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Adventismo

tEoloGIA
motivo Alberto R. Timm

M
tomam
que re- inistérios inde-

histórico?
o serão pendentes e gru-
a espe- pos dissidentes
nunciar buscam espaço
s boas- nas congregações adventistas sob
e Deus. a alegação de serem os genuínos
das ca- arautos do assim chamado “ad-
alegria ventismo histórico”, que precisa
ra para ser pregado a uma igreja suposta-
Breve análise crítica de um
mente em apostasia doutrinária. segmento que se considera arauto
Alguns desses ministérios e gru- do “adventismo histórico”
na Casa pos definem adventismo históri-
asileira. co como a rejeição da doutrina
da Trindade e da personalidade
do Espírito Santo. Suas princi-
pais características são conside-
corpos radas em um artigo publicado
. Ao se
a, mas
anteriormente.1 Outros ministé-
rios e grupos, mesmo aceitando
a existência da Trindade, alegam
que Cristo assumiu uma nature-
za humana caída, com a mesma
ros) tendência natural para o pecado
dos demais seres humanos.
O presente artigo provê uma
breve análise crítica deste se-
gundo segmento, da perspectiva
do seu apelo à história adventista;
do seu uso da Bíblia e dos escritos
de Ellen G. White; de sua suposta
relevância para a mensagem ad-
ventista, bem como do perfil ético
dos seus postulados. Entre as incoerências históricas do Quão inspirado é o adventismo
segmento em discussão existem duas histórico? – Todos os movimentos dis-
-se sua Quão histórico é o adventismo his- que merecem ser destacadas. Primeira, sidentes da Igreja Adventista do Sétimo
tórico? – As exposições históricas pro- como a teoria de que Cristo veio em Dia, ao longo das décadas, sempre bus-
duzidas pelos adventistas históricos dão carne pecaminosa floresceu entre os an- caram validar seus postulados na Bíblia
a impressão de que todos os pioneiros titrinitários, os adventistas históricos, e nos escritos de Ellen G. White, e o ad-

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acreditavam exatamente como eles, sem por uma questão de coerência, deve- ventismo histórico não é uma exceção.
vozes divergentes; e que a publicação do riam também aceitar o antitrinitaria- Mas uma análise mais detida desse mo-
livro Questions on Doctrine [Questões nismo, negando assim a coeternidade vimento evidencia leituras tendenciosas
Sobre Doutrina], em 1957, introduziu de Cristo com o Pai e a personalidade e parciais dos textos inspirados. Como os
no seio da denominação a assim cha- do Espírito Santo. Segunda, o forte antitrinitários enfatizam os textos que
mada “nova teologia” apóstata. Críticas apego dos adventistas históricos à tra- falam apenas do Pai e do Filho, em detri-

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são feitas também a D. E. Rebok, que dição da igreja, como determinante da mento daqueles que mencionam o Pai, o
revisou em 1949 o clássico livro Bible verdade, acaba suscitando a indagação: Filho e o Espírito Santo, assim também o
Readings for the Home Circle (publicado Não estariam os adventistas históri- segmento da natureza humana caída de
em português como Estudos Bíblicos), cos atribuindo à tradição adventista a Cristo enfatiza os textos que parecem
suprimindo do seu conteúdo a afirma- mesma autoridade que o maior poder endossar sua posição em detrimento da- Designer
Ilustração de Thiago Lobo sobre foto do Centro White

ção de que Cristo veio em “carne peca- eclesiástico atribui à sua própria tra- queles que mencionam que Cristo não ti-
minosa” como a dos demais descenden- dição? Seja como for, devemos aceitar nha tendência para o pecado. Editor Texto
tes de Adão. Mas nenhuma alusão é feita da tradição adventista apenas os com- A grande maioria dos teólogos adven-
ao fato de que tal afirmação, não sendo ponentes que estão em plena confor- tistas concilia as várias declarações inspi-
parte do conteúdo original do livro midade com os ensinos da Bíblia e dos radas sobre a natureza humana de Cristo C.Qualidade

(publicado desde 1889), foi incorporada escritos de Ellen G. White, interpreta- afirmando que ela era física e morfologi-
a partir da edição revisada de 1914! dos adequadamente. camente enfraquecida pelo pecado, mas Depto. Arte

Revista Adventista I maio • 2011 15


espiritual e moralmente sem tendência ao
pecado. Mas, alegando que essa posição Unidos em Cristo Ted N. C. Wilson
apresenta um Cristo híbrido e sem possi- Como a
bilidade de ter sido tentado, os adventis- Enquanto aguardamos para breve a segunda vinda de Cristo, temos o grande privilégio, nhum t
como membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de implorar pelo reavivamento, reforma e por qu
tas históricos preferem ficar apenas com Em R
pela última chuva, enquanto proclamamos as mensagens dos três anjos de Apocalipse 14:6-12.
as declarações que favorecem suas teo- Olhando a Cristo, como fazemos, devemos avançar unidos em nossa mensagem bíblica e mis- que “n
rias. A postura deles pode ser humana- são atribuída pelo Céu. Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 259 nos diz: “O segredo da unidade en- estão re
mente lógica e atrativa; mas é, ao mesmo contra-se na igualdade entre os crentes em Cristo. A razão de todas as divisões, discórdias e fato e s
tempo, parcial e seletiva em sua interpre- diferenças encontra-se na separação de Cristo. Cristo é o centro para o qual todos devem ser fetas ou
tação dos textos sagrados. Sem dúvida, atraídos; pois quanto mais nos aproximarmos do centro, tanto mais nos aproximaremos uns lo ou Jo
dos outros em sentimento, em simpatia, em amor, crescendo no caráter e imagem de Jesus.” se apro
como o primeiro Adão foi tentado sem ter ração c
No entanto, alguns grupos ou ministérios independentes, em diversas partes do mundo,
uma natureza humana caída, assim o se- parecem reclamar para si mesmos um papel profético ou corretivo que, às vezes, pode criar melhor
gundo Adão (Cristo) também o foi, “mas controvérsias que dividem congregações e a irmandade. Como igreja remanescente dos úl- vem um
sem pecado” (Hb 4:15). timos dias, é muito importante olharmos a Cristo em busca de unidade em nossa comissão ração s
doutrinária, dada por Deus para Seu movimento profético, e voltada para a missão. de, e se
Quão relevante é o adventismo Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 61, indica: “Deus tem na Terra uma tados c
igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ra- Igua
histórico? – Um estudo detido do de-
mificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo.” gam qu
senvolvimento das doutrinas adventis- Alguns grupos tomaram a iniciativa de destacar questões como a natureza de Cristo, ten- ge de s
tas revela que o verdadeiro “adventismo tando definir cada aspecto desse profundo assunto e procurando ensinar a necessidade de para si
histórico” abrange todo o sistema de ver- um perfeccionismo impecável. Embora Cristo haja vindo para tomar a natureza humana, de- verdad
dades presentes, desenvolvidas em duas vemos também nos lembrar de que, como Filho de Deus, Ele era perfeito. Como seres hu- Salvad
etapas. O período “pós 1844” foi caracte- manos finitos, simplesmente não entendemos tudo no que se refere à natureza de Cristo, Apel
visto que Ele era plenamente divino e plenamente humano. Porém, pelo dom de profecia, e Sua ju
rizado pela definição de doutrinas dis-
nos é dito em Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 256, que “Tomando sobre Si a natureza hu- se subm
tintivas da fé adventista como a lei e o mana em seu estado decaído, Cristo não participou, no mínimo que fosse, de seu pecado.” Reco
sábado, a segunda vinda de Cristo, o sa-
cerdócio de Cristo no santuário celes-
tial e a imortalidade condicional do ser extremamente crítica e belicosa para de Ellen G. White no livro Testemunhos
humano.2 No período pós-1888, a men- com a igreja e sua liderança. Alguns deles Para Ministros, p. 15-62. Devemos ob-
sagem adventista foi enriquecida com insinuam que a liderança da igreja aca- servar também se tais ministérios pro-
maior ênfase nas doutrinas evangélicas bou apostatando com a publicação do li- movem a humildade pessoal (Mt 23:12),
da salvação pela graça mediante a fé, da vro Questions on Doctrine, em 1957. Um a alegria da salvação (Sl 51:12) e a uni-
plena divindade de Cristo e Sua coeter- de seus mais importantes líderes che- dade da igreja (Jo 17:20-23). Acima de
nidade com o Deus Pai, bem como do gou mesmo a afirmar que o referido li- tudo, devemos confiar na liderança di-
Espírito Santo como a terceira Pessoa vro “atingiu o adventismo do sétimo dia vina. De acordo com Ellen G. White:
da Divindade. com uma destruição doutrinária equi- “Não há nenhuma necessidade de duvi-
A tentativa de redefinir o adventismo valente a um milhão de bombas atômi- dar, de estar temeroso de que a obra não
histórico da perspectiva do antitrinita- cas”. Uma vez que o livro está disponí- seja bem-sucedida. Deus está à frente da
rianismo ou da natureza humana caída vel em português,4 seria oportuno que o obra, e porá tudo em ordem. Caso haja
de Cristo, importante como possa pare- leitor analisasse a validade de tais alega- coisas necessitando serem ajustadas na
cer, acaba reduzindo o amplo espectro da ções à luz do próprio conteúdo do livro. direção da obra, Deus atenderá a isso,
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mensagem adventista. Esta é, sem dúvida, É certo que existem alguns teólogos, e trabalhará para endireitar todo erro.
mais uma estratégia satânica para desviar pastores e líderes que favorecem a noção Tenhamos fé que Deus vai conduzir a
a atenção do amplo sistema de verdades de que Cristo assumiu uma natureza hu- nobre nau que transporta Seu povo, em
presentes, concentrando-a apenas em um mana com tendência para o pecado, mas segurança, para o porto.”6
de seus componentes. Com isso, grande que não fazem disso uma arma para ata-
parte da energia da igreja, que deveria ser car a igreja e sua liderança. Aqueles que ALBERTO R. TIMM é reitor do SALT e
gasta na evangelização do mundo, acaba usam os nomes dessas pessoas para jus- coordenador do Espírito de Profecia da
sendo consumida por infindáveis discus- tificar sua belicosidade dissidente estão Divisão Sul-Americana.
sões internas. Ellen G. White adverte: “Se sendo desonestos para com a postura
Referências
Satanás for capaz de manter homens ocu- ética de tais líderes. Devemos lembrar 1. Ver Alberto R. Timm, “Hermenêutica antitrinitariana moderna:

Designer pados em responder às objeções dos opo- ainda que, de acordo com o Manual da análise metodológica”, Parousia (Unasp-EC), ano 5, nº 1 (1o se-
mestre de 2006), p. 47-59.
nentes, impedindo-os assim de realizar a Igreja, um membro com postura inde- 2. Ver Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas:
Fatores integrativos no desenvolvimento das doutrinas adventistas, 5a

Editor Texto
mais importante obra para o tempo atual, pendente ou separatista pode ser, inclu- ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009).
3. E llen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 376.
seu objetivo será atingido.”3 sive, motivo de disciplina eclesiástica.5 4. Ver Questões Sobre Doutrina, edição anotada (Tatuí, SP: Casa Pu-

Sempre que surgirem indivíduos e blicadora Brasileira, 2009). Cf. Alberto R. Timm, “Questões Sobre
Doutrina: História e impacto na Divisão Sul-Americana”, Parousia,
C.Qualidade
Quão ético é o adventismo histó- ministérios propondo reformar a Igreja, ano 7, nº 2 (2o semestre de 2008), p. 95-109.
5. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ed. rev. em 2005 (Tatuí,
rico? – Muitos adeptos do adventismo devemos primeiramente avaliar seus SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), p. 195.
6. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 390.
Depto. Arte histórico têm assumido uma atitude postulados e atitudes à luz dos conselhos
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