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FRANKS TALBENKAS VERAS MAIA

Eficiência de emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria

estrutural de blocos de concreto

São Paulo

2017

FRANKS TALBENKAS VERAS MAIA

Eficiência de emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria

estrutural de blocos de concreto

Dissertação apresentada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Ciências

Orientador: Profª. Dra. Mercia Maria Semensato Bottura de Barros

São Paulo

2017

FRANKS TALBENKAS VERAS MAIA

Eficiência de emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria

estrutural de blocos de concreto

Dissertação apresentada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Ciências

Área

Construção Civil

de

Concentração:

Inovação

na

Orientador: Profª. Dra. Mercia Maria Semensato Bottura de Barros

São Paulo

2017

Este exemplar foi revisado e corrigido em relação à versão original, sob responsabilidade única do autor e com a anuência de seu orientador.

São Paulo,

de

Assinatura do autor:

Assinatura do orientador:

de

Catalogação-na-publicação

Maia, Franks Talbenkas Veras Eficiência de emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria estrutural de blocos de concreto / F. T. V. Maia -- versão corr. -- São Paulo, 2017. 352 p.

Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia de Construção Civil.

1.Alvenaria estrutural 2.Alvenaria armada 3.Barras 4.Molas helicoidais I.Universidade de São Paulo. Escola Politécnica. Departamento de Engenharia de Construção Civil II.t.

Dedico este trabalho à minha mãe, Maria. A ela devo o amor aos livros e a determinação em buscar respostas ao que desperta minha curiosidade.

AGRADECIMENTOS

Meus sinceros agradecimentos:

À Prof. a Dr. a Mercia Maria Semensato Bottura de Barros não apenas pela orientação

e pelo apoio neste trabalho mas também pelo exemplo de ser humano ao longo dos anos nos quais convivemos. Admiro a dedicação e o amor ao próximo demonstrados por ela em inúmeras situações. Seus exemplos me tornaram uma pessoa melhor.

Ao Prof. o Dr. o Luiz Sérgio Franco por ter acreditado no meu potencial, pela paciência e pela solicitude na coorientação deste trabalho, além da idealização do projeto de pesquisa colaborativa entre a Escola Politécnica, a ARCO e a HM Engenharia S/A.

Ao Prof. o Dr. o Guilherme Aris Parsekian, pelas colaborações no exame de qualifi- cação e por estar sempre disposto a compartilhar o conhecimento acumulado.

Ao Prof. o Dr. o Francisco Ferreira Cardoso pelo apoio desde os anos finais de minha graduação.

Aos funcionários e pesquisadores do Hall Tecnológico pela ajuda e pela paciência na etapa experimental do trabalho.

Aos funcionários e pesquisadores do Laboratório de Estruturas e Materiais Estru- turais (LEM) pelas colaborações na pesquisa experimental.

Aos funcionários e pesquisadores do Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência de Materiais (LME) pelo auxílio na caracterização dos materiais básicos.

Ao Eng. o Ivan Tessarolo por estar sempre disposto a colaborar na pesquisa experi- mental com seu conhecimento técnico desde as primeiras horas da manhã.

À HM Engenharia S/A, agradeço na pessoa do Eng. o Marcos Antônio Feliciani.

Primeiro por ter acreditado no resultado da parceria entre as empresas e a Escola Politéc-

nica. Segundo pelos inúmeros exemplos de consideração e respeito aos seus funcionários, independente do grau de instrução ou cargo que ocupam.

A todos que contribuíram e que ainda contribuirão para a evolução do abnT E X2 1 , por tornarem a vida dos estudantes de pós-graduação menos árdua. Devido à livre colaboração, nós estudantes podemos nos preocupar mais com o texto em si e menos com as intricadas formatações.

A todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho.

1 https://github.com/abntex/abntex2

"No conhecimento das coisas, nada melhor do que decompô-las e analisar até seus mais simples elementos. Uma excelente atitude na investigação consiste em remontar à origem das coisas" (Fusco, Péricles Brasiliense).

RESUMO

MAIA, F. T. V. Eficiência de emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria estrutural de blocos de concreto. 2017. 352 p. Dissertação (Mestrado) — Escola Politécnica, São Paulo, 2017.

Emendas por traspasse são criadas pela justaposição de barras de aço em um determinado comprimento, assegurando que elas se manterão em posição. Assim como em outros sistemas estruturais, a alvenaria estrutural de blocos de concreto utiliza barras de aço como reforço dos elementos quanto à resistência à tração, mais proeminentes em edifícios altos devido à ação dos ventos. As armaduras são projetadas para serem alocados no interior dos blocos,

e a prática construtiva no Brasil é posicionar as armaduras de aço antes dos blocos serem

assentados. Devido à essa prática, as paredes precisam ser construídas em pelo menos duas

etapas, para considerar a altura limite imposta pela armadura posicionada ao operário

na elevação dos blocos. Para aumentar a eficiência na elevação das paredes de alvenaria, hélices circulares são propostas como componentes de confinamento do graute que envolve

a emenda, permitindo a elevação da parede em etapa única. A armadura é colocada dentro

da seção transversal da espiral após a parede de alvenaria ser completamente elevada. O objetivo desta investigação é avaliar a eficiência da emenda por traspasse, com hélice circular atuando como componente do confinamento do graute que envolve a emenda. Quatro configurações de emenda distintas foram ensaiadas: a primeira, referência, foi justaposta e amarrada com arame; a segunda foi espaçada, porém sem a presença de um componente de confinamento; a terceira foi espaçada e continha uma hélice circular com passo de 3,5 cm; e a quarta foi espaçada e continha uma hélice circular com passo de 8,0 cm. Os ensaios permitiram concluir que a hélice de traspasse é um componente eficiente no confinamento das emendas por traspasse em alvenaria estrutural de blocos de concreto. Análises estatísticas dos resultados demonstram que emendas por a emenda com hélice circular de 3,5 cm não só é equivalente à emenda por referência do ponto de vista da resistência à tração, como também contribui para a redução de fissuras.

Palavras-chave: Alvenaria estrutural. Alvenaria armada. Barras. Molas helicoidais.

ABSTRACT

MAIA, F. T. V. Efficiency of vertical reinforcement lap splices in concrete block masonry. 2017. 352 p. Dissertação (Mestrado) — Escola Politécnica, São Paulo, 2017.

Lap slices are created by the overlapping of reinforcement bars over a specified length and reassuring that they stay in place. As with other structural systems, concrete block masonry uses reinforcing steel to carry the tensile loads which are more prominent on tall buildings due to the effect of wind. Reinforcing bars are designed to be placed inside block cells. The construction practice in Brazil is to place the reinforcing steel before the block units are laid. With this practice, walls need to be built in at least two lifts to account for the height limits imposed by the mason having to lift each block over the reinforcing bars. To increase the efficiency of wall construction, spirals are proposed as confinement components of the grout surrounding the lap splices, allowing a single-lift wall construction. The vertical reinforcement is then placed inside the cross-section of the spiral after the laying of blocks is complete. The objective of this investigation is to evaluate the efficiency of lap splices with spirals as confinement components of grout. Four types of single-bar splice specimens were prepared during the test program consisting of: first, contact lap splices tied by steel lock wires; second, non-contact lap splices without any confinement components; third, non-contact lap splices with the surrounding grout confined by spirals with 35 mm pitch; fourth, non-contact lap splices with the surrounding grout confined by spirals with 80 mm pitch. The results of the experimental program show that spirals are efficient confinement components of non-contact lap splices in concrete block masonry. Statistical analysis of results demonstrate that non-contact lap splices confined by spirals with 35 mm pitch are not only equivalent with contact lap splices regarding their ultimate tensile resistance, but also contribute to the reduction of cracks.

Keywords: Masonry. Reinforced masonry. Bars. Coil springs.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1

Elevação da alvenaria

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Emendas por traspasse

29

Figura 2

Figura 3

Assentamento de um bloco

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Figura 4

Etapa intermediária na elevação da alvenaria

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Figura 5

Etapa final na elevação da alvenaria

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Elemento de alvenaria

33

Figura 6

Figura 7 – Primeira etapa na execução da alvenaria armada: linha de referência . –

Figura 8

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Segunda etapa na execução da alvenaria armada: verificação

34

34

Figura 9 – Terceira etapa na execução da alvenaria armada: nivelamento

 

35

Figura 10 – Quarta etapa na execução da alvenaria armada: elevação até meia altura 35 Figura 11 – Quinta etapa na execução da alvenaria armada: grauteamento interme-

Figura 12

. Sexta etapa na execução da alvenaria armada: elevação final

diário

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Figura 13 – Janela de visita para remoção dos detritos na limpeza e inspeção no

grauteamento

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Figura 14 – Família de blocos 14 x 39

40

Figura 15 – Aderência por adesão

44

Figura 16 – Aderência por atrito Figura 17 – Aderência mecânica

44

45

– Figura 19 – Resultante inclinada das forças longitudinal e axial

Figura 18

. Figura 20 – Bielas diagonais comprimidas de concreto para as barras tracionadas .

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Fissuração na região do concreto que envelopa a barra de aço

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45

46

46

Figura 21 – Bielas diagonais comprimidas de concreto para as barras comprimidas .

46

Figura 22

– Soluções para redução da fissuração axial e fendilhamento

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Figura 23 – Confinamento de pilar por hélice circular

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Figura 24 – Hélice circular

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Figura 25 – Alguns tipos de emendas entre barras

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Figura 26 – Emendas por traspasse

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Figura 27 – Tensões ao longo da emenda

Figura 28 – Ensaios para o estudo da eficiência do grauteamento em elementos de

52

alvenaria

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. Figura 29 – Esquema das pequenas paredes grauteadas e não grauteadas (medidas

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em cm)

. Figura 30 – Esquema dos prismas (medidas em cm)

Figura 31

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Ensaio de "push-out" à esquerda e ensaio de "pull-out" à direita

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57

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Figura 33 – Geometria dos corpos de prova no ensaio de "pull-out" (dimensões em

cm)

. Figura 34 – Geometrias adotadas para os corpos de prova de concreto

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resistentes internas

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polegadas)

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Figura 35 – Configuração do corpo de prova, traspasse, fissuras longitudinais e forças

Figura 36 – Ruptura e forças resistentes na alvenaria estrutural

63

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Figura 37 – Paredes de alvenaria construídas (dimensões em polegadas)

65

Figura 38 – Três tipos de confinamento de armaduras estudados (dimensões em

Figura 39 – Gráfico de tensão de compressão por deformação, normalizado em relação à resistência à compressão do prisma Figura 40 – Corpo de prova de referência, sem armadura e sem confinamento (medi-

66

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das em milímetros)

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Figura 41 – Corpo de prova de referência, com armadura e sem confinamento (me-

didas em milímetros)

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. Figura 42 – Corpo de prova de referência, com armadura e confinamento (medidas

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em milímetros)

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. Figura 43 – Principais dimensões do componente de confinamento adotado por

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Paturova (2006) (medidas em milímetros)

. Figura 44 – Pequenas paredes moldadas com (a) traspasse por contato e (b) traspasse

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espaçado

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Figura 45 – Paredes moldadas com (a) traspasse por contato e (b) traspasse espaçado 73

Figura 46 – Configuração do ensaio de tração nas pequenas paredes

74

Figura 47 – Configuração do ensaio de flexão nas paredes (medidas em milímetros) Figura 48 – Situações previstas em projeto como (a) verga interferindo na emenda por traspasse adjacente à abertura; e não previstas em projeto como

74

(b) desalinhamento na armadura de espera na laje por falha construtiva 75

Figura 49 – Referências e remediações estudadas na pesquisa (medidas em milímetros) 76

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Figura 50 – Vista frontal do CPP Figura 51 – Vista isométrica do CPP

. Figura 52 – Configuração de ensaio em dupla emenda

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Figura 53 – Grupos e configurações dos corpos de prova prismáticos

 

83

Figura 54 – Hélice com passo de 3,5 cm

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Figura 55 – Hélice com passo de 8,0 cm

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Figura 56 – Conf. R

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Figura 57 – Conf. E

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Figura 58 – Conf. 4

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Figura 59 – Conf. 8

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Figura 60 – Ambiente protegido de intempéries no empreendimento 28 da HM Engenharia localizado no bairro Morumbi da cidade de São Paulo

 

86

Figura 61 – Confecção das hélices circulares

87

Figura 62 – Blocos das extremidades

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. Figura 64 – Região de aplicação dos extensômetros

Figura 63 – Blocos das emendas

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Figura 65 – Ensaios de compressão dos blocos vazados de concreto

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Figura 66 – Ruptura característica

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Figura 67 – Curvas de tensão por deformação para a amostra da armadura de 12,5 . Figura 68 – Curvas de tensão por deformação deformação para a amostra da arma-

mm

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dura de 16,0 mm

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Figura 69 – Curvas de tensão por deslocamento para a amostra do fio de 5,0 mm . 102

. Figura 71 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

Figura 70 – Equipamentos utilizados nos ensaios

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configuração 4, amostra 3

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. Figura 72 – Abertura de fissuras simétricas

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Figura 73 – Abertura de fissuras e variação na força aplicada pelo equipamento

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. Figura 75 – Ensaio do grupo A, configuração R

Figura 74 – Forças extraídas dos gráficos

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Figura 76 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração R

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Figura 77 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração R, amostra 1

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Figura 78 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração R, amostra 2

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Figura 79 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

. Figura 80 – Ensaio do grupo A, configuração E Figura 81 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração E

Figura 82 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

. Figura 83 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

. Figura 84 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

. Figura 85 – Ensaio do grupo A, configuração 4

. Figura 86 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 4 Figura 87 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração R, amostra 3

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configuração E, amostra 1

configuração E, amostra 2

configuração E, amostra 3

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configuração 4, amostra 1

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111

. 112

113

114

. 115

. 116

. 117

118

119

. 120

Figura 88 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 4, amostra 2

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121

Figura 89 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 4, amostra 3

. Figura 90 – Ensaio do grupo A, configuração 8

. Figura 91 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

.

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. 122

123

124

Figura 92 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, amostra 1

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. 125

Figura 93 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, amostra 2

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. 126

Figura 94 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, amostra 3

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. 127

 

128

Figura 95 – Ensaio do grupo B, configuração R Figura 96 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração R

. Figura 97 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

.

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129

configuração R, amostra 1

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. 130

Figura 98 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração R, amostra 2

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131

Figura 99 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração R, amostra 3

. Figura 100 – Ensaio do grupo B, configuração E

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. 132

133

Figura 101 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração E

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134

Figura 102 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração E, amostra 1

.

. Figura 103 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

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. 135

configuração E, amostra 2

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. 136

Figura 104 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração E, amostra 3

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. 137

. Figura 105 – Ensaio do grupo B, configuração 4

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138

Figura 106 – Ruptura do aço nos ensaios do grupo B, configuração 4

139

Figura 107 – Ruptura em padrão de hélice

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140

Figura 108 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração 4 Figura 109 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B,

141

configuração 4, amostra 1

.

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. 142

Figura 110 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração 4, amostra 2

.

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. 143

Figura 111 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração 4, amostra 3

.

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. 144

. Figura 112 – Ensaio do grupo B, configuração 8

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145

Figura 113 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração 8 Figura 114 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

146

configuração 8, amostra 1

.

. Figura 115 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

.

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. 147

configuração 8, amostra 2

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. 148

Figura 116 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

. Figura 117 – Aplicação da emenda em situação real

configuração 8, amostra 3

. Figura 118 –Maiores deformações iniciais nos extensômetros I1 e S2

.

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. 149

153

170

Figura 119 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração R

173

Figura 120 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração E

174

Figura 121 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4

175

Figura 122 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

Figura 130 – Curvas granulométricas dos materiais básicos

.

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176

Figura 123 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração R

177

Figura 124 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração E

178

Figura 125 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4

179

Figura 126 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8

180

Figura 127 – Curvas representativas dos ensaios no grupo A

181

Figura 128 – Curvas representativas dos ensaios no grupo B

181

Figura 129 – Comportamento das curvas no escorregamento da armadura

185

196

Figura 131 – Dimensões principais dos blocos vazados de concreto

196

Figura 132 – Referências para medições das espessuras mínimas das paredes

197

Figura 133 – Vista superior do bloco sem escala

.

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197

. Figura 135 – Referências para medições dos vazados dos blocos

Figura 134 – Corte A-A sem escala

.

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. 197

198

Figura 136 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura

de 12,5 mm

.

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. Figura 137 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura

.

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264

de 12,5 mm

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265

Figura 138 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 3 da armadura

de 12,5 mm

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266

Figura 139 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura

de 16,0 mm

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267

Figura 140 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura

de 16,0 mm

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268

Figura 141 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 3 da armadura

de 16,0 mm

.

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269

Figura 142 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 1 do fio de

5,0 mm

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270

Figura 143 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 2 do fio de

5,0 mm

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271

Figura 144 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 3 do fio de

5,0 mm

.

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. Figura 145 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

.

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272

de prova 1 .

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273

Figura 146 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

de prova 2 .

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274

Figura 147 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

de prova 3 .

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275

Figura 148 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

de prova 4 .

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.

. Figura 149 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

.

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276

de prova 5 .

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277

Figura 150 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo

de prova 6 .

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.

. Figura 151 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R Figura 152 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

.

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278

279

configuração R, corpo de prova 1

.

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. 280

Figura 153 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração R, corpo de prova 2

.

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281

Figura 154 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração R, corpo de prova 3

.

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. 282

Figura 155 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

de prova 1 .

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283

Figura 156 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

de prova 2 .

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284

Figura 157 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

de prova 3 .

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.

. Figura 158 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

.

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285

de prova 4 .

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. Figura 159 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

.

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286

de prova 5 .

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287

Figura 160 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo

de prova 6 .

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.

. Figura 161 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E

.

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288

289

Figura 162 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração E, corpo de prova 1

.

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. 290

Figura 163 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração E, corpo de prova 2

.

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291

Figura 164 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração E, corpo de prova 3

.

. Figura 165 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

.

.

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. 292

de prova 1 .

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293

Figura 166 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

de prova 2 .

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294

Figura 167 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

de prova 3 .

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295

Figura 168 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

de prova 4 .

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.

. Figura 169 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

.

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296

de prova 5 .

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297

Figura 170 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo

de prova 6 .

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. Figura 171 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4 Figura 172 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

.

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298

299

configuração 4, corpo de prova 1

.

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300

Figura 173 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 4, corpo de prova 2

.

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301

Figura 174 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 4, corpo de prova 3

.

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302

Figura 175 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

de prova 1 .

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303

Figura 176 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

de prova 2 .

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304

Figura 177 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

de prova 3 .

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. Figura 178 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

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305

de prova 4 .

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. Figura 179 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

.

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306

de prova 5 .

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307

Figura 180 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo

de prova 6 .

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. Figura 181 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

.

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308

309

Figura 182 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, corpo de prova 1

.

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310

Figura 183 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, corpo de prova 2

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311

Figura 184 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A,

configuração 8, corpo de prova 3

.

. Figura 185 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

.

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312

de prova 1 .

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313

Figura 186 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

de prova 2 .

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314

Figura 187 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

de prova 3 .

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315

Figura 188 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

de prova 4 .

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. Figura 189 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

.

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316

de prova 5 .

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317

Figura 190 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo

de prova 6 .

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.

. Figura 191 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R Figura 192 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

.

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318

319

configuração R, corpo de prova 1

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. 320

Figura 193 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração R, corpo de prova 2

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321

Figura 194 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração R, corpo de prova 3

.

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. 322

Figura 195 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

de prova 1 .

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323

Figura 196 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

de prova 2 .

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324

Figura 197 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

de prova 3 .

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. Figura 198 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

.

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325

de prova 4 .

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. Figura 199 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

.

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326

de prova 5 .

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327

Figura 200 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo

de prova 6 .

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. Figura 201 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E

.

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328

329

Figura 202 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração E, corpo de prova 1

.

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. 330

Figura 203 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração E, corpo de prova 2

.

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331

Figura 204 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração E, corpo de prova 3

.

. Figura 205 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

.

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. 332

de prova 1 .

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333

Figura 206 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

de prova 2 .

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334

Figura 207 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

de prova 3 .

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335

Figura 208 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

de prova 4 .

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. Figura 209 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

.

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336

de prova 5 .

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337

Figura 210 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo

de prova 6 .

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.

. Figura 211 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4 Figura 212 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

.

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338

339

configuração 4, corpo de prova 1

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340

Figura 213 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração 4, corpo de prova 2

.

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341

Figura 214 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração 4, corpo de prova 3

.

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342

Figura 215 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

de prova 1 .

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343

Figura 216 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

de prova 2 .

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344

Figura 217 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

de prova 3 .

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. Figura 218 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

.

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345

de prova 4 .

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. Figura 219 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

.

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346

de prova 5 .

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347

Figura 220 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo

de prova 6 .

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. Figura 221 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8

.

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348

349

Figura 222 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

configuração 8, corpo de prova 1

.

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350

Figura 223 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

 

configuração 8, corpo de prova 2

.

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351

Figura 224 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B,

 

configuração 8, corpo de prova 3

.

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352

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Valores para o coeficiente função da porcentagem de barras emendadas

na mesma seção

.

. Tabela 2 – Materiais dos componentes básicos nos diferentes grupos ensaiados Tabela 3 – Dosagens unitárias dos grautes utilizados no programa experimental

.

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54

80

 

em volume de materiais secos

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87

Tabela 4

Dosagens unitárias das argamassas utilizadas no programa experimental

.

em volume de materiais secos

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88

Tabela 5

. Dados de caracterização dos materiais básicos

 

92

Tabela 6

Resistências mecânicas características calculadas

 

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93

Tabela 7 – Resistências mecânicas à compressão médias nas amostras de argamassa 94

Tabela 8 – Abatimentos de troncos de cone para os grautes utilizados na pesquisa Tabela 9 – Resistências mecânicas médias à compressão médias nas amostras de

 

95

grautes

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96

Tabela 10 – Resistências mecânicas médias à tração médias nas amostras de grautes 97 Tabela 11 – Principais dados coletados nas caracterizações das armaduras de 12,5 mm 99 Tabela 12 – Principais dados coletados nas caracterizações das armaduras de 16,0 mm101

Tabela 13 – Forças extraídas dos gráficos e símbolos utilizados como referência

fissuração médias do grupo B com significância 5%

.

.

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.

107

Tabela 14 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração R

110

Tabela 15 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração E

115

Tabela 16 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 4

120

Tabela 17 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 8

125

Tabela 18 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração R

130

Tabela 19 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração E

134

Tabela 20 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 4

141

Tabela 21 – Forças nos ensaios d%o grupo B, configuração 8

147

Tabela 22 – Resumo dos dados das força de primeira fissuração no grupo A

154

Tabela 23 – Análise de variância das força de primeira fissuração no grupo A

155

Tabela 24 – Resumo dos dados das força de primeira fissuração no grupo B

155

Tabela 25 – Análise de variância das força de primeira fissuração no grupo B

156

Tabela 26 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças de primeira

Tabela 27 – Resumo dos dados das forças de final de regime elástico no grupo A

156

158

Tabela 28 – Análise de variância das forças de final de regime elástico no grupo A . 158

159

Tabela 30 – Análise de variância das forças de final de regime elástico no grupo B . 159

Tabela 29 – Resumo dos dados das forças de final de regime elástico no grupo B

Tabela 32 – Análise de variância das forças críticas no grupo A

.

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160

 

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161

Tabela 33 – Resumo dos dados das forças críticas no grupo B Tabela 34 – Análise de variância das forças críticas no grupo B

. Tabela 35 – Análise de variância das forças críticas no grupo B, excluindo-se a

.

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161

configuração E

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. 162

Tabela 36 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças críticas médias

do grupo B com significância 5%

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. 162

Tabela 37 – Resumo dos dados das forças de ruptura no grupo B

164

Tabela 38 – Análise de variância das forças de ruptura no grupo B

164

Tabela 39 – Análise de variância das forças de ruptura no grupo B, excluindo-se a

configuração E

.

. Tabela 40 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças de ruptura médias

.

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. 165

do grupo B com significância 5%

.

. Tabela 41 – Deslocamentos de início do regime elástico identificados no grupo A

.

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cados no grupo A

cados no grupo B

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. 166

167

Tabela 42 – Deslocamentos de início do regime elástico identificados no grupo B

167

Tabela 43 – Valores médios dos deslocamentos de início do regime elástico identifi-

Tabela 44 – Valores médios dos deslocamentos de início do regime elástico identifi-

168

168

. Tabela 45 – Análise de variância do deslocamento inicial no grupo A

.

.

.

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.

169

Tabela 46 – Análise de variância do deslocamento inicial no grupo B

Tabela 47 – Derivada da força em relação ao deslocamento para o grupo A

169

171

Tabela 48 – Derivada da força em relação ao deslocamento para o grupo B

171

Tabela 49 – Valores médios da derivada da força em relação ao deslocamento para

o grupo A .

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172

Tabela 50 – Valores médios da derivada da força em relação ao deslocamento para

o grupo B

.

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172

Tabela 51 – Comparação entre as forças críticas do grupo A e o escoamento do aço

em relação ao estado limite de serviço

.

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183

Tabela 52 – Comparação entre as forças críticas do grupo B e o escoamento do aço

em relação ao estado limite de serviço

.

. Tabela 53 – Comparação entre as forças críticas do grupo B e a ruptura do aço em

.

.

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183

relação ao estado limite de último

. Tabela 54 – Dados de caracterização dos materiais básicos

.

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. 184

195

Tabela 55 – Dimensões principais dos blocos de 8 MPa

198

Tabela 56 – Espessuras mínimas das paredes dos blocos de 8 MPa

199

. Tabela 58 – Dimensões principais nos vazados dos blocos de 8 MPa

Tabela 57 – Raios das mísulas para os blocos de 8 MPa

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 200

201

Tabela 59 – Dimensões principais dos blocos de 14 MPa

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

202

Tabela 60 – Espessuras mínimas das paredes dos blocos de 14 MPa

203

Tabela 61 – Raios das mísulas para os blocos de 14 MPa

204

Tabela 62 – Dimensões principais nos vazados dos blocos de 14 MPa

205

Tabela 63 – Absorção e área líquida para os blocos de 8 MPa

206

Tabela 64 – Absorção e área líquida para os blocos de 14 MPa

206

Tabela 65 – Resistências mecânicas à compressão nas amostras coletadas dos blocos 207

Tabela 66 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração R

208

Tabela 67 – Alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração R

209

Tabela 68 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração E

210

Tabela 69 – Alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração E

211

Tabela 70 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4

212

Tabela 71 – Alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4

213

Tabela 72 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8

214

Tabela 73 – Alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8

215

Tabela 74 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração R

216

Tabela 75 – Alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração R

217

Tabela 76 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração E

218

Tabela 77 – Alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração E

219

Tabela 78 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4

220

Tabela 79 – Alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4

221

Tabela 80 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8

222

Tabela 81 – Alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8

223

Tabela 82 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo A, configuração R

224

Tabela 83 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo A, configuração E

225

Tabela 84 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo A, configuração 4

226

Tabela 85 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo A, configuração 8

227

Tabela 86 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo B, configuração R

228

Tabela 87 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo B, configuração E

229

Tabela 88 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo B, configuração 4

230

Tabela 89 – Resistências mecânicas das argamassas do grupo B, configuração 8

231

Tabela 90 – Abatimentos de troncos de cone para os grautes utilizados na pesquisa 232

Tabela 91 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração R

233

Tabela 92

– Alturas da amostra do graute do grupo A, configuração R

234

Tabela 93 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração E

235

Tabela 94

– Alturas da amostra do graute do grupo A, configuração E

236

Tabela 95 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração 4

237

Tabela 96

– Alturas da amostra do graute do grupo A, configuração 4

238

Tabela 97 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração 8

239

Tabela 99 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração R

241

Tabela 100 – Alturas da amostra do graute do grupo B, configuração R

242

Tabela 101 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração E

242

Tabela 102 – Alturas da amostra do graute do grupo B, configuração E

243

Tabela 103 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração 4

244

Tabela 104 – Alturas da amostra do graute do grupo B, configuração 4

245

Tabela 105 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração 8

246

Tabela 106 – Alturas da amostra do graute do grupo B, configuração 8

247

Tabela 107 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade

nos grautes do grupo A, configuração R

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

248

Tabela 108 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade

nos grautes do grupo A, configuração E

. Tabela 109 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração 4

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

249

250

Tabela 110 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração 8

251

Tabela 111 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade

nos grautes do grupo B, configuração R

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

252

Tabela 112 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade

nos grautes do grupo B, configuração E

. Tabela 113 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração 4

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

253

254

Tabela 114 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração 8

255

Tabela 115 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo A, configuração R

256

Tabela 116 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo A, configuração E

257

Tabela 117 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo A, configuração 4

258

Tabela 118 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo A, configuração 8

259

Tabela 119 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo B, configuração R

260

Tabela 120 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo B, configuração E

261

Tabela 121 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo B, configuração 4

262

Tabela 122 – Resistências mecânicas dos grautes do grupo B, configuração 8

263

Tabela 123 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração R

282

Tabela 124 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração E

292

Tabela 125 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 4

302

Tabela 126 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 8

312

Tabela 127 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração R

322

Tabela 128 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração E

332

Tabela 129 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 4

342

Tabela 130 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 8

352

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO

 

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27

1.1

Objetivo

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31

1.2

Metodologia

 

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31

1.3

Estrutura do trabalho

 

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32

2

COMPORTAMENTO MECÂNICO

 

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33

2.1

Componentes empregados

 

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39

2.1.1

Materiais básicos

 

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39

2.1.2

Blocos de concreto

 

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.

39

2.1.3

Argamassa de assentamento

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40

2.1.4

Graute

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42

2.1.5

Armaduras

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42

2.2

Transferência de esforços

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43

2.3

Emendas entre barras

 

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49

2.4

Emendas por traspasse

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51

2.5

Principais pesquisas em alvenaria estrutural

 

55

2.5.1

Izquierdo (2015)

 

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55

2.5.2

Sorić e Tulin (1988)

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61

2.5.3

Shing et al. (1993)

 

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65

2.5.4

Paturova (2006)

 

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67

2.5.5

Ahmed e Feldman (2012)

 

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71

2.5.6

Kisin e Feldman (2015)

 

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75

2.6

Considerações sobre o comportamento mecânico

 

77

3

PROGRAMA EXPERIMENTAL

 

79

3.1

Grupos

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80

3.2

Geometria dos corpos de prova

 

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80

3.3

Configurações

 

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82

3.4

Execução dos corpos de prova

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85

3.4.1

Materiais utilizados

 

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86

3.4.2

Instrumentação dos corpos de prova

.

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89

3.5

Transporte e acomodação

 

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90

3.6

Caracterização dos materiais

 

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91

3.6.1

Materiais básicos

 

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91

3.6.2

Blocos de concreto

 

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92

3.6.3

Argamassa de assentamento

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94

3.6.4

Graute

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95

3.6.5

Armaduras

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97

3.7

Ensaios de tração

 

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102

3.7.1

Grupo A, configuração R

 

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107

3.7.2

Grupo A, configuração E

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112

3.7.3

Grupo A, configuração 4

 

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117

3.7.4

Grupo A, configuração 8

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122

3.7.5

Grupo B, configuração R

 

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127

3.7.6

Grupo B, configuração E

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132

3.7.7

Grupo B, configuração 4

 

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137

3.7.8

Grupo B, configuração 8

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144

3.8

Considerações sobre o programa experimental

 

149

4

ANÁLISES

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151

4.1

Forças de interesse

 

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151

4.1.1

Forças de início do regime elástico

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151

4.1.2

Forças de primeira fissuração

 

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. 153

4.1.3

Forças de final do regime elástico

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157

4.1.4

Forças críticas

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. 159

4.1.5

Forças de ruptura

 

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. 163

4.1.6

Forças de final do curso

 

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166

4.2

Remoção da trecho de acomodação

 

167

4.3

Deformações nos extensômetros

 

170

4.4

Trecho elástico linear

 

.

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171

4.5

Curvas características

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172

4.6

Comprimento de traspasse e aderência

 

182

4.7

Interpretação do fenômeno

.

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.

184

4.8

Comparações com demais pesquisas

 

186

5

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

187

5.1

Sugestões para pesquisas futuras

 

188

REFERÊNCIAS

.

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190

APÊNDICE A – RESULTADOS EXPERIMENTAIS

 

195

A.1

Caracterização dos materiais

 

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195

A.1.1

Materiais básicos

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195

A.1.2

Blocos de concreto

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196

A.1.3

Argamassa de assentamento

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. 207

A.1.4

Graute

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A.1.5

A.2

. Tração nas emendas

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Armaduras

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263

272

27

1 INTRODUÇÃO

Estruturas de alvenaria são definidas pelo uso de paredes como principal elemento de suporte (FRANCO, 1992). Elas têm sido utilizadas há mais de dez mil anos pela humanidade em construções em forma de pirâmide, com empilhamento de rochas e largas bases para garantia de estabilidade, dimensionadas de maneira empírica com os materiais disponíveis na região (DRYSDALE et al., 1993).

No Brasil, até a primeira metade da década de 1960, as estruturas de alvenaria também utilizavam os materiais disponíveis na região e eram calculadas como resultado do conhecimento empírico acumulado, sem especificações de projeto ou critérios de dimen- sionamento definidos (PARSEKIAN et al., 2012). Contudo, nos dias atuais, a alvenaria estrutural é um dos processos construtivos mais competitivos e adotados na construção de residências unifamiliares, hospitais, escolas, centros comerciais e edifícios de múltiplos pavimentos (CORRÊA, 2012).

De acordo com Corrêa (2012), boa parte do desenvolvimento da alvenaria estrutural no Brasil se deve à aproximação entre empresas de incorporação e construção em alvenaria estrutural e as universidades brasileiras, em especial nas últimas três décadas.

Neste contexto, o presente trabalho foi desenvolvido dentro do projeto de pesquisa colaborativa entre a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), a Assessoria em Racionalização Construtiva (ARCO) e a HM Engenharia S/A, empresa que projeta, incorpora e constrói unidades habitacionais tanto de interesse social quanto de mercado popular.

A parceria entre a academia e a construtora foi realizada com o objetivo de se

desenvolver um inovador processo construtivo em alvenaria estrutural de blocos vazados

de concreto com elevado grau de industrialização e mecanização.

O desenvolvimento e implementação da parceria foi separado em duas fases princi-

pais. Na primeira fase foram realizadas otimizações no processo de alvenaria estrutural

existente. Na segunda fase foram propostas mudanças no processo construtivo da HM Engenharia S/A. As principais etapas e soluções do inovador processo construtivo são:

a execução das paredes em etapa única por pavimento;

a utilização de vergas e contravergas pré-fabricadas;

o içamento de lajes pré-fabricadas; e

a utilização de grautes usinados e bombeados aos vazados.

Capítulo 1. Introdução

28

Uma das mudanças propostas exigiu a avaliação do comportamento mecânico das emendas por traspasse em armaduras verticais da alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto, identificando a ação de um componente inovador que garantisse a eficiência da transferência de tensões entre as barras emendadas.

Inovação, no contexto da construção civil de edifícios, é o aperfeiçoamento tecno- lógico derivado das atividades de pesquisa e desenvolvimento aplicados na produção do edifício que possuem como resultados melhor desempenho, maior qualidade e menor custo do edifício ou de um sistema (SABBATINI, 1989).

Na indústria da construção civil de edificações, o conceito adotado para sistema construtivo racionalizado é o definido por Sabbatini (1989): "processo construtivo de elevados níveis de industrialização e de organização, constituído por um conjunto de elementos e componentes inter-relacionados e completamente integrados pelo processo". Ainda segundo Sabbatini (1989), denomina-se processo construtivo o organizado e bem definido modo de se construir um edifício.

Uma das maneiras de se classificar a tecnologia de construção em alvenaria estrutural diz respeito à atuação da armadura no edifício: ela pode ser não armada, armada ou protendida (PARSEKIAN et al., 2012).

As alvenarias não armadas são comumente utilizadas em edifícios de baixa e média altura, nos quais as tensões de tração e cisalhamento são de magnitude muito baixa ou inexistentes e, por isto, podem ser resistidas sem o emprego de armaduras pelo elemento de alvenaria: bloco, argamassa de assentamento e, eventualmente, graute. Alvenarias que requerem o uso de armaduras para resistir às tensões de tração e cisalhamento ou aumento de ductilidade são denominadas armadas.

O primeiro edifício em alvenaria não armada no Brasil, denominado Jardim Pru- dência, foi construído em 1977, com 9 pavimentos e blocos de concreto silicocalcário (MOHAMAD et al., 2015). O ano de 1966 marcou o início da alvenaria estrutural armada no Brasil com a construção do conjunto habitacional Central Park Lapa, um edifício de quatro pavimentos localizado em São Paulo (TAUIL; NESE, 2010). A alvenaria armada em edifícios altos se iniciou no país em 1970, com a construção de um edifício de 16 pavimentos denominado Muriti, em São José dos Campos (MOHAMAD et al., 2015).

Alvenarias protendidas são indicadas quando as forças de tração e cisalhamento implicam dimensionamentos pouco econômicos em alvenaria armada. Parsekian et al. (2012) indicam a sua utilização em arrimos, galpões, vigas, paredes corta-fogo, barreira acústica e em aplicações que requeiram maiores ductilidade, controle de fissuras e estabilidade.

As solicitações de tração geradas pelas ações dos ventos, mais expressivas em edifícios altos, estão entre os esforços que levam à necessidade de se dimensionar a alvenaria armada. Estes esforços são resistidos por armaduras de aço alocadas no interior

Capítulo 1. Introdução

29

dos blocos em regiões definidas por projeto, conforme ilustra a Figura 1.

Figura 1 – Elevação da alvenaria

ilustra a Figura 1. Figura 1 – Elevação da alvenaria Fonte: adaptado de Tauil e Nese

Fonte: adaptado de Tauil e Nese (2010)

Uma das formas para a transferência de esforços entre barras ao longo de todos os pavimentos do edifício é a emenda por traspasse. A Figura 26 ilustra este detalhe:

a justaposição longitudinal das armaduras em um determinado comprimento mantidas

solidárias por meio da amarração com arames em duas ou mais seções do trecho emendado.

Figura 2 – Emendas por traspasse

do trecho emendado. Figura 2 – Emendas por traspasse Fonte: Fusco (2013) Nota: l v é

Fonte: Fusco (2013)

Nota: l v é o comprimento da emenda por traspasse nas barras de diâmetro φ

Para garantir que as armaduras mantenham-se posicionadas de maneira adequada,

a amarração da armadura do novo pavimento com a armadura do pavimento anterior, já

finalizado, recomenda-se ser feita previamente ao assentamento dos blocos de alvenaria. Portanto, os blocos são assentados por encamisamento das armaduras, criando assim uma interferência no processo de elevação da parede de alvenaria. A Figura 3 ilustra a armadura

já posicionada.

Capítulo 1. Introdução

30

Figura 3 – Assentamento de um bloco

1. Introdução 30 Figura 3 – Assentamento de um bloco Fonte: Tauil e Nese (2010) No

Fonte: Tauil e Nese (2010)

No caso do emprego de armadura de aço com a altura de um pé-direito, sem emenda

intermediária, há perda de produtividade devido à dificuldade construtiva de se realizar o

trabalho. Assim, o usual é que a armadura seja posicionada com metade do pé-direito,

havendo uma emenda à meia altura da alvenaria. O grauteamento do vazado ocorre então

em dois momentos: na etapa intermediária (Figura 4) e na etapa final, no respaldo da

alvenaria (Figura 5).

Figura 4 – Etapa intermediária na eleva- ção da alvenaria

4 – Etapa intermediária na eleva- ção da alvenaria Fonte: adaptado de Tauil e Nese (2010)

Fonte: adaptado de Tauil e Nese (2010)

Figura 5 – Etapa final na elevação da alve- naria

Figura 5 – Etapa final na elevação da alve- naria Fonte: adaptado de Tauil e Nese

Fonte: adaptado de Tauil e Nese (2010)

A interrupção da elevação da parede alvenaria para o grauteamento intermediário

e posicionamento de nova emenda aumenta o ciclo de produção, uma vez que são inseridas

duas pausas na produção. A primeira pausa ocorre antes do vertimento do graute nos

Capítulo 1. Introdução

31

vazados dos blocos devido à espera da cura da argamassa de assentamento, caso contrário

o lançamento e adensamento do graute pode retirar os blocos de seu posicionamento. A

segunda pausa também é necessária para a cura do graute lançado. Observações feitas nas obras da HM Engenharia indicam que o processo de grauteamento em um pavimento tipo

ocupa boa parte da produção de um dia útil.

A colocação da barra após a elevação da alvenaria pode racionalizar o processo

construtivo não só por facilitar a elevação da alvenaria sem a interferência da barra na

elevação da parede de alvenaria, como também por permitir a realização do grauteamento em apenas um lance por pavimento, contribuindo para a redução de um dia no ciclo de produção de cinco dias da HM Engenharia S/A para um pavimento tipo.

Por praticidade e potencial aumento de produtividade, algumas construtoras podem considerar a prática de atar as barras após a elevação da parede através do limitado espaçamento dos pontos de limpeza e verificação do grauteamento. Esta prática, no entanto, não garante a eficiência do traspasse, uma vez que o posicionamento das barras pode não ser observado segundo as especificações de projeto.

O potencial aumento da produtividade resulta do contexto de se elevar a parede

de alvenaria em etapa única por pavimento, com a utilização de uma hélice circular como elemento de confinamento da emenda por traspasse, de maneira a garantir a transferência

de esforços entre as barras emendadas.

Destacam-se, além da produtividade, a garantia do posicionamento das barras dentro de uma seção transversal circular pré-determinada, a facilidade de execução, uma adequada costura na região da emenda e o aumento do confinamento no volume interno do graute envolvido pela hélice circular.

Aliada à execução de vergas e contravergas em elementos pré-fabricados; ao içamento de lajes pré-fabricadas; à utilização de grautes usinados e bombeados aos vazados; e às

demais medidas de otimização e inovação adotadas; a hélice circular pode contribuir para

a racionalização no inovador processo construtivo em alvenaria estrutural proposto para a HM Engenharia S/A.

1.1 Objetivo

O objetivo desta pesquisa é avaliar a eficiência da emenda por traspasse, com hélice

circular atuando como componente de confinamento do graute que envolve a armadura, em elementos verticais grauteados na alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto.

1.2 Metodologia

Para se atingir o objetivo proposto neste trabalho, aplicou-se o método científico. Goldhaber e Nieto (2010) citam que o método passa pelas seguintes etapas principais,

Capítulo 1. Introdução

32

seguidas nesta pesquisa.

Observação sistemática, com a revisão bibliográfica referente ao comportamento mecânico das emendas por traspasse.

Formulações de hipóteses, com a identificação das variáveis que influenciam no comportamento mecânico das emendas por traspasse.

Experimentos, com o teste as hipóteses levantadas.

Medições, com a extração dos dados gerados pelos experimentos.

Análises, com a identificação da validade das hipóteses.

Revisão das hipóteses, com as considerações finais relativas à pesquisa.

1.3 Estrutura do trabalho

O texto foi estruturado de acordo com os temas principais dos assuntos tratados e está dividido em cinco capítulos, enumerados na seguinte sequência.

1. Introdução: abrange a contextualização, justificativa, objetivo, metodologia e es- trutura da dissertação.

2. Comportamento mecânico: abrange a revisão bibliográfica do comportamento mecânico das emendas por traspasse tanto em estruturas de concreto armado quanto em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto, incluindo programas experi- mentais pertinentes.

3. Programa experimental: abrange a apresentação dos métodos experimentais adotados na pesquisa e a sequência lógica da construção, transporte e ensaios dos corpos de prova. Os principais resultados também são apresentados neste item.

4. Análises: abrange as análises dos resultados experimentais e a análise teórica. Este capítulo contém também uma comparação entre os resultados com demais pesquisas.

5. Considerações finais: apresenta as conclusões possíveis de serem extraídas do trabalho, bem como propostas para a pesquisas posteriores.

33

2 COMPORTAMENTO MECÂNICO

O elemento de alvenaria armada é formado usualmente pelo bloco, argamassa de

assentamento, armaduras de aço e graute (microconcreto), componente responsável pela solidarização entre a armadura e o bloco. A Figura 6 ilustra os componentes citados em um elemento de alvenaria denominado pilastras isoladas, que substitui o pilar convencional

para apoio de cargas isoladas.

Figura 6 – Elemento de alvenaria

apoio de cargas isoladas. Figura 6 – Elemento de alvenaria Fonte: Tauil e Nese (2010) O

Fonte: Tauil e Nese (2010)

O processo construtivo na elevação das paredes de alvenaria armada, segundo

Tauil e Nese (2010) e também adotado pela HM Engenharia S/A, pode ser resumido nas seguintes etapas:

1. Execução da linha de referência para colocação dos blocos, indicado na Figura 7.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

34

Figura 7 – Primeira etapa na execução da alvenaria armada: linha de referência

na execução da alvenaria armada: linha de referência Fonte: Tauil e Nese (2010) 2. Colocação a

Fonte: Tauil e Nese (2010)

2. Colocação a seco dos blocos para verificação da modulação, indicado na Figura 8.

Figura 8 – Segunda etapa na execução da alvenaria armada: verificação

etapa na execução da alvenaria armada: verificação Fonte: Tauil e Nese (2010) 3. Colocação da argamassa

Fonte: Tauil e Nese (2010)

3. Colocação da argamassa da primeira fiada sobre a laje ou viga baldrame, indicado na Figura 9.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

35

Figura 9 – Terceira etapa na execução da alvenaria armada: nivelamento

etapa na execução da alvenaria armada: nivelamento Fonte: Tauil e Nese (2010) 4. Elevação da parede

Fonte: Tauil e Nese (2010)

4. Elevação da parede até meia altura após a amarração da armadura, indicado na Figura 10.

Figura 10 – Quarta etapa na execução da alvenaria armada: elevação até meia altura

execução da alvenaria armada: elevação até meia altura Fonte: Tauil e Nese (2010) 5. Grauteamento dos

Fonte: Tauil e Nese (2010)

5. Grauteamento dos vazados ao se atingir a meia altura da parede, indicado na Figura 11.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

36

Figura 11 – Quinta etapa na execução da alvenaria armada: grauteamento intermediário

execução da alvenaria armada: grauteamento intermediário Fonte: Tauil e Nese (2010) 6. Elevação da parede até

Fonte: Tauil e Nese (2010)

6. Elevação da parede até sua altura final prevista ou respaldo, indicado na Figura 12. Assim como indicado na Figura 10, há nesta etapa a interferência da barra na colocação dos blocos, uma vez que para se garantir o posicionamento da emenda, é recomendada a prática de se realizar a amarração da emenda por traspasse antes da elevação da parede. Há também a interferência entre barras e os blocos tipo canaleta, o que obriga esses componentes a serem cortados antes do assentamento e, como consequência, aumenta a perda de blocos.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

37

Figura 12 – Sexta etapa na execução da alvenaria armada: elevação final

etapa na execução da alvenaria armada: elevação final Fonte: Tauil e Nese (2010) Procede-se ao grauteamento

Fonte: Tauil e Nese (2010)

Procede-se ao grauteamento final dos vazados segundo o projeto. Em cada etapa de grauteamento, devem ser observados os seguintes itens, de acordo com a norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011b):

os vazados devem estar alinhados e desobstruídos;

o lançamento deve ser feito de uma altura menor ou igual a 1,6 m. No caso da utilização de grautes devidamente aditivados, que garantam a coesão sem segregação, é permitido o lançamento do componente a partir de uma altura máxima de 2,8 m (ABNT, 2011b);

os vazados devem ser molhados antes de se verter o graute;

deve se empregar haste com diâmetro entre 10 e 15 mm de diâmetros, com compri- mento suficiente para atingir toda a extensão do vazado;

janelas de visitas devem ser criadas para limpeza e inspeção no grauteamento, de acordo com a Figura 13;

Capítulo 2. Comportamento mecânico

38

Figura 13 – Janela de visita para remoção dos detritos na limpeza e inspeção no grautea- mento

dos detritos na limpeza e inspeção no grautea- mento Fonte: Tauil e Nese (2010) De acordo

Fonte: Tauil e Nese (2010)

De acordo com o procedimento para a preparação de corpos de prova prismáticos no

Anexo A da norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a), percebe-se que existe uma preocupação

com a movimentação dos blocos quando no lançamento do graute em seus vazados. Espera-

se que os blocos mantenham seu posicionamento relativo à parede, o que indica que se

deve aguardar a cura da argamassa de assentamento antes do lançamento do graute.

Mesmo que sejam desconsideradas as interferências das barras na elevação das

paredes de alvenaria, as pausas geradas para vertimento do graute nos vazados e posterior

cura do componente vertido podem aumentar o ciclo de produção no processo de elevação

da parede de alvenaria em um pavimento.

Observações feitas nas obras da HM Engenharia S/A indicam que o processo

de grauteamento em um pavimento tipo ocupa boa parte da produção de um dia útil.

Contribuem para o tempo despendido nesta tarefa a produção do graute em pequenos

volumes com misturador mecânico e o lançamento do graute com baldes de maneira

manual.

O grauteamento em uma única etapa propiciado pela introdução das barras após

a elevação da alvenaria pode representar uma racionalização significativa no processo de

execução da parede de alvenaria, inclusive com redução do ciclo de produção do pavimento

tipo, desde que seja garantida a eficiência da ligação entre as barras emendadas.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

39

2.1 Componentes empregados

Ao invés de se esgotar o assunto relativo aos componentes empregados na alvenaria estrutural, pretende-se nesta seção apresentar e sintetizar os principais componentes, com base na normalização existente e na literatura de Drysdale et al. (1993) e Parsekian et al.

(2012).

2.1.1

Materiais básicos

Consideram-se materiais básicos o cimento, a areia e o pedrisco; utilizados como componentes dos elementos graute e argamassa de assentamento.

As normas norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a) e norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011b) não especificam diretamente as características e propriedades pertinentes aos materiais básicos. No entanto, estas especificações estão indiretamente indicadas em normalizações referentes aos componentes utilizados.

A normalização referente à execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos de concreto, norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011b), indica que no caso das argamassas e grautes não industrializados, deve-se assegurar que os agregados obedeçam às prescrições da norma NBR 7211 (ABNT, 2009). Esta norma versa a respeito dos requisitos para recepção e produção dos agregados miúdos e graúdos destinados à produção de concretos de cimento Portland.

De acordo com a norma NBR 7211 (ABNT, 2009), consideram-se como agregado graúdo os grãos que passam pela peneira de malha de 75 mm e ficam retidos na peneira de malha de 4,75 mm.

No caso dos materiais básicos utilizados na alvenaria estrutural, o pedrisco se encaixa nesta faixa e, portanto, pode ser considerado um agregado graúdo.

Para o caso dos agregados miúdos, ainda se considerando a norma NBR 7211 (ABNT, 2009), são classificados os grãos que passam pela peneira de malha de 4,75 mm. Dos materiais básicos utilizados na alvenaria estrutural, a areia média se enquadra nesta classificação.

2.1.2 Blocos de concreto

Blocos são os componentes mais comuns na alvenaria estrutural. Blocos de concreto, no entanto, evoluíram como um moderno componente na construção nos últimos dois séculos (DRYSDALE et al., 1993). A resistência está diretamente relacionada ao volume de cimento utilizado, considerando que o cimento é o material básico aglomerante nos traço de fabricação dos blocos de concreto e sua resistência pode ser garantida pela boa hidratação do cimento (PARSEKIAN et al., 2012).

Capítulo 2. Comportamento mecânico

40

Ainda segundo Parsekian et al. (2012), a produção dos blocos vazados de concreto utilizados na alvenaria estrutural é feita em modernas vibro prensas, com moldes que propiciam a configuração de formatos pré-determinados para os blocos de alvenaria estrutural.

Os blocos são classificados em famílias, como as família de blocos 14 x 39 ilustrada na Figura 14, por exemplo.

Figura 14 – Família de blocos 14 x 39

14, por exemplo. Figura 14 – Família de blocos 14 x 39 Fonte: Tauil e Nese

Fonte: Tauil e Nese (2010)

Segundo a norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a), a especificação dos blocos deve ser feita de acordo com a norma NBR 6136 (ABNT, 2014b), normalização referente aos requisitos para os blocos vazados de concreto simples para alvenaria. Para caracterização e controle, a norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011a) indica que devem ensaios devem ser realizados de acordo com a norma NBR 12118 (ABNT, 2013a).

2.1.3 Argamassa de assentamento

Além da transferência de esforços entre as unidades de alvenaria, a argamassa existente nas juntas permite a acomodação dos blocos e irregularidades existentes nas unidades, proteção em face aos fatores ambientais e contribui para um baixo custo da estrutura (PARSEKIAN et al., 2014).

Apesar de existir uma contribuição da argamassa de assentamento na aderência entre os blocos, a contribuição à tração em relação ao elemento emenda por traspasse pode

Capítulo 2. Comportamento mecânico

41

ser desprezada quando este é submetido a esforços de tração, visto que a tensão resistente da argamassa é rapidamente atingida quando o elemento é submetido aos ensaios de tração (AHMED; FELDMAN, 2012), resultando no aparecimento de fissurações na região das juntas e consequente fissuração da argamassa.

Uma pesquisa recente de Kisin e Feldman (2015) indica que, caso os pontos terminais das barras nas emendas por traspasse finalizarem nas seções das juntas, há um comprometimento da força máxima resistida pelo elemento emenda. Isso demonstra a fragilidade do elemento alvenaria na junta de argamassa.

De acordo com a norma NBR 13281 (ABNT, 2005c), as argamassas devem ser classificadas de acordo com os seguintes requisitos:

resistência à compressão;

densidade de massa aparente no estado endurecido;

resistência à tração na flexão da argamassa;

coeficiente de capilaridade;

densidade de massa no estado fresco;

retenção de água;

resistência potencial de aderência à tração.

Cada requisito possui uma escala que entre 1 a 6. A combinação dos requisitos gera uma classificação final para a argamassa de acordo com a norma NBR 13281 (ABNT,

2005c).

Parsekian et al. (2012) afirmam que as normas de projeto e execução de alvenaria estrutural especificam principalmente a resistência à compressão de argamassas tradicionais de cimento, cal e areia, de acordo com o primeiro requisito da norma NBR 13281 (ABNT, 2005c). De uma maneira geral, Parsekian et al. (2012) indicam a utilização de argamassas de assentamento com resistência à compressão na faixa entre 70% e 150% da resistência à compressão do bloco.

No estado fresco, a principal característica é a trabalhabilidade, e seu controle pode ser feitos em laboratório por meio do ensaio de consistência segundo a norma NBR 13276 (ABNT, 2005a). Em campo, no entanto, é comum o controle ser feito por traço pré-determinado e inspeção visual.

Para o controle da argamassa de assentamento no estado endurecido, a norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011b) indica que deve ser seguida a metodologia descrita na norma

Capítulo 2. Comportamento mecânico

42

NBR 13279 (ABNT, 2005b); ou, no caso de controle na obra, seguir o Anexo D da norma de execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos de concreto.

2.1.4 Graute

O graute é um componente importante na alvenaria armada, pois é ele que propicia

a solidariedade entre as barras inseridas nos vazados e os blocos que as envolvem, além de aumentar a capacidade resistente do elemento de alvenaria (DRYSDALE et al., 1993). Como fluido, deve preencher completamente o vazado no qual será vertido, além de possuirem

elevado abatimento de tronco de cone, entre 200 e 250 mm segundo (DRYSDALE et al., 1993), com alto fator água/cimento quando comparado ao concreto. A adição de cal ou plastificante também contribui para a trabalhabilidade do graute.

Para elementos de alvenaria armada, a resistência à compressão característica deve ser especificada com valor mínimo de 15 MPa, observando que esta seja menor ou igual a 1,5 vezes a resistência do bloco na área líquida. Parsekian et al. (2012) indicam que uma estimativa inicial para a resistência do graute pode ser de 2 a 2,5 vezes a resistência à compressão do bloco, aproximado para as classes de resistência de concreto 15, 20 e 25 MPa. Prevalece, no entanto, os valores de resistência ensaiados no prisma cheio.

De acordo com a norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a), a avaliação da influência do graute na resistência à compressão deve ser feita mediante o ensaio de compressão de prismas, pequenas paredes ou paredes, segundo as diretrizes da norma NBR 5739 (ABNT,

2007a).

2.1.5

Armaduras

As armaduras são utilizadas na alvenaria estrutural como componentes resistentes

a esforços de tração e cisalhamento, para aumento da resistência à compressão a cargas

centradas e para prover ductilidade em situações necessárias, como as construções em regiões sujeitos a abalos sísmicos (PARSEKIAN et al., 2012). As armaduras também são empregadas na redução da manifestação de patologias como fissuras geradas por retração, variações de temperatura e carregamentos. (DRYSDALE et al., 1993).

O mesmo tipo de barras aplicadas no concreto armado é utilizado na alvenaria

estrutural. De acordo com a norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a) o diâmetro máximo permitido para as barras é de de 6,3 mm no caso de estarem localizadas nas juntas de

assentamento, e de 25 mm nas demais situações. Deve ser observada uma taxa máxima de armadura de 8% do vazado a ser grauteado (PARSEKIAN et al., 2012).

A norma NBR 15961-2 (ABNT, 2011b) indica que os fios e barras de aço utilizados

na alvenaria estrutural devem atender aos requisitos estabelecidos na norma NBR 7480

(ABNT, 2007b).

Capítulo 2. Comportamento mecânico

43

2.2 Transferência de esforços

A transferência de esforços de tração, tanto no concreto armado quanto na alvenaria estrutural, depende da compatibilidade entre o concreto e o componente de reforço - usualmente o aço - utilizado no elemento (NAWY, 2009).

Considerando que o alongamento à tração do concreto é pequeno, com deformações entre 0,15 e 0,25 mm/m, maiores solicitações de tração fissuram o concreto, fazendo com que as barras de aço passem a atuar na resistência à tração do elemento (LEONHARDT, 1977). Os dois materiais, aço e concreto, trabalham em conjunto de maneira harmoniosa, com as desvantagens de um material contrabalanceadas pelas vantagens do outro (MCCORMAC; BROWN, 2013).

Fusco (2013) afirma, por exemplo, que a existência do concreto armado depende essencialmente da solidariedade existente entre seus materiais componentes, concreto e aço. Fato também constatado por Nawy (2009), ao afirmar que as barras de aço devem ser solidárias ao concreto em relação às deformações, de modo a prever uma descontinuidade ou separação dos materiais no carregamento.

De fato, uma consideração básica feita no projeto de estruturas, de acordo com McCormac e Brown (2013), é a ausência de escorregamento entre o concreto e componente que atua como reforço, ou seja: considera-se que existe uma adequada aderência entre os componentes utilizados. A aderência é, portanto, um importante fenômeno para a transferência de esforço entre barras.

Segundo Fusco (2013), a aderência entre os dois componentes, aço e concreto, é compostas por diversas parcelas decorrentes de diferentes fenômenos que intervêm na ligação dos dois materiais. As principais parcelas são:

1. Aderência por adesão, ilustrada na Figura 15.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

44

Figura 15 – Aderência por adesão

mecânico 44 Figura 15 – Aderência por adesão Fonte: Fusco (2013) De acordo com Fusco (2013),

Fonte: Fusco (2013)

De acordo com Fusco (2013), esta parcela de aderência se deve à resistência de separação dos dois materiais, devido às ligações físico-químicas criadas durante as reações de pega do cimento.

2. Aderência por atrito, ilustrada na Figura 16.

Figura 16 – Aderência por atrito

ilustrada na Figura 16. Figura 16 – Aderência por atrito Fonte: Fusco (2013) Ainda segundo Fusco

Fonte: Fusco (2013)

Ainda segundo Fusco (2013), a aderência por atrito deriva dos coeficientes de atrito dos dois materiais, função da rugosidade superficial da barra de aço. A aderência por atrito é maximizada pela pressão transversal exercida pelo concreto sobre a barra, consequência da retração do concreto.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

45

Figura 17 – Aderência mecânica

mecânico 45 Figura 17 – Aderência mecânica Fonte: Fusco (2013) A terceira e última parcela

Fonte: Fusco (2013)

A terceira e última parcela contribuinte para a aderência entre o concreto e as barras de aço é a aderência mecânica, resultante, segundo Fusco (2013), das saliências presentes na superfície da barra. Essas saliências, ou nervuras, são responsáveis pela mobilização das tensões de compressão do concreto.

Os estudos de aderência realizados por Goto (1971) indicam que há uma micro fissuração intensa na região do concreto que envolve a armadura, conforme ilustra a Figura 18.

Figura 18 – Fissuração na região do concreto que envelopa a barra de aço

na região do concreto que envelopa a barra de aço Fonte: Fusco (2013) Estudo da aderência

Fonte: Fusco (2013)

Estudo da aderência entre concreto e armadura sob carregamento cíclico realizados por Valle (1994) indicam que a repetição de cargas causa ruptura dos pontos de ligação responsáveis pela aderência por adesão, de modo que se tornam mais importantes as contribuições à aderência por atrito e por ações mecânicas.

Ações diagonais, conforme ilustra a Figura 19, podem não parecer intuitivas a primeira vista, porém elas são consequência da combinação a ação longitudinal gerada

Capítulo 2. Comportamento mecânico

46

pelas nervudas no concreto; com a ação axial gerada pelo apoio do sistema. Essas ações

radiais geram um fendilhamento do concreto, de modo a contribuir para a redução da

aderência.

Figura 19 – Resultante inclinada das forças longitudinal e axial

19 – Resultante inclinada das forças longitudinal e axial Fonte: Fusco (2013) Segundo Fusco (2013), o

Fonte: Fusco (2013)

Segundo Fusco (2013), o equilíbrio dos esforços nas ancoragens e emendas por

traspasse é obtido por um efeito de arqueamento das tensões, com a formação das bielas

comprimidas de concreto, ilustradas na Figura 20 para as barras tracionadas e na Figura 21

para as barras comprimidas.

Figura 20 – Bielas diagonais comprimidas de concreto para as barras tra- cionadas

comprimidas de concreto para as barras tra- cionadas Fonte: Fusco (2013) Figura 21 – Bielas diagonais

Fonte: Fusco (2013)

Figura 21 – Bielas diagonais comprimidas de concreto para as barras comprimidas

Fonte: Fusco (2013) Figura 21 – Bielas diagonais comprimidas de concreto para as barras comprimidas Fonte:

Fonte: Fusco (2013)

Capítulo 2. Comportamento mecânico

47

A eficiência da ligação existente entre os dois materiais depende essencialmente das tensões que agem transversalmente à barra, ao invés das tensões longitudinais, conforme se pensava outrora ao se recomendar a ancoragem das armaduras em zonas longitudinalmente comprimidas (FUSCO, 2013).

Deve-se, portanto, reduzir tanto quanto possível a fissuração axial, de forma a manter as bielas diagonais comprimidas de concreto. Fusco (2013) sugere três soluções simples para reduzir esta fissuração, indicadas na Figura 22.

Figura 22 – Soluções para redução da fissuração axial e fendilhamento

para redução da fissuração axial e fendilhamento Fonte: Fusco (2013) Tanto a compressão transversal, quanto

Fonte: Fusco (2013)

Tanto a compressão transversal, quanto o cintamento helicoidal são soluções que favorecem o aparecimento de um estado de compressão transversal, que por sua vez aumentam a aderência. Já as armaduras transversais de costura absorvem os esforços de tração, mantendo as bielas comprimidas.

Além da redução da fissuração, o confinamento proporcionado pelo cintamento helicoidal, também denominado de espiral ou hélice circular, contribui para o reforço à flambagem de estruturas comprimidas (ALLEN; IANO, 2008).

A Figura 23 ilustra uma aplicação da hélice circular no confinamento da armadura de um pilar.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

48

Figura 23 – Confinamento de pilar por hélice circular

48 Figura 23 – Confinamento de pilar por hélice circular Fonte: Allen e Iano (2008) Segundo

Fonte: Allen e Iano (2008)

Segundo Weisstein (2015), hélices circulares (Figura 24) são curvas espaciais com parâmetros indicados nas equações paramétricas em 2.1, nas quais a tangente possui ângulo constante em relação a uma linha fixa.

Figura 24 – Hélice circular

a tangente possui ângulo constante em relação a uma linha fixa. Figura 24 – Hélice circular

Fonte: Weisstein (2015)

Capítulo 2. Comportamento mecânico

49

nas quais:

t

[0; 2π);

r

é o raio da hélice; e

x

y

z

=

= = c · t

r

r

· cos t ·

sin t

(2.1)

2πc é uma constante que fornece o espaçamento vertical entre pontos da hélice.

O comprimento do arco pode ser calculado de acordo com a Equação 2.2.

s = t · r 2 + c 2

2.3 Emendas entre barras

(2.2)

Emendar as barras é garantir que os esforços sejam transferidos entre barras distintas que participam do elemento emenda, sem prejuízos aos componentes e, consequentemente, aos elementos que compõem a alvenaria estrutural (FUSCO, 2013).

Segundo McCormac e Brown (2013), deve-se levar em consideração os seguintes itens em relação às emendas entre barras:

1. Emendar barras nunca reproduz exatamente o comportamento de uma barra contínua.

2. O objetivo das emendas, além de transferir os esforços entre barras, é prover um comportamento dúctil quando a emenda estiver na iminência de falha, uma vez que a falha das emendas por traspasse ocorrem de maneira abrupta e com consequências desastrosas.

3. As emendas por traspasse falham por fissuração do concreto que as envolvem. Se algum tipo de reforço ao redor da emenda for previsto (como armadura transversal de costura ou cintamento helicoidal), as chances de fissuração no concreto são menores e, consequentemente, um menor probabilidade de ruína.

4. Quando as tensões nas barras são reduzidas na localização da emenda, a chance de falha é inferior, de modo que as normas poderiam ser menos restritivas em tais situações.

Diversos tipos de emendas estão previstos na norma brasileira que estabelece os procedimentos de projeto para estruturas de concreto armado, norma NBR 6118 (ABNT,

2014a):

Capítulo 2. Comportamento mecânico

50

por traspasse;

por luvas com preenchimento metálico rosqueadas;

por luvas com preenchimento metálico prensadas;

por solda; e

por outros dispositivos devidamente justificados.

A Figura 25 ilustra alguns tipos de emendas entre barras.

Figura 25 – Alguns tipos de emendas entre barras

barras. Figura 25 – Alguns tipos de emendas entre barras Fonte: Allen e Iano (2008) Da

Fonte: Allen e Iano (2008)

Da esquerda para a direita:

acoplador metálico prensado, utilizado para emendar barras existentes em novas barras;

Capítulo 2. Comportamento mecânico

51

acoplador metálico com parafuso, mais resistente do que o anterior;

conector em luva grauteado internamente, utilizado para junção de componentes de concreto pré-fabricados;

conector em luva rosqueado;

conector em luva simples parafusada, útil para manter o alinhamento em barras comprimidas; e

conector metálico para emendar uma barras nas faces de paredes de concreto ou vigas.

2.4 Emendas por traspasse

Emenda por traspasse (Figura 26) são os tipos de emendas mais comuns aplicados na alvenaria estrutural brasileira. A norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a) estabelece que o diâmetro máxima das barras de armadura não seja superior a 25 mm.

Figura 26 – Emendas por traspasse

seja superior a 25 mm. Figura 26 – Emendas por traspasse Fonte: NBR 6118 (ABNT, 2014a)

Fonte: NBR 6118 (ABNT, 2014a)

Pode se interpretar a distribuição de tensões como linear ao longo do comprimento de traspasse, segundo Nawy (2005), ilustrada em Figura 27.

No caso de barras emendadas com espaçamento nulo entre elas, ou seja, barras justapostas e atadas, há uma menor contribuição do concreto na transferência da carga, no entanto, ainda existem os efeitos da compressão transversal e da adesão destacados por Fusco (2013).

A norma NBR 6118 (ABNT, 2014a) considera como espaçamento nulo as barras com separação máxima de quatro diâmetros entre elas, com a normalização de um mesmo método de cálculo para o comprimento de traspasse. Para o caso de emenda entre barras

Capítulo 2. Comportamento mecânico

52

com espaçamento maior do que quatro diâmetros, deve ser acrescido ao comprimento

calculado a distância livre entre barras.

Figura 27 – Tensões ao longo da emenda

entre barras. Figura 27 – Tensões ao longo da emenda Fonte: adaptado de Nawy (2005) Para

Fonte: adaptado de Nawy (2005)

Para configurações estudadas na pesquisa, o comprimento mínimo de traspasse

paras as armaduras pode ser calculado, segundo Parsekian et al. (2012), igualando-se a

força a ser transferida pela área de aço com a aderência entre a barra de aço e o concreto.

A equação resulta no comprimento básico de traspasse, segundo a norma NBR

6118 (ABNT, 2014a), com a seguinte equação.

l b = Φ

4

· f yd

f bd

25 · Φ

(2.3)

na qual:

Φ se refere ao diâmetro das armadura;

f yd se refere à tensão de escoamento do aço;

f bd se refere à tensão de aderência entre a armadura e o graute.

A tensão de aderência entre armaduras e grautes pode ser calculada fazendo-se

analogia aos conceitos de concreto armado da norma NBR 6118 (ABNT, 2014a) de acordo

com os cálculos realizados por Parsekian et al. (2012); ou adotado o valor de resistência

característica de aderência entre as armaduras e o graute, em função do tipo de barra de

aço: 2,20 MPa para barras corrugadas segundo a norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a).

Capítulo 2. Comportamento mecânico

53

Para o caso da aderência calculada considerando-se todo o desenvolvimento da

tensão no aço e o equilíbrio entre as tensões de aderência do aço e do graute (PARSEKIAN

et al., 2012), a seguinte equação pode ser utilizada.

f bd = η 1 · η 2 · η 3 · f ctd

na qual:

η 1 é 2,5 para barras de alta aderência;

η 2 é 1,0 para região de boa aderência;

η 3 é 1,0 para barras de diâmetro até 32 mm.

f ctd = 0, 21

1, 4 ·

f ck

3

2

(2.4)

(2.5)

O comprimento básico de ancoragem é considerado pela norma NBR 6118 (ABNT,

2014a) no cálculo do comprimento mínimo de traspasse de barras tracionadas, segundo a

relação 2.6.

l 0t,min

10 3 · l b ,

15 · φ,

200mm

considerando o comprimento básico de ancoragem

considerando o diâmetro da maior barra emendada

(2.6)

Por fim, segundo a norma NBR 6118 (ABNT, 2014a), o comprimento do trecho de

traspasse para barras tracionadas deve ser o resultado da Equação 2.7.

l 0t = α · l 0t l 0t,min

(2.7)

Onde α é um coeficiente função da porcentagem de barras emendadas na mesma

seção, de acordo com a Tabela 1.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

54

Tabela 1 – Valores para o coeficiente função da porcentagem de barras emendadas na mesma seção

Percentual de barras emendadas Valores de α

inferior a 20%

1,2

25%

1,4

33%

1,6

50%

1,8

superior a 50%

2,0

Fonte: NBR 6118 (ABNT, 2014a)

Parsekian et al. (2012) sugerem que se considere o valor de 1,4 para este percentual,

no entanto não há consenso na literatura do valor adotado para α nas emendas por

traspasse em alvenaria estrutural.

Considerando-se as soluções para redução da fissuração axial e fendilhamento,

expostas na Figura 22, se pode calcular uma armadura transversal de costura ou uma

armadura para cintamento helicoidal, uma vez que a compressão transversal da seção

grautreada nos vazados dos blocos pode ser pouco viável.

A armadura transversal de costura pode ser calculada, para barras de diâmetro

menores ou iguais a 32 mm, de acordo com a armadura de ancoragem prevista na norma

NBR 6118 (ABNT, 2014a): capaz de resistir a 25% da força longitudinal de uma das

barras ancoradas.

Ainda segundo a norma NBR 6118 ABNT (2014a), não se deve adotar tensões

máximas superiores a 435 MPa nas armaduras transversais passivas, independente do tipo

de aço.

Pode-se calcular a armadura se considerando apenas a tração na seção tranversal,

de acordo com a Equação 2.8.

A

sw,α

V

sw

s = 0, 9 · d · f ywd · (cot α + cot φ) · sin α

(2.8)

na qual:

A sw,α

s

é a razão entre a área da seção transversal da armadura transversal e o

espaçamento entre estribos;

V sw é a força cortante resistida pela armadura transversal;

d é a altura útil considerada;

Capítulo 2. Comportamento mecânico

55

f ywd é a tensão máxima na armadura transversal;

α é o ângulo de inclinação dos estribos;

φ é o ângulo de inclinação das bielas de compressão, entre 30 o e 45 o .

A armadura transversal não deve ser menor do calculada com a Equação 2.9.

A sw,min

s

= 0, 2 · sin α · b · f ct,m

f

ywk

(2.9)

na qual:

A sw,min

s

é a razão entre a área mínima da seção transversal da armadura transversal

e o espaçamento entre estribos;

α é o ângulo de inclinação dos estribos;

f ct,m é a considerada como 90% da força de tração nos ensaios; e

f ywd é a resistência característica ao escoamento do aço da armadura transversal.

2.5 Principais pesquisas em alvenaria estrutural

Apresentam-se a seguir os principais trabalhos referentes às emendas por traspasse

em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Como ordem de apresentação,

optou-se por apresentar primeiro um recente trabalho referente à aderência entre os

componentes empregados no elemento emenda por traspasse. Na sequência do referido

trabalho, apresentam-se um histórico de pesquisas de emendas por traspasse na alvenaria

estrutural.

2.5.1 Izquierdo (2015)

A pesquisadora Orieta Soto Izquierdo (2015) defendeu uma tese de doutorado

com título "Estudo da interface bloco/graute em elementos de alvenaria estrutural". Ela

considerou em sua pesquisa tanto os blocos cerâmicos quanto os blocos de concreto na

alvenaria estrutural. Devido ao escopo do presente trabalho, limita-se ao relato relativo

aos blocos de concreto.

O objetivo principal do trabalho foi analisar, numérica e experimentalmente, a

interface entre grautes e blocos. Dos objetivos específicos derivados do objetivo principal,

destacam-se:

1. A avaliação das características mecânicas do graute e do bloco na eficiência do

grauteamento de elementos de alvenaria;

Capítulo 2. Comportamento mecânico

56

2. Comparação do valor da força última de tração da armadura embutida no graute especificada nas normas com os resultados obtidos na pesquisa.

A etapa experimental do trabalho foi realizada em duas fases. Na primeira fase, os materiais foram caracterizados e se estudou a eficiência do grauteamento em elementos de alvenaria por meio de ensaios de prismas e pequenas paredes, conforme indicado na Figura 28.

Figura 28 – Ensaios para o estudo da eficiência do grauteamento em elementos de alvenaria

da eficiência do grauteamento em elementos de alvenaria Fonte: Izquierdo (2015) Foram ensaiadas três séries: a

Fonte: Izquierdo (2015)

Foram ensaiadas três séries: a primeira série sem grauteamento, a segunda série com graute de 14 MPa e a terceira série com graute de 30 MPa. Para cada série, três configurações foram construídas: pequenas paredes (Figura 29), primas de dois blocos e prismas de três blocos (Figura 30).

Capítulo 2. Comportamento mecânico

57

Figura 29 – Esquema das pequenas paredes grauteadas e não grauteadas (medidas em cm)

paredes grauteadas e não grauteadas (medidas em cm) Fonte: Izquierdo (2015) Figura 30 – Esquema dos

Fonte: Izquierdo (2015)

Figura 30 – Esquema dos prismas (medidas em cm)

(2015) Figura 30 – Esquema dos prismas (medidas em cm) Fonte: Izquierdo (2015) As pequenas paredes

Fonte: Izquierdo (2015)

As pequenas paredes e prismas foram ensaiados após 28 dias para resistência à compressão simples com aplicação de carregamento por controle de deslocamento. A realização dos ensaios ocorreu no Laboratório de Estruturas da Escola de Engenharia de São Carlos – USP.

Na segunda fase, estudou-se a aderência entre os componentes armadura, graute e bloco através do ensaio de "push-out" e do ensaio de "pull-out", indicados na Figura 31.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

58

Figura 31 – Ensaio de "push-out" à esquerda e ensaio de "pull-out" à direita

à esquerda e ensaio de "pull-out" à direita Fonte: Izquierdo (2015) Para os ensaios de

Fonte: Izquierdo (2015)

Para os ensaios de "push-out" nos blocos de concreto, foram realizadas quatro séries de ensaios para blocos com resistência de 10 MPa e duas séries de ensaio para os blocos com resistência de 26 MPa.

No caso dos blocos de concreto de maior resistência, a primeira série foi realizada com grautes de resistência à compressão de 14 MPa e a segunda série foi realizada com grautes de resistência à compressão de 30 MPa.

Para os blocos de concreto de menor resistência, seguiu-se a mesma estrutura dos blocos de concreto de maior resistência, porém considerou-se a conicidade no interior dos blocos (Figura 32) e, para entender os efeito desta conicidade nos ensaios de "push-out", moldaram-se quatro séries.

O graute saliente nos corpos de prova foi submetido a um carregamento com controle de deslocamento após os 28 dias de moldagem.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

59

Figura 32 – Conicidade dos blocos de concreto

59 Figura 32 – Conicidade dos blocos de concreto Fonte: Izquierdo (2015) Os ensaios de "pull-out"

Fonte: Izquierdo (2015)

Os ensaios de "pull-out" foram realizados em prismas de 5 blocos grauteados em um de seus furos com embutimento de armaduras de 12,0 e 16,0 mm (Figura 33). O furo do último bloco não foi grauteado, com a intenção de utilizá-lo como apoio ao se aplicar a força de tração na armadura.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

60

Figura 33 – Geometria dos corpos de prova no ensaio de "pull-out" (dimensões em cm)

de prova no ensaio de "pull-out" (dimensões em cm) Fonte: Izquierdo (2015) Quatro séries foram ensaiadas

Fonte: Izquierdo (2015)

Quatro séries foram ensaiadas para os blocos de concreto de menor resistência, com 10 MPa, e quatro séries foram ensaiadas para os blocos de concreto de maior resistência, com 26 MPa.

Para cada resistência de blocos de concreto, duas séries possuíram grautes com resistência à compressão de 14 MPa, sendo uma delas com armadura de 12,5 mm e uma delas com armadura de 16,0 mm. As demais duas séries possuíram grautes com resistência

à compressão de 30 MPa, sendo uma delas com armadura de 12,5 mm e uma delas com armadura de 16,0 mm.

Durante os ensaios, a armadura de cada corpo de prova foi submetida a uma força de tração após 28 dias da moldagem no intuito de se estudar a aderência no conjunto armadura, graute e bloco.

Izquierdo (2015) observou que nos ensaios de compressão das pequenas paredes

e primas, as unidades apresentaram comportamento frágil na ruptura. O graute teve

Capítulo 2. Comportamento mecânico

61

influência na resistência à compressão da alvenaria, com aumento significativo da capacidade resistente quando comparado com os elementos não grauteados. A resistência da alvenaria não aumenta proporcionalmente com o aumento da resistência do graute, de acordo com Izquierdo (2015).

Nos ensaios de "push-out", Izquierdo (2015) observou que no bloco invertido a resistência foi superior àquela quando o assentamento é feito de maneira normal.

O graute também foi um fator importante na resistência de aderência nos blocos de concreto, de acordo com Izquierdo (2015). Segundo ela, o escorregamento dos grautes só ocorreu após a ruptura dos blocos á tração, o que indica uma boa aderência dos componentes comumente utilizados no Brasil na alvenaria estrutural de blocos de concreto. O tipo de graute também influenciou a resistência de aderência, sendo ela maior para menores relações água/cimento.

Por fim, Izquierdo (2015) conclui que os ensaios de "pull-out" demonstraram que a capacidade máxima de carga foi atingida nas armaduras de aço, sem escorregamento da coluna de graute no interior dos vazados.

2.5.2 Sorić e Tulin (1988)

Os pesquisadores Sorić e Tulin (1988) publicaram, no 8 o congresso internacional de alvenaria estrutural de blocos de concreto, os resultados de uma pesquisa sobre o comprimento de traspasse em alvenaria estrutural.

Além das comparações normativas entre as recomendações da alvenaria estrutural e de concreto armado, o artigo, com título "Comprimento de traspasse em armaduras na alvenaria estrutural", foi um dos pioneiros no sentido de se estudar os comprimentos de traspasse requeridos na alvenaria.

De acordo com os pesquisadores, a motivação do trabalho ocorreu devido ao relativo pequeno esforço, quando comparado com o concreto armado, em se compreender o comportamento das armaduras na alvenaria estrutural. O objetivo foi investigar a tensão de aderência e o escorregamento em estruturas de alvenaria e o desenvolvimento de uma equação para a determinação do comprimento de traspasse em armaduras de 12,5 e 22 mm na alvenaria estrutural.

Foi realizada uma pesquisa experimental com 18 corpos de prova chamados de "pull-pull". Seis corpos de prova foram moldados com blocos cerâmicos e doze corpos de prova foram moldados com blocos de concreto. Os blocos de concreto possuíram as geometrias indicadas na Figura 34.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

62

Figura 34 – Geometrias adotadas para os corpos de prova de concreto

– Geometrias adotadas para os corpos de prova de concreto Fonte: Sorić e Tulin (1988) Armaduras

Fonte: Sorić e Tulin (1988)

Armaduras de 12,5 mm e de 22,0 mm foram utilizadas nos experimentos, com mesmo tipos de blocos, argamassas e grautes. As argamassas de assentamento tiveram resistência à compressão de 15 MPa, enquanto os grautes tiveram resistência à compressão de 26 MPa. Os blocos não foram caracterizados exceto quanto à espessura de suas unidades:

15 cm.

Dois tipos de carregamento tracionadores foram impostos aos corpos de prova:

monotônico com incremento constante e cíclico sem carregamento reverso.

Os dois corpos de prova ensaiados nas unidades com dois blocos e com cinco blocos possuíram armaduras de 12,5 mm. O primeiro foi submetido ao carregamento monotônico com incremento constante enquanto o segundo foi submetido ao carregamento cíclico sem carregamento reverso.

Quatro corpos de prova foram construídos tanto nas unidades com três blocos quanto nas unidades com quatro blocos. Dois corpos de prova possuíram armaduras de 12,5 mm, enquanto os demais dois corpos de prova possuíram armaduras de 22,0 mm. Ensaios com carregamento monotônico com incremento constante e com carregamento cíclico sem carregamento reverso foram realizados em cada combinação de componentes até a ruptura.

A Figura 35 apresenta a geometria dos corpos de prova com três blocos, o traspasse, as fissuras longitudinais características e as forças resistentes internas.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

63

Figura 35 – Configuração do corpo de prova, traspasse, fissuras longitudinais e forças resistentes internas

fissuras longitudinais e forças resistentes internas Fonte: adaptado de Sorić e Tulin (1988) As análises

Fonte: adaptado de Sorić e Tulin (1988)

As análises permitiram concluir que três parâmetros são importantes no desejado

desenvolvimento de comportamento dúctil das armaduras no traspasse: diâmetro das

armaduras, comprimento de traspasse e largura do bloco, este último relacionado com o

cobrimento da armadura.

A ruptura (Figura 36) no traspasse em alvenaria estrutural armada tende a falhar

longitudinalmente de forma frágil. Para que se atinja um estado dúctil, é necessário prover

um comprimento de traspasse adequado.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

64

Figura 36 – Ruptura e forças resistentes na alvenaria estrutural

36 – Ruptura e forças resistentes na alvenaria estrutural Fonte: adaptado de Sorić e Tulin (1988)

Fonte: adaptado de Sorić e Tulin (1988)

Sorić e Tulin (1988) observaram que, considerando o tipo de falha apresentado nos corpos de prova como uma situação a ser evitada sempre que possível, é preferível utilizar mais barras de menor diâmetro do que menos barras de maior diâmetro.

Alternativas para o traspasse como solda, fixação mecânica por dispositivos, ou

Capítulo 2. Comportamento mecânico

65

confinamento por espirais ao redor do graute foram sugestões feitas pelos pesquisadores para investigações futuras.

2.5.3 Shing et al. (1993)

Shing et al. (1993) analisaram a influência do confinamento do aço na resposta à flexão de paredes em alvenaria estrutural que resistem às tensões cisalhantes.

O principal objetivo do estudo foi prover informações quantitativas em relação à

efetividade de diferentes tipos de confinamento de armaduras: anéis, pentes e espirais;

recomendados pelos estudos de Kingsley et al. (1987) e Hart et al. (1988).

Para se estudar a influência de dos três tipos de confinamento na resposta à flexão, seis paredes foram construídas no total, com correspondentes prismas com largura de 20 cm para ensaios de resistência à compressão uniaxial.

Os corpos de prova foram construídos com blocos vazados de concreto de dimensões 6 por 20 por 40 cm, completamente grauteados. A resistência à compressão dos blocos foi de 22 MPa em média. As argamassas de assentamento obtiveram resistência à compressão média de 20 MPa, e os grautes obtiveram resistência à compressão média de 22 MPa.

A Figura 37 contém uma ilustração das paredes típicas construídas para no experi-

mento.

Figura 37 – Paredes de alvenaria construídas (dimensões em polegadas)

Paredes de alvenaria construídas (dimensões em polegadas) Fonte: adaptado de Shing et al. (1993) Das seis

Fonte: adaptado de Shing et al. (1993)

Das seis paredes construídas, três delas possuíam um dos três tipos de confinamento de armaduras, indicados na Figura 38.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

66

Figura 38 – Três tipos de confinamento de armaduras estudados (dimensões em polegadas)

de armaduras estudados (dimensões em polegadas) Fonte: adaptado de Shing et al. (1993) O reforço horizontal

Fonte: adaptado de Shing et al. (1993)

O reforço horizontal foi feito por 5 armaduras de 12,5 mm, enquanto o reforço vertical foi feito por 5 armaduras de 19,0 mm. Na parede que continha a espiral, houve um reforço adicional com 4 armaduras de 10,0 mm. O grau de confinamento de cada parede foi similar ao grau de confinamento de cada prisma equivalente.

As paredes foram submetidas a um carregamento vertical de 0,7 MPa mantido constante durante um carregamento cíclico aplicado lateralmente no topo de cada parede. Os prismas foram submetidos a um carregamento uniaxial, com gráfico de tensão por deformação normalizado exposto na Figura 39.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

67

Figura 39 – Gráfico de tensão de compressão por deformação, normalizado em relação à resistência à compressão do prisma

em relação à resistência à compressão do prisma Fonte: adaptado de Shing et al. (1993) Shing

Fonte: adaptado de Shing et al. (1993)

Shing et al. (1993) concluiu que os tipos de confinamento considerados no estudo

influenciaram positivamente na resposta dúctil das armaduras submetidas à flexão. Assim

como no concreto armado, o confinamento propiciou maior absorção de energia pós-ruptura.

Segundo Shing et al. (1993), o grau de confinamento é relacionado com a configu-

ração, tamanho e espaçamento entre os dispositivos de reforço.

2.5.4 Paturova (2006)

A pesquisadora Anna Paturova (2006) dissertou sobre a influência do reforço vertical

e confinamento lateral na capacidade axial de paredes de alvenaria estrutural de blocos de

concreto.

O

trabalho teve como motivação a influência positiva do confinamento nas paredes

de alvenaria estrutural submetidas à compressão axial. Segundo a pesquisadora, armaduras

confinadas possuem uma menor probabilidade de flambagem, além do confinamento

aumentar o efeito do graute ao redor da armadura.

O objetivo principal do programa experimental foi estudar o efeito do reforço

vertical e do confinamento lateral em relação à força, deflexão, ductilidade e tipos de falha

nas paredes de alvenaria parcialmente grauteadas.

Três tipos de paredes foram construídas na pesquisa experimental. O primeiro,

indicada na Figura 40, foi construída como referência e não possuiu armaduras ou confina-

mentos. O segundo tipo, indicado na Figura 41, possuiu armadura, no entanto esta não

Capítulo 2. Comportamento mecânico

68

estava confinada por espiral. O terceiro tipo, indicado na Figura 42, possuiu armaduras

confinadas por espirais de aço.

Figura 40 – Corpo de prova de referência, sem armadura e sem confinamento (medidas em milímetros)

de prova de referência, sem armadura e sem confinamento (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Paturova

Fonte: adaptado de Paturova (2006)

Capítulo 2. Comportamento mecânico

69

Figura 41 – Corpo de prova de referência, com armadura e sem confinamento (medidas em milímetros)

de prova de referência, com armadura e sem confinamento (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Paturova

Fonte: adaptado de Paturova (2006)

Capítulo 2. Comportamento mecânico

70

Figura 42 – Corpo de prova de referência, com armadura e confinamento (medidas em milímetros)

com armadura e confinamento (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Paturova (2006) As espirais, com

Fonte: adaptado de Paturova (2006)

As espirais, com dimensões principais indicadas em Figura 43, foram posicionadas

ao longo de todo o vazado do corpo de prova.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

71

Figura 43 – Principais dimensões do componente de confinamento adotado por Paturova (2006) (medidas em milímetros)

adotado por Paturova (2006) (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Paturova (2006) Os blocos foram os

Fonte: adaptado de Paturova (2006)

Os blocos foram os mesmos para todos os tipos de parede ensaiados, com 19 por

19 por 39 cm, e resistência à compressão nominal de 15 MPa. As argamassas possuíram

resistência à compressão de 12 MPa, enquanto os grautes possuíram resistência a compressão

de 17 MPa.

Todos os corpos de prova foram submetidos a um carregamento com crescimento

monotônico, lento o suficiente para manter o sistema em equilíbrio, até ser atingida a

ruína.

Em relação à resistência à compressão, Paturova (2006) concluiu que os corpos de

prova sem confinamento obtiveram uma resistência ligeiramente superior em relação à

primeira fissuração. Do ponto de vista do estado limite último, as resistência finais foram

iguais em todos os três tipos ensaiados, com 90% de confiança estatística.

Paturova (2006) observou que os três espécimes falharam de maneira virtualmente

similar: fissuras verticais começaram nas faces dos blocos mais extremos, com progressão

ao centro e aumento das fissuras.

Em relação à ductilidade, todos os três tipos apresentaram comportamento dúctil

pós-pico, mais acentuado nos corpos de prova reforçados e com confinamento, de acordo

com Paturova (2006). Ela observa porém que os corpos de prova com a espiral apresentaram

20% mais ductilidade do que os corpos de prova armados, porém não confinados.

2.5.5 Ahmed e Feldman (2012)

Ahmed e Feldman (2012) publicaram um artigo com os dados da avaliação de

emendas por traspasse por contato e emendas por traspasse espaçadas na alvenaria

Capítulo 2. Comportamento mecânico

72

estrutural de blocos de concreto.

A motivação para o trabalho surgiu após a constatação que, de acordo com os

autores, o traspasse imprevisto em vazados adjacentes ocorre com frequência na alvenaria

estrutural, seja pelas aberturas nas paredes de alvenaria, seja por falhas construtivas.

O objetivo da pesquisa foi quantificar a influência do espaçamento entre armaduras

nas emendas por traspasse submetidas às forças de tração e às forças de flexão.

Foram moldados 32 corpos de prova completamente grauteados, sendo 16 pequenas

paredes, indicados na Figura 44 e 16 paredes, indicados na Figura 45.

Metade das paredes e pequenas paredes continham emendas por traspasse por

contato entre armaduras, enquanto na outra metade o traspasse foi feito com espaçamento

de 20 cm entre as armaduras.

Figura 44 – Pequenas paredes moldadas com (a) traspasse por contato e (b) traspasse espaçado

paredes moldadas com (a) traspasse por contato e (b) traspasse espaçado Fonte: adaptado de Ahmed e

Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

Capítulo 2. Comportamento mecânico

73

Figura 45 – Paredes moldadas com (a) traspasse por contato e (b) traspasse espaçado

com (a) traspasse por contato e (b) traspasse espaçado Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

Todos os corpos de prova foram construídos com blocos de 19 por 19 por 39 cm, e com meio blocos de 19 por 19 por 19 cm. A resistência à compressão média dos blocos foi de 23 MPa.

As armaduras utilizadas foram de 16 mm de diâmetro e um comprimento de 30 cm para as emendas foi escolhido na intenção de se atingir a ruptura dos corpos de prova nos ensaios.

As resistências à compressão médias das argamassas foram entre 13 e 18 MPa. Os grautes possuíram resistências à compressão médias entre 20 e 28 MPa.

A Figura 46 ilustra a configuração realizada para o ensaio de tração nas pequenas paredes. A aplicação da força foi nos ensaios foi realizada a uma razão de 0,025 mm/s, com controle pelo deslocamento lido através dos transdutores de deslocamento instalados.

Capítulo 2. Comportamento mecânico

74

Figura 46 – Configuração do ensaio de tração nas pequenas paredes

Configuração do ensaio de tração nas pequenas paredes Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012) A

Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

A Figura 47 ilustra a configuração realizada para o ensaio de flexão nas paredes. A aplicação da força foi nos ensaios foi realizada a uma razão de 0,5 mm/min, com controle pelo deslocamento lido através dos transdutores de deslocamento instalados.

Figura 47 – Configuração do ensaio de flexão nas paredes (medidas em milímetros)

do ensaio de flexão nas paredes (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

Segundo Ahmed e Feldman (2012), os corpos de prova com emendas por contato desenvolveram todo a capacidade teórica calculada. No entanto, as pequenas paredes e as paredes com emendas por traspasse espaçadas desenvolveram resistências 46 e 78% inferiores, respectivamente, à capacidade teórica calculada. A diferença entre os valores foi estatisticamente distinta com 95% de confiança.

Ahmed e Feldman (2012) observaram que a falha típica nos corpos de prova com emendas por contato foi o arrancamento das armaduras. Já nas emendas espaçadas,

Capítulo 2. Comportamento mecânico

75

evidências de perda de aderência foram observadas tanto nas pequenas paredes ensaiadas

à tração quanto nas paredes ensaiadas à flexão.

O coeficiente de variação foi elevado para ambos os tipos de parede ensaiados com

emendas por traspasse espaçado, de acordo com Ahmed e Feldman (2012). Eles concluem

que este alto valor pode ser atribuído ao tipo de falha de cada corpo de prova com emendas

por traspasse espaçadas, o que envolve a aderência na interface entre o graute e o bloco.

2.5.6 Kisin e Feldman (2015)

Kisin e Feldman (2015) publicaram uma sequência do trabalho desenvolvido em

2012 no qual analisaram diferentes tipos de medidas corretivas para situações de emendas

espaçadas previstas ou não previstas em projeto.

A motivação ocorreu após notarem que situações como as ilustradas na Figura 48

eram comuns e havia uma demanda por soluções não destrutivas que garantissem uma

correta transmissão das forças entre as armaduras.

Figura 48 – Situações previstas em projeto como (a) verga interferindo na emenda por traspasse adjacente à abertura; e não previstas em projeto como (b) desali- nhamento na armadura de espera na laje por falha construtiva

nhamento na armadura de espera na laje por falha construtiva Fonte: adaptado de Kisin e Feldman

Fonte: adaptado de Kisin e Feldman (2015)

O objetivo do trabalho foi estudar seis medidas corretivas para o incremento da

resistência à tração nas emendas por traspasse espaçadas em relação às duas situações de

referência estudadas: emendas por traspasse por contato e emendas por traspasse espaçadas

sem medidas corretivas.

Três paredes foram construídas para cada tipo de remediação estudada, além das

duas referências. Ao invés de 30 cm, as emendas possuíram 20 cm de comprimento, também

Capítulo 2. Comportamento mecânico

76

com a intenção se atingir a ruptura de todos os corpos de prova. A Figura 49 indica as

configurações estudadas.

Figura 49 – Referências e remediações estudadas na pesquisa (medidas em milímetros)

remediações estudadas na pesquisa (medidas em milímetros) Fonte: adaptado de Kisin e Feldman (2015) (a): controle

Fonte: adaptado de Kisin e Feldman (2015)

(a): controle com emenda por traspasse espaçada (b): controle com emenda por traspasse por contato (c): técnica de remediação com grauteamento de todos os vazados para aumento do confinamento (d): técnica de remediação com remoção dos septos nos blocos intermediários entre as armaduras (e): técnica de remediação com remoção dos septos nos blocos intermediários, superiores e inferiores entre as armaduras (f): técnica de remediação com barra em S (g): técnica de remediação com barra em S e grauteamento de todos os vazados para aumento do confinamento (h): técnica de remediação com barra em S, grauteamento de todos os vazados para aumento do confinamento e remoção dos septos nos blocos intermediários, superiores e inferiores entre as armaduras

Capítulo 2. Comportamento mecânico

77

Todos os corpos de prova foram construídos com blocos de 19 por 19 por 39 cm, e com meio blocos de 19 por 19 por 19 cm. A resistência à compressão média dos blocos foi de 21 MPa.

As armaduras utilizadas foram de 16 mm de diâmetro e um comprimento de 20 cm para as emendas foi escolhido na intenção de se atingir a ruptura dos corpos de prova nos ensaios.

As resistência à compressão média das argamassas foi de 17 MPa. Os grautes possuíram resistências à compressão médias entre 13 e 14 MPa.

Todos os corpos de prova foram submetidos a um carregamento com crescimento monotônico, lento o suficiente para manter o sistema em equilíbrio, até ser atingida a ruína.

De acordo com Kisin e Feldman (2015), uma comparação com os resultados de pesquisas passadas mostra que a tensão resistente de emendas não espaçadas reduz quando a armadura termina na seção transversal que contém a junta de argamassa.

Na investigação experimental realizada pelos autores, uma transferência de forças mais efetiva foi alcançada quando a remoção dos septos ocorreu apenas na região da emenda por traspasse espaçada. Com a eliminação da interface entre bloco e graute, uma melhor transferência das forças foi atingida. Segundo Kisin e Feldman (2015), essa é uma solução adequada quando houver um desalinhamento nas armaduras de espera.

Kisin e Feldman (2015) estimam que, considerando os parâmetros investigados, a medida corretiva que aplica a barra em S e elimina os septos, requisito para instalação da barra em S, aliado a um grauteamento dos vazados adjacentes, resulta em uma tensão resistente similar àquela obtida pelas emendas por traspasse por contato. O autor da investigação afirma que esta pode ser uma medida adequada para as emendas adjacentes às aberturas na alvenaria.

2.6 Considerações sobre o comportamento mecânico

Os trabalhos realizados por Sorić e Tulin (1988) estão entre os pioneiros em relação ao estudo do comprimento de traspasse em alvenaria estrutural de blocos de concreto. Além de prover estimativas para o cálculo do comprimento de traspasse na alvenaria estrutural, os pesquisadores observaram a ruptura frágil do elemento de alvenaria armada quando sua emenda por traspasse é submetida à tração. Também importante foi a sugestão de confinar a emenda por meio de espirais, inspirada no concreto armado e em sugestões de estudos contemporâneos dos pesquisadores Kingsley et al. (1987) e Hart et al. (1988).

As pesquisas experimentais realizadas pelos autores entre 1987 e 1988 tiveram como objetivo avaliar principalmente o aumento de ductilidade nas paredes que resistem às cargas de cisalhamento nas estruturas de alvenaria; bem como estudar o confinamento

Capítulo 2. Comportamento mecânico

78

das estruturas à compressão uniaxial. Outros trabalhos também estudaram o efeito do confinamento à compressão, tais como as investigações de Shing et al. (1993), Dhanasekar e Shrive (2002) e Paturova (2006).

Quanto ao espaçamento entre emendas traspassadas, Ahmed e Feldman (2012) e Kisin e Feldman (2015) forneceram evidências experimentais da redução na eficiência da emenda por traspasse quando espaçadas entre vazados adjacentes. Técnicas de remediação importantes foram fornecidas pelo trabalho de Kisin e Feldman (2015). Uma informação relevante ao se comparar a investigação de 2015 com a realizada em 2012 é a de que emendas por traspasse cujas barras se encerram em seções transversais das juntas de argamassa possuem uma eficiência inferior quando comparadas com emendas por traspasse cujas barras se encerram em planos intermediários entre juntas de argamassa. Este detalhe simples pode ser relevante aos projetistas quando no detalhamento das emendas por traspasse.

Em relação à aderência ente os componentes, observa-se que o fenômeno foi ex- tensivamente pesquisado, com esquema de parcelas contribuintes bem definido por Fusco (2013), com base sólida em investigações já realizadas. Na alvenaria estrutural, no entanto, as pesquisas de aderência são mais recentes.

Izquierdo (2015) demonstrou em detalhadas investigações experimental e numérica que, considerando os componentes brasileiros usualmente empregados nos elementos de alvenaria armada, existe uma boa aderência entre as paredes de bloco de concreto e o graute, suficiente para a mobilização de toda a resistência de tração das barras de aço solidarizadas ao elemento. Como consequência, pode-se inferir que existe uma adequada aderência também entre as barras de aço e os grautes utilizados na investigação, uma vez que sem adequada aderência, ocorreria o escorregamento antes da mobilização completa da resistência de tração das barras de aço.

A pesquisa realizada por Izquierdo (2015) também demonstrou a importância da dosagem adequada dos grautes utilizados na alvenaria estrutural, em especial com relação ao fator água/cimento. A resistência de aderência foi inferior com grautes mais fracos, dosados com menor fator água/cimento.

Ensaios de tração em emendas por traspasse na alvenaria estrutural, com hélices circulares atuando como componentes de confinamento do elemento, proposta nesta pesquisa, não foram encontrados na literatura.

79

3 PROGRAMA EXPERIMENTAL

No capítulo anterior foi discutido o comportamento mecânico das emendas por traspasse em elementos verticais de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Neste capítulo, passa-se a discutir e apresentar o programa experimental realizado. As análises dos resultados estão apresentadas no Capítulo 4.

Conforme apresentado no Capítulo 2, o elemento emenda por traspasse em alvenaria estrutural armada de blocos vazados de concreto é usualmente composto pelos componentes bloco, argamassa de assentamento, graute e armaduras verticais. Desses quatro elementos, as armaduras verticais são os mais solicitados quando os esforços solicitantes são de tração, uma vez que os demais elementos contribuem mais ativamente quando o componente é solicitado à compressão.

Como proposta de manutenção ou melhoria da eficiência da emenda por traspasse, mesmo quando a armadura for lançada após a elevação completa de um pavimento de alvenaria, propõe-se a adoção de uma hélice circular de aço como elemento de confinamento da emenda. Hélices circulares são utilizadas com frequência em estruturas de concreto armado tanto para aumento do confinamento quanto para aumento da ductilidade em regiões sísmicas.

Estudos em paredes de alvenaria estrutural, com hélices circulares, submetidas a carregamentos cíclicos e a carregamentos compressivos foram vistos na subseção 2.5.3. Na subseção 2.5.4 também se pôde verificar paredes de alvenaria com hélices circulares subme- tidas a carregamentos compressivos. No entanto, nenhum estudo considerou carregamentos de tração no elemento emenda por traspasse com hélice circular atuando como elemento de confinamento.

Conforme visto na Figura 22, uma das formas de confinar as armaduras verticais é envolvê-las por uma armadura helicoidal ao longo do comprimento longitudinal da emenda, de modo a favorer o aparecimento de um estado de compressão transversal e, como consequência, reduzir a fissuração no concreto. Dessa forma, a emenda é mantida dentro da seção circular limitada pela hélice.

Foram considerados nos ensaios duas hélices circulares com passos distintos e os resultados foram comparados com uma emenda por traspasse de referência, conforme é realizada na alvenaria estrutural. Além disso, buscou-se avaliar como o espaçamento entre barras afeta a eficiência da emenda por traspasse.

Capítulo 3. Programa experimental

80

3.1 Grupos

Para uma adequada avaliação do efeito da hélice por traspasse, as distintas con-

figurações de emenda estudadas foram replicadas em dois grupos. O primeiro grupo,

denominado A, é composto por componentes utilizados em situações que requerem menor

resistência do elemento. O segundo grupo, denominado B, é composto por componentes

utilizados em situações que requerem maior resistência do elemento.

Os grupos se diferenciam em relação aos materiais dos componentes bloco, arga-

massa, graute e armadura. A Tabela 2 ilustra essas diferenças.

As comparações dos resultados foram consideradas internamente aos grupos, ou

seja: considerando-se os mesmos materiais, estudou-se a eficiência da emenda por traspasse

espaçada sem hélice circular e com hélice circular quando comparadas com uma emenda

por traspasse de referência.

Tabela 2 – Materiais dos componentes básicos nos diferentes grupos ensaiados

Grupo

Blocos

Argamassa

Graute

Armaduras

(MPa)

(MPa)

(MPa)

(mm)

Grupo A

8,0

6,0

15,0

12,5

Grupo B

14,0

8,0

30,0

16,0

Fonte: produzido pelo autor

As características apresentadas são aquelas seguidas não só pela HM Engenharia

S/A, mas usualmente adotadas pelos projetistas de alvenaria estrutural no detalhamento

de edifícios habitacionais considerados altos, com mais de 5 pavimentos, em alvenaria

estrutural de blocos vazados de concreto.

3.2 Geometria dos corpos de prova

Representações dos corpos de prova prismáticos (CPP) adotados nesta pesquisa

estão ilustradas em vista frontal com projeções paralelas, na Figura 50, e em vista isométrica

com projeções em perspectiva, na Figura 51. Optou-se por esta geometria tanto por facilitar

o transporte dos corpos de prova quanto pela adequação aos equipamentos de ensaios

disponíveis para esta pesquisa.

Capítulo 3. Programa experimental

81

Figura 50 – Vista frontal do CPP

experimental 81 Figura 50 – Vista frontal do CPP Fonte: produzido pelo autor Figura 51 –

Fonte: produzido pelo autor

Figura 51 – Vista isométrica do CPP

produzido pelo autor Figura 51 – Vista isométrica do CPP Fonte: produzido pelo autor Todas as

Fonte: produzido pelo autor

Todas as unidades ensaiadas possuíram as mesmas dimensões externas: 14 por 21 por 60 cm; além de 20 cm de barra em cada extremidade utilizadas para fixação à garra da máquina universal de ensaio.

Por limitações nos equipamentos laboratoriais, os corpos de prova foram confeccio- nados com apenas uma emenda, ao invés da configuração com dupla emenda (Figura 52) empregada contemporaneamente por Ahmed e Feldman (2012) e Kelln e Feldman (2015).

Sabe-se que a geometria do arranjo possui influencia no resultado do ensaio. De acordo com a NCMA (1999), o uso de emendas duplas nos corpos de prova impede o desenvolvimento de momento na região do concreto, gerando assim um resultado mais próximo da realidade pela concentração da energia diretamente nas emendas ao invés de desperdiçá-la na alavanca formada entre armaduras.

A adoção de emenda única, como realizada por Baynit (1980), apesar de inserir momento na região do concreto, provê um resultado satisfatório para o presente traba- lho, uma vez que se realiza nessa pesquisa uma investigação comparativa com mesma metodologia aplicada a todos os corpos de prova.

Capítulo 3. Programa experimental

82

Figura 52 – Configuração de ensaio em dupla emenda

82 Figura 52 – Configuração de ensaio em dupla emenda Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman

Fonte: adaptado de Ahmed e Feldman (2012)

3.3 Configurações

Entende-se por configuração o arranjo dos elementos de aço, ou seja, das armaduras e da hélice de traspasse, no vazados dos blocos de concreto, de maneira a representar diferentes situações da emenda por traspasse.

Ao todo foram produzidos 48 corpos de prova, divididos em dois grupos relativos à resistência mecânica dos componentes que, por sua vez, foram subdivididos em função do arranjo interno da armadura de traspasse em 4 configurações. A Figura 53 ilustra a estrutura organizacional dos grupos e configurações estudados.

Capítulo 3. Programa experimental

83

Figura 53 – Grupos e configurações dos corpos de prova prismáticos

Grupos e configurações dos corpos de prova prismáticos Fonte: produzido pelo autor Ambos os grupos foram

Fonte: produzido pelo autor

Ambos os grupos foram constituídos por quatro configurações distintas de emendas com 40 cm de comprimento longitudinal. A opção por uma extensão inferior à recomendada pela norma NBR 6118 (ABNT, 2014a), teve como intuito facilitar a ruptura das emendas nos ensaios e assim realizar uma comparação mais efetiva entre elas.

A primeira configuração, apresentada na Figura 56 e referenciada como R, re-

presenta a emenda por traspasse tal qual é realizada atualmente: pela justaposição das

armaduras verticais e garantia da manutenção desse posicionamento pela amarração com arames em duas ou mais seções da emenda. A primeira configuração serve como elemento de controle dos ensaios, com a qual serão comparadas as demais três configurações.

A segunda configuração, apresentada na Figura 57 e referenciada como E, foi

construída com distância de 5 cm entre as extremidades externas das armaduras. O objetivo é avaliar o efeito do espaçamento entre armaduras em relação à configuração R, ou seja, entender se existe realmente um efeito de confinamento da hélice e se essa é

necessária ou bastaria manter as armaduras dentro do limite imposto pela seção circular com a utilização de espaçadores.

Capítulo 3. Programa experimental

84

As duas últimas configurações, 4 e 8, possuíram hélices circulares na região da emenda por traspasse. As hélices circulares foram confeccionadas com fios de aço CA-50 com 5 mm de diâmetro. Os raios internos eram de 5 cm e, consequentemente, os raios externos eram de 6 cm. A única diferença entre as configurações foi o passo da hélice:

enquanto na configuração 4 o passo foi de 3,5 cm (Figura 54); na configuração 8 o passo foi de 8,0 cm (Figura 55). O objetivo dessa variação foi estudar o efeito do passo da hélice no confinamento da emenda por traspasse.

Figura 54 – Hélice com passo de 3,5 cm

por traspasse. Figura 54 – Hélice com passo de 3,5 cm Fonte: produzido pelo autor Figura

Fonte: produzido pelo autor

Figura 55 – Hélice com passo de 8,0 cm

pelo autor Figura 55 – Hélice com passo de 8,0 cm Fonte: produzido pelo autor A

Fonte: produzido pelo autor

A configuração 4 está apresentada na Figura 58, enquanto a configuração 8 está apresentada na Figura 59.

Capítulo 3. Programa experimental

85

Figura 56 – Conf. R

Capítulo 3. Programa experimental 85 Figura 56 – Conf. R Figura 57 – Conf. E Figura

Figura 57 – Conf. E

85 Figura 56 – Conf. R Figura 57 – Conf. E Figura 58 – Conf. 4

Figura 58 – Conf. 4

56 – Conf. R Figura 57 – Conf. E Figura 58 – Conf. 4 Figura 59

Figura 59 – Conf. 8

57 – Conf. E Figura 58 – Conf. 4 Figura 59 – Conf. 8 Fonte: produzido

Fonte: produzido pelo Fonte: produzido pelo Fonte: produzido pelo Fonte: produzido pelo

autor

autor

autor

autor

3.4

Execução dos corpos de prova

O programa experimental foi realizado nos laboratórios da Escola Politécnica da

Universidade de São Paulo (Poli-USP) e no empreendimento número 28 da HM Engenharia

S/A, que consiste em um conjunto de edifícios habitacionais em construção no período

das moldagens dos corpos de prova no bairro Morumbi da cidade de São Paulo.

O isolamento dos materiais e dos corpos de prova foi feito por meio de um abrigo

construído em local protegido das intempéries para utilização exclusiva na pesquisa,

identificado na Figura 60.

Capítulo 3. Programa experimental

86

Figura 60 – Ambiente protegido de intempéries no empreendimento 28 da HM Engenharia localizado no bairro Morumbi da cidade de São Paulo

localizado no bairro Morumbi da cidade de São Paulo Fonte: produzido pelo autor em 23 set.

Fonte: produzido pelo autor em 23 set. 2015

Nesse abrigo foram confeccionados e acondicionados os corpos de prova prismáticos

que permitiram a posterior avaliação do comportamento mecânico das emendas por

traspasse com hélice circular atuando como elemento de confinamento.

Todos os corpos de prova foram executados por um mesmo oficial com experiência

na elevação de elementos de alvenaria estrutural. Cada combinação de grupo e série foi

executada em um único dia, no intuito de sincronizar a execução com os posteriores ensaios

em exatos 28 dias.

3.4.1 Materiais utilizados

Os blocos e barras utilizados em cada grupo pertenciam a um mesmo lote, bem

como os fios utilizados na confecção da hélice circular. Os grautes e argamassas utilizados

na pesquisa foram confeccionados com os materiais básicos - cimento, areia e pedrisco -

também de lotes únicos.

As hélices circulares foram confeccionadas manualmente com o auxílio de uma

carretilha improvisada com um escoramento metálico com diâmetro de 4 cm. Como o fio

se encontrava tensionado ao se enrolar o mesmo na carretilha, o diâmetro interno da seção

circular da hélice ficou com 5 cm após ser liberado. O passo da hélice foi atingido ao se

Capítulo 3. Programa experimental

87

estender o produto final, sendo todo o processo realizado por dois operários.

Cada fio de 6 m de comprimento foi suficiente para a confecção de 3 hélices com

passo de 3,5 cm e 6 hélices com passo de 8,0 cm. A produção de 16 unidades de hélices

com passo de 3,5 cm ocorreu em menos de uma hora, com a utilização de dois operários

e, de acordo com relatos dos mesmos e acompanhamento dos trabalhos, sem maiores

dificuldades.

Figura 61 – Confecção das hélices circulares

Figura 61 – Confecção das hélices circulares Fonte: produzido pelo autor em 28 jan. 2015 As

Fonte: produzido pelo autor em 28 jan. 2015

As dosagens unitárias adotadas para os grautes e argamassas estão apresentadas

na Tabela 3 e na Tabela 4, respectivamente.

Tabela 3 – Dosagens unitárias dos grautes utilizados no programa experi- mental em volume de materiais secos

Grupo

Resistência (f ck ) (MPa)

Cimento

Areia

Pedrisco

Relação água/cimento

Grupo A

15,0

1,00

1,93

2,40

0,58

Grupo B

30,0

1,00

1,25

1,92

0,45

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

88

Tabela 4 – Dosagens unitárias das argamassas utilizadas no pro- grama experimental em volume de materiais secos

Grupo

Resistência (f ak ) (MPa)

Cimento

Areia

Relação Água/Cimento

Grupo A

6,0

1,00

3,4

0,67

Grupo B

8,0

1,00

3,0

0,63

Fonte: produzido pelo autor

Observa-se que não foram empregados cal ou aditivos tanto na dosagem das

argamassas quanto nas dosagens dos grautes utilizados. Seguiu-se o procedimento de

execução da empresa, o qual não empregava cal ou aditivos.

Os blocos, com dimensões de 14 cm x 19 cm x 39 cm, foram cortados em serra

circular por profissional experiente, de maneira a permitir a utilização de parte do bloco

com manutenção dos septos. Além dessa divisão, os blocos localizados nas extremidades

superior e inferior foram sequencialmente serrados na metade de suas alturas, obtendo

assim alturas finais de 9,5 cm. A Figura 62 apresenta uma ilustração dos blocos utilizados

nas extremidades do CPP, enquanto a Figura 63 apresenta uma ilustração dos blocos

utilizados na região da emenda por traspasse.

Figura 62 – Blocos das extremidades

emenda por traspasse. Figura 62 – Blocos das extremidades Fonte: produzido pelo autor Figura 63 –

Fonte: produzido pelo autor

Figura 63 – Blocos das emendas

Fonte: produzido pelo autor Figura 63 – Blocos das emendas Fonte: produzido pelo autor Os grautes

Fonte: produzido pelo autor

Os grautes foram produzidos de acordo com as especificações da NBR 15961-

2 (ABNT, 2011b), sempre em uma única betonada para cada combinação de grupo e

configuração, realizadas pela mesma equipe de produção e com a utilização dos mesmos

equipamentos.

Para cada betonada, o controle tecnológico no estado fresco foi feito de acordo com

a NM 67 (AMN, 1998) com abatimento de 200 mm, além de amostra com nove corpos de

Capítulo 3. Programa experimental

89

prova cilíndricos para caracterização no estado endurecido, com dimensões de 10 cm x 20 cm. A confecção dos corpos de prova foi realizada com base na NBR 5738 (ABNT, 2015).

As argamassas de assentamento foram produzidas de acordo com as especificações da NBR 13276 (ABNT, 2005a), sempre em única betonada para cada combinação de grupo e configuração, realizadas pela mesma equipe de produção e com a utilização dos mesmos equipamentos.

Para cada betonada, extraiu-se amostra com nove corpos de prova cilíndricos para caracterização no estado endurecido, com dimensões de 5 cm x 10 cm, com base na ASTM C780-15a (ASTM, 2015).

3.4.2 Instrumentação dos corpos de prova

Em cada configuração, foram instrumentados 3 CPP com extensômetros elétricos nas armaduras longitudinais.

Os quatro extensômetros utilizados em cada corpo de prova eram da marca Kyowa, tipo KFG-2-120-C1-11, com fator multiplicador de 2,15, comprimento de 2 mm e resistência de 120,2 . Eles foram posicionados na interseção entre as armaduras e as seções transversais que contêm as juntas da alvenaria, conforme indicação na Figura 64, com o objetivo de se verificar a deformação e eventual escoamento das armaduras em cada ponto.

Capítulo 3. Programa experimental

90

Figura 64 – Região de aplicação dos extensômetros

Fonte: produzido pelo autor

I1: Extensômetro da barra inferior, junta inferior I2: Extensômetro da barra inferior, junta intermediária S1: Extensômetro da barra superior, junta intermediária S2: Extensômetro da barra superior, junta superior

As regiões de aplicação dos extensômetros tiveram as moças desbastadas, foram

esmerilhadas e lixadas, de maneira que a fixação dos dispositivos fosse efetiva.

Após a aplicação do dispositivo, a região foi selada com resina epóxica e envolvida

com fita isolante. O objetivo da proteção foi evitar o dano do extensômetro no momento

do lançamento e adensamento do graute.

3.5 Transporte e acomodação

O transporte dos CPP e amostras do graute e da argamassa utilizados em cada

combinação de grupo e configuração foi realizado entre as idades 21 e 27, a contar da data

de suas respectivas moldagens.

Todos os CPP e todas as amostras foram transportados do abrigo no qual foram

moldados para os laboratórios da Escola Politécnica, no qual foram posteriormente ensaia-

Capítulo 3. Programa experimental

91

dos. Especial cuidado foi tomado quanto à amarração prévia ao transporte, de modo a não ocorrerem impactos no traslado.

3.6 Caracterização dos materiais

Amostras dos materiais básicos e elementos utilizados na pesquisa foram caracteri- zados nos laboratórios da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

A metodologia adotada na caracterização, bem como uma síntese dos resultados

estão apresentados nesta seção. Todos os resultados estão detalhados no Apêndice A.

3.6.1 Materiais básicos

Cimento CPII-E 32, areia média e pedrisco foram caracterizados em relação à massa unitária, área superficial específica, densidade e granulometria.

Dos requisitos gerais considerados pela norma NBR 6136 (ABNT, 2014b), uma vez que a fábrica fornecedoras dos blocos é certificada pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto - BlocoBrasil 1 , considerou-se que o cimento utilizado pela fábrica fornecedora obedece às especificações brasileiras para cimentos destinados à preparação de concretos e argamassas. O mesmo princípio foi aplicado à água de amassamento utilizada na fabricação dos blocos.

Considerou-se pertinente ao trabalho a caracterização do aglomerante e dos agrega- dos em relação à massa unitária, área superficial específica e densidade. O primeiro dado é importante na dosagem dos materiais em campo, enquanto os dois dados subsequentes estão apresentados como caracterização para posteriores pesquisas.

A redução dos materiais foi feita de modo que houvesse representatividade estatística

da amostragem (PETERSEN et al., 2005). As amostras foram secas em estufa por 48

horas a (105 ± 5) C, de acordo com a NM 53 (AMN, 2009).

A massa unitária foi caracterizada de acordo com a NM 45 (AMN, 2006). A

área superficial específica foi obtida a partir do método BET (BRUNAUER et al., 1938) em equipamento Gemini 2375 – Micromeritics com pré-tratamento das amostras em temperatura de 100 C e pressão de 100 mmHg por 24 h. A densidade real dos materiais básicos foram obtidas por picnometria de adsorção de gás hélio (VIANA et al., 2002) em equipamento Multi-pycnometer, modelo MVP-5DC, da Quanta-Chrome.

A Tabela 5 resume os dados apresentados.

1 http://www.blocobrasil.com.br/

Capítulo 3. Programa experimental

92

Tabela 5 – Dados de caracterização dos materiais básicos

Dado coletado

Cimento

Areia

Pedrisco

Massa unitária (g/cm 3 )

1,614

1,511

1,490

Área superficial específica (m 2 /g)

1,14

0,30

0,40

Densidade (g/cm 3 )

2,99

2,65

2,65

Fonte: produzido pelo autor

A granulometria foi realizada por meio da análise de imagens em alta velocidade

(ETZLER; DEANNE, 1997) com sensor QICPIC e dispersor seco por gravidade GRADIS/L,

com alimentação por vibrador VIBRI/L; da Sympatec GmbH. Os valores atendem às prescrições da norma NBR 7211 (ABNT, 2009).

3.6.2 Blocos de concreto

Os blocos de concreto foram caracterizados de acordo com suas propriedades geométricas, físicas e mecânicas.

Dos requisitos específicos apontados pela norma NBR 6136 (ABNT, 2014b), considera-se pertinente, no presente trabalho, as dimensões nominais dos blocos vazados de concreto, a espessura mínima das paredes de bloco de acordo com a classe especificada, o diâmetro dos vazados, a resistência característica à compressão axial, a absorção e a área líquida.

As caracterizações geométricas foram realizadas com base na NBR 12218 (ABNT, 2013a), com classificações e tolerâncias baseadas na NBR 6136 (ABNT, 2014b). Os valores obtidos estão em conformidade com normalização vigente.

Ensaios de absorção de água e área líquida foram realizados de acordo com a NBR 12118 (ABNT, 2013a). A absorção de água atende aos requisitos da normalização vigente, sendo menor do que 8% em todos os corpos de prova ensaiados (ABNT, 2014b). A área líquida média nos blocos utilizados no grupo A foi de 299,0 cm 2 . Nos blocos utilizados no grupo B, a área líquida média foi de 297,0 cm 2 .

Os ensaios de compressão axial foram realizados de acordo com a NBR 6136 (ABNT, 2014b), com propriedades mecânicas calculadas segundo a NBR 15961-2 (ABNT, 2011b). As resistências características calculadas estão apresentadas na Tabela 6.

A Figura 65 ilustra um corpo de prova do bloco de 8 MPa preparado para o ensaio

de compressão axial, enquanto a Figura 66 ilustra a ruptura característica dos blocos de concreto.

Capítulo 3. Programa experimental

93

Figura 65 – Ensaios de compressão dos blocos vazados de concreto

65 – Ensaios de compressão dos blocos vazados de concreto Fonte: produzido pelo autor em 07

Fonte: produzido pelo autor em 07 dez. 2015

Figura 66 – Ruptura caracte- rística

em 07 dez. 2015 Figura 66 – Ruptura caracte- rística Os ensaios foram realizados em uma

Os ensaios foram realizados em uma máquina universal de ensaio, marca SHI-

MADZU tipo UH-FX de capacidade máxima de força 2000 kN.

Tabela 6 – Resistências

mecâ-

nicas características

calculadas

Índice

8 MPa

14 MPa

(MPa)

(MPa)

n

8

6

i

7

5

Psi

0,93

0,89

fb,est’ (MPa)

8,3

18,6

fb,est” (MPa)

7,6

16,5

fb,est (MPa)

7,6

16,5

Fonte: produzido pelo autor

Notas: n: número de corpos de prova. i: índice. Psi: parâmetro estatístico. fb,est’: primeira estimativa da resistência característica. fb,est”: segunda estimativa da resistência característica. fb,est: menor dos valores anteri- oes e resistência característica adotada.

Observa-se que enquanto os blocos utilizados no grupo B atingiram resistência à

Capítulo 3. Programa experimental

94

compressão superior à resistência característica de projeto, os blocos utilizados no grupo

A atingiram uma resistência característica 5% inferior à especificada em projeto. Um vez

que o valor obtido foi próximo do especificado, o lote foi utilizado na pesquisa.

3.6.3 Argamassa de assentamento

As resistências mecânicas à compressão axial foram determinadas de acordo com a

norma NBR 5739 (ABNT, 2007a). Os ensaios foram realizados em uma máquina universal

de ensaio, marca EMIC tipo 23-1MN de capacidade máxima de força 1000 kN.

A Tabela 7 apresenta as resistências mecânicas à compressão médias obtidas.

Tabela 7 – Resistências mecâni- cas à compressão mé- dias nas amostras de argamassa

Amostra

Média

Desvio

CV

(MPa)

(MPa)

(%)

AR

12,7

0,6

4,8

AE

11,7

1,4

12,1

A4

13,6

1,7

12,8

A8

15,4

0,4

2,8

BR

22,1

0,8

3,6

BE

13,0

1,8

13,6

B4

12,7

1,2

9,3

B8

13,1

1,6

12,5

Fonte: produzido pelo autor

Não foram encontrados valores atípicos de acordo com a ASTM E178-08 (ASTM,

2008) nas amostras de argamassas de assentamento utilizadas nos grupos A, com signi-

ficância de 5%, quando considerado para o grupo a resistência mecânica à compressão

média de 13,2 MPa.

Valores atípicos de acordo com a ASTM E178-08 (ASTM, 2008) foram encontrados

nas amostras de argamassa de assentamento utilizados na configuração R do grupo B.

Pode-se afirmar, com significância de 5%, que a argamassa não pertence ao mesmo grupo.

Descartando-se os valores atípicos, pode-se afirmar que as amostras de argamassa de

assentamento do grupo B possuem resistência à compressão média de 12,9 MPa.

Capítulo 3. Programa experimental

95

3.6.4 Graute

3.6.4.1 Estado fresco

Os resultados dos abatimentos de troncos de cone para os grautes utilizados na

pesquisa estão apresentados na tabela Tabela 8. Cada combinação representa a associação

entre um determinado grupo e configuração.

Tabela 8 – Abatimentos

de

troncos de cone para os grautes uti-

lizados na pesquisa

Amostra

Abatimento

Desvio

(mm)

(mm)

AR

205

5

AE

230

30

A4

220

20

A8

220

20

BR

220

20

BE

230

30

B4

220

20

B8

220

20

Fonte: produzido pelo autor

3.6.4.2 Estado endurecido

Os ensaios de resistência mecânica à compressão axial e as dimensões principais

das amostras foram determinadas de acordo com a NBR 5739 (ABNT, 2007a). Os cálculos

das resistências mecânicas à compressão características foi feito de acordo com a NBR

12655 (ABNT, 2006). As resistência mecânicas à tração por compressão diametral foram

determinadas de acordo com a NBR 7222 (ABNT, 2011c).

Os ensaios foram realizados em uma máquina universal de ensaio, marca SHI-

MADZU tipo UH-FX de capacidade máxima de força 2000 kN.

A Tabela 9 apresenta resistências mecânicas à compressão médias obtidas.

Capítulo 3. Programa experimental

96

Tabela 9 – Resistências mecâni- cas médias à compres- são médias nas amos- tras de grautes

Amostra

Média

Desvio

CV

(MPa)

(MPa)

(%)

AR

20,2

1,7

8,6

AE

16,4

2,2

13,7

A4

25,9

1,0

3,7

A8

23,7

1,9

8,0

BR

36,9

1,5

4,0

BE

32,6

2,0

6,2

B4

33,3

3,9

11,6

B8

37,3

1,6

4,3

Fonte: produzido pelo autor

Mesmo com um valor médio de 16,4 MPa na configuração E do grupo A, não foram

encontrados valores atípicos de acordo com a ASTM E178-08 (ASTM, 2008) nas amostras

dos grautes utilizados no grupo, com significância de 5%, quando se considera para o

grupo A a resistência mecânica à compressão média de 21,5 MPa. Ainda com significância

de 5%, pode-se afirmar que os grautes utilizados no grupo B possuem resistência mecânica

à compressão média de 35,0 MPa.

A resistência característica à compressão estimada de acordo com a norma NBR

12655 (ABNT, 2006) é de 14,1 MPa para os grautes utilizados no grupo A e de 29,3 MPa

para os grautes utilizados no grupo B.

A Tabela 10 apresenta resistências mecânicas à tração médias obtidas.

Capítulo 3. Programa experimental

97

Tabela 10 – Resistências mecâni- cas médias à tração médias nas amostras de grautes

Amostra

Média

Desvio

CV

(MPa)

(MPa)

(%)

AR

2,1

0,2

10,7

AE

2,2

0,2

9,5

A4

2,6

0,3

11,8

A8

2,6

0,3

10,8

BR

3,5

0,6

16,8

BE

3,2

0,4

13,9

B4

3,2

0,5

17,4

B8

2,9

0,4

14,2

Fonte: produzido pelo autor

Não foram encontrados valores atípicos de acordo com a ASTM E178-08 (ASTM,

2008) para os valores de tração à compressão diametral nas amostras dos grautes utilizados

no grupo, com significância de 5%, quando se considera para o grupo A a resistência

mecânica à tração média de 2,4 MPa. Ainda com significância de 5%, pode-se afirmar que

os grautes utilizados no grupo B possuem resistência mecânica à tração média de 3,2 MPa.

3.6.5 Armaduras

O aço utilizado foi caracterizado com base na metodologia da norma NBR ISO

6892-1 (ABNT, 2013b), com controle de velocidade de ensaio tanto para as amostras de

aço CA-50 utilizadas nas armaduras, quanto para a amostra de aço CA-60 utilizadas nas

hélices.

Problemas na coleta dos dados não permitiram, no entanto, avaliar as deformações

nas armaduras do aço CA-60.

3.6.5.1 Aço CA-50

As curvas de tensão por deformação na caracterização do aço CA-50, armaduras

de 12,5 mm, estão apresentadas na Figura 67.

Os ensaios foram realizados em uma máquina universal de ensaio, marca SHI-

MADZU tipo UH-FX de capacidade máxima de força 2000 kN.

Percebe-se um comportamento esperado da curva de ensaio, com patamar de

escoamento bem definido, típico para aços CA-50.

Capítulo 3. Programa experimental

98

Figura 67 – Curvas de tensão por deformação para a amostra da armadura de 12,5 mm

por deformação para a amostra da armadura de 12,5 mm Fonte: produzido pelo autor A Tabela

Fonte: produzido pelo autor

A Tabela 11 apresenta os principais dados coletados nas caracterizações das barras de 12,5 mm. Observa-se um escoamento médio em 567,2 MPa e a ruptura média em 612,1 kN. Os coeficientes de variação foram menores ou iguais a 2% tanto para os valores das forças de escoamento quanto para os valores das forças de ruptura.

Capítulo 3. Programa experimental

99

Tabela 11 – Principais dados coletados nas caracterizações das armaduras de 12,5 mm

CP

Escoamento

Ruptura

 

(MPa)

(MPa)

1 567,0

608,2

2 558,1

608,7

3 576,6

619,5

Média

567,2

612,1

Desvio

9,3

6,4

CV (%)

1,6%

1,0%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: F 0 : Início do regime elástico. F 2 : Final do regime elástico.

As curvas de tensão por deformação na caracterização do aço CA-50, armaduras

de 16,0 mm, estão apresentadas na Figura 68.

Apesar de mantido um regime elástico dentro dos valores esperados, as curvas de

ensaio das barras de 16,0 mm não apresentaram um patamar de escoamento definido,

conforme esperado para aços CA-50. É possível que uma interferência no processo de

manufatura tenha causado o encruamento prévio do material. A ausência do patamar, no

entanto, não interfere nos resultados da pesquisa uma vez que o mesmo lote foi considerado

em todo o grupo B.

Capítulo 3. Programa experimental

100

Figura 68 – Curvas de tensão por deformação deformação para a amostra da armadura de 16,0 mm

deformação para a amostra da armadura de 16,0 mm Fonte: produzido pelo autor A Tabela 12

Fonte: produzido pelo autor

A Tabela 12 apresenta os principais dados coletados nas caracterizações das arma-

duras de 16,0 mm. A tensão de escoamento calculada com o menor dos valores entre 0,2%

da deformação parcial e 0,5% da deformação total foi de 592,7. A ruptura média foi em

737,8 MPa, com um coeficiente de variação de 0,8%.

Capítulo 3. Programa experimental

101

Tabela 12 – Principais dados coletados nas caracterizações das armaduras de 16,0 mm

CP

Escoamento

Ruptura

 

(MPa)

(MPa)

1 577,4

731,3

2 598,3

739,2

3 602,5

743,0

Média

592,7

737,8

Desvio

13,4

6,0

CV (%)

2,3%

0,8%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: F 0 : Início do regime elástico. F 2 : Final do regime elástico.

3.6.5.2 Aço CA-60

Os ensaios da amostra de aço CA-60, diâmetro de 5,0 mm, foram realizados em

uma máquina universal de ensaio, marca EMIC tipo 23-1MN de capacidade máxima de

força 1000 kN.

A tensão de ruptura média foi de 831,7 MPa, com coeficiente de variação de 1,1%.

A Figura 69 apresenta as curvas de tensão por deslocamento na caracterização do

fio utilizado na pesquisa.

Capítulo 3. Programa experimental

102

Figura 69 – Curvas de tensão por deslocamento para a amostra do fio de 5,0 mm

de tensão por deslocamento para a amostra do fio de 5,0 mm Fonte: produzido pelo autor

Fonte: produzido pelo autor

Do ponto de vista da tensão de ruptura, os fios utilizados na pesquisa atendem aos requisitos especificados para a pesquisa.

3.7 Ensaios de tração

Os CPP foram ensaiados aos 28 dias de suas respectivas moldagens, com 3 unidades instrumentadas com extensômetros elétricos e 3 unidades não instrumentadas. A máquina universal de ensaio, marca SHIMADZU tipo UH-FX de capacidade máxima de força 2000 kN, foi calibrada de acordo com a NBR NM-ISO 7500-1 (ABNT, 2004), e a velocidade de controlada. A Figura 70 apresenta os principais equipamentos utilizados nos ensaios de tração dos CPP.

Capítulo 3. Programa experimental

103

Figura 70 – Equipamentos utilizados nos ensaios

1 3 4 2 5
1
3
4
2
5

Fonte: produzido pelo autor em 26 nov. 2015

(1): Máquina universal (2): Dispositivos para controle do equipamento, leitura e registros dos dados na máquina universal (3): Corpo de prova posicionado para ensaio (4): Dispositivo de conversão dos sinais analógicos gerados pelos extensômetros para sinais digitais lidos pelo computador (5): Computador para registro dos sinais digitais gerados por (4) e conectado à máquina universal para registro da força aplicada em (3) por (1) no decorrer do ensaio. A força aplicada foi a variável comum entre os equipamentos

Pode-se observar um corpo de prova já preparado para ser ensaiado, identificado

como do grupo B, configuração R, corpo de prova 1. Os 4 fios que se projetam do corpo

de prova estão conectados no sistema ADS para a leitura de sinais.

A leitura dos sinais analógicos captados pelos extensômetros foi feita através de

um sistema de aquisição de dados, correlacionados com as leituras da prensa através da

força tracionadora aplicada no CPP.

Os dados fornecidos pelo extensômetro permitiram identificar e diferenciar o

comportamento das tensões nas armaduras na região das juntas. A Figura 71 ilustra, por

exemplo, maiores deformações nos extensômetros localizados nas juntas superior e inferior

em relação às deformações nos extensômetros localizados na junta intermediária, no centro

Capítulo 3. Programa experimental

104

da emenda.

Figura 71 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 3

deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor Uma dificuldade encontrada

Fonte: produzido pelo autor

Uma dificuldade encontrada nos ensaios foi em relação à excentricidade entre as

armaduras dos CPP e as garras da máquina universal. Enquanto nas configurações de

referência a excentricidade era mínima, nas demais configurações as armaduras estavam

distanciadas diametralmente limitadas à seção circular da hélice.

A excentricidade gerou maior acomodação do equipamento de ensaio até o início do

regime considerado elástico, além de forças internas no concreto. Os longos deslocamentos

horizontais provavelmente resultam desses fatores.

Outra observação feita em relação à excentricidade foi a abertura de fissuras nas

juntas de argamassa superior e inferior, conforme ilustra a Figura 72. Pôde-se perceber

que o braço gerado pela excentricidade das armaduras propicia o aparecimento de fissuras

à direita na junta superior e à esquerda na junta inferior. O fenômeno é característico do

momento aplicado no corpo de prova, todavia a região da emenda manteve o comportamento

esperado.

Capítulo 3. Programa experimental

105

Figura 72 – Abertura de fissuras simétricas

105 Figura 72 – Abertura de fissuras simétricas Fonte: produzido pelo autor em 19 nov. 2015

Fonte: produzido pelo autor em 19 nov. 2015

Observou-se o aparecimento de fissuras na região da emenda à medida que os ensaios eram realizados, com exceção das juntas superior e inferior, uma vez que estas não são, a rigor, parte das emendas por traspasse. A primeira fissuração na região das emendas foi, por algumas vezes, acompanhada por uma interferência na curva de força por deslocamento, conforme se pode observar na Figura 73.

Capítulo 3. Programa experimental

106

Figura 73 – Abertura de fissuras e variação na força aplicada pelo equipamento

2 1
2
1

Fonte: produzido pelo autor

(1): Primeiro registro de fissuração observado no gráfico (2): Segundo registro de fissuração observado no gráfico.

Neste caso específico, fissuras começaram a surgir ao ser atingida a força de

aproximadamente 30 kN, com um deslocamento aproximado da garra do equipamento de

15 mm.

A força no aparecimento da primeira fissura foi registrada e, como critério de

eliminação do corpo de prova em relação ao estado limite de serviço, considerou-se força

crítica aquela que evidenciou falha na região da emenda, registrada por aberturas de

fissuras de aproximadamente 2 mm.

No caso de emendas consideradas inadequadas ao uso devido à abertura de fissuras,

considerou-se a força de final de curso quando não ocorreu ruptura do corpo de prova, ou

a força de ruptura quando essa ocorreu.

A Tabela 13 apresenta os principais dados registrados em cada ensaio, enquanto

na Figura 74, destacam-se os pontos em uma curva.

Capítulo 3. Programa experimental

107

Tabela 13 – Forças extraídas dos gráficos e símbolos utilizados como refe- rência

Força

Símbolo

(kN)

Início do regime elástico

F 0

Primeira fissuração

F 1

Final do regime elástico

F 2

Crítica

F crit

Ruptura

F rup

Final de curso

F f inal

Fonte: produzido pelo autor

Figura 74 – Forças extraídas dos gráficos

pelo autor Figura 74 – Forças extraídas dos gráficos Fonte: produzido pelo autor Apresentam-se a seguir

Fonte: produzido pelo autor

Apresentam-se a seguir os dados relativos aos ensaios de cada combinação de

grupo e configuração. Detalhes qualitativos dos ensaios, bem como dados relevantes estão

apresentados. No entanto, as análises foram reservadas para o capítulo Capítulo 4.

3.7.1 Grupo A, configuração R

Os ensaios do grupo A, configuração R (Figura 75), ocorreram aos 28 dias de

suas moldagens. A configuração R representa a emenda por traspasse tal qual é realizada

Capítulo 3. Programa experimental

108

atualmente: pela justaposição das armaduras verticais e garantia da manutenção desse posicionamento pela amarração com arames em duas ou mais seções da emenda.

Figura 75 – Ensaio do grupo A, configuração R

emenda. Figura 75 – Ensaio do grupo A, configuração R Fonte: produzido pelo autor em 12

Fonte: produzido pelo autor em 12 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 5,5 mm da garra do equipamento. A partir desse instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, fissuras se iniciaram nas regiões das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Três corpos de prova chegaram ao final do regime elástico sem o registro de fissuras, enquanto os outros três corpos de prova registraram o aparecimento da primeira fissuração, com consequente propagação de fissuras, ainda no regime considerado elástico.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova,

Capítulo 3. Programa experimental

109

por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. Não houve, no entanto, nenhuma ruptura antes de ser atingida a força nominal das armaduras, 61,4 kN. As emendas continuaram a receber carga e sinalizar, por meio das fissuras, uma iminente ruína.

Nos corpos de prova AR-5 e AR-6 houve o escorregamento das armaduras, com posterior rearranjo e continuação na absorção dos esforços. Nos corpos de prova AR-1, AR-2 e AR-4; houve ruptura por arrancamento das armaduras, enquanto nos demais corpos de prova ensaiados, atingiu-se o final de curso configurado para o equipamento (50 mm), sem que a força de ruptura fosse atingida.

A Figura 76 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configu- ração R. As forças extraídas, nos ensaios estão indicadas na Tabela 14.

Figura 76 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração R

na Tabela 14. Figura 76 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração R Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

110

Tabela 14 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração R

Força

AR-1

AR-2

AR-3

AR-4

AR-5

AR-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

16,67

17,83

17,06

15,35

19,52

13,77

16,70

1,99

11,9

F 1

35,79

63,20

65,64

69,83

44,40

33,09

51,99

16,17

31,1

F 2

62,13

55,86

54,48

65,52

58,48

57,86

59,06

4,10

6,9

F crit

46,50

64,45

65,74

70,51

52,18

44,53

57,32

10,98

19,2

F rup

76,83

73,72

77,74

80,03

74,04

71,91

75,71

3,01

4,0

F f inal

52,08

47,60

77,39

38,84

42,80

78,54

56,21

17,44

31,0

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

Houve um problema na captação dos dados do sistema ADS, registrado como uma

interferência no deslocamento que pode ser observada na curva.

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração R, amostra 1, está indicada na Figura 77.

Figura 77 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, amostra 1

Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, amostra 1 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

111

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração R, amostra 2, está indicada na Figura 78.

Figura 78 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, amostra 2

deformação para o grupo A, configuração R, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração R, amostra 3, está indicada na Figura 79.

Capítulo 3. Programa experimental

112

Figura 79 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, amostra 3

deformação para o grupo A, configuração R, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.2 Grupo A,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.2 Grupo A, configuração E

Os ensaios do grupo A, configuração E (Figura 80), ocorreram aos 28 dias de

suas moldagens. Esta configuração foi construída com um espaçamento de 5 cm entre

as extremidades externas das armaduras para se avaliar o efeito do espaçamento entre

armaduras em relação à configuração R.

Capítulo 3. Programa experimental

113

Figura 80 – Ensaio do grupo A, configuração E

113 Figura 80 – Ensaio do grupo A, configuração E Fonte: produzido pelo autor em 13

Fonte: produzido pelo autor em 13 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 13,0 mm da garra do equipamento, significativamente maior do que na configuração de referência do grupo A. Nesse instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

Assim como na configuração de referência, o aparecimento de fissuras se iniciou na região das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Observou-se, no entanto, um comportamento mais frágil do corpo de prova em relação ao estado limite de serviço. As fissuras se propagaram com mais velocidade e o estado crítico foi atingido, em média, com uma força 7% menor do que na configuração de referência.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova, por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. No corpo de prova AE-6, houve ruptura abrupta por escorregamento da armadura, com 33,4 kN, equivalente

Capítulo 3. Programa experimental

114

à tensão de 272,6 MPa aplicada nas extremidades das barras.

Nos corpos de prova AE-1, AE-2, AE-4 e AE-5 houve o escorregamento das armaduras, com posterior rearranjo e continuação na absorção dos esforços até o final de curso configurado para o equipamento (50 mm), sem que a força de ruptura fosse atingida. Nos corpos de prova AE-3 e AE-6, houve uma ruptura por arrancamento das armaduras.

A Figura 81 mostra as curvas de força por deslocamento o grupo A, configuração E. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 15.

Figura 81 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração E

na Tabela 15. Figura 81 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração E Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

115

Tabela 15 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração E

Força

AE-1

AE-2

AE-3

AE-4

AE-5

AE-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

13,73

16,26

22,74

17,03

11,54

19,82

16,85

4,05

24,0

F 1

53,30

54,57

65,60

36,42

47,66

29,63

47,86

13,06

27,3

F 2

57,54

64,27

55,64

58,78

47,73

53,32

56,21

5,55

9,9

F crit

60,92

61,31

66,03

45,62

52,21

33,45

53,26

12,15

22,8

F rup

75,72

82,78

71,52

81,42

59,03

61,20

71,95

10,04

14,0

F f inal

75,02

82,09

46,91

81,11

78,59

10,56

62,38

28,59

45,8

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

Houve um problema na captação dos dados gerados pelo ADS no segundo corpo

de prova, inabilitando a interpretação das deformações nos extensômetros.

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração E, amostra 1, está indicada na Figura 82.

Figura 82 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, amostra 1

Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, amostra 1 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

116

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração E, amostra 2, está indicada na Figura 83.

Figura 83 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, amostra 2

deformação para o grupo A, configuração E, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração E, amostra 3, está indicada na Figura 84.

Capítulo 3. Programa experimental

117

Figura 84 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, amostra 3

deformação para o grupo A, configuração E, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.3 Grupo A,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.3 Grupo A, configuração 4

Os ensaios do grupo A, configuração 4 (Figura 85), ocorreram aos 28 dias de suas

moldagens. Essa configuração também foi espaçada assim como na configuração E, porém

as armaduras foram confinadas por uma hélice circular com passo de 35 mm ao longo de

todo o comprimento de traspasse.

Capítulo 3. Programa experimental

118

Figura 85 – Ensaio do grupo A, configuração 4

118 Figura 85 – Ensaio do grupo A, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor em 19

Fonte: produzido pelo autor em 19 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 12,8 mm da garra do equipamento. O registo da força e deslocamento foi feito e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

Em alguns corpos de prova, houve um escorregamento no contato entre a garra da máquina universal e a armadura do corpo de prova, antes do início do regime elástico. Este escorregamento não deve ser confundido com escorregamento da armadura ou aparecimento de fissuras no corpo de prova, uma vez que o regime continuou elástico, sem mudança na derivada da força em relação ao deslocamento.

Assim como na configuração E, o binário formado pelo afastamento entre as armaduras deve ter influenciado o aparecimento de fissuras em lados opostos nas juntas superior e inferior. A propagação das fissuras ocorreu continuamente a medida que mais carga foi adicionada ao corpo de prova.

Capítulo 3. Programa experimental

119

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, as fissuras se iniciaram após o final do regime elástico. A abertura e propagação de fissuras ficou evidenciada na curva pela ligeira redução na derivada da força em relação ao deslocamento.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova, por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. Com exceção dos corpos de prova A4-3 e A4-4, com forças críticas de 59,78 kN e 60,17 kN (487,2 MPa e 490,4 MPa), todos os outros corpos de prova obtiveram forças críticas maiores que a força nominal das armaduras, 61,4 kN. Em média, a força crítica foi 9% superior em relação à configuração de referência.

Para todos os corpos de prova, atingiu-se o final de curso configurado para o equipamento (50 mm), sem que a carga de ruptura fosse atingida.

A Figura 86 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configu- ração R. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 16.

Figura 86 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 4

na Tabela 16. Figura 86 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 4 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

120

Tabela 16 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 4

Força A4-1

A4-2

A4-3

A4-4

A4-5

A4-6

Média

Desvio

CV

 

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

16,94

20,87

16,59

19,85

20,68

25,68

20,10

3,30

16,4

F 1

63,14

65,75

51,96

59,30

60,02

53,35

58,92

5,39

9,1

F 2

54,35

54,55

51,96

54,05

54,27

49,24

53,07

2,10

4,0

F crit

64,38

66,26

59,78

60,17

62,42

62,81

62,64

2,47

3,9

F rup

77,24

77,38

80,95

75,38

79,80

78,06

78,14

1,98

2,5

F f inal

77,24

77,38

80,95

75,38

79,80

78,06

78,14

1,98

2,5

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

Houve um problema na captação dos dados gerados pelo ADS no segundo corpo

de prova, inabilitando a interpretação das deformações nos extensômetros.

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 4, amostra 1, está indicada na Figura 87.

Figura 87 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 1

Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 1 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

121

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 4, amostra 2, está indicada na Figura 88.

Figura 88 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 2

deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 4, amostra 3, está indicada na Figura 89.

Capítulo 3. Programa experimental

122

Figura 89 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 3

deformação para o grupo A, configuração 4, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.4 Grupo A,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.4 Grupo A, configuração 8

Os ensaios do grupo A, configuração 8 (Figura 90), ocorreram aos 28 dias de suas

moldagens. Esta configuração também foi espaçada assim como na configuração E, porém

as armaduras foram confinadas por uma hélice circular com passo de 80 mm ao longo de

todo o comprimento de traspasse.

Capítulo 3. Programa experimental

123

Figura 90 – Ensaio do grupo A, configuração 8

123 Figura 90 – Ensaio do grupo A, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor em 24

Fonte: produzido pelo autor em 24 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 10,7 mm da garra do equipamento. Nesse instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, fissuras se iniciaram nas regiões das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Todos os corpos de prova chegaram ao final do regime elástico sem o registro de primeira fissuração.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova, por comprometimento do estado limite de serviço, com aberturas de fissuras na região da emendas significativas para se atingir o estado limite de serviço. Não houve, no entanto, nenhuma ruptura antes de ser atingida a força nominal das armaduras, 61,4 kN. As emendas continuaram a receber carga e sinalizar a iminente ruína por meio das fissuras. Em média, a força crítica foi 6% superior em relação à configuração de referência.

Capítulo 3. Programa experimental

124

Nos corpos de prova A8-1 e A8-3 houve o escorregamento das armaduras, com posterior rearranjo e continuação na absorção dos esforços. Nos corpos de prova A8-4 e A8-6, houve uma ruptura por arrancamento das armaduras. Atingiu-se, nos corpos de prova A8-2 e A8-5, o final de curso configurado para o equipamento (50 mm) sem que a força de ruptura fosse atingida.

A Figura 91 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configu- ração 8. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 17.

Figura 91 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

na Tabela 17. Figura 91 – Força por deslocamento para o grupo A, configuração 8 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

125

Tabela 17 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 8

Força A8-1

A8-2

A8-3

A8-4

A8-5

A8-6

Média

Desvio

CV

 

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,58

21,49

21,32

24,45

20,20

22,40

22,57

2,05

9,1

F 1

61,95

51,42

48,71

45,23

62,33

68,59

56,37

9,20

16,3

F 2

56,22

47,47

48,74

41,69

53,33

58,24

50,95

6,15

12,1

F crit

67,22

54,41

56,02

53,71

64,17

68,99

60,75

6,83

11,3

F rup

83,31

78,65

77,56

72,66

80,17

81,19

78,92

3,66

4,6

F f inal

83,31

78,65

77,56

40,27

80,14

28,84

64,80

23,78

36,7

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

Houve um problema na captação dos dados do sistema ADS para o corpo de prova

A8-3, registrado como uma interferência no deslocamento que pode ser observada na curva.

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 8, amostra 1, está indicada na Figura 92.

Figura 92 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 1

Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 1 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

126

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 8, amostra 2, está indicada na Figura 93.

Figura 93 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 2

deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 8, amostra 3, está indicada na Figura 94.

Capítulo 3. Programa experimental

127

Figura 94 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 3

deformação para o grupo A, configuração 8, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.5 Grupo B,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.5 Grupo B, configuração R

Os ensaios do grupo B, configuração R (Figura 95), ocorreram aos 28 dias de

suas moldagens. A configuração R representa a emenda por traspasse tal qual é realizada

atualmente: pela justaposição das armaduras verticais e garantia da manutenção desse

posicionamento pela amarração com arames em duas ou mais seções da emenda.

Capítulo 3. Programa experimental

128

Figura 95 – Ensaio do grupo B, configuração R

128 Figura 95 – Ensaio do grupo B, configuração R Fonte: produzido pelo autor em 26

Fonte: produzido pelo autor em 26 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 7,7 mm da garra do equipamento. Neste instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

Todos os corpos de prova ensaiados atingiram a ruptura por deslocamento da armadura. A ruptura se concentrou em um deslocamento do equipamento entre 20 e 30 mm do início.

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, fissuras se iniciaram nas regiões das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Todos os corpos de prova chegaram ao final do regime elástico sem o registro de fissuras, com duas delas (BR-1 e BR-3) tendo o registro de primeira fissuração em força similar ao aparecimento da primeira fissura.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova,

Capítulo 3. Programa experimental

129

por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. Não houve, no entanto, nenhuma ruptura crítica antes de ser atingida a força nominal das armaduras, 100,6 kN. As emendas continuaram a receber carga e sinalizar, por meio das fissuras, uma iminente ruína.

A Figura 96 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configu- ração R. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 18.

Figura 96 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração R

na Tabela 18. Figura 96 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração R Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

130

Tabela 18 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração R

Força

BR-1

BR-2

BR-3

BR-4

BR-5

BR-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

28,67

30,27

25,22

26,76

30,15

28,62

28,28

1,97

7,0

F 1

100,21

107,16

104,75

83,92

99,78

91,50

97,89

8,69

8,9

F 2

100,21

95,91

92,42

83,92

90,89

78,04

90,23

8,07

8,9

F crit

103,69

106,99

105,68

87,99

101,92

90,53

99,47

8,13

8,2

F rup

128,67

126,92

122,13

137,00

126,03

134,69

129,24

5,59

4,3

F f inal

53,17

33,30

28,38

21,42

98,48

29,02

43,96

28,79

65,5

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração R, amostra 1, está indicada na Figura 97.

Figura 97 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, amostra 1

deformação para o grupo B, configuração R, amostra 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

Capítulo 3. Programa experimental

131

o grupo B, configuração R, amostra 2, está indicada na Figura 98.

Figura 98 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, amostra 2

deformação para o grupo B, configuração R, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração R, amostra 3, está indicada na Figura 99.

Capítulo 3. Programa experimental

132

Figura 99 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, amostra 3

deformação para o grupo B, configuração R, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.6 Grupo B,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.6 Grupo B, configuração E

Os ensaios do grupo B, configuração E (Figura 100), ocorreram aos 28 dias de

suas moldagens. Esta configuração foi construída com um espaçamento de 5 cm entre

as extremidades externas das armaduras para se avaliar o efeito do espaçamento entre

armaduras em relação à configuração R.

Capítulo 3. Programa experimental

133

Figura 100 – Ensaio do grupo B, configuração E

133 Figura 100 – Ensaio do grupo B, configuração E Fonte: produzido pelo autor em 27

Fonte: produzido pelo autor em 27 nov. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 13,7 mm da garra do equipamento. Neste instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova. Em contraste com a configuração de referência, na qual as rupturas ocorreram na faixa de deslocamento entre 20 e 30 mm, a variação no deslocamento na configuração E foi significativamente maior, com desvio padrão de 7,09 mm, ou seja, um coeficiente de variação de 52

Do ponto de vista do estado limite de serviço, esta combinação de grupo e configu- ração foi a que obteve o pior desempenho. A primeira fissuração foi registrada em uma força média de 65,11 kN, ou 323,7 MPa se considerarmos a área da armadura de 16 mm utilizada neste grupo.

A força crítica foi atingida na sequência, com uma propagação e ramificação de fissuras maior do que a registrada na configuração de referência. Em todos os corpos de

Capítulo 3. Programa experimental

134

prova, o regime elástico cessou ao ser registrada a primeira fissuração. Em média, a força crítica nesta configuração foi 27% inferior em relação à configuração de referência.

Em todos os corpos de prova, a ruptura se deu por deslocamento da armadura no corpo de prova.

A Figura 101 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configu- ração E. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 19.

Figura 101 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração E

Força por deslocamento para o grupo B, configuração E Fonte: produzido pelo autor Tabela 19 –

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 19 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração E

Força

BE-1

BE-2

BE-3

BE-4

BE-5

BE-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,95

25,83

27,83

29,79

31,32

39,76

30,08

5,21

17,3

F 1

68,64

55,44

62,31

45,63

84,91

73,70

65,11

13,85

21,3

F 2

68,47

55,44

62,31

45,63

84,91

73,70

65,08

13,84

21,3

F crit

85,32

61,68

74,86

51,46

84,91

74,48

72,12

13,32

18,5

F rup

111,55

77,91

115,22

88,12

93,09

102,57

98,08

14,33

14,6

F f inal

76,73

16,28

34,27

22,87

20,74

72,14

40,51

26,98

66,6

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

135

Houve um problema na captação dos dados do sistema ADS no segundo corpo

de prova, registrado como uma interferência no deslocamento que pode ser observada na

curva.

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração E, amostra 1, está indicada na Figura 102.

Figura 102 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, amostra 1

deformação para o grupo B, configuração E, amostra 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração E, amostra 2, está indicada na Figura 103.

Capítulo 3. Programa experimental

136

Figura 103 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, amostra 2

deformação para o grupo B, configuração E, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração E, amostra 3, está indicada na Figura 104.

Capítulo 3. Programa experimental

137

Figura 104 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, amostra 3

deformação para o grupo B, configuração E, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.7 Grupo B,

Fonte: produzido pelo autor

3.7.7 Grupo B, configuração 4

Os ensaios do grupo B, configuração 4 (Figura 105), ocorreram aos 28 dias de suas

moldagens. Esta configuração também foi espaçada assim como na configuração E, porém

as armaduras foram confinadas por uma hélice circular com passo de 35 mm ao longo de

todo o comprimento de traspasse.

Capítulo 3. Programa experimental

138

Figura 105 – Ensaio do grupo B, configuração 4

138 Figura 105 – Ensaio do grupo B, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor em 03

Fonte: produzido pelo autor em 03 dez. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 13,6 mm da garra do equipamento. Neste instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

A ruptura na configuração 4 foi atingida em todos os corpos de prova, porém houve ruptura da armadura em dois corpos de prova ensaiados: B4-1, B4-2 e B4-3. Como a ruptura se deu em ponto próximo à aplicação dos extensômetros, é possível que este fato tenha influenciado na mesma, uma vez que o esmerilhamento da barra de aço reduz a área da seção transversal no trecho requerido para aplicação dos extensômetros. Todavia, a mesma metodologia foi realizada na aplicação dos extensômetros, e as tensões de ruptura atingidas são coerentes com o ensaio de caracterização da armadura CA-50 de 16 mm. Evidencia-se, portanto, que se atingiu a tensão de ruptura no aço na configuração 4 (Figura 106).

Capítulo 3. Programa experimental

139

Figura 106 – Ruptura do aço nos ensaios do grupo B, configuração 4

Ruptura do aço nos ensaios do grupo B, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor em 03

Fonte: produzido pelo autor em 03 dez. 2015

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, fissuras se iniciaram nas regiões das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Todas os corpos de prova chegaram ao final do regime elástico sem o registro de fissuras, com uma delas (B4-4) tendo o registro de primeira fissuração em força similar ao aparecimento da primeira fissura.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova, por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. Não houve, no entanto, nenhuma ruptura crítica antes de ser atingida a força nominal das armaduras, 100,6 MPa. As emendas continuaram a receber carga e sinalizar, por meio das fissuras, uma iminente ruína. Em média, a força crítica na configuração 4 foi 9% superior em relação à configuração de referência.

Com exceção dos corpos de prova já mencionadas de atingirem a ruptura da

Capítulo 3. Programa experimental

140

armadura, os demais corpos de prova (B4-4, B4-5 e B4-6) romperam por arrancamento da armadura.

Observou-se também que as rupturas eram acompanhadas por destacamento de partes do bloco, com a exposição da seção de graute rompida em padrão de hélice circular (Figura 107), evidenciado a ação da hélice no conjunto da emenda por traspasse.

Figura 107 – Ruptura em padrão de hélice

por traspasse. Figura 107 – Ruptura em padrão de hélice Fonte: produzido pelo autor em 03

Fonte: produzido pelo autor em 03 dez. 2015

A Figura 108 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configu- ração 4. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 20.

Capítulo 3. Programa experimental

141

Figura 108 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração 4

Força por deslocamento para o grupo B, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor Tabela 20 –

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 20 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 4

Força

B4-1

B4-2

B4-3

B4-4

B4-5

B4-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

30,27

33,65

24,81

34,05

33,98

32,10

31,48

3,57

11,4

F 1

98,78

88,30

98,34

103,50

104,97

99,75

98,94

5,86

5,9

F 2

87,11

88,30

54,05

90,52

92,26

88,62

83,48

14,53

17,4

F crit

113,74

102,39

105,73

110,51

107,04

112,53

108,66

4,35

4,0

F rup

141,91

139,20

127,04

118,17

124,92

135,45

131,12

9,20

7,0

F f inal

113,06

114,88

90,11

43,97

67,31

105,07

89,07

28,31

31,8

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

Um dos extensômetros no corpo de prova número 3 foi danificado. Entretanto, de uma maneira geral, pode-se observar porém que as deformações nos extensômetros locali- zados nas juntas superior e inferior foram maiores que as deformações nos extensômetros localizados na junta central. Este resultado era esperado, uma vez que na junta central existe o dobro da armadura existente nas juntas superior e interior.

Capítulo 3. Programa experimental

142

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 4, amostra 1, está indicada na Figura 109.

Figura 109 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 1

deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 4, amostra 2, está indicada na Figura 110.

Capítulo 3. Programa experimental

143

Figura 110 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 2

deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 4, amostra 3, está indicada na Figura 111.

Capítulo 3. Programa experimental

144

Figura 111 – Curva de tensão por deslocamento por deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 3

deformação para o grupo B, configu- ração 4, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.7.8 Grupo

Fonte: produzido pelo autor

3.7.8 Grupo B, configuração 8

Os ensaios do grupo B, configuração 8 (Figura 112), ocorreram aos 28 dias de suas

moldagens. Esta configuração também foi espaçada assim como na configuração E, porém

as armaduras foram confinadas por uma hélice circular com passo de 80 mm ao longo de

todo o comprimento de traspasse.

Capítulo 3. Programa experimental

145

Figura 112 – Ensaio do grupo B, configuração 8

145 Figura 112 – Ensaio do grupo B, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor em 04

Fonte: produzido pelo autor em 04 dez. 2015

Antes de se entrar no regime elástico, no registro da força de início do regime elástico, houve um deslocamento médio de 10,4 mm da garra do equipamento. Neste instante, houve o registo da força e deslocamento e passou-se a observar o aparecimento de fissuras no corpo de prova.

A ruptura na configuração 4 foi atingida em todos os corpos de prova, porém houve ruptura da armadura no primeiro corpo de prova ensaiado, B8-1. O ruído foi similar ao obtido na ruptura da armadura quando na caracterização do aço, bem como nas rupturas ocorridas nos corpos de prova B4-1 e B4-2. As tensões de ruptura atingidas são coerentes com o ensaio de caracterização da armadura CA-50 de 16 mm.

Em todos os 6 corpos de prova ensaiados, fissuras se iniciaram nas regiões das juntas superior e inferior, com propagação para a região da emenda. Todos os corpos de prova chegaram ao final do regime elástico sem o registro de fissuras, com uma delas (B8-2) tendo o registro de primeira fissuração em força similar ao aparecimento da primeira

Capítulo 3. Programa experimental

146

fissura.

As emendas foram consideradas inadequadas ao uso, em todos os corpos de prova, por comprometimento do estado limite de serviço. As aberturas de fissuras na região da emenda foram significativas para se atingir o estado limite de serviço. Não houve, no entanto, nenhuma ruptura crítica antes de ser atingida a força nominal das armaduras, 100,6 kN. As emendas continuaram a receber carga e sinalizar, por meio das fissuras, uma iminente ruína. Em média, a força crítica na configuração 4 foi 8% inferior em relação à configuração de referência.

Com exceção dos corpos de prova já mencionados de atingir a ruptura da armadura, os demais corpos de prova - B8-2, B8-3, B8-4, B8-5 e B8-6 - romperam por arrancamento da armadura.

Observou-se também que as rupturas eram acompanhadas por destacamento de partes do bloco, com a exposição da seção de graute rompida em padrão de hélice circular, evidenciado a ação da hélice no conjunto da emenda por traspasse.

A Figura 113 mostra as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configu- ração 8. As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 21.

Figura 113 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração 8

na Tabela 21. Figura 113 – Força por deslocamento para o grupo B, configuração 8 Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 3. Programa experimental

147

Tabela 21 – Forças nos ensaios d%o grupo B, configuração 8

Força

B8-1

B8-2

B8-3

B8-4

B8-5

B8-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,05

34,88

32,28

35,51

36,05

37,00

33,46

4,42

13,2

F 1

95,19

79,70

97,47

84,99

65,46

56,21

79,84

16,36

20,5

F 2

79,17

74,05

80,84

84,99

63,69

55,31

73,01

11,35

15,5

F crit

107,04

91,92

111,12

87,90

82,84

70,46

91,88

15,21

16,6

F rup

141,28

126,03

140,01

119,57

131,22

133,55

131,94

8,29

6,3

F f inal

117,34

90,19

61,67

119,57

72,26

78,33

89,89

23,98

26,7

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 8, amostra 1, está indicada na Figura 114.

Figura 114 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 1

deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

Capítulo 3. Programa experimental

148

o grupo B, configuração 8, amostra 2, está indicada na Figura 115.

Figura 115 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 2

deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas de

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 8, amostra 3, está indicada na Figura 116.

Capítulo 3. Programa experimental

149

Figura 116 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 3

deformação para o grupo B, configuração 8, amostra 3 Fonte: produzido pelo autor 3.8 Considerações sobre

Fonte: produzido pelo autor

3.8 Considerações sobre o programa experimental

A geometria adotada para os corpos de prova ensaiados foi ideal do ponto de vista

da moldagem e transporte. Os operários que trabalharam na confecção dos corpos de prova

não tiveram dificuldades em realizar a moldagem, e o transporte foi facilitado tanto no

canteiro quanto dentro do laboratório.

Especial atenção teve que ser aplicada no momento do lançamento do graute para

que as armaduras não se deslocassem e mantivessem a configuração para qual foram

projetadas.

Apesar do corpo de prova pesar aproximadamente 45 kg, sua manipulação por uma

só pessoa é arriscada, sendo sempre transportado e acoplado na máquina universal em

duas pessoas. A fixação nas garras por vezes foi dificultada devido à excentricidade das

armaduras, mais evidente nas configurações espaçadas.

O escorregamento das armaduras foi acompanhado pelo esfarelamento de parte

do graute ou da argamassa de assentamento utilizada na base dos corpos de prova em

sua moldagem. Isso obrigou a limpezas e engraxamento constantes entre ensaios para

que a garra se deslocasse com o menor atrito possível. A não limpeza e engraxamento

nos ensaios dos primeiros corpos de prova desperdiçou tempo, uma vez que assim que as

Capítulo 3. Programa experimental

150

garras paravam de se movimentar, o tempo para liberá-la era maior do que o aplicado nas limpezas.

Em relação ao tempo de ensaio, cada corpo de prova foi ensaiado em aproxima- damente 60 minutos na situação mais demorada, considerando todo o ciclo de ensaio:

acoplamento do corpo de prova, conexão dos extensômetros ao equipamento de conversão de sinais, calibração dos extensômetros, ensaio e limpeza do equipamento. Para os corpos de prova sem extensômetros, os ensaios foram realizados em aproximadamente 40 minutos, 20 minutos a menos do que o planejado.

Considerando todos os aspectos e o resultado alcançado, as escolhas dos materiais, geometria dos corpos de prova e equipamentos utilizados se demonstraram viáveis para esse tipo de investigação.

151

4 ANÁLISES

O programa experimental apresentado no Capítulo 3 contém o início das discussões

relativas ao que se foi observado no decorrer dos ensaios. Neste capítulo, analisam-se os dados obtidos no programa experimental e extraem-se as informações pertinentes ao

objetivo do estudo.

4.1 Forças de interesse

Das seis forças extraídas das curvas de ensaio de tração nos corpos de prova prismáticos, indicadas na Tabela 13, três são as principais forças de interesse: primeira fissuração, crítica e ruptura.

Elas se destacam das demais por estarem mais relacionadas com o Estado Limite de Serviço, nos casos das forças de primeira fissuração e forças críticas; e com o Estado Limite Último, no caso da força de ruptura.

Análises mais detalhadas foram realizadas nas forças principais, enquanto em outras forças a análise foi qualitativa, seja por falta de elementos que permitissem uma análise quantitativa, seja por não relevância dentro do contexto das configurações.

As forças de início e final de regime elástico após o final do trecho de acomodação, por exemplo, são relevantes quando se estuda a relação entre elas e os deslocamentos dos extensômetros, o que se realiza na seção 4.3 e na seção 4.4.

As forças de final de curso foram coletadas apenas para registro, uma vez que o final de curso da máquina universal foi definida igual em todos os ensaios. No caso de ruptura do corpo de prova, a força foi registrada, caso contrário as forças de final de curso foram idênticas à força de ruptura.

A importância de se estudar as forças de interesse no início das análises reside no

fato de elas serem recorrentes na interpretação do fenômeno estudado.

4.1.1 Forças de início do regime elástico

As forças de início do regime elástico, F 0 , foram registradas assim que se iniciou o regime considerado elástico linear.

Denomina-se trecho de acomodação aos pontos iniciais do gráfico força por deslo- camento no qual o raio de curvatura é não infinito. Observou-se que neste deslocamento inicial, havia uma correspondência tanto com as acomodações da máquina de ensaio universal, quanto com a fixação das garras às armaduras. A parcela de acomodação devida à fixação das garras foi mais acentuada nas barras espaçadas, possivelmente devido ao

Capítulo 4. Análises

152

maior desalinhamento das barras em relação ao equipamento.

Após o trecho de acomodação, não houve nenhum deslocamento da garra do equipamento em relação às regiões das armaduras solidárias à garra.

Não foram identificados valores atípicos segundo a norma ASTM E178-08 (ASTM, 2008) para as forças de início de regime elástico nos ensaios do grupo A, com significância 5%. No grupo B, no entanto, os testes indicaram três corpos de prova com valores atípicos, seguindo-se a mesma metodologia: o corpo de prova BE-6, o corpo de prova B4-3 e o corpo de prova B8-1. Os resultados dos três corpos de prova não serão considerados sempre que a análise for fundamentada nas forças de início do regime elástico.

Como não foi possível na pesquisa isolar o efeito da acomodação do equipamento do efeito da fixação das garras às armaduras, não cabe realizar uma comparação quantitativa das forças médias de início do regime elástico entre configurações distintas. Esta variável é melhor comparada dentro da própria configuração, em combinação com os deslocamentos nos extensômetros, por exemplo.

Qualitativamente, identifica-se que os deslocamentos iniciais foram mais significati- vos para as configurações nas quais as emendas estavam espaçadas do que nas configurações de referência. É evidente que o espaçamento entre barras promove não só a dificuldade no alinhamento do corpo de prova, como também gera um binário no par de armaduras.

Estima-se, no entanto, que as armaduras não estarão diametralmente opostas entre si na situação de aplicação real da solução. O peso próprio da armadura promove uma curvatura da mesma ao longo do vazado, o que inviabiliza a situação diametralmente oposta estudada na pesquisa, conforme se pode observar na Figura 117. A disposição das armaduras na situação mais afastada foi relizada na intenção de se estudar o fenômeno na situação menos favorável do ponto de vista da transferência de esforços entre as armaduras, consequentemente a favor da segurança.

Capítulo 4. Análises

153

Figura 117 – Aplicação da emenda em situação real

153 Figura 117 – Aplicação da emenda em situação real Fonte: produzido pelo autor em 02

Fonte: produzido pelo autor em 02 abr. 2015

A fotografia ilustra a aplicação da hélice circular na emenda por traspasse de armadura vertical em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. A barra à direita provém do pavimento inferior, enquanto a barra à esquerda foi lançada após a elevação completa da alvenaria no pavimento estudado. Observa-se que o espaçamento entre barra é inferior ao diâmetro interno da seção transversal ao comprimento da hélice. Esta situação foi consistente em todos os 16 pontos observados neste pavimento.

Foram registrados os deslocamentos iniciais associados às forcas de início do regime elástico. Tais deslocamentos serão uteis na subseção em que se estudará as curvas de força por deslocamento sem o trecho de acomodação inicial. Considera-se também combinar os deslocamentos iniciais e as deformações nos extensômetros, no intuito de se compreender melhor o fenômeno estudado.

4.1.2 Forças de primeira fissuração

As forças de primeira fissuração, F 1 , foram aquelas nas quais se registrou a primeira fissuração na região das emendas por traspasse estudadas. A rigor, em algumas situações a primeira fissuração no CPP ocorreu na região das juntas de assentamento superior e inferior, não pertinentes à emenda por traspasse estudada.

Os trechos de 10 cm foram construídos nas extremidades dos CPP com a intenção de se promover uma melhor distribuição dos esforços (KANıT; DOUML, 2010) antes destes atingirem a região das emendas, considerada a região composta pelos dois blocos de 20 cm de altura cada, separados por uma junta de argamassa intermediária. Considerou-se como

Capítulo 4. Análises

154

primeira fissuração as fissuras que apareceram na região da emenda por traspasse, com o

registro realizado em cada corpo de prova ensaiado.

O registro desta força é importante para que se possam analisar as configurações

do ponto de vista da propensão aos problema patológicos gerados pelos esforços de tração.

Regiões adjacentes às aberturas na alvenaria, por exemplo, possuem maior probabilidade

de ruptura por tração. Uma maior resistência à primeira fissuração pode indicar uma

menor probabilidade de problema patológicos relativos às fissuras nos cantos de aberturas.

Não foram identificados valores atípicos segundo a norma ASTM E178-08 (ASTM,

2008) para as forças de primeira fissuração nos ensaios, com significância 5%, de modo

que todos os dados podem ser utilizados nos cálculos e análises subsequentes.

Foram realizadas análises de variância (MILONE, 2004) no intuito de serem

comparadas as diferenças significativas entre as forças de primeira fissuração em cada

grupo, com significância 5%.

O teste de hipótese aplicado foi em relação à igualdade das médias nas configurações

do grupo A e do grupo B.

Para o caso das médias das forças de primeira fissuração do grupo A, a hipótese

inicial com significância 5% é:

H0 : F 1,AR = F 1,AE = F 1,A4 = F 1,A8

A Tabela 22 apresenta o resumo dos dados das forças de primeira fissuração no

grupo A, enquanto a Tabela 23 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Tabela 22 – Resumo dos dados das força de primeira fissuração no grupo A

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

AR

6

311,95

51,99

261,5021

AE

6

287,18

47,86

170,5143

A4

6

353,52

58,92

29,0556

A8

6

338,23

56,37

84,6528

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 4. Análises

155

Tabela 23 – Análise de variância das força de primeira fissuração no grupo A

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

428,047

3

142,682

1,04582

0,39396

3,09839

Dentro dos grupos

2728,624

20

136,431

Total

3156,672

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

Conforme se pode observar na Tabela 23, pode-se afirmar, com significância 5%,

que os valores médios das forças de primeira fissuração no grupo A são iguais a 54,82 kN

com desvio padrão de 12,15 kN, o que corresponde a um coeficiente de variação de 22%.

Do ponto de visto estatístico, não é possível encontrar diferenças entre as forças

de primeira fissuração nas configurações estudas, ao se aplicar o método da análise de

variâncias (MILONE, 2004).

Para o caso das médias das forças de primeira fissuração do grupo B, a hipótese

inicial com significância 5% é:

H0 : F 1,BR = F 1,BE = F 1,B4 = F 1,B8

A Tabela 24 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo B, enquanto

a Tabela 25 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Tabela 24 – Resumo dos dados das força de primeira fissuração no grupo B

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

BR

6

587,32

97,89

75,5880

BE

6

390,63

65,11

191,8216

B4

6

593,64

98,94

34,2812

B8

6

479,02

79,84

267,6285

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 4. Análises

156

Tabela 25 – Análise de variância das força de primeira fissuração no grupo B

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

4692,474

3

1564,158

10,98967

0,00018

3,09839

Dentro dos grupos

2846,597

20

142,330

Total

7539,071

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

No caso do grupo B, não pode-se afirmar que os valores médios das forças críticas

são iguais, com significância 5%.

Procedeu-se então ao estudo de das combinações das forças de primeira fissuração

sem repetição, dois a dois. Verificou-se a equivalências entre as variâncias de cada amostra

segundo o Teste-F (SNEDECOR; COCHRAN, 1989) com significância 5%. De acordo com

o

resultado, realizou-se o teste de hipótese para as médias de duas populações independentes

e

com variâncias equivalentes ou diferentes, ainda segundo Snedecor e Cochran (1989) e

com significância 5%.

Os dados principais estão apresentados na Tabela 26.

Tabela 26 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças de primeira fissuração médias do grupo B com significância 5%

Combinação

Variâncias

Stat t

t crítico unicaudal

t crítico bicaudal

Resultado

BE - BR

equivalentes

-4,9104

-1,8125

-2,2281

BE < BR

B4 - BR

equivalentes

0,2462

1,8125

2,2281

B4 = BR

B8 - BR

equivalentes

-2,3865

-1,8125

-2,2281

B8 < BR

BE - B4

diferentes

-5,5117

-1,8946

-2,3646

BE < B4

BE - B8

equivalentes

-1,6835

-1,8125

-2,2281

BE = B8

B4 - B8

diferentes

2,6931

1,9432

2,4469

B4 > B8

Fonte: produzido pelo autor

A interpretação dos dados leva em consideração a significância 5% nos cálculos

tanto da equivalência entre variâncias quanto da hipótese de igualdade entre médias.

Observa-se que, em relação à configuração de referência, as configurações E e 8

possuem forças de primeira fissuração inferiores, enquanto a configuração 4 é equivalente à

Capítulo 4. Análises

157

configuração de referência.

A configuração E é inferior à configuração 4 e equivalente à configuração 8. O teste

de hipótese indica que a configuração 4 é superior à configuração 8, do ponto de vista das

forças de primeira fissuração médias.

A observação das forças médias indicadas na Tabela 24 indica que a configuração

E é a menos adequada do ponto de vista da primeira fissuração, uma vez que ela se

manifestou em uma força 33% menor do que na situação de referência.

A configuração 8 também manifestou uma primeira fissuração em uma força média

inferior à força de referência. Ainda que o valor tenha sido superior à configuração E, a

força média de primeira fissuração foi 18% menor do que a força média na situação de referência.

A configuração 4, no entanto, foi a única que manteve a força média de primeira

fissuração compatível com a situação de referência. Com 98,94 kN em comparação com 97,89 kN na situação de referência, pode-se considerar que ambas as forças são iguais, com significância 5%.

Conclui-se, portanto, que a configuração 4 é a única adequada e equivalente à configuração de referência, do ponto de visa das forças de primeira fissuração.

4.1.3 Forças de final do regime elástico

As forças de final do regime elástico, F 2 , foram identificadas nas curvas assim que

os corpos de prova ensaiados não mais demonstraram um comportamento elástico linear.

A importância deste dado está no estudo do módulo de deformação dos corpos de prova

prismáticos e comparação com os módulos de elasticidade do aço utilizado e caracterizado nos ensaios.

Não foram identificados valores atípicos segundo a norma ASTM E178-08 (ASTM, 2008) para as forças de final de regime elástico nos ensaios do grupo A, com significância 5%. No grupo B, no entanto, os testes indicaram um corpo de prova com força atípica, também com significância 5%: o corpo de prova B4-3. Este corpo de prova será descartado sempre que a análise for fundamentada nas forças de final do regime elástico.

No intuito de se avaliar a equivalência das médias entre as configurações de cada grupo, procedeu-se à análise de variância (MILONE, 2004) para a determinação de diferenças significativas entre as forças críticas médias nas configurações de cada grupo.

O teste de hipótese aplicado foi em relação à igualdade das médias nas configurações

do grupo A e do grupo B.

Para o caso das médias das forças críticas do grupo A, a hipótese inicial com significância 5% é:

Capítulo 4. Análises

158

H0 : F 2,AR = F 2,AE = F 2,A4 = F 2,A8

A Tabela 27 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo A, enquanto

a Tabela 28 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Tabela 27 – Resumo dos dados das forças de final de regime elástico no grupo

A

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

AR

6

354,33

59,06

16,8298

AE

6

337,28

56,21

30,7849

A4

6

318,42

53,07

4,4260

A8

6

305,69

50,95

37,8647

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 28 – Análise de variância das forças de final de regime elástico no grupo A

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

227,573

3

75,858

3,37500

0,03867

3,09839

Dentro dos grupos

449,528

20

22,476

Total

677,101

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

No caso do grupo A, pode-se afirmar, com significância 5%, que os valores médios

das forças de final de regime elástico nos grupos A são distintas.

Para o caso das médias das forças de final de regime elástico do grupo B, a hipótese

inicial com significância 5% é:

H0 : F 2,BR = F 2,BE = F 2,B4 = F 2,B8

A Tabela 29 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo B, enquanto

a Tabela 30 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Capítulo 4. Análises

159

Tabela 29 – Resumo dos dados das forças de final de regime elástico no grupo

B

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

BR

6

541,39

90,23

65,1013

BE

6

390,46

65,08

191,5861

B4

5

446,81

89,36

4,1223

B8

6

438,05

73,01

128,8018

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 30 – Análise de variância das forças de final de regime elástico no grupo B

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

2672,309

3

890,770

8,70637

0,00077

3,12735

Dentro dos grupos

1943,935

19

102,312

Total

4616,244

22

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

A análise de variância das forças de final de regime elástico no grupo B indica, com

significância 5%, que os valores médios observados entre as configurações são distintos.

4.1.4 Forças críticas

Como principal dado considerado nas ensaios de tração das emendas por traspasse,

a força crítica, F crit , foi a utilizada como critério de inadequação da emenda por traspasse

por ser atingido o ser atingido o Estado Limite de Serviço (ELS).

A identificação de forças críticas atípicas foi realizada segundo a metodologia da

norma ASTM 178-08 (ASTM, 2008). Todas os corpos de prova ensaiados podem ser

considerados representativos do experimento, com significância 5%.

Análises de variância (MILONE, 2004) foram realizadas para a determinação de

diferenças significativas entre as forças críticas médias nas configurações de cada grupo.

O teste de hipótese aplicado foi em relação à igualdade das médias nas configurações

do grupo A e do grupo B.

Capítulo 4. Análises

160

Para o caso das médias das forças críticas do grupo A, a hipótese inicial com

significância 5% é:

H0 : F crit,AR = F crit,AE = F crit,A4 = F crit,A8

A Tabela 31 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo A, enquanto

a Tabela 32 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Tabela 31 – Resumo dos dados das forças crí- ticas no grupo A

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

AR

6

343,91

57,32

120,5571

AE

6

319,54

53,26

147,6918

A4

6

375,82

62,64

6,0979

A8

6

364,52

60,75

46,7170

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 32 – Análise de variância das forças críticas no grupo A

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

306,469

3

102,156

1,27272

0,31071

3,09839

Dentro dos grupos

1605,319

20

80,266

Total

1911,788

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

No caso do grupo A, pode-se afirmar, com significância 5%, que os valores médios

das forças críticas nos grupos A são iguais. Portanto, do ponto de vista da análise de

variâncias, não há como diferenciar as forças críticas entre as configurações estudadas.

Para o caso das médias das forças críticas do grupo B, a hipótese inicial com

significância 5% é:

H0 : F crit,BR = F crit,BE = F crit,B4 = F crit,B8

A Tabela 33 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo B, enquanto

a Tabela 34 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Capítulo 4. Análises

161

Tabela 33 – Resumo dos dados das forças crí- ticas no grupo B

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

BR

6

596,80

99,47

66,1279

BE

6

432,71

72,12

177,3461

B4

6

651,94

108,66

18,9456

B8

6

551,28

91,88

231,2766

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 34 – Análise de variância das forças críticas no grupo B

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

4345,462

3

1448,487

11,73586

0,00012

3,09839

Dentro dos grupos

2468,481

20

123,424

Total

6813,943

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

No caso do grupo B, não pode-se afirmar que os valores médios das forças críticas

são iguais. A análise de variância foi refeita, desconsiderando a configuração E, com a

seguinte hipótese com significância 5%.

H0 : F crit,BR = F crit,B4 = F crit,B8

A Tabela 35 apresenta os resultados da análise de variância.

Capítulo 4. Análises

162

Tabela 35 – Análise de variância das forças críticas no grupo B, excluindo-se a configuração E

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

846,940

2

423,470

4,01584

0,04011

3,68232

Dentro dos grupos

1581,750

15

105,450

Total

2428,691

17

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

Conforme se pode observar, apesar do fator F ter sido reduzido significativamente

em comparação com a análisa feita na Tabela 34, ele ainda se encontra na região de rejeição

da hipótese com significância 5%.

Para a identificação das relações entre as forças críticas das configurações ensaiadas,

considerou-se a combinação sem repetição, dois a dois. Verificou-se a equivalências entre

as variâncias de cada amostra segundo o Teste-F (SNEDECOR; COCHRAN, 1989) com

significância 5%. De acordo com o resultado, realizou-se o teste de hipótese para as médias

de duas populações independentes e com variâncias equivalentes ou diferentes, ainda

segundo Snedecor e Cochran (1989) e com significância 5%.

Os dados principais estão apresentados na Tabela 36.

Tabela 36 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças críticas médias do grupo B com significância 5%

Combinação

Variâncias

Stat t

t crítico unicaudal

t crítico bicaudal

Resultado

BE - BR

equivalentes

-4,2932

-1,8125

-2,2281

BE < BR

B4 - BR

equivalentes

2,4406

1,8125

2,2281

B4 > BR

B8 - BR

equivalentes

-1,0776

-1,8125

-2,2281

B8 = BR

BE - B4

differentes

-6,3881

-1,9432

-2,4469

BE < B4

BE - B8

equivalentes

-2,3946

-1,8125

-2,2281

BE < B8

B4 - B8

differentes

2,5979

1,9432

2,4469

B4 > B8

Fonte: produzido pelo autor

A interpretação dos dados leva em consideração a significância 5% nos cálculos

tanto da equivalência entre variâncias quanto da hipótese de igualdade entre médias.

Do ponto de vista das forças críticas médias em relação à configuração de referência,

Capítulo 4. Análises

163

a configuração E é inferior enquanto a configuração 8 pode ser considerada equivalente.

A configuração 4, no entanto, possui forças médias críticas superiores em relação à

configuração de referência.

A configuração E é inferior tanto à configuração 4 quanto à configuração 8. O teste

de hipótese indica ainda que a configuração 4 é superior à configuração 8, do ponto de

vista das forças críticas médias.

Considerando-se os valores médios das forças críticas no grupos A, expostos na Tabela 31, observa-se que a força crítica na configuração E foi inferior à configuração de referência. A configuração 8 possui força crítica equivalente à configuração de referência, enquanto na configuração 4, a força crítica é superior à de referência.

Em relação aos valores médios das forças críticas no grupo B, expostos na tabela Tabela 33, a configuração 4 obteve força crítica 9% maior do que a configuração de

referência, enquanto a configuração 8 obteve força crítica 8% menor do que a configuração

de referência.

Do ponto de vista da segurança estrutural da emenda por traspasse, a configuração 4 é a mais indicada.

4.1.5 Forças de ruptura

As forças de ruptura, F rupt , são de importância significativa para a compreensão do fenômeno estudado, uma vez que elas permitem a análise do corpo de prova por meio do Estado Limite Último (ELU). A força de ruptura pode ser comparada com a caracterização das armaduras de aços e, com isto, verificado o comportamento da emenda por traspasse.

Considera-se como ruptura as forças que são significativamente distintas das forças

de

final de curso. Apesar de todas os corpos de prova terem atingido a ruptura no grupo

B,

o mesmo não se pode dizer de todos os corpos de prova do grupo A. Alguns corpos

de

prova chegaram ao final de curso da máquina universal sem o rompimento da emenda.

Estes valores foram descartados da análise.

A análise das forças de ruptura no grupo A foi prejudicada pelo fato de que poucos corpos de prova atingiram a ruptura: 4 na configuração R, 2 na configuração E, nenhum

na configuração 4 e 2 na configuração 8. Com uma amostra limitada, análises estatísticas

são prejudicadas e nada se pode afirmar quantitativamente a respeito das configurações

das forças de ruptura do grupo A. Qualitativamente, percebe-se que nenhum corpo de prova da configuração 4 atingiu a ruptura, o que sugere uma emenda por traspasse mais resistente em relação às demais configurações.

Agrupando-se os 8 elementos em um único conjunto, identifica-se que o corpo de prova AE-6 possui uma força de ruptura atípica de acordo com a norma ASTM 178-08 (ASTM, 2008) com significância 5%, doravante descartada em análises. O valor médio das

Capítulo 4. Análises

164

forças de ruptura a ser considerado para o grupo A é de 73,90 kN, com desvio padrão de

6,19 kN, ou coeficiente de variação de 8%.

No grupo B não foram identificados pontos atípicos seguindo a metodologia da

norma ASTM 178-08 (ASTM, 2008), com significância 5%.

Análises de variância (MILONE, 2004) foram realizadas com o objetivo de serem

comparadas as diferenças significativas entre as forças de ruptura das configurações

estudadas no grupo B.

O teste de hipótese aplicado foi em relação à igualdade das médias nas configurações

do grupo B. A hipótese inicial comsignificância 5% é:

H0 : F rup,BR = F rup,BE = F rup,B4 = F rup,B8

A Tabela 37 apresenta o resumo dos dados das forças críticas no grupo B, enquanto

a Tabela 38 apresenta a análise de variância para o mesmo grupo.

Tabela 37 – Resumo dos dados das forças de ruptura no grupo B

Grupo

Contagem

Soma

Média

Variância

BR

6

775,44

129,24

31,2967

BE

6

588,46

98,08

205,2622

B4

6

786,69

131,12

84,6496

B8

6

791,66

131,94

68,6832

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 38 – Análise de variância das forças de ruptura no grupo B

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

4831,719

3

1610,573

16,52328

0,00001

3,09839

Dentro dos grupos

1949,459

20

97,473

Total

6781,177

23

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

No caso do grupo B, não pode-se afirmar que os valores médios das forças de

Capítulo 4. Análises

165

ruptura são iguais. A análise de variância foi refeita, desconsiderando-se a configuração E,

com a seguinte hipótese com significância 5%.

H0 : F crit,BR = F crit,B4 = F crit,B8

A Tabela 39 apresenta os resultados da análise de variância.

Tabela 39 – Análise de variância das forças de ruptura no grupo B, excluindo-se a configuração E

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

23,020

2

11,510

0,18702

0,83133

3,68232

Dentro dos grupos

923,148

15

61,543

Total

946,167

17

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

Conforme se pode observar, as configurações R, 4 e 8 são equivalentes no que diz

respeito à força de ruptura média, com significância 5%.

Como confirmação deste fato, dada a importância da força de ruptura na análise

do fenômeno estudado, buscou-se a identificação das relações entre as forças críticas

das configurações ensaiadas, com a combinação sem repetição, dois a dois. Verificou-se

a equivalências entre as variâncias de cada amostra segundo o Teste-F (SNEDECOR;

COCHRAN, 1989) com significância 5%. De acordo com o resultado, realizou-se o teste de

hipótese para as médias de duas populações independentes e com variâncias equivalentes

ou diferentes, ainda segundo Snedecor e Cochran (1989) e com significância 5%.

Os dados principais estão apresentados na Tabela 36.

Capítulo 4. Análises

166

Tabela 40 – Testes F e de hipótese para as combinações de forças de ruptura médias do grupo B com significância 5%

Combinação

Variâncias

Stat t

t crítico unicaudal

t crítico bicaudal

Resultado

BE - BR

diferentes

-4,9631

-1,8125

-2,2281

BE < BR

B4 - BR

equivalentes

0,4265

1,8125

2,2281

B4 = BR

B8 - BR

equivalentes

0,6622

1,8125

2,2281

B8 = BR

BE - B4

equivalentes

-4,7529

-1,8125

-2,2281

BE < B4

BE - B8

equivalentes

-5,0121

-1,8125

-2,2281

BE < B8

B4 - B8

equivalentes

-0,1639

-1,8125

-2,2281

B4 = B8

Fonte: produzido pelo autor

A interpretação dos dados leva em consideração a significância 5% nos cálculos

tanto da equivalência entre variâncias quanto da hipótese de igualdade entre médias.

Conforme indicado na análise de variância, pode-se considerar as forças de ruptura

equivalentes entre as configurações R, 4 e 8, enquanto a configuração E é inferior às demais.

A força de ruptura média a ser considerada nas análises subsequentes para o grupo

B, excluindo-se a configuração E, é de 130,77 kN, com desvio padrão de 7,46 kN, ou

coeficiente de variação de 5%.

A força de ruptura média na configuração E foi de 98,08 kN, com desvio padrão de

14,33 kN, ou coeficiente de varação de 15%. Em valores médios, a configuração E atingiu

a ruptura com força 25% inferior às demais.

4.1.6 Forças de final do curso

Conforme já exposto nas subseções anteriores das forças de interesse, a força de

final de curso, F f inal , provê pouca margem para análises. Uma vez que todos os corpos de

prova do grupo B atingiram a ruptura, estas foram descartadas das análises. As forças de

final de curso podem ser interessantes apenas no grupo A, em possível comparação com a

curva de caracterização da armadura de aço de 12,5 mm.

Apenas os corpos de prova que não atingiram a ruptura foram considerados com

forças finais: 2 corpos de prova na configuração R, 4 corpos de prova na configuração E,

todos os corpos de prova da configuração 4 e apenas um corpo de prova na configuração 8.

Como não há elementos para uma análise de variância, agruparam-se as configu-

rações e não se identificaram pontos atípicos seguindo a metodologia da norma ASTM

178-08 (ASTM, 2008), com significância 5%.

A força média final dos 18 elementos é 56,02 kN, com desvio padrão de 9,48 kN,

Capítulo 4. Análises

167

4.2 Remoção da trecho de acomodação

Cada força de início do regime elástico, identificada na subseção 4.1.1, possui como abscissa o deslocamento correspondente. Todos os pontos inferiores ao par ordenado foram removidos, de modo a se obter um comportamento linear entre a origem do gráfico e o início do regime elástico.

A Tabela 41 contém os deslocamentos considerados para o grupo A, enquanto a Tabela 42 contém os deslocamentos considerados para o grupo B. Foram excluídos dos cálculos os corpos de prova BE-6, B4-3 E B8-1; identificados como forças atípicas no início do regime elástico.

Tabela 41 – Deslocamentos de início do regime elástico identificados no grupo A

Amostra

Esp. 1

Esp. 2

Esp. 3

Esp. 4

Esp. 5

Esp. 6

Média

Desvio

CV

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(%)

AR

3,353

5,555

5,470

5,135

6,624

6,793

5,488

1,239

22,6%

AE

13,443

13,319

15,363

12,154

9,548

13,979

12,968

1,973

15,2%

A4

9,654

13,183

6,967

19,137

12,016

16,022

12,830

4,364

34,0%

A8

9,162

10,453

9,443

12,508

10,600

11,997

10,694

1,339

12,5%

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 42 – Deslocamentos de início do regime elástico identificados no grupo B

Amostra

Esp. 1

Esp. 2

Esp. 3

Esp. 4

Esp. 5

Esp. 6

Média

Desvio

CV

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(%)

BR

6,869

9,392

7,033

8,223

8,914

5,870

7,717

1,349

17,5%

BE

13,364

27,449

13,791

7,903

10,513

-

14,604

7,564

51,8%

B4

12,225

13,138

-

15,233

16,363

12,431

13,878

1,829

13,2%

B8

-

11,402

7,723

7,390

17,318

8,768

10,520

4,113

39,1%

Fonte: produzido pelo autor

Observa-se que houve um coeficiente de variação elevado no deslocamento inicial no corpo de prova. Do ponto de vista dos valores médios, observa-se que as configurações com armaduras espaçadas possuíram deslocamentos superiores em relação às configurações de referência.

Identificou-se apenas um valor atípico nos conjuntos de dados de acordo com a metodologia da norma ASTM 178-08 (ASTM, 2008), com significância 5%. O corpo de prova BE-2 foi removido dos cálculos subsequentes.

Os valores médios calculados na Tabela 43 e Tabela 44 serão utilizados de agora em diante para caracterização dos deslocamentos iniciais em cada amostra.

Capítulo 4. Análises

168

Tabela 43 – Valores médios dos deslocamentos de iní- cio do regime elástico identificados no grupo

A

Amostra

Média

Desvio

CV

(mm)

(mm)

(%)

AR

5,488

1,239

22,6%

AE

12,968

1,973

15,2%

A4

12,830

4,364

34,0%

A8

10,694

1,339

12,5%

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 44 – Valores médios dos deslocamentos de iní- cio do regime elástico identificados no grupo

B

Amostra

Média

Desvio

CV

(mm)

(mm)

(%)

BR

7,717

1,349

17,5%

BE

11,393

2,744

24,1%

B4

13,878

1,829

13,2%

B8

10,520

4,113

39,1%

Fonte: produzido pelo autor

Análises de variância (MILONE, 2004) foram realizadas para a confirmação dos

indícios que o deslocamento de início do regime elástico se dá pelo afastamento entre

armaduras.

O teste de hipótese aplicado foi em relação à igualdade das médias nas configurações

do grupo A e do grupo B.

Para o caso das médias dos deslocamentos iniciais do grupo A, a hipótese inicial

com significância 5% é:

H0 : F 0,AE = F 0,A4 = F 0,A8

A Tabela 45 apresenta a análise de variância para o grupo A.

Capítulo 4. Análises

169

Tabela 45 – Análise de variância do deslocamento inicial no grupo

A

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

19,504

2

9,752

1,18300

0,33338

3,68232

Dentro dos grupos

123,649

15

8,243

Total

143,153

17

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

Observa-se que os deslocamentos iniciais no grupo A são equivalentes entre as

configurações E, 4 e 8; com significância 5%.

Para o caso das médias dos deslocamentos iniciais do grupo B, a hipótese inicial

com significância 5% é:

H0 : F 0,BE = F 0,B4 = F 0,B8

A Tabela 46 apresenta a análise de variância para o grupo B.

Tabela 46 – Análise de variância do deslocamento inicial no grupo B

Fonte da variação

SQ

gl

MQ

F

valor-P

F crítico

Entre grupos

30,045

2

15,022

1,59419

0,24662

3,98230

Dentro dos grupos

103,655

11

9,423

Total

133,700

13

Fonte: produzido pelo autor

Notas: SQ: Soma dos quadrados. gl: Graus de liberade. MQ: Média quadrada.

.

Observa-se que os deslocamentos iniciais no grupo B são equivalentes entre as

configurações E, 4 e 8; com significância 5%.

Há indícios, portanto, que o espaçamento entre armaduras contribui para um

deslocamento inicial mais elevado antes de se atingir o regime considerado elástico linear

na emenda por traspasse.

Capítulo 4. Análises

170

4.3 Deformações nos extensômetros

As deformações coletadas nos três primeiros corpos de prova de cada configuração ensaiada não permitiram extrair quantitativamente o módulo de deformação do corpo de prova ou módulo de elasticidade no traspasse. Variabilidades provenientes de interferências externas afetaram a qualidade dos dados finais.

Qualitativamente, no entanto, é possível observar que os extensômetros localizados nas armaduras das seções transversais das juntas superior e inferior sofreram deformações iniciais maiores do que os extensômetros localizados nas armaduras das seções transversais das juntas intermediárias. Este comportamento foi consistente ao longo das configurações e grupos ensaiados, confirme se pode observar na curva de tensão por deformação para o corpo de prova A4-1, indicada na Figura 118, ilustra as deformações iniciais comentadas.

Figura 118 – Maiores deformações iniciais nos extensômetros I1 e S2

Maiores deformações iniciais nos extensômetros I1 e S2 Fonte: produzido pelo autor O escoamento do aço

Fonte: produzido pelo autor

O escoamento do aço detectado pelos extensômetros localizados nas armaduras das seções transversais superior e inferior se iniciou antes do que o escoamento nos extensômetros localizados nas armaduras da seção intermediária. Este comportamento indica que, na seção da junta intermediária, o aço está sendo menos demandado do que o aço das seções das juntas superior e inferior.

De fato, com uma área líquida média de 298,0 cm 2 , cada vazado do bloco possui 124 cm 2 , suficiente para que graute suporte uma força média de 26,8 kN no grupo A e de

Capítulo 4. Análises

171

35,7 kN no grupo B, quando se considera o f ct,m com base nos resultados de tração por compressão diametral obtidos na subseção 3.6.4.2.

4.4 Trecho elástico linear

Para a determinação das curvas características, foram calculadas as inclinações dos trechos considerados elástico lineares, de modo a se deslocar as curvas para a esquerda dos gráficos e, por consequência, eliminar o trecho de acomodação inicial.

Apesar de não ser possível calcular a derivada da força em relação à deformação, a derivada da força em relação ao deslocamento evidencia o comportamento mais ou menos elástico dos corpos de prova prismáticos, o que pode indicar a influência da hélice circular no conjunto estudado.

Os dados para o grupo A estão expostos na Tabela 47, enquanto os do grupo B estão expostos na Tabela 48.

Tabela 47 – Derivada da força em relação ao deslocamento para o grupo A

Amostra

Esp. 1

Esp. 2

Esp. 3

Esp. 4

Esp. 5

Esp. 6

Média

Desvio

CV

AR

8,569

7,692

6,741

8,378

7,520

7,651

7,759

0,656

8,5%

AE

6,034

7,103

6,750

6,335

7,387

7,583

6,865

0,605

8,8%

A4

7,492

7,317

7,334

18,009

7,708

7,449

9,218

4,309

46,7%

A8

7,814

8,152

6,979

6,486

8,008

7,872

7,552

0,664

8,8%

Fonte: produzido pelo autor

 

Tabela 48 – Derivada da força em relação ao deslocamento para o grupo B

 

Amostra

Esp. 1

Esp. 2

Esp. 3

Esp. 4

Esp. 5

Esp. 6

Média

Desvio

CV

BR

11,718

10,596

11,906

12,711

11,094

12,840

11,811

0,881

7,5%

BE

9,243

9,854

10,241

11,537

11,247

11,161

10,547

0,908

8,6%

B4

10,745

11,786

5,646

9,335

10,723

10,388

9,770

2,168

22,2%

B8

10,368

11,028

11,067

11,545

11,653

11,408

11,178

0,470

4,2%

Fonte: produzido pelo autor

Os corpos de prova detacados em negrito nas tabelas anteriores, A4-4 e B4-3, foram identificados como atípicos de acordo com a metodologia indicada pela norma ASTM 178-08 (ASTM, 2008), com significância 5%.

As médias calculadas para o grupo A, sem o corpo de prova indicado, estão expostas na Tabela 49, enquanto as médias calculadas para o grupo B, sem o corpo de prova indicado, estão expostas na Tabela 50.

Capítulo 4. Análises

172

Tabela 49 – Valores médios da de- rivada da força em relação ao desloca- mento para o grupo

A

Amostra

Média

Desvio

CV

AR

7,759

0,656

8,5%

AE

6,865

0,605

8,8%

A4

7,460

0,157

2,1%

A8

7,552

0,664

8,8%

Fonte: produzido pelo autor

Tabela 50 – Valores médios da de- rivada da força em relação ao desloca- mento para o grupo

B

Amostra

Média

Desvio

CV

BR

11,811

0,881

7,5%

BE

10,547

0,908

8,6%

B4

10,595

0,878

8,3%

B8

11,178

0,470

4,2%

Fonte: produzido pelo autor

Pode-se observar que os valores médios não se distinguem significativamente dentro

do mesmo grupo. Com um coeficiente de variação baixo, os valores médios indicam que a

hélice circular não altera o módulo de elasticidade da emenda por traspasse.

4.5 Curvas características

As curvas características dos ensaios foram agrupadas em relação à configuração

estudada de maneira a permitir não só a escolha de uma curva representativa da confi-

guração ensaiada no grupo, mas também ao cálculo da integral da força em relação ao

deslocamento. Este valor foi utilizado como indício da energia absorvida pela emenda por

traspasse.

Assim como na comparação entre os trechos elástico lineares na seção 4.4, não

foram contabilizadas as deformações nos corpos de prova ensaiados. Pode-se realizar, no

entanto, um cálculo comparativo em relação à configuração de referência no grupo pode

Capítulo 4. Análises

173

prover indícios de uma emenda por traspasse mais ou menos favorável em relação à energia absorvida.

Apresenta-se, na Figura 119, as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração R.

Figura 119 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração R

de força por deslocamento para o grupo A, configuração R Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 1984,670 kN · mm, com um desvio padrão de 629,417 kN · mm, ou coeficiente de variação de 31,7%. O corpo de prova AR-1 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 120, as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração E.

Capítulo 4. Análises

174

Figura 120 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração E

de força por deslocamento para o grupo A, configuração E Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 1443,690 kN · mm, com um desvio padrão de 1035,575 kN · mm, ou coeficiente de variação de 71,7%. Com um valor médio 17% inferior em relação à configuração de referência, além do alto coeficiente de variação desta configuração, do ponto de vista da absorção de força na emenda, a configuração E não é a mais indicada. O corpo de prova AE-3 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 121, as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4.

Capítulo 4. Análises

175

Figura 121 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4

de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 2456,958 kN · mm, com um desvio padrão de 324,342 kN · mm, ou coeficiente de variação de 13,2%. O valor médio foi 24% superior em relação à configuração de referência, o que indica um aumento da absorção de força na emenda por traspasse estudada na configuração 4. O corpo de prova A4-2 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 122, as curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8.

Capítulo 4. Análises

176

Figura 122 – Curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 2594,455 kN · mm, com um desvio padrão de 319,004 kN · mm, ou coeficiente de variação de 12,3%. O valor médio foi 31% superior em relação à configuração de referência, o que indica um aumento da absorção de força na emenda por traspasse estudada na configuração 8. O corpo de prova A8-5 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 123, as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração R.

Capítulo 4. Análises

177

Figura 123 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração R

de força por deslocamento para o grupo B, configuração R Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 1598,587 kN · mm, com um desvio padrão de 231,222 kN · mm, ou coeficiente de variação de 12,3%. O corpo de prova BR-1 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 124, as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração E.

Capítulo 4. Análises

178

Figura 124 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração E

de força por deslocamento para o grupo B, configuração E Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 717,103 kN · mm, com um desvio padrão de 287,614 kN · mm, ou coeficiente de variação de 40,1%. O valor médio foi 55% inferior em relação à configuração de referência, o que indica uma redução da absorção de força na emenda por traspasse estudada na configuração E. O corpo de prova BE-6 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 125, as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4.

Capítulo 4. Análises

179

Figura 125 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4

de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 2404,868 kN · mm, com um desvio padrão de 1006,397 kN · mm, ou coeficiente de variação de 41,8%. O valor médio foi 50% superior em relação à configuração de referência, o que indica um aumento significativo da absorção de força na emenda por traspasse estudada na configuração E. O corpo de prova B4-2 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresenta-se, na Figura 126, as curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8.

Capítulo 4. Análises

180

Figura 126 – Curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8

de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor A soma

Fonte: produzido pelo autor

A soma das áreas gerou uma média de 2233,973 kN · mm, com um desvio padrão de 1084,519 kN · mm, ou coeficiente de variação de 48,5%. O valor médio foi 40% superior em relação à configuração de referência, o que indica um aumento significativo da absorção de força na emenda por traspasse estudada na configuração E. O corpo de prova B8-6 foi escolhido como representativo desta configuração.

Apresentam-se na Figura 127 as curvas escolhidas como representativas dos ensaios realizados no grupo A, enquanto na Figura 128, apresentam-se as curvas escolhidas como representativas dos ensaios realizados no grupo B.

Capítulo 4. Análises

181

Figura 127 – Curvas representativas dos ensaios no grupo A

Figura 127 – Curvas representativas dos ensaios no grupo A Fonte: produzido pelo autor Figura 128

Fonte: produzido pelo autor

Figura 128 – Curvas representativas dos ensaios no grupo B

A Fonte: produzido pelo autor Figura 128 – Curvas representativas dos ensaios no grupo B Fonte:

Fonte: produzido pelo autor

Capítulo 4. Análises

182

Conforme se pode observar graficamente, já constatado estatisticamente na seção 4.1, as configurações E são inadequadas como emendas por traspasse em relação às configurações de referência, tanto no grupo A quanto no grupo B. Além das rupturas sem aviso, as forças absorvidas foram inferiores às de referência.

Tanto as configurações 4 quanto as configurações 8 aparentam ser adequadas do ponto de vista da absorção de energia na emenda, quando comparadas com a configuração de referência. Mais ensaios são necessários, porém, no intuito de se afirmar com precisão a contribuição da hélice circular no comportamento mecânico das emendas por traspasse em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto.

4.6

Comprimento de traspasse e aderência

Os comprimentos básicos de traspasse calculados conforme a seção 2.4 foram de 741

mm

para as barras de 12,5 mm e de 578 mm para as barras de 16,0 mm. Considerando-se

os comprimentos mínimos de traspasse e o coeficiente multiplicador por interferência de barras emendadas na mesma seção como 1,4, o comprimento de traspasse deveria ser de 1038 mm (83Φ) para as barras de 12,5 mm e de 810 mm (51Φ) para as barras de 16,0 mm. Ambos foram superiores aos utilizados na investigação.

Esses resultados levaram em consideração o cálculo da aderência de acordo com os valores característicos da resistência à compressão nos grupos. A aderência no grupo calculada foi de 2,2 MPa e no grupo B foi de 3,6 MPa. O valor encontrado para o grupo A é igual ao recomendado pela norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a).

Os dados coletados na caracterização das armaduras permitem uma comparação tanto no Estado Limite de Serviço nos dois grupos quanto no Estado Limite Último no grupo B.

Em relação ao ELS, se consideram as tensões de escoamento obtidas nos ensaios das barras CA-50 na subseção 3.6.5.1, reduzidas pelo coeficiente de ponderação das resistências de acordo com a norma NBR 6118 (ABNT, 2014a): 1,15. Após a ponderação, considera-se 519,3 MPa para a tensão de escoamento (f yd,calc ) nas barras de 12,5 mm utilizadas no grupo A; e 515,4 MPa para a tensão de escoamento (f yd,calc ) nas barras de 16,0 mm

utilizadas no grupo B. A tensão f y,esp é aquela que se esperava ser desenvolvida na barra

com traspasse de 400 mm.

A tabela Tabela 51 contém a comparação entre as forças críticas do grupo A e as barras de aço com 12,5 mm caracterizadas.

Capítulo 4. Análises

183

Tabela 51 – Comparação entre as forças críticas do grupo A e o escoamento do aço em relação ao estado limite de serviço

Amostra

F crit

σ crit = 1000 · F crit / 122, 7 mm 2 (MPa)

σ crit / f yd,calc

σ crit / f y,esp

 

(kN)

(%)

(%)

AR

57,32

467,2

90

167

AE

53,26

434,1

84

155

A4

62,64

510,5

98

182

A8

60,75

495,1

95

177

Fonte: produzido pelo autor

A tabela Tabela 51 contém a comparação entre as forças críticas do grupo A e as

barras de aço com 12,5 mm caracterizadas.

Tabela 52 – Comparação entre as forças críticas do grupo B e o escoamento do aço em relação ao estado limite de serviço

Amostra

F crit

σ crit = 1000 · F crit / 201, 1 mm 2 (MPa)

σ crit / f yd,calc

σ crit / f y,esp

 

(kN)

(%)

(%)

BR

99,47

494,6

96

139

BE

72,12

358,6

70

101

B4

108,66

540,3

105

152

B8

91,88

456,9

89

128

Fonte: produzido pelo autor

O fato da aderência no grupo A ter sido inferior à do grupo B deve ter influenciado

no escorregamento entre as barras e o graute evidênciado pela comparação entre as forças

críticas e a tensão de escoamento. No entanto, todas as configurações desenvolveram a

tensão teórica esperada para o comprimento de traspasse de 400 mm.

Observa-se que em ambos os grupos, a configuração 4 foi a que ficou mais próxima

das tensões de escoamento, sendo 2% inferior no grupo A e 5% superior no grupo B. A

configuração E foi a que obteve o a pior relação entre a tensão na força crítica e a tensão

de escoamento calculada.

Em relação ao ELU, se considera o resultado da tensão de ruptura na armadura de

16,0 mm registrada na subseção 3.6.5.1, também reduzida pelo coeficiente de ponderação

das resistências de acordo com a norma NBR 6118 (ABNT, 2014a): 1,15. Após a ponderação,

considera-se 641,6 MPa para a tensão de ruptura (f rup,calc ) nas barras de 16,0 mm utilizadas

no grupo B.

A tabela Tabela 53 contém a comparação entre as forças ruptura do grupo B e as

barras de aço com 16,0 mm caracterizadas.

Capítulo 4. Análises

184

Tabela 53 – Comparação entre as forças críticas do grupo B e a ruptura do aço em relação ao estado limite de último

Amostra

F rup

σ rup = 1000 · F rup / 201, 1 mm 2 (MPa)

σ rup / f rup,calc

 

(kN)

(%)

BR

129,24

642,7

100

BE

98,08

487,7

76

B4

131,12

652,0

102

B8

131,94

656,1

102

Fonte: produzido pelo autor

No grupo B, a alta tensão de aderência permitiu o desenvolvimento de toda a

tensão de escoamento mesmo com um comprimento de traspasse inferior ao recomendado

pela norma NBR 6118 (ABNT, 2014a).

Observa-se que as hélices de traspasse contribuíram para o aumento da força

de ruptura, conforme ressaltado por Fusco (2013) ao indicar o estado de compressão

transversal gerado pela armadura helicoidal.

Enquanto na configuração de referência, a ruptura ocorreu com tensão equivalente

à do aço caracterizado, o mesmo não foi observado na configuração E, 24% inferior em

relação à tensão de ruptura da barra de 16,0mm.

4.7 Interpretação do fenômeno

A interpretação do fenômeno aqui registrada se baseia nos dados coletados nos

ensaios e, ainda que não permitam esgotar o assunto, pode-se estimar o fenômeno estudado.

Considerando-se a transferência dos esforços entre barras durante os ensaios de

tração, os dados extraídos dos extensômetros posicionados nos pontos iniciais e interme-

diários do comprimento de traspasse permitem inferir que, inicialmente, as cargas foram

suportadas pelo graute.

Parte dos esforços foram sendo suportados pelo graute ao longo da emenda durante

o ensaio até que o ponto intermediário começou a se deformar e, por consequência, suportar

os esforços demandados.

Observa-se também que, de forma aproximada, os extensômetros localizados nos

pontos intermediários da emenda sofreram metade da deformação em relação aos pontos

localizados nos pontos iniciais da mesma. Desconsiderando-se a hélice circular, o ponto

intermediário possui o dobro da taxa de armadura em relação aos pontos iniciais. Era de

se esperar, portanto, este comportamento.

Capítulo 4. Análises

185

As fissurações visíveis se iniciaram invariavelmente na região das juntas de arga- massa superior e inferior, indicando uma ruptura do graute naquela região até se atingir o escoamento das armaduras no pontos iniciais da emenda. A propagação das rupturas ocorreu de maneira progressiva no sentido da junta intermediária, por vezes com escorre- gamentos e variações na curva de força por deformação dos gráficos, conforme pode-se observar no trecho indicado na Figura 129 do corpo de prova 2 da configuração de referência do grupo B.

Observa-se no trecho que as regiões das armaduras localizadas nas seções trans- versais das juntas intermediárias já haviam atingido a tensão de escoamento esperada, enquanto as deformações eram inferiores a 0,2% na região central da emenda. A partir de 107 kN, aproximadamente, há uma rápida propagação de fissuras na região externa do CPP, além do escoamento do aço evidenciado pelos extensômetros localizados na seção transversal que contém a junta de argamassa intermediária.

Figura 129 – Comportamento das curvas no escorregamento da armadura

– Comportamento das curvas no escorregamento da armadura Fonte: produzido pelo autor A progressão das fissuras

Fonte: produzido pelo autor

A progressão das fissuras prosseguiu até o corpo de prova ser considerado inapto por ter atingido o Estado Limite de Serviço e a posterior escorregamento completo da armadura em relação à emenda ou ruptura nas armaduras em três corpo de prova da configuração 4 no grupo B e um corpo de prova da configuração 8 no grupo B.

Ambas as hélices adotadas possuem taxa geométrica de armadura superior à

Capítulo 4. Análises

186

recomendada pela norma NBR 6118 (ABNT, 2014a). Para resistir a 25% da força aplicada em uma barra, é necessário uma área de aço mínima de 0,02 cm 2 /cm no comprimento de traspasse do grupo A; e de 0,04 cm 2 /cm no comprimento de traspasse do grupo B.

A hélice de traspasse com passo de 3,5 cm proporciona 1,03 cm 2 /cm como armadura

transveral para a emenda por traspasse do grupo A; e 0,48 cm 2 /cm para a emenda por traspasse do grupo B.

4.8 Comparações com demais pesquisas

O desenvolvimento de toda a tensão esperada nas barras de aço a aderência foi

adequada mesmo com a utilização de um comprimento de traspasse inferior ao recomendado pela normalização vigente, o que reforça a conclusão de uma adequada aderência tanto entre as barras e os grautes, quanto entre os grautes e os blocos na alvenaria estrutural de blocos de concreto, conforme as conclusões obtidas por Izquierdo (2015) em sua pesquisa sobre aderências.

O confinamento com hélice por traspasse, de maneira similar ao pesquisado por

Shing et al. (1993) e por (PATUROVA, 2006), contribuiu para o confinamento do elemento

emenda por traspasse.

O espaçamento entre armaduras interfere na tranferência de forças entre as emendas.

Os estudos de Ahmed e Feldman (2012) e (KISIN; FELDMAN, 2015) indicaram e quanti- ficaram a interferência entre vazados distintos, no entanto detectou-se nos ensaios uma significativa diferença mesmo quando as barras estão espaçadas em um mesmo vazados. Esse indício carece de maiores investigações, uma vez que há a interferência da geometria do prima escolhida para o ensaio nos resultados.

187

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A armadura helicoidal é um componente eficiente no confinamento do elemento

emendas por traspasse em alvenaria estrutural de blocos de concreto. Análise estatística dos resultados permite concluir que utilizar a hélice circular com passo de 3,5 cm não

apenas garante que a emenda por traspasse espaçada seja equivalente à emenda justaposta

e amarrada por arame do ponto de vista da resistência à tração, como também contribui para a redução de fissuras.

O estado de compressão transversal inserido pela armadura helicoidal com passo

de 3,5 cm fez com que a primeira fissura surgisse em força equivalente àquela que gerou o aparecimento da primeira fissura na emenda por traspasse tal qual é realizada atualmente, chamada nesta investigação de referência. As emendas com confinamento gerado pela armadura helicoidal com passo de 8,0 cm obtiveram um desempenho inferior à referência quanto ao aparecimento da primeira fissuração.

Quanto à força crítica, registrada como a força na qual a emenda do corpo de prova ensaiado foi considerada inadequada, a hélice com passo de 3,5 cm proporcionou um desempenho do traspasse superior à referência. A hélice com passo de 8,0 cm obteve um desempenho equivalente à referência em relação à força crítica.

As forças de ruptura obtidas nos ensaios das distintas configurações são equiva- lentes, com exceção das emendas por traspasse com barras espaçadas e sem elementos de confinamento, chamadas nesta investigação de E. Em todos os quesitos estudados, as barras espaçadas sem armadura helicoidal obtiveram a pior performance, o que indica que sua utilização com mesmo comprimento de traspasse da referência deve ser evitada na alvenaria estrutural de blocos de concreto.

Considerado todos os ensaios, o corpo de prova número 6 do grupo A, configuração espaçada, obteve a menor força crítica: 33,45 kN, equivalente à tensão de 272,6 MPa aplicada na barra. Ainda que este valor seja superior à tensão de escoamento do aço adotada na normalização vigente para projeto de alvenaria estrutural, norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a), a quantidade e velocidade de propagação e ramificação das fissuras observadas nos ensaios indica que utilizar emendas por traspasse espaçadas não deve ser utilizada sem algum elemento de reforço ou um maior comprimento de traspasse.

Identificou-se que o graute possui efeito importante no fenômeno da transferência

de esforços entre barras emendadas, uma vez que houve uma pior aderência entre as barras

e o graute no grupo A do que no grupo B.

No grupo B, a aderência calculada com a resistência característica à compressão foi 3,6 MPa, em contraste com a aderência no grupo A, 2,2 MPa, idêntico ao recomendado

Capítulo 5. Considerações finais

188

pela norma NBR 15961-1 (ABNT, 2011a). É possível que o fator água/cimento tenha influenciado neste resultado.

Considerada a potencial redução no ciclo de produção de um pavimento tipo, recomenda-se a utilização da hélice circular de aço CA 60, bitola de 5 mm, passo de 3,5 cm, raio externo de 6,0 cm e comprimento longitudinal igual ao comprimento da emenda por traspasse recomendado pela norma NBR 6118 (ABNT, 2014a). Deve-se posicionar a armadura helicoidal de modo a confinar todo o comprimento da emenda confinada. Em nenhuma hipótese deve-se adotar um comprimento de emenda, e por consequência de armadura helicoidal, menor do que o recomendado pela normalização vigente.

5.1 Sugestões para pesquisas futuras

Sugere-se, como continuidade da pesquisa, investigação experimental que permita

a modelagem matemática do fenômeno de confinamento gerado pelas molas helicoidais. O

tema pode ser pesquisado em doutorado, uma vez que está na fronteira do conhecimento e

a pesquisa pode ser auxiliada tanto por investigações de mestrado quanto por iniciações científicas.

Os eventuais mestrados poderiam estudar o efeito do confinamento em diferentes dosagens de concreto e distintas configurações de molas helicoidais, em corpos de prova cilíndricos ensaiados à compressão diametral e à compressão direta. Cada investigação de mestrado pode estudar o efeito de um determinada combinação de dosagem de concreto e configuração de mola helicoidal, com o auxílio de alunos de iniciação científica.

Literatura publicada por Fusco (2015) analisa as estruturas curvilíneas e contém uma teoria geral das molas helicoidais. Com enfoque teórico na modelagem da força de compressão no plano oscular da armadura, aliado à adequada investigação experimental, é possível que se obtenham parâmetros de projeto que permitam prever o confinamento das hélices circulares na alvenaria estrutural.

Estudos na Virginia Polytechnic Institute and State University têm buscado modelar

o

fenômeno do confinamento em concretos. As dissertações de mestrado de Bonetti (2005)

e

Abreu (2008) possuem conteúdos que podem auxiliar na modelagem do fenômeno. Na

investigação alplicada à alvenaria estrutural, sugere-se a adoação de configurações de ensaio similar à adotada por Ahmed e Feldman (2012) e Kisin e Feldman (2015). O equilíbrio de momentos obtido pela configuração com dupla emenda pode gerar um resultado mais

próximo da realidade.

Sugere-se a adoção de um comprimento de emenda por traspasse inferior ao adotado nesta investigação. Na maior parte dos corpos de prova ensaiados no grupo A, o final de curso do equipamento foi atingido sem que a barra houvesse escorregado completamente em relação ao corpo de prova. É possível que com um comprimento de traspasse de 30 cm, a

Capítulo 5. Considerações finais

189

ruptura ocorra ou o escorregamento seja completo. Nos ensaios com os materiais utilizados no grupo B, no entanto, 40 cm foram adequados para a ruptura ou escorregamento.

190

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195

APÊNDICE A – RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Este apêndice apresenta os resultados dos experimentos realizados de acordo com as metodologias descritas no Capítulo 3. As análises dos resultados estão detalhadas no Capítulo 4.

A.1 Caracterização dos materiais

A.1.1 Materiais básicos

Os materiais básicos - cimento, areia e pedrisco - utilizados para a confecção das argamassas e grautes na pesquisa foram caracterizados em relação à:

massa unitária;

granulometria;

área superficial específica;

densidade.

A Tabela 54 resume os dados coletados; já a Figura 130 expõe a distribuição granulométrica dos materiais.

Tabela 54 – Dados de caracterização dos materiais básicos

Dado coletado

Cimento

Areia

Pedrisco

Massa unitária (g/cm 3 )

1,614

1,511

1,490

Área superficial específica (m 2 /g)

1,14

0,30

0,40

Densidade (g/cm 3 )

2,99

2,65

2,65

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

196

Figura 130 – Curvas granulométricas dos materiais básicos

130 – Curvas granulométricas dos materiais básicos Fonte: produzido pelo autor A.1.2 Blocos de concreto A.1.2.1

Fonte: produzido pelo autor

A.1.2 Blocos de concreto A.1.2.1 Caracterizações geométricas

As dimensões principais foram medidas de acordo com a Figura 131.

Figura 131 – Dimensões principais dos blocos vazados de concreto

131 – Dimensões principais dos blocos vazados de concreto Fonte: produzido pelo autor As espessuras mínimas

Fonte: produzido pelo autor

As espessuras mínimas das paredes foram tomadas na face superior do bloco, com

APÊNDICE A. Resultados experimentais

197

referências indexadas de acordo com a Figura 132.

Figura 132 – Referências para medições das espessuras mínimas das paredes

para medições das espessuras mínimas das paredes Fonte: produzido pelo autor Os vazados foram aferidos nas

Fonte: produzido pelo autor

Os vazados foram aferidos nas faces superior e inferior dos corpos de provas,

respectivamente com menores e maiores dimensões, conforme indica a Figura 133 e a

Figura 134.

Figura 133 – Vista superior do bloco sem escala

134. Figura 133 – Vista superior do bloco sem escala Fonte: NBR 12118 (ABNT, 2013a) Figura

Fonte: NBR 12118 (ABNT, 2013a)

Figura 134 – Corte A-A sem escala

NBR 12118 (ABNT, 2013a) Figura 134 – Corte A-A sem escala Fonte: NBR 12118 (ABNT, 2013a)

Fonte: NBR 12118 (ABNT, 2013a)

As referências para medições estão indicadas na Figura 135.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

198

Figura 135 – Referências para medições dos vazados dos blocos

135 – Referências para medições dos vazados dos blocos Fonte: produzido pelo autor As larguras, alturas

Fonte: produzido pelo autor

As larguras, alturas e comprimentos da amostra coletada dos blocos de 8 MPa estão apresentadas na Tabela 55.

Tabela 55 – Dimensões principais dos blocos de 8 MPa

CP

L1

L2

L3

H1

H2

H3

C1

C2

C3

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 141,1

140,5

140,8

191,0

190,3

189,3

390,0

390,5

390,0

2 140,0

139,7

140,6

191,7

190,7

190,8

390,0

390,5

390,0

3 140,5

140,9

140,5

188,6

188,6

189,4

391,0

391,0

390,0

4 140,5

140,3

140,6

190,9

187,2

189,4

390,0

390,0

390,5

5 140,5

140,3

140,7

189,0

188,0

190,3

391,0

390,0

390,0

6 140,2

140,5

140,5

189,5

190,5

190,2

391,0

391,5

392,0

Média

140,5

140,4

140,6

190,1

189,2

189,9

390,5

390,6

390,4

Desvio

0,4

0,4

0,1

1,3

1,5

0,6

0,5

0,6

0,8

CV

0,3%

0,3%

0,1%

0,7%

0,8%

0,3%

0,1%

0,1%

0,2%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: L1: Largura do bloco, primeira medição. L2: Largura do bloco, segunda medição. L3: Largura do bloco, terceira medição. H1: Altura do bloco, primeira medição. H2: Altura do bloco, segunda medição. H3: Altura do bloco, terceira medição. C1: Comprimento do bloco, primeira medição. C2: Comprimento do bloco, segunda medição. C3: Comprimento do bloco, terceira medição.

As espessuras mínimas das paredes da amostra coletada dos blocos de 8 MPa está apresentada na Tabela 56.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

199

Tabela 56 – Espessuras mínimas das paredes dos blocos de 8 MPa

CP

L1

L2

L3

L4

T1

T2

S1

S2

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 27,5

26,5

26,0

25,9

26,1

25,9

27,1

37,7

2 25,3

25,3

24,9

25,6

26,4

26,1

26,4

31,9

3 26,4

26,5

25,9

25,5

26,1

25,7

27,6

32,4

4 25,6

25,9

26,5

27,0

26,2

26,3

28,1

36,5

5 25,7

26,0

27,4

26,1

26,5

27,2

26,6

32,4

6 25,5

25,8

25,7

25,8

26,2

27,1

27,4

32,5

Média

26,0

26,0

26,1

26,0

26,2

26,4

27,2

33,9

Desvio

0,8

0,4

0,8

0,5

0,2

0,6

0,7

2,5

CV

3,2%

1,7%

3,2%

2,0%

0,7%

2,3%

2,4%

7,5%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: L1: Espessura na direção perpendicular à lateral, primeira medição. L2: Espessura na direção perpendicular à lateral, segunda medição. L3: Espessura na direção perpendicular à lateral, terceira medição. L4: Espessura na direção perpendicular à lateral, quarta medição. T1: Espessura na direção perpendicular à transversal, primeira medição. T2: Espessura na direção perpendicular à transversal, segunda medição. S1: Espessura mínima do septo. S2: Espessura máxima do septo.

As medições para a determinação dos raio da mísula na amostra coletada de blocos de 8 MPa estão apresentadas na Tabela 57. O resultado na amostra é uma mísula com raio de 48,6 cm, desvio padrão de 1,6 cm, variância de 2,62 cm 2 e coeficiente de variação de 3,3%.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

200

Tabela 57 – Raios das mísulas para os blocos de 8 MPa

CP

R1

R2

R3

R4

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 47,3

48,5

50,6

49,7

2 46,9

47,4

44,8

48,6

3 50,1

47,6

46,5

49,9

4 49,1

49,1

52,5

47,3

5 49,3

48,8

49,0

49,0

6 48,3

48,7

49,0

49,2

Média

48,5

48,3

48,7

48,9

Desvio

1,2

0,7

2,7

0,9

CV

2,6%

1,4%

5,6%

1,9%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: R1: Raio da mísula, primeira medi- ção. R2: Raio da mísula, segunda medição. R3: Raio da mísula, terceira medição. R4: Raio da mísula, quarta medição.

As dimensões dos vazados da amostra coletada dos blocos de 8 MPa estão apresen-

tadas na Tabela 58

APÊNDICE A. Resultados experimentais

201

Tabela 58 – Dimensões principais nos vazados dos blocos de 8 MPa

CP

Lmin1

Tmin1

Lmin2

Tmin2

Lmax1

Tmax1

Lmax2

Tmax2

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 149,1

79,7

148,1

80,8

156,1

88,8

157,1

89,0

2 149,9

79,4

149,7

80,6

157,7

89,4

156,2

89,6

3 149,9

80,8

151,1

81,1

157,3

88,6

156,8

89,1

4 147,1

77,6

147,4

81,0

156,1

89,4

155,5

89,5

5 149,3

80,7

150,3

80,4

156,1

89,3

156,4

88,2

6 149,8

81,9

150,0

81,5

157,4

89,4

158,1

89,2

Média

149,2

80,0

149,4

80,9

156,8

89,2

156,7

89,1

Desvio

1,1

1,5

1,4

0,4

0,7

0,3

0,9

0,5

CV

0,7%

1,8%

0,9%

0,5%

0,5%

0,4%

0,5%

0,6%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Lmin1: Comprimento longitudinal do vazado no plano superior, primeira medição. Lmin2: Comprimento longitudinal do vazado no plano superior, segunda medição. Tmin1: Comprimento transversal do vazado no plano superior, primeira medição. Tmin2: Comprimento transversal do vazado no plano superior, segunda medição. Lmax1: Comprimento longitudinal do vazado no plano inferior, primeira medição. Lmax2: Comprimento longitudinal do vazado no plano inferior, segunda medição. Tmax1: Comprimento transversal do vazado no plano inferior, primeira medição. Tmax2: Comprimento transversal do vazado no plano inferior, segunda medição.

As larguras, alturas e comprimentos da amostra coletada dos blocos de 14 MPa estão apresentadas na Tabela 59.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

202

Tabela 59 – Dimensões principais dos blocos de 14 MPa

CP

L1

L2

L3

H1

H2

H3

C1

C2

C3

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 140,2

140,0

140,3

190,8

189,8

190,6

390,0

390,0

390,0

2 140,6

140,2

140,6

191,5

191,5

190,5

389,0

389,0

389,0

3 140,2

140,7

140,3

189,6

190,2

189,8

390,0

390,0

389,5

4 140,4

140,3

140,0

191,9

191,6

191,4

390,5

390,0

391,0

5 141,0

140,3

140,4

191,1

190,9

191,7

389,0

389,0

389,5

6 140,7

141,1

140,8

192,7

191,0

191,0

390,0

391,0

391,0

Média

140,5

140,4

140,4

191,3

190,8

190,8

389,8

389,8

390,0

Desvio

0,3

0,4

0,3

1,0

0,7

0,7

0,6

0,8

0,8

CV

0,2%

0,3%

0,2%

0,5%

0,4%

0,4%

0,2%

0,2%

0,2%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: L1: Largura do bloco, primeira medição. L2: Largura do bloco, segunda medição. L3: Largura do bloco, terceira medição. H1: Altura do bloco, primeira medição. H2: Altura do bloco, segunda medição. H3: Altura do bloco, terceira medição. C1: Comprimento do bloco, primeira medição. C2: Comprimento do bloco, segunda medição. C3: Comprimento do bloco, terceira medição.

As espessuras mínimas das paredes da amostra coletada dos blocos de 14 MPa está apresentada na Tabela 60.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

203

Tabela 60 – Espessuras mínimas das paredes dos blocos de 14 MPa

CP

L1

L2

L3

L4

T1

T2

S1

S2

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 25,4

26,3

26,0

26,5

25,5

26,2

26,7

37,8

2 25,7

25,7

26,0

26,2

25,7

26,0

27,0

32,8

3 25,4

25,4

27,3

26,6

25,8

26,3

27,8

32,5

4 25,9

25,4

26,2

26,5

25,9

25,9

26,3

31,1

5 26,2

25,9

25,2

25,4

25,2

26,4

26,4

31,7

6 26,3

26,5

26,9

26,9

26,7

26,1

26,4

37,4

Média

25,8

25,8

26,3

26,3

25,8

26,2

26,8

33,8

Desvio

0,4

0,5

0,7

0,5

0,5

0,2

0,6

2,9

CV

1,6%

1,8%

2,8%

2,0%

1,9%

0,7%

2,2%

8,7%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: L1: Espessura na direção perpendicular à lateral, primeira medição. L2: Espessura na direção perpendicular à lateral, segunda medição. L3: Espessura na direção perpendicular à lateral, terceira medição. L4: Espessura na direção perpendicular à lateral, quarta medição. T1: Espessura na direção perpendicular à transversal, primeira medição. T2: Espessura na direção perpendicular à transversal, segunda medição. S1: Espessura mínima do septo. S2: Espessura máxima do septo.

As medições para a determinação dos raio da mísula na amostra coletada de blocos de 14 MPa estão apresentadas na Tabela 61. O resultado da amostra é uma mísula com raio de 48,2 cm, desvio padrão de 1,8 cm, variância de 3,18 cm 2 e coeficiente de variação de 3,7%.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

204

Tabela 61 – Raios das mísulas para os blocos de 14 MPa

CP

R1

R2

R3

R4

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 51,4

48,9

48,4

49,6

2 47,8

47,5

45,3

51,2

3 48,6

46,5

47,3

50,4

4 46,0

49,9

48,4

44,8

5 46,4

48,5

47,3

48,5

6 49,3

47,2

49,7

48,5

Média

48,2

48,1

47,7

48,8

Desvio

2,0

1,2

1,5

2,3

CV

4,1%

2,5%

3,1%

4,6%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: R1: Raio da mísula, primeira medi- ção. R2: Raio da mísula, segunda medição. R3: Raio da mísula, terceira medição. R4: Raio da mísula, quarta medição.

As dimensões dos vazados da amostra coletada dos blocos de 14 MPa estão

apresentadas na Tabela 62.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

205

Tabela 62 – Dimensões principais nos vazados dos blocos de 14 MPa

CP

Lmin1

Tmin1

Lmin2

Tmin2

Lmax1

Tmax1

Lmax2

Tmax2

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 150,0

82,0

150,0

81,8

156,5

88,6

156,2

88,9

2 150,4

81,1

149,4

82,2

155,4

88,9

156,7

88,6

3 150,6

81,4

149,6

81,5

156,3

89,5

156,3

89,0

4 150,9

80,8

148,6

81,2

156,3

88,9

156,8

89,5

5 149,4

80,9

149,8

80,7

157,7

88,9

155,6

89,2

6 148,5

80,8

145,9

79,3

156,2

89,4

156,5

89,0

Média

150,0

81,2

148,9

81,1

156,4

89,0

156,3

89,0

Desvio

0,9

0,5

1,5

1,0

0,8

0,3

0,4

0,3

CV

0,6%

0,6%

1,0%

1,3%

0,5%

0,4%

0,3%

0,3%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Lmin1: Comprimento longitudinal do vazado no plano superior, primeira medição. Lmin2: Comprimento longitudinal do vazado no plano superior, segunda medição. Tmin1: Comprimento transversal do vazado no plano superior, primeira medição. Tmin2: Comprimento transversal do vazado no plano superior, segunda medição. Lmax1: Comprimento longitudinal do vazado no plano inferior, primeira medição. Lmax2: Comprimento longitudinal do vazado no plano inferior, segunda medição. Tmax1: Comprimento transversal do vazado no plano inferior, primeira medição. Tmax2: Comprimento transversal do vazado no plano inferior, segunda medição.

A.1.2.2 Caracterizações físicas

Os resultados de absorção de água e área líquida para a amostra coletada dos blocos de 8 MPa estão apresentados na Tabela 63.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

206

Tabela 63 – Absorção e área líquida para os blocos de 8 MPa

CP

m1

m2

m3

h

Absorção

Aliq (mm 2 )

(kg)

(kg)

(kg)

(mm)

(%)

1 12,35

13,09

7,44

189,15

6,0%

29871,0

2 12,10

12,88

7,23

189,09

6,4%

29880,5

3 12,03

12,81

7,12

190,05

6,5%

29939,0

Média

12,16

12,93

7,26

189,43

6,3%

29896,8

Desvio

0,17

0,15

0,16

0,54

0,3%

36,8

CV

1,4%

1,1%

2,2%

0,3%

4,3%

0,1%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: m1: massa do corpo de prova seco em estufa. m2: massa do corpo de prova saturado. m3: massa aparente do corpo de prova. h: é a altura média do corpo de prova, medida na direção perpendicular à seção de trabalho. Aliq: Área líquida.

Os resultados de absorção de água e área líquida para a amostra coletada dos

blocos de 14 MPa estão apresentados na Tabela 64.

Tabela 64 – Absorção e área líquida para os blocos de 14 MPa

CP

m1

m2

m3

h

Absorção

Aliq (mm 2 )

(kg)

(kg)

(kg)

(mm)

(%)

1 12,45

13,21

7,53

191,6

6,1%

29643,0

2 12,05

12,90

7,23

191,2

7,1%

29648,1

3 12,50

13,26

7,55

191,6

6,1%

29804,3

Média

12,33

13,12

7,44

191,48

6,4%

29698,5

Desvio

0,25

0,20

0,18

0,21

0,6%

91,7

CV

2,0%

1,5%

2,4%

0,1%

8,7%

0,3%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: m1: massa do corpo de prova seco em estufa. m2: massa do corpo de prova saturado. m3: massa aparente do corpo de prova. h: é a altura média do corpo de prova, medida na direção perpendicular à seção de trabalho. Aliq: Área líquida.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

207

A.1.2.3 Caracterizações mecânicas

As resistências mecânicas à compressão aferidas das amostras coletadas dos blocos

utilizados na pesquisa estão apresentadas na Tabela 65.

Tabela 65 – Resistências mecânicas compressão

à

nas

coletadas

blocos

amostras

dos

CP

8 MPa

14 MPa

(MPa)

(MPa)

1 8,2

18,5

2 8,2

18,6

3 8,4

18,8

4 8,4

19,9

5 8,9

21,6

6 9,3

21,8

7 9,5

*

8 9,5

*

Média

8,6

19,9

Desvio

0,4

1,5

CV

4,6%

7,5%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros.

A.1.3 Argamassa de assentamento

A.1.3.1 Caracterizações geométricas

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração R, estão apresen-

tados na Tabela 66.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

208

Tabela 66 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração R

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 50,10

50,02

50,01

50,04

2 49,99

50,04

50,20

50,08

3 49,95

49,85

50,04

49,95

4 50,01

50,30

50,11

50,14

5 50,19

50,17

50,97

50,44

6 50,10

50,00

50,00

50,03

7 50,26

50,08

50,00

50,11

8 49,90

49,93

50,10

49,98

9 50,06

49,92

49,98

49,99

Média

50,06

50,03

50,16

50,08

Desvio

0,11

0,14

0,31

0,15

CV

0,23%

0,27%

0,62%

0,30%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração R, estão apresentadas

na Tabela 67.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

209

Tabela 67 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo A, con- figuração R

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 81,93

81,69

82,05

81,89

2 86,77

86,43

86,49

86,56

3 90,98

91,02

90,74

90,91

4 90,69

90,60

90,68

90,66

5 91,49

91,91

92,20

91,87

6 87,32

87,05

86,73

87,03

7 89,47

89,71

89,59

89,59

8 86,48

85,38

86,13

86,00

9 89,45

89,40

89,71

89,52

Média

88,29

88,13

88,26

88,23

Desvio

3,02

3,28

3,16

3,15

CV

3,42%

3,72%

3,58%

3,57%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração E, estão apresen-

tados na Tabela 68.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

210

Tabela 68 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração E

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

50,1

50,06

49,84

50,00

2

50,14

50,14

50,37

50,22

3

50,16

50,24

50,34

50,25

4

49,87

49,95

49,92

49,91

5

50,08

50,11

50,17

50,12

6

50,49

50,41

50,29

50,40

7

49,89

49,97

50,06

49,97

8

50,22

50,19

50,01

50,14

9

50,24

50,26

50,33

50,28

Média

50,13

50,15

50,15

50,14

Desvio

0,19

0,15

0,20

0,16

CV

0,37%

0,29%

0,39%

0,32%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração E, estão apresentadas

na Tabela 69.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

211

Tabela 69 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo A, con- figuração E

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

90,16

90,09

90,48

90,24

2

83,76

83,51

83,84

83,70

3

88,31

88,18

88,24

88,24

4

91,6

91,56

91,5

91,55

5

84,15

83,72

83,43

83,77

6

86,67

86,87

87,07

86,87

7

88,63

88,41

88,59

88,54

8

88,56

87,88

88,32

88,25

9

86,72

86,81

86,78

86,77

Média

87,62

87,45

87,58

87,55

Desvio

2,58

2,64

2,69

2,63

CV

2,95%

3,02%

3,07%

3,01%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4, estão apresen-

tados na Tabela 70.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

212

Tabela 70 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4

CP

D1

D2

D3

D

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 50,08

50,25

50,01

50,11

2 50,36

50,11

50,15

50,21

3 49,93

50,08

50,15

50,05

4 50,18

50,26

50,13

50,19

5 50,41

49,81

50,07

50,10

6 49,94

49,90

49,98

49,94

7 50,13

50,07

50,13

50,11

8 50,23

50,26

50,36

50,28

9 50,42

50,20

50,11

50,24

Média

50,19

50,10

50,12

50,14

Desvio

0,19

0,16

0,11

0,11

CV

0,37%

0,32%

0,22%

0,21%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4, estão apresentadas

na Tabela 71.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

213

Tabela 71 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo A, con- figuração 4

CP

H1

H2

H3

H

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 85,12

84,70

85,05

84,96

2 90,37

90,24

90,35

90,32

3 81,08

81,69

81,69

81,49

4 87,47

87,26

87,27

87,33

5 91,08

90,89

91,10

91,02

6 87,88

87,88

87,83

87,86

7 90,01

89,77

89,60

89,79

8 89,41

89,40

89,72

89,51

9 89,41

89,40

89,72

89,51

Média

87,98

87,91

88,04

87,98

Desvio

3,15

2,99

3,01

3,05

CV

3,59%

3,40%

3,42%

3,47%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8, estão apresen-

tados na Tabela 72.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

214

Tabela 72 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

50,40

50,49

50,39

50,43

2

48,65

48,67

48,71

48,68

3

48,52

48,57

48,67

48,59

4

48,83

48,81

48,86

48,83

5

48,25

48,53

48,63

48,47

6

48,56

48,52

48,65

48,58

7

48,60

48,34

48,40

48,45

8

50,21

50,20

50,16

50,19

9*

Média

49,00

49,02

49,06

49,03

Desvio

0,82

0,83

0,76

0,80

CV

1,68%

1,70%

1,56%

1,64%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros.

As alturas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8, estão apresentadas

na Tabela 73.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

215

Tabela 73 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo A, con- figuração 8

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

92,74

92,99

82,87

89,53

2

86,51

86,24

86,33

86,36

3

86,39

87,06

86,75

86,73

4

92,82

93,13

92,97

92,97

5

89,67

89,48

89,56

89,57

6

86,16

86,22

86,32

86,23

7

86,53

86,66

86,84

86,68

8

88,73

89,06

88,80

88,86

9*

Média

88,69

88,86

87,56

88,37

Desvio

2,82

2,87

2,95

2,34

CV

3,18%

3,23%

3,37%

2,65%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros.

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração R, estão apresen-

tados na Tabela 74.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

216

Tabela 74 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração R

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

50,16

50,16

50,4

50,24

2

50,41

50,51

50,4

50,44

3

49,9

49,97

49,89

49,92

4

50,19

50,14

50,25

50,19

5

50,19

50,16

50,35

50,23

6

50,07

50,16

50,22

50,15

7

50,15

50,45

50,3

50,30

8

50,31

50,2

50,11

50,21

9

50,16

50,1

50,09

50,12

Média

50,17

50,21

50,22

50,20

Desvio

0,14

0,17

0,17

0,14

CV

0,28%

0,34%

0,34%

0,28%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração R, estão apresentadas

na Tabela 75.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

217

Tabela 75 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo B, con- figuração R

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 95,66

95,85

95,73

95,75

2 93,02

93,28

93,21

93,17

3 93,26

93,27

93,3

93,28

4 91,9

91,96

91,98

91,95

5 91,11

91,1

90,95

91,05

6 94,64

94,55

94,55

94,58

7 96,13

95,9

95,88

95,97

8 93,7

94,05

94,1

93,95

9 94,8

95,64

94,73

95,06

Média

93,80

93,96

93,83

93,86

Desvio

1,67

1,72

1,64

1,67

CV

1,78%

1,83%

1,75%

1,78%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração E, estão apresen-

tados na Tabela 76.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

218

Tabela 76 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração E

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 50,16

50,21

50,01

50,13

2 49,99

49,86

50,04

49,96

3 50,26

50,15

50,23

50,21

4 50,09

50,13

50,07

50,10

5 50,22

50,12

50,17

50,17

6 49,95

49,85

50,01

49,94

7 50,45

50,17

50,38

50,33

8 50,52

50,41

50,48

50,47

9 50,19

50,1

50,24

50,18

Média

50,20

50,11

50,18

50,17

Desvio

0,19

0,17

0,17

0,17

CV

0,38%

0,34%

0,33%

0,33%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração E, estão apresentadas

na Tabela 77.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

219

Tabela 77 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo B, con- figuração E

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 93,73

93,6

93,54

93,62

2 92,56

92,59

92,34

92,50

3 94,45

94,45

94,22

94,37

4 94,89

94,63

94,6

94,71

5 94,82

94,82

95,07

94,90

6 89,71

89,93

89,91

89,85

7 92,25

92,42

92,2

92,29

8 93,05

92,55

92,84

92,81

9 94,07

94,11

94,15

94,11

Média

93,28

93,23

93,21

93,24

Desvio

1,64

1,55

1,59

1,59

CV

1,76%

1,67%

1,71%

1,71%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4, estão apresen-

tados na Tabela 78.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

220

Tabela 78 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4

CP

D1

D2

D3

D

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 50,17

50,16

50,14

50,16

2 50,49

50,36

50,57

50,47

3 50,36

50,27

50,37

50,33

4 50,24

50,21

50,29

50,25

49,89

5 50

50,16

50,02

6 50,49

50,36

50,39

50,41

7 50,14

50,02

49,93

50,03

8 49,95

49,85

49,98

49,93

9 50,14

50,05

50,14

50,11

Média

50,21

50,14

50,22

50,19

Desvio

0,21

0,18

0,21

0,19

CV

0,42%

0,35%

0,41%

0,38%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4, estão apresentados

na Tabela 79.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

221

Tabela 79 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo B, con- figuração 4

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 92,42

92,34

92,43

92,40

2 92,10

92,11

91,96

92,06

3 92,71

93,17

92,32

92,73

4 95,81

95,23

95,67

95,57

5 95,53

95,82

95,88

95,74

6 93,03

92,93

93,1

93,02

7 95,53

94,46

95,06

95,02

8 93,24

93,19

93,38

93,27

9 94,96

94,53

94,67

94,72

Média

93,93

93,75

93,83

93,84

Desvio

1,50

1,30

1,51

1,43

CV

1,60%

1,39%

1,61%

1,52%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8, estão apresen-

tados na Tabela 80.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

222

Tabela 80 – Diâmetros da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

50,17

50,28

50,31

50,25

2

50,32

50,32

50,38

50,34

3

50,07

50,31

50,26

50,21

4

50,11

50,12

50,08

50,10

5

49,95

50,02

50,23

50,07

6

50,15

50,02

50,03

50,07

7*

8 50

50,24

50,27

50,17

9 50,15

50,16

50,24

50,18

Média

50,12

50,18

50,23

50,17

Desvio

0,11

0,12

0,12

0,10

CV

0,23%

0,24%

0,23%

0,19%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros.

As alturas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8, estão apresentados

na Tabela 81.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

223

Tabela 81 – Alturas da amostra da ar- gamassa do grupo B, con- figuração 8

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1

93,95

94,92

94,19

94,35

2

94,45

94,92

94,5

94,62

3

94,86

95,15

95,03

95,01

4

94,7

95,35

94,97

95,01

5

92,9

91,92

93

92,61

6

94,01

94,29

94,65

94,32

7

8

95,38

95,56

95,16

95,37

9

95

95,38

95,94

95,44

Média

94,41

94,69

94,68

94,59

Desvio

0,78

1,18

0,86

0,91

CV

0,82%

1,25%

0,90%

0,96%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros.

A.1.3.2 Caracterizações mecânicas

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo A, configuração R,

estão apresentadas na Tabela 82.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

224

Tabela 82 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo A, configuração

R

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1

12,1

-

2

12,0

-

3

13,4

-

4

12,8

-

5

13,1

-

6

-

1,1

6

-

1,3

8

-

1,5

9

-

1,4

Média

12,7

1,3

Desvio

0,6

0,2

CV

4,8%

13,6%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo A, configuração E,

estão apresentadas na Tabela 83.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

225

Tabela 83 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo A, configuração E

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 10,6

-

2 11,5

-

3 12,1

-

4 13,9

-

5 10,4

-

6 -

1,4

7 -

1,2

8 -

1,4

9 -

1,3

Média

11,7

1,3

Desvio

1,4

0,1

CV

12,1%

8,8%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 4,

estão apresentadas na Tabela 84.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

226

Tabela 84 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo A, configuração 4

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 16,1

-

2 11,6

-

3 12,7

-

4 14,4

-

5 13,3

-

6 -

1,7

7 -

1,3

8 -

2,0

9 -

1,8

Média

13,6

1,7

Desvio

1,7

0,3

CV

12,8%

16,5%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo A, configuração 8,

estão apresentadas na Tabela 85.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

227

Tabela 85 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo A, configuração 8

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1

15,4

-

2

15,1

-

3

16,0

-

4

15,1

-

5

-

1,2

6

-

1,7

7

-

1,7

8

-

1,6

9*

-

-

Média

15,4

1,5

Desvio

0,4

0,2

CV

2,8%

15,0%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo B, configuração R,

estão apresentadas na Tabela 86.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

228

Tabela 86 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo B, configuração R

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 21,3

-

2 22,1

-

3 21,7

-

4 22,1

-

5 23,4

-

6 -

2,1

7 -

2,7

8 -

2,6

9 -

3,1

Média

22,1

2,6

Desvio

0,8

0,4

CV

3,6%

15,6%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo B, configuração E,

estão apresentadas na Tabela 87.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

229

Tabela 87 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo B, configuração E

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 10,6

-

2 12,2

-

3 15,1

-

4 13,1

-

5 14,3

-

6 -

1,4

7 -

2,1

8 -

1,3

9 -

1,8

Média

13,0

1,6

Desvio

1,8

0,4

CV

13,6%

21,9%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 4,

estão apresentadas na Tabela 88.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

230

Tabela 88 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo B, configuração 4

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 12,6

-

2 13,6

-

3 13,8

-

4 10,9

-

5 12,6

-

6 -

1,4

7 -

1,6

8 -

2,0

9 -

2,0

Média

12,7

1,8

Desvio

1,2

0,3

CV

9,3%

16,8%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra da argamassa do grupo B, configuração 8,

estão apresentadas na Tabela 89.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

231

Tabela 89 – Resistências me- cânicas das arga- massas do grupo B, configuração 8

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1

14,9

-

2

13,9

-

3

12,4

-

4

11,2

-

5

-

1,9

6

-

1,7

7*

-

-

8 -

1,0

9 -

1,9

Média

13,1

1,6

Desvio

1,6

0,4

CV

12,5%

26,8%

A.1.4 Graute

A.1.4.1 Estado fresco

Fonte: produzido pelo autor

Os resultados dos abatimentos de troncos de cone para os grautes utilizados na

pesquisa estão apresentados na tabela Tabela 90. Cada combinação representa a associação

entre um determinado grupo e configuração.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

232

Tabela 90 – Abatimentos de troncos de cone para os grautes utilizados na pesquisa

Amostra

Abatimento

Erro

(mm)

(mm)

AR

205

5

AE

230

30

A4

220

20

A8

220

20

BR

220

20

BE

230

30

B4

220

20

B8

220

20

Fonte: produzido pelo autor

A.1.4.2 Estado endurecido

A.1.4.2.1 Caracterizações geométricas

Os diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração R, estão apresentados

na Tabela 91.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

233

Tabela 91 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configu- ração R

CP

D1

D2

D3

D

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 100,73

99,26

100,72

100,24

2 100,27

100,42

101,27

100,65

3 101,15

101,02

101,32

101,16

4 100,10

100,28

99,77

100,05

5 100,52

99,82

99,50

99,95

6 100,65

100,07

100,20

100,31

7 99,54

100,53

100,40

100,16

8 99,86

100,21

100,00

100,02

9 100,07

100,25

100,35

100,22

Média

100,32

100,21

100,39

100,31

Desvio

0,49

0,49

0,62

0,38

CV

0,49%

0,48%

0,62%

0,38%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo A, configuração R, estão apresentadas

na Tabela 92.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

234

Tabela 92 – Alturas da amostra do graute do grupo A, configu- ração R

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 192,58

192,71

192,97

192,75

2 194,88

195,66

195,30

195,28

3 189,34

189,32

189,49

189,38

4 195,25

195,39

195,40

195,35

5 188,60

188,19

188,47

188,42

6 195,65

195,51

196,13

195,76

7 194,13

194,15

194,30

194,19

8 193,65

193,64

193,56

193,62

9 193,26

193,04

193,26

193,19

Média

193,04

193,07

193,21

193,10

Desvio

2,51

2,68

2,63

2,60

CV

1,30%

1,39%

1,36%

1,35%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração E, estão apresentados

na Tabela 93.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

235

Tabela 93 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configu- ração E

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 99,34

98,51

98,74

98,63

2 100,37

100,86

100,47

100,67

3 101,75

101,81

101,23

101,52

4 100,17

99,94

99,78

99,86

5 99,39

99,76

99,63

99,70

6 99,81

100,78

101,01

100,90

7 99,69

98,95

99,14

99,05

8 100,23

99,97

99,71

99,84

9 99,55

100,20

100,30

100,25

Média

100,03

100,09

100,00

100,04

Desvio

0,74

1,00

0,82

0,90

CV

0,74%

1,00%

0,82%

0,90%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo A, configuração E, estão apresentadas

na Tabela 94.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

236

Tabela 94 – Alturas da

amostra do

graute do grupo A, configu- ração E

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 186,59

186,34

186,56

186,50

2 193,76

104,11

193,74

163,87

3 193,23

192,82

192,92

192,99

4 193,05

193,11

193,34

193,17

5 190,38

190,12

190,18

190,23

6 194,17

193,68

193,24

193,70

7 193,98

194,11

194,12

194,07

8 193,06

192,76

192,74

192,85

9 192,79

192,66

193,01

192,82

Média

192,33

182,19

192,21

188,91

Desvio

2,42

29,38

2,39

9,68

CV

1,26%

16,12%

1,24%

5,12%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração 4, estão apresentados

na Tabela 95.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

237

Tabela 95 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configu- ração 4

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 100,45

99,53

98,96

99,25

2 100,25

99,97

100,80

100,39

3 99,75

100,25

100,23

100,24

4 100,08

99,85

99,00

99,43

5 99,83

100,19

100,42

100,31

6 98,35

98,14

98,49

98,32

7 100,24

100,73

100,73

100,73

8 100,45

100,13

100,74

100,44

9 99,99

100,19

100,09

100,14

Média

99,93

99,89

99,94

99,91

Desvio

0,64

0,73

0,89

0,77

CV

0,64%

0,73%

0,89%

0,77%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo A, configuração 4, estão apresentadas

na Tabela 96.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

238

Tabela 96 – Alturas da amostra do graute do grupo A, configu- ração 4

CP

H1

H2

H3

H

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 190,86

191,02

190,50

190,79

2 194,53

194,45

194,32

194,43

3 193,89

193,89

193,55

193,78

4 196,20

196,72

195,99

196,30

5 193,91

194,39

193,79

194,03

6 191,57

191,58

191,45

191,53

7 193,87

193,94

193,80

193,87

8 192,98

192,92

193,21

193,04

9 190,36

190,61

190,73

190,57

Média

193,13

193,28

193,04

193,15

Desvio

1,88

1,95

1,81

1,88

CV

0,98%

1,01%

0,94%

0,97%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo A, configuração 8, estão apresentados

na Tabela 97.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

239

Tabela 97 – Diâmetros da amostra do graute do grupo A, configu- ração 8

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 101,60

101,67

101,76

101,72

2 99,51

100,86

100,12

100,49

3 100,61

100,46

100,52

100,49

4 100,42

100,57

100,61

100,59

5 99,09

98,87

98,77

98,82

6 100,42

100,51

100,47

100,49

7 100,54

100,79

100,59

100,69

8 99,63

99,60

99,94

99,77

9 100,06

100,12

100,34

100,23

Média

100,21

100,38

100,35

100,37

Desvio

0,74

0,80

0,78

0,77

CV

0,74%

0,79%

0,78%

0,77%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo A, configuração 8, estão apresentadas

na Tabela 98.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

240

Tabela 98 – Alturas da amostra do graute do grupo A, configu- ração 8

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 193,34

192,32

192,86

192,84

2 193,93

193,11

192,82

193,29

3 192,52

192,49

192,72

192,58

4 187,66

187,81

187,47

187,65

5 191,51

191,41

191,21

191,38

6 191,19

190,97

191,52

191,23

7 193,44

193,97

193,83

193,75

8 193,17

192,64

194,07

193,29

9 190,71

191,41

191,32

191,15

Média

191,94

191,79

191,98

191,90

Desvio

1,96

1,76

1,98

1,87

CV

1,02%

0,92%

1,03%

0,97%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração R, estão apresentados

na Tabela 99.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

241

Tabela 99 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configu- ração R

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 101,52

100,12

99,08

99,60

2 100,54

99,92

100,18

100,05

3 100,07

99,40

100,33

99,87

4 101,03

100,26

101,40

100,83

5 100,50

100,30

100,34

100,32

6 100,41

99,91

100,41

100,16

7 101,49

101,35

99,54

100,45

8 101,23

100,15

100,94

100,55

9 100,48

100,22

98,84

99,53

Média

100,81

100,18

100,12

100,15

Desvio

0,52

0,52

0,83

0,43

CV

0,52%

0,52%

0,83%

0,43%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo B, configuração R, estão apresentadas

na Tabela 100.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

242

Tabela 100 – Alturas da amostra do graute do grupo B, confi- guração R

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 195,13

194,86

195,25

195,08

2 194,09

193,98

194,30

194,12

3 194,51

194,60

194,55

194,55

4 193,09

192,87

193,09

193,02

5 193,06

193,21

193,06

193,11

6 192,72

192,86

192,71

192,76

7 194,04

194,88

194,31

194,41

8 193,75

193,72

193,98

193,82

9 193,88

193,57

193,45

193,63

Média

193,81

193,84

193,86

193,83

Desvio

0,76

0,80

0,83

0,78

CV

0,39%

0,41%

0,43%

0,40%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração E, estão apresentados

na Tabela 101.

Tabela 101 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração E

CP

D1

D2

D3

D

 

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 101,48

100,59

100,77

100,68

2 99,03

99,03

99,01

99,02

3 100,44

99,55

100,78

100,17

4 99,10

99,02

100,18

99,60

5 99,06

98,79

98,65

98,72

6 100,64

100,40

99,68

100,04

7 100,23

100,44

100,13

100,29

8 100,15

100,24

100,91

100,58

9 98,93

99,57

100,30

99,94

Média (mm)

99,90

99,74

100,05

99,89

Desvio (mm)

0,90

0,70

0,79

0,67

CV

0,91%

0,70%

0,79%

0,67%

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

243

As alturas da amostra do graute do grupo B, configuração E, estão apresentadas

na Tabela 102.

Tabela 102 – Alturas da amostra do graute do grupo B, confi- guração E

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 192,00

192,12

191,58

191,90

2 194,41

194,64

194,71

194,59

3 192,93

192,66

192,96

192,85

4 190,14

190,48

190,15

190,26

5 196,37

194,49

194,58

195,15

6 192,60

192,61

193,00

192,74

7 192,67

192,87

192,83

192,79

8 191,51

191,45

191,25

191,40

9 193,98

194,03

194,10

194,04

Média

192,96

192,82

192,80

192,86

Desvio

1,80

1,39

1,56

1,56

CV

0,93%

0,72%

0,81%

0,81%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração 4, estão apresentados

na Tabela 103.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

244

Tabela 103 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, confi- guração 4

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 99,78

100,11

99,85

99,98

2 100,46

100,48

100,40

100,44

3 101,18

101,40

101,66

101,53

4 101,15

101,16

101,04

101,10

5 100,35

99,71

100,29

100,00

6 101,43

101,90

100,90

101,40

7 99,90

100,43

100,62

100,53

8 99,50

99,63

99,86

99,75

9 100,45

100,78

100,72

100,75

Média

100,47

100,62

100,59

100,61

Desvio

0,67

0,77

0,58

0,64

CV

0,67%

0,76%

0,57%

0,64%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo B, configuração 4, estão apresentadas

na Tabela 104.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

245

Tabela 104 – Alturas da amostra do graute do grupo B, confi- guração 4

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 194,53

195,33

194,65

194,84

2 193,48

194,65

194,52

194,22

3 193,81

193,90

194,00

193,90

4 193,48

193,61

194,24

193,78

5 194,67

194,73

195,10

194,83

6 193,39

193,95

193,52

193,62

7 192,81

192,97

193,59

193,12

8 193,71

193,71

194,06

193,83

9 192,98

193,20

193,72

193,30

Média

193,65

194,01

194,16

193,94

Desvio

0,62

0,76

0,53

0,60

CV

0,32%

0,39%

0,27%

0,31%

Fonte: produzido pelo autor

Os diâmetros da amostra do graute do grupo B, configuração 8, estão apresentados

na Tabela 105.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

246

Tabela 105 – Diâmetros da amostra do graute do grupo B, confi- guração 8

CP

D1

D2

D3

D

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 101,08

101,45

101,73

101,59

2 99,45

99,08

99,08

99,08

3 100,51

100,13

100,89

100,51

4 100,64

100,16

100,43

100,30

5 100,21

100,66

100,94

100,80

6 99,30

99,01

99,31

99,16

7 99,80

100,61

100,87

100,74

8 100,43

100,81

100,58

100,70

9 100,71

100,57

100,76

100,67

Média

100,24

100,28

100,51

100,39

Desvio

0,60

0,80

0,83

0,80

CV

0,60%

0,79%

0,83%

0,80%

Fonte: produzido pelo autor

As alturas da amostra do graute do grupo B, configuração 8, estão apresentadas

na Tabela 106.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

247

Tabela 106 – Alturas da amostra do graute do grupo B, confi- guração 8

CP

H1

H2

H3

H

(mm)

(mm)

(mm)

(mm)

1 195,43

193,59

194,49

194,50

2 193,94

193,89

194,24

194,02

3 193,74

193,46

193,93

193,71

4 194,55

193,63

193,60

193,93

5 192,10

192,53

192,66

192,43

6 192,84

192,94

192,40

192,73

7 193,36

194,29

194,24

193,96

8 194,52

193,82

193,58

193,97

9 195,17

195,61

195,62

195,47

Média

193,96

193,75

193,86

193,86

Desvio

1,08

0,87

0,97

0,89

CV

0,56%

0,45%

0,50%

0,46%

Fonte: produzido pelo autor

A.1.4.2.2 Caracterizações físicas

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo A, configuração R, estão apresentadas na Tabela 107.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

248

Tabela 107 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração R

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3397

48,4

100,24

192,75

3,983

0,001521

2233,3

31879

2 3452

49,4

100,65

195,28

3,953

0,001554

2221,6

31244

3 3327

47,9

101,16

189,38

3,954

0,001522

2185,6

30749

4 3444

48,4

100,05

195,35

4,036

0,001536

2242,5

32877

5 *

3306

99,95

188,42

*

0,001478

2236,4

*

6 3458

48,4

100,31

195,76

4,045

0,001547

2235,3

32912

7 3412

47,9

100,16

194,19

4,054

0,001530

2230,1

32989

8 3365

48,9

100,02

193,62

3,959

0,001521

2211,8

31208

9 3372

47,9

100,22

193,19

4,033

0,001524

2212,5

32390

Média

3393

48,4

100,31

193,10

4,002

1,53E-03

2223,2

32031

Desvio

55

0,53

0,38

2,60

0,044

2,15E-05

17,7

887

CV

1,6%

1,1%

0,38%

1,35%

1,1%

1,4%

0,8%

2,8%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros. Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo A, configuração E, estão apresentadas na Tabela 108.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

249

Tabela 108 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração E

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

 

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3289

49,4

98,63

186,50

3,775

0,001425

2308,5

29611

2 3409

50,4

100,67

163,87

3,251

0,001304

2613,9

24869

3 3399

50,4

101,52

192,99

3,829

0,001562

2175,8

28713

4 *

3407

99,86

193,17

*

0,001513

2252,0

*

5 3347

48,9

99,70

190,23

3,890

0,001485

2254,0

30698

6 3442

50,9

100,90

193,70

3,805

0,001549

2222,6

28967

7 3421

50,9

99,05

194,07

3,813

0,001495

2287,9

29934

8 3410

48,4

99,84

192,85

3,985

0,001510

2258,5

32273

9 3418

47,9

100,25

192,82

4,025

0,001522

2245,7

32752

Média

3394

49,7

100,04

188,91

3,797

1,48E-03

2291,0

29727

Desvio

47

1,16

0,90

9,68

0,238

7,84E-05

126,7

2445

CV

1,4%

2,3%

0,90%

5,12%

6,3%

5,3%

5,5%

8,2%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: * Valores desconsiderados por erros. Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo A, configuração 4, estão apresentadas na Tabela 109.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

250

Tabela 109 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração 4

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3357

45,9

99,25

190,79

4,157

0,001476

2274,5

35369

2 3435

46,4

100,39

194,43

4,190

0,001539

2232,2

35276

3 3434

46,4

100,24

193,78

4,176

0,001529

2245,6

35248

4 3423

45,9

99,43

196,30

4,277

0,001524

2245,9

36972

5 3435

46,4

100,31

194,03

4,182

0,001533

2240,4

35259

6 3441

46,4

98,32

191,53

4,128

0,001454

2366,5

36292

7 3430

46,4

100,73

193,87

4,178

0,001545

2220,1

34882

8 3364

46,9

100,44

193,04

4,116

0,001529

2199,7

33538

9 3362

45,9

100,14

190,57

4,152

0,001501

2240,0

34750

Média

3409

46,3

99,91

193,15

4,173

1,51E-03

2251,6

35287

Desvio

36

0,33

0,77

1,88

0,046

3,11E-05

47,6

960

CV

1,1%

0,7%

0,77%

0,97%

1,1%

2,1%

2,1%

2,7%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo A, configuração 8, estão apresentadas na Tabela 110.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

251

Tabela 110 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo A, configuração 8

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

 

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3568

47,4

101,72

192,84

4,068

0,001567

2277,0

33919

2 3450

46,9

100,49

193,29

4,121

0,001533

2250,5

34402

3 3476

46,9

100,49

192,58

4,106

0,001527

2275,8

34534

4 3285

46,4

100,59

187,65

4,044

0,001491

2202,9

32425

5 3277

47,4

98,82

191,38

4,037

0,001468

2232,6

32755

6 3463

46,9

100,49

191,23

4,077

0,001517

2283,3

34163

7 3490

48,4

100,69

193,75

4,003

0,001543

2262,2

32625

8 3421

46,9

99,77

193,29

4,121

0,001511

2263,8

34608

9 3279

47,4

100,23

191,15

4,033

0,001508

2174,1

31821

Média

3412

47,2

100,37

191,90

4,068

1,52E-03

2246,9

33472

Desvio

106

0,57

0,77

1,87

0,042

2,89E-05

37,1

1062

CV

3,1%

1,2%

0,77%

0,97%

1,0%

1,9%

1,7%

3,2%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo B, configuração R, estão apresentadas na Tabela 111.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

252

Tabela 111 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração R

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3498

45,9

99,60

195,08

4,250

0,001520

2301,4

37415

2 3465

45,9

100,05

194,12

4,229

0,001526

2270,4

36549

3 3463

45,9

99,87

194,55

4,239

0,001524

2272,5

36744

4 3446

45,4

100,83

193,02

4,251

0,001541

2235,9

36372

5 3446

45,3

100,32

193,11

4,263

0,001526

2257,6

36923

6 3454

45,4

100,16

192,76

4,246

0,001519

2274,2

36898

7 3463

45,9

100,45

194,41

4,236

0,001541

2248,0

36295

8 3469

45,9

100,55

193,82

4,223

0,001539

2254,3

36174

9 3405

45,4

99,53

193,63

4,265

0,001507

2260,2

37002

Média

3457

45,7

100,15

193,83

4,245

1,53E-03

2263,8

36708

Desvio

25

0,28

0,43

0,78

0,014

1,16E-05

18,8

397

CV

0,7%

0,6%

0,43%

0,40%

0,3%

0,8%

0,8%

1,1%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo B, configuração E, estão apresentadas na Tabela 112.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

253

Tabela 112 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração E

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3625

45,9

100,68

191,90

4,181

0,001528

2372,8

37327

2 3436

45,9

99,02

194,59

4,239

0,001498

2293,0

37089

3 3423

45,4

100,17

192,85

4,248

0,001520

2252,5

36579

4 3364

45,9

99,60

190,26

4,145

0,001482

2269,4

35092

5 3448

45,9

98,72

195,15

4,252

0,001494

2308,4

37553

6 3432

45,9

100,04

192,74

4,199

0,001515

2265,4

35949

7 3322

45,9

100,29

192,79

4,200

0,001523

2181,5

34637

8 3415

45,4

100,58

191,40

4,216

0,001521

2245,8

35925

9 3443

46,4

99,94

194,04

4,182

0,001522

2262,2

35604

Média

3434

45,8

99,89

192,86

4,207

1,51E-03

2272,3

36195

Desvio

83

0,30

0,67

1,56

0,035

1,58E-05

51,6

1012

CV

2,4%

0,7%

0,67%

0,81%

0,8%

1,0%

2,3%

2,8%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo B, configuração 4, estão apresentadas na Tabela 113.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

254

Tabela 113 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração 4

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3472

46,9

99,98

194,84

4,154

0,001530

2269,8

35256

2 3517

45,9

100,44

194,22

4,231

0,001539

2285,5

36828

3 3481

46,4

101,53

193,90

4,179

0,001570

2217,4

34851

4 3485

45,9

101,10

193,78

4,222

0,001556

2240,3

35936

5 3496

46,4

100,00

194,83

4,199

0,001530

2284,6

36254

6 3488

46,4

101,40

193,62

4,173

0,001564

2230,8

34960

7 3474

46,4

100,53

193,12

4,162

0,001533

2266,5

35337

8 3491

46,4

99,75

193,83

4,177

0,001515

2305,0

36199

9 3488

45,9

100,75

193,30

4,211

0,001541

2263,4

36128

Média

3488

46,3

100,61

193,94

4,190

1,54E-03

2262,6

35750

Desvio

13

0,33

0,64

0,60

0,027

1,79E-05

28,3

675

CV

0,4%

0,7%

0,64%

0,31%

0,6%

1,2%

1,3%

1,9%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

As medições e variáveis utilizadas para o cálculo dos módulos de elasticidade da

amostra do graute do grupo B, configuração 8, estão apresentadas na Tabela 114.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

255

Tabela 114 – Medições e variáveis utilizadas no cálculo dos módulos de elasticidade nos grautes do grupo B, configuração 8

CP

m

t

D

H

v

V

ρ

E

(g)

(us)

(mm)

(mm)

(mm/µs)

(m3)

(kg/m3)

(MPa)

1 3515

45,9

101,59

194,50

4,238

0,001577

2229,5

36031

2 3488

45,9

99,08

194,02

4,227

0,001496

2331,6

37496

3 3491

45,9

100,51

193,71

4,220

0,001537

2271,4

36409

4 3492

45,9

100,30

193,93

4,225

0,001532

2279,2

36617

5 3456

44,9

100,80

192,43

4,286

0,001536

2250,6

37204

6 3452

45,9

99,16

192,73

4,199

0,001488

2319,3

36802

7 3453

45,9

100,74

193,96

4,226

0,001546

2233,5

35895

8 3454

45,4

100,70

193,97

4,273

0,001545

2236,0

36736

9 3504

45,9

100,67

195,47

4,259

0,001556

2252,4

36763

Média

3478

45,7

100,39

193,86

4,239

1,53E-03

2267,1

36661

Desvio

25

0,35

0,80

0,89

0,028

2,76E-05

37,2

509

CV

0,7%

0,8%

0,80%

0,46%

0,7%

1,8%

1,6%

1,4%

Fonte: produzido pelo autor

Notas: Coeficiente de Poisson adotado como 0,2. m: massa do corpo de prova. t: tempo de propagação da onda. H: distância entre os pontos de acoplamento dos transdutores. v: velocidade de propagação da onda. V: volume do corpo de prova. µ: massa específica. E: módulo de elasticidade.

A.1.4.2.3 Caracterizações mecânicas

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo A, configuração R, estão

apresentadas na Tabela 115.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

256

Tabela 115 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

A,

configuração R

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 21,5

-

2 18,2

-

3 20,9

-

4 -

1,9

5 -

2,2

6 -

2,4

7 -

2,3

8 -

2,2

9 -

1,8

Média

20,2

2,1

Desvio

1,7

0,2

CV

8,6%

10,7%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo A, configuração E, estão

apresentadas na Tabela 116.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

257

Tabela 116 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

A,

configuração E

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 18,7

-

2 14,3

-

3 16,1

-

4 -

2,0

5 -

2,0

6 -

2,3

7 -

2,2

8 -

2,5

9 -

2,3

Média

16,4

2,2

Desvio

2,2

0,2

CV

13,7%

9,5%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo A, configuração 4, estão

apresentadas na Tabela 117.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

258

Tabela 117 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

A,

configuração 4

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 26,2

-

2 26,7

-

3 24,9

-

4 -

2,8

5 -

2,6

6 -

3,2

7 -

2,5

8 -

2,3

9 -

2,4

Média

25,9

2,6

Desvio

1,0

0,3

CV

3,7%

11,8%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo A, configuração 8, estão

apresentadas na Tabela 118.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

259

Tabela 118 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

A,

configuração 8

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 21,6

-

2 24,1

-

3 25,3

-

4 -

2,5

5 -

2,5

6 -

2,9

7 -

2,8

8 -

2,8

9 -

2,1

Média

23,7

2,6

Desvio

1,9

0,3

CV

8,0%

10,8%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo B, configuração R, estão

apresentadas na Tabela 119.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

260

Tabela 119 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

B,

configuração R

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 37,4

-

2 35,2

-

3 38,0

-

4 -

3,5

5 -

3,8

6 -

3,7

7 -

2,6

8 -

2,9

9 -

4,2

Média

36,9

3,5

Desvio

1,5

0,6

CV

4,0%

16,8%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo B, configuração E, estão

apresentadas na Tabela 120.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

261

Tabela 120 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

B,

configuração E

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 31,1

-

2 34,9

-

3 31,8

-

4 -

3,7

5 -

2,5

6 -

3,4

7 -

3,6

8 -

3,1

9 -

3,1

Média

32,6

3,2

Desvio

2,0

0,4

CV

6,2%

13,9%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo B, configuração 4, estão

apresentadas na Tabela 121.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

262

Tabela 121 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

B,

configuração 4

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 33,2

-

2 29,6

-

3 37,3

-

4 -

2,8

5 -

3,1

6 -

2,8

7 -

4,0

8 -

3,6

9 -

2,7

Média

33,3

3,2

Desvio

3,9

0,5

CV

11,6%

17,4%

Fonte: produzido pelo autor

As resistências mecânicas da amostra do graute do grupo B, configuração 8, estão

apresentadas na Tabela 122.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

263

Tabela 122 – Resistências mecânicas

dos

grautes

do

grupo

B,

configuração 8

CP

Compressão

Tração

(MPa)

(MPa)

1 37,2

-

2 38,9

-

3 35,7

-

4 -

3,1

5 -

3,7

6 -

2,9

7 -

2,6

8 -

2,6

9 -

2,8

Média

37,3

2,9

Desvio

1,6

0,4

CV

4,3%

14,2%

A.1.5 Armaduras

A.1.5.1 Aço CA-50

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de tensão por deformação na caracterização do aço CA-50, armaduras

de 12,5 mm, estão apresentadas nas figuras 136, 137 e 138.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

264

Figura 136 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura de 12,5 mm

136 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura de

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

265

Figura 137 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura de 12,5 mm

137 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura de

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

266

Figura 138 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 3 da armadura de 12,5 mm

deformação para o corpo de prova 3 da armadura de 12,5 mm Fonte: produzido pelo autor

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de tensão por deformação na caracterização do aço CA-50, armaduras

de 16,0 mm, estão apresentadas nas figuras 139, 140 e 141.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

267

Figura 139 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura de 16,0 mm

139 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 1 da armadura de

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

268

Figura 140 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura de 16,0 mm

140 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 2 da armadura de

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

269

Figura 141 – Curva de tensão por deformação para o corpo de prova 3 da armadura de 16,0 mm

deformação para o corpo de prova 3 da armadura de 16,0 mm Fonte: produzido pelo autor

Fonte: produzido pelo autor

A.1.5.2 Aço CA-60

As curvas de tensão por deslocamento na caracterização do aço CA-60, fios de 5,0

mm, estão apresentadas nas figuras 142, 143 e 144.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

270

Figura 142 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 1 do fio de 5,0 mm

270 Figura 142 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 1 do

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

271

Figura 143 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 2 do fio de 5,0 mm

271 Figura 143 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 2 do

Fonte: produzido pelo autor

APÊNDICE A. Resultados experimentais

272

Figura 144 – Curva de tensão por deslocamento para o corpo de prova 3 do fio de 5,0 mm

por deslocamento para o corpo de prova 3 do fio de 5,0 mm Fonte: produzido pelo

Fonte: produzido pelo autor

A.2 Tração nas emendas

A.2.0.1 Grupo A, configuração R

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1, está indicada na Figura 145.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

273

Figura 145 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova

2, está indicada na Figura 146.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

274

Figura 146 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova

3, está indicada na Figura 147.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

275

Figura 147 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova

4, está indicada na Figura 148.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

276

Figura 148 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 4

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova

5, está indicada na Figura 149.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

277

Figura 149 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 5

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova

6, está indicada na Figura 150.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

278

Figura 150 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, corpo de prova 6

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração R, estão indicadas

na Figura 151.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

279

Figura 151 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração R

de força por deslocamento para o grupo A, configuração R Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1, está indicada na Figura 152.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

280

Figura 152 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração R, corpo de prova 2, está indicada na Figura 153.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

281

Figura 153 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração R, corpo de prova 3, está indicada na Figura 154.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

282

Figura 154 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração R, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração R, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 123.

Tabela 123 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração R

Força

AR-1

AR-2

AR-3

AR-4

AR-5

AR-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

16,67

17,83

17,06

15,35

19,52

13,77

16,70

1,99

11,9

F 1

35,79

63,20

65,64

69,83

44,40

33,09

51,99

16,17

31,1

F 2

62,13

55,86

54,48

65,52

58,48

57,86

59,06

4,10

6,9

F crit

46,50

64,45

65,74

70,51

52,18

44,53

57,32

10,98

19,2

F rup

76,83

73,72

77,74

80,03

74,04

71,91

75,71

3,01

4,0

F f inal

52,08

47,60

77,39

38,84

42,80

78,54

56,21

17,44

31,0

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.2 Grupo A, configuração E

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

283

Figura 155 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

2, está indicada na Figura 156.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

284

Figura 156 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

3, está indicada na Figura 157.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

285

Figura 157 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

4, está indicada na Figura 158.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

286

Figura 158 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 4

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

5, está indicada na Figura 159.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

287

Figura 159 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 5

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova

6, está indicada na Figura 160.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

288

Figura 160 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, corpo de prova 6

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração E, estão indicadas

na Figura 161.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

289

Figura 161 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração E

de força por deslocamento para o grupo A, configuração E Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo A, configuração E, corpo de prova 1, está indicada na Figura 162.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

290

Figura 162 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração E, corpo de prova 2, está indicada na Figura 163.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

291

Figura 163 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração E, corpo de prova 3, está indicada na Figura 164.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

292

Figura 164 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração E, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração E, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 124.

Tabela 124 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração E

Força

AE-1

AE-2

AE-3

AE-4

AE-5

AE-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

13,73

16,26

22,74

17,03

11,54

19,82

16,85

4,05

24,0

F 1

53,30

54,57

65,60

36,42

47,66

29,63

47,86

13,06

27,3

F 2

57,54

64,27

55,64

58,78

47,73

53,32

56,21

5,55

9,9

F crit

60,92

61,31

66,03

45,62

52,21

33,45

53,26

12,15

22,8

F rup

75,72

82,78

71,52

81,42

59,03

61,20

71,95

10,04

14,0

F f inal

75,02

82,09

46,91

81,11

78,59

10,56

62,38

28,59

45,8

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.3 Grupo A, configuração 4

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

293

Figura 165 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

2, está indicada na Figura 166.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

294

Figura 166 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

3, está indicada na Figura 167.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

295

Figura 167 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

4, está indicada na Figura 168.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

296

Figura 168 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 4

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

5, está indicada na Figura 169.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

297

Figura 169 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 5

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova

6, está indicada na Figura 170.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

298

Figura 170 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 6

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4, estão indicadas

na Figura 171.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

299

Figura 171 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4

de força por deslocamento para o grupo A, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 1, está indicada na Figura 172.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

300

Figura 172 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 4, corpo de prova 2, está indicada na Figura 173.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

301

Figura 173 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 4, corpo de prova 3, está indicada na Figura 174.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

302

Figura 174 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração 4, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 125.

Tabela 125 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 4

Força A4-1

A4-2

A4-3

A4-4

A4-5

A4-6

Média

Desvio

CV

 

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

16,94

20,87

16,59

19,85

20,68

25,68

20,10

3,30

16,4

F 1

63,14

65,75

51,96

59,30

60,02

53,35

58,92

5,39

9,1

F 2

54,35

54,55

51,96

54,05

54,27

49,24

53,07

2,10

4,0

F crit

64,38

66,26

59,78

60,17

62,42

62,81

62,64

2,47

3,9

F rup

77,24

77,38

80,95

75,38

79,80

78,06

78,14

1,98

2,5

F f inal

77,24

77,38

80,95

75,38

79,80

78,06

78,14

1,98

2,5

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.4 Grupo A, configuração 8

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

303

Figura 175 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

2, está indicada na Figura 176.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

304

Figura 176 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

3, está indicada na Figura 177.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

305

Figura 177 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

4, está indicada na Figura 178.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

306

Figura 178 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 4

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

5, está indicada na Figura 179.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

307

Figura 179 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 5

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova

6, está indicada na Figura 180.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

308

Figura 180 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 6

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8, estão indicadas

na Figura 181.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

309

Figura 181 – Curva de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8

de força por deslocamento para o grupo A, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 1, está indicada na Figura 182.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

310

Figura 182 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 1

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 8, corpo de prova 2, está indicada na Figura 183.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

311

Figura 183 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 2

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo A, configuração 8, corpo de prova 3, está indicada na Figura 184.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

312

Figura 184 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 3

para o grupo A, configuração 8, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 126.

Tabela 126 – Forças nos ensaios do grupo A, configuração 8

Força A8-1

A8-2

A8-3

A8-4

A8-5

A8-6

Média

Desvio

CV

 

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,58

21,49

21,32

24,45

20,20

22,40

22,57

2,05

9,1

F 1

61,95

51,42

48,71

45,23

62,33

68,59

56,37

9,20

16,3

F 2

56,22

47,47

48,74

41,69

53,33

58,24

50,95

6,15

12,1

F crit

67,22

54,41

56,02

53,71

64,17

68,99

60,75

6,83

11,3

F rup

83,31

78,65

77,56

72,66

80,17

81,19

78,92

3,66

4,6

F f inal

83,31

78,65

77,56

40,27

80,14

28,84

64,80

23,78

36,7

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.5 Grupo B, configuração R

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

313

Figura 185 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

2, está indicada na Figura 186.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

314

Figura 186 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

3, está indicada na Figura 187.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

315

Figura 187 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

4, está indicada na Figura 188.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

316

Figura 188 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 4

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

5, está indicada na Figura 189.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

317

Figura 189 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 5

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova

6, está indicada na Figura 190.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

318

Figura 190 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, corpo de prova 6

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração R, estão indicadas

na Figura 191.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

319

Figura 191 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração R

de força por deslocamento para o grupo B, configuração R Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo B, configuração R, corpo de prova 1, está indicada na Figura 192.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

320

Figura 192 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração R, corpo de prova 2, está indicada na Figura 193.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

321

Figura 193 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração R, corpo de prova 3, está indicada na Figura 194.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

322

Figura 194 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração R, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração R, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 127.

Tabela 127 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração R

Força

BR-1

BR-2

BR-3

BR-4

BR-5

BR-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

28,67

30,27

25,22

26,76

30,15

28,62

28,28

1,97

7,0

F 1

100,21

107,16

104,75

83,92

99,78

91,50

97,89

8,69

8,9

F 2

100,21

95,91

92,42

83,92

90,89

78,04

90,23

8,07

8,9

F crit

103,69

106,99

105,68

87,99

101,92

90,53

99,47

8,13

8,2

F rup

128,67

126,92

122,13

137,00

126,03

134,69

129,24

5,59

4,3

F f inal

53,17

33,30

28,38

21,42

98,48

29,02

43,96

28,79

65,5

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.6 Grupo B, configuração E

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

323

Figura 195 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

2, está indicada na Figura 196.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

324

Figura 196 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

3, está indicada na Figura 197.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

325

Figura 197 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

4, está indicada na Figura 198.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

326

Figura 198 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 4

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

5, está indicada na Figura 199.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

327

Figura 199 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 5

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova

6, está indicada na Figura 200.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

328

Figura 200 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, corpo de prova 6

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração E, estão indicadas

na Figura 161.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

329

Figura 201 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração E

de força por deslocamento para o grupo B, configuração E Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo B, configuração E, corpo de prova 1, está indicada na Figura 202.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

330

Figura 202 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração E, corpo de prova 2, está indicada na Figura 203.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

331

Figura 203 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração E, corpo de prova 3, está indicada na Figura 204.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

332

Figura 204 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração E, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração E, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 128.

Tabela 128 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração E

Força

BE-1

BE-2

BE-3

BE-4

BE-5

BE-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,95

25,83

27,83

29,79

31,32

39,76

30,08

5,21

17,3

F 1

68,64

55,44

62,31

45,63

84,91

73,70

65,11

13,85

21,3

F 2

68,47

55,44

62,31

45,63

84,91

73,70

65,08

13,84

21,3

F crit

85,32

61,68

74,86

51,46

84,91

74,48

72,12

13,32

18,5

F rup

111,55

77,91

115,22

88,12

93,09

102,57

98,08

14,33

14,6

F f inal

76,73

16,28

34,27

22,87

20,74

72,14

40,51

26,98

66,6

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.7 Grupo B, configuração 4

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

333

Figura 205 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

2, está indicada na Figura 206.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

334

Figura 206 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

3, está indicada na Figura 207.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

335

Figura 207 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

4, está indicada na Figura 208.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

336

Figura 208 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 4

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

5, está indicada na Figura 209.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

337

Figura 209 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 5

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova

6, está indicada na Figura 210.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

338

Figura 210 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 6

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4, estão indicadas

na Figura 211.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

339

Figura 211 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4

de força por deslocamento para o grupo B, configuração 4 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 1, está indicada na Figura 212.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

340

Figura 212 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 4, corpo de prova 2, está indicada na Figura 213.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

341

Figura 213 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 4, corpo de prova 3, está indicada na Figura 214.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

342

Figura 214 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração 4, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 129.

Tabela 129 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 4

Força

B4-1

B4-2

B4-3

B4-4

B4-5

B4-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

30,27

33,65

24,81

34,05

33,98

32,10

31,48

3,57

11,4

F 1

98,78

88,30

98,34

103,50

104,97

99,75

98,94

5,86

5,9

F 2

87,11

88,30

54,05

90,52

92,26

88,62

83,48

14,53

17,4

F crit

113,74

102,39

105,73

110,51

107,04

112,53

108,66

4,35

4,0

F rup

141,91

139,20

127,04

118,17

124,92

135,45

131,12

9,20

7,0

F f inal

113,06

114,88

90,11

43,97

67,31

105,07

89,07

28,31

31,8

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13

A.2.0.8 Grupo B, configuração 8

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

APÊNDICE A. Resultados experimentais

343

Figura 215 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

2, está indicada na Figura 216.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

344

Figura 216 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

3, está indicada na Figura 217.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

345

Figura 217 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

4, está indicada na Figura 218.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

346

Figura 218 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 4

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 4 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

5, está indicada na Figura 219.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

347

Figura 219 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 5

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 5 Fonte: produzido pelo autor A curva

Fonte: produzido pelo autor

A curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova

6, está indicada na Figura 220.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

348

Figura 220 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 6

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 6 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8, estão indicadas

na Figura 221.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

349

Figura 221 – Curva de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8

de força por deslocamento para o grupo B, configuração 8 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 1, está indicada na Figura 222.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

350

Figura 222 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 1

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 1 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 8, corpo de prova 2, está indicada na Figura 223.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

351

Figura 223 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 2

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 2 Fonte: produzido pelo autor As curvas

Fonte: produzido pelo autor

As curvas de força aplicada no corpo de prova por deslocamento da garra, no eixo

horizontal inferior; e por deformações nos extensômetros, no eixo horizontal superior; para

o grupo B, configuração 8, corpo de prova 3, está indicada na Figura 224.

APÊNDICE A. Resultados experimentais

352

Figura 224 – Curva de força por deslocamento por deformação para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 3

para o grupo B, configuração 8, corpo de prova 3 Fonte: produzido pelo autor As forças

Fonte: produzido pelo autor

As forças extraídas nos ensaios estão indicadas na Tabela 130.

Tabela 130 – Forças nos ensaios do grupo B, configuração 8

Força

B8-1

B8-2

B8-3

B8-4

B8-5

B8-6

Média

Desvio

CV

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(kN)

(%)

F 0

25,05

34,88

32,28

35,51

36,05

37,00

33,46

4,42

13,2

F 1

95,19

79,70

97,47

84,99

65,46

56,21

79,84

16,36

20,5

F 2

79,17

74,05

80,84

84,99

63,69

55,31

73,01

11,35

15,5

F crit

107,04

91,92

111,12

87,90

82,84

70,46

91,88

15,21

16,6

F rup

141,28

126,03

140,01

119,57

131,22

133,55

131,94

8,29

6,3

F f inal

117,34

90,19

61,67

119,57

72,26

78,33

89,89

23,98

26,7

Fonte: produzido pelo autor

Notas: O significado de cada força está indicado na Tabela 13