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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ALUNO: DANIEL BARBOSA DA COSTA VICENTE DA SILVA

MATERIA: PSICOLOGIA JURÍDICA

Resenha do Documentário: O que o destino me mandar

Em apenas uma hora, o documentário O que o destino me mandar,


retrata quase uma vida inteira de crianças e adolescentes que passaram a maior
parte dos seus dias abrigadas. Muitos estão lá porque a família ainda não tem
condições de recebê-los de volta, enquanto outros aguardam uma nova família.
Existem até mesmo crianças que entraram com 7 anos e atualmente possuem 14
anos.

Algo de se chamar muita atenção no documentário é a solidão em que


vivem as crianças. As filmagens foram realizadas aos fins de semana porque é
quando os abrigados não têm atividades.

Assim como os pequenos, os adolescentes também sofrem. Sabem que


as suas chances de ter uma família são ainda menores, quase nulas. E todas as
dúvidas se tornam ainda mais agonizantes com a chegada da puberdade, mesmo
embora todos os atendentes procurem ajudar. Mas sem dúvidas não é a mesma
coisa quando se tem uma família.

Existem diversos problemas que entravam o processo de adoção ou da


volta das crianças para casa. Um deles é a falta de varas especializadas, o
problema das crianças se perde em meio a tantos crimes. Se a Justiça não ajuda
muito, também faltam políticas públicas para trabalhar com a famílias
desestruturadas. Muitas crianças passam anos nos abrigos até que a família volte
a ter condições de recebê-las. É relativamente fácil tirar a criança do convívio da
família e colocá-la no abrigo, mas e depois?

Por fim, a própria sociedade tem a sua parcela de culpa. A maioria das
pessoas buscam adotar que sejam do sexo feminino, que tenham no máximo dois
anos, pele clara, sem irmãos. No entanto, o perfil das crianças abrigadas no Brasil
é bem diferente.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ALUNO: DANIEL BARBOSA DA COSTA VICENTE DA SILVA

MATERIA: PSICOLOGIA JURÍDICA

Relatório do Documentário: Falcão, meninos do tráfico

O documentário Falcão: meninos do tráfico aborda a inserção de menores


no mundo do crime. Tem como objetivo expor as causas do tráfico e sua
realidade pela perspectiva dos jovens. Para isso, são utilizados recursos
audiovisuais com discurso cinematográfico, relatando fatos cotidianos de uma
comunidade. Se os integrantes das periferias continuarem escondidos do olhar
da sociedade, eles só virarão estatística depois de mortos. Na favela há uma
rede de comunicação e o falcão é o jovem que vigia e toma conta da comunidade
a noite com o auxilio de rádios comunicadores. Não dormem, não descansam e
usam drogas para continuarem alertas e não serem pegos pela polícia e pelos
rivais.

Quem vende a carga, droga, no varejo e movimentam a firma normalmente


são menores de idade. Eles têm consciência de que o crack destrói a vida do
usuário, deixando-o magro, desdentado e sem perspectiva de futuro. Porém, é
por meio dos alucinógenos que advém o sustento da família. Quando os
bandidos não estão com rádio, são os fogueteiros quem avisam a chegada da
polícia, a qual é vista como corrupta e violenta. Se acabar o crime, acaba a
polícia, pois é devido aos subornos que ela complementa seu salário.

As armas excitam os meninos a participarem da criminalidade, por causar


fascínio, impor respeito e atrair mulheres. Os traficantes protegem o morro contra
a polícia ou qualquer outra ameaça, além de ajudar os moradores com o básico
quando é necessário. Quem entrega os bandidos por dinheiro, vulgo X-9, é
morto. A maconha vem de fora do país, e aqui passa por um processo de
preparação, envolvendo as etapas de cortar, desfazer, amarrar e pesar, e só
então é comercializada. Quem participa desses procedimentos não consome
nenhum tipo de alucinógeno.

O crime é tido como o meio mais fácil de sobrevivência já que a sociedade


e o Estado não oferecem oportunidades de estudo e de emprego. Fiel é o
bandido adulto que é tido como exemplo pelos menores, e que o seguem pelo
fato de só assim estarem protegidos. A ausência da figura paterna na vida
desses jovens é explícita. Eles crescem em uma família desestruturada e entram
no mundo do crime por necessidade e por revolta. Fazem pela mãe, a qual é
detentora de grande respeito pelos filhos, o que ela sempre fez por eles. Abdicam
sua infância pela carreira criminosa.
Eles têm conhecimento que o tráfico só tem três caminhos: cadeira de
rodas, morte ou cadeia. Nessa "profissão" não se tem direito a nada e ainda se
arrisca a vida, além de que não conseguem aproveitar o que se ganha pelo fato
de morrerem cedo ou serem presos logo. Sendo assim, quem desfruta do
dinheiro são os familiares e a mulher. Desta forma, é preciso repensar as leis do
Brasil e o conceito de humanidade. Enquanto não se enxergar os problemas de
perto e não se observar se esse é o país almejado, os jovens da periferia
permanecerão aprisionados neste ciclo imposto pelo sistema.