – 2012) - No fim


da década de 1970 e início dos anos 1980, a economia brasileira
encontrava-se dependente das condições externas e com fortes pressões
inflacionárias. As medidas de ajuste da economia adotadas pelo governo
militar naquele período:
a) visavam a desestimular a captação de recursos externos por meio do
aumento de impostos.
b) buscavam incentivar a demanda interna como forma de promover o
crescimento econômico.
c) promoveram um maior controle da taxa de juros e maior indexação dos
salários.
d) permitiram a flutuação livre do câmbio e de todos os preços da
economia.
e) aboliram a correção monetária. 38736334693

15. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - No final da década


de 70 e início da de 80, o governo tentou reeditar o milagre econômico
através do combate à inflação com crescimento econômico. Dentre as
principais medidas, não está
a) o controle da taxa de juros.
b) a expansão de crédito para a agricultura.
c) a criação do Banco Nacional de Habitação - BNH.
d) a eliminação de incentivos às exportações.
e) a maxidesvalorização do cruzeiro em 30%.
!
16. (CESPE/Unb - Especialista em Economia – Ministério das
Comunicações – 2013) - O ajustamento externo da economia brasileira

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ocorrido no período de 1981 a 1984 ocasionou efeitos recessivos e a !
desvalorização da taxa de câmbio.

17. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos – 2013)-


Os planos de estabilização adotados no período de 1981 a 1984, com
inspiração ortodoxa, conseguiram resolver os problemas de restrição
externa da economia brasileira, porém obtiveram pouco sucesso no
combate à inflação.

18. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos – 2013) -


O ajustamento externo da economia brasileira no período de 1981 a 1984
e o plano trienal do FMI promoveram um ajuste expansionista na
economia, caracterizado pela ampliação do investimento público, pela
apreciação cambial e pela elevação das taxas de juros.

19. (ESAF - Analista de Controle Externo - TCU – 2002) - Quanto à


chamada crise da dívida externa brasileira da primeira metade da década
de 80 é correto afirmar que
a) se enfrentou a crise com a geração de superávits comerciais e, para
tanto, a adoção de um regime de câmbio nominal fixo foi fundamental.
b) apesar da elevação da taxa de juros norte americana em 1979 não
houve dificuldade nos anos 80 em se obter recursos no sistema financeiro
internacional, uma vez que o problema era o pagamento dos juros da
dívida já existente.
c) a redução das taxas de crescimento econômico e a desvalorização da
taxa de câmbio permitiram a geração de superávits comerciais
necessários para pagar os encargos da dívida externa.
d) a recessão ocorrida no Brasil dificultou ainda mais o enfrentamento da
crise da dívida dado o efeito que esta recessão tinha de diminuir as
exportações brasileiras.
e) houve uma diminuição da inflação na primeira metade da década em
função da recessão.

38736334693

20. (CONESUL - Economista JR. CORREIOS – 2008) - O chamado


"setembro negro", em 1982, se caracterizou por uma importante crise de
dívida externa de vários países em desenvolvimento. O país que declarou
a moratória foi
a) o México.
b) a Argentina.
c) a Polônia.
d) o Brasil.
e) o Chile.

21. (CESPE/Unb - Economia - Pref Vila Velha/ES – 2008) - Acerca dos


planos econômicos de desenvolvimento no período pós-guerra, julgue o
próximo item.

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A crise da dívida externa brasileira (1979-1982) não afetou o setor
interno brasileiro, que estava controlado pelo sucesso dos planos
anteriores.

22. (CESPE/Unb - Controlador de Recursos Municipais/ES – 2008) - A


análise da economia mundial é fundamental para o entendimento da
situação econômica brasileira atual. Acerca desse assunto, julgue o item a
seguir.

No período 1974/1979, em resposta ao segundo choque do petróleo e à


alta dos juros externos, que desencadearam a crise da dívida externa, a
correção da taxa de câmbio e das tarifas públicas foi suficiente para
debelar as pressões inflacionárias e reduzir o endividamento da economia
brasileira.

23. (CESPE/Unb - Anal. Exe. em Metr. e Qual. – INMETRO – 2007) - O


estudo da economia brasileira é importante para a compreensão da
situação econômica atual. A respeito desse assunto, julgue o item
subsequente.

No biênio 1983-1984, o Brasil adotou políticas fiscais e monetárias


restritivas que visavam não somente reduzir a demanda agregada, mas
também conter o crescente déficit público.

24. (NCE/UFRJ - Economista Eletrobrás – 2007) - Acerca do período


1981-1983 na economia brasileira, analise as afirmativas a seguir:
I) Foi um período marcadamente recessivo.
II) As exportações não foram afetadas pelas condições econômicas
adversas.
III) As importações foram afetadas pela queda da renda e pela
desvalorização cambial.
IV) O crescimento econômico foi afetado negativamente pela crise
cambial e pelas políticas de ajuste subsequentes. 38736334693

As afirmativas corretas são somente:


a) I e IV;
b) I, II e IV;
c) I, III e IV;
d) I, II, III e IV;
e) nenhuma.

25. (ESAF - AFC/STN – 2008) - Se observarmos a economia brasileira,


entre 1980 e 1984, poderemos notar que:
a) entre os elementos que explicam a geração de superávits comerciais,
para fazer frente aos pagamentos da divida externa no período, está a
diminuição da absorção doméstica.

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b) nesse período, houve o encarecimento da divida externa, tendo sido !
necessária a geração de superávits comerciais para o pagamento dos
juros correspondentes a tal dívida, a partir da crise do México, em 1982,
porém, o acesso a novas fontes privadas de financiamento externo
possibilitou que parte desses pagamentos fosse feito com novos
empréstimos externos.
c) a inflação, durante estes anos, se manteve em patamares bastante
elevados, porém estabilizada.
d) as empresas estatais foram fundamentais no período já que, por meio
delas, o país obteve acesso a empréstimos internacionais, que puderam
ser usados para financiar o déficit no Balanço de pagamentos.
e) a alta inflação brasileira é caracterizada como sendo de custos,
causada pelos choques do petróleo e dos juros internacionais e, no seu
combate, foi utilizado, durante o período, o regime de câmbio fixo.

26. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES – 2013) -


Os planos adotados no período de 1981 a 1984, que não solucionaram os
problemas de restrição externa da economia brasileira, eram
fundamentados em teorias heterodoxas.
!
27. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES – 2013) -
No Primeiro Plano Cruzado, foram congelados preços e salários, o que
gerou distorções nos preços relativos.

28. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES – 2013) -


O restritivo pacote fiscal anunciado como meta do Plano Cruzadinho
causou a forte queda do consumo e obrigou o governo a anunciar o
Segundo Plano Cruzado.

29. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES – 2013) -


Ao contrário do Primeiro Plano Cruzado, o Plano Bresser desconsiderou a
concepção da inflação inercial e manteve preços e salário flexíveis.

30. (CESPE/Unb - Analista – Ciências Econômicas – SEGER/ES – 2013) -


38736334693

A inflação inercial da economia brasileira foi um diagnóstico dado no


Primeiro Plano Cruzado.

31. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2012) - A inflação de


demanda resultante do aumento da renda dos cidadãos foi uma das
principais causas do fracasso dos planos econômicos adotados no Brasil
nos anos 80 do século XX.

A década de 80 do século XX foi marcada por diversos planos de


estabilização ante um processo inflacionário progressivo. A esse respeito,
julgue o item a seguir.

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32. (CESPE/Unb – Economista – MS - 2013) - Plano Cruzado, !
implementado durante o governo Sarney, foi criado com o objetivo de
combater a inflação, admitida como predominantemente inercial. Com o
congelamento de preços e salários, o plano obteve sucesso imediato,
contudo, posteriormente, ocorreram problemas como desabastecimento,
cobranças de ágio e maquiagem de produtos.

33. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – Economia – ANTT – 2013)


- A prática generalizada da correção monetária no Brasil, incidente sobre
as mais variadas formas de contratos no setor real e no financeiro, foi
adotada com os chamados planos heterodoxos de estabilização da
economia, a partir da década de 80 do século passado, o que estabilizava
os índices inflacionários.

34. (NCE/UFRJ - Economista Eletrobrás – 2007) - Entre as principais


características do Plano Cruzado encontram-se, EXCETO:
a) congelamento de preços e salários;
b) diagnóstico de que a inflação brasileira era eminentemente inercial;
c) adoção do gatilho salarial para reajuste dos salários;
d) desindexação de dívidas financeiras com a adoção da chamada
"tablita";
e) política monetária e fiscal fortemente restritiva.

35. (CONSULPLAN - Economista Pref. Guarapari – 2009) - O plano de


estabilização econômica do governo Sarney - Plano Cruzado (1986), o
primeiro de uma série de planos de estabilização que marcaram a década
de 80 do século XX, foi fundamentado em um determinado diagnóstico da
inflação e baseado nesta avaliação, formulou-se uma estratégia prioritária
de combate ao problema da elevação contínua e generalizada dos preços
da economia. Acerca disso, marque a alternativa correta:
a) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação inercial e em
função disso, trabalhou-se prioritariamente a prática do congelamento de
preços.
b) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de oferta e em
38736334693

função disso, trabalhou-se prioritariamente o estímulo à ampliação da


estrutura produtiva brasileira.
c) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de demanda e
trabalhou-se prioritariamente com metas para a política monetária.
d) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação de demanda e
trabalhou-se prioritariamente com metas para a política fiscal.
e) Foi tomado como referência o diagnóstico da inflação inercial e em
função disso, trabalhou-se de forma prioritária as metas para a política
fiscal.

36. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – ANTAQ – 2009) - A análise


da evolução histórica da economia brasileira é essencial não apenas para
a compreensão dos fenômenos cotidianos que a atingem, mas também,

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e, sobretudo, para a percepção de suas vulnerabilidades. Acerca desse !
assunto, julgue o item a seguir.

O chamado plano cruzado, instituído em 1986, tinha por objetivo principal


combater a inflação que ultrapassara os 200% no ano anterior e contava
com várias condições favoráveis ao seu sucesso, como o acúmulo de
reservas cambiais combinado com taxa de câmbio favorável, aprovação
recente de uma reforma fiscal e unificação dos orçamentos fiscal e
monetário.

37. (CESPE/Unb - Analista Administrativo e Financeiro – SEGER/ES -


2009) - A análise da economia interna ajuda a compreender os
fenômenos econômicos brasileiros. Baseando-se nessa análise, julgue o
item.

Os mecanismos de proteção à renda do trabalhador, utilizados no Plano


Cruzado, incluíram o reajuste automático dos salários e a preservação dos
dissídios coletivos.

38. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008) - A


inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia brasileira
motivou a adoção de diversos planos de estabilização. Acerca desses
planos, julgue o item.

No Plano Cruzado, a pressão inflacionária decorrente da expansão dos


gastos de consumo e investimento dificultou a manutenção do
congelamento de preços.

39. (ESAF – APO/MPOG – 2008) - O Plano Bresser, anunciado em 12 de


junho de 1987, continha tantos elementos ortodoxos como heterodoxos.
Entre as principais medidas do Plano Bresser não se encontrava:
a) congelamento de salários por três meses, no nível de 12 de junho, com
o resíduo inflacionário sendo pago em seis parcelas a partir de setembro.
b) aluguéis congelados no nível de junho, sem nenhuma compensação.
38736334693

c) mudança do regime cambial para um sistema de taxas flutuantes,


definidas livremente no mercado.
d) mudança de base do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para 15 de
junho, sendo que os aumentos foram incorporados à inflação de junho, de
modo a evitar que se sobrecarregasse a inflação de julho.
e) criação da Unidade de Referência de Preços (URP), que corrigiria o
salário dos três meses seguintes, entrando em vigor a partir de setembro
de 1987.

40. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008) - A


inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia brasileira
motivou a adoção de diversos planos de estabilização. Acerca desses
planos, julgue o item.

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O sucesso do Plano Bresser no combate à inflação se fez às expensas do
equilíbrio externo, conforme atestado pelos substanciais déficits da
balança comercial durante a vigência desse plano.

41. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008) - A


inflação recorrente que assolou, durante anos, a economia brasileira
motivou a adoção de diversos planos de estabilização. Acerca desses
planos, julgue o item.

No Plano Verão, contrariamente àqueles que o precederam, o ajuste


fiscal, que restringiu fortemente os gastos públicos e elevou a
arrecadação, permitiu que a inflação se mantivesse em patamares
relativamente baixos.

42. (NCE/UFRJ - Tecnologista Júnior – IBGE – 2002) - O Plano Verão


diferencia-se do Plano Cruzado e do Plano Bresser por:
a) não estabelecer a priori uma nova regra de indexação salarial;
b) estabelecer o controle de preços;
c) estabelecer uma reforma monetária, instituindo uma nova moeda;
d) converter os aluguéis residenciais para a nova moeda pelos valores
médios;
e) estabelecer que a taxa de câmbio permaneceria fixa.
!

GABARITO
01 C 02 E 03 E 04 E 05 C 06 E 07 E
08 B 09 C 10 E 11 E 12 C 13 E 14 C
15 C 16 C 17 C 18 E 19 C 20 A 21 E
22 E 23 C 24 C 25 A 26 E 27 E 28 E
29 E 30 C 31 C 32 C 33 E 34 E 35 A
36 C 37 C 38 C 39 C 40 C 41 E 42 A
38736334693

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